O Bruxo de Fafe e o Bloco de Esquerda

A pátria, verdade que só por uns momentos, ficou com as calças na mão quando ouviu Mariana Mortágua e associados a dizerem em uníssono que estavam e passo a repetir:” Preparados para Governar”. O Bloco e os seus camaradas e camarados tem por vezes tiradas destas mas, caros leitores, não levem a mal, Catarina Martins gastava dinheiro com sessões de fisioterapia complementar exótica nos acampamentos do partido, agora gasta em espiões para ter a certeza que não apanha Costa na cama com Rui Rio e vice-versa e claro, como não podia faltar no conjunto de charadas sociais deste partido, as visitas ao Bruxo de Fafe agora são mais frequentes, afinal, Catarina tem que garantir, através da alta Magia, que o seu provável quarto lugar nas próximas eleições legislativas lhe garantam um lugar cimeiro no Olimpo de Costa, onde os frutos crescem ao som da palavra dada e da palavra honrada, sinfonia muitas vezes cantarolada pelo Primeiro-Ministro não eleito nas suas sessões de hipnotismo na Assembleia da República.

Claro que, se formos por aqui, Costa hipnotizou Mariana e Joana, dupla infalível que não come sapos, não os morde de facto, mas engolem-nos tão bem quanto Costa engoliu a austeridade “cativacional” de Bruxelas e Centeno passou a ser o cordeiro manso preferido de Angela Merkel, cordeiro esse que hoje é tenro, maleável e com aquele sorriso amarelo que é tão bem utilizado para dizer que vai ver o Benfica jogar e depois lá cativa mais uns milhões ás escondidas, apresentando de seguida outro sorriso amarelo e de forma convicta e nauseabunda nos diz que a austeridade era passado e a culpa era de Passos Coelho.

Podíamos lançar sal grosso ás criaturas acima mencionadas, mas, nem isso nos vale, valha-nos a santa incoerência das suas próprias palavras, a incoerência de Mariana, Catarina, Joana e dos Camarados adjacentes às senhoras do partido neo-marxista que sempre defendeu os “serviços públicos”, a não “redução do défice” e até o seu próprio euroceptismo. Hoje, as Camaradas e os Camarados aprovam orçamentos que reduzem o défice à boleia do crescimento da economia e da redução dos juros conseguidos por passos, esperam por dividendos do Banco de Portugal para conseguirem receitas extra que lhes cubram os pés, colocam a despesa pública já de si insustentável na sua redução, colocando factores de crescimento acentuados para futuro, deixando a despesa efectiva então rígida e de difícil redução em tempos mais difíceis.

Os Camaradas, os Camarados e a Gerigonça Social Comunista gozam connosco todos os dias, a comunicação social, completamente parcial, está do lado do seu senhor supremo, que o diga o Jornal Público e o Diário de Notícias, António Costa é senhor absoluto do regime, um dos pilares da democracia não escrutina de forma independente o partido que manda nisto tudo. Esta é a nossa maior derrota: Depois de Pedro Passos Coelho ter lutado contra os lobbys e o próprio regime dos amigos e da camaradagem, Costa faz renascer o regime socialista e ainda o reforça. Isto vai acabar mal e para os dois lados, para nós e para eles, pois, quem não sabe fazer contas não aguentará uma crise maior que a de 2007.

Mauro Oliveira Pires

 

Isabel Moreira: As unhas que podiam ser dos pés

Há deputados no parlamento português, ou jardim zoológico, fica a vosso cargo escolher tal charada social, que podiam coabitar junto com espécies altamente exóticas e intrigantes! Jerónimo de Sousa podia coabitar com dinossauros, Catarina Martins com sapos e chinchilas, Galamba com camarões, enfim.. uma enormidade de escolhas sem fim que nos leva por fim à nova espécie rara do Parlamento: Isabel, a Moreira. Moreira não é um nome dinástico, mas podia, não é nome de verniz cor de rosa, mas podia, é sim o nome de uma deputada do PS que podia estar num sub-capitulo de um artigo do esquerda.net sobre acampamentos e introdução a rituais satânicos. Infelizmente é hoje a categoria de deputados que temos a “representar”, o povo português. Digo e admito, Isabel Moreira não me representa, pode representar uma franja do eleitorado do Bloco que gosta rodas humanas de cócoras altamente discutíveis,  mas a mim não.

Obviamente que grande parte da comunicação social divulgou a notícia, ao menos isso, mas não fez disso um escândalo de maior. Repare-se num entalhe importante, se fosse Assunção Cristas- claro que é um cenário imaginativo, a classe da senhora é diferente de outras criaturas- ou outra mulher da direita, ou até um homem que goste dessas aventuras- não censuro- a grândola vila morena estava ao rubro, o Daniel Oliveira do Bloco estava com espasmos emocionais, a Clara Ferreira Alves deixava o “caviarismo” de lado e toca de fazer barulho. Mas não, como é a esquerda bem pensante, “intelectual”, dona da razão e de universos paralelos adjacentes, controladora e influenciadora de muitas redacções, o escândalo é minimizado.

Aliás, para “amantes”, ou pelo menos para a musa mor do reino do nosso ex-primeiro-ministro, aquele que viveu do dinheiro do amigo em Paris, diz o seguinte:

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FONTE: Twitter da Câncio

Como se vê, não existe problema por parte de quem manda nas estruturas de comunicação social  e política. Fernanda Câncio, a distribuidora de sociologias de ciências sociais ocultas, apoia a amiga. O Mundo é colorido, tem vários arco-íris e somos todos iguais. Daí esta gente navegar em águas que nós, comuns mortais comparados com esta gente chique e caviar, não navegamos. A falta de respeito para Fernanda Câncio era um deputado do PSD ou CDS chamar fascista, e com razão, a deputados do PCP,  enquanto que o contrário é mais que frequente e não se pode contra argumentar. Para Câncio, é ainda normal o Primeiro-Ministro tratar a língua portuguesa como trata os chinelos de praia. Pisa. Corre e anda em cima dela.

Daí tanta tolerância ao pintar de unhas- talvez um dia haja aulas privadas para o Dr Costa- se existe uma criatura que nem falar sabe, como querem que a pintura seja alvo de crítica. Afinal, tudo é uma construção social.

Mauro Oliveira Pires

Catarina, vá pregar para Cuba!

Cara Catarina, a propósito da sua intenção de criar uma “taxa Robles”, permita-me que lhe diga o seguinte:

Durante mais de duas décadas geri e criei empresas para descobrir que este país é inimigo de quem empreende. Que maltrata todo aquele que tem coragem de investir. Aprendi que para ter as contas em dia é preciso sacrificar fins de semana, férias e família e mesmo assim todos os meses, andar à rasca porque o Estado é o maior caloteiro que existe na economia do país, tornando-a cancerosa. Que quem não foge aos impostos, tem de andar a pedir  aos bancos porque a carga fiscal é tão alta que fica sem margem para trabalhar. Que o banco público não serve sua função, porque não se interessa em apoiar pequenas e médias empresas, só se interessa pelos créditos habitação e empréstimos aos “Grandes Amigos Empresários” do Sistema a quem abre generosamente cordões à bolsa e depois vai sugar os impostos dos contribuintes. Que ser empresário é andar 24h por dia a se estafar para conseguir financiamento e quando o consegue, será em troco de “um porco por uma chouriça”. Que ser empresário por cá é ser-se masoquista, é ter prazer em andar sempre a mendigar, sempre na corda bamba, sempre a fazer contas para não falhar, tirar salário quando calha e mesmo assim falhar, porque falharam com ele. Para no fim, ver o Estado a condená-lo porque falhou, sendo o Estado o causador do falhanço.

Já criaram o Imposto Mortágua do qual, vós capitalistas caviar hipócritas da esquerda, logo arranjaram forma de se isentar. Agora querem uma taxa Robles depois de colocar vosso património a salvo. Porque não vai pregar vossas “maravilhosas” ideias de criação de impostos  para Cuba ou Venezuela que tanto precisam de “mentes brilhantes” para levantar o país da miséria em que o marxismo os colocou e nos deixa em paz?

Já chega de hipocrisia. Já chega de propostas que penalizam seriamente o país. Já chega de ensaios que faz dos  cidadãos, cobaias da vossa ignorância. Não conhece a lei da oferta e da procura? Não é criando e aumentando impostos que se regula o mercado. É aliviando a carga fiscal, diminuindo burocracias, criando estímulos à economia, estabilidade fiscal,  que se cria riqueza e assim  atrair investimento aumentando a oferta. Com mais oferta os preços baixam inevitavelmente. O Estado no seu papel de regulador até podia dar uma ajuda colocando seu património para habitação mais acessível em vez de o ter a cair de podre e vender depois aos “Robles” deste país a preço de uva mijona. O mercado regula-se a ele próprio quando os “assassinos da economia”, como vocês,  saem da frente. E sim, é  com mais riqueza, cara Catarina, que se combate a pobreza e não ao contrário. Porque sem os investidores, não há empregos, não há casas para vender nem alugar, não há bens para consumo, não há porra nenhuma!

Assuma de uma vez que são uns falhados. Que estão no Parlamento sem perceber patavina do que andam a fazer. Que não estão aí para  trazer prosperidade a esta terra mas antes capturar as pessoas na vossa ideologia opressora que aniquila a liberdade individual para a  transformar  numa sociedade fraca e dependente do Estado, que alimenta a vossa ganância  e garante o vosso poder.

Por isso, Catarina e companhia, façam um favor a esta grande Nação e saiam do caminho! Desapareçam! Usem sabão em vez de taxas para lavar vossa cara suja com o caso Robles. Fica mais barato ao país.

Portugal empreendedor, trabalhador e pró-activo agradece!

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Não Comas a Sopa com o Garfo, Catarina!

Como diria uma personagem portuguesa bastante genuína e sui generis:” A complexidade da vida faz nos mudar”. Não vamos discutir quanto do calor da Arábia Saudita pode mudar Jorge Jesus, mas, uma coisa é certa, Catarina Martins, o Bloco e o PS não mudam, podem cair os estendais das casas de Alfama, pode a Sagres acabar no Bairro Alto e a Super Bock se extinguir no Norte, mas estas três personagens com ar de desenho animado, diga-se que o pensamento de tais criaturas não tem aplicação nem no Mundo da Patrulha Pata, são três carrascos que atrasam o nosso desenvolvimento económico e até, imagine-se, espiritual(A Catarina com aquelas maquilhagem assusta qualquer alma sem preparação física)!

Além disso, é de elementar importância que as três personagens já referidas, tenham um tratamento hospitalar de qualidade, passo a explicar, num passado recente o Bloco ou a agremiação de esquerda popular da maconha, coloca o seu tom estridente de voz rumo a uma sociedade socialista, fechada, com nacionalizações em massa, tudo do Estado a favor do Estado, em resumo, o Bloco quer alimentar o bebé grande com um biberon cheio de leite que cujo líquido esbranquiçado provém do nosso esforço diário. O Bloco tem um discurso focalizado e assente na inveja, no preconceito e elitismos urbanos com tons de arrogância de quem governa(ou é fantoche), um País.

Mas claro, o conceito esquerdista de qualquer Nação é sempre esse! Faz o que eu digo, não faças o que eu faço, Catarina fala mal do Alojamento local, Catarina é descoberta com um Alojamento local(e com bolor, que feio menina!). Robles é contra despejos, Robles despeja inquilinos(salvo erro comerciantes), do seu ex-prédio vendido pelo preço que se sabe. Engraçado que tanto Catarina como Robles tem atitude de croquete urbano, da série vamos limitar a tua liberdade individual de ganhares dinheiro, mas nós podemos ganhar, vamos limitar a tua liberdade individual de fazer o que queres e o que bem entenderes, mas são mais capitalistas que o Papa.

O Bloco é uma manta de retalhos, nasceu louco e acabará louco. António Costa aproveitou-se colocou a comunicação social a trabalhar, atacou o bloco e descredibilizou a sua camarada que sustenta o seu governo, nada que Catarina não engula pelo poder e pela sua manutenção aumentando o grau de tachos governativos, mas Costa conseguiu finalmente a sua vingança contra o Bloco, o eleitorado urbano do Partido da maconha pode-se virar para o PS de vês, afinal, se votamos em trapaceiros porque não votar em outros? Aliás, estes sempre são crónicos vencedores e detentores da verdade e hegemonia do poder do avental em Portugal.

Mais uma vez Catarina, a pequena, quando se dá um passo maior que a perna, ficas a comer sopa, é complexo, mas comes, com garfo, é complexo, a vida também o é, só que a complexidade da vida é para adultos, não para protótipos de mentirosos.

Mauro Oliveira Pires

Todos diferentes, todos liberais

Só nos resta agradecer ao ex-vereador Ricardo Robles por ter demonstrado por actos aquilo em que realmente acredita: num mercado económico livre, sem constrangimentos.

Ainda agora escrevo este artigo de opinião e tenho a certeza que quando o acabar e enviar para o jornal vai estar desactualizado, tal o rebuliço de escandaleiras na última semana. Graças ao bom trabalho jornalístico do Jornal Económico, o Bloco de Esquerda (BE) está na ribalta pelos piores motivos. Temo que até sexta-feira, dia em que o Jornal Económico chega às bancas, descubram que a Catarina Martins vai à tourada e detém 4% de uma ganadaria.

Depois do Roblesgate, já esta semana, foram conhecidos pormenores da participação da líder do BE num negócio de turismo rural na Sabugueira. Vamos esclarecer já isto. Enquanto democrata e liberal sou a favor da economia livre, tenho uma ideia positiva do crescimento de turismo e espero que sectores como este se fortaleçam no meu país. Mas não posso e não vou pactuar com a hipocrisia – um partido que defende leis e medidas tão caricatas e atrasadas como limitar o alojamento turístico a 90 dias por ano nas propriedades, o imposto Mortágua, ou o limite de exploração de sete alojamentos turísticos por proprietário, não pode fechar os olhos aos negócios especulativos dos seus líderes.

Nesta semana horribilis para o BE, a nós, liberais, só nos resta agradecer ao ex-vereador Ricardo Robles. Demonstrou por actos aquilo em que realmente acredita: num mercado económico livre, sem constrangimentos. Agradecemos também a Catarina Martins por trabalhar para o que defendemos há muito, i.e., que uma das soluções para o interior do país passa pela aposta no turismo. Afinal somos o país da Europa do oceano Atlântico, do sol, da boa gastronomia, ainda barato em relação a outros países europeus, e, com a ajuda do BE, quem diria, a caminho de uma política social e económica mais realista.

É provável que ambos não tenham um futuro promissor na ala da esquerda,  mas o liberalismo agradece este apoio inesperado. Por isso, é com pesar que peço a demissão de Catarina Martins. Mesmo tendo em conta a sua inesperada contribuição em prol do liberalismo, não é sustentável que continue a defender e a dar guarida a actos capitalistas desta natureza no seu partido.

Catarina Martins defende que Robles teve um comportamento exemplar ao pedir a demissão. Nisso estamos de acordo. Que o exemplo lhe sirva, seja coerente e siga para a porta de saída. É que isto não é uma cabala da imprensa e da direita, tal como defendeu perante os órgãos de comunicação social ainda há pouco. No fim sobram apenas negócios milionários e muita lata.

E por falar em hipocrisia. Há algum membro do BE que lute contra o turismo que esteja disposto a abdicar de viajar? E com isto refiro-me a viajar para capitais europeias entupidas de turismo como Barcelona, Paris, Londres ou Veneza. Estamos em Agosto. Sejam coerentes pelo menos na silly season.

A autora escreve de acordo com a antiga ortografia.

Sofia Afonso Ferreira

 

Artigo inicialmente publicado no Jornal Económico