Banhos de Ética

Sobre o afastamento da PGR Joana Marques Vidal, eis algumas das frases proferidas por Passos Coelho.

Frases que numa situação normal, deveriam ter sido proferidas era por Rui Rio, e algumas até Marcelo, mas bem pelo contrário, um calou-se e andou a fazer o papel de idiota útil, e sempre que abriu a boca foi só para dizer patetices, bacoradas, e idiotices, inconsequentes, e o outro, não só esteve metido no lamaçal, como nele tem andado a chafurdar, até à raiz dos cabelos.

“não houve a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”;

“sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”;

“assisti sem surpresa” (ao seu afastamento e a todo o processo);

“a defesa de um mandato único e longo é uma falácia para justificar a decisão”;

“a Constituição não contém tal preceito”;

“desempenhou o seu mandato com total independência, sem que ninguém de boa fé possa lançar a suspeição de que tenha feito por agradar a quem tinha o poder de a reconduzir”;

“exerceu o seu mandato com resultados que me atrevo a considerar de singularmente relevantes na nossa história democrática”;

“Não era a mim que deveria ter cabido a acção de defesa e reconhecimento de que é inteiramente merecedora”;

“menos compreensível é que quem pode e deve ser consequente nesse reconhecimento não esteja interessado em fazê-lo”;

Grande Passos Coelho, até ausente, continuas a demonstrar possuir os valores, a espinha dorsal, a frontalidade, e a dar lições de honestidade, integridade, seriedade, que fizeram e fazem de ti um Senhor.

Caro Passos Coelho, como em tempos disse um pacóvio patético idiota que de vez em quando aparece por aí, deste um “enorme banho de ética” a toda esta corja a que estamos entregues. Inclusive ao gajo que nos prometeu esses tais banhos de ética.

Rui Mendes Ferreira

Costa não quer luta contra a corrupção

Nunca as coisas foram tão claras como agora, ao tomarmos conhecimento que Costa não colocou na lista a apresentar junto do Presidente da República, o nome de Joana Marques Vidal para o cargo de PGR. E o mais incrível disto tudo é que ele nem sequer disfarça. Podia ter incluído o nome só para “inglês ver”. Mas não. O acto de omitir o nome é uma clara mensagem ao Presidente da sua intenção de não a ver renomeada. Clarinho como a água.

Assim, Costa declara que “não vê” qualquer mérito no trabalho de 6 anos da actual PGR.  É isso mesmo! Portanto, a brilhante “Operação Marquês” que pela primeira vez na história de Portugal coloca no banco dos réus políticos, banqueiros e  ex-governantes como José Sócrates, Ricardo Salgado e Armando Vara entre outros por fraude e branqueamento de capitais; a corajosa “Operação Fizz” contra ex-presidente angolano igualmente por corrupção; o megalómano “Processo Universo Espírito Santo” sobre o maior colapso financeiro registado em Portugal com ligações políticas nefastas para o erário público; e ainda a menos badalada “Operação O Negativo” de que já nem se fala, mas igualmente grave e que envolve o ex-presidente da Octopharma  e o ex-presidente do INEM, num esquema que envolvia a venda de plasma sanguíneo, lesando gravemente o Estado, não são currículo mais do que suficiente para reconduzir esta competentíssima profissional. Não senhor. É “currículo a mais” para o cargo que se deseja ser desempenhado por gente frouxa, “amiga do seu amigo”. Ao estilo daquele que safou Sócrates quando ele era ainda primeiro ministro. Percebem?

É preciso, portanto, chutá-la dali para fora por falta de “perfil adequado”. Porque para governos opacos que gostam de se mover em lodo, transparência, justiça e separação de poderes não interessa nem um pouco. Porque isso torna-se um obstáculo ao “safanço” dos amigos entalados na justiça  e que com uma “Joana Marques Vidal” no caminho, poderão ser uma ameaça, abrindo a boca, levando consigo outros para o banco dos réus assim que perderem a imunidade parlamentar. Estão a ver o problema? Assim,  Mulheres determinadas, isentas e sem qualquer hipótese de compadrio, não são desejadas no meio podre da máfia portuguesa, que ameaça todos de alguma forma, de tantos tentáculos que os ligam entre si.

O problema é que ao não reconduzir Joana Marques Vidal, Portugal perde credibilidade porque está a passar a imagem para o exterior, de que não privilegia o combate à corrupção, antes combate quem lhe faz frente de forma exemplar. Cá dentro passa a imagem de que não existe justiça igual para todos, nem separação de poderes mas sim, arranjos políticos tal como nos países do 3º mundo. É a desacreditação total de uma Nação que se diz democrática mas a toda a hora se comporta como numa ditadura.

O único que pode e deve salvar a honra deste país, é o Presidente da República com o poder de decisão que lhe cabe nestas circunstâncias, de acordo com a nossa Constituição. Será dele a última palavra. E dele, espera-se sentido de Estado que ponha ordem nesta bagunça. Falta saber se será essa a decisão, para dar continuidade a um trabalho louvável e irrepreensível ou se vai deixar que a política tome conta da justiça em Portugal.

Esperemos que a defesa pelos interesses da Nação e não outros, fale mais alto na hora de assinar.

 

Cristina Miranda

 

Via Blasfémias

António Costa é um Ditador

O Partido Socialista seja de António Costa, Sócrates, Mário Soares ou qualquer outro líder da agremiação do largo do Rato, adora brincar com elementos industriais bastante maleáveis, dos quais tem a plasticina como elemento principal. Entende-se por plasticina do PS o regime, a democracia portuguesa, todos nós! O Partido Socialista faz jus ao seu nome, dá se muito mal com a liberdade dos indivíduos, com a nossa liberdade de escolha, pode ter medo que não escolhamos o socialismo- Como diria Thatcher- querendo tapar todos os buracos negros que tem de qualquer forma, usando para isso os instrumentos de regulação de uma sociedade, tendo a Justiça como principal alvo. Controlando a Procuradoria, como controlou no passado, com Sócrates ao comando, Costa passa a ter outro boneco à frente dos destinos da Magistratura. O caminho do PS é sempre o rastejante, o perigoso, o de colocar de mãos dadas a política com a justiça, duas forças opostas que deviam estar separadas por força ética constitucional(e estão).

Um caso que posso falar aqui, é publico portanto, tem como representação um acto que nós em Portugal achamos normal, mas que no resto da Europa é visto como sobreposição dos interesses políticos sobre o judiciário. Claro que o PS abusa de tal coisa, que se chama a “prática do beija mão”, em 2015, António Costa convida Joana Marques Vidal para uma “reunião”, no Largo do Rato onde este com certeza pensava que a senhora Procuradora era mais uma vendida como todos os procuradores nomeados pela Partido Socialista que fizeram o seu trabalho como deve ser, ou seja, distorcer o ritmo normal das coisas no ramo judiciário, virando o jogo a favor de um Partido, algo duplamente lamentável, mas que cuja receita queria repetir. Qual foi a resposta de Vidal? Veja abaixo!

PGR.png
FONTE: DN, de 2015.

Como qualquer órgão constitucional, e com poderes separados do governo, a acção foi a mais correcta, a mais ponderada relegando a batata quente para quem a mandou primeiro. Costa apartir daí teve e constituiu uma guerra fria com Vidal, até hoje. Até ao dia em que a quer substituir por mais um amigo seu e do governo do qual é Primeiro-Ministro não eleito. Um Procurador(a), que abafe os casos dos seus ex-Secretários de Estado do caso GalpGate, alguém que coloque o ex-Banqueiro do Regime livre dos seus próprios actos. Duvido, e aqui tenho sérias dúvidas, se Costa quer Sócrates livre. José Sócrates livre era um perigo, uma espécie de bomba atómica, para os planos socialistas de Costa de poder absoluto. Sócrates sabe demais, talvez este tenha um fim mais condigno com o que fez ao País.

E para reforçar o que acabei de dizer, leiam este excerto do DN de 2015:

PGR II.png
FONTE: DN, 2015

Como podem os prezados reparar, a Procuradora colocou-se à disposição para discutir matérias do âmbito de reformas judiciárias e outros afazeres para melhorar o processo lento da nossa justiça. Costa recusou a audiência, não agendando outra. Uma pessoa que queira debater o estado do País, aceita o convite. Uma pessoa que quer “amarrar”, condicionar, manipular um dos entes judiciários mais importantes do País, faz isto, recusa. António Costa é um ditador.

Mauro Oliveira Pires