RE: Legado de Karl Marx

No Expresso um artigo de opinião comemora  os 200 anos do nascimento de Karl Marx ou seja, o obscurantismo económico sobrevive.

Resistirá à interpretação do fenómeno humano no mundo da arte em dois cenários?

1. Um artista num assumo de inspiração passa a noite a construir uma instalação. Custo dos materiais envolvidos: 500€ (atente-se: um artista também precisa de capital inicial). Na manhã seguinte o seu galerista faz uma avaliação: 50 000€. Lucro de… é só fazer as contas mas assim seja realizado e terá agora disponível bem mais capital para instalações mais ambiciosas.
2. Um artista num assumo de inspiração pede a um serralheiro para lhe construir a mesma instalação. Custo dos materiais envolvidos e da mão-de-obra: 1000€. O artista precisou agora de mais capital inicial que no primeiro caso para… pagar a mão-de-obra. Repare-se que se não o tivesse (o capital de 1000€ em vez dos 500€) não teria como adiantar, assumindo esse risco, esse montante à mão-de-obra. Avaliação da galeria da arte: 50 000€. Lucro à custa da “exploração do homem pelo homem”: é só fazer as contas. Mas seguramente tem agora mais capital para arriscar no adiantamento de maiores custos com mão-de-obra na realização de actividades que contêm a incerteza de encontrarem sequer a preferência necessária a cobrir os custos objectivos.

Conclusão: toda a actividade com o fim de ser avaliada num processo de troca pelos outros tem a sua arte, o capital tem de pré-existir para sequer poderem existir salários, todo o valor é subjectivo ao objecto (ou o que seja, podem ser um poema declamado) e não ao como – se tem mais ou menos mão-de-obra incorporada – o objecto foi criado e o lucro puro só tem lugar quando existe arte (em concorrência aberta com os outros artistas).

Carlos Novais

As cobaias do bolivarianismo

António Costa deve pronunciar-se na devida altura pela imposição de sanções à Venezuela, não devendo, mais uma vez aqui, ser refém da vontade de Jerónimo de Sousa.

A Venezuela vive, atualmente, uma crise humanitária sem precedentes: 82% dos venezuelanos são pobres e três milhões tentam sobreviver recorrendo às lixeiras municipais. É este o país onde, tendo sido já um dos mais ricos do mundo, se ouve hoje nas ruas: Estamos com fome.

Com a receita de Chávez de desvalorizar a moeda, proibir o lucro, não investir nas infraestruturas e controlar cegamente os preços, bastou praticamente uma década para o socialismo destruir a nação. Organizações criminosas, como as FARC, têm recebido além de apoio logístico dentro da Venezuela, onde possuem propriedades, identidades falsas e facilidades no “comércio” de estupefacientes. À medida que o desespero aumenta, a criminalidade cresce e os cidadãos fazem justiça pelas próprias mãos. Aliás, já há exemplos de quem tenha sido queimado vivo na praça pública por roubar.

À beira de uma guerra civil, Maduro, na linha do seu antecessor, continua a usar cruelmente os seus compatriotas como cobaias do bolivarianismo, a humilhá-los e a deixar o pior exemplo enquanto chefe de Estado.

Embora o Governo português ainda não tenha tomado uma posição relativamente à aplicação de sanções à Venezuela – até porque essa questão não foi ainda discutida na UE –, desde já se exige que António Costa se pronuncie na devida altura pela imposição das mesmas, não devendo, mais uma vez aqui, ser refém da vontade de Jerónimo de Sousa. Nesta matéria, o PS tem, ao longo da história, demonstrado fraquezas indesculpáveis, sendo disso exemplo o facto de Mário Soares na década de 70 ter recebido Ceausescu, de quem se declarou amigo.

Numa recente nota do gabinete de imprensa do PCP foi reiterado o apoio ao regime venezuelano e condenada a “ingerência do imperialismo” norte-americano.

Após a derrota nas legislativas de 2015, Maduro procura agora sair legitimado de uma Assembleia Constituinte, sem dar oportunidade ao povo para decidir por plebiscito se a quer convocar. É este o regime que Jerónimo de Sousa aplaude e quer ver perpetuado. O PCP continua a ser um dos partidos comunistas mais ortodoxos do mundo, no qual os militantes são mantidos na linha dura e na doutrina avessa à democratização. Partido este que teima em estar no lado errado da História.

Pedro Borges de Lemos, Advogado.

 

 

Fonte: Jornal Económico.

Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural

A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37.º” refere: “1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opinião. Mas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?

Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes sociais, o Marxismo. Que a sociedade naturalmente iria colidir entre proletariado e o capital. Só que deu um tiro gigantesco no pé. A dita teoria, com o passar do tempo não se confirmava e vai daí, ajusta-a dizendo que afinal, não despoletaria de forma natural mas sim provocada, ou seja, era preciso instigar à rebelião. E é aqui que está o cerne desta questão. É que nem provocada deu os resultados pretendidos. Com chacinas em massa, depois de experimentada a dita teoria ideológica no Mundo, TODOS os países que se  viram prisioneiros do marxismo imposto, expulsaram o comunismo. Com tamanho fracasso mundial, as mentes perversas dessa ideologia logo encontraram outra forma de penetrar na sociedade revirando-a do avesso, provocando lutas de ódio entre grupos para voltar ao controlo ideológico –  O Marxismo Cultural –   que teve seu maior aliado no politicamente correcto de asnos que governam o Mundo. O que comprova que a ignorância é de facto a arma mais poderosa do marxismo.

Em resultado, a normalidade passou a ser considerada anormal. Pior, quem se opõe achando que a anormalidade não é normal, passa a ser rotulado, perseguido, ameaçado e amordaçado. Exemplos? Ora vamos começar por Gentil Martins, um conceituado médico que é linchado simplesmente porque disse a mais pura das verdades, sem ofensas, apenas com base em factos: “a homossexualidade é uma anomalia de desvio de personalidade”. Onde está a ofensa ou homofobia disto? Em lado nenhum. A natureza é perfeita. Concebeu dois géneros completamente distintos que se complementam com o objectivo da reprodução da espécie. No entanto, os desvios acontecem. Não há qualquer drama nisto desde que a maioria não fuja à norma para preservação da espécie. Porque se a norma passa a ser a homossexualidade, a raça humana extingue-se. Onde está a homofobia disto? O problema de Gentil é que esqueceu-se que a plateia é ignorante, outra propositadamente tendenciosa, que não sabe ou não quer saber,  que a palavra anomalia quer dizer ” aquele que se desvia da norma, da generalidade” logo, não é um termo ofensivo. Só o é se eu lhe der essa conotação INTENCIONALMENTE. Não foi de todo o caso. Por outro lado, veja-se a beleza das anomalias existentes quando pretos nascem loiros ou quando crianças nascem sobredotadas. A anormalidade não é sinónimo de aberração. É sinónimo de diferença.

Outro exemplo, é o caso Ventura.  Este senhor a quem tiro o chapéu por ter dito o que TODOS pensam mas não têm a coragem de o dizer, referiu e bem, nesta entrevista:“(…)Isto não é racismo nem xenofobia, é resolver um problema que existe porque há minorias no nosso país que acham que estão acima da lei (…) Há imensos bairros problemáticos, notícias de tiroteios… é impensável que não haja um sistema de videovigilância no concelho (…)Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada(…) Tratando de igual forma estas etnias e os restantes cidadãos (…)achar que há determinados grupos que, por pertencerem a determinadas minorias, têm de ter um tratamento diferenciado.” Onde está o racismo aqui? Se eu disser que os meus vizinhos são uns malandros, que vivem de subsídios e venda de droga, sou racista? Claro que não. Até me vão dar razão. Mas se acrescentar que esses vizinhos meus são ciganos… alto lá e pára o baile! Estou a discriminar. Fiz-me entender?

Mas pior do que tudo isto é a hipocrisia dos que mandam silenciar as opiniões alheias acusando-os de xenofobismo, homofobismo e toda porcaria e mais alguma acabada em “ismo” que pela frente se desunham na defesa destas pobres minorias, mas usam o termo cigana de forma pejorativa no Parlamento, atacam o líder da oposição com termos injuriosos claramente racista, se recusam de enterrar alguém de etnia diferente, se referem à cor da pele para ridicularizar, a organização do Avante agredir e expulsar gays do evento ou quando um autarca socialista se queixava dos ciganos. Marxismo é isto: mostrar que se está pela defesa dos oprimidos e pelas traseiras, fazer exactamente o oposto para impor uma ideologia: a deles. Só a deles.

Para mim é um prazer ver que há por aí a despontar muita gente politicamente incorrecta, sem medo, capaz de fazer frente a este fundamentalismo ideológico que completamente derrotado, tenta impor-se culturalmente. Se forem cada mais, limparão a lixeira política que transpira há décadas na nossa democracia. Venham muitos “Venturas “e “Gentils”, porque a sociedade civil está farta da política e sociedades de faz de conta que destroem em vez de construir.

Porque quem opta por dizer a verdade independentemente das consequências, não morre politicamente nem socialmente aos olhos do povo. Ganha confiança. Algo extinto há 43 anos.