As desculpas de Mário Centeno

A pobre sina do povo português, a cada ano que passa, ou fado, para a sonoridade cair melhor, é ouvir de modo cíclico e ininterrupto um ministro das finanças de um governo socialista a usar a seta do cupido da “conjuntura internacional”, para mascarar a sua incompetência e incapacidade de operacionalização em cenários de vacas magras onde se requer a adopção de políticas orçamentais mais restritivas e, com tudo isto, um degradar da imagem de um governo que enfrenta marés mais violentas. Este é o problema primordial do socialismo português, que cresce de modo tentacular porque nunca é submetido verdadeiramente a cenários adversos onde estes tenham de “sujar as mãos”, trabalho que deixam para uma direita tímida e com má comunicação social.

Isto tudo para chegarmos ás declarações de Centeno, onde este diz o seguinte: ” Todos sabemos que representam uma desaceleração do crescimento [económico] na Europa e que essa desaceleração está muito associada aos riscos políticos acumulados na Europa, em particular os que estão relacionados com o ‘Brexit’ e às tensões comerciais”, declarou Mário Centeno”. O ministro das finanças, e presidente do Eurogrupo nas horas vagas- interpretando depois tal personagem em modo Vitor Gaspar, mas açucarado- sabe usar as palavras técnicas para conseguir o que quer, passar a mensagem que a margem e a manta estão curtas, mensagem essa que António Costa já engole e diz de modo suave para os seus parceiros coadjuvantes da sua governação.

As palavras de Centeno, como é claro, não são para colocar António Costa com mais cabelos brancos ou que este talvez um dia pare na cama da Catarina Martins por força da sua austeridade lexical, simplesmente é para preparar o terreno para a introdução da nova “cartilha”, comunicativa a todo o governo para que, quando a nova pré-bancarrota chegar, e se Costa tiver que accionar cortes na despesa que hoje andou a aumentar, as culpas sejam imediatamente enviadas para o exterior e então está configurado mais um inimigo externo da incompetência socialista em gerir seja o que for sem meter a pata na poça.

Poça essa que começa nas contas públicas de 2016, 2017 e 2018 e na ausência gritante de mudanças estruturais que continuassem o caminho reformista, ainda que tímido, de Passos Coelho. Sendo sucinto e não maçando com números: A execução orçamental de 2018 não difere muito das anteriores à excepção de 2016, onde Costa e Centeno por força de imposições de Bruxelas cortaram despesa corrente e de capital no seu conjunto, espremendo o investimento público até onde sabemos(faz parte da despesa de capital), colocando o défice de 2016 talvez como o orçamento mais “equilibrado” deste governo, pois é o único que maior parte da redução do défice é feito não por aumento da receita mas sim por diminuição da despesa.

Já execução orçamental de 2018,  mostra-nos precisamente o contrário. Temos a despesa pública cada vez mais “trancada”, rígida e de difícil corte. Maior parte da redução tímida do défice de 2018 é feita apartir do aumento da receita e com aumento de despesa, portanto, é como se andássemos a receber aumentos salariais extraordinários que podem não ocorrer no futuro próximo e com isso, estamos gastar o que não temos. O aumento da receita não vai continuar por muito mais tempo por força das leis da matemática e da economia, que não tem por de onde espremer mais. Centeno e Costa  são uma reprogramação de Sócrates, mas menos finos no modo de vestir e nas atitudes. Portugal está à deriva.

Mauro Merali

 

P.S- Para quem gosta de se rir aconselho visualização e subscrição: https://www.youtube.com/watch?v=tCrALr-moqA&t=1s

Este país mete nojo!

Está na hora de começarmos a olhar para o nosso país doutra forma. Perceber que urge exercer a nossa cidadania para fazer uma purga a estes políticos corruptos, interesseiros, desonestos e criminosos. E rápido, antes que não sobre pedra sobre pedra e nos tornemos num Brasil ou numa fase mais adiantada, numa Venezuela.

É incrível como em menos de 4 anos foi possível destruir tanto em Portugal. Primeiro foi a economia, que agora, só vai de feição devido à conjuntura externa favorável e ao BCE (ainda), mas mesmo assim a abrandar perigosamente, porque cá dentro, a esmagar tudo o que mexe com novos impostos e subir escandalosamente os já existentes, asfixiou-se o mercado, assustou-se os investidores, instalou-se a desconfiança. E mais há de vir.

Depois foi o descontrolo das finanças públicas, com promessas eleitoralistas populistas irresponsáveis de gastos supérfluos com “boys” espalhados por todo o país, a reverter medidas de contenção na despesa pública sem sustentabilidade, a enterrar dinheiro de impostos nas empresas públicas falidas entre as quais o banco do Estado e bancos privados, que lapidaram os recursos financeiros do país num ápice, provocando a falência técnica de tudo o que está ligado e dependente do Estado.

E agora, como se não bastasse, “mataram” a Justiça que devia ser um departamento independente, sem interferências políticas, mas que aos olhos de todos, estes dias, vimos desmoronar, ao constatar que os governos, sempre que é do seu interesse, podem influenciar e muito, o rumo dos processos judiciais: foi a substituição de uma PGR que fez um trabalho extraordinário no combate à corrupção sem qualquer necessidade; um sorteio de um novo juiz para a Operação Marquês, cheio de irregularidades, mas que mesmo assim foi aceite o resultado!

Nos intervalos destas “escandaleiras” todas, temos um primeiro ministro que faz tudo o que lhe apetece, sem dar satisfações, sempre pela calada da noite – em compadrio com BE e PCP – sem transparência, sem prestar contas. Nada! E mente sem pudor! Não é que teve coragem de dizer ontem em horário nobre na TVI, que “a dívida tem vindo a descer de forma sustentável” ao mesmo tempo que a imprensa dava conta que em Agosto deste ano, subiu para 250 mil milhões de euros quando em Dezembro de 2015 estava em 231 mil milhões?! É claramente um “Maduro” à portuguesa!

Temos ainda, para nossa desgraça, um ex-primeiro ministro arguido em vários processos crime a rir na nossa cara, porque o afastamento dos principais perigos à sua liberdade estão já arrumadinhos a um canto, certo que vai ainda conseguir ser indemnizado pelo Estado por “calúnia” como ele tanta vez o disse, para continuar a viver de luxos à conta dos portugueses contribuintes. Um presumível inocente que tem visto TODOS seus recursos abortados, por todas as instâncias judiciais, provando assim que de facto há prova da sua culpabilidade e que não é nem um pouco perseguição do juiz Carlos Alexandre, mas sim, a justiça a funcionar uma vez na vida em Portugal para crimes de “colarinhos brancos”.

Para terminar com estilo, a Comunicação Social:

desonesta, parcial e completamente comprada pelo sistema, a propagar mentiras, a distorcer realidades, a embriagar a população de modo a mostrar um país inexistente, só para manter a narrativa do governo “gerigonceiro” marxista, a dar o empurrão final em direcção a uma estrondosa bancarrota e colapso social.

É triste ver que todos aqueles que têm o poder de construir um país melhor estão literalmente a matá-lo, a ele e seu povo, sem qualquer peso na consciência, sem qualquer receio sequer de virem a prestar contas por isso.

Este país mete nojo! Muito nojo! E se não formos nós, cidadãos, a acordar rapidamente, quando abrirmos finalmente os olhos, já será demasiado tarde.

Acorda meu povo!

Cristina Miranda

Via Blasfémias