Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política

Os 3 anos de governação de António Costa, com a novidade coadjuvada que sabemos, trouxe-nos a boa nova de sabermos que, para além do Primeiro-Ministro repetir casacos em tempos de tragédia, de tratar “muito bem” a língua portuguesa, Costa iniciou um dos períodos mais negros da nossa história democrática- O inicio de uma ditadura disfarçada, onde só o PS pode dialogar com todos, da esquerda à direita, fazendo desta última uma espécie de saco de caramelos que utiliza quando o casamento com Jerónimo e Catarina entra em tensão, tudo com ajuda dos “primos” que tem na comunicação social, que lhe levam às costas não só por serem igualmente adeptos da cultura esquerdista como por António Costa fazer parte dos círculos “IN” e restritos de Lisboa. Quem é da oligarquia é sempre recompensado de alguma forma, Costa é desta.

Costa não respeita ainda o debate democrático, não responde a perguntas e, quando se dá ao trabalho, responde de forma dúbia, duvidosa, escabrosa e a gozar com o adversário, tiques esses que nos remetem para a era quando era braço direito de quem iniciou essa forma de comunicação baixa em Portugal: Sócrates em tempos de maioria absoluta.

Costa não tem ainda um plano de médio e longo prazo com reformas estruturais que mudem o nossa forma de crescer, Costa não tem um plano de incentivo à poupança interna quer atracção da mesma mas de modo externo, num País que tem um défice de capital enorme o que impede melhoramentos no processo produtivo, mais valor acrescentado e maiores salários. Costa faz tudo ao contrário, sobe salários da função pública e custos/despesas que se tornam cada vez mais rígidas e difíceis de reverter para futuro. Costa contrata despesas futuras com base em impostos futuros que não sabe se pode pagar. O Primeiro-Ministro quer distribuir riqueza sem a gerar primeiro ou dar condições para isso.

Aliás, Portugal não vai passar de investimentos de 50 milhões de euros, 150 milhões de euros ou um pouco acima, se não tem um plano fiscal que seja acordado entre os maiores partidos e que seja à prova de bala face a PCP e BE. Um plano que seja previsível e estável para que os empresários saibam com o que contam. A reversão da reforma do IRC em 2016 mostrou que Costa além de não saber o que faz, não sabe o que é gerir uma empresa, não sabe que uma folha em branco onde todos querem escrever ao mesmo tempo é caos e perda de tempo,  e tempo é dinheiro em negócios. Ter uma Economia a crescer ao sabor do vento, das marés e do sol, sem pensar em algo estruturante quer a nivel económico quer a nivel de finanças públicas, que nos proteja do caos externo, é um prego no caixão de Costa que só ele o pode reverter sozinho.

3 anos perdidos, 3 anos com perda de qualidade democrática, 3 anos em que Pedro Passos Coelho e António José Seguro fazem falta pela hombridade, verticalidade, honestidade, frontalidade com que enfrentavam os problemas. Seguro sabia que o caminho de Passos e do País eram difíceis, ajudou nos bastidores e ao vivo, com uma reforma do IRC que foi elogiada pelas instâncias internacionais. Tempos em que as instituições funcionavam, não foi há muito, mas já deixam saudades.

Mauro Oliveira Pires

O PSD está a destruir o PPD

O sinal mais inequívoco que podíamos ter neste momento, em que não temos oposição ao governo Social-Comunista de António Costa – por mais que Assunção Cristas se esforce, e fá-lo bem – é que o mesmo anda solto, livre, sem amarras, cometendo um sem igual número de disparates por metro quadrado, que assusta qualquer alma desesperada em se ver livre de tal poluição visual. O Primeiro-Ministro, não eleito (é sempre bom recordar) em qualquer País com mecanismos institucionais fortes, era considerado o verdadeiro, enfim, o expoente máximo do que se chama vulgarmente o “bobo da corte”. Não por ser divertido, mas por ser o bobo com uma tromba excessivamente grande que destrói um palácio inteiro – entenda-se por palácio o nosso país – devido aos seus caprichos bastante vulgares que são inatos ao próprio homem, como a excessiva arrogância, a prepotência e uns pós de maquiavelismo pelo meio. Obviamente que esta tipologia ou morfologia de homem – entenda-se um homem perigoso, não o vulgar homem que é o sexo masculino… Por mais que duvide da sexualidade de António Costa, sou pragmático na escolha do sexo do mesmo – adiante, tal criatura não tem alguém que lhe chegue, nem CDS, e como historicamente devia ser, o PPD/PSD. Não conheci Francisco Sá Carneiro, mas, do pouco que lhe conheço – não faço como muitos que usam o nome do dito para se promoverem – era um homem honesto, não “hernesto”, que amava a liberdade, não coletiva, mas individual, que pensava, e muito bem, que cada um de nós tinha o destino na mão e que conseguíamos construir a nossa vida num livre mercado onde cada um arcava com as consequências dos seus atos. Sá Carneiro era liberal, um homem que acreditava num Estado pequeno, mas com uma rede social mínima, um homem que sabia que só o valor das pessoas podiam levar Portugal a outro patamar sem ser a mediocridade neo-comunista da coletivização da produção e da sua nacionalização. Portanto uma matriz em tudo semelhante ao estilo de Pedro Passos Coelho, seu sucessor não de sangue, mas de aspiração política, uma cópia não facial, mas de valores morais e económicos. É verdade que o liberalismo de Sá Carneiro é diferente do de hoje, é verdade que Sá Carneiro, hoje, pode ser considerado um homem de direita liberal e não tão “liberal” como muitos gostariam que fosse – inclusive eu próprio que não gosto que alguém se meta na minha vida, muito menos o Estado, com o qual não assinei nenhum “contrato social” – … mas, dizia eu, o liberalismo de Sá Carneiro e Passos Coelho é o que faz o PPD ser o Partido especial, reformista e que salva o País nos momentos mais difíceis, por mais que tenha igualmente gente que não presta e não valha um chavelho. O PSD de Rio, a Social-Democracia, vulgo Socialismo Democrático, esse sim, o compadrio do Bloco Central de interesses quer destruir os valores que devem e deviam ser a matriz do que é hoje o PPD/PSD, um Partido das pessoas, para as pessoas e liberal, não uma alcofa para os pés de António Costa. Alcofa é Catarina, Alcofa é Jerónimo, Alcofa é Mário Nogueira e Arménio Carlos, Alcofa é toda a escumalha comunista que coloca os seus interesses próprios do tacho governativo, acima da soma dos interesses individuais de cada português, que em conjunto formam uma Nação. Rui Rio – este Rio, seco – é tóxico para a “direita” portuguesa, e ainda mais para o PPD, que está refém do PSD e dos seus interesses socialistas. A distribuição de cargos, a maçonaria, e certos interesses empresariais das oligarquias do regime, movem muita coisa, mas Rio podia e devia ter mão, não tem, é excessivamente fraco. E assim, fraqueja os seus, o “seu Partido”.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Passos Coelho é a Alternativa

Vasco Pulido Valente, em entrevista ao Expresso, aborda um tema tremendamente interessante que tenho já desenvolvido aqui e que pessoas mais perto do meu círculo de leitores e amigos mais atentos já conhecem: Passos é o futuro do PSD. É um tema que não largo pela importância em questão da pessoa, Pedro Passos Coelho é tratado pela esquerda caviar e muita gente da “direita”, como se fosse mais um, ou aquele palito que se perdeu na palha que a cor é tão próxima que ninguém consegue mergulhar em tamanha carneirada de palha.

Mas, lá está! Passos não é igual à “manada”, foi tão diferente, irreverente e com um pensamento estruturado para o futuro do País que ninguém lhe perdoa tal indelicadeza de não fazer parte da família Oligarca Socialista vigente. Ser diferente em Portugal paga-se com isso, inveja, jogadas de bastidores, traição e falsos sorrisos. A facada final a Passos foi a mistura disso tudo e tão concentrada que o veneno se virou contra o feiticeiro.

O veneno, esse, as tais facadas, viraram se contra Rio, se o PSD de Passos estava “amorfo”, “acabado” e o de Rio iria trazer os tais ventos de esperança, saiu talvez dos maiores flops de sempre desde Santana e Marcelo.

Rio não tem carisma, não faz oposição a Costa que é mais fácil do que se imagina, pois, para além de tamanhas calinadas gramaticais do Primeiro Ministro, digno de um ser mais recôndito e estranho lugar do planeta, Rio tinha ainda dados orçamentais que este Governo inverteu toda a sua estratégia desde o inicio da sua governação, Centeno cativou em vez de gastar, Centeno elaborou a mais restrita mão de ferro desde Salazar nas Finanças em 1928, Centeno controla todos os outros ministros e Centeno faz o que precisamente Vitor Gaspar fazia em anos de Troika, mas que Costa rejeitou absolutamente nas eleições de 2015 e com o apoio público que deu ao Syriza.

Tudo isto porque a direita em comunicação, em arranjos conjuntos e Marketing vale, como se diz na Amadora, BOLA! Por oposição a este PSD, ou PS II, como queiram chamar, o PSD de Passos Coelho tinha capital político quer se gostasse ou não, tinha o símbolo da resistência e garantia de independência face aos interesses, tinha o capital da credibilidade de ter salvo o País da pior crise financeira de sempre e que muitos hoje falam pouco, mal e como se tivesse sido fácil gerir com pinças um País de aventais e parasitas no poder.

Por isso, não são Sebastianismos, não é falar mal por falar, não é fazer de Maya e elaborar previsões da volta de Passos, é simplesmente constatar o óbvio, a “direita” é socialista, a “direita” não é a alternativa, porque não tem discurso, é politicamente correcta, é enfadonha e pobre de espírito. Pobres ainda mais são os seus eleitores por não terem em quem votar.

Passos agregava os votos dos Liberais, alguns do centro, do CDS e até dos votantes do PS do Norte, tudo porque:” Ele até me retirou o subsidio de natal, mas levou o barco para onde quis, ou seja para bom porto“. Todos subestimaram o efeito da sua saída, até gozaram, hoje é o que se vê, um PSD a caminho de Alcácer Quibir(Obrigado Vasco!).

A estratégia de Costa é tornar-se absoluto no poder no plano interno da governação. Depois da passagem a Primeiro-Ministro, Costa quer enfrentar Marcelo ou substituir-lhe. Este é o medo de Marcelo. Este devia ser o medo de todos nós, perpetuar o poder a um homem perigoso, de mentalidade ainda mais perigosa que só pensa no seu ENORME ego. É pena que o PSD deitou fora o único que o derrotou, sim derrotou, Passos derrotou António Costa por mais geometrias e matemáticas que façam.

Para terminar. Se reparem meus caros, Catarina Martins tinha ataques de gritos semanais, diários ou até à noite com Passos, a Jerónimo até lhe cresciam mais rugas com tanta mão e punho ao ar contra Passos. Já com Rio, esse para eles é uma Jarra e não falam dele, e quando falam são uns minutos. Um líder quando incomoda é porque tem valor e,  como veem, Passos tinha-o.

E não, Passos não é passado, Passos é o futuro, é liberal, acredita na liberdade individual, e também é pragmático, porque sabe que num País com mais de 40 anos de socialismo a cassete não se muda assim, Portugal é um caso à parte da Europa como sempre foi, e não é agora que deixaria de ser tanto para o lado positivo como para o negativo. Não vamos encontrar outro assim,  a não ser que conheçam alguém anti-sistémico e liberal ao mesmo tempo com dotes carismáticos pelo meio. Apontem me se faz favor, é que não encontro.

Mauro Oliveira Pires

 

A Táctica da Toupeira

O grande Puzzle do nosso tempo, pelo menos na minha óptica, é tentar perceber as charadas da nossa esquerda e extrema esquerda, hoje duas variáveis que entraram em processo de fusão acelerada, para que se torne imensamente impossível distinguir um Partido Socialista, dito moderado e Social Democrata, dos seus coadjuvantes parceiros caricatos PCP e BE. Esse é um dos grandes perigos da nossa democracia cada vez mais doente e bafienta, é uma esquerda refém do populismo barato dos votos à vista e uma direita que só é mesmo direita devido à posição que ocupa no parlamento, que sofre hoje uma crise identitária, tendo um medo quase que existencial  de sair do “armário”. Tenho falado aqui no PortugalGate e, espero continuar a insistir nestes pontos, que precisamos de pactos de regime entre os três maiores Partidos, não de um Bloco Central mas de um acordo de “cavalheiros” que coloca-se o País acima das jotas e dos aparelhos de bugiganga dos Partidos do Regime em Portugal.

Um Pacto que fosse incisivo na resolução dos no(s) nosso(s) problema(s) macroeconómico(s) talvez mais importante(s), que são a falta de poupança e descapitalização das empresas Portuguesas no geral, o nível de fiscalidade directa e indirecta e a sua continua imprevisibilidade impedindo que haja investimento reprodutivo com valor acrescentado, ou seja, que crie mais riqueza através de meios de produção mais “avançados”, pagando melhores salários. Só com este ciclo de menos impostos, menos despesa pública com maior previsibilidade fiscal e queda continua no longo prazo, só assim se gerará mais poupança e por conseguinte mais investimento quer interno quer estrangeiro. Um processo lento e longo com mais de 10 anos de duração que nenhum político quer fazer, o que quis fazer já saiu, ninguém se apercebeu da enorme perda para Portugal.

Hoje todos colocam a cabeça na areia, Catarina e Jerónimo falam de reversões, sabem que não acontecerá nada de relevante e insistem na ladainha fazem o seu papel de figurantes do reino. Costa está no seu ambiente ideal, tem sol à direita e chuva com chapéus de chuva à esquerda, escava buracos entre as várias dimensões que separam os dois reinos, como se de uma toupeira fosse. O poder absoluto de António Costa equivale a uma derrota moral para Portugal, uma vitória do Primeiro-Ministro não eleito seja com maioria absoluta ou relativa é uma mensagem de conformismo, de estagnação, no acreditar que as coisas mudam com “beijos mágicos” e não com reformas estruturais profundas. O País votou em Passos, escolheu o caminho das reformas, é preciso não esquecer esse pequeno facto que hoje é de enorme importância, Costa só está à frente das sondagens devido à complacência e obediência da Comunicação Social que não escrutina as “calinadas” do Primeiro-Ministro em conjunto com uma política organizada de propaganda que faz lembrar o Governo de Hitler.

Um dos exemplos, talvez o que mais caracteriza o pragmatismo de Costa, foi a manutenção de maioria se não na totalidade das medidas de Passos do lado laboral, as reformas que apesar de insuficientes, permitiram uma queda continuada, ainda hoje se regista, na taxa de desemprego. Costa sabia que se revertesse este pilar toda a sua política estaria em causa, a inversão da taxa de desemprego traria pressão orçamental do lado das prestações sociais, logo mais despesa e pelo perfil da nossa Economia cada vez mais desemprego de longa duração e logo em vez de ser despesa “conjuntural” a mais é despesa “estrutural” a mais. Costa fez bem em não mexer, e ainda por cima com a ajuda da direita.

Não nos podemos esquecer, que António Costa em campanha eleitoral nas eleições de 2015 prometeu a reversão e mais uma vez a comunicação social não fez a táctica do barulho. E claro, também não nos podemos esquecer que o Partido do António também assinou o Programa da Troika, o PS reclama de mãos vazias e cumpre quando está com as mãos no “pote”, nada de novo. Felizmente que as reformas de Passos deram certo, vamos aos dados.

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FONTE: Trading Economics;

1º Ponto das Falácias do PS:” Passos destruiu emprego“, Camaradas, se ainda sabem ler gráficos, o PS governou de Sócrates Governou de 2005 a 2011, a taxa de emprego era de perto de 58% em 2008 em 2011 perto de 52%, uma queda de 6% em 3 anos da taxa de emprego, ou seja do numero de pessoas empregadas face à população activa. Pelo efeito do Ajustamento inevitável, corrigindo os sectores onde se criou emprego insustentávelmente, como nos sectores não transaccionáveis(Construção Civil à cabeça), a taxa de emprego teria que cair em pleno programa da troika, de 52% para 48,5% uma queda muito menos intensa que a do Governo Socrático Rosa, recuperando apartir de 2013. Depois Passos é mau.

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Fonte: Banco de Portugal, Estatísticas Online. 

2º Ponto das Falácias do PS: ” Passos fez aumentar a taxa de desemprego no seu mandato, logo a austeridade não funcionou“, José Sócrates encontrou o País em 2005 com uma taxa de desemprego de 7,7% em 2011 deixou nos com uma taxa de desemprego de 12,1% e com toda uma situação pantanosa com o fecho do crédito externo como podem ver na bolinha vermelha. Como referi no ponto 1, a situação de “reajuste” para cima da taxa de desemprego era inevitável devido aos “excessos” da nossa Economia no passado. Passos encontrou uma taxa de desemprego de 12,4% viu o pico de 17,5% no primeiro trimestre de 2013 deixando nos no 3º trimestre de 2015 uma taxa de 12,2%. Logo, no cômputo geral, a taxa de desemprego com Passos na governação até baixou entre o que ele encontrou e a que deixou, que mau é este Passos Coelho.

Lá está meus caros leitores, as falácias do PS são desmistificadas facilmente, é uma pena que a literacia económica em Portugal esteja pela hora da morte.

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

 

O Problema de Passos Coelho é Viver em Massamá

Tinha que dar continuidade a parte do meu artigo de ontem sobre os actos Parolos do Doutor Costa. Num pequeno pedaço de texto, fiz referência à fúria das oligarquias e dos “narizes empinados”, das Cortes de Lisboa face ao Ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, devido à sua nova condição de Professor Universitário Catedrático convidado do ISCSP. Quando se enfrenta marés e condições atmosféricas complicadas, no nosso caso, no mínimo draconianas face aos nossos problemas macroeconómicos e de finanças públicas, não é só necessário e, repito esta ideia, firmeza, frieza, espírito de sacrifício e abnegação para com o País, é preciso algo mais, é preciso ser Homem, não homem, para se ser Homem temos que ter espinha dorsal, temos que ter um caminho e seguir essa caminho por mais que os sussurros nos digam o contrário.

Passos teve essas qualidades, já muitas vezes falei aqui dele, e vou falar e voltar a repetir o mesmo que digo agora, não por questões de gostar da persona em questão, mas por mera admiração, quando não gostas de alguém quando assume um cargo e vez que ele é completamente diferente de tudo o que já viste até ao momento, fora da caixa, sério, trabalhador mas, acima de tudo, capaz de arrepiar caminho quando os espinhos da crise lhe estragaram outros planos de reforma que tinha em mente. Se esta experiência de governar talvez o Portugal com os maiores problemas estruturais de sempre em 900 anos de História, colocando o País de novo no “Mar” dos respeitáveis, sabendo que a recuperação era com pinças, então sinceramente não sei o porquê de tanta polémica de um Ex-Primeiro-Ministro dar aulas de Administração Pública, tendo o conhecimento intrínseco da questão e não só teórica! Mas igualmente prática.

O problema, será sempre o mesmo, infelizmente para quem não nasceu no berço certo, é do Norte, é retornado(Há portugueses que mantêm ódio de estimação), tem uma casa em Massamá, mas claro, o cerne, o grande problema de todos é que Passos não tirou o Mestrado em Paris, não comeu nas melhores pastelarias, não calça Prada e nem veste Louis Vitton. O ensino da cartilha, corporativista, dos “arranjinhos”, dos “doutorados” em Portugal não gostaram, a competência morde-lhes a razão, a teoria abafa-lhes a inteligência de um comum Mortal.

Perdoa-lhes senhor, eles não sabem nem o que fazem e nem o que dizem.

Mauro Oliveira Pires

António Costa: A Naja

O Político que, tomou de assalto o poder através de uma frente de esquerda, sem planos para futuro, não para de amealhar bolinhos da sorte à medida que a tortura da passagem do tempo nos atormenta com visibilidade da sua pessoa nos órgãos de comunicação social. Em 2014 António José Seguro deu nos o primeiro aviso à navegação, aos tripulantes, aos marinheiros, ninguém o ouviu, falou em falhas de carácter, e António Costa mostro-as, indo para Ibiza em tempos de incêndios, falou Seguro ainda em falta de espinha dorsal, Costa casou com a Catarina e Jerónimo e formou um troika de canhotos, Seguro acusou Costa de ser mentiroso pois o que Costa prometia para futuro não correspondia à realidade, Seguro acertou, Portugal aguentou quase 2 anos e meio de um Governo fascista devido à submissão do Primeiro-Ministro as intransigências Europeias, hoje Costa Cativa, Costa espreme serviços públicos e ainda promete mais austeridade, isto sem perder votos, pelo menos segundo as sondagens um feito à medida de um encantador de cobras do mais refinado que existe.

Costa tinha um problema efectivo e sabe disso, Portugal não aguentará muito mais o seu actual desempenho económico devido à ausência de reformas estruturais importantes que estão a ser constantemente adiadas, uma dívida privada(famílias e empresas), brutal e que parece estar a inverter a curva descendente de descida dos últimos anos, a dívida pública não desceu o suficiente e continuamos, portanto, continuamente frágeis a choques macroeconómicos vindos da frente externa, um País que esteja robusto a nível orçamental, sem maquilhagens de maior e com uma perspectiva de longo prazo de uma redução da dívida pública de modo sustentado, vão aguentar a “tempestade” na entrada de um novo ciclo económico, mas desta vez descendente.

Sabendo disto, Costa tem algumas opções:

  1. Como as reformas de Passos Coelho e actual conjuntura deram para Costa surfar a onda do optimismo, num cenário de crise económica Costa culpará Merkel, a Europa, Trump, a Índia, o Paquistão e o SpongeBob. O povo acredita na ladainha, o PCP tira da toca o Camarada Arménio, activa a sirene dos gritos e tem 7-8%, o Bloco falará dos seus novos planos “fracturantes” para o futuro do País, lá terá 10-9%, se Rio ganhar sem maioria, Costa governa, se ficar em segundo Costa governa;
  2. Costa não quer gerir um barco com remendos a entrar água, faz a táctica do barulho, do choradinho mole, lê um discurso de cartilha e abandona a governação e alguém terá que remendar, lá esperará pelo cargo de Presidente da República a SiC, a TVI e a RTP dão um novo cargo de comentador ao ex-Primeiro-Ministro este “limpa” a sua imagem e começa a fazer oposição sombra a Marcelo;
  3. Última opção e é o que acho que está na cabeça de Costa, o Primeiro-Minúsculo usa parte da táctica do ponto 2), chora, ajoelha e gere a crise fazendo as reformas com um Rui Rio a Vice-Primeiro-Ministro, se lá chegar, claro, perpetuando-se no poder como Cavaco Silva, caindo somente pela sua prepotência e arrogância normais da sua personalidade medonha;

As 3 opções no fundo dão no fim o resultado governativo tricolor, com a excepção do três com um bloco central, em que Rio será o servo do seu fiel dono. Rio é experiente, sabe de contas, é frio, todo o conjunto de trapalhadas que tem tido não ajudam nem a sua consolidação enquanto Presidente do PSD, não líder, pois isso Rio não o é. Portugal fica então resumindo a jogos de poder, purgas, intrigas e o Mundo avança, moderniza-se e a lógica da batata continua em Portugal.

Derrepente aquele ser teimoso, que cumpriu o ajustamento tendo a coragem de o tornar “seu”, aquele que disse não ao Polvo de Ricardo Salgado com aventais pelo meio, esse maldoso, Passos Coelho, a sua saída não é algo normal, é a queda do Portugal decente que votou e teve esperança na mudança em 2015. E, sim, é o único capaz de derrotar a cobra cascavel actualmente no poder, que não pensa no poder como plataforma de reforma contínua do País, mas como extensão da sua ditadura.

No fim, Costa vai ter que gerir uma crise que ele próprio criou, mas muito mais profunda que ele própria imaginaria, tão profunda que meros cortes conjunturais não vão bastar, talvez o fim da III República esteja perto.

Marques Mendes e a Teoria do Professor Karamba

Isto é já telepático, sempre que Marques Mendes fala pensamos em Marcelo. Não porque o comentador dos domingos da SIC chegue aos calcanhares do Presidente dos afectos, mas vamos admitir, faz muito bem a função de Woki Toki. Sempre que Marcelo pensa numa charada nova, conta ao seu amigo mais pequeno, mais pequerrucho, depois lá sorrateiramente o comentador anota tudo e fala com aquele ar que lhe caracteriza, como se tivesse uma mola na língua.

Marques Mendes faz parte daquela Oligarquia Barata do PSD, está sempre ao sabor do vento, não se define, são os moços de recado, aliás, é essa a diferença entre os maiores e os pequenos, enquanto uns tem espinha dorsal daquelas rijas, prontas para enfrentar tudo, aguentar a pressão do dia a dia para pagar as contas dos outros, recuperar o que parecia irrecuperável, estar morto todas as semanas e renascer dia 4 de Outubro de 2015, é obra. Esses ficam na história, esses tiveram que se assumir, largaram preconceitos e foi pragmático, restaurou a credibilidade. Outros.. Bem, outros tiveram no conforto da cadeira de comentador.

Certos domingos criticava com a cartilha que tinha à frente, quando Marcelo queria Passos fora do PSD, à força, quase que de modo rancoroso, Mendes debitava a cartilha dada. Agora, Passos já deve ser homenageado em congresso, segundo Marques Mendes, bastou sair para a cartilha mudar, não mudaram o estrutural, o seu interior, agora é tempo de lamber as feridas, Mendes e Marcelo já perceberam o contexto, se Costa não aguenta com incêndios e com polémicas ministeriais, tira sempre licença sabática, imaginem o que era o Primeiro-Ministro, que também precisa de um dicionário, em tempos de crise económica.

Marcelo precisa de um substituto para Primeiro-Ministro, alguém que não coloque o seu mandato na lama, recheado de instabilidade, para não ficar impopular  e perder o seu ego e poder informal através do povo, Marcelo quer águas calmas e quentes, o resfriamento das águas por parte de uma crise económica é tudo o que Presidente não quer. Chamar por Passos não vale a pena, precisa de descansar, aturar o cinismo da política, até do próprio partido, é algo que poucos conseguem, ele, lá com a sua serenidade normal, lá se despediu, de modo temporário, mas de uma forma peculiar, Passos não comenta o futuro do PSD, faz bem, porque, para previsões amorfas do futuro temos um anão.

O anão dos domingos, o Luís Marques Mendes.

Mauro Oliveira Piresg

Agora temos extrema-esquerda e… Esquerda!

Com a saída de Passos, o mapa ideológico do parlamento redefiniu-se. Poucos, concordem ou não, perceberam que Pedro Passos Coelho foi o Primeiro-Ministro mais à direita da democracia portuguesa e o que tinha mais resquícios liberais. Logo era claramente o mal menor de entre tanto socialistas caviares no parlamento de canhotos. O Bloco é esquerda trotsky, o PCP continua ortodoxo e fiel às suas origens, quer gostemos ou não são coerentes, o PS é como de lhe dá na gana, se o vento vira para sul são Sociais-Democratas, se vira para norte são social-comunistas, se vira para este são austeritários e com “rigor orçamental” ou lá o que isso é, se vira para Oeste são democratas cristãos com valores sociais e com novas “oportunidades” à mistura.

O CDS, apesar dos excelentes quadros que têm, seja Adolfo Mesquita Nunes, Cecília Meireles entre mais alguns, não parecem ter a força para mudar o Partido Socialista Cristão, porque infelizmente é isso que o CDS é. Apesar do discurso de Assunção Cristas contra as “esquerdas unidas”, Assunção não espera pela demora para se coligar com Costa. A cara de Assunção é pura, é mulher e isso na política portuguesa vale de muito, pois não estão associadas à corrupção e lama que o político homem português per si está.

Vamos desenvolver isto. Costa está num dilema, a saída de Passos criou uma oportunidade excelente para Costa, apanha um PSD fraco, socialista e cheio de interesses que não desapareceram, bafiento e cheio de múmias, tem um CDS que não faz muitas cócegas, comeu o PCP ao pequeno-almoço roubando Almada e outros concelhos comunistas bastiões. Ao Bloco, bem o Bloco não tem importância, passemos para bingo. Com esta conjuntura política favorável, à mistura da economia, Costa pode roer a corda se o orçamento estiver num ponto difícil, deitando as culpas ao seus parceiros, rompendo e ganhando com maioria ou  perto disso. Se até lá, o PSD continuar como está ou com um líder fraco, Costa, sem maioria, fará uma aliança com o CDS, engolindo Cristas, se for com Rui Rio, Costa usará do PSD ao seu belo prazer, criando uma coligação governamental que lhe permita dizer que o PS é que é o intermediário do regime, o que fala com todos e o que pode dialogar com qualquer ratazana alheia.

E Marcelo? Costa com maioria absoluta, deixará Marcelo sem o seu poder de influência, de dar bicadas e ponta pés. Agora Marcelo e Costa vão andar à luta na capoeira, enquanto isso o País não se reformou, nem adoptou políticas estruturais de longo prazo, porque no recreio os meninos zangam-se. Assunção Cristas, que é socialista, não tenho dúvidas disso, é discípula de Paulo Portas. Sabe se mexer, criar ligações favorecendo-a. Entregar a alma ao diabo? Cristas pode fazê-lo, depois não se queixe. A direita já devia ter um projecto único, com a fusão das bancadas parlamentares, assim Costa passeia, mas sem trela pode tropeçar, será ai que Passos voltará e mais forte que nunca.

O CDS precisa de um(a) líder que seja capaz não de competir com o PSD, mas juntar a direita para um embate contra a frente vermelha que nos desgoverna. E Assunção, pelo menos até agora, não é capaz disso. Portugal precisa de direita, não o tem neste momento, se é que alguma vez teve, uma direita com valores liberais. Se os portugueses elogiam tanto a Suiça, estão a elogiar o liberalismo, não é nenhum bicho papão, a incapacidade da esquerda aceitar a meritocracia e a criação de riqueza não lhes cai no goto. Vejam a Venezuela, vejam o Brasil, vejam a Coreia do Norte, Moçambique dos anos 80 e 90 e Portugal. O Socialismo funciona? Não.

A camarada Assunção quer ir sozinha as legislativas de 2019( o governo não chega até lá), depois não se queixem. Vamos ter geringonça rosa e azul.

Mauro Pires

 

Será que vamos ter uma surpresa nas autárquicas?

Consegui votar ás 8h35 da manhã no meu concelho de residência, Seixal, distrito de Setúbal. O movimento estava ligeiramente acima do normal do que eu via nos outros anos. Hoje à tarde liguei à minha amiga Cristina Miranda, escritora aqui no PortugalGate e Blasfémias, onde me disse a  mesma coisa, a afluência está maior que o normal. Até que os próprios resultados o confirmam, ao meio dia de hoje tínhamos uma taxa de participação de 22% face aos 19% de 2013.

É sempre positivo, mas temos que nos lembrar de uma coisa tremendamente importante e que mudou o panorama político aqui no burgo: A Gerigonça. É hoje totalmente diferente votar nas autárquicas, os eleitores que votaram em Passos nas últimas eleições legislativas sentem-se, concerteza, defraudados. Ou seja, o efeito geringonça pode ter originado indignação na maioria silenciosa, aquele que se cala, trabalha, está nos bastidores, observa e depois vota e, como vimos nas últimas eleições tem juízo.

Se este acréscimo de participação resultar num resultado do PSD acima dos 30% estamos a falar de um resultado bom, visto que a comunicação social está a constantemente a colocar a direita num patamar lamacento, assim, com expectativas tão baixas um resultado conjunto de PSD/CDS acima de 38% é uma vitória. Se Costa fizer a proeza de ter uma votação abaixo que António José Seguro teve em 2013, ou seja 36%, é muito poucochinho para tanta máquina de propaganda eleitoral.

Os oligarcas socialistas do PSD querem o lugar de Passos, mas face a ele, são todos anões. Rui Rio avança e depois não avança, recua e depois tira a cabeça de fora, vê alguém volta para a toca. É demasiado táctico, rígido. Passos tem o escudo protector e o crédito de quatro anos de ajustamento, de sacrifício pessoal para com o País e de ter ganho as eleições mais difíceis da democracia Portuguesa, na minha óptica. Se Costa tem medo de Passos? Tem! Quem ganhou à sua bazófia ilimitada e populismo estendal foi ele mesmo. É natural que não o queira lá, mas é tremendamente estranho que Costa não queira enfrentar Passos olho a olho mas é preciso enviar Rui Rio, esta também é para o camarada Marcelo, para tirar de lá o líder partidário mais decente desde Sá Carneiro?

Este País já perdeu anos de crescimento e prosperidade com políticos de cartilha da esquerda à direita, queremos paz e reformas. Costa trás paz, mas podre. Não trás inovação e reformas estruturais. Passos começou um trabalho e tem dado frutos, mas não o acabou. Ou melhor, não o deixaram. Acho que merece outra oportunidade, só que tem que sobreviver até 2019, ou melhor, até à próxima bancarrota.

Se o povo está sóbrio, até pode estar, podemos ter surpresa. Se este acréscimo de votantes significar descontentamento da direita face a Costa… Olhem que sim.

Mauro Pires

E se Passos Coelho fosse Primeiro-Ministro?

O todo democrático, burgo português, tem sempre as suas diferenças disfuncionais quanto à comunicação social. António Costa tem toda uma estrutura montada para passar pelos pingos da chuva, o enxovalho socialista tem costas largas, vai do mais improvável jornalista ao comentador mais sábio do País, mais confundido como o Mago dos Domingos, vulgo Mini Mendes. Pelo contrário, Pedro Passos Coelho, está sempre a levar por tabela, se diz alguma coisa fora do establishment a “estrutura socialista” arranja-se toda por dentro para o dizimar, nada de novo.

O problema, é essa diferença de tratamentos. O Estado supostamente gerido, pelo Primeiro-Ministro usurpador, criou condições para a morte de 64 pessoas(ou mais) e centenas de feridos, o Governo Costa e os seus Ministros tiveram direito a sessão de choro, se fosse com Passos Coelho a Camarada dos Cogumelos, vulgo Katarina, estava a espalhafatar aos sete ventos, o Camarada do reumático, vulgo Gerónimo,  tinha accionado a cláusula de salvaguarda nuclear para atirar bombas contra Passos. Além disso, Passos tinha o direito a uma sessão pública de cartomante a prever-lhe o seu “horrendo” futuro. Aviso, existem sessões presenciais de cartomancia com o Professor Karamba Mendes, mas isso fica reservado para o Imperador dos afectos Marselfie reunir, antes dos “comentários” semanais, dá para costurar conjecturas.

Resumindo, Passos tem que contar somente consigo próprio, como sempre fez nos períodos mais agudos da crise. E diga-se, com sucesso! É a diferença entre um político que não é perfeito mas ao mesmo tempo reúne qualidades ímpares na política portuguesa: vertical, honesto, demasiado correcto, hombridade, determinação e coragem. Com os defeitos que lhe reconheço de poder ter ido mais longe na liberalização do País, é o político mais decente desde 1974. Já os portugueses adoram as qualidades de Costa: Chico-esperto, arrogante, ditador, convencido e equilibrista. É fácil gostar de circo, difícil é gostar de responsabilidades.

O sistema está avariado, o máquina do passa culpas está a escolher o seu alvo, ou melhor, já o escolheu, não arranjou é maneira de a passar totalmente, o sorriso Kafkiano do Sr.Costa tem que se manter, a Catarina gosta.

Até quando vamos assistir, de modo impávido e sereno, ao bullying do sistema à direita e aos liberais portugueses? Até quando temos que aturar o parcialismo esfíngico da comunicação social a Costa? Porca miséria!

Mauro Pires