Parem com essas lágrimas de crocodilo!

Perdoem-me mas é absolutamente insuportável ouvir certas figuras políticas falar sobre a tragédia de Pedrógão Grande! Com  ar sério fingindo-se preocupados e emocionados com aquele fatídico dia vêm passados 365 dias dizer alarvidades como se os portugueses fossem um bando de estúpidos sem qualquer capacidade de análise. Continuamos com o mesmo SIRESP apenas com umas “melhorias” e  com a mesmas cláusulas vergonhosas que desresponsabilizam em caso de catástrofe; continuamos com 60% de casas por reconstruir; continuamos com vítimas sem água nem luz nem apoio psicológico; continuamos com os mesmos “boys” incompetentes na ANPC; continuamos em meados de Junho sem prazo de entrega de viaturas à GIPS e GNR  para combates a fogos; continuamos sem saber onde estão os donativos; continuamos sem saber porque o Estado compra mais 4 Kamov por ajuste directo depois da experiência desastrosa com esse equipamento; continuamos sem saber porque o  Estado ainda não foi formalmente acusado por negligência depois de três inquéritos independentes que o comprovam. Francamente!

Como se isto já  não bastasse vem o Primeiro Ministro afirmar que “Portugal devia ter estado mais alerta a tempo e horas para evitar Pedrógão” quando foi ele próprio como ministro da Administração Interna que fragilizou o SIRESP alterando clausulas para diminuir custos. Foi seu comparsa Lacerda Machado o autor do brilhante texto que transformou o SIRESP naquilo que ele é hoje – uma nulidade absoluta – com a colaboração de Constança Urbano!! Foi ele também que acabou com os guardas florestais! Foi ele que já primeiro ministro autorizou que gente sem qualquer habilitação para o cargo – professores do ensino básico, advogados, licenciados em Desporto e Lazer, enfermeiros –  integrasse as chefias do ANPC. Foi ele que fez os negócios ruinosos dos Kamov. Foi ele também que rumou para Ibiza enquanto Portugal ardia e morria gente e no regresso foi a correr fazer um Focus Group para avaliar sua popularidade e vem agora dizer que se podia ter evitado Pedrógão como se a culpa fosse dos proprietários dos terrenos que ele fez o favor de perseguir em vez de ajudar?! É preciso realmente fazer de nós todos parvos.

Por outro lado, Marcelo sempre politicamente correcto, a deixar a mensagem outra vez que tudo foi feito – claro, até os políticos foram roçar mato, coisa nunca antes vista – que todos manifestaram empenho e fizeram tudo o que era possível (e de facto o empenho foi tão grande que há bens e dinheiro  doados sem controlo nenhum e até perderam rasto a donativos). Que  “Houve um Portugal metropolitano que acordou para os “Portugais” desconhecidos, os “Portugais” do interior, que são vários. Começou a acordar em Junho e depois continuou a acordar em Outubro”. A sério?!! Como acordar se nunca dormiram sobre o assunto? O abandono do interior é um facto perpetuado ao longo de décadas por não trazer votos. Todos sabemos que poderá continuar a arder, poderá continuar a despovoar, que  o abandono às gentes do interior não vai acabar. Porque aos olhos dos políticos, quem não compensa eleitoralmente é simplesmente ignorado. Vão mas é mentir para longe!

Entretanto,  a lista  de arguidos de Pedrógão que não pára de crescer, não tem um único político  ligado ao governo, como muito convém. Nem mesmo Valdemar Alves, o Presidente da Câmara de Pedrógão Grande durante a tragédia faz parte dela como deveria. Esse, quase que por “milagre”, livrou-se de boa ao contrário dos outros autarcas. Há gente com “sorte”.

Se tudo está a ser feito é no sentido contrário ao que deveria ser. É para encobrir quem de facto teve responsabilidade e incriminar apenas a arraia-miúda. Arrastar depois o processo até entrar no esquecimento com uma condenaçãozita sem importância nenhuma. Fingir depois que nunca se fez tanto pela prevenção e combate aos fogos quando na verdade estão apenas a aplicar as mesmas fórmulas  desastrosas com cosmética. Para depois, caso se registe nova tragédia, com lágrimas de crocodilo no canto do olho, dizer: “fizemos tudo mas as alterações climáticas, os eucaliptos, os raios, os proprietários com as matas por limpar,  são culpados”. Outra vez. Eles? Nunca têm culpa de nada.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Na Política Não Há Equívocos

Cuidado Portugal. Estamos a ser alvos de uma encenação digna de vários Pulitzers e Oscars ao magote.

Vou ser claro: na política não há nada que aconteça por acaso, e neste Partido Socialista, nada acontece que não passe pelo crivo do António Costa. Alias, nada acontece que não seja aprovado pela oligarquia que sustenta a atual “solução” política e mantém os outrora cães raivosos da extrema esquerda, dóceis e no colinho do Costa.

Por isso se há quem desconfia neste teatro todo à volta da repentina purga do Sócrates, da virgindade ofendida deste mesmo e do seu abandono do Partido que ele tornou sua quenga, se há quem ache isto tudo muito conveniente, é porque é.

Há razões para ter escolhido este momento, e tudo tem a sua sequência de eventos:

  1. Aproveita-se o caso Pinho para tornar este numa espécie de Maddoff: vamos atrás do banqueiro, desde que não seja demasiado grande. Anda-se a investigar o Salgado, mas já lá vamos.
  2. O PS cai em cima do Pinho, anexando ao mesmo assim por acaso a estrela da Operação Marquês, mas sem entrar em detalhes. Têm vergonha, como as crianças que são apanhadas com a mão nas calças. O PS assim tenta limpar a sua imagem, com mais de um ano à frente para fazer campanha eleitoral para uma maioria absoluta e não tem de se preocupar (pelo menos não muito) das imagens do julgamento da Operação Marquês em pleno ciclo eleitoral. Um PS com maioria absoluta no parlamento orquestrado pelo “linchamento” de um “pobre provinciano” que ousou ser PM há muito tempo. Costa, Santos Silva, Galamba e companhia são políticos sem escrúpulos, são alunos do Maquiavel, e para eles a única coisa que lhes interessa é agarrar com unhas e dentes o poder. Não comprem o que o sonso do Costa vos tenta vender ao dizer que “foi apanhado de surpresa”. O mesmo Costa que em véspera de um Congresso manda SMSs para pôr as tropas em ordem, agora é apanhado na curva por um dos seus braços direitos? Não me lixem…
  3. O Sócrates ganha muito, mas mesmo muito ao demitir-se. Leva uma “sova” encenada e ocupa vários ciclos mediáticos que como sabemos é o principal objectivo do seu “vaidoso” ser. José Sócrates consegue mais uma vez fazer-se de vítima e ajuda o seu Partido Socialista a branquear um pouco a sua imagem e entrega ao António Costa uma provável vitória eleitoral por desassociar-se da orla Socialista.
  4. Alguém já se esqueceu que daqui a 5 meses haverá ou não a recondução da Joana Marques Vidal à Procuradoria Geral da República? Não me surpreenderia em nada ver a PGR que tem travado um combate acérrimo à alta corrupção que massacra o nosso país, sair agora do filme, colocando lá mais um amigo do Costa, do PS e da dita oligarquia, que pouco a pouco começa a arquivar processos “por falta de provas concretas” e pouco a pouco devolvem o Mecanismo ao seu antigo esplendor.
  5. Salgado volta para casa descansado e Sócrates vê o processo contra ele perder força, livrando o mesmo eventualmente de qualquer condenação. Afinal ele já foi julgado na praça pública, já poderá reunir um movimento independente e lá se candidata a Presidente da República porque este sujeito ainda tem muita gente que o apoie (fala alto da qualidade de pessoas que por aí andam) e tal como Lula, não tem vergonha na cara.

Eu espero bem que esteja enganado e que de facto os nossos políticos sejam tão incompetentes como demonstram ser. Só que esta malta acham-se um máximo e deliram com as jogadas políticas dos protagonistas do House of Cards. 

Eles vivem apenas para isto, eles jogam para o poder e para manter o poder. Menos poder é a morte destes artistas. Farão de tudo para continuar a cavar o seu legado às custas dos portugueses que assistem impavidamente a este circo.

Desengane-se quem acha que isto é apenas mais um episódio nesta telenovela rasca que temos presenciado. Esta malta partilhou demasiado tempo juntos e planearam demasiada coisa ao longo de décadas para ninguém saber nada, para estarem todos surpreendidos com as acusações. Isto infelizmente tem tudo um fio condutor e jamais será condenado à prisão um ex-banqueiro do regime e um ex-primeiro ministro. O António Costa não deixará que a oligarquia que tanto fez para o eleger fique mal.

Demasiada gente enriqueceu graças a um mecanismo que foi já existia antes do 25 de Abril e que foi apenas re-montado após a revolução de 1974. Sócrates e Salgado foram apenas mais uns que foram descobertos, mas se formos até ao fim deste processo todo, não creio ter-mos cadeias suficientes para albergar todos os participantes desta teia de interesses. É demasiada gente e tal como na termodinâmica, o dinheiro não se destrói, apenas transfere de mãos. E já viram quanto dinheiro foi ao longo de décadas?

Sinto que nos têm andado a entreter com isto tudo para parecer que até têm feito algo para trazer nem que fosse uma sombra de legitimidade a uma república que com a sua democracia não-representativa e a sua justiça inerte, está hoje cada vez mais poder.

Isto tudo parece uma muito má teoria da conspiração, mas infelizmente, parece-me cada vez mais ser o destino de Portugal: eles comem tudo e não deixam nada, e nós deixamos, porque sim.

Porque Existem Desigualdades Sociais?

A táctica do barulho do socialismo de Estado, seja de esquerda seja de direita, existem excepções claramente, só pensam em si e nas suas clientelas. O Orçamento está capturado, e para manter o poder há que distribuir a “massa”, depois logo se vê…

BLASFÉMIAS

A primeira das razões que leva um país a ter maior ou menor índice de desigualdades sociais são os Governos. Com as implantações das repúblicas inventou-se a política partidária e com ela a luta ideológica. Desde então não se faz outra coisa que não seja disputa de discursos mais ou menos pomposos para inglês ver, carregados de promessas vãs e mentiras grosseiras, para encher os bolsos de alguns, em vez de governar, gerir o país com seriedade. O resultado não podia ser pior: em 43 anos de  suposta democracia, aqui em Portugal, já fizeram 3 bancarrotas, todas lideradas pelo PS, a caminho de mais uma com esta sucata da geringonça. Ora não há nada mais destrutível para os cidadãos  do que ter no comando do seu país pessoas que só  o sabem falir.

Porquê? Ora tão simplesmente porque ninguém pode viver em prosperidade e equidade carregado de…

Ver o post original 743 mais palavras

Republicação: O meu mundo não é deste reino de Maria João Avillez

Por vezes, alguém consegue colocar preto no branco, exatamente aquilo que penso sobre o nosso estado da nação. Por vezes nem vale a pena citar nem parafrasear nem recriar aquilo que foi dito tão bem. Por isso coloco aqui um dos textos que mais gostei de ler no últimos tempos, que muito diz, muito faz pensar e lança a questão: que fazemos?

O meu mundo não é deste reino de Maria João Avillez

1. Vigiam-nos. Estão atentos. Estão de serviço. Mobilizados pelo pensamento único, uma nova forma de vida. Nunca se cansam. São ferozes na vigilância, implacáveis na perseguição, sonoros na censura. A nova cartilha e os seus mandamentos não incluem desvios. A nobre arte de debater, a esgrima dos argumentos, a relevância da dúvida, o valor da discordância, estão proibidos pela própria natureza da subversão civilizacional em curso.

Os novos proprietários querem-nos fora de pé, ao largo de nos próprios, cortados pela raiz do que somos e representamos. Querem que nos transfiguremos noutros, atraiçoando o nosso “nós” individual e anestesiando o “nós” colectivo.

Querem-no com ferocidade, não usando de contemplação: o castigo terá apenas o limite da sua própria obscenidade: a intimidação, a denúncia, a manipulação, a mentira, o escárnio público, abater-se-ão sobre os prevaricadores, qual raio ou trovão. A extrema-esquerda, radical de seu nome próprio, é aliás exímia na aplicação destes instrumentos que manuseia com a habilidade ácida do ódio. Temo-lo visto. É preciso licença prévia para pensar e depois dizer alto o que se pensou.

Qualquer “forma mentis” que não encaixe no novo código de conduta está automaticamente banida do seu direito de cidade, privada do oxigénio da liberdade e da vitamínica possibilidade da interrogação e debate. Há uma guerra cultural em curso.

2. Os novos proprietários das mentes&costumes não valem grande coisa eleitoralmente, nunca governarão sozinhos, o seu número no país é inversamente proporcional ao eco mediático que os propaga mas para quem não estiver distraído nada disso tem porém grande importância. Não tem, porque não é disso que se trata. É mais substancial, mais fundo, mais grave. Por isso, eles valem pelo que os deixamos conseguir valer.

Valem pelo aparente êxito com que corroem os alicerces que sustentam o berço civilizacional de onde somos, valem pelo modo como vão calcinando o que conhecemos como nosso mundo. Valem porque exibem o fôlego e a mestria dessa demencial empreitada que é o determinarem-nos: formantando-nos as mentes, anestesiando–nos as reações, domesticando-nos o instinto, incutindo-nos o receio de destoar. De ser expulso do coro onde impuseram uma nota só.

E valem, claro, pela desenvolta segurança de quem se implantou – cá dentro e lá fora — com estratégia e método. Ocupando lugares chaves tão relevantes como a Academia e a Media, convocando a Ciência para o festim, não descurando parte dos sistemas partidários, não esquecendo as representações parlamentares, cuidando da propaganda e do espectáculo. Oficializando enfim um novo mapa cultural e um guia moral (?) desconexos, híbridos, convulsivos, sem raiz. Saídos do nada. Em nome de uma abstrata “culpa ocidental” abatem-se valores, padrões, referências, história, memória (mas saberão eles que não há organização social capaz de vencer sem valores e sem passado?). Abatem-se como árvores, em nome do repúdio pela herança civilizacional recebida. Os novos proprietários exigem-nos numa palavra, que mudemos de pele cultural.

A isto se chama uma guerra.

3. Lá fora tudo “isto” está em estado de mais adiantada convulsão mas é fraco consolo: algo nos separa – para pior — do resto da Europa democrática e dos Estados de Direito a que gostamos de dizer que pertencemos. Separa-nos uma fractura que agrava a vulnerabilidade da nossa condição face à dimensão da catástrofe: o caminho está livre (ou parece livre) para ela, não há entrave, nem resposta aos novos proprietários. Refiro-mo obviamente a esse imenso espaço (metade do país?) do PS para a direita. Pouco o representa, poucos dele cuidam a não ser partidos exaustos e envelhecidos e meia dúzia de respeitáveis (e resistentes) políticos ou intelectuais. Não há instituições que se reclamem desse espaço, há pouco vigor, são escassas as iniciativas doutrinadoras ou políticas por ele produzidas. A discordância é expressa quase em surdina e desastradamente, e basta pensar na CIP para só citar um exemplo. Quanto à Universidade, faz pagar caro a professores e mestres fora do reduto da esquerda e agora fora do jardim envenenado do pensamento único ou da tirania do politicamente correcto.

Desde 1974 que a “media” ignora, despreza ou suporta mal a “ideia” de direita ou mesmo de centro-direita, troçando ou destruindo os seus líderes e ajudando a acabar com eles, mesmo que o voto os legitime. Ao contrário da Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Holanda, e etc., em Portugal nunca se impôs, com substância e carácter definitivo, um jornal ou algo de parecido com um órgão de comunicação social de centro-direita, conservador ou menos conservador. O qual, como sucede nos países citados, funcionaria também como catalizador/produtor de opiniões, ideias, movimentos, debates ideológicos, pensamento político. Mas nem isso: o espaço continua semi-orfão, inorgânico, mal-amado. É um mistério.

A sociedade civil é tão débil quanto isso? As elites tão frágeis? A dependência do Estado tão avassaladora? Há metade do país sem voz nem vontade? O comprometimento deixou de ter significado e perdeu poder de convocatória? Não sei mas a fractura é grande. Do outro lado da guerra cultural em curso há quase só anestesia, mutismo, distração, indiferença. E simpatia até, quem sabe?

Impressiona. Ou não?

4. Posso parecer um daqueles automobilistas que entram em contra-mão na auto estrada achando que todos os outros estão enganados. Mas, caro leitor, o pior de tudo seria achar que subitamente exibo um fatal pessimismo ou que exagero, ao dizer-lhe que o meu mundo não é deste reino (e o seu, é?). Que me deu para aqui e se calhar acordei mal disposta. Não se iluda. Não conduzo em contra-mão, não estou fora de pé, sempre pude com os inimigos e tenho-me livrado, graças a Deus, dos “amigos”. O que não é mais possível é acordar e constatar que aquilo que na véspera se tinha como normal afinal não é. Por decreto emitido pelos novos proprietários, deixou de ser.

Far-me-ia por isso alguma impressão não ser capaz de contribuir para um alerta vermelho de perigo. Perigo sério, porque isto é a sério.

 

Queremos um Marcelo não um Marselfie

O actual Presidente da República( não parece um), é um Homem inteligente. Marcelo sabe da poda, das jogadas de bastidores, das actividades maçónicas e de gerir qualquer momento político. Marcelo é mais Primeiro-Ministro que Presidente da República, é interventivo, coloca António Costa, muitas vezes, em segundo plano e até o desautoriza com mensagens deveras suaves e que Costa percebe inteiramente. Marcelo sempre quis ser Primeiro-Ministro, era o seu plano A. Não o conseguiu, na liderança do PSD foi uma espécie de António José Seguro, muito “cordial” e simpático mas não convencia uma libélula.

Daí o seu ódio a Passos, mas este assunto um dia desenvolvo melhor. Marcelo com a sua imensa experiência acumulada é uma verdadeira raposa velha, Marcelo já se tinha apercebido, a quando da vitória de Passos Coelho sem maioria absoluta, que Costa, seu ex-aluno, ia efectuar a jogada que fez. Se a direita estava com ele, muitos deles porque era somente um mal menor, Marcelo entrava em todos os sectores políticos por nem ser carne nem peixe, muito menos legumes ou fruta. Com a direita na mão, Marcelo tem que ter a esquerda na sua outra mão e fê-lo com sucesso. Os votantes da direita sentiram-se traídos, e com razão, ninguém pede a Marcelo que bata no governo, um Presidente da República tem que apoiar qualquer governos seja ele de cor ele seja, mas não pode apoiá-lo veemente para somente ter a sua base de votos consolidada.

Com a dívida a aumentar, como já tive a oportunidade de falar, e o défice a baixar(é estranho não é?), Marcelo será o eterno cúmplice de um Governo Bolchevique que vai arruinar o País, não por ter apoiado como qualquer Presidente faria, mas sim por ter andado nas fotos, nas beijoqueiras e nos andaimes e a dizer disparates de política económica e orçamental que não percebe nada. O pior disto, é que Marcelo sabe que vem o desastre, mas espalha flores e beijinhos a dizer que está tudo bem. Se Marcelo pode apoiar Costa, claro que pode, mas depois sofrerá as consequências. Pode dizer aos sete ventos que avisou e deixou alertas, mas nem todos tem memória de ervilha.

Se Portugal precisa de Estadistas, só tem Estatistas neste momento, diga-se socialistas, Marcelo não o é nem mesmo Costa. Só se pede normalidade para se implementar reformas estruturais em Portugal, coisa que actualmente não existe. Vivem-se tempos de circo mais precisamente Marselfie & Costa Circus e o único que dá garantias ao País leva facadas do partido e da Maçonaria, mas isso agora não interessa. A Oligarquia tem que continuar a “governar” Portugal, a SACAR, diga-se.

Mauro Pires

Sem cadastro, por favor!

Se a credibilidade da classe política não for recuperada rapidamente, podemos em poucos anos, ter um Estado irreversivelmente disfuncional.

Em Portugal, vivemos uma grave crise de confiança na classe política e se a credibilidade da mesma não for recuperada rapidamente, podemos em poucos anos, ter um Estado irreversivelmente disfuncional. Numa época em que os modelos de conduta se relativizaram, onde as instituições e os códigos sociais e morais já não influenciam estilos de vida, impõem-se mudanças estruturais.

É, pois, fundamental promover a renovação e a rotatividade dos agentes políticos e, para isso, estabelecer um limite de mandatos para qualquer cargo eleitoral. Vedar a possibilidade de os dirigentes partidários ou governantes, poderem diretamente empregar parentela ou indiretamente, exercendo influências com esse fim.

Familiares próximos do presidente do PS – Carlos César, foram nomeados para cargos públicos, designadamente a mulher, a nora, o irmão e mais recentemente a sobrinha. Embora se desconheça que tenham sido privilegiados em função da relação familiar, o facto é que se houvesse seriedade e transparência nas contratações provavelmente isto não teria acontecido.

Acabar com a possibilidade de se poder acumular um mandato como deputado com um cargo executivo local devia ser também uma prioridade de agenda.

Não seriam de evitar os conflitos de interesses que se podem gerar pelo facto de muitos políticos manterem contratos de consultoria com empresas que trabalham para o Estado?

A sociedade contemporânea oferece um estilo de vida cada vez mais livre e aberto, banalizando comportamentos outrora censuráveis como a violência, a corrupção e a indignidade na ação das instituições. Ao inverterem-se os valores, instala-se a crise e assumir como natural que alguém seja candidato a um cargo político depois de ter sido condenado na justiça e de ter cumprido pena de prisão, como é o caso atual de Isaltino Morais, demonstra bem a vacuidade do nosso quadro de valores éticos.

Ainda que estas sejam propostas inconvenientes para os caciques de interesses, há que ter a coragem de pugnar pela sua concretização legislativa a bem de todos e da sobrevivência do Estado de Direito.

Pedro Borges de Lemos

O Autor escreve segundo o acordo ortográfico. 

 

 

Fonte: Jornal Público

Decorem este número: 726 mil milhões de euros

Desde Novembro de 2015 que em Portugal não se discute reformas, aliás, para o Supra-sumo do reino Costa estas fazem-lhe: ” Alergia”. O problema é que a alergia de Costa nos está a custar caro no presente e no futuro custar-nos-à muito mais caro. Não podemos lidar com assuntos económicos com “paninhos quentes”, a função de um governo, por mais que não se goste da sua existência, ainda é de ajudar na correcção dos desequilíbrios económicos, ou macroeconómicos, como dizem os fofinhos da praça.

Portugal sempre teve um problema na produção de bens neste caso no seu valor acrescentado. O fraco incremento tecnológico, a utilização de máquinas insuficiente e o insuficiente capital humano continuam a estrangular o potencial da economia portuguesa. O Estado português tem culpas tremendas no cartório, é só somar impostos e taxinhas que uma empresa tem que pagar, além de IRC`S, derramas municipais, aos impostos no gasóleo e gasolina(dos mais elevados da Europa), bem como dos preços da energia mais elevados da Europa igualmente. Com tantos custos de contexto, como os políticos portugueses continuam a dizer que temos de ser mais competitivos mas todos os anos continuam a aumentar esses mesmos custos? E ainda por cima com um sorriso cínico da cara.

Com um crescimento mais forte neste momento, não se perspectiva a sua continuação com todos os problemas estruturais que temos e o governo não faz nada para o aumentar, simplesmente navega e distribui, uma prática de Estadista diga-se… Só que a manta de retalhos já não chega e os pés já estão a descoberto. Desde de 2012 que Portugal tem uma balança corrente e de capital, ou seja, um registo que contabiliza as nossas relações económicos com o resto do mundo, o que entra e o que sai em divisas, é positivo. Este nosso excedente externo é fruto do trabalho heróico da iniciativa privada portuguesa e das antigas reformas governamentais, que apesar de insuficientes, continuam a mostrar resultados. Já vamos no 5 º ano de excedente externo. Isto é importante pois permite reduzir a nossa dívida externa que vá vai, como disse em título, em 726 mil milhões de euros coisa pouca só 385,9 % do PIB.

O problema é que em termos absolutos, a nossa dívida externa(pública+privada), está em máximos e a contrariar o movimento descendente de 2015. No final do primeiro semestre de 2017, o endividamento externo situou-se em 726,0 mil milhões de euros, dos quais 317,7 mil milhões referentes ao setor público e 408,3 mil milhões ao setor privado. Face ao final de 2016,  o endividamento externo aumentou 10,9 mil milhões de euros, dos quais 9,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 1,0 mil milhões de euros ao setor privado. Não está tudo bem meus senhores, estamos a voltar a crescer com base em dívida, o que nos levou à explosão financeira de 2011. Se queremos uma explosão de maior tamanho é só continuar com o mesmo caminho só não nos façam é de parvos.

A somar a isto, voltamos ao défice externo neste 1º semestre de 2017 com a nossa balança comercial de bens a tornar-se cada vez mais deficitária e nem o cada vez maior excedente da balança de serviços(turismo), a compensar as perdas. Nos primeiros seis meses do ano, as balanças corrente e de capital apresentaram um défice de 685
milhões de euros, o que compara com um défice  356 milhões de euros observado no primeiro semestre de 2016.  Já a balança comercial total(bens+ serviços), até Junho, a balança de bens e serviços registou um excedente de 713 milhões de euros, menos 412 milhões de euros do que no período homólogo.

Sem Título.png
Fonte: Banco de Portugal

Como se pode ver no gráfico 1, o cenário vai mudar(o verão ajuda sempre) e vamos acabar o anos com excedente externo, mas a situação está se a deteriorar e sem políticas que promovam uma redução dos custos de contextos e que promovam aumentos de competitividade não podemos sair da serpa torta. A culpa não é só do governo que não mexe nem deixa mexer, é de um povo inerte que só quer fazer a sua vidinha e não grita mais alto contra a oligarquia que destrói o País.

Mauro Pires

Cuidado com o excesso de optimismo

A função de qualquer analista é tentar explicar ás pessoas a realidade nua e crua, pelos menos os analistas decentes desse nome. Os políticos portugueses costumam vender banha de cobra, mas a qualidade deixa muito a desejar, aproveitam-se de um povo com baixas qualificações e farto, e bem, da classe política vigente não votando na manada bovinal que temos, depois sobram os militantes, os simpatizantes e a classe que está sempre a ser corrompida com futuros aumentos salariais, funcionários públicos, criando uma classe diferente das outras mas que cujo aumento de regalias futuras hipoteca-nos o futuro, da esquerda à direita todos a engordam, afinal, é da li que temos o voto “seguro”.

No meio de tanto mapa cor de rosa e fofura hippie em demasia, temos que olhar friamente para os números. O INE publicou na segunda feira os dados, ainda provisórios, do crescimento económico do 2º Trimestre de 2017. São dados que podem ser analisados de vários prismas, primeiro, que é um resultado sustentado pelas reformas de Passos Coelho, não temos que ter medo ou vergonha de dizer isto, é simplesmente a verdade, este Governo a única reforma que fez foram “devoluções”, afectos e incoerências de geometria variável. O crescimento de 2,8% podia ser muito maior, porquê? Se Passos tivesse aprofundado as reformas feitas no seu mandato, eram precisas muitas mais, e depois temos Costa que anda ao sabor do vento, não muda nada de estrutural e o bom crescimento que agora temos vai se esfumar ao longo do ano essencialmente porque:

  1. O crescimento do 1º Semestre de 2016 foi fraco, logo comparando matematicamente temos sempre um número mais favorável neste 1º semestre de 2017.
  2.  Houve uma aceleração do crescimento económico no 2º semestre de 2016 pois os empresários verificaram que o governo colocou a viola no saco e Centeno tinham continuado o corte de gastos públicos, vulgo austeridade, sim, Costa fez austeridade(era algo diabólico não é Costa?), e logo neste 2º Semestre de 2017 vamos ter um desaceleração a fundo do crescimento.

Com isto, podemos chegar a uma conclusão, que para diminuirmos a nossa dívida pública de 131% do PIB para níveis “aceitáveis”, temos que ter superávits orçamentais, não vai acontecer, e temos que ter um crescimento nominal( Crescimento do PIB real + Inflação), de pelo menos 4%. Isso pode acontecer este ano, mas nos anos seguintes não se perspectiva tal coisa, pois vamos voltar aos nossos crescimentos anémicos de 1,5 a 1,3% ao ano, porque quem não quer mudar nada de estrutural na economia portuguesa e anda a sabor do vento não augura nada de bom.

Se nem com ventos do BCE favoráveis, preço do petróleo baixíssimo e um enquadramento internacional bom não se faz reformas e se controla o orçamento, as várias bolhas internacionais seja no crédito, mercado monetário, obrigacionista(dívida) e de acções quando derem o estoiro não vamos aguentar o impacto, tudo por foguetório e uma mentalidade que nenhum governo deve ter: Curto prazo.

Este crescimento não é sustentável, nem existe um conjunto de medidas preparadas para que tal aconteça, não se reformou o Estado, culpa para Passos e Costa, não houve uma reforma na despesa pública por completo, continuamos com regulações e burocracias pornográficas, impostos a estrangular os empresários e a população. Em resumo, 2 anos de governação que exprimidos só saíram afectos, depois não se queixem. Não é ser masoquista ou desejar mal a alguém, aliás, preocupar-nos com o futuro do País e tentar que ele cresça mais mas com pés de ferro não de barro é que chegamos lá, meus caros já vamos na 3ª bancarrota, queremos o TETRA?

Mauro Pires

Costa, estás feito um ditador

O Dr.Costa, ou coisa parecida, é um verdadeiro fala barato. Diz, diz, continua a dizer e de conteúdo BOLA, pelo menos até aqui nada de transcendente e de anormal uma pessoa em si sem conteúdo não pode transmitir conteúdo nenhum, seria a lógica da batata se assim o fosse. Depois o Primeiro Ministro, custa dizer isto, usurpador, pode dizer qualquer tipo de disparate balofo mas ninguém liga, comenta, fala, esperneia ou encontra contradições. Com o Dr.Costa é tudo nas calmas, é Rei da bazófia e da comunicação social, logo pode estar descansado porque, no final de tudo, a culpa é “du Passus”, como diriam os estrábicos maçons do PS.

Se a comunicação social é um pilar, imaginem o que é terem uma estação televisiva, por inteiro, orquestrada por interesses e pela ideologia reaccionária fascista socialista. A TVI é uma estação respeitável, não se pode dizer isso é a muita gente que lá trabalha, começando em certos pivôts, “comentadores”, estes sim tem a cartilha” e até determinados directores amicíssimos de José Sócrates. Ora, propaganda barata, mesmo sem custos, o que é que se queria mais? Manda-se todas as culpas para a “direita”, para o “Passus” e está feita a debandada da manada socialista.

Só que eles deixaram rasto, pegadas, trio e cheiro. E o cheiro da aldrabice do Dr.Costa é inconfundível, aquele cheiro a vulcão prestes a explodir mas não o faz porque perderia a sua compostura cínica e com sorriso parvalhal. As culpas dos incêndios primeiro eram da trovoada seca, depois era do “Passus” e da direita neoliberal, depois foi do “coiso” e agora que a TVI vai deixar de ser órgão oficial do PS  Costa mostrou-se, revelou-se e aparvalhou-se deves. O peluche mais fofo de Portugal, com aquele sorriso esfíngico, transformara-se num Pirómano de disparos, não acertava em ninguém e agora quer acertar na Altice. Sei que ser um Khadafi é o que o Dr. Costa, quer, mas tem que ter mais requinte, mais fatos Armani, mais amigos com milhões para lhe emprestarem, assim não é Khadafi Socratiano,  é António Costa, criatura mais cínica e perigosa que este último, seu chefe de sempre, o Zé das medalhas, dos engenheiros domingais Sócrates.

Se Costa quer continuar a mentir sobre a incompetência do SIRESP, novamente adjudicado por si enquanto Ministro da Administração Interna, gastando perto de 400 milhões de euros, culpando os outros para desviar atenções e por um completa azia de comportamentos fecais devido à perda de poder num órgão de comunicação social… Costa, estás feito um ditador.

Mauro Pires

A Horta de Basílio

Cada político português tem a sua horta, agora é mais individual, ou melhor, nem é sua, apropria-se da horta verde do Zé, vamos fingir que não é dinheiro, e depois faz a festa típico do político caviar português, mais caviar de Camaleão, porque o Camarada Basílio conhece a prática camaleónica como ninguém, agora já não é partidária, o Basílio Horta tem o verde da Horta, mas entenda-se o verde por somos interessantes de €€€€.

Já estamos habituados ao desastre que é a política portuguesa, dos “lapsos”, dos “esquecimentos”, das culpas que são dos outros, a nova versão portuguesa que o Costa tanto gosta:” A culpah é du Passus”, ninguém quer assumir responsabilidades, porque além de não serem responsáveis não fizeram mais nada na vida além das jotas e da formatação típica partidária. Se, como falei, não querem saber do Isaltino, as praias é o que interessa, ninguém quer saber do Camarada Basílio, porque, além de ser uma criatura desinteressante, os tremoços falam mais alto. Não interessa se o Camarada Basílio teve um “lapso”, nas suas declarações de rendimentos entregues ao Tribunal Constitucional, se afinal não eram 5,6 mil euros mas era 5,6 milhões de euros só 100 vezes mais.

Não, o Camarada Basílio não fez por mal, foi tudo obra do vigário, esse já está morto, mas Basílio não, e ainda vai a tempo de desistir da sua candidatura a Sintra, talvez os cofres da Cidade não estejam assim tão seguros, bem, com nenhum socialista nenhum cofre está protegido, mas o Basílio é mais fofo, o fato de Camaleão fica lhe bem. Às armas Basílio!

Mauro Pires