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A Economia Portuguesa não resistirá a uma nova Gerigonça

O grande desafio da Economia Portuguesa no período de ajustamento financeiro e, já agora, de intervenção internacional, era o de tentarmos um novo modelo macroeconómico de crescimento que fosse ao mesmo tempo saudável e de longo prazo. Por modelo de crescimento saudável entendemos uma economia de pequena dimensão como a portuguesa mas aberta ao mundo, que consiga crescer em grande medida pelo lado da procura externa- exportações de bens e serviços- bem como pelo lado do investimento privado externo que nos desse retorno depois nas exportações e com mais valor acrescentado. Para que tal façanha fosse sustentável, o governo de Passos Coelho restaurou a credibilidade e o crédito internacional ao erário público como pelo meio ainda fez acordos fiscais com gente responsável do PS que cujo nome do líder traz saudades: António José Seguro.

Este era um modelo que nos escapava faz décadas e foi implementado com sucesso relativo. A continuação de mudança de um modelo estrutural de crescimento depende do que eu costumo chamar de “passagem de testemunho”, ou seja, os governos seguintes tinham que dar continuação e gerar novas reformas estruturais, algo que com António Costa não acontece. Parece masoquismo da minha parte, mas a nossa futura desgraça-devido à laxação e preguiça em reformar- é a bomba relógio principal que Costa e a sua trupe tem na mãos. Os vários pregos no caixão que Costa mandou vão se virar contra o mesmo num futuro muito próximo, pois Centeno já mudou de discurso há muito e até Costa segue a cartilha do seu ministro das finanças. O problema é que chegaram tarde, vejamos porquê:

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FONTE: Trading Economics, via Banco de Portugal

O indicador coincidente de atividade económica do Banco de Portugal, bastante fiável na antecipação da viragem de ciclos económicos, já nos tinha alertado em meados de 2017( barras rosas que mostram a tendência de abrandamento),que a Economia Portuguesa tinha chegado ao “ponto de inflexão” do seu ciclo máximo de crescimento que se iniciou em 2013. Segundo os “analistas” do Largo do Rato, a austeridade de Passos não funcionou, mas o facto é que como se vê no gráfico, a tendência de viragem da recessão inverteu-se em meados de 2012 antecipando crescimentos positivos em 2013 como aconteceu no 2º trimestre desse ano. Sim senhor, Costa este crescimento deve-se única e exclusivamente a Passos Coelho e não a si. A Economia Portuguesa cresceu APESAR DE SI, isso é que é primordial na análise.

A barra a bourdeaux(entrada da geringonça), mostra-nos que a Economia começou a ressentir-se com a mudança de políticas que Costa e Centeno queriam implementar. O facto, é que a economia abrandou no 1º e 2º trimestres de 2016 com os mercados(quem nos financia as nossas luxurias), a recearem uma nova pré-bancarrota para breve, entretanto Costa e Centeno recebem “avisos” de Bruxelas e possíveis sanções caso continuassem com a mesma política orçamental, no final Centeno começa a cativar. Nada é ao acaso, simplesmente a comunicação social encobre a incompetência de um governo que usa políticas orçamentais conjunturais em vez e estruturais e surfa ainda no ciclo económico positivo e ascendente criado por outros. Mais habilidade e matreirice não existem.

Para finalizar. Já está disponível a execução orçamental de 2018 que gostaria de analisar noutra altura mas que já nos mostra o monstro que Costa ajudou a criar. O défice de 2018 desceu cerca de 500 milhões de euros de 2018 face 2017, mas ficou acima da meta e, além disso, o ajustamento orçamental foi totalmente efectuado pelo lado da receita, uma vez que a despesa não desceu mas sim aumentou uns impressionantes 3000 mil milhões de euros de um ano para o outro. Tal aumento foi compensado por um acréscimo de receitas efectivas(5,2%), ou mais de 4 mil milhões de euros de aumento face ao incremento da despesa em 4,5%. Tanta percentagem e números para chegarmos a conclusão que estamos a gastar cada vez mais baseando nos em mais receita que provém de um ciclo económico positivo. Em recessão, a receita diminuirá e a despesa ficará lá toda, cada vez maior e o défice resvalará aumentando a nossa dívida pública para a segunda maior da Europa e a terceira maior do mundo.

Ser o “contabilista chato”, faz parte, nós avisamos, somos maquiavélicos dizem, frios, mas contas são contas. A matemática é a ciência mais mortífera do mundo.

Mauro Merali

 

 

 

O racismo do SOS Racismo

Vamos ser claros: Portugal não é racista. Num estudo recente, o nosso país lidera as listas com as menores taxas de violência e vitimização motivadas pelo racismo: 2%. Mais ainda,  lidera também nos índices sobre a inclusão no mercado de trabalho (Fonte Renascença). Mas temos uma “Associação” que se diz do lado das vítimas de racismo a “lutar activamente” (já sinto o suor daqui) contra o “racismo” que identifica em tudo o que mexe. Ah! ainda identifica “racismo” nos outros países mostrando “preocupação” com a violação dos direitos humanos. O problema está, claro, neste paradoxo de ver racismos onde não os há, e ter  cegueira profunda onde ele existe e mata indiscriminadamente. Vamos à prova dos nove?

Comecemos pelas preocupações desta malta com os “racismos” fora de Portugal. Houve ingerência nas eleições de Bolsonaro e  de Trump por os considerarem racistas, xenófobos, misóginos, homofóbicos e tudo mais. Ora, como se viu e vê, nem Bolsonaro nem Trump,  puseram ainda em marcha seus planos de “genocídio racista” que eles tanto propagandearam.

Porém, não se pronunciam quando se trata da África do Sul, onde neste preciso momento, fazendeiros brancos estão a ser chacinados (sim! chacinados!)  com um teor de malvadez indescritível.  Onde não se limitam a matar: arrancam as unhas; colocam crianças em água a ferver; espancam até à morte; estrangulam  com cinto; arrancam olhos.  Onde  aos que sobrevivem, cospem, estupram, batem, impedem acesso a cuidados hospitalares, negam ajudas sejam de que tipo for.    Onde o governo  promete persegui-los com violência até tirar tudo o que têm adoptando o slogan racista “Black Fisrt, Land Fisrst”.  Quando se trata também da perseguição aos judeus pelos islâmicos , dos cristãos pelo Boko Haram em África, da   violação dos direitos humanos na Venezuela, nem uma palavrinha sequer!

Por cá, a mesma atitude. Onde estava esta “associação” quando dois indivíduos de etnia cigana quase mataram um rapaz em Coimbra que apenas quis apaziguar uma disputa? Onde estavam quando uma família de ciganos atacou um casal homossexual também em Coimbra? Onde estavam quando um polícia foi agredidogratuitamente por africanos?  Porque não reclamam da força policial sobre claques de futebol? Porque não se sensibilizam com o uso de violência sobre “coletes amarelos”? E por falar em ciganos, viram-nos a acompanhar o processo dos 200 candidatos ciganos a militantes do PS que continuam bloqueados? Claro que não. Eles querem lá saber.

Mas bastou um vídeo amador (incompleto) no Bairro da Jamaica, que alegadamente incriminava a actuação policial, mas que já foi desmentido por uma testemunha local (veja aqui), para imediatamente e sem inquérito prévio concluir que houve abusos de violência policial motivados por racismo. Logo a seguir,  a ofensa directa e explícita aos agentes de autoridade a quem Mamadou Ba apelidou de “bosta da bófia” instigando ao ódio e divisão social contra as autoridades. A resposta a este apelo não se fez esperar: manifestações violentas, carros, autocarros e caixotes do lixo incendiados, cocktail molotov contra esquadras, ameaças explícitas em vídeo racistas  dirigidas à polícia a aos portugueses.

Na verdade, o SOS Racismo não passa de um departamento do bloco de esquerda para servir de marketing de imagem e colher junto dos desfavorecidos, que eles alimentam ideologicamente, votos. Não lhes interessa resolver nenhum problema destas pessoas. Tanto que é outra associação de moradores a “Associação para a Defesa e Integração das Minorias Étnicas” que nos últimos anos conseguiu levar a questão do realojamento  do Bairro da Jamaica à Assembleia da República com apoio da bancada parlamentar  do PCP. Isto porque aos extremistas do Bloco (muito mais perigosos que o PCP) interessa-lhes eternizar estas condições que são a incubadora perfeita para a promoção do caos e divisão social, feita à conta da falsa retórica do racismo. Não lhes interessa resolver a situação  destas famílias porque onde há integração das comunidades,  lei e ordem,  não existe anarquia essencial à sobrevivência do BE.  Conscientes do desastre que é o comunismo com a revolução do proletariado de Marx,  disfarçam-se agora de protectores de minorias para depois aparecer como salvadores da pátria impondo sua nova ordem.

Mamadou Ba é militante do BE que recebe remuneração por “prestação de serviços de assessoria técnica” no Parlamento. A associação que preside não apresenta seus membros nem balanços sobre a pouca actividade que promove (como se pode constatar no site) mas recebe generosos fundos públicos sendo o último para promoção de uma… festa (uau!!). Valor? Mais de 26 000 euros saídos dos bolsos dos portugueses!

O mais curioso disto tudo é o facto desta comunidade que apoia Mamadou Ba nos seus discursos de ódio e racismo contra quem não é negro, depois de terem expulsado de seus países  os portugueses a quem apelidaram de “colonizadores racistas” e que lhes deixaram toda a riqueza e desenvolvimento que produziram,  estar agora toda a vir para Portugal exactamente a pátria dos “racistas colonizadores”! Quem é que no seu perfeito juízo, acreditando que os portugueses são mesmo racistas, vem para cá meter-se na “boca do lobo”? A razão é óbvia: porque sabem que a questão do racismo é falsa e aqui vive-se melhor que nas suas terras onde reina a ditadura socialista e corrupção.

Os bairros como o da Jamaica são barris de pólvora não por racismos mas por rivalidades entre gangues ligados ao tráfico de droga e roubo. E independentemente de ter muita gente boa, honesta, trabalhadora e lutadora, existe outros “profissionais” que  são hostis com as autoridades e tudo fazem para os afastar do local porque lhes estraga os negócios. Tão simples quanto isto.

Agora a pergunta para um milhão: O que está verdadeiramente por trás desta “associação” afinal? Bem, numa pequena pesquisa, encontrei um manifesto de 2017, subscrito João Delgado, Kitty Furtado, Mamadou Ba e Sadiq S. Habbib  onde preto no branco (ups! será esta expressão racista?) é pedido no ponto 2: “A desmilitarização imediata da polícia, e o fim imediato das operações do CIR (Corpo de Intervenção Rápida) nos nossos bairros, como primeiro passo rumo à abolição total da PSP e GNR, e sua substituição por mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas comunidades”. Querem mais clareza que isto quanto ao real objectivo de desacreditação dos nossos policiais?

Perante isto, não restam dúvidas que no Parlamento existem infiltrados extremistas da esquerda radical, assessores e deputadas, com uma agenda clara de instigação ao ódio e  divisão social que não respeitam o Estado de direito nem as  autoridades policiais. Para quando a saída imediata desta gente ao abrigo da nossa Constituição? Ontem já era tarde.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

PCP e BE são extrema-esquerda

Lembram-se da ida de Mário Machado à TVI? Recordam-se da hipocrisia monumental que aqui neste meu texto  denunciei acerca deste tema? Pois bem. Não levou dias a que, tanto o BE como o PCP, fizessem jus às minhas acusações. Obrigada desde já aos dois por me ajudarem fabulosamente nesta “árdua” tarefa de os desmascarar. A eles e aos comentadores e jornalistas que os bajulam.

Então não é que logo após as eleições da Venezuela, Jerónimo de Sousa em nome do PCP e de “todos os portugueses” (que grande lata), em carta felicitou o ditador Maduro, que está literalmente a matar à fome o povo venezuelano – entre o quais mais de 500 mil portugueses – e gere o país debaixo de uma forte ditadura onde nem sequer as eleições foram democráticas, tendo usurpado, isso sim, a “vitória”? Sim. Isto foi mesmo verdade. Diz ele: “… em nome do Partido Comunista Português envio-lhe as calorosas saudações  (tão amigos que eles são!) por ocasião da sua tomada de posse como Presidente da República Bolivariana da Venezuela para o mandato 2019-2025, em conformidade com a vontade do povo venezuelano (que vontade se as eleições foram manipuladas por Maduro?) expressa  nos resultados da eleição presidencial de 20 maio último e a ordem constitucional venezuelana…”. E prossegue:” … face à agressividade das campanhas de desinformação (os vídeos de pessoas a morrer de fome é campanha da oposição?), guerra de desestabilização e perigosas ameaças das escalada intervencionista do imperialismo e seus servidores, é de crucial importância expressar a solidariedade para com a defesa da soberania e independência (defender este ditador assassino é defender soberania?) nacional da República Boliveriana da Venezuela e o direito inalienável do povo venezuelano a determinar o seu caminho de desenvolvimento (o caminho escolhido pelo ditador é de desenvolvimento?) livre de ingerências e ameaças externas. Convicto de expressar os sentimentos de amizade do povo português para com o povo venezuelano reafirmo a firme solidariedade dos comunistas portugueses  (solidariedade para com um ditador assassino?) para com a resistência e luta do povo venezuelano (a resistência e luta é contra Maduro que os mata à fome, brincamos?) para vencer as dificuldades e desafios actuais (para vencer as dificuldades actuais que foram criadas por Maduro?)  e prosseguir o caminho libertador (este caminho só é libertador para quem foge ou morre) aberto pela Revolução Bolivariana.” Alguém se indigna com este líder extremista do PCP por estas declarações e exige sua saída do Parlamento? Claro que não.

Estes indivíduos da extrema-esquerda portuguesa não têm vergonha na cara. Num país  como a Venezuela onde se morre literalmente à fome, onde a inflação é galopante, onde se tortura e persegue pessoas por se oporem a esta miséria, donde se  foge da  morte certa, onde 85% dos medicamentos estão em faltarelembrando tudo o que foi vivido com Lenine e Estaline na ex-URSS, que matou milhões de seres humanos por imposição de uma ideologia, é de facto chocante. Mas está tudo caladinho. Não é?

Maduro é o novo Estaline do século XXI. Foi a doutrina política de Chávez  acelerada depois por Maduro que levou a Venezuela à ruína. Exactamente como na ex-URSS. Começou  com as estatizações de toda a economia empobrecendo-a. Em 1998 operavam 12000 fábricas,  hoje há menos de 7000. No ano 2000 começaram as expropriações de grandes propriedades rurais. Resultado: hoje falta tudo nos supermercados. Depois em 2006 o descontrolo nos gastos. Um crescimento exponencial da despesa pública onde se gastava mais do que se tinha usando os recursos que entravam da exportação de petróleo, para conceder subsídios generosos só para manter artificialmente o baixo preço dos alimentos e combustíveis.  Depois a promiscuidade entre empresas estatais e política tendo colocado a petrolífera PDVSA a distribuir alimentos (tinha uma rede de 159 supermercados), construir casas sociais e executar obras de restauração urbana para as elites. Com tanta despesa não inerente à actividade, o negócio do petróleo foi afectado. Depois, preços tabelados pelo governo que ao não serem suficientes para cobrir as despesas de quem produz ou presta serviços, levou ao abandono dessas actividades e à  deterioração dos serviços de quem resiste. Depois, o câmbio controlado  que dificulta a troca de bolívares por dólares levando a que se encerre empresas por falta de matéria prima porque não conseguem comprar fora do país. Para piorar isto, Venezuela tem o pior regime no que respeito aos direitos de propriedade levando ao afastamento total dos investidores.   Como se isto já não fosse suficiente, em 1999 Chávez mudou a Constituição por forma a aumentar os seus poderes.

Esta doutrina aplicada por Chávez e continuada por Maduro, é marxista. A mesma doutrina do PCP e BE. É uma ideologia que comprovadamente NÃO FUNCIONA e só provoca miséria, fome e morte. Mas, temos “meninos” extremistas   no nosso Parlamento a defender isto.

Catarina Martins veio a público toda ofendida (coitadita) porque considera insulto que lhe chamemos de extrema esquerda porque “Extrema-esquerda está associado a totalitarismos, a perseguição, a ódio – não encontram absolutamente nada disso no BE com certeza” – diz ela (ah! ah! ah!). Mas  esta senhora lidera um partido que é apoiante de Chávez e aprovou 4 votos de pesar pela morte deste no Parlamento, o ditador responsável pela situação da Venezuela actual. Venera Che Guevara, um assassino sanguinário que matava por ideologia indiscriminadamente. Saúda a memória de Fidel Castro, outro assassino ditador que “encarcerou” e condenou seu povo à miséria. Solidariza-se com o terrorista Cesare Battisti condenado a prisão perpétua. Cuspiu todo o seu ódio sobre a canção israelita apelando ao seu boicote no Festival da Canção confirmando que o Bloco de Esquerda é o partido mais xenófobo e racista do sistema político português. 

Não, de facto o PCP e o BE ” não são” extremistas de esquerda. Só apoiam ditadores e doutrinas extremistas. Faz “sentido” sim senhor!

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

A irresponsabilidade vai nos sair da pele

Num cenário em que Pedro Passos Coelho continuasse a governar em 2015, como o resultado das eleições legislativas assim o exigia, parte das reformas que o seu governo não fez quer por bloqueios das forças socialistas do Tribunal Constitucional, ou até por força do pragmatismo de resolver primariamente o problema financeiro, restabelecendo assim o normal funcionamento do acesso aos mercados por parte da República Portuguesa e por conseguinte a nossa credibilidade internacional, para depois, num governo próximo, o que não se tinha feito era negociado com um PS que se queria responsável e respeitador do voto do povo português. Aconteceu o que Passos queria, ganhou. Mas não governou, a pedra no sapato  impossibilitou a continuação de reformas estruturantes por parte do seu governo e ditou o fim da implementação das ditas reformas estruturais até porque, o governo Costa governa por paliativos e por remendos, nunca numa visão integrada e estruturada de como o País deve crescer, mas sim como aproveitar a onda de crescimento que já vinha de trás para distribuir rebuçados.

Começa aqui então a diferença entre Estadistas e Estatistas. Entre quem tem uma visão de libertar os portugueses de um Estado sugador e mau prestador de serviços básicos, dando sempre primazia a quem cria riqueza e portanto sustenta o erário público, com um homem que só pensa nas suas clientelas, nos seus amigos, em realinhar as tropas para reconstruir o sonho socialista de transformar o Estado Português de vez numa quase sucessão divina em que o PS é o Partido inimputável e que faz o que quer, passando as culpas para outras entidades que não ele pois este nunca gere uma crise de modo decente. Guterres não geriu o seu pântano, Sócrates chamou o FMI mas logo foi derrotado em eleições legislativas. A direita governa em Portugal com o programa dos outros, sempre com condicionalismos de maior, mesmo que tenha perspectivas programáticas, não as pode aplicar no seu todo pois tem que “limpar a casa”, que outros teimam em sujar.

Um ciclo vicioso e nada virtuoso que dá credibilidade à direita por um lado, pode-se contar com ela para situações difíceis, mas não existe possibilidade de construir um projecto comum e diferente do PS pois o eleitorado que a direita podia conquistar, está anestesiado pelas crises que esta gere e que as pessoas pensam que é a direita que as faz, pois uma coisa é apresentar a crise, outra é gerir uma crise, uma coisa é dizer que te vou ao bolso, outra é ir efectivamente ao bolso. E quando se toca no bolso do povo português, mesmo que não tenhamos culpa do sucedido, a incompreensão aumenta. Tudo devido à cobardia do PS em chegar-se à frente, quando o momento é complicado e ainda por cima causado por ele.

E claro, mais uma vez estamos assistir ao mesmo filme e até com personagens rigorosamente parecidas. Quando grande parte do governo Costa é Socrático, ou ex-ministros de Sócrates e até o próprio Costa foi, no primeiro mandato de Sócrates, temos aqui muita experiência acumulada de como quase falir um País. Caras novas e inovadoras? Zero. Um governo que representa políticas sujas e velhas do passado, com os mesmos vícios que nos vão, desculpem a falta de tacto, entalar a breve trecho. É só olhar para os números desta tabela que vos apresento do Banco de Portugal:

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FONTE: Banco de Portugal, Estatísticas Online

Em 3 anos efectivos de governo Costa e associados, a dívida pública em valores absolutos, aumentou de 231,526 mil milhões de euros para 251,476 mil milhões de euros, quase 20 mil milhões de euros de aumento. Se ouvir, até nos jornais de referência, que a dívida pública baixou, a verdade anda pelo meio. Baixou a percentagem, o rácio, pois o montante de dívida cresce, mas a economia também, o que “come” esse aumento em valor absoluto. O desafio de Mário Centeno e António Costa é explicarem ás pessoas, como estão agora a começar a fazer aos poucos, que quando não há dinheiro tem que se apertar o cinto. Um desafio importante para o PS aferir a sua capacidade de grande partido nacional- Gerir a próxima grande pré-bancarrota causada por si.

Desenganem-se quem pense que a dívida pública descerá, em valores absolutos e de forma sustentada, nos próximos anos, sem uma política orçamental com cortes estruturais na despesa pública e uma economia a crescer de forma saudável. A política de Centeno e Costa é aumentar a despesa para futuro baseando-se sempre numa arrecadação fiscal cada vez maior. Um erro de principiante crasso que nos custará a pele, e que a próxima recessão nos dará as boas vindas em desconstruir o castelo de cartas frágil da dupla mentirosa que temos ao comando, para nossa infelicidade. E, quando essa recessão chegar, a dívida, o grande bolo, estará lá, e estará pronta a galopar em percentagem até ao Evereste.

Dou um conselho final a Costa e Centeno: Peçam conselhos ao Sr. Tsipras, de facto o Syriza é o caminho a seguir, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

Qualquer dona de casa gere melhor o País que um Político

Em Portugal temos um problema que se estende ás ex-colónias portuguesas, especialmente Angola e Moçambique(realidade que conheço bem), além do “nacional porreirismo” que se conhece, ou seja, do “vipe” normal que vamos mudar meio País e depois ninguém se mexe e quando se mexem existem sempre intrigas em sectores que deviam estar unidos contra o socialismo de António Costa, digo os liberais, outro problema é o grau de competência dos deputados que metemos na casa da “democracia”. Muitos dos deputados portugueses, da esquerda à direita, só conhece o trabalho de partido, das juventudes partidárias, das “portas giratórias”, que começa na camaradagem das universidades onde os filhos dos ministros e das grandes famílias do regime começam à busca dos “contactos” e das “cunhas”, que depois lhes permitem ascender aos cargos certos deixando os competentes por mérito de fora.

Isto infelizmente é o retrato de um País que é parecido e corrobora com as atitudes de António Costa e, secalhar, por isso muitos se identificam com as “manobras”, “habilidades” e “manhas” do Senhor Costa Primeiro-Ministro não eleito em 2015. O povo português, em geral claro, é conhecido pelos jogos que faz para fugir dos deveres mas tem sempre a garganta pronta para reclamar direitos. Pela óptica portuguesa, primeiro vem os direitos e depois os deveres quando é precisamente o contrário que forma o pilar do crescimento e florescimento de sociedades ricas e prósperas da Europa Anglo-Saxónica e do liberalismo por convicção estaduniense.

É esse chico-espertismo lusitano que se estende à política, afinal, os políticos são por norma o retrato do povo, por mais que isto seja sempre, e leiam com olhos de ler, generalizado, porque ainda existe o bom e honrado  povo português que trabalha, cria riqueza, leva com calotes dos fornecedores que fazem muitos a vida de rico, e fica o empresário desesperado de mãos à abanar, com facturas por pagar e, como não podia deixar de ser, uma máquina fiscal implacável que tortura os micro e pequenos negócios deste País, que “gritam” por falta de capital e custos de contexto mais baixos, quando este governo faz precisamente o contrário, aumenta os custos de contexto como os combustíveis, faz jiga-jogas com IVA da electricidade(baixe-se a potência, dizem eles) e ainda acabam com a reforma do IRC, essencial para o empresário gerar projectos com estabilidade e daí gerar emprego.

António Costa e a trupe que o apoia nunca geriram um negócio, nunca trabalharam no sector privado, esse terrível sector que faz urticaria a muitos mas que paga o maior volume de impostos que sustentam os vícios de muitos. Muitos dos senhores deputados não conhecem sequer a realidade do País, dizendo barbaridades para o vento levar no mar salgado que nos corrói as carteiras até ao ínfimo. Vão directamente das “fornadas”, para o mundo das gravatas, da burocracia e dos acampamentos alternativos(olhe se para o Bloco). Caso que Mariana Mortágua e sua fiel irmã Joana, entre outros, como muito bem lembrou Helena Matos no Jornal O Observador, começam a ser expoente máximo. Digo, como é que duas raparigas sem experiência, estaleca, enfim, sem queimar pestanas nas dificuldades da vida, querem ser ministras que cujas características do cargo exigem termos técnicos importantes?

O pior disto tudo é que as meninas do Bloco não QUEREM, elas EXIGEM ser ministras um pesadelo que António Costa de certeza quer e sabe que o País não pode ter, afinal, em tempos de crise Costa precisará de efectuar reformas e reduzir o volume salarial da função pública, com o Bloco será impossível tal acto. E nem António Costa o fará tão depressa, agirá com certeza em modo Sócrates 2010 e 2011 com medidas pontuais e com a cartilha da crise internacional. Facto é que maior parte dos Países europeus preparam se para uma nova crise internacional com dívidas públicas a descerem consistentemente com excedentes orçamentais, caso que Portugal está longe de ter pelo menos de modo estrutural.

Sim, uma dona de casa, com experiência claro, gere melhor o País que António Costa, Rio e os seus exércitos de tachistas. Facto.

Mauro Oliveira Pires

Quando os filhos não querem a herança dos pais

Em Angola, o novo chefe de governo, quer encarcerar aqueles que ao longo de anos, e a coberto de altas patentes do regime, andaram a roubar despudoradamente, o erário público, e o seu próprio país.

Por cá, vamos em absoluto sentido oposto: os nossos chefes do governo e da nação, andam a despedir aqueles que andaram a tentar encarcerar as hordas de ladrões e corruptos, que durante anos a fio, e igualmente a coberto do regime, no respaldo  de cargos públicos, têm andado a parasitar e a roubar a nação, de forma igualmente e absolutamente despudorada.

No Brasil, presentemente, qualquer cidadão que não tenha uma “ficha limpa” passou a estar impedido de se candidatar a cargos públicos. Por cá, não só se candidatam, como ainda são eleitos e reeleitos. Direitos garantidos na Constituição, dizem eles.

No Brasil, uma presidente em pleno exercício, foi exonerada do cargo, por ter andado a “martelar as contas públicas, e a fazer maningâncias com as execuções orçamentais, com elevados custos, actuais e futuros, para o erário público, para os contribuintes, para as seguintes gerações, e para a nação como um todo.

Por cá, os que o andaram a fazer e os que actualmente ainda o fazem, são aclamados de “governações de sucesso”, e um outro ainda o apelidam de “Mourinho das Finanças”.

Adjectivo esse, que em boa verdade, nos dias de hoje talvez até já seja uma analogia apropriada, dado que Mourinho é actualmente considerado um embuste como treinador, caro, que por onde passa, deixa sempre em herança, o descalabro e pesadas facturas organizacionais e financeiras, para os treinadores seguintes terem que limpar.

Que ninguém duvide, o legado que anda actualmente a ser construído, e que irá ser deixado por Costa e Centeno, é claramente um legado à moda do actual “Mourinho”, que irá ter custos brutais para a nação, e para as seguintes gerações de portugueses. Esta factura, já não é mais uma questão de “Se”, mas somente de “Quando”.

No Brasil, um ex presidente, foi investigado, julgado, condenado a 12 anos, e está já na prisão, a cumprir uma longa pena, e é na prisão que aguarda o desfecho de outros processos em curso, e de alguns recursos pendentes.

Por cá, a maior parte de políticos, governantes e servidores públicos, considerados ladrões e/ou corruptos, ou nunca vão sequer a julgamento, ou os processos arrastam-se ad eternum, ou quando são condenados, são penas suspensas, ou demasiado curtas, das quais nem metade chegam a ter que cumprir, ou então simplesmente continuam a poder andar por aí, em liberdade, a aguardar posteriores decisões sobre os recursos em cima de recursos que o nosso sistema judicial lhes permite, conseguindo por essa via, nunca cumprir pena alguma, até que tudo acaba por prescrever.

Casos há, em que tais ladrões e corruptos, ainda acabam por exigir uma indemnização ao Estado, ou seja, aos contribuintes.

E depois também temos aqueles casos em que indivíduos que estão acusados de dezenas de crimes de corrupção. com a existência de provas claras e fortes indícios, ainda são convidados para andarem por aí nas nossas universidades e fóruns públicos, para darem palestras sobre questões de governação e corrupção.

De tudo isto, três coisas estão cada vez mais claras:

1) Brasil e Angola, os “filhos” deram finalmente conta que a educação, os hábitos, as heranças culturais e os exemplos, que receberam dos pais, não foram propriamente os e as melhores, e já começam a fazer alguns esforços para se libertarem de tão pesada e maléfica herança.

2) Portugal, os “pais”, claramente continuam a não querer mudar de vida, nem de práticas, nem de hábitos, e insistem em ser uma fonte de maus exemplos para os seus “filhos”.

3) Somos claramente uns “maus pais”, e como se isso não bastasse, ainda nos damos ao desplante, de sermos críticos de muitas das boas medidas que os nossos “filhos” passaram a querer adoptar, com os nossos governantes e grande parte da nossa classe política a optar por estar publicamente ao lado da defesa de bandidos e corruptos já julgados e condenados, e ainda acusamos os nossos filhos de “actos de rebeldia” por estarem a tentar libertar-se da miserável herança que como “pais”, nós lhes deixamos.

É sabido que não podemos escolher os pais nem a família em que nascemos, mas podemos escolher livremente não lhes seguir os exemplos, quando tais exemplos não são nada recomendáveis.

Parece-me que Angola e Brasil, estão finalmente a tentar fazê-lo. Mas ao que tudo indica, indo claramente, contra a vontade expressa dos seus próprios “pais”.

Rui Mendes Ferreira

Andam a gozar com o povo de Vila Facaia

Já não bastava esta gente ter sido vítima dos maiores incêndios mortais de que há memória neste país. Já não bastava muitos deles terem sucumbido na tragédia, deixando pais e filhos órfãos. Já não bastava também, e para cúmulo, terem sido roubados nos donativos que lhes foram doados para ajudas à reconstrução das suas casas e negócios, depois dos grandes fogos! Não! Tinham, também, de lhes arrancar o pouco que ficou de pé e lhes vai dando alguma dignidade – se é que isso é possível a quem tudo perde na vida – à sua pobre velhice: o Centro de Dia de Vila Facaia!

É inacreditável! Depois de ver fracassado o seu pedido de doação daquele edifício pela Junta de Freguesia, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, de forma unilateral e sem aviso prévio, ordenou o encerramento imediato daquele espaço e transferência dos idosos para a Graça, a 15 kms, alegando que o Centro dá despesa! Mas desde quando é que a assistência a idosos tem por base o lucro? Para que serve o dito Estado Social? Para que raio se desconta e paga impostos neste país?

Acontece que esse edifício foi erguido com donativos da população em materiais, equipamentos e mão de obra há mais de 20 anos. O terreno foi comprado pela Junta de freguesia, presidida à época por João Vaz,  aos populares. Todos na terra sabem disso. Foi com o esforço e vontade dessa gente que se criou aquele espaço indispensável à pequena população muito envelhecida de Vila Facaia. Com que direito, então, a Santa Casa da Misericórdia se tenta apropriar do que não é seu? Com que base legal este Provedor dá início, mesmo assim, a este processo tendo até, tentado proceder à desmontagem dos corrimões na zona de banho dos idosos? Algo aqui não bate certo.

Mas o mais bizarro ainda foi a actuação do Presidente da Junta que, depois de uma emigrante, Manuela Henriques, a residir a 2200kms do país, ter tomado conhecimento do plano do Provedor, e ter pressionado com fervorosa insistência para que impedisse o prosseguimento do processo, a menos de uma semana da data de fecho da unidade, ter colocado um edital anunciando o encerramento consumado do Centro de Dia no próximo dia 30/09! Como é possível a Junta de Freguesia não se ter insurgido contra esta acção, levada a cabo pelo Provedor da Santa Casa, que tudo leva a crer ser uma acção muito pouco transparente? Como pode o Presidente ceder tão facilmente à intenção do Provedor sem luta atempada pelos interesses da população de Vila Facaia, vindo apenas uma semana antes da data de encerramento, num edital, comunicar o mesmo, justificando não ser da sua responsabilidade. Foi apanhado também de surpresa? Só tomou conhecimento da situação no momento em que agiu? Isto não faz sentido.

Este Centro, que tem também apoio domiciliário, é muito mais do que um local onde os idosos passam os seus dias. É uma família. A única maneira de alguns terem companhia e apoio em momentos de aflição quando é por de mais sabido que o interior está completamente abandonado e entregue à sua sorte.

Há aqui qualquer coisa que cheira mal… Aliás, há muitas coisas que “cheiram mal”: seguramente os portugueses merecem melhor: sejam eles do interior, do litoral, do norte, do sul, do centro…ou emigrados: somos portugueses. Merecemos respeito, transparência, honra e dignidade. Compete-nos, a todos e a cada um, exigir o que merecemos. Ou o fazemos, ou somos cúmplices de um qualquer sistema que se foi instalando mas que temos conhecimento que existe: logo, a indiferença não pode ser a desculpa e a inércia não será, seguramente, a solução.

Por isso, já que aqueles que têm o poder fecham os olhos – falta saber porquê – às populações, nós, e em nome do Movimento Cívico que represento, mais uma vez Não Nos Calamos e sairemos em defesa desta gente denunciando, exigindo que a justiça seja reposta indo até onde for necessário para impedir tamanha crueldade contra indefesos.

Cristina Miranda

 

Via Blasfémias

A Falta de Respeito, é coisa de Malcriados, António Costa

Desde a sua tomada de posse, enquanto Primeiro-Ministro não eleito, fruto de arranjos e concubinato de última hora, António Costa, repito, actual Primeiro-Ministro de Portugal, nunca teve um pingo de respeito para com o País que dirige. Portugal pagou os estudos a António Costa, Portugal sacrifica-se hoje a nível financeiro económico para aturar o seu enorme ego e ambição desmesurada, colocando o País à beira do abismo caso o ciclo económico mude e os ventos do Banco Central Europeu sejam contrários aos actuais. António Costa foi visto nas florestas de fato e gravata, não esquecer do casaco verde, andou em actividades lúdicas de fato e gravata e talvez até tenha ido nadar com Marcelo de fato e gravata, mas, como óbvio, a disfunção cognitiva de António Costa, conhecedor dos costumes e do corredor do poder, fez mudar o Primeiro-Ministro de indumentária para uma visita de Estado a Angola que, sendo uma visita de Estado, com representação institucional do Primeiro-Ministro, existe um código de conduta a cumprir, até de ética, mas António Costa está mais preocupado na sua futura maioria absoluta.

É necessário ressalvar um pormenor. O gabinete do Primeiro-Ministro diz o seguinte:

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Fonte: Jornal O Observador

Reparem caros leitores, imagine que visualiza a foto deste artigo. Vê o Primeiro-Ministro português- isto custa dizer, sinceramente- e que depois dos lados esquerdo e direito, vê ainda militares Angolanos a efectuarem as posses de honra militar a um indivíduo que, como se vê pelo excerto do Jornal o Observador, nem o respeita e muito menos o tem em conta. Com isto, Costa lesa duplamente a pátria Portuguesa e Angolana: Com a sua vestimenta de festa de sexta-feira e desrespeitando as honras militares de um País aliado, histórico e amigo que faz parte da Lusofonia e do multi-culturalismo português, que respeita as diferenças, as diversas religiões e todo uma panóplia de coisas que parte do Mundo e, até a Europa, já não respeitam.

Assim, caros Angolanos, nós povo Português pedimos desculpa por termos um imbecil e malcriado na nossa governação. O pior disto tudo, é que a ausência de oposição, ou melhor, a sua inexistência, perpetuam a continuação da criatura no poder. Felizmente que Rio já é carta fora do baralho. Passos Coelho que se apresse, porque António Costa está a cair ao nível da javardice.

Mauro Oliveira Pires

Catarina, vá pregar para Cuba!

Cara Catarina, a propósito da sua intenção de criar uma “taxa Robles”, permita-me que lhe diga o seguinte:

Durante mais de duas décadas geri e criei empresas para descobrir que este país é inimigo de quem empreende. Que maltrata todo aquele que tem coragem de investir. Aprendi que para ter as contas em dia é preciso sacrificar fins de semana, férias e família e mesmo assim todos os meses, andar à rasca porque o Estado é o maior caloteiro que existe na economia do país, tornando-a cancerosa. Que quem não foge aos impostos, tem de andar a pedir  aos bancos porque a carga fiscal é tão alta que fica sem margem para trabalhar. Que o banco público não serve sua função, porque não se interessa em apoiar pequenas e médias empresas, só se interessa pelos créditos habitação e empréstimos aos “Grandes Amigos Empresários” do Sistema a quem abre generosamente cordões à bolsa e depois vai sugar os impostos dos contribuintes. Que ser empresário é andar 24h por dia a se estafar para conseguir financiamento e quando o consegue, será em troco de “um porco por uma chouriça”. Que ser empresário por cá é ser-se masoquista, é ter prazer em andar sempre a mendigar, sempre na corda bamba, sempre a fazer contas para não falhar, tirar salário quando calha e mesmo assim falhar, porque falharam com ele. Para no fim, ver o Estado a condená-lo porque falhou, sendo o Estado o causador do falhanço.

Já criaram o Imposto Mortágua do qual, vós capitalistas caviar hipócritas da esquerda, logo arranjaram forma de se isentar. Agora querem uma taxa Robles depois de colocar vosso património a salvo. Porque não vai pregar vossas “maravilhosas” ideias de criação de impostos  para Cuba ou Venezuela que tanto precisam de “mentes brilhantes” para levantar o país da miséria em que o marxismo os colocou e nos deixa em paz?

Já chega de hipocrisia. Já chega de propostas que penalizam seriamente o país. Já chega de ensaios que faz dos  cidadãos, cobaias da vossa ignorância. Não conhece a lei da oferta e da procura? Não é criando e aumentando impostos que se regula o mercado. É aliviando a carga fiscal, diminuindo burocracias, criando estímulos à economia, estabilidade fiscal,  que se cria riqueza e assim  atrair investimento aumentando a oferta. Com mais oferta os preços baixam inevitavelmente. O Estado no seu papel de regulador até podia dar uma ajuda colocando seu património para habitação mais acessível em vez de o ter a cair de podre e vender depois aos “Robles” deste país a preço de uva mijona. O mercado regula-se a ele próprio quando os “assassinos da economia”, como vocês,  saem da frente. E sim, é  com mais riqueza, cara Catarina, que se combate a pobreza e não ao contrário. Porque sem os investidores, não há empregos, não há casas para vender nem alugar, não há bens para consumo, não há porra nenhuma!

Assuma de uma vez que são uns falhados. Que estão no Parlamento sem perceber patavina do que andam a fazer. Que não estão aí para  trazer prosperidade a esta terra mas antes capturar as pessoas na vossa ideologia opressora que aniquila a liberdade individual para a  transformar  numa sociedade fraca e dependente do Estado, que alimenta a vossa ganância  e garante o vosso poder.

Por isso, Catarina e companhia, façam um favor a esta grande Nação e saiam do caminho! Desapareçam! Usem sabão em vez de taxas para lavar vossa cara suja com o caso Robles. Fica mais barato ao país.

Portugal empreendedor, trabalhador e pró-activo agradece!

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Lamento mas vou BERRAR!

O Presidente não quer que berremos por Venezuela. Diz que berrar é perigoso e pode pôr em risco os portugueses que lá vivem.  Como se já não estivessem há muito tempo no limite do perigo, a sobreviverem desgraçadamente no fio da navalha. Desculpem-me mas sinto repúdio por estas declarações e por isso vou BERRAR minha indignação!

Não faltava mais nada! Logo ele que não se cala e fala e berra sobre o que deve e não deve, seja a comer na Pastelaria Suiça ou a nadar no rio, vestido ou de calças na mão. E  que por berrar pelos cotovelos sem ponderação nem responsabilidade,  em qualquer sítio em qualquer lugar a qualquer hora, já contribuiu para o caminho sem retorno do colapso financeiro deste país: ao desculpar os incompetentes no governo sempre que há desgraças; ao felicitar pelos “belos” défices martelados; ao elogiar a falsa diminuição do desemprego que não é mais do que o resultado do êxodo dos portugueses à procura de melhor vida lá fora; ao enaltecer os “excelentes” números económicos de umas míseras décimas; ao promover estas políticas de degradação social e económica com base na despesa sem controlo do Estado, aumentos de impostos, roubalheira descarada e cativações criminosas;  ao conotar de “sucesso” esta Geringonça com alicerces comunistas que já destruiu 4 anos de esforços colectivos!

Não se cala nunca, parece uma gralha,  mas silenciou de forma ensurdecedora sobre venezuelanos a morrerem de fome, sobre fazendeiros brancos a serem assassinados na África do Sul por racistas negros, sobre crianças a serem abusadas por padres, sobre cristãos e judeus a serem mortos, mulheres a serem estupradas e  famílias a chorarem a perda dos seus filhos por ataques de islamitas. Mas em contrapartida, quebrou o silêncio para nos informar que era preciso escancarar as fronteiras para receber massivamente jovens migrantes, sob estatuto de refugiados, que não fogem de guerra nenhuma. Porquê?

Também nos disse para não berrar por Pedrógão, não foi? quando denunciamos que era responsabilidade do Estado e não do clima, que havia gente sem receber ajudas, que o dinheiro fora desviado, que as mortes foram muitas mais, que ardia tudo propositadamente para receber fundos perdidos de Bruxelas e resolver problemas financeiros de Portugal.  Mandou-nos silenciar, acusando-nos de aproveitamento político para agora confirmamos que foi esse silêncio que permitiu tanta fraude, tanto saque e  ocultação de factos por abuso de poder de gente sem escrúpulos. Pois é.

Querem o nosso silêncio à força, pois querem,  porque o silêncio é o que mais  convém aos ilusionistas populistas que vendem a todo o custo uma realidade que não existe para cativar  eleitorado. Que fazem da farsa sua aliada na conquista do poder que almejam mais que tudo na vida e por isso mandam silenciar para não comprometer suas “gloriosas” caminhadas rumo à reeleição. Querem o silêncio porque esse, é a arma dos ditadores que não vêm com bons olhos quem se lhes opõe.

Mas eu não vou silenciar. Vou berrar, vou gritar, sempre que houver um populista a mandar silenciar as vozes que o incomodam. Entendido?

Cristina Miranda

Via Blasfémias