Marcelo, o Presidente Bacalhau

Diz-se na gíria que um bacalhau asseado, limpo e bem lascado é saboroso e farto. Marcelo entra como uma luva nestes pergaminhos, toma banho, nada, muda de calções para as câmaras captarem a sua masculinidade- muitas vezes peludo outras lascado de modo a que os seus antigos caracóis do peito pareçam linguados- enfim, todo um conjunto de panóplias bem feitas, para que o Chefe Supremo das Forças Armadas, pareça mais respeitado ao olhar dos seus pupilos e para que exerça, de modo mais salgado, as suas funções afectuosas de Presidente- que tão bem as usa, diga-se de passagem- para, uma vez mais, a mão invisível do poder de Marcelo se reforce a cada ano que passe e condicione os destinos do governo social-comunista de António Costa.

Destino esse que não só dependeu de um arranjinho de última hora, para cumprir os desejos profundos da maçonaria e da Oligarquia de Lisboa que queria Passos Coelho fora do barco, mas como hoje depende cada vez mais da conjuntura macroeconómica envolvente. A próxima crise económica será relevante para o destino do Governo de Costa , Centeno mudou o discurso, Costa ás vezes salta a cerca, mas rapidamente volta para o ponto de partida. Todos os comuns mortais sabem que o Primeiro-Ministro não tem a habilidade necessária para lidar com problemas que são de responsabilidade máxima, ou que exijam decisões que sacrifiquem a sua popularidade. Costa move-se à base do cinismo e da demagogia, o seu ar arrogante e autoritário quando se perdem, a sua enorme fragilidade revela-se perante todos, o de ser um político banal.

Marcelo, mais do que ninguém, sabe disto. Quem conhece o Presidente da República ou acompanha o seu percurso há anos, sabe que Marcelo(como já tenho dito neste espaço), como todos os defeitos que tem, é um génio táctico na política quando não baixa a guarda. O nosso Bacalhau de Belém, tem experiência que baste para perceber que ter um ex-aluno na governação executiva do País não quer dizer que este mereça abraços, calções de banho grátis ou um pão de queijo com marmelada- acho que Marcelo gosta disto- Marcelo, fará de tudo para proteger a sua imagem impoluta de Presidente com autoridade dos Portugueses, porque Marcelo foi eleito, Costa não, exige legitimidade eleitoral, uma arma que torna Costa fraco e uma presa fácil perante as garras de Marcelo.

Deixar cair António Costa não é uma ciência oculta, um político é antes de tudo um ser humano, tem fraquezas, Costa com o seu sorriso cínico habitual parece uma barreira intransponível, mas a criação de máscaras para ocultar os pontos fracos é algo que Costa sabe fazer como ninguém. Não me tiram da cabeça que Costa é mais banal do que o que se pensa, é bastante básico no seu modo de pensar e tem um discurso sofrível a nível gramatical. Costa não sabe debater sem efectuar a táctica socialista do barulho. O que fará cair António Costa? Não, não é Rio, por mais que Rio ganhe as eleições sem maioria absoluta não terá hipóteses contra as esquerdas unidas. Para além disso, Rio não é alternativa a ninguém, socialismo contra socialismo poderá levar à fragmentação da direita e uma possível geringonça de direita, um cenário a estudar mas longe de acontecer.

Para Costa cair é dar corda ao mesmo, o egocentrismo de Marcelo tem que ser protegido, um Presidente que deu apoio ao governo mas que, em tempo oportuno avisou dos dissabores, descolam Marcelo das práticas de Costa, pelo menos na teoria política. A bancarrota de Costa tem que ser resolvida pelo mesmo, se queremos o socialismo português no caixão a alternativa mais fiável é essa, deixar o outro bacalhau marinar, mas desta vez por um período de tempo longo. O Presidente Bacalhau, desta vez na posição de chefe, tem uma palavra a dizer. Marcelo, o discípulo de maquiavel tem o caminho aberto para ficar na história como o garante democrático contra o social-comunismo do pior governo da democracia portuguesa, ou, por outro lado, como o seu principal “motivador” e assim sairá pela porta pequena.

Cabe ao troca calções mor do reino escolher.

Mauro Oliveira Pires ( Sigam me no Facebook para uma maior interacção)

O Momento Catarina Martins de António Costa

Costa parvo
Jornal Público, 2014 visita de Sigmar Gabriel a Portugal

Corria o ano de 2014, António Costa tinha acabado de apunhalar a sangue frio António José Seguro, o líder mais credível do PS da sua história como um todo. O discurso era errático, uma característica peculiar de sua Santidade é que tamanhos pensamentos macro craniais e que, cujas vibrações sensoriais chegam a Marte, coadjuvam com o cata-vento do Presidente Marcelo. Para Costa, em 2014, a Austeridade, esse nome que foi contraído do nome técnico Política Orçamental contraccionista dos macro economistas, era o bicho de sete cabeças essa criatura lendária parecida com o acordar da Catarina às 7 da manhã das segundas feiras.

Em 2015, especialmente em Janeiro, com aquele discurso pró Syriza em que:” O Syriza era o caminho a seguir”, os pensamentos de Costa foram atenuando, com Mário Centeno na elaboração do programa económico do PS e a Agenda para a década que, diga-se de passagem, não durou 5 meses, a feitiçaria de Mário Centeno previa uma expansão dos gastos públicos num momento inicial para, segundo ele, “incrementar o volume do crescimento”, para depois esse suposto crescimento gerar um aumento de receitas para os cofres do Estado e assim diminuir o défice, uma receita da lógica da batata.

Passos vence as eleições legislativas de 2015 em Portugal, o Messias Costa perde em toda a linha, o discurso da loja dos trezentos foi consumido à Cruela de Vil e em modo de cebolada. Depois usurpa o poder, usa duas estacas de nome Catarina e Jerónimo para consolidar o seu poder interno e fazer de moderador do Reino do quintal à Beira mar plantado.

Os ditames das finanças, aqueles números bastante complexos e com processos matemáticos complicados para tamanho cérebro Costista, levaram a que a Comissão Europeia ameaçasse com Sanções à Troika Social Comunista por levar a cabo uma política económica inexistente, estrutural portanto, e uma política orçamental irresponsável. Aqui começaram a dança das cativações, Costa cativou a Europa, Juncker ao pequeno ao almoço, especialmente com um vinho caro, e ainda cativou o povo português, que cuja ignorância não permite ver a realidade como ela é.

Dizem que a realidade é imperfeita, mas as mentiras de Tsipras, a austeridade de Tsipras fez bem à Grécia, hoje é um País com Superávit nas contas públicas, Portugal já não o tem desde 1974, expulsou Varoufakis e regressa aos mercados. Costa repete a receita, mas de maneira errada, porque os cortes que faz são facilmente revertíveis  com o ciclo económico e o aumento de despesa pública em alguns sectores estratégicos para votos, em tempos apertados claro, são uma variável venenosa para nós.

Enquanto boa parte dos Países europeus tem défice orçamental zero ou superávit nas contas, o nosso défice de -3%(com Caixa) é dos maiores da Europa, mas excluindo o efeito Caixa não estamos melhor. Entretanto os beijinhos hipócritas de Costa à Imperatriz Europeia, mulher mais poderosa do Mundo, são mordidas de Naja. Nada que António Costa não saiba fazer, bonito na frente, um oco por trás.

Nem Sócrates faria melhor, se um é Sociopata outro é um ser mentalidade perigosa, muito perigosa. Sim, a Catarina vendeu-se a Costa por 1€, Costa vendeu-se a Merkel por mais uns tostões.

Mauro Oliveira Pires

Quem é o Culpado do Inferno em Chamas?

Fixe este número: 519 mil hectares de floresta ardida na região interior centro e norte do país SÓ em 2017, o equivalente à área de 519 mil campos de futebol onde jazem milhares de animais, mais de 100 vidas humanas (até ver) queimadas vivas e centenas de casas, fábricas, produções agrícolas e ecossistemas destruídos. Depois  junte a frieza de um primeiro-ministro que diz “que os portugueses têm de se habituar” , de um secretário de estado  que diz “não podermos ficar todos à espera que cheguem os nossos bombeiros e aviões” apelando ao “desenrasquem-se”, de uma MAI que diz que “temos de ser resilientes”, como reacção a esta SEGUNDA tragédia mortífera, como nunca se vira, e reflictam.  Não foi por causa das temperaturas elevadas, não senhor! Não foi por ser um ano excepcionalmente seco. Não foi raios nem queimadas. Não foi por causa dos incendiários do costume. Não! Não foi por causa disto que o Inferno em chamas chegou e incinerou tantos seres. Foi por INÉRCIA CRIMINOSA DO ESTADO. Outra vez.

Porque não há justificação que possam dar  e que explique como um país DEPOIS de uma tragédia tão grande como Pedrógão, não tomou acções PREVENTIVAS imediatas colocando todas as florestas em permanente vigilância e consequente limpeza de matas. Porque foi encerrada a fase Charlie ainda com temperaturas elevadíssimas e tempo seco, sem um pingo de chuva. Porque se deixou expirar contratos de meios aéreos reduzindo de 48 para 18 os meios de combate. Como foi possível deixar exactamente igual as chefias incompetentes e sem formação suficiente na ANPC.  Porque depois de cair o CONAC deixou-se o comando nas mãos Albino Tavares, o número dois, exactamente aquele que impediu o registo de mais alertas na fita do tempo aquando Pedrógão. Porque não foi imediatamente decretado na primeira tragédia que ceifou vidas, o estado de calamidade. Porque não foi de imediato substituído por outros meios de comunicação (os que nunca falharam nos tempos anteriores ao SIRESP) como plano B até resolver esse contrato de comunicação ruinoso e ineficiente. Eu explico: numa casa roubada onde até decorreu mortes trágicas, se de seguida não se põe trancas à porta nem vigilância, é porque simplesmente QUEREMOS que volte a acontecer. Porquê? Ora aqui está o grande busílis da questão…

É que só mesmo um parvo não entende o que está VERDADEIRAMENTE por trás disto tudo (veja aqui). A começar pela análise das fotos que foram chegando da catástrofe. Uma delas a qual  se tornou viral (veja aqui), tirada em Vieira de Leiria, analisada por  um conhecedor na matéria (ex-militar), revelava um fumo MUITO NEGRO e espesso com chamas vivas que alcançavam mais de 200 metros de altura (veja aqui) no pinhal de Leiria. Segundo o mesmo, jamais  pinheiros e resina a arderem teriam este cenário. Atribui a outros combustíveis como a mistura de gasolina e napalm (uma hipótese a considerar). Porque não se analisou isto? Mais: foram cerca de 600 focos de incêndio praticamente todos em simultâneo a deflagrarem de noite e madrugada. Cabe na cabeça de alguém que isto não seja um acto extremamente bem organizado por indivíduos MUITO BEM ENTENDIDOS na matéria e com a CUMPLICIDADE absoluta de gente bem colocada no poder? Mais ainda: o ataque foi só no INTERIOR centro e norte e este último num fim de semana que antecedia a previsão de chuva. Coincidências… A quem convém esta área ardida? Veremos daqui por uns tempos… E vou mais longe, para uma PJ tão hábil a no dia seguinte a Pedrógão descobrir a causa do incêndio numa árvore, não consegue imediatamente e só pela visualização das fotos do pinhal de Leiria chegar a uma única conclusão? Porque está tudo em silêncio e nem a Comunicação Social interroga isto? Porque agem como se tudo isto fosse normal?

Curiosamente vem agora o Louçã do alto da sua divina sabedoria dizer que é preciso um Super Ministério do Combate ao Fogo (mais boys anda girls chefiados quiçá por ele) em vez de mais eficiência do Estado na PREVENÇÃO e combate, a nacionalização das florestas  e expropriação a quem não limpa matas em vez de medidas de ajuda aos proprietários. Mas que conveniente. A reforma agrária do “tempo novo”.

A verdade é que o Governo QUIS manter tudo exactamente igual ignorando e MINIMIZANDO totalmente o trágico acontecimento em Pedrógão como se viu com Costa de ir tranquilamente para férias. O pedido de desculpas que nunca veio alegando que “só se dá na vida privada” demonstra algo que passou totalmente despercebido: um primeiro-ministro que não vê mal no que aconteceu. Que vê apenas danos colaterais. Porque onde há surpresa há choque e onde há choque há um sentimento profundo de culpa do qual nos tentamos redimir. Fiz-me entender? E isto está longe de ser arrogância.

O culpado só tem um nome e um rosto: Estado. Porque o verdadeiro criminoso não é quem pratica o crime. É quem deliberadamente o permite

[…]

via Quem é o Culpado do Inferno em Chamas? — BLASFÉMIAS

Cristina Miranda