Comparar Passos Coelho com Costa é um atentado à moral

Catarina Martins, tem vários momentos em que não consegue puxar a carroça para sítios com sombra, por outras palavras, a deputada com a voz mais esganiçada do parlamento português não usa a réstia de cérebro que tem para pensar e racionalizar as coisas mais básicas da vida. Talvez seja o regime solarengo do déspota e nepotista António Costa e as várias promessas ao BE de mais poder em cargos governativos, que colocaram Catarina Martins desorientada ou pelo menos deslumbrada é que, em certos momentos, Catarina aprova orçamentos com ajudas à Banca, caso do Banif em 2015 e Caixa mais recentemente e na semana seguinte critica Costa por essas mesmas ajudas. Mais hipócrita é difícil, mas Catarina bate todos os recordes.

Mais desonesto ainda, é comparar contextos de ajudas ou financiamentos à banca. Catarina compara as intervenções de Costa, onde uma era totalmente desnecessária, como a ajuda ao Banif em final do ano de 2015, que cujo peso na banca portuguesa quer em depósitos quer em crédito concedido eram relativamente baixos e que portanto cujo impacto sistémico no sistema financeiro nacional era baixo (Além disso, em 2016 entrava em vigor um novo regime de ajuda à banca onde quem tem depósitos acima de 100 mil euros e dívida sénior, eram chamados primeiramente a salvar a instituição antes de se usar o dinheiro dos contribuintes),  com as de Passos Coelho que foram para salvar bancos da desgraça do polvo socialista que tinha Carlos Santos Ferreira, amigo de Sócrates, na Presidência do BCP, Vara na Caixa e Salgado no BES antes da sua chegada ao poder e que colocaram a banca com um crédito malparado gigantesco

Santos Ferreira e Vara concediam créditos aos amigos do regime e à oligarquia vigente, Sócrates protegia e ajudava Salgado na manutenção do seu conglomerado falido. Tudo bons amigos, tudo bons conhecidos. Ninguém sabia de nada, mas caíram todos quase ao mesmo tempo, a lei do retorno é tramada meus caros. Passos Coelho sabia que Portugal se tinha de libertar das grandes famílias rentistas do regime, que controlavam e mantinham a Economia Portuguesa numa inércia surpreendente de quase duas décadas, para isso Ricardo Salgado tinha que cair e caiu. Passos procedeu à maior higienizarão que Portugal viu em democracia, cortando o elo político entre política e negócios, mal que este País tem entranhado desde os primórdios da criação da república.

Tal acto ainda hoje o coloca como o primeiro alvo a abater pelas elites de Lisboa que tanto odeiam a figura do ex-primeiro-ministro que ganhou as eleições legislativas a António Costa em 2015. A figura que não liga aos amigos do PS, da maçonaria dos negócios e que reformou, de modo incompleto e com bloqueios de tribunais politizados, sem medo. Pedro Passos Coelho é claramente incomparável face a António Costa, não se compara coluna vertebral com criaturas que não a tem e muito menos quem tem visão de futuro com quem usa e abusa da  navegação à vista. Não é uma questão de gosto, é uma questão de moral, bom senso e até de alguma lucidez mental.

Mauro Merali

 

 

O jogo mudou, caro António

António Costa tem características irritantes mas que, ao mesmo tempo, mostram a sua fraqueza. Por um lado, Costa tem um sorriso seráfico, manhoso, mentiroso, quase que projectando um homem de pedra ao nivel sentimental, o que lhe leva para “patamares superiores” no debate político, intimidando e cansando os seus adversários com uma mascara bem oleada. Por outro, essa mascara cai sempre que o primeiro-ministro é confrontado com a realidade, Assunção Cristas tocou num ponto normalíssimo- qual o plano de actuação do governo na área e se condenava os actos no bairro da jamaica- e, sabendo que a pergunta era incómoda, Costa refugiou-se num sound bite básico e etéreo como a “sua cor de pele”. Do maquiavélico estratega, ao cobarde capaz de verbalizar e usar o conceito minoritário étnico para se esconder de uma resposta que não sabia dar.

Este é o primeiro-ministro, não eleito pela vontade popular, que temos. Não só no campo de actuação do combate político, como no exercício pleno do uso dos seus poderes. Costa não usa o poder que lhe foi conferido pelos trâmites constitucionais, efectuando uma aliança contra natura, para gerar reformas que mudem a estrutura de crescimento da Economia Portuguesa a médio e longo prazo, usa o seu poder como um mero jogo táctico político de sobrevivência da sua própria espécie, que já mostrou aos portugueses que o seu mandato, não é passível de ser renovável por muito mais tempo, não só pela petrificação dos serviços gerais públicos, prejudicando quem não tem rendimentos de maior e liberdade de escolha por esse facto, como usar os próprios serviços como forma estrutural de consolidação orçamental, reduzindo o défice artificialmente para Bruxelas e povo verem.

Claro que o trabalho de Costa e dos seus ministros que cuja família se instalou no reino do assalto ao orçamento, não está terminado. A oligarquia socialista, as mesmas famílias de sempre que nos colocam pobres já faz umas décadas, tem que se perpetuar de vez na corte de Lisboa. Se Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, cortaram a fita de Salgado, o mesmo quer dizer que disseram um redondo não à oligarquia vigente que só funciona com dinheiro alheio, compadrio e não com recursos próprios, Costa quer voltar a colocar as mesmas peças de xadrez no mesmo sitio de sempre. E é isso que em Outubro de 2019 temos que impedir: Que Portugal fique outra vez nas mãos das famílias rentistas do regime, que criam impérios, rendas certas e garantidas bem como influência na gestão e contratos públicos que tanto lhes agrada.

Portugal tem que dizer sim ao que Passos Coelho fez, sim ao corte com os mesmos de sempre, sim à redução da intervenção do Estado que não deixa crescer pequenas e médias empresas com custos de contextos, impostos e pagamentos especiais por conta sufocantes, sim à liberdade de escolha entre sectores. Sim a um Portugal livre do socialismo clientelar de Estado.

Mauro Merali

 

 

O grande erro de Rui Rio é não defender o legado de Passos Coelho

Portugal, a nivel macroeconómico, está inserido hoje numa clara união económica e monetária com conteúdo político ao nível da política externa comum e a caminhar para o reforço da política interna, discutível a vários níveis, pois, uma Europa com culturas sociais e económicas diferentes, unida num só bastião governativo, é abrir uma caixa de Pandora com consequências imprevisíveis. O que une ainda mais a Europa, hoje, é a política responsável no que concerne à política financeira dos vários países que adoptam hoje o Euro, moeda forte que exige países com estruturas económicas flexíveis e viradas para a produção de bens transaccionáveis.

Pedro Passos Coelho foi o primeiro Primeiro-Ministro Português a governar neste contexto específico, de não poder usar moeda própria para desvalorização cambial, contribuindo para ganhos económicos de curto-médio prazo-aumentando as exportações e desvalorizando salários sem que as pessoas se apercebessem via efeito da inflação- mas que não eram estruturais, como no 2º resgate do período do bloco central, que cujas políticas foram meramente paliativas. Passos teve que não só restaurar a credibilidade externa do País e o crédito público, como tornar Portugal uma plataforma sensata e estável para o investimento externo privado, para que a nossa Economia crescesse de forma sustentada.

Tamanho projecto governativo era para mais de uma legislatura, a primeira era para apagar os fogos deixados por outros. Passos não só conseguiu o feito de dominar o défice orçamental  no contexto em que estamos, não só via condicionante de não ter moeda própria, mas especialmente porque enfrentou interesses poderosíssimos que em Portugal dá sempre direito a “chacina” e ao “afiar de facas”, quando o poder político está enfraquecido. Daí o golpe de António Costa, o filho do regime burguês de Lisboa, que quer o regresso ao passado, aos velhos vícios oligárquicos de manter o poder nos mesmos de sempre e nas mesmas famílias.

Um conluio de portas giratórias que domina a nossa vida de várias formas e em várias vertentes, seja no preço da energia- electricidade e preço dos combustíveis- a várias reformas que tinham que ser feitas para libertar o povo português das clientelas que o PS protege sempre para ganhar actos eleitorais. Daí Passos ser tão perigoso para este regime podre e a cair aos bocados. Não, não é Messianismo como certos puritanos gostam de abordar. É ser sensato, analisar os factos, e perceber que foi dos poucos políticos decentes que este País teve, com erros claros, muitos deles aumentados de forma desproporcionada por uma comunicação social entregue ao partido socialista, que logo voltaram ao “saco escuro”, onde eles escondem tudo e depois revelam  no “momento certo”.

O reformismo, o liberalismo, ainda que mediano, o deixar o “poder”, nas mãos das pessoas querendo que elas façam o que queiram do seu dinheiro, aumentando a liberdade de escolha em sectores da nossa vida-diminuindo o peso do Estado na economia e na escolha pública- é a bandeira do PSD. Ou devia ser. A matriz identitária de Sá Carneiro que muitos apregoam como social-democracia, eu chamo de liberalismo num contexto em que foi dos poucos que combateu o socialismo soviético com veemência. Respeitar Sá Carneiro e a sua memória é exigir que o PSD, partido de poder por excelência, ambicione construir um programa anti-socialista contra um PS cada vez mais irresponsável, maleável e táctico. Sim, Rui Rio não respeita a matriz do PSD como não respeitou o legado de Passos Coelho, tecendo no início do seu mandato elogios tímidos, quase para a fotografia. É socialista. E fala alemão. É a vida.

Mauro Oliveira Pires

PSD- Partido Sem Desígnio

A Europa e o mundo vivem um momento diferente da realidade portuguesa, pequena realidade em todos os tamanhos multi dimensionais, diga-se. A direita seja ela conservadora ou liberal, quer se goste ou não, está a ganhar terreno face à terceira via que muitos dos partidos tradicionais europeus impuseram à Europa, aquela via do socialismo democrático(ou social democracia), que mistura um Estado mais “brando”, nas suas imposições autoritárias à iniciativa privada, deixando a “trabalhar”, para que esta financie o Estado social gigantesco que se construiu com pressupostos de um número de nascimentos que hoje não existe e com um outra realidade em termos de contexto económico-social, para que o partido que esteja à frente do governo, possa controlar uma espécie de clientela certa e previsível de onda possa recolher votos e assim perpetuar quase que um pacto de regime entre este(por exemplo o PS) e a população que vota para garantir os tais “direitos inalienáveis”, conseguidos sempre à custa do esforço de outros.

Em Portugal, é o partido socialista que faz de pedra basilar dos entendimentos rotativos entre a esquerda que se considera democrática e a direita liberal/conservadora entre PSD e CDS, tudo pelo simples facto de este ter uma máquina trituradora de comunicação social marxista ao seu lado, amparando possíveis gaffes e abafando determinados pontos da governação. Veja-se que, quando Pedro Passos Coelho teve que governar com um memorandum que não pediu, mas teve que se comprometer, a lavagem socialista da comunicação social foi pouco a pouco durante o seu mandato fazendo o seu trabalho de lavar mais branco, conotando Passos com o resgate.

A estratégia não teve sucesso, pois a tenacidade de uns, foi a desgraça de outros. A capacidade de resistência de uns, foi a cobardia e a fraqueza de se efectuar acordos por detrás das costas dos portugueses que deu origem à geringonça social-comunista, enquanto que Pedro Passos Coelho, bem ou mal, foi directo e franco naquilo que tinha que fazer, ainda que com erros e pedras que outros mandaram tanto de dentro do partido como de fora. O Estado oligárquico que muitos queriam que crescesse, para dar de comer aos mesmo, e que estava a ser desmantelado por Passos, era o pavor do PS que tinha de voltar aos lugares de poder antes que ficasse irrelevante no panorama político português.

Sim irrelevante, pois se Pedro Passos Coelho tivesse continuado a governar, ainda que de modo limitado, tinha feito algumas reformas e o processo de consolidação orçamental era mais saudável, aproveitava-se então da melhor forma a fase ascendente do ciclo económico para amealharmos para períodos mais difíceis. Não, o caminho foi totalmente o contrário essencialmente por egocentrismo individual de António Costa, que hoje sacrifica o País em sua prol. Costa, sei que muitos não gostam de ouvir isto, é um social democrata com elevados níveis de chico-espertismo e doses de maquiavelismo brutais. Costa não tem um plano de reformas para o País a não ser um plano de endividamento crescente e um conjunto de banalidades escritas com português duvidoso.

Mas, infelizmente, a alternativa é mais socialismo democrático, talvez mais suave, de Rui Rio que, até agora, tem sido o fiel amigo com movimentos de cabeça para cima e para baixo que deixariam qualquer ditador satisfeito. Rio luta mais contra os próprios camaradas de partido do que em criar uma alternativa que ao mesmo tempo diminua o peso do Estado na economia quer impostos, quer em despesa pública ineficiente que nos custa os olhos da cara todos os anos, tudo porque se quer centralizar escolhas ao nível estatal e se quer distribuir “rebuçados”. Rio não é alternativa a Costa porque não é fiel à matriz reformista do seu partido, e não vê que a força do mesmo vem dos pequenos empresários, do pequeno negócio, em fim, da ala liberal inconformista que não se revê em mais socialismo do Estado Central.

Não sei se Montenegro é opção ou até Miguel Morgado, mas ambos quando abrem a boca conseguem fazer mais oposição que vários banhos de ética somados.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Banhos de Ética

Sobre o afastamento da PGR Joana Marques Vidal, eis algumas das frases proferidas por Passos Coelho.

Frases que numa situação normal, deveriam ter sido proferidas era por Rui Rio, e algumas até Marcelo, mas bem pelo contrário, um calou-se e andou a fazer o papel de idiota útil, e sempre que abriu a boca foi só para dizer patetices, bacoradas, e idiotices, inconsequentes, e o outro, não só esteve metido no lamaçal, como nele tem andado a chafurdar, até à raiz dos cabelos.

“não houve a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”;

“sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”;

“assisti sem surpresa” (ao seu afastamento e a todo o processo);

“a defesa de um mandato único e longo é uma falácia para justificar a decisão”;

“a Constituição não contém tal preceito”;

“desempenhou o seu mandato com total independência, sem que ninguém de boa fé possa lançar a suspeição de que tenha feito por agradar a quem tinha o poder de a reconduzir”;

“exerceu o seu mandato com resultados que me atrevo a considerar de singularmente relevantes na nossa história democrática”;

“Não era a mim que deveria ter cabido a acção de defesa e reconhecimento de que é inteiramente merecedora”;

“menos compreensível é que quem pode e deve ser consequente nesse reconhecimento não esteja interessado em fazê-lo”;

Grande Passos Coelho, até ausente, continuas a demonstrar possuir os valores, a espinha dorsal, a frontalidade, e a dar lições de honestidade, integridade, seriedade, que fizeram e fazem de ti um Senhor.

Caro Passos Coelho, como em tempos disse um pacóvio patético idiota que de vez em quando aparece por aí, deste um “enorme banho de ética” a toda esta corja a que estamos entregues. Inclusive ao gajo que nos prometeu esses tais banhos de ética.

Rui Mendes Ferreira

Passos Coelho Deixou o PSD Órfão

Um Homem não se mede somente pelas suas qualidades intrínsecas, pela sua capacidade inabalável de resistir à pressão e a acontecimentos vários num espaço temporal, também se mede pela sua total abnegação a não virar a cara aos problemas por mais complexos que eles sejam e claro, não fugir para Palma de Maiorca de seguida. É essa a grande barreira de ferro que separa os fracos, os usurpadores, aqueles que tem visão de curto prazo como António tem para o País, aquela navegação à vista típica dos agentes do largo do Rato que, quando sabem que a factura está perto de chegar, abandonam o navio para o outro lado da cortina resolver, aquele que tem espinha dorsal.

Falar, recordar ou até escrever sobre Passos Coelho sendo Rui Rio Presidente do maior Partido Português é preocupante, não se podem apagar as marcas do passado, as trincheiras instaladas bem quiseram e ainda querem, a sombra de Passos paira sobre o PSD, e isso de grosso modo é positivo, quer dizer que ainda temos uma reserva mental que nem todos os Partidos tem socialistas puros ou alguém que se quer aproveitar do “pote”, é sinal que ainda se tem de reserva alguém que quer mais para o País, que tem um plano e que sente que a sua missão não acabou.

Sentir saudade da ética, da disciplina, da ordem institucional que Passos trazia consigo não é algo de outro Mundo, num País civilizado sem trincheiras e toupeiras de maior, qualquer político deixa a comunicação social entrar e resolver-se no seu ciclo natural, verdade que em Portugal maioria tem cor, é canhota nas redacções e de extrema esquerda na táctica do barulho, mas Passos podia ter sido outro, podia ter sido como Sócrates e usar uma empresa Estatal para comprar a TVI ou a SIC, usar a táctica da ameaça que Sócrates e Costa fazem, quem não se recorda do episódio de um Jornalista do Expresso João Vieira Pereira que escreveu um artigo normalíssimo a criticar António Costa na inconsistência do seu programa eleitoral e dos SMS`s que este recebeu de António Costa a dizer que isso era feio?

Podia ter sido assim Passos, mas não foi, ficou na sua vida, o Jornalismo e a Comunicação Social em 4 anos de um Governo democrático em Portugal nunca tiveram tanto à vontade na expressão da sua liberdade de imprensa, mas não, Passos é que é mau. É por tudo isto, pela visão, pela capacidade de sacrifício pelo outro, por ter acredito em si mesmo e na capacidade individual de cada português em ultrapassar o holocausto Socialista, é por isto tudo que Passos merece uma vénia. O PSD sem Passos Coelho e sem uma geração verdadeiramente liberal não passa do PS II, do Partido charneira das causas de António Costa.

Eles são carneiros, enquanto andam aos papeis o diabo come os de cebolada.

Mauro Oliveira Pires

Não é Ódio a Passos Coelho e Nádia Piazza. É Medo.

Todos aqueles que vomitaram um aparente ódio visceral a Passos Coelho, desde a esquerda radical à moderada, passando pelo próprio PSD e seus militantes mumificados de estimação, todos sem excepção estiveram na verdade estes anos todos em luta contra si mesmos. O “puto que vinha das jotas” chegava a líder e ainda por cima estava a ser bem sucedido na megalómana tarefa de retirar o país do pântano socialista (outra vez) em que o magnífico e agora “académico” Sócrates nos tinha mergulhado. País esse que – vou lembrar de novo – não tinha dinheiro senão para mais um mês de pagamentos de salários e pensões. O desejo de falhanço era o sonho das suas vidas mas, azar do caneco, o “puto jotinha”, em 4 anos, não só nos tirou da bancarrota como pôs o país a crescer com a recuperação da confiança internacional. E ainda venceu com maioria quase absoluta as eleições de 2015! O ódio emanado não passava assim de admiração secreta por uma conquista que gostavam que fosse deles. Mas não foi.

Para cegar aqueles que viam esse sucesso e confundir aqueles que sozinhos nunca conseguem ver nada, atiraram toneladas de areia aos olhos criticando e distorcendo coisas tão óbvias como uma redução da dívida, do défice, do desemprego, aumento de exportações, aumento de investimento, crescimento económico, sem ser à boleia doutros mas sim, por coragem de aplicar medidas (pecou por serem insuficientes) que deram o impulso necessário para fazer emergir o país.

Ora, como é sabido, esse sucesso personalizado e eternizado em Passos Coelho – que foi enaltecido por Tsipras – não pode de forma alguma ser ensinado nas Universidades onde vegetam os “intelectuioides” parasitários defensores de regimes igualmente parasitários que vivem da exploração e escravidão dos seus povos. Ensinar os jovens a serem bem sucedidos e evitar bancarrotas nas suas vidas pessoais e profissionais é torná-los a si e seus países, independentes. E isso é o que menos interessa aos marxistas.

Daí o tsunami à volta da contratação de Passos na Universidade. Não é ódio, é medo. Medo de perderem o controlo sobre as ideologias que professam. Medo de ver os jovens  a serem autónomos e dispensarem o Estado para serem bem sucedidos. O medo de perderem o poder que lhes foi dado pelas universidades de lavarem cerebralmente os indefesos garotos que serão o futuro de amanhã.

No entanto, já não é celeuma nenhum ter o brilhante Sócrates da bancarrota – que nos hipotecou a todos até 2035 com dívidas colossais por desvios de dinheiro e  contratos ruinosos – a mandar umas baboseiras dia 21 de Março na FEVC sobre”O Projecto Europeu depois da Crise Económica” (Ah! Ah! Ah! Só pode ser piada). Mas recuemos. Mário Soares foi professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1996-1998) e da Universidade Lusófona (2001-2002) com a particularidade de ter sido o pai de duas bancarrotas. Será que é esse o requisito para poder ser professor catedrático neste país ou fazer uma conferência? Parece que sim.

Por outro lado temos a Nádia Piazza, a quem os cães de fila rosnaram assim que souberam que ela não iria ficar num canto da casa a chorar as perdas irreparáveis dos fogos criminosos do verão passado mas sim, arregaçar as mangas para mudar o que efectivamente não funciona neste país,  participando de um projecto político. Ódio a esta senhora? Não. Medo. Muito medo. Porque tal como Passos Coelho, ela personifica também o crasso falhanço dos governantes socialistas mas desta vez não na economia mas sim na protecção e segurança. Trata por “tu” a maldita inércia que lhe ceifou entes queridos. Perigosíssima, assim, aos olhos daqueles que nos querem vender um país maravilhoso ao som de uma ideologia  que nos empobrece e  mata. Literalmente.

O Medo, porque é disso que se trata realmente entendo-o perfeitamente e no lugar deles, até as pernas me iriam tremer porque na verdade o Mundo está em viragem e só um cego não vê que caminha lentamente para o fim do socialismo que vence cada vez menos eleições.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Passos Coelho, um Homem do tamanho do seu Sonho

A prática é o critério da verdade, já dizia o Comunista Lenine, em condições normais tal afirmação tem probabilidades de estar 100% correcta, desde que no horizonte não apareçam cenários alternativos com Vacas Voadoras pelo meio. Falar de Passos Coelho em Portugal seja em artigo, na rua, no canto dos cafés, no Shopping ou até num restaurante com tons vocais mais elevados devidos aos efeitos colaterais do vinho verde, é quase que um crime.

Para a esquerda, é crime de indulgência, um crime humanitário, é como se falássemos de algum extraterrestre com armas que pudessem aniquilar a humanidade, Jerónimo salta, fica nervoso, começa com calores por todos os cantos das suas rugas do tempo. Catarina, essa, eleva o tom de voz de um comum mortal ao divino da parolice, depois, lá se acalma, especialmente quando olha para o seu coadjuvante António Costa, que, com  ódio e escárnio nos olhos, olha para Passos Coelho como o pior inimigo do regime, do seu regime, aquele regime quase divino de Partido único, em que só o PS tem o direito a governar, a distribuir as benesses pelas clientelas, em alimentar o seu gado nas empresas dos amigos.

É isto que da esquerda à direita lhes faz ter medo e, pouco a pouco, faz aumentar a hombridade e responsabilidade de gostar e de conhecer melhor as qualidades de Passos Coelho, não basta ser corajoso, valente, ter espírito de sacrifício, ser vertical, é necessário ter o dom de ser ele próprio, de ser o Pedro, alguém que por mais que tenha todos os defeitos que lhe apontam, e tem, quem não os tem, teve a eterna capacidade de colar o que muitos achavam impossível de colar, o PS à extrema esquerda, o de hoje, confundirmos o PS com o PCP, aquele Partido que em tempos ajudou Portugal ser mais Europeu e que até reformou, hoje, é um grande pedaço de cacos com um Ego e  bazófia à mistura do seu líder incontroláveis.

O simples facto de Passos Coelho sair da liderança do PSD não é só um ciclo político que acaba agora, atenção, os ciclos tem essa capacidade, crescem, tem o seu auge, declinam mas em geral nunca morrem, em excepção quando a pessoa fisicamente e mentalmente morre claro. A saída de Passos é a vitória do Socialismo Democrata, vulgo Social Democracia, que cujo prazo terminou nos anos 90, o PSD tem que ter a capacidade de ter um rumo, uma linha e não vejo Rio a ser o Liberal que o PSD precisa, pelo contrário. Se é a vitória do Socialismo Democrático, é a derrota da humildade, a derrota de um País que luta todos os dias, longe dos holofotes erráticos de Lisboa para sobreviver, sim sobreviver, ao Monstro Estado.

A Saída de Passos Coelho é a derrota da DIGNIDADE. É a minha opinião, vale o que vale, mas sinceramente dela não abdico.

Um dia todos vão conceder a Passos o cálice da vitória, só pelo simples facto que afinal, ele tinha razão. O diabo não chegou, governa.

Mauro Oliveira Pires

 

O PSD não merece Passos Coelho

Falo como cidadão e como apartidário. Detesto partidos, da esquerda à direita, mas por pragmatismo tenho que votar no socialista  menor. No meio de tanto pântano de pândegos sobressai um Homem, sim com H grande, que aprendi a gostar nos últimos 7 anos. Parecia um boy, não percebia nada disto, era só mais um para a festa. Enganei-me com o tempo, o Pedro Passos Coelho mostrou-se completamente diferente dos outros, até dentro do seu próprio partido só existem anões, também é para ti Mini Mendes, que não lhe chegam aos calcanhares. Tem muitos, imensos defeitos, mas há uma coisa que não se lhe pode retirar: Frontalidade, Hombridade, Frieza e o seu modo lúcido de ver o panorama contextual do estado de coisas.

Não é liberal, ou se calhar, até é! Pragmático quanto baste. Acima de tudo decente. Se Passos sair, a ala social democrata do PSD vai inundar o partido outra vez, o PSD não será um partido com resquícios liberais mas sim um Partido charneira do Partido da bancarrota. O PSD não é um Partido já faz anos, é uma manta de retalhos de barões e egos que querem o tacho, a máquina o PODER. Passos Coelho cortou com o PSD bafiento e socialista, mas não o matou. Eles vagueiam na comunicação social, vagueiam como convidados de uma comunicação podre com trela do Babush de Lisboa, eles tem todos a cartilha bem estudada até ao ínfimo pormenor e todos, na noite eleitoral, disseram o mesmo da esquerda à “direita”:” Passos Coelho está morto”. Espera lá?! Mas ele já não estava morto na semana passada, em 2015 e até há 8 anos atrás? Porque se bate na treta de um defunto? Que efeito prático isso têm?

O Portugal dos anos 80 de Sá Carneiro e Cavaco é hoje muito diferente. É um País muito mais envelhecido, com medo do futuro, conservador na mudança estrutural que o País precisa. É o ambiente excelente para partidos, actualmente social-comunistas, como o PS, florescerem. Como dizia Medina Carreira, o maior Partido Português não é o PSD ou o PS, é o Partido do Estado. O PS tem o Partido do Estado na mão, faz dele o que quer, é dono e senhor do regime oligárquico que o PSD muitas vezes tem que socorrer.

Pedro Passos Coelho tem uma missão, salvar o País dos rentistas e reformar o País, mesmo que não tenha feito tudo que tinha preconizado. O PSD dos barões quer colocar Passos fora, mas quem manda são os militantes do Partido e as bases e estes estão com Passos. Se o Presidente do PSD quiser ficar tem reeleição garantida e o PSD tem um trunfo, tem um candidato decente. Se Passos sai, o seu sucessor terá uma herança pesada e comparações normais, além disso vai ser daqueles bonecos pirómanos em que a cabeça vai para cima e para baixo, é como sorrir e acenar, mas de modo mais chique.

Se Passos fundar um partido qualquer, seja ele qual for, falo por mim, voto nele. Voto na decência, na seriedade e na frontalidade do que deve ser feito. Se o próprio Partido de interesses não o quer, o País profundo quer como se viu há 2 anos atrás. O derrotado não é Passos Coelho, os derrotados são todos os canhotos caviares que falam dele todos os dias e que nem as cuecas lavam de tão borrados que estão(desculpem a frontalidade). Se ele continua a meter medo, porquê é que Passos tem que sair? Foi ele que perdeu as eleições de 2015? O camarada Seguro não ganhou em 2013 e não foi apunhalado? Costa vai sofrer as consequências do lirismo, com a derrota do PCP, Jerónimo passado 1 milhão de anos disse que perdeu, vai colocar a CGTP nas ruas, será o fim do Estado de graça de António Costa.

Caro Pedro Passos, fica! Tens pipocas?

 

Mauro Pires

Passos Coelho não está morto meus caros

Vamos deixar-nos de patetices politicamente correctas e de questões filosóficas inúteis que não interessam para boi dormir. Vamos ao ponto. Que tipo de políticos temos em Portugal? Vamos a descrições: Ignorantes, tem cultura, mas do socialismo de raspar o tacho, assaltam orçamentos, tem visão de curto prazo, são políticos de cartilha e amorfos não gerando empatia nem com uma sardinha morta. Além disso preferem sobrecarregar os seus eleitores com impostos e não cortam efectivamente despesa pública. É este o cenário com que trabalhamos: MEDIOCRIDADE.

Nestes 43 anos de democracia encapotada tivemos a “direita” a governar perto de 20 anos com períodos de reformas estruturais, períodos de crescimento e, no fim do Cavaquismo, inércia que levou à sua queda. Também houve erros porque tanto Cavaco como Mário Soares, o resto continua a fazer, alimentaram o monstro chamado função pública que hoje atinge um peso na despesa pública que já ninguém comporta. Da direita à esquerda todos partilham da mesma ideologia: SOCIALISMO, muitos poucos escapam. O líder mais liberal, responsável e ético durante tantos anos até agora foi Passos Coelho. Gostem ou não dele teve espírito de sacrifício pelo País coisa que quase nenhum político português teve em 43 anos. Não é um mar de rosas, mas é um único farol de esperança em tanto lago de cobras onde nos metemos.

Nos quase 8 anos que Passos está à frente do PSD, Passos já foi dado como morto mais de mil vezes mas sobreviveu. Passos não ia derrotar o animal feroz Sócrates, derrotou. Passos não ia tirar Portugal do resgate onde outros o meteram, tirou(apesar de que a TROIKA podia ter ficado cá mais uns aninhos…), Passos ia perder as eleições legislativas e Costa ia esmagar, Passos ganhou com maioria relativa e ficou a 9 deputados da maioria absoluta depois da maior tempestade financeira de sempre, depois tem a imensa lata de dizer que o Homem está morto como o anão Marques Mendes disse nno passado domingo.

Sei que mexer na oligarquia socialista de esquerda e de direita em Portugal é morte certa, Passos mexeu logo é alvo a abater. Como já disse aqui no blog, se Passos está morto porquê que batem num nado morto? Se está morto não se deixa em paz? Ou será que o povo não é parvo e ainda se lembra que existe alguém que é decente mas salvou o País? Ou que Costa, a responsabilidade das palavras são minhas, é um severo aldrabão que fez uma “coligação” governamental sombra e não disse nada a ninguém?! E que não fomos ao fundo mais rapidamente, obrigado Mário Centeno, porque se continuo com uma política restritiva no orçamento, vulgo austeridade?

Se Costa faz o mesmo que Passos, mas mal, prefiro votar em quem tem intenções de mudar verdadeiramente o País para melhor. Sendo eu liberal, a direita portuguesa não é, mas acima de tudo pragmático, tenho que votar em alguém, e Passos com todos os seus defeitos mostrou ser um Homem confiável  e prestável para o País. Vai ser de novo Primeiro Ministro? Aposto que sim, mas se não for o País tem uma imensa dívida para com ele, e não é daqui a uns anos é agora! Porque esta estabilidade é fruto de trabalho, ainda que falta fazer mais, conjunto de Passos e de todos os restantes agentes económicos, empresas e famílias no seu todo.

Mauro Pires