O Homicídio da III República Pelos Cobardes da Classe Política

Há 3 semanas, ficamos horrorizados com o que se via na televisão: o caos, o inferno, o sofrimento, todo o terror de Pedrógão, num ciclo mediático interminável. O nosso horror perante os 64 mortos acumulou-se ao terror de descobrirmos que o nosso armamento está à mercê de quem quiser levá-lo. Num curtíssimo espaço de tempo percebemos que não temos um Estado, mas sim um repositório de gente inútil a quem chamamos políticos que vivem a boa vida à nossa custa. Parece que sempre que a cortina cai com situações difíceis como estas, vão até aos limites da terra para desvalorizar a tamanha vergonha que é a sua flácida gestão de recursos públicos e o quão impotente o seu desempenho quando as coisas correm mal.

Tenho tido algum receio em escrever este texto, mas o que se tem passado nas últimas semanas força-me a dizer o seguinte: a III República foi morta.

Para verificar este facto temos décadas de uma devastadora e multipartidária rede de corrupção, interesses, manipulações e gastos criminosos do erário público que levou o país a 3 bancarrotas; hipocrisia militante e desonestidade política desta classe de ditos elites é repugnante, ora hoje dizem uma coisa, ora amanhã dizem o contrário; escândalos sucessivos de prevaricação, favoritismo, branqueamento, abuso de poder, destruição de capital, de isto e daquilo, e por aí fora. A história dos últimos 43 anos não é uma que se possa definir como sendo um grande sucesso para a maioria dos Portugueses.

Após décadas de uma aberrante apatia para o bem geral dos portugueses, chegamos ao cúmulo no dia 17-06-2017, aonde 47 pessoas foram mortas numa estrada e outras tantas abandonadas à sua sorte para morrerem no inferno. Depois veio Tancos. Entretanto não há uma responsabilidade que se veja entre uma rede sem fim de falhas, seja no SIRESP, seja na GNR, seja na Proteção Civil, seja na coordenação do MAI, seja do exército, seja do Ministério da Defesa, seja do que seja. Tudo falhou, mas ninguém tem culpa. O sistema fracassou grotescamente, e não há uma alma que nos venha pedir desculpas.

Vou mais longe do que ontem no debate sobre o estado da nação. O Estado entrou em colapso é verdade, e com ela veio outra vítima. Sim, a III República morreu pois deixou efectivamente de haver qualquer gota de confiança, deixamos de acreditar e de confiar na plenitude do que nos dizem e as suas desculpas esfarrapadas e deturpações puxadas já nem sequer queremos engolir.

Sem confiança não há Estado logo sem confiança não há Governo. Sem confiança vemos o que de facto temos: uma aristocracia, gorda e anafada cuja principal preocupação é proteger-se a si própria, alimentada e sustentada por todos nós, o reles plebeu eternamente ingénuo que lhes enche os cofres e as suas grosseiras barrigas.

Nada por acaso, na semana passada dei por mim a reler a Declaração de Independência dos EUA (quem nunca leu, merece perder uns minutos a conhecer este texto todo) e logo no início do texto, encontramos esta frase:

“… a fim de assegurar esses direitos (vida, a liberdade e a procura da felicidade), governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade.”

A principal razão para a independência está aqui, um pressuposto que é aplicável a qualquer nação deste nosso planeta: SEMPRE que um governo se torne DESTRUTIVO da nossa liberdade, das nossas VIDAS, temos o DIREITO, o DEVER de alterar ou abolir esta forma de governo. Se um estado não consegue criar as condições para nos sentirmos felizes e seguros, então não é estado que valha ser mantido. Temos que ser exigentes, tal como são connosco quando chegamos à hora de pagar impostos. Esperam tudo e mais algum de nós, exigem a nossa paciência infinita e depois rezam para que não nos lembremos das suas traições sucessivas que compõem a sua desgovernação continua.

E porque é que toleramos isto? Porque é que devemos passar por sucessivos governos a transferir os lucros do nosso trabalho para financiar falências de bancos e empresas e sucessivas bancarrotas de um Estado criminosamente gerido? Tanto doutore que por ai anda, tanta ciência política, mas ainda não vi ninguem a cienciar coisa nenhuma. Tal como fez a aristocracia durante séculos, estes agora andam a gozar com a nossa cara, e não é por termos eleições de vez em quando que temos democracia. Longe disso. Nós temos democracia porque existem consequenciais verdadeiras e palpáveis para quem viola e abusa do poder que é confiado a quem elegemos. Se não existem consequências, se não existe um sistema de justiça que se veja, se não há respeito pelos cargos que se ocupa, se não se tem noção da diferença entre politiquice e governação, ora então não temos democracia.

A meu ver, a partir do momento em que 64 pessoas foram mortas no inferno, houve uma 65ª morte: a Terceira República. E embora hajam responsabilidades pelas a apurar pelas mortes destas vítimas, os responsáveis pela morte da III República são óbvios. Sabem aquele feeling que têm tido no fundo do vosso estômago ao longo das últimas semanas? Aquele sentimento que algo está muito mal? É o que acontece quando nos deparamos com a realidade por detrás da cortina, a realidade que têm feito de tudo para se manter escondida.

Qual a diferença de outras calamidades? É que hoje em dia os meios de comunicação já não se resumem à televisão, à radio e aos jornais. Hoje temos meios que vão mais longe, que vão até ao terreno se for necessário, e a verdade pode ser exposta perante todo o mundo enquanto temos uma máquina inteira a tentar esconder o sucedido. E a principal diferença com Pedrógão? Houve quem desta vez dissesse BASTA, e essa voz é crescente e não se cala, não se esquece e não vai largar este tema: desta vez cruzaram uma linha e não há volta a dar.

Da comunicação social à classe política, andam a bombar ao máximo para esconder a morte da III República Portuguesa. O Thomas Jefferson dizia são necessárias revoluções de geração em geração, pois os valores naturalmente evoluem e creio que não estou sozinho em dizer que se antes não me revia neste sistema, então agora ainda menos. É elitista, é paternalista, é lento, é demoroso, é incompetente, é o oposto de profissional e pior, é cúmplice da morte dos nossos compatriotas.

Não percebo como é que é aceitável ter um Estado com a dimensão do nosso que funcione tão mal, que serva tão mal a grande maioria das pessoas. Não percebo como é que se despreza tanto quem inova, quem cria, quem trabalha, quem faz acontecer, e valoriza principalmente quem cala, quem obedece, quem concede, quem segue, quem baixa a cabeça. Não percebo.

A 3ª República é constituída por todo um sistema político e económico que não se aplica aos tempos que correm. Não entendo a necessidade de ter uma classe altamente profissionalizada numa única actividade, a política, que não exige experiência profissional para exercer cargos de alta responsabilidade e remuneração. A politica por si só não é razão suficiente para se exercer um cargo, e infelizmente, a grande maioria de quem governa, fá-lo pela sua competência política, e raramente pela sua competência profissional.

E isto trata-se de toda uma classe, que fora aquilo, que sabem eles fazer? Serem advogados? Serem professores universitários? Interpretes eruditos daquelas tretas a que eles chamam de “leis” que são eles que escrevem para posteriormente saber precisamente como furar em interesse deste ou daquele grupo económico?

Podemos e devemos exigir melhor, e temos que começar IMEDIATAMENTE a conceber a IV República. Chegamos a este ponto por alguma razão e deixar atrasar esta transição inevitável para um sistema que seja, de facto, justo, só nos aproxima cada vez mais a um país do terceiro mundo, ou na pior das hipóteses, conforme idealizam Jerónimo e as Mortáguas, a Venezuela.

Temos que garantir que este ciclo de poder que se fixa única e exclusivamente numa pirâmide invertida de corrupção e incompetência é quebrada de vez.

Andam todos a manter o pó bem alto para que não vejamos o cadáver que é a III República, mas um dia, o pó irá assentar, e por detrás desse cadáver, tal como aconteceu com as 64 vítimas dos fogos, estaremos nós. Porque quando a coisa aperta e o povo exige liderança, só podemos contar connosco. Os outros, é sabido, vão para longe, vão para Palma de Maiorca ou vão para a Assembleia da República insultarem-se uns aos outros. Efectivamente nada é feito, e não sentimos nem mais confiança nem mais segurança.

Sendo assim, digam-me, precisamos deles para o quê?

Já se pode falar bem de Donald Trump?

Foto de: Slizard Koszticsak

Donald Trump tem uma grande qualidade que, pessoalmente, lhe reconheço: Não deixa ninguém indiferente, quer pela positiva quer pela negativa. O empresário norte-americano, agora Presidente, tem um trunfo que os povos cada vez mais gostam, não tem experiência política e não usa a táctica amorfa do politicamente correcto. O cansaço das populações de encontrarem políticos que dizem sempre a mesma coisa e associados às mesmas organizações de sempre, perguntem à maçonaria, leva a que estes transfiram votos para candidatos anti-sistema.

Agora, uma coisa é a transferência de votos para um candidato que mistura bem o carisma com alguma “tecnocracia”, outra, é transferir votos para loucos que vivem à margem da realidade, como Bernie Sanders, a socialista Marine Le Pen ou até Jeremy Corbyn no Reino Unido. Trump sabe falar para as pessoas, a sua larga experiência com a televisão e aquele espírito auto-confiante, fazem do Presidente Americano um adversário difícil de enfrentar tanto pela forma comunicativa que o faz, quer pelo meio de onde vem, porque, ao contrário de certos burocratas e rentistas do burgo, Trump criou e cria riqueza, foi à falência e reergueu-se, o verdadeiro sonho americano cumprido, porque as leis do mercado são assim mesmo, se não és eficiente eclipsaste se te modernizas e adoptas nova técnicas de produção e de gestão, podes ter sucesso e Trump teve e continua ter.

Falar bem de Donald Trump é quase um crime, a esquerda pode falar bem do passarinho Chavez, lamentarem-se da morte de Fidel Castro logo, no geral, ditadores sanguinários e determinada direita e certos liberais não podem elogiar Trump que a casa vem abaixo! Sei que tocar em determinados interesses é morte política garantida, mas ao menos Trump tem essa coragem, diz o que muitos pensam mas que não tem a vontade de exprimir.

Na Polónia, Trump fez, até agora, o seu melhor discurso de sempre. Temos que ser tolerantes sim senhora, respeitar todas as culturas e religiões, mas desde que estas nos respeitem a nós, não é nós respeitarmos os mesmos e depois levarmos com uma imposição de uma cultura que não é a nossa. Multiculturalismo? Sim! Multiculturalismo forçado? Não! E cito Trump na Polónia: ” Como a experiência polaca nos recorda, a defesa do Ocidente depende, em última instância, não só dos meios mas também da vontade do seu povo para triunfar. A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver”. O Ocidente, com todos os seus defeitos, é símbolo de prosperidade, de trocas culturais e económicas de grande fulgor e respeita uma matriz cada vez mais distante dos dias de hoje: A liberdade, apesar de esta não ser total até nos Países do Ocidente.

Termino com um elogio a Trump na sua actuação em Cuba. O Presidente Americano decidiu suspender ou rasgar os “acordos” feitos por Obama. Trump fez muitíssimo bem, ao retirarmos determinadas sanções económicas, defacto Cuba pode e podia crescer, mas sempre na alça de um regime autoritário que, com mais ou menos complacência os EUA estariam directamente a subsidiar. Cuba precisa de eleições livres e democráticas, depois retiram-se as sanções. Obama quis promover a ditadura em Cuba, Trump quer liberta-la da mesma, depois a comunicação social não gosta de ouvir. Porca miséria.

Mauro Pires

64 Razões Para Demitir-se Sra. Ministra

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Miguel A Lopes – EPA

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EPA

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LUSA

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LUSA

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Patricia De Melo Moreira – AFP

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Patrícia De Melo Moreira – AFP

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DR

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Paulo Novais – EPA

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Rafael Marchante – Reuters

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Será que ainda não percebeu?

Precisa mais?

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António Cotrim – Lusa

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33.

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Lusa

Fracasso.

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35.
Paulo Novais – Lusa

Desastre.

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36.
Rafael Marchante – Reuters

Um absoluto horror.

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37.
Patricia De Melo Moreira – AFP

F. R. A. C. A. S. S. O.

38.  39.  40.  41.

Será que ainda não entendeu a dimensão do que aconteceu?

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42.
Patrícia De Melo Moreira – AFP

Perante a dimensão dos estragos, perante a quantidade dos MORTOS, é impensável que ainda não se tenha demitido.

43.  44.  45.  46.  47.  48.  49.

Aconteceu sob a sua vigia.

O caos foi total. O resultado? A pior catástrofe da nossa 3ª República.

Perante a desorganização, quem melhor conhecia o terreno, quem poderia melhor conduzir o combate não teve sequer oportunidade de dar indicações, apresentar as suas opiniões, partilhar a sua experiência. Acreditaram que quem vem de fora sabe sempre melhor que quem lá está, só porque detêm de títulos e “cargos”.

Explique exactamente do que é que serviu a sua presença no terreno?

Para o que é que serviram as afirmações do Presidente da República, dizendo que tudo o que podia ter sido feito tinha sido feito enquanto o número dos mortos aumentava escandalosamente?

Era para se sentirem melhor perante o vosso falhanço colectivo?

Era para não terem que sentir a verdadeira e derradeira responsabilidade do vosso fracasso?

50.

50 - Rafael Marchante Reuters

Demita-se

51.

51.
Patricia de Melo Moreira – AFP

Demita-se.

52.

52.

Demita-se e peça desculpa.

53.

53 - AFP PHOTO PATRICIA DE MELO MOREIRA

Mas diz que não se demite, que teve “os piores dias da sua vida”.

E nós?

E nós que estivemos impotentes enquanto os nossos compatriotas morriam às dezenas?

E nós que passamos horas sem fim a espectar este terror?

Da sua vida???

E a vida de quem voltou às suas casas e encontrou nada, apenas cinza?

E as vidas de quem voltou às suas casas e agora tem que enterrar os seus parentes e vizinhos?

E as vidas de quem voltou às suas casas, que por acaso sobreviveram, só para descobrir que tinham sido saqueadas por escumalha que nem me atrevo a chamar de vida humana?

E as 64 vidas que já não serão vividas?

O “pior dia da sua vida”?

As palavras que deveria proferir, e já, para além de um pedido profundo de desculpas, sublinhado com o resto de dignidade que lhe resta por algum dia ter aceite um cargo para o qual não tem a ponta de competência ou habilidade que se veja para exercer, deviam ser apenas: “demito-me”.

54.

54.
Patricia de Melo Moreira – AFP

55.

55.
Paulo Cunha – EPA

56.

56.
Patricia de Melo Moreira – AFP

57.  58.

59.  60.

61.

61 - LUSA

Perante o enterro das vítimas, está na hora de pedir desculpas. Não é assumir culpa, não foi a Senhora que causou o fogo, mas deve pedir desculpa aos mortos, aos moradores da região, a Portugal.

Isto não se trata de política, trata-se de dignidade, de confiança.

Isto não se trata de esquerda ou de direita, trata-se de sentido de dever, sentido de Estado.

Você não é Ministra. Você está Ministra, e a verdade é que com a extinção da última chama, já não devia estar perto desse cargo.

Entregamos a nossa confiança ao Estado para que o Estado nos proteja, e ao invés o Estado confia no povo.

Falharam gravemente. Já não há confiança.

Deve assumir a responsabilidade perante o que se passou.

Quem detém a responsabilidade perante as autoridades que fracassaram na protecção de 64 almas lusas deve ser responsabilizada.

62.

63 bombeiros galegos

Mesmo na hora em que mais precisávamos, os nossos irmãos galegos vieram para ajudar, movidos por uma força sobre-humana que os impedia de presenciar o terror na televisão. Organizaram-se e puseram-se a caminho.

A entrada deles no nosso território foi recusada por si, demonstrando a sua plena incompetência e a incapacidade da sua equipa em liderar com qualquer eventualidade que fuja ao status quo. Não sabem lidar como o que não se espera, logo não podem ter a vida dos Portugueses nas vossas mãos.

Não só perdeu a nossa confiança como dos nossos amigos, dos nossos vizinhos, dos nossos irmãos.

Como irão confiar em si na próxima vez? Nós pedimos ajuda aos céus, e a Europa respondeu, os Espanhóis responderam e vieram! E nessa hora disse que tinham “excesso de voluntarismo”, insultando a honra quando o que os chamava era das mais nobres das intenções: salvar vidas, salvar vidas Portuguesas.

63.

64 - Joana Bourgard RR

Demita-se Sra. Ministra. Não tem condições para governar. O povo já não confia em si. Não é só confiança no Estado e no governo, é a confiança que temos na Terceira República que está em causa.

Chegamos à severa conclusão que da maneira como isto está organizado, Portugueses morrem. Sem responsabilidade, irão morrer ainda mais.

64.

62

Demita-se Sra. Ministra, porque estamos fartos de ver o nosso país a arder e os nossos heróis a padecer.

Demita-se Sra. Ministra.

Demita-se.

 

 

A Europa e o Governo estão a gozar connosco.

Sempre que Portugal, recebe uma grande organização, existe sempre o mesmo folclore provinciano de sempre. Muitos Países europeus querem receber a famosa Agência Europeia dos Medicamentos, quer pela importância que representa a nível do que são os recursos humanos presentes, altamente qualificados, como as sinergias que daí advém. Ora, cada País tem que lançar uma cidade do seu País em regime de concurso público interno, o caso Português não houve concurso e escolheu-se a sugadora de dinheiros públicos Lisboa.

Nos outros Países europeus escolheram cidades sem ser a capital, à excepção de alguns, mas onde o regime de descentralização já é tradição, e que cujas capitais até nem costumam ter assim tantos serviços quanto isso. A cidade do Porto era, em Portugal, das que fazia mais sentido a escolha, essencialmente pela excelente faculdade de Medicina que tem, das melhores faculdades farmácia do País e um excelente Cluster de economia da saúde e a sede da maior farmacêutica portuguesa(BIAL). O País centralista mesmo assim escolheu Lisboa.

O processo de escolha de Lisboa não foi só por questão de centralismo bacoco, mas porque a cidade/País onde se vai localizar a Agência Europeia do Medicamento já está escolhida. Sim, o leitor ouviu bem, a cidade já está escolhida, mesmo sabendo que o processo ainda não está supostamente  finalizado.  A Agência vai para Estrasburgo, e está à muito escolhida. O problema disto é a lata que António Costa e Marcelo sabendo disto, continuam com a mesma lenga lenga e hipócrisia sobre trazer a Agência para Portugal. E a Europa a fingir que os concursos públicos valem alguma coisa.

Agora, o porquê desta decisão? Neste momento há uma semana em que o Parlamento Europeu deve reunir-se em Estrasburgo ao contrário de Bruxelas, foi um dos acordos que a França fez para fazer parte da CEE. É um custo brutal porque todos os deputados e trabalhadores tem que se transferir uma vez por mês, de Bruxelas para Estrasburgo e não faz sentido nenhum para além da politiquice nacional. O Macron, que não é burro, aproveita o Brexit para captar a Agência e larga a exigência de ter a semana em Estrasburgo do Parlamento Europeu, que é inteligente, é o que faz sentido, e concentra o parlamento em Bruxelas como deve ser. Ganhamos todos com isto pois somos todos nós que pagamos as deslocações a Estrasburgo.

Mas ao menos digam que os concursos são uma autêntica farsa, porque afinal, as jogadas de bastidores ainda imperam na Europa e com muita força.

Mauro Pires

P.S: Esta informação foi me entregue por uma pessoa que não se quis identificar, mas agradeço o feito para continuarmos a desmascarar o politicamente correcto, que apesar de tudo, é mais hipócrita do que pensávamos.

 

Candidatura a Vaga de Socialista

Venho por este meio candidatar-me a uma eventual vaga a socialista para a qual acredito ter o perfil ideal.

Desde criança  que sigo essa ideologia com rigor. Nunca me preocupei em saber de onde vinha o dinheiro. Limitei-me, até aos meus 30 anos,  a gastar como me dava na gana e a pedir sempre mais quando me faltava. Por razões que nunca questionei, nunca faltou água quente, nem luz,  nem comida ou outras “cenas” que eu exigia aos meus pais apesar de nunca ter contribuído para elas. O dinheiro também nunca faltou no multibanco porque eu sempre lutei pelos meus direitos lembrando meus pais das suas obrigações.

Decidi viver sozinho para pôr fim a uma ditadura  parental que me obrigava aos 30 anos a cumprir com deveres. Foi quando aprendi a pedir emprestado para as minhas “cenas” que depois me esquecia de pagar. Tive de negociar vários empréstimos em simultâneo para fazer face às minhas necessidades. Endividei-me brutalmente. Depois pedi insolvência. Consegui uns empregos pontuais mas como eram muito cansativos pois tinha de cumprir horários e tarefas por um salário, acabei com essa exploração capitalista e passei a viver de subsídios.

Não tenho qualquer experiência profissional por isso não sei fazer “ponta de um corno” o que penso ser uma mais valia pois assim não sofri qualquer contaminação neoliberal na ideologia que defendo: o socialismo. Além disso não tenho qualquer curso concluído apesar de ter frequentado vários.

Tenho excelente aptidão para mentir transformando qualquer narrativa numa verdade inquestionável. Sei vender pedras da calçada por preciosas sem problemas. Sou  ainda excelente a gastar dinheiro sem preocupações não tendo até à data feito uma única poupança nestes 45 anos de vida. Esta é a minha especialidade. Além disso sei falir em pouco tempo qualquer finança que me coloque nas mãos. Eu mesmo sou um falido. Nunca me preocupei com o futuro pois ele sempre está longe e o que conta é de facto o dia de hoje pois amanhã podemos já estar a “fazer tijolo”.  Não gosto de planeamento nem de visão a longo prazo. Isso é uma treta. Temos de nos preocupar connosco porque quem vem a seguir é que tem obrigação de o fazer. Até porque a responsabilidade não é de quem governa mas sim dos outros.

Sou defensor de justiça social por isso nunca admiti que meus amigos tivessem mais do que eu mesmo trabalhando para isso. Também nunca deixei que alguém pudesse ter seja lá o que for sem repartir pelo próximo. Porque se todos não podem ter por igual, ninguém pode ter coisa nenhuma. Defendo a expropriação do Estado para distribuir pelo todo em nome da justiça e igualdade.

Também sou muito crítico de tudo e mais alguma coisa pois entendo que tudo deve ser questionado e posto em causa sem ter para isso de construir algo. Isso é para quem não sabe fazer mais nada na vida.

Nos meus tempos livres faço piercings e tatuagens. Já pareço um tapete persa por isso, sou valiosíssimo, não sei se estão a ver, a qualidade da minha pessoa. Falta de humildade é coisa que me assiste e já agora, caso me aceitem, não se esqueçam que mereço medalhas pela minha fidelidade à ideologia que vos representa. Garanto que melhor socialista não encontrarão. Até já fui sondado para liderar os EUA mas não aceitei por achar que faço falta ao meu país.

Tenho alguns hobbies como fumar cigarro electrónico, polir as cadeiras da esplanada com o rabo sentado a tomar um drink mas raramente me apetece praticá-los porque me cansam muito. Prefiro praticar  reiki no “vale dos lençóis” lá de casa dormindo horas a fio num momento Zen imperdível.  Sou imbatível nisso.

Espero vir a ser contratado nas muitas vagas que vão ainda criar de Boys na função pública até ao final do vosso mandato que espero ser muito longo para poder abrir muitas vagas. O desemprego graças a vós com estas contratações que em ano e meio já ultrapassaram o milhar, baixou, e isso é bom.

Na expectativa do vosso futuro contacto.

Subscrevo-me.

Um Candidato Socialista

Como a OCDE deu uma pantufada a Costa

Vamos lá por pontinhos para canhoto entender:

  • O que é que um político de, esquerda ou de “direita”, em Portugal, faz quando as previsões de uma instituição internacional não são boas? Desvalorizam tais relatórios e dizem que as instituições não tem credibilidade. António Costa é o caso mais paradigmático, a OCDE baixou as perspectivas de crescimento económico para 2016, em Junho, e Costa logo se apressou a desvalorizar a instituição.
  • Se as perspectivas melhoram, porque derrepente, todos os agentes económicos se apercebem que o Governo Costa diz uma coisa e faz outra, logo é fogo de vista e diabo a quatro, começam todos a lançar os foguetes, resta depois o Zé apanhar as canas. Oportunismo? Não! Costices.

Existe sempre, quase sempre, influência de um governo no crescimento económico do País, os gastos do Estado entram para as contas nacionais, neste caso, o consumo publico que não é mais que a aquisição de bens e serviços para o funcionamento da administração pública. O que se quer, então, é que um governo tenha cada vez menos influência nos resultados económicos do País e que se deixe a livre iniciativa privada funcionar e que o Estado não meta o bedelho. Mas em terras de Lusitânia o Estado intromete-se sempre, seja em regulações, taxinhas e burocracias.

Este Governo teve influência no crescimento económico do País, conseguiu assustar os investidores no 1º semestre de 2016 onde a economia abrandou, recuperando nos meses seguintes pois este levou uma pantufada de Bruxelas, o tal plano B que se dizia que não existia e também porque todos se aperceberam do pragmatismo chico-esperto de Costa, o que ele diz nunca é para levar a sério.

O País não foi ao charco porque houve uma continuação das políticas de austeridade, e ainda bem, a despesa pública caiu, apesar de modo conjuntural não estrutural e houve um aumento de impostos a nível indirecto que consumiu qualquer reposição de rendimentos a aqueles que ganham salários médios-baixos. Se a austeridade era uma treta no tempo de Passos, hoje é a vaca sagrada de Costa, a condição de sobrevivência do mesmo.

Se Costa queria puxar a brasa à sua sardinha, na questão do crescimento, saiu-lhe o tiro pela mioleira. A OCDE, como qualquer pessoa que acompanha os temas económicos sabiam, diz que o actual crescimento deve-se a políticas estruturais que foram implementadas e que potenciaram o crescimento económico. Ora, Costa adoptou alguma medida estrutural? BOLA! Estamos a falar do tempo de Passos Coelho. Isto não é dizer quem fez bem ou quem fez mal, ou ainda quem se portou melhor ou não, simplesmente é a verificação da verdade, em nada este Governo contribuiu para o actual crescimento económico. Para quem dizia que a:« Aposta nas exportações era o modelo errado», hoje aproveita-se dele e coloca-se num pedestal. Isto é pior que hipocrisia.

Um dos problemas para encontrar contradições com o Costa de 2015 com o Costa de 2017, é o mesmo problema do cenário macroeconómico ter desaparecido da net de igual forma. O apagão socialista lava mais branco.

Mauro Pires

O Que Eles Querem é Governar Uma Terra Queimada

Hoje, neste mesmo blog, o Gaspar Macedo veio tocar num tema que à data tem sido ignorado, para nosso mal comum, mas ainda bem que o fez, porque acabou por inspirar esta minha contribuição de hoje.

No meio desta barbaridade toda que temos presenciado, especificamente em Londres, confesso que as respostas das autoridades e as medidas que têm sido apresentadas por quem nos “representa” faz bola para nos proteger; no entanto, faz muito proteger a classe a que eles pertencem, sejam as suas carreiras políticas, seja o seu património e dos seus amigos.

A verdade é que a única coisa que tem travado o terrorismo na Europa deve-se a uma intensificação do trabalho policial, de coordenação internacional neste meio e de investigação astuta e eficaz cujas melhorias já tem rendido resultados bastante positivos. Fora isso, os nossos queridos representantes tem feito pouco ou nada para travar está maré de terror que ameaça instalar-se nas nossa vidas.

Mas voltando ao artigo do Gaspar, houve uma frase que me ficou na cabeça: “Comecem por proteger o povo desprotegido e desproteger os políticos superprotegidos.”

E aqui está uma questão crítica que entretanto se perdeu no meio do mediatismo. Não se iludam: tudo o que acontece serve para nos manter focados em tudo menos neles e não vale a pena estar aqui a criar uma lista longa pois vocês sabem perfeitamente de quem falamos, mas é óbvio e está na cara que não se está a fazer nada com base, estrutura e objectivos palpáveis para travar a barbárie do terrorismo na Europa. Todas as soluções são de curto prazo, caras, e más, pois não resolvem nada na origem e não fazem nada a médio-longo prazo, pois primeiro pensa-se nas eleições, o resto que se lixe.

No entanto, temos que ser testemunhos à correria para ver quem é que condena o ataque primeiro no Twitter, quantos líderes mundiais marcham contra o terror, e já está, somos fortes, não nos vencerão. E é esta a imagem que nos é transmitida, a mensagem que nos passam: não precisamos de fazer nada, apenas devemos manter a calma e continuar serenos.

Ora aí está mesmo o problema. Porque não devíamos estar nem calmos nem serenos. Tanto isto como com a apresentação de contas e respostas a TODAS as nossas questões (ainda não percebo como é que um governante tem o desplante de RECUSAR às questões colocadas na Assembleia da República), temos que exigir TODOS OS DIAS que sirvam o maior interesse nacional e Europeu, ou seja, os cidadãos Europeus, seja qual for a raça, religião ou estilo de cabelo, eles estão de serviço, são nossos representantes, devem salvaguardar todos os nossos interesses (e não apenas de alguns) e fazer o seu trabalho. Não o estão a fazer, andam a viver às nossas custas e ainda gozam na nossa cara a dizer que está tudo bem.

E é aqui que entro em divergência com algumas vozes. O ser humano tem uma necessidade de compreender todo o horror reduzindo-o a questões de preto e branco, esquerda e direita, nós contra eles. Mas a realidade é outra, e como sabemos, tudo, mas TUDO é bem mais complexo que isso. Nenhum de nós pode ser definido com uma só categoria e andar a proferir que o problema disto tudo é X ou Y e gritar isso até à exaustão, é redutor e só contribui para a continuação do problema, alias, o excesso de simplificação deste problema do terrorismo, só ajuda o recrutamento do Daesh. Tal como a história do mundo ocidental não é simples, e toda a barbaridade que já cometemos não é reduzível apenas à religião, também temos que ser mais frios nesta analise, porque incrivelmente, o inimigo principal não está numa cave a planear, mas sim nos corredores do poder, a gozar do nosso pânico pleno.

Para ser claro: acuso os nossos governantes de serem responsáveis pelas mortes de cada atentado terrorista. Seja o Al Qaeda, Daesh, IRA, ETA, seja quem for, há responsabilidades que devem ser apuradas, e não somos nós que não estamos a topar a mensagem. Nós ouvimos claramente a mensagem, é aberrante e é contra tudo o que somos como sociedade plural e liberal, e é claro que mexe connosco (acho que move com qualquer pessoa) ver tanta dor e tanto sofrimento por parte dos familiares e dos sobreviventes das bestas que por ai andam.

Agora, temos que ir mais alem e reconhecer que existem responsabilidades, que não há uma acção sem uma reacção, e que enquanto não levantar-mos a nossa voz e exigir o que nos é devido, sem sacrificar direitos civis, não iremos tolerar tanta incompetência institucional.

Vivemos um momento grave existencial que é alimentado por uma tempestade perfeita de crises sociais, políticas, financeiras e económicas, e garanto-vos que é de extrema conveniência para quem nos governa que andemos minados de exaustão e medo.

Nenhum de nós pode aceitar isto, nenhum de nós pode aceitar não sentir segurança nas nossas comunidades, nos nossos países, e para isso necessitamos de ter respostas uniformes e concertadas contra estas ameaças. Só que para isso é necessário tomar atitudes, atitudes que podem ser contrárias aos interesses do poder instalado.

É necessário reconhecer que o terrorismo é financiado principalmente pelo petróleo. É através do petróleo vendido no mercado negro que o Daesh encontra o seu financiamento, petróleo que por sua vez é-nos vendido pelos países árabes. Para além disso, compramos petróleo à Arábia Saudita que notoriamente financia mesquitas Wahabistas, que pregam a versão mais intolerante e retrograda do Islão, que não acolhem um único refugiado, e por cima disso, ainda lhes vendemos armamento aos magotes.

Enquanto andar-mos a chuchar activamente nesta teta de ouro negro, eles continuarão a vender-nos por um lado, e a financiar ataques por outro. E isto não é uma questão de religião, é a maneira deles de destruir a União Europeia, da mesma maneira que a Russia também não perde uma oportunidade de enfraquecer um dos blocos económicos liberais mais importantes do planeta.

Mas veja-se que os nossos líderes, quando enfrentados com estas situações difíceis, fingem ser uns sonsos de primeira, brincam à alta política internacional e mesmo aonde tem havido o maior número de vítimas, andam aos beijinhos e abraços com quem detém responsabilidade pela ideologia. Deixem de comprar petróleo e vão ver o quão rápido a conversa muda.

O que é verdade é que pouco a pouco, por causa do “combate ao terrorismo” vemos as nossas liberdades a desaparecerem. Metadados agora podem ser consultados em “casos de terrorismo”, a resposta da Theresa May ao ataque é que deve-se regular a Internet, e qualquer dia, fazemos como aconteceu nos EUA, com a suspensão de habeas corpus, a implantação de um Patriot Act e de uma NSA capaz de entrar em todos os nossos computadores sem qualquer razão.

Se somos liberais, não podemos ficar só pelas questões económica-financeiras, ou resumir os nossos discursos a gritos que reduzem o tema a algo familiar, o nós contra eles, para arrecadar likes pois temos este hábito teimoso e preguiçoso de procurar uma resposta simples para questões complicadas.

Devemos ter foco: o poder económico e político tem vindo a concentrar-se num número cada vez mais reduzido de pessoas. Abandonamos uma aristocracia no passado para substituí-la com uma “elite”. O exercício do poder e do controlo das massas tem séculos de experiência, e até com a democracia temos uma ilusão de participação, que embora possa atenuar a corrupção que o poder traz, não a elimina.

A única coisa que trava a corrupção e a usurpação do poder pelos poucos às custas dos muitos é a nossa constante e atente vigilância. E hoje em dia temos cada vez mais ferramentas que permitem isso mesmo: a ascendência da Internet, uma geração nascida e criada em liberdade, que conhecem fronteiras e línguas para além das suas, tecnologia que fariam os nossos antepassados há 100 anos achar que era magia. Temos o know-how e a capacidade técnica de controlar, de fiscalizar e de exigir mais de quem nos governa, de quem é pago para nos proteger, de reduzir este cancro mortal que é uma elite corrupta e uma política inerte política que por cá nos reina. Mas isso requer uma reviravolta cultural para não “confiar nos nossos representantes” e andar em cima deles como o patrão que somos. Não admitiria-mos um funcionário a dormir no trabalho, então porque é que admitimos que o façam connosco, e ainda a desperdiçar o dinheiro que contribuímos que nos sai da pele?

Não sei como, mas a verdade é esta, a participação do eleitorado em TODAS as áreas é a única coisa que poderá travar este flagelo pois é nestas alturas de medo e de terror que o exercício anti-democrático floresce. Esta na história. Foi feito nos anos 30, foi feitos em inúmeras circunstancias porque a dita elite não tolera não estar no poder.

A nossa liberdade não é garantida, e não é algo que desapareça assim de um dia para o outro. Pouco a pouco eles vão tentar retirar-nos aquilo que lutamos para obter durante séculos. E sabem porque? Porque a era do político está a acabar, a era partidária está a falecer. O fim chegou para este espectro político-partidário porque já chegamos à conclusão que a grande maioria deles anda a gozar com a nossa cara, e pior, andam todos num constante conluio contra o contribuinte, seja através de contratos com uma Octopharma, sejam rendas de EDP, sejam vistos gold, sejam negócios ruinosos de património público, seja a gestão vergonhosa do nosso capital humano, seja o que for. Recuso-me a acreditar que são todos uns incompetentes desgraçados e que este saque milenar não é algo propositado. É uma questão de perceber a história, e de não ficar preso aos ciclos mediáticos, acordar e reagir, escrever e telefonar e exigir que actuem. O principal interesse do governante devemos ser nós, ao contrário do que muitos deles acham que é o EU. Por isso, a função de político de carreira deve deixar de existir, porque confesso que hoje em dia sou capaz de confiar na Siri para tratar dos meus impostos mais do que o Fisco.

Há uma guerra sim senhor, mas os inimigos não é só o Daesh, ou os seus financiadores bilionários Wahabistas da Arábia Saudita, ou os conservadores evangélicos dos EUA que querem sonham com uma Eretz Yisrael para que o Messias possa finalmente voltar à terra.

Como o Gaspar disse e bem, a religião deve servir para unir, especificamente unir contra o mal. E o facto é que quem tem maior responsabilidade em proteger-nos do mal, não o está a fazer e creio que, honestamente, não o quer fazer.

Não nos protegem do terrorismo, pois fazem negócios bilionários com quem os financia, não nos protegem da corrupção pois são os principais interessados na sua continuidade, não nos protegem de nós mesmos, porque a eles não lhes interessa NADA que estejamos unidos.

A união é a força, e a última coisa que querem é uma humanidade unida e com objectivos concretos: a paz, a liberdade e prosperidade. Uma humanidade unida, em paz, prospera e livre, é ingovernável, logo, eles deixariam de ser desnecessários.

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“Para saber quem te governa, simplesmente procura quem não podes criticar.” – Voltaire

“Ronaldo” Não! É “Pinóquio do Ecofin”!

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É muito fácil construir uma mentira. Sobretudo quando os visados são manipulados por uma comunicação social comprada pelo “establishment” para vender gato por lebre, que explora até à exaustão a  iliteracia de um povo que não lê, não se instruiu, não quer saber porque prefere viver na ilusão. Então que fazem eles? Vendem resmas de ilusões para ocultar a verdade. Uma verdade bem cruel ali mesmo à espreita, prontinha para nos saltar no colo. Lembram-se de Ricardo Salgado, o melhor banqueiro, de Zeinal Bava e António Mexia como os melhores gestores de topo? Pois bem, acredite caro leitor que o quadro não está completo. O nosso “Ronaldo” das finanças em breve se juntará ao grupo destes Pinóquios.

A verdade é implacável na hora de pôr tudo no lugar. Vender mentiras tem prazo, às vezes curto, outros mais longos. Mas não falha. Centeno anda feliz (é só gente feliz neste governo) da vida a propagandear a sua incrível competência que “terá despertado” os senhores do Eurogrupo a “sondá-lo” para Presidente de tão competente! O problema é que é ele próprio a única voz que o afirma com base em fontes ainda por cima portuguesas. Ora, quem é bom não precisa de auto-elogios na imprensa para chamar atenção. Se o faz é marketing de diversão não vá alguém pôr em dúvida sua incrível competência e feitos únicos. Então não foi ele que fez sair Portugal do défice excessivo? Ah! e tal mas a  dívida pública  não parou de aumentar tendo atingido valores recordes… E depois? que importa isso se o défice baixou  uns miseráveis  0,8% à conta de malabarismos contabilísticos irrepetíveis mais conhecidos por “martelanços” e isso nos permitiu sair do PDE? Haverá maior prova de competência que esta? (ah! ah! ah!)

Ora, se por cá se vende ilusões a preço de saldo e sempre há dúzia para ser mais barato, lá fora a música é outra. Aos olhos dos credores que ao contrário do nosso governo fazem contas todos os dias à vida, o MILAGRE tem nome: aldrabice camuflada. Claro que não fazem ondas de imediato. O politicamente correcto impõe que se faça de conta, numa primeira fase, que se acredita nos valores apresentados dando benefício de dúvida. Mas com carradas de avisos. A começar por Shcauble, continuando pela CE, terminando na DBRSFintch e S&P. Exactamente como eu, lá em casa, quando finjo que acredito nas pequenas mentiras dos meus filhos só para lhes dar um pouco mais de margem para mais tarde, caso falhem MESMO poder responsabilizá-los sem que me possam acusar de não ter acreditado neles…

Daí que o rating de Portugal continue e bem no lixo onde ele de facto melhor combina. Qualquer gestor sabe isso. E não vale a pena o “alegre” Costa transformar-se em donzela ofendida e maldizer as agências porque em economia, os números falam mais que a política que se faz à volta deles. Pode vir às televisões dizer ” “Nós não só não fizemos o que eles estavam a fazer, como fizemos mesmo o contrário do que eles estavam a fazer” nem mentir dizendo que baixaram impostos, que aumentaram os rendimentos nem inventar que vão apoiar em mil milhões as empresas.

Porque TODO o português informado sabe que nestes dois OE os impostos aumentaram colossalmente. Que as pensões e salários repostos são apenas dos mais abastados da Função Pública. Que os apoios às empresas é uma miragem no Portugal 2020 porque das 20 candidaturas, 19 são destinadas a apoiar… o Estado!! Que APENAS uma empresa, a Navigator, na 13ª posição, está contemplada. Que a esquizofrenia à volta do défice se deveu apenas para GARANTIR que a torneira dos apoios da CE não se feche e continue de forma secreta a financiar despesa do Estado para estágios e apoios sociais. Que é preciso fazer crer às pessoas que é DISTRIBUINDO dinheiro que a economia flui.

Enquanto os Pinóquios mentem, a realidade são hospitais com uma dívida galopante, apoios à fome suspensos, serviços hospitalares fechados por falta de enfermeiros, fecho de escolas por falta de auxiliares, metros e comboios com linhas e carruagens paradas, PSP sem verbas; bombeiros a andar de comboios e autocarro, o poder de compra nulo.

A verdade é que a economia gere-se. E gestão não tem cor política. Faz-se sempre da mesma forma equilibrando receitas com despesas, estimulando a produtividade no âmbito dum crescimento sustentável que permita distribuir dividendos e não dívida. Que o digam os idiotas que quiseram criar um restaurante assente nos princípios marxistas, nos EUA, e fechou num ápice.

A única verdade deste governo é que fez efectivamente uma gestão diferente mas SÓ nos gastos indiscriminados completamente à toa sem acautelar o futuro.  Em linguagem corrente “gastar à fartazana sem olhar a meios”.

Por isso, não, não temos um “Ronaldo” nas finanças! Temos um Pinóquio e vai nos sair bem caro…

O politicamente correto mata!

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A Europa está a morrer, e não está a morrer devido à guerra, aos ataques, à violência no geral. A nossa cultura, uma cultura de liberdade, sobreviveu a duas guerras mundiais. Duas guerras mundiais, não foram suficientes para quebrar a nossa cultura, quebrar a nossa Europa. Recentemente uma carrinha branca atropelou cerca de 20 pessoas na London Bridge. Três homens, que claro, contam as testemunhas, são de origem árabe, saíram da carrinha e começaram a esfaquear pessoas aleatoriamente. Facas essas que teriam à volta de 30 cm.

Os relatos contam ruas cheias de corpos, gargantas cortas etc uma imagem horrenda, como se de um campo de batalha se tratasse.

O Mayor  (presidenta da câmara) de Londres disse “temos que construir pontes, não muros”. Pois bem, é isto que acontece…

É este o momento, é este o momento em que temos que virar o jogo, os nossos governos não se estão a esforçar a fazer aquilo que mais importa, proteger o seu povo.

O interesse deles é agradar a certas minorias, certos grupos, para claro, ter mais votos nas urnas. Há relatos de uma cidade ao norte da Inglaterra, com uma rede paquistanesa de pedófila e estupro, infelizmente, este não é único caso na Inglaterra. A polícia, é claro obrigada a encobrir todos estes crimes, ou seriam de outra maneira chamados de racistas, xenófobos etc

No século passado os britânicos enfrentaram e derrotaram o imenso poder da luftwaffe. Recusaram se a desistir, e como disse Winston Churchill “Iremos até ao fim. Lutaremos na França. Lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos com confiança crescente e força crescente no ar, defenderemos nossa ilha, qualquer que seja o custo. Lutaremos nas praias, lutaremos nos terrenos de desembarque, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas; nunca nos renderemos”. Foi um país que se recusou a desistir, e hoje caem de joelhos, perdem não só as batalhas, mas também a guerra.

Isto tudo porque têm medo de serem racistas, xenófobos. Porque têm medo do politicamente correto.

Será que o governo britânico, e até o nosso, está empenhado em proteger os seus cidadãos. Será que estão a fazer o possível possível e o impossível para descobrir onde estão os radicais, e impedindo-os de entrar cá?

Ou será que temos os esquerdistas a trabalhar com os radicais estrangeiros?

Relembrando que uma pesquisa (http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1510866/Poll-reveals-40pc-of-Muslims-want-sharia-law-in-UK.html) mostrou que dos muçulmanos no Reino Unido, 20% apoiam ataques terroristas,peço desculpa meus amigos, mas são 20% de radicais, porque radical não é só aqueles que faz, mas também o que apoia ,e que 40% querem a lei Sharia no Reino unido. Lei esta que prevê que os maridos possam matar as suas mulheres em caso de adultério etc etc e portanto 40% de radicais no Reino Unido, porque uma pessoa que apoia este tipo de lei, não é certamente, um moderado.

E isto é o que tu és obrigado a sustentar, do teu dinheiro, este estado de bem estar social.

Portanto eu peço lhe que pense sobre o que escrevi, pesquise sobre os dados que apresentei que mostram que não, os muçulmanos radicais não são uma minoria, são quase uma maioria bastante significativa. Peço lhe que deixe de ser cego pelo politicamente correcto, que deixe de ter medo. Mas mais importante, peço lhe que lute pela nossa cultura, a cultura de liberdade, que tanto nos custou a ganhar e hoje perdemos. Perdemos a nossa liberdade de expressão, por uma censura que alguns teimam em não ver, a censura do politicamente correcto…

Meus Senhores, Expliquem Isto!

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Antes que os intolerantes às opiniões divergentes (assentes em factos) comecem a vomitar slogans de ódio, começo por dizer que fui uma apoiante acérrima dos refugiados. Quando se iniciou a tragédia, ao ver milhares de mortes no mediterrâneo com gente a fugir de uma guerra, estremeci. Escrevi muito sobre o assunto e achava que quem se opunha era radical e racista. Sim, eu pensei mesmo isso. Isto porque não compreendia de todo como podiam estar contra as ajudas a quem lutava pela sobrevivência. Até que, com o passar do tempo, sempre atenta a tudo, comecei a ver coisas estranhas às quais parecia não haver resposta. E é precisamente quando vou à procura dessas respostas, que a verdade começa a surgir…  Continuar lendo “Meus Senhores, Expliquem Isto!”