Oh Catarina! O Estado não dá lucro!

Catarina Martins e Marisa Matias, duas “mentes raras” do partido de extrema esquerda portuguesa, o Bloco de Esquerda, saíram-se com uma pérola digna de registo. Num vídeo (veja aqui) Marisa conseguiu em 1:19 min dizer uma mão cheia de mentiras sem se rir.  Espectacular! Explicou aos idiotas que a querem ouvir que o Tratado Orçamental assinado em 2012 pelo anterior executivo é o responsável pela austeridade que se vive em Portugal retirando rendimentos às famílias e que Portugal tem lucro de 6 mil milhões de euros mas que por causa da dívida terá de entregar às instituições  financeiras 8 mil milhões que fazem falta ao país. Finaliza  dizendo que a austeridade não é solução e por isso se vai opor a que o tratado orçamental seja lei europeia.  Excitada com esta intervenção “brilhante” da camarada, Catarina escreveu este “magnífico” e elucidativo tweet: “”Como a Marisa explica, “um segredo bem escondido é que Portugal dá lucro. O excedente primário do OE será de 6 mil milhões de euros mas devido ao serviço da dívida, mais de 8 mil milhões será canalizados para o sistema financeiro. Pouco menos do que investimos no SNS”. Uau! Batam palmas à estupidez estratosférica disto!

A primeira grande mentira do vídeo é que a austeridade nunca foi nem nunca será uma consequência do Tratado Orçamental de 2012. A  verdade  incontornável que por muito que os camaradas se contorcem jamais irão conseguir alterar é que, as severas medidas que os portugueses tiveram de suportar na carne com todas as consequências nefastas para as suas vidas pessoais e empresas, foi consequência da irresponsabilidade criminosa de um ex governante e seus lacaios que sob uma impunidade total, desbarataram biliões de recursos financeiros do país com negócios ruinosos e desvios para offshores,  deixando-o em falência técnica. Ainda no governo, esse  mesmo ex governante viu-se obrigado a estancar o “sangramento financeiro” impondo cortes salariais, cortes em reformas, cortes em subsídios, aumento de IVA e outros impostos. (Recorde esse precioso momento aqui). Portanto, a austeridade severa,  diga-se, terapia de choque de rigor orçamental, que tivemos de suportar foi consequência da bancarrota e não do tratado em si.

A segunda grande mentira é de que Portugal dá lucro. Ora se estupidez pagasse dívida soberana (quem dera), só com isto ficávamos superavit! Então desde quando é que um Estado tem capital próprio e com ele cria riqueza? É para rir? Bom, se era humor, foi bem conseguido porque na verdade o Estado gere os impostos que colecta das famílias e empresas. Esse dinheiro arrancado ao contribuinte e que é retirado ao seu orçamento, tenha ele excedentes ou não, é que enche os cofres do país. Esses impostos alimentam a máquina do Estado, que dá apenas despesa, para assegurar um determinado número de serviços. Até as empresas públicas que deveriam imperiosamente ter saldo positivo, só dão prejuízos elevados cuja factura é suportada pelos do costume: os cidadãos. O mais recente e vergonhoso caso  foi o da CGD com a  injecção de 5 mil milhões de euros de impostos!

A terceira grande mentira é sobre o excedente de 6 mil milhões  que a Catarinocas diz haver. O que se deve a fornecedores e outros credores nunca pode ser dissociado das contas finais. Se há dívidas elas entram no balanço e só depois se vê o saldo: é positivo, há excedente; é negativo há prejuízo. Mais: se Portugal recorreu a empréstimos foi porque não tinha liquidez. Se não tinha liquidez é porque tinha despesas mais altas que receitas e foi neste desequilíbrio financeiro que se deu o fenómeno a que já nos habituamos: falência. Afirmar que há excedentes com todos os pagamentos cativados que colocaram todas as instituições do Estado em crise financeira, e contínuos pedidos de empréstimos, é brincar com a nossa inteligência. Todos nós, por esta teoria, seríamos milionários se nos limitássemos a receber salário, pedir empréstimos bancários sem pagar uma única despesa.

Aprenda de uma vez que o Estado não é rico porque a riqueza é roubada ao cidadão que a produz. Que enquanto a empresa quanto maior for o lucro mais prospera e cresce, porque resulta de uma mais valia, o Estado quanto mais cresce maior é o confisco, maior é a asfixia económica e  menos prospera.   É um parasita que sem o confisco ao contribuinte não sobreviveria nem um dia.  Enquanto a empresa vive da aquisição voluntária dos seus produtos ou serviços pelo cliente, o Estado vive de roubo que destrói e mata toda a economia, ou seja, seus “clientes”. Exactamente o inverso das empresas.

Se houvesse realmente grandes  excedentes nas contas do Estado isso só  significaria que se estava a cobrar mais impostos do que os necessários.  E aí a redução da carga fiscal teria de ser ponderada. Porquê? Porque receita de impostos não é lucro.

São estas pessoas que além destas mentiras todas,  afirmam que a austeridade não é solução –  mas viabilizaram-na nos OE de Centeno –  se dizem estar preparados para governar.

Tenham medo. Muito muito medo.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

O “enorme sucesso” de Monchique

Não sei como a nossa classe política ainda tem cara para sair à rua. Mas que grande bando de salafrários incompetentes nos saíram na rifa! E com um bidão gigantesco de “sem vergonhice” na cara para conotar este grande incêndio de Monchique como “exemplo de sucesso” ao combate de fogos apenas por não ter morrido gente. O nosso Primeiro, sempre divertido e bem disposto, até nas tragédias, a buscar analogias em tudo, até comparou o incêndio que lavrava há 6 dias às velas de um bolo de aniversário para explicar aqui aos tontinhos que uma vela apaga-se bem com um sopro mas quando são muitas é mais complicado. Que queriducho! A sério? Então porque razão não “apagaram a vela” quando era apenas “UMA”  na Serra? Falta de fôlego? Falta de vontade? É que falta de meios não foi de certeza porque nos anunciaram a maior preparação e investimento em  meios jamais vista em Portugal!

Podem inventar toda a narrativa que bem entenderem mas nós, não somos cegos. E as populações que viram tudo arder como fósforos, muito menos ainda. Não passou despercebido logo no início da tragédia que havia uma política do “deixa arder mas poupem as pessoas”. Que havia ordens superiores para não actuar no imediatoDaí colunas inteiras de bombeiros parados durante mais de 5 horas à espera de ordens. Não passou despercebido também, que não havia qualquer preocupação com os bens quando populares afirmaram não terem visto os anunciados mais de mil homens no terreno. NADA! Tal como disse o nosso engenhoso Primeiro, e bem,  os bens são substituíveis, as vidas humanas não. E assim, que se lixem as propriedades, os negócios, os animais, a fauna pois não pode é haver quem diga que morreu gente mesmo que essa gente venha a morrer depois de desgosto, de desalento, de falta de meios de sobrevivência. Isso pouco interessa. Estão vivos para poder assistir à miséria que irá ser sua vida dali em diante. Mas como se pode ser tão insensível aos bens e ganha pão das nossas gentes?

A verdade nua e crua é que só não morreu gente, apesar de toda a cautela em retirar os habitantes à força e alguns algemados, porque houve gente que desobedeceu às ordens da GNR para seguir numa estrada em chamas, novamente por falta de informação dum SIRESP inoperacional, descoordenação e desorientação da Protecção Civil,  como foi o caso de Alferce. Claro que isso não passa hoje de uma hipótese, mas de uma hipótese que não foi testada porque houve desobediência civil. Simples.

Dizem que falhou tudo em Monchique desde o planeamento ao combate. Eu digo: não são falhas.  São um propósito. A teoria das falhas é aquela que mais convém a toda esta malta que vai de políticos a interesses privados. Recorrer aos lapsos para justificar o que já não tem justificação alguma plausível é como continuar a aceitar as desculpas dos nossos filhos com professores, para justificar as negativas a todas as disciplinas, todos os anos lectivos. Não faz sentido algum. Erros todos comentem uma vez. Lapsos também. Mas décadas a fio sempre no mesmo registo, sempre nos mesmos segmentos mas com a variante de, a cada ano se gastar mais milhões em combate, sem o retorno em maior protecção, só revela uma coisa: há interesses económicos poderosos por trás desta mentira gigante de combate aos fogos.

Porque se houvesse combate real todas as populações seriam apoiadas, instruídas e acompanhadas localmente para manter as matas limpas e ordenadas; as florestas seriam vigiadas; as localidades teriam um plano de combate a incêndios activo e eficaz com várias bocas de incêndio espalhadas pelas aldeias ao dispor dos habitantes; nenhuma mata estatal estaria por limpar; todos os organismos estatais de socorro e combate a incêndios teriam apenas profissionais da área altamente qualificados; os meios de combate seriam eficazes e em número suficiente; os incendiários teriam penas efectivas tão dissuasoras que jamais teriam vontade de repetir o crime.

Mas o que se vê não é isto. Porque de quinze em quinze anos, o tempo que leva à sua regeneração, é preciso que arda mata. Seja de pinheiro, seja de eucalipto seja do raio que for. Arde tudo. Ora no sul, ora no centro, ora no norte ora por todo o lado ao mesmo tempo. Dependendo das “necessidades”.  Por isso deixa-se bombeiros parados durante horas. Foi assim em Pedrógão. Foi assim nos fogos de Outubro. Foi assim em Monchique.

Depois vem a palhaçada de encontrar os culpados. No ano passado andaram atrás dum raio num pinheiro; agora persegue-se os pobres postes da EDP. Tudo para desviar o olhar dos verdadeiros responsáveis: governo e lobbies. É o “vira o disco e toca o mesmo”.

A mim já  ninguém me vende mais teorias para boi dormir. É tudo tão claro que até ofende qualquer ser inteligente com capacidade de análise. Monchique foi apenas um pequeno foco que por ter sido literalmente ignorado, se transformou na maior área ardida da Europa neste verão. Que ceifou vidas de trabalho que se vão juntar às de Pedrógão que volvido um ano, muitos  continuam por ressarcir dos danos nem sabem quando o vão ser, se o vão ser e quanto.  Isto apesar dos generosos donativos que mobilizou uma nação inteira e que ninguém sabe para onde foram.  Noutro país, mas civilizado, esta corja criminosamente negligente da ANPC e políticos, já estaria toda a preencher o impresso para o desemprego.

Salvar pessoas foi o único plano de combate em Monchique para evitar a queda de um governo que está preso moralmente por fios. Portanto,  um “sucesso” inventado  só  para a manutenção da  geringonça no poder. Só não vê quem não quer.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

O Bufo mor do reino, desta vez, tem razão

Marques Mendes continua a ser o peão giratório de Marcelo, os jantares semanais entre os dois elucidam, e muito, o nosso professor de direito, finanças, economia, defesa internacional, entre outros temas importantes da nossa actualidade, Marques Mendes a comentar a semana. Se Marcelo está incomodado com Costa, diz a Mendes, este bufa. Se Marcelo está de agrado com Costa, diz a Mendes, este bufa ao quadrado. Só assim se pode explicar as contradições do Professor Karamba do nosso burgo à beira mar queimado. Marques Mendes, ainda não faz muito tempo, disse efectivamente que o nosso camarada António Primeiro-Ministro, ou Minúsculo, como queiram, tinha habilidades “mágicas” de comunicação, era o Rei da Cocada Preta, ninguém lhe fazia frente, era só clicar no botão das habilidades que aquilo era chapa ganha chapa distribuída. Agora, para o Professor Karamba Mendes, o António, passo a citar está:” Andou literalmente aos bonés, parecia um cata-vento”, referindo-se ao Governo, mas um recado interessante de Marcelo a Costa pela voz do Woki Toki Mendes.

Se Costa antes era Rei Midas, agora é Rei chumbo, derrepente tudo corre mal, o PCP e o BE entalaram Costa na sua teia de promessas e mentiras, fizeram lhe assumir compromissos que não pode pagar actualmente chutando para futuro(onde já vimos isto?), se não se paga em 2017, paga-se um poucochinho em 2018, um poucochinho ao quadrado em 2019 e uma pancada em 2020. É este circo onde estamos metidos, nós somos os palhaços, sorrimos e acenamos, o Dom Costa é o chicoteador, ele bate nós saltamos, ele grita nos ajoelhamos. Estamos reféns de um ser tremendamente maquiavélico, calculista, perigoso, sem sentido de Estado nenhum e que não quer saber do País. Se quisesse, não atrasava pagamentos, não nos hipotecava orçamentos futuros com responsabilidades que não sabemos se podemos pagar, não deixava que existisse comida crua nas escolas, lá está… A falta de óleo, a não compra do mesmo… É a neo austeridade rosa, ou melhor, rigor orçamental Costista, do tipo:” Endivide-se agora, expluda depois”.

Mas dou a mão à palmatória ao Professor Karamba Mendes, num lapso de lucidez, Marques Mendes disse que:” Para o país ligado ao Estado, parece que a austeridade acabou. Relativamente ao outro país, o do setor privado, dos trabalhadores por contra de outrem, dos trabalhadores independentes, esses não veem essa melhoria”. Nada mais verdadeiro. Só demonstra uma situação à vista de qualquer comum mortal, Costa só quer saber da sua reeleição com maioria absoluta, agora impossível, devido aos sucessivos erros de cálculo e de estratégia do Toni. Afinal as habilidades não dão para tudo, não é Mendes? Não é Costa!

Agora está tudo bêbedo, em águas calmas, sem tubarões e remoinhos por baixo, mas não se esqueçam, a próxima desculpa será sempre a mesma: O MUNDO MUDA NUMA SEMANA.

Mauro Pires

O Mergulho do PCP e Bloco Esquerda

Eles queriam dar um salto. Achavam que estavam a fazer um brilharete espectacular ao lado do Costa. Estavam excitados como miúdos pequeninos que acabavam de receber a sua primeira Playstation no Natal. E foi caso para isso. Ambos sabiam que com 8 e 10% miseráveis nunca na vida chegariam ao poder para pôr boys na  máquina do Estado (vejam onde colocaram o Louçã com ajuda do Costa). Entretanto, claro, no meio de umas reivindicações tiveram de comer camiões de sapos, ora cozidos ora crus, empurrados pela ganância do poder. Mas, azar! Sem saberem estavam a condenar à extinção os próprios partidos dando,  isso sim, um valente mergulho. Que chatice.

Com efeito, o eleitorado não perdoou esta traição. Os partidos que eram da oposição e prometiam justiça social, fim da austeridade, fim dos privilégios dos políticos (lembram-se que aprovaram as subvenções vitalícias?) e fim dos aumentos de impostos estavam sem espinha dorsal ao som da bitola do Costa que, enquanto repunha uns tostões, carregava a fundo em todos os impostos indirectos e criava mais alguns com a ajuda da Mariana, essa economista trambolha que nem a vida sabe governar (todos sabemos que vive da caridade de uma amiga). Não há perdão para hipócritas.

A Mariana na noite eleitoral, nem conseguiu disfarçar a tremenda desilusão que trazia. Afinal a menina “brilhante” do BE não convenceu sequer um minuto com seus “dotes excepcionais” nas finanças com sugestão de impostos sobre tudo e mais alguma coisa que mexe. A Catarina com propostas de mudança de sexos aos 16, homens a engravidar,  transportes só para mulheres, legalização de imigrantes ilegais só com promessa de contrato de trabalho, ataque ao turismo e alojamento local, também não encantou. Afinal que se passa?

É claro que comunista que se preze nunca admite derrotas. Mesmo que esteja a afogar-se nelas. As desculpas cairão sempre sobre outros. Assim, Jerónimo culpou os portugueses por essa opção errada afirmando que se iriam arrepender. E mais, ainda justificou essa derrota alegando uma campanha sistemática de ataque anti-comunista. Não terá antes sido ao contrário? Não terá sido por abertamente ter apoiado o regime da Coreia do Norte, da Venezuela ou Angola? Por ter candidatos que afinal são iguais aos outros e também são corruptos? É que o comunista português diz-se comunista mas na verdade não o é. É uma “espécie de comunista que pensa como socialista-democrata”. Ou seja um ser que mistura ideologias, porque não sabe a origem delas, desconhecem quem foi Marx ou o que é “O Capital”, apenas PENSA que ser comunista é ser o mais à esquerda que os outros, logo PENSA serem os mais “amiguinhos dos pobres”. Mas depois, quando lhe vão ao bolso, quando percebem que apoiam ditaduras, quando os vêm a roubar tanto como aqueles que condenam, já  não se revêm no apoio a esses regimes extremistas. E facilmente fogem para o PS…  social-democrata (sim, o nosso PS é social-democrata).

Porque se em vez de adulterar a História se ensinasse a verdade. Se ao invés de esconder que Hitler era um socialista do partido Nacional-Socialista que levou a sua doutrina ao limite do genocídio humano; que Estaline matou à fome, fuzilados, em campos de trabalho forçado ainda mais que Hitler; que Mao Tsé-Tung matou ainda mais pelas mesmas razões que estes dois e ainda conseguiu pôr o povo a comer seus próprios filhos; que Che Guevara não é um herói cubano mas o ” carniceiro de La Cabana que se vangloriava do prazer de matar a sangue frio; que Fidel foi outro assassino que deixou morrer à fome seu povo para viver como um capitalista; que Chavez e Maduro são ditadores socialistas sem escrúpulos que põem o povo a comer do lixo; que Coreia do Norte é liderada por um comunista que leva ao extremo a ideologia marxista trazendo miséria, fome, medo; que o socialismo trouxe miséria na Alemanha dividida enquanto do outro lado do muro, se prosperava; que o comunismo foi banido dos países onde o povo sofreu às suas mãos, como foi na Ucrânia e está em extinção absoluta no Mundo; que comunismo até hoje só trouxe miséria e fome,  NINGUÉM, mesmo ninguém, quereria jamais apoiar um regime desta natureza. 

Mas se ele ainda persiste (falta saber até quando) é porque o marxismo cultural (aquele que sucedeu ao marxismo do proletariado que fracassou redondamente) com a ajuda do multimilionário Soros que financia estes miseráveis partidos, se infiltrou nas nossas universidades.

E só por isso, ainda não se extinguiram. Mas a História encarregar-se-á de fazê-lo. Seguramente.

via O Mergulho do PCP e Bloco Esquerda — BLASFÉMIAS

Há coisas que não se entende

Todos já nos apercebemos à que tempos o que a esquerda Portuguesa pensa, muitas vezes, que está a falar para burros e carneiros sem chifre que não fazem mal a um boi. A esquerda fala sempre sobre a lógica da batata nunca passa disso. Cria artifícios pirómanos para a comunicação social colocar a circular para enganar o pagode, e assim,”apagar” qualquer notícia menos boa que faça corroer alguma popularidade do tirano Costa.

A esquerda pode chamar tudo a Cavaco Silva: Múmia, esqueleto andante, espantalho, Senhor BPN e acusar sem provas, mas Cavaco não lhes pode dar nenhuma pantufada! Era logo acusado de deselegância, não era digno de ser Presidente da República e todo o conjunto de parvalhices canhotas que os nossos fofinhos inventam. Cavaco tem uma virtude que gosto: Não gosta de políticos profissionais, vestiu a pele de político criando uma espécie de entidade superior a todos eles uma espécie de Primeiro-Ministro ou Presidente da República vindo do povo e não das Castas das cortes de Lisboa.

Cavaco teve as suas virtudes e erros, conseguiu através de uma mudança constitucional aprovar um regime legal favorável à privatização das empresas que tinham sido nacionalizadas pelo PREC comunista de Vasco Gonçalves. Liberalizou a economia portuguesa e reformou as finanças públicas. O País deve-lhe isso, mas também lhe deve o actual Estado gordo na função pública e essa rigidez de despesa pública que logo o PS de Guterres  e Sócrates( Durão Barroso foi mais do mesmo), logo aumentaram o monstro para níveis indomáveis que hoje conhecemos e nos prende as liberdades individuais quer das famílias quer das empresas.

Cavaco deu uma aula na anual Universidade de Verão do PSD( Não gosto de Universidades de Verão de Partidos, um dia explico porquê), e teve o tom que as virgens ofendidas da esquerda normalmente tem, e ainda bem, Cavaco esteve muito bem no conteúdo e ainda melhor na forma. Para se conversar com um esquerdista utilize-se as suas técnicas, não gostam nada, mas a táctica do barulho sempre lhes diminui a bazófia.

Mas falou-se tanto da personagem Cavaco que até se esqueceu do conteúdo, terá Cavaco razão? Vamos a contas:

  1. Cavaco: Críticas ao Governo- “Finge que pia mas é apenas por jogadas partidárias”, e aos partidos da “coligação”, que defendem a saída do euro para “outra galáxia, talvez para a galáxia onde vive a Venezuela”. Ora Cavaco toca neste ponto e muito bem, Costa não ia virar a página da Austeridade? António Costa não criticou Passos Coelho dizendo que este:” Tem obsessão pela Austeridade“. E depois o grande Costa, quando Bruxelas disse que ia impor sanções, não aplicou o plano B das cativações e corte no investimento público? Não existe tanta falta de incoerência e lata nisto?
  2. Cavaco: Críticas em geral a nível interno utilizando referência europeia- ” Esta estratégia contrasta com a verborreia frenética da maioria dos políticos europeus, que não dizem nada de relevante”- Arrisco que Cavaco fale de Macron mas o mesmo não se referiu a ninguém. Ora, Cavaco não pode dizer que os outros tem Verborreia, mas o ex-candidato Presidencial do PCP Edgar Silva pode chamar a Cavaco: “ Múmia sem coração” e Miguel Sousa Tavares a chamar palhaço e múmia igualmente. Cavaco tem que ficar calado, os outros podem lhe bater. Como diz um filosofo da nossa Praça: É DOR DE COTOVELITE.
  3. Cavaco: Fala da revolução socialista e dos devaneios de Hollande, Tsipras e Costa:  “realidade tira sempre o tapete à ideologia”; “A realidade acaba sempre por derrotar a ideologia, e isso projeta-se com uma força tal contra a retórica daqueles que no Governo querem realizar a revolução socialista que eles acabam por perder o pio. Ou fingem apenas que piam, mas são pios que não têm qualquer credibilidade porque não são mais do que jogadas partidárias”.

Vamos a fotos para o facto número 3:

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Jornal Público, Janeiro de 2015

Isto é num cenário utópico tipo Shangri-la ou mundos noutro submundo qualquer… Depois vem a realidade, e é ai que o Costa torce o rabo.

 

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Costa e Tsipras em reunião contra a austeridade. Jornal Económico 2016

Passado um ano, Tsipras inverte o discurso e aplica o novo programa da Troika. Costa tinha acabado de usurpar o poder, estava em fase criança.

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Depois vem Costa, o Orçamento derrapava, havia água no chão e todos se espalhavam, a economia desacelerava. Então, o camaleão mor do reino, disse numa primeira fase mentirosa repulsiva que:” Não era necessário plano B”.

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Fonte: Diário de Notícias, Fevereiro de 2016

Bruxelas avisava que era necessário, eles faziam ouvidos de marcador, estava tudo bem até que o Mundo mudou…

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Expresso; Outubro de 2016

Depois de se rejeitar o óbvio, lá se cativaram(congelaram), 1000 milhões de euros e se colocou o investimento público aos níveis do Estado Novo. Atenção, cortar o investimento público é bom(depende das áreas), mas em geral estamos a diminuir a presença estatal na economia e a libertar os agentes económicos. Mas uma esquerda que sempre encheu a boca com isto e que agora faz precisamente o contrário não tem credibilidade nenhuma em falar dos outros. O País não foi ao fundo, ou esta a ir mais devagar, porque a mixórdia governamental está a governar às direitas e faz muito bem. Cavaco tem razão, tanta incoerência é verborreia a mais, e ainda querem que o Homem sejam mansinho…

Há coisas que não se entende

Mauro Pires