O pântano do ilegítimo António Costa

A dança de cadeiras no cargo de primeiro-ministro, em outubro de 2015, colocando no terceiro cargo da hierarquia institucional governativa do País, um individuo não eleito pelos eleitores mudou para sempre a ordem da linha governativa constitucional considerada “normal”, pelo regime. Hoje, não basta ficar em primeiro no campeonato das eleições legislativas, é necessário primeiro que tudo, o segundo membro de uma possível equação de uma solução governativa-aquele que perdeu mas, que cumpria a ordem das coisas- vender a alma ao diabo para governar, neste caso o PS, que introduziu e impôs ao País uma moldura de curto prazo, tal como é a sua característica fisiológica pelo poder e influência na vida do indivíduo.

António Costa nunca teve um plano de mudança estrutural para Portugal, o seu único plano e constítuido pela calada com os seus parceiros coadjuvantes, era continuar a reconstrução oligárquica iniciada por Sócrates e desfazer a fronteira ética e “invisivel”, que Passos tinha construído quando deixou cair os Espirito Santo, uma das famílias que condicionava o crescimento da economia portuguesa com ligações a outros grupos económicos.

Para além disso, Costa queria deixar tudo em modo anestésico, paralítico e monolítico, veja-se o exemplo do assalto de paraquedas à máquina estatal com famíliares do seu partido em tudo o que são fissuras da administração pública, a reactividade de Centeno em 2016 quando a Comissão Europeia ameaçou Portugal com sanções e os juros das obrigações portuguesas a 10 anos voltaram aos 4,5%, levando Centeno a adoptar cativações históricas no investimento público colocando despesa de capital em mínimos e assim, controlando o saldo orçamental em conjunto com sucessivos aumentos nos impostos indirectos. Tal política descapitalizou os serviços públicos, não repondo o capital que se desinvestiu, espremendo sua capacidade de resposta às populações.

Políticas de curto prazo, políticas de vista curta portanto, que hoje Costa ergue como vitória sua e do seu governo mas que, em 2015, as criticava com todo o tártaro que tem entre os dentes. Podemos afirmar que Costa pode ter lido livros de São Cipriano para adoptar tal inversão de discurso, guiando o rebanho simpático na representatividade do povo português para próximo do precipicio mas será esse fosso que Costa terá que enfrentar sozinho nos anos que vem.

Desenganem-se que uma economia aberta ao mundo como a Portuguesa, sujeita a zero reformas estruturais nos últimos anos, com indicadores macro a mostrarem sinais de deterioração e com um saldo orçamental preso por pinças, que estamos protegidos de maus ventos. Aliás, maus ventos não são sinónimos de sucessivas bancarrotas- os outros países também estão sujeitos- é sim sinónimo de sucessivas bancarrotas é quando o PS está no poder e não prepara o País para tal com políticas prudentes ao nível de finanças públicas e a nível macroeconómico.

Por fim, é de lamentar que Rui Rio, que  afirma que o PSD não é um partido de centro direita, não tenha começado a campanha mais cedo e não tivesse tido uma palavra de união para quem ele chama de “opositores”. Teria ganho o partido e o país. Erro táctico. Agora, a ala não socialista, já que tem pejo em se assumir de direita, tem que preparar as próximas eleições que serão no prazo máximo de 2 e meio. Uma direita unida, com um programa alternativo ao socialista. Só assim António Costa será derrotado com uma maioria absoluta em cima.

Mauro Merali

 

Comparar Passos Coelho com Costa é um atentado à moral

Catarina Martins, tem vários momentos em que não consegue puxar a carroça para sítios com sombra, por outras palavras, a deputada com a voz mais esganiçada do parlamento português não usa a réstia de cérebro que tem para pensar e racionalizar as coisas mais básicas da vida. Talvez seja o regime solarengo do déspota e nepotista António Costa e as várias promessas ao BE de mais poder em cargos governativos, que colocaram Catarina Martins desorientada ou pelo menos deslumbrada é que, em certos momentos, Catarina aprova orçamentos com ajudas à Banca, caso do Banif em 2015 e Caixa mais recentemente e na semana seguinte critica Costa por essas mesmas ajudas. Mais hipócrita é difícil, mas Catarina bate todos os recordes.

Mais desonesto ainda, é comparar contextos de ajudas ou financiamentos à banca. Catarina compara as intervenções de Costa, onde uma era totalmente desnecessária, como a ajuda ao Banif em final do ano de 2015, que cujo peso na banca portuguesa quer em depósitos quer em crédito concedido eram relativamente baixos e que portanto cujo impacto sistémico no sistema financeiro nacional era baixo (Além disso, em 2016 entrava em vigor um novo regime de ajuda à banca onde quem tem depósitos acima de 100 mil euros e dívida sénior, eram chamados primeiramente a salvar a instituição antes de se usar o dinheiro dos contribuintes),  com as de Passos Coelho que foram para salvar bancos da desgraça do polvo socialista que tinha Carlos Santos Ferreira, amigo de Sócrates, na Presidência do BCP, Vara na Caixa e Salgado no BES antes da sua chegada ao poder e que colocaram a banca com um crédito malparado gigantesco

Santos Ferreira e Vara concediam créditos aos amigos do regime e à oligarquia vigente, Sócrates protegia e ajudava Salgado na manutenção do seu conglomerado falido. Tudo bons amigos, tudo bons conhecidos. Ninguém sabia de nada, mas caíram todos quase ao mesmo tempo, a lei do retorno é tramada meus caros. Passos Coelho sabia que Portugal se tinha de libertar das grandes famílias rentistas do regime, que controlavam e mantinham a Economia Portuguesa numa inércia surpreendente de quase duas décadas, para isso Ricardo Salgado tinha que cair e caiu. Passos procedeu à maior higienizarão que Portugal viu em democracia, cortando o elo político entre política e negócios, mal que este País tem entranhado desde os primórdios da criação da república.

Tal acto ainda hoje o coloca como o primeiro alvo a abater pelas elites de Lisboa que tanto odeiam a figura do ex-primeiro-ministro que ganhou as eleições legislativas a António Costa em 2015. A figura que não liga aos amigos do PS, da maçonaria dos negócios e que reformou, de modo incompleto e com bloqueios de tribunais politizados, sem medo. Pedro Passos Coelho é claramente incomparável face a António Costa, não se compara coluna vertebral com criaturas que não a tem e muito menos quem tem visão de futuro com quem usa e abusa da  navegação à vista. Não é uma questão de gosto, é uma questão de moral, bom senso e até de alguma lucidez mental.

Mauro Merali

 

 

As fake news do Costa

É de andar aos tombos a rir quando se assiste a esta preocupação por parte do PS e seus “muchachos radicais”,  os  maiores fabricantes actuais de notícias falsas, de  levar ao Parlamento a regulação das fake news. Estava visto que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Esta gente não gosta de concorrência (quer censura e controlo de liberdade). Ao estilo estalinista gosta de sentir tudo sob seu domínio e  as redes socais vieram estragar esses planos que já duram desde o aparecimento da imprensa.

Sob a falsa narrativa de que estão muito preocupados com a “intoxicação” da opinião pública, juntaram-se todos no Parlamento para discutir a problemática das fake news. Ora, isto é o mesmo que pôr raposas a guardar galinheiros. Não faz qualquer sentido.

A haver regulação nunca poderia vir desta gente. Porque esta gente usa o poder que tem para pressionar todos os meios de comunicação social na divulgação de mentiras que eles nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar muito. Mentem hoje, desmentem amanhã, depois “cozinham” mais umas tantas em “lume brando” para depois as soltar como cortina de fogo para cegar ou iludir a opinião pública.

Foi assim quando  Costa promoveu a primeira grande mentira de que tinha ganho as eleições de 2015 quando na verdade  sofreu uma estrondosa derrota eleitoral com Passos Coelho a vencer por uma quase maioria absoluta (foi mesmo à tangente).

Foi assim com Pedrógão Grande onde Costa  jurava que todos os mortos já estavam contabilizados ao terceiro dia, truncando em 64 vítimas quando sabemos que entre directas e indirectas (estas últimas não foram contabilizadas),   nos hospitais morreram  posteriormente muitas mais; onde foi inaugurar casas novas reconstruídas com dinheiro dos seguros como se fossem por obra do Revita; onde insistiu que não houve responsabilidade do governo pelos  abusos e  erros nos apoios às vítimas onde se construiu casas sem terem ardido; onde afirma que não houve desvio de donativos quando sabemos que não só houve, como são milhares os donativos comprovados que simplesmente eclipsaram.

Foi assim quando Costa disse que não havia aumento da  despesa ao reduzirem  o horário da função pública para 35h no SNS e hoje temos um caos nos hospitais por falta de pessoal e dívidas hospitalares a disparar.

Foi assim quando Costa garantira em 2015 que não iria mais dinheiro para a banca e  logo a seguir à tomada de poder, vendeu  o Banif à pressa ao Santander (depois de um e-mail a denunciar telefonemas de Centeno e Vítor Constâncio pressionando para que fosse considerada oferta de Santander) pelo preço de uva mijona, 3 meses antes que fosse abrangido pela normativa de 2016 da UE que prevê que detentores de dívida sénior e depósitos acima de 100 mil euros sejam chamados a contribuir para compensar as perdas das instituições antes que qualquer dinheiro público seja usado;  injectou 5 mil milhões de impostos na a CGD e agora prepara-se para fazer o mesmo com Novo (velho) Banco.

É assim quando Costa repete incessantemente que repuseram os rendimentos aos portugueses mas o poder de compra não cessa de diminuir colocando Portugal no Top 6 dos países com pior poder de compra da zona euro e entre os países europeus com combustíveis mais caros que afecta substancialmente o preço dos bens essenciais

Foi assim quando Costa disse que não aumentaria impostos e na verdade além de aumentar brutalmente os existentes, criou mais uma série deles com a ajuda preciosa da frente de esquerdas radicais que amam sacar dinheiro a quem acumula porque se faz à vida e trabalha. Por isso em 2017 a carga fiscal já registava um aumento de 34% do PIB (o valor mais alto desde 1995) e em valores globais, desde 2015, só os impostos indirectos aumentaram 3 mil milhões de euros. 

Foi assim com as promessas de Costa aos enfermeiros e professores a quem tudo prometeu e nada cumpriu.

É assim quando Costa repete até à exaustão que a austeridade acabou mas deixa o Ronaldo das Finanças congelar mais despesa em três anos do que PSD e CDS na legislatura toda provocando o colapso de todas as instituições do Estado.

É assim quando Costa repete vezes sem conta que os  cortes, aumentos de impostos e privatizações, foram marcas do Passos quando na verdade são apenas da responsabilidade o PS quando Sócrates era primeiro ministro ao assinar com a Troika todas as medidas que o executivo seguinte  teve de cumprir na sua legislatura.

É assim quando Costa diz que a economia melhorou e ela é tão anémica que coloca portugal no quinto país da Europa que menos cresce.

É assim quando Costa diz que se vive melhor mas o desemprego real aumentou, a pobreza aumentou, os pedidos de subsídios de RSI aumentaram. Que os portugueses estão a voltar quando a emigração também ela… aumentou.

É assim quando Costa  diz que fomos o país com melhor execução de fundos europeus quando a  taxa de execução dos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 no final de 2017 “era apenas 28,5%”

É assim quando Costa repete que temos o melhor défice quando este é o maior embuste da História de Portugal, totalmente martelado para fingir junto da Europa uma saúde fiscal inexistente tal como fizeram para aderirmos ao Euro.

Ter mentirosos compulsivos que hoje são ministros mas andaram nos blogues com o “Abrantes” a criar verdades alternativas, políticos das frentes de esquerda que passam o dia todo a inventar factos para limpar a cara suja do partido que aprova tudo de cruz, um Costa que é um génio a  mentir,  a quererem regular as fake news no Parlamento,  é  de chorar a rir.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

 

O jogo mudou, caro António

António Costa tem características irritantes mas que, ao mesmo tempo, mostram a sua fraqueza. Por um lado, Costa tem um sorriso seráfico, manhoso, mentiroso, quase que projectando um homem de pedra ao nivel sentimental, o que lhe leva para “patamares superiores” no debate político, intimidando e cansando os seus adversários com uma mascara bem oleada. Por outro, essa mascara cai sempre que o primeiro-ministro é confrontado com a realidade, Assunção Cristas tocou num ponto normalíssimo- qual o plano de actuação do governo na área e se condenava os actos no bairro da jamaica- e, sabendo que a pergunta era incómoda, Costa refugiou-se num sound bite básico e etéreo como a “sua cor de pele”. Do maquiavélico estratega, ao cobarde capaz de verbalizar e usar o conceito minoritário étnico para se esconder de uma resposta que não sabia dar.

Este é o primeiro-ministro, não eleito pela vontade popular, que temos. Não só no campo de actuação do combate político, como no exercício pleno do uso dos seus poderes. Costa não usa o poder que lhe foi conferido pelos trâmites constitucionais, efectuando uma aliança contra natura, para gerar reformas que mudem a estrutura de crescimento da Economia Portuguesa a médio e longo prazo, usa o seu poder como um mero jogo táctico político de sobrevivência da sua própria espécie, que já mostrou aos portugueses que o seu mandato, não é passível de ser renovável por muito mais tempo, não só pela petrificação dos serviços gerais públicos, prejudicando quem não tem rendimentos de maior e liberdade de escolha por esse facto, como usar os próprios serviços como forma estrutural de consolidação orçamental, reduzindo o défice artificialmente para Bruxelas e povo verem.

Claro que o trabalho de Costa e dos seus ministros que cuja família se instalou no reino do assalto ao orçamento, não está terminado. A oligarquia socialista, as mesmas famílias de sempre que nos colocam pobres já faz umas décadas, tem que se perpetuar de vez na corte de Lisboa. Se Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, cortaram a fita de Salgado, o mesmo quer dizer que disseram um redondo não à oligarquia vigente que só funciona com dinheiro alheio, compadrio e não com recursos próprios, Costa quer voltar a colocar as mesmas peças de xadrez no mesmo sitio de sempre. E é isso que em Outubro de 2019 temos que impedir: Que Portugal fique outra vez nas mãos das famílias rentistas do regime, que criam impérios, rendas certas e garantidas bem como influência na gestão e contratos públicos que tanto lhes agrada.

Portugal tem que dizer sim ao que Passos Coelho fez, sim ao corte com os mesmos de sempre, sim à redução da intervenção do Estado que não deixa crescer pequenas e médias empresas com custos de contextos, impostos e pagamentos especiais por conta sufocantes, sim à liberdade de escolha entre sectores. Sim a um Portugal livre do socialismo clientelar de Estado.

Mauro Merali

 

 

Uma “família” sem vergonha

Não há mais nenhum caso como o nosso na Europa. Nenhum. Somos manifestamente uma “República familiar” onde quase todos os parentes do PS têm lugar no governo. Uma vergonha que nos coloca ao nível dos países mais corruptos e ditatoriais mas que não envergonha nadinha o PS que usa e abusa do nepotismo para se instalar e perpetuar-se no poder. Isto não é uma democracia. Isto é um “polvo”. Uma “família siciliana”. Um negócio.

Não lembra nem ao diabo ter no mesmo governo a família inteira Vieira da Silva:   pai,  mãe e  filha. Como não lembra ter inúmeros cônjuges, filhos, noras, irmãos e amigos (estes nunca podem faltar). Preparados para a lista extensa? Aqui vai:

  • João Gomes Cravinho, ministro da Defesa, é filho do ex-ministro João Cravinho;
  • António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, é irmão de Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS;
  • Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, é marido de Ana Paula Vitorino, ministra do Mar;
  • Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, escolheu recentemente o advogado Eduardo Paz Ferreira para presidir à comissão que vai renegociar a concessão do terminal de Sines (em cima da mesa: 100 milhões de euros para expansão do terminal);
  • O advogado Eduardo Paz Ferreira é marido da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem;
  • Maria Manuel Leitão Marques, que agora deixou o governo, irá ocupar em Junho o cargo de deputada do PS no Parlamento Europeu;
  • Esse cargo já antes foi ocupado pelo seu marido, Vital Moreira;
  • A mulher do eurodeputado Carlos Zorrinho, Rosa Matos Zorrinho, deixou de ser secretária de Estado da Saúde, mas foi, entretanto, nomeada para presidir ao conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Central;
  • Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins, filho do ex-ministro Guilherme d’Oliveira Martins, também deixou agora de ser secretário de Estado das Infraestruturas, após António Costa ter nomeado para ministro do Planeamento o seu amigo Nelson de Souza;
  • Nelson de Souza vai juntar-se no governo ao grande amigo Pedro Siza Vieira, ministro-adjunto;
  • Há ainda outro grande amigo, Diogo Lacerda Machado, que nunca quis ir para o governo, mas foi ajudando bastante, até acabar administrador da TAP. (Fonte Crónica Miguel João Tavares).

Calma que ainda não acabou:

  •  Pedro Nuno Santos é casado com Ana Catarina Gamboa, também ela com um passado de dirigente da JS e mais recentemente assessora do amigo e ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Duarte Cordeiro;
  •  A mulher de Duarte Cordeiro, Susana Ramos, foi directora do departamento social da autarquia da capital, mas em Março de 2017 foi escolhida para coordenar um organismo criado pelo governo nessa mesma data;
  • O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, trabalhou com a mulher no próprio Ministério. Isabel Marrana foi chefe de Gabinete de uma das secretarias de estado, até ter pedido a demissão há 6 meses;
  • No gabinete do primeiro-ministro, está Patrícia Melo e Castro como assessora, cunhada de Ana Catarina Mendes, a número dois de António Costa no partido, que por sua vez, é irmã do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes;
  • No Ministério dos Negócios Estrangeiros encontramos Francisco, como Técnico Especialista desde 2015. E numa empresa da Defesa Nacional, vemos o irmão mais novo, João Maria, como assessor. (Fonte RTP Notícias)

Espere não se vá já embora. Agora vem a família de César:

  • São cinco: além do líder parlamentar socialista, Carlos César, há outros quatro “césares” na administração pública e em cargos públicos;
  • a mulher foi nomeada pelo Governo regional;
  • o filho foi eleito pelo PS regional;
  • a nora nomeada por uma secretária do governo regional;
  • o irmão escolhido pelo ex-ministro da Cultura do actual Governo. (Fonte Sábado)

Está já cansado? Resista mais um bocado. Em Elvas, um concelho liderado pelo PS, a RTP denunciou recentemente o autarca Nuno Mocinha que abriu um mega-concurso público  onde colocou 27  familiares seus. (Fonte RTP Notícias)

O que é que isto nos diz sobre nosso país? Exactamente aquilo que não queremos ouvir nem admitir: que somos culturalmente uma desgraça, sem princípios, sem valores, sem ética e que a “cunha” e “amiguismo” está no nosso ADN. Uns mais, outros menos. Mas é um facto. Se auditássemos o país  todo tenho a certeza que ficaríamos anos de boca aberta sem a conseguir fechar de tantos “negócios familiares” que encontraríamos no poder público. Esta é a nossa triste realidade que faz de nós um país pobre e mal governado.

Perante tamanha evidência esperava-se que o Presidente da República puxasse as orelhas aos meninos mal comportados ao invés de afirmar vergonhosamente que este governo “tem laços familiares por mérito próprio”. Se já a situação em si nos deixa manchados junto da opinião internacional, o Presidente legitimou a nossa tradição de “chico-espertice”  ao apoia-la. Que tristeza.

É preciso urgentemente pôr um ponto final nisto e tal como na França (e muito bem), proibir estas práticas. O Governo não é o Centro de Emprego para gente inútil  que nunca trabalhou na vida e que mais não tem no currículo que cursos superiores, mestrados  e doutoramentos (alguns feitos aos domingos) com experiência zero fora da vida política, que nunca se submeteu sequer  a uma entrevista de trabalho ou concurso.  Exige-se que quem exerça cargos públicos seja efectivamente competente e com um percurso profissional de pelo menos de 11 anos fora da bolha política. Porque é no terreno que se formam bons profissionais. E só bons profissionais formam bons governantes

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Marcelo tornou-se vulgar

A vulgaridade da actuação de um homem que é representante máximo, de um órgão soberano de poder político em Portugal, é o descaracterizar do simbolismo do cargo e magistério de influência que este tem no andamento dos dias do País. Marcelo é egocêntrico, Marcelo gosta que falem dele, Marcelo quer a direita, a esquerda e o centro em uníssono na próxima votação presidencial, mas hoje, arrisca-se a pelo menos não ter 2 dos três variantes do espectro político: A direita e o centro. Tudo por querer saciar, primeiramente, um ego incontrolável e, por outro, conseguir dar corda a António Costa para que este se enforque no final. Sim, desenganem-se que Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, goste de gerir tempestades, isso fica para contas de outro rosário, para estadistas de elevado calibre que consideram que cata-ventos não são aptos para a função presidencial.

Reparem que não é mau que Marcelo dê corda a António Costa, é uma estratégia política inteligente e bem conseguida, até como se vê pelas reacções cada vez mais intempestivas do primeiro-ministro a qualquer indignação contrária de elementos opositores à sua farsa governativa, o problema, é que Marcelo para conseguir “exceder”, os poderes constitucionais que tem, gorando o poder de António Costa e tornando-se a primeira figura do plano político português, teve que sacrificar o institucionalismo “normal” do seu cargo para que o poder dos afectos, lhe dessem ainda mais legitimidade do que já tem enquanto detentor de mais de 51% dos votos dos portugueses.

A manutenção dessa estratégia da “mão invisível”, uma ideia minha que tenho insistentemente escrito em artigos sobre Marcelo, tem custos. Não existem almoços grátis na consagração harmoniosa e consensual de um presidente da república especialmente em tempos estranhos, onde um homem usurpa o poder por motivos patológicos, e temos uma geringonça social-comunista pronta para nos levar para a quarta bancarrota em 45 anos de democracia. Marcelo de facto tinha que inovar, tinha que ser o principal, conseguiu, mas os modos para lá chegar roçaram o inacreditável nos últimos tempos e os portugueses em geral perceberam isso retirando valores às notas exorbitantes de popularidade de Marcelo.

Não havendo primeiro-ministro com níveis de decência, visão e articulação gramatical aceitáveis, não havendo um presidente da república capaz de gerir conflitos e que seja o pedestal da “reserva política” da nação, Portugal caminha a passos largos para a nova armadilha do ciclo económico descendente, sem ter feito reformas estruturais para se aguentar em períodos negros e, isto tudo, sem líderes no comando da navegação. Os portugueses tem que reflectir, em Outubro de 2019, se querem mais 4 anos de estagnação ou se querem que o Estado saia da frente, em áreas onde se gere riqueza, e possamos finalmente a sentir o cheiro do dinheiro nas nossas carteiras.

Mauro Merali

 

É isto o Socialismo, estúpido!

Oficialmente confirmado:
o socialismo é uma doença mental, do foro psiquiátrico.

Poderia ser motivo para nos rirmos, mas não é de todo, bem pelo contrário, deverá é ser é motivo de enorme preocupação, pois em Portugal, mais de 60% dos eleitores portugueses votam em partidos que apoiam e defendem directamente ou indirectamente exactamente as mesmas políticas que têm andado a ser implementadas na Venezuela por Chavez e Maduro.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, só renegam os miseráveis e catastróficos resultados do socialismo, mas paradoxalmente, não renegam o socialismo que conduz a tais resultados.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, defendem exactamente a implementação das mesmas políticas e as mesmas práticas que conduzem precisamente a tais resultados, mas alegando que por cá o resultado o resultado será diferente, para melhor pois claro, pois se na Venezuela correu mal, então era porque não tinham socialismo “verdadeiro”, como se alguma vez fosse possível que o resultado de tais políticas do tal “verdadeiro socialismo” fosse outro que não o da Venezuela.

Que ninguém duvide, que com a matriz do eleitorado nacional que Portugal tem actualmente, só não estamos há já alguns anos em situação idêntica à da Venezuela, porque a União Europeia tem de alguma forma, e em algumas áreas, actuado como um travão a essas políticas, e a esse trajecto.

Mas, repito, a vontade para seguirem o mesmo rumo implementando exactamente as mesmas políticas que foram adoptadas na Venezuela, é existente em mais de 60% do eleitorado português.

Convém não esquecer que se hoje o povo venezuelano está maioritariamente contra o actual governo e contra os resultados do socialismo, há uns anos atrás esteve maioritariamente com este governo e a favor da opção pela via do socialismo.

A situação actual da Venezuela, foi pois resultante de uma livre opção do povo venezuelano pois quer Chavez quer Maduro, no inicio foram eleitos e reeleitos em eleições livres e justas. Exactamente como por cá está a acontecer.

Não é preciso ir nascer num desses países da América do Sul, para se fazer parte de um povo facilmente manipulável e facilmente induzido a acreditar no embuste e na falácia do socialismo, nem para encontrarmos gente como Maduro, Lula, Dilma, Haddad, Fidel ou Chavez, e muitos outros do género, só para citar alguns.

Nós já nascemos num desses países, nós somos um desses países, nós temos por cá toda essa gente. Só que muitos de nós ainda não deram conta disso

Dá que pensar, não dá?

Coisas do Submundo e de Shangri-la

Portugal não tem muito jeito para ser estável num horizonte temporal longo, sempre que as águas tentam acalmar num ponto de equilíbrio, mais ou menos entre um precipício dos credores internacionais e uma mascara de oxigénio de curto prazo, o PS chega sempre como o primeiro e agora não único, elefante branco na loja de porcelana chinesa que é hoje a Economia Portuguesa, não dando espaço para quem quer investir e que tenha capital nos traga investimento reprodutivo, mais e melhores salários, como nos coloca numa posição de País dependente de estupefacientes alheios e de joelhos perante o resto do mundo, mendigando os restos para que a sua oligarquia vigente perdure e ainda tenhamos de aturar as crónicas peludas da Fernanda Câncio escritas numa cama perto de si na Ericeira.

A inércia imutável da realidade portuguesa não se estende somente à permanência de um governo social-comunista ,que tem uma troika de partidos que querem armadilhar o aparelho de Estado para os seus interesses próprios, estende-se também a uma comunicação social que pouco escrutina António Costa e seus muchachos e que deixa passar ao descoberto contas públicas insustentáveis, maquilhadas com cosmética barata comprada no Intendente, um sistema de saúde que está a ser contorcido com a maior da veemência, atrasando pagamentos às farmacêuticas e outros fornecedores, financiando despesas correntes hospitalares e aumentos de salários irresponsáveis, e ainda um governo com tiques de nepotismo, colocando a filha, o sobrinho e o periquito da loja da Dona Amélia num governo suado, acabado e sem rumo.

Costa e Centeno escolheram alocar os recursos, que são escassos por norma económica, num cesto, enquanto que outros estão vazios e com equipamentos hospitalares a perderem valor a cada ano que passa, sem substituição que estes precisam, diminuindo a “barriga artificialmente”, mas não preparando os cortes certos para que, quando no momento de “expiração”, esta atinja o cinto, este não arrebente.

O ciclo económico mudou. O Mundo inteiro sabe e maior parte dos Países europeus fizeram o seu trabalho de casa doméstico no campo orçamental. Portugal ficou para trás porque quis, porque o ego supremo de um individuo ultra narciso assim o quis. Assim vai o País das fantasias do arco da velha que cujos hábitos que se repetem de modo cíclico nunca são alvo de eliminação. A realidade é dura, e nem Shangri-la ou outra terra do mundo esotérico nos salvaram do próximo colapso económico.

Mauro Merali

O grande erro de Rui Rio é não defender o legado de Passos Coelho

Portugal, a nivel macroeconómico, está inserido hoje numa clara união económica e monetária com conteúdo político ao nível da política externa comum e a caminhar para o reforço da política interna, discutível a vários níveis, pois, uma Europa com culturas sociais e económicas diferentes, unida num só bastião governativo, é abrir uma caixa de Pandora com consequências imprevisíveis. O que une ainda mais a Europa, hoje, é a política responsável no que concerne à política financeira dos vários países que adoptam hoje o Euro, moeda forte que exige países com estruturas económicas flexíveis e viradas para a produção de bens transaccionáveis.

Pedro Passos Coelho foi o primeiro Primeiro-Ministro Português a governar neste contexto específico, de não poder usar moeda própria para desvalorização cambial, contribuindo para ganhos económicos de curto-médio prazo-aumentando as exportações e desvalorizando salários sem que as pessoas se apercebessem via efeito da inflação- mas que não eram estruturais, como no 2º resgate do período do bloco central, que cujas políticas foram meramente paliativas. Passos teve que não só restaurar a credibilidade externa do País e o crédito público, como tornar Portugal uma plataforma sensata e estável para o investimento externo privado, para que a nossa Economia crescesse de forma sustentada.

Tamanho projecto governativo era para mais de uma legislatura, a primeira era para apagar os fogos deixados por outros. Passos não só conseguiu o feito de dominar o défice orçamental  no contexto em que estamos, não só via condicionante de não ter moeda própria, mas especialmente porque enfrentou interesses poderosíssimos que em Portugal dá sempre direito a “chacina” e ao “afiar de facas”, quando o poder político está enfraquecido. Daí o golpe de António Costa, o filho do regime burguês de Lisboa, que quer o regresso ao passado, aos velhos vícios oligárquicos de manter o poder nos mesmos de sempre e nas mesmas famílias.

Um conluio de portas giratórias que domina a nossa vida de várias formas e em várias vertentes, seja no preço da energia- electricidade e preço dos combustíveis- a várias reformas que tinham que ser feitas para libertar o povo português das clientelas que o PS protege sempre para ganhar actos eleitorais. Daí Passos ser tão perigoso para este regime podre e a cair aos bocados. Não, não é Messianismo como certos puritanos gostam de abordar. É ser sensato, analisar os factos, e perceber que foi dos poucos políticos decentes que este País teve, com erros claros, muitos deles aumentados de forma desproporcionada por uma comunicação social entregue ao partido socialista, que logo voltaram ao “saco escuro”, onde eles escondem tudo e depois revelam  no “momento certo”.

O reformismo, o liberalismo, ainda que mediano, o deixar o “poder”, nas mãos das pessoas querendo que elas façam o que queiram do seu dinheiro, aumentando a liberdade de escolha em sectores da nossa vida-diminuindo o peso do Estado na economia e na escolha pública- é a bandeira do PSD. Ou devia ser. A matriz identitária de Sá Carneiro que muitos apregoam como social-democracia, eu chamo de liberalismo num contexto em que foi dos poucos que combateu o socialismo soviético com veemência. Respeitar Sá Carneiro e a sua memória é exigir que o PSD, partido de poder por excelência, ambicione construir um programa anti-socialista contra um PS cada vez mais irresponsável, maleável e táctico. Sim, Rui Rio não respeita a matriz do PSD como não respeitou o legado de Passos Coelho, tecendo no início do seu mandato elogios tímidos, quase para a fotografia. É socialista. E fala alemão. É a vida.

Mauro Oliveira Pires

PSD- Partido Sem Desígnio

A Europa e o mundo vivem um momento diferente da realidade portuguesa, pequena realidade em todos os tamanhos multi dimensionais, diga-se. A direita seja ela conservadora ou liberal, quer se goste ou não, está a ganhar terreno face à terceira via que muitos dos partidos tradicionais europeus impuseram à Europa, aquela via do socialismo democrático(ou social democracia), que mistura um Estado mais “brando”, nas suas imposições autoritárias à iniciativa privada, deixando a “trabalhar”, para que esta financie o Estado social gigantesco que se construiu com pressupostos de um número de nascimentos que hoje não existe e com um outra realidade em termos de contexto económico-social, para que o partido que esteja à frente do governo, possa controlar uma espécie de clientela certa e previsível de onda possa recolher votos e assim perpetuar quase que um pacto de regime entre este(por exemplo o PS) e a população que vota para garantir os tais “direitos inalienáveis”, conseguidos sempre à custa do esforço de outros.

Em Portugal, é o partido socialista que faz de pedra basilar dos entendimentos rotativos entre a esquerda que se considera democrática e a direita liberal/conservadora entre PSD e CDS, tudo pelo simples facto de este ter uma máquina trituradora de comunicação social marxista ao seu lado, amparando possíveis gaffes e abafando determinados pontos da governação. Veja-se que, quando Pedro Passos Coelho teve que governar com um memorandum que não pediu, mas teve que se comprometer, a lavagem socialista da comunicação social foi pouco a pouco durante o seu mandato fazendo o seu trabalho de lavar mais branco, conotando Passos com o resgate.

A estratégia não teve sucesso, pois a tenacidade de uns, foi a desgraça de outros. A capacidade de resistência de uns, foi a cobardia e a fraqueza de se efectuar acordos por detrás das costas dos portugueses que deu origem à geringonça social-comunista, enquanto que Pedro Passos Coelho, bem ou mal, foi directo e franco naquilo que tinha que fazer, ainda que com erros e pedras que outros mandaram tanto de dentro do partido como de fora. O Estado oligárquico que muitos queriam que crescesse, para dar de comer aos mesmo, e que estava a ser desmantelado por Passos, era o pavor do PS que tinha de voltar aos lugares de poder antes que ficasse irrelevante no panorama político português.

Sim irrelevante, pois se Pedro Passos Coelho tivesse continuado a governar, ainda que de modo limitado, tinha feito algumas reformas e o processo de consolidação orçamental era mais saudável, aproveitava-se então da melhor forma a fase ascendente do ciclo económico para amealharmos para períodos mais difíceis. Não, o caminho foi totalmente o contrário essencialmente por egocentrismo individual de António Costa, que hoje sacrifica o País em sua prol. Costa, sei que muitos não gostam de ouvir isto, é um social democrata com elevados níveis de chico-espertismo e doses de maquiavelismo brutais. Costa não tem um plano de reformas para o País a não ser um plano de endividamento crescente e um conjunto de banalidades escritas com português duvidoso.

Mas, infelizmente, a alternativa é mais socialismo democrático, talvez mais suave, de Rui Rio que, até agora, tem sido o fiel amigo com movimentos de cabeça para cima e para baixo que deixariam qualquer ditador satisfeito. Rio luta mais contra os próprios camaradas de partido do que em criar uma alternativa que ao mesmo tempo diminua o peso do Estado na economia quer impostos, quer em despesa pública ineficiente que nos custa os olhos da cara todos os anos, tudo porque se quer centralizar escolhas ao nível estatal e se quer distribuir “rebuçados”. Rio não é alternativa a Costa porque não é fiel à matriz reformista do seu partido, e não vê que a força do mesmo vem dos pequenos empresários, do pequeno negócio, em fim, da ala liberal inconformista que não se revê em mais socialismo do Estado Central.

Não sei se Montenegro é opção ou até Miguel Morgado, mas ambos quando abrem a boca conseguem fazer mais oposição que vários banhos de ética somados.

Mauro Oliveira Pires