Porque Existem Desigualdades Sociais?

A táctica do barulho do socialismo de Estado, seja de esquerda seja de direita, existem excepções claramente, só pensam em si e nas suas clientelas. O Orçamento está capturado, e para manter o poder há que distribuir a “massa”, depois logo se vê…

BLASFÉMIAS

A primeira das razões que leva um país a ter maior ou menor índice de desigualdades sociais são os Governos. Com as implantações das repúblicas inventou-se a política partidária e com ela a luta ideológica. Desde então não se faz outra coisa que não seja disputa de discursos mais ou menos pomposos para inglês ver, carregados de promessas vãs e mentiras grosseiras, para encher os bolsos de alguns, em vez de governar, gerir o país com seriedade. O resultado não podia ser pior: em 43 anos de  suposta democracia, aqui em Portugal, já fizeram 3 bancarrotas, todas lideradas pelo PS, a caminho de mais uma com esta sucata da geringonça. Ora não há nada mais destrutível para os cidadãos  do que ter no comando do seu país pessoas que só  o sabem falir.

Porquê? Ora tão simplesmente porque ninguém pode viver em prosperidade e equidade carregado de…

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A dívida pública está a desmascarar o défice

António Costa e Centeno prometeram baixar a dívida pública, não cumpriram. Costa e Centeno prometeram consolidar as finanças públicas, não cumpriram. Resumindo, tudo o que era fulcral para a resolução dos problemas do País não foi atingido. Podem fazer propaganda aos sete ventos de uma vaca voadora em alta velocidade, mas não podem enganar todos por muito mais tempo. Uma coisa é enganar alguns por algum tempo, isso é possível, quando a poeira e a lama por debaixo do tapete já é tanta não há pivete que aguente e nem tapete, diga-se País.

Temos um problema gravíssimo de finanças públicas, a começar pela segurança social, ninguém quer saber o que interessa é sorrir e acenar e fazer sorrisos. Não interessa se somos um dos Países mais envelhecidos do Mundo, que cujas pensões são financiadas pelos activos que estão a descontar, não interessa que estes número de activos esteja a diminuir e logo as suas contribuições a médio e longo prazo, não interessa que o volume de pensões a pagar seja brutal daqui a alguns anos. Nada interessa a este governo. Também não interessa a este governo que os privados descontem o mesmo e tenha os mesmos anos de carreira de um funcionário público e este último receba mais, estes não tem culpa, mas a classe política que os enche de flores eleitorais é que tem culpa, porque no fim as rosas transformam-se em espinhos e todos pagam a campanha.

Temos uma despesa pública muito rígida, ou seja é difícil de cortar despesa pública em Portugal devido aos grupos de interesse à volta do orçamento. Depois temos Câmaras que fazem adjudicações directas, despesas faraónicas que voltaram depois da saída da troika, uma população com uma estrutura envelhecida logo com tendência a esta despesa aumentar no futuro, a função pública é sempre lugar dos votos dos socialistas tem que ser bem tratada e depois temos a despesa de capital onde temos o investimento público que cujo corte de despesa é sempre conjuntural e com os governos em Portugal tendem a aumentar. O único corte estrutural que se pode fazer na despesa pública a nível estrutural, que é no Estado, está sempre armadilhada. O caminho será sempre mais impostos, mais regulações, mais burocracia até à asfixia total, diminuindo ainda mais o nosso potencial de crescimento e elevando a nossa dívida pública a níveis gregos.

Não são acções de formação das “novas oportunidades”, dos fundos “estruturais” e das “habilidades” com a comunicação social que se reforma o País ou que o mudamos estruturalmente, é com espinha dorsal e mioleira. António Costa tem espinha dorsal? Por estes últimos 2 anos de governação não tem nenhuma. A começar pelas agências de rating, que maltratava na campanha eleitoral, e agora baixa as calças para as mesmas para ver se aumenta o rating do País. Ou dizia que reduzir o défice não era prioridade e era uma obcessão de Passos Coelho, e hoje é mais que uma prioridade nacional, é uma prioridade de sobrevivência para suster o seu governo. O que mudou Costa, ou melhor, a nova face de António Costa. Porque já sabemos que a antiga face está lá, mas não pode sair para fora.

Enquanto tudo está feliz, de Julho de 2016 a Julho de 2017, o défice mais baixo da história da democracia criou a dívida pública mais alta da democracia. No espaço de um ano, a dívida pública aumentou cerca de 9,1 mil milhões de euros coisa muito pouca, de 239,822 mil milhões de € para 249,084 mil milhões de €.  A dívida líquida também aumentou, cerca de 7,7 mil milhões de euros, ou seja, a dívida bruta líquida de depósitos leia-se “cofres cheios”, tendo aumentado de 221,806 mil milhões de euros para 229,379 mil milhões de euros. Agora vamos a contas, se temos o défice orçamental mais baixo de sempre, se temos um saldo orçamental primário(saldo orçamental excluindo o que se tem a pagar em juros), também a bater recordes e com o maior crescimento do século XXI no País, como é que a dívida ainda cresce? Todos estas variáveis macroeconómicas são factores de subida ou descida da dinâmica da dívida(mais alguns), e todos estes deviam estar a contribuir para a descida da mesma. O défice secalhar não está assim tão “limpinho”, quanto imaginamos. O défice de 2016 foi conseguido com diversos factores extraordinários, adiamentos de despesa, daí o estrangulamento dos hospitais e bombeiros sem viatura, cativações e nunca corte de despesa estrutural que surta efeito de longo prazo.

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Fonte: Banco de Portugal

 

A Comissão Europeia não quer deixar cair o País antes das eleições Alemãs, mas vai ter culpas no cartório, porque na táctica da cartilha do Costa, já estão as suas vítimas, e a Comissão é uma delas. Afinal, a culpa é sempre dos outros.

P.S: Num artigo recente, falei da Dívida externa que é soma da dívida pública(Estado) e da dívida privada(empresas e famílias), não confundir os dois termos.

 

Procura-se assistente para António Costa

Já estamos habituados ao teatro de vanguarda socialista, ora são camaleões altamente profissionais ,onde conseguem transformar um simples calhau, em algum diamante em bruto, ora são óptimos nadadores, saltando epicamente de algum navio em apuros. Quanto estão nesse barco, são ratos Costianos, roem tudo até ao tutano, o barco afunda e ainda tem a lata de dizer que foi o vizinho e não é nada com eles, são Santos… Santos Pirómanos.

Outra “qualidade” desta espécie, é conseguirem mentir com todos os dentes que tem na  boca e ainda assim ter um sorriso cínico Kafkiano y entoces dije: no pasa nada Hombre! Depois o povo do burgo, como só quer saber do futebol e das novelas, o seu radar não apanha nada, bola, simplesmente nicles! Pode Pedro Nuno Santos, Ministro do Governo Tricolor, dizer que: O PS não vai precisar(no futuro), do PSD para nada e a agora Costa dizer que o País precisa de pactos de regime com o PSD e ninguém aponta incongruências de discurso, de rumo nem o cinismo e aldrabice chico-espertal que isto representa. Em entrevista ao EXPRESSO, Costa diz que o País precisa  do PSD para o “novo ciclo” e para os fundos europeus(diga-se tachos).

O Costa não disse que não precisa do PSD? Agora quer pactos? Não aconselho a Passos pactos com o diabo, porque ele afinal já cá estava. Se Miguel Sousa Tavares, Paulos Baldais, Manuelas Ferreiras Leites entre outras charretes podres não apontam incongruências de discurso a Costa, alguém tem que apontar. Afinal, com que lata o diabo fala sem tomar os comprimidos? Acho que Costa precisa de acompanhamento, é melhor abrir vaga de enfermeira.

Mauro Pires

A verticalidade de Passos Coelho

Passos Coelho teve os seus erros enquanto governante e, agora, líder da oposição. Não reformou por completo o Estado, a reforma no mercado do produto ficou por fazer e houve algumas medidas com alguns tiques socialistas. Mas, focando no essencial, tirou o País da bancarrota, que era o principal objectivo e conseguiu impor um clima institucional de normalidade à democracia portuguesa, depois do animal feroz Sócrates e dos seus tiques ditatoriais.

Foi um Primeiro-Ministro decente, coisa anormal nos nossos 43 anos de democracia, respeitando os valores da democracia, do debate e das liberdades das instituições, coisa que nenhum socialista gosta e quer fazer. Qualquer erro ou medida impopular, estava sempre lá, a dar a cara, não era a melhor estratégia de comunicação, defacto, mas era de Homem, coisa que muitos usurpadores de poder não tem a possibilidade de o ser.

No incêndio de Pedrógão Grande, Passos absteve-se de fazer comentários e de dizer coisas do tipo:« Fizemos o que podíamos…» ou « Afinal podíamos ter feito mais», reparem que o Professor Marcelo disse estas duas frases no mesmo dia, cata-vento não é por acaso. Foi o único calado no processo, não recolheu votos com a intenção, faltam mais políticos destes com este carácter. Fazer política com os fogos a esquerda já o fez, no passado, Catarina Martins acusava Passos de ser o “assassino” e de “destruir famílias”, agora está calada. A hipocrisia tem limites.

O pior disto tudo, é que outro que esteve,  igualmente bem, na actuação institucional aos incêndios, foi Jerónimo de Sousa, que hoje disse:« Acabar com os guardas florestais foi um erro», não podíamos concordar mais camarada, mas porque não levou isso a parlamento nos quase 13 anos que leva de liderança de PCP? Falar é fácil Jerónimo.

Foram feitas cativações no sector, os bombeiros andam de comboio e as condições de trabalho estão se a deteriorar. Isto é preocupante, mas já sabemos que não podemos criticar, temos que respeitar o luto, já a Catarina pode, essa é bastante bem criada.

Mauro Pires