Cúmulo da hipocrisia: esquerda europeia culpa Israel por ter eliminado…um sanguinário terrorista!

1.A hipocrisia da Europa já não é defeito; é puro feitio. Um feitio irritante de uma realidade política e económica que se encontra completamente exangue, sem perspectiva de futuro e em profunda inquietação quanto ao presente. E como elemento agravante desta tragédia que estão impondo à sociedade europeia, os próprios líderes políticos admitem – sem rodeios, nem hesitações – o seu próprio falhanço: confronte-se as declarações do Presidente francês, Emmanuel Macron, antecipando o precipício iminente da Europa. O Sr. Europa – como Macron era apelidado até há bem pouco tempo – já só tenta sobreviver ao colapso deste projecto político de coordenação e amizade entre nações que a (sempre iluminada!) elite europeia tratou de condenar à morte. A França conhece exemplarmente o significado da guilhotina como símbolo de transformação- ruptura-decadência política: pois bem, esta elite europeia (a que Macron pertence, pese embora as suas tentativas de distanciamento crítico selectivo) impôs a guilhotina do politicamente correcto a todos nós, em benefício de alguns (poucos) e em prejuízo da maioria.

2.Já nem mesmo do ponto de vista da defesa do património axiológico a Europa se destaca. Os direitos humanos converteram-se, neste nosso continente, mera figura de retórica: palavras bonitas para maquilhar ideologias políticas chocantemente feias. Teorias filosóficas catitas para esconder a ideologia de morte e terror com que a esquerda política (com os seus amigos da extrema-direita) sonha incessantemente. A lógica dos “esquerdanetes” resume-se ao seguinte: amigo do meu inimigo, meu inimigo é. Donde, quem mata “yankees” e lança pragas (e rockets) contra Israel, quem jura pretender destruir os alicerces da civilização judaico-cristã – é o amigo mais popular e querido da esquerda portuguesa e europeia. Como há muito que a esquerda (dizer-se “esquerda radical” é hoje um pleonasmo) abraçou as doutrinas do relativismo moral, na sua perspectiva, em nenhuma situação da vida há certo e errado; apenas politicamente conveniente e politicamente inconveniente. Consequentemente, o terrorismo passa a ser positivo e salutar se se dirigir contra as “pessoas certas”, isto é, contra os inimigos ideológicos dos esquerdanetes. Acresce que há uma esquerda (e, infelizmente, uma direita) dos interesses que encara a esquerda ideológica radical como os idiotas úteis que é preciso estimar para dominar as estruturas de poder.

3.Neste contexto, a hipocrisia das elites europeias é facilmente explicável: por um lado, as estruturas administrativas são dominadas pela esquerda ideológica; por outro, a esquerda dos interesses e a direita dos interesses juntam-se, alimentando a esquerda ideológica, com vista a salvaguardarem os seus interesses egoísticos. Os direitos humanos perdem, destarte, o seu carácter de posições jurídicas ligadas à dignidade da pessoa humana, passando a identificar-se, tão somente, com meros artifícios retóricos de legitimação dos poderes (jurídicos, políticos e fácticos) vigentes.Um exemplo claro do que acabámos de expor prende-se com a cobertura mediática dos (tristes e lamentáveis) atentados contra Israel que a organização terrorista da Jihad Islâmica tem promovido a partir da Faixa de Gaza. Veja-se o caso do jornal de esquerda britânico “The Guardian”: segundo esta publicação – porventura já influenciada pelos laivos neo-marxistas totalitários do líder trabalhista, Jeremy Corbin – Israel “continua os seus ataques matando oito palestinianos”.

3.1. Mais adiante, no corpo da notícia, os jornalistas iluminados da referida publicação, já conquistada pela extrema-esquerda passadista de Corbyn, acrescentam que “ um total de 34 palestinianos, quase na totalidade civis, foram mortos” – isto apesar de os mesmos jornalistas admitirem, mais adiante no texto, que ainda não dispunham de toda a informação relevante para comprovar tal asserção. Um palpite, portanto, incluído numa notícia que deveria ser objectiva e imparcial. Já relativamente ao facto de a ofensiva de Israel ser uma reacção ao lançamento maciço de rockets, a partir da Faixa de Gaza, por membros da Jihad Islâmica, o “The Guardian” – tal como a generalidade da comunicação social europeia – ignorou ou remeteu a uma mero pormenor irrelevante. Ou seja: o culpado é quem se defende; não quem ataca violentamente, em primeiro lugar, lançando propositadamente foguetes, de forma indiscriminada, contra o território israelita. A narrativa de fazer de Israel o mau e de transformar organizações terroristas como a Jihad Islâmica em verdadeiros “heróis da libertação” é incompatível com qualquer exigência de rigor e VERDADE no tratamento noticioso dos factos.

3.2. Mais: alguns têm mesmo topete de afirmar que Israel é o culpado mor, porquanto teve a ousadia – hélas! – de eliminar, de uma vez por todas,  um dos terroristas mais procurados à face do globo, um assassino profissional, de seu nome, Baha Abu Al-Ata – nem mais, nem menos que o líder (felizmente, já deposto) da Jihad Islâmica. Isto é: para que não restem dúvidas, esta Europa, auto-proclamada pináculo da moralidade, está chorando a morte de um terrorista selvagem que…jurava vir semear o terror e a destruição na…Europa! Nós europeus – amantes da liberdade, da democracia e da segurança, sem a qual a liberdade é apenas proclamação lírica – devemos estar gratos a Israel por nos ter tão proficientemente ajudado a liquidar o brutalmente violento terrorista que era Baha Abu Al-Ata – evitando, desta forma, novos atentados terroristas em solo europeu. Parece, no entanto, que a esquerda radical (pouco) catita que domina as redacções dos jornais prefere chorar (lágrimas de crocodilo) a morte de centenas de europeus nas nossas ruas, cafés, salas de espectáculos – do que abdicar dos seus dogmas ideológicos fanáticos! 

4.E em Portugal? Em Portugal, a situação é igualmente perplexizante. A morte do assassino líder da Jihad Islâmica passou despercebida, não merecendo praticamente destaque jornalístico. Os mesmos “fazedores de opinião” (expressão com que vão insuflando os respectivos egos) que se indignaram com a decisão do Presidente Donald Trump de reduzir o contingente militar dos EUA na Síria – são exactamente os mesmos que ora desprezaram, ora criticaram (consegue acreditar?!) a iniciativa de Israel de matar um terrorista procurado pelas autoridades norte-americanas e…europeias! Verdadeiramente extraordinário!

4.1.Em jeito de conclusão, devemos confessar que a hipocrisia das elites políticas e mediáticas europeias já não nos surpreende, porque já é uma prática reiterada dotada, para elas, de consciência de obrigatoriedade. Em Portugal, ataca-se Israel, como se ataca as nossas forças de segurança, as nossas forças militares, os nossos empresários, os nossos trabalhadores que não se resignam perante o estado de impasse político e social em que vivemos. Numa palavra: nós sacrificamos o dogma à defesa da dignidade da pessoa; a esquerda sacrifica a pessoa à defesa do dogma. Dos seus dogmas radicais e autoritários.

4.2. Por nossa parte, deixamos aqui, em termos cristalinos, o nosso agradecimento a Israel – às mulheres e homens corajosos que servem este Estado, nosso aliado e amigo – por ter liquidado um monstro, como Baha Abu Al-Ata, que era um inimigo declarado das nossas liberdades. E uma poderosa mensagem, tão verdadeira, foi novamente reafirmada: não há lugar neste mundo para terroristas.

João Lemos Esteves 

O PAN, definitivamente, não serve para nada

Um partido deve ser abrangente nas suas ideias. Este é um dos grandes pilares de crescimento de qualquer organização orgânica política. O PAN decidiu ser uma desorganização política inorgânica. Se Catarina Martins e diabo a quatro falavam da “direita inorgânica”, à esquerda, ou à esquerda do centro, como queira chamar, existe o PAN à esquerda a fazer de corpo presente no parlamento português onde apresenta um conjunto de propostas para animais irracionais, deixando os racionais de lado. É necessário que o partido saia da sua bolha e que nos presenteie com algo mais do que javalis a entrarem em restaurantes, papagaios perto da minha mesa onde saboreio caril e uma jibóia no dorso do José Castelo Branco caso tenha eu a infelicidade de o ter no mesmo espaço onde janto.

É algo aborrecido ou “chato”, que o PAN não esteja noutro planeta só com criaturas irracionais que tanto gosta, claro que os bichos não votam, mas sempre davam abastecimento alimentar ao líder do PAN-André Silva- que não tinha chia ou tofu ao seu dispor, ou ainda a Isabel Moreira para lhe fazer as unhas dos pés. Não sei se seria o sonho de André Silva enquanto deputado da Nação, mas deve ser algo muito mais gratificante do que gerir um partido que apoia uma organização ilegal, que comete ilegalidades, que ameaça pessoas e faz terrorismo. Isto meus caros estamos a falar de um partido com assento parlamentar, com gabinetes na Assembleia da Republica e, portanto, salários pagos por nós pagadores de impostos que financiamos salários a um partido com ligações terroristas.

Agora, isso faz de nós apoiantes do terrorismo? Não! Simplesmente é mais um prego para o caixão para nos apercebermos de uma vez por todas que conseguimos ter em plena Assembleia da República partidos de índole terrorista, caso do PCP com o terrorismo económico que fez no PREC onde nacionalizou grandes empresas do regime destruindo-as, o PS, partido que tem responsabilidades directas no maior precipício financeiro da história de Portugal. Temos ainda um Bloco de Esquerda que não é terrorista mas tem tanta utilidade como o PAN, em resumo zero, tendo comícios mais ou menos a roçar a palhaçada e atitudes de crianças de 6 anos(com respeito às crianças). O PSD e o CDS sãos os fascineiros do regime mas que não tem lideres à altura.

Portanto, caros, estamos todos em auto-gestão rumo a algo desconhecido, não sei se rumo a uma bancarrota, vacas a voarem, ou javalis como deputados, mas sei principalmente que temos um bando de inúteis a representar-nos. Uma palavra final de apreço a Ana Leal, jornalista não sei se de esquerda ou de direita, coisa que não interessa, mas faz o seu trabalho de forma imparcial, sem rodeios e sem espinhas na garganta. Isto é jornalismo, é mostrar a verdade sem cor partidária e sem telefonemas constantes do Sr. Costa para as redacções. O Público e o Diário de Notícias sabem do que estou a falar.

Finalizando, é tremendamente caricato que André Silva, líder do PAN, disse que não tinha nada a ver com o IRA mas conhecia o modo de funcionamento interno. Gato com rabo de fora…

Mauro Oliveira Pires

A Procuradora que Sai por INCOMODAR

O meu artigo no Jornal Público esta semana.

O afastamento de Joana Marques Vidal da investigação penal é uma clamorosa injustiça para a Justiça portuguesa.

Joana Marques Vidal, mal tomou posse como procuradora-geral da República, elegeu o combate à corrupção como uma das suas prioridades, mas tem-se queixado da falta de vontade do Governo para o prosseguir, por não disponibilizar os meios necessários à ação do Ministério Público.

A sua primeira reforma deu-se no departamento que investiga crimes de colarinho branco e o seu mandato fica marcado pela firmeza e coragem com que tem conduzido os casos Operação Marquês e “Manuel Vicente” (Operação Fizz), caso que tem comprometido as relações entre Lisboa e Luanda.

Soubemos agora que o Governo não irá manter a confiança na atual procuradora e como o seu mandato termina em Outubro deste ano, não será renovado. O executivo está no seu direito em não reconduzir a magistrada, o que não pode é argumentar juridicamente que “a Constituição da República Portuguesa prevê um mandato único e longo” para o cargo em questão. Efetivamente, na revisão constitucional de 1997, definiu-se um prazo referencial de seis anos para o mandato do PGR, seguindo aliás o velho princípio Republicano de que os mandatos de cargos públicos devem estar previamente definidos na lei. Mas a Constituição não veda a possibilidade de o titular do cargo poder ser reconduzido por igual período. Não pode o Governo avançar com uma proibição que não decorre da lei fundamental, para justificar uma decisão que procede do desconforto de ter uma PGR que foi proposta pelos sociais-democratas, que tem investigado com mão pesada um ex-primeiro-ministro socialista e que põe em causa os mais altos interesses angolanos.

Proibir o exercício de um cargo público deve ser sempre uma exceção ao princípio fundamental da liberdade individual inerente a qualquer Estado de direito e, por isso, condenável. Coloca-se, então, a questão de saber qual o limite máximo do mandato do titular deste cargo. Não só não existe limite máximo como a sua renovação ficará sempre dependente do balanço político que cada governo faça do desempenho do PGR. No caso de Joana Marques Vidal, magistrada de exceção, o seu afastamento da investigação penal é uma clamorosa injustiça para a Justiça portuguesa.

O autor escreve segundo as regras do Acordo Ortográfico (AO90)  

Pedro Borges de Lemos

O que Portugal podia aprender com a Alemanha

Os 12 anos de “reinado” de Angela Merkel, enquanto Chanceler e Dama de Ferro Europeia, foram lhe retribuídos com mais 4 anos por parte dos Alemães. Merkel, já tive oportunidade de falar disto aqui no PortugalGate, aplicou o método científico à política, a par da sua ex-homóloga Britânica Margaret Thatcher que de 1979 a 1990 aplicou uma espécie de processo de fusão entre a metodologia, a calma e o estudo da ciência, medindo cada passo político como se fosse o último. Merkel seguiu-lhe os passos com sucesso da sua ascensão de ministra a Chanceler do País mais poderoso da Europa. A Chanceler Alemã é uma política rara, não tem vergonha de consensos e no fim, acaba sempre por conseguir, pelo seu País, pela estabilidade Alemã e pelo povo Alemão, foi assim que Merkel sempre agiu, não só em defesa da Alemanha como da Europa.

O seu novo mandato, apesar de tremido, pode ser renovado com novos entendimentos com o SPD de Schulz, que é o cenário para mim mais plausível, porquê? Porque o avanço da extrema direita que absorveu tanto eleitorado da CDU como do SPD, paralisam ainda mais o Partido de Schulz, uma vez  que hoje já ninguém, ou poucos, acreditam no Socialismo Democrático, ou na sua forma mais bonita de se dizer, Social Democracia que está há anos pela hora da morte. Sem espaço para crescer, Schulz vai dar a mão a Merkel mais uma vez para um novo mandato, o que seria mais um acto de maturidade da democracia Alemã, o que a longo prazo, não invalida a saída de Merkel do poder, uma vez que se pode sentir desgastada.

Em 12 anos, Merkel cometeu pequenos erros, uns sem impacto no que é o seu “score” eleitoral e a sua imagem, mas cometeu um erro que, apesar de humanista, é perigoso. Nos tempos da II Guerra Mundial, outros Países de outros Continentes receberam os refugiados de Guerra Europeus, mas uma coisa são povos com tradições judaico-cristãs que tem como base o respeito, a liberdade individual e a paz entre povos, outra é uma religião como a Islâmica que é claramente uma religião com restrições à liberdade individual dos seus praticantes, não respeitando-os sequer, não respeitam as mulheres enquanto ser Humano tratando-as como meros objectos, isto, claro, no que diz respeito ao Islão Árabe, não comparemos o Islão Árabe aos muçulmanos das ex-colónias portuguesas que são pessoas fantásticas, trabalhadoras e respeitadoras e que tem uma cultura completamente diferente da Árabe. Falo em causa própria, a minha família cerca de metade, é muçulmana e outra Católica e Judaica estou tremendamente habituado aos hábitos de cada uma e respeito as diferenças de cada uma, mas, lá está, uma coisa são muçulmanos de Moçambique ou Angola que até festejam o Natal e a Páscoa, outra são milhões de refugiados muçulmanos árabes que sim, fogem da guerra, mas a política de portas abertas pode trazer sempre um infiltrado.

É este talvez um dos últimos pregos do caixão de Merkel que, espero, não seja o último mandato da mesma. Apesar deste erro, Merkel conseguiu colocar a Europa unida no seu momento mais difícil depois de políticas keynesianas de gastos públicos irresponsáveis. Todos querem ver Merkel pelas costas porque ela quer menos intervenção do Estado, a generalidade dos políticos Europeus quer mais Estado, mais poder, mais votos das clientelas, Merkel é a antítese disso. Não, quem nos levou à Bancarrota de 2011 foi Sócrates, não foi Merkel, quem assinou o Memorando entendimento com a Troika foi o PS, em conjunto com PSD/CDS, uma vez que Passos se comprometeu a cumpri-lo, e fê-lo como se vê hoje pelos resultados que Costa colhe.

Portugal tem um longo caminho a percorrer para chegar aos calcanhares da política alemã, os políticos alemães reformam, pensam no longo prazo, planeiam e logo constroem. Os Políticos Portugueses? Falam da lógica da batata, acham-nos todos estúpidos e meros votantes de cá aquela palha ou um conjunto de carneiros mansos. Não reformam, a não ser por pressão externa, querem mais Estado e mais poder para distribuírem cargos para os amigos. É isto que é Portugal, um País sem massa crítica, que pouco fala e pouco protesta contra o Estado balofo vigente. Que belo trabalho os nossos filhos e netos vão ter…

Mauro Pires

Para que Raio Serve o Pan?!

Andaram muito ocupados com a Morte do Galo em Seia que afinal é um ovo. Deram prioridade aos animais que quisessem passar a comer fora em restaurantes. Também não se esqueceram de criminalizar os maus tratos  nem de regulamentar a venda em comércios e internet dos patudos. O resto do tempo foi para defender os copos menstruais e ovos contraceptivos para pombos, ou o reconhecimento no Código Civil de um eventual terceiro tipo de “pessoa”, para além da pessoa singular e da pessoa colectiva já existente, para animais. Muito bem! Esqueceram-se no entanto, COMPLETAMENTE das PESSOAS, ANIMAIS e NATUREZA vítimas dos maiores incêndios florestais de que há memória em Portugal. Alguém os viu ou ouviu??

Só em Pedrógão Grande, o número de pessoas vítimas oficiais foram 67 (nem o INEM quis colaborar com a Comissão Independente de Investigação aos Fogos para não ter de revelar algo incómodo) com centenas hospitalizados. Animais foram mais de 500 mortos e cerca de 1200 assistidos. Com a tragédia de 15 de Outubro somaram-se ainda mais 47 pessoas falecidas, mais de 60 feridas e o dobro de animais perdidos na tragédia de Pedrógão. Onde raio está o PAN? Alguém viu esta gente a sujar os sapatinhos de verniz nas cinzas, preocupado com o ecossistema ou a falar com a população afectada? Ora essa! Gentes rurais por acaso dão votos no PAN?

Na verdade se não fosse a Sociedade Civil, outra vez, a mobilizar-se rapidamente acudindo logo no MESMO dia às vítimas destes mortíferos e criminosos fogos, animais e seus donos estariam já todos mortos de fome. Ouviram bem? MORTOS DE FOME. Com efeito, é preciso estar no terreno para ver a dramática e revoltante situação de abandono  a que estão sujeitos. Meu Deus! É impossível ficar indiferente a este sofrimento. São agricultores a suplicar por alimento para os animais sobreviventes. São pessoas aflitas porque não têm anexos para abrigar as ovelhas. Lágrimas por não ter como acudir aos bichos enquanto eles próprios sofrem também por terem perdido tudo.  Vá lá… vá lá… o PAN não quer saber mas pelo menos temos a romaria de cínicos do costume a visitar as zonas ardidas porque fica bem no focus group (menos mal). Fazer, concretizar no imediato e rápido, com dinheiros de donativos (não Estatais) nem pensar. É preciso BUROCRATIZAR ao máximo aquilo que não lhes pertence se não à Sociedade Civil para fazer render o peixe nas contas bancárias… Enquanto isso, que se desenrasquem! Não é? O Natal já está aí e só 32 casas de habitação permanente estão a ser concluídas em Pedrógão. Digam lá se isto é admissível com milhões de donativos onde parte até já foi para aquisição de equipamento hospitalar! Haja vergonha!

O PAN é um valente flop! Não serve efectivamente para nada. Dois anos já no Parlamento e não criminalizou a violência sobre idosos. Não se preocupou um único dia com pessoas que vivem na rua. Não emitiu um pio sobre crianças maltratadas e abandonadas. Nunca se debruçou sobre o Tejo que está a literalmente a MORRER. Tal como Costa, foram atrás daquilo que dá votos pouco se lixando para aquilo a que foram votados. São um embuste que à semelhança do BE se dizem tão preocupados com os mais desfavorecidos mas esquecem-se deles todos os dias. Porque esses como já disse não são funcionários públicos nem dão votos.

Oxalá o cidadão acorde e perceba rapidamente que esta gente não passa de burgueses preocupados com seu lugarzito no Parlamento e os ponha dali para fora. Parasitas a ganhar milhares de euros mensais junto com seus “assessores da treta” que nem árvores plantam em prol da natureza mas que a usam para se promoverem, precisam mesmo é de ir dar banho ao cão, ao gato ou ao periquito… lá de casa…  para bem  longe.

Porque o Parlamento precisa urgentemente tal como nossas florestas, de “limpeza e reordenamento”. Arrancar pela raiz as “ervas daninhas”  e renovar as “plantas mortas” para dar lugar a uma nova “reflorestação” política.

O PAN e todos que por lá poluem.

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Um Marcelo renovado ou entalado?

Quando se olha para Marcelo Rebelo de Sousa pensamos tudo, especulamos tudo, mas no fim, não descodificamos nada, como sempre. O que Marcelo pensa poucos sabem, ele resguarda-se no seu manto de hiperatividade e olhar por vezes distante. Marcelo é da velha guarda, é uma raposa política altamente experiente, conhece todos os cantos à casa, sabe e conhece os ciclos políticos como nenhum comum mortal conhece. O ciclo em que vivemos é nos estranho, José Sócrates, em 2009, ganhou as eleições legislativas sem maioria absoluta, não se associou à esquerda, teve apoio parlamentar à direita para aprovar os seus orçamentos, a direita teve que aprovar tudo, teve que ter sentido de Estado e ser o fiel depositário do PS, o partido dono, parece que por sangue, do País.

Se em 2009 o PSD e o CDS tiveram uma votação conjunta de quase 40%, logo superior aos 36,5% de José Sócrates, não vimos a direita a dizer que tinha mais legitimidade parlamentar que os socialistas, podiam não ter maioria, mas em conjunto tinham mais deputados e enquanto centro ideológico estavam tambem mais representados que o centro esquerda. Quem ganhou as eleições governou, bem ou mal, neste caso pessimamente, porque depois passados 2 anos vimos os resultados da Governação Socrática.

Pedro Passos Coelho, já falei aqui muitas vezes e volto a repetir, não é a melhor coisa do Mundo, não é uma miragem no meio de tantos socialistas de esquerda e de direita, mas foi o homem certo no tempo certo. Soube colocar os interesses do País acima dos interesses partidários e acima de tudo o resto, salvou financeiramente o País e ainda teve em 2015 espaço para distribuir flores eleitorais. Ficou 2 anos a pregar no deserto contra um Governo que não foi eleito, mas que constitucionalmente é correcto mas que a nível ético é errado. Marcelo com Pedro Passos Coelho a governar não tinha muita margem de manobra, não podia ser Marcelo, interventivo, com jogadas de bastidores. Passos não aprecia isso, é recto, vertical faz o que tem a fazer, não gosta de manhas, como se diz na gíria. Com Costa a situação é outra, o Governo é fraco, depende de dois partidos radicais, um que ideologicamente no passado matou 100 milhões de pessoas em todo o Mundo, continuando ainda a matar, e outro que só pensa em medidas estéreis com 98% de conteúdo de lógica da batata.

O Diabo chegou há muito, e não se chama só António Costa, é toda uma frente de esquerda radical que quer continuar a manter o mesmo regime podre, de compadrio, de cunhas, do tio, do padrinho, das rendas excessivas dos oligarcas do regime e de todo o ambiente negativo envolvente que nos impede de crescer sustentadamente, criar mais emprego com salários mais elevados, enfim, um País decente que os Portugueses já mereciam faz 43 anos de democracia. Com a saída de Pedro Passos, gostem uns ou não, cai um pilar de seriedade, um pilar que Marcelo conseguiu deitar a abaixo.

A direita não perdoa a Marcelo a queda de Passos, e faz muito bem, a colagem de Marcelo a Costa foi táctica, permitiu ao Presidente hoje ter o poder informal que tem. Não é só constitucionalmente, o poder popular de Marcelo condiciona, hoje, qualquer manobra de António Costa. Marcelo quer ser popular, tem horror a situações onde é impopular, primeiro está Marcelo, depois o País e de seguida Costa. Primeiro, na óptica de Marcelo claro, está ele porque neste último ano de mandato a sua isenção e colagem a uma cor política foi evidente, não por gostar, mas por necessidade de poder. Em segundo o País porque Marcelo evidentemente ama Portugal como todos nós, e até se redimiu das suas declarações pós Pedrógão onde disse que se fez tudo o que tinha quer ser feito, na sua declaração ao País, a mais recente, foi exemplar, foi Presidente de todos, com pena minha espero que não seja tarde.

Se para o PS Marcelo passa agora a ser inimigo, tenho dúvidas disso, mas que o caldo começa a ficar quente é já um facto irrefutável. O jornal oficial do PS, Acção Socialista, chamou “Jumento”, “Jumento” à principal figura do Estado Português. Nós, cá entre nós, sabemos como funcionam os jornais dos partidos da esquerda à direita, o líder supremo de cada entidade socialista é que manda e dá directrizes, ou os seus trolls de serviço. Se para o Jornal, repito, oficial do PS, Marcelo é Jumento, para Costa também é. Se o disse na cara a Marcelo imagino que não, mas é mais uma demonstração tipo Palma de Maiorca, sempre que o cinto aperta, o caro António foge ou manda alguém falar o que pensa em seu lugar. Ter Marcelo como inimigo é perigoso, e Costa já levou o primeiro tiro, não morreu, mas está quase.

Marcelo já sugou quase tudo o que tinha a sugar de António Costa, encostou-se à esquerda, tem as mais altas taxas de popularidade de sempre, descolou-se, apesar de tarde, e numa futura bancarrota Marcelo dirá que apoiou Costa e fez tudo o que podia para evitar. Derrepente quem usurpa o poder fica sozinho. Será esse o fim de António Costa, sozinho e sem ninguém na política. Porquê? Porque vai nos dar o Tetra, o famoso Tetra para entrarmos no Guinness de uma vez por todas. Um País com a dívida pública e privada que temos, sem qualquer tipo de mudança de fundo e só gerindo a conjuntura só aqueles que disseram que em 2010 estava tudo bem é que hoje dizem o mesmo.

Não se esqueçam, em 15 dias o Mundo muda em Portugal, pode estar tudo igual no resto do Planeta, mas alguma coisa de diferente atinge sempre o casco da Caravela, vá se lá saber porquê…

Mauro Pires

Desta Vez, Quem Estraga Tem de Consertar! Ponto!

Era o que mais faltava demitir o governo AGORA! Sei que pareço radical e insensível mas para grandes males grandes remédios! As pessoas jamais compreenderão a lição se não virem o diabo de frente como o foi anunciado e com razão, várias vezes. Jamais mudarão seu jeito de olhar para a política e os políticos  se não faltar dinheiro nas contas no dia 21 de cada mês. Portugueses esquecidos que quem nos paga salários são os estrangeiros da UE. É triste dizê-lo mas só com a desgraça é que certos cidadãos acoplados ao Estado entenderão que gerir um país exige responsabilidade e responsabilidade não é distribuir a riqueza que não se tem para estender a mão a credores que nos vão pôr a todos a viver miseravelmente durante décadas. Isto tem de acabar, já!

Costa desde que tomou conta da governação a revelia dos resultados eleitorais para fabricar uma geringonça da treta, por causa dela, não parou de destruir o país. Não é só com fogos. É com TUDO. De forma completamente tonta desatou a reverter tudo e mais alguma coisa dando falsamente a entender que o país estava preparado para isso, pouco se importando com o que efectivamente a contabilidade revelava. Passou por cima de todas as instituições independentes que pediam cautela. E distribuiu novamente regalias às clientelas. Depois, sabendo desde sempre que isso iria dar cabo das contas, desatou a cativar dinheiro essencial ao bom funcionamento das instituições públicas. Resultado: um défice controlado à conta da mentira. Ora, sem dinheiro fundamental para o bom funcionamento do país, com cortes absurdos na protecção civil, estavam à espera de quê? Um mar de rosas? Pois bem, aguentem agora com um mar de chamas.

Isto sem falar dos amigos e familiares de amigos que desde o primeiro dia encheu o Estado parecendo a máfia siciliana, c’um catano!!! Já nem vergonha há para pôr marido, mulher, primos, sobrinhos, filhos, tios, tias, amigos e amigos de amigos!!! Nem sequer escondem. Não se privilegia a competência, não se evita sequer ministérios tão importantes quanto o MAI, nem organismos tão sérios como a ANPC. Nada. Venham os amigos porque a vidinha tem de ficar orientada assim que isto rebente e rodar de governo. Pagamos com a vida estas brincadeiras. Malditos!

Quando o país volta a bisar uma tragédia DANTESCA inexplicável, vem prontamente outra vez  a PJ afirmar que já sabe que não há indícios de crime!! Mas que brincadeira de mau gosto ver ser isto? Só um cego não vê. Espanha mesmo ali ao lado não hesitou em apontar o dedo à criminalidade que promete acabar. Não é por acaso que eles são uma grande nação e nós esta tristeza de terra ao Deus dará. Porca miséria.

Foi preciso um Presidente da República dar um valente murro na mesa para que os governantes parasitários em “eternas férias” reagissem e pusessem alguma ordem na casa.  Uma Constança que cai e finalmente deixa de ser o bode expiatório do Costa que se servia dela como  escudo à incompetência; uma maioria parlamentar que se viu obrigada a uma tomada de posição CLARA de apoio ao governo e os compromete finalmente nas consequências desta governação. Uma boa cartada, do Presidente sim senhor! RESPONSABILIZAR e CRIMINALIZAR é palavra de ordem.

É claro que num país civilizado, duas tragédias tão mortíferas com clara falência do Estado nas suas funções básicas teria estremecido o chão que estes políticos pisam e derrubado a corja toda! Mas ainda bem que cá continuam. Porque o chão ardeu todo mas agora há-de vir o terramoto dar conta do resto. O terramoto do descontrolo total da dívida que vai fazer disparar todos os alertas junto dos credores. Que vai pôr a UE de pé atrás e a torneira do dinheiro vai escassear.

Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) em posição no governo nesse dia. Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) a explicar aos portugueses que vão ter de lhes RETIRAR de novo nas regalias que repuseram sem qualquer responsabilidade. Quero-os a informar o país que vamos ter de apertar OUTRA VEZ o cinto porque não há dinheiro para um par de cuecas do Estado. Quero-os a subir impostos directos porque já nem todos os indirectos chegarão para esta engorda compulsiva do sector público. Quero-os a explicar novos congelamentos na Função Pública, novas vendas no sector do Estado, reduções de contratações, cortes de apoios sociais, desemprego galopante, fecho de empresas privadas. Quero-os a LIMPAR a porcaria que estão agora a fazer prontinhos para  descartar para outros palermas que virão. Para que outros sejam os maus da fita que limpa a sujidade governativa  deles e saírem bem vistos como “os bonzinhos que dão tudo” e os outros “os maus que tiram”! Chega! TERÃO DE ASSUMIR! Porque só assim a festa do regabofe socialista à conta do contribuinte, acaba.

Tal como nossos filhos que por muito que os orientemos só aprenderão mesmo com as cabeçadas da vida, desejo o mesmo aos portugueses. Porque se uns compreendem que é preciso governar com responsabilidade,  uma grande parte acha o contrário e merece tudo o que temos passado e vamos ainda passar.

Por isso para grandes males um grande remédio. Seja servida mais uma bancarrota que será certamente muito mais letal para quiçá aprendermos de vez a votar na responsabilidade em vez dos habituais encantadores de cães.

BASTA!

via Desta Vez, Quem Estraga Tem de Consertar! Ponto! — BLASFÉMIAS

Cristina Miranda

Quem é o Culpado do Inferno em Chamas?

Fixe este número: 519 mil hectares de floresta ardida na região interior centro e norte do país SÓ em 2017, o equivalente à área de 519 mil campos de futebol onde jazem milhares de animais, mais de 100 vidas humanas (até ver) queimadas vivas e centenas de casas, fábricas, produções agrícolas e ecossistemas destruídos. Depois  junte a frieza de um primeiro-ministro que diz “que os portugueses têm de se habituar” , de um secretário de estado  que diz “não podermos ficar todos à espera que cheguem os nossos bombeiros e aviões” apelando ao “desenrasquem-se”, de uma MAI que diz que “temos de ser resilientes”, como reacção a esta SEGUNDA tragédia mortífera, como nunca se vira, e reflictam.  Não foi por causa das temperaturas elevadas, não senhor! Não foi por ser um ano excepcionalmente seco. Não foi raios nem queimadas. Não foi por causa dos incendiários do costume. Não! Não foi por causa disto que o Inferno em chamas chegou e incinerou tantos seres. Foi por INÉRCIA CRIMINOSA DO ESTADO. Outra vez.

Porque não há justificação que possam dar  e que explique como um país DEPOIS de uma tragédia tão grande como Pedrógão, não tomou acções PREVENTIVAS imediatas colocando todas as florestas em permanente vigilância e consequente limpeza de matas. Porque foi encerrada a fase Charlie ainda com temperaturas elevadíssimas e tempo seco, sem um pingo de chuva. Porque se deixou expirar contratos de meios aéreos reduzindo de 48 para 18 os meios de combate. Como foi possível deixar exactamente igual as chefias incompetentes e sem formação suficiente na ANPC.  Porque depois de cair o CONAC deixou-se o comando nas mãos Albino Tavares, o número dois, exactamente aquele que impediu o registo de mais alertas na fita do tempo aquando Pedrógão. Porque não foi imediatamente decretado na primeira tragédia que ceifou vidas, o estado de calamidade. Porque não foi de imediato substituído por outros meios de comunicação (os que nunca falharam nos tempos anteriores ao SIRESP) como plano B até resolver esse contrato de comunicação ruinoso e ineficiente. Eu explico: numa casa roubada onde até decorreu mortes trágicas, se de seguida não se põe trancas à porta nem vigilância, é porque simplesmente QUEREMOS que volte a acontecer. Porquê? Ora aqui está o grande busílis da questão…

É que só mesmo um parvo não entende o que está VERDADEIRAMENTE por trás disto tudo (veja aqui). A começar pela análise das fotos que foram chegando da catástrofe. Uma delas a qual  se tornou viral (veja aqui), tirada em Vieira de Leiria, analisada por  um conhecedor na matéria (ex-militar), revelava um fumo MUITO NEGRO e espesso com chamas vivas que alcançavam mais de 200 metros de altura (veja aqui) no pinhal de Leiria. Segundo o mesmo, jamais  pinheiros e resina a arderem teriam este cenário. Atribui a outros combustíveis como a mistura de gasolina e napalm (uma hipótese a considerar). Porque não se analisou isto? Mais: foram cerca de 600 focos de incêndio praticamente todos em simultâneo a deflagrarem de noite e madrugada. Cabe na cabeça de alguém que isto não seja um acto extremamente bem organizado por indivíduos MUITO BEM ENTENDIDOS na matéria e com a CUMPLICIDADE absoluta de gente bem colocada no poder? Mais ainda: o ataque foi só no INTERIOR centro e norte e este último num fim de semana que antecedia a previsão de chuva. Coincidências… A quem convém esta área ardida? Veremos daqui por uns tempos… E vou mais longe, para uma PJ tão hábil a no dia seguinte a Pedrógão descobrir a causa do incêndio numa árvore, não consegue imediatamente e só pela visualização das fotos do pinhal de Leiria chegar a uma única conclusão? Porque está tudo em silêncio e nem a Comunicação Social interroga isto? Porque agem como se tudo isto fosse normal?

Curiosamente vem agora o Louçã do alto da sua divina sabedoria dizer que é preciso um Super Ministério do Combate ao Fogo (mais boys anda girls chefiados quiçá por ele) em vez de mais eficiência do Estado na PREVENÇÃO e combate, a nacionalização das florestas  e expropriação a quem não limpa matas em vez de medidas de ajuda aos proprietários. Mas que conveniente. A reforma agrária do “tempo novo”.

A verdade é que o Governo QUIS manter tudo exactamente igual ignorando e MINIMIZANDO totalmente o trágico acontecimento em Pedrógão como se viu com Costa de ir tranquilamente para férias. O pedido de desculpas que nunca veio alegando que “só se dá na vida privada” demonstra algo que passou totalmente despercebido: um primeiro-ministro que não vê mal no que aconteceu. Que vê apenas danos colaterais. Porque onde há surpresa há choque e onde há choque há um sentimento profundo de culpa do qual nos tentamos redimir. Fiz-me entender? E isto está longe de ser arrogância.

O culpado só tem um nome e um rosto: Estado. Porque o verdadeiro criminoso não é quem pratica o crime. É quem deliberadamente o permite

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via Quem é o Culpado do Inferno em Chamas? — BLASFÉMIAS

Cristina Miranda

 

Feudalismo

O país, pelo menos aquele que pôde dormir sossegado, acorda. Ainda as chamas, a hecatombe anunciada e como sempre evitável. O número de mortos triplicou em duas horas, e vai triplicar até ao impensável.

Bombeiros sem comida ou equipamentos pedem água através do Facebook. Condutores atropelam-se em contramão, matando grávidas. Um homem atravessa portagens que derretem, numa autoestrada que pagaremos em suaves PPP até 2040.

Ministros jantam, reúnem, viajam seguros. Um amigo faz Braga-Lisboa-Braga sem parar, por não haver transportes que tragam o filho à capital onde tem obrigações a cumprir. Ainda não sei nada dele no seu regresso a casa.

Cidades dotadas de moderna e europeia museologia interpretativa e decoradas rotundas, feitas por e para quem com elas comprou mais duas carcacinhas, ardem cercadas com os seus habitantes a debandar mato dentro, direitos ao Hades.

Um secretário de Estado aparece em directo. Dirige-se a uma audiência de milhões a quem tem sido dito há 40 anos que, desaprendendo a Natureza, dependam tranquilos de um monstro que lhes tira 50% da riqueza. Abre a hedionda boca e num segundo desdiz tudo aquilo que o socialismo prometera; as pessoas? não podem contar que haja meios, desembrulhem-se.

A ministra, que a meu ver só pode ter feito favores inesquecíveis a alguém, balbucia inanidades. O primeiro-ministro sorri, faz política partidária, escarnece dos jornalistas, apouca quem lhe paga as mordomias.

A tropa não depõe o Governo. Os eleitores talvez até o reelejam. Vinte euro de aumento mensal nos rendimentos de alguns (uma maioria colossal) a troco do esbulho a outros são quanto basta, e um dia bastará o pão, para comprar o esquecimento de gritos, terror, funerais e abandono posterior a bem da burocracia processual.

As televisões ofuscam a realidade. Mostram novelas, a bola e celebridades, sem fazer contas às audiências, muito menos ao dever de informar.

Um rapaz novo, administrador do site fogos.pt, apela no twitter à partilha de meios. Ajudo-o, são três da madrugada e está sozinho a gerir o único serviço que mostra as eclosões em tempo real e tem o site assoberbado. Leio que desapareceram aldeias em Vagos sem sabermos quem lá ficou.

Marcelo recalcitra nos afectos. No twitter perguntam-me como é possível a resignação apática, o pagamento de impostos, a conivência com este genocídio indirecto ano após ano. Respondo que em Portugal tratou-se diligentemente de imbecilizar três gerações através do marxismo cultural, de um ensino laxista, de subornos laborais e do medo. Medo de perder a doce ostentação, medo que caia a máscara, medo do espelho.

Renegar a nacionalidade, caçar os cortesãos, devolver aos senhores feudais as notas de €20 na ponta de uma forquilha. Mas e depois? Quando já ninguém sequer ousa pregar um prego sem autorização, como é que o povo iria comer? É melhor pedir a Nossa Senhora que isto não se repita e sempre pode ser que nos alcatroem a rua daqui por quatro anos.

País de merda.

O Mergulho do PCP e Bloco Esquerda

Eles queriam dar um salto. Achavam que estavam a fazer um brilharete espectacular ao lado do Costa. Estavam excitados como miúdos pequeninos que acabavam de receber a sua primeira Playstation no Natal. E foi caso para isso. Ambos sabiam que com 8 e 10% miseráveis nunca na vida chegariam ao poder para pôr boys na  máquina do Estado (vejam onde colocaram o Louçã com ajuda do Costa). Entretanto, claro, no meio de umas reivindicações tiveram de comer camiões de sapos, ora cozidos ora crus, empurrados pela ganância do poder. Mas, azar! Sem saberem estavam a condenar à extinção os próprios partidos dando,  isso sim, um valente mergulho. Que chatice.

Com efeito, o eleitorado não perdoou esta traição. Os partidos que eram da oposição e prometiam justiça social, fim da austeridade, fim dos privilégios dos políticos (lembram-se que aprovaram as subvenções vitalícias?) e fim dos aumentos de impostos estavam sem espinha dorsal ao som da bitola do Costa que, enquanto repunha uns tostões, carregava a fundo em todos os impostos indirectos e criava mais alguns com a ajuda da Mariana, essa economista trambolha que nem a vida sabe governar (todos sabemos que vive da caridade de uma amiga). Não há perdão para hipócritas.

A Mariana na noite eleitoral, nem conseguiu disfarçar a tremenda desilusão que trazia. Afinal a menina “brilhante” do BE não convenceu sequer um minuto com seus “dotes excepcionais” nas finanças com sugestão de impostos sobre tudo e mais alguma coisa que mexe. A Catarina com propostas de mudança de sexos aos 16, homens a engravidar,  transportes só para mulheres, legalização de imigrantes ilegais só com promessa de contrato de trabalho, ataque ao turismo e alojamento local, também não encantou. Afinal que se passa?

É claro que comunista que se preze nunca admite derrotas. Mesmo que esteja a afogar-se nelas. As desculpas cairão sempre sobre outros. Assim, Jerónimo culpou os portugueses por essa opção errada afirmando que se iriam arrepender. E mais, ainda justificou essa derrota alegando uma campanha sistemática de ataque anti-comunista. Não terá antes sido ao contrário? Não terá sido por abertamente ter apoiado o regime da Coreia do Norte, da Venezuela ou Angola? Por ter candidatos que afinal são iguais aos outros e também são corruptos? É que o comunista português diz-se comunista mas na verdade não o é. É uma “espécie de comunista que pensa como socialista-democrata”. Ou seja um ser que mistura ideologias, porque não sabe a origem delas, desconhecem quem foi Marx ou o que é “O Capital”, apenas PENSA que ser comunista é ser o mais à esquerda que os outros, logo PENSA serem os mais “amiguinhos dos pobres”. Mas depois, quando lhe vão ao bolso, quando percebem que apoiam ditaduras, quando os vêm a roubar tanto como aqueles que condenam, já  não se revêm no apoio a esses regimes extremistas. E facilmente fogem para o PS…  social-democrata (sim, o nosso PS é social-democrata).

Porque se em vez de adulterar a História se ensinasse a verdade. Se ao invés de esconder que Hitler era um socialista do partido Nacional-Socialista que levou a sua doutrina ao limite do genocídio humano; que Estaline matou à fome, fuzilados, em campos de trabalho forçado ainda mais que Hitler; que Mao Tsé-Tung matou ainda mais pelas mesmas razões que estes dois e ainda conseguiu pôr o povo a comer seus próprios filhos; que Che Guevara não é um herói cubano mas o ” carniceiro de La Cabana que se vangloriava do prazer de matar a sangue frio; que Fidel foi outro assassino que deixou morrer à fome seu povo para viver como um capitalista; que Chavez e Maduro são ditadores socialistas sem escrúpulos que põem o povo a comer do lixo; que Coreia do Norte é liderada por um comunista que leva ao extremo a ideologia marxista trazendo miséria, fome, medo; que o socialismo trouxe miséria na Alemanha dividida enquanto do outro lado do muro, se prosperava; que o comunismo foi banido dos países onde o povo sofreu às suas mãos, como foi na Ucrânia e está em extinção absoluta no Mundo; que comunismo até hoje só trouxe miséria e fome,  NINGUÉM, mesmo ninguém, quereria jamais apoiar um regime desta natureza. 

Mas se ele ainda persiste (falta saber até quando) é porque o marxismo cultural (aquele que sucedeu ao marxismo do proletariado que fracassou redondamente) com a ajuda do multimilionário Soros que financia estes miseráveis partidos, se infiltrou nas nossas universidades.

E só por isso, ainda não se extinguiram. Mas a História encarregar-se-á de fazê-lo. Seguramente.

via O Mergulho do PCP e Bloco Esquerda — BLASFÉMIAS