PSD- Partido Sem Desígnio

A Europa e o mundo vivem um momento diferente da realidade portuguesa, pequena realidade em todos os tamanhos multi dimensionais, diga-se. A direita seja ela conservadora ou liberal, quer se goste ou não, está a ganhar terreno face à terceira via que muitos dos partidos tradicionais europeus impuseram à Europa, aquela via do socialismo democrático(ou social democracia), que mistura um Estado mais “brando”, nas suas imposições autoritárias à iniciativa privada, deixando a “trabalhar”, para que esta financie o Estado social gigantesco que se construiu com pressupostos de um número de nascimentos que hoje não existe e com um outra realidade em termos de contexto económico-social, para que o partido que esteja à frente do governo, possa controlar uma espécie de clientela certa e previsível de onda possa recolher votos e assim perpetuar quase que um pacto de regime entre este(por exemplo o PS) e a população que vota para garantir os tais “direitos inalienáveis”, conseguidos sempre à custa do esforço de outros.

Em Portugal, é o partido socialista que faz de pedra basilar dos entendimentos rotativos entre a esquerda que se considera democrática e a direita liberal/conservadora entre PSD e CDS, tudo pelo simples facto de este ter uma máquina trituradora de comunicação social marxista ao seu lado, amparando possíveis gaffes e abafando determinados pontos da governação. Veja-se que, quando Pedro Passos Coelho teve que governar com um memorandum que não pediu, mas teve que se comprometer, a lavagem socialista da comunicação social foi pouco a pouco durante o seu mandato fazendo o seu trabalho de lavar mais branco, conotando Passos com o resgate.

A estratégia não teve sucesso, pois a tenacidade de uns, foi a desgraça de outros. A capacidade de resistência de uns, foi a cobardia e a fraqueza de se efectuar acordos por detrás das costas dos portugueses que deu origem à geringonça social-comunista, enquanto que Pedro Passos Coelho, bem ou mal, foi directo e franco naquilo que tinha que fazer, ainda que com erros e pedras que outros mandaram tanto de dentro do partido como de fora. O Estado oligárquico que muitos queriam que crescesse, para dar de comer aos mesmo, e que estava a ser desmantelado por Passos, era o pavor do PS que tinha de voltar aos lugares de poder antes que ficasse irrelevante no panorama político português.

Sim irrelevante, pois se Pedro Passos Coelho tivesse continuado a governar, ainda que de modo limitado, tinha feito algumas reformas e o processo de consolidação orçamental era mais saudável, aproveitava-se então da melhor forma a fase ascendente do ciclo económico para amealharmos para períodos mais difíceis. Não, o caminho foi totalmente o contrário essencialmente por egocentrismo individual de António Costa, que hoje sacrifica o País em sua prol. Costa, sei que muitos não gostam de ouvir isto, é um social democrata com elevados níveis de chico-espertismo e doses de maquiavelismo brutais. Costa não tem um plano de reformas para o País a não ser um plano de endividamento crescente e um conjunto de banalidades escritas com português duvidoso.

Mas, infelizmente, a alternativa é mais socialismo democrático, talvez mais suave, de Rui Rio que, até agora, tem sido o fiel amigo com movimentos de cabeça para cima e para baixo que deixariam qualquer ditador satisfeito. Rio luta mais contra os próprios camaradas de partido do que em criar uma alternativa que ao mesmo tempo diminua o peso do Estado na economia quer impostos, quer em despesa pública ineficiente que nos custa os olhos da cara todos os anos, tudo porque se quer centralizar escolhas ao nível estatal e se quer distribuir “rebuçados”. Rio não é alternativa a Costa porque não é fiel à matriz reformista do seu partido, e não vê que a força do mesmo vem dos pequenos empresários, do pequeno negócio, em fim, da ala liberal inconformista que não se revê em mais socialismo do Estado Central.

Não sei se Montenegro é opção ou até Miguel Morgado, mas ambos quando abrem a boca conseguem fazer mais oposição que vários banhos de ética somados.

Mauro Oliveira Pires

 

 

O PSD dos Pequeninos

O PSD de Sá Carneiro e de Pedro Passos Coelho está em extinção. Não é oficial mas todos os acontecimentos macabros, ditatoriais, perigosos e, como não podia deixar de ser, a “mando”, do PSD de Rui Rio estão a manchar a imagem, o perfume, o encanto, enfim, aquilo que tornou o PSD o partido mais reformista e inconformista de Portugal nos últimos 44 anos de Democracia: A pluralidade de opinião. Não existe deveras problema algum em exprimirmos a nossa opinião dentro de um partido, pelo menos no PSD, a diversidade de opinião fez crescer o partido ao longo dos anos, reforçou-o como baluarte da esperança de quem queria uma sociedade mais livre, mais próspera e, acima de muita coisa, livre das rendas garantidas e das famílias do regime que jogam com o País há décadas.

Sá Carneiro teve essa coragem no seu tempo, social-democrata de palavras, mas liberal de coração, Francisco acreditava, isto no meu humilde entendimento, que cada um podia subir na carreira da vida, com o seu esforço, com o seu mérito, com o seu suor, tendo sempre como base fundamental os valores morais e as raízes ancestrais que nos tornavam melhores indivíduos. Sá Carneiro entendeu o País, conquistou, foi corajoso e liberal numa época onde poucos ou ninguém tinham a coragem de o ser. Passos Coelho seguiu-lhe as pegadas, com erros na campanha eleitoral de 2011, Passos arrepiou caminho, arregaçou as mangas, libertou o País do resgate financeiro e credibilizou nos aos olhos de quem nos empresta o dinheiro para os nossos vícios que, diga-se de passagem, voltaram com a Geringonça social-comunista.

Passos e Sá Carneiro, em conjunto com os militantes do partido, fizeram do PSD um partido diferente, mas, lideraram-no de modo diferente de todos os outros. Ambos tinham uma sina que na sociedade actual parece algo extinto: Tinham respeito por quem lhes ajudava no seu percurso das pedras. Tinham respeito pelos militantes. Tinham respeito pela opinião contrária e claro, defendiam a liberdade. Rui Rio defende o contrário destes dois senhores e defende o contrário da própria essência do partido. Rio defende que e passo a citar:” Quem discorda deve sair”, ” O PSD nem é liberal, nem é  socialista, nem é de direita”, ” O PSD não é um albergue espanhol”- basicamente diz que não tem ideologia.

Senhor Rui Rio, é com pena minha que, se o PSD não é liberal nem é socialista, nem é coisa nenhuma, nem é nenhures, não merece mesmo um voto de confiança nas eleições de 2019. Votar em António Costa é votar em alguma coisa, num desastre talvez, mas sempre é melhor que votar em “nenhures”. É sempre mais favorável votar em “socialismo verdadeiro”, que socialismo de “andor”, “vazio”. Para finalizar senhor Rui Rio, as gentes do Norte, que tanto diz que gosta, é gente que não precisou do Estado e não gosta dele, desconfia dele, são liberais de coração, querem que o Estado lhes saia da frente, gostam de empreender, gostam do risco. Este é o eleitorado do PSD: O setor privado e público que é responsável e sabe que o Estado tem que ser reformado.

Demita-se senhor Rui Rio, demita-se!

Mauro Oliveira Pires

Rui Rio de Líder não tem Nada

Rui Rio é presidente do PSD. Ponto. Agora podemos voltar à questão filosófica de sempre: Será um presidente eleito necessariamente um líder, ou antes de irmos ao “pote”, já temos que ter dotes necessários para correspondermos as expectativas que nos depositam? O presidente do PSD encaixa perfeitamente na segunda linha de pensamento, Rio maltrata os militantes que discordam da sua “linha” de actuação- temos que perceber igualmente que não a tem- andando sempre aos zigue-zagues, rodando de pensamento ao nível de Marcelo, ou seja, quando o vento sopra para António Costa Rio é manso, quando vento sopra contra Costa, Rio dá tiros nos pés-parece que de propósito- para chamar para si as atenções, que podiam estar muito bem focadas no desastre governativo da geringonça social comunista.

Além disso, Rio não tem um pensamento, nem que solto, para podermos formar uma opinião estruturada do presidente do PSD que tem ainda aspirações a ser líder do mesmo. O único pensamento que se sabe de Rio é que é egocêntrico, com um feitio ditatorial e com pensamentos socialistas que não coadjuvam com “alma” do PSD, que é o setor privado, ser o partido das pessoas, do individuo, aquele que dá o instrumento ás pessoas para ascenderem na carreira da vida, e não o contrário, ou seja, ter o Estado como elemento central da vida do País. Rio não apresenta propostas de reformas estruturais profundas nas finanças públicas ou em mercado de produto. Para se votar em socialismo, vota-se no original e Costa é hoje dono e senhor do regime, quer na arte política dos enganos, do ilusionismo, quer na comunicação social.

Para se derrotar Costa é preciso muito mais. Não se esqueçam, caros leitores, deste pormenor, Costa tem fragilidades profundas, não sabe debater com um conteúdo gramatical elevado sem ter primeiro uma paragem cerebral acentuada, além disso, Costa não pode fugir para Ibiza em tempos de nova Troika- sim ela vem outra vez- Costa, terá que limpar a casa desta vez e o PSD tem que deixar que Costa a limpe com o PCP e o BE juntos. Volto a um pensamento do passado, Passos Coelho juntou as esquerdas para destruir. O Chico-espertismo não dura para sempre, não é imortal, é, pelo contrário, mortal e vai ser o veneno que António Costa provará de si próprio.

Rio, mesmo assim, ganhando eleições em 2019, não governará, só com maioria absoluta. Costa, Catarina e Jerónimo encetaram outro teatro pelo ódio à “direita”. Portanto, o único caminho alternativo é o das direitas unidas, uma direita liberal, sem medos, contra o marxismo, o social comunismo de um Governo assente na mentira e na oligarquia que destruiu o País ano a pós ano, nunca olhando para o longo prazo, mas claro, olhando sempre para o seu umbigo. Rio não tem condições para liderar este projecto, quem não tem mão no próprio partido, onde José Silvano manda outros marcar presença por si no parlamento, não tem condições para liderar um País.

Depois não se admirem que apareçam “Bolsonaros” por ai. As pessoas estão zangadas com a política tradicional dos “croquetes” e das gravatas. As pessoas estão fartas de sobreviverem para pagarem contas e não terem horizontes temporais onde possam receber mais e terem uma vida mais estável. Tudo isto é possível com reformas estruturais e medidas a longo prazo, algo que Costa já se mostrou incapaz de adoptar. O líder do PSD, quer muitos gostem ou não, o líder da direita, é Pedro Passos Coelho. É a minha opinião.

Mauro Oliveira Pires

 

Banhos de Ética

Sobre o afastamento da PGR Joana Marques Vidal, eis algumas das frases proferidas por Passos Coelho.

Frases que numa situação normal, deveriam ter sido proferidas era por Rui Rio, e algumas até Marcelo, mas bem pelo contrário, um calou-se e andou a fazer o papel de idiota útil, e sempre que abriu a boca foi só para dizer patetices, bacoradas, e idiotices, inconsequentes, e o outro, não só esteve metido no lamaçal, como nele tem andado a chafurdar, até à raiz dos cabelos.

“não houve a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”;

“sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”;

“assisti sem surpresa” (ao seu afastamento e a todo o processo);

“a defesa de um mandato único e longo é uma falácia para justificar a decisão”;

“a Constituição não contém tal preceito”;

“desempenhou o seu mandato com total independência, sem que ninguém de boa fé possa lançar a suspeição de que tenha feito por agradar a quem tinha o poder de a reconduzir”;

“exerceu o seu mandato com resultados que me atrevo a considerar de singularmente relevantes na nossa história democrática”;

“Não era a mim que deveria ter cabido a acção de defesa e reconhecimento de que é inteiramente merecedora”;

“menos compreensível é que quem pode e deve ser consequente nesse reconhecimento não esteja interessado em fazê-lo”;

Grande Passos Coelho, até ausente, continuas a demonstrar possuir os valores, a espinha dorsal, a frontalidade, e a dar lições de honestidade, integridade, seriedade, que fizeram e fazem de ti um Senhor.

Caro Passos Coelho, como em tempos disse um pacóvio patético idiota que de vez em quando aparece por aí, deste um “enorme banho de ética” a toda esta corja a que estamos entregues. Inclusive ao gajo que nos prometeu esses tais banhos de ética.

Rui Mendes Ferreira

De quem é a culpa, afinal?

Sobre a divisão que supostamente Santana Lopes estará a criar dentro do PSD, no seu eleitorado e o suposto “enfraquecimento” da direita devido à dispersão do eleitorado. Começam já a aparecer algumas vozes, a alegar que Santana Lopes para além de está a trair o seu ex partido, será o causador de uma eventual e enorme derrota eleitoral de Rui Rio e deste PSD, e acima de tudo o responsável pelo enfraquecimento do grupo parlamentar de Direita, pois com método de Hondt, uma maior dispersão e fragmentação do eleitorado de direita, irá obrigatoriamente resultar em menos deputados eleitos pela direita, e mais deputados eleitos pelo PS e restantes partidos de esquerda. Mas será isso culpa de Santana Lopes? Vamos analisar por partes. Santana tem alguma pistola apontada às cabeças dos eleitores a obrigá-los a votar nele? Não tem. Ora se alguém escolher votar em Santana, é porque não quer votar em Rio. Então se um eleitor escolhe não querer votar em Rui Rio de quem é a culpa afinal?

É assim simples simples. Será também que quem não quer votar em Costa, tem como única opção e obrigação ter votar em Rio? E sem Santana iria votar em Rui Rio? Então e o CDS não existe como opção? E todos os restantes partidos como o PCP, o BE, o PNR, não todos eles uma alternativa para quem não quer votar em Costa? E a abstenção daqueles que não querendo votar em Rui Rio e sem Santana como mais uma opção iriam ficar em casa? Só Rui Rio pode ter o direito de se arrogar como alternativa a receber os votos de quem não quer o Costa? Mas então Rui Rio e este novo PSD não dizem ser de Centro Esquerda, e até mesmo de Esquerda, e não têm feito questão de dizer ao eleitorado que nada querem com políticas de direita? Não tem sido Rui Rio e a sua equipa que têm andado a vilipendiar e diabolizado as politicas do governo de Passos Coelho acusando-o de serem de direita? Então se assim é, porque querem agora Rui Rio e este seu PSD receber os votos da direita? Porque querem os votos de quem eventualmente se possam identificar mais com Santana Lopes e as suas propostas? Não tem Rui Rio andado a fazer questão de descartar os eleitores de direita, com a sua colagem à esquerda e não tem tudo feito para namorar e agradar aos lindos olhos do eleitorado de esquerda e do Centro Esquerda? Então querem ir namorar umas novas noivas, mas querem em simultâneo manterem-se casados com as habituais?

Quer Rui Rio e este PSD ir para a cama com todos e viver em feliz concubinato com ambos os lados? Caro Rui Rio, olha que concubinato, relações “abertas” e bigamias, não são coisas com que a generalidade do eleitor de centro direita e direita, sejam apreciadores. Isso são coisas mais típicas lá daquelas maltas das esquerdas. Não me parece que o eleitorado de Centro Direita e Direita esteja disposto a tal. E se não está, a culpa é de quem? Do Santana? Tudo indica que muitos dos eleitores de direita que andam há 44 anos a votar no PSD por falta de outras opções, e a fecharem os olhos ou resignados a algum desse concubinato, mas que sempre se sentiram defraudados pelo PSD, desta vez não estão para aí virados. E se não estão, a culpa é de quem? Do Santana? Se no passado muitos destes estes eleitores com outris lideres no PSD fecharam os olhos, e agora com Rui Rio e com este PSD não o querem fazer, de quem é a culpa? Do Santana Lopes? Se uma grande parte deste eleitorado de direita, nada quer com Rui Rio nem com este PSD, e decidiu finalmente deixar de votar PSD, isso deve-se a alguém, e esse alguém é seguramente Rui Rio e não porque existe um eventual partido de Santana Lopes.

Não meus caros, Santana Lopes não vai roubar nenhum eleitorado a Rui Rio, pois não se pode roubar algo que ele nunca teve, nem nunca conseguiu conquistar nem sequer cativar. Santana irá receber muitos votos que não serão votos em Santana, mas sim que serão votos de protesto contra Rui Rio e este actual PSD. Ora de quem é a culpa de Rui Rio não conseguir estancar esse voto de protesto? De não conseguir unir o eleitorado do partido na sua figura, nas suas propostas, na sua equipa? Será do Santana? De quem é a culpa de poder vir a existir muito voto de dentro do seu próprio partido, que irão optar por votar noutros candidatos, para tentarem por essa via gerar um movimento de revolta que conduza a uma profunda limpeza dentro do PSD, a começar por correrem com Rui Rio e toda a sua entourage? Será este latente sentimento de revolta, culpa do Santana? Santana Santana irá recolher alguns votos de eleitores que de facto se identificam mas a maioria serão muitos votos que já estavam perdidos para o CDS, e estou convicto que até alguns votos do proprio CDS irá conseguir captar.

Serão muitos os votos no Santana daqueles que já há muito que tinham decidido que jamais iriam votar neste PSD de Rui Rio. E também bem possível que consiga ir captar muitos votos da abstenção. Tudo votos que Rui Rio não iria ter, houvesse ou não o Santana. Começar a ver Rui Rio e as suas hostes a tentarem atirar para cima de outros as culpas das suas incompetências e os resultados do que têm andado a semear, é uma atitude e um procedimento que é habitual e típico de socialistas e comunas. Mas como este “novo” PSD pelos vistos virou à esquerda, é natural que  comece a adoptar alguns dos tiques típicos das esquerdas. O que não podem esperar é poder ter o melhor dos dois mundos: os vícios das esquerdas, e os votos dos eleitores da direita.

Esqueçam pois esses tempos com Santana ou sem Santana, não os vão ter mais. Não voltam mais. Ou pelo menos não voltarão até que no PSD esteja Rui Rio e uma grande parte das gentes que o acompanham. Nada do que já está a acontecer ao PSD, mais tudo aquilo que ainda irá acontecer, até às próximas eleições, e depois das eleições, se deve à existência de Santana. Santana só apareceu porque alguém criou o espaço para ele aparecer e alguém deixou vago o espaço que ele irá tentar ocupar. A culpa pois, está do lado de quem deixa espaço vago, e não de quem aparece para o ocupar. Mas então de quem é a culpa do que está a acontecer e de tudo do que aí vem? Minha não é com toda a certeza, mas farei questão que os culpados paguem por isso, ao não lhes dar o meu voto.

E como eu, tudo cada vez mais indica que irão ser umas centenas de milhares de eleitores de centro direita e direita a fazer o mesmo. Quer-me pois parecer, que começa a ser cada vez mais óbvio que com Santana ou sem Santana, o problema da existência de uma credível, convincente e qualitativa alternativa a Costa, e o real problema de Rui Rio e deste PSD afinal está é no próprio Rui Rio e neste seu PSD, e na equipa do qual se rodeou, não em Santana. Digo eu. E estou convicto que muitos dos eleitores de centro direita e direita,  o irão dizer na altura própria.

Rui Mendes Ferreira( Sigam o Rui no facebook)

O PSD está a destruir o PPD

O sinal mais inequívoco que podíamos ter neste momento, em que não temos oposição ao governo Social-Comunista de António Costa – por mais que Assunção Cristas se esforce, e fá-lo bem – é que o mesmo anda solto, livre, sem amarras, cometendo um sem igual número de disparates por metro quadrado, que assusta qualquer alma desesperada em se ver livre de tal poluição visual. O Primeiro-Ministro, não eleito (é sempre bom recordar) em qualquer País com mecanismos institucionais fortes, era considerado o verdadeiro, enfim, o expoente máximo do que se chama vulgarmente o “bobo da corte”. Não por ser divertido, mas por ser o bobo com uma tromba excessivamente grande que destrói um palácio inteiro – entenda-se por palácio o nosso país – devido aos seus caprichos bastante vulgares que são inatos ao próprio homem, como a excessiva arrogância, a prepotência e uns pós de maquiavelismo pelo meio. Obviamente que esta tipologia ou morfologia de homem – entenda-se um homem perigoso, não o vulgar homem que é o sexo masculino… Por mais que duvide da sexualidade de António Costa, sou pragmático na escolha do sexo do mesmo – adiante, tal criatura não tem alguém que lhe chegue, nem CDS, e como historicamente devia ser, o PPD/PSD. Não conheci Francisco Sá Carneiro, mas, do pouco que lhe conheço – não faço como muitos que usam o nome do dito para se promoverem – era um homem honesto, não “hernesto”, que amava a liberdade, não coletiva, mas individual, que pensava, e muito bem, que cada um de nós tinha o destino na mão e que conseguíamos construir a nossa vida num livre mercado onde cada um arcava com as consequências dos seus atos. Sá Carneiro era liberal, um homem que acreditava num Estado pequeno, mas com uma rede social mínima, um homem que sabia que só o valor das pessoas podiam levar Portugal a outro patamar sem ser a mediocridade neo-comunista da coletivização da produção e da sua nacionalização. Portanto uma matriz em tudo semelhante ao estilo de Pedro Passos Coelho, seu sucessor não de sangue, mas de aspiração política, uma cópia não facial, mas de valores morais e económicos. É verdade que o liberalismo de Sá Carneiro é diferente do de hoje, é verdade que Sá Carneiro, hoje, pode ser considerado um homem de direita liberal e não tão “liberal” como muitos gostariam que fosse – inclusive eu próprio que não gosto que alguém se meta na minha vida, muito menos o Estado, com o qual não assinei nenhum “contrato social” – … mas, dizia eu, o liberalismo de Sá Carneiro e Passos Coelho é o que faz o PPD ser o Partido especial, reformista e que salva o País nos momentos mais difíceis, por mais que tenha igualmente gente que não presta e não valha um chavelho. O PSD de Rio, a Social-Democracia, vulgo Socialismo Democrático, esse sim, o compadrio do Bloco Central de interesses quer destruir os valores que devem e deviam ser a matriz do que é hoje o PPD/PSD, um Partido das pessoas, para as pessoas e liberal, não uma alcofa para os pés de António Costa. Alcofa é Catarina, Alcofa é Jerónimo, Alcofa é Mário Nogueira e Arménio Carlos, Alcofa é toda a escumalha comunista que coloca os seus interesses próprios do tacho governativo, acima da soma dos interesses individuais de cada português, que em conjunto formam uma Nação. Rui Rio – este Rio, seco – é tóxico para a “direita” portuguesa, e ainda mais para o PPD, que está refém do PSD e dos seus interesses socialistas. A distribuição de cargos, a maçonaria, e certos interesses empresariais das oligarquias do regime, movem muita coisa, mas Rio podia e devia ter mão, não tem, é excessivamente fraco. E assim, fraqueja os seus, o “seu Partido”.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Passos Coelho é a Alternativa

Vasco Pulido Valente, em entrevista ao Expresso, aborda um tema tremendamente interessante que tenho já desenvolvido aqui e que pessoas mais perto do meu círculo de leitores e amigos mais atentos já conhecem: Passos é o futuro do PSD. É um tema que não largo pela importância em questão da pessoa, Pedro Passos Coelho é tratado pela esquerda caviar e muita gente da “direita”, como se fosse mais um, ou aquele palito que se perdeu na palha que a cor é tão próxima que ninguém consegue mergulhar em tamanha carneirada de palha.

Mas, lá está! Passos não é igual à “manada”, foi tão diferente, irreverente e com um pensamento estruturado para o futuro do País que ninguém lhe perdoa tal indelicadeza de não fazer parte da família Oligarca Socialista vigente. Ser diferente em Portugal paga-se com isso, inveja, jogadas de bastidores, traição e falsos sorrisos. A facada final a Passos foi a mistura disso tudo e tão concentrada que o veneno se virou contra o feiticeiro.

O veneno, esse, as tais facadas, viraram se contra Rio, se o PSD de Passos estava “amorfo”, “acabado” e o de Rio iria trazer os tais ventos de esperança, saiu talvez dos maiores flops de sempre desde Santana e Marcelo.

Rio não tem carisma, não faz oposição a Costa que é mais fácil do que se imagina, pois, para além de tamanhas calinadas gramaticais do Primeiro Ministro, digno de um ser mais recôndito e estranho lugar do planeta, Rio tinha ainda dados orçamentais que este Governo inverteu toda a sua estratégia desde o inicio da sua governação, Centeno cativou em vez de gastar, Centeno elaborou a mais restrita mão de ferro desde Salazar nas Finanças em 1928, Centeno controla todos os outros ministros e Centeno faz o que precisamente Vitor Gaspar fazia em anos de Troika, mas que Costa rejeitou absolutamente nas eleições de 2015 e com o apoio público que deu ao Syriza.

Tudo isto porque a direita em comunicação, em arranjos conjuntos e Marketing vale, como se diz na Amadora, BOLA! Por oposição a este PSD, ou PS II, como queiram chamar, o PSD de Passos Coelho tinha capital político quer se gostasse ou não, tinha o símbolo da resistência e garantia de independência face aos interesses, tinha o capital da credibilidade de ter salvo o País da pior crise financeira de sempre e que muitos hoje falam pouco, mal e como se tivesse sido fácil gerir com pinças um País de aventais e parasitas no poder.

Por isso, não são Sebastianismos, não é falar mal por falar, não é fazer de Maya e elaborar previsões da volta de Passos, é simplesmente constatar o óbvio, a “direita” é socialista, a “direita” não é a alternativa, porque não tem discurso, é politicamente correcta, é enfadonha e pobre de espírito. Pobres ainda mais são os seus eleitores por não terem em quem votar.

Passos agregava os votos dos Liberais, alguns do centro, do CDS e até dos votantes do PS do Norte, tudo porque:” Ele até me retirou o subsidio de natal, mas levou o barco para onde quis, ou seja para bom porto“. Todos subestimaram o efeito da sua saída, até gozaram, hoje é o que se vê, um PSD a caminho de Alcácer Quibir(Obrigado Vasco!).

A estratégia de Costa é tornar-se absoluto no poder no plano interno da governação. Depois da passagem a Primeiro-Ministro, Costa quer enfrentar Marcelo ou substituir-lhe. Este é o medo de Marcelo. Este devia ser o medo de todos nós, perpetuar o poder a um homem perigoso, de mentalidade ainda mais perigosa que só pensa no seu ENORME ego. É pena que o PSD deitou fora o único que o derrotou, sim derrotou, Passos derrotou António Costa por mais geometrias e matemáticas que façam.

Para terminar. Se reparem meus caros, Catarina Martins tinha ataques de gritos semanais, diários ou até à noite com Passos, a Jerónimo até lhe cresciam mais rugas com tanta mão e punho ao ar contra Passos. Já com Rio, esse para eles é uma Jarra e não falam dele, e quando falam são uns minutos. Um líder quando incomoda é porque tem valor e,  como veem, Passos tinha-o.

E não, Passos não é passado, Passos é o futuro, é liberal, acredita na liberdade individual, e também é pragmático, porque sabe que num País com mais de 40 anos de socialismo a cassete não se muda assim, Portugal é um caso à parte da Europa como sempre foi, e não é agora que deixaria de ser tanto para o lado positivo como para o negativo. Não vamos encontrar outro assim,  a não ser que conheçam alguém anti-sistémico e liberal ao mesmo tempo com dotes carismáticos pelo meio. Apontem me se faz favor, é que não encontro.

Mauro Oliveira Pires

 

Mudam os ladrões, ficam os roubos

Disse o Rui Rio que os milhões dos impostos que foram confiscados aos contribuintes para serem despejados na CGD, um banco público, para tapar os buracos dos roubos lá feitos por todos os governos e governantes, anteriores a Passos Coelho, dariam para muitos, e bons aumentos da função pública.

Nobre discurso, não fora dar-se o caso dos mais de 10 mil milhões que já nos custou até hoje os roubos na CGD, feito por políticos e governos do PS ao PSD, terem sido resultantes de confisco aos contribuintes do sector privado (trabalhadores, empresas e empresários), e resultantes de empréstimos externos.

Ou seja, para Rui Rio, todo esse dinheiro que foi retirado à força aos contribuintes e às empresas, e os montantes provenientes dos credores, não fora a existência dos buracos na CGD, ao invés de serem devolvidos aos bolsos de quem foi confiscado, ou para pagar a quem foi pedido emprestado, o destino que levaria, seria para entregar nos bolsos do funcionalismo.

Um país que tem a terceira maior dívida do mundo, a mais alta carga fiscal de toda a Europa, e da OCDE, que tem uma factura de juros de dívida pública de mais de 8 mil milhões, anualmente, um país que que continua ainda a registar um deficit na contas públicas, e por conseguinte continuam a aumentar diariamente a sua dívida pública acumulada, e em que a primazia das suas elites políticas e governantes, é dada à defesa de mais aumentos dos custos salariais no sector público, é um país em que os esses políticos revelam mais interesse em comprar votos, recorrendo a dinheiro roubado a uns, e pedido emprestado a outros, perpetuando um um crônico endividamento da nação, do que qualquer interesse em rectificar os erros de governação, do passado e do presente.

De todos os partidos da esquerda aos supostamente da direita ( e digo supostamente, pois partidos de Direita é coisa que não existe em Portugal) roubar o sector que produz, confiscar e endividar o país, para alimentar as clientelas e as corporações do regime, \é o modelo de governação, por excelência, de toda a classe política que temos.

Desde o PCP, BE, PS ao PSD. e CDS. sem excepção, todos revelam sintomas infecciosos de socialismo, e só diferem nas doses e nas formas de o injectar nas veias da nação e do povo português.

Não se ouve a Rui Rio, único discurso, uma única frase, ou palavra, a defender que se devolva a quem se confiscou, mediante redução de impostos, ou que se pague a quem se deve, reduzindo o endividamento da nação e por essa via os custos com a factura de juros anuais, ou que se reduza a despesa pública, para deixar de ser necessário o continuou confisco daqueles que trabalham e criam riqueza,. Nada, nem uma única palavra.

Até hoje, tudo o que lhe ouvimos falar e defender, representa é mais despesa, mais defict, mais dívida, mais impostos, mais confisco, e mais roubo a quem trabalha, produz, e paga impostos.

Ouvir este discurso, pela boca de Rui Rio ou na boca de um qualquer Galamba, um Jerónimo ou de uma qualquer Mortágua, não se encontrará a menor diferença. O que diz bem qual é a matriz de pensamento que move Rui Rio.

Comprova-se, assim, e uma vez mais, que nos nossos partidos políticos, só vão mudando os ladrões, mas os roubos, os seus métodos, os objectivos, os fins, e o socialismo em doses maciças e industriais, mantêm-se sempre inalterados.

Triste sorte a dos portugueses. Triste sorte a de Portugal. E triste PSD.

Rui Mendes Ferreira

Rui Rio dá Dó

A tarefa de Rui Rio era difícil, herdou uma enorme herança de credibilidade e confiança dos longos e árduos anos de vigência de Pedro Passos Coelho, toda e qualquer acção que Rio faça estará sempre correlacionada com magistério de Pedro Passos, não vale a pena fingir, porque um foi grande quando todos foram anões, Passos Coelho nãos se escondeu dos problemas, enfrentou-os com mão de ferro, por vezes com erros de percurso, mas no cômputo geral conseguiu um feito inigualável à escala nacional, recuperou um País do maior descalabro económico e financeiro com problemas estruturais gravíssimos, recuperou a credibilidade financeira de Portugal perante os Mercados, foi atacado pelos sectores mais fortes e rentistas da Sociedade Portuguesa, foi o mau da fita dos comentadores de cartilha mas, no fim, como sempre, o que interessa é o fecho de contas, e Passos ganhou num País de gente com literacia financeira que podia ter sido facilmente “desviada” pelas intenções populistas de um líder “fresco” como António Costa.

A tarefa de Rio era colocar o PSD como uma contra parte, um contrajogo da Geringonça governamental ser a última reserva da dignidade, da coerência e dos banhos de ética e claro, colocar um PSD na rota do Liberalismo, não do Socialismo, não conseguiu, não consegue e não quer, votar entre dois socialismos escolha-se o puro, como se diz na gíria, António Costa neste momento é o Dono e senhor da política Portuguesa em termos de jogos, é o jogador, o árbitro Marcelo quer o protagonismo e não gosta do atrevimento e faltas constantes de António Costa, um governo fraco e dependente de outros é o que Marcelo quer, Portugal parece hoje um campo de jogos esburacado com crianças a brincar as espadas.

O País normal de Passos Coelho, aquele que olhava para futuro, tinha um plano, parece estar adiado por motivos egocêntricos e plácidos do individuo que gere a Geringonça Governamental, individuo, porque de líder António Costa não tem características nenhumas, confiar num Primeiro-Ministro que vai para Palma de Maiorca em tempos negros e de cheiro a morte, é como confiar no diabo para nos proteger as costas, ele está sempre lá de facto, mas é para nos apunhalar.

Se Rui Rio não consegue renovar o PSD com ideias inovadoras sem ser a Social Democracia ás avessas, não temos dinheiros nem estrutura demográfica para isso, com aqueles planos escritos com o Português politicamente correcto da “discriminação positiva”, é melhor ficar em casa, se é para votar em mais um plano socialista mais vale votar CDS que não faz alianças tricolores com António Costa. No plano partidário Português um Primeiro-Ministro nunca ou raramente se elogiou um líder de oposição, Costa elogiou Rio, deu lhe a última facada antes da definitiva de Marcelo.

Rio não chega ao Natal, o amigo Ângelo Correia pode ajudar no novo Rumo, talvez encontre a foz.

Mauro Oliveira Pires

Quem ganhou as eleições no PSD foi António Costa

Esta era a eleição mais difícil para o PSD desde a morte de Sá Carneiro. Difícil porque o PSD tem que substituir o que é, neste momento, nesta conjuntura, momentaneamente bastante áspero e doloroso de fazer esquecer. A liderança de Passos Coelho teve percalços nestes últimos 8 anos, mas, afinal, quem não erra? Os grandes líderes definem-se pela sua capacidade de terem e usarem a sua espinha dorsal em momentos complicados para a sua vida pessoal e para o próprio organização/País que lideram. Passos foi isto tudo e muito mais, conseguiu ser o que o PSD precisava, um Liberal pragmático, por mais que diga que não o seja, Passos tem um projecto para o País que não conseguiu terminar, nem muito menos está a metade e que, por fruto das circunstâncias da Caravela da República estar a afundar dia para dia teve que fazer a fascina da casa primeiro.

Passos desde 2014 que confiava na sua eleição, o País crescia, ainda que devagar, o desemprego caia, as contas estavam em dia e  Portugal tinha outra dinâmica, Salgado caía devido à sua recusa em ajudar Oligarcas que dependiam de favores políticos para fazer crescer o seu império com pés de barro. Aliás, esta foi a maior reforma estrutural de Pedro Passos, as conexões entre o que é o Estado das Clientelas e os Oligarcas do regime, aqueles que dependem dos outros para enriquecer e dos favores dos políticos de Lisboa, estava à beira do colapso. Aqueles que durante tantos anos estavam habituados ao normal do saquem sentiram-se ameaçados pelo Homem que nasceu no Norte e não pertence às cortes de Lisboa, não tem hábitos de mafarrico, não vai para Palma de Maiorca, não vai para Paris, não vive em Palacetes em Sintra.

Este é o defeito de Passos Coelho aos olhos dos poderosos aqui do burgo: É ele mesmo, sem tirar nem por, não gosto do hábito Português do “amigo”, dos “favores”, “arranja aí”, “fala lá com tal…”. É o furacão silencioso que é um político Europeu normal, normalíssimo até, mas que em Portugal é novidade, porque tamanho País outrora poderoso, está coberto de cinzas de hipocrisia de Políticos que nem para limpar escadas servem e que se aproveitam da ignorância alheia. Passos não é perfeito, mas é maior que eles todos à direita e à esquerda, como disse um dia Maria João Avillez no Observador, ao lado de Passos todos são anões. Esse é o problema, se um só é bom e o resto é medíocre temos um cancro democrático bem grave para resolver.

Quem sucede a Passos é Rio, Homem excelente em contas, controlador, austero, óptimo para Ministro das finanças, educação alemã. Mas Rio tem um problema, com todo o PSD, é um Homem que por fora transmite uma coisa e por dentro é outra, Rio é de esquerda, não é por acaso que António Costa estava à espera do mesmo para que, ainda este ano, possa provocar eleições antecipadas na altura certa, porque, afinal, não se sabe se o País daqui a um ano está no charco cheio de lama de dívidas. Ser uma alternativa à frente de esquerda, como ele o diz, não chega, tem que marcar posição com um plano reformador, tem que falar com independentes e com o CDS para formar uma nova AD capaz de mobilizar os Portugueses que não se aprovam o socialismo de esquerda e de direita.

Rio é Homem para isso? Talvez. É político para isso? Não! Agora António Costa pode dançar entre a esquerda e a direita ao seu bel prazer. Costa tem tudo. A comunicação social na mão. A Coroa de partido do regime e que é seu dono. A única coisa capaz de parar António Costa é Marcelo Rebelo de Sousa e uma crise económica, que está a chegar, que fará Costa cortar onde deve. Mas aí veremos se temos um Primeiro-Ministro, porque Costa em dificuldades não poderá esconder-se por detrás de Van Dunem, ou de qualquer outro Ministro e nem poderá ir de férias para Palma de Maiorca, terá de ser Primeiro Ministro uma vez na vida. Mas isso é pedir demais.

Se Rio conseguir, volto aqui a pedir desculpa e a felicitar. Mas não me parece o caso. Veremos.  Até 2020 Pedro Passos Coelho.

Mauro Oliveira Pires