Berardo? É um passarinho no meio de abutres

O riso de Joe Berardo é o somatório sintomático de 44 anos de podridão do regime mas, igualmente de um conhecimento mútuo e reciproco que Berardo tem das oligarquias portuguesas vigentes. O empresário Madeirense conhece tudo e todos, os podres, onde tomam banho com o copo de Martini, as tardes e noites de políticos, banqueiros e empresários nas ilhas de João Pereira Coutinho, outro empresário falido e amigo dos mesmos de sempre. Berardo sabe quem lhe deu a mão para entrar no mundo fútil do Jet Set Lisboeta e passar de um individuo provinciano que falava mal português, com uma história interessante de crescimento patrimonial na África do Sul, para o empresário da moda idolatrado por vários quadrantes políticos(os tais que lhe ajudaram) que hoje lhe atiram pedras e lhe crucificam com palavras exuberantes e tecnicamente bem trabalhadas oriundas do dicionário da língua de Camões.

Factos são factos e se há Países onde os factos são apreciados como tais, em Portugal não é o caso! Existe uma distorção e canibalização dos mesmos para teorias da conspiração vindas de um sub-mundo estranho reptiliano, pelo menos é o que eles, políticos, querem que nós pensemos. O objectivo, aliás, era mesmo esse, colocar Berardo como o problema e não como um dos casos que gerou o problema e arruinou a Economia Portuguesa durante décadas: A promiscuidade entre política e negócios que muitos políticos hoje colocam na boca com uma facilidade e hipocrisia do tamanho da barriga do Dr.Costa. De políticos e partidos, especialmente o PS, que coloca a família toda no aparelho de Estado e tem a lata de abordar este tema como se fosse o guardião da ética política é para nós, povo português, chegarmos a conclusão que os senhores que estão no pedestal que nós comuns mortais não podemos tocar, que nos estão a chamar um nome muito feio que não abordo aqui por efeitos de boa criação.

Ninguém no seu perfeito juízo, especialmente um chefe de departamento de crédito de um banco, seja ele privado ou público, aceita dar o aval de um montante elevadíssimo de crédito para comprar acções de qualquer empresa financeira ou não financeira, simplesmente não entra na óptica da boa gestão de recursos e da racionalidade. Claro que, pedir racionalidade aos amigos de José Sócrates e ao próprio é pedir muito, é pedir que não tivessem levado Portugal ao mais alto patamar dos rankings da dívida pública mundial e do défice, é pedir que não tivessem usado a Caixa e o BCP para ajudar amizades coloridas. Sócrates e o PS conseguiram usar o Estado Português como se tivessem o direito natural e divino de fazer tudo o que querem e quando querem com ele.

O enquadramento era este, Berardo aproveitou e riu-se na cara dos portugueses por estes acharem que a culpa é dele. E é verdade, os portugueses ficaram furiosos com ele, resultou, resultou a estratégia de certa comunicação social e de certas máquinas partidárias que desviaram o foco do problema. Os políticos que ajudaram Berardo não estavam na sala, pelo menos grande parte, mas deixaram resquícios e formatações bem trabalhadas por ai. É desses que temos que ter receio e que produzam mais Berardos e, já agora, outros casos que os 10 milhões de accionistas do Estado Português tenham que pagar.

Terminado e falando de um caso parecido ao de Berardo que envolve a TAP e o conceito de empresa pública. Como os leitores se recordam, o grupo de aviação Brasileiro Varig faliu em 2006 e tinha uma área de engenharia e manutenção aeronáutica dentro do grupo. A parte da engenharia e manutenção sempre deu prejuízo, era totalmente inviável e a TAP, na altura empresa 100% pública, foi um pião de Sócrates e Lula da Silva, o Presidente do Brasil para se livrar de um activo tóxico e Sócrates para fomentar as “relações luso-brasileiras”.

Pois bem, as relações “Luso-Brasileiras”, de Sócrates e Lula da Silva custaram à TAP um agravamento grave da sua situação patrimonial, com o capital próprio da companhia que era de -100 a -150 milhões de euros em 2009/2010 para hoje se situar em -450 milhões de euros, isto claro, depois de David Neeleman e Humberto Pedrosa, da Atlantic Gateway terem injectado mais de 225 milhões de euros em prestações suplementares para reforçar o capital, que foi logo consumido, passados 2 anos, pelas actividades operacionais no Brasil. Se os moldes da privatização de Pedro Passos Coelho tivessem continuado, muito possivelmente a secção de engenharias do Brasil teria sido vendida por 1€( e já é muito), e hoje a TAP respirava melhor no que  a geração de resultados operacionais diz respeito.

A reversão da privatização por parte de António Costa bloqueou a TAP que precisa de capital para renovar e expandir a sua frota, para se tornar mais eficiente e não alugar aviões em locação operacional que reduziu, assim, o seu activo tangível( A TAP ficou com aviões a voar com mais de 15 anos que cujo valor contabilístico hoje é zero por estar já depreciado), impediu o fecho das operações no Brasil por “afectar as relações Luso-Brasileiras” e descredibilizou ainda mais o Estado Português como caloteiro e imprevisível. Berardo? É um passarinho no meio de abutres.

Deixo aqui uma imagem do essencial dos indicadores essenciais financeiros:

Consolidação
Relatório e Contas TAP 2017

Como podem ver, o Core Bussiness da TAP gera 100 milhões de euros, a aviação. O Brasil gera um somatório negativo conjunto de 74 milhões de euros. É só fazer o somatório destes anos todos de prejuízos e verificar que Berardo é um passarinho.

Mauro Merali

 

É isto o Socialismo, estúpido!

Oficialmente confirmado:
o socialismo é uma doença mental, do foro psiquiátrico.

Poderia ser motivo para nos rirmos, mas não é de todo, bem pelo contrário, deverá é ser é motivo de enorme preocupação, pois em Portugal, mais de 60% dos eleitores portugueses votam em partidos que apoiam e defendem directamente ou indirectamente exactamente as mesmas políticas que têm andado a ser implementadas na Venezuela por Chavez e Maduro.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, só renegam os miseráveis e catastróficos resultados do socialismo, mas paradoxalmente, não renegam o socialismo que conduz a tais resultados.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, defendem exactamente a implementação das mesmas políticas e as mesmas práticas que conduzem precisamente a tais resultados, mas alegando que por cá o resultado o resultado será diferente, para melhor pois claro, pois se na Venezuela correu mal, então era porque não tinham socialismo “verdadeiro”, como se alguma vez fosse possível que o resultado de tais políticas do tal “verdadeiro socialismo” fosse outro que não o da Venezuela.

Que ninguém duvide, que com a matriz do eleitorado nacional que Portugal tem actualmente, só não estamos há já alguns anos em situação idêntica à da Venezuela, porque a União Europeia tem de alguma forma, e em algumas áreas, actuado como um travão a essas políticas, e a esse trajecto.

Mas, repito, a vontade para seguirem o mesmo rumo implementando exactamente as mesmas políticas que foram adoptadas na Venezuela, é existente em mais de 60% do eleitorado português.

Convém não esquecer que se hoje o povo venezuelano está maioritariamente contra o actual governo e contra os resultados do socialismo, há uns anos atrás esteve maioritariamente com este governo e a favor da opção pela via do socialismo.

A situação actual da Venezuela, foi pois resultante de uma livre opção do povo venezuelano pois quer Chavez quer Maduro, no inicio foram eleitos e reeleitos em eleições livres e justas. Exactamente como por cá está a acontecer.

Não é preciso ir nascer num desses países da América do Sul, para se fazer parte de um povo facilmente manipulável e facilmente induzido a acreditar no embuste e na falácia do socialismo, nem para encontrarmos gente como Maduro, Lula, Dilma, Haddad, Fidel ou Chavez, e muitos outros do género, só para citar alguns.

Nós já nascemos num desses países, nós somos um desses países, nós temos por cá toda essa gente. Só que muitos de nós ainda não deram conta disso

Dá que pensar, não dá?

Adopta-me, José Sócrates!

José Sócrates Pinto de Sousa é cada vez mais um homem só. Só, não porque finge uma coisa que é e que depois, a senhora Fernanda Câncio, vai a descobrir precisamente o contrário-afinal a senhora tinha expectativas. Obviamente não vou descriminar nem analisar as amizades coloridas do ex-primeiro-ministro, vamos ao que interessa- depois de uma governação de 6 anos marcada por uma governação de tentativas de fascismo na Europa em pleno século 21, como a tentativa de compra da TVI por parte da PT através de ordens suas, construção de uma rede de bloggers e silenciamento à comunicação social de todos os quadrantes, escutas a Cavaco Silva e, por último, o que colocou Sócrates na categoria de um dos piores portugueses de sempre(atenção que não me quero substituir à RTP), uma pré-bancarrota onde Teixeira dos Santos, o seu ministro das finanças, como não esquecer, admitiu com todos os dentes que tem na boca que:” Em Maio não temos dinheiro para pagar salários nem solver compromissos de dívida”.

Cai aqui já um mito que perdura nas hostes do PS que, se o PEC IV tivesse sido aprovado, que o mundo era mágico e rosa. Totalmente errado! Somente as taxas de juro diminuiriam para níveis onde se podia efectuar emissões de divida curto prazo para pagar compromissos mais urgentes e, assim, adiar com a barriga o problema. Em Novembro de 2011 estávamos outra vez de tanga, ou melhor, ainda mais de tanga, e com um stock de dívida ainda maior. Sócrates cometeu crimes de gestão, crimes económico-financeiros que levaram 3 anos a serem reparados de modo bastante leve por Passos, não havia espaço para mais(a constituição não permite),  e que ainda hoje sentimos o efeito de 125% do PIB em dívida nos nossos bolsos diariamente.

Sócrates saiu impune da gestão do País. Foi para Paris estudar numa faculdade caríssima tendo um estilo de vida ao mesmo tempo brutal. O ex-primeiro-ministro ganhava pouco mais de 3 mil euros líquidos nas suas antigas funções, enquanto ministro pouco menos ganhava. Sócrates não teve tempo para amealhar tanto dinheiro que lhe pudesse pagar milhões de euros de despesas em Paris, a não ser que, claro, tenha amigos e familiares de uma qualidade suprema que nós, comuns mortais aqui do reino à beira mar plantado, não temos. E, diga-se de passagem, não temos, Sócrates tem uma vida social que nós não temos, Sócrates vive na casa dos outros- deve ter algum trauma de ter casa própria, coisas entre ele e a Câncio, não nos cabe a nós escrutinar- Sócrates vive do dinheiro dos outros.

Carlos Santos Silva é um ser inimaginável, um homem que devia estar imortalizado com diversas estátuas na Covilhã com o símbolo do euro no peito. Uma espécie de Ebenezer Scrooge invertido, amigo do seu amigo, que ajuda os mais necessitados na hora de comprar um fato Armani e pagar pequenos almoços nas mais prestigiadas pastelarias de Paris. É pena que, o conto de fadas fique por aqui. É com muita pena minha que, tivemos um Primeiro-Ministro que enriqueceu ilicitamente, tem diversas testas de ferro espalhadas, património não declarado. Sim, porque os amigos não são assim tão parvos e esbanjadores, sim, porque 3 mil euros líquidos por mês não dão para tudo.

Mauro Oliveira Pires

Ivo Rosa, o Juiz “Arquivador”

Há meses foi-me dito em mensagem privada, que o Juiz Carlos Alexandre e a Procuradora Joana Marques Vidal iriam ser afastados dos processos que envolvem Sócrates e outros. Nessa altura, como o faço sempre, coloquei em dúvida essa possibilidade pela importância que estes processos têm e que, ao mudar de mãos, sem justificação plausível, iria destruir por completo a credibilidade da justiça portuguesa aos olhos da sociedade nacional e internacional. Ontem, ficamos a saber que afinal havia mesmo um plano e a última peça do xadrez foi jogada para xeque-mate! Tiro o chapéu!

O afastamento de Joana Marques Vidal foi por culpa do Presidente da República que jamais imaginaria ver colocar os  interesses da Nação no caixote do lixo ao aliar-se a Costa nesta decisão.  Agora, para a nomeação de um novo juiz,  foi  um sorteio electrónico para duas pessoas apenas, completamente viciado, onde só à quarta tentativa deixou de dar “erro”. É claro que o português comum e pouco informado não deu pela pirataria. Não sabe que basta colocar um algoritmo que rejeite o nome que não se pretende, sinalizando-o como “erro”, para assegurar o resultado pretendido. Não entende que não foram erros mas sim 4 tentativas para obter o que desejavam. O que eles não previram foi que por TRÊS VEZES o computador escolhesse o nome de Carlos Alexandre e por isso houve uma sucessão escandalosa de “erros”  que não o foram e com os quais ficaram desmascarados. Este programa informático devia ser imediatamente investigado sem demoras! Ficou clarinho a movimentação tentacular que já vem de trás para safar o peixe graúdo entalado  e bem, nas malhas da justiça.

Que nos espera então esta nomeação de um juiz que por ironia tem o apelido “rosa”? Bem, não é preciso pesquisar muito para saber. Este senhor já vem com um largo currículo de “safanços” de suspeitos de  corrupção. Pois é. Conhecido por não  gostar de apoiar as teses incriminatórias do MP sobretudo quando dizem respeito a caça grossa, Ivo Rosa ilibou 18 dos arguidos da “Operação Zeus”, processo relacionado com a corrupção nas messes da Força Aérea. No caso EDP retirou a  Manuel Pinho o estatuto de arguido mesmo com todas as evidências e suspeitas impedindo ainda  que a PJ fizesse buscas nas suas casas e ainda tivesse acesso às suas contas e movimentos bancários, por entender não haver indícios mínimos de corrupção  sem no entanto permitir a investigação esmiuçada para tirar as dúvidas. Ainda no caso das rendas da EDP, foi este mesmo juiz que impediu também o acesso às contas bancárias de António Mexia e Manso Neto, o que levou procuradores a pedir o seu afastamento do processo acusando-o de parcialidade.  Mas não ficamos por aqui: Ivo Rosa num processo em que a TAP era suspeita de lavar dinheiro de figuras da elite angolana, decidiu não levar nenhum dos suspeitos a julgamento destruindo todo um trabalho de investigação do DCIAP.  Mas calma, ainda há mais: este juiz, no caso do Gangue do Multibanco, um grupo de violentos criminosos responsáveis por mais de 100 assaltos e outros crimes graves, libertou 11 dos 12 membros. Valeu-nos o recurso do MP para um tribunal superior que reverteu por completo esta decisão e onde todos os arguidos acabaram por ser condenados a duras penas.

Por isso os advogados de Sócrates batem palmas! Por isso figuras do PS estão em êxtase! O juiz que mais safou gente ficou com o Processo Marquês. Dúvidas?

Eu não, não tenho depois do que vi ontem. Só certezas. A certeza que vamos regredir aos tempos de Pinto Monteiro e Cândida Almeida, que não viam corrupção em Portugal só “bons rapazes”.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

PS: O Partido das Toupeiras e o Bruxo de Fafe

As toupeiras, não confundir com outras coisas alheias à actividade política, escavam, fazem buracos, criam túneis, esburacam um campo inteiro se for preciso, tal como o Partido da Oligarquia mor em Portugal, o Partido que ora é Social Democrata ás Segundas, Quartas e Sextas e ora é Social Comunista ás Terças, Quintas  e Sábados sendo neutral em dias de incêndio ou catástrofes orçamentais variadas aos Domingos.

O PS é o apogeu perfeito de uma Toupeira mãe, balofa, com uns quilos a mais, mas a transbordar de gordura para o lado, fazendo por vezes ginástica mental e motora para deslocalizar tais maçãs de calorias localizadas para a frente abdominal em sinal de desespero, a táctica do empurra é sinónimo de PS e do PSD do passado que hoje renasce perante o manto fraudulento de Rui Rio, o Dom Sebastião sempre esperado, mas defraudado pelo seu socialismo interior que nada difere de António Costa.

O problema em questão, não é Manuel Pinho, são os vários Manueis Pinhos que o País produz quer pré-Democracia quer Pós-Democracia, os Pinhos do Estado Novo eram Pinheiros e mestres da propaganda, que ainda hoje conseguem que certa camada de Portugueses chorem por um Ditador, mais honesto que certos de facto, mas insuficiente para os tempos de hoje. Os Pinhos do Pós Democracia, são aqueles que promovem o rentismo das Empresas Oligarcas do Regime, os Pinhos do Regime, ou Sócratinhos, como queiram, são aqueles que da esquerda à direita cantaram os melhores versos de Sereia que tudo ia bem e não precisávamos de nos preocupar com reformas para futuro, hoje, pagamos a irresponsabilidade dos Pinhos da Política.

Portugal é como se fosse uma grande pocilga a céu aberto, onde todos armam esquemas, são invejosos, maquiavélicos, mas ninguém é capaz de pegar o touro pelos cornos, todos fogem, o cansaço da corrupção, das mentiras com flor na lapela, levam a que maioria dos Portugueses tenham desistido dos agentes políticos e de aturar o regime que os aventais criaram, este não é o Regime da liberdade que nos prometeram, é um Regime controlado pelos avençais de um Partido e em coligação com certos elementos socais democratas igualmente socialistas que querem o pote e ficam com ele.

O Regime da Liberdade era aquele em que eu tenho a liberdade individual, isto é importante, de eu descontar para uma conta individual privada para a minha reforma, e não pagar as reformas dos outros que estão já na reforma, o castelo de cartas vai ruir, mas continuando, o regime da Liberdade era eu poder escolher o Hospital, quer público ou privado, para onde quero ir, só os funcionários públicos podem, resultado? Excesso de Procura pelos serviços ineficientes do SNS e degradação dos indicadores de saúde a nível geral.

O Regime de Abril trouxe liberdade de expressão, mas não a “liberdade total”, a ditadura da dívida é hoje a maior ameaça à III República que, sem reformas, chegará ao fim. Ditadura da dívida essa criada pela irresponsabilidade da esquerda e pelos paliativos da direita, isto são os Pinhos de Portugal. Nem o Bruxo de Fafe resolve, esqueçam.

Mauro Oliveira Pires