O Problema de Passos Coelho é Viver em Massamá

Tinha que dar continuidade a parte do meu artigo de ontem sobre os actos Parolos do Doutor Costa. Num pequeno pedaço de texto, fiz referência à fúria das oligarquias e dos “narizes empinados”, das Cortes de Lisboa face ao Ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, devido à sua nova condição de Professor Universitário Catedrático convidado do ISCSP. Quando se enfrenta marés e condições atmosféricas complicadas, no nosso caso, no mínimo draconianas face aos nossos problemas macroeconómicos e de finanças públicas, não é só necessário e, repito esta ideia, firmeza, frieza, espírito de sacrifício e abnegação para com o País, é preciso algo mais, é preciso ser Homem, não homem, para se ser Homem temos que ter espinha dorsal, temos que ter um caminho e seguir essa caminho por mais que os sussurros nos digam o contrário.

Passos teve essas qualidades, já muitas vezes falei aqui dele, e vou falar e voltar a repetir o mesmo que digo agora, não por questões de gostar da persona em questão, mas por mera admiração, quando não gostas de alguém quando assume um cargo e vez que ele é completamente diferente de tudo o que já viste até ao momento, fora da caixa, sério, trabalhador mas, acima de tudo, capaz de arrepiar caminho quando os espinhos da crise lhe estragaram outros planos de reforma que tinha em mente. Se esta experiência de governar talvez o Portugal com os maiores problemas estruturais de sempre em 900 anos de História, colocando o País de novo no “Mar” dos respeitáveis, sabendo que a recuperação era com pinças, então sinceramente não sei o porquê de tanta polémica de um Ex-Primeiro-Ministro dar aulas de Administração Pública, tendo o conhecimento intrínseco da questão e não só teórica! Mas igualmente prática.

O problema, será sempre o mesmo, infelizmente para quem não nasceu no berço certo, é do Norte, é retornado(Há portugueses que mantêm ódio de estimação), tem uma casa em Massamá, mas claro, o cerne, o grande problema de todos é que Passos não tirou o Mestrado em Paris, não comeu nas melhores pastelarias, não calça Prada e nem veste Louis Vitton. O ensino da cartilha, corporativista, dos “arranjinhos”, dos “doutorados” em Portugal não gostaram, a competência morde-lhes a razão, a teoria abafa-lhes a inteligência de um comum Mortal.

Perdoa-lhes senhor, eles não sabem nem o que fazem e nem o que dizem.

Mauro Oliveira Pires