A Escravidão dos Impostos em Portugal

É simplesmente criminoso o que se anda a fazer em Portugal há anos a fio. Com uma irresponsabilidade arrepiante governa-se para a “compra” de votos sem qualquer preocupação com o futuro. Depois pede-se com ar muito sério austeridade ao povo português (que não inclui nunca a classe política) à qual se junta sistematicamente aumentos de impostos. Quando não chega o aumento aos já existentes, inventam-se uns quantos mais. Isto não é governar. É roubar.

O saque começa sempre pelos mesmos: os criadores de riqueza. A eles cabe a responsabilidade em primeiro lugar para pagar os devaneios dos políticos. Como aquele filho adolescente, estão a ver? que passa o tempo todo a exigir aos pais que lhe pague todos os vícios e luxos só porque acha que tem esse direito por ser filho. Ora o Estado age para com os empresários do mesmo jeito, considerando o lucro como um vício capitalista que é preciso controlar e manter em níveis baixos. É pecado ser criador de riqueza. Assim, penaliza-se a classe  com obrigações fiscais diversas sobre a empresa (IRC, tributações autónomas, PEC) e depois sobre os trabalhadores (seg. social, fundo de compensação, acidentes trabalho, subsídio alimentação, formação anual, higiene e segurança). Feitas as contas é assim: um trabalhador que leve um salário de 1000€ líquidos, custará à empresa, por subsídios férias e natal, 166,6€ (1000 x 14/12=1166,6€), 277,08€ de segurança social (1.000€ x 23,75% = 237,5€ x 14=3 325€/12=277,08€),  11,66€ de acidentes trabalho (1000€ x 1% = 10€ x 14 = 140€ / 12 = 11,66€),  131,47€ de subsídio alimentação (6,83€ x 21 dias úteis = 143,43€ x 11 meses = 1.577,73€/12 = 131,47 €) num total de 1 581,81€ ao qual se junta AINDA as despesas, algumas variáveis, com formação anual obrigatória, fundo de compensação de 1%, higiene e segurança e 136 dias pagos anuais de trabalho não efectivo correspondente a fins semana, férias e feriados.

Depois vem o contribuinte que com seus parcos rendimentos tem de entregar ao Estado quase metade do fruto do seu trabalho a esse vigarista travestido  no IRS e outra vez na segurança social (11%).

Mas o confisco não acaba aqui. Depois, o Estado obriga a pagar IVA (entre outras taxas e taxinhas) de todos os serviços e bens transaccionados. Ora, enquanto nas empresas o IVA é dedutível, ao nível particular, tirando aquelas despesas mínimas mas com limites à dedução no IRS, o resto é pagar e não bufar. Ou seja, se nos retiram quase metade à cabeça para impostos sobre o trabalho, o resto acaba por inevitavelmente ir para pagar impostos directos e indirectos sobre casa, transportes, comida, luz, água, gás, roupa, educação e lazer (quando é possível). Ou seja, no fim das contas, ou nos cortamos em despesas ou ficamos a dever. Poupar? Bem isso é quase uma miragem pois tal proeza é só de quem consegue privar-se de muito e mesmo assim…

Um Estado responsável e competente não precisaria senão do IVA, cuja taxa até podia aumentar, para fazer uma boa gestão do sector, onde se tributaria apenas TODAS as transacções de bens e serviços. Porque esse é o único imposto justo e aceitável.  Em resultado teríamos um impulso na economia com investidores a guerrearem para criarem riqueza no nosso país, emprego a disparar, nível de vida a melhorar, pessoas mais felizes e motivadas porque veriam mais dinheiro ao fim do mês, salários com muita mais margem de negociação logo muito melhores e acima dos miseráveis 585€ de mínimo nacional. Sim, o investimento cria riqueza e a riqueza, quando acessível a TODOS atenua as desigualdades. E sem grilhetas, as pessoas produzem mais porque sabem que o retorno do seu suor, é delas. Só delas.

O Estado actual é ladrão autorizado que empobrece tudo o que estiver à sua volta sem sequer dar o retorno a quem sacrifica. Por isso tem de ser reduzido ao essencial com limites expressos na Constituição, parar de tributar sucessivamente e procurar no futuro ALIVIAR reduzindo a carga fiscal até à razoabilidade para devolver a liberdade aos cidadãos.

Porque imposto é escravidão, é roubo aos indefesos.

Via A Escravidão dos Impostos, Blasfémias.

Cristina Miranda

O PSD não merece Passos Coelho

Falo como cidadão e como apartidário. Detesto partidos, da esquerda à direita, mas por pragmatismo tenho que votar no socialista  menor. No meio de tanto pântano de pândegos sobressai um Homem, sim com H grande, que aprendi a gostar nos últimos 7 anos. Parecia um boy, não percebia nada disto, era só mais um para a festa. Enganei-me com o tempo, o Pedro Passos Coelho mostrou-se completamente diferente dos outros, até dentro do seu próprio partido só existem anões, também é para ti Mini Mendes, que não lhe chegam aos calcanhares. Tem muitos, imensos defeitos, mas há uma coisa que não se lhe pode retirar: Frontalidade, Hombridade, Frieza e o seu modo lúcido de ver o panorama contextual do estado de coisas.

Não é liberal, ou se calhar, até é! Pragmático quanto baste. Acima de tudo decente. Se Passos sair, a ala social democrata do PSD vai inundar o partido outra vez, o PSD não será um partido com resquícios liberais mas sim um Partido charneira do Partido da bancarrota. O PSD não é um Partido já faz anos, é uma manta de retalhos de barões e egos que querem o tacho, a máquina o PODER. Passos Coelho cortou com o PSD bafiento e socialista, mas não o matou. Eles vagueiam na comunicação social, vagueiam como convidados de uma comunicação podre com trela do Babush de Lisboa, eles tem todos a cartilha bem estudada até ao ínfimo pormenor e todos, na noite eleitoral, disseram o mesmo da esquerda à “direita”:” Passos Coelho está morto”. Espera lá?! Mas ele já não estava morto na semana passada, em 2015 e até há 8 anos atrás? Porque se bate na treta de um defunto? Que efeito prático isso têm?

O Portugal dos anos 80 de Sá Carneiro e Cavaco é hoje muito diferente. É um País muito mais envelhecido, com medo do futuro, conservador na mudança estrutural que o País precisa. É o ambiente excelente para partidos, actualmente social-comunistas, como o PS, florescerem. Como dizia Medina Carreira, o maior Partido Português não é o PSD ou o PS, é o Partido do Estado. O PS tem o Partido do Estado na mão, faz dele o que quer, é dono e senhor do regime oligárquico que o PSD muitas vezes tem que socorrer.

Pedro Passos Coelho tem uma missão, salvar o País dos rentistas e reformar o País, mesmo que não tenha feito tudo que tinha preconizado. O PSD dos barões quer colocar Passos fora, mas quem manda são os militantes do Partido e as bases e estes estão com Passos. Se o Presidente do PSD quiser ficar tem reeleição garantida e o PSD tem um trunfo, tem um candidato decente. Se Passos sai, o seu sucessor terá uma herança pesada e comparações normais, além disso vai ser daqueles bonecos pirómanos em que a cabeça vai para cima e para baixo, é como sorrir e acenar, mas de modo mais chique.

Se Passos fundar um partido qualquer, seja ele qual for, falo por mim, voto nele. Voto na decência, na seriedade e na frontalidade do que deve ser feito. Se o próprio Partido de interesses não o quer, o País profundo quer como se viu há 2 anos atrás. O derrotado não é Passos Coelho, os derrotados são todos os canhotos caviares que falam dele todos os dias e que nem as cuecas lavam de tão borrados que estão(desculpem a frontalidade). Se ele continua a meter medo, porquê é que Passos tem que sair? Foi ele que perdeu as eleições de 2015? O camarada Seguro não ganhou em 2013 e não foi apunhalado? Costa vai sofrer as consequências do lirismo, com a derrota do PCP, Jerónimo passado 1 milhão de anos disse que perdeu, vai colocar a CGTP nas ruas, será o fim do Estado de graça de António Costa.

Caro Pedro Passos, fica! Tens pipocas?

 

Mauro Pires

Com Povo “Pobre”… País Miserável

Podíamos ser uma grande Nação como já o fomos no passado. Podíamos ter um país próspero com excelentes condições para os cidadãos. Mas continuamos a apoiar ladrões e mentirosos. Gostamos da roubalheira descarada, da irresponsabilidade manifesta, da falta de escrúpulos, deliramos com corruptos e amamos o facilitismo, a cunha, e o compadrio. Perdemos tudo o que era preciso para sermos um nobre povo: os nossos valores. Sempre que há eleições fica a certeza que o que queremos não é mudança é regaboffe. Queremos que nos deixem viver como “lordes” mesmo que à custa de muita dívida. Queremos gozar a vida enquanto há tempo mesmo que para isso penhoremos o futuro dos nossos filhos por décadas. Somos egoístas interesseiros acoplados  a subsídios que queremos eternizar e negociatas que queremos multiplicar. Somos povo de “chicos espertos” interesseiros preocupados com umbigos sem qualquer sentido de nação. Somos pobres de espírito. Para nossa desgraça.

Como é possível haver um Isaltino a vencer maioritariamente depois de ter sido preso por prevaricar na Câmara? Como é possível pôr o maior arguido de Portugal, ex-ministro, que mesmo que não venha a ser condenado (duvido), faliu o país e ainda o  endividou por décadas com negócios ruinosos, a comentar as eleições em horário nobre? Como é possível dar maioria  a Medina, esse senhor das negociatas e ajustes directos de milhões, contratos e obras ruinosas? Como é possível o partido da irresponsabilidade , que entregou o país falido, usurpou depois o poder, que deixou à sua sorte centenas de pessoas entre mortos, feridos, desalojados e falidos, nos maiores incêndios que há memória onde manifestamente já se sabe que foram por negligência grosseira do Estado, que perdeu o rasto  ao arsenal de guerra desaparecido,  que engrossou só em 2 anos tanto as gorduras do Estado que breve teremos todos de pagar o preço com mais aumento de impostos e mais austeridade severa e mais falência, ter tido tanta expressão nestas eleições?

A resposta é simples. Anos e anos de socialismo mudaram as pessoas. De um povo trabalhador, empenhado, empreendedor, focado, responsável e cumpridor passamos a viver à sombra do facilitismo encostados ao Estado. O primeiro grupo (empresas e particulares) foi diminuindo com o tempo fartos de serem o sustento da outra metade que vive despreocupada, reclamando de tudo  à espera que tudo lhes caia do céu sem esforço. Esta degradação cultural tão expressiva abriu lugar à indiferença. Para quê votar se os resultados nas urnas podem ser revertidos? Para quê votar se a política que se vem praticando no país só serve clientelas em ver de servir os cidadãos? Para quê votar se não há candidatos fortes capazes de mudar verdadeiramente esta sociedade parasitária? Seriam esses, os abstencionistas, aqueles que fariam a diferença. Mas são esses que infelizmente mais facilmente desistem de lutar.

E não é para menos. São muitos anos de roubalheira profissional que começa num Estado que há décadas  não é exemplo porque rouba descaradamente aos olhos de todos, comete ilegalidades, mantêm corruptos, irresponsáveis e mentirosos no poder e acaba nas empresas e particulares, que seguem o mesmo exemplo. Todos a fazerem-se à vida. Todos a safarem-se como podem. O Estado a engrossar as fileiras a cada passagem dos partidos para reforçar seu eleitorado. As empresas completamente encostadas a subsídios, a protocolos com Câmaras, a negociatas com juntas freguesia. Os particulares a deixarem de trabalhar para viverem de subsídios e doenças fraudulentas.

Por isso sempre que há eleições perdoamos “nossos amigos” pela ladroagem. Porque rouba mas faz. Porque são desonestos e irresponsáveis mas entregam-nos as obras a fazer sem concurso, porque nos ajudam a conseguir subsídios para tudo e mais alguma coisa com “cunhas”. Gente porreira, pá! que merece nosso precioso voto. Depois, quando nos caiem as falências em cima do lombo, ficamos chateados pá! com o artista que vem corrigir essa porcaria retirando as benesses que tanto custaram a conseguir lambendo botas durante anos. Por isso há que repor essa gente no poleiro rapidamente antes que empresas e particulares dependentes, entrem em falência por não saberem gerir-se sem apoios. É a luta pela sobrevivência dos dependentes do Estado.

Assim, sem uma reeducação da sociedade que se tornou parasitária, seremos eternamente um povo pobre de espírito a viver num país eternamente miserável sem capacidade para exigir de quem governa.

Porque sem uma mudança cultural profunda para voltar a adquirir valores fundamentais, jamais sairemos deste lodo em que o país mergulhou.

Porque a mudança começa PRIMEIRO em nós, cidadãos!

via Com Povo “Pobre”… País Miserável — BLASFÉMIAS

Costa só reverte o que lhe interessa

Reverter medidas? Que medidas?

1) A DBRS nunca classificou Portugal como lixo. E a nota daquela agência garantia o acesso ao mercado. Logicamente que a notícia da S&P é boa e esperada, mas insuficiente mediante a revisão da Moody´s. – motivo 1: crescimento económico, cuja componente é conjuntural. Já com o Governo de Passos Coelho houve crescimento económico. – motivo 2: desemprenho das exportações – estratégia escolhida por PPC, tal como o turismo; – motivo 3: melhoria do quadro estrutural macroeconómico: depois da limpeza de PPC, não havia como. Seria interessante que se parasse de usar o discurso de estupidificação das massas, comparando a crise em Portugal de 2010/2011, com o estado actual. Aliás, neste ponto há um esquecimento relativamente a idiotice da reestruturação da dívida, e surgimento do termo reversão de medidas. – Em abril de 2011 Portugal recebeu um empréstimo de 78 bilhões de euros da Troika. Para recebê-lo, engajou-se num programa radical de contenção do deficit público. Houve uma fuga de quadros para vários países, um dos quais, Angola. – As bases deste resgate foram o corte de despesas, o aumento de impostos e a privatização de empresas públicas. Com isso, o governo conseguiu reduzir o deficit público para 6,7% em 2011 e em 5,6% em 2012. – O anterior governo teve de diminuir o deficit de mais de 11% para 2,98% do PIB, isto enquanto o PIB diminuía fruto de uma recessão totalmente inevitável. – O PIB caiu 4% (no agregado dos 4 anos) o que significa que o deficit se reduziu não 7% mas uns 8% do PIB original que lhe servia de referencia em 2010. Serão reduções médias de 2% do PIB por ano, todos os anos, consistentemente ao longo de um período de 4. Algumas das medidas de Passos Coelho que alguns nunca que ousarão reverter: – Extinguiu quatro feriados – Diminuiu em 3 os dias anuais de férias. Eram 25 e passaram a ser 22. – Passou a punir as “pontes” em dias feriados. Exemplo: se o feriado é quinta-feira, as pessoas costumavam montar a ponte a sexta-feira? No máximo, o que tinham era um dia de trabalho descontado. Com Passos passaram a ser quatro os dias descontados. – Cancelou obras monumentais, e duvidosas, como o TGV que ligaria Lisboa ao Porto e o novo aeroporto de Lisboa. – Extinguiu 27% dos cargos dirigentes do serviço público e proibiu as nomeações especiais em todos os níveis da administração pública. – Extinção do “subsídio de natal”, ou “13o salário”, que era um pesadelo para toda finança pública. – As privatizações. O governo vendeu a empresários chineses as duas companhias de energia públicas, a EDP e a REN, por 3,3 bilhões de euros. Alienou a TAP. A consequente privatização desta companhia (hoje Air Portugal e por pouco da Carris (Lisboa) e da STCP (Porto), tal como do metro (esta é a grande causa da geringonça, impedir a alienação das empresas públicas ligadas a este sector. Quando isto ocorrer o Partido Comunista Português desaparecerá). – Com Passos foram “higienizados” um conjunto de bancos, dando esperança ao sistema financeiro; – Vendeu o sistema de operações aeroportuárias do país a uma empresa francesa por 3,08 bilhões. – A venda do estaleiro de Viana do Castelo. – Algumas mudanças feitas na regulação das relações de trabalho. São várias, mas elas tendem a favorecer o empregador, e não o empregado. Tal como no sector da energia. Isto captou investimento privado. – A extinção de 38% da estrutura administrativa do país, seja por meio da fusão, seja por meio da extinção, pura e simples. – Fim do “passe social” desregulado em transportes públicos e espaços culturais, para idosos e estudantes. – Fim da gratuidade em museus e espaços culturais, aos domingos. – A fusão de cerca de 400 escolas, o que diminui os custos de educação. – E mais, se Pedro Passos Coelho empobreceu o país, o seu antecessor faliu Portugal. É uma questão de lógica. Por isso, por vezes, acredito que se deveria evitar o discurso estupidificante. Quais destas medidas foram revertidas? E em que percentagem? Não vamos brincar a invencionice.

Conclusão, Costa não reverteu o essencial que faz com que hoje a Economia cresça, colhe os frutos de um modelo que não é seu. O problema, é que não sabe como potencia-lo. Depois a culpa é do “coiso”.

Júnior Alves

Uma tabela que mostra dois anos deitados ao lixo

Acho que já nem vale muito a pena estar a gastar latim, é precioso, para conceder qualquer tipo de adjectivos menos favoráveis, diga-se malcriados, a qualquer político português. Porquê? Porque eles pouco ou nada mudam, fazem nos de parvos, ou pensam que nós todos somos parvos ou somos alguns pombos que bicam o pão podre que eles mandam. Uma parte não é assim, outra é, porque o Estado lhes dá emprego e garantias que não perdem. Os funcionários públicos não tem culpa, culpa tem aqueles que lhes usam como arma eleitoral.

Nestes últimos dois anos perdemos a oportunidade de criar as bases para futuro, adoptar reformas que não tinham sido adoptadas, em vez disso temos um Primeiro-Ministro irresponsável que é equilibrado com um bom técnico que é Mário Centeno, com os seus defeitos e habilidades claro. Já repararam que todos, quase todos, os cronistas dos Jornais de referência falam a mesma coisa e se repetem quase todas as semanas? Ou seja, nós andamos numa quadratura do círculo, falamos sempre que Costa não faz reformas, mas tem crescimento, o défice diminui, a dívida bate recordes(já lá vou), e parece que andamos todos desesperados a justificar o sucesso, que não o é, do maior pilantra da história de Portugal.

Costa, hoje, faz o que nunca quis fazer, mas faz por obediência suprema ao que mais ama na vida: PODER, INFLUÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS, resumindo colocar a sociedade na rota do seu marxismo interior. Ele não tem vergonha, ele dá cambalhotas para justificar o que sempre quis e o que quer impedir, que Portugal seja um País livre das oligarquias, dos correctos, da maçonaria, dos Salgados desta vida. É isto que devemos de certo modo a Passos, não morro de amores por ele, mas entendo que a queda de Salgado podia ter sido o principio do fim das promiscuidades entre banca, política e negócios mas Costa quer  o Portugal da III República na mesma situação de lufa lufa lamaçal.

A aldrabice parvalhosa de Costa não acaba aqui, a subida do rating, injustificada para mim neste momento, afinal é só mérito seu. Agora as agências são fofas, belas e formosas já não são LIXO como Costa lhes chamou numa entrevista ao Jornal de Negócios( veja:  http://www.jornaldenegocios.pt/multimedia/negocios-tv/detalhe/costa_rating  ). Qualquer pessoa, não é preciso ser licenciada em economia percebe, que houve quem reduzisse o défice em 8% em 4 anos, quem colocou o País com saldos primários positivos( saldo orçamental excluindo-se juros), quem até, veja-se, reduzi-se a dívida pública em mais de 12 anos de continua subida de 130% do PIB em 2014 para 129% em 2015. Foi uma diminuição pequena, mas Costa fez melhor e continua a fazer magia, porque em 2016 a dívida voltou a aumentar tanto em valor absoluto como em valor relativo(percentagem).

Em 2017 a farra continua, a dívida pública desde que António Costa usurpou o poder aumentou mais coisa menos coisa como 18 mil milhões de euros. Repito 18 mil milhões de euros em 1 ano e 10 meses de governação como se pode ver pelos dados do quadro abaixo do Banco de Portugal:

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Período da posse até agora.

Depois temos a dívida pública descontando, líquida então, dos depósitos da administração central vulgo almofada financeira. Outro indicador preocupante que nos mostra uma subida de 17 mil milhões de euros nesse mesmo período:

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Dívida pública líquida da posse de Costa à actualidade.

E chegando até aqui… Está tudo bem? O défice é o mais baixo de sempre e a dívida está a bater recordes, e temos agências de rating que já nem olham para o longo prazo, sim longo prazo, porque sem medidas estruturais não vamos crescer este foguetório de 2,8% em termos reais que aconteceu no 1º semestre deste ano. O défice vai descer nos próximos anos? Com as pressões orçamentais de Jerónimo e Catarina juntamente com os problemas de despesa pública que temos prevejo que não a não ser caro leitor que haja aumentos de impostos! Isso já é outra caldeirada. A dívida pode ficar este ano nos 128,5%? Pode! Mas porque o Governo vai usar a almofada de liquidez que tem para mascarar o monstro estatisticamente mais uns tempos, para o ano voltará a subir quer em termos de rácio(total de divida a dividir sobre o PIB do País que se traduz em %), quer em termos quantitativos ou absolutos(dinheiro, aquilo que está nos quadros acima). As agências não esperaram pelo OE de 2018, foram irresponsáveis.

Resumindo, o rating subiu? Deve-se a maioritariamente ao esforço pornográfico do povo português durante quatro anos de ajustamento e à perseverança de Passos Coelho. Costa? agradeça ao tino de Centeno que é o seu seguro de vida, pois este converteu o Anti Austeridade Costa Tsipras em fofo rigoroso cativações bem como ao irresponsável Mário Draghi do BCE que está a criar uma bolha no mercado de dívida. Sim caros leitores, hoje discutimos os méritos ou deméritos de Costa, já não discutimos o País, esse fica para depois das eleições Alemãs, que Merkel ganhará folgadamente.

Porca Miséria.

Mauro Pires

 

 

 

 

 

A lata “daquele senhor”

Nas últimas décadas criou-se em Portugal, por razões comerciais, a maior área eucaliptal da Europa, que alguns governantes promoveram, coniventes com os grandes interesses económicos.

António Costa ficará na História pelos piores motivos.

Por ter sido primeiro-ministro ao violar a vontade democrática dos portugueses, por ter feito crescer uma das maiores dívidas públicas, mas, mais grave: por ter sido o responsável político pelo maior número de óbitos por incêndio de que há memória em Portugal. António Costa acusa o anterior executivo de nada ter feito no âmbito da prevenção dos incêndios, mas, entre 26 de novembro de 2015, data em que o seu Governo tomou posse, e 17 de junho de 2017, início dos fogos de Pedrógão Grande, o que fez o atual Governo nesta matéria? Nada.

Há décadas que se espera por uma reforma profunda da política florestal e todos os governos, sem exceção, têm sido cúmplices de uma florestação mono-específica, sem regras nem ordenamento, potenciadora dos maiores desastres ambientais.

Nas últimas décadas criou-se em Portugal, por razões comerciais, a maior área eucaliptal da Europa, árvores altamente inflamáveis que alguns governantes promoveram, coniventes com os grandes interesses económicos. Extinguiram-se agora, irrefletidamente, os serviços florestais para cortar na despesa pública. Em vez de se ter procedido a um cadastro das florestas, de se disciplinarem as populações rurais relativamente aos seus cultivos e de se criar um plano gradual de replantação da vegetação nativa de carvalhos, vidoeiros e castanheiros vão-se criando, para mostrar serviço em alturas de crise, soluções atabalhoadas e levianas.

Depois das 64 mortes, foi exatamente isto que aconteceu. A 18 de julho deste ano, com a aprovação da alteração do regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização – o Governo debateu e aprovou à pressa, sob pressão do Presidente da República, diplomas que estavam adormecidos há meses nas gavetas de São Bento. Ministros da Agricultura como os que temos tido ultimamente, inexperientes e de áreas académicas diversas da pasta que tutelam, têm dispensado amiúde os conselhos de eminentes peritos e adiado sine die a tão esperada planificação florestal.

Nesta e noutras matérias estruturais urge o consenso estratégico de todos sem exceção, da esquerda à direita do espetro, e é este agora o grande desafio dos que querem finalmente devolver a seriedade ao debate político.

Pedro Borges de Lemos.

 

 

Artigo inicialmente escrito no Jornal Económico

A dívida pública está a desmascarar o défice

António Costa e Centeno prometeram baixar a dívida pública, não cumpriram. Costa e Centeno prometeram consolidar as finanças públicas, não cumpriram. Resumindo, tudo o que era fulcral para a resolução dos problemas do País não foi atingido. Podem fazer propaganda aos sete ventos de uma vaca voadora em alta velocidade, mas não podem enganar todos por muito mais tempo. Uma coisa é enganar alguns por algum tempo, isso é possível, quando a poeira e a lama por debaixo do tapete já é tanta não há pivete que aguente e nem tapete, diga-se País.

Temos um problema gravíssimo de finanças públicas, a começar pela segurança social, ninguém quer saber o que interessa é sorrir e acenar e fazer sorrisos. Não interessa se somos um dos Países mais envelhecidos do Mundo, que cujas pensões são financiadas pelos activos que estão a descontar, não interessa que estes número de activos esteja a diminuir e logo as suas contribuições a médio e longo prazo, não interessa que o volume de pensões a pagar seja brutal daqui a alguns anos. Nada interessa a este governo. Também não interessa a este governo que os privados descontem o mesmo e tenha os mesmos anos de carreira de um funcionário público e este último receba mais, estes não tem culpa, mas a classe política que os enche de flores eleitorais é que tem culpa, porque no fim as rosas transformam-se em espinhos e todos pagam a campanha.

Temos uma despesa pública muito rígida, ou seja é difícil de cortar despesa pública em Portugal devido aos grupos de interesse à volta do orçamento. Depois temos Câmaras que fazem adjudicações directas, despesas faraónicas que voltaram depois da saída da troika, uma população com uma estrutura envelhecida logo com tendência a esta despesa aumentar no futuro, a função pública é sempre lugar dos votos dos socialistas tem que ser bem tratada e depois temos a despesa de capital onde temos o investimento público que cujo corte de despesa é sempre conjuntural e com os governos em Portugal tendem a aumentar. O único corte estrutural que se pode fazer na despesa pública a nível estrutural, que é no Estado, está sempre armadilhada. O caminho será sempre mais impostos, mais regulações, mais burocracia até à asfixia total, diminuindo ainda mais o nosso potencial de crescimento e elevando a nossa dívida pública a níveis gregos.

Não são acções de formação das “novas oportunidades”, dos fundos “estruturais” e das “habilidades” com a comunicação social que se reforma o País ou que o mudamos estruturalmente, é com espinha dorsal e mioleira. António Costa tem espinha dorsal? Por estes últimos 2 anos de governação não tem nenhuma. A começar pelas agências de rating, que maltratava na campanha eleitoral, e agora baixa as calças para as mesmas para ver se aumenta o rating do País. Ou dizia que reduzir o défice não era prioridade e era uma obcessão de Passos Coelho, e hoje é mais que uma prioridade nacional, é uma prioridade de sobrevivência para suster o seu governo. O que mudou Costa, ou melhor, a nova face de António Costa. Porque já sabemos que a antiga face está lá, mas não pode sair para fora.

Enquanto tudo está feliz, de Julho de 2016 a Julho de 2017, o défice mais baixo da história da democracia criou a dívida pública mais alta da democracia. No espaço de um ano, a dívida pública aumentou cerca de 9,1 mil milhões de euros coisa muito pouca, de 239,822 mil milhões de € para 249,084 mil milhões de €.  A dívida líquida também aumentou, cerca de 7,7 mil milhões de euros, ou seja, a dívida bruta líquida de depósitos leia-se “cofres cheios”, tendo aumentado de 221,806 mil milhões de euros para 229,379 mil milhões de euros. Agora vamos a contas, se temos o défice orçamental mais baixo de sempre, se temos um saldo orçamental primário(saldo orçamental excluindo o que se tem a pagar em juros), também a bater recordes e com o maior crescimento do século XXI no País, como é que a dívida ainda cresce? Todos estas variáveis macroeconómicas são factores de subida ou descida da dinâmica da dívida(mais alguns), e todos estes deviam estar a contribuir para a descida da mesma. O défice secalhar não está assim tão “limpinho”, quanto imaginamos. O défice de 2016 foi conseguido com diversos factores extraordinários, adiamentos de despesa, daí o estrangulamento dos hospitais e bombeiros sem viatura, cativações e nunca corte de despesa estrutural que surta efeito de longo prazo.

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Fonte: Banco de Portugal

 

A Comissão Europeia não quer deixar cair o País antes das eleições Alemãs, mas vai ter culpas no cartório, porque na táctica da cartilha do Costa, já estão as suas vítimas, e a Comissão é uma delas. Afinal, a culpa é sempre dos outros.

P.S: Num artigo recente, falei da Dívida externa que é soma da dívida pública(Estado) e da dívida privada(empresas e famílias), não confundir os dois termos.

 

Os Quatro “Efes” do Costa

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Depois da ressaca dos 3 FFF,s (Fátima, Futebol e Fado) a que a nação inteira se rendeu, seguem-se as do Costa, quatro (a última é bónus), que nos trazem de regresso à dura realidade: Farsas, Fingimentos, Falcatruas e Fritos (esta última, na minha terra cá no norte diz-se de outra forma, também com “F” mas aqui não convém usar). Desde Outubro de 2015 que os “efes” do Costa estão em marcha. Não tarda nada vamos ter uma apoteótica comemoração nacional onde também serão convidados especiais aquele trio famoso, Os Troika, para nos dar música da boa ao som da qual vamos dançar para caneco! Ah! Se vamos!! Vai ser uma festança onde vamos recordar ternamente os “bons velhos tempos” do pós Sócrates num festival comemorativo do tetra em assistência financeira!  Não é fantástico?!

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