Pimenta no cu dos outros é refresco

A geringonça social comunista, com iniciativa do BE e do PCP, conseguiu agravar a taxa do imposto municipal sobre imóveis(IMI), de 1% para 1,5% para imóveis com valor superior a 2 milhões de euros. É mais um prego na asfixia fiscal de António Costa. A Geringonça continua a olhar para o plano orçamental como um menu, uma espécie de carta de intenções ás eleições legislativas de 2019, onde tenta não agitar as águas para passar calmamente sobre elas, sempre com um mordomo ao lado com guarda-chuva-Rui Rio- e outros seres mais pequenos mas igualmente cúmplices do próximo pântano orçamental. Com isto, Costa faz de Marajá Mor do reino, o gestor político primordial do regime, onde todos tem que obrigatoriamente passar para serem “ouvidos” e serem “alguém”.

O IMI é talvez dos impostos mais injustos- como se o imposto em si fosse justo- que a fiscalidade portuguesa tem. É o imposto que vem depois de todos os outros. O problema é que todos nós- calma, nem todos- temos que o pagar, uma vez que o seu não pagamento implica ter problemas com a autoridade que se sabe, que tem os poderes que tem e que a PIDE hoje teria um orgulho enorme em bater palmas. Quem não o paga chama-se PCP, BE, PSD, PS e CDS(entre outros partidos menos relevantes), claro que tudo dentro da legalidade e, como se sabe, a lei assim o permite. Permite mas de modo errado, há partidos com um património imobiliário extenso, alargado, que depois manda tributar o património dos outros sem tributar o seu primeiro, chama-se a isso hipocrisia.

O PCP é o partido mais rico do País, o que pode ser visto de vários prismas do ponto de vista financeiro. É o partido com maior capital próprio, ou seja, todos os activos que detém em balanço(podemos designar activo de modo muito simplista como o conjunto de direitos que a empresa tem e que se espera que estes gerem valor para futuro, como um prédio por exemplo), subtraídos ao passivo( ou seja todo o conjunto de obrigações, portanto dividas, que este tenha e que no futuro faça com que haja saída de dinheiro da sociedade quando é saldada), fazem com que o património líquido do PCP seja o maior dos três partidos. Além disso, é o partido que detêm o maior activo de todos os partidos, dos quais se destaca uma rubrica muito interessante que se chama activos fixos tangíveis e que podem ver abaixo na foto:

Balanço PCP
FONTE: Tribunal Constitucional, contas anuais dos partidos

Um activo fixo tangível representa isso mesmo- algo tangível, que se pode tocar, portanto se comprarmos um apartamento ou um prédio, isto sempre na óptica empresarial, isto é registado como activo tangível em balanço. Portanto, maior parte do activo tangível do PCP é património imobiliário. E, se formos rigorosos, nem todo o património imobiliário do PCP tem um valor individual acima dos 2 milhões de euros, mas com certeza aquele prédio que tem na Avenida da Liberdade vale isso, e é uma pena que não pague imposto, é sempre menos receita que o PCP não contribui para ajudar, por exemplo, os pobres que tanto fala e tanto esperneia e grita.

Ser hoje camarado ou camarada do PCP, é difícil, admito que tenho pena dos militantes do PCP que não saibam que fazem parte de um partido que quer ser “justiceiro” tributando o património dos outros não olhando para o seu e para os 14,7 milhões em imóveis que tem em balanço no final de 2017. Sim Jerónimo, pimenta no cu dos outros é refresco.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Trump e Kavanaugh – O insistente ódio da esquerda pelo resultado legítimo das eleições

A esquerda enlouqueceu. É evidente que a política do histerismo prevalece nos dias de hoje. Pilares da cultura ocidental como “inocente até prova em contrário” deixaram de ser levadas a sério, são desrespeitadas e aceites pela classe política. Os media impulsionam essa visão e a opinião pública assiste serena e desinteressadamente.

Kavanaugh é o problema? Não. Brett Kavanaugh tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou a escolha de Donald J. Trump, actual presidente dos Estados Unidos da América, para o Supremo Tribunal do país.

Donald J. Trump é o problema? Não. Donald J. Trump tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou um rival digno de preocupação pela esquerda norte-americana (e mundial, confessemos) e, ainda por cima, depois de ter ganho as eleições de forma legítima. Trump permanece um problema por não existirem provas por se ter imiscuído com os russos mesmo depois das intensas investigações que se têm desenvolvido. Acreditem: com o nível de obsessão em derrubar Trump, se houvesse algo para incriminá-lo, a situação já teria sido divulgada.

O que resta então? A partir do momento em que não existe nada que possa derrubar de forma efectiva a integridade de alguém, resta apenas esfuracar os podres da vida pessoal de cada um como debruçarmo-nos sobre a flatulência da pessoa do tempo em que era jovem.[1]

No caso de Kavanaugh, antes do tema da flatulência ser levado para discussão, apareceram senhoras, quase 40 anos depois dos alegados acontecimentos, a falar de assédio e violações que terão ocorrido em festas onde aconteciam gang rapes às quais compareceram diversas vezes (porque não?). Onde aconteceu? Não se lembram bem. Como aconteceu? Não se lembram bem. Quando aconteceu? Não têm memória. Culpado até prova em contrário. Elas falam e a sociedade é obrigada a acreditar.[2]

No caso de Trump, surgiu anos depois do acontecimento, uma porn star (o epítome da elegância e credibilidade feminina) a falar da sua experiência sexual quando ele era já casado com Melania. Foi assediada? Não. Foi violada? Não. Foi cumprido o requisito monetário em recompensar profissionais do sexo após a sua performance? Foi. Qual o problema em causa? A credibilidade e a integridade da pessoa que ocupa o lugar mais importante da política norte-americana, num acto que ocorreu quando ele já era casado com a actual Primeira Dama. Vejamos então a particularidade da questão: isto ocorreu quanto ele era já Presidente? Não, aconteceu antes, o que remete a questão para algo da índole pessoal, da pessoa em causa e, por conseguinte, do casal. Houve crime ou algum tipo de ilegalidade do acto? Não.

Vejamos, então, com alguma intensidade intelectual, a verdadeira dimensão do ridículo: Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos da América, teve diversos casos extraconjugais durante a sua vida, nomeadamente durante o seu mandato como presidente. Dentro da Casa Branca, com pessoas onde o consentimento das mesmas é colocado em dúvida. Bill Clinton continua hoje como uma figura de relevo no Partido Democrata, partido esse que luta pela defesa das mulheres que, alegadamente, se sentiram assediadas ou violadas por Kavanaugh. Decerto que Monica Lewinsky conseguiria dar melhores detalhes do sucedido do que Ford sobre Kavanaugh.

O objectivo não é a protecção das mulheres nem descobrir a verdade. O objectivo é descredibilizar um homem que a esquerda abomina por não conseguir controlar. Não pertences ao gang, é para eliminar. Não se pode perder o controlo sobre as instituições se a própria ideologia assenta no domínio das instituições e na centralização da sociedade.

No artigo da Sovereign Nations “Anti-Kavanaugh, Anti-Trump Money Trails” conseguimos perceber o rasto do financiamento que viabiliza estas iniciativas: George Soros (Imagine my shock).[3]

George Soros, através da Open Society Policy Center, financia a organização Sixteen Thirty Fund que, por conseguinte, financia o grupo “Demand Justice”. Este grupo está inteiramente dedicado em evitar que o juiz Brett Kavanaugh seja confirmado para o Supremo Tribunal.[4]

Não estamos perante meras acusações. Estamos perante um projecto organizado, com objectivos delineados e com financiamento alargado para levar a cabo a destruição da imagem e da vida pessoal e profissional de um homem que, até ao presente, era imaculada.

Tal como diz Lindsey Graham aos esquerdistas, na sua magnífica defesa de Kavanaugh, “You all want power. God, I hope you never get it. I hope the American people can see through this sham.”[5]

A esquerda não respeita o resultado das eleições. O resultado das eleições é apenas respeitado se a esquerda vencer. Falamos do caso português?

Trump ganhou as eleições e Kavanaugh foi nomeado por Trump conforme previsto. No entanto, tal não pode ser aceite. Porquê? Porque vai contra o que a esquerda quer: controlo total.

Existe uma guerra cultural. Existe uma guerra que não está a ser travada com armas. Enquanto não ganharmos consciência disto, a esquerda poderá vencer, devagar devagarinho, e conquistar aquilo que para nós é ou era basilar – p.ex. inocente até prova em contrário. Neste momento, temos ainda os conservadores norte-americanos. A estes só me resta dizer, may God be with you.

 

 

[1] Business Insider, “Kavanaugh goes back and forth with Democratic senator about strange setails in high-school yearbook, including references to beer and “flatulence”, 27/09/2018

[2] American Enterprise Institute, “Brett Kavanaugh fights back”, 28/09/2018

[3] Sovereign Nations, “The Anti-Kavanaugh, Anti-Trump money trails”, 24/09/2018

[4] The Daily Caller, “Soros-Linked Group will spend millions to stop Kavanaugh”, 15/07/2018

[5] Fox News, Youtube, “Graham slams Democrats, vigoroulsy defends Kavanaugh”, 27/09/2018

Tolere-se o “empreendedorismo dos políticos de esquerda”. Odeie-se o capitalismo

Está na ordem do dia (calculo eu por cerca de 1 semana pois a indignação tuga tem prazo de validade curta) a polémica em torno do vereador da camara de Lisboa pelo bloco de esquerda, Ricardo Nobles que, depois de adquirir em 2014 um imóvel com a irmã por cerca de 347 mil euros, esse imóvel alegadamente deverá originar uma mais-valia na ordem dos 4,7 milhões de euros. [1]

Casos destes ocorrem diariamente. O que origina então esta indignação tipicamente tuga, que surge a uma sexta-feira em estilo fim de semana onde se espera bom tempo para praia para rapidamente ser esquecida? O facto de que estatistas em geral e, em particular esquerdistas, provarem dia após dia a sua hipocrisia na cara de qualquer eleitor, cidadão, ser humano ou animal (este último caso, caso sejam muito apologistas de que não passamos de bichos).

Vamos indignar-nos mais um bocadinho, tal como no caso do nosso primeiro-ministro, que supostamente terá comprado um apartamento em Lisboa, tendo-o vendido pelo dobro do valor meses depois[2] e cuja surpresa e indignação tuga durou uns míseros dias passando novamente a ser adorado por participar no insípido “5 para a meia-noite” e no Rock in Rio com uma tal banda de rock portuguesa.

Vamos fingir-nos chateados pelo partido comunista português ser o partido mais rico[3] e não pagar imposto sobre a Festa do Avante[4] (impostos paguemo-los nós, otários).

Com papas e bolos se enganam os tolos. Com discursos mesquinhos se enganam as pessoas principalmente quem tem memória curta. As pessoas têm uma memória tão curta que se esquecem de todas as restrições ao turismo em Lisboa e ao adorado/odiado alojamento local lisboeta que, progressivamente, se está a querer implementar[5]. Essa aberração que, no final, tornou apenas Lisboa uma cidade finalmente higiénica de vista.

As pessoas odeiam a especulação imobiliária, as casas caras em Lisboa (mas recusam-se a ponderar ir viver para Amadora, sabe-se lá porquê), os empreendedores estrangeiros que vêm para cá reconstruir Lisboa e tentar ganhar dinheiro com isso (essas bestas quadradas repugnantes) enquanto estamos super ansiosos para receber estrangeiros pobres que irão sobrecarregar o tão rico e cheio de superavits estado social português (e diminuir o nível de criminalidade no país certamente).

Os nossos políticos podem comprar e vender casas para sobreviver pois todos temos que comer (aliás para a política só vai quem abdica de si próprio pelo amor ao país) mas todos os outros são escória societal que teima apenas em gerar riqueza. Coitados dos inquilinos que são despejados pelos proprietários (aliás toda a gente sabe que o verdadeiro dono de um imóvel é o inquilino e não o proprietário) mas já vai longe a indignação pelos mortos e feridos dos incêndios, a miséria do serviço nacional de saúde, a polémica de “tancos” que aparece por vezes em rodapé, as subvenções vitalícias que os políticos recebem logo que começam a caminhar e as despesas de deslocação dos desgraçados que vivem no norte[6] mas que todos os dias se apresentam, sem falta, na Assembleia da República.

Em resumo, vamos lá fingir-nos um pouco de chateados só para parecer que acompanhamos a actualidade. Ficaremos à espera que o Ricardo apareça por aí nalguma festa da aldeia, talvez com uma banda de rancho folclórico para não se confundir com o António Costa, para voltar a ser aceite por todos.

Sara Albuquerque

Fontes Maquiavélicas:

[1] http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/respostas-rapidas-o-que-esta-em-causa-no-caso-ricardo-robles-338671

[2] https://observador.pt/especiais/antonio-costa-comprou-casa-no-rato-e-vendeu-a-pelo-dobro-10-meses-depois/

[3] https://observador.pt/2018/01/02/as-financas-dos-partidos-ou-falidos-ou-quase-na-bancarrota/

[4] http://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/avante-bilhetes-sem-iva-e-lucros-sem-imposto-na-festa-do-pcp

[5] https://www.tsf.pt/sociedade/interior/associacao-alerta-que-novas-regras-no-alojamento-local-prejudicam-investidores-9611394.html

[6] https://observador.pt/2018/05/04/ha-mais-deputados-a-receber-subsidios-por-residirem-fora-de-lisboa-quando-tem-casa-na-capital/

 

O CONSERVADORISMO “É UMA CENA QUE NÃO ME ASSISTE”

O Rui Albuquerque, por quem confesso enorme estima pessoal e intelectual, re-publicou no mais activo e estimulante grupo de debate, no FB,  sobre o Liberalismo em Portugal

um texto intitulado

Liberais e Conservadores

 

fazendo aqui uma análise sobre a harmonização destas duas correntes de pensamento político, leitura que recomendo e que modestamente concluí com uma síntese de 2 pontos:

  1. Que o conservadorismo se tem aproximado crescentemente do liberalismo;
  2. Que o liberalismo não só tem beneficiado como poderá beneficiar ainda mais se se aproximar do “realismo político conservador”.

Este texto surge, tanto quanto percebi, de uma troca de mimos entre os mais ilustres membros do Lib_em_PT: o CGP, o JPS, o VC, o AM, o HF, (e outros, que me desculpem,  mas esgotaram-se-me as siglas).

Para um libertário, esta discussão é “ ouro sobre azul” e a conclusão do Rui A. é mais um inestimável contributo para a razão de existir de uma corrente de pensamento, claramente de direita, que defende os valores: Vida, Liberdade e Propriedade, mas rejeita os valores sociais adquiridos, ou valores sócio-culturais ou ainda a personalidade-de-base-social, conforme tenhamos por referência Myers, Sawaya ou Strey.

Sendo certo que o conservadorismo nos pretende fornecer o escudo imunológico que visa a preservação da cultura ocidental, de valores judaico-cristãos, que nos dota dos valores éticos que guiam a nossa cultura e comportamento dito ocidental – que indubitavelmente queremos preservar por não reconhecermos qualquer outra alternativa válida (nem sequer melhor, antes simplesmente, válida) – não será por isso, apesar de muito, que se fará o frete de branquear o conservadorismo.

Para que fique claro: quando me refiro ao conservadorismo, não me refiro ao conservadorismo socialista protagonizado pelo CDS:

– o da defesa da CGD e da RTP públicas:

-das rendas acessíveis à classe média nos imóveis a construir na Feira Popular de Lisboa;

-dos subsídios ás empresas que se localizem no interior e respectivas isenções de portagem;

-da redução da TSU para os produtores de carne de porco, etc., etc.-

não, isso são minudências de um Partido que diz defender os contribuintes no seu discurso mas que está sempre disponível para encontrar uma solução que garanta o escoamento da arrecadação fiscal – e, raramente disponível para apresentar propostas de corte sério de despesa de forma a propiciar a redução dos impostos a cobrar. O Governo de Passos Coelho, poderá muito bem ser caracterizado, no futuro, como a grande oportunidade perdida de se fazer tal Reforma, porque o incumbente, o seu Vice e parceiro de coligação, se mostrou totalmente incapaz de articular um plano minimamente consistente para que ela se realizasse.

Esse é o conservadorismo nacional, de compromisso, com lugares a preencher no Parlamento e mais disposto a implementar uma agenda socialista que lhe assegure popularidade do que a defender os valores liberais.

Não era certamente a este conservadorismo que o Rui se referia!

O branqueamento que quero aqui  tratar concerne a um outro conservadorismo:

-âquele que durante séculos aceitou como natural a escravidão de seres humanos e que depois, até 1741, só considerou “injusta” essa forma de propriedade se o escravo fosse cristão;

-àquele que durante séculos recusou o direito de voto das mulheres, conseguido, em Inglaterra, em 1918 contra os liberais e conservadores e apoiado pelo Partido Trabalhista britânico;

-àquele que durante séculos julgou que o casamento inter-racial era nocivo para a saúde (social, mental e genética) da população e que só viria a ser legalmente admitido em 1964, por um decreto do POTUS L.Johnson e contra a vontade dos republicanos;

-àquele conservadorismo que se revê na célebre encíclica “Humanae Vitae”, de Paulo VI, 1968, que proíbe o uso da pílula como método.anti-concepcional.

-àquele conservadorismo que continua a opôr-se a liberdades individuais, como o casamento homossexual, adopção por casais homossexuais, interrupção voluntária da gravidez, gestação de substituição, etc.

-finalmente, àquele conservadorismo que sabe o que me convém e que químicos posso ingerir, desde que homologados pela OMS e nas proporções prescritas em receita médica.

Pois este conservadorismo, “é uma cena que não me assiste!”

E “não me assiste” por uma razão simples. Com a persistência em se colocar no lado errado da evolução histórica da humanidade, cede, tem cedido, território grátis à esquerda.

A esquerda tem usado as liberdades individuais como arma de arremesso na luta política contra os valores conservadores e tem ganho a maioria delas – perdão,  tem ganho TODAS!

Depois, e em jeito de espólio, vai-nos cobrando as conquistas obtidas. Com a extorsão das liberdades económicas – que temos imbecilmente pago, sem tugir nem mugir.

E é isto que o Partido Libertário pretende inverter.

De uma forma simples, a filosofia libertária defende “a liberdade de perseguir a felicidade individual, respeitando o mesmo direito a todos os outros” nos termos de Ayn Rand ou o “direito de ir para o inferno da forma que mais lhe agradar” segundo David Friedman mas sem abdicar, nunca, da Economia de Mercado Livre e da Propriedade Privada.

Significa isto o abandono da ética que os nossos avós nos transmitiram? Não. De todo! aqui com Edmund Burke “Para que o mal triunfe é necessário que os homens de bem não reajam!” A civilização ocidental poderá dispensar as confissões, comunhões, missas e missões,  eucaristias e procissões – e tem-no feito de forma esmagadora – não o reconhecer é sintoma de mitomania!

Contudo, o cunho judaico-cristão que formou a nossa sociedade, perdurará muito para além de se terem extinguido os últimos ritos católicos e judeus – A ética que os 10 Mandamentos nos impõem continuará a persistir enquanto formos capazes de transmitir os nossos valores, com ou sem prática religiosa, aos nosso filhos. Só assim, nos continuaremos a rever numa civilização que identificamos como nossa.
(Se bem que eu, pessoalmente, desconfie que o IX Mandamento : ”Não consentirás pensamentos nem desejos impuros” só se manterá para que o seu número total se mantenha igual ao número de dedos das mãos….)

Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

OOOHHH TOMMY TOMMY, TOMMY TOMMY, TOMMY ROBINSON!

Oh Tommy, perdão,

Caro Stephen Lennon,

Tens certamente consciência de que o mundo te vê como (riscar o que não interessa):

Um hooligan;

Um neo-nazi;

Um ultra-nacionalista;

Um activista de extrema direita;

Um dos fundadores da English Defense League;

Um jornalista abaixo-de-cão;

Pois, provavelmente serás isso tudo. Contudo, Tommy, acho que és muito mais do que isso. És alguém que:

  1. Percebeu que o quran (que no meu acordo ortográfico se escreve com minúscula) que o quran, dizia, é incompatível com aquilo a que chamamos de “civilização ocidental” – e aqui estou contigo;
  2. Se enoja com a protecção que os políticos têm dado aos islâmicos nomeadamente na protecção da sua identidade cultural nos maiores crimes que se têm verificado no continente europeu – e aqui enojo-me contigo;
  3. Se recusa que haja espaços da tua “old Albion” vedados à lei e à acção policial e te envergonhas da heroicidade dos polícias que, ao mesmo tempo que aceitam que há “no-go zones” não hesitam em malhar em manifestantes pacíficos – e aqui envergonho-me contigo;
  4. Chama os “bois pelos nomes”, a uns bois, que violam meninas em grupo, chamas “gang rapists” e, a outros bois, que, em consequência, as matam chamas “scum bastard killers” – e aqui acho que és demasiado moderado;
  5. Tem exercido o seu dever de cidadão de exigir uma resposta adequada à ameaça que esta “diversidade” explosiva tem significado para a segurança dos cidadãos – e aqui acho que estás a ser muito razoável: é o mínimo que podemos exigir dos nossos eleitos;
  6. Tem exposto a dualidade de critérios dos tribunais que fazem julgamentos sumários condenando por “perturbação de audiência” a quem está a filmar no EXTERIOR – e aqui, Tommy, “prá granda puta que pariu” a Suas Excelências Reverendíssimas que tanto se perturbam com minudências e tanta indulgência mostram com a escumalha com que tens de conviver;
  7. Foi preso com a acusação de “perturbação de ordem pública” e depois condenado por “perturbação de audiência” com a agravante de “desrespeito de ordem de tribunal” cuja pena se encontrava suspensa – e aqui, só me surpreende que esta condenação de 13 meses seja possível sem a presença do advogado que pediste.
  8. Simboliza a liberdade de expressão – aquela liberdade que só faz sentido para dizer coisas desagradáveis, irritantes e até erradas, porque para dizer melodíosias e frases politicamente correctas não é precisa liberdade nenhuma. E aqui, estou e estarei sempre contigo, na defesa do teu direito de seres um “granda maluco” e dizeres tudo quanto te der na real gana. O direito de pensamento e expressão é sagrado neste nosso hemisfério e não haverá sharia nem rolha alguma que o silencie. Isso seria desonrar o longo caminho que os nossos, especialmente os teus, antecessores percorreram.

OOOHHH TOMMY ,TOMMY , não esqueceremos nunca a frase de John Locke (1632):
“The end of law is not to abolish or restrain, but to preserve and enlarge freedom”

TOMMY , TOMMY , não nos renderemos nunca a esta corja de novos pensantes que nos pretendem endoutrinar.

TOMMY ROBINSON em suma: és só um gajo com os tomates no sítio (pardon my inglish) no meio de eunucos.

GOD BLESS YOU TOMMY.

 

Na Política Não Há Equívocos

Cuidado Portugal. Estamos a ser alvos de uma encenação digna de vários Pulitzers e Oscars ao magote.

Vou ser claro: na política não há nada que aconteça por acaso, e neste Partido Socialista, nada acontece que não passe pelo crivo do António Costa. Alias, nada acontece que não seja aprovado pela oligarquia que sustenta a atual “solução” política e mantém os outrora cães raivosos da extrema esquerda, dóceis e no colinho do Costa.

Por isso se há quem desconfia neste teatro todo à volta da repentina purga do Sócrates, da virgindade ofendida deste mesmo e do seu abandono do Partido que ele tornou sua quenga, se há quem ache isto tudo muito conveniente, é porque é.

Há razões para ter escolhido este momento, e tudo tem a sua sequência de eventos:

  1. Aproveita-se o caso Pinho para tornar este numa espécie de Maddoff: vamos atrás do banqueiro, desde que não seja demasiado grande. Anda-se a investigar o Salgado, mas já lá vamos.
  2. O PS cai em cima do Pinho, anexando ao mesmo assim por acaso a estrela da Operação Marquês, mas sem entrar em detalhes. Têm vergonha, como as crianças que são apanhadas com a mão nas calças. O PS assim tenta limpar a sua imagem, com mais de um ano à frente para fazer campanha eleitoral para uma maioria absoluta e não tem de se preocupar (pelo menos não muito) das imagens do julgamento da Operação Marquês em pleno ciclo eleitoral. Um PS com maioria absoluta no parlamento orquestrado pelo “linchamento” de um “pobre provinciano” que ousou ser PM há muito tempo. Costa, Santos Silva, Galamba e companhia são políticos sem escrúpulos, são alunos do Maquiavel, e para eles a única coisa que lhes interessa é agarrar com unhas e dentes o poder. Não comprem o que o sonso do Costa vos tenta vender ao dizer que “foi apanhado de surpresa”. O mesmo Costa que em véspera de um Congresso manda SMSs para pôr as tropas em ordem, agora é apanhado na curva por um dos seus braços direitos? Não me lixem…
  3. O Sócrates ganha muito, mas mesmo muito ao demitir-se. Leva uma “sova” encenada e ocupa vários ciclos mediáticos que como sabemos é o principal objectivo do seu “vaidoso” ser. José Sócrates consegue mais uma vez fazer-se de vítima e ajuda o seu Partido Socialista a branquear um pouco a sua imagem e entrega ao António Costa uma provável vitória eleitoral por desassociar-se da orla Socialista.
  4. Alguém já se esqueceu que daqui a 5 meses haverá ou não a recondução da Joana Marques Vidal à Procuradoria Geral da República? Não me surpreenderia em nada ver a PGR que tem travado um combate acérrimo à alta corrupção que massacra o nosso país, sair agora do filme, colocando lá mais um amigo do Costa, do PS e da dita oligarquia, que pouco a pouco começa a arquivar processos “por falta de provas concretas” e pouco a pouco devolvem o Mecanismo ao seu antigo esplendor.
  5. Salgado volta para casa descansado e Sócrates vê o processo contra ele perder força, livrando o mesmo eventualmente de qualquer condenação. Afinal ele já foi julgado na praça pública, já poderá reunir um movimento independente e lá se candidata a Presidente da República porque este sujeito ainda tem muita gente que o apoie (fala alto da qualidade de pessoas que por aí andam) e tal como Lula, não tem vergonha na cara.

Eu espero bem que esteja enganado e que de facto os nossos políticos sejam tão incompetentes como demonstram ser. Só que esta malta acham-se um máximo e deliram com as jogadas políticas dos protagonistas do House of Cards. 

Eles vivem apenas para isto, eles jogam para o poder e para manter o poder. Menos poder é a morte destes artistas. Farão de tudo para continuar a cavar o seu legado às custas dos portugueses que assistem impavidamente a este circo.

Desengane-se quem acha que isto é apenas mais um episódio nesta telenovela rasca que temos presenciado. Esta malta partilhou demasiado tempo juntos e planearam demasiada coisa ao longo de décadas para ninguém saber nada, para estarem todos surpreendidos com as acusações. Isto infelizmente tem tudo um fio condutor e jamais será condenado à prisão um ex-banqueiro do regime e um ex-primeiro ministro. O António Costa não deixará que a oligarquia que tanto fez para o eleger fique mal.

Demasiada gente enriqueceu graças a um mecanismo que foi já existia antes do 25 de Abril e que foi apenas re-montado após a revolução de 1974. Sócrates e Salgado foram apenas mais uns que foram descobertos, mas se formos até ao fim deste processo todo, não creio ter-mos cadeias suficientes para albergar todos os participantes desta teia de interesses. É demasiada gente e tal como na termodinâmica, o dinheiro não se destrói, apenas transfere de mãos. E já viram quanto dinheiro foi ao longo de décadas?

Sinto que nos têm andado a entreter com isto tudo para parecer que até têm feito algo para trazer nem que fosse uma sombra de legitimidade a uma república que com a sua democracia não-representativa e a sua justiça inerte, está hoje cada vez mais poder.

Isto tudo parece uma muito má teoria da conspiração, mas infelizmente, parece-me cada vez mais ser o destino de Portugal: eles comem tudo e não deixam nada, e nós deixamos, porque sim.

Uma Casa Muito Mal Frequentada.

Aquela que devia ser a casa da democracia, dos valores da da ética, da moral e de um Estado de Direito em justa defesa dos interesses superiores da nação, do bem comum, dos interesses dos cidadãos, onde só deveriam entrar como nossos representantes, os mais bem formados, os portadores dos mais elevados padrões de conduta e valores morais e éticos, onde só deveriam entrar os melhores entre os melhores de todos nós, afinal não passa de um enorme covil de ladrões, de traficantes de influências e interesses obscuros, lesivos da nação, e de gente sem escrúpulos, sem ética, nem quaisquer valores morais.

A nossa Assembleia da República, é comprovadamente, uma casa muito mal frequentada. Uma autêntica guarida de associações de malfeitores.

Quando um representante do povo chega ao ponto de considerar o roubo ao erário público e a chulice aos contribuintes, uma prática corrente, perfeitamente normal, moral e ético, é um claro indicador de que a AR está infestada por gente da pior espécie. Para não lhes chamar outros nomes. Merecidos.

E quando temos um presidente da AR a vir defender essas práticas, e quem as pratica, isto diz bem do estado a que chegou a república e a nossa democracia.

Que estamos claramente na presença de gente de um nível muito baixo , e absolutamente desprovida de quaisquer valores, já há muito que se sabia.

Mas ainda assim, faziam um esforço para o encobrir, e para não ser algo tão pronunciado e tão facilmente apercebido. O disfarce ali era o modus operandi, e que fazia escola entre todos os seus membros.

Mas que agora o façam de forma pública e tão despudorada, e que ainda façam questão de demonstrar tão veemente não serem portadores de um mínimo de vergonha, é que é algo novo. Ou pelo menos não era muito usual.

Pedir algum pudor e alguma vergonha a quem não tem, nem uma nem outra , é pedir a alguém aquilo que não tem para dar.

E se esperar isso de uma esmagadora maioria de deputados, políticos e governantes, já é uma expectativa de difícil concretização, já esperar isso de alguém como Carlos César, é comprovadamente uma missão impossível.

Rui Mendes Ferreira

foto: HenriCartoonPT

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO – UMA PROPOSTA

OParticipativo

A generalidade dos cidadãos está, hoje, conformada com a ideia de que não existe alternativa a um Estado esbanjador de recursos. As elites políticas e académicas esgrimem impecavelmente argumentos sobre a necessidade de intervenção do Estado para apoiar os mais diversos projectos para a habitação, o emprego, a economia-quatro-ponto-zero, as artes, a cultura, etc. Seja qual for a questão que esteja na ordem do dia, somos confrontados com as mais imaginativas e “eficientes” soluções para se dar destino a mais uns milhões de EUR que nos permitirão viver melhor neste paraíso.

Sendo certo que existe debate político sobre a melhor aplicação dos dinheiros do Orçamento – de que resultará o benefício deste ou daquele grupo, deste ou daquele sector, desta ou daquela empresa – não existe, ainda, quem censure aberta e declaradamente o desbaratamento de recursos que o Estado pratica com os impostos que cobra aos cidadãos, também chamados de contribuintes.

Não admira que em resultado de tanto debate sobre a necessidade de ser o Estado a encontrar soluções para os mais diversos problemas – de que se devia distanciar – ele se tenha tornado um “despesista compulsivo”. Pois este despesista compulsivo, como todos os pacientes comportamentais patológicos, não possui nem sentimento de culpa consciência do problema, frequentemente negando-o, ao mesmo tempo que desenvolve estratégias destinadas a mascará-lo, procurando tornar a sua psicose aceitável para aqueles que são as suas vítimas. É o que, de forma subtil, pretende o Estado quando anuncia o

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO – Governo lança desafio aos portugueses

se ainda não viu, aproveite e delicie-se com este filme, são só 20 segundos:

https://www.youtube.com/watch?v=zBBtcM25chU

aí fica a saber que “O Orçamento de Estado é o orçamento de todos nós/ O orçamento das nossas ideias, pequenas e grandes/ que podem melhorar a vida de todos/ O importante é que as nossas ideias contam/ Queremos ideias/ Muitas ideias/ IDEIAS/ Todos contamos/ Porque são as contas de todos nós/ Você tem de certeza/ Uma ideia!”

Imbuído do mais elevado espírito de cidadania e crente de que o Estado e os seus servidores são capazes de avaliar o mérito de uma boa proposta (nãããã, estou a mentir, desculpem), decidi apresentar uma. Esta:

IMPOSTO É ROUBO

Devolvam os 5 milhões de EUR aos contribuintes. Vão ver que:

– eles são capazes de dar um fim útil ao dinheiro que lhes foi roubado;

– parte substancial desse dinheiro regressa rapidamente, via IVA, aos cofres do Estado.

 

Recebi de imediato o e-mail de confirmação com um link para clicar e obtive a informação de que a minha proposta foi submetida com sucesso.

Vamos ver se a proposta passa à fase de votação…

Assim Não Saímos da Cepa Torta

Não sou nem serei nunca apologista de impostos. Porque tal como a palavra indica, imposto é impor.  É sacar parte do nosso suor diário a trabalhar ou a empreender sem pedir licença. Mas compreendo que para ter um Estado Social seja necessário contribuir para o sustento dele. O problema é que há décadas que legalmente os políticos deste país metem a mão nos dinheiros arrecadados das famílias portuguesas e empresas, para o distribuir por eles próprios, suas famílias, amigos e clientelas criando um Estado mamão insaciável que além de crescer desmesuradamente, sacrifica cada vez mais quem trabalha. E isso é extorquir.

Com a desculpa de que faz falta mais dinheiro para acudir ao Estado Social e mais outras tantas tretas para burro comer, não se limitam a cobrar impostos já existentes. Aumentam e inventam mais uns quantos. É a máquina fiscal do Estado ladrão a triturar a economia para sobreviver. Ele e quem manda nele. Como não há na Constituição nenhum limite à cobrança de impostos, é só ter imaginação e vítimas para taxar. Isto não é governar. É roubar! Para que este roubo fiscal tivesse uma justificação válida teria no mínimona mesma proporção, de ter retorno na sociedade. Ou seja, pagar impostos , mesmo que altos, mas em contrapartida ter serviços de saúde, educação, segurança e protecção social  de excelência para todos, bons salários e reformas. Como acontece nalguns países. Mas por cá, zero! O que temos é uma carga fiscal das mais pesadas da Europa para ter gente a morrer em listas de espera para tratamentos e cirurgias, ou cirurgias suspensas por falta de assistentes operacionais, ou Centeno a suspender pagamentos a fornecedores de Hospitais a provocar falência técnica do SNS ou congelar entrada de especialistas ou deixar escolas sem auxiliares, enquanto contratam mais 10 000 pessoas no Estado sem sabermos muito bem para quê se onde fazem falta não existem.

O nosso Primeiro Ministro está tão orgulhoso com seu desempenho nesta arte de (des)governar onde criou um conceito único  de “fim de austeridade e reposição de rendimentos”, com aumento brutal de impostos em três OE (mas que génio!) desde Gaspar no período da Troika, que até já foi propor a fórmula à UE com a criação de mais impostos que, segundo ele, não vão recair sobre os cidadãos europeus (só sobre os marcianos). Palavra – que não vale nada – dada. Ou seja, mais roubo.

Ora temos de reverter rapidamente este caminho de empobrecimento. Se temos salários baixíssimos não podemos ter impostos altos.  Mas também não é possível ter salários  mais altos com impostos pesados sobre quem cria postos de trabalho.  Nenhuma economia sobrevive  assim sem se endividar e consequentemente, empobrecer. É preciso importar bons exemplos de governação e aplicá-los. Por muito que alguns tentem negar, há uma relação evidente entre qualidade de vida  e o pagamento de impostos. Países que cobram menos e simultâneamente melhor aplicam os impostos cobrados,  proporcionam melhores condições de vida aos cidadãos. Porque não é o valor do salário que conta (há países com salário elevadíssimo e não chega para nada) é sim o valor que fica depois do que se desconta em impostos e despesas básicas de sobrevivência. No caso de Portugal: nadinha. Estamos na 29ª posição em qualidade de vida (dados OCDE) em 38 países avaliados. Quase no fundo da tabela. Uma vergonha.

Analisando dados disponíveis da OCDE constatamos que o Top 10 dos países com mais qualidade de vida é constituído por países como Noruega, Austrália, Dinamarca, Suiça, Canadá, Suécia, Nova Zelândia, Finlândia, EUA e Islândia, países que, com excepção da Suécia, Finlândia e Dinamarca, estão também no Top dos países que menos cobram impostos. Ou seja, são países onde menos se sacrifica as famílias e empresas com o retorno dos seus impostos bem aplicados na sociedade em prol do seu bem estar.

E é este um dos  caminhos para tirar este país do lodo.

Cristina Miranda

Via Blasfémias Blasfémias