SÓ EU SEI PORQUE NÃO FICO EM CASA!

Há alguns dias que ando a tentar perceber o que leva pessoas perfeitamente saudáveis, em idade activa (e portanto fora do target de risco viral) a ficar em casa, ou antes, a ficar “ostensivamente” em casa com a ocupação principal de censurar socialmente os “irresponsáveis” que se recusam fazê-lo.

Sendo eu razoavelmente imune tanto à censura social (estou certo) quanto ao vírus (menos certo) aliado ao facto de que tenho investimentos a proteger, actividade incompatível com o controlo à distância (se o fosse, os investidores não precisavam de mim para nada) fui trabalhar na mesma durante todo este período, ou seja desde o dia zero da quarentena – o longínquo 9 de Março, dia em que a Nossa Excelência de Belém entrou em recolhimento sacrificial – até agora, resistindo à tortura psicológica a que os marginais como eu são sujeitos.

Primeiro foram os ashtags #ficoemcasa# depois as molduras nos perfis do FB “Fico em casa” seguiram-se os anúncios de médicos e enfermeiros que diziam que estavam ali, presumo que num hospital, por mim e eu que ficasse em casa, por eles. Cheguei a ser agredido por um cartaz numa estrada que me dizia “se me está a ler, não devia, fique em casa” e, por último, sujeitei-me a uma barreira policial, na marginal de Leça, a questionar-me onde ia. As coisas que me ocorreram dizer naquele segundo davam para fazer uma série televisiva, felizmente apercebi-me a tempo que nenhuma delas terminava bem para mim, de modo que disse a verdade e fi-lo de forma humilde, resignada até, que “só ia à fábrica porque obrigações sociais e fiscais (verdade, não resisti a usar a sagrada password) a isso me impeliam”, evitando com sucesso que os agentes da autoridade percebessem que sou um workaólico em estado avançado.

Decorridos 20 dias, exactamente meia-quarentena, após a comunicação dos meus clientes (indústria automóvel) do seu cancelamento de actividade a que se seguiu a comunicação dos fornecedores que paravam por falta de matéria-prima (metal) fui forçado a comunicar aos trabalhadores da empresa que entramos em Lay-Off em Abril, dando-lhes conta do impacto que tal decisão irá ter no seu orçamento familiar.

A notícia era, de algum modo, esperada por todos pois várias empresas da zona industrial em causa e outras do mesmo sector de actividade tinham, dia após dia, feito anúncios semelhantes. Naqueles momentos que se seguiram à explicação das circunstâncias e ao anúncio da decisão, vi um grupo de cerca de 60 pessoas, todos “irresponsáveis” como eu, de olhos no chão a fazer contas à vida, obviamente preocupados com a perda de rendimento.

Esta gente que produz o que todos consumimos e que, mensalmente, paga com os seus impostos, o sustento de políticos, governantes e funcionários de Estado, funcionários de empresas públicas e funcionários municipais é a mesma que aprova entusiasticamente que suas excelências “recuperem direitos e rendimentos”, como as subvenções vitalícias, a semana das 35 horas, a progressão nas carreiras… e é também a mesma que se sente agradecida quando, em momentos críticos, o Estado lhes devolve uma ínfima parte do que lhes tirou.

Mas pede-se mais a estes puxadores de carroça, ou “contribuintes” como alguns os designam. Pede-se-lhes que compreendam que a maioria dos deputados pode ser dispensada sem penalidade salarial; que reconheçam que os empregos públicos são mais úteis do que os seus e por isso não podem ser extintos; que agradeçam os gastos na arte e na cultura, pois eles são para o seu enriquecimento e não, como às vezes parece, um pretexto para os roubar enquanto se riem nas suas caras; pede-se-lhes enfim, que aceitem o imposto como um preço a pagar por viverem numa sociedade civilizada. Claro que seria desejável que, no montante colectado, estivesse incluída uma ética exemplar por parte dos servidores públicos, ou, mais realisticamente, um pouco de vergonha, mas isso não faz parte das prioridades de quem superintende aos destinos do país.

Tudo motivos bons para os verdadeiros contribuintes não ficarem em casa e ousarem manifestar o seu descontentamento. Pode ser que tal venha a ocorrer nas próximas eleições ou quando a pandemia viral estiver resolvida, o que ocorrer primeiro.

Quanto ao meu motivo para não ficar em casa, em meia quarentena, ele foi só um: não queria ver aqueles 60 pares de olhos “irresponsáveis” focados no chão da fábrica – e por isso adiei o momento até ao limite.

COMUNICADO DO CONSELHO DE ESTADO

Portugueses,
O Conselho de Estado recomenda:
– Aos cidadãos – que continuem a sua busca de felicidade e gozem em liberdade o resto dos seus dias. Não recomendamos responsabilidade aqueles que sempre foram responsáveis, (por ser desnecessário), nem o fazemos aos outros, (por ser inútil);
– Aos empresários e gestores – que continuem a produzir riqueza e façam tudo quanto é possível para salvar as empresas. Não recomendamos a redução de actividade aquelas empresas que têm encomendas em atraso (por ser estúpido) nem recomendamos que se mantenha a actividade de empresas que estão sem clientes, encomendas ou materiais (por ser absurdo).
– Aos governantes e deputados – que reduzam o roubo que fazem aos contribuintes e que tenham em consideração que uma sociedade que tem de sustentar um parasita obeso, tem mais dificuldade em resisitir ao vírus.
2020.03.18 às 5:00

Pedro Passos Coelho

Podemos dedicar qualquer artigo a Pedro Passos Coelho que será um exercício meramente inútil e momentâneo. Descrever o homem que, esteve durante 4 anos e meio na governação de um país, fazendo o equilíbrio sempre hercúleo do cumprimento do programa de ajustamento financeiro, a oligarquia vigente, que lhe guarda um ódio visceral e estrutural, com uma população que vive num país estagnado há 20 anos e sem perspectivas de futuro, é entrarmos no campo do atrevimento.

Reformar Portugal nunca foi  tarefa para infantes da primeira hora como António Costa que tem vistas curtas na sua plenitude moral e ética, mas sim para aqueles que desde a primeira hora já tinham a noção do que ai vinha e, o que ai vinha, era sinónimo de muitas vezes ter de decidir medidas duras sem olhar para trás, para o ego dos seus ministros irrevogáveis ou para as manifestações de conveniência dos sindicatos de cor vermelha que se esbarraram agora no muro rosa do largo do rato. O trabalho de tentar reformar Portugal era para Pedro Passos Coelho e para a sua serenidade esfíngica, frieza ártica e para uma resistência que faz lembrar o Marquês de Pombal nas reformas que teve de implementar(necessário olhar para os contextos, primeiramente).

Portugal perdeu um activo que cujos fluxos de valentia e foco de 2011 a 2015 nos tirou do caos financeiro que hoje muitos relativizam e chamam de mero “fascineiro”, ou “cumpridor de um programa”, e que deu a António Costa um país a crescer, um défice orçamental diminuto e a uniformização do pensamento de contas certas para a parte mais canhota do nosso parlamento. Esta foi das grandes reformas estruturais na mentalidade portuguesa que é hoje um pilar para mantermos a nossa precariedade de crescimento e um saldo orçamental preso por arames.

A valentia, o foco, a ideologia, ou o modo como pensava a organização do país e do Estado em funções não foram a maior perda. A depreciação do sentido institucional e a interpretação do cargo presidencial do actual detentor do respectivo cargo, ou a postura Socrática de António Costa perante os meios de comunicação social, bem como o desprezo indigente que demonstra perante os seus adversários políticos, degradam a terceira república de dia para dia em todos os quadrantes. Passos Coelho tinha uma postura calma, serena, austera.

Elementos de personalidade que fazem falta a qualquer eleitor com alguma sanidade mental e que reforçavam o sentimento de segurança que o povo português aprendeu a ter durante a sua governação, discordando ou não dele, foi um dos pontos a seu favor nas eleições legislativas de Outubro de 2015 que ganhou.

Finalizando como iniciei. Disse que a elaboração de artigos sobre Passos Coelho eram um acto de atrevimento até porque, cada um de nós só tem uma pequena noção da globalidade e da complexidade do que este ser humano passou e passa. Digo tal coisa porque estive ontem presente no velório da Laura. O Pedro estava rodeado de pessoas. Cumprimentou-as uma a uma com a tal serenidade de ferro que não se consegue explicar com as mais bonitas palavras. A tal serenidade que nos tirou da lama enquanto país foi a mesma que usou para cuidar de quem mais amava. Os olhos estavam distantes e cansados. A normalidade de quem passou por tudo do céu ao inferno.  Precisamos dele, Portugal no fundo sabe disso, mas o problema é se nós o merecemos. A resposta é não. Porque como ele já não se fabricam e ele merece descanso. As minhas condolências, Pedro e família.

Mauro Merali

Supermercados vs agricultores?

Na ligação seguinte encontrarão um vídeo de Juan Ramón Rallo sobre a mais recente polémica política espanhola. O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou assim que as grandes superfícies deveriam fazer uma autocrítica ao modo como pagam os agricultores. Obviamente entende-se que estes recebem pouco, enquanto o consumidor final paga preços elevados pelos seus produtos, a diferença indo para os malvados homens de negócios do comércio de retalho.

https://www.youtube.com/watch?v=NkiZDm2HsUQ

Porém, como sinalizou Juan Ramón Rallo “en caso de Carrefour, por cada euro de venta, lo embolsa 0,6 céntimos. No 0,6 euros, 0,6 céntimos. Ni siquiera 1 céntimo”.

Uma realidade que se aplicará igualmente em Portugal. Provavelmente as margens das distribuidoras ainda são menores nas terras lusas.

Por consequente, ou o sector agrícola português consegue fazer o mesmo que as grandes superfícies, isto é vender enormes quantidades a preços baixos; o que me parece altamente improvável em Portugal tendo em conta, nomeadamente, as características dos terrenos, sinuosos e montanhosos. Só mesmo o Alentejo poderá abarcar num modelo de negócios como este, e mesmo aí é contestável tendo em conta o problema da irregularidade do abastecimento em água.

Ou então o sector primário luso continua a especializar-se em mercados de nichos (vinho, azeite, cortiça, eucalipto…) e consegue realizar maiores lucros por unidade vendida.

Ora para atingirmos essa realidade, o sector precisa de mais liberdade, maior financiamento e novos canais de distribuição. Nos dois primeiros casos, o Governo tem de reduzir o seu grau de intervenção; é preciso revogar leis (por exemplo a “lei do sobreiro”[1] que requer autorizações para cortar sobreiros, o que apenas encarece e atrasa projetos de investimento quando não os impede[2]), reduzir impostos, baixar a despesa e baixar a dívida pública (para aumentar a disponibilidade em financiamento). Quanto à criação de novos canais de distribuição, isso apenas o sector o poderá realizar. Ou seja, é preciso mais conhecimento de venda e capacidade de exportação.

[1] Decreto-Lei n.º 169/2001, disponível em :

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/332749/details/normal?q=sobreiro

[2] Ver nomeadamente os artigos 3 e seguintes do Decreto-Lei n.º 169/2001.

 

UM PEQUENO PARTIDO DE ESQUERDA FUTURISTA

Li, agora mesmo, que o iluminário da Marmeleira “espera que a Direita entre com os 2 pés esquerdos”. A minha resposta é esta: “Espero que a Direita aplique o pé esquerdo no traseiro destes desertores”.

Dito isto, sinto-me suficientemente aliviado, para dizer mais qualquer coisa, um pouco mais a sério.

Estou convencido que o PSD passará em breve a ser uma referência do passado.

Partilho esta conclusão com alguma pena, porque o PSD foi, obviamente, o meu partido de referência, com raríssimas excepções. (estas, no meu caso, tiveram sempre a ver, não com os seus princípios políticos, mas com a sua liderança).
O posicionamento relativo dos “lideres” da direita decidiu, durante muito tempo, o voto de uma população flutuante que “basculava” entre o PSD e o CDS consoante o discurso do líder: preferindo numas eleições o PP a MFL mas logo a seguir preferia o PPC ao PP, etc., de modo que o CDS passava de grande grupo a partido do taxi num instante – e vice-versa.
Muitos, eu incluído, iam basculando entre um e outro, mas eram sempre bilhetes de ida-e-volta.
Ora, agora, não há mais bilhetes de ida-e-volta. Acabou. Finito. Fertig.
O PSD vai ser o partido de esquerda que o RR, a MFL e o JPP desejam: um “pequeno partido de esquerda futurista” construído em cima de um “grande partido de direita do passado”.
Alguns dos desagradados já tiraram, enquanto outros estarão ainda a pensar tirar, bilhete para outras paragens, para o IL, para o Chega e até para o Aliança.Bilhetes sem volta, estou certo.

EU DEFENDO A DEMOLIÇÃO (DO PROGRAMA PÓLIS)

Por uma razão maior – este programa foi desenhado para justificar os actos de rapina que determinado governo (que tinha como Ministro do Ambiente e principal responsável pela Resolução do Conselho de Ministros, o Sr. José Pinto de Sousa) pretendia implementar para dar continuidade ao saque de fundos comunitários, na sequência do sucesso da “Expo 98” que tão “excelsos frutos” havia gerado.

De entre as grandiosas obras anunciadas contavam-se 2 emblemáticas – a construção da nova ponte para a ilha de Faro e a demolição do prédio Coutinho em Viana do Castelo. Volvidos que estão 19 anos e muitos milhões de EUR em estudos e “trabalhos” (leia-se sustentação de parasitagem com ajudas de custo) nenhuma dessas obras se concretizou ainda.

Quanto à primeira obra, a da nova ponte para a ilha de Faro, não vislumbro sequer porque haverá de ser o contribuinte nacional a pagá-la. Não seria muito mais lógico que a pagasse quem a utilizasse? Estou certo que haverá no mercado empresas interessadas em construir esta infra-estrutura sem que seja necessário contratar ex-ministros para o seu Conselho de  Administração nem negociar contrapartidas pelos carros que não passam.

Quanto à segunda, a demolição do Prédio Coutinho, não sou capaz de identificar nenhum interesse colectivo superior ao direito individual sobre uma propriedade legitimada, licenciada, recenseada, matriciada, tributada com tudo quanto a máfia estatal impõe aos proprietários – proprietários estes que deviam ser “servidos” pela besta que os quer desalojar.

O Estado porta-se aqui como um cão que morde o dono. Nestas circunstância e sempre que isso ocorre, recomendo o abate do animal – é esta a razão menor que me leva a defender a demolição do Programa Pólis.

ÚLTIMA HORA: A IL NÃO VAI GANHAR AS ELEIÇÕES

Após dedicada investigação sobre a possibilidade de fazer uma aposta a sério (no http://www.bet.pt ou noutro site qualquer de apostas) na não-vitória da IL nas eleições de Domingo próximo –  e ter concluído que não tenho hipótese nenhuma de ganhar dinheiro com esta “inside info” que tenho –  decidi, esgotada essa via de ganhar algum dinheiro, partilhar a informação com os meus mais íntimos.
Sim, vocês, meus queridos, todos vocês, por quem estou sempre disposto a fazer qualquer coisa que me seja total e absolutamente gratuita e com quem partilho informações que não interessam nem ao menino-jesus.
Concluída que está a campanha eleitoral e após uma atenta observação das “boutades”, das enchentes de maré, das dinâmicas de arruadas, da ascendência de Vénus e do camandro, tudo posteriormente confirmado com o lançamento de conchas, cheguei à científica conclusão de que a IL – Iniciativa Liberal, não vai ganhar as eleições para o Parlamento Europeu.
Sinto muito, quer dizer, mais-ou-menos, não… sinto bastante, porque conheço alguns dos seus fundadores, tudo gente boa, para além de contar com imensos amigos que se definem como liberais  que, inequívocamente, irão votar IL e que acalentam a esperança de que o IL venha a ser o partido mais votado em Portugal.
Solidarizo-me com o vosso pesar pelo facto de o IL ser o único partido em que os 3 últimos candidatos da sua lista são tão fortes como os primeiros 3.
Acredito, como vocês,  que os 21 deputados que Portugal aportará ao Parlamento Europeu deveriam ser sorteados de entre 27 candidatos do IL.
Posto isto, companheiros, “xoninhas socialistas”, antecipo para vós uma triste notícia – quer dizer, já o fiz, no título, de modo que… adiante.
O partido mais votado em Portugal? Ide acalentar a esperança, para outro sítio! isto é terra de socialistas, gente que deu no duro p’ra conseguir ter um Estado completamente “gratuito” sempre disponivel para suprir as mais requintadas solicitações dos nossos concidadãos em troca de uns módicos 65% do rendimento que meia-dúzia de camelos consegue gerar e que o INE há-de mencionar como “43% da carga fiscal no PIB”.
Os camelos ficam confusos? ficam! mas, é para o bem deles!
No dia em que os camelos perceberem que é deles que se está a falar quando se dizem obscenidades como “43% de carga fiscal no PIB” vai ser o caralho, pardon my english.
E a que propósito vem isto tudo? para além das conchas e das marés, das arruadas e não sei quê: que factos fundamentam a minha previsão? que sondagem encomendei para garantir o resultado que aqui anuncio?
As minhas respostas:
– 1 – “Menos Estado, Mais Liberdade”. Que me lembre, foi o JCortez  que trouxe essa máxima do Mises Brasil para o Partido Libertário. A IL mudou o fundo, de amarelo e preto para azul e, haja deus!, tirou-lhe a pomba. Ficou bem. A IL começou a perder com este slogan. Se quisessse ganhar eleições tinha de ser, pelo menos, tão socialista como o nosso Primeiro-Ministro, Catarina Rio Sousa,  competindo no mercado de oferta sufragial com o produto “grátis” para os que “Menos têm e menos podem” que é, obviamente “pago”, sobretudo por aqueles capitalistas especuladores de Berlin, pelas multinacionais e pelos patuscos que metem diesel nas bombas do Jumbo, tudo, neo-liberais fascistas da pior espécie. Trata-se de um erro primário num partido político que, pretendendo ganhar eleições, cita Hayek , qual aspirante a califa do estado islâmico do Andaluz que distribui sandes de coirato, mas com a agravante de que estes gajos do IL nem sandes têm para distribuir.
2. Vou votar IL.  Más notícias, lamento. É que, até ver, perde quem eu decido apoiar.

Já foi consultar os seus descontos na Segurança Social?

Recebi uma denúncia muito grave. Nada porém que me surpreendesse não fôssemos nós governados por um bando de salafrários peritos em aldrabice. Um cidadão descobriu acidentalmente que em 2018 foram subtraídos valores aos seus descontos. Ou seja, entre os valores reais das remunerações auferidas declaradas e os valores lançados na Segurança Social para cálculo de reforma, há uma diferença substancial que desapareceu misteriosamente. Está perplexo? Aqui vai a prova toda.

Contabilista de profissão, este cidadão por norma consulta a base de dados da Segurança Social para acompanhar os seus descontos. Mas alertado por uma notícia do Correio da Manhã, que denunciava  que estavam a “roubar” no cálculo das reformas,  resolveu consultar o seu conta-corrente tendo detectado imediatamente que algo de errado se passava: em 2018 o valor total  das remunerações era inferior ao real. Ligou para a Segurança Social Directa e a funcionária que o atendeu ficou toda escandalizada, porque as notícias do Correio da Manhã eram falsas, que o que havia era um atraso no lançamento das contribuições e assim sendo,  não havia erro nenhum apenas um “atraso” por falta de pessoal, uma vez que esses movimentos eram lançados… manualmente(??) – afirmou ela. No decurso da chamada a funcionária corrigiu os valores para os correctos e recomendou “sair” e “entrar” outra vez no site. Por “magia” ficou resolvido: o extracto de remunerações e o valor para cálculo da reforma ficaram iguais. Este suposto “lapso” representou um sumiço de 30% do valor acumulado para a reforma. Acontece que o argumento justificativo para esta situação é falso: a comunicação das remunerações é automática via internet.

Porém uma dúvida assombrou-o: “será que foi só comigo?”. Resolveu então verificar um a um todos os seus clientes. E foi aí que percebeu a dimensão do “erro”: todos eles sem excepção, tinham valores subtraídos de cerca de 30% nas remunerações de 2018. Todos. Para o comprovar, enviou-me só alguns casos de contribuintes lesados, identificados com as letras de A a G:

Beneficiario A NISS 1133….326

Beneficiario B NISS 1121….302

Beneficiario C NISS 1133….525

Beneficiario D NISS 1009….415

Beneficiario E NISS 1105….132

Beneficiario F NISS 1009….801

Beneficiario G NISS 1009….801

(Verifique também sua situação contributiva: entre no site da Segurança Social Directa e siga estes passos: pensões; consultar remunerações anuais declaradas por empregadores; simulador de pensões; simulação automática; obter os salários que contaram para esta simulação ou dirija-se pessoalmente à Segurança Social).

Como não poderia deixar de ser, fui também consultar o meu extracto na Segurança Social Directa e pasmem-se, também fui contemplada com este estranho sumiço em 2018: desapareceu-me 33% do valor de remunerações desse ano. Exactamente a mesma percentagem que todos os outros lesados. 

Ora se em 2018 éramos cerca de 5,2 milhões de contribuintes,  todos com subtracção de cerca de 30% do valor total das remunerações declaradas, vejam quanto dinheiro o Estado  “poupou” ilegalmente nas nossas futuras reformas sem o nosso conhecimento. 

Se juntarmos a isto o atraso significativo no pagamento de reformas como refere a Provedora de Justiça no Jornal Negócios: “O problema tem sido agudizado exponencialmente nos últimos tempos”, referindo-se, em particular, à concessão de pensões, com pessoas a esperarem mais de um ano pelas suas reformas, temos mais umas inovadoras cativações de Centeno, o mestre dos malabarismos contabilísticos, para impedir a saída, antes do final de ano, de dinheiros dos cofres do Estado e assim evitar estragar o défice que se prevê

“baixinho”. Pois, pudera, também eu faria um brilharete destes se deixasse de pagar minhas despesas obrigatórias todos os meses e ainda desviasse dinheiro.

Não estou nada surpreendida com esta descoberta. Nada. Estou isso sim preocupada com aquilo que ainda não sabemos e que por estar ainda escondido de nós,  cidadãos, podemos já ir tarde para os solucionar. 

Isto é um país governado por vigaristas. Foi esta a herança deixada por um 25 de Abril mal feito que permitiu esta corja penetrar  no Parlamento.

Por isso hoje, não se esqueça de usar a sua “liberdade conquistada”  para ir ao site da segurança social e verificar se também foi  “premiado” –  por ter aplaudido, apoiado e votado  nestes piratas que Abril nos deixou – com um sumiço misterioso nos valores declarados das suas remunerações para contagem de reforma.

Reclame já antes que seja tarde

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Pimenta no cu dos outros é refresco

A geringonça social comunista, com iniciativa do BE e do PCP, conseguiu agravar a taxa do imposto municipal sobre imóveis(IMI), de 1% para 1,5% para imóveis com valor superior a 2 milhões de euros. É mais um prego na asfixia fiscal de António Costa. A Geringonça continua a olhar para o plano orçamental como um menu, uma espécie de carta de intenções ás eleições legislativas de 2019, onde tenta não agitar as águas para passar calmamente sobre elas, sempre com um mordomo ao lado com guarda-chuva-Rui Rio- e outros seres mais pequenos mas igualmente cúmplices do próximo pântano orçamental. Com isto, Costa faz de Marajá Mor do reino, o gestor político primordial do regime, onde todos tem que obrigatoriamente passar para serem “ouvidos” e serem “alguém”.

O IMI é talvez dos impostos mais injustos- como se o imposto em si fosse justo- que a fiscalidade portuguesa tem. É o imposto que vem depois de todos os outros. O problema é que todos nós- calma, nem todos- temos que o pagar, uma vez que o seu não pagamento implica ter problemas com a autoridade que se sabe, que tem os poderes que tem e que a PIDE hoje teria um orgulho enorme em bater palmas. Quem não o paga chama-se PCP, BE, PSD, PS e CDS(entre outros partidos menos relevantes), claro que tudo dentro da legalidade e, como se sabe, a lei assim o permite. Permite mas de modo errado, há partidos com um património imobiliário extenso, alargado, que depois manda tributar o património dos outros sem tributar o seu primeiro, chama-se a isso hipocrisia.

O PCP é o partido mais rico do País, o que pode ser visto de vários prismas do ponto de vista financeiro. É o partido com maior capital próprio, ou seja, todos os activos que detém em balanço(podemos designar activo de modo muito simplista como o conjunto de direitos que a empresa tem e que se espera que estes gerem valor para futuro, como um prédio por exemplo), subtraídos ao passivo( ou seja todo o conjunto de obrigações, portanto dividas, que este tenha e que no futuro faça com que haja saída de dinheiro da sociedade quando é saldada), fazem com que o património líquido do PCP seja o maior dos três partidos. Além disso, é o partido que detêm o maior activo de todos os partidos, dos quais se destaca uma rubrica muito interessante que se chama activos fixos tangíveis e que podem ver abaixo na foto:

Balanço PCP
FONTE: Tribunal Constitucional, contas anuais dos partidos

Um activo fixo tangível representa isso mesmo- algo tangível, que se pode tocar, portanto se comprarmos um apartamento ou um prédio, isto sempre na óptica empresarial, isto é registado como activo tangível em balanço. Portanto, maior parte do activo tangível do PCP é património imobiliário. E, se formos rigorosos, nem todo o património imobiliário do PCP tem um valor individual acima dos 2 milhões de euros, mas com certeza aquele prédio que tem na Avenida da Liberdade vale isso, e é uma pena que não pague imposto, é sempre menos receita que o PCP não contribui para ajudar, por exemplo, os pobres que tanto fala e tanto esperneia e grita.

Ser hoje camarado ou camarada do PCP, é difícil, admito que tenho pena dos militantes do PCP que não saibam que fazem parte de um partido que quer ser “justiceiro” tributando o património dos outros não olhando para o seu e para os 14,7 milhões em imóveis que tem em balanço no final de 2017. Sim Jerónimo, pimenta no cu dos outros é refresco.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Trump e Kavanaugh – O insistente ódio da esquerda pelo resultado legítimo das eleições

A esquerda enlouqueceu. É evidente que a política do histerismo prevalece nos dias de hoje. Pilares da cultura ocidental como “inocente até prova em contrário” deixaram de ser levadas a sério, são desrespeitadas e aceites pela classe política. Os media impulsionam essa visão e a opinião pública assiste serena e desinteressadamente.

Kavanaugh é o problema? Não. Brett Kavanaugh tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou a escolha de Donald J. Trump, actual presidente dos Estados Unidos da América, para o Supremo Tribunal do país.

Donald J. Trump é o problema? Não. Donald J. Trump tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou um rival digno de preocupação pela esquerda norte-americana (e mundial, confessemos) e, ainda por cima, depois de ter ganho as eleições de forma legítima. Trump permanece um problema por não existirem provas por se ter imiscuído com os russos mesmo depois das intensas investigações que se têm desenvolvido. Acreditem: com o nível de obsessão em derrubar Trump, se houvesse algo para incriminá-lo, a situação já teria sido divulgada.

O que resta então? A partir do momento em que não existe nada que possa derrubar de forma efectiva a integridade de alguém, resta apenas esfuracar os podres da vida pessoal de cada um como debruçarmo-nos sobre a flatulência da pessoa do tempo em que era jovem.[1]

No caso de Kavanaugh, antes do tema da flatulência ser levado para discussão, apareceram senhoras, quase 40 anos depois dos alegados acontecimentos, a falar de assédio e violações que terão ocorrido em festas onde aconteciam gang rapes às quais compareceram diversas vezes (porque não?). Onde aconteceu? Não se lembram bem. Como aconteceu? Não se lembram bem. Quando aconteceu? Não têm memória. Culpado até prova em contrário. Elas falam e a sociedade é obrigada a acreditar.[2]

No caso de Trump, surgiu anos depois do acontecimento, uma porn star (o epítome da elegância e credibilidade feminina) a falar da sua experiência sexual quando ele era já casado com Melania. Foi assediada? Não. Foi violada? Não. Foi cumprido o requisito monetário em recompensar profissionais do sexo após a sua performance? Foi. Qual o problema em causa? A credibilidade e a integridade da pessoa que ocupa o lugar mais importante da política norte-americana, num acto que ocorreu quando ele já era casado com a actual Primeira Dama. Vejamos então a particularidade da questão: isto ocorreu quanto ele era já Presidente? Não, aconteceu antes, o que remete a questão para algo da índole pessoal, da pessoa em causa e, por conseguinte, do casal. Houve crime ou algum tipo de ilegalidade do acto? Não.

Vejamos, então, com alguma intensidade intelectual, a verdadeira dimensão do ridículo: Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos da América, teve diversos casos extraconjugais durante a sua vida, nomeadamente durante o seu mandato como presidente. Dentro da Casa Branca, com pessoas onde o consentimento das mesmas é colocado em dúvida. Bill Clinton continua hoje como uma figura de relevo no Partido Democrata, partido esse que luta pela defesa das mulheres que, alegadamente, se sentiram assediadas ou violadas por Kavanaugh. Decerto que Monica Lewinsky conseguiria dar melhores detalhes do sucedido do que Ford sobre Kavanaugh.

O objectivo não é a protecção das mulheres nem descobrir a verdade. O objectivo é descredibilizar um homem que a esquerda abomina por não conseguir controlar. Não pertences ao gang, é para eliminar. Não se pode perder o controlo sobre as instituições se a própria ideologia assenta no domínio das instituições e na centralização da sociedade.

No artigo da Sovereign Nations “Anti-Kavanaugh, Anti-Trump Money Trails” conseguimos perceber o rasto do financiamento que viabiliza estas iniciativas: George Soros (Imagine my shock).[3]

George Soros, através da Open Society Policy Center, financia a organização Sixteen Thirty Fund que, por conseguinte, financia o grupo “Demand Justice”. Este grupo está inteiramente dedicado em evitar que o juiz Brett Kavanaugh seja confirmado para o Supremo Tribunal.[4]

Não estamos perante meras acusações. Estamos perante um projecto organizado, com objectivos delineados e com financiamento alargado para levar a cabo a destruição da imagem e da vida pessoal e profissional de um homem que, até ao presente, era imaculada.

Tal como diz Lindsey Graham aos esquerdistas, na sua magnífica defesa de Kavanaugh, “You all want power. God, I hope you never get it. I hope the American people can see through this sham.”[5]

A esquerda não respeita o resultado das eleições. O resultado das eleições é apenas respeitado se a esquerda vencer. Falamos do caso português?

Trump ganhou as eleições e Kavanaugh foi nomeado por Trump conforme previsto. No entanto, tal não pode ser aceite. Porquê? Porque vai contra o que a esquerda quer: controlo total.

Existe uma guerra cultural. Existe uma guerra que não está a ser travada com armas. Enquanto não ganharmos consciência disto, a esquerda poderá vencer, devagar devagarinho, e conquistar aquilo que para nós é ou era basilar – p.ex. inocente até prova em contrário. Neste momento, temos ainda os conservadores norte-americanos. A estes só me resta dizer, may God be with you.

 

 

[1] Business Insider, “Kavanaugh goes back and forth with Democratic senator about strange setails in high-school yearbook, including references to beer and “flatulence”, 27/09/2018

[2] American Enterprise Institute, “Brett Kavanaugh fights back”, 28/09/2018

[3] Sovereign Nations, “The Anti-Kavanaugh, Anti-Trump money trails”, 24/09/2018

[4] The Daily Caller, “Soros-Linked Group will spend millions to stop Kavanaugh”, 15/07/2018

[5] Fox News, Youtube, “Graham slams Democrats, vigoroulsy defends Kavanaugh”, 27/09/2018