O racismo do SOS Racismo

Vamos ser claros: Portugal não é racista. Num estudo recente, o nosso país lidera as listas com as menores taxas de violência e vitimização motivadas pelo racismo: 2%. Mais ainda,  lidera também nos índices sobre a inclusão no mercado de trabalho (Fonte Renascença). Mas temos uma “Associação” que se diz do lado das vítimas de racismo a “lutar activamente” (já sinto o suor daqui) contra o “racismo” que identifica em tudo o que mexe. Ah! ainda identifica “racismo” nos outros países mostrando “preocupação” com a violação dos direitos humanos. O problema está, claro, neste paradoxo de ver racismos onde não os há, e ter  cegueira profunda onde ele existe e mata indiscriminadamente. Vamos à prova dos nove?

Comecemos pelas preocupações desta malta com os “racismos” fora de Portugal. Houve ingerência nas eleições de Bolsonaro e  de Trump por os considerarem racistas, xenófobos, misóginos, homofóbicos e tudo mais. Ora, como se viu e vê, nem Bolsonaro nem Trump,  puseram ainda em marcha seus planos de “genocídio racista” que eles tanto propagandearam.

Porém, não se pronunciam quando se trata da África do Sul, onde neste preciso momento, fazendeiros brancos estão a ser chacinados (sim! chacinados!)  com um teor de malvadez indescritível.  Onde não se limitam a matar: arrancam as unhas; colocam crianças em água a ferver; espancam até à morte; estrangulam  com cinto; arrancam olhos.  Onde  aos que sobrevivem, cospem, estupram, batem, impedem acesso a cuidados hospitalares, negam ajudas sejam de que tipo for.    Onde o governo  promete persegui-los com violência até tirar tudo o que têm adoptando o slogan racista “Black Fisrt, Land Fisrst”.  Quando se trata também da perseguição aos judeus pelos islâmicos , dos cristãos pelo Boko Haram em África, da   violação dos direitos humanos na Venezuela, nem uma palavrinha sequer!

Por cá, a mesma atitude. Onde estava esta “associação” quando dois indivíduos de etnia cigana quase mataram um rapaz em Coimbra que apenas quis apaziguar uma disputa? Onde estavam quando uma família de ciganos atacou um casal homossexual também em Coimbra? Onde estavam quando um polícia foi agredidogratuitamente por africanos?  Porque não reclamam da força policial sobre claques de futebol? Porque não se sensibilizam com o uso de violência sobre “coletes amarelos”? E por falar em ciganos, viram-nos a acompanhar o processo dos 200 candidatos ciganos a militantes do PS que continuam bloqueados? Claro que não. Eles querem lá saber.

Mas bastou um vídeo amador (incompleto) no Bairro da Jamaica, que alegadamente incriminava a actuação policial, mas que já foi desmentido por uma testemunha local (veja aqui), para imediatamente e sem inquérito prévio concluir que houve abusos de violência policial motivados por racismo. Logo a seguir,  a ofensa directa e explícita aos agentes de autoridade a quem Mamadou Ba apelidou de “bosta da bófia” instigando ao ódio e divisão social contra as autoridades. A resposta a este apelo não se fez esperar: manifestações violentas, carros, autocarros e caixotes do lixo incendiados, cocktail molotov contra esquadras, ameaças explícitas em vídeo racistas  dirigidas à polícia a aos portugueses.

Na verdade, o SOS Racismo não passa de um departamento do bloco de esquerda para servir de marketing de imagem e colher junto dos desfavorecidos, que eles alimentam ideologicamente, votos. Não lhes interessa resolver nenhum problema destas pessoas. Tanto que é outra associação de moradores a “Associação para a Defesa e Integração das Minorias Étnicas” que nos últimos anos conseguiu levar a questão do realojamento  do Bairro da Jamaica à Assembleia da República com apoio da bancada parlamentar  do PCP. Isto porque aos extremistas do Bloco (muito mais perigosos que o PCP) interessa-lhes eternizar estas condições que são a incubadora perfeita para a promoção do caos e divisão social, feita à conta da falsa retórica do racismo. Não lhes interessa resolver a situação  destas famílias porque onde há integração das comunidades,  lei e ordem,  não existe anarquia essencial à sobrevivência do BE.  Conscientes do desastre que é o comunismo com a revolução do proletariado de Marx,  disfarçam-se agora de protectores de minorias para depois aparecer como salvadores da pátria impondo sua nova ordem.

Mamadou Ba é militante do BE que recebe remuneração por “prestação de serviços de assessoria técnica” no Parlamento. A associação que preside não apresenta seus membros nem balanços sobre a pouca actividade que promove (como se pode constatar no site) mas recebe generosos fundos públicos sendo o último para promoção de uma… festa (uau!!). Valor? Mais de 26 000 euros saídos dos bolsos dos portugueses!

O mais curioso disto tudo é o facto desta comunidade que apoia Mamadou Ba nos seus discursos de ódio e racismo contra quem não é negro, depois de terem expulsado de seus países  os portugueses a quem apelidaram de “colonizadores racistas” e que lhes deixaram toda a riqueza e desenvolvimento que produziram,  estar agora toda a vir para Portugal exactamente a pátria dos “racistas colonizadores”! Quem é que no seu perfeito juízo, acreditando que os portugueses são mesmo racistas, vem para cá meter-se na “boca do lobo”? A razão é óbvia: porque sabem que a questão do racismo é falsa e aqui vive-se melhor que nas suas terras onde reina a ditadura socialista e corrupção.

Os bairros como o da Jamaica são barris de pólvora não por racismos mas por rivalidades entre gangues ligados ao tráfico de droga e roubo. E independentemente de ter muita gente boa, honesta, trabalhadora e lutadora, existe outros “profissionais” que  são hostis com as autoridades e tudo fazem para os afastar do local porque lhes estraga os negócios. Tão simples quanto isto.

Agora a pergunta para um milhão: O que está verdadeiramente por trás desta “associação” afinal? Bem, numa pequena pesquisa, encontrei um manifesto de 2017, subscrito João Delgado, Kitty Furtado, Mamadou Ba e Sadiq S. Habbib  onde preto no branco (ups! será esta expressão racista?) é pedido no ponto 2: “A desmilitarização imediata da polícia, e o fim imediato das operações do CIR (Corpo de Intervenção Rápida) nos nossos bairros, como primeiro passo rumo à abolição total da PSP e GNR, e sua substituição por mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas comunidades”. Querem mais clareza que isto quanto ao real objectivo de desacreditação dos nossos policiais?

Perante isto, não restam dúvidas que no Parlamento existem infiltrados extremistas da esquerda radical, assessores e deputadas, com uma agenda clara de instigação ao ódio e  divisão social que não respeitam o Estado de direito nem as  autoridades policiais. Para quando a saída imediata desta gente ao abrigo da nossa Constituição? Ontem já era tarde.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Tolere-se o “empreendedorismo dos políticos de esquerda”. Odeie-se o capitalismo

Está na ordem do dia (calculo eu por cerca de 1 semana pois a indignação tuga tem prazo de validade curta) a polémica em torno do vereador da camara de Lisboa pelo bloco de esquerda, Ricardo Nobles que, depois de adquirir em 2014 um imóvel com a irmã por cerca de 347 mil euros, esse imóvel alegadamente deverá originar uma mais-valia na ordem dos 4,7 milhões de euros. [1]

Casos destes ocorrem diariamente. O que origina então esta indignação tipicamente tuga, que surge a uma sexta-feira em estilo fim de semana onde se espera bom tempo para praia para rapidamente ser esquecida? O facto de que estatistas em geral e, em particular esquerdistas, provarem dia após dia a sua hipocrisia na cara de qualquer eleitor, cidadão, ser humano ou animal (este último caso, caso sejam muito apologistas de que não passamos de bichos).

Vamos indignar-nos mais um bocadinho, tal como no caso do nosso primeiro-ministro, que supostamente terá comprado um apartamento em Lisboa, tendo-o vendido pelo dobro do valor meses depois[2] e cuja surpresa e indignação tuga durou uns míseros dias passando novamente a ser adorado por participar no insípido “5 para a meia-noite” e no Rock in Rio com uma tal banda de rock portuguesa.

Vamos fingir-nos chateados pelo partido comunista português ser o partido mais rico[3] e não pagar imposto sobre a Festa do Avante[4] (impostos paguemo-los nós, otários).

Com papas e bolos se enganam os tolos. Com discursos mesquinhos se enganam as pessoas principalmente quem tem memória curta. As pessoas têm uma memória tão curta que se esquecem de todas as restrições ao turismo em Lisboa e ao adorado/odiado alojamento local lisboeta que, progressivamente, se está a querer implementar[5]. Essa aberração que, no final, tornou apenas Lisboa uma cidade finalmente higiénica de vista.

As pessoas odeiam a especulação imobiliária, as casas caras em Lisboa (mas recusam-se a ponderar ir viver para Amadora, sabe-se lá porquê), os empreendedores estrangeiros que vêm para cá reconstruir Lisboa e tentar ganhar dinheiro com isso (essas bestas quadradas repugnantes) enquanto estamos super ansiosos para receber estrangeiros pobres que irão sobrecarregar o tão rico e cheio de superavits estado social português (e diminuir o nível de criminalidade no país certamente).

Os nossos políticos podem comprar e vender casas para sobreviver pois todos temos que comer (aliás para a política só vai quem abdica de si próprio pelo amor ao país) mas todos os outros são escória societal que teima apenas em gerar riqueza. Coitados dos inquilinos que são despejados pelos proprietários (aliás toda a gente sabe que o verdadeiro dono de um imóvel é o inquilino e não o proprietário) mas já vai longe a indignação pelos mortos e feridos dos incêndios, a miséria do serviço nacional de saúde, a polémica de “tancos” que aparece por vezes em rodapé, as subvenções vitalícias que os políticos recebem logo que começam a caminhar e as despesas de deslocação dos desgraçados que vivem no norte[6] mas que todos os dias se apresentam, sem falta, na Assembleia da República.

Em resumo, vamos lá fingir-nos um pouco de chateados só para parecer que acompanhamos a actualidade. Ficaremos à espera que o Ricardo apareça por aí nalguma festa da aldeia, talvez com uma banda de rancho folclórico para não se confundir com o António Costa, para voltar a ser aceite por todos.

Sara Albuquerque

Fontes Maquiavélicas:

[1] http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/respostas-rapidas-o-que-esta-em-causa-no-caso-ricardo-robles-338671

[2] https://observador.pt/especiais/antonio-costa-comprou-casa-no-rato-e-vendeu-a-pelo-dobro-10-meses-depois/

[3] https://observador.pt/2018/01/02/as-financas-dos-partidos-ou-falidos-ou-quase-na-bancarrota/

[4] http://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/avante-bilhetes-sem-iva-e-lucros-sem-imposto-na-festa-do-pcp

[5] https://www.tsf.pt/sociedade/interior/associacao-alerta-que-novas-regras-no-alojamento-local-prejudicam-investidores-9611394.html

[6] https://observador.pt/2018/05/04/ha-mais-deputados-a-receber-subsidios-por-residirem-fora-de-lisboa-quando-tem-casa-na-capital/

 

Obama, Catarina Martins e os Cogumelos

Ontem à noite fui obrigado, de modo solene até, o sono já batia à porta, em ver desenhos animados com cães a voar, só faltava a vaca, mas salvo erro tinha um pinguim(Não é diferente do Marcelo..), adiante, tal bonecada fez me lembrar os novos acampamentos do Bloco de Esquerda que tinham já as novas inovações de ponta com os laboratórios de ideias do PS e, claro, com ideias mais ou menos assentes sobre determinadas posições sexuais para os novos géneros criados com as incubadoras de erva da Catarina.

Não me perguntem porquê, mas ver pinguins a voar também me fez recordar os discursos vagos de Obama e Catarina Martins, passo a explicar, imagine que o pinguim vendia à sua plateia de leões carne assada, estes votam no pinguim para Presidente da Câmara e consolida o seu poder sobre a fábrica de gelo mais produtiva. O pinguim tem ideias geringonçais na cabeça, uma espécie de plano secreto de conquista do Mundo livre, fabrica um antídoto qualquer com o gelo e altera o clima da cidade, região e País onde se insere.

Depois, vários Países convidam o Sr.Pinguim para falar de alterações climáticas, o pinguim viaja de Jacto, fica em Madrid, mas dá a conferência no Porto, tudo pelo ambiente, claro, temos que poupar combustível. Depois come sardinhas e bivalves que estavam embalados em plástico, um claro ambientalista à Bloco de Esquerda, se não fosse o pinguim o Sr. Obama.

O Pinguim lá recebeu o seu peso em ouro pelo sorriso mais ou menos cínico, tipo:” É sorrir e acenar rapazes, sorrir e acenar”, recebeu caviar do bom, com gordura abdominal do Sr.Costa, como elementos mais residual da composição claro, e lá regressou mais gordo para casa. Já o Sr.Obama recebeu notas verdes, bastantes, um homem licenciado em direito fala do clima, o Mundo avança e a Catarina não para de fumar cogumelos.

Por falar em cogumelos, é de estranhar que o Sr. do PAN, a sua parceira das construções socais mais à esquerda, resumindo, tais criaturas amorfas do reino do rectângulo, não foram convidados para nos dar mais uma lição de mudanças climáticas. Talvez fique para uma próxima, mas deixo sugestão! Catarina, André, Jerónimo( E Heloísa?), Costa e família do Carlos César, transformem a festa do Avante num mega acampamento, construam a máquina dos cogumelos mágicos, olhem para o céu e verifiquem o aquecimento global, ou esquentamento, escolham vocês!

Mauro Oliveira Pires

De salientar que é um artigo humorístico, o autor tem a sua posição sobre as alterações climáticas mas prefere guardar para si uma vez que não tem argumentos técnicos para construir um artigo de base. 

Porque não vão buscar os venezuelanos?

E não é que nós, um país em pré-falência do Estado Social, que não tem condições mínimas para cuidar dos que estão cá dentro, solidariza-se e prontifica-se a receber milhares de migrantes da Turquia, Egipto e costa Africana onde não há guerra e sob o estatuto de refugiados? Esta semana a nossa bondade foi tanta que aceitamos receber a carga humana do Lifeline, um navio sob suspeita de tráfico humano e retido pelas autoridades, rejeitado e bem por Itália. Mas se é por mera questão humanitária porque não vão buscar os 500 000 luso-descendentes que estão em perigo na Venezuela?

A verdade que ninguém conta é tudo se resume a dinheiro e poder. A crise humanitária na Venezuela só interessa aos EUA que, enquanto o nosso Primeiro Ministro e Presidente da República foram ver a bola à Rússia, os americanos foram pressionar Nicolás Maduro que está literalmente a matar seu povo. Aos olhos da UE e da ONU os venezuelanos bem que podem morrer de fome e violência que não lhes interessa nada. Interessa sim dar seguimento à agenda de Soros que não é mais do que aplicação do Plano Kalergi, que é paga a peso de ouro para colonizar a Europa com gente dependente e submissa a uma nova ordem mundial. Confuso? Acha que isto é uma teoria da conspiração?

Se nunca ouviu falar do Plano Kalergi, a culpa não é sua. É das escolas que não lhe ensinam toda a História. Com efeito, é com Richard Coudenhove Kalergi que nasce os princípios orientadores da União Europeia: o “projecto para a integração Europeia”. Este Plano Kalergi, que surgiu com a fundação em 1922 do Movimento Pan-Europeu em Viena, pretendia a criação de uma Nova Ordem Mundial tendo como base uma federação de Nações Europeias liderada pelos Estados Unidos. No seu livro “Praktischer Idealismus”, Kalergi indica que os residentes futuros não seriam pessoas do Antigo Continente mas sim um tipo de sub-humanos fruto do cruzamento multi-cultural sem qualidade e facilmente controlável pela elite governante. Pelo caminho da concretização deste objectivo, a abolição do direito à autodeterminação e eliminação de nações recorrendo a grupos separatistas étnicos e imigração massiva, ou seja, os idiotas dos marxistas. Se ainda tem dúvidas pergunte-se porque existe o Prémio Europeu “Coudenhove-Kalergi” concedido a europeus, de 2 em 2 anos, que se destacaram na promoção deste plano. Entre os premiados podemos encontrar Angela Merkel e Herman Van Rompuy.

É com George Soros, um financeiro multimilionário ambicioso e fanático pelo poder que este plano foi entretanto retomado. Com uma agenda bem definida para a criação de um governo global, colocou sua Fundação a “Open Society” fundada em 1990 a financiar nas grandes sociedades capitalistas ocidentais, grupos que contrariam as posturas e valores tradicionais(partidos de esquerda, extrema-esquerda), apostando ainda nas organizações que julga capazes de empurrar a sociedade no caminho dessas mudanças(a ONU, ONG’s), sem pôr em causa o sistema capitalista que lhe permite poder e fortuna. Embora sua influência seja mundial na promoção do marxismo cultural que desestrutura as sociedades fragilizando e transformando-as num caos, é nos EUA que exerce maior influência onde possui laços estreitos com o partido Democrata.Esteve por trás das nomeações do governo de Clinton, deu um “empurrão” nas doações à campanha de Obama e foi o grande financiador de campanha de Hillary Clinton. Como reacção a esta agenda de globalismo, grupos nacionalistas começaram a nascer para travar este plano criminoso de substituição populacional. Na Macedónia o grupo SOS (Stop Operation Soros) quer travar as ONG’s financiadas pelo multimilionário de intervir na política do país. Na Hungria, o primeiro ministro atento a estas manobras está a impor legislação a fim de encerrar as actividades da Universidade Centro-Europeia fundada por Soros em Budapeste em 1991. Na Itália o Ministro do Interior denunciou e faz frente às manhosas ONG’s ao serviço desta agenda de massificação da migração de substituição na Europa. A propósito, sabia que Sanchez o idiota que assaltou o poder em Espanha acaba de reunir com Soros? Ah! pois é…

António Costa ávido de dinheiro da UE para tapar os buracos financeiros da sua má gestão, e a marimbar-se para a segurança do país, aderiu a esta agenda oferecendo-se para receber milhares de migrantes sem medir riscos, sem questionar o que vamos fazer com tantos rapazes jovens (sim, rapazes! não são famílias) que não fogem de guerra nenhuma mas vão ter regalias como se fossem refugiados, com casa, mesa e roupa lavada e que buscam na sua maioria um Estado Social que os sustente e não um trabalho. Um dos motivos apontados para esta entrada, dizem eles, é a baixa natalidade. Ora se assim é, não era mais seguro e barato criar aqui medidas de apoio familiar, melhorar as condições de vida e trabalho dos residentes ou até ajudar luso-descendentes criando condições atractivas em Portugal para que regressem e ao contrário destes migrantes, trazer mais valias económicas em vez de apenas despesa?

Era mais barato, sim senhor mas não enche os bolsos nem dá poder à classe política. Os venezuelanos, a braços com uma crise humanitária sem precedentes, não dão dinheiro por isso finge-se que não existem.

É exactamente este plano globalista de Soros que a actual presidência dos EUA quer combater e é também exactamente por isso que os democratas, financiados por este multimilionário criminoso, promovem o ódio contra esta administração que tentam a todo custo derrubar.

Se fosse mesmo uma questão humanitária os luso-venezuelanos não seriam esquecidos. Pense nisso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Os imigrantes ilegais

Certo dia a propósito do meu texto sobre o  caso do pequeno Alfie, deixaram-me um comentário que tomei em consideração. Dizia, em resumo, que a lei pode ser dura mas que era a lei e assim,  os ingleses, sendo cumpridores de leis (ao contrário de nós que só as temos para serem quebradas)  podia-se  contestar pela mudança da lei mas não pela sua execução. Aplicando este princípio que está certíssimo (pese embora o facto de no meu texto estar a criticar o poder exagerado concedido ao Estado e não a aplicação da lei) a  qualquer nação, não podemos entrar em histeria parva só porque os EUA fazem cumprir suas leis fronteiriças. Das duas uma: ou somos sérios naquilo que defendemos ou não o somos.

Todas as nações têm fronteiras e compete a cada um dos países decidir como as quer manter na defesa pela segurança dos seus cidadãos. Ninguém de fora tem o  direito de  impor seja o que for nesta matéria. Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos? Não seja hipócrita e responda com verdade. Você, na sua propriedade, só autoriza  a permanência de quem lhe convier e sob regras impostas por si, certo? E também não tem a porta aberta 24 horas por dia  acessível a qualquer um, pois não? Está a fazer discriminação positiva, certo? A questão da imigração ilegal é complexa e é precisamente por isso que não pode ser tratada de forma leviana porque põe em risco a vida das pessoas violando um dos princípios básicos da função do Estado: proteger. Tal como na sua casa em que toma medidas como fechar a porta à chave, vedar a propriedade com muros, para proteger sua família de invasões indesejadas e impedir a exposição aos perigos, as leis das nações servem exactamente o mesmo propósito.

Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?

A verdade é que é preciso promover a todo o custo  as imigrações ilegais  e diabolizar quem se  opõe porque há uma agenda política para cumprir. Mas não se explica, porque claro não convém, que a luta dos EUA não é contra os imigrantes (a sociedade americana só é multi-étnica porque promovem a imigração)  é contra os ilegais (e quem os promove) que assaltam o país pelas suas fronteiras e invadem a sociedade americana de criminosos como o gangue MS-13 responsável por atrocidades indescritíveis espalhando terror e a quem Trump classificou, e muito bem,  de “animais” para “horror” dos democratas. Basta analisar as declarações de Clinton, ObamaHillary e Trump para verificar que todos estão em sintonia sobre esta matéria. Todos querem que a imigração positiva siga seus trâmites legais. Algum problema nisso? Parece que sim.

Os EUA não querem ser uma Europa que já conta com muitos países a braços com problemas sérios de invasão  em curso onde só em França, por exemplo a população islâmica já representa 15% da população total e    conta com 1500 zonas interditas as “no-go zones”. Dá que pensar.

Devemos aceitar imigração? Claro que sim. Mas sem desrespeito pelos cidadãos que já vivem nesses países.  Dito e muito bem dito, por Obama em 2005: “Aqueles que entram ilegalmente no país e aqueles que os empregam desrespeitam o estado de direito. Eles estão mostrando desrespeito por aqueles que estão seguindo a lei. Nós simplesmente não podemos permitir que pessoas entrem nos Estados Unidos sem serem detectadas, não documentadas, sem controle e contornando a linha de pessoas que pacientemente e legalmente se tornem imigrantes.” Alguém arrisca contestar esta declaração? Claro que não. Porque foi dita por… Obama.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

E se fosse Barack Obama?

Compreendo que seja difícil reconhecer mérito em alguém que se odeia e em que se apostava  que iria arruinar o Mundo com sua loucura, narcisismo e prepotência (sim, ele tem isso tudo). Mas uma coisa é não gostar da pessoa Trump outra coisa é não admitir a eficácia dos seus métodos para conquistar a paz mundial. Dizer-se que foi mérito da China, que foi desespero de Trump (esta foi hilariante!), que foi a Coreia que vergou os EUA (com esta ainda não parei de rir!), que Kim chega numa posição de força melhor que a do Trump como afirmou  Miguel Sousa Tavares (valha-me Deus!), que a ideia de paz nem sequer foi dele, é de uma desonestidade intelectual sem limites. Os factos não mentem e é só preciso lê-los com seriedade.

O episódio que culminou neste momento histórico do aperto de mãos entre EUA e Coreia do Norte, foi a posição severa  e intransigente de Trump em relação Kim Jong-un quando  num ultimato que todos se apressaram a classificar de louco e irresponsável, e que provocaria a III Guerra Mundial, Trump avisava que se o “rocket man” não parasse de fazer experiências com mísseis nucleares, faria desaparecer a Coreia do Norte do mapa! Foi esta posição impopular, politicamente incorrecta que foi decisiva na mudança de planos de Kim. Nunca ninguém tinha tido a coragem de se dirigir a esse pequeno ditador coreano desta forma. De “diálogos em diálogos” o menino mimado que se achava acima de qualquer acordo, brincava aos poderosos provocando o Ocidente. O ódio aos EUA ensinado nas escolas era o combustível que alimentava a loucura de Kim. Até ao dia em que outro louco como ele o enfrentou, sem medo. Kim Jong-un ainda testou Trump com mais uns lançamentos para fingir que era um “poderoso destemido” e estava preparado para “destruir os EUA”. Mas quando Trump imediatamente endureceu as ameaças e fez avanços de tropas para posições estratégicas. Kim recuou e cedeu. Todos assistimos a isto. Porque negar?

Não foi a China nem a Coreia do Sul que pararam a loucura de Kim. Foi o bluff de Trump que resultou na perfeição.  Porque o poder começa no indivíduo e só depois acaba no governo. Se Trump não tivesse sido credível na sua determinação, jamais  teríamos assistido a esta viragem clara na união das Coreias  e desarmamento nuclear. A própria Coreia do Sul o reconheceu.

Tal como Trump, Reagan no passado, igualmente com um bluff bem montado de que iria dar início a um projecto de Iniciativa de Defesa Estratégica –  um sistema defensivo com mísseis colocado no espaço que asseguraria que nenhum míssil disparado pela URSS atingisse os EUA – numa altura em que o império socialista se estava a desmoronar por falência económica, conseguiu pôr fim à Guerra Fria que ameaçava o mundo. Mikhail Gorbachev, tal como Kim, consciente da sua incapacidade para fazer frente aos EUA, cedia. Curiosamente, porque a nossa História tem destas coisas, foi Gorbachev (o líder comunista que cedeu à pressão) e não Reagan, que recebeu o prémio Nobel da Paz por “ter posto fim” à Guerra Fria. Ironias.

Não tenho qualquer dúvida que se mudássemos de protagonistas nesta história e tivesse sido o Obama a conseguir igual feito, o Mundo inteiro iria render-se aos seus pés. As televisões iriam fazer directos, ao minuto,  a acompanhar cada movimento do Presidente, cada palavra, cada expressão. Qualquer coisa por muito insignificante iria ser enaltecida e o momento comentado em mais de uma hora de telejornal, durante vários dias, várias semanas até,  com todos os comentadores televisivos histéricos a bater palmas dizendo que nunca se vira nada igual: EUA a apertar as mãos à  Coreia do Norte e  esta em simultâneo à Coreia do Sul até agora desunida! Mas não. Tinha de ser o Trump, o homem mais odiado do planeta  a conseguir o que não foi conseguido em 70 anos. Logo é preciso desvalorizar. Parafraseando Salvador Sobral, a verdade é que Obama era aquele que até  “podia dar um peido que tudo aplaudia”. Tinha o dom da palavra e o carisma que falta ao bronco do Trump.

Curiosamente também, Obama não precisou senão de belos discursos visionários por um mundo livre de armas nucleares para ganhar um Nobel da Paz, em 2009, com menos de 9 meses de presidência e sua candidatura entregue à tangente a menos de um mês depois de assumir o cargo. Ou seja, foi premiado pelas belas intenções que ainda não tivera tempo de concretizar antes do prémio (não me lembro de alguém que tenha contestado isto). Mas já não se aceita que quem efectivamente concretize essa paz sequer sonhe com isso.

Goste-se ou não é um marco histórico que terá ainda grandes desenvolvimentos e cujo o mérito é tão somente dos dois homens que o protagonizaram: Trump e Kim Jong-un. Habituem-se à ideia.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

É mais Fácil Defender a Morte do que Defender a Vida

Não concordo com o aborto ou com a eutanásia. Admito que já o tentei fazer na medida em que é demasiado sedutor e demasiado fácil defender estas situações. Quem não se quer livrar das consequências de uma noite mal ponderada? Quem não se quer livrar de dores e sofrimento cujo fim teima em não vir?

Todos nós aspiramos por uma vida de perfeição, por uma vida satisfatória, por uma vida que nos faça, pelo menos, um pouco feliz ou, para os pessimistas, por uma vida um pouco menos infeliz. O problema nesta nossa aspiração é que, infelizmente, não controlamos tudo o que se passa na nossa vida e isso assusta-nos. Assusta-nos ao ponto de desejarmos a morte, rápida e indolor para nós e para outros que possam, algum dia, passar por uma situação que a nós nos atormenta.

Portanto, a resposta para o medo é a morte. A resposta para a dor é a morte. A resposta para a incerteza é a morte. Porém, a morte é a única certeza que a vida nos dá.

É-me impossível defender tais acções pelo simples facto de as mesmas não passarem de homicídios. Vendo as coisas por todos os prismas possíveis, o acto não passa de homicídio. A morte de alguém provocada por outro. Argumentam que, no caso da eutanásia, isso não é bem assim porque o doente pede a outro que o mate e, logo, essa morte passa a ter toda a legitimidade sendo até algo piedoso e compassivo. Como se não bastasse, começa-se a vender a ideia de que, quem não aceitar aquiescer a este pedido, é uma pessoa imoral.

Este argumento continuou a não ser válido para mim pois não conseguiu justificar o homicídio, apenas passa graxa e lustro na acção, tentando pôr a coisa menos feia, provavelmente por considerarem necessária alguma atenuante de consciência.

Ora portanto, sendo isto homicídio, porque tais actos são tão defendidos? Porque se tenta vulgarizar tanto a morte, morte essa que é inevitável?

Não acredito que o foco seja a morte e a sua valorização, mas sim o inverso: a progressiva perda de importância da vida apoiada pelo asqueroso relativismo moral que hoje impera.

A vida foi diminuída ao ponto de apenas valer enquanto somos úteis, enquanto tivermos algum tipo de contributo para a sociedade, enquanto temos capacidade de ter algum tipo de satisfação ou prazer. A vida humana deixou de ser um valor absoluto e, como tal, tudo tem condições para ser ainda mais relativo.

Vejamos um argumento utilizado de quem defende o aborto: o embrião ou o feto ainda não é humano. O ser humano apenas é ser humano, com possibilidade de viver, quando a sociedade o determina conforme as suas conveniências. Como no caso dos doentes ou dos velhos que ficam doentes, o argumento de que eles deixaram de ser seres humanos não resulta, então que inventaram? Que a pessoa tem direito a morrer com dignidade. Isto significa, portanto, que qualquer pessoa que esteja entravada numa cama vive de forma indigna. A dignidade de alguém passou a ver-se pelo estado do corpo e não pelo seu carácter ou pelas suas acções.

Vergonhosamente, este nosso Portugal sofre o flagelo de abandono de idosos. Mais facilmente vemos indignados na praça pública por a eutanásia não ser despenalizada, mas nem um pio sobre os idosos abandonados. Quando os idosos dizem que não querem estar sozinhos, a sociedade não quer saber. Quando os idosos dizem que querem morrer, a sociedade junta-se para desligar a máquina.

O último recôndito dos defensores de homicídios assenta na liberdade da pessoa sofredora decidir como quer morrer. Se a pessoa quer morrer, é livre de se matar. Se a pessoa quer morrer e não o consegue fazer sozinha, não pode querer incutir esse tipo de acções noutras pessoas. Lamento, mas não há respostas felizes para todos os problemas da vida. O facto da pessoa o pedir, não justifica coisa nenhuma. Ao longo da nossa vida fazemos tudo aquilo que os outros pedem e desejam? Ou agora passamos a defender esta coisa em particular porque, de alguma forma, nos convém?

Como se tudo isto não fosse suficiente, todos nós sabemos que a vida sempre foi relativizada por regimes políticos ditatoriais. Acham que Hitler, Estaline ou Mao Tsé-Tung reconheciam algum valor à vida? Não. Reconheciam valor às vidas que eles queriam.

Se a vida é relativizada, tudo deixa de ter importância. As novas gerações irão nascer com a vida sem valor e a morte vulgarizada. Tudo isto não passa de uma guerra para dizimar os valores judaico-cristãos, baluartes da civilização ocidental, por muito que custe a todos os ateus que ganham urticária cerebral só de ouvir falar de cristianismo.

Acham mesmo que esta história da eutanásia ser só para doentes em estado terminal vai ficar só por aqui? Não. Tal como antes se falava do aborto, p.ex: em caso de perigo de vida para a mãe, hoje ele pode ser feito até às 10 semanas de gravidez. Portanto, a partir das 10 semanas e 1 dia, o tal bichinho tornou-se humano.

Onde devia existir a propagação do amor, do carinho e da dedicação, que é aquilo que doentes e pessoas fragilizadas precisam nos momentos mais difíceis da vida, a sociedade opta por banalizar a morte passando ela a ser a forma mais rápida e eficaz de resolver qualquer problema.

A civilização ocidental está a ser atacada por todos os lados: de fora, vêm para cá algumas pessoas que falam abertamente que a civilização ocidental é má, fonte de todos os males do mundo e que deve ser destruída. Acham que isso é mau? Não, o pior está cá dentro, com todas as vagas que existem de propaganda esquerdista, promiscua já com a direita, que renuncia por completo a tudo aquilo que nos fez chegar ao ponto civilizacional em que estamos: a família, o casamento, os valores morais judaico-cristãos, a tolerância (q.b. não me refiro à tolerância auto-genocida), o individualismo, a vida, a liberdade… e ainda fazemos propaganda igual à dos outros afirmando que somos todos maus e a fonte de todos os males do mundo.

Como tal, a nossa “auto-penitência” é matar bebés, velhinhos e doentes, aceitar quase pacificamente violações e atentados, achar que o judaísmo e o cristianismo são embrutecedores da sociedade, adorar os animais acima de todas as coisas e ter poucos filhos em prol do requintado estilo de vida materialista (a não ser que decidamos ter cães ou gatos em vez de seres humanos, neste caso a prol desta gente está garantida) o que nos faz ser ultrapassados demograficamente. Para quem é bom em matemática, mas limitado em demografia, será fácil perceber: se um ocidental tem em média 1 ou 2 filhos e imigrantes que apelam ao ódio do ocidente têm uma média superior, quem irá ter mais filhos daqui a uns anos e ser maioria na sociedade?

Tudo isto representa para mim uma coisa apenas: o progressivo fim da civilização ocidental que morrerá vítima da sua própria virtude em tudo aceitar relativizar, mas já nada valorizar. Com isto termino com o sentimento de que o relativismo moral assustar-me-á sempre muito mais do que a moral absoluta judaico-cristã.

Sara Albuquerque

 

O Momento Catarina Martins de António Costa

Costa parvo
Jornal Público, 2014 visita de Sigmar Gabriel a Portugal

Corria o ano de 2014, António Costa tinha acabado de apunhalar a sangue frio António José Seguro, o líder mais credível do PS da sua história como um todo. O discurso era errático, uma característica peculiar de sua Santidade é que tamanhos pensamentos macro craniais e que, cujas vibrações sensoriais chegam a Marte, coadjuvam com o cata-vento do Presidente Marcelo. Para Costa, em 2014, a Austeridade, esse nome que foi contraído do nome técnico Política Orçamental contraccionista dos macro economistas, era o bicho de sete cabeças essa criatura lendária parecida com o acordar da Catarina às 7 da manhã das segundas feiras.

Em 2015, especialmente em Janeiro, com aquele discurso pró Syriza em que:” O Syriza era o caminho a seguir”, os pensamentos de Costa foram atenuando, com Mário Centeno na elaboração do programa económico do PS e a Agenda para a década que, diga-se de passagem, não durou 5 meses, a feitiçaria de Mário Centeno previa uma expansão dos gastos públicos num momento inicial para, segundo ele, “incrementar o volume do crescimento”, para depois esse suposto crescimento gerar um aumento de receitas para os cofres do Estado e assim diminuir o défice, uma receita da lógica da batata.

Passos vence as eleições legislativas de 2015 em Portugal, o Messias Costa perde em toda a linha, o discurso da loja dos trezentos foi consumido à Cruela de Vil e em modo de cebolada. Depois usurpa o poder, usa duas estacas de nome Catarina e Jerónimo para consolidar o seu poder interno e fazer de moderador do Reino do quintal à Beira mar plantado.

Os ditames das finanças, aqueles números bastante complexos e com processos matemáticos complicados para tamanho cérebro Costista, levaram a que a Comissão Europeia ameaçasse com Sanções à Troika Social Comunista por levar a cabo uma política económica inexistente, estrutural portanto, e uma política orçamental irresponsável. Aqui começaram a dança das cativações, Costa cativou a Europa, Juncker ao pequeno ao almoço, especialmente com um vinho caro, e ainda cativou o povo português, que cuja ignorância não permite ver a realidade como ela é.

Dizem que a realidade é imperfeita, mas as mentiras de Tsipras, a austeridade de Tsipras fez bem à Grécia, hoje é um País com Superávit nas contas públicas, Portugal já não o tem desde 1974, expulsou Varoufakis e regressa aos mercados. Costa repete a receita, mas de maneira errada, porque os cortes que faz são facilmente revertíveis  com o ciclo económico e o aumento de despesa pública em alguns sectores estratégicos para votos, em tempos apertados claro, são uma variável venenosa para nós.

Enquanto boa parte dos Países europeus tem défice orçamental zero ou superávit nas contas, o nosso défice de -3%(com Caixa) é dos maiores da Europa, mas excluindo o efeito Caixa não estamos melhor. Entretanto os beijinhos hipócritas de Costa à Imperatriz Europeia, mulher mais poderosa do Mundo, são mordidas de Naja. Nada que António Costa não saiba fazer, bonito na frente, um oco por trás.

Nem Sócrates faria melhor, se um é Sociopata outro é um ser mentalidade perigosa, muito perigosa. Sim, a Catarina vendeu-se a Costa por 1€, Costa vendeu-se a Merkel por mais uns tostões.

Mauro Oliveira Pires

As (in)Capazes

Assumo sem problema algum que não sou nem nunca serei feminista. Mas isso não significa “ódio às mulheres” como alguns homens e mulheres feministas me conotaram (francamente!). Bem pelo contrário: significa que não aceito que se diminua a mulher retirando-lhe capacidades intrínsecas de conquistar objectivos para justificar sua pseudo-defesa por grupos de mulheres radicais e obsessivas. Dizer que uma mulher para conseguir algo na sociedade precisa de outra mulher ou grupo delas, é ofensivo. A mulher para conseguir tudo o que quer na vida só precisa de vontade, determinação e acreditar nela sem medos para iniciar a mudança.  Mulher só não consegue o que não quer.

Lutar pela igualdade de direitos é uma luta de todos, por todos, sem discriminação. E ao fazê-lo por uns, abre-se portas aos outros. Mas a mulher em particular pela sua poderosa natureza de lutadora resiliente capaz de superar barreiras inimagináveis aliada a uma persistência invulgar, foi desbravando caminho para chegar a todo o lado praticamente sozinha. As mulheres sempre souberam ultrapassar tabus e preconceitos com sua teimosia rebelde e poderes de sedução. Sim. Sedução. São as únicas que conseguem dar a volta aos homens fazendo-os perder a razão em segundos e dominá-los sem que se dêem conta usando a narrativa certa. Usaram e usam essa arma desde que existem. Por isso são as mais poderosas dos dois sexos. Se você é mulher e nunca viu isto, é cega.

Ter direitos iguais não significa eliminar as diferenças entre sexos como se as diferenças fossem algo pejorativo para a mulher. Ser diferente é ser o complemento, a diversidade que traz mais valias à sociedade. Precisamos tanto da sensibilidade e intuição feminina como da razão e objectividade do homem. Um ambiente de trabalho que não seja equilibrado entre géneros trará problemas. A propósito,  trabalhei como docente em escolas com mais de 100 pessoas onde as mulheres eram sempre em maioria. Nesse universo desequilibrado (com poucos homens), os problemas começavam a aparecer (devido à natureza fortemente competitiva entre elas) assim que uma outra mulher se destacasse e fosse mais popular junto dos alunos ou professores masculinos.

Porque as diferenças não são uma construção social. Podem vir com todos os estudos encomendados que quiserem. Jamais conseguirão que eles expliquem porque uma célula masculina é diferente de uma feminina. Não vale a pena bater no ceguinho. A biologia é incontornável e determina os géneros vincando o que os diferencia e ainda bem. As feministas que insistem em contrariar este facto, mas dizem-se casadas, que me perdoem: começo a duvidar que têm realmente um homem em casa porque quem os tem sabe o quanto são diferentes sem precisar de estudos para o demonstrar.  Por outro lado, se fosse realmente uma construção social, como se explica que minha filha mais velha nascida nos anos 80, onde não havia ainda lavagem cerebral da ideologia de género, nunca tivesse pedido uma boneca, nas fileiras dos brinquedos devidamente separados pedia para que comprasse action-man, tartarugas ninja, jogos da Sega  e legos enquanto os dois mais novos, nascidos nesta nova era da estupidez da ideologia de géneros, a rapariga escolhia bonecas, cozinhas e maquilhagem e o rapaz sempre se interessou por máquinas com rodas? Afinal em que ficamos?

Num programa da tarde em que Rita Ferro Rodrigues era apresentadora, falava-se de mulheres e homens que tinham renunciado a carreiras profissionais para tomar conta da família (sim, existem pessoas assim). Quando as senhoras referiram ter sido por opção – e que eram discriminadas por outras mulheres por isso –  Rita ignorou completamente. Mas quando foi a vez do homem, elogiou, louvou, e até se emocionou! Porque não teve a mesma reacção para ambos? A hipocrisia das feministas não termina aqui. A mesma Rita que diz defender as mulheres defende a entrada massiva de migrantes islâmicos com uma cultura de opressão bárbara sobre a  mulher. Mais ainda: as Capazes que ela lidera defendem coisas como por exemplo a suspensão do voto de homens brancos para equilibrar a sociedade. É isto a defesa pela igualdade?

A lógica das Capazes é esta: a mulher pode ser enfermeira em vez de médica  ou simplesmente renunciar a uma carreira para tomar conta da família? Pode mas não deve porque isso revela que inconscientemente a sociedade a oprimiu. Pode dirigir  uma multinacional, governar um país ou ter um cargo de direcção na Administração Pública? Pode e deve porque só assim luta pela igualdade. Assumir-se diferente do homem? Nunca, porque isso é desvalorizar-se! Na óptica destas senhoras, temos todas de ambicionar altos cargos e carreiras de topo senão significa que estamos a ser oprimidas. Tal e qual.

As Capazes não passam de incapazes que não foram habituadas a lutar por nada. Que não sabem os caminhos para as  conquistas porque tudo lhes foi dado de bandeja, sem esforço. É gente incapaz de esfolar as mãos, para atingir metas. Nunca tiveram de construir nada por si, com derrotas e fracassos pelo meio. Viveram numa bolha social fofinha onde um dia sonharam criar associações inúteis para arrecadar 73 000€ por 4 sessões de palestras no Alentejo fazendo crer aos incautos que estão a defender algo quando na verdade estão apenas a orientar-se à conta do erário público. É tão somente isto.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

O Feminismo faz tanta falta como o Machismo

Apesar do salto qualitativo do papel da mulher na sociedade ocidental onde hoje as barreiras que as separavam dos homens caíram, o histerismo feminista nunca foi tão estridente. Pior: a mulher que ouse discordar desta narrativa é  imediatamente trucidada com violência verbal à qual juntam uns quantos insultos para a diminuir intelectualmente acusando-a de não defender as mulheres. Porque há uma agenda para cumprir: convencer o Mundo que as mulheres ocidentais (sim porque as outras não lhes interessa para nada) não são livres e continuam a ser oprimidas e que elas,  as feministas,  fazem falta para as “salvar” desses abusos. Nada mais errado. O feminismo  faz tanta falta hoje na nossa sociedade ocidental como o machismo.

É verdade que durante séculos a ignorância dos homens em relação à anatomia e psicologia feminina era quase medieval. Assim como o era em relação por exemplo à própria higiene (quem não sabe que nessa época eram proibidos os banhos por “fazerem mal à saúde”?) Era a ignorância, medo do desconhecido dos homens que impunha limitações às mulheres e que em 1878 fazia com que o British Medical Journal questionasse sobre a possibilidade de uma mulher estragar um presunto ao tocá-lo por estar menstruada ou ainda uma mulher que confessasse desejos sexuais ao seu médico era imediatamente receitado banhos frios, entre outras medidas do género e caso persistisse o problema, o internamento em asilo!!  Judith Flanders relatou em “Inside the Victorian Home: A Portrait of Domestic Life in Victorian England”, que um inglês levou sua esposa de meia idade  a um oculista, por esta se ter tornado míope onde foi  informado  que o problema dela tinha origem em seus órgãos sexuais pois seus desejos libidinosos deterioraram os seus olhos e que a única cura possível era a  retirada de seu útero.

Foi graças às reformas LIBERAIS que  a ignorância foi combatida com a circulação de jornais na Europa que aumentou oito vezes entre 1712 e 1757. Esta “revolução silenciosa” permitiu que em 1771 as publicações britânicas pudessem relatar de forma pública os debates no Parlamento popularizando assim a instrução. Em consequência no norte da França entre 1786 e 1790, 44% das mulheres já sabiam escrever o nome o que indicava um salto na alfabetização nunca antes registado. A Revolução Industrial que se seguiu foi o resultado desta “revolução silenciosa” que criou instrução que se espalhou por todo o velho continente numa sinergia entre produção e educação. Sem as máquinas que popularizaram os  manuais de alfabetização e o comércio livre dos livros, jamais esta barreira da ignorância seria derrubada e aberto o caminho para a libertação da mulher como o descreve Stevn Roger Fisher no seu livro “História da Leitura”.

Com a Revolução Industrial, as mulheres tornaram-se a principal força de trabalho nos EUA representando 88% dos operários em 1818. Os homens iam para a agricultura onde se exigia maior força física. Nas fábricas as mulheres ganhavam  um pagamento semanal com base numa escala “hora à hora” algo inédito naquele tempo que permitia ganhar o DOBRO do trabalho agrícola. Fala-se dos abusos às mulheres e crianças (trabalho infantil) durante a Revolução Industrial mas branqueando o facto de antes, suas vidas terem sido miseráveis onde as  únicas opções para sobreviver à fome, era a  prostituição, mendicidade ou serem criadas de servir (algo desprezível na sociedade que as tratava como animais).

A Revolução Industrial trouxe ascensão social e económica sem precedentes para as mulheres. Devido às mudanças sociais ocorridas depois com a chegada de imigrantes aos EUA,  as mulheres foram levadas para cargos mais bem pagos e para novos campos de trabalho em ebulição. As oportunidades fora das fábricas aumentou e em 1850 o número de professoras em Massachusetts foi o dobro dos homens! Em 1900  as mulheres estavam presentes em 195 das 300 classificações de emprego enumeradas pelo Censo. Algo absolutamente inédito na época. Nem aqui fez falta quotas.

Foram as medidas liberais da “revolução silenciosa” e a Revolução Industrial que se lhe seguiu que deram LIBERDADE DE ESCOLHA às mulheres que passaram a ter seu próprio sustento sem depender dos homens. Não foi o feminismo que as libertou. Foi o capitalismo.  O feminismo da época apenas melhorou suas condições.

Hoje, esta onda feminista de 3ª geração, por tudo e por nada alega discriminação. Não interessa saber que uma mulher naturalmente escolhe áreas profissionais diferentes dos homens. Que naturalmente optam por serem elas a cuidar da família. Que naturalmente têm um conceito de felicidade diferente do homem. Que possuem cérebros diferentes, logo pensam e agem diferente. Não. Interessa convencê-las que são vítimas. Que são coitadinhas que “precisam ser libertadas da opressão masculina” quando os homens de hoje são em tudo diferentes do passado. Apoiam-se nos estudos subjectivos de quem os faz. Pouco se importando com o factor óbvio da natureza humana. E por falar em estudos, já está na hora de trazer alguma seriedade sobre as estatísticas enganadores das diferenças salariais quando as categorias profissionais estão todas tabeladas sem diferenciação de sexos! Se há diferenças é porque teimosamente nesses estudos não se tem em conta factores primordiais nessa avaliação como por exemplo a escolha natural de especialidades menos bem remuneradas ou menos horas trabalhadas para assistência voluntária à família. Nas empresas que geri era impossível fazer diferenciação no salário base devidamente tabelado. Se isso acontecesse, a Inspecção do Trabalho entrava imediatamente em campo com multas pesadas.

No fundo o feminismo de hoje consiste em substituir o machismo dos homens doutros tempos pelo feminismo actual segregador das mulheres com vista ao domínio destas. Não buscam o equilíbrio e igualdade entre as partes. Buscam a primazia.

A verdadeira defesa pelos direitos das mulheres faz-se pela defesa de todas as pessoas pela igualdade de direitos sem discriminação  pelo sexo, idade, cor, etnia, raça , sensibilizando e envolvendo toda a comunidade nesta luta. Defender as pessoas é defender todos por igual criando sinergias em vez de fissuras entre grupos. E esta é a verdadeira defesa por direitos iguais.

Cristina Miranda

Via Blasfémias