O “segredo” de André Ventura

Não tem papas na língua. Não é politicamente correcto. Está-se pouco lixando para os Focus Group. É intuitivo. É assertivo. É contundente. Sabe comunicar.  Chega a todos. Não é elitista. Não tem medo da verdade. Defende rigorosamente suas convicções. Toca em todas as feridas do país sem receios. É determinado. É teimoso. É genuíno. Sabe liderar. Eis o segredo de André que personifica o CHEGA.

Não é por acaso que todos lhe têm medo. Uma pessoa assim, no Parlamento, de facto,  é assustador. Pior: abre as portas, caso seja bem sucedido, para que entre mais gente do mesmo calibre. O problema? Simples: vai ser o começo de uma oposição forte ao regime que nos desgovernou por mais de 44 anos. É a semente que vai germinar e reproduzir-se de tal modo que vai provocar a médio prazo a implosão do sistema que criou  políticas erráticas que conduziram à maior corrupção de que há memória neste país. Será o início do fim de uma era de hegemonia socialista que arruinou a nossa economia e que, como todos sabemos,  está apenas segura por pinças da UE ( não fosse isso já teríamos colapsado há muito tempo).

Eu sempre disse a quem me quis ouvir – inclusivamente a alguns  membros da Direcção do partido – que o CHEGA entraria no Parlamento pelo menos com um deputado. Há muito tempo que avisava quem o desdenhava que pusessem os olhos nele e seguissem seu exemplo em vez de o  achincalhar. Avisei que nunca se deve menosprezar os adversários mas antes, observá-los e analisá-los  com atenção para identificar o que fazem de bom e tentar superá-los. Mas, ninguém me quis ouvir. Na organização onde me encontrava, desde o Congresso até à minha saída, falei para a parede quando disse que  era urgente corrigir a trajectória  porque o abismo estava mesmo ali à espreita. Não adiantou de nada. E eu, mais uma vez acertei em cheio.

O problema dos intelectuais que andam na política é mesmo esse: não entendem o segredo por trás da popularidade. Todos pensam que tem a ver com palavras eruditas contidas num discurso pomposo (que quase só de dicionário ao lado e manuais sobre economia conseguem ser entendidos), politicamente correcto, que agrada a todos e quando não agrada, tem flexibilidade suficiente para se contorcer até agradar. E quando vêem alguém com uma  mensagem mais simples, mais transparente, mais assertiva, mais forte, mais abrangente, ficam atónitos e perguntam-se: como foi possível aquela pessoa tão “básica” chegar a tanta gente? Não percebem porque para se perceber tem-se de ser genuinamente do povo ou ter pelo menos vivido com ele ou perto dele.

O “fenómeno André” é o mesmo que o meu. Cronista no Blasfémias há pouco tempo, sou a que se mantém no pódio das mais lidas. Não é porque sou a melhor. É apenas porque sou a única que consegue chegar a TODA a população. Porquê? Porque os temas que escolho são os que preocupam a maioria dos portugueses; porque quando desenvolvo os temas não tenho medo de tocar nas feridas porque também são minhas; porque não tenho nenhum tema tabu; porque uso linguagem do povo e não há ninguém que, do mais formado até ao que tem menos instrução, que não me entenda; porque pertenço à maior classe do país – o povo – e por isso são milhões a identificarem-se com o meu dia-a-dia de dureza no trabalho, o meu percurso familiar e profissional, os meus fracassos e sucessos. E isto não se aprende na escola. Aprende-se com a vida aqui no fundo da pirâmide.

Por isso André chegou até aos comunistas (que nunca o foram apenas foram iludidos) porque mensagens fortes sobre a realidade escondida do país, faz abanar toda a gente.

Se não se perderem na sua identidade, nas próximas eleições legislativas serão um fenómeno igual ao VOX espanhol que já ultrapassou o Ciudadanos. Não tenho quaisquer dúvidas disso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Catarina e Jerónimo, caros colegas, foram descartados

O povo português tem por vezes momentos de lucidez. Percebeu o que Pedro Passos Coelho passou e quis fazer durante os 4 difíceis anos em que governou e deu-lhe uma vitória com um tamanho considerável face à conjuntura. Quatro anos depois, de uma geringonça que pouco trouxe ao País, a não ser mais 20 mil milhões de dívida pública, uma economia que cresceu com base em reformas tímidas feitas pelo governo anterior, uma conjuntura europeia e internacional inigualável na história económica recente bem como casos duvidosos de condicionamento judiciário e das instituições, António Costa ganha as suas primeiras eleições legislativas e é primeiro-ministro com poderes reforçados para negociar com todo o continente legislativo.

Costa pode engrenar o seu governo com todas as munições que quiser, tem à sua disposição um bloco de esquerda com sede poder, pois, sem implantação autárquica e sem controle sindical, a agenda marxista a nivel económico e social tem que ser implementada de uma forma mais directa. Sem o poder, Catarina Martins continuará a eterna actriz com maquilhagem da loja dos trezentos. O problema, chama-se António Costa. O primeiro-ministro sabe perfeitamente que vem ai momentos difíceis a nivel macroeconómico com mais um ciclo económico de expansão a terminar.

Costa sabe que a consolidação das finanças públicas portuguesas, especialmente ao nível de despesa pública, necessita da aprovação um partido moderado e que cujo líder tenha trela suficiente para Costa manter os seus ex-parceiros coadjuvantes com um sorriso lunar enquanto que Rio fica a roer um dos ossos que Costa lhe deu para roer, dando tempo para que o líder socialista ainda dê um passeio no intendente e veja o senhor Medina a contar as notas da taxa turística. Que partido melhor que não o PSD do senhor Rui Rio que cujas culpas da queda do seu partido, são multivariadas e redistribuídas parvonicamente por toda a gente, até para ele, mas dando foco a todo um coro de criaturas que cuja substância física lhe é estranha até na essência, porque, como é claro, Rio não suporta a imprensa, uma tristeza franciscana do partido albergue espanhol onde as opiniões alheias e diferentes sempre foram respeitadas.

Rio e Costa merecem-se um ao outro. Um, António Costa, porque tem na mão o futuro partidário de Rio. Não lhe dando a mão, Rio fica a papaguear provincianismo contra Lisboa enquanto Costa, mesmo que perca as próximas eleições no próximo quadriénio, continua a governar com outros coadjuvantes à sua esquerda pois estes não suportam a “extrema direita”, à direita do PS. Rio precisa de Costa para ser vice-primeiro-ministro, elevando este o seu estatuto de vice-reitor-Cinfães(como lembrou e bem Vasco Pulido Valente), para ajudante mor do ex-número dois de José Sócrates. Costa junta assim dois mundos coloridos, ou seja, o seu ego satisfeito sem bater com o pé nas portas e travessas quando é contrariado no largo do rato e garante a aprovação de um conjunto de medidas duras quando a tempestade chegar.

É somar um mais um que nas contas do Dr. Centeno dá quatro e um par de décimas disfarçadas de cativações mal conseguidas. Já a direita, que se assuma como uma e que se una numa só frente. PSD, CDS, IL e Chega que encontrem uma solução conjunta de pré-coligação eleitoral, em próximas eleições e trabalhos conjuntos. Portugal precisa.

Mauro Merali

Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal

Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?

Acontece que a direita nunca governou em Portugal.   Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.

Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um  “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e  justiça.

O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.

Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor  uma ditadura de minorias.

Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito  real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde:  todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos;  há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria,  não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado  totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos  investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História.  Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.

É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente  da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política,  capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos,  habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género  nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e  não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.

A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos  nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.

A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam.  E essa Direita ainda não governou em Portugal.

Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

A Ideologia de Género não é ciência, é doutrinação

Querem-nos convencer a todo o custo que a Ideologia de Género se baseia apenas no ensino da tolerância, aceitação, conhecimento  e igualdade entre géneros. E assim perante tão nobre intenção justificam a sua implementação imposta a todos os alunos na disciplina de cidadania. Ora, se é assim tão claro que se trata de uma ideologia ” científica” imprescindível à formação do indivíduo, por que razão a lei que tornou possível a ideologia de género nas escolas, foi aprovada em total segredo e sem debate público em 2018?

Pois bem, a resposta é simples para qualquer ser pensante que não segue as patranhas progressistas: não foi a debate porque simplesmente é uma grande mentira fabricada à medida das agendas feministas e LGBTIQ que recebem muito dinheiro público para a promoção da ideologia.

A primeira grande questão que se levanta é: porque razão não aparece documentação sobre o tema na Biblioteca Nacional como alerta Mário Cunha Reis no seu artigo “Ideologia de Estado” no Observador? Numa pesquisa simples, há zero resultados quando se procura bibliografia  sobre a ideologia de género. No entanto se a busca for “queer”, não falta bibliografia sobre o tema onde a ideologia de género está englobada. O que prova que não estamos perante uma teoria comprovada cientificamente mas sim uma teoria LGBTIQ.

Assim sendo, segue a segunda grande questão: não sendo uma teoria científica o que está ela a fazer no plano curricular dos alunos desde o pré escolar? Ora, a resposta aqui é também ela simples: isto não é ensino, é doutrinação. A prova está escrita pela própria CIG na página 5 dos Guiões onde explicitamente é dito: “(…) o conteúdo apresentado não exprime necessariamente a opinião da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.” Ou seja,  a CIG desresponsabiliza-se  do conteúdo destes guiões em caso de queixas.

Vamos lá esclarecer: uma coisa é ensinar o respeito, aceitação e tolerância por todos os seres humanos independentemente das suas diferenças, sejam elas a que nível for; ensinar que todos os seres humanos são iguais e não podem ser discriminados no acesso à saúde, educação, trabalho pelas suas orientações sexuais, religiosas ou ideológicas, raça, etnia ou cultura; outra é defender que igualdade é  “ensinar”  que  não existem diferenças sexuais entre indivíduos porque todos nascemos neutros e que é a sociedade que constrói o nosso género; que a maternidade não é um exclusivo das mulheres; que todos os males desta sociedade está no homem heterossexual e família patriarcal; que o género não é imutável.

Foi exactamente isto que encontrei ao ler os guiões do Ministério da Educação (no pré-escolar, no 1º ciclo  no 2º ciclo, no 3º ciclo e no secundário). Na página 265 do Guião para ensino secundário pode ler-se: ” (…) deste modo a diversidade sexual humana e a compreensão das expectativas das pessoas LGBTIQ relativamente aos direitos sexuais e reprodutivos poderá ser melhor compreendida e reflectida”. Na página 270 do mesmo guião, branqueia  a ciência e diz:  “(…) a ciência é uma construção sócio-histórica, portanto determinada temporalmente e espacialmente. Por isso numa perspectiva de género não basta salientar a necessidade de reconhecimento da importância das teorias e  modelos na construção do conhecimento científico mas também desconstruir os processos na sua produção”. Mas não se ficam por aqui: reclamam a reprodução assistida como um direito à igualdade; questionam a linguagem não inclusiva; questionam a história produzida; afirmam não haver complementaridade entre sexos; que as questões sociais afastaram meninas das actividades desportivas; que há uma cultura de heteronormalidade que classificam de homofóbica; impõem-se contra a existência de dois sexos bem definidos; afirmam que existe disparidades salariais; defendem o aborto como método contraceptivo; defendem quotas de forma dissimulada; defendem a desconstrução da sociedade; transformam em patologia todos os que não concordam com esta ideologia.  Ou seja, só trata da agenda feminista e LGBTIQ.  Porquê?Mais:   estes Guiões são escritos por feministas, algumas lésbicas e homossexuais.  Isto é doutrinação, sem qualquer dúvida.

Para reforçar ainda mais esta ideia, João Miguel Tavares escreveu no Público sobre uma actividade de uma escola na disciplina de Cidadania:  “A Rede Ex-Aequo [uma associação lésbica] não se limita a combater “o bullying homofóbico e transfóbico”. É da facção (o vídeo de apresentação é muito esclarecedor quanto a isso) que nos convida a dizer “oradores e oradoras”, que garante que “juntas e juntos fazemos a diferença”, e que quer esclarecer os nossos filhos sobre o verdadeiro significado da palavra “heteronormatividade”. E isso, caras associações LGBTI, é 100% ideologia.”

De acordo com  a maior defensora de género da actualidade, e cuja bibliografia serviu de base para os Guiões, a americana Judith Butller, “ninguém nasce homem, nem mulher, nem gay, nem lésbica,  pois o género deve ser construído na escola, com quantos géneros  quantos a criança deseje.” Mais claro do que isto é impossível.

A doutrinação da ideologia de género é ilegal porque viola a liberdade de consciência e crença do estudante; o princípio da neutralidade política e ideológica do Estado; o direito dos pais sobre a educação moral dos filhos.  Porque  a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu artigo 26º nº 4 diz claramente: ” Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos” e na Constituição da República Portuguesa no artigo 36º, nº 5 e artigo 43º, nº 2 está escrito:  “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas (…) políticas, ideológicas”.

Perante isto, onde está a dúvida quanto à inconstitucionalidade do decreto-lei que autorizou o ensino da ideologia de género nas nossas escolas?

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

As fake news do Costa

É de andar aos tombos a rir quando se assiste a esta preocupação por parte do PS e seus “muchachos radicais”,  os  maiores fabricantes actuais de notícias falsas, de  levar ao Parlamento a regulação das fake news. Estava visto que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Esta gente não gosta de concorrência (quer censura e controlo de liberdade). Ao estilo estalinista gosta de sentir tudo sob seu domínio e  as redes socais vieram estragar esses planos que já duram desde o aparecimento da imprensa.

Sob a falsa narrativa de que estão muito preocupados com a “intoxicação” da opinião pública, juntaram-se todos no Parlamento para discutir a problemática das fake news. Ora, isto é o mesmo que pôr raposas a guardar galinheiros. Não faz qualquer sentido.

A haver regulação nunca poderia vir desta gente. Porque esta gente usa o poder que tem para pressionar todos os meios de comunicação social na divulgação de mentiras que eles nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar muito. Mentem hoje, desmentem amanhã, depois “cozinham” mais umas tantas em “lume brando” para depois as soltar como cortina de fogo para cegar ou iludir a opinião pública.

Foi assim quando  Costa promoveu a primeira grande mentira de que tinha ganho as eleições de 2015 quando na verdade  sofreu uma estrondosa derrota eleitoral com Passos Coelho a vencer por uma quase maioria absoluta (foi mesmo à tangente).

Foi assim com Pedrógão Grande onde Costa  jurava que todos os mortos já estavam contabilizados ao terceiro dia, truncando em 64 vítimas quando sabemos que entre directas e indirectas (estas últimas não foram contabilizadas),   nos hospitais morreram  posteriormente muitas mais; onde foi inaugurar casas novas reconstruídas com dinheiro dos seguros como se fossem por obra do Revita; onde insistiu que não houve responsabilidade do governo pelos  abusos e  erros nos apoios às vítimas onde se construiu casas sem terem ardido; onde afirma que não houve desvio de donativos quando sabemos que não só houve, como são milhares os donativos comprovados que simplesmente eclipsaram.

Foi assim quando Costa disse que não havia aumento da  despesa ao reduzirem  o horário da função pública para 35h no SNS e hoje temos um caos nos hospitais por falta de pessoal e dívidas hospitalares a disparar.

Foi assim quando Costa garantira em 2015 que não iria mais dinheiro para a banca e  logo a seguir à tomada de poder, vendeu  o Banif à pressa ao Santander (depois de um e-mail a denunciar telefonemas de Centeno e Vítor Constâncio pressionando para que fosse considerada oferta de Santander) pelo preço de uva mijona, 3 meses antes que fosse abrangido pela normativa de 2016 da UE que prevê que detentores de dívida sénior e depósitos acima de 100 mil euros sejam chamados a contribuir para compensar as perdas das instituições antes que qualquer dinheiro público seja usado;  injectou 5 mil milhões de impostos na a CGD e agora prepara-se para fazer o mesmo com Novo (velho) Banco.

É assim quando Costa repete incessantemente que repuseram os rendimentos aos portugueses mas o poder de compra não cessa de diminuir colocando Portugal no Top 6 dos países com pior poder de compra da zona euro e entre os países europeus com combustíveis mais caros que afecta substancialmente o preço dos bens essenciais

Foi assim quando Costa disse que não aumentaria impostos e na verdade além de aumentar brutalmente os existentes, criou mais uma série deles com a ajuda preciosa da frente de esquerdas radicais que amam sacar dinheiro a quem acumula porque se faz à vida e trabalha. Por isso em 2017 a carga fiscal já registava um aumento de 34% do PIB (o valor mais alto desde 1995) e em valores globais, desde 2015, só os impostos indirectos aumentaram 3 mil milhões de euros. 

Foi assim com as promessas de Costa aos enfermeiros e professores a quem tudo prometeu e nada cumpriu.

É assim quando Costa repete até à exaustão que a austeridade acabou mas deixa o Ronaldo das Finanças congelar mais despesa em três anos do que PSD e CDS na legislatura toda provocando o colapso de todas as instituições do Estado.

É assim quando Costa repete vezes sem conta que os  cortes, aumentos de impostos e privatizações, foram marcas do Passos quando na verdade são apenas da responsabilidade o PS quando Sócrates era primeiro ministro ao assinar com a Troika todas as medidas que o executivo seguinte  teve de cumprir na sua legislatura.

É assim quando Costa diz que a economia melhorou e ela é tão anémica que coloca portugal no quinto país da Europa que menos cresce.

É assim quando Costa diz que se vive melhor mas o desemprego real aumentou, a pobreza aumentou, os pedidos de subsídios de RSI aumentaram. Que os portugueses estão a voltar quando a emigração também ela… aumentou.

É assim quando Costa  diz que fomos o país com melhor execução de fundos europeus quando a  taxa de execução dos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 no final de 2017 “era apenas 28,5%”

É assim quando Costa repete que temos o melhor défice quando este é o maior embuste da História de Portugal, totalmente martelado para fingir junto da Europa uma saúde fiscal inexistente tal como fizeram para aderirmos ao Euro.

Ter mentirosos compulsivos que hoje são ministros mas andaram nos blogues com o “Abrantes” a criar verdades alternativas, políticos das frentes de esquerda que passam o dia todo a inventar factos para limpar a cara suja do partido que aprova tudo de cruz, um Costa que é um génio a  mentir,  a quererem regular as fake news no Parlamento,  é  de chorar a rir.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

 

Sou anti-feminista, branca, heterossexual, anti-marxista, anti-drogas, pró-vida e do povo. Um perigo social.

Descobri que sou um “perigo social”. Uma ameaça a esta sociedade que se diz  “progressista” mas que nada fez senão regredir à sua forma mais primitiva. Ser anti-feminista, branca, heterossexual,  anti-marxista, anti-drogas, pró-vida e do povo, transforma-me num alvo a “abater”. Porquê? Ora, porque faço parte da maioria e hoje as maiorias são para aniquilar.

Não se pode ser anti-feminista mesmo sendo mulher. Não pode. Porque as mulheres têm de ser feministas custe o que custar, porque se não o forem são contra as mulheres (ah! ah! ah!). Acontece que não sou feminista precisamente porque defendo a liberdade e igualdade para  todos os indivíduos e por isso não posso estar do lado de quem reivindica liberdade para as mulheres sonegando as liberdades aos homens,  de quem hoje transformou uma luta por direitos numa espécie de “luta de classes” pela supremacia feminina.  E não, não devo a minha liberdade às feministas. Devo-o às Mulheres corajosas que um dia resolveram lutar pelos seus direitos humanos como se luta pelos direitos das crianças, negros, cristãos e tantos outros e a quem alguém chamou de “feminismo” como se lutar por direitos fosse um exclusivo feminino. Devo-o a mim que com a minha determinação nunca baixei os braços na conquista dos meus ideais e por mérito cheguei onde quis.

Também sou branca o que é grave. Porque os brancos são a razão de todos os males no planeta. São os que discriminaram, os que escravizaram, os que dominaram. As minorias são puras, castas e “coitadinhos”. Nunca fizeram mal a alguém.  Deve ser por isso, quando em maioria, como na África do Sul, andam a chacinar brancos; na Nigéria o Boko Haram persegue cristãos e escraviza meninas e por cá, quando são negros a arrancar um punhado de cabelos a uma rapariga branca numa luta violenta por razões fúteis, nenhum SOS Racismo se importa com isso. Ah! E a palavra “slave” vem de eslavo, da etnia eslava da Europa de Leste que  foi escravizada por muçulmanos. Pois.

Ser heterossexual também é pecado porque é “anti natura”. Dizem eles. Se nascemos “sem género”  o “normal” é  nos amarmos todos uns aos outros sem tabus, mulher com mulher, homem com homem, crianças com adultos, irmãos com irmãs, pais com filhos. Amor tem de ser vivido sem restrições impostas pela sociedade (???).  Em liberdade absoluta. Que o digam os defensores da Ideologia de Género que já se ensina nas escolas aos meninos da primária.

Ser anti-marxista, também não pode. Esta ideologia que matou milhões de inocentes para impor-se e mesmo assim não conseguiu vingar,  infiltrou-se na sociedade com o revisionismo de Gramsci,   promovendo  a inversão dos valores sociais: os professores são agredidos pelos pais a soco e pontapés quando chamam a atenção a miúdos indisciplinados; os polícias são recebidos à pedrada e conotados de racistas  quando são chamados a intervir em rixas de moradores; os professores são estimulados a passar alunos com 7 negativas e  o superior a deixar   entrar com média negativa para dar a hipótese de todos serem “dótores”; às crianças de 5 anos é-lhes ensinado que não há sexos e podem ser o que quiserem (homem, mulher, trans, e por aí fora); ao homem é-lhe dito que por ser homem é opressor e tem de lhe ser retirado direitos. E tantas outras parvoíces marxistas. Não defender isto é ser “fascista de extrema-direita”.

Ser anti-drogas? Ui! Essa então é fatal. Então onde já se viu proibir a liberdade individual de cada um se drogar à vontadinha, em espaços públicos e com apoio do Estado? Isso é “ditadura”, dizem eles. Promover uma sociedade limpa de estupefacientes que aliena as pessoas  é coisa de “conservadores extremistas”.

Ser pró-vida é ainda pior mesmo numa sociedade que tem pílulas para tudo até para o dia seguinte e camisinhas,  de borla.  Os abortos são um “direito anticoncepcional” onde cada indivíduo tem o poder de decidir se mata ou não uma criança porque ela cresce no seu corpo. É propriedade sua. Dizem. Por isso considera-se normal que haja adolescentes já com 12 abortos no currículo e leis que permitem matar bebés à nascença. Tudo “normal” em nome do progressismo para depois se defender que é preciso bebés estrangeiros para aumentar a natalidade (Ah! Grande George Soros!).

E ser do povo? Oh que tragédia! Escrever nos mais conceituados  blogues existentes e ter milhares de seguidores por conseguir através da minha escrita chegar a toda a gente, sem excepção, horroriza a classe intelectual que não me perdoa por tamanho “atrevimento” e que se acha dona e senhora destes espaços ridicularizando ou menosprezando todos aqueles que escrevem e pensam de forma mais popular. Uma blasfémia, portanto.

Sou mesmo um “perigo social”.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Marcelo tornou-se vulgar

A vulgaridade da actuação de um homem que é representante máximo, de um órgão soberano de poder político em Portugal, é o descaracterizar do simbolismo do cargo e magistério de influência que este tem no andamento dos dias do País. Marcelo é egocêntrico, Marcelo gosta que falem dele, Marcelo quer a direita, a esquerda e o centro em uníssono na próxima votação presidencial, mas hoje, arrisca-se a pelo menos não ter 2 dos três variantes do espectro político: A direita e o centro. Tudo por querer saciar, primeiramente, um ego incontrolável e, por outro, conseguir dar corda a António Costa para que este se enforque no final. Sim, desenganem-se que Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, goste de gerir tempestades, isso fica para contas de outro rosário, para estadistas de elevado calibre que consideram que cata-ventos não são aptos para a função presidencial.

Reparem que não é mau que Marcelo dê corda a António Costa, é uma estratégia política inteligente e bem conseguida, até como se vê pelas reacções cada vez mais intempestivas do primeiro-ministro a qualquer indignação contrária de elementos opositores à sua farsa governativa, o problema, é que Marcelo para conseguir “exceder”, os poderes constitucionais que tem, gorando o poder de António Costa e tornando-se a primeira figura do plano político português, teve que sacrificar o institucionalismo “normal” do seu cargo para que o poder dos afectos, lhe dessem ainda mais legitimidade do que já tem enquanto detentor de mais de 51% dos votos dos portugueses.

A manutenção dessa estratégia da “mão invisível”, uma ideia minha que tenho insistentemente escrito em artigos sobre Marcelo, tem custos. Não existem almoços grátis na consagração harmoniosa e consensual de um presidente da república especialmente em tempos estranhos, onde um homem usurpa o poder por motivos patológicos, e temos uma geringonça social-comunista pronta para nos levar para a quarta bancarrota em 45 anos de democracia. Marcelo de facto tinha que inovar, tinha que ser o principal, conseguiu, mas os modos para lá chegar roçaram o inacreditável nos últimos tempos e os portugueses em geral perceberam isso retirando valores às notas exorbitantes de popularidade de Marcelo.

Não havendo primeiro-ministro com níveis de decência, visão e articulação gramatical aceitáveis, não havendo um presidente da república capaz de gerir conflitos e que seja o pedestal da “reserva política” da nação, Portugal caminha a passos largos para a nova armadilha do ciclo económico descendente, sem ter feito reformas estruturais para se aguentar em períodos negros e, isto tudo, sem líderes no comando da navegação. Os portugueses tem que reflectir, em Outubro de 2019, se querem mais 4 anos de estagnação ou se querem que o Estado saia da frente, em áreas onde se gere riqueza, e possamos finalmente a sentir o cheiro do dinheiro nas nossas carteiras.

Mauro Merali

 

Coisas do Submundo e de Shangri-la

Portugal não tem muito jeito para ser estável num horizonte temporal longo, sempre que as águas tentam acalmar num ponto de equilíbrio, mais ou menos entre um precipício dos credores internacionais e uma mascara de oxigénio de curto prazo, o PS chega sempre como o primeiro e agora não único, elefante branco na loja de porcelana chinesa que é hoje a Economia Portuguesa, não dando espaço para quem quer investir e que tenha capital nos traga investimento reprodutivo, mais e melhores salários, como nos coloca numa posição de País dependente de estupefacientes alheios e de joelhos perante o resto do mundo, mendigando os restos para que a sua oligarquia vigente perdure e ainda tenhamos de aturar as crónicas peludas da Fernanda Câncio escritas numa cama perto de si na Ericeira.

A inércia imutável da realidade portuguesa não se estende somente à permanência de um governo social-comunista ,que tem uma troika de partidos que querem armadilhar o aparelho de Estado para os seus interesses próprios, estende-se também a uma comunicação social que pouco escrutina António Costa e seus muchachos e que deixa passar ao descoberto contas públicas insustentáveis, maquilhadas com cosmética barata comprada no Intendente, um sistema de saúde que está a ser contorcido com a maior da veemência, atrasando pagamentos às farmacêuticas e outros fornecedores, financiando despesas correntes hospitalares e aumentos de salários irresponsáveis, e ainda um governo com tiques de nepotismo, colocando a filha, o sobrinho e o periquito da loja da Dona Amélia num governo suado, acabado e sem rumo.

Costa e Centeno escolheram alocar os recursos, que são escassos por norma económica, num cesto, enquanto que outros estão vazios e com equipamentos hospitalares a perderem valor a cada ano que passa, sem substituição que estes precisam, diminuindo a “barriga artificialmente”, mas não preparando os cortes certos para que, quando no momento de “expiração”, esta atinja o cinto, este não arrebente.

O ciclo económico mudou. O Mundo inteiro sabe e maior parte dos Países europeus fizeram o seu trabalho de casa doméstico no campo orçamental. Portugal ficou para trás porque quis, porque o ego supremo de um individuo ultra narciso assim o quis. Assim vai o País das fantasias do arco da velha que cujos hábitos que se repetem de modo cíclico nunca são alvo de eliminação. A realidade é dura, e nem Shangri-la ou outra terra do mundo esotérico nos salvaram do próximo colapso económico.

Mauro Merali

Marcelo está ao mesmo nível de António Costa

Marcelo está adoptar uma táctica inteligente da ciência política que tem como pilar fundamental o que eu chamo de “terceiro olho”, ou seja o Presidente “tudo vê”, “tudo sabe” e “em todo o momento está presente”. Portanto, quer dar uma mensagem que está atento aos problemas gerais da nação e assim estender o seu poder da “mão invisível” dos afectos mais além. O problema, é que o abuso desta táctica pode levar a danos irreversíveis na reputação de um Chefe de Estado e comandante supremo das forças armadas, pois, em vez de reforçar a sua autoridade institucional e por sua vez natural, por força normal do cargo que exerce, Marcelo banaliza o seu cargo ao nível dos comentários do seu Primeiro-Ministro que aborda a sua tom de pele para se defender de situações que não sabe resolver.

O Presidente tem que perceber, efectivamente, que dar um abraço ou confortar com um beijo mais ou menos técnico na face de um individuo que agrediu um policial à pedrada, é um ataque ao Estado de direito democrático, pois legitima um criminoso- crime à integridade física acrescenta-se- e a sua intenção que foi imortalizada na memória de quem sofreu com a agressão e Marcelo não fez o mínimo esforço para tirar uma selfie com o senhor agente, levando o próprio sindicato da autoridade policial a desdenhar Marcelo e bem. A autoridade e os poderes de Marcelo estão cada a diminuir cada vez mais quando abre a boca, se num primeiro período os “afectos” davam para colocar a geringonça no sítio, sendo Marcelo em tempos passados a única reserva mental do regime hoje não passa de um bobo da corte.

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Marcelo conseguiu a tripla proeza de não só colocar o circo em Belém e banalizar o seu cargo, como desautorizar as forças do Estado que nos protegem a todos nós e, pelo que se vê, ninguém os protege. É ainda de lamentar que Marcelo tenha perdido o discernimento devido ao seu egocentrismo, perdendo a oportunidade dar o golpe final que tanto queria em António Costa quando este tivesse com a batata quente nas mãos, dando lhe corda até esse “juízo final”. Uma oportunidade perdida que lhe daria um lugar na história por ter livrado Portugal do fardo da geringonça social-comunista que nos sacrifica enquanto País a prazo.

Assim, Marcelo ficará na história como uma criatura simpática no primeiro momento e cínico no segundo, sempre para se aproveitar dos “restos alheios” e tentar assim insuflar o seu mandato de flores utópicas de contentamento, que no fim não vão servir rigorosamente para nada a não ser rebaixar a já baixa reputação da república junto dos cidadãos e de um regime oligárquico engravatado que está pela hora da morte.

Mauro Merali

 

 

 

A Economia Portuguesa não resistirá a uma nova Gerigonça

O grande desafio da Economia Portuguesa no período de ajustamento financeiro e, já agora, de intervenção internacional, era o de tentarmos um novo modelo macroeconómico de crescimento que fosse ao mesmo tempo saudável e de longo prazo. Por modelo de crescimento saudável entendemos uma economia de pequena dimensão como a portuguesa mas aberta ao mundo, que consiga crescer em grande medida pelo lado da procura externa- exportações de bens e serviços- bem como pelo lado do investimento privado externo que nos desse retorno depois nas exportações e com mais valor acrescentado. Para que tal façanha fosse sustentável, o governo de Passos Coelho restaurou a credibilidade e o crédito internacional ao erário público como pelo meio ainda fez acordos fiscais com gente responsável do PS que cujo nome do líder traz saudades: António José Seguro.

Este era um modelo que nos escapava faz décadas e foi implementado com sucesso relativo. A continuação de mudança de um modelo estrutural de crescimento depende do que eu costumo chamar de “passagem de testemunho”, ou seja, os governos seguintes tinham que dar continuação e gerar novas reformas estruturais, algo que com António Costa não acontece. Parece masoquismo da minha parte, mas a nossa futura desgraça-devido à laxação e preguiça em reformar- é a bomba relógio principal que Costa e a sua trupe tem na mãos. Os vários pregos no caixão que Costa mandou vão se virar contra o mesmo num futuro muito próximo, pois Centeno já mudou de discurso há muito e até Costa segue a cartilha do seu ministro das finanças. O problema é que chegaram tarde, vejamos porquê:

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FONTE: Trading Economics, via Banco de Portugal

O indicador coincidente de atividade económica do Banco de Portugal, bastante fiável na antecipação da viragem de ciclos económicos, já nos tinha alertado em meados de 2017( barras rosas que mostram a tendência de abrandamento),que a Economia Portuguesa tinha chegado ao “ponto de inflexão” do seu ciclo máximo de crescimento que se iniciou em 2013. Segundo os “analistas” do Largo do Rato, a austeridade de Passos não funcionou, mas o facto é que como se vê no gráfico, a tendência de viragem da recessão inverteu-se em meados de 2012 antecipando crescimentos positivos em 2013 como aconteceu no 2º trimestre desse ano. Sim senhor, Costa este crescimento deve-se única e exclusivamente a Passos Coelho e não a si. A Economia Portuguesa cresceu APESAR DE SI, isso é que é primordial na análise.

A barra a bourdeaux(entrada da geringonça), mostra-nos que a Economia começou a ressentir-se com a mudança de políticas que Costa e Centeno queriam implementar. O facto, é que a economia abrandou no 1º e 2º trimestres de 2016 com os mercados(quem nos financia as nossas luxurias), a recearem uma nova pré-bancarrota para breve, entretanto Costa e Centeno recebem “avisos” de Bruxelas e possíveis sanções caso continuassem com a mesma política orçamental, no final Centeno começa a cativar. Nada é ao acaso, simplesmente a comunicação social encobre a incompetência de um governo que usa políticas orçamentais conjunturais em vez e estruturais e surfa ainda no ciclo económico positivo e ascendente criado por outros. Mais habilidade e matreirice não existem.

Para finalizar. Já está disponível a execução orçamental de 2018 que gostaria de analisar noutra altura mas que já nos mostra o monstro que Costa ajudou a criar. O défice de 2018 desceu cerca de 500 milhões de euros de 2018 face 2017, mas ficou acima da meta e, além disso, o ajustamento orçamental foi totalmente efectuado pelo lado da receita, uma vez que a despesa não desceu mas sim aumentou uns impressionantes 3000 mil milhões de euros de um ano para o outro. Tal aumento foi compensado por um acréscimo de receitas efectivas(5,2%), ou mais de 4 mil milhões de euros de aumento face ao incremento da despesa em 4,5%. Tanta percentagem e números para chegarmos a conclusão que estamos a gastar cada vez mais baseando nos em mais receita que provém de um ciclo económico positivo. Em recessão, a receita diminuirá e a despesa ficará lá toda, cada vez maior e o défice resvalará aumentando a nossa dívida pública para a segunda maior da Europa e a terceira maior do mundo.

Ser o “contabilista chato”, faz parte, nós avisamos, somos maquiavélicos dizem, frios, mas contas são contas. A matemática é a ciência mais mortífera do mundo.

Mauro Merali