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A irresponsabilidade vai nos sair da pele

Num cenário em que Pedro Passos Coelho continuasse a governar em 2015, como o resultado das eleições legislativas assim o exigia, parte das reformas que o seu governo não fez quer por bloqueios das forças socialistas do Tribunal Constitucional, ou até por força do pragmatismo de resolver primariamente o problema financeiro, restabelecendo assim o normal funcionamento do acesso aos mercados por parte da República Portuguesa e por conseguinte a nossa credibilidade internacional, para depois, num governo próximo, o que não se tinha feito era negociado com um PS que se queria responsável e respeitador do voto do povo português. Aconteceu o que Passos queria, ganhou. Mas não governou, a pedra no sapato  impossibilitou a continuação de reformas estruturantes por parte do seu governo e ditou o fim da implementação das ditas reformas estruturais até porque, o governo Costa governa por paliativos e por remendos, nunca numa visão integrada e estruturada de como o País deve crescer, mas sim como aproveitar a onda de crescimento que já vinha de trás para distribuir rebuçados.

Começa aqui então a diferença entre Estadistas e Estatistas. Entre quem tem uma visão de libertar os portugueses de um Estado sugador e mau prestador de serviços básicos, dando sempre primazia a quem cria riqueza e portanto sustenta o erário público, com um homem que só pensa nas suas clientelas, nos seus amigos, em realinhar as tropas para reconstruir o sonho socialista de transformar o Estado Português de vez numa quase sucessão divina em que o PS é o Partido inimputável e que faz o que quer, passando as culpas para outras entidades que não ele pois este nunca gere uma crise de modo decente. Guterres não geriu o seu pântano, Sócrates chamou o FMI mas logo foi derrotado em eleições legislativas. A direita governa em Portugal com o programa dos outros, sempre com condicionalismos de maior, mesmo que tenha perspectivas programáticas, não as pode aplicar no seu todo pois tem que “limpar a casa”, que outros teimam em sujar.

Um ciclo vicioso e nada virtuoso que dá credibilidade à direita por um lado, pode-se contar com ela para situações difíceis, mas não existe possibilidade de construir um projecto comum e diferente do PS pois o eleitorado que a direita podia conquistar, está anestesiado pelas crises que esta gere e que as pessoas pensam que é a direita que as faz, pois uma coisa é apresentar a crise, outra é gerir uma crise, uma coisa é dizer que te vou ao bolso, outra é ir efectivamente ao bolso. E quando se toca no bolso do povo português, mesmo que não tenhamos culpa do sucedido, a incompreensão aumenta. Tudo devido à cobardia do PS em chegar-se à frente, quando o momento é complicado e ainda por cima causado por ele.

E claro, mais uma vez estamos assistir ao mesmo filme e até com personagens rigorosamente parecidas. Quando grande parte do governo Costa é Socrático, ou ex-ministros de Sócrates e até o próprio Costa foi, no primeiro mandato de Sócrates, temos aqui muita experiência acumulada de como quase falir um País. Caras novas e inovadoras? Zero. Um governo que representa políticas sujas e velhas do passado, com os mesmos vícios que nos vão, desculpem a falta de tacto, entalar a breve trecho. É só olhar para os números desta tabela que vos apresento do Banco de Portugal:

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FONTE: Banco de Portugal, Estatísticas Online

Em 3 anos efectivos de governo Costa e associados, a dívida pública em valores absolutos, aumentou de 231,526 mil milhões de euros para 251,476 mil milhões de euros, quase 20 mil milhões de euros de aumento. Se ouvir, até nos jornais de referência, que a dívida pública baixou, a verdade anda pelo meio. Baixou a percentagem, o rácio, pois o montante de dívida cresce, mas a economia também, o que “come” esse aumento em valor absoluto. O desafio de Mário Centeno e António Costa é explicarem ás pessoas, como estão agora a começar a fazer aos poucos, que quando não há dinheiro tem que se apertar o cinto. Um desafio importante para o PS aferir a sua capacidade de grande partido nacional- Gerir a próxima grande pré-bancarrota causada por si.

Desenganem-se quem pense que a dívida pública descerá, em valores absolutos e de forma sustentada, nos próximos anos, sem uma política orçamental com cortes estruturais na despesa pública e uma economia a crescer de forma saudável. A política de Centeno e Costa é aumentar a despesa para futuro baseando-se sempre numa arrecadação fiscal cada vez maior. Um erro de principiante crasso que nos custará a pele, e que a próxima recessão nos dará as boas vindas em desconstruir o castelo de cartas frágil da dupla mentirosa que temos ao comando, para nossa infelicidade. E, quando essa recessão chegar, a dívida, o grande bolo, estará lá, e estará pronta a galopar em percentagem até ao Evereste.

Dou um conselho final a Costa e Centeno: Peçam conselhos ao Sr. Tsipras, de facto o Syriza é o caminho a seguir, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

João Galamba tem razão, Mário Centeno é Mentiroso!

João Galamba desta vez foi diferente, diferente não porque deixou de ser o mesmo homem que exerce funções públicas de modo medíocre, birrento e por vezes com tiques de autoritarismo à mistura com toques de superioridade moral que não se percebe, uma vez que, mais uma vez, João Galamba, como muitos deputados da Nação, fizeram o percurso do tacho público e nunca trabalhou verdadeiramente na vida, um passarinho, portanto. Galamba fez, no entanto, dos actos mais ponderados do PS este ano, acusou Centeno, sim, Mário Centeno, de um vídeo lamentável- sobre o fim do resgate Grego- onde o Ministro das Finanças parece ler de modo, mais ou menos plastificado, uma cartilha onde diz tudo e de modo contrário a aquilo que este e António Costa defendiam até Abril de 2016: Que a austeridade era o mal, o diabo e o Satanás ao quadrado dos problemas do País.

Galamba não é a personagem mais recomendável para idades abaixo dos 10 anos, defini este limite de idades pelo facto completamente verídico de o deputado Galamba parecer o mexilhão mais estranho da Assembleia, um miúdo completamente desprovido de raiva por dentro e sem qualquer noção do que diz, mas, desta vez, aprecio a coerência do seu pensamento não estruturado, da sua estupidez, de modo mais resumindo. João Galamba usa, abusa e corrobora da sua linha de pensamento anti-austeritária, anti-rigor de contas públicas, e claro, sempre a favor da extorsão do dinheiro dos contribuintes nacionalizando o como dinheiro público, nada que um bom socialista samaritano não saiba fazer. Sim João, desta vez a tua armada de palavras estão correctas no alvo mas incorrectas no conteúdo, mas dá para usar para efectuar as festividades anti-centénicas.

Se Centeno, desta vez, parece o caniche mais bem preparado para defender as austeridades europeias da Sr.Merkel, em plena campanha eleitoral, junto com Costa, as duas abéculas do regime perpetuaram no seu programa eleitoral e pré-programa eleitoral- A tal Agenda para a Década, que foi directamente para a lixeira dos laboratórios do PS- um choque de medidas que incentivariam o crescimento errado e pouco saudável da Economia Portuguesa, com o consumo privado como pilar e choques Keynesianos à mistura. Centeno e Costa, recordo-me como se fosse hoje, acusaram Passos Coelho de cortes nos serviços públicos, que a austeridade de Passos era por mero masoquismo próprio e que este, António Costa rasgaria com Bruxelas e bateria o pé à Europa.

Como os trapaceiros socialistas não tem oposição, fizemos um esforço quase que mínimo para encontrar incoerências num espaço temporal que não é assim tão grande, mas claramente degradante, ter António Costa num dos cargos mais importantes de Portugal irrita  qualquer comum mortal pensante e que tenha um pingo de cérebro. Vamos à incoerência 1), comecemos com Costa!

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Excerto Dinheiro Vivo, 2015. António Costa modo agressivo.

Como podem reparar, António Costa em modo agressivo é um ser completamente desprovido de neurónios, não é que em modo padre seja diferente, mas é só uma observação.

Incoerência número 2), Centeno modo agressivo!

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Dinheiro Vivo, 2015. Centeno modo agressivo.

Mais uma incoerência do reino geringonçal. Passemos para uma coisa mais recente, para um Mário Centeno mais… Pragmático, digamos assim.

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Dinheiro Vivo 2018. Centeno modo padre.

Como eles gostam de gozar com a nossa cara, em 2018 temos esta pérola. Centeno, com a sua cara de esquilo malcriado a usurpar a nossa paciência desde 2015. Sim João Galamba é uma vergonha! Um Ministro das Finanças anti-austeritário por dentro, e austeritário por fora a falar de um “programa de estabilidade com sucesso na Grécia”, em “sucesso da austeridade grega”. Fica a pergunta no ar, António Costa em Janeiro de 2015 disse que o Syriza era o caminho a seguir, isto é, da luta contra a austeridade Europeia. Isso prolongou a Troika em Atenas mais 3 anos resultando em 8 anos de resgate financeiro. Passos mandou a Troika embora em 3 anos. Agora percebo, António Costa sempre do lado da incompetência.

Mauro Oliveira Pires