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A irresponsabilidade vai nos sair da pele

Num cenário em que Pedro Passos Coelho continuasse a governar em 2015, como o resultado das eleições legislativas assim o exigia, parte das reformas que o seu governo não fez quer por bloqueios das forças socialistas do Tribunal Constitucional, ou até por força do pragmatismo de resolver primariamente o problema financeiro, restabelecendo assim o normal funcionamento do acesso aos mercados por parte da República Portuguesa e por conseguinte a nossa credibilidade internacional, para depois, num governo próximo, o que não se tinha feito era negociado com um PS que se queria responsável e respeitador do voto do povo português. Aconteceu o que Passos queria, ganhou. Mas não governou, a pedra no sapato  impossibilitou a continuação de reformas estruturantes por parte do seu governo e ditou o fim da implementação das ditas reformas estruturais até porque, o governo Costa governa por paliativos e por remendos, nunca numa visão integrada e estruturada de como o País deve crescer, mas sim como aproveitar a onda de crescimento que já vinha de trás para distribuir rebuçados.

Começa aqui então a diferença entre Estadistas e Estatistas. Entre quem tem uma visão de libertar os portugueses de um Estado sugador e mau prestador de serviços básicos, dando sempre primazia a quem cria riqueza e portanto sustenta o erário público, com um homem que só pensa nas suas clientelas, nos seus amigos, em realinhar as tropas para reconstruir o sonho socialista de transformar o Estado Português de vez numa quase sucessão divina em que o PS é o Partido inimputável e que faz o que quer, passando as culpas para outras entidades que não ele pois este nunca gere uma crise de modo decente. Guterres não geriu o seu pântano, Sócrates chamou o FMI mas logo foi derrotado em eleições legislativas. A direita governa em Portugal com o programa dos outros, sempre com condicionalismos de maior, mesmo que tenha perspectivas programáticas, não as pode aplicar no seu todo pois tem que “limpar a casa”, que outros teimam em sujar.

Um ciclo vicioso e nada virtuoso que dá credibilidade à direita por um lado, pode-se contar com ela para situações difíceis, mas não existe possibilidade de construir um projecto comum e diferente do PS pois o eleitorado que a direita podia conquistar, está anestesiado pelas crises que esta gere e que as pessoas pensam que é a direita que as faz, pois uma coisa é apresentar a crise, outra é gerir uma crise, uma coisa é dizer que te vou ao bolso, outra é ir efectivamente ao bolso. E quando se toca no bolso do povo português, mesmo que não tenhamos culpa do sucedido, a incompreensão aumenta. Tudo devido à cobardia do PS em chegar-se à frente, quando o momento é complicado e ainda por cima causado por ele.

E claro, mais uma vez estamos assistir ao mesmo filme e até com personagens rigorosamente parecidas. Quando grande parte do governo Costa é Socrático, ou ex-ministros de Sócrates e até o próprio Costa foi, no primeiro mandato de Sócrates, temos aqui muita experiência acumulada de como quase falir um País. Caras novas e inovadoras? Zero. Um governo que representa políticas sujas e velhas do passado, com os mesmos vícios que nos vão, desculpem a falta de tacto, entalar a breve trecho. É só olhar para os números desta tabela que vos apresento do Banco de Portugal:

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FONTE: Banco de Portugal, Estatísticas Online

Em 3 anos efectivos de governo Costa e associados, a dívida pública em valores absolutos, aumentou de 231,526 mil milhões de euros para 251,476 mil milhões de euros, quase 20 mil milhões de euros de aumento. Se ouvir, até nos jornais de referência, que a dívida pública baixou, a verdade anda pelo meio. Baixou a percentagem, o rácio, pois o montante de dívida cresce, mas a economia também, o que “come” esse aumento em valor absoluto. O desafio de Mário Centeno e António Costa é explicarem ás pessoas, como estão agora a começar a fazer aos poucos, que quando não há dinheiro tem que se apertar o cinto. Um desafio importante para o PS aferir a sua capacidade de grande partido nacional- Gerir a próxima grande pré-bancarrota causada por si.

Desenganem-se quem pense que a dívida pública descerá, em valores absolutos e de forma sustentada, nos próximos anos, sem uma política orçamental com cortes estruturais na despesa pública e uma economia a crescer de forma saudável. A política de Centeno e Costa é aumentar a despesa para futuro baseando-se sempre numa arrecadação fiscal cada vez maior. Um erro de principiante crasso que nos custará a pele, e que a próxima recessão nos dará as boas vindas em desconstruir o castelo de cartas frágil da dupla mentirosa que temos ao comando, para nossa infelicidade. E, quando essa recessão chegar, a dívida, o grande bolo, estará lá, e estará pronta a galopar em percentagem até ao Evereste.

Dou um conselho final a Costa e Centeno: Peçam conselhos ao Sr. Tsipras, de facto o Syriza é o caminho a seguir, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

Os imigrantes ilegais

Certo dia a propósito do meu texto sobre o  caso do pequeno Alfie, deixaram-me um comentário que tomei em consideração. Dizia, em resumo, que a lei pode ser dura mas que era a lei e assim,  os ingleses, sendo cumpridores de leis (ao contrário de nós que só as temos para serem quebradas)  podia-se  contestar pela mudança da lei mas não pela sua execução. Aplicando este princípio que está certíssimo (pese embora o facto de no meu texto estar a criticar o poder exagerado concedido ao Estado e não a aplicação da lei) a  qualquer nação, não podemos entrar em histeria parva só porque os EUA fazem cumprir suas leis fronteiriças. Das duas uma: ou somos sérios naquilo que defendemos ou não o somos.

Todas as nações têm fronteiras e compete a cada um dos países decidir como as quer manter na defesa pela segurança dos seus cidadãos. Ninguém de fora tem o  direito de  impor seja o que for nesta matéria. Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos? Não seja hipócrita e responda com verdade. Você, na sua propriedade, só autoriza  a permanência de quem lhe convier e sob regras impostas por si, certo? E também não tem a porta aberta 24 horas por dia  acessível a qualquer um, pois não? Está a fazer discriminação positiva, certo? A questão da imigração ilegal é complexa e é precisamente por isso que não pode ser tratada de forma leviana porque põe em risco a vida das pessoas violando um dos princípios básicos da função do Estado: proteger. Tal como na sua casa em que toma medidas como fechar a porta à chave, vedar a propriedade com muros, para proteger sua família de invasões indesejadas e impedir a exposição aos perigos, as leis das nações servem exactamente o mesmo propósito.

Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?

A verdade é que é preciso promover a todo o custo  as imigrações ilegais  e diabolizar quem se  opõe porque há uma agenda política para cumprir. Mas não se explica, porque claro não convém, que a luta dos EUA não é contra os imigrantes (a sociedade americana só é multi-étnica porque promovem a imigração)  é contra os ilegais (e quem os promove) que assaltam o país pelas suas fronteiras e invadem a sociedade americana de criminosos como o gangue MS-13 responsável por atrocidades indescritíveis espalhando terror e a quem Trump classificou, e muito bem,  de “animais” para “horror” dos democratas. Basta analisar as declarações de Clinton, ObamaHillary e Trump para verificar que todos estão em sintonia sobre esta matéria. Todos querem que a imigração positiva siga seus trâmites legais. Algum problema nisso? Parece que sim.

Os EUA não querem ser uma Europa que já conta com muitos países a braços com problemas sérios de invasão  em curso onde só em França, por exemplo a população islâmica já representa 15% da população total e    conta com 1500 zonas interditas as “no-go zones”. Dá que pensar.

Devemos aceitar imigração? Claro que sim. Mas sem desrespeito pelos cidadãos que já vivem nesses países.  Dito e muito bem dito, por Obama em 2005: “Aqueles que entram ilegalmente no país e aqueles que os empregam desrespeitam o estado de direito. Eles estão mostrando desrespeito por aqueles que estão seguindo a lei. Nós simplesmente não podemos permitir que pessoas entrem nos Estados Unidos sem serem detectadas, não documentadas, sem controle e contornando a linha de pessoas que pacientemente e legalmente se tornem imigrantes.” Alguém arrisca contestar esta declaração? Claro que não. Porque foi dita por… Obama.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

Donald Trump Ganhou, temos pena!

O Presidente dos E.U.A é um caso de estudo tremendamente peculiar, se, por um lado, despertava no meu caso mais particular uma indiferença bastante subtil, na campanha eleitoral norte-americana, com certas atitudes a levarem me a ponderar se quer ouvir qualquer discurso seu, o tempo passou e não passou só por mera ordem cronométrica e temporal por si só, Trump tem estaleca, tem calo, tem vivência, são 70 anos vividos à mais alta rotação é empresário, recebeu dinheiro para o inicio da sua carreira, mas os lugares comuns da vida e os buracos adjacentes não permitiram que o actual Presidente da maior economia do Mundo se desviasse do seu caminho.

Trump tem uma personalidade única, sabe transparecer para fora o que ele quer, se o ambiente exige que ele se transforme e que tenha de transparecer um “estúpido”, especialmente perto dos burocratas europeus, Trump fá-lo como ninguém, é uma arma negocial de Trump, quem é empresário e lida com o pagamento de salários, com o risco e com a transformação estrutural dos negócios a longo prazo sabe que a prática eterna do bluff nunca passa da moda. Se todos acham que ele, o Donald(ele gosta que lhe chamem assim…), é parvo, ele gosta, pois assim todos baixam a guarda, vão na conversa da sereia e caiem nas redes do pescador.

Trump que é um Business man, sabe perfeitamente que a expansão de uma Economia, que a expansão de um pequeno negócio ao maior, depende na correlação directa positiva do crescimento/expansão dos mercados quer onde se inserem, quer dos externos. Ninguém gosta de tarifas, muito menos Donald Trump, mas a única maneira de as eliminar era mostrar que as mesmas eram más, por mais que as 5.000 páginas de regulação europeia o digam, a União Europeia como um todo continua com uma pauta aduaneira comum aos produtos americanos, a hipocrisia Europeia no seu melhor.

Donald aproveitou-se da situação, lançou o caos, dominou e depois colocou em cima da mesa o que verdadeiramente queria, eliminar tarifas para uma verdadeira concretização do comércio livre. Jogada de mestre? Dom João II(Rei Português), ficaria contente.

Mais uma vez, quem não veio da formatação política quer das juventudes políticas, quer dos Partidos em si, traduzindo por outras palavras menos ostracizantes, o tacho, tem que aprender como se negoceia, para além disso, tem que aprender a pagar salários e a pagar impostos(não é que goste deles..)? Não! Trump é um Self Made Man! Colocou nos sapatos os políticos “profissionais” da cartilha(pardon my english).

O acordo de paz com a Coreia do Norte e com o seu “Rocket Man”, chegaram a bom porto, mas logo a imprensa socialista diz que é fogo de vista. Se fosse o inteligentíssimo, o santíssimo, o grande e Amado líder Barack Obama, esse sim, o acordo era mais credível, era de cimento, era de uma dignidade à Ferro Rodrigues! A dor de cotovelo do sistema ter como líder do Mundo livre uma pessoa que não tem avental faz lhes comichão. Comprem fenistil.

Mauro Oliveira Pires

 

É mais Fácil Defender a Morte do que Defender a Vida

Não concordo com o aborto ou com a eutanásia. Admito que já o tentei fazer na medida em que é demasiado sedutor e demasiado fácil defender estas situações. Quem não se quer livrar das consequências de uma noite mal ponderada? Quem não se quer livrar de dores e sofrimento cujo fim teima em não vir?

Todos nós aspiramos por uma vida de perfeição, por uma vida satisfatória, por uma vida que nos faça, pelo menos, um pouco feliz ou, para os pessimistas, por uma vida um pouco menos infeliz. O problema nesta nossa aspiração é que, infelizmente, não controlamos tudo o que se passa na nossa vida e isso assusta-nos. Assusta-nos ao ponto de desejarmos a morte, rápida e indolor para nós e para outros que possam, algum dia, passar por uma situação que a nós nos atormenta.

Portanto, a resposta para o medo é a morte. A resposta para a dor é a morte. A resposta para a incerteza é a morte. Porém, a morte é a única certeza que a vida nos dá.

É-me impossível defender tais acções pelo simples facto de as mesmas não passarem de homicídios. Vendo as coisas por todos os prismas possíveis, o acto não passa de homicídio. A morte de alguém provocada por outro. Argumentam que, no caso da eutanásia, isso não é bem assim porque o doente pede a outro que o mate e, logo, essa morte passa a ter toda a legitimidade sendo até algo piedoso e compassivo. Como se não bastasse, começa-se a vender a ideia de que, quem não aceitar aquiescer a este pedido, é uma pessoa imoral.

Este argumento continuou a não ser válido para mim pois não conseguiu justificar o homicídio, apenas passa graxa e lustro na acção, tentando pôr a coisa menos feia, provavelmente por considerarem necessária alguma atenuante de consciência.

Ora portanto, sendo isto homicídio, porque tais actos são tão defendidos? Porque se tenta vulgarizar tanto a morte, morte essa que é inevitável?

Não acredito que o foco seja a morte e a sua valorização, mas sim o inverso: a progressiva perda de importância da vida apoiada pelo asqueroso relativismo moral que hoje impera.

A vida foi diminuída ao ponto de apenas valer enquanto somos úteis, enquanto tivermos algum tipo de contributo para a sociedade, enquanto temos capacidade de ter algum tipo de satisfação ou prazer. A vida humana deixou de ser um valor absoluto e, como tal, tudo tem condições para ser ainda mais relativo.

Vejamos um argumento utilizado de quem defende o aborto: o embrião ou o feto ainda não é humano. O ser humano apenas é ser humano, com possibilidade de viver, quando a sociedade o determina conforme as suas conveniências. Como no caso dos doentes ou dos velhos que ficam doentes, o argumento de que eles deixaram de ser seres humanos não resulta, então que inventaram? Que a pessoa tem direito a morrer com dignidade. Isto significa, portanto, que qualquer pessoa que esteja entravada numa cama vive de forma indigna. A dignidade de alguém passou a ver-se pelo estado do corpo e não pelo seu carácter ou pelas suas acções.

Vergonhosamente, este nosso Portugal sofre o flagelo de abandono de idosos. Mais facilmente vemos indignados na praça pública por a eutanásia não ser despenalizada, mas nem um pio sobre os idosos abandonados. Quando os idosos dizem que não querem estar sozinhos, a sociedade não quer saber. Quando os idosos dizem que querem morrer, a sociedade junta-se para desligar a máquina.

O último recôndito dos defensores de homicídios assenta na liberdade da pessoa sofredora decidir como quer morrer. Se a pessoa quer morrer, é livre de se matar. Se a pessoa quer morrer e não o consegue fazer sozinha, não pode querer incutir esse tipo de acções noutras pessoas. Lamento, mas não há respostas felizes para todos os problemas da vida. O facto da pessoa o pedir, não justifica coisa nenhuma. Ao longo da nossa vida fazemos tudo aquilo que os outros pedem e desejam? Ou agora passamos a defender esta coisa em particular porque, de alguma forma, nos convém?

Como se tudo isto não fosse suficiente, todos nós sabemos que a vida sempre foi relativizada por regimes políticos ditatoriais. Acham que Hitler, Estaline ou Mao Tsé-Tung reconheciam algum valor à vida? Não. Reconheciam valor às vidas que eles queriam.

Se a vida é relativizada, tudo deixa de ter importância. As novas gerações irão nascer com a vida sem valor e a morte vulgarizada. Tudo isto não passa de uma guerra para dizimar os valores judaico-cristãos, baluartes da civilização ocidental, por muito que custe a todos os ateus que ganham urticária cerebral só de ouvir falar de cristianismo.

Acham mesmo que esta história da eutanásia ser só para doentes em estado terminal vai ficar só por aqui? Não. Tal como antes se falava do aborto, p.ex: em caso de perigo de vida para a mãe, hoje ele pode ser feito até às 10 semanas de gravidez. Portanto, a partir das 10 semanas e 1 dia, o tal bichinho tornou-se humano.

Onde devia existir a propagação do amor, do carinho e da dedicação, que é aquilo que doentes e pessoas fragilizadas precisam nos momentos mais difíceis da vida, a sociedade opta por banalizar a morte passando ela a ser a forma mais rápida e eficaz de resolver qualquer problema.

A civilização ocidental está a ser atacada por todos os lados: de fora, vêm para cá algumas pessoas que falam abertamente que a civilização ocidental é má, fonte de todos os males do mundo e que deve ser destruída. Acham que isso é mau? Não, o pior está cá dentro, com todas as vagas que existem de propaganda esquerdista, promiscua já com a direita, que renuncia por completo a tudo aquilo que nos fez chegar ao ponto civilizacional em que estamos: a família, o casamento, os valores morais judaico-cristãos, a tolerância (q.b. não me refiro à tolerância auto-genocida), o individualismo, a vida, a liberdade… e ainda fazemos propaganda igual à dos outros afirmando que somos todos maus e a fonte de todos os males do mundo.

Como tal, a nossa “auto-penitência” é matar bebés, velhinhos e doentes, aceitar quase pacificamente violações e atentados, achar que o judaísmo e o cristianismo são embrutecedores da sociedade, adorar os animais acima de todas as coisas e ter poucos filhos em prol do requintado estilo de vida materialista (a não ser que decidamos ter cães ou gatos em vez de seres humanos, neste caso a prol desta gente está garantida) o que nos faz ser ultrapassados demograficamente. Para quem é bom em matemática, mas limitado em demografia, será fácil perceber: se um ocidental tem em média 1 ou 2 filhos e imigrantes que apelam ao ódio do ocidente têm uma média superior, quem irá ter mais filhos daqui a uns anos e ser maioria na sociedade?

Tudo isto representa para mim uma coisa apenas: o progressivo fim da civilização ocidental que morrerá vítima da sua própria virtude em tudo aceitar relativizar, mas já nada valorizar. Com isto termino com o sentimento de que o relativismo moral assustar-me-á sempre muito mais do que a moral absoluta judaico-cristã.

Sara Albuquerque

 

A despedida de Merkel

O meu artigo no Jornal Público de hoje.

 

Merkel está apostada, custe o que custar, em manter viva no seu país a cultura da estabilidade, que tem sustentado o tão sagrado capitalismo renano. A hiperinflação dos anos 20 tornou os alemães muito vigilantes relativamente às suas finanças e para evitar derrapagens indesejáveis o Bundesbank assumiu no pós-guerra o controlo severo das taxas de inflação. Mas politicamente está a ser cada vez mais difícil para Merkel manter a solidez a que se habituou, com a extrema-direita a ameaçar o seu espaço vital. A CDU perdeu, aliás, quase um milhão de eleitores para a AfD o que não deixou de superar as melhores expetativas dos radicais alemães. Merkel, no poder há 12 anos, nunca se viu num cenário tão crítico, sem lograr sucesso na constituição do seu futuro Governo e na iminência da dissolução do Parlamento que a poderá prejudicar ainda mais nas urnas.

Não é só no tema dos refugiados e na derrota do multiculturalismo que a AfD ganha dianteira, também tem capitalizado por via das fraquezas do atual Executivo, isto porque a chanceler embora tenha ganhado popularidade na gestão da crise do Euro, tem falhado consecutivamente numa das suas promessas históricas: acelerar as reformas estruturais dos sistemas alemães. Um acordo com Schulz que garanta um apoio estável de incidência parlamentar é, neste momento, o cenário mais previsível. Mas a tendência de quebra eleitoral na Europa das forças moderadas não é sinal de bom augúrio nem para Merkel nem para Schulz e caso este último, que gere atualmente uma grave crise estratégica e de identidade do seu partido, aceite viabilizar um Governo à CDU, perderá a última oportunidade para se insurgir como uma alternativa inequívoca contra o projeto centrista, antecipando assim a extinção do SPD no espetro.

Quanto à CDU terá que se reinventar nos próximos anos e recuperar em pouco tempo do desgaste de Merkel junto do eleitorado alemão, se quiser manter-se como o único projeto seguro para o país. Mas com a mesma líder? Embora não haja limite para o número de mandatos como chanceler, Merkel não admite publicamente, mas já percebeu que está a expirar a sua validade e sairá pelo próprio pé no fim do próximo mandato, depois de escolher o seu sucessor a meio da legislatura, em 2019.

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

Pedro Borges de Lemos

A Europa a uma velocidade

O meu artigo no Jornal Económico.

Enquanto não se derem como sagrados os valores da democracia, da soberania e da cidadania não conseguiremos evoluir na Europa para um modelo moderno e funcional.

A solução da atual crise da União Europeia e da Zona Euro passará pelo reforço do nível de integração dos países membros. O peso da criação da riqueza na Europa é cada vez mais reduzido à escala mundial e economias como as dos EUA e da China continuam a tomar a dianteira das economias europeias.

A Europa precisa, com urgência, de criar condições para ser uma potência económica e monetária. Daí que nós, europeus, tenhamos de nos unir e criar uma cultura estratégica comum para voltar a dar credibilidade ao projeto de Monnet. É imperioso vendermo-nos melhor e sermos mais proativos num mundo que é global. Não podemos é perder de vista a lógica dos Estados soberanos, avessa ao sistema federalizado progressivamente mais tendencial.

O combate aos choques assimétricos e a solidariedade com as nações mais desfavorecidas da UE poderão concretizar-se nas ajudas obtidas através das receitas oriundas do incremento de uma taxa uniformizada sobre as transações financeiras dos respetivos países membros. Também a aplicação de uma maior carga fiscal sobre as gigantes tecnológicas e sobre as empresas mais nocivas ao ambiente, seria uma solução garantida de eficácia económica. A harmonização das taxas tributárias aplicadas às empresas permitiria abolir a competição fiscal e promover um maior equilíbrio entre os vários Estados membros.

Mas são, agora, as políticas de Defesa e Segurança que continuam a fragilizar a posição da Europa no mundo. Enquanto não houver um sistema comum de Defesa e Segurança, os atentados terroristas continuarão a lograr êxito. É também urgente a reforma da lei de asilo com vista à sua unicidade e uniformização para evitar que, no tema dos refugiados, países como a Hungria, Polónia e República Checa deem exemplos pouco dignificantes e em nada abonatórios da tradição humanista do pós-guerra.

Os desafios sucedem-se e vivemos tempos de fortes mudanças na Europa e no mundo. A concentração do poder no diretório das potências europeias em que a Alemanha é o expoente máximo, tem promovido as tendências federalistas, o ataque soez às soberanias nacionais e o neoliberalismo como corrente económica dominante, que tem comprometido regimes e ideologias. Vivemos hoje uma crise dos sistemas de representação política agravada por problemas sociais, suscetíveis de lhes criar contradições e fissuras insanáveis.

Enquanto não se derem como sagrados os valores da democracia, da soberania e da cidadania não conseguiremos evoluir na Europa para um modelo moderno e funcional, onde cada nação é respeitada na sua individualidade, num registo de saudável cooperação e solidariedade institucionais

Pedro Borges de Lemos, Advogado. Militante do CDS-PP.

O autor escreve segundo o Acordo Ortográfico.

Cada membro do PortugalGate tem a sua opinião relativamente a um tema, somos plurais.

Há coisas que não se entende

Todos já nos apercebemos à que tempos o que a esquerda Portuguesa pensa, muitas vezes, que está a falar para burros e carneiros sem chifre que não fazem mal a um boi. A esquerda fala sempre sobre a lógica da batata nunca passa disso. Cria artifícios pirómanos para a comunicação social colocar a circular para enganar o pagode, e assim,”apagar” qualquer notícia menos boa que faça corroer alguma popularidade do tirano Costa.

A esquerda pode chamar tudo a Cavaco Silva: Múmia, esqueleto andante, espantalho, Senhor BPN e acusar sem provas, mas Cavaco não lhes pode dar nenhuma pantufada! Era logo acusado de deselegância, não era digno de ser Presidente da República e todo o conjunto de parvalhices canhotas que os nossos fofinhos inventam. Cavaco tem uma virtude que gosto: Não gosta de políticos profissionais, vestiu a pele de político criando uma espécie de entidade superior a todos eles uma espécie de Primeiro-Ministro ou Presidente da República vindo do povo e não das Castas das cortes de Lisboa.

Cavaco teve as suas virtudes e erros, conseguiu através de uma mudança constitucional aprovar um regime legal favorável à privatização das empresas que tinham sido nacionalizadas pelo PREC comunista de Vasco Gonçalves. Liberalizou a economia portuguesa e reformou as finanças públicas. O País deve-lhe isso, mas também lhe deve o actual Estado gordo na função pública e essa rigidez de despesa pública que logo o PS de Guterres  e Sócrates( Durão Barroso foi mais do mesmo), logo aumentaram o monstro para níveis indomáveis que hoje conhecemos e nos prende as liberdades individuais quer das famílias quer das empresas.

Cavaco deu uma aula na anual Universidade de Verão do PSD( Não gosto de Universidades de Verão de Partidos, um dia explico porquê), e teve o tom que as virgens ofendidas da esquerda normalmente tem, e ainda bem, Cavaco esteve muito bem no conteúdo e ainda melhor na forma. Para se conversar com um esquerdista utilize-se as suas técnicas, não gostam nada, mas a táctica do barulho sempre lhes diminui a bazófia.

Mas falou-se tanto da personagem Cavaco que até se esqueceu do conteúdo, terá Cavaco razão? Vamos a contas:

  1. Cavaco: Críticas ao Governo- “Finge que pia mas é apenas por jogadas partidárias”, e aos partidos da “coligação”, que defendem a saída do euro para “outra galáxia, talvez para a galáxia onde vive a Venezuela”. Ora Cavaco toca neste ponto e muito bem, Costa não ia virar a página da Austeridade? António Costa não criticou Passos Coelho dizendo que este:” Tem obsessão pela Austeridade“. E depois o grande Costa, quando Bruxelas disse que ia impor sanções, não aplicou o plano B das cativações e corte no investimento público? Não existe tanta falta de incoerência e lata nisto?
  2. Cavaco: Críticas em geral a nível interno utilizando referência europeia- ” Esta estratégia contrasta com a verborreia frenética da maioria dos políticos europeus, que não dizem nada de relevante”- Arrisco que Cavaco fale de Macron mas o mesmo não se referiu a ninguém. Ora, Cavaco não pode dizer que os outros tem Verborreia, mas o ex-candidato Presidencial do PCP Edgar Silva pode chamar a Cavaco: “ Múmia sem coração” e Miguel Sousa Tavares a chamar palhaço e múmia igualmente. Cavaco tem que ficar calado, os outros podem lhe bater. Como diz um filosofo da nossa Praça: É DOR DE COTOVELITE.
  3. Cavaco: Fala da revolução socialista e dos devaneios de Hollande, Tsipras e Costa:  “realidade tira sempre o tapete à ideologia”; “A realidade acaba sempre por derrotar a ideologia, e isso projeta-se com uma força tal contra a retórica daqueles que no Governo querem realizar a revolução socialista que eles acabam por perder o pio. Ou fingem apenas que piam, mas são pios que não têm qualquer credibilidade porque não são mais do que jogadas partidárias”.

Vamos a fotos para o facto número 3:

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Jornal Público, Janeiro de 2015

Isto é num cenário utópico tipo Shangri-la ou mundos noutro submundo qualquer… Depois vem a realidade, e é ai que o Costa torce o rabo.

 

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Costa e Tsipras em reunião contra a austeridade. Jornal Económico 2016

Passado um ano, Tsipras inverte o discurso e aplica o novo programa da Troika. Costa tinha acabado de usurpar o poder, estava em fase criança.

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Depois vem Costa, o Orçamento derrapava, havia água no chão e todos se espalhavam, a economia desacelerava. Então, o camaleão mor do reino, disse numa primeira fase mentirosa repulsiva que:” Não era necessário plano B”.

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Fonte: Diário de Notícias, Fevereiro de 2016

Bruxelas avisava que era necessário, eles faziam ouvidos de marcador, estava tudo bem até que o Mundo mudou…

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Expresso; Outubro de 2016

Depois de se rejeitar o óbvio, lá se cativaram(congelaram), 1000 milhões de euros e se colocou o investimento público aos níveis do Estado Novo. Atenção, cortar o investimento público é bom(depende das áreas), mas em geral estamos a diminuir a presença estatal na economia e a libertar os agentes económicos. Mas uma esquerda que sempre encheu a boca com isto e que agora faz precisamente o contrário não tem credibilidade nenhuma em falar dos outros. O País não foi ao fundo, ou esta a ir mais devagar, porque a mixórdia governamental está a governar às direitas e faz muito bem. Cavaco tem razão, tanta incoerência é verborreia a mais, e ainda querem que o Homem sejam mansinho…

Há coisas que não se entende

Mauro Pires

 

 

A Europa tem culpa nos atentados

Foto: (Foto: AP Photo/Oriol Duran)

É muito fácil fazer-se de treinador de bancada e dizer o que corre mal e o que pode melhorar, mas temos todos o direito à opinião por mais disparatada que pareça. Enquanto já centenas de pessoas morrem na Europa devido a atentados terroristas Islâmicos, todos os governos dizem que é necessário uma estratégia conjunta…whiskas saquetas, que é preciso rezar por… whiskas saquetas e que não podemos ceder ao medo… WHISKAS SAQUETAS. O discurso é circular, amorfo e vai dar sempre ao mesmo sítio: A LADO NENHUM! Os políticos europeus sofrem um síndrome dos políticos portugueses: falam, desfalam e criam problemas tudo porque a língua é mais forte que alguma parte do cérebro que não lhes deixa actuar.

Neste momento precisamos de Estadistas, soluções e alguém que não tenha medo de tomar decisões difíceis chega de Pray for  e de patetices politicamente correctas! Temos crianças a morrer e famílias destruídas, tudo porque não se actua devidamente contra fundamentalistas ideológicos que tem severos problemas mentais. É bom ser multicultural, mas não podemos exigir multiculturalismo forçado, este só trás divisões e integrações falsas na sociedade. Quem quiser adoptar o estilo de vida Europeu, esse todos querem, mas essencialmente respeitar os nossos valores e modo de estar em sociedade muito bem, mas se um franja da religião Islâmica quiser impor os seus valores que roçam o fascismo podem voltar para onde vieram, a Europa não pode ter medo de defender a sua cultura judaico-cristã.

O Islão é uma religião que está numa fase em que o Catolicismo estava há 400 ou 500 anos, quem discorda vai para a fogueira, mas o catolicismo evoluiu e o Islão parece estar estagnado no tempo. As mulheres na Arábia Saudita não podem conduzir, tem que usar obrigatoriamente as vestes tradicionais, muitas vezes são vitimas de violência, isto é a liberdade Islâmica? Os valores tão proclamados pelo Sheik Munir de Lisboa que ainda por cima bateu na mulher? É uma religião a reformar, nem todos são iguais era o que faltava! Mas tal como a etnia cigana, em que os problemas estão no seio da sua cultura de clã, de afastamento da sociedade e de promover as baixas qualificações(não confundir as duas coisas, Islão é uma coisa etnia cigana é outra, comparamos os problemas que vem em comum mas sim na sua cultura), o Islão é neste momento uma religião fascista.

Se a Europa quer sobreviver, tem que pensar em primeiro nos seus para isso tem que de facto acolher refugiados mas formar campos de refugiados, como já existem, mas especificamente para os mesmos, são refugiados de guerra porque se vem para imigrantes económicos podem muito bem esquecer, porque se não arranjam trabalho exigem subsídios e já sabemos o que depois acontece… Manifestações. A Europa tem que se deixar de ladainhas e formar um verdadeiro exército europeu capaz de proteger as fronteiras e as zonas marítimas, o custo é alto mas o proveito será melhor, se queremos ser livre vamos colocar as mãos na massa, mas com esta classe política…

No atentado em Barcelona foi preciso uma mulher abater os terroristas em questão, se fosse em Portugal a polícia em questão estaria a ser interrogada e enxovalhada pela classe política, tudo porque não foi tolerante. Enfim.

Observação final: O Costa que lamenta morte de uma portuguesa em Barcelona é o mesmo que agora não quer permitir expulsão de criminosos estrangeiros.

Mauro Pires

O mérito ou as quotas?

A cidadania não pode ser imposta por decreto, é uma prática livre de participação ativa na vida e no governo do Estado, independentemente do sexo dos seus agentes.

Concordar com a lei das quotas de género fere, desde logo, este princípio e mais não é do que um meio artificial para combater um fenómeno que se situa na esfera das mentalidades.

Se nos regulássemos pelos critérios da competência, versatilidade, responsabilidade e idoneidade, provavelmente a mulher deveria estar sempre mais representada do que o homem na vida pública e nos lugares de decisão.

Mas a solução não passa por uma lei que obriga as empresas a admitir pessoas por critérios de paridade, sendo esta mais uma norma populista, violadora dos princípios da justiça e da igualdade, tão cinicamente defendidos pelos partidos que a aprovaram na Assembleia da República. O único critério no recrutamento deve ser o mérito.

Por ser um fenómeno eminentemente cultural, a solução passa por uma revolução de mentalidades que deve começar na família e na escola. Aliás, o Brasil não precisou de criar uma lei de discriminação positiva para se tornar num dos maiores exemplos de sucesso do mundo, na taxa laboral de feminização.

Portugal será o país da Europa onde as sanções pelo incumprimento desta lei serão mais agressivas, sem salvaguarda para empresas economicamente mais débeis ou que não tenham capacidade para aumentar o seu staff de gestão em 2018.

Este tema só terá uma resposta eficaz se for refletido não no quadro normativo mas no da multidisciplinaridade institucional. O país continua a aguardar, por parte do atual Governo, pela criação de um plano multisetorial desenvolvido entre os ministérios do Trabalho, Justiça, Educação e a secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

Já vimos que a prodigalidade legislativa, por força dos resultados ineficazes que ninguém ousa negar, nunca resolveu questões de cultura e de mentalidade.

PS, Bloco, PAN e Os Verdes constarão na História por contribuírem, uma vez mais, para um retrocesso na conquista dos mais elementares direitos civilizacionais.

O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

 

 

 

 

Fonte: Público

Cantando e rindo, até ao choradinho final

Vamos lá admitir. Desde que o Governo tricolor, entrou em funções, não parece que estamos numa espécie de bebedeira avançada? Ou seja, se vem dados económicos bons atiram-se os foguetes e Pum! Se vem dados económicos desapontantes já ninguém quer saber, todos fogem, o Marcelo dorme ou viaja e o Costa vai de férias? E mandam foguetes e quem apanha as canas é sempre o Zé? Estamos agora nesta fase. Pedrógão mostrou muita coisa, que o Senhor Costa não tem estaleca nem conteúdo para ser Primeiro-Ministro.

Qualquer político é uma fofura internacionalmente fofa ao quadrado em tempos de bonança, os Estadistas só se mostram quando os tempos é para Homens de barba rija e que tenham espinha dorsal. O douto Costa não é nem uma coisa nem é outra, é simplesmente um agente maquiavélico ao seu próprio serviço usando um País para não ferir o seu enorme ego. Afinal, o douto Costa, vindo das elites Lisboetas do politicamente correcto, perdeu as eleições contra um Homem que implementou o programa de ajustamento mais severo de sempre, e mesmo assim, perdeu. Perdeu contra o Homem que com defeitos em todos os poros, sobe colocar o País acima de muita coisa, especialmente acima da gente “nova” do seu partido como: Manuelas, Pachecos, Sarmentos e Rios e hostes consagradas do socialismo democrata. Que vai de férias em Mantarrota e não tem Palácio em Sintra. Que crime que Passos faz, é do povo.

Agora vamos à Bebedeira, ou melhor, aos resultados da bebedeira mor do Reino. Os jornais económicos no seu geral, há uns dias atrás, discretamente, informaram sobre os dados do endividamento externo( público + privado) do País. É necessário olhar para as duas faces da moeda. O endividamento público é mais subjacente à República Portuguesa, ou seja, ao Estado que tem origem  dos constantes défices públicos e dividas das empresas públicas. O endividamento privado, tem origem no endividamento das empresas(privadas) e particulares(famílias).

A soma de todos estes agregados deu, no 1º trimestre de 2017, 724,432 mil milhões de euros. Repito, mais de 720 mil milhões de euros. Falamos de 385,1% do PIB. Ou seja, a nossa dívida externa ultrapassa em 3,8 vezes a riqueza anual gerada em Portugal. Se um particular singular ganhar 1000€ mês e tiver um dívida de 3850€, quer dizer que tem uma dívida de 385% face ao seu total de rendimento gerado, neste caso isolando um mês qualquer.

Sem Título

Fonte: Banco de Portugal

Reparem que, o total de endividamento em termos de rácio, ou seja, dividindo o total de dívidas(público+privado) pelo nosso PIB, a dívida até desce, em Mar-2016 estava em 392,6% do PIB e em Mar-2017 está em 385,1%, mas isto porque o PIB cresce, pois o Endividamento em termos absolutos, ou seja, em dinheiro está a aumentar. Em Mai-2016 tinhamos uma dívida total de 715,969 mil milhões de euros e em Mai-2017 de 724,432 mil milhões de euros. Imaginem agora a Economia voltar ao crescimento lento de 1,2 ou 1,3% ao ano com o ritmo de endividamento que temos, ou até recessão. Se não existem reformas, não podemos ter crescimento sustentável logo já conhecemos o nosso destino. Nem é preciso ir à Maya.

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Mauro Pires