Os Portugueses estão Fartos de Políticos!

Os políticos, oligarcas, os media e o famoso:” Jet Set”, de Lisboa, vivem numa bolha incontrolável que se expande ao ritmo dos disparates que dizem no seu dia à dia sobre o País onde vivem mas, que cujo raio de alcance, começa no Terreiro do Paço e acaba ai mesmo. Portugal é muito mais do que a Avenida da Liberdade, é muito mais que os passeios matinais que fazemos da Margem Sul para Lisboa, onde maioria trabalha, é muito mais do que as polémicas, as intrigas e as fanfarras de determinadas pessoas que nasceram com “berço”, mas que hoje não tem dinheiro nem para comer nos cafés mais In de Lisboa, uma cidade, uma região maravilhosas cheia de famílias podres do regime e políticos que se conhecem desde a faculdade onde promovem hoje uma teia de promiscuidades de tamanho inimaginável, e que, só fizeram isso mesmo, política dura e pura, ou cargos que arranjaram com influências do “padrinho”, somos claramente governados por pessoas com um nível de arcaboiço a roçar o medíocre, sem visão e sem sentido de Estado.

A cada promessa de Marcelo, Costa, Cabrita e restantes políticos da capital, o povo tem sentimentos mistos, acredita no início, talvez pelo coração destroçado e ameaçado de morte, desdobrando sentimentos de raiva à medida que o tempo passa, porque simplesmente se apercebeu que os abraços, os beijos e as lágrimas no canto do olho são modas de ocasião, é conjuntural, não é estrutural, não cria raízes. O povo Português é isto mesmo, fabuloso! Tem os seus defeitos que o passado também ajudou a criar, como certo analfabetismo económico que não permite escolhas melhores a nível político e distinguir o trapaceiro do honesto, mas, por outro lado tem um espírito de abnegação como nenhum outro povo, lá no fundo está zangado, trancado em sentimentos malignos contra uma classe política que se faz de Deus, mas que nem para lavar os pés de Jesus Cristo serve, mas consegue fazer das tripas coração para continuar a sustentar a família emigrando, recomeçando tudo de novo, adaptando-se como ninguém, deixando Portugal à mercê do seu fado, o de sustentar os piores, os que não querem mudar: Os políticos que tem o Orçamento de Estado na mão.

Já ouvimos de tudo sobre fogos, eu, sou sincero, não percebo nada de fogos, gosto de números mas de outro tipo, portanto não sou o ideal para fazer de treinador de bancada que todos gostam ou gostaria que fosse, mas sei uma coisa fundamental, a prevenção nos incêndios é uma das chaves da resolução, não chega claro, mas a prevenção vai muito para além disso, começa na gestão de expectativas que certos políticos fazem das pessoas, começando já a actuar na pesca dos votos, eles reconfortam tudo e todos, anunciam a maior reforma da floresta desde D. Dinis e os resultados, o produto final, é sempre o mesmo, vidas devastadas, não pela morte desta vez é certo, mas o pão, o cordeiro, a ovelha, a galinha e a casa foram reduzidas a cinzas, toda uma vida, e esperar por apoios Estatais não é a melhor maneira de se melhorar emocionalmente.

Como diz António Costa, a inexistência de vítimas já é um sucesso. Eu digo outra coisa, a inexistência de uma comunicação social digna de seu nome é que me faz formigueiro, Passos Coelho já teria sido alvo de atentados monumentais de malcriadez de parte de Catarina Martins

Mauro Oliveira Pires

O Problema de Passos Coelho é Viver em Massamá

Tinha que dar continuidade a parte do meu artigo de ontem sobre os actos Parolos do Doutor Costa. Num pequeno pedaço de texto, fiz referência à fúria das oligarquias e dos “narizes empinados”, das Cortes de Lisboa face ao Ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, devido à sua nova condição de Professor Universitário Catedrático convidado do ISCSP. Quando se enfrenta marés e condições atmosféricas complicadas, no nosso caso, no mínimo draconianas face aos nossos problemas macroeconómicos e de finanças públicas, não é só necessário e, repito esta ideia, firmeza, frieza, espírito de sacrifício e abnegação para com o País, é preciso algo mais, é preciso ser Homem, não homem, para se ser Homem temos que ter espinha dorsal, temos que ter um caminho e seguir essa caminho por mais que os sussurros nos digam o contrário.

Passos teve essas qualidades, já muitas vezes falei aqui dele, e vou falar e voltar a repetir o mesmo que digo agora, não por questões de gostar da persona em questão, mas por mera admiração, quando não gostas de alguém quando assume um cargo e vez que ele é completamente diferente de tudo o que já viste até ao momento, fora da caixa, sério, trabalhador mas, acima de tudo, capaz de arrepiar caminho quando os espinhos da crise lhe estragaram outros planos de reforma que tinha em mente. Se esta experiência de governar talvez o Portugal com os maiores problemas estruturais de sempre em 900 anos de História, colocando o País de novo no “Mar” dos respeitáveis, sabendo que a recuperação era com pinças, então sinceramente não sei o porquê de tanta polémica de um Ex-Primeiro-Ministro dar aulas de Administração Pública, tendo o conhecimento intrínseco da questão e não só teórica! Mas igualmente prática.

O problema, será sempre o mesmo, infelizmente para quem não nasceu no berço certo, é do Norte, é retornado(Há portugueses que mantêm ódio de estimação), tem uma casa em Massamá, mas claro, o cerne, o grande problema de todos é que Passos não tirou o Mestrado em Paris, não comeu nas melhores pastelarias, não calça Prada e nem veste Louis Vitton. O ensino da cartilha, corporativista, dos “arranjinhos”, dos “doutorados” em Portugal não gostaram, a competência morde-lhes a razão, a teoria abafa-lhes a inteligência de um comum Mortal.

Perdoa-lhes senhor, eles não sabem nem o que fazem e nem o que dizem.

Mauro Oliveira Pires