Uma vitória para Donald Trump

Emanuel Macron passa pela fase mais difícil do seu mandato enquanto Presidente Francês, enfrenta protestos veementes e, no inicio, com razão de ser. Macron comete o mesmo erro de Merkel das portas abertas com um critério pouco selectivo. Não existem soluções perfeitas, o facto, é que temos de proteger a vida seja ela de uma criança, de uma mulher ou homens de qualquer religião. Nisso Portugal deu e continua a dar cartas, acolheu milhares de Portugueses vindos de África, sejam eles muçulmanos, católicos ou judeus, com sacrifício, mas trabalhou-se no meio de espinhos consideráveis. Não houve período de integração, só se for no clima, porque Portugal era mais que o País continental, Portugal era o somatório das suas ex-colónias onde as culturas eram harmonizadas ente si e todos se respeitam, sempre numa base de educação judaico-cristã, que influenciou o modo de ser de muçulmanos e ismaelitas, tornando hoje o nosso País no “Óasis” da boa convivência que temos.

A Europa tem outra tradição que nós não temos, até com o que se chama de Islão “moderado”, mas hoje a vaga migratória é diferente e mais complexa, os pressupostos de educação do Islão que ai vem são diferentes do nosso, não tem raízes judaico-cristãs e tem comportamentos erráticos nos direitos humanos gerais, especialmente o tratamento dos homens face ás mulheres entre outras visões mais ou menos da idade média que hoje no mundo ocidental não se usam, mas que uma certa concepção do Islão continua a adoptar. França tem parte desse Islão, nem todos são assim, é preciso sempre relativizar, mas o que existe é incómodo, corrói a nossa liberdade individual, crescemos com medo, fazemos as coisas com medo e não sabemos com o que contar.

França tem esta espada de fogo, e tem outra lança que não perfura o corpo porque tem empresas multinacionais fortes e capital.  Não obstante isto, a Economia Francesa está estagnada, no mandato do Sr.Hollande não houve reformas de maior e a fundo e, grande parte do ajustamento orçamental Francês foi feito pelo lado da receita, basicamente um dos pregos no vulcão Francês actualmente activo. A Economia Francesa não pode sustentar níveis de despesa pública que tem, dos maiores da Europa valores que se aproximam e rondam os absurdos 60% do PIB em gastos estatais, quando que até Portugal e outros Países do Sul tem valores bem abaixo. Sinal de inércia, sinal de contra reforma, ou resistência ás mesmas com os sindicatos a ajudarem na manutenção de um rumo certo ao precipício.

O caminho de Macron é estreito, dúbio e perigoso. Já se viu que não tem calo para liderar uma das maiores economias mundiais. Fez mal em ceder à pressão, coisa que Margaret Thatcher nunca fez e aqui em Portugal Pedro Passos Coelho segue a mesma linha de Thatcher, à excepção do recuo normal e saudável na TSU em 2012. Reformar a Economia Francesa exige um corte estrutural na despesa corrente do Estado Francês e isso implica sacrifícios, implica mais sindicatos na rua e contestação social. Desenganem-se aqueles que pensem que a reversão de aumento de um imposto sobre os combustíveis é um recuo natural, não, é táctico e vai exigir esforço orçamental para ajustar o sistema de compensações que é o ajustamento orçamental.

Se não pode existir aumento de impostos, corte-se despesa. Ai sim, Macron vai levar com uma verdadeira contestação em cima, muito pior que esta, pois mexe nas elites, nos lobbys e na máquina socialista da função pública. Aqui é que se vê a diferença entre líderes políticos e Estadistas e Macron neste momento é um líder político. Entretanto, quer se goste ou não, Donald Trump ri-se nos E.U.A pois a terceira guerra mundial não chegou, Kim Jong Un domesticado, acordos comerciais a serem feitos e a serem renegociados com a astúcia de sempre, uma Economia a crescer e desemprego em mínimos mas a precisar de atenções do lado orçamental. Sim, Trump faz-se de maluco e todos acreditam que é, mas lá no fundo são os outros que o são. Como sempre caem todos na teia de quem é a verdadeira raposa velha.

Mauro Oliveira Pires

Galo de Marcelos

Marcelo faz me lembrar aqueles Pombos cheios de carraças que precisam de atenção, não por festinhas no bico, mas por qualquer tipo de migalha ambulante que lhe apareça à frente. Se o Pombo tem fome, Marcelo tem necessidade extrema de mostrar o seu egocentrismo exacerbado perante as Câmaras, com tons de pavão e de pinguim fofos mas, como sempre, a imprensa Norte Americana pouco ligou, nada a apontar portanto.

O outro grau de provincianismo de Marcelo reside na sua incapacidade de dar beijos técnicos bem feitos, veja-se este exemplo, quando Marcelo visitou a Rainha de Inglaterra Isabel II e lhe deu beijinhos(fora do protocolo) e ainda lhe chamou velha(!), ao vivo dizendo que se recorda muito bem dela a quando da sua visita a Portugal nos tempos do Sr Salazar. Além de uma indelicadeza antropomórfica com a senhora, o ar gélido e distante de sorriso amarelo da Rainha disseram tudo, tal como a reacção de Trump ao Pavão de Belém.

Trump mostrou-se completamente indiferente(What Else?!), com os bocejares da picareta falante. Sabem quando estamos a falar com uma pessoa, ela está a ser super chata, temos que ser simpáticos e dizer:” Isso mesmo, Ok!” e abanar a cabeça cordialmente? As atitudes de Marcelo cansam meio Mundo, mas ninguém lhe diz, quando Marcelo cai do pedestal lá vem a gastroenterite não lhe digam nada.

E claro, uma pessoa rodada como Marcelo, que é um Mestre na arte da comunicação e do maquiavelismo quando está de cabeça fria, devia saber que estar perante as câmaras com o Presidente Norte Americano é um excelente palco de oportunidades para deixar mensagens políticas sublimes e práticas, aquelas jogadas de sorrisos amarelos e mini facadas que os políticos fazem, Marcelo nem isso fez.

Um dos temas a abordar e que está na ordem do dia, era o tema dos refugiados de guerra e dos imigrantes económicos dos Países do Norte de África que querem a Europa para o que sabemos(falo dos imigrantes económicos), Marcelo preferiu falar de Ronaldo, do Vinho da Madeira e de patetices agudas. O povo aplaude, talvez por ser tão provinciano e com a mesma mentalidade pequena do Sr. Presidente, é a verdade e o povo sabe disso.

Além disso, não consigo olhar para Marcelo, amigo dos amigos de sempre das clientelas do regime  e das oligarquias como Ricardo Salgado, de um País socialista e invejoso, como exemplo, prefiro olhar para alguém que gera emprego, produz valor acrescentado e sabe o que é passar dificuldades(Trump já ficou falido) e soube-se reerguer perante as adversidades. Mas o povo aplaude o Pavão, porque diz que o País é bom e até fica todo altivo com tais declarações, mas um País que sabe que é “bom” e tem auto-confiança em si próprio não anda aos sete ventos a dizer que é, simplesmente sabe que é, cala-se e trabalha para ser mais.

Mais uma vez, os emigrantes Portugueses foram humilhados. Os Portugueses em Portugal não se importam, 3 bancarrotas em 44 anos e ninguém se chateia, tem o que merecem.

Mauro Oliveira Pires

E se fosse Barack Obama?

Compreendo que seja difícil reconhecer mérito em alguém que se odeia e em que se apostava  que iria arruinar o Mundo com sua loucura, narcisismo e prepotência (sim, ele tem isso tudo). Mas uma coisa é não gostar da pessoa Trump outra coisa é não admitir a eficácia dos seus métodos para conquistar a paz mundial. Dizer-se que foi mérito da China, que foi desespero de Trump (esta foi hilariante!), que foi a Coreia que vergou os EUA (com esta ainda não parei de rir!), que Kim chega numa posição de força melhor que a do Trump como afirmou  Miguel Sousa Tavares (valha-me Deus!), que a ideia de paz nem sequer foi dele, é de uma desonestidade intelectual sem limites. Os factos não mentem e é só preciso lê-los com seriedade.

O episódio que culminou neste momento histórico do aperto de mãos entre EUA e Coreia do Norte, foi a posição severa  e intransigente de Trump em relação Kim Jong-un quando  num ultimato que todos se apressaram a classificar de louco e irresponsável, e que provocaria a III Guerra Mundial, Trump avisava que se o “rocket man” não parasse de fazer experiências com mísseis nucleares, faria desaparecer a Coreia do Norte do mapa! Foi esta posição impopular, politicamente incorrecta que foi decisiva na mudança de planos de Kim. Nunca ninguém tinha tido a coragem de se dirigir a esse pequeno ditador coreano desta forma. De “diálogos em diálogos” o menino mimado que se achava acima de qualquer acordo, brincava aos poderosos provocando o Ocidente. O ódio aos EUA ensinado nas escolas era o combustível que alimentava a loucura de Kim. Até ao dia em que outro louco como ele o enfrentou, sem medo. Kim Jong-un ainda testou Trump com mais uns lançamentos para fingir que era um “poderoso destemido” e estava preparado para “destruir os EUA”. Mas quando Trump imediatamente endureceu as ameaças e fez avanços de tropas para posições estratégicas. Kim recuou e cedeu. Todos assistimos a isto. Porque negar?

Não foi a China nem a Coreia do Sul que pararam a loucura de Kim. Foi o bluff de Trump que resultou na perfeição.  Porque o poder começa no indivíduo e só depois acaba no governo. Se Trump não tivesse sido credível na sua determinação, jamais  teríamos assistido a esta viragem clara na união das Coreias  e desarmamento nuclear. A própria Coreia do Sul o reconheceu.

Tal como Trump, Reagan no passado, igualmente com um bluff bem montado de que iria dar início a um projecto de Iniciativa de Defesa Estratégica –  um sistema defensivo com mísseis colocado no espaço que asseguraria que nenhum míssil disparado pela URSS atingisse os EUA – numa altura em que o império socialista se estava a desmoronar por falência económica, conseguiu pôr fim à Guerra Fria que ameaçava o mundo. Mikhail Gorbachev, tal como Kim, consciente da sua incapacidade para fazer frente aos EUA, cedia. Curiosamente, porque a nossa História tem destas coisas, foi Gorbachev (o líder comunista que cedeu à pressão) e não Reagan, que recebeu o prémio Nobel da Paz por “ter posto fim” à Guerra Fria. Ironias.

Não tenho qualquer dúvida que se mudássemos de protagonistas nesta história e tivesse sido o Obama a conseguir igual feito, o Mundo inteiro iria render-se aos seus pés. As televisões iriam fazer directos, ao minuto,  a acompanhar cada movimento do Presidente, cada palavra, cada expressão. Qualquer coisa por muito insignificante iria ser enaltecida e o momento comentado em mais de uma hora de telejornal, durante vários dias, várias semanas até,  com todos os comentadores televisivos histéricos a bater palmas dizendo que nunca se vira nada igual: EUA a apertar as mãos à  Coreia do Norte e  esta em simultâneo à Coreia do Sul até agora desunida! Mas não. Tinha de ser o Trump, o homem mais odiado do planeta  a conseguir o que não foi conseguido em 70 anos. Logo é preciso desvalorizar. Parafraseando Salvador Sobral, a verdade é que Obama era aquele que até  “podia dar um peido que tudo aplaudia”. Tinha o dom da palavra e o carisma que falta ao bronco do Trump.

Curiosamente também, Obama não precisou senão de belos discursos visionários por um mundo livre de armas nucleares para ganhar um Nobel da Paz, em 2009, com menos de 9 meses de presidência e sua candidatura entregue à tangente a menos de um mês depois de assumir o cargo. Ou seja, foi premiado pelas belas intenções que ainda não tivera tempo de concretizar antes do prémio (não me lembro de alguém que tenha contestado isto). Mas já não se aceita que quem efectivamente concretize essa paz sequer sonhe com isso.

Goste-se ou não é um marco histórico que terá ainda grandes desenvolvimentos e cujo o mérito é tão somente dos dois homens que o protagonizaram: Trump e Kim Jong-un. Habituem-se à ideia.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Donald Trump Ganhou, temos pena!

O Presidente dos E.U.A é um caso de estudo tremendamente peculiar, se, por um lado, despertava no meu caso mais particular uma indiferença bastante subtil, na campanha eleitoral norte-americana, com certas atitudes a levarem me a ponderar se quer ouvir qualquer discurso seu, o tempo passou e não passou só por mera ordem cronométrica e temporal por si só, Trump tem estaleca, tem calo, tem vivência, são 70 anos vividos à mais alta rotação é empresário, recebeu dinheiro para o inicio da sua carreira, mas os lugares comuns da vida e os buracos adjacentes não permitiram que o actual Presidente da maior economia do Mundo se desviasse do seu caminho.

Trump tem uma personalidade única, sabe transparecer para fora o que ele quer, se o ambiente exige que ele se transforme e que tenha de transparecer um “estúpido”, especialmente perto dos burocratas europeus, Trump fá-lo como ninguém, é uma arma negocial de Trump, quem é empresário e lida com o pagamento de salários, com o risco e com a transformação estrutural dos negócios a longo prazo sabe que a prática eterna do bluff nunca passa da moda. Se todos acham que ele, o Donald(ele gosta que lhe chamem assim…), é parvo, ele gosta, pois assim todos baixam a guarda, vão na conversa da sereia e caiem nas redes do pescador.

Trump que é um Business man, sabe perfeitamente que a expansão de uma Economia, que a expansão de um pequeno negócio ao maior, depende na correlação directa positiva do crescimento/expansão dos mercados quer onde se inserem, quer dos externos. Ninguém gosta de tarifas, muito menos Donald Trump, mas a única maneira de as eliminar era mostrar que as mesmas eram más, por mais que as 5.000 páginas de regulação europeia o digam, a União Europeia como um todo continua com uma pauta aduaneira comum aos produtos americanos, a hipocrisia Europeia no seu melhor.

Donald aproveitou-se da situação, lançou o caos, dominou e depois colocou em cima da mesa o que verdadeiramente queria, eliminar tarifas para uma verdadeira concretização do comércio livre. Jogada de mestre? Dom João II(Rei Português), ficaria contente.

Mais uma vez, quem não veio da formatação política quer das juventudes políticas, quer dos Partidos em si, traduzindo por outras palavras menos ostracizantes, o tacho, tem que aprender como se negoceia, para além disso, tem que aprender a pagar salários e a pagar impostos(não é que goste deles..)? Não! Trump é um Self Made Man! Colocou nos sapatos os políticos “profissionais” da cartilha(pardon my english).

O acordo de paz com a Coreia do Norte e com o seu “Rocket Man”, chegaram a bom porto, mas logo a imprensa socialista diz que é fogo de vista. Se fosse o inteligentíssimo, o santíssimo, o grande e Amado líder Barack Obama, esse sim, o acordo era mais credível, era de cimento, era de uma dignidade à Ferro Rodrigues! A dor de cotovelo do sistema ter como líder do Mundo livre uma pessoa que não tem avental faz lhes comichão. Comprem fenistil.

Mauro Oliveira Pires

 

A Trela de Donald Trump

Disclaimer: Note-se, desde já, que este não é um artigo académico pelo que os conceitos serão utilizados de forma a que o cidadão comum compreenda o teor geral do artigo

Recentemente, os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul encontraram-se na fronteira que divide os dois países num encontro histórico.

Para perceber de forma leve a importância deste momento, precisamos recuar, pelo menos, até à Guerra da Coreia que decorreu entre 1950 e 1953 e perceber o que estava em causa nesta guerra. O resultado desta guerra determina, ainda hoje, o status quo da zona.

Estávamos em pleno período de Guerra Fria, que surgiu após o fim da II Guerra Mundial, e que dividia o “mundo capitalista” liderado pelos Estados Unidos da América (EUA) e o “mundo comunista” liderado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A Coreia do Norte invade a Coreia do Sul e despoleta-se o conflito.

O culminar desta guerra resultou numa divisão territorial entre comunistas – Coreia do Norte – e capitalistas – Coreia do Sul.

Com isto, é visível a olho nú as diferenças entre os dois países. Vulgar é a fotografia onde são visíveis os dois países do espaço, representativa das diferenças, onde na Coreia do Norte não vemos praticamente luz, excepto em Pyongyang, ao contrário da Coreia do Sul, iluminada de norte a sul em todo o território. [1]

A Coreia do Sul deu-nos a Hyundai, a LG, a Samsung. Sobre a Coreia do Norte não disponho de registo mas está em 180º lugar no ranking de liberdade económica mundial, abaixo de países como a Nigéria (160º lugar), a República Centro Africana (163º lugar) e Portugal (72º lugar).[2]

Este conflito foi um dos conflitos regionais que ocorreram durante a Guerra Fria. Os dois países que lideravam os blocos ideológicos não guerrearam directamente entre si mas apoiavam logística, financeira e/ou militarmente as facções locais. A Guerra do Vietname (1955-1975), foi outro exemplo, na minha óptica desastroso, com a traição política e social de parte da sociedade norte-americana tendencialmente marxista que, pressionando os EUA a recuar o seu apoio ao Vietname do Sul (que também era apoiado por países aliados anti-comunistas como Austrália e a Coreia do Sul), deixou a facção comunista, apoiada pela URSS e pela China, dominar o sul que resultou na pobreza do país e da região (nem falemos da calamidade do Cambodja e do Laos) e na morte e tortura de milhões de pessoas. Apenas recentemente a região tem se reerguido. David Horowitz, ex-comunista norte-americano, é brilhante na sua análise sobre o tema. [3]

No caso das Coreias, conflito antecessor, foi algo diferente. A Coreia do Sul e os EUA conseguiram vencer a guerra permitindo que o país se libertasse do jugo comunista que queria dominar a região. Dominou apenas a zona norte que, tal como é do conhecimento geral, é um regime totalitário comunista onde as pessoas morrem à fome não lhes sendo permitido sair do país. Os que saem, quase milagrosamente, contam a sua luta e o seu anseio pela liberdade. E alguns, é no Ocidente que encontram o seu oásis.

A Coreia do Norte, tal como qualquer país comunista, sempre odiou o Ocidente. O seu ódio é flagrante na sua propaganda onde os EUA aparecem sempre a ser dominados militarmente pelo país.[4] Nos EUA, qualquer pessoa poderia e continua a poder erguer uma bandeira norte-coreana e viver livremente, o inverso é impensável. Podemos ser comunistas em sociedades capitalistas, mas não podemos ser capitalistas em sociedades comunistas.

A RAND Corporation, no seu segmento online de “Informing Incoming Government Leaders” abordava a Coreia do Norte na sua publicação denominada “A Nuclear North Korea”. É reconhecido, de imediato, que o arsenal nuclear da Coreia do Norte tem aumentado significativamente considerando que o país terá já material físsil suficiente para construir entre 13 a 21 armas nucleares e por volta de 2020 teria capacidade para possuir entre 50 a 100. O país conseguirá já despoletar as armas via aérea ou marítima e estaria a desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir território para além do Oceano Pacífico.[5]

A bomba nuclear foi desenvolvida em plena II Guerra Mundial pelos EUA com base no receio que existia da Alemanha Nazi estar a desenvolver o mesmo tipo de armamento, na altura, sem se saber ou prever ainda o tipo de consequências e efeitos que as mesmas teriam.

Hoje sabe-se. E imaginem a Alemanha Nazi com bombas nucleares.

O perigo das bombas nucleares assenta, particularmente, na imprevisibilidade daqueles que as detêm. E não considerem válido o argumento de que apenas o Ocidente é que quer ter armas nucleares. O Conselho de Segurança das Nações Unidas é constituído por 15 membros, 10 não flutuantes e 5 permanentes: os 5 países permanentes do Conselho são todos países detentores de armas nucleares: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. Outros países detêm armas nucleares como p.ex: Índia e o Paquistão. Não são todos países ocidentais nem são todos livres.

Entretanto aparece Donald J. Trump com o seu tweet super malvado em que chama Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, de “Little Rocket Man”. A troca de galhardetes que antecedeu este episódio e que continuou após o mesmo, na óptica da esquerda mundial, dos liberais e libertários (aliás, qual é o intelectual que não odeia o Trump?), demonstravam a sua inexperiência em tratar temas sensíveis e de gerir conflitos e questões políticas.

Todos receavam um III Guerra Mundial que culminasse no fim dos tempos. O perigo vinha sempre dos EUA, nunca da Coreia do Norte e dos seus aliados, Rússia e China. Era impensável a Coreia do Norte atacar os EUA com armas nucleares, ignorando por completo o seu ímpeto bélico, mas era perfeitamente credível o perigo iminente que é Trump e o seu Twitter.

Resultado? Os líderes dos países coreanos aceitaram encontrar-se e o evento histórico, de facto, ocorreu. Até agora, existem notícias de que a Coreia do Norte irá abdicar das armas nucleares, libertar prisioneiros norte-americanos e adoptar o fuso horário do sul em sina de boa vontade. Independentemente das críticas ao Trump, ele agora teve um sucesso que mais nenhum outro político experiente norte-americano teve. Até novos desenvolvimentos, prefiro confiar na inexperiência do Trump do que na experiência de qualquer outro político.

Sara Albuquerque

Fontes:

[1] Korean Peninsula Seen From Space Station https://www.nasa.gov/content/korean-peninsula-seen-from-space-station, 24 Fev 2014

[2] Country Rankings – https://www.heritage.org/index/ranking, 2018 Index of Economic Freedom

[3] “My Vietnam Lessons” http://www.discoverthenetworks.org/articles/my%20vietnam%20lessons.htm, 2003 (excerto do seu livro “Left Illusions: Na Intellectual Odyssey”)

[4] “With color and fury, anti-american posters appear in North Korea” https://www.nytimes.com/2017/08/19/world/asia/north-korea-posters.html , 19 Ago 2017

[5] “A Nuclear North Korea” – https://www.rand.org/research/primers/nuclear-north-korea.html

Donald Trump Merece o Nobel da Paz

Em 2009 Barack Obama, nove meses depois de ter sido empossado como Presidente dos E.U.A, ganha o Nobel da Paz, simplesmente por ter sido eleito, não fez nada para o efeito, talvez por ser de esquerda e tal condição de superioridade moral sobre todos os comuns mortais tivesse um peso maior, mas a verdade foi reposta nove anos(!), depois, Donald Trump, aquele que ia provocar a III Guerra Mundial e mais cataclismos pelo meio, como uma crise gafanhotos voadores ou qualquer proposta viral de cabelos mais loiros pela população, conseguiu que o “Rocket Man”, o ditador sanguinário da Coreia do Norte, Kim Jong Un, colocasse na gaveta o armamento nuclear da Coreia do Norte.

Muitos duvidaram da capacidade de negociação de Donald Trump, mas este utilizou a táctica mais eficaz, o confronto, onde este é especialista nato e ainda por cima quando se trata de negociar propriedades, Trump sabe que um egocêntrico com recursos limitados como o Ditador Coreano são indivíduos para se tratar de forma directa, não baixando as calças como Obama. A aliança com o Presidente chinês foi importante, a China é dos maiores abastecedores, se não o maior, de energia da Coreia do Norte, qualquer apagão por mau comportamento do Tirano, levaria à queda do regime, era só desligar, pois, como é claro, ninguém deve desestabilizar o progresso do Império do Meio, seria sancionado, Jong un estava entre a espada e a parede, entre enfrentar a possível retirada do poder e a queda da sua dinastia e engolir um sapo à Jerónimo de Sousa e continuar no poder e ser visto como o novo senhor dos afectos.

Kim Jong Un não mudou, um ditador comunista não muda, mas tem uma capacidade camaleónica que outros não tem de engolir o que deve ser engolido, para bem da continuação do roubo ao erário público e para manutenção das suas mordomias quase que ilimitadas. Mesmo que não seja sincero, o Ditador da Coreia do Norte não vai voltar atrás, teve educação Ocidental de alto nível, é pragmático, não tem palas, sabe perfeitamente que o próximo passo da Coreia do Norte é abertura ao exterior, por mais longo que seja a espera para que tal aconteça.

Entretanto Trump deu um passo para a estabilização Mundial ao nível da paz, se o homem de negócios Donald Trump polémico, irreverente, egocêntrico, dono de si próprio não surpreende os mais cépticos é por mera dor de cotovelo, Trump fez uma campanha eleitoral como deve ser, com aqueles erros claro, mas soube bem explorar o vazio do establishment Americano, foi tacticamente um génio, Trump não é político de formação, mas a arte da negociação e a sagacidade táctica e temporização dos momentos certos para atacar adquirem-se com calo, não com acções de formatação que os actuais partidos políticos fazem.

Se a paz Mundial for duradoura, se Trump continuar e conseguir eliminar regulações e burocracias estatais, se conseguir reduzir despesa pública de modo estrutural, a dívida pública Americana é um monstro, pelo menos de modo sustentado para que o défice público Americano desça para que ao menos a dívida pública Americana estanque e, com isso gerar confiança nos mercados, Trump será um Presidente total.

Um mandato com impressão “D” de “Dia D, dia de Donald Trump“, por acaso um título de um livro escrito por um Professor de Direito Português, de modo corajoso, distante, logo imparcial, mas afirmativo, do João Lemos Esteves, Professor Assistente da Faculdade de Direito de Lisboa que aconselho vivamente, onde temos uma análise distante da vida de Donald Trump pré-política, ascensão, queda nos anos 90, o Rei de Nova Iorque, a subida no ano 2000 em diante, Presidenciais. Uma descrição sincera e aberta do polémico Presidente Americano que muitos criticam com pedras na mão, mas que talvez tenha mais impacto na história Mundial e Americana que muitos habilidosos carismáticos que só desestabilizaram as relações diplomáticas Mundiais, sim,  Obama foi mau, muito mau.

Mauro Oliveira Pires