Todos com medo do CHEGA

Todos com medo. Jornalistas, “Donos Disto Tudo”, políticos, partidos, avençados, Governo, subsídio-dependentes, oligarcas, os “racistas radicais fascistas” que se dizem anti-radicais e anti-fascistas como a Joacine Katar! Tudo!  As pernas tremem. O nervosismo nem se disfarça.  É porque o CHEGA  é de extrema direita ou coisa que o valha? Não. É porque sabem melhor que ninguém que  vem para acabar com o sistema podre que nos desgovernou  repondo  toda a verdade, transparência e decência que sempre faltou na política portuguesa. Daí o ataque cerrado com conotações abjectas, que sabem serem falsas,  para provocar pavor e insegurança  nos eleitores. Porque o ataque, dizem por aí,  é a melhor defesa: bater “violentamente” primeiro antes de levar uma sova como último recurso para sobreviver. Porque é mesmo disso que se trata: sobrevivência política.

Daí esta palhaçada diária de combate ao CHEGA. Inicialmente pensei que a estória à volta do lugar do deputado Ventura só podia ser mentira. Mas não. Ao ver a notícia estampada em tudo quanto era jornal não restou dúvida alguma:  Telmo Correia do CDS estava incomodado pelo CHEGA ter de passar na frente da sua bancada no Parlamento e  aceitou por isso a sugestão do PEV e PCP que propunham  uma porta (cerrando o corrimão) só para Ventura sair pela lateral. Quando a indignação nas redes sociais se tornou quase viral, veio apressadamente justificar. Antes estivesse calado. A explicação não tem nexo. Se era para poupar o deputado do CHEGA a incómodos, teria perguntado ao próprio se se importava com o caso e ouviria da sua  boca “Estou-me nas tintas para o meu lugar” . A outra alegação de que não se sentia confortável com um deputado de outro partido no meio do CDS “ouvindo” as trocas de opinião entre eles, também não colhe. Qualquer lugar,  no limite entre partidos, a menos que esteja dividido por uma parede – de preferência isolada do som – , coloca sempre esse deputado numa situação limítrofe de proximidade inevitável.

A agência Lusa do Boaventura dos Santos quis saber o que pensavam  os partidos residentes  – alguns já com “raízes até ao núcleo da Terra” – e novos sobre a entrada do partido da “extrema-direita” no Parlamento. Sim, leu bem,  a Lusa também conota o CHEGA de “extremista radical” dando uma ajudinha à mentira propagada. Curioso. Não me lembro de que tenham feito o mesmo com (mais uma) entrada de radicais de esquerda – estes sim, verdadeiramente extremistas –  do Livre. Mas adiante. Dizia eu, que foram então questionados os “senhores deputados” do PS, PSD, BE, PCP, CDS, PAN, CDS, PEV, Iniciativa Liberal e Livre sobre se essa entrada era  um desafio ou uma ameaça. O PCP, PSD, e CDS remeteram-se ao silêncio. O PSD e CDS em silêncio. Sim, porque não podiam simplesmente dizer a verdade, por exemplo: “não nos sentimos nada ameaçados porque o  CHEGA é apenas um partido de verdadeira direita, não é de todo extremista”. Mas não. Fizeram silêncio. Um silêncio que diz muito.

O BE fazendo jus à sua habitual desonestidade intelectual usaram argumentos falsos com a velha lengalenga do costume colando Ventura ao apoio aos cortes nos salários e pensões de Passos que na verdade, estamos “carecas” de saber que foram de Sócrates;  da xenofobia que não existe  numa única linha no programa do CHEGA  nem de nada de extrema direita porque se assim fosse o Constitucional não o aprovaria.

A IL respondeu que “A Iniciativa Liberal distancia-se de todas as forças que usem estratégias identitárias para afirmação política”. Acontece que o CHEGA é acima de tudo personalista logo não há razões nenhumas para esse distanciamento e poderia tê-lo dito sem medo. Mas não.

A deputada do Livre – Deus nos livre de tal criatura que encarna o ódio –  afirmou que “não há lugar para a extrema-direita no parlamento” (claro que não, isso é anti-constitucional), salientando que o seu partido será “a esquerda anti-fascista e anti-racista” mas esqueceu-se de dizer à Lusa que é uma racista  radical assumida, contra brancos e que pertence a um partido extremista de esquerda radical (esse sim ainda não é proibido na nossa Constituição) que organizou uma manifestação contra a entrada do CHEGA no Parlamento, democraticamente eleito como ela. Ainda nem sequer aqueceu o lugar e já é ditadora.

No lugar do Ventura não me importaria nadinha com isto. Seria com imenso orgulho que representaria o maior grupo de portugueses: o povo. Falaria do episódio da porta  sem complexos lembrando que só os grandes líderes  têm este privilégio de ver um Parlamento inteiro incomodado com sua presença. Bravo André!

Não importa por onde se entra, importa é estar no Parlamento, chegar onde todos diziam ser impossível e principalmente  através dos votos do povo português que disse claramente  “chega!”  ao sistema corrupto existente.

Só falta saber quem vai usar a dita porta daqui a 4 anos. Aguardemos.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

O “segredo” de André Ventura

Não tem papas na língua. Não é politicamente correcto. Está-se pouco lixando para os Focus Group. É intuitivo. É assertivo. É contundente. Sabe comunicar.  Chega a todos. Não é elitista. Não tem medo da verdade. Defende rigorosamente suas convicções. Toca em todas as feridas do país sem receios. É determinado. É teimoso. É genuíno. Sabe liderar. Eis o segredo de André que personifica o CHEGA.

Não é por acaso que todos lhe têm medo. Uma pessoa assim, no Parlamento, de facto,  é assustador. Pior: abre as portas, caso seja bem sucedido, para que entre mais gente do mesmo calibre. O problema? Simples: vai ser o começo de uma oposição forte ao regime que nos desgovernou por mais de 44 anos. É a semente que vai germinar e reproduzir-se de tal modo que vai provocar a médio prazo a implosão do sistema que criou  políticas erráticas que conduziram à maior corrupção de que há memória neste país. Será o início do fim de uma era de hegemonia socialista que arruinou a nossa economia e que, como todos sabemos,  está apenas segura por pinças da UE ( não fosse isso já teríamos colapsado há muito tempo).

Eu sempre disse a quem me quis ouvir – inclusivamente a alguns  membros da Direcção do partido – que o CHEGA entraria no Parlamento pelo menos com um deputado. Há muito tempo que avisava quem o desdenhava que pusessem os olhos nele e seguissem seu exemplo em vez de o  achincalhar. Avisei que nunca se deve menosprezar os adversários mas antes, observá-los e analisá-los  com atenção para identificar o que fazem de bom e tentar superá-los. Mas, ninguém me quis ouvir. Na organização onde me encontrava, desde o Congresso até à minha saída, falei para a parede quando disse que  era urgente corrigir a trajectória  porque o abismo estava mesmo ali à espreita. Não adiantou de nada. E eu, mais uma vez acertei em cheio.

O problema dos intelectuais que andam na política é mesmo esse: não entendem o segredo por trás da popularidade. Todos pensam que tem a ver com palavras eruditas contidas num discurso pomposo (que quase só de dicionário ao lado e manuais sobre economia conseguem ser entendidos), politicamente correcto, que agrada a todos e quando não agrada, tem flexibilidade suficiente para se contorcer até agradar. E quando vêem alguém com uma  mensagem mais simples, mais transparente, mais assertiva, mais forte, mais abrangente, ficam atónitos e perguntam-se: como foi possível aquela pessoa tão “básica” chegar a tanta gente? Não percebem porque para se perceber tem-se de ser genuinamente do povo ou ter pelo menos vivido com ele ou perto dele.

O “fenómeno André” é o mesmo que o meu. Cronista no Blasfémias há pouco tempo, sou a que se mantém no pódio das mais lidas. Não é porque sou a melhor. É apenas porque sou a única que consegue chegar a TODA a população. Porquê? Porque os temas que escolho são os que preocupam a maioria dos portugueses; porque quando desenvolvo os temas não tenho medo de tocar nas feridas porque também são minhas; porque não tenho nenhum tema tabu; porque uso linguagem do povo e não há ninguém que, do mais formado até ao que tem menos instrução, que não me entenda; porque pertenço à maior classe do país – o povo – e por isso são milhões a identificarem-se com o meu dia-a-dia de dureza no trabalho, o meu percurso familiar e profissional, os meus fracassos e sucessos. E isto não se aprende na escola. Aprende-se com a vida aqui no fundo da pirâmide.

Por isso André chegou até aos comunistas (que nunca o foram apenas foram iludidos) porque mensagens fortes sobre a realidade escondida do país, faz abanar toda a gente.

Se não se perderem na sua identidade, nas próximas eleições legislativas serão um fenómeno igual ao VOX espanhol que já ultrapassou o Ciudadanos. Não tenho quaisquer dúvidas disso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias