O pântano do ilegítimo António Costa

A dança de cadeiras no cargo de primeiro-ministro, em outubro de 2015, colocando no terceiro cargo da hierarquia institucional governativa do País, um individuo não eleito pelos eleitores mudou para sempre a ordem da linha governativa constitucional considerada “normal”, pelo regime. Hoje, não basta ficar em primeiro no campeonato das eleições legislativas, é necessário primeiro que tudo, o segundo membro de uma possível equação de uma solução governativa-aquele que perdeu mas, que cumpria a ordem das coisas- vender a alma ao diabo para governar, neste caso o PS, que introduziu e impôs ao País uma moldura de curto prazo, tal como é a sua característica fisiológica pelo poder e influência na vida do indivíduo.

António Costa nunca teve um plano de mudança estrutural para Portugal, o seu único plano e constítuido pela calada com os seus parceiros coadjuvantes, era continuar a reconstrução oligárquica iniciada por Sócrates e desfazer a fronteira ética e “invisivel”, que Passos tinha construído quando deixou cair os Espirito Santo, uma das famílias que condicionava o crescimento da economia portuguesa com ligações a outros grupos económicos.

Para além disso, Costa queria deixar tudo em modo anestésico, paralítico e monolítico, veja-se o exemplo do assalto de paraquedas à máquina estatal com famíliares do seu partido em tudo o que são fissuras da administração pública, a reactividade de Centeno em 2016 quando a Comissão Europeia ameaçou Portugal com sanções e os juros das obrigações portuguesas a 10 anos voltaram aos 4,5%, levando Centeno a adoptar cativações históricas no investimento público colocando despesa de capital em mínimos e assim, controlando o saldo orçamental em conjunto com sucessivos aumentos nos impostos indirectos. Tal política descapitalizou os serviços públicos, não repondo o capital que se desinvestiu, espremendo sua capacidade de resposta às populações.

Políticas de curto prazo, políticas de vista curta portanto, que hoje Costa ergue como vitória sua e do seu governo mas que, em 2015, as criticava com todo o tártaro que tem entre os dentes. Podemos afirmar que Costa pode ter lido livros de São Cipriano para adoptar tal inversão de discurso, guiando o rebanho simpático na representatividade do povo português para próximo do precipicio mas será esse fosso que Costa terá que enfrentar sozinho nos anos que vem.

Desenganem-se que uma economia aberta ao mundo como a Portuguesa, sujeita a zero reformas estruturais nos últimos anos, com indicadores macro a mostrarem sinais de deterioração e com um saldo orçamental preso por pinças, que estamos protegidos de maus ventos. Aliás, maus ventos não são sinónimos de sucessivas bancarrotas- os outros países também estão sujeitos- é sim sinónimo de sucessivas bancarrotas é quando o PS está no poder e não prepara o País para tal com políticas prudentes ao nível de finanças públicas e a nível macroeconómico.

Por fim, é de lamentar que Rui Rio, que  afirma que o PSD não é um partido de centro direita, não tenha começado a campanha mais cedo e não tivesse tido uma palavra de união para quem ele chama de “opositores”. Teria ganho o partido e o país. Erro táctico. Agora, a ala não socialista, já que tem pejo em se assumir de direita, tem que preparar as próximas eleições que serão no prazo máximo de 2 e meio. Uma direita unida, com um programa alternativo ao socialista. Só assim António Costa será derrotado com uma maioria absoluta em cima.

Mauro Merali

 

Abriu a época das promessas eleitorais

Abriu a época das  belas promessas de campanha eleitoral de tudo e mais alguma coisa explorando ao máximo os nichos temáticos da moda como o clima e os animais para atrair votos fáceis, sem qualquer responsabilidade, sem fazer contas, sem estudar profundamente os temas, tudo a granel como se de um campeonato de quem faz mais propostas “cool” se tratasse, sem coragem para fazer uma política de verdade. A pergunta que impera fazer é: mas vão fazer isso tudo como? Sim, porque o dinheiro não nasce nas árvores e se Portugal não ganhou o euromilhões e é sabido que todos os serviços estatais estão em ruptura,  como diabo se pode prometer sem dizer como e onde se vão financiar sem ser à conta do sacrifício dos contribuintes?

A  primeira medida  para Portugal que todos deveriam garantir antes de qualquer outra seria prometer  fazer um diagnóstico de norte a sul do país, com auditorias externas a  cada organismo estatal, ao milímetro,  para identificar e eliminar cada ponto crítico seja funcional seja financeiro do Estado – nesta fase é quando normalmente se descobre que há contratos para mudar duas lâmpadas por milhares de euros  ou se paga serviços de jardinagem para espaços sem jardins, institutos e observatórios sem actividade ao estilo da Grécia –  e depois avançar com uma reforma estrutural profunda na máquina estatal corrigindo esses erros de gestão para reverter o Estado  obeso, deficitário e falido num Estado eficiente, económico, mais leve, mais justo e com mais qualidade de serviços. Não se pode prometer aos cidadãos menos impostos, mais e melhores condições de vida, mais investimento nos serviços prestados pelo Estado sem curar primeiro o país doente que desperdiça recursos financeiros preciosos. Isso é enganar o eleitor.

Com a reestruturação feita, criar depois objectivos ambiciosos a todas as administrações públicas não permitindo que ano após ano apresentem prejuízos sem consequências. O mérito tem de ser compensado, a incompetência penalizada. E os prevaricadores expulsos do sector público, responsabilizados criminalmente com julgamentos de processos mais céleres,  penas pesadíssimas e responder  com património pessoal para dissuadir qualquer um a seguir o exemplo dos “chicos espertos”, proibindo inclusive ligações  de familiares nos governos e  pondo fim, assim,  à corrupção megalómana tentacular no erário público que é a principal causa da nossa desgraça há décadas.

Em paralelo liberalizar e desburocratizar  imediatamente toda a economia devolvendo-a aos privados tirando do caminho o Estado cujo o papel é de fiscalização e controle e não de agente económico.

Depois  da “casa” bem arrumada e gerida –  e nunca antes –  o Estado imediatamente começa a “ganhar oxigénio” e com contas equilibradas e superávits  já pode aliviar os impostos das famílias e empresas e em paralelo criar grandes estímulos fiscais aos investidores para fazer crescer o país e aumentar o nível de vida dos portugueses.

Mas isto implica coragem para fazer uma política de verdade. E dizer a verdade não atrai votos fáceis. Não é para político mole, farsante, fingidor que tanto se diz de direita de esquerda ou de centro consoante a “opinião pública” só para enganar papalvos – isto é recorrente à esquerda. Promete-se tudo sem qualquer estudo ou responsabilidade porque já se sabe que não é para cumprir. Que basta chegar ao governo e dizer “ah e tal isto está pior do que pensávamos” ou “vem aí uma crise internacional” e vamos por isso manter ou aumentar impostos. Enfim, a conversa de sempre.

Pelo caminho fica a credibilidade e a sensação do costume de que se está apenas a fazer propaganda porque estamos em ano de eleições. Lamento mas não é assim que se chega aos abstencionistas, a classe mais exigente dos eleitores. 

Se perdermos as eleições à direita não é porque aumentou as intenções de voto à esquerda é porque o abstencionismo de quem não se revê nesta  palhaçada,  aumentou. Porque o eleitor de esquerda vota sempre porque é o que vive ligado ao Estado, o da direita não. E são mais de 40% da população. 

Sem política de verdade não há transparência na mensagem, sem transparência não há confiança e sem confiança nenhum abstencionista vota. Porque é neste grupo que estão os desiludidos, fartos de trabalhar para aquecer enquanto outros vivem à sua conta: políticos, subsidio-dependentes, preguiçosos, vagabundos, criminosos.  É neste grupo que estão as pessoas que preferem emigrar a levar com mais política falsa de roubo fiscal. Mas também é este que manda à fava os políticos com mais facilidade  e quando não vê ninguém a dizer preto no branco como vai acabar com esta injustiça, revolta-se abstendo-se.

Nada é definitivo. A semanas das eleições todas as narrativas à direita podem ser ajustadas à verdade e transparência que se exige hoje mais do que nunca dos partidos que querem marcar a diferença. Basta dizer o que tem de ser dito de forma clara, objectiva e firme aos eleitores. Vamos a isso? Fica aqui o desafio.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal

Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?

Acontece que a direita nunca governou em Portugal.   Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.

Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um  “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e  justiça.

O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.

Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor  uma ditadura de minorias.

Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito  real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde:  todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos;  há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria,  não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado  totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos  investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História.  Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.

É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente  da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política,  capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos,  habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género  nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e  não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.

A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos  nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.

A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam.  E essa Direita ainda não governou em Portugal.

Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Marcelo tornou-se vulgar

A vulgaridade da actuação de um homem que é representante máximo, de um órgão soberano de poder político em Portugal, é o descaracterizar do simbolismo do cargo e magistério de influência que este tem no andamento dos dias do País. Marcelo é egocêntrico, Marcelo gosta que falem dele, Marcelo quer a direita, a esquerda e o centro em uníssono na próxima votação presidencial, mas hoje, arrisca-se a pelo menos não ter 2 dos três variantes do espectro político: A direita e o centro. Tudo por querer saciar, primeiramente, um ego incontrolável e, por outro, conseguir dar corda a António Costa para que este se enforque no final. Sim, desenganem-se que Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, goste de gerir tempestades, isso fica para contas de outro rosário, para estadistas de elevado calibre que consideram que cata-ventos não são aptos para a função presidencial.

Reparem que não é mau que Marcelo dê corda a António Costa, é uma estratégia política inteligente e bem conseguida, até como se vê pelas reacções cada vez mais intempestivas do primeiro-ministro a qualquer indignação contrária de elementos opositores à sua farsa governativa, o problema, é que Marcelo para conseguir “exceder”, os poderes constitucionais que tem, gorando o poder de António Costa e tornando-se a primeira figura do plano político português, teve que sacrificar o institucionalismo “normal” do seu cargo para que o poder dos afectos, lhe dessem ainda mais legitimidade do que já tem enquanto detentor de mais de 51% dos votos dos portugueses.

A manutenção dessa estratégia da “mão invisível”, uma ideia minha que tenho insistentemente escrito em artigos sobre Marcelo, tem custos. Não existem almoços grátis na consagração harmoniosa e consensual de um presidente da república especialmente em tempos estranhos, onde um homem usurpa o poder por motivos patológicos, e temos uma geringonça social-comunista pronta para nos levar para a quarta bancarrota em 45 anos de democracia. Marcelo de facto tinha que inovar, tinha que ser o principal, conseguiu, mas os modos para lá chegar roçaram o inacreditável nos últimos tempos e os portugueses em geral perceberam isso retirando valores às notas exorbitantes de popularidade de Marcelo.

Não havendo primeiro-ministro com níveis de decência, visão e articulação gramatical aceitáveis, não havendo um presidente da república capaz de gerir conflitos e que seja o pedestal da “reserva política” da nação, Portugal caminha a passos largos para a nova armadilha do ciclo económico descendente, sem ter feito reformas estruturais para se aguentar em períodos negros e, isto tudo, sem líderes no comando da navegação. Os portugueses tem que reflectir, em Outubro de 2019, se querem mais 4 anos de estagnação ou se querem que o Estado saia da frente, em áreas onde se gere riqueza, e possamos finalmente a sentir o cheiro do dinheiro nas nossas carteiras.

Mauro Merali

 

O povo está a acordar

Não vale a pena tentar travar este fenómeno chamando, a todos aqueles que se insurgem contra o marxismo cultural globalista que tomou conta , ao longo de muitas décadas,  da nossa sociedade, desconstruindo-a nos seus valores, na sua identidade religiosa e cultural, de “extrema direita, populista, fascista, xenófobo, racista, homofóbico” e outras tantas palermices para intimidar e silenciar. O povo está a dizer basta! e nada mais o impedirá de seguir seu objectivo: acabar com o  socialismo globalista.

O “tsunami” americano Trump deu o mote. Seguiu-se, à sua imagem,  o “terramoto ” italiano Salvini. Depois o “furacão” brasileiro Bolsonaro.  França acorda e fica a ferro e fogo. “Ventos ciclónicos” em Espanha com o Vox e Ciudadanos,  limpam esquerda da maioria. É o princípio do fim do socialismo a ser substituído pela direita.

Os partidos e líderes novos entenderem a mensagem da maioria silenciosa que desesperadamente procurava identificar-se com um projecto político que os resgatasse destas políticas socialistas/marxistas/globalistas. Responderam prometendo colocar os interesses dos cidadãos e do país acima de tudo, devolvendo segurança, melhorando economia, baixando impostos, acabando com as ideologias desconstrutivas da sociedade, protegendo a cultura e valores ocidentais. E a reviravolta não se fez esperar.

Anda tudo farto e sem paciência para políticos “choninhas”, completamente submissos aos Soros, aos Bildebergs e Rockefellers, às imposições duvidosas de  pactos migratórios da ONU  que defendem perda de soberania dos países da UE em prol dos direitos (pouco) humanos, para preparar um futuro governo mundial global.   Tudo decidido nas costas dos cidadãos sem serem consultados sobre as questões que lhes alteram profundamente a qualidade de vida. Fartos! Fartos! Fartos!

Nenhum político globalista saiu da sua zona de conforto onde vivem protegidos por muros e segurança privada,  para ver no terreno as “maravilhas apoteóticas” da aplicação prática das suas políticas progressistas.  Nenhum se dignou em percorrer os países que já experimentam na pele essa “fantástica” integração cultural. Nenhum político passou sequer uma noite nos guetos ou tomou lá café com sua esposa e filhos.  Nenhum se passeou pelos mercados de Natal agora designados por mercados de Outubro com árvores de betão a servir de barreiras – não vá um camião maluco lembrar-se de acelerar sozinho contra a multidão –  ou pelas escolas que já não festejam  a época natalícia com actividades ou símbolos de Natal. Nenhum foi falar com mulheres vítimas  de estupro colectivo ou crianças vítimas de bullying na escola por serem loiras de olhos azuis. Também nenhum foi ver o sucesso da integração na sociedade ocidental de gente que culturalmente pratica a bigamia por isso tem 4-5 mulheres e respectivos filhos – uma média de 3-4 por cada uma –  a viverem do Estado Social tranquilamente em casas cedidas pelo país de acolhimento. Nenhum foi ver o sucesso das políticas de integração no mercado de trabalho com a maioria a recusar mexer um músculo e a aprender a língua, ou aceitar as leis do país receptor. Nenhum político foi apreciar o sucesso do aumento exponencial da criminalidade sobre mulheres, homens, crianças, homossexuais, cristãos e judeus. Nenhum quis saber o que pensam os contribuintes do aumento brutal dos impostos para suportar estas políticas. Nenhum quis saber o que os cidadãos pensavam sobre os DOIS pactos que vão ser assinados em Marraquexe e Nova Iorque sobre entrada livre, ordenada, regular e massiva de imigrantes!  Nenhum! Nenhum!

Era uma questão de tempo até ao nascimento de movimentos como os coletes amarelos saltarem para as ruas impondo um “basta” sonoro! Mas os senhores “ditadores” que se julgam acima do povo só porque foram eleitos ou não eleitos, como foi nosso caso, menosprezaram-nos por se acharem poderosos e invencíveis. Acham que ocupam um lugar que lhes pertence e por isso não têm satisfações a dar nem contas a prestar. Pensam que o povo é idiota e come todas as mentiras que lhes contam a toda a hora a troco de uns cêntimos a mais no bolso. Pensam,  mas enganam-se.

A revolta começou na França, estendeu-se à Bélgica, atravessou a Holanda e chegou à Suécia. Chegará a todo o lado por contágio. O povo está a acordar mais depressa do que se previa. E agora ninguém o vai parar até voltarem a sentir que quem lidera os destinos do país, fá-lo pelo seu povo e não para agradar às agendas globalistas que só almejam dinheiro e poder para si próprios.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

O 25 de Novembro é o Black Friday da Esquerda

Sim, no 25 de novembro a esquerda chique pode sair à rua comprar iphones, tablets, computadores ás gigantes tecnológicas mundiais ditas opressoras do “trabalho” e do “trabalhador”, que continuam com mesma consciência tranquila em mandar sound bites para um dia que hoje os permite fazer isso mesmo. Ao contrário do que a esquerda pensa, o 25 de Abril teve o mérito de nos trazer a liberdade, claramente, mas logo a esquerda se aproveitou e instalou uma ditadura, ainda que provisória, sobre a batuta de Vasco Gonçalves e com nacionalizações à mistura que hoje ainda se sente o efeito na ausência de muitas e grandes empresas que bem precisamos para gerar mais valor acrescentado, exportar mais e pagar melhores salários.

O verdadeiro dia da liberdade, portanto, não começa no 25 de abril, começa é no dia que se resgata a liberdade do 25 de abril e o seu conceito, mas no dia 25 de novembro, dia que claro, se tivesse começado com algum intelectual de esquerda, vinda dos cafés chiques de Lisboa, era já um dia adorado, quase de adoração. Como foi o general Jaime Neves, homem vertical, honesto e com princípios anti-fascistas que nos devolveu a democracia que o PCP não podia ver nem pintada de vermelho, Neves já não é colocado no pedestal onde estão Otelo Saraiva de Carvalho entre outros neo-socialistas que agora suspiram por Salazar quando que um dos principais problemas de Portugal começa no comunismo e acaba no socialismo.

O PCP, o BE e o PS hoje a nossa “Frente Vermelha”, ou a troika social comunista, agem como se fossem donos absolutos do regime, quase por sentimento divino que só aquelas criaturas com três cabeças sabem de onde vem. Mas, é claro, o verdadeiro e único dono do regime, chama-se partido socialista. Aquele que continua a controlar a comunicação social, as redacções, a educação entre outros pilares fundamentais do regime e de forma sempre minuciosa para ocupar os cargos que lhes permitam assaltar o orçamento de estado e depois deixar os cofres vazios para uma direita que não tem programa e que só faz de fascineira do regime.

Este 25 de novembro como outros que ai vem tem que ser lembrados da melhor forma possivel, tem que ser lembrados na forma como Portugal não caiu num comunismo quase que norte-coreano há 44 anos, tem que ser lembrados na forma como a União Europeia, mesmo com os seus defeitos de palmatória, nos salvou e nos continua a salvar de uma Venezuelização em curso. Este 25 de Novembro tem que ser lembrado ainda como um sinal de esperança que a direita portuguesa pode combater uma ameaça à democracia que se chama António Costa, um homem esguio, perigoso, fascista, ditador e sem um programa de reformas para o País. Ainda que não haja direita, ela vai aparecer, pois está a reformular-se, aos poucos a direita unida colocará um fim ao reinado despótico do discípulo de José Sócrates.

A único plano que a esquerda e o PS tem para Portugal e, para finalizar, é muito simples- Colocar as famílias do regime, as oligarquias de Lisboa e os vícios da sociedade portuguesa que Eça de Queiroz tanto criticava de volta à ribalta. Se é que já não estão outra vez e em força.

Claro que, como sempre, a histeria da esquerda em comentar a democracia que tanto preza cai sempre em saco roto. Os deputados do Bloco são de uma ignorância atroz. Os licenciados em ciências ocultas que revejam a cartilha.

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Mauro Oliveira Pires

 

 

Bolsonaro não é de extrema-direita

Rotular de “extrema direita” tudo o que se opõe ferozmente à agenda da esquerda globalista é agora a arma desesperada das criaturas marxistas algumas disfarçadas de jornalistas. Diz-se que a melhor defesa é o ataque e é bem verdade. Nunca  a ameaça à ideologia de esquerda esteve tão patente no mundo devido à loucura da abertura de fronteiras à imigração descontrolada de gente vinda de países com culturas anti ocidentais, prontas a destruir nossos valores e sociedade tal como a conhecemos, à corrupção e às bancarrotas, que condenam as nações à pobreza. Os povos, fartos de serem as cobaias, estão a reagir expulsando do poder as esquerdas. Estão no limite da paciência.  E isto não é opção pelo extremismo de coisa alguma, é a revolta das pessoas a exigir o regresso à ordem.

Esta semana tentaram matar Bolsonaro no Brasil como sempre fizeram os extremistas de esquerda para silenciar seus opositores. No passado, foram “só” 100 milhões, coisa pouca, às mãos do comunismo/socialismo,  onde nele se fabricou, os quatro maiores carniceiros de que há memória: Mao Tsé Tung, Lenine, Hitler (sim, Hitler era um radical Nacional Socialista e não de direita) e  Stalin.

Justificaram a tentativa de homicídio a este político como sendo uma resposta ao “discurso de ódio”  de Bolsonaro. Bem, se ser católico e  defender os valores da família, imigração controlada, um Estado social sustentável, ordem e disciplina, escola sem partido,  condenações pesadas para criminosos, combate sério à corrupção, querer um Brasil próspero, condenar o ensino da ideologia de género nas escolas a meninos de 4 anos, não ter objecção pela escolha sexual de cada um desde que não condicione a liberdade dos outros, defender que pobreza se combate com mais instrução e não mais dependência de apoios sociais, querer um país sem divisões entre hetero e homossexuais, entre brancos e negros, homem e mulher, entre ricos e pobres, um país  unido, sem violência e seguro,  é discurso de ódio e extremismo, bom, então parece-me que alguém tem de voltar à escolinha  e rápido para reaprender o conceito.

A ver se registam de uma vez que extrema direita é  “toda manifestação humana que possua orientação considerada exageradamente conservadora, elitista, exclusivista e que alimente ainda noções preconceituosas contra indivíduos e culturas diferentes das de seu próprio grupo”. Assim, expliquem lá onde se encaixa aqui Bolsonaro se ele não tem no seu discurso qualquer uma destas características?

No entanto, a esquerda que o rotula de radical, defende reformas radicais no sistema social politico e económico que visam igualdade social com desmantelamento dos estratos sociais;  o confisco da riqueza para distribuir por igual;   um Estado totalitário que decide tudo em nome do bem comum e controla em absoluto a economia;  que domina os meios de comunicação na defesa de um pensamento único e ainda persegue com violência quem se lhes opõe. Não é irónico?  Afinal quem é  extremista aqui?  Mais: a mesma esquerda que persegue Bolsonaro com ódio – sim, porque aquele ataque não foi por amor – idolatra o maior promotor de ódio jamais visto na América Latina, Che Guevara, esse carniceiro louco que todos estes radicais homenageiam com saudosas “t-shirts” como foi o caso do BE no Parlamento. Um sanguinário que matou a sangue frio crianças, mulheres, homens, negros, gays, jovens para impor sua ideologia! E ainda deixou para a prosperidade estas “maravilhosas” frases: “O individualismo deve desaparecer!”;  “Estou aqui nas montanhas de Cuba sedento por sangue”;  “Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar”;  “Minhas narinas se dilatam quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue.  Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos!  Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”; “Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai, não tenho mãe, não tenho irmãos.  Meus amigos só são amigos quando eles pensam ideologicamente como eu”. Não é “lindo” e “inspirador”?

Este animal, hoje herói das esquerdas, foi ainda responsável pelo confisco  da poupança e propriedade de 6,4 milhões de cidadãos e transformou 20% da população de Cuba em refugiados numa nação que até então era  inundada de imigrantes e cujos cidadãos gozavam um padrão de vida  superior a metade daqueles que residiam na Europa. Criou gulags Guevaristas com trabalhos forçados e câmaras de tortura.  Ainda saqueou e ocupou a mais luxuosa mansão de Cuba obrigando o seu proprietário a fugir do país.   Só gente extremista doida varrida  idolatra um filho da mãe desta natureza. No entanto nós temo-los no Parlamento. E chamam-se PCP e BE.

Mas nosso querido Marcelo, sempre a passar esponja em tudo,  já veio dizer que em Portugal não existe extrema esquerda. Anda distraído? É ignorância? É má fé? Como pode afirmar algo que é mentira quando são eles próprios, BE e PCP, todos os dias a demonstrar que o são, com apoio aberto às ditaduras de Fidel e Che Guevara, Maduro, Kim Jong Un, Lenin e Stalin? Quando nas suas políticas defendem sem preconceito a perseguição ao capital, o controlo absoluto da economia e dos média  pelo Estado, têm um discurso constante de ódio contra a direita a quem chamam de fascistas e neoliberais!!! Brincamos com a inteligência do povo português, é isso?

Não,  não é Bolsonaro que é de extrema direita. São os opositores que o tentaram matar para o silenciar que são extremistas. Exactamente iguais aos de cá,  que um dia mataram com sucesso o incómodo Sá Carneiro e que ainda se passeiam por aí a fazer política.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Quem Protege o Sector Privado?

Num País onde o hábito eterno é ser-se de esquerda, ter tiques de esquerda, gritar como a esquerda, a inveja ao trabalho e dinheiros alheios, faz de Portugal um País onde o saber, o avanço Europeu chegue sempre mais tarde, ficando sempre um passo atrás dos outros. Em Portugal  discute-se se devíamos dar a liberdade de escolha aos cidadãos através do cheque ensino, da Municipalização ou se ainda o Ministério da Educação devia ter um papel quase que irrelevante no modelo de ensino, na Europa essa discussão não faz sentido, especialmente mais a Norte. Aliás, falar de escolha do cidadão é algo parvo, porque qualquer pessoa que é um ser individual, que trabalhe, tenha o seu próprio rendimento vindo do seu trabalho, qualquer pessoa devia ter o total direito de decidir o que quer para o(s) seu(s) filho(s).

O Estado é um mero, devia ser, podia ser, agente regulatório da nossa comunidade, no mínimo, o Estado, usando o pragmatismo, sempre existirá, o que interessa para o nosso contexto geral enquanto agentes económicos que produzimos fluxos reais(bens e serviços) e monetários, ou seja, a contrapartida da geração desses mesmos bens, é que ele SAIA DA FRENTE, da esfera económica, da produção, que deixe em paz quem vai gerar valor acrescentado, porque a sustentação de uma Economia saudável é a poupança, é através dele que uma Instituição Financeira empresta a um ser que quer fazer a sua vida, arriscar para depois criar emprego, salários e por sua vez consumo, para que depois no fim se pague ás clientelas do funcionalismo público.

Em Portugal todos querem proteger os amigos, os compadres, o Zé da esquina, as cortes de Lisboa sentem-se bem nessa posição, bebem o vinho do cimo de um pedestal e não conhecem o outro Portugal, aquele mais… Português! O PS, PCP, BE, PSD e CDS todos passam a mão no pelo do funcionalismo público, mas a galinha dos ovos de ouro, ou seja, quem lhes paga os salários são exprimidos até ao tutano com um IVA da electricidade impensável, custos de contexto e burocracias invejáveis, um IRC com uma derrama mais elevada e todo um quadro de crédito bancário saturado.

Ninguém fala deles, ninguém lhes deixa em paz melhor dizendo, porque devia ser essa a tarefa da direita actualmente no Parlamento, falar do sector privado e em nome do sector privado, falar em nome de quem pode não ter o pão em cima da mesa no final do mês, porque o salário pode não estar garantido e nem sempre as vendas ao empresário correm pelo melhor. Se eles não defendem outros vão defender, Portugal precisa de coligações à direita e com novos Partidos, a Democracia 21, Partido ainda em formação, e a Iniciativa Liberal são o inicio de algo positivo para se preencher um espaço à direita que está completamente amorfo e sem ideias, à excepção de uma Assunção Cristas mais pragmática.

Talvez assim se combata a Troika Tricolor Canhota da Gerigonça Governamental, aquela máquina de pensar no presente dos Portugueses, porque o futuro é só amanhã, não interessa, é acessório, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

O Homicídio da III República Pelos Cobardes da Classe Política

Há 3 semanas, ficamos horrorizados com o que se via na televisão: o caos, o inferno, o sofrimento, todo o terror de Pedrógão, num ciclo mediático interminável. O nosso horror perante os 64 mortos acumulou-se ao terror de descobrirmos que o nosso armamento está à mercê de quem quiser levá-lo. Num curtíssimo espaço de tempo percebemos que não temos um Estado, mas sim um repositório de gente inútil a quem chamamos políticos que vivem a boa vida à nossa custa. Parece que sempre que a cortina cai com situações difíceis como estas, vão até aos limites da terra para desvalorizar a tamanha vergonha que é a sua flácida gestão de recursos públicos e o quão impotente o seu desempenho quando as coisas correm mal.

Tenho tido algum receio em escrever este texto, mas o que se tem passado nas últimas semanas força-me a dizer o seguinte: a III República foi morta.

Para verificar este facto temos décadas de uma devastadora e multipartidária rede de corrupção, interesses, manipulações e gastos criminosos do erário público que levou o país a 3 bancarrotas; hipocrisia militante e desonestidade política desta classe de ditos elites é repugnante, ora hoje dizem uma coisa, ora amanhã dizem o contrário; escândalos sucessivos de prevaricação, favoritismo, branqueamento, abuso de poder, destruição de capital, de isto e daquilo, e por aí fora. A história dos últimos 43 anos não é uma que se possa definir como sendo um grande sucesso para a maioria dos Portugueses.

Após décadas de uma aberrante apatia para o bem geral dos portugueses, chegamos ao cúmulo no dia 17-06-2017, aonde 47 pessoas foram mortas numa estrada e outras tantas abandonadas à sua sorte para morrerem no inferno. Depois veio Tancos. Entretanto não há uma responsabilidade que se veja entre uma rede sem fim de falhas, seja no SIRESP, seja na GNR, seja na Proteção Civil, seja na coordenação do MAI, seja do exército, seja do Ministério da Defesa, seja do que seja. Tudo falhou, mas ninguém tem culpa. O sistema fracassou grotescamente, e não há uma alma que nos venha pedir desculpas.

Vou mais longe do que ontem no debate sobre o estado da nação. O Estado entrou em colapso é verdade, e com ela veio outra vítima. Sim, a III República morreu pois deixou efectivamente de haver qualquer gota de confiança, deixamos de acreditar e de confiar na plenitude do que nos dizem e as suas desculpas esfarrapadas e deturpações puxadas já nem sequer queremos engolir.

Sem confiança não há Estado logo sem confiança não há Governo. Sem confiança vemos o que de facto temos: uma aristocracia, gorda e anafada cuja principal preocupação é proteger-se a si própria, alimentada e sustentada por todos nós, o reles plebeu eternamente ingénuo que lhes enche os cofres e as suas grosseiras barrigas.

Nada por acaso, na semana passada dei por mim a reler a Declaração de Independência dos EUA (quem nunca leu, merece perder uns minutos a conhecer este texto todo) e logo no início do texto, encontramos esta frase:

“… a fim de assegurar esses direitos (vida, a liberdade e a procura da felicidade), governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade.”

A principal razão para a independência está aqui, um pressuposto que é aplicável a qualquer nação deste nosso planeta: SEMPRE que um governo se torne DESTRUTIVO da nossa liberdade, das nossas VIDAS, temos o DIREITO, o DEVER de alterar ou abolir esta forma de governo. Se um estado não consegue criar as condições para nos sentirmos felizes e seguros, então não é estado que valha ser mantido. Temos que ser exigentes, tal como são connosco quando chegamos à hora de pagar impostos. Esperam tudo e mais algum de nós, exigem a nossa paciência infinita e depois rezam para que não nos lembremos das suas traições sucessivas que compõem a sua desgovernação continua.

E porque é que toleramos isto? Porque é que devemos passar por sucessivos governos a transferir os lucros do nosso trabalho para financiar falências de bancos e empresas e sucessivas bancarrotas de um Estado criminosamente gerido? Tanto doutore que por ai anda, tanta ciência política, mas ainda não vi ninguem a cienciar coisa nenhuma. Tal como fez a aristocracia durante séculos, estes agora andam a gozar com a nossa cara, e não é por termos eleições de vez em quando que temos democracia. Longe disso. Nós temos democracia porque existem consequenciais verdadeiras e palpáveis para quem viola e abusa do poder que é confiado a quem elegemos. Se não existem consequências, se não existe um sistema de justiça que se veja, se não há respeito pelos cargos que se ocupa, se não se tem noção da diferença entre politiquice e governação, ora então não temos democracia.

A meu ver, a partir do momento em que 64 pessoas foram mortas no inferno, houve uma 65ª morte: a Terceira República. E embora hajam responsabilidades pelas a apurar pelas mortes destas vítimas, os responsáveis pela morte da III República são óbvios. Sabem aquele feeling que têm tido no fundo do vosso estômago ao longo das últimas semanas? Aquele sentimento que algo está muito mal? É o que acontece quando nos deparamos com a realidade por detrás da cortina, a realidade que têm feito de tudo para se manter escondida.

Qual a diferença de outras calamidades? É que hoje em dia os meios de comunicação já não se resumem à televisão, à radio e aos jornais. Hoje temos meios que vão mais longe, que vão até ao terreno se for necessário, e a verdade pode ser exposta perante todo o mundo enquanto temos uma máquina inteira a tentar esconder o sucedido. E a principal diferença com Pedrógão? Houve quem desta vez dissesse BASTA, e essa voz é crescente e não se cala, não se esquece e não vai largar este tema: desta vez cruzaram uma linha e não há volta a dar.

Da comunicação social à classe política, andam a bombar ao máximo para esconder a morte da III República Portuguesa. O Thomas Jefferson dizia são necessárias revoluções de geração em geração, pois os valores naturalmente evoluem e creio que não estou sozinho em dizer que se antes não me revia neste sistema, então agora ainda menos. É elitista, é paternalista, é lento, é demoroso, é incompetente, é o oposto de profissional e pior, é cúmplice da morte dos nossos compatriotas.

Não percebo como é que é aceitável ter um Estado com a dimensão do nosso que funcione tão mal, que serva tão mal a grande maioria das pessoas. Não percebo como é que se despreza tanto quem inova, quem cria, quem trabalha, quem faz acontecer, e valoriza principalmente quem cala, quem obedece, quem concede, quem segue, quem baixa a cabeça. Não percebo.

A 3ª República é constituída por todo um sistema político e económico que não se aplica aos tempos que correm. Não entendo a necessidade de ter uma classe altamente profissionalizada numa única actividade, a política, que não exige experiência profissional para exercer cargos de alta responsabilidade e remuneração. A politica por si só não é razão suficiente para se exercer um cargo, e infelizmente, a grande maioria de quem governa, fá-lo pela sua competência política, e raramente pela sua competência profissional.

E isto trata-se de toda uma classe, que fora aquilo, que sabem eles fazer? Serem advogados? Serem professores universitários? Interpretes eruditos daquelas tretas a que eles chamam de “leis” que são eles que escrevem para posteriormente saber precisamente como furar em interesse deste ou daquele grupo económico?

Podemos e devemos exigir melhor, e temos que começar IMEDIATAMENTE a conceber a IV República. Chegamos a este ponto por alguma razão e deixar atrasar esta transição inevitável para um sistema que seja, de facto, justo, só nos aproxima cada vez mais a um país do terceiro mundo, ou na pior das hipóteses, conforme idealizam Jerónimo e as Mortáguas, a Venezuela.

Temos que garantir que este ciclo de poder que se fixa única e exclusivamente numa pirâmide invertida de corrupção e incompetência é quebrada de vez.

Andam todos a manter o pó bem alto para que não vejamos o cadáver que é a III República, mas um dia, o pó irá assentar, e por detrás desse cadáver, tal como aconteceu com as 64 vítimas dos fogos, estaremos nós. Porque quando a coisa aperta e o povo exige liderança, só podemos contar connosco. Os outros, é sabido, vão para longe, vão para Palma de Maiorca ou vão para a Assembleia da República insultarem-se uns aos outros. Efectivamente nada é feito, e não sentimos nem mais confiança nem mais segurança.

Sendo assim, digam-me, precisamos deles para o quê?

Os cacos do sistema político Português

Em 43 anos de democracia temos almas mortas no parlamento, na sua generalidade, a defender o que sempre defenderam para os seus bolsos e para os seus comparsas, menos para o País. O socialismo Português é algo desesperante, resiste ás rugas do tempo e a todos os abalos internacionais, o PASOK(PS Grego) na Grécia levou o seu País à pré-bancarrota e foi completamente dizimado nos anos seguintes, hoje nem chega aos 4% das intenções de voto. Por essa Europa fora, os restantes partidos socialistas estão em crise, em crise de valores próprios, morais, éticos e na vertente económica que defendem(agora ainda mais socialista).

Aqui no burgo, onde todos os milagres acontecem, o PS continua de pedra e cal apesar da derrota humilhante nas eleições legislativas de 2015 que António Costa nunca esquecerá. Vai lhe roer para toda a vida, especialmente pelo facto de não ter anunciado antecipadamente o conluio governamental de canhotos em série no parlamento. Fez tudo nas costas do povo português, como já é hábito de António Costa, fazendo o sempre actual sorriso cínico de cobra cascavel de chico-espertice mor.

Agora o que podemos perguntar é: como o PS português não cai na desgraça,depois da bancarrota mais grave da nossa história, e de termos tido um discípulo de Calígula no poder, falo de José Sócrates. Podemos dizer que a renovação de líderes trazem novos conhecimentos, uma nova forma de actuar e talvez mais transparente, o problema é que António Costa é uma réplica de José Sócrates só que mais inteligente.

O socialismo em Portugal tem raízes profundas, começam na escola, o famoso marxismo escolar e está a alastrar-se para as faculdades. Depois temos o polvo da comunicação social e de seguida a vaca sagrada do PS: a função pública, que é alvo constante de assédio eleitoral do PS. Felizmente nem todos vão na cantiga, mas a máquina está muito bem montada.

Isto resolvia-se com uma direita unida, forte em convicções no que defende e com uma verdadeira máquina de comunicação, coisa que nem PSD nem CDS tem. O politicamente correcto assombra a direita portuguesa, desde sempre, para conquistar o espaço eleitoral não basta a bancarrota, porque ela defacto vem, mas depois o ciclo repete-se: a direita resolve, o PS gasta. Desta vez tem que ser o PS a resolver. A direita em Portugal tem que ser liberal, não socialista, chega de sapos ideológicos e de jogadas de bastidores. Portugal precisa de uma renovação, de cima a baixo, com políticos competentes e  que tenham sentido de Estado. Não basta Passos Coelho no PSD ou Adolfo Mesquita Nunes no CDS, tem que haver muitos mais.

O liberalismo Português não tem que discutir Rousseau ou filosofias complexas, o povo não gosta disso, gosta de pragmatismo que lhe falem nos olhos e com carisma, coisa que falta aos liberais portugueses: carisma e politicamente incorrecto. Pelo menos é a minha visão, há quem discorde mas vejo assim as coisas. O PCP, o BE  e o PS deturparam o conceito liberal, cabe aos liberais farejar os abstencionistas e desiludidos, mas claro, de modo a que estes percebam.

Mauro Pires