As Cruzadas foram uma acção defensiva

A contra-informação está na ordem do dia. Reescrever a História é fundamental para perpetuar mentiras que convém aos poderosos. Criou-se a “islamofobia” (para justificar uma sociedade aberta a tudo, sem qualquer controlo nem crivo só para satisfazer uma agenda política) e com isso a perseguição a quem denuncia os abusos, os crimes, a invasão, a aglutinação de culturas que a ideologia em causa provoca nas sociedades. Ao catalogar, silencia-se os opositores e protege-se o que não é defensável tornando a questão intocável sob pena de ser considerado racista e xenófobo. Enquanto isso, eles, os “pobres oprimidos”, esfregam as mãos de contentes, sugando nossos recursos sociais  seguindo na sua missão sem constrangimentos: islamizar a Europa.

Mas como é que se pode ver “islamofobia” nos que denunciam o islão radical e não ver a “cristianofobia” existente no próprio islão? Mais: porque razão os islâmicos tolerantes não se juntam aos que lutam contra o islão radical e ajudam à denúncia e expulsão desses invasores intolerantes à cultura ocidental e outras religiões? Por acaso já viu alguma marcha desses muçulmanos tolerantes na Europa a demarcarem-se destes assassinos em defesa da imagem do “verdadeiro” islão?

Na verdade a História infelizmente repete-se mas desta vez com o consentimento de toda a Europa. Importamos o “cavalo de Troia” a troco duns milhões de euros matando a pouco e pouco o velho continente que está a descaracterizar-se em passo acelerado.  No passado valeu-nos as Cruzadas. E agora, quem vai pôr cobro a isto?

Para aqueles que teimam em mentir sobre a origem das cruzadas, fica aqui uma  cronologia de eventos desde a morte de Maomé até à proclamação da Primeira Cruzada feita por José Sousa, para reflectir:

Século VII
632: Maomé morre.
633: Mesopotâmia cai face à invasão muçulmana. Segue-se a queda de todo o Império Persa.
635: Damasco cai.
638: Jerusalém é capitulada.
643: Alexandria cai terminando assim 100 anos de cultura helénica.
648: Chipre é atacado.
649: Chipre cai.
653: Rodas cai.
673: Constantinopla é atacada.
698: Todo o Norte de África é tomado pelos muçulmanos. São apagados os vestígios de cultura romana.

Século VIII
711: Hispânia é atacada. O reino visigodo colapsa.
717: Os muçulmanos atacam Constantinopla de novo e são repelidos pelo Imperador Leão III.
720: Narbona cai.
721: Saragoça cai. Avistamentos de muçulmanos na França.
732: Bordéus é atacada e as suas igrejas queimadas. Carlos Martel e o seu exército detêm os muçulmanos. Os ataques na França continuam.
734: Avinhão capturada por uma expedição muçulmana.
743: Lyon é saqueada.
759: Os árabes são expulsos de Narbona.

Século IX
800: Começam as incursões muçulmanas na península itálica. As ilhas de Ponza e Isquia são saqueadas.
813: Civitavecchia, o porto de Roma, é saqueado.
826: Creta cai perante as forças muçulmanas.
827: Os muçulmanos começam a atacar a Sicília (sul da península itálica).
837: Nápoles repele um ataque muçulmano.
838: Marselha saqueada e conquistada.
840: Bari cai.
842: Mesina capturada e o estreito de Mesina controlado pelos muçulmanos.
846: Os esquadrões muçulmanos chegam a Ostia, na foz do Tiber, e saqueiam Roma e a Basílica de Sâo Pedro. Tarento, em Apúlia, é conquistado pelas forças muçulmanas.
849: O exército do Papa repele uma frota muçulmana na foz do Tiber.
853-871: A costa italiana desde Bari até Reggio Calábria é controlada pelos sarracenos. Os muçulmanos semeiam o terror no Sul de Itália.
859: Os muçulmanos tomam controlo de toda a Mesina.
870: Malta capturada pelos muçulmanos. Bari reconquistada aos muçulmanos pelo Imperador Luis II.
872: O Imperador Luis II derrota uma frota sarracena em Capua. As forças muçulmanas devastam Calabria.
878: Siracusa cai após um cerco de 9 meses.
879: O Papa João VII é obrigado a pagar aos muçulmanos um tributo anual de 25.000 mancusos (cerca de 625.000 dólares americanos modernos).
880: Os comandantes bizantinos conseguem uma vitória em Nápoles.
881-921: Os muçulmanos capturam uma fortaleza em Anzio e saqueiam as terras circundantes sem retaliações durante 40 anos.
887: Os exércitos muçulmanos tomam Hysela e Amásia, na Ásia Menor.
889 Toulon capturado.

Século X
902: As frotas muçulmanas saqueiam e destroem Demetrias, na Tesalia, Grécia central.
904: Tesalónica cai perante as forças muçulmanos.
915: Após 3 meses de bloqueio, as forças cristãs saem victoriosas contra os sarracenos entrincheirados na sua fortaleza no norte de Nápoles.
921: Peregrinos ingleses a caminho a Roma são esmagados por uma derrocada de rochas causada pelos sarracenos nos Alpes.
934: Génova atacada pelos muçulmanos.
935: Génova conquistada.
972: Os sarracenos são finalmente expulsos de Faxineto.
976: O Califa do Egipto envia novas expedições muçulmanas ao sul de Itália. O Imperador Oto II, que tinha o seu quartel general em Roma, consegue derrotar os sarracenos.
977: Sérgio, arcebispo de Damasco, é expulsado da sua sede por los muçulmanos.
982: As forças do Imperador Oto II são emboscadas e derrotadas.

Século XI
1003: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Antibes, na França.
1003-1009: Hordas de saqueadores sarracenos provenientes de bases na Sardenha saqueiam a costa italiana desde Pisa até Roma.
1005: Os muçulmanos da Espanha saqueiam Pisa.
1009: O Califa do Egipto ordena a destruição do Santo Sepulcro em Jerusalém, a tumba de Jesus.
1010: Os sarracenos apoderam-se da Cosenza, no Sul da Itália.
1015: A Sardenha cai completamente em poder muçulmano.
1016: Os muçulmanos de Espanha saqueiam de novo Pisa.
1017: Frotas de Pisa e Génova dirigem-se à Sardenha e encontram os muçulmanos a crucificar cristãos e expulsam o líder muçulmano. Os sarracentos tentarão retomar a Sardenha até 1050.
1020: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Narbona.
1095: O Imperador bizantino Aleixo I Comneno pede ao papa Urbano II ajuda contra os turcos.
1096: É proclamada a Primeira Cruzada.”

Por muitas verdades alternativas que se criem, a História é imutável.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

 

A opinião de cada escritor fica a carga de cada um, ou seja, para si próprio.

O Ministério de Jesus

Já passaram mais de 2018 anos do seu nascimento, há quem diga que nasceu antes da data formalmente colocada como correcta, Jesus de Nazaré continua a despertar paixões, interrogações e por vezes um ódio de escárnio de quem não conhece a sua obra. Nem tudo o que o Novo Testamento coloca com certo, está correcto, as partes mais “picantes”, aquelas que descreviam a vida de Jesus mais ao pormenor enquanto adolescente e criança, estão no Antigo o censurado pela Igreja Católica. Quanto tinha perto de 5 anos, quando andava pelas ruas, o despertar de Jesus para a corrida da divindade eterna deu o seu primeiro passo, uma criança corria em velocidade progressiva e sem querer chocou com o futuro Messias, Jesus de seguida disse:” Daqui não passarás”, e a criança morre estatelada no chão.

Já em criança Jesus parecia controlar a vida e a morte, como é claro como água era criança, o controlo de psíquico de poderes sobrenaturais que transcendem ao seu controlo de tenra idade não podiam já ser controlados, mas já demonstravam o quão especial era Jesus de Nazaré. A batalha de Jesus no futuro foi ganha bem como a guerra, era um político de uma qualidade surpreendente, mas claro, no sentido nobre da palavra, palestrante convicto e sério, amante da paz, mas, o que lhe caracterizou foi a sua imensa autoconfiança no seu “eu” e a capacidade que tinha em transfigurar o próximo para que este se juntasse a si próprio rumo à queda da Oligarquia Romana em Israel. A batalha de ter renascido para se tornar eterno, ele sabia que era esse o seu destino, e a Guerra de juntar a Humanidade em torno dos seus valores, por mais que hoje estejamos cada vez mais afastados deles, infelizmente.

Jesus acreditava nas pessoas, na sua capacidade de realização, se o formos colocar na perspectiva de hoje em dia era um liberal:” A de César o que é de César, o que é de Deus é de Deus”, ou seja, a separação entre Estado e Igreja, Jesus já tinha essa noção. Mas, como nem tudo na vida são rosas brancas, Jesus tinha os seus defeitos. Não trabalhava, não tinha rendimentos, era financiado por mulheres, Maria Madalena era a principal figura, mas não é por isso que deixou de ter razão, de ser o irreverente, de ser ele próprio.

Subindo aos céus ou não, para mim isso é pouco relevante, os ensinamentos de Jesus estão bem espelhados, e são esses que interessam, ser Católico é isso mesmo, é confiar na nossa capacidade interna de ajudarmos nos a nós próprios e ajudarmos quem quer ser ajudado, num contexto de tolerância entre religiões e raças. Portugal nisso está de Parabéns, conseguiu juntar com sucesso católicos e muçulmanos em paz, os muçulmanos das ex-colónias Portuguesas são “muçulmanos católicos”, bebem, as mulheres andam de carro e trabalham. Não são muçulmanos Árabes com todos os defeitos que as autoridades máximas religiosas daqueles Países, incluindo os governos, que tem culpa, as pessoas tem medo, são seres Humanos, acreditam numa divindade diferente, o radicalismo Islâmico dos Governos do Médio Oriente e de tribos que vivem do Islão do passado mancham o Islão moderado.

Mauro Oliveira Pires