2 anos de Politicamente Incorrecto

A construção e manutenção de um blog a longo prazo é um desafio hercúleo mas ao mesmo tempo saboroso. O entusiasmo inicial é fulgurante e dissipa-se com o tempo, assentamos arraiais e ficamos experientes. O PortugalGate arranjou inimigos fora da blogosfera como gerou paixões, a irreverência é isto também, ser incorrecto sem ser malcriado, ser impactante sem querer palco imediato que não se traduz em algo com substrato, portanto sustentável, como se quer que qualquer projecto seja. A credibilidade ganhou-se com artigos de referência, muitos, com certeza, dos mais lidos da blogosfera política de 2018. Um blog com tão pouco tempo conseguiu visualizações extraordinárias em tão pouco tempo e em artigos estruturados.

É extraordinário porque não existem por aqui avençados da esquerda ou de direita, não nos colamos a partidos, só à liberdade, ao liberalismo e lutamos por um Estado que seja menor e cada vez menor mas dentro das suas funções normais de segurança, defesa e justiça. Num ambiente em que outros blogs da direita caem ou ficaram petrificados, sendo mais antigos e maiores em dimensão, e outros, reforçaram-se bem mas pouco mudaram o modo arcaico como funcionam, somos o ar fresco da direita liberal na blogosfera.

Mostro-vos as visualizações, os artigos de 2017 e 2018 mais lidos:

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FONTE: Dados internos

288,761 mil visualizações em 2017 numa estimativa inicial conservadora de 100,000 para um incremento em 2018 para 338,481 mil(ainda não está fechado),  com uma taxa de crescimento de 17% e muita polémica, num total de 627,242 mil visualizações. Em 2019 queremos mais de 1 milhão de visualizações com mudanças que ai vem no site, no layout  e estrutura. Queremos mais artigos, com qualidade e sempre incorrectos, com verdade afectando qualquer quadrante político.

Vamos aos artigos mais lidos de 2017:

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FONTE: Dados internos;

Em 2017, o nosso ano de nascimento e de muita rotação, aventura, desilusões e alegrias o @ogatopoltico foi o campeão das visualizações com o seu artigo:” As fantasias sexuais de Catarina Martins”, com a sempre irreverente e verdadeira @cristinamiranda505 em segundo e eu @maurooliveirapires em terceiro na categoria de artigos mais lidos.

Em 2018, o cenário muda, mais visualizações, passagens no deserto, alguma desilusão outra vez, mas depois a vitória:

Visualizações 2018.png
FONTE: Dados internos

Ganha o pódio a @cristinamiranda505 que ganha lugar nos três primeiros artigos, nem com geringonças chegávamos lá.  Em quarto o primeiro artigo do @ogatopoltico, e que é muito bom, continua na ribalta ficando eu mesmo com os dois últimos lugares.

Fez-se muito em tão pouco tempo, temos a certeza que revolucionámos a blogosfera com artigos diferentes e directos, pragmáticos e objectivos. O futuro é incerto, não sou a Maya, mas a concorrência tem que sair da toca mais vezes.

Com os meus melhores cumprimentos a todos os nossos leitores!

Mauro Oliveira Pires

Se quiserem seguir a página do @ogatopoltico no facebook estão à vontade: ” O Gato Político

A direita que votaria no marxista Haddad

Respirem fundo. Bolsonaro não vai implantar uma ditadura. Não vai matar opositores. Não vai perseguir homossexuais. Não vai provocar desigualdades entre mulheres e homens. Não vai perseguir nem matar negros. Tudo o que ouviu dos média em campanha foi uma construção falsa contra um candidato, a favor de outro, e contra o qual milhões de brasileiros lutavam. Endeusaram Haddad, um bandido com várias dezenas de processos judiciais activos por corrupção e branqueamento de capitais, com programa eleitoral claramente ditatorial,  e demonizaram Bolsonaro truncando entrevistas, vídeos, alguns com quase 30 anos e citações fora dos contextos para servir uma agenda política aos globalistas apoiantes de uma nova ordem mundial. Foi feita uma clara campanha a FAVOR DO MARXISMO por parte da classe intelectual e dos média. Coisa jamais imaginável em pleno século XXI onde muitos países já viram e  ainda vêem a face negra  do comunismo. É exactamente por isto que o povo, que quer queiram quer não, é quem mais ordena (ironicamente são os comunistas que o afirmam) e democraticamente nas urnas,  há de banir o comunismo e agendas globalistas  do planeta. Temos pena.

Entretanto, preparem-se porque os perdedores, “defensores da democracia, tolerantes, pacíficos e sem ódio”, vão começar os motins e ataques violentos a civis para depois virem vitimizar-se, quando a polícia intervir,  alegando que estão a ser oprimidos na “luta” pela “reposição da democracia” (curiosamente ganha nas urnas  ah! ah! ah!) e contra o “ódio” e contra a perseguição de não sei do quê, nem por quem, mas que servirá para espalhar o terror sob a bandeira hipócrita da defesa pela liberdade. Mas qual liberdade? Aquela que querem usurpar? Agora são eles que escolhem quem vence e não o povo? Mas isso não é ditadura?

Da esquerda tudo espero porque tem sido assim sempre que perdem eleições democráticas, mesmo que totalmente viciadas e manipuladas por eles com a ajuda dos média. Agora a grande surpresa foi descobrir que existe uma #DireitaHaddad!!! Sim, ouviu bem. Uma direita capaz de, como li, votar em consciência sem hesitar em Haddad ou outros que o fariam depois de fechar os olhos. A sério??????? Então votariam, se fossem brasileiros, num marxista puro, que não escondeu ao que vinha com programa eleitoral claramente ditador castrador das liberdades individuais e colectivas, para se perpetuar no governo e soltar os criminosos petistas da cadeia???? Desculpem mas isto é assustador.

O pior pesadelo que me poderia assombrar neste momento é saber que na ala liberal há marxistas vestidos de direita. Sim marxistas. Porque só marxistas votam em marxistas. Escusam de estrebuchar. Porque existe o voto em branco. Existe opção para os objectores de consciência. Se não fazem uso a esse direito, são como eles. Não há volta a dar.

Alegam as criaturas que foi por via de um discurso de “ódio,  machista, racista e homofóbico” inspirados em vídeos com quase 30 anos.  Quem é capaz de me afirmar aqui que suas opiniões, hoje, são as mesmas que há décadas atrás seja sobre homossexualidade, migrantes, sobre a actualidade do seu país ou qualquer outro tema? A forma como hoje resolveriam problemas nacionais seriam iguais há 10, 20, 30 anos? Não precisam de responder. Todos nós vamos crescendo nas nossas visões sobre o que nos rodeia. Que o digam por cá os agora PSD que eram PCTP-MRPP por exemplo. Eu sou do tempo em que a homossexualidade era tabu e quando apareceu a sida –  que inicialmente era atribuída a esse grupo e se acreditava ser contagiosa pelo toque –  tínhamos medo do contágio e dos homossexuais!!! Claro que hoje, depois de muita informação, a sociedade progrediu e são naturalmente aceites sem qualquer problema. Assim foi com Bolsonaro que disse explicitamente em entrevista recente que TODOS são iguais perante a lei e devem ser por isso respeitados ao abrigo da Constituição.

Ele de facto usa muitos eufemismos excessivos quando quer transmitir uma ideia. Curiosamente, o povo entende-o bem porque no dia a dia fala como ele, de forma emotiva e exagerada. Bolsonaro é um ex-militar, pai de família, católico devoto, homem do povo, simples, genuíno e de pavio curto. Precisamente por isso, o povo não só entendeu a mensagem, como não o teme. Já os intelectuais deste país, que não se misturam com o povo, estão perplexos e “assustados”. Sosseguem. Porque a bolsa já disparou;  os investidores estrangeiros já estão de olho no Brasil; os ministros escolhidos são de topo (veja-se o ministro da ciência e tecnologia se tem alguma comparação curricular com os medíocres dos ministros portugueses) e se cumprir com todo o programa, em  pouco mais de 2 anos, o país estará a “bombar” economicamente  tal como Trump, sobre quem agora todos silenciam. Tudo isto, sem cortar liberdades nem matar a democracia.

Mas curiosamente, a #direita Haddad não sentiu medo dos discursos de ódio espalhados pelas esquerdas em campanhas eleitorais no Brasil: “Brasil será incendiado por greves e ocupações– MTST;  É preciso derramar sangue” – Benedita da Silva do  PT; Vamos fazer uma guerra civil” – CUT;  Vamos fuzilar” – Mauro Iasi do  PCB;  Vai ter de matar gente” –  Gleisi do PT;  Eles vão apanhar nas ruas e nas urnas” José Dirceu do PT. Ou seja, o ódio da esquerda é fofinha e não aterroriza ninguém…  da  #direita Haddad. Pois.

Para mim esta eleição foi um abre olhos. Percebi que há entre nós indivíduos perigosos que se dissimulam de direita.  Que por viverem numa redoma de glamour e purpurinas da “socialite chique”, não percebem  o que é viver todos os dias a desviar-se das balas sempre que se vai para a rua trabalhar, que não sabem o que é temer que os filhos morram no regresso da escola, que não sabem sequer o que é viver em dificuldades extremas. Não sabem nem querem saber. Mas sabem com firmeza que votariam Haddad, do mesmo PT que transformou Brasil numa gigantesca organização criminosa de onde se foge para sobreviver!

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Precisamos de Liberalismo rock “n” roll em Portugal

Portugal é um país tremendamente sui generis, tem um Partido Comunista agreste por fora, e, por dentro, afável nas negociações – o ex-ministro da Economia de Passos Coelho, Álvaro Santos Pereira, escreveu no seu livro que a CGTP, braço armado do PCP, nas negociações no tempo do resgate financeiro contribuía de bom agrado nas negociações laborais, e, quando abandonava a sala, alterava o seu discurso para agradar aos seus eleitores da luta eterna dos camaradas – portanto, um PCP com poder na estrutura do Estado, capaz de parar um país, e um povo (8%) que vota nisto! A Europa de leste sabe o que é o comunismo e não vota em ditadores disfarçados. Para além disso, temos um Bloco de Esquerda, do chamado “NeoComunismo”, onde tal partido é claramente a favor das liberdades individuais de cada um, e muito bem, mas depois banaliza-os com discursos histéricos, mal estruturados, de ódio, colocando as chamadas “minorias” e outros indivíduos de orientação sexual diferente numa situação ridícula.

Depois temos o partido do regime, que controla os pilares essenciais da nação: a comunicação política, social, a Maçonaria e as faculdades de pensamento económico, social do seu lado, marxizando o ensino e criando futuros robôts votantes de tal agremiação partidária, o PS. É o partido “impoluto” com toques de sagrado, pois arruinou a economia do país três vezes em 44 anos – com três pré-bancarrotas – permanecendo em modo vítima perante um povo que é claramente da área das humanidades e não das matemáticas. O partido da subtracção, do sumir, das contas de sumir, de sumir com as nossas vidas actuais e futuras hipotecando-as com contas de somar, somar em dívidas, impostos e menos liberdade económica de gerarmos recursos de modo livre em prol da prosperidade para Portugal.

Por fim, temos a “direita”, um conjunto de Partidos Sociais Democratas que pouco diferem do PS no modo de política económica, mas com uma política orçamental diferente, para melhor, mas ao mesmo tempo inconsistente. Uma direita que devia ter como pilares, ou como matriz fundamental, a propriedade privada, a liberdade do indivíduo e um Estado menor que nos consumisse menos recursos e que o pouco que fez foram paliativos, cujas mãos estavam igualmente armadilhadas no cerne da questão, a Constituição da República Portuguesa claramente socialista e apologista do sector público. A mesma que não deixou Pedro Passos Coelho seguir o seu caminho reformador na sua totalidade, mas, mesmo assim, deixando um património de credibilidade ao país que jamais outro em democracia deixou. Se não queremos o nosso País na corda bamba constante, ano após ano, com remendos ali e acolá, uns pós aqui e outros ali -não falo dos pós da Catarina – falo da maquilhagem, dos retoques orçamentais conjunturais que se fizeram e que se fazem actualmente.

Precisamos de redefinir o que queremos do Estado, porque com esta dimensão e imensidão não conseguimos financiar um monstro que é ineficaz por natureza, mas que por uma razão de pragmatismo tem que existir. Precisamos igualmente de um líder carismático, impoluto, de preferência que saiba o que é o calo do trabalho, que conheça o sector privado e as suas necessidades, que tenha meios – não é preciso ser rico – mas alguém que não surja no jogo político para arranjar os contactos necessários para chegar às empresas de maior dimensão, mas sim reformar o país de cima a baixo sem pedir autorização aos mesmos de sempre, à oligarquia vigente, às famílias do regime e ao partido da bancarrota, o PS.

Um líder político que seja liberal na economia, mas que ao mesmo tempo seja capaz de explicar o que é isto de liberalismo, um líder genuíno que seja capaz de levantar parte da abstenção e reerguer o orgulho de se amar a liberdade individual e económica. Um líder que não olhe para o liberalismo como uma ciência do passado, com filósofos à mistura, o povo não sabe, não quer e não tem a paciência para saber disso, as contas tem que se pagar ao final do mês, e as políticas socialistas do tira e volta a dar são jogadas caras de hoje e amanhã, o futuro constrói-se olhando para o coração das pessoas, não exaltando o pior delas, mas saber falar sem a cartilha de sempre.

O PSD de Rio não é solução, não por este ser uma má pessoa, é um homem competente no seu ofício, mas, aliado à falta de carisma, Rio nada difere de António Costa, zero! Cristas sabe a pouco, tem boas intenções e tem ao seu redor liberais interessantes, mas falta pimenta. Por isso, meus caros, em quem votar? Se Espanha deu oportunidade aos novos partidos, tendo como o Ciudadanos como exemplo, ou Macron em França – não gostando eu muito do senhor, mas adiante – parece-me que a Democracia21, a Iniciativa Liberal e o Partido Libertário são projectos a seguir de perto. Falar mal de políticos é fácil, difícil é agir, e a acção começa no voto.

Mauro Oliveira Pires

 

Pedro Passos Coelho é Hoje Mais Importante Do que Nunca

Não passaram 2 anos, não passaram 5 anos nem muito menos 10 anos, passaram 4 meses, longos, espinhosos 4 meses, onde a estratégia do Presidente do PSD, Rui Rio, consiste em perder as eleições legislativas de 2019 para as ganhar em 2023, algo demasiado arriscado de uma personagem que até agora não se mostrou muito diferente de António Costa, caciques para ganhar eleições internas, facadas suaves ao líder do Partido de então ao longo do Programa de Ajustamento da Troika e arrumações de tropas e contagens de espingardas para causar sussurro no Magistério de Pedro Passos Coelho.

Passos sabia que os afluentes de Rio eram pedras quentes, incomodavam, pouco, mas estavam lá, as eleições autárquicas fragilizaram politicamente Passos, mas não lhe retiram o brio e muito menos o título de melhor líder do PSD de sempre e do agente mais decente a actuar na política em Portugal, não é brilhante, muito longe disso, mas o sentido de Estado é hoje tão raro quanto o som fonético sem calinadas das palavras de António Costa.

Perceber que as Instituições tem poderes separados, perceber que a meritocracia, o individual que cada um tem em nós e a hombridade são o pilar de um País normal e dito democrático, Passos trouxe isso, trouxe a normalidade da democracia Europeia para um País que tem atracção perigosa pelo abismo, Passos soube ser um liberal pragmático contido, num País onde a liberdade não é apreciada nem percebida como mecanismo que podia transformar o povo no verdadeiro poder de um País, porque um Povo livre de um Estado Monstruoso e sugador de recursos é o motor da criatividade e da geração de valor, é isto que o PS de António Costa, Sócrates e Mário Soares não percebeu, nem quer perceber, porque é mais fácil construir um Estado Oligárquico onde a mediocridade impera e a distribuição do dinheiro pelos amigos onde todos são chico espertos é de facto mais fácil de defender e de executar, só que o dinheiro não dura para sempre, é finito, ao contrário da infinitude da estupidez do Socialismo Português que comete os mesmos erros ao longo de 44 anos de democracia.

Pedro Passos Coelho é hoje mais importante que nunca, porque, além do seu legado histórico de ter conseguido aguentar um barco já em naufrágio, o de ter ganho eleições com um valor simbólico histórico, Passos conseguiu que António Costa invertesse o discurso e passasse a ser mais Papista que o Papa na austeridade, hoje António Costa faz com que planeamento dos serviços seja o caos completo e nem estes sabem com o que contam, em tempos de tempestade financeira, sabiam, é a diferença entre um Estadista e um Caloteiro, só para sermos directos na abordagem.

A saída de Passos foi estratégica, ele está na sombra, o País quando estiver em dificuldades tem de reserva quem o salve, o problema é que a liberdade de governar em tempos normais não parece ser  a sina de Pedro Passos Coelho. Os ensinamentos de Passos não vingaram ainda na democracia portuguesa, mas arranharam o chão, hoje Passos está mais experiente, viu tudo o que nós não vimos, mas sentimos, ele geriu, nós ajudamos, ter alguém de confiança e de valor moral é raro em Portugal, a democracia Portuguesa não sabe o que perdeu.

Mauro Oliveira Pires

 

Liberalismo de Sofá? Jamé!

Portugal tem que ser diferente da Europa, em tudo, até nos pequenos pormenores mais corriqueiros, vejamos, a Europa está a enfrentar a criação de uma vaga de Partidos liberais, ou pelo menos Partidos menos Socialistas que os do establishment, em termos pragmáticos é boa notícia, qualquer política ou ideia que gente nova e empenhada traga para os rumos bafientos da política europeia será sempre um acréscimo de mais liberdade individual para futuro, mais criação riqueza e prosperidade.

Se na Europa temos este cenário, com o Ciudadanos em Espanha à frente dos históricos da bipolaridade da Política Espanhola e até a própria mudança de mentalidades que parece estrutural dos próprios votantes na UE, que votam hoje mais à direita do que o habitual, que se vai traduzindo em mortes lentas e dolorosas de Partidos Socialistas, ou Sociais Democratas, um pouco por toda a Europa, em Portugal ainda estamos a discutir o sexo dos Anjos, ou se Jesus Cristo subiu aos céus, se Maria Madalena era mulher de Jesus, por outras palavras continuamos num processo da táctica do engonhar, um tema clássico em 900 anos de história de Portugal

Falamos, falamos e mandamos postas de pescada sem arrotar as espinhas, depois fazemos grupinhos de facebook e lá se comentam, mandam-se likes, partilhas, beijinhos e abraços, o trabalho de terreno, aquele que deve ser feito sem medo e de modo politicamente incorrecto, essa é para aqueles que os intelectuais da Kandonga chamam de “A bunch os Socialists”. Ficar no Sofá com café é sempre aconchegante, os calos até ficam mornos e sem trincheiras de dores de maior, mas, meus caros, não há nada de mais liberal que a Associação de seres individuais com um programa para liberalizar um País.

Já sei que isto levaria a mais uma eterna discussão entre intelectuais, mas reparem, Margaret Thatcher pediu autorização para ser ela própria? Acham que ela andou a intelectualizar se era preciso um Partido para reformar um País? Com as suas ideias , conquistou os eleitores do Reino Unido e lançou talvez a maior onda liberalizadora, desreguladora e de aumento da liberdade económica que o Mundo já viu.

Só que temos aqui uma diferença, Thatcher era pragmática, um Partido é um meio de poder para se atingir um determinado fim, Thatcher seguiu o seu, reformou o País contra tudo e contra todos inclusive contra o próprio Partido, no final pagou por isso com os Tories a lançarem a facada nas costas da Dama de Ferro. Mas valeu a pena, hoje o Reino Unido é mais Thatcherista que a própria Margaret, ou pelo menos os ensinamentos perduraram e criaram raízes.

Thatcher, conseguia isto sem sair do Sofá? BOLA! Não! Simplesmente era mais uma no meio de tantos outros, a ousadia causa inveja alheia, muita! Se no Reino Unido causa imaginem em Portugal, onde os próprios “Liberais” se sabotam a si próprios. O caminho em Portugal para se promover o liberalismo é o politicamente incorrecto, a capacidade de sermos nós próprios no meio de tanta gente formatada por métodos de carneirada pelos grandes Partidos. A coragem não se consegue, nasce connosco, e talvez se desenvolva com o indivíduo em contextos particularmente difíceis, mas quem tem coragem não cortem as pernas, ajudem, para maluquinho já basta António Costa.

Último ponto, o ranking da liberdade económica de 2017 mostra uma coisa interessantíssima, que os Países do topo da tabela são os Países mais liberais do Mundo, ou seja com menos Estado, impostos mais baixos e menos regulação de actividade económica, actos que em modo sinergético promovem maior liberdade de escolha ao individuo e remete ao Estado um mero papel de espectador, que é isso que ele merece.

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FONTE: Index Of Economic Freedom, 2018 Países Livres

Como sempre, é crónico, Portugal continua o mesmo País pastel de sempre, todos os Países que há anos estavam em dificuldades e sobre vigência internacional, hoje tem um índice de liberdade económica maior que o nosso, como a Roménia, Botswana, Azerbeijão(!), Montenegro(!) entre outros.

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FONTE: Index of Economic Freedom, 2018 Países moderadamente livres

Como vem meus caros, o liberalismo é a solução não o problema, não é porque o Estado lhe diz que não que não deixa de ser verdade, pense caro leitor, um Porco quando quer comer e não tem não come o que lhe põe à frente? É o que o Estado faz, utilizada todas as técnicas de persuasão e propaganda barata para continuar a inchar, depois quem vier a seguir que pague. Pense, ainda não paga imposto.

Mauro Oliveira Pires

 

Passos Coelho Deixou o PSD Órfão

Um Homem não se mede somente pelas suas qualidades intrínsecas, pela sua capacidade inabalável de resistir à pressão e a acontecimentos vários num espaço temporal, também se mede pela sua total abnegação a não virar a cara aos problemas por mais complexos que eles sejam e claro, não fugir para Palma de Maiorca de seguida. É essa a grande barreira de ferro que separa os fracos, os usurpadores, aqueles que tem visão de curto prazo como António tem para o País, aquela navegação à vista típica dos agentes do largo do Rato que, quando sabem que a factura está perto de chegar, abandonam o navio para o outro lado da cortina resolver, aquele que tem espinha dorsal.

Falar, recordar ou até escrever sobre Passos Coelho sendo Rui Rio Presidente do maior Partido Português é preocupante, não se podem apagar as marcas do passado, as trincheiras instaladas bem quiseram e ainda querem, a sombra de Passos paira sobre o PSD, e isso de grosso modo é positivo, quer dizer que ainda temos uma reserva mental que nem todos os Partidos tem socialistas puros ou alguém que se quer aproveitar do “pote”, é sinal que ainda se tem de reserva alguém que quer mais para o País, que tem um plano e que sente que a sua missão não acabou.

Sentir saudade da ética, da disciplina, da ordem institucional que Passos trazia consigo não é algo de outro Mundo, num País civilizado sem trincheiras e toupeiras de maior, qualquer político deixa a comunicação social entrar e resolver-se no seu ciclo natural, verdade que em Portugal maioria tem cor, é canhota nas redacções e de extrema esquerda na táctica do barulho, mas Passos podia ter sido outro, podia ter sido como Sócrates e usar uma empresa Estatal para comprar a TVI ou a SIC, usar a táctica da ameaça que Sócrates e Costa fazem, quem não se recorda do episódio de um Jornalista do Expresso João Vieira Pereira que escreveu um artigo normalíssimo a criticar António Costa na inconsistência do seu programa eleitoral e dos SMS`s que este recebeu de António Costa a dizer que isso era feio?

Podia ter sido assim Passos, mas não foi, ficou na sua vida, o Jornalismo e a Comunicação Social em 4 anos de um Governo democrático em Portugal nunca tiveram tanto à vontade na expressão da sua liberdade de imprensa, mas não, Passos é que é mau. É por tudo isto, pela visão, pela capacidade de sacrifício pelo outro, por ter acredito em si mesmo e na capacidade individual de cada português em ultrapassar o holocausto Socialista, é por isto tudo que Passos merece uma vénia. O PSD sem Passos Coelho e sem uma geração verdadeiramente liberal não passa do PS II, do Partido charneira das causas de António Costa.

Eles são carneiros, enquanto andam aos papeis o diabo come os de cebolada.

Mauro Oliveira Pires

Vem aí o Partido da Sofia Afonso Ferreira

Portugal sempre esteve preso aos mesmos partidos durante décadas. Ora PS ora PSD com ou sem coligação com CDS, o certo é que tem sido sempre isto: vira o disco e toca o mesmo. Em resultado, o país andou estes anos todos a parecer um elástico, a esticar até quase falir com uns e com outros a retomar um pouco a forma no ano seguinte, sem nunca progredir senão em acumulação de dívidas, cada vez maiores, cada vez menos sustentáveis. Ou seja, uns a estragar, outros a remendar, mas nenhum a resolver verdadeiramente.

E isto tudo porque desde que nos livramos da ditadura este grupo – sempre os mesmos, composto de políticos pseudo-intelectuais – encontraram um meio de sobrevivência confortável à conta dos contribuintes onde inclusivamente “fabricaram” lugares para os familiares e amigos. Com favores distribuídos por todos os segmentos de actividade com o intuito de perpetuar a estada no Parlamento, ficaram todos de rabo preso em negociatas que prejudicaram o erário público anos a fio. Daí o facto de nenhum deles tomar todas as medidas estruturais necessárias, quando chegam ao poder, para endireitar o país.

Por isso é com agrado que vejo nascer novos partidos. Porque já o disse várias vezes, Portugal só muda quando alguém fora da política, dos vícios, da corrupção, do compadrio, dos favores, se meter à estrada e rasgue um caminho rumo a uma governação responsável e transparente totalmente dirigida à Nação, ou seja: NÓS!

Porque é na sociedade civil que está a chave para sair deste pântano. Porque é na sociedade civil onde estão aqueles que partiram as unhas a trabalhar para ter algo na vida. É na sociedade civil que estão as pessoas que sabem o quanto custa ganhar a vida a pulso e sem favores. É na sociedade civil que se aprende a ter resiliência, a lutar sem meios, a sobreviver a tudo para pôr pão na mesa. É na sociedade civil que estão os vencedores que não precisaram do Estado para ser alguém. Por isso, é na sociedade civil que está a melhor casta de futuros governantes.

Está mais do que provadíssimo que crescer profissionalmente na política e seguir directo para o Parlamento é a pior das opções para um país. O resultado de quatro décadas não podia ser mais claro. Políticos que nunca fizeram nada na vida real não têm a noção real de nada sobre o país, logo não possuem a valiosa experiência que ensina no terreno. Nunca sofreram desilusões nem fracassos, nunca perderam nada, nunca tiveram de recomeçar, de se superar. Por isso, são uns inaptos para decidir sobre a vida dos portugueses. Porque é caindo e levantando várias vezes que se ganha estofo para as batalhas e sabedoria para as vencer.

Eu não sei se a Sofia vai estar à altura do desafio. Mas agrada-me e muito saber que uma mulher com costela do Norte empunha um projecto liberal de direita – o Democracia21 – numa altura de crise ideológica partidária como nunca se viu no nosso país onde o PS é comunista, o PSD socialista, o BE a ajudar a governar à direita e o CDS a querer ser alternativa SOZINHO ao centro direita. Uma “salganhada” de todo o tamanho onde grande parte dos portugueses não se revê de todo.

É preciso, sim, criar uma alternativa séria à miscelânea que agora vivemos para resgatar aqueles abstencionistas – são quase 50% – que não acreditam na política actual por não se reverem nos malabarismos destes incompetentes. Aqueles também que mesmo votando, andam à toa a fazê-lo, não por convicção, mas por falta de alternativas.

Se for um projecto capaz de servir as pessoas com excelência e devolver a economia TODA à sociedade libertando-a das grilhetas do Estado actual incompetente, castrador e devorador de impostos. Se for um projecto que estimule a criar em vez de estimular a parasitar. Se for um projecto que dê sempre voz aos cidadãos antes de tomar decisões fracturantes como o deve ser numa democracia. Se for um projecto onde o Estado presta contas do que faz com os impostos e os utiliza somente na sociedade. Se for um projecto onde só se permite a permanência daqueles que cumprem com honra seu dever de servir a Nação, então temos gente.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

 

Entrevista a Sofia Afonso Ferreira

Antes de vos mostrar o resultado, acho que ficou tremendamente produtivo e interessante, da entrevista que líder do novo Partido de Direita Liberal em Portugal, Sofia Afonso Ferreira, me concedeu  não posso deixar de eu, pessoalmente, deixar o meu humilde testemunho sobre a Sofia e igualmente sobre o contexto que nos envolve do Reinado das esquerdas unidas. Portugal é um País de gente desenrascada, pessoas boas e atenciosas, carinhosas com o próximo, mas, por outro lado, são ingénuos e com índices de literacia financeira baixíssimos. Logo, qualquer cenário utópico vindo do caviar das nossas esquerdas berrantes em gritaria é facilmente interiorizado por um povo que é facilmente permeável.

A pouca direita com valores liberais, aquela que defende a iniciativa privada, o Estado mínimo, que defende o individuo e a sua capacidade de realização, está com uma representação parlamentar em deputados algo fraca, os que se assumem são raros e os que existem não se assumem. É aqui que entra a Sofia, é aqui que entram todos os projectos liberais que tenham a intenção de o serem, que não ficam no sofá com a filosofia barata. Querem ler o que a Sofia tem a dizer não é? Vamos a isso!

Pergunta 1): O que é a Democracia 21? O que querem trazer de novo ao Palco Partidário? O que vai trazer de novo às pessoas? 

Começando por explicar o que é a Democracia 21, neste momento é um Movimento Cívico, estamos a recolher assinaturas, para constituir Partido e esperamos que a D21 seja no futuro e, vai ser, um Partido Liberal de direita, é bom frisar isto, portanto a diferença que oferece é por um lado um primeiro Partido liberal, ou, pelo menos, o que considero serem os valores fundamentais do liberalismo em Portugal, uma coisa que estamos à espera há muitos anos e que é preciso avançar e faz falta ao espectro político Nacional, não nos podemos esquecer que neste momento é a segunda maior força na Europa, entre muitos outros Partidos que compõe esta força, outros inclinam-se para a esquerda outros para a direita, mas, neste momento é importante que a D21 avance em Portugal bem como outros projectos, eu gostava que houvesse mais Partidos Liberais em Portugal.

Pergunta 2): Numa entrevista recente que deste à MAGG, revista do Observador, disseste que a tua geração estava arredada do poder, como vês um Rui Rio com 55-56 anos e António Costa com 55 anos, um líder partidário do maior Partido do País e outro Primeiro-Ministro e Macron com 40 anos Presidente de França? O que falta à política portuguesa para atrair os gente jovem e competente? 

Temos vários problemas em Portugal(Risos), a primeira tem a ver com a nossa história, tivemos uma revolução há 40 anos, depois de mais de 40 anos de Estado Novo, formaram-se Partidos na altura que conservam o poder até hoje de modo rotativo como o PS e o PSD, os dois maiores Partidos Políticos, o problema é que os mesmos não se renovaram e se actualizaram nos métodos, nas ideias de e formas de fazer política apresentado quase o mesmo projecto aos eleitores e neste momento, a minha  geração, e tenho 41 anos, esta pouco representada apesar do BE e do CDS hoje em dia tem pessoas da minha geração à frente. Na MAGG, como disseste, contei-lhes um episódio que ocorreu no ano passado em que apertei a mão ao Macron que é mais novo que eu e é daqueles momentos da vida de uma pessoa, em que começas a pensar em que estamos a apertar a mão ao Presidente de França com 40 anos e no meu País, percebo a dificuldade e o caminho que tenho pela frente, o nosso Presidente tem 68 anos e aqui se vê a diferença, Macron com 40 e Marcelo perto dos 70 concordemos ou não com as ideias deles, Portugal tem definitivamente um problema de “sangue novo” na política, há algo que tem de mudar rapidamente.

Pergunta 3) És a primeira líder partidária a usar o termo direita liberal, e não de centro direita. Poucos tiveram a tua coragem para usar esse termos, como arranjas explicação para uma “direita” como o PSD que já não se diz de direita, mas sim de esquerda, e muita gente no CDS da Ala mais Conservadora que querem a Assunção Cristas e Adolfo Mesquita Nunes fora? Como explicas a resistência dos lideres partidários da “direita” em se assumirem como liberais?

As coisas estão a mudar, estamos em 2018 e, olhando para o mosaico Partidário na Europa as coisas estão a mudar mais rapidamente, aqui em Portugal estamos atrasados e muito… É com a D21 e com outros projectos políticos de cariz liberal, que estão agora a surgir finalmente, que podemos mudar isto, repara, não há algo de diferente no ar? Se calhar já não é assim tão prejudicial dizermos que somos de direita liberal, o que posso dizer na minha perspectiva muito particular de quem montou a D21 muito recentemente, tivemos muita atenção por parte da imprensa e das pessoas para assinarem, foi dos poucos projectos a afirmar-se de direita logo de inicio e isso deu nos uma visibilidade que, se calhar, outros projectos não tiveram, porque fomos por esse caminho. Há muitas pessoas à espera que venham partidos diferentes, para melhor, face aos actuais.

Pergunta 4) Quais são para ti, os problemas fundamentais que urge resolver em Portugal? 

Essa é fácil(risos)! Menos Estado! Menos Impostos! Menos Despesa!  E mais liberdade individual, com reformas nos principais sectores. 

Pergunta 5) Qual o Político(a) que te mais inspirou a nível interno e externo? 

A nível Nacional é fácil, Sá Carneiro, eu nasci e cresci em 1977 no meio seio familiar, tínhamos esquerda e direita, mas onde a morte de Sá Carneiro foi muito sentida e isso acabou por me condicionar um pouco, a forma como as coisas foram correndo e passado alguns anos, quando cresci, acabei por me tornar apoiante do PSD devido a Sá Carneiro que ainda hoje é uma referência no pessoal da direita. A nível externo, Angela Merkel! A Alemanha é o País mais forte da Europa, nos anos de crise é interessante assistir à conduta política de Merkel e da forma como guiou a tempestade financeira dos Países do Sul, bem como o aguentar do projecto Europeu, por mais falhas que tenha é sempre importante manter um projecto que trouxe paz à Europa e algum liberalismo. Foi a figura que mais me marcou, apesar de não concordar com tudo.

Pergunta 6) Pedro Passos Coelho foi o líder incontornável da direita neste século e talvez da democracia Portuguesa, como lhe descreves? Qual a tua avaliação ao Mandato de Passos? 

Sou uma Passista convicta! Acabei por sair do PSD quando o Pedro saiu, isso acabou por me condicionar, pois estava céptica em relação ao rumo que o PSD estava a tomar e Rio não me agrada particularmente, o PSD entrou num caminho que não concordo. O Pedro, aguentou e governou numa altura muito específica, muito complicada, a crise não foi só aqui, foi na Europa e foi em geral, ele teve 4 anos de governo a apagar fogos, não governou numa altura normal, houve coisas que não concordei outras sim, mas no geral fez um trabalho fantástico. Engraçado que, Tsipras, Primeiro-Ministro Grego, fez um tremendo elogio a Passos agraciando a forma como Portugal manteve o seu rumo pós programa da Troika e portanto vemos que afinal, Passos tinha razão, acho que lhe devemos alguma coisa…

Pergunta 7) Achas que a comunicação social Portuguesa é parcial face ao PS?

A comunicação social é favorável e parcial ao PS e à esquerda em geral, mas tambem isso está a mudar, hoje há mais aceitação e predisposição para surgirem mais partidos liberais, tambem sem dúvida  que na imprensa as coisas estão a mudar, apesar de existir o desfasamento de tratamentos, sendo mais favorável aos Socialismo do que à “direita”. Na comunicação social maioria das “relações” são de esquerda, exceptuando o Independente, anteriormente, e o Observador mais recentemente.

Pergunta 8) Os liberais tem que ser mais pragmáticos e menos sectários na actuação? Concordas?

Concordo em parte, antes não existiam partidos liberais, para seres tens que estar a trabalhar agora e passar da teoria à prática, e é o momento ideal para isso, claro que ainda não existindo formalmente partidos liberais e não estando nos jogos de poder, há uma tendência para ficarem na filosofia, na parte teórica sem serem objectivos, tem que ser mais politicamente incorrectos no debate! Serem mais práticos.

Pergunta 9) O que é para ti um Liberalismo Pragmático?

Está um pouco ligado à aquilo que te já te disse anteriormente, precisamos de Partidos liberais em prática e não na teoria, que é o que conta, temos que criar uma onda positiva.

Pergunta 10) Achas que só o liberalismo pode salvar o País?

Acho! Porque sempre senti como pessoa de direita liberal, não me revendo na ala conservadora, que há no PSD e no CDS, faltava esta “terceira via” à direita que são pessoas que, em temos económico-financeiros, são por uma linha de menos intervenção do Estado, menos impostos, menos socialismo de Estado que já é algo anacrónico na sociedade portuguesa, por outro lado, nos costumes, somos igualmente liberais, achamos que o individuo é que deve escolher e não o Estado a interferir desde a quem queira casar, ao sal que usamos na comida e isto faz falta na direita Portuguesa. Temos reformas económicas a fazer, não temos que obrigar a Sociedade a viver no século passado, nós enquanto indivíduos donos do nosso corpo é que temos que decidir o que é melhor para nós, o Estado é um árbitro e não devia ser um jogador, é isto que temos de explicar às pessoas e que por vezes não sabemos explicar da melhor forma!

Entrevista à Líder do Partido em formação Democracia21(D21), em sua casa no dia 16-03-2017 às 20h00 da noite.

Entrevistador: Mauro Oliveira Pires 

 

 

A Direita tem que estar unida contra a Troika fascista de Esquerda

O Comunismo dos nossos camaradas em Portugal é algo tremendamente peculiar, por um lado, os camaradas vestem-se com fatos todos janotas, feitos por meios de produção, logo capitalismo, por outro lado, os camaradas fumam, outro processo de produção efectuado por uma empresa capitalista. Como os camaradas gostam de se apresentar cheirosos perante a sua religião de carneiros, tem que tomar banho num chuveiro produzido por meios capitalistas. Como os nossos camaradas ainda tem de comunicar entre si, não vá o diabo tecê-las, então lá erguem o punho e a foice e tiram de lá o Iphone do bolso para começarem a praticar charadas por meios tecnologicamente capitalistas.

Já estamos habituados à hipocrisia dos canhotos vermelhos, eles e os seus amigos coadjuvantes mais à esquerda, o Partido das questões fracturantes, o Bloco das Catarinas, Joanas e Mortáguas,  podem isto tudo, criticam do seu pedestal onde ninguém lhes toca, insultam o capitalismo e bebem dele, comem dele e vestem-se dele, mas sinceramente nenhuma boa criatura já liga às toupeiras da nossa política. Mas devíamos ligar, porque a direita quando reclama eles dizem em voz apocalíptica que lhes caracteriza, que a direita não tem direitos, só tem deveres, ouvir e calar, eles podem comer  caviar e serem os intelectuais de Paris, a direita não presta e nem deve existir para os nossas camaradas estrábicos de esquerda.

A direita não liga, deixa passar, faz mal, porque quando defende alguma das questões fracturantes que conduzem à liberdade individual, seja do lado da eutanásia, casamento homossexual, isto devia ser a agenda normal do que é a política de costumes da direita, a esquerda faz com que este tipo de políticas seja seu, adquiriram o monopólio desta discussão, nacionalizaram, a direita ficou sem discurso, tudo por um simples facto, a direita tem vergonha quando não devia ter, o exemplo de Trump gostando dele ou não em diversas situações, é significativo, Trump é ele próprio goste-se ou não, faz-se de “Pândego” mas é estratega como se viu nesta questão das tarifas das importações de aço, onde Trump chegou onde queria, ou seja deitar abaixo a sua medida se a UE eliminar as suas Pautas para o resto do Mundo pelo menos no Aço e diversos.

A direita refugiou-se na cartilha, no fato e gravata, naquele discurso que dá sono até as Najas mais inquietas, isto em Portugal claro, a esquerda em toda a Europa é reduzida a pó, os Partidos Socialistas Europeus voltaram à sua insignificância de Partidos do Taxi, e a “direita liberal” ascende. Em Portugal continuamos a discutir situações utópicas, discussões que na Europa já se efectuaram no século passado, como se devíamos dar mais liberdade aos Municípios na Educação ou se devíamos desenvolver um sistema de saúde baseado no lado dos seguros como o Suiço, temas estas que se discutem a duodécimos aqui no rectângulo à beira mar queimado.

Com um Rui Rio, que não dura até ao natal, Assunção Cristas não tem um discurso poucochinho como o líder do PSD, Cristas chega-se à frente, sabe perfeitamente que o CDS pode não ultrapassar o PSD já nestas eleições, mas que para futuro, construindo bases, pode. A direita portuguesa tem que se reconfigurar, não só com novas caras, mas com gente competente, com provas dadas, não gente do mesmo “círculo” da amizade que nós já conhecemos. Precisamos igualmente de novos Partidos que acrescentem algo, e que atraiam o eleitorado abstencionista. Uma nova direita que faça coligações entre si, cresça e se una perante a Troika fascista de Esquerda.

A União tem que ter como base um programa liberal, sim, liberal, um plano que diminua o Estado, que o retire da frente de quem queira produzir, que se crie estabilidade e previsibilidade fiscal se queremos atrair investimento e criar emprego. Um plano para a dívida, não de défice zero, mas superávit porque com o stock de dívida que temos hoje estamos vulneráveis a choques externos. Um plano, sim, algo que a Troika de esquerda não tem, um Governo de navegação à vista onde se quer decidir o momento ideal para se saltar do barco.

O problema é, chegam-se à frente ou não?

Mauro Oliveira Pires

Vampirismo Fiscal, foto representativa

 

Excelente foto da Iniciativa Liberal sobre o terrorismo fiscal que afecta o bolso dos agentes económicos: Famílias e Empresas.

  • Factos a pensar:
  1. ) Qualquer aumento de impostos em 2018 e 2019, nunca se esqueça, a culpa é de Passos Coelho, não é de António Costa, e se for, é de um qualquer figurante que ficou de reserva pois o verdadeiro foi para Palma de Maiorca;
  2. ) Sem Previsibilidade e Estabilidade fiscal, não há crescimento sustentado nem renovação do stock de capital já de si saturado
  3. ) A carga fiscal per si   interessa mas não como um todo para a análise, o ESFORÇO FISCAL, é o mais importante para a análise em questão, que neste caso é a divisão entre carga fiscal e o “nível de vida” de um País em questão que podemos chamar o pib per capita para facilitarmos as coisas.
  4. ) Se queremos auferir de maior parte das potencialidades do Euro enquanto divisa forte, estável e credível temos que ter finanças públicas saudáveis, o que quer dizer apertar o cinto meus caros, cortar despesa corrente e reformar as funções do Estado, repensar o Estado.
  5. ) Estão os actuais Partidos Políticos de cartilha do sistema prontos para isso? Não.