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PSD- Partido Sem Desígnio

A Europa e o mundo vivem um momento diferente da realidade portuguesa, pequena realidade em todos os tamanhos multi dimensionais, diga-se. A direita seja ela conservadora ou liberal, quer se goste ou não, está a ganhar terreno face à terceira via que muitos dos partidos tradicionais europeus impuseram à Europa, aquela via do socialismo democrático(ou social democracia), que mistura um Estado mais “brando”, nas suas imposições autoritárias à iniciativa privada, deixando a “trabalhar”, para que esta financie o Estado social gigantesco que se construiu com pressupostos de um número de nascimentos que hoje não existe e com um outra realidade em termos de contexto económico-social, para que o partido que esteja à frente do governo, possa controlar uma espécie de clientela certa e previsível de onda possa recolher votos e assim perpetuar quase que um pacto de regime entre este(por exemplo o PS) e a população que vota para garantir os tais “direitos inalienáveis”, conseguidos sempre à custa do esforço de outros.

Em Portugal, é o partido socialista que faz de pedra basilar dos entendimentos rotativos entre a esquerda que se considera democrática e a direita liberal/conservadora entre PSD e CDS, tudo pelo simples facto de este ter uma máquina trituradora de comunicação social marxista ao seu lado, amparando possíveis gaffes e abafando determinados pontos da governação. Veja-se que, quando Pedro Passos Coelho teve que governar com um memorandum que não pediu, mas teve que se comprometer, a lavagem socialista da comunicação social foi pouco a pouco durante o seu mandato fazendo o seu trabalho de lavar mais branco, conotando Passos com o resgate.

A estratégia não teve sucesso, pois a tenacidade de uns, foi a desgraça de outros. A capacidade de resistência de uns, foi a cobardia e a fraqueza de se efectuar acordos por detrás das costas dos portugueses que deu origem à geringonça social-comunista, enquanto que Pedro Passos Coelho, bem ou mal, foi directo e franco naquilo que tinha que fazer, ainda que com erros e pedras que outros mandaram tanto de dentro do partido como de fora. O Estado oligárquico que muitos queriam que crescesse, para dar de comer aos mesmo, e que estava a ser desmantelado por Passos, era o pavor do PS que tinha de voltar aos lugares de poder antes que ficasse irrelevante no panorama político português.

Sim irrelevante, pois se Pedro Passos Coelho tivesse continuado a governar, ainda que de modo limitado, tinha feito algumas reformas e o processo de consolidação orçamental era mais saudável, aproveitava-se então da melhor forma a fase ascendente do ciclo económico para amealharmos para períodos mais difíceis. Não, o caminho foi totalmente o contrário essencialmente por egocentrismo individual de António Costa, que hoje sacrifica o País em sua prol. Costa, sei que muitos não gostam de ouvir isto, é um social democrata com elevados níveis de chico-espertismo e doses de maquiavelismo brutais. Costa não tem um plano de reformas para o País a não ser um plano de endividamento crescente e um conjunto de banalidades escritas com português duvidoso.

Mas, infelizmente, a alternativa é mais socialismo democrático, talvez mais suave, de Rui Rio que, até agora, tem sido o fiel amigo com movimentos de cabeça para cima e para baixo que deixariam qualquer ditador satisfeito. Rio luta mais contra os próprios camaradas de partido do que em criar uma alternativa que ao mesmo tempo diminua o peso do Estado na economia quer impostos, quer em despesa pública ineficiente que nos custa os olhos da cara todos os anos, tudo porque se quer centralizar escolhas ao nível estatal e se quer distribuir “rebuçados”. Rio não é alternativa a Costa porque não é fiel à matriz reformista do seu partido, e não vê que a força do mesmo vem dos pequenos empresários, do pequeno negócio, em fim, da ala liberal inconformista que não se revê em mais socialismo do Estado Central.

Não sei se Montenegro é opção ou até Miguel Morgado, mas ambos quando abrem a boca conseguem fazer mais oposição que vários banhos de ética somados.

Mauro Oliveira Pires

 

 

A irresponsabilidade vai nos sair da pele

Num cenário em que Pedro Passos Coelho continuasse a governar em 2015, como o resultado das eleições legislativas assim o exigia, parte das reformas que o seu governo não fez quer por bloqueios das forças socialistas do Tribunal Constitucional, ou até por força do pragmatismo de resolver primariamente o problema financeiro, restabelecendo assim o normal funcionamento do acesso aos mercados por parte da República Portuguesa e por conseguinte a nossa credibilidade internacional, para depois, num governo próximo, o que não se tinha feito era negociado com um PS que se queria responsável e respeitador do voto do povo português. Aconteceu o que Passos queria, ganhou. Mas não governou, a pedra no sapato  impossibilitou a continuação de reformas estruturantes por parte do seu governo e ditou o fim da implementação das ditas reformas estruturais até porque, o governo Costa governa por paliativos e por remendos, nunca numa visão integrada e estruturada de como o País deve crescer, mas sim como aproveitar a onda de crescimento que já vinha de trás para distribuir rebuçados.

Começa aqui então a diferença entre Estadistas e Estatistas. Entre quem tem uma visão de libertar os portugueses de um Estado sugador e mau prestador de serviços básicos, dando sempre primazia a quem cria riqueza e portanto sustenta o erário público, com um homem que só pensa nas suas clientelas, nos seus amigos, em realinhar as tropas para reconstruir o sonho socialista de transformar o Estado Português de vez numa quase sucessão divina em que o PS é o Partido inimputável e que faz o que quer, passando as culpas para outras entidades que não ele pois este nunca gere uma crise de modo decente. Guterres não geriu o seu pântano, Sócrates chamou o FMI mas logo foi derrotado em eleições legislativas. A direita governa em Portugal com o programa dos outros, sempre com condicionalismos de maior, mesmo que tenha perspectivas programáticas, não as pode aplicar no seu todo pois tem que “limpar a casa”, que outros teimam em sujar.

Um ciclo vicioso e nada virtuoso que dá credibilidade à direita por um lado, pode-se contar com ela para situações difíceis, mas não existe possibilidade de construir um projecto comum e diferente do PS pois o eleitorado que a direita podia conquistar, está anestesiado pelas crises que esta gere e que as pessoas pensam que é a direita que as faz, pois uma coisa é apresentar a crise, outra é gerir uma crise, uma coisa é dizer que te vou ao bolso, outra é ir efectivamente ao bolso. E quando se toca no bolso do povo português, mesmo que não tenhamos culpa do sucedido, a incompreensão aumenta. Tudo devido à cobardia do PS em chegar-se à frente, quando o momento é complicado e ainda por cima causado por ele.

E claro, mais uma vez estamos assistir ao mesmo filme e até com personagens rigorosamente parecidas. Quando grande parte do governo Costa é Socrático, ou ex-ministros de Sócrates e até o próprio Costa foi, no primeiro mandato de Sócrates, temos aqui muita experiência acumulada de como quase falir um País. Caras novas e inovadoras? Zero. Um governo que representa políticas sujas e velhas do passado, com os mesmos vícios que nos vão, desculpem a falta de tacto, entalar a breve trecho. É só olhar para os números desta tabela que vos apresento do Banco de Portugal:

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FONTE: Banco de Portugal, Estatísticas Online

Em 3 anos efectivos de governo Costa e associados, a dívida pública em valores absolutos, aumentou de 231,526 mil milhões de euros para 251,476 mil milhões de euros, quase 20 mil milhões de euros de aumento. Se ouvir, até nos jornais de referência, que a dívida pública baixou, a verdade anda pelo meio. Baixou a percentagem, o rácio, pois o montante de dívida cresce, mas a economia também, o que “come” esse aumento em valor absoluto. O desafio de Mário Centeno e António Costa é explicarem ás pessoas, como estão agora a começar a fazer aos poucos, que quando não há dinheiro tem que se apertar o cinto. Um desafio importante para o PS aferir a sua capacidade de grande partido nacional- Gerir a próxima grande pré-bancarrota causada por si.

Desenganem-se quem pense que a dívida pública descerá, em valores absolutos e de forma sustentada, nos próximos anos, sem uma política orçamental com cortes estruturais na despesa pública e uma economia a crescer de forma saudável. A política de Centeno e Costa é aumentar a despesa para futuro baseando-se sempre numa arrecadação fiscal cada vez maior. Um erro de principiante crasso que nos custará a pele, e que a próxima recessão nos dará as boas vindas em desconstruir o castelo de cartas frágil da dupla mentirosa que temos ao comando, para nossa infelicidade. E, quando essa recessão chegar, a dívida, o grande bolo, estará lá, e estará pronta a galopar em percentagem até ao Evereste.

Dou um conselho final a Costa e Centeno: Peçam conselhos ao Sr. Tsipras, de facto o Syriza é o caminho a seguir, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política

Os 3 anos de governação de António Costa, com a novidade coadjuvada que sabemos, trouxe-nos a boa nova de sabermos que, para além do Primeiro-Ministro repetir casacos em tempos de tragédia, de tratar “muito bem” a língua portuguesa, Costa iniciou um dos períodos mais negros da nossa história democrática- O inicio de uma ditadura disfarçada, onde só o PS pode dialogar com todos, da esquerda à direita, fazendo desta última uma espécie de saco de caramelos que utiliza quando o casamento com Jerónimo e Catarina entra em tensão, tudo com ajuda dos “primos” que tem na comunicação social, que lhe levam às costas não só por serem igualmente adeptos da cultura esquerdista como por António Costa fazer parte dos círculos “IN” e restritos de Lisboa. Quem é da oligarquia é sempre recompensado de alguma forma, Costa é desta.

Costa não respeita ainda o debate democrático, não responde a perguntas e, quando se dá ao trabalho, responde de forma dúbia, duvidosa, escabrosa e a gozar com o adversário, tiques esses que nos remetem para a era quando era braço direito de quem iniciou essa forma de comunicação baixa em Portugal: Sócrates em tempos de maioria absoluta.

Costa não tem ainda um plano de médio e longo prazo com reformas estruturais que mudem o nossa forma de crescer, Costa não tem um plano de incentivo à poupança interna quer atracção da mesma mas de modo externo, num País que tem um défice de capital enorme o que impede melhoramentos no processo produtivo, mais valor acrescentado e maiores salários. Costa faz tudo ao contrário, sobe salários da função pública e custos/despesas que se tornam cada vez mais rígidas e difíceis de reverter para futuro. Costa contrata despesas futuras com base em impostos futuros que não sabe se pode pagar. O Primeiro-Ministro quer distribuir riqueza sem a gerar primeiro ou dar condições para isso.

Aliás, Portugal não vai passar de investimentos de 50 milhões de euros, 150 milhões de euros ou um pouco acima, se não tem um plano fiscal que seja acordado entre os maiores partidos e que seja à prova de bala face a PCP e BE. Um plano que seja previsível e estável para que os empresários saibam com o que contam. A reversão da reforma do IRC em 2016 mostrou que Costa além de não saber o que faz, não sabe o que é gerir uma empresa, não sabe que uma folha em branco onde todos querem escrever ao mesmo tempo é caos e perda de tempo,  e tempo é dinheiro em negócios. Ter uma Economia a crescer ao sabor do vento, das marés e do sol, sem pensar em algo estruturante quer a nivel económico quer a nivel de finanças públicas, que nos proteja do caos externo, é um prego no caixão de Costa que só ele o pode reverter sozinho.

3 anos perdidos, 3 anos com perda de qualidade democrática, 3 anos em que Pedro Passos Coelho e António José Seguro fazem falta pela hombridade, verticalidade, honestidade, frontalidade com que enfrentavam os problemas. Seguro sabia que o caminho de Passos e do País eram difíceis, ajudou nos bastidores e ao vivo, com uma reforma do IRC que foi elogiada pelas instâncias internacionais. Tempos em que as instituições funcionavam, não foi há muito, mas já deixam saudades.

Mauro Oliveira Pires

Comunismo nunca mais!

Fiquei, o dia todo de 25 de Novembro, à espera que a Comunicação Social dita de referência lembrasse esta data histórica que em 1975, impediu que Portugal fosse tomado pela ditadura comunista. Nadinha! O silêncio foi absoluto. O que não deixa qualquer dúvida: os tempos são de ditadura vermelha e com eles a fazer parceria no governo de Costa, é proibido lembrar o terrorismo  comunista que aconteceu logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.

Para começar convém relembrar que o 25 de Abril não foi uma luta pela  liberdade de um povo. Não! Foi uma acção levada a cabo por militares descontentes com a guerra no ultramar e carreira militar,  que levou à queda do governo. Qualquer outra narrativa é falsa. Que o diga o próprio Otelo.  Porém,  os movimentos de esquerda não tardaram a reclamar os louros de uma revolução que nem sequer fora encabeçada por nenhum deles, apanhando-os a todos de surpresa.

Sob a bandeira falsa da liberdade, enganou-se o povo fazendo-o acreditar que toda aquela revolução era em seu nome e para o beneficiar. Assim, legitimou-se o assalto aos cofres do país, a expulsão dos patrões das suas empresas, dos  proprietários das suas terras e herdades – instaurou-se a “reforma” agrária que não foi mais do que um roubo por decreto às terras produtivas mas não foram ocupados latifúndios incultos ou terras abandonadas porque essas davam trabalho a recuperar –  as nacionalizações da  indústria, dos serviços (até do teatro),  as ocupações dos edifícios e casas, o assalto aos jornais, revistas, rádio e televisão.  Muitos trabalhadores da esquerda enriqueceram, um deles bem conhecido, Belmiro Azevedo, e o  próprio PCP hoje detentor do maior património imobiliário existente dentro de partidos.  Tudo em acções pouco democráticas em nome do povo onde não faltou, nalguns casos, o terror para intimidar e expulsar. Objectivo? Impor uma sociedade socialista. A expropriação violenta era o processo “democrático” escolhido para a pôr em marcha. Vá lá, vá lá, não nos puseram a mirrar à fome como na Ucrânia. Menos mal.

Durante este “magnífico” período revolucionário, outras mudanças aconteceram:  os professores passaram a ser colocados por computador; os preços dos bilhetes de comboio e transporte de mercadorias subiram substancialmente com as portarias 404/75 de 30 Junho e 635/75 de 5 Novembro; aumentou-se  exponencialmente  o selo do carro e impostos sobre produtos petrolíferos depois das vendas de carros terem disparado pós 25 Abril.

Assim, em apenas um ano,  começou a sentir-se os efeitos nefastos da revolução na carteira e em consequência, em 79, o país inaugurava já  a primeira bancarrota sem sequer ter ainda criado o tal Estado Social que eles tanto reivindicam hoje como sendo uma conquista de Abril, com o peso que já conhecemos nas finanças nacionais. Ou seja, faliram o país ainda antes de fazerem fosse o que fosse, só com a estatização dos meios de produção e serviços e apropriação violenta de propriedade privada.

Durante o PREC, divergências entre a esquerda democrática e a esquerda radical  revolucionária na aplicação do conceito de sociedade socialista,  levou estes últimos  a perspectivar uma aceleração da revolução com vista à tomada total e absoluta do poder à semelhança de Cuba. Neste contexto dá-se o golpe de 25 Novembro de 75 com os bravos Comandos liderados por Jaime Neves e Ramalho Eanes, a frustrar a tentativa de assalto dos comunistas para impor uma ditadura militar.  O tiro sai completamente ao lado e nas eleições para a Constituinte, o PCP é arrasado ao eleger apenas 30 deputados  junto com seus comparsas  do MDP com 5 e UDP com apenas um.

Não satisfeitos com estes resultados, entraram na clandestinidade criando as FP25 com elementos da esquerda radical das antigas Brigadas Revolucionárias, da LUAR e da ARA , dando início a  acções  terroristas com ataques à bomba, assassinatos e roubos violentos. Esta organização liderada por Otelo opunha-se a um sistema representativo parlamentar de base partidária e a reactivação do sistema económico-social de pendor capitalista. Acusavam serem desvios graves à constituição de 1976, o abandono do socialismo, o abandono da Reforma Agrária e a perda de expressão  da vontade popular. Acabaria por ser desmantelada e graças a indultos, amnistias e absolvições por “falta de provas”, não foram condenados.

Ficamos livres da ameaça vermelha dos comunistas? Não! Infiltrados na comunicação social, mesmo sem conseguirem mais do que 7% dos votos dos portugueses  têm mais palco que quaisquer outros partidos de direita. É vê-los a toda a hora a sair em notícias por cada comentário que façam por muito insignificante ou parvo que seja. São comentadores de TV, fazedores de opinião nos jornais, estando em toda a parte porque controlam os média desde 74. Estão ainda infiltrados nas escolas e universidades onde doutrinam também desde a revolução, desconstruindo os valores sociais para ser mais fácil tomar o poder, como mandam seus líderes ideológicos.

Não podemos jamais esquecer que o PCP e BE de hoje são os herdeiros  revolucionários frustrados  de um golpe que correu mal. Que almejam uma ditadura comunista como os factos históricos inegáveis o comprovam. Lutaram por isso mas  não vingaram. Ainda. E só por isso estão “subsmissos” e pacientes no Parlamento à espera de nova oportunidade. Uma oportunidade que quase quase está chegando com esta coligação negativa que Costa protagonizou e os levou a sonhar com uma integração no seu Governo.

O comunismo que queria nos impor uma ditadura vermelha e que ainda há pouco tempo aprovou votos de pesar pela morte de Fidel Castro (um ditador sanguinário), está inexplicavelmente ainda vivo  no Parlamento, não tendo ainda sido banido, quando nossa Constituição proíbe partidos fascistas em Portugal.  Alguém que explique isto.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Um País em ruínas

O país está todo a cair aos bocados. Esta semana foi em Borba onde 5  vítimas inocentes desaparecem num aluimento de uma estrada nacional sinalizada por 5 vezes junto do Estado  e meses depois de Galamba ter reunido com  os autarcas. Em 2001 foram 59 desgraçados que caíram do tabuleiro da Ponte Hintze Ribeiro em Entre-Os-Rios que colapsou. Em 2017, somou-se  centenas de pessoas que morreram queimadas na estrada, por falta de meios das autoridades, outras a morrer de legionella e bactérias multi-resistentes  em hospitais públicos, por falta de manutenção. Como se não bastasse ficamos a saber que esquadras, tribunais, escolas e hospitais estão em estado avançado de degradação com equipamentos obsoletos ou inexistentes, pontes, viadutos e estradas nacionais em perigo iminente. Por falar nisso, alguém já está a intervir nas fissuras da  Ponte 25 Abril depois do alerta dos engenheiros? Claro que não. Costa não sabe de nada até que morra gente.

Mas como é possível receber um país da “ditadura” sem dívidas, com 50 milhões de contos de reis nos cofres e mais de 800 toneladas de ouro, a crescer uma média de 6% ao ano, e com a maior edificação de infraestruturas de qualidade, sem orçamentos inflacionados,  em apenas 40 anos,  ter sido abandonado pela “democracia” para ser hoje uma nação em ruínas e endividada por várias gerações?

A verdade que ninguém fala porque não convém,  é que hoje se vive à custa da herança  deixada pelo Estado Novo.  Quer ver? Então prepare-se porque a lista é longa e cheia de surpresas:

  1. Construção de Bairros Sociais. (Arco do Cego; Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Bairros para Polícias).
  2. Construção do Aeroporto Internacional da Portela.
  3. Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa. (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).
  4. Construção do Instituto Superior Técnico.
  5. Construção da Cidade Universitária de Lisboa.(Faculdade de Direito, Faculdade de Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário).
  6. Construção do novo Edifício da Escola Técnica Industrial Marquês de Pombal.
  7. Construção do Liceu Filipa de Vilhena, no Arco do Cego.
  8. Construção da Escola Técnica elementar Francisco de Arruda e mais oito similares.
  9. Construção da Escola Comercial Patrício Prazeres.
  10. Construção da Biblioteca Nacional.
  11. Construção do Instituto Nacional de Estatística.
  12. Construção do  Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
  13. Construção do Edifício do Ministério das Corporações e Previdência Social (Hoje Ministério do Trabalho).
  14. Construção do Metropolitano de Lisboa. (As primeiras 20 Estações).
  15. Construção da Ponte Salazar. (Incluindo os respectivos acessos).
  16. Captação e condução, para Lisboa, das águas do vale do Tejo.(Comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques).
  17.  Plantação do Parque Florestal de Monsanto.
  18. Construção do Estádio Nacional (no Jamor) e alguns dos seus Anexos.
  19. Construção do Estádio 28 de Maio.
  20. Construção do Laboratório Químico Central do Instituto Superior de Agronomia.
  21. Construção do primeiro troço da Auto-estrada da Costa do Estoril.
  22. Construção do troço de Auto-estrada Lisboa a Vila Franca de Xira.
  23. Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.
  24. Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.(Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).
  25. Construção do Instituto de Oncologia.
  26. Construção do Hospital Egas Moniz.
  27. Assistência Nacional aos Tuberculosos.(Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).
  28. Electrificação da linha do Estoril.
  29. Exposição do Mundo Português.(Permitiu a criação da Praça do Império, hoje a Sala de Visitas de Lisboa. Nela se destacam as zonas ajardinadas, a Fonte Luminosa, o Museu de Arte Popular, o Espelho de Água e o Monumento aos Descobrimentos).
  30. Construção e regularização da Estrada Marginal, Lisboa – Cascais.
  31. Criação da Emissora Nacional de  Radiodifusão.(Incluindo a criação da unidade de Porto Alto e o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, de onde saíram muitos dos Cantores e Apresentadores portugueses de renome).
  32. Criação da Radiotelevisão Portuguesa.(Incluindo montagem das antenas retransmissoras necessárias à cobertura de todo o Território).
  33. Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP).(Incluindo a criação das Oficinas de Manutenção de Aeronaves, famosas em todo o Mundo).
  34. Construção da Nova Casa da Moeda. 
  35. Construção do Edifício Pedro Álvares Cabral. (Destinado à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Hoje abriga o Museu do Oriente).
  36. Criação da Junta Nacional do Vinho e construção do respectivo Edifício. (Hoje sede do Instituto da Vinha e do Vinho, IP).
  37. Construção do Palácio da Justiça de Lisboa.
  38. Construção do Edifício da Polícia Judiciária.
  39. Construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde Óbidos.
  40. Regularização integral do Parque Eduardo VII e construção da Estufa Fria.
  41. Construção de vários Mercados Municipais.(Dois exemplos apenas: Campo de Ourique e Arroios, este, na altura da sua construção, foi considerado o melhor de Portugal).
  42. Construção da Feira das Indústrias.(Na Junqueira; hoje Centro de Congressos).
  43. Construção do Palácio das Comunicações.(Na Praça D. Luiz. Hoje nomeado “Central Station”, está destinado ao Empreendedorismo e à Criatividade)
  44. Criação de várias Escolas do Magistério Primário(Continente e Ilhas).
  45. Construção das Escolas Primárias do Plano dos Centenários em quase todas as Freguesias do País e criação de Cantinas Escolares, adstritas a muitas delas.(Em duas décadas, 1930/1950, passou a taxa de analfabetismo, em valores aproximados, de 73% para 20,3% ; em 1957, apenas menos de 1% das crianças, em idade escolar, não recebia instrução).
  46. Criação dos Liceus Nacionais e dos Liceus Normais (Masculinos e Femininos), em todas as capitais de Distrito e dezenas de outros Liceus e Escolas Secundárias, espalhados por todo o País.
  47. Criação, ampliação e apetrechamento de cerca de quarenta Escolas Comerciais e Industriais, Escolas de Artes Decorativas e Escolas de Regentes Agrícolas.
  48. Construção da Escola Náutica Infante D. Henrique.(Em Paço de Arcos – Oeiras).
  49. Construção da Cidade Universitária de Coimbra.(Novos edifícios: Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral, Observatório Astronómico, Estádio Universitário, Complexo da Cantina onde, para além de uma excelente e moderna Cantina, se inclui a Escadaria Monumental, o Teatro Gil Vicente e as instalações da Associação Académica e ainda todo o reordenamento urbano da Alta).
  50. Construção do Hospital Escolar de S. João.(No Porto; Edifício idêntico ao do Hospital Escolar de Santa Maria, em Lisboa).
  51. Criação da Estação Agronómica Nacional.(Sacavém/Oeiras).
  52. Criação da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas.(Em Elvas).
  53. Criação do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear.(Na Bobadela – Sacavém, para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação. Portugal tornou-se, então, o 35º País do Mundo, a dispor de tão moderno equipamento científico).
  54. Construção do Aeroporto de Pedras Rubras.(No Porto – Maia, hoje ampliado e com o nome de Francisco Sá Carneiro).
  55. Construção da Ponte da Arrábida(No Porto).
  56. Construção da Ponte Marechal Carmona.(Em Vila Franca de Xira).
  57. Construção dos Aeroportos das Lajes e de Santa Maria.(Nos Açores; com comparticipação estrangeira).58) Construção do Aeroporto do Funchal (primeira fase).
  58. Construção dos principais aproveitamentos hidroeléctricos nacionais, concretizados em dezenas de Grandes Barragens.(Por exemplo os sistemas do Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere e Tejo, incluindo a construção e ampliação, por todo o território, de Subestações e da Rede Nacional de distribuição de electricidade, em todos os escalões).
  59. Construção de inúmeras Obras de Hidráulica onde se incluíram dezenas de Barragens de médio porte para regadio e, nalguns casos, também para a produção hidroeléctrica.(Incluindo a construção de centenas de km de canais de regadio, secagem de pântanos, protecção das margens e correcção de alguns cursos de rios, por todo o Território Nacional).
  60. Construção de mais de 240 Pontes e Viadutos e ainda maior número de Pontões.(Já mencionadas três pontes, itens 15, 55 e 56, mas podemos acrescentar ainda, só a título de exemplo, o Viaduto Duarte Pacheco em Lisboa, a Ponte de Santa Clara em Coimbra; a Ponte sobre o Douro em Barca d’Alva; Pontes de Entre-os Rios, de Chaves, de Santa Clara – a – Velha no Concelho de Odemira, da foz do Dão – hoje submersa, etc., etc.).
  61. Melhoria geral da rede Rodoviária Nacional.(Em 30 anos apenas, entre Estradas Nacionais, Municipais e Caminhos em construção integral – com terraplanagens, pavimentações e reparações – o País foi enriquecido com mais de 21 600 km de Vias de Comunicação).
  62. Melhoria geral de toda a Rede Ferroviária Nacional. (Renovação parcial da via e das viaturas de passageiros e mercadorias; melhoria das passagens de nível, da sinalização, das comunicações telegráfica e telefónica entre Estações e completa modernização de todas as Estações de Caminho de Ferro).
  63. Ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional(Incluindo também a melhoria geral de outros serviços de Telecomunicações: Telegrafia e TSF).
  64. Construção de cerca de duzentas Estações de Correios.
  65. Construção generalizada, por todo o País, de Redes públicas de abastecimento de água potável e Redes de saneamento.(Iniciou-se nesta época, a construção das primeiras ETAR, em alguns Concelhos).
  66. Execução de inúmeras Obras Portuárias por todo o Litoral português.(Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Sesimbra, Sines, Algarve, Madeira e Açores; menciona-se, por exemplo a construção de alguns esporões de protecção da costa, a construção e apetrechamento dos Portos de mar e Molhes, incluindo dragagens; construção de Cais, Docas, edifícios para as Capitanias, Lotas e ainda o apetrechamento dessas instalações com toda a espécie de equipamentos usados na movimentação e armazenagem portuária).
  67. Criação das Bases aéreas.(Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc. incluindo a aquisição no Estrangeiro de um vasto conjunto de aeronaves e equipamentos afins e a criação das OGMA, verdadeira escola de Mecânica fina de elevada qualidade, totalmente dedicadas à Construção e Manutenção de Aeronaves militares)
  68. Renovação da Base naval da Marinha.(No Alfeite; simultaneamente Escola Naval e Estaleiro de construção e reparação Naval onde se construíram e repararam várias dezenas de vasos de guerra de toda a espécie).
  69. Aquisição do Navio Hospital “Gil Eanes”.(O segundo deste nome, o qual constituíu um apoio inestimável à Frota Bacalhoeira).
  70. Criação das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores.(Incluindo a construção de centenas dos respectivos edifícios).
  71. Construção de novos Hospitais e Sanatórios e beneficiação dos antigos.(Apenas dois exemplos, dos muitos construídos por todo o País: a construção do Hospital Rovisco Pais – Leprosaria – na Tocha com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha, aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito; construção do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid – próximo de Coimbra – com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha).
  72. Criação e implantação do Plano de colonização interna.(Permitiu grandes desenvolvimentos agrários em várias zonas do País, quase desabitadas e improdutivas. Um exemplo: Pegões, onde se aproveitou também uma doação do benemérito Rovisco Pais. Todos os colonos recebiam gratis, para além de uma casa de habitação, terreno para cultivar, sementes, algumas alfaias agrícolas e apoio pecuniário nos primeiros anos de instalação).
  73. Construção de dezenas de Palácios da Justiça, de Casas dos Magistrados e remodelação de muitos Tribunais.
  74. Construção de diversos Edifícios Prisionais, Prisões – escola e Residências de Guardas Prisionais.
  75. Construção das Centrais Termoeléctricas do Carregado e do Funchal.
  76. Contam-se por muitas centenas, as obras de recuperação efectuadas em Castelos, Igrejas e Catedrais, Museus e outros Edifícios e Monumentos Nacionais, Parques e Jardins.(Um pouco por toda a parte incluindo, geralmente, também as respectivas áreas envolventes.De referir ainda a construção de dezenas de Estátuas, Bustos e outros Monumentos evocativos de Grandes Portugueses e Assuntos Pátrios notáveis, que hoje adornam muitos locais públicos).
  77. Construção e guarnição dos Postos de Controlo Fronteiriço e Alfandegário ao longo de toda a Fronteira terrestre e junto aos Portos de mar e Aeroportos.
  78. Construção de diversos Silos, de grande capacidade, para o armazenamento de cereais.
  79. Construção de diversos Quartéis de Bombeiros.
  80. Construção de diversos Mercados Municipais.
  81. Construção de mais de uma centena de Bairros Sociais por todo o território.
  82. Construção de mais de uma dezena de Edifícios dos Paços do Concelho e construção do edifício da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal(Complementarmente, quase todos edifícios dos Paços do Concelho existentes foram remodelados ou ampliados).
  83. Criação dos “Livros únicos” para os Ensinos Primário e Secundário.(Esta medida proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época. Mais de 60 anos passados, após a primeira edição dos três primeiros Livros de Leitura do Ensino Primário, eles continuam a ser procurados nas sucessivas edições que o mercado reclama, porque a sua inegável qualidade, os mantêm valiosos e úteis).
  84. Criação das Pousadas de Portugal.
  85. Criação da FNAT.(Hoje INATEL).
  86. Construção de diversas Colónias de Férias para crianças.(Em Viana do Castelo e na Gala – Figueira da Foz , para só citar duas).
  87. Construção do “Portugal dos Pequeninos”.(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)
  88. Construção da Creche/Infantário Ninho dos Pequeninos.(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)
  89. Construção de diversas Casas da Criança.(Espalhadas pela Região Centro e também sugeridas e apoiadas pelo Dr. Bissaya Barreto).
  90. Instituição do ABONO DE FAMÍLIA, para todos os filhos de pais assalariados.
  91. Instituição da ADSE
  92. Aplicação  efectiva e geral da Semana de Trabalho de 48 horas.
  93. Construção de vários Quartéis militares.(Por exemplo, Adidos da Força Aérea no Lumiar, Lisboa – hoje Hospital da Força Aérea, Comandos na Amadora, Caldas da Rainha, Viseu, Braga, etc.). De salientar também a ampliação e remodelação dos edifícios e apetrechamento de todos os Quartéis já existentes incluindo até, em alguns casos, a construção de habitações para Oficiais e Sargentos e suas Famílias).
  94. Desenvolvimento e apetrechamento sofisticado da Manutenção Militar, dos Hospitais Militares, do Laboratório e Farmácia Militar e também das Fábricas de Armas, Munições e Explosivos militares.(O fabrico nacional de variado material de guerra, de veículos específicos, navios para a Armada e até de aeronaves, veio permitir o desenvolvimento de capacidades e tecnologias muito avançadas para a época tornando assim possível, a exportação de produtos de alto valor acrescentado: Fábricas em Braço de Prata, Moscavide, Bracarena, Oeiras, Tramagal, Alverca, etc.).De referir aqui, igualmente, o esforço continuado, ao longo dessas quatro décadas, para melhorar e modernizar o Ensino e o Treino militar: Academia Militar, Escola Naval, Academia da Força Aérea, Navio Escola Sagres, Escolas de Pilotagem de Aviões – Aveiro, Sintra, Ota – Escolas de Fuzileiros Navais, Marinheiros, Pára-quedistas, Infantaria, Artilharia, Comandos, etc.: Vale de Zebro, Vila Franca de Xira, Mafra, Tancos, St.ª Margarida, Lamego).
  95. Acolhimento fraterno e seguro, prestado pelo Estado Português a inúmeros refugiados de guerra.(Entre os quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento e segura protecção, dotou adequadamente a Fundação que tem o seu nome, a qual tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses, há mais de cinco décadas a esta parte, nos mais diversos ramos do Saber, da Arte e da Cultura).
  96. Concessão, pelo Estado Português, de apoios diversificados a muitos dos investidores privados nacionais e estrangeiros (grandes e pequenos) que, pelas suas iniciativas, criaram ou desenvolveram empreendimentos de vulto e dos quais resultou Pão, Trabalho, Formação, Segurança e Apoio a milhares de famílias portuguesas, apoio traduzido na criação de Bairros operários, Escolas, Creches, Cantinas, Postos Médicos, Colónias de Férias, Clubes de Futebol, Serões para Trabalhadores, etc.(Exemplos de Organizações e Indústrias então criadas, desenvolvidas ou introduzidas em Portugal: Siderurgia Nacional, Cuf, Lisnave, Setenave, Mague, Sorefame, Cometna, Fundições, Carris, Duarte Ferreira – Tramagal, Indústrias de Camionagem, de Montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, Fabrico de  Pneumáticos e Componentes mecânicos para Automóveis, Sacor, Cimenteiras, Construtoras Civis, Casa do Douro, Têxteis da lã e do algodão, Confecções, Fabrico de Fardamento Militar, Curtumes, Calçado e Chapelaria, Fósforos, Cordoaria, Agro-Alimentar, Indústria Conserveira, Moagem de cereais, Nestlé, Indústria Vidreira, Indústria Cerâmica, Philips Portuguesa, Standard Eléctrica, Siemens, Efacec, Indústrias de Cabos Eléctricos e de Motores eléctricos, Indústrias do Papel, Exploração Mineira, Indústria Farmacêutica, Companhias de Navegação, Grandes empreendimentos Hoteleiros e tantas mais). (Fonte Portadaloja)

Comparando com a actualidade, constatamos que 44 anos depois da “ditadura”, temos um país que, mesmo com a herança em património e dinheiro deixado pelo Estado Novo e  milhões de euros de  apoios da  CEE,  desde a nossa adesão em 1985:  já faliu 3  vezes a caminho do tetra;  tem mais quilómetros  de autoestradas por habitante que o Reino Unido ou Alemanha para ter muitas às moscas;  fechou escolas por todo o continente para fazer o Parque Escolar que inflacionou em 450% sem estar sequer concluído; tem uma Expo 98 com milhões de prejuízo e luvas; tem um Euro 2004 com milhões de prejuízo, e também com luvas; um Metropolitano de Lisboa, Casa da Música e Casa do Cinema no Porto, Centro Cultural de Belém em Lisboa inflacionados e com luvas;  tem uma Ponte Vasco da Gama com um contrato ruinoso; não tem um TGV  mas terá de pagar indemnizações por isso; tem um aeroporto em Beja para aterrar gaivotas; destruiu de forma  massiva o tecido empresarial onde só 2 empresas têm mais de 1000 empregados quando em 1974 eram 71; destruiu o sector das pescas e agricultura; aumentou o desemprego; cobra ao contribuinte rendas colossais  de negócios suspeitos com privados;  encerrou  serviços  indispensáveis às populações isoladas e envelhecidas criadas pelo Estado Novo. Como é isto possível?

A verdade é que, com  a liberdade e democracia, chegou também os gatunos da Nação. Uma estirpe de gente sem escrúpulos, vestida de fato e gravata, que em nome da democracia se  apropriou do erário público como se fosse deles, saqueando e destruindo sem pudor.  Enquanto estes enriqueceram, o país foi emprobrecendo. Sob a falsa propaganda de que hoje se vive melhor, ficamos todos manietados a dívidas de créditos ao consumo, dívidas soberanas pagas com aumentos brutais de impostos todo os anos, salários miseráveis  e muitos subsídios do Estado que nos torna dependentes, só para lhes eternizar o poder.

Num país que está no ranking dos que mais cobram impostos, não é aceitável morrer-se por negligência do Estado só porque simplesmente este se demitiu de cuidar e proteger seus cidadãos. E se isso acontece, não é porque agora Centeno resolveu cativar mais do que qualquer outro no passado. É sim,  porque ao longo de décadas até aos dias de HOJE, ainda não se parou de roubar ao cidadão, desviando verbas essenciais vindas dos impostos, para encher os bolsos dos de sempre –  políticos, empresários, banqueiros e amigos do sistema – em detrimento da Nação.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

Qualquer dona de casa gere melhor o País que um Político

Em Portugal temos um problema que se estende ás ex-colónias portuguesas, especialmente Angola e Moçambique(realidade que conheço bem), além do “nacional porreirismo” que se conhece, ou seja, do “vipe” normal que vamos mudar meio País e depois ninguém se mexe e quando se mexem existem sempre intrigas em sectores que deviam estar unidos contra o socialismo de António Costa, digo os liberais, outro problema é o grau de competência dos deputados que metemos na casa da “democracia”. Muitos dos deputados portugueses, da esquerda à direita, só conhece o trabalho de partido, das juventudes partidárias, das “portas giratórias”, que começa na camaradagem das universidades onde os filhos dos ministros e das grandes famílias do regime começam à busca dos “contactos” e das “cunhas”, que depois lhes permitem ascender aos cargos certos deixando os competentes por mérito de fora.

Isto infelizmente é o retrato de um País que é parecido e corrobora com as atitudes de António Costa e, secalhar, por isso muitos se identificam com as “manobras”, “habilidades” e “manhas” do Senhor Costa Primeiro-Ministro não eleito em 2015. O povo português, em geral claro, é conhecido pelos jogos que faz para fugir dos deveres mas tem sempre a garganta pronta para reclamar direitos. Pela óptica portuguesa, primeiro vem os direitos e depois os deveres quando é precisamente o contrário que forma o pilar do crescimento e florescimento de sociedades ricas e prósperas da Europa Anglo-Saxónica e do liberalismo por convicção estaduniense.

É esse chico-espertismo lusitano que se estende à política, afinal, os políticos são por norma o retrato do povo, por mais que isto seja sempre, e leiam com olhos de ler, generalizado, porque ainda existe o bom e honrado  povo português que trabalha, cria riqueza, leva com calotes dos fornecedores que fazem muitos a vida de rico, e fica o empresário desesperado de mãos à abanar, com facturas por pagar e, como não podia deixar de ser, uma máquina fiscal implacável que tortura os micro e pequenos negócios deste País, que “gritam” por falta de capital e custos de contexto mais baixos, quando este governo faz precisamente o contrário, aumenta os custos de contexto como os combustíveis, faz jiga-jogas com IVA da electricidade(baixe-se a potência, dizem eles) e ainda acabam com a reforma do IRC, essencial para o empresário gerar projectos com estabilidade e daí gerar emprego.

António Costa e a trupe que o apoia nunca geriram um negócio, nunca trabalharam no sector privado, esse terrível sector que faz urticaria a muitos mas que paga o maior volume de impostos que sustentam os vícios de muitos. Muitos dos senhores deputados não conhecem sequer a realidade do País, dizendo barbaridades para o vento levar no mar salgado que nos corrói as carteiras até ao ínfimo. Vão directamente das “fornadas”, para o mundo das gravatas, da burocracia e dos acampamentos alternativos(olhe se para o Bloco). Caso que Mariana Mortágua e sua fiel irmã Joana, entre outros, como muito bem lembrou Helena Matos no Jornal O Observador, começam a ser expoente máximo. Digo, como é que duas raparigas sem experiência, estaleca, enfim, sem queimar pestanas nas dificuldades da vida, querem ser ministras que cujas características do cargo exigem termos técnicos importantes?

O pior disto tudo é que as meninas do Bloco não QUEREM, elas EXIGEM ser ministras um pesadelo que António Costa de certeza quer e sabe que o País não pode ter, afinal, em tempos de crise Costa precisará de efectuar reformas e reduzir o volume salarial da função pública, com o Bloco será impossível tal acto. E nem António Costa o fará tão depressa, agirá com certeza em modo Sócrates 2010 e 2011 com medidas pontuais e com a cartilha da crise internacional. Facto é que maior parte dos Países europeus preparam se para uma nova crise internacional com dívidas públicas a descerem consistentemente com excedentes orçamentais, caso que Portugal está longe de ter pelo menos de modo estrutural.

Sim, uma dona de casa, com experiência claro, gere melhor o País que António Costa, Rio e os seus exércitos de tachistas. Facto.

Mauro Oliveira Pires

O PSD dos Pequeninos

O PSD de Sá Carneiro e de Pedro Passos Coelho está em extinção. Não é oficial mas todos os acontecimentos macabros, ditatoriais, perigosos e, como não podia deixar de ser, a “mando”, do PSD de Rui Rio estão a manchar a imagem, o perfume, o encanto, enfim, aquilo que tornou o PSD o partido mais reformista e inconformista de Portugal nos últimos 44 anos de Democracia: A pluralidade de opinião. Não existe deveras problema algum em exprimirmos a nossa opinião dentro de um partido, pelo menos no PSD, a diversidade de opinião fez crescer o partido ao longo dos anos, reforçou-o como baluarte da esperança de quem queria uma sociedade mais livre, mais próspera e, acima de muita coisa, livre das rendas garantidas e das famílias do regime que jogam com o País há décadas.

Sá Carneiro teve essa coragem no seu tempo, social-democrata de palavras, mas liberal de coração, Francisco acreditava, isto no meu humilde entendimento, que cada um podia subir na carreira da vida, com o seu esforço, com o seu mérito, com o seu suor, tendo sempre como base fundamental os valores morais e as raízes ancestrais que nos tornavam melhores indivíduos. Sá Carneiro entendeu o País, conquistou, foi corajoso e liberal numa época onde poucos ou ninguém tinham a coragem de o ser. Passos Coelho seguiu-lhe as pegadas, com erros na campanha eleitoral de 2011, Passos arrepiou caminho, arregaçou as mangas, libertou o País do resgate financeiro e credibilizou nos aos olhos de quem nos empresta o dinheiro para os nossos vícios que, diga-se de passagem, voltaram com a Geringonça social-comunista.

Passos e Sá Carneiro, em conjunto com os militantes do partido, fizeram do PSD um partido diferente, mas, lideraram-no de modo diferente de todos os outros. Ambos tinham uma sina que na sociedade actual parece algo extinto: Tinham respeito por quem lhes ajudava no seu percurso das pedras. Tinham respeito pelos militantes. Tinham respeito pela opinião contrária e claro, defendiam a liberdade. Rui Rio defende o contrário destes dois senhores e defende o contrário da própria essência do partido. Rio defende que e passo a citar:” Quem discorda deve sair”, ” O PSD nem é liberal, nem é  socialista, nem é de direita”, ” O PSD não é um albergue espanhol”- basicamente diz que não tem ideologia.

Senhor Rui Rio, é com pena minha que, se o PSD não é liberal nem é socialista, nem é coisa nenhuma, nem é nenhures, não merece mesmo um voto de confiança nas eleições de 2019. Votar em António Costa é votar em alguma coisa, num desastre talvez, mas sempre é melhor que votar em “nenhures”. É sempre mais favorável votar em “socialismo verdadeiro”, que socialismo de “andor”, “vazio”. Para finalizar senhor Rui Rio, as gentes do Norte, que tanto diz que gosta, é gente que não precisou do Estado e não gosta dele, desconfia dele, são liberais de coração, querem que o Estado lhes saia da frente, gostam de empreender, gostam do risco. Este é o eleitorado do PSD: O setor privado e público que é responsável e sabe que o Estado tem que ser reformado.

Demita-se senhor Rui Rio, demita-se!

Mauro Oliveira Pires

11 Bancarrotas depois, não aprendemos nada!

O leitor leu bem, com o pedido de ajuda internacional em 2011, por parte do Partido Socialista do então ex-Primeiro-Ministro José Sócrates, para solver os nossos compromissos internacionais e internos, não esquecer que estávamos a semanas de não podermos pagar vencimentos, pensões e as Farmacêuticas já tinham emitido um aviso que iriam suspender o fornecimento aos hospitais, isto por falta de pagamento estatal, Portugal conseguiu a proeza de passar para o número esotérico das 11 Bancarrotas. As primeiras 8 em período Monárquico e 3 em período da 3ª República, mas todas com o mesmo problema, esgotamento do nosso modelo económico, sempre assente em vistas curtas, em ganhos de curto prazo e gastos de curto prazo que não reproduzem efeitos reprodutivos para futuro.

Aproveito para dar as datas de default(Não reembolso da divida contratada), do Estado Português em ambos os períodos:

Período Monárquico:

  • 1560: Primeiro Default do Estado Português por contágio Espanhol com regência da Coroa Portuguesa nas mãos de Catarina da Áustria;
  • 1605: Incumprimento durante a Dinastia Filipina;
  • 1828: Incumprimento do empréstimo de D.Miguel I(quando este ocupou o trono), e D.Maria II “repudiou” o empréstimo, dizendo que era uma dívida de D.Miguel e não do Estado Português(Naquele tempo os monarcas seguintes podiam repudiar empréstimos que não eram do seu governo);
  • 1837: Primeiro Incumprimento do reinado de D.Maria II(viriam mais três entretanto);
  • 1841: Segundo incumprimento do reinado de D.Maria II;
  • 1846: Terceiro Incumprimento do reinado de D.Maria II;
  • 1850:  Quarto incumprimento e último do reinado de D.Maria II;
  • 1892: Default Parcial no Reinado do Rei D.Carlos I bastante estudado por economistas e historiadores económicos;

Fonte: Livro Portugal na Bancarrota, de Jorge Nascimento Rodrigues

Período Republicano: 

  • 1977: Período pós ditadura que se seguiu a outra ditadura bastante breve de Vasco Gonçalves com nacionalizações e destruição do tecido produtivo português, com choques petrolíferos(alta da cotação do petróleo), a Economia portuguesa não resistiu à sua primeira intervenção internacional com mecanismos internacionais para o efeito;
  • 1983: Segunda intervenção do FMI com responsabilidades partilhadas entre vários governos provisórios e um planeamento deficiente de política orçamental e económica;
  • 2011: Terceira intervenção do FMI em Portugal devido a crimes orçamentais, dividas por debaixo do tapete e apoio aos “campeões do regime”, empresas oligarcas que sugam os contribuintes portugueses, tudo isto com aval do Partido socialista, importante não esquecer;

Não se sabe tecnicamente quando será a quarta pré-bancarrota do Estado Português, aliás, esse é o problema, entramos em período de inércia em relação a reformas estruturais na economia e nas finanças públicas, especialmente do lado da despesa, desde que António Costa chegou ao poder. A redução do défice orçamental durante o período da geringonça existe, é um facto! Mas essa redução é meramente conjuntural tendo como base factores como o ciclo económico na sua fase ascendente, redução de despesa com juros e despesas de capital exprimidas até ao osso.

Do lado da receita, os ganhos de 2015 a 2018 tem uma composição maioritária pelo aumento da receita dos impostos indirectos, politica orçamental restritiva preferida deste governo mas de modo errado pois, de facto a nível eleitoral tem peso, pois o imposto indirecto(como o imposto sobre o álcool, entre outros), é “invisível” para as pessoas, mas prejudicial para um ajustamento orçamental que se quer saudável. Imaginemos num cenário onde o ciclo económico muda e entramos numa fase descendente, portanto de recessão, os impostos indirectos estão intimamente ligados ao consumo e importação, por conseguinte os ganhos conseguidos seriam revertidos num curto espaço de tempo. A austeridade fiscal pelo lado “directo”, ou seja, pelo IRS é sempre mais previsível  mas que muitos consideram “socialismo”, caros, numa casa a arder não existe ideologia existe pragmatismo e uma boa dona de casa sabe disso.

Do lado da despesa, Centeno cortou a fundo a despesa de capital(que tem o investimento público dentro da rubrica), em 2016 e cortou ao de leve na despesa corrente, basicamente ganhos na redução da despesa com juros e uns cortes horizontais para a Bruxelas ver, de resto, na despesa corrente, o processamento e a contratação de despesa futura aumentou de 2015 para 2018, mandando Mário Centeno pregos para o nosso caixão tornando a nossa despesa pública já de si ainda mais rígida. Em 2017, o efeito caixa fez aumentar a despesa de capital e o défice por si, portanto em termos de análise não é relevante. O relevante ainda é a continuação do aumento da despesa corrente de ano para ano mas, como cresce abaixo do crescimento do PIB, em termos de rácio mantêm-se controla, o pior, é quando o PIB cair e aquele volume de despesa, aquele bolo gigante, continuar assim como está, esta é a nossa bomba relógio.

O que nós queremos, o que os credores querem, mais precisamente, é consolidação orçamental, ou seja, reduzir o défice nominal de modo estrutural e sustentável, não uma consolidação de maquilhagem com retoques artísticos. Vamos então a contas:

Despesa Corrente 2015: 79,003.1 mil milhões de euros

Despesa Corrente 2016: 79,944.7 mil milhões de euros

Despesa Corrente  2017: 80.286 mil milhões de euros( acréscimo de 1283,3 milhões de euros)

Variação das Despesas pessoal, consumos intermédios e transferências correntes(2017-2015): 2056,3 milhões de euros(+)

Variação das Despesas com Juros(2017-2015): -773 milhões de euros(-)

Variação da Despesa Corrente(2017-2015): 1283,3 milhões de euros(+) (Var das despesas com pessoal(..) – Var.Despesas com Juros)

Fonte: Pordata

Isto tudo para vos explicar o seguinte, o processamento de despesa aumenta, o seu valor monetário, mas o PIB cresce e consome esse acréscimo, fazendo com que o bolo total dessa despesa que dividida por um bolo ainda maior e em crescimento como o PIB fique, até que logicamente, menor em percentagem. Por isso é que temos alertas de vários quadrantes a nos darem avisos à navegação de modo constante, se por acaso, este volume de despesa que por “magia” em percentagem do PIB desce, continuar a aumentar em valor absoluto, isto é em dinheiro, então num contexto recessivo vamos não só ter um aumento brutal da despesa em percentagem do PIB como um aumento de gastos devido as despesas que este governo está a prometer a mais no futuro.

Não analiso a despesa de capital porque o bolo maior é o da despesa corrente, isto é salários, transferências sociais, consumos intermédios e juros. Quem quiser reformar o País tem que começar a reduzir despesa aqui, no bolo maior, não na despesa de capital, onde a facilidade de corte é maior mas as pressões de aumento no futuro também o são(não podemos deixar de comprar equipamento hospitalar para sempre.. por exemplo!). A verdadeira reforma do Estado é mudar a Constituição da República Portuguesa e cortar na despesa corrente de forma efectiva, duradoura e sustentada. E quem disser o contrário não sabe de contas, não vive na realidade ou é socialista.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Marcelo perdeu o tino

Marcelo Rebelo de Sousa, usando o nome mais corriqueiro e beijoqueiro, o Professor Marcelo, tem um problema em mãos de tamanho considerável: Ele mesmo. Marcelo tem um grau de egocentrismo que não lembra ao careca, grau esse que aumenta na exacta proporção dos beijos que consome e a cada face que beija. É como se insuflasse ainda mais a rapidez de raciocínio característica do professor, mas, com claros efeitos nefastos. Vejamos: Marcelo precisa do Governo de Costa como as cagarras das Selvagens precisam do colo de Cavaco Silva, as saias de Costa são relativamente extensas, quentes e peludas, tal como os efeitos gramaticais em aulas de inglês técnico avançado para “Web Summistas” em Lisboa.

Portanto, um governo fraco, devido ás correlações de força do Parlamento, isto no início de 2016 onde a posição de Costa não estava ainda consolidada, era o ideal para que o Presidente dos afectos, os preciosos afectos, aqueles que permitem Marcelo ter uma espécie de “segundo poder”, onde cada palavra antes colocava Costa e a sua manada em sentido, eram essenciais para não só Marcelo ser a principal figura do regime, controlando Costa a seu belo prazer, como também, e o mais importante claro, massajar, o seu ego de forma a que a sua hiperatividade cansativa e, até podemos admitir, certa ansiedade, pudesse desaparecer a prazo.

Tudo parecia correr bem. Marcelo distribuía flores e afectos pela população portuguesa afectada por incêndios de origem duvidosa, um trabalho digno de uma nota elevada, talvez um 18, pela forma como conseguiu somar ainda mais pontos com os seus eleitores e ainda encostar Costa num canto escuro e frio, quase que colocando o num pedestal pequeno e com uma luz artificial de um qualquer lustre de Cascais. Costa parecia desgastado e no ponto certo para um KO futuro por parte do Mestre da Táctica política.  Com tanto poder acumulado, Marcelo, o táctico, a raposa velha, baixou a guarda consideravelmente. Usar António Costa, como se usam chinelos da Feira da Ladra, foi um erro táctico incomportável. Andar da esquerda à direita com a táctica da chinelada, querendo, uma maioria confortável à primeira volta nas próxima eleições, deu para o torto.

Costa aproveitou, a cobra maleável, quando lhe dá jeito claro, deixou Marcelo cair na sua própria teia e colocou o no bolso da melhor maneira. Já foi o PCP,  o BE e agora Marcelo. Já agora, o PSD também. O regime está com os dias contados com tamanha amarração e camisa de forças apertada. Sem um Presidente da República, digno desse nome, Marcelo é agora mais uma marioneta de António Costa, onde este faz o que quer e quando bem entender. A Presidência da República, é um dos pilares de regulação e de contra poder ao Governo, Marcelo desequilibrou a balança para um só lado e, deixar uma criatura perigosa como António Costa à solta pode ser fatal, para o Professor de direito e já agora, para o País.

Mauro Oliveira Pires

Rui Rio de Líder não tem Nada

Rui Rio é presidente do PSD. Ponto. Agora podemos voltar à questão filosófica de sempre: Será um presidente eleito necessariamente um líder, ou antes de irmos ao “pote”, já temos que ter dotes necessários para correspondermos as expectativas que nos depositam? O presidente do PSD encaixa perfeitamente na segunda linha de pensamento, Rio maltrata os militantes que discordam da sua “linha” de actuação- temos que perceber igualmente que não a tem- andando sempre aos zigue-zagues, rodando de pensamento ao nível de Marcelo, ou seja, quando o vento sopra para António Costa Rio é manso, quando vento sopra contra Costa, Rio dá tiros nos pés-parece que de propósito- para chamar para si as atenções, que podiam estar muito bem focadas no desastre governativo da geringonça social comunista.

Além disso, Rio não tem um pensamento, nem que solto, para podermos formar uma opinião estruturada do presidente do PSD que tem ainda aspirações a ser líder do mesmo. O único pensamento que se sabe de Rio é que é egocêntrico, com um feitio ditatorial e com pensamentos socialistas que não coadjuvam com “alma” do PSD, que é o setor privado, ser o partido das pessoas, do individuo, aquele que dá o instrumento ás pessoas para ascenderem na carreira da vida, e não o contrário, ou seja, ter o Estado como elemento central da vida do País. Rio não apresenta propostas de reformas estruturais profundas nas finanças públicas ou em mercado de produto. Para se votar em socialismo, vota-se no original e Costa é hoje dono e senhor do regime, quer na arte política dos enganos, do ilusionismo, quer na comunicação social.

Para se derrotar Costa é preciso muito mais. Não se esqueçam, caros leitores, deste pormenor, Costa tem fragilidades profundas, não sabe debater com um conteúdo gramatical elevado sem ter primeiro uma paragem cerebral acentuada, além disso, Costa não pode fugir para Ibiza em tempos de nova Troika- sim ela vem outra vez- Costa, terá que limpar a casa desta vez e o PSD tem que deixar que Costa a limpe com o PCP e o BE juntos. Volto a um pensamento do passado, Passos Coelho juntou as esquerdas para destruir. O Chico-espertismo não dura para sempre, não é imortal, é, pelo contrário, mortal e vai ser o veneno que António Costa provará de si próprio.

Rio, mesmo assim, ganhando eleições em 2019, não governará, só com maioria absoluta. Costa, Catarina e Jerónimo encetaram outro teatro pelo ódio à “direita”. Portanto, o único caminho alternativo é o das direitas unidas, uma direita liberal, sem medos, contra o marxismo, o social comunismo de um Governo assente na mentira e na oligarquia que destruiu o País ano a pós ano, nunca olhando para o longo prazo, mas claro, olhando sempre para o seu umbigo. Rio não tem condições para liderar este projecto, quem não tem mão no próprio partido, onde José Silvano manda outros marcar presença por si no parlamento, não tem condições para liderar um País.

Depois não se admirem que apareçam “Bolsonaros” por ai. As pessoas estão zangadas com a política tradicional dos “croquetes” e das gravatas. As pessoas estão fartas de sobreviverem para pagarem contas e não terem horizontes temporais onde possam receber mais e terem uma vida mais estável. Tudo isto é possível com reformas estruturais e medidas a longo prazo, algo que Costa já se mostrou incapaz de adoptar. O líder do PSD, quer muitos gostem ou não, o líder da direita, é Pedro Passos Coelho. É a minha opinião.

Mauro Oliveira Pires

 

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