Deve ser pela cor da minha pele

Ser jornalista hoje, salvo algumas excepções, não é relatar factos com isenção e seriedade. É aldrabar, manipular, distorcer, contornar, fabricar “verdades” alternativas. Só não vê quem “usa palas”. Qualquer cidadão atento tropeça diariamente neste lixo jornalístico que promove agendas políticas ligadas ao sistema mas diz-se independente. Tropecei esta semana em vários textos execráveis de tão falaciosos que são. Sobre o quê? Racismo, pois está claro, o tema favorito dos partidos que promovem o vitimismo como meio de subsistência.

O primeiro tropeção foi com Fernanda Câncio essa pérola jornalística que se contorce mais que as minhocas sempre que quer fazer valer um ponto de vista mesmo que sem pontas por onde se pegue. No seu texto “45 Anos de negação” conta a história do “pobre e indefeso” Helder Amaral deputado do CDS que em entrevista lhe revelou ter sido alvo de “racismo” e das implicações que isso teve na sua vida. Sem colocar em causa o depoimento de Helder Amaral, esse mesmo testemunho, poderia ser de qualquer outro cidadão de outra cor qualquer, de outra religião qualquer, com deficiência física, com óculos graduados, pobre, com obesidade ou magreza. Qualquer um. Mas, claro está, o que importava à jornalista era fazer passar a mensagem de que em Portugal temos “muito racismo”. Porém, e para quem não sabe, esta mesma jornalista tinha entrevistado Camilo Lourenço sobre o mesmo tema. Mas este, ao contrário de Helder Amaral, não se vitimizou pela cor. Referiu apenas que os ataques que sofreu não foram por racismo mas por estupidez humana e que essa estupidez existe em todo o lugar. Deve ter sido por isso que Câncio não o quis mencionar neste seu texto. Pois claro, estragava a narrativa vitimista que se pretende e assim  não dá para crucificar os portugueses. Pois é, mas o facto é que:  Helder Amaral é deputado; António Costa é primeiro ministro; Van Dunem é ministra da Justiça;  Quaresma joga na primeira liga; PS tem uma deputada cigana; Patrícia Mamona é atleta medalhada no atletismo;  Anselmo Ralph vende milhões de discos; Mamadou Ba é assessor no Parlamento!!!! E tantos tantos outros!!! Se houvesse racismo em Portugal, jamais teriam chegado tão longe.  

O segundo tropeção foi no texto do Daniel Oliveira no Expresso, outro obcecado em mostrar racismo em Portugal à força toda. Diz ele no seu texto ” A Bosta do racismo” : (…)Mamadou Ba permitiu que este país, que o Estado Novo ensinou que era excepcionalmente tolerante, exibisse finalmente o seu racismo sem filtro. Ou seja, entende esta criatura que as reacções ao comentário de Mamadou onde incita ao ódio e rotula os policiais de “bosta da bófia” mostram “racismo” e são despropositadas porque coitadinho até nem quis insultar, “nós” é que empolamos as coisas. Esqueceu-se claro, de dizer que enquanto alguns reagiam às declarações deste assessor do Parlamento de forma efusiva (em resposta às palavras execráveis do Mamadou), do outro lado da barricada, jurava-se morte aos portugueses e dizia-se textualmente”  Tugas, vocês são uns merdas, não valem nada. Vocês são um lixo de pessoas. Estamos aqui para vos tirar tudo, o vosso trabalho, o vosso dinheiro, as vossas mulher” multiplicavam-se comentários nas redes deste género contra os portugueses.Também se ignora que Mamadou em suas palestras fez exactamente o mesmo com nosso legado histórico e cultural e exigiu o fim da GNR e PSP. Daniel só mostra o que lhe convém porque também ele trabalha para o sistema.

Depois veio o terceiro tropeção. No texto de quem? Só podia ser do tio Anacleto Louçã que no Expresso (este jornal colecciona-os a todos!) entrou a correr salvar Mamadou  no texto “A política suja contra Mamadou” onde passa uma esfregona nos factos para tornar este senhor numa vítima. De quê? Ora de racismo, claro. Está na moda e traz votos às  extremas esquerdas marxistas mentirosas.

Porém, na África do Sul, os brancos não têm sequer acesso a cuidados hospitalares, nem podem possuir bens, são desprovidos de quaisquer direitos humanos. Isto sim, É RACISMO e praticado por NEGROS. Mas Câncio não vê interesse em falar sobre isto. Nem Daniel Oliveira, nem Louçã, nem o Expresso porque é racismo sobre brancos.

Fica assim claro que,  sobre este tema, só falam meias verdades. E meia verdade não é uma verdade. E o jornal Expresso promove este “jornalismo independente” de forma consciente. Ainda esta semana publicou um artigo intitulado   “Mulher negra alvo de violência no metro na Suécia” onde não teve qualquer problema em fazer destaque da cor e da violência. Mas esqueceu-se de destacar que se tratava de alguém que se recusava a pagar e a sair da carruagem obrigando ao uso da força. Mas já noutro artigo “Trinta suspeitos furtam artigos desportivos em centro comercial do Carregado”omitiu a cor e teve o cuidado de referir que no furto à loja não houve agressões nem ameaças aos funcionários. Portanto, fizeram passar a mensagem de uma actuação agressiva das autoridades sobre uma negra, no primeiro artigo e um assalto de 30 pessoas, sem cor,  “muito pacíficas”, no segundo. Este jornal deve pensar que comemos gelados com a testa.

Enquanto isso, eu que sou branca e portuguesa desde que nasci,  trabalhei ao volante de um empilhador numa fábrica de blocos,  nas limpezas,  ainda a domiciliar a idosos, passei a ferro para fora,   guardei crianças e que para ter o que tenho tive de fazer muito calo desde os 17 anos ( que ainda se vê nas minhas mãos), até hoje,  nunca tive a “sorte” de ter um lugar altamente destacável, altamente remunerável sem mexer muitos músculos, como essas “vítimas de racismo” – Mamadou Ba e Helder Amaral – em Portugal.  Deve ter sido pela cor da minha pele.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Serviço público seria fechar serviços públicos

 

Texto lido: https://www.youtube.com/watch?v=5YHbT-GQ5Js&feature=youtu.be

 

Os sindicatos querem reverter a privatização dos CTT para evitar o fecho de agências (fecho relativo já que, segundo um dos responsáveis dos CTT, a maioria vai apenas ser requalificada). Seguindo o mesmo raciocínio, os sindicatos deveriam também pedir a privatização da CGD para evitar o fecho das agências que já teve lugar. Pois a ideia deles é, implicitamente, que sempre que se fecha algo, tem de se pedir uma mudança de dono para evitar o encerramento.

 

Só que claro, os sindicatos não pediram isso… Como estiveram bastante calados quando a CGD fechou alguns dos seus balcões…

 

Já agora, isso acaba onde? Sempre que alguém deixa de fazer algo que queremos temos de o estatizar? Se a minha namorada deixar de fazer felações poderei a estatizar sob o pretexto que deixou de fornecer um “serviço público essencial às necessidades das populações”?

 

Entretanto, o BE anda preocupado com o Interior que está a ficar mais despovoado. E se fica mais despovoado é porque perde serviços públicos, tivesse serviços públicos não perderia população.

 

Ora o Interior perde população desde a década de 1950, altura em que começaram a aparecer os serviços públicos por ironia (ou não). Mas isso não interessa ao BE, são fundamentalmente os fechos de serviços que criaram o despovoamento. Os fechos recentes devem ter criado um despovoamento retroactivo a seguir essa lógica. As pessoas do Interior a partir da década de 1950 devem ter pensado que valia melhor sair de lá, porque dentro de 50 anos os serviços começariam a ser fechados…

 

Há tempos o partido irmão do BE em Espanha, o PODEMOS, declarou que ser patriota é “defender os serviços públicos”, penso que o BE se reverá nessa frase. Reparem bem, é defender os serviços públicos. Não é defender todas as pessoas, não é defender as pessoas honestas que não causam prejuízos, não é defender as gerações futuras. Não, é defender os serviços públicos. O Interior bem pode ficar vazio, mas o importante é continuar a haver correios no meio de desertos…

 

Outra figura do BE, Catarina Martins, disse que os accionistas estão a destruir a empresa. Isto porque pedem dividendos superiores aos lucros dos CTT, comportando-se como “gananciosos destruidores”.

 

É comovente ver esta preocupação com a saúde financeira de terceiros. Esperamos que o mesmo acontecerá quando forem publicadas as contas do Estado, da Segurança Social, do SNS ou das empresas estatais, que como sabemos são exemplos de probidade financeira.

 

Já agora, convém lembrar que quando os CTT foram privatizados, a compra de acções foi aberta a toda à gente. Entre os manifestantes e indignados, e claro Catarina Martins, quantos compraram acções para evitar a “ganância destruidora”?

 

Não tinham ou têm dinheiro para as comprar? Então se não há dinheiro como é que faremos para pagar os impostos que sustentarão os CTT estatizados – pois duvido que os CTT deem  lucros, já que lucro é “ganância destruidora”?

 

Os ricos pagarão os CTT estatais? Ou seja, temos de contar que ricos capitalistas, os tais accionistas gananciosos sejam gananciosos noutras áreas para conseguiremos pagar os CTT.

 

O problema é que a ganância deve ser proibida…

 

Como a OCDE deu uma pantufada a Costa

Vamos lá por pontinhos para canhoto entender:

  • O que é que um político de, esquerda ou de “direita”, em Portugal, faz quando as previsões de uma instituição internacional não são boas? Desvalorizam tais relatórios e dizem que as instituições não tem credibilidade. António Costa é o caso mais paradigmático, a OCDE baixou as perspectivas de crescimento económico para 2016, em Junho, e Costa logo se apressou a desvalorizar a instituição.
  • Se as perspectivas melhoram, porque derrepente, todos os agentes económicos se apercebem que o Governo Costa diz uma coisa e faz outra, logo é fogo de vista e diabo a quatro, começam todos a lançar os foguetes, resta depois o Zé apanhar as canas. Oportunismo? Não! Costices.

Existe sempre, quase sempre, influência de um governo no crescimento económico do País, os gastos do Estado entram para as contas nacionais, neste caso, o consumo publico que não é mais que a aquisição de bens e serviços para o funcionamento da administração pública. O que se quer, então, é que um governo tenha cada vez menos influência nos resultados económicos do País e que se deixe a livre iniciativa privada funcionar e que o Estado não meta o bedelho. Mas em terras de Lusitânia o Estado intromete-se sempre, seja em regulações, taxinhas e burocracias.

Este Governo teve influência no crescimento económico do País, conseguiu assustar os investidores no 1º semestre de 2016 onde a economia abrandou, recuperando nos meses seguintes pois este levou uma pantufada de Bruxelas, o tal plano B que se dizia que não existia e também porque todos se aperceberam do pragmatismo chico-esperto de Costa, o que ele diz nunca é para levar a sério.

O País não foi ao charco porque houve uma continuação das políticas de austeridade, e ainda bem, a despesa pública caiu, apesar de modo conjuntural não estrutural e houve um aumento de impostos a nível indirecto que consumiu qualquer reposição de rendimentos a aqueles que ganham salários médios-baixos. Se a austeridade era uma treta no tempo de Passos, hoje é a vaca sagrada de Costa, a condição de sobrevivência do mesmo.

Se Costa queria puxar a brasa à sua sardinha, na questão do crescimento, saiu-lhe o tiro pela mioleira. A OCDE, como qualquer pessoa que acompanha os temas económicos sabiam, diz que o actual crescimento deve-se a políticas estruturais que foram implementadas e que potenciaram o crescimento económico. Ora, Costa adoptou alguma medida estrutural? BOLA! Estamos a falar do tempo de Passos Coelho. Isto não é dizer quem fez bem ou quem fez mal, ou ainda quem se portou melhor ou não, simplesmente é a verificação da verdade, em nada este Governo contribuiu para o actual crescimento económico. Para quem dizia que a:« Aposta nas exportações era o modelo errado», hoje aproveita-se dele e coloca-se num pedestal. Isto é pior que hipocrisia.

Um dos problemas para encontrar contradições com o Costa de 2015 com o Costa de 2017, é o mesmo problema do cenário macroeconómico ter desaparecido da net de igual forma. O apagão socialista lava mais branco.

Mauro Pires

O Escabeche Comunista

Vivemos num momento político em que a aliança tricolor entre PS/BE/CDU-PEV nos tenta convencer todos os dias, através de uma máquina de comunicação muito bem oleada, que eles sim são a salvação, que eles sim são a mudança e o fim da austeridade. Os coitados do PSD, historicamente, sempre foram asnos da comunicação, não sabendo esmiuçar as boas notícias até à última gota, não sabendo aproveitar todo o valor político que os bons resultados económicos que foram tendo ao longo do seu mandato. Mais, não souberam fazer oposição utilizando estes factos, como vieram a lembrar recentemente. Só agora é que se lembraram que de facto fizeram reformas que levou à liberalização do mercado das rendas, que facilitaram uma série de coisas que ajudou, e muito ao boom turístico que estamos a presenciar.

Não falaram e não insistiram desde o primeiro dia, que o Costa e Companhia Lda. iriam viver em estado de graça durante muito tempo graças ao executivo anterior, que viveriam sempre na sombra dos resultados macroeconómicos do prévio executivo (porque ao contrario do que alguns politico-comentaristas dizem, efeitos na economia devido a reformas não acontecem de hoje para amanhã) e que graças aos Portugueses, a nós os Contribuintes, e graças a grau de pragmatismo que há muito tempo não se via, conseguimos passar de 11% a 3% de défice em 4 anos, e conseguimos colocar Portugal no rumo certo para a recuperação. Agora, CLARO que foi longe de perfeito. Quando o PSD governa, surgem alas conservadoras que mexem em coisas que não deviam, ou pura e simplesmente ignoram outras áreas, ex. Simplex e modernização do estado, e isto não é ideal, tal como não é ideal o clientelismo e a pouca-vergonha que é a governação do PS que parece estar afincadamente focada só nos trabalhadores públicos. Enfim, as coisas vão transitando entre um partido e outro, e o contribuinte reza para que o bicho do fisco não nos prejudique mais do que já o fez.

Só que existem por aí uns tantos políticos, que se acham santos, que se dizem ser protectores do povo e salvadores do trabalhador, que recusam-se a condenar regimes como a do Nicolas Maduro ou do Kim Jong-Un, porque têm laços históricos com uma ideologia política antiga e vencida, logo não se pode criticar. Os nossos queridos Comunistas que tanto gostam de bater na tecla contra o “grande capital” e a burguesia e isto e aquilo, os vingadores que prometem acabar com as desigualdades tanto no público como no privado.

Ora surge hoje uma reportagem do Observador, cujo título é o seguinte: Câmara comunista oferece relógios de 880 euros a trabalhadores. Vou só deixar isso assentar um pouco. Preparados para mais indignação com este belo executivo comunista de Almada? Foram 150,000.00€ em relógios de luxo desde 2011 por ajuste directo a uma ourivesaria do município, sendo que só em maio (mais claro, em ano de campanha) foram €35mil euros em 43 relógios de luxo para homens e mulheres funcionários da câmara. Mais, em Dezembro foram quase €10mil em 65 smartphones para a festa de natal da câmara para os filhos dos funcionários, porque como a tradição era dar uma bicicleta, mas como a maioria já tinha, optaram por smartphones. Em 2015 foram tablets. E em 2017? Frigoríficos, Bimbis, carros? Quiçá uma moradia? Mais, parece que Almada é o único município que tem um festival de música que dá prejuízo, e dá prejuízo de mais de 744mil euros…

Para ser ainda mais claro: o teu dinheiro que sai do teu bolso todos os dias, que contribui para que possamos ter quiçá um estado que no mínimo dos mínimos nos preste um serviço digno no que calha à organização municipal, à saúde, à educação, à manutenção das infraestruturas, etc., está a ir directamente para alimentar um sonho molhado de qualquer comunista: os outros que paguem, para que eu ganhe. €150,000.00 em relógios para os funcionários comunistas e regalias para os filhos dos comunistas todos os anos que custam mais de €10,000.00 ao contribuinte, mais um festival anual na Caparica que custa mais de €700,000.00 em prejuízos. Garantidamente não há de ser a única Câmara a fazer este tipo de porcaria, mas enquanto os outros partidos tentam desvalorizar este tipo de corrupção (porque sim, este tipo de actividade é corrupto), o Partido Comunista anda por aí constantemente a meter-nos pela garganta abaixo que tem que se defender o povo do grande capital e bla bla bla. Se já valia pouco, agora vale ainda menos. Resignem-se ao CGTP, façam um rebranding, e deixem o comunismo na lixeira da história das más ideias cuja execução conseguiu ser sempre ainda pior do que se idealizava.

O facto é que o Jerónimo e o seu comité pertencem à mesma quadrilha que nos anda a assaltar com todas as ferramentas e recursos que têm ao dispor. O objectivo deles torna-se cada vez mais claro: querem como os demais serem senhores disto tudo e viver por conta de todos os contribuintes, para sempre. Querem sentar-se na mesma mesa que o resto do poder, querem poder fazer estas falcatruas sem olharmos. Mas é lixado, existe a informação e quem saiba ler e escrever…

Por isso, se por acaso forem ao Festival Sol da Caparica, e se por acaso se cruzarem com o camarada Joaquim Judas (nome perfeito) ou com um dos outros camaradas com uma bela adição à sua indumentária de luxo, peçam um momento do tempo deles para que eles vos possam, em pessoa, agradecer: afinal, tanto o festival como os relógios foram pagos por vocês.

O Rating de António Costa

seguroecosta

 

O Seguro de António Costa é, neste momento, fazer totalmente o contrário do que aquilo que prometeu em 2015, aliás,  o “amigo” traído por Costa à sua esquerda, o desaparecido Seguro, bem nos avisou, nas primárias de 2014, ao que este vinha, acusando-o de: «desonestidade» e de este estar ao serviço do «PS dos interesses». Uma parte do País, ouviu, e bem, as preces de Seguro daí o resultado medíocre, nas legislativas de 2015, do salvador da pátria dos interesses mais obscuros do PS e braço esquerdo e direito de José Sócrates.

As principais “medidas” de Costa, foram essencialmente, reversões, e não reformas. Oiço em muitos quadrantes que é necessário que o Governo efectue reformas, desculpem-me a franqueza, mas detesto lerdas! Se um Governo que se limita a gerir a conjuntura política, está sentado num conjunto de reformas(algumas), que o governo anterior de Passos fez, tem um quadro internacional tremendamente favorável, o preço do petróleo continua baixo e o euro em mínimos, só temos que crescer, o problema, é que com tantos choques macroeconómicos positivos externos, devia-mos estar a crescer, consistentemente, acima de 2,5% em termos reais(descontar a inflação). Logo este Governo nunca fará reformas, é como dizermos a uma pedra para ter asas e voar. Concluindo, lógica da batata.

Agora podíamos e podemos crescer, o problema é que o crescimento actual de 2,8% é fugaz e vamos voltar à terra no final do ano e em 2018, e isso é preocupante, porque se a Economia Portuguesa não cresce mais que 1,5-1,8% ao ano com choques tão positivos do exterior, imaginem um quadro internacional negativo… Pois e num cenário desses não estamos preparados para resistir, é por isso que se usa a conjuntura positiva a nível externo para se fazer o trabalho de casa e estarmos preparados para futuro, só que nem para isso estamos, o que interessa é o novo Dono Disto Tudo, o Douto Costa, ganhar eleições, causando uma crise política antes.

O regime Kostiano, fará tudo para continuar a beber do sumo de drogas do BCE. Aliás, o principal culpado de Portugal não fazer reformas chama-se BCE que está a formar uma bolha no mercado de dívida, o que só demonstra que o intervencionismo dos bancos centrais só causam cada vez mais distorções em mercado. Sem o efeito da droga, Portugal tinha juros, neste momento, acima dos 5%, o quer dizer, que tínhamos que crescer acima de 5% em termos nominais(PIB+ Inflação), para estancar a súbida da dívida pública. O que neste momento, não vejo possível a médio prazo com estas políticas populistas.

Se queremos subir o rating, e melhorar as nossas condições de financiamento, temos que continuar com políticas de austeridade, aliás, se não fossem as mesmas, Costa não teria resistido e para quem disse a Passos Coelho que a sua austeridade era uma obsessão… Costa não pode andar aos sete ventos a apregoar ás agências de rating que o melhorem, soa a desespero, até parece que se importa com elas(para quem disse que não serviam para nada), só demonstra o desespero de Costa em ter o rating a sair do lixo antes do BCE parar de injectar. Não me parece que isso aconteça, para já, a DBRS,  basicamente a única agência que nos coloca à tona da linha de água, está a fazê-lo para ganhar protagonismo porque a credibilidade está do lado das três grandes agências(Moodys, Standard & Poors e Fitch). E estas só sobem quando a dívida tiver um desempenho razoável de descida, o que pode acontecer este ano devido ao crescimento mais forte pontualmente, mas para o próximo sobe outra vez.

Assim, para quem quer credibilidade, Costa tem que dar a canil e ser mais um mandatário de Bruxelas(para quem ia bater o pé..). Não basta pedir para os outros serem credíveis, nós temos que o ser primeiro.

Mauro Pires