Chamar os Bois pelos Nomes

Sobre Marcelo ter apelidado Arnaldo Matos de “ardente defensor da liberdade”, e que ficaria na memória de todos nós como tal.

Caro Marcelo, uma vez mais, estás do lado errado da história, e mais uma vez fazes questão de insultar e enxovalhar os valores e a memória de todos aqueles que após o 25 de Abril tiveram que andar a lutar contra a implantação de uma sanguinária ditadura de esquerda, e que são os que te elegeram.

Arnaldo Matos foi tudo menos um “ardente defensor da liberdade”. Se algo ele alguma vez ardentemente defendeu, foi precisamente o mais absoluto contrário da liberdade e dos valores democráticos.

Arnaldo Matos era um radical imbecil a roçar o psicopata, com um longo percurso político maoista, que se notabilizou pelo seu radicalismo esquerdopata! Um perigoso manipulador de massas, sem escrúpulos que não olhava a meios para atingir os fins, que se tivesse chegado ao poder, não haveria liberdade nem democracia para ninguém.

Arnaldo Matos era um assumido execrável aspirante a ditador sanguinário. Era um Hitler, um Estaline, um Mao, e um Pol Pot em potencial, que se tem tido acesso ao poder, à semelhança dos acima descritos, teria matado e mandado matar todos os que diferente dele pensassem, todos os seus opositores, e que só não o foi nem o fez de facto, porque a história simplesmente não lho permitiu.

Objectivo, desejo, vontade, de ser tudo isso, de emular todos esses, foi algo que esteve sempre presente ao longo de toda a vida e em toda a linha de pensamento e acção do Arnaldo.

Arnaldo Matos era um fascista, de esquerda, exemplo vivo de que fascismo e comunismo são somente duas faces de uma mesma moeda.

Todos sabemos quem foi de facto o Arnaldo, os valores que defendia, e o que ele teria sido se o tivessem deixado ser, pelo que alegar que o Arnaldo foi um “ardente defensor da liberdade” para além de ser uma completa idiotice, e uma descarada mentira, são também um exercício de enorme embuste, e hipocrisia. Uma inútil patética tentativa de branquear aquilo que foi efectivamente o Arnaldo.

Caro Marcelo, que adoptes postura e discurso muito pouco apropriado com o cargo de PR, e muitas vezes mais condizente até com um qualquer vulgar idiota, nada contra, pois cada um é como é, e em democracia e em liberdade temos que aceitar e respeitar as diferenças, mas agradeço que o faças só em teu nome, e que fales só por ti, não em nome de todos nós, e que  não pretendas arrastar-nos juntos contigo pelas vias da mediocridade que optaste trilhar.

Não caro Marcelo, o Arnaldo não foi um ardente defensor da liberdade e menos ainda da democracia, e não ficará na memória de todos nós como estando associada a tais lutas e a tais valores.

E assim sendo, não aceitaremos que nos trates insultuosamente como se fossemos todos mentecaptos e ignorantes, ainda que haja de facto nesta nação muita gente ignorante e mentecapta.

E  não aceitaremos que queiras fazer de todos nós uma cambada de imbecis, nem que gozes com a memória de todos aqueles que deram a sua vida a lutar contra os Arnaldos deste mundo.

Se o queres ser e fazer, então sê-o e fá-lo sozinho e somente em teu nome

Rui Mendes Ferreira

Cada artigo corresponde à opinião de cada colunista e não à linha editorial geral.

Um Governo Irresponsável

José Sócrates mostrou apartir de 2007 ao que vinha: Instalar uma ditadura oligárquica socialista com ajuda das famílias de sempre do regime e de um controlo afinado da comunicação social.  Sócrates não o conseguiu na totalidade, apesar disso o PS instalou-se nas redacções dos jornais e estações de televisões como poucos, colocando as pessoas “certas” nos “lugares certos” para que a informação normal e imparcial produzida pelos órgãos de comunicação social passa-se a ser feita com tiques marxistas e esquerdistas, manipulando os eleitores e construindo uma máquina perfeita de propaganda. Assim funciona o PS, assim trabalha o partido do regime sempre olhando para o que mais interessa- fundos e cargos que lhe garantam a sobrevivência, e claro, sempre para o seu umbigo. Em 44 anos de democracia, o PS nunca olhou verdadeiramente para Portugal de forma estrutural, olhou sempre como um meio e é isso que António Costa faz, satisfaz o seu ego doentio e ao mesmo tempo que hipoteca o País para futuro.

António Costa faz o que chamamos em Economia de política conjuntural, ou seja, Costa não avista mais nada que um período temporal de mais de 1 ano. Costa passa mais tempo a definir uma estratégia comunicacional, o que inclui telefonemas para os amigos das redacções, do que a governar o País. Costa foi frio em termos emocionais numa altura em que Portugal precisava de mão de ferro, seja em Pedrógão ou nos incêndios de Outubro passado. Costa não sabe transmitir empatia para com o outro sem ser quando quer caçar o voto e, mesmo assim, fá-lo da pior maneira: Com um sorriso cínico no rosto que lhe caracteriza desde os tempos de juventude.

Nem a direita nem o próprio partido o enfrentam cara a cara. Tem medo, não sei de quê, mas tem. Ninguém no PS ousa em criticar António Costa, se o fazem é por trás, não enfrentam a cobra política com aço a ferver porque Costa distribuiu bem os cargos e todos sabem o que acontece quando se enfrenta um homem perigoso como o Primeiro-Ministro não eleito: saneamento. A direita desunida e tendencialmente socialista não fará cócegas a um camaleão tão maleável e táctico como Costa.

Só uma direita com um discurso incisivo, forte, prático, para o sector privado e para abstenção, com gente nova e empreendedora pode fazer frente ao monstro socialista, desenganem-se aqueles que o povo português fica satisfeito por escolher entre socialismo puro e socialismo inorgânico da direita, o povo português quer algo novo mas ao mesmo tempo credível e que seja capaz de resolver os problemas do País a prazo e que traga uma coisa que nos faz falta há 300 anos: Estabilidade e crescimento sustentado.

E não António Costa, não é com corporações sindicais em mãos do partido da foice e do martelo que podem colocar a AutoEuropa fora do País- é só uma empresa que vale 3,7% das exportações e 1% do PIB, coisa pouca- que vais atrair investimento externo reprodutivo, não é assim que os salários vão crescer sustentadamente, não é assim que o País cria riqueza para pagar os teus desmandos. Se, por tua inoperância, arrogância e falta de pulso em não enfrentar sindicatos, uma das empresas que ajudou a mudar estruturalmente a Economia Portuguesa dos anos 90 e adiante, se for embora, podes colocar o teu lugar à disposição. Como não o vais fazer terás a tua paga em Outubro de 2019.

Mauro Oliveira Pires

 

Pimenta no cu dos outros é refresco

A geringonça social comunista, com iniciativa do BE e do PCP, conseguiu agravar a taxa do imposto municipal sobre imóveis(IMI), de 1% para 1,5% para imóveis com valor superior a 2 milhões de euros. É mais um prego na asfixia fiscal de António Costa. A Geringonça continua a olhar para o plano orçamental como um menu, uma espécie de carta de intenções ás eleições legislativas de 2019, onde tenta não agitar as águas para passar calmamente sobre elas, sempre com um mordomo ao lado com guarda-chuva-Rui Rio- e outros seres mais pequenos mas igualmente cúmplices do próximo pântano orçamental. Com isto, Costa faz de Marajá Mor do reino, o gestor político primordial do regime, onde todos tem que obrigatoriamente passar para serem “ouvidos” e serem “alguém”.

O IMI é talvez dos impostos mais injustos- como se o imposto em si fosse justo- que a fiscalidade portuguesa tem. É o imposto que vem depois de todos os outros. O problema é que todos nós- calma, nem todos- temos que o pagar, uma vez que o seu não pagamento implica ter problemas com a autoridade que se sabe, que tem os poderes que tem e que a PIDE hoje teria um orgulho enorme em bater palmas. Quem não o paga chama-se PCP, BE, PSD, PS e CDS(entre outros partidos menos relevantes), claro que tudo dentro da legalidade e, como se sabe, a lei assim o permite. Permite mas de modo errado, há partidos com um património imobiliário extenso, alargado, que depois manda tributar o património dos outros sem tributar o seu primeiro, chama-se a isso hipocrisia.

O PCP é o partido mais rico do País, o que pode ser visto de vários prismas do ponto de vista financeiro. É o partido com maior capital próprio, ou seja, todos os activos que detém em balanço(podemos designar activo de modo muito simplista como o conjunto de direitos que a empresa tem e que se espera que estes gerem valor para futuro, como um prédio por exemplo), subtraídos ao passivo( ou seja todo o conjunto de obrigações, portanto dividas, que este tenha e que no futuro faça com que haja saída de dinheiro da sociedade quando é saldada), fazem com que o património líquido do PCP seja o maior dos três partidos. Além disso, é o partido que detêm o maior activo de todos os partidos, dos quais se destaca uma rubrica muito interessante que se chama activos fixos tangíveis e que podem ver abaixo na foto:

Balanço PCP
FONTE: Tribunal Constitucional, contas anuais dos partidos

Um activo fixo tangível representa isso mesmo- algo tangível, que se pode tocar, portanto se comprarmos um apartamento ou um prédio, isto sempre na óptica empresarial, isto é registado como activo tangível em balanço. Portanto, maior parte do activo tangível do PCP é património imobiliário. E, se formos rigorosos, nem todo o património imobiliário do PCP tem um valor individual acima dos 2 milhões de euros, mas com certeza aquele prédio que tem na Avenida da Liberdade vale isso, e é uma pena que não pague imposto, é sempre menos receita que o PCP não contribui para ajudar, por exemplo, os pobres que tanto fala e tanto esperneia e grita.

Ser hoje camarado ou camarada do PCP, é difícil, admito que tenho pena dos militantes do PCP que não saibam que fazem parte de um partido que quer ser “justiceiro” tributando o património dos outros não olhando para o seu e para os 14,7 milhões em imóveis que tem em balanço no final de 2017. Sim Jerónimo, pimenta no cu dos outros é refresco.

Mauro Oliveira Pires

 

 

O socialismo arruinou os transportes públicos

Numa investigação da SIC ficamos a conhecer o estado lastimoso e crítico da nossa ferrovia. Segundo essa reportagem temos:  20% da frota parada para manutenção; peças que são retiradas de uns comboios para outros; 20 locomotivas Alstone 2600 e comboios  parados nos armazéns do EMEF mas alugamos a Espanha por 11,5 milhões; que em 20 anos houve zero investimento em comboios; que dentro de 15 anos toda a frota atingirá o limite de idade; que há cada vez mais supressão de comboios e só 400 aquisições novas podem travar esta degradação. Pergunta-se: como raio é isto possível numa empresa estatal onde todos os anos são injectados milhões de euros através do OE?

Não é preciso grande esforço para entender o que está por trás desta miserável prestação de serviço público. Na verdade, a resposta até nos entra pelos olhos adentro: as empresas públicas não são geridas, são usadas.

Todos sabemos dos problemas crónicos financeiros de milhões de euros anuais de prejuízos que são cobertos com injecção de dinheiros públicos. Mas poucos questionam porque razão é assim e porque nada se faz para contrariar isso. Isto porque  a classe política teima em fazer  crer que é normal uma empresa pública ter prejuízos porque não tem fins lucrativos. Nada mais falso.

Uma empresa pública gere-se exactamente como uma empresa privada mas com uma variante: não tem por objectivo o lucro, o que não quer de todo dizer que pode ter prejuízos. Assim, embora possa e deva gerar lucros, estes têm de reverter obrigatoriamente para o melhoramento do serviço e redução de custos para o utente e não para outros fins. Dito de outra forma, uma empresa pública que tem lucros tem de o aplicar em benefício dos consumidores. Daí a razão da sua existência: melhor serviço ao menor custo para o utente, em serviços essenciais, livres de especulação. Isto em teoria.

Acontece que nenhuma empresa pública é assim. O que vemos são preços sempre a subir em troca de uma prestação de serviços cada vez mais medíocre. E os transportes públicos são dos mais flagrantes exemplos que existe.

A razão é simples: desde 1975 que o socialismo,  para engordar o número de eleitores,  alimenta a máquina do Estado com muitas empresas públicas (durante o PREC muitas foram nacionalizadas) onde depois faz muitas  contratações desnecessárias, com regalias absurdas, salários astronómicos, sem qualquer responsabilidade, com a ajuda dos sindicatos, apenas para criar o máximo de dependentes estatais e pelo caminho encher  generosamente alguns bolsos.

Só para dar uma ideia desse regabofe, a CP tem maquinistas a ganhar 50 000€/ano de acordo com a folha de salários e tem mais 195 itens que engordam a remuneração tais como: abonos de produção, subsídios fiscais, ajudas de custo e subsídio de agente único, subsídio de antiguidade. Só por se apresentarem  ao trabalho recebem mais 6€/dia, de um tal subsidio de assiduidade. Assim, os subsídios representam 54% dos encargos com salários. Mas calma, isto não fica por aqui. O tempo de escala é de 8h ou seja 40h/semanais mas em média o tempo de condução é de… 3 a 4 horas! Isto sem falar das administrações que são pagas com salários de luxo quer façam um bom ou mau trabalho na gestão. Na Carris até há  barbearia para uso privativo de todo o pessoal activo e não activo. Tanto na Carris como no  Metro e STCP, pagam-se complementos de reforma aos ex-trabalhadores para que este seja igual ao último salário. Estes complementos não têm limite (excepção da STCP) podendo um reformado com 4000€ usufruir desse acréscimo pago pela empresa. Além disto temos as baixas pagas a 100% em que a empresa paga a compensação necessária para que o empregado  receba o mesmo salário sem estar a trabalhar. A juntar a estas regalias, todos os familiares dos empregados activos e reformados (cônjuges, pais, irmãos, filhos, enteados) podem viajar  de borla. Há também remédios à borla na Carris que gozam ainda, veja lá,  30 dias de férias! Não é giro?

Ora, nestas empresas, nem mesmo a serem pagos  largamente acima da média, com condições extraordinárias, conseguem ser produtivos, não ter atrasos, não fazer greves sistemáticas por tudo e nada e sobretudo não apresentar prejuízos. Não! O que têm é sempre pouco e nunca chega. Por isso não param de exigir. Porque mesmo sem dinheiro o Estado, o “patrão”,  cobre sempre quando falta. Paga o contribuinte burro!

Acontece que uma empresa pública não pode dar nada acima dos seus recursos financeiros. Tem de gerir. E gerir não é dar tudo e mais alguma coisa para depois suprir os buracos com os impostos dos cidadãos ou empréstimos à banca, que depois nem sequer pagam.

É por isso que, só a CP, teve prejuízos de 112 milhões de euros em 2017 e até ao final desta legislatura vai receber 2,5 mil milhões do Estado.  Isto apesar de em 2015 o Estado ter injectado, nesse ano,  em empresas públicas,  um total de 2,7 mil milhões com a REFER como principal beneficiária. Como é que chegamos a esta degradação da ferrovia com tantos milhões enterrados, vindos dos nossos impostos?

Simples: essa bandeira ideológica socialista de que o Estado gere bem e dá melhores condições aos utentes, é tão falsa como dizer que o socialismo reduz a pobreza.  Socialismo só consegue gerir a riqueza dos outros enquanto houver. É um sistema parasitário que vive do “hospedeiro” até lhe provocar a morte.

Por isso a CP só foi eficaz enquanto se usufruiu do que já existia antes da nacionalização dos Caminhos de Ferro.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

O PSD dos Pequeninos

O PSD de Sá Carneiro e de Pedro Passos Coelho está em extinção. Não é oficial mas todos os acontecimentos macabros, ditatoriais, perigosos e, como não podia deixar de ser, a “mando”, do PSD de Rui Rio estão a manchar a imagem, o perfume, o encanto, enfim, aquilo que tornou o PSD o partido mais reformista e inconformista de Portugal nos últimos 44 anos de Democracia: A pluralidade de opinião. Não existe deveras problema algum em exprimirmos a nossa opinião dentro de um partido, pelo menos no PSD, a diversidade de opinião fez crescer o partido ao longo dos anos, reforçou-o como baluarte da esperança de quem queria uma sociedade mais livre, mais próspera e, acima de muita coisa, livre das rendas garantidas e das famílias do regime que jogam com o País há décadas.

Sá Carneiro teve essa coragem no seu tempo, social-democrata de palavras, mas liberal de coração, Francisco acreditava, isto no meu humilde entendimento, que cada um podia subir na carreira da vida, com o seu esforço, com o seu mérito, com o seu suor, tendo sempre como base fundamental os valores morais e as raízes ancestrais que nos tornavam melhores indivíduos. Sá Carneiro entendeu o País, conquistou, foi corajoso e liberal numa época onde poucos ou ninguém tinham a coragem de o ser. Passos Coelho seguiu-lhe as pegadas, com erros na campanha eleitoral de 2011, Passos arrepiou caminho, arregaçou as mangas, libertou o País do resgate financeiro e credibilizou nos aos olhos de quem nos empresta o dinheiro para os nossos vícios que, diga-se de passagem, voltaram com a Geringonça social-comunista.

Passos e Sá Carneiro, em conjunto com os militantes do partido, fizeram do PSD um partido diferente, mas, lideraram-no de modo diferente de todos os outros. Ambos tinham uma sina que na sociedade actual parece algo extinto: Tinham respeito por quem lhes ajudava no seu percurso das pedras. Tinham respeito pelos militantes. Tinham respeito pela opinião contrária e claro, defendiam a liberdade. Rui Rio defende o contrário destes dois senhores e defende o contrário da própria essência do partido. Rio defende que e passo a citar:” Quem discorda deve sair”, ” O PSD nem é liberal, nem é  socialista, nem é de direita”, ” O PSD não é um albergue espanhol”- basicamente diz que não tem ideologia.

Senhor Rui Rio, é com pena minha que, se o PSD não é liberal nem é socialista, nem é coisa nenhuma, nem é nenhures, não merece mesmo um voto de confiança nas eleições de 2019. Votar em António Costa é votar em alguma coisa, num desastre talvez, mas sempre é melhor que votar em “nenhures”. É sempre mais favorável votar em “socialismo verdadeiro”, que socialismo de “andor”, “vazio”. Para finalizar senhor Rui Rio, as gentes do Norte, que tanto diz que gosta, é gente que não precisou do Estado e não gosta dele, desconfia dele, são liberais de coração, querem que o Estado lhes saia da frente, gostam de empreender, gostam do risco. Este é o eleitorado do PSD: O setor privado e público que é responsável e sabe que o Estado tem que ser reformado.

Demita-se senhor Rui Rio, demita-se!

Mauro Oliveira Pires

Marcelo perdeu o tino

Marcelo Rebelo de Sousa, usando o nome mais corriqueiro e beijoqueiro, o Professor Marcelo, tem um problema em mãos de tamanho considerável: Ele mesmo. Marcelo tem um grau de egocentrismo que não lembra ao careca, grau esse que aumenta na exacta proporção dos beijos que consome e a cada face que beija. É como se insuflasse ainda mais a rapidez de raciocínio característica do professor, mas, com claros efeitos nefastos. Vejamos: Marcelo precisa do Governo de Costa como as cagarras das Selvagens precisam do colo de Cavaco Silva, as saias de Costa são relativamente extensas, quentes e peludas, tal como os efeitos gramaticais em aulas de inglês técnico avançado para “Web Summistas” em Lisboa.

Portanto, um governo fraco, devido ás correlações de força do Parlamento, isto no início de 2016 onde a posição de Costa não estava ainda consolidada, era o ideal para que o Presidente dos afectos, os preciosos afectos, aqueles que permitem Marcelo ter uma espécie de “segundo poder”, onde cada palavra antes colocava Costa e a sua manada em sentido, eram essenciais para não só Marcelo ser a principal figura do regime, controlando Costa a seu belo prazer, como também, e o mais importante claro, massajar, o seu ego de forma a que a sua hiperatividade cansativa e, até podemos admitir, certa ansiedade, pudesse desaparecer a prazo.

Tudo parecia correr bem. Marcelo distribuía flores e afectos pela população portuguesa afectada por incêndios de origem duvidosa, um trabalho digno de uma nota elevada, talvez um 18, pela forma como conseguiu somar ainda mais pontos com os seus eleitores e ainda encostar Costa num canto escuro e frio, quase que colocando o num pedestal pequeno e com uma luz artificial de um qualquer lustre de Cascais. Costa parecia desgastado e no ponto certo para um KO futuro por parte do Mestre da Táctica política.  Com tanto poder acumulado, Marcelo, o táctico, a raposa velha, baixou a guarda consideravelmente. Usar António Costa, como se usam chinelos da Feira da Ladra, foi um erro táctico incomportável. Andar da esquerda à direita com a táctica da chinelada, querendo, uma maioria confortável à primeira volta nas próxima eleições, deu para o torto.

Costa aproveitou, a cobra maleável, quando lhe dá jeito claro, deixou Marcelo cair na sua própria teia e colocou o no bolso da melhor maneira. Já foi o PCP,  o BE e agora Marcelo. Já agora, o PSD também. O regime está com os dias contados com tamanha amarração e camisa de forças apertada. Sem um Presidente da República, digno desse nome, Marcelo é agora mais uma marioneta de António Costa, onde este faz o que quer e quando bem entender. A Presidência da República, é um dos pilares de regulação e de contra poder ao Governo, Marcelo desequilibrou a balança para um só lado e, deixar uma criatura perigosa como António Costa à solta pode ser fatal, para o Professor de direito e já agora, para o País.

Mauro Oliveira Pires

A direita que votaria no marxista Haddad

Respirem fundo. Bolsonaro não vai implantar uma ditadura. Não vai matar opositores. Não vai perseguir homossexuais. Não vai provocar desigualdades entre mulheres e homens. Não vai perseguir nem matar negros. Tudo o que ouviu dos média em campanha foi uma construção falsa contra um candidato, a favor de outro, e contra o qual milhões de brasileiros lutavam. Endeusaram Haddad, um bandido com várias dezenas de processos judiciais activos por corrupção e branqueamento de capitais, com programa eleitoral claramente ditatorial,  e demonizaram Bolsonaro truncando entrevistas, vídeos, alguns com quase 30 anos e citações fora dos contextos para servir uma agenda política aos globalistas apoiantes de uma nova ordem mundial. Foi feita uma clara campanha a FAVOR DO MARXISMO por parte da classe intelectual e dos média. Coisa jamais imaginável em pleno século XXI onde muitos países já viram e  ainda vêem a face negra  do comunismo. É exactamente por isto que o povo, que quer queiram quer não, é quem mais ordena (ironicamente são os comunistas que o afirmam) e democraticamente nas urnas,  há de banir o comunismo e agendas globalistas  do planeta. Temos pena.

Entretanto, preparem-se porque os perdedores, “defensores da democracia, tolerantes, pacíficos e sem ódio”, vão começar os motins e ataques violentos a civis para depois virem vitimizar-se, quando a polícia intervir,  alegando que estão a ser oprimidos na “luta” pela “reposição da democracia” (curiosamente ganha nas urnas  ah! ah! ah!) e contra o “ódio” e contra a perseguição de não sei do quê, nem por quem, mas que servirá para espalhar o terror sob a bandeira hipócrita da defesa pela liberdade. Mas qual liberdade? Aquela que querem usurpar? Agora são eles que escolhem quem vence e não o povo? Mas isso não é ditadura?

Da esquerda tudo espero porque tem sido assim sempre que perdem eleições democráticas, mesmo que totalmente viciadas e manipuladas por eles com a ajuda dos média. Agora a grande surpresa foi descobrir que existe uma #DireitaHaddad!!! Sim, ouviu bem. Uma direita capaz de, como li, votar em consciência sem hesitar em Haddad ou outros que o fariam depois de fechar os olhos. A sério??????? Então votariam, se fossem brasileiros, num marxista puro, que não escondeu ao que vinha com programa eleitoral claramente ditador castrador das liberdades individuais e colectivas, para se perpetuar no governo e soltar os criminosos petistas da cadeia???? Desculpem mas isto é assustador.

O pior pesadelo que me poderia assombrar neste momento é saber que na ala liberal há marxistas vestidos de direita. Sim marxistas. Porque só marxistas votam em marxistas. Escusam de estrebuchar. Porque existe o voto em branco. Existe opção para os objectores de consciência. Se não fazem uso a esse direito, são como eles. Não há volta a dar.

Alegam as criaturas que foi por via de um discurso de “ódio,  machista, racista e homofóbico” inspirados em vídeos com quase 30 anos.  Quem é capaz de me afirmar aqui que suas opiniões, hoje, são as mesmas que há décadas atrás seja sobre homossexualidade, migrantes, sobre a actualidade do seu país ou qualquer outro tema? A forma como hoje resolveriam problemas nacionais seriam iguais há 10, 20, 30 anos? Não precisam de responder. Todos nós vamos crescendo nas nossas visões sobre o que nos rodeia. Que o digam por cá os agora PSD que eram PCTP-MRPP por exemplo. Eu sou do tempo em que a homossexualidade era tabu e quando apareceu a sida –  que inicialmente era atribuída a esse grupo e se acreditava ser contagiosa pelo toque –  tínhamos medo do contágio e dos homossexuais!!! Claro que hoje, depois de muita informação, a sociedade progrediu e são naturalmente aceites sem qualquer problema. Assim foi com Bolsonaro que disse explicitamente em entrevista recente que TODOS são iguais perante a lei e devem ser por isso respeitados ao abrigo da Constituição.

Ele de facto usa muitos eufemismos excessivos quando quer transmitir uma ideia. Curiosamente, o povo entende-o bem porque no dia a dia fala como ele, de forma emotiva e exagerada. Bolsonaro é um ex-militar, pai de família, católico devoto, homem do povo, simples, genuíno e de pavio curto. Precisamente por isso, o povo não só entendeu a mensagem, como não o teme. Já os intelectuais deste país, que não se misturam com o povo, estão perplexos e “assustados”. Sosseguem. Porque a bolsa já disparou;  os investidores estrangeiros já estão de olho no Brasil; os ministros escolhidos são de topo (veja-se o ministro da ciência e tecnologia se tem alguma comparação curricular com os medíocres dos ministros portugueses) e se cumprir com todo o programa, em  pouco mais de 2 anos, o país estará a “bombar” economicamente  tal como Trump, sobre quem agora todos silenciam. Tudo isto, sem cortar liberdades nem matar a democracia.

Mas curiosamente, a #direita Haddad não sentiu medo dos discursos de ódio espalhados pelas esquerdas em campanhas eleitorais no Brasil: “Brasil será incendiado por greves e ocupações– MTST;  É preciso derramar sangue” – Benedita da Silva do  PT; Vamos fazer uma guerra civil” – CUT;  Vamos fuzilar” – Mauro Iasi do  PCB;  Vai ter de matar gente” –  Gleisi do PT;  Eles vão apanhar nas ruas e nas urnas” José Dirceu do PT. Ou seja, o ódio da esquerda é fofinha e não aterroriza ninguém…  da  #direita Haddad. Pois.

Para mim esta eleição foi um abre olhos. Percebi que há entre nós indivíduos perigosos que se dissimulam de direita.  Que por viverem numa redoma de glamour e purpurinas da “socialite chique”, não percebem  o que é viver todos os dias a desviar-se das balas sempre que se vai para a rua trabalhar, que não sabem o que é temer que os filhos morram no regresso da escola, que não sabem sequer o que é viver em dificuldades extremas. Não sabem nem querem saber. Mas sabem com firmeza que votariam Haddad, do mesmo PT que transformou Brasil numa gigantesca organização criminosa de onde se foge para sobreviver!

Cristina Miranda

Via Blasfémias

O Último Bordel do Regime

Agora que a UE e o BCE obrigaram a colocar um freio nos dentes da CGD, a PT que foi à vida, a EDP e a ANA em mãos estrangeiras, os CTT privatizados, e a CP e o Metro debaixo de um garrote financeiro imposto pelas exigências do cumprimento do tratado Orçamental, são cada vez menos as empresas que podem funcionar como albergues do regime.

Há no entanto uma, que apesar de todas as restrições, continua a aguentar, irredutível, cabendo-lhe cada vez mais o papel de empresa do regime, o bordel do regime: a RTP. Controlar Informação e os meios de seu acesso, é poder, e nenhum regime que se sustenta no controlo da populaça, se pode dar ao luxo de abrir mão desse poder.

Em 14 anos, foram retirados aos bolsos dos contribuintes portugueses 5 mil milhões de euros, para sustentar aquela que é actualmente uma das empresas públicas menos útil, menos necessária, e como tal, a mais parasitária da nação.

Um antro de lambe botas das nomenclaturas, uma prateleira de boys, “generais prussianos”, e avençados do regime.

Sobre a RTP, porque ainda existe esta empresa, o que vale, para que serve, a quem serve, porque a querem manter, e quem a quer manter, são matérias por demais conhecidas, e tão evidentes, pelo que não perderei tempo a abordar essas vertentes.

Porque estamos a falar de uma soma considerável de dinheiro público, dinheiro confiscado aos bolsos dos portugueses, irei simplesmente dar-vos alguns exemplos da grandeza que 5 mil milhões representam, e o que o país poderia ter realizado em 14 anos com esse dinheiro.

Cinco mil milhões, representam quase 3% do PIB médio desse período.

Cinco mil milhões teriam dado para construir, equipar e pagar na totalidade toda a despesa equivalente a 6 hospitais centrais como o novo hospital de Braga, que é a unidade de saúde mais moderna, mais eficiente, mais produtiva, e com os melhores indices de qualidade e satisfação dos utentes do país.

Cinco mil milhões, para a malta de Coimbra, de onde sou natural, dariam para construir o equivalente a 12 autoestradas entre Coimbra a Viseu, que eliminaria em definitivo o IP3, que é a estrada mais sinistrada e mortal do país, daria para construir mais uma serie de pontes sobre o Mondego, daria para construir o Metro de Superfície com ligação à Lousã, um novo palácio da justiça, daria para construir um enorme e moderno aeroporto internacional em Coimbra ou na Figueira da Foz, construir uma série de resorts com campos de golfe ao redor da Figueira da Foz e Coimbra, e transformar a zona numa área com turismo todo o ano. Daria para construir um enorme parque eólico ao longo de toda a costa da zona centro e tornar todo o pais totalmente independente de combustíveis fosseis, daria para alargar e construir uma nova e moderna zona industrial na Costa de Lavos, na margem sul do Mondego, construir um nó de acesso directo da zona industrial à A8 e construir uma linha de caminho de ferro de ligação directa ao parque industrial, e dali ao porto da Figueira da Foz, e em ligação a Espanha e a toda a Europa, e criar ali um enorme e atractivo pólo industrial de nível europeu com acesso directo a porto de mar, linha férrea e auto estradas, para dar emprego aos formandos do campus universitário de Coimbra, que actualmente são obrigados a abandonar a região, por inexistência de empresas e de postos de trabalho nas suas áreas de estudos. Daria para tudo isto, e ainda sobravam uns trocos para o Manel Machado, presidente da CM Coimbra, poder mandar lavar os contentores do lixo de vez em quando, limpar as ervas e reparar alguns dos buracos na calçada das ruas desta cidade.

Cinco mil milhões, daria para criar todo um sistema de aquedutos e transvazes captando a água que actualmente é desperdiçada para o atlântico, na foz do rio Minho e rio Douro, conduzido-a só até pela força da gravidade, para a barragem da Aguieira, dali para a barragem de Castelo de Bode, e dali para a Barragem do Alqueva, e do Alqueva para todas as restantes pequenas barragens do Alentejo e Algarve, e daria para criar um sistema de irrigação de TODO o sul do país,que passaria a poder utilizar todos os terrenos agrícolas em produtivas culturas de regadio, transformado o sul do pais numa potência de produção, e produtividade agrícola, e gerando criação de novas empresas de processamento de alimentos, mais exportações, mais postos de trabalho, e tornaria positiva a nossa balança alimentar, que é deficitária.

Cinco mil milhões daria para armazenar e aproveitar todos os os excedentes de agua que existem no norte do país, e que actualmente são totalmente desperdiçados para o Atlântico, e resolver em definitivo os problemas de falta de agua que o pais tem, durante o verão, e em particular nas zonas do sul.

Cinco mil milhões, dariam para construir 4 novos e moderníssimos aeroportos de Lisboa, e ainda sobrava dinheiro para a construção de uma ponte directa e uma auto estrada/avenida em viaduto, a ligar directamente o aeroporto ao Barreiro, Seixal, Almada, e Caparica e ainda sobravam uns trocos para construir um moderno cais no novo aeroporto do Montijo e para a Transtejo comprar uma grande frota de modernos e rapidíssimos “Jetfoil” para fazer a travessia entre o novo aeroporto e a praça do comercio, a zona da Expo, Belém e Cascais e Vila Franca de Xira..

Cinco mil milhões daria para a construção total de toda a rede nacional de TGV e para as linhas de ligação à Espanha e restante Europa, e dada as comparticipações a fundo perdido que a UE ofereceu para estas obras, dos tais cinco mil milhões, ainda sobrariam 1,5 mil milhões que dariam para construir 15 mil apartamentos de habitação de custos controlados em Lisboa, e comparticipar na reconstrução e recuperação de TODOS os imóveis degradados, devolutos, desocupados, ou com fachadas degradadas, em Lisboa, resolvendo em definitivo a totalmente o problema de habitação da capital, e tornando-a em simultâneo numa cidade esteticamente e visualmente limpa e com todos os seus imóveis conservados e de cara lavada

Cinco mil milhões, dariam para construir 300 novas alas de pediatria do Centro Hospitalar de São João, no Porto. A tal que o governo já anunciou por 5 vezes que iria construir, desde fins de 2015 até hoje.

Cinco mil milhões, dariam para, construir todos os complexos residenciais necessários, em todas as cidades com universidades e politécnicos, com 250 mil quartos individuais, e providenciar habitação de forma gratuita, ou a preços acessíveis, para TODOS os alunos que estão matriculados no ensino superior que se encontram estão deslocados das suas áreas de residência.

A aplicação dos 5 mil milhões de euros que a RTP torrou em 14 anos, na construção de 250 mil quartos/residências para estudantes do ensino superior, se fossem alugados a 300 euros mensais (ainda assim um valor abaixo dos valores que pagam aos privados e com melhores condições) iria gerar uma receita de 900 milhões de euros anuais, que após retirada a parte necessária para a manutenção e conservação dos edifícios dessas residências, a restante receita poderia ser toda canalizada para investir nas universidades, tornando ao fim de alguns anos, a nossa rede de universidades e politécnicos no que de melhor se encontraria no mundo, em instalações, em meios, em equipamentos, em laboratórios e centros de investigação a produzir conhecimento e formação de excelência.

Para além de resolver em definitivo o problema de habitação dos estudantes, tb teria criado centenas de milhares de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, e libertava para o mercado de arrendamento familiar, os imóveis privados que actualmente estão arrendados a preços proibitivos a estudantes, aumentado a oferta nesse segmento e fazendo por essa via baixar as rendas médias nesse mercado.

Cinco mil milhões, em conjunto com comparticipação das autarquias locais, teriam dado para construir mais de 250 mil habitações de qualidade por todo o país, assegurando em definitivo que hoje TODOS os portugueses teriam no mínimo um tecto condigno onde habitar, e a custos controlados. Teriam ainda por essa via, criado centenas de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, reduzindo o desemprego, e evitado que muitos milhares de portugueses tivessem emigrado.

Cinco mil milhões daria para criar um sistema de ensino obrigatório até ao 12º ano, com todos os livros, alimentação e transportes públicos totalmente gratuitos, assegurando que todos os portugueses, no mínimo, conseguissem estudar para obter um diploma com formação em alguma area técnica e profissional, com equivalência ao 12º ano de escolaridade, e subsequentes cursos médios de especialização em cooperação e em co financiamento comas empresas, criando a mão de obra mais bem formada, mais habilitada, mais especializada, de toda a União Europeia, o que nos tornaria no mercado de trabalho mais atractivo de toda a UE, em termos qualidade competências e capacidades da mão de obra.

Cinco mil milhões de euros, daria para pagar 17 vezes a totalidade de aquisição de novos comboios que a CP necessita, para poder servir condignamente todas as linhas que opera e todos os utentes dessas linhas. Sim, ouviu bem, daria para pagar 17 vezes TODOS os comboios necessários para servir o país.

Cinco mil milhões, teria dado para pagar 2,5 vezes a totalidade da dívida acumulada da CP, libertando definitivamente a empresa desses garrote financeiro, daria para construir linhas de ligações ferroviárias modernas a TODAS as capitais de distrito, comprar modernos comboios Alfas pendulares, e modernas composições regionais, para servir TODO o país.

Cinco mil milhões daria para ter coberto todo país com uma rede ferroviária, e com o que de mais moderno há no mundo. Daria para termos actualmente o melhor serviço, o mais moderno, e a mais eficiente empresa ferroviária de TODO O MUNDO.

Cinco mil milhões daria para construir mais 4 pontes a ligar Lisboa à margem sul, mais 2 pontes a ligar Porto a Gaia, outras tantas em Viana do Castelo sobre o Rio Minho, mais duas em Coimbra sobre o Mondego, uma a ligar directamente Setúbal à península de Tróia, e ainda sobrava dinheiro para modernizar e requalificar toda a zona das praias da serra da Arrábida, construindo uma bela e arborizada avenida em via dupla, criação de equipamentos, estacionamentos, acessos condignos, tudo com as mais modernas técnicas de desenho paisagístico, com construção, devidamente enquadrado com a paisagem e a natureza envolvente, com a criação de zonas para construção de resorts com unidades hoteleiras de topo, tornando aquela zona numa das mais atractivas e belas zonas turísticas de toda a Europa, enorme fonte de postos de trabalho e de receitas para a região e para o país.

Cinco mil milhões daria para retirar o porto de contentores de Lisboa e de Setúbal, e eliminado todo o tráfego de navios mercantes e altamente poluentes, do Tejo e no Sado, , requalificar toda a área ribeirinha da capital e de Setúbal, retirar toda a industria pesada e poluente da zona de Lisboa e de Setúbal, e transferir tudo para Sines, alargar e modernizar totalmente o porto de Sines, tornando-o num dos mais modernos, eficientes e movimentados portos comerciais da toda a Europa, construir uma moderna, totalmente equipada zona industrial, com os meios necessários para produção local de energia renovável, e oferecer terrenos e energia a custo zero às empresas, para atrair para Sines grandes empresas mundiais da industria química e da manufactura pesada, transformando Sines num dos maiores pólos industriais de toda a Europa, e ainda daria para terminar de construir uma ligação em auto estrada do porto de Sines até Espanha, e construir em paralelo uma linha de caminho de ferro exclusivamente dedicada a transporte de mercadorias e outra só de passageiros, ligando Sines directamente a Espanha e a toda a Europa.

Cinco mil milhões, teriam dado para todos estes projectos, e muitos mais, criando centenas de milhares de postos de trabalho, produtivos, utilizando esses dinheiros para criar projectos verdadeiramente estruturantes, criadores de riqueza, reprodutivos, criadores de bem estar, ao invés de terem sido gastos a alimentar uma das maiores inutilidades parasitárias do regime.

Estes são só alguns exemplos de projectos, que apresento como sugestão, como alternativa à RTP, mas existem muitos mais que seriam igualmente possíveis e bem mais úteis e necessários.

Cinco mil milhões, dariam para tudo isto, e muito, muito mais, e ainda sobravam uns trocos, mais que suficientes para fechar a RTP, despedir toda a corja parasitária que lá existe, pagar-lhes as habituais lautas indemnizações, e igualmente importante, é que tudo isto seria pago a pronto, sem ser necessário fazer aumentar a dívida pública. Para tal, bastaria somente desviar da RTP a Taxa de Audiovisual e todas as injecções de capital e transferências do OE que o Estado, vulgo contribuintes, andaram a fazer, ao longo dos últimos 14 anos, e canalizar esses montantes para os projectos que mencionei.

Se fechassem a RTP, continuaria a pagar de bom gosto a Taxa de Audiovisual, se me garantissem que tais receitas, poupanças e impostos fossem canalizados para os projectos que em cima mencionei, ou para outros similares, desde que fossem projectos verdadeiramente estruturantes, fomentadores de criação de riqueza e geradores de postos de trabalho sustentáveis.

Não me importarei de pagar impostos desde que bem aplicados. Importo-me sim, é de ver os nossos impostos, a serem mal gastos, e desbaratados em projectos e areas que nada produzem, nada acrescentam, nada valorizam, nada melhoram as vidas das populações, a não ser acrescentar despesa inútil ao país.

Governar e gerir, é tomar decisões e fazer opções, de alocação de meios que são finitos. É ter que definir prioridades, e escolher a quais dessas prioridades se dará resposta, e saber perceber o que é mais importante para uma empresa ou um país, naquele dado momento.

Nas minhas opções, a RTP jamais irá figurar numa listagem de prioridades, ou necessidades. A RTP já foi em tempos útil e necessárias, mas já não o é mais. As realidades alteram-se e evoluem, e não se pode ficar parado no tempo e permanecer agarrado ao passado. Mais ainda quando isso nos está a custar milhares de milhões de euros em impostos.

O país actualmente já não precisa da RTP para nada. Absolutamente nada. E muito menos “esta” RTP. E o que não falta são outras necessidades bem mais prementes, bem mais necessárias, mais mais úteis para as populações e para a nação.

E não me venham com a falácia do Serviço Público, pois a RTP não faz absolutamente nada que as estações privadas não estejam a fazer melhor, de forma mais eficiente, e bem mais barata para os contribuintes.

O melhor “Serviço Público” que um qualquer governo poderia prestar à nação, seria decretar o encerramento ou a privatização da RTP, e assumir perante a nação, a canalização das poupanças e das receitas da taxa de audiovisual, para a execução de projectos dentro das premissas e objectivos que em cima referi. Este sim seria um enorme acto de serviço público, por oposição à situação actual, que mais não é que uma situação de parasitagem do público e do estado, sobre a nação.

Não, não me importo de pagar impostos. Não quero é estar a pagar para sustentar inutilidades, parasitagens, esbulhos, desperdícios, albergues de boys, pasquins, nem bordeis dos avençados do regime.
Como é claramente o caso a RTP.

Rui Mendes Ferreira

O Regresso da Cigarra

O momento ZEN do dia, para não dizer cómico até, foi ouvir o camarada Manuel Alegre a alertar para o perigo do “populismo” na Europa, acusando de “populistas” aqueles que se recusam vergar ao ditame do pensamento único de um socialista. E consta que disse tudo aquilo sem se rir.

Ora bolas. Por uns momentos, quando ouvi dizer que o Manuel Alegre iria fazer alguns alertas sobre alguns dos perigos actuais, cheguei a pensar que era desta que ele nos ia alertar para o perigo das miseráveis governações de banha da cobra, mentira, manipulação e embuste, por parte dos partidos socialistas.

Ou que nos iria alertar para os perigos da corrupção da ladroagem, do banditismo, do tráfico de influências, do nepotismo, da incompetência, dos chulos, ou dos parasitas, que infestam o seu partido.

Ou que nos iria alertar para os perigos dos enormes roubos e confiscos que andam a ser feitos aos contribuintes e a todos aqueles que investem, geram riqueza e criam e postos de trabalho, por parte da gatunagem e parasitagem socialista.

Ou que nos iria alertar para os casos de chulos e parasitas que estão a receber reformas de milhares de euros, sem nunca terem feito a ponta de um corno ao longo de suas parasitárias vidas, e/ou sem terem descontos para tal, ou por parte daqueles oportunistas que tiveram como único modo e objectivo de vida, viver pendurado no Estado, ou para os casos daqueles que estão a receber e a acumular pensões de empresas públicas onde mal puseram os seus pés, ou que que nos iria dizer que tais situações configuram para além de parasitismo, e roubo aos contribuintes, tb são uma vil afronta (e roubo também) a todos aqueles que trabalharam duro, e descontaram vidas inteiras, e recebem actualmente pensões de 200 e poucos euros.

Ou que nos iria alertar para o populismo do actual governo, socialista, e para as suas políticas populistas de compra de votos, que andam a ser pagas com confisco e aumentos de impostos sobre os mais pobres, e com brutais reduções das despesas de funcionamento e brutais cortes no investimento dos serviços públicos, para alimentar as clientelas dos seus habituais eleitores.

Ou que nos iria alertar para os perigos da tentativa da manipulação da justiça, do controlo da Comunicação Social, da manipulação e condicionamento da informação, por parte dos seus camaradas de partido.

Pronto, ainda não foi desta que o Manuel Alegre deixou de ser uma cigarra.

Ainda não foi desta que abriu a boca para dizer com sentido, substância, consequente, e alguma aderência ao mundo real.

Continua a brindar-nos com o seu registo de sempre: os habituais embustes, fantasias, demagogias, e patéticas idiotices.

Ainda não foi desta, mas quem sabe um dia ainda o conseguirá fazer.

Quanto aos seus alertas, e acusações a outros de populismo e populistas, como em tempos idos disse o camarada Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!”

Ou em bom português, “filha chama-lhes primeiro, antes que elas te chamem a ti”.

Definitivamente, Alegre, continua uma cigarra.

Rui Mendes Ferreira

Carta Aberta ao Sr.Presidente da República

Excelentíssimo Senhor

Presidente da Republica Portuguesa

Professor Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa

Assunto: Encerramento do Centro de Dia de Vila Facaia, contra a vontade expressa dos utentes e povo de Vila Facaia – Pedido de intervenção da Presidência da República para defender os interesses e serviços à população

Dirigimo-nos a Vossa Excelência solicitando algum tipo de intervenção ou apoio para evitar o encerramento deste serviço em Vila Facaia, como deverá saber, tão afectada pelos incêndios em Junho 2017, e, naturalmente, com uma população envelhecida que cada vez mais necessita deste tipo de infraestruturas e serviços de apoio.

Este Centro de Dia de Vila Facaia, pela urgente necessidade, foi uma obra conseguida pelo esforço da própria população, em 1996, e pela Junta de Freguesia de Vila Facaia que comprou terrenos. Houve também donativos de oferta de materiais de construção por um comerciante do sector da construção da zona.

O Centro de Dia de Vila Facaia, propriedade da Junta de Freguesia de Vila Facaia, que iniciou actividade a servir 6 utentes, e, actualmente serve 10 utentes, é um monumento à união e força de vontade do povo Pedroguense e de Vila Facaia, e está em risco iminente de ser encerrado definitivamente pelo seu explorador, a Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, tendo sido necessária uma rápida intervenção, há alguns dias, de elementos da Junta de Freguesia de Vila Facaia e da população, para evitar o retirar de equipamentos do interior do Centro de Dia para assim acelerar o seu encerramento.

A justificação que nos é dada pela SCMPG é a despesa elevada, e que podem transferir os utentes para o seu centro de dia na Graça, que se localiza a 5km, mas sabemos que foram feitas diligências para que o C.D. de Vila Facaia, fosse doado pela JFVF à SCMPG, tal como aconteceu no caso do C.D. da Graça, há vários anos atrás. Não foram oferecidas quaisquer garantias que o Centro se irá manter aberto enquanto necessário. A população e Junta de Freguesia de Vila Facaia têm recusado esta proposta da SCMPG, e esta é a resposta a essa recusa.

Como antecedente, temos o Centro de Dia da Graça que tinha também sido construído pela população, que o terreno até tinha sido doado por locais à junta para construção de uma capela (mas ao invés foi construído um centro de dia, visto que existia maior necessidade deste). Após uns anos, foi tudo doado à SCMPG. Hoje este C.D da Graça, serve apenas 6 utentes, em comparação com o C.D. de Vila Facaia.

Temos também conhecimento que a Câmara Municipal de Pedrógão Grande, anualmente, transfere fundos de apoios sociais para a SCMPG e para os Centros de Dia, além do mais, os relatórios de despesas da SCMPG, demonstram que o saldo negativo do Centro de Dia de Vila Facaia é bastante inferior (menos de metade) do centro de dia da Graça, dificultando ainda  mais a nossa compreensão sobre o cenário que nos é colocado.

Correm, de momento, abaixo-assinados pela população em Vila Facaia, nas instalações da Junta de Freguesia, assim como por via digital, petição pública online.
Em baixo, o comunicado oficial que foi passado à população pela JFVF:
image.png
FONTE: Freguesia de P.Grande

Assim como o último relatório de Gestão, de 2017, pela Santa Casa da Misericórdia de
Pedrógão Grande:

image (1).png
FONTE: Relatório de Gestão de 2017

Pelo exposto, vêm estes cidadãos, através do Movimento Cívico Não Nos Calamos, aqui
representado por mim, solicitar a V.Exa. a providenciar as diligências possíveis que permitam ajudar a impedir o encerramento deste centro.

De V Exa

Atenciosamente,

Cristina Miranda