O pântano do ilegítimo António Costa

A dança de cadeiras no cargo de primeiro-ministro, em outubro de 2015, colocando no terceiro cargo da hierarquia institucional governativa do País, um individuo não eleito pelos eleitores mudou para sempre a ordem da linha governativa constitucional considerada “normal”, pelo regime. Hoje, não basta ficar em primeiro no campeonato das eleições legislativas, é necessário primeiro que tudo, o segundo membro de uma possível equação de uma solução governativa-aquele que perdeu mas, que cumpria a ordem das coisas- vender a alma ao diabo para governar, neste caso o PS, que introduziu e impôs ao País uma moldura de curto prazo, tal como é a sua característica fisiológica pelo poder e influência na vida do indivíduo.

António Costa nunca teve um plano de mudança estrutural para Portugal, o seu único plano e constítuido pela calada com os seus parceiros coadjuvantes, era continuar a reconstrução oligárquica iniciada por Sócrates e desfazer a fronteira ética e “invisivel”, que Passos tinha construído quando deixou cair os Espirito Santo, uma das famílias que condicionava o crescimento da economia portuguesa com ligações a outros grupos económicos.

Para além disso, Costa queria deixar tudo em modo anestésico, paralítico e monolítico, veja-se o exemplo do assalto de paraquedas à máquina estatal com famíliares do seu partido em tudo o que são fissuras da administração pública, a reactividade de Centeno em 2016 quando a Comissão Europeia ameaçou Portugal com sanções e os juros das obrigações portuguesas a 10 anos voltaram aos 4,5%, levando Centeno a adoptar cativações históricas no investimento público colocando despesa de capital em mínimos e assim, controlando o saldo orçamental em conjunto com sucessivos aumentos nos impostos indirectos. Tal política descapitalizou os serviços públicos, não repondo o capital que se desinvestiu, espremendo sua capacidade de resposta às populações.

Políticas de curto prazo, políticas de vista curta portanto, que hoje Costa ergue como vitória sua e do seu governo mas que, em 2015, as criticava com todo o tártaro que tem entre os dentes. Podemos afirmar que Costa pode ter lido livros de São Cipriano para adoptar tal inversão de discurso, guiando o rebanho simpático na representatividade do povo português para próximo do precipicio mas será esse fosso que Costa terá que enfrentar sozinho nos anos que vem.

Desenganem-se que uma economia aberta ao mundo como a Portuguesa, sujeita a zero reformas estruturais nos últimos anos, com indicadores macro a mostrarem sinais de deterioração e com um saldo orçamental preso por pinças, que estamos protegidos de maus ventos. Aliás, maus ventos não são sinónimos de sucessivas bancarrotas- os outros países também estão sujeitos- é sim sinónimo de sucessivas bancarrotas é quando o PS está no poder e não prepara o País para tal com políticas prudentes ao nível de finanças públicas e a nível macroeconómico.

Por fim, é de lamentar que Rui Rio, que  afirma que o PSD não é um partido de centro direita, não tenha começado a campanha mais cedo e não tivesse tido uma palavra de união para quem ele chama de “opositores”. Teria ganho o partido e o país. Erro táctico. Agora, a ala não socialista, já que tem pejo em se assumir de direita, tem que preparar as próximas eleições que serão no prazo máximo de 2 e meio. Uma direita unida, com um programa alternativo ao socialista. Só assim António Costa será derrotado com uma maioria absoluta em cima.

Mauro Merali

 

Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal

Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?

Acontece que a direita nunca governou em Portugal.   Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.

Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um  “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e  justiça.

O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.

Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor  uma ditadura de minorias.

Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito  real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde:  todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos;  há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria,  não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado  totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos  investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História.  Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.

É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente  da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política,  capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos,  habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género  nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e  não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.

A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos  nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.

A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam.  E essa Direita ainda não governou em Portugal.

Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Comparar Passos Coelho com Costa é um atentado à moral

Catarina Martins, tem vários momentos em que não consegue puxar a carroça para sítios com sombra, por outras palavras, a deputada com a voz mais esganiçada do parlamento português não usa a réstia de cérebro que tem para pensar e racionalizar as coisas mais básicas da vida. Talvez seja o regime solarengo do déspota e nepotista António Costa e as várias promessas ao BE de mais poder em cargos governativos, que colocaram Catarina Martins desorientada ou pelo menos deslumbrada é que, em certos momentos, Catarina aprova orçamentos com ajudas à Banca, caso do Banif em 2015 e Caixa mais recentemente e na semana seguinte critica Costa por essas mesmas ajudas. Mais hipócrita é difícil, mas Catarina bate todos os recordes.

Mais desonesto ainda, é comparar contextos de ajudas ou financiamentos à banca. Catarina compara as intervenções de Costa, onde uma era totalmente desnecessária, como a ajuda ao Banif em final do ano de 2015, que cujo peso na banca portuguesa quer em depósitos quer em crédito concedido eram relativamente baixos e que portanto cujo impacto sistémico no sistema financeiro nacional era baixo (Além disso, em 2016 entrava em vigor um novo regime de ajuda à banca onde quem tem depósitos acima de 100 mil euros e dívida sénior, eram chamados primeiramente a salvar a instituição antes de se usar o dinheiro dos contribuintes),  com as de Passos Coelho que foram para salvar bancos da desgraça do polvo socialista que tinha Carlos Santos Ferreira, amigo de Sócrates, na Presidência do BCP, Vara na Caixa e Salgado no BES antes da sua chegada ao poder e que colocaram a banca com um crédito malparado gigantesco

Santos Ferreira e Vara concediam créditos aos amigos do regime e à oligarquia vigente, Sócrates protegia e ajudava Salgado na manutenção do seu conglomerado falido. Tudo bons amigos, tudo bons conhecidos. Ninguém sabia de nada, mas caíram todos quase ao mesmo tempo, a lei do retorno é tramada meus caros. Passos Coelho sabia que Portugal se tinha de libertar das grandes famílias rentistas do regime, que controlavam e mantinham a Economia Portuguesa numa inércia surpreendente de quase duas décadas, para isso Ricardo Salgado tinha que cair e caiu. Passos procedeu à maior higienizarão que Portugal viu em democracia, cortando o elo político entre política e negócios, mal que este País tem entranhado desde os primórdios da criação da república.

Tal acto ainda hoje o coloca como o primeiro alvo a abater pelas elites de Lisboa que tanto odeiam a figura do ex-primeiro-ministro que ganhou as eleições legislativas a António Costa em 2015. A figura que não liga aos amigos do PS, da maçonaria dos negócios e que reformou, de modo incompleto e com bloqueios de tribunais politizados, sem medo. Pedro Passos Coelho é claramente incomparável face a António Costa, não se compara coluna vertebral com criaturas que não a tem e muito menos quem tem visão de futuro com quem usa e abusa da  navegação à vista. Não é uma questão de gosto, é uma questão de moral, bom senso e até de alguma lucidez mental.

Mauro Merali

 

 

O jogo mudou, caro António

António Costa tem características irritantes mas que, ao mesmo tempo, mostram a sua fraqueza. Por um lado, Costa tem um sorriso seráfico, manhoso, mentiroso, quase que projectando um homem de pedra ao nivel sentimental, o que lhe leva para “patamares superiores” no debate político, intimidando e cansando os seus adversários com uma mascara bem oleada. Por outro, essa mascara cai sempre que o primeiro-ministro é confrontado com a realidade, Assunção Cristas tocou num ponto normalíssimo- qual o plano de actuação do governo na área e se condenava os actos no bairro da jamaica- e, sabendo que a pergunta era incómoda, Costa refugiou-se num sound bite básico e etéreo como a “sua cor de pele”. Do maquiavélico estratega, ao cobarde capaz de verbalizar e usar o conceito minoritário étnico para se esconder de uma resposta que não sabia dar.

Este é o primeiro-ministro, não eleito pela vontade popular, que temos. Não só no campo de actuação do combate político, como no exercício pleno do uso dos seus poderes. Costa não usa o poder que lhe foi conferido pelos trâmites constitucionais, efectuando uma aliança contra natura, para gerar reformas que mudem a estrutura de crescimento da Economia Portuguesa a médio e longo prazo, usa o seu poder como um mero jogo táctico político de sobrevivência da sua própria espécie, que já mostrou aos portugueses que o seu mandato, não é passível de ser renovável por muito mais tempo, não só pela petrificação dos serviços gerais públicos, prejudicando quem não tem rendimentos de maior e liberdade de escolha por esse facto, como usar os próprios serviços como forma estrutural de consolidação orçamental, reduzindo o défice artificialmente para Bruxelas e povo verem.

Claro que o trabalho de Costa e dos seus ministros que cuja família se instalou no reino do assalto ao orçamento, não está terminado. A oligarquia socialista, as mesmas famílias de sempre que nos colocam pobres já faz umas décadas, tem que se perpetuar de vez na corte de Lisboa. Se Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, cortaram a fita de Salgado, o mesmo quer dizer que disseram um redondo não à oligarquia vigente que só funciona com dinheiro alheio, compadrio e não com recursos próprios, Costa quer voltar a colocar as mesmas peças de xadrez no mesmo sitio de sempre. E é isso que em Outubro de 2019 temos que impedir: Que Portugal fique outra vez nas mãos das famílias rentistas do regime, que criam impérios, rendas certas e garantidas bem como influência na gestão e contratos públicos que tanto lhes agrada.

Portugal tem que dizer sim ao que Passos Coelho fez, sim ao corte com os mesmos de sempre, sim à redução da intervenção do Estado que não deixa crescer pequenas e médias empresas com custos de contextos, impostos e pagamentos especiais por conta sufocantes, sim à liberdade de escolha entre sectores. Sim a um Portugal livre do socialismo clientelar de Estado.

Mauro Merali

 

 

O grande erro de Rui Rio é não defender o legado de Passos Coelho

Portugal, a nivel macroeconómico, está inserido hoje numa clara união económica e monetária com conteúdo político ao nível da política externa comum e a caminhar para o reforço da política interna, discutível a vários níveis, pois, uma Europa com culturas sociais e económicas diferentes, unida num só bastião governativo, é abrir uma caixa de Pandora com consequências imprevisíveis. O que une ainda mais a Europa, hoje, é a política responsável no que concerne à política financeira dos vários países que adoptam hoje o Euro, moeda forte que exige países com estruturas económicas flexíveis e viradas para a produção de bens transaccionáveis.

Pedro Passos Coelho foi o primeiro Primeiro-Ministro Português a governar neste contexto específico, de não poder usar moeda própria para desvalorização cambial, contribuindo para ganhos económicos de curto-médio prazo-aumentando as exportações e desvalorizando salários sem que as pessoas se apercebessem via efeito da inflação- mas que não eram estruturais, como no 2º resgate do período do bloco central, que cujas políticas foram meramente paliativas. Passos teve que não só restaurar a credibilidade externa do País e o crédito público, como tornar Portugal uma plataforma sensata e estável para o investimento externo privado, para que a nossa Economia crescesse de forma sustentada.

Tamanho projecto governativo era para mais de uma legislatura, a primeira era para apagar os fogos deixados por outros. Passos não só conseguiu o feito de dominar o défice orçamental  no contexto em que estamos, não só via condicionante de não ter moeda própria, mas especialmente porque enfrentou interesses poderosíssimos que em Portugal dá sempre direito a “chacina” e ao “afiar de facas”, quando o poder político está enfraquecido. Daí o golpe de António Costa, o filho do regime burguês de Lisboa, que quer o regresso ao passado, aos velhos vícios oligárquicos de manter o poder nos mesmos de sempre e nas mesmas famílias.

Um conluio de portas giratórias que domina a nossa vida de várias formas e em várias vertentes, seja no preço da energia- electricidade e preço dos combustíveis- a várias reformas que tinham que ser feitas para libertar o povo português das clientelas que o PS protege sempre para ganhar actos eleitorais. Daí Passos ser tão perigoso para este regime podre e a cair aos bocados. Não, não é Messianismo como certos puritanos gostam de abordar. É ser sensato, analisar os factos, e perceber que foi dos poucos políticos decentes que este País teve, com erros claros, muitos deles aumentados de forma desproporcionada por uma comunicação social entregue ao partido socialista, que logo voltaram ao “saco escuro”, onde eles escondem tudo e depois revelam  no “momento certo”.

O reformismo, o liberalismo, ainda que mediano, o deixar o “poder”, nas mãos das pessoas querendo que elas façam o que queiram do seu dinheiro, aumentando a liberdade de escolha em sectores da nossa vida-diminuindo o peso do Estado na economia e na escolha pública- é a bandeira do PSD. Ou devia ser. A matriz identitária de Sá Carneiro que muitos apregoam como social-democracia, eu chamo de liberalismo num contexto em que foi dos poucos que combateu o socialismo soviético com veemência. Respeitar Sá Carneiro e a sua memória é exigir que o PSD, partido de poder por excelência, ambicione construir um programa anti-socialista contra um PS cada vez mais irresponsável, maleável e táctico. Sim, Rui Rio não respeita a matriz do PSD como não respeitou o legado de Passos Coelho, tecendo no início do seu mandato elogios tímidos, quase para a fotografia. É socialista. E fala alemão. É a vida.

Mauro Oliveira Pires

PSD- Partido Sem Desígnio

A Europa e o mundo vivem um momento diferente da realidade portuguesa, pequena realidade em todos os tamanhos multi dimensionais, diga-se. A direita seja ela conservadora ou liberal, quer se goste ou não, está a ganhar terreno face à terceira via que muitos dos partidos tradicionais europeus impuseram à Europa, aquela via do socialismo democrático(ou social democracia), que mistura um Estado mais “brando”, nas suas imposições autoritárias à iniciativa privada, deixando a “trabalhar”, para que esta financie o Estado social gigantesco que se construiu com pressupostos de um número de nascimentos que hoje não existe e com um outra realidade em termos de contexto económico-social, para que o partido que esteja à frente do governo, possa controlar uma espécie de clientela certa e previsível de onda possa recolher votos e assim perpetuar quase que um pacto de regime entre este(por exemplo o PS) e a população que vota para garantir os tais “direitos inalienáveis”, conseguidos sempre à custa do esforço de outros.

Em Portugal, é o partido socialista que faz de pedra basilar dos entendimentos rotativos entre a esquerda que se considera democrática e a direita liberal/conservadora entre PSD e CDS, tudo pelo simples facto de este ter uma máquina trituradora de comunicação social marxista ao seu lado, amparando possíveis gaffes e abafando determinados pontos da governação. Veja-se que, quando Pedro Passos Coelho teve que governar com um memorandum que não pediu, mas teve que se comprometer, a lavagem socialista da comunicação social foi pouco a pouco durante o seu mandato fazendo o seu trabalho de lavar mais branco, conotando Passos com o resgate.

A estratégia não teve sucesso, pois a tenacidade de uns, foi a desgraça de outros. A capacidade de resistência de uns, foi a cobardia e a fraqueza de se efectuar acordos por detrás das costas dos portugueses que deu origem à geringonça social-comunista, enquanto que Pedro Passos Coelho, bem ou mal, foi directo e franco naquilo que tinha que fazer, ainda que com erros e pedras que outros mandaram tanto de dentro do partido como de fora. O Estado oligárquico que muitos queriam que crescesse, para dar de comer aos mesmo, e que estava a ser desmantelado por Passos, era o pavor do PS que tinha de voltar aos lugares de poder antes que ficasse irrelevante no panorama político português.

Sim irrelevante, pois se Pedro Passos Coelho tivesse continuado a governar, ainda que de modo limitado, tinha feito algumas reformas e o processo de consolidação orçamental era mais saudável, aproveitava-se então da melhor forma a fase ascendente do ciclo económico para amealharmos para períodos mais difíceis. Não, o caminho foi totalmente o contrário essencialmente por egocentrismo individual de António Costa, que hoje sacrifica o País em sua prol. Costa, sei que muitos não gostam de ouvir isto, é um social democrata com elevados níveis de chico-espertismo e doses de maquiavelismo brutais. Costa não tem um plano de reformas para o País a não ser um plano de endividamento crescente e um conjunto de banalidades escritas com português duvidoso.

Mas, infelizmente, a alternativa é mais socialismo democrático, talvez mais suave, de Rui Rio que, até agora, tem sido o fiel amigo com movimentos de cabeça para cima e para baixo que deixariam qualquer ditador satisfeito. Rio luta mais contra os próprios camaradas de partido do que em criar uma alternativa que ao mesmo tempo diminua o peso do Estado na economia quer impostos, quer em despesa pública ineficiente que nos custa os olhos da cara todos os anos, tudo porque se quer centralizar escolhas ao nível estatal e se quer distribuir “rebuçados”. Rio não é alternativa a Costa porque não é fiel à matriz reformista do seu partido, e não vê que a força do mesmo vem dos pequenos empresários, do pequeno negócio, em fim, da ala liberal inconformista que não se revê em mais socialismo do Estado Central.

Não sei se Montenegro é opção ou até Miguel Morgado, mas ambos quando abrem a boca conseguem fazer mais oposição que vários banhos de ética somados.

Mauro Oliveira Pires

 

 

O PSD dos Pequeninos

O PSD de Sá Carneiro e de Pedro Passos Coelho está em extinção. Não é oficial mas todos os acontecimentos macabros, ditatoriais, perigosos e, como não podia deixar de ser, a “mando”, do PSD de Rui Rio estão a manchar a imagem, o perfume, o encanto, enfim, aquilo que tornou o PSD o partido mais reformista e inconformista de Portugal nos últimos 44 anos de Democracia: A pluralidade de opinião. Não existe deveras problema algum em exprimirmos a nossa opinião dentro de um partido, pelo menos no PSD, a diversidade de opinião fez crescer o partido ao longo dos anos, reforçou-o como baluarte da esperança de quem queria uma sociedade mais livre, mais próspera e, acima de muita coisa, livre das rendas garantidas e das famílias do regime que jogam com o País há décadas.

Sá Carneiro teve essa coragem no seu tempo, social-democrata de palavras, mas liberal de coração, Francisco acreditava, isto no meu humilde entendimento, que cada um podia subir na carreira da vida, com o seu esforço, com o seu mérito, com o seu suor, tendo sempre como base fundamental os valores morais e as raízes ancestrais que nos tornavam melhores indivíduos. Sá Carneiro entendeu o País, conquistou, foi corajoso e liberal numa época onde poucos ou ninguém tinham a coragem de o ser. Passos Coelho seguiu-lhe as pegadas, com erros na campanha eleitoral de 2011, Passos arrepiou caminho, arregaçou as mangas, libertou o País do resgate financeiro e credibilizou nos aos olhos de quem nos empresta o dinheiro para os nossos vícios que, diga-se de passagem, voltaram com a Geringonça social-comunista.

Passos e Sá Carneiro, em conjunto com os militantes do partido, fizeram do PSD um partido diferente, mas, lideraram-no de modo diferente de todos os outros. Ambos tinham uma sina que na sociedade actual parece algo extinto: Tinham respeito por quem lhes ajudava no seu percurso das pedras. Tinham respeito pelos militantes. Tinham respeito pela opinião contrária e claro, defendiam a liberdade. Rui Rio defende o contrário destes dois senhores e defende o contrário da própria essência do partido. Rio defende que e passo a citar:” Quem discorda deve sair”, ” O PSD nem é liberal, nem é  socialista, nem é de direita”, ” O PSD não é um albergue espanhol”- basicamente diz que não tem ideologia.

Senhor Rui Rio, é com pena minha que, se o PSD não é liberal nem é socialista, nem é coisa nenhuma, nem é nenhures, não merece mesmo um voto de confiança nas eleições de 2019. Votar em António Costa é votar em alguma coisa, num desastre talvez, mas sempre é melhor que votar em “nenhures”. É sempre mais favorável votar em “socialismo verdadeiro”, que socialismo de “andor”, “vazio”. Para finalizar senhor Rui Rio, as gentes do Norte, que tanto diz que gosta, é gente que não precisou do Estado e não gosta dele, desconfia dele, são liberais de coração, querem que o Estado lhes saia da frente, gostam de empreender, gostam do risco. Este é o eleitorado do PSD: O setor privado e público que é responsável e sabe que o Estado tem que ser reformado.

Demita-se senhor Rui Rio, demita-se!

Mauro Oliveira Pires

Rui Rio de Líder não tem Nada

Rui Rio é presidente do PSD. Ponto. Agora podemos voltar à questão filosófica de sempre: Será um presidente eleito necessariamente um líder, ou antes de irmos ao “pote”, já temos que ter dotes necessários para correspondermos as expectativas que nos depositam? O presidente do PSD encaixa perfeitamente na segunda linha de pensamento, Rio maltrata os militantes que discordam da sua “linha” de actuação- temos que perceber igualmente que não a tem- andando sempre aos zigue-zagues, rodando de pensamento ao nível de Marcelo, ou seja, quando o vento sopra para António Costa Rio é manso, quando vento sopra contra Costa, Rio dá tiros nos pés-parece que de propósito- para chamar para si as atenções, que podiam estar muito bem focadas no desastre governativo da geringonça social comunista.

Além disso, Rio não tem um pensamento, nem que solto, para podermos formar uma opinião estruturada do presidente do PSD que tem ainda aspirações a ser líder do mesmo. O único pensamento que se sabe de Rio é que é egocêntrico, com um feitio ditatorial e com pensamentos socialistas que não coadjuvam com “alma” do PSD, que é o setor privado, ser o partido das pessoas, do individuo, aquele que dá o instrumento ás pessoas para ascenderem na carreira da vida, e não o contrário, ou seja, ter o Estado como elemento central da vida do País. Rio não apresenta propostas de reformas estruturais profundas nas finanças públicas ou em mercado de produto. Para se votar em socialismo, vota-se no original e Costa é hoje dono e senhor do regime, quer na arte política dos enganos, do ilusionismo, quer na comunicação social.

Para se derrotar Costa é preciso muito mais. Não se esqueçam, caros leitores, deste pormenor, Costa tem fragilidades profundas, não sabe debater com um conteúdo gramatical elevado sem ter primeiro uma paragem cerebral acentuada, além disso, Costa não pode fugir para Ibiza em tempos de nova Troika- sim ela vem outra vez- Costa, terá que limpar a casa desta vez e o PSD tem que deixar que Costa a limpe com o PCP e o BE juntos. Volto a um pensamento do passado, Passos Coelho juntou as esquerdas para destruir. O Chico-espertismo não dura para sempre, não é imortal, é, pelo contrário, mortal e vai ser o veneno que António Costa provará de si próprio.

Rio, mesmo assim, ganhando eleições em 2019, não governará, só com maioria absoluta. Costa, Catarina e Jerónimo encetaram outro teatro pelo ódio à “direita”. Portanto, o único caminho alternativo é o das direitas unidas, uma direita liberal, sem medos, contra o marxismo, o social comunismo de um Governo assente na mentira e na oligarquia que destruiu o País ano a pós ano, nunca olhando para o longo prazo, mas claro, olhando sempre para o seu umbigo. Rio não tem condições para liderar este projecto, quem não tem mão no próprio partido, onde José Silvano manda outros marcar presença por si no parlamento, não tem condições para liderar um País.

Depois não se admirem que apareçam “Bolsonaros” por ai. As pessoas estão zangadas com a política tradicional dos “croquetes” e das gravatas. As pessoas estão fartas de sobreviverem para pagarem contas e não terem horizontes temporais onde possam receber mais e terem uma vida mais estável. Tudo isto é possível com reformas estruturais e medidas a longo prazo, algo que Costa já se mostrou incapaz de adoptar. O líder do PSD, quer muitos gostem ou não, o líder da direita, é Pedro Passos Coelho. É a minha opinião.

Mauro Oliveira Pires

 

Banhos de Ética

Sobre o afastamento da PGR Joana Marques Vidal, eis algumas das frases proferidas por Passos Coelho.

Frases que numa situação normal, deveriam ter sido proferidas era por Rui Rio, e algumas até Marcelo, mas bem pelo contrário, um calou-se e andou a fazer o papel de idiota útil, e sempre que abriu a boca foi só para dizer patetices, bacoradas, e idiotices, inconsequentes, e o outro, não só esteve metido no lamaçal, como nele tem andado a chafurdar, até à raiz dos cabelos.

“não houve a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”;

“sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”;

“assisti sem surpresa” (ao seu afastamento e a todo o processo);

“a defesa de um mandato único e longo é uma falácia para justificar a decisão”;

“a Constituição não contém tal preceito”;

“desempenhou o seu mandato com total independência, sem que ninguém de boa fé possa lançar a suspeição de que tenha feito por agradar a quem tinha o poder de a reconduzir”;

“exerceu o seu mandato com resultados que me atrevo a considerar de singularmente relevantes na nossa história democrática”;

“Não era a mim que deveria ter cabido a acção de defesa e reconhecimento de que é inteiramente merecedora”;

“menos compreensível é que quem pode e deve ser consequente nesse reconhecimento não esteja interessado em fazê-lo”;

Grande Passos Coelho, até ausente, continuas a demonstrar possuir os valores, a espinha dorsal, a frontalidade, e a dar lições de honestidade, integridade, seriedade, que fizeram e fazem de ti um Senhor.

Caro Passos Coelho, como em tempos disse um pacóvio patético idiota que de vez em quando aparece por aí, deste um “enorme banho de ética” a toda esta corja a que estamos entregues. Inclusive ao gajo que nos prometeu esses tais banhos de ética.

Rui Mendes Ferreira

De quem é a culpa, afinal?

Sobre a divisão que supostamente Santana Lopes estará a criar dentro do PSD, no seu eleitorado e o suposto “enfraquecimento” da direita devido à dispersão do eleitorado. Começam já a aparecer algumas vozes, a alegar que Santana Lopes para além de está a trair o seu ex partido, será o causador de uma eventual e enorme derrota eleitoral de Rui Rio e deste PSD, e acima de tudo o responsável pelo enfraquecimento do grupo parlamentar de Direita, pois com método de Hondt, uma maior dispersão e fragmentação do eleitorado de direita, irá obrigatoriamente resultar em menos deputados eleitos pela direita, e mais deputados eleitos pelo PS e restantes partidos de esquerda. Mas será isso culpa de Santana Lopes? Vamos analisar por partes. Santana tem alguma pistola apontada às cabeças dos eleitores a obrigá-los a votar nele? Não tem. Ora se alguém escolher votar em Santana, é porque não quer votar em Rio. Então se um eleitor escolhe não querer votar em Rui Rio de quem é a culpa afinal?

É assim simples simples. Será também que quem não quer votar em Costa, tem como única opção e obrigação ter votar em Rio? E sem Santana iria votar em Rui Rio? Então e o CDS não existe como opção? E todos os restantes partidos como o PCP, o BE, o PNR, não todos eles uma alternativa para quem não quer votar em Costa? E a abstenção daqueles que não querendo votar em Rui Rio e sem Santana como mais uma opção iriam ficar em casa? Só Rui Rio pode ter o direito de se arrogar como alternativa a receber os votos de quem não quer o Costa? Mas então Rui Rio e este novo PSD não dizem ser de Centro Esquerda, e até mesmo de Esquerda, e não têm feito questão de dizer ao eleitorado que nada querem com políticas de direita? Não tem sido Rui Rio e a sua equipa que têm andado a vilipendiar e diabolizado as politicas do governo de Passos Coelho acusando-o de serem de direita? Então se assim é, porque querem agora Rui Rio e este seu PSD receber os votos da direita? Porque querem os votos de quem eventualmente se possam identificar mais com Santana Lopes e as suas propostas? Não tem Rui Rio andado a fazer questão de descartar os eleitores de direita, com a sua colagem à esquerda e não tem tudo feito para namorar e agradar aos lindos olhos do eleitorado de esquerda e do Centro Esquerda? Então querem ir namorar umas novas noivas, mas querem em simultâneo manterem-se casados com as habituais?

Quer Rui Rio e este PSD ir para a cama com todos e viver em feliz concubinato com ambos os lados? Caro Rui Rio, olha que concubinato, relações “abertas” e bigamias, não são coisas com que a generalidade do eleitor de centro direita e direita, sejam apreciadores. Isso são coisas mais típicas lá daquelas maltas das esquerdas. Não me parece que o eleitorado de Centro Direita e Direita esteja disposto a tal. E se não está, a culpa é de quem? Do Santana? Tudo indica que muitos dos eleitores de direita que andam há 44 anos a votar no PSD por falta de outras opções, e a fecharem os olhos ou resignados a algum desse concubinato, mas que sempre se sentiram defraudados pelo PSD, desta vez não estão para aí virados. E se não estão, a culpa é de quem? Do Santana? Se no passado muitos destes estes eleitores com outris lideres no PSD fecharam os olhos, e agora com Rui Rio e com este PSD não o querem fazer, de quem é a culpa? Do Santana Lopes? Se uma grande parte deste eleitorado de direita, nada quer com Rui Rio nem com este PSD, e decidiu finalmente deixar de votar PSD, isso deve-se a alguém, e esse alguém é seguramente Rui Rio e não porque existe um eventual partido de Santana Lopes.

Não meus caros, Santana Lopes não vai roubar nenhum eleitorado a Rui Rio, pois não se pode roubar algo que ele nunca teve, nem nunca conseguiu conquistar nem sequer cativar. Santana irá receber muitos votos que não serão votos em Santana, mas sim que serão votos de protesto contra Rui Rio e este actual PSD. Ora de quem é a culpa de Rui Rio não conseguir estancar esse voto de protesto? De não conseguir unir o eleitorado do partido na sua figura, nas suas propostas, na sua equipa? Será do Santana? De quem é a culpa de poder vir a existir muito voto de dentro do seu próprio partido, que irão optar por votar noutros candidatos, para tentarem por essa via gerar um movimento de revolta que conduza a uma profunda limpeza dentro do PSD, a começar por correrem com Rui Rio e toda a sua entourage? Será este latente sentimento de revolta, culpa do Santana? Santana Santana irá recolher alguns votos de eleitores que de facto se identificam mas a maioria serão muitos votos que já estavam perdidos para o CDS, e estou convicto que até alguns votos do proprio CDS irá conseguir captar.

Serão muitos os votos no Santana daqueles que já há muito que tinham decidido que jamais iriam votar neste PSD de Rui Rio. E também bem possível que consiga ir captar muitos votos da abstenção. Tudo votos que Rui Rio não iria ter, houvesse ou não o Santana. Começar a ver Rui Rio e as suas hostes a tentarem atirar para cima de outros as culpas das suas incompetências e os resultados do que têm andado a semear, é uma atitude e um procedimento que é habitual e típico de socialistas e comunas. Mas como este “novo” PSD pelos vistos virou à esquerda, é natural que  comece a adoptar alguns dos tiques típicos das esquerdas. O que não podem esperar é poder ter o melhor dos dois mundos: os vícios das esquerdas, e os votos dos eleitores da direita.

Esqueçam pois esses tempos com Santana ou sem Santana, não os vão ter mais. Não voltam mais. Ou pelo menos não voltarão até que no PSD esteja Rui Rio e uma grande parte das gentes que o acompanham. Nada do que já está a acontecer ao PSD, mais tudo aquilo que ainda irá acontecer, até às próximas eleições, e depois das eleições, se deve à existência de Santana. Santana só apareceu porque alguém criou o espaço para ele aparecer e alguém deixou vago o espaço que ele irá tentar ocupar. A culpa pois, está do lado de quem deixa espaço vago, e não de quem aparece para o ocupar. Mas então de quem é a culpa do que está a acontecer e de tudo do que aí vem? Minha não é com toda a certeza, mas farei questão que os culpados paguem por isso, ao não lhes dar o meu voto.

E como eu, tudo cada vez mais indica que irão ser umas centenas de milhares de eleitores de centro direita e direita a fazer o mesmo. Quer-me pois parecer, que começa a ser cada vez mais óbvio que com Santana ou sem Santana, o problema da existência de uma credível, convincente e qualitativa alternativa a Costa, e o real problema de Rui Rio e deste PSD afinal está é no próprio Rui Rio e neste seu PSD, e na equipa do qual se rodeou, não em Santana. Digo eu. E estou convicto que muitos dos eleitores de centro direita e direita,  o irão dizer na altura própria.

Rui Mendes Ferreira( Sigam o Rui no facebook)