UM PEQUENO PARTIDO DE ESQUERDA FUTURISTA

Li, agora mesmo, que o iluminário da Marmeleira “espera que a Direita entre com os 2 pés esquerdos”. A minha resposta é esta: “Espero que a Direita aplique o pé esquerdo no traseiro destes desertores”.

Dito isto, sinto-me suficientemente aliviado, para dizer mais qualquer coisa, um pouco mais a sério.

Estou convencido que o PSD passará em breve a ser uma referência do passado.

Partilho esta conclusão com alguma pena, porque o PSD foi, obviamente, o meu partido de referência, com raríssimas excepções. (estas, no meu caso, tiveram sempre a ver, não com os seus princípios políticos, mas com a sua liderança).
O posicionamento relativo dos “lideres” da direita decidiu, durante muito tempo, o voto de uma população flutuante que “basculava” entre o PSD e o CDS consoante o discurso do líder: preferindo numas eleições o PP a MFL mas logo a seguir preferia o PPC ao PP, etc., de modo que o CDS passava de grande grupo a partido do taxi num instante – e vice-versa.
Muitos, eu incluído, iam basculando entre um e outro, mas eram sempre bilhetes de ida-e-volta.
Ora, agora, não há mais bilhetes de ida-e-volta. Acabou. Finito. Fertig.
O PSD vai ser o partido de esquerda que o RR, a MFL e o JPP desejam: um “pequeno partido de esquerda futurista” construído em cima de um “grande partido de direita do passado”.
Alguns dos desagradados já tiraram, enquanto outros estarão ainda a pensar tirar, bilhete para outras paragens, para o IL, para o Chega e até para o Aliança.Bilhetes sem volta, estou certo.