Não Comas a Sopa com o Garfo, Catarina!

Como diria uma personagem portuguesa bastante genuína e sui generis:” A complexidade da vida faz nos mudar”. Não vamos discutir quanto do calor da Arábia Saudita pode mudar Jorge Jesus, mas, uma coisa é certa, Catarina Martins, o Bloco e o PS não mudam, podem cair os estendais das casas de Alfama, pode a Sagres acabar no Bairro Alto e a Super Bock se extinguir no Norte, mas estas três personagens com ar de desenho animado, diga-se que o pensamento de tais criaturas não tem aplicação nem no Mundo da Patrulha Pata, são três carrascos que atrasam o nosso desenvolvimento económico e até, imagine-se, espiritual(A Catarina com aquelas maquilhagem assusta qualquer alma sem preparação física)!

Além disso, é de elementar importância que as três personagens já referidas, tenham um tratamento hospitalar de qualidade, passo a explicar, num passado recente o Bloco ou a agremiação de esquerda popular da maconha, coloca o seu tom estridente de voz rumo a uma sociedade socialista, fechada, com nacionalizações em massa, tudo do Estado a favor do Estado, em resumo, o Bloco quer alimentar o bebé grande com um biberon cheio de leite que cujo líquido esbranquiçado provém do nosso esforço diário. O Bloco tem um discurso focalizado e assente na inveja, no preconceito e elitismos urbanos com tons de arrogância de quem governa(ou é fantoche), um País.

Mas claro, o conceito esquerdista de qualquer Nação é sempre esse! Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, Catarina fala mal do Alojamento local, Catarina é descoberta com um Alojamento local(e com bolor, que feio menina!). Robles é contra despejos, Robles despeja inquilinos(salvo erro comerciantes), do seu ex-prédio vendido pelo preço que se sabe. Engraçado que tanto Catarina como Robles tem atitude de croquete urbano, da série vamos limitar a tua liberdade individual de ganhares dinheiro, mas nós podemos ganhar, vamos limitar a tua liberdade individual de fazer o que queres e o que bem entenderes, mas são mais capitalistas que o Papa.

O Bloco é uma manta de retalhos, nasceu louco e acabará louco. António Costa aproveitou-se colocou a comunicação social a trabalhar, atacou o bloco e descredibilizou a sua camarada que sustenta o seu governo, nada que Catarina não engula pelo poder e pela sua manutenção aumentando o grau de tachos governativos, mas Costa conseguiu finalmente a sua vingança contra o Bloco, o eleitorado urbano do Partido da maconha pode-se virar para o PS de vês, afinal, se votamos em trapaceiros porque não votar em outros? Aliás, estes sempre são crónicos vencedores e detentores da verdade e hegemonia do poder do avental em Portugal.

Mais uma vez Catarina, a pequena, quando se dá um passo maior que a perna, ficas a comer sopa, é complexo, mas comes, com garfo, é complexo, a vida também o é, só que a complexidade da vida é para adultos, não para protótipos de mentirosos.

Mauro Oliveira Pires

Tolere-se o “empreendedorismo dos políticos de esquerda”. Odeie-se o capitalismo

Está na ordem do dia (calculo eu por cerca de 1 semana pois a indignação tuga tem prazo de validade curta) a polémica em torno do vereador da camara de Lisboa pelo bloco de esquerda, Ricardo Nobles que, depois de adquirir em 2014 um imóvel com a irmã por cerca de 347 mil euros, esse imóvel alegadamente deverá originar uma mais-valia na ordem dos 4,7 milhões de euros. [1]

Casos destes ocorrem diariamente. O que origina então esta indignação tipicamente tuga, que surge a uma sexta-feira em estilo fim de semana onde se espera bom tempo para praia para rapidamente ser esquecida? O facto de que estatistas em geral e, em particular esquerdistas, provarem dia após dia a sua hipocrisia na cara de qualquer eleitor, cidadão, ser humano ou animal (este último caso, caso sejam muito apologistas de que não passamos de bichos).

Vamos indignar-nos mais um bocadinho, tal como no caso do nosso primeiro-ministro, que supostamente terá comprado um apartamento em Lisboa, tendo-o vendido pelo dobro do valor meses depois[2] e cuja surpresa e indignação tuga durou uns míseros dias passando novamente a ser adorado por participar no insípido “5 para a meia-noite” e no Rock in Rio com uma tal banda de rock portuguesa.

Vamos fingir-nos chateados pelo partido comunista português ser o partido mais rico[3] e não pagar imposto sobre a Festa do Avante[4] (impostos paguemo-los nós, otários).

Com papas e bolos se enganam os tolos. Com discursos mesquinhos se enganam as pessoas principalmente quem tem memória curta. As pessoas têm uma memória tão curta que se esquecem de todas as restrições ao turismo em Lisboa e ao adorado/odiado alojamento local lisboeta que, progressivamente, se está a querer implementar[5]. Essa aberração que, no final, tornou apenas Lisboa uma cidade finalmente higiénica de vista.

As pessoas odeiam a especulação imobiliária, as casas caras em Lisboa (mas recusam-se a ponderar ir viver para Amadora, sabe-se lá porquê), os empreendedores estrangeiros que vêm para cá reconstruir Lisboa e tentar ganhar dinheiro com isso (essas bestas quadradas repugnantes) enquanto estamos super ansiosos para receber estrangeiros pobres que irão sobrecarregar o tão rico e cheio de superavits estado social português (e diminuir o nível de criminalidade no país certamente).

Os nossos políticos podem comprar e vender casas para sobreviver pois todos temos que comer (aliás para a política só vai quem abdica de si próprio pelo amor ao país) mas todos os outros são escória societal que teima apenas em gerar riqueza. Coitados dos inquilinos que são despejados pelos proprietários (aliás toda a gente sabe que o verdadeiro dono de um imóvel é o inquilino e não o proprietário) mas já vai longe a indignação pelos mortos e feridos dos incêndios, a miséria do serviço nacional de saúde, a polémica de “tancos” que aparece por vezes em rodapé, as subvenções vitalícias que os políticos recebem logo que começam a caminhar e as despesas de deslocação dos desgraçados que vivem no norte[6] mas que todos os dias se apresentam, sem falta, na Assembleia da República.

Em resumo, vamos lá fingir-nos um pouco de chateados só para parecer que acompanhamos a actualidade. Ficaremos à espera que o Ricardo apareça por aí nalguma festa da aldeia, talvez com uma banda de rancho folclórico para não se confundir com o António Costa, para voltar a ser aceite por todos.

Sara Albuquerque

Fontes Maquiavélicas:

[1] http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/respostas-rapidas-o-que-esta-em-causa-no-caso-ricardo-robles-338671

[2] https://observador.pt/especiais/antonio-costa-comprou-casa-no-rato-e-vendeu-a-pelo-dobro-10-meses-depois/

[3] https://observador.pt/2018/01/02/as-financas-dos-partidos-ou-falidos-ou-quase-na-bancarrota/

[4] http://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/avante-bilhetes-sem-iva-e-lucros-sem-imposto-na-festa-do-pcp

[5] https://www.tsf.pt/sociedade/interior/associacao-alerta-que-novas-regras-no-alojamento-local-prejudicam-investidores-9611394.html

[6] https://observador.pt/2018/05/04/ha-mais-deputados-a-receber-subsidios-por-residirem-fora-de-lisboa-quando-tem-casa-na-capital/