Querida Greta Thunberg, esta é a minha mensagem para ti…

O Mundo não te odeia. O Mundo não te quer mal nenhum nem te culpa de nada. A raiva que vês por aí é sobre quem usa crianças inocentes explorando um sentimento de medo e pânico genuínos para levar a cabo uma agenda onde estão envolvidos grandes interesses  pessoais, políticos e financeiros: teus pais e quem os comprou.

Eu também sou mãe de um menino que vê as televisões constantemente a falar no “Apocalipse Climático” iminente, que vê imagens de florestas todas a arder em simultâneo, de furacões, de inundações, de ursos brancos a morrer, do degelo, de golfinhos e baleias mortas na praia e que dizem ser das temperaturas a subir. Na SIC (uma estação de TV cá de Portugal) agora até já passam documentários sobre alarme catastrófico climático no Telejornal, em horário nobre e repetindo o mesmo documentário por 2 vezes! Quem é que com tamanha manipulação não fica com pânico?

Mas eu, ao contrário dos teus pais, não lhe alimento o medo. Informo.

Quando ele me pergunta se é verdade  que o planeta vai acabar em 12 anos respondo que há décadas  que os alarmistas do clima da ONU tentam convencer as massas que  era suposto já termos sido engolidos pelo mar  e os humanos, extintos;

Quando me pergunta se o clima está a mudar respondo que provavelmente sim mas sempre foi assim há biliões de anos e sempre assim será porque a terra tem vida própria e nós homens apenas podemos atenuar essas mudanças como no passado e nunca as poderemos impedir. Assim o explica 500 cientistas de todo o mundo numa carta dirigida a Guterres .

Quando me pergunta se há degelo nos pólos respondo que sim mas à medida que perde de um lado, ganha do outro segundo a NASA; que o  buraco de ozono está a fechar; o  planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema  mas sim o NOX.

Quando me pergunta se o planeta está mesmo a aquecer respondo que segundo os dados existentes a tal curvatura do aquecimento que provocou alarmismo, não existe, foi forjada; os registos desde 1880  demonstram estabilidade nas temperaturas o que obrigou à falsificação de dados pelo IPCC para servir as agendas políticas.

Quando me pergunta se não está mais calor por causa de picos  registados em Julho respondo que sempre os houve e  segundo a imprensa: “Em 1884 já se falava num calor “tão intenso em Portugal que tinha danificado a vegetação”, bem como da “falta de água” em 1919. Já em 1930, “em Lisboa a temperatura subiu como nunca”, falando-se até num “calor tropical” que fez “numerosas pessoas desmaiarem nas ruas”. 

Quando me questiona sobre o urso polar faminto e moribundo respondo que a jornalista confessou que a foto foi descontextualizada para dar voz a uma narrativa que interessava aos alarmistas mas que o google já eliminou esse artigo na Natgeo.

Quando me questiona sobre foto de cães caminhando sobre a água de um rio em degelo na Groenlândia explico que essa terra no passado já foi verde e muito mais quente e é perfeitamente normal que volte a sê-lo mas que essa foto também foi usada para manipular opinião.

Por isso se fosses minha filha, em vez de pânico estarias a questionar OS DONOS DO MUNDO na ONU sobre a coincidência de tudo isto ter por base dados falsos e  manipulados e ninguém se importar;  a coincidência de termos  de pagar com muitos mais  impostos e mais elevados por  um planeta verde; a coincidência dos alarmistas desta agenda terem comprado vivendas à beira-mar, possuírem barcos, aviões a jacto e carros de alta cilindrado extremamente poluentes e não terem ainda mudado seus hábitos de vida;  a coincidência de todas as organizações e pessoas ligadas à “EMERGÊNCIA climática” estarem a receber muito dinheiro por isso; a coincidência da ONU estar falida precisamente quando te vão buscar para ser o porta-voz do apocalipse que eles há muito reclamam e que muito jeito dá aos bolsos dessas pessoas.

Lutarias  pelo esclarecimento da verdade em nome dum planeta que é  de todos e não só de alguns e que esta teoria (com bases falsas) do aquecimento por culpa do CO2 vem empobrecer ainda mais  países emergentes com recursos naturais impedindo-os de se desenvolver como nós e ter a qualidade de vida que tu tens e que, ao lhes ser negado, rouba a infância a milhões de crianças que ao contrário de ti não podem fazer greve à escola pelo clima porque nem escola têm.  

Se em vez de  explorarem a tua inocência te ensinassem a questionar o modo de vida dos alarmistas – que não são mais do que eco-oportunistas –  e  a seguir o rasto do dinheiro em “nome das EMERGÊNCIAS climáticas” para eliminar o que alimenta os interesses económicos e políticos nessa agenda do clima, acredita que em pouco tempo nenhum deles iria querer saber do planeta para nada e o alarme acabava.

É claro minha querida que devemos lutar pela protecção do  ambiente porque o planeta é a nossa casa e dele dependemos para viver. Mas essa luta nunca deve ser pelo mesmo caminho por  onde jorra  o dinheiro  mas sim, em sentido contrário, de forma altruísta e desinteressada só pelo bem comum. 

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

A crónica de Joana Bento Rodrigues e os feminazis

Ainda estou em estado de choque com as reacções a uma crónica de opinião  de uma médica sobre as Mulheres. Gente que escreve em publicações e que se julga com superioridade moral e intelectual dispararam violentamente não poupando sequer insultos por ela ter dito o que pensava sobre o tema. Seria cómico se não fosse trágico, o facto de terem simplesmente distorcido o sentido às palavras tão cristalinas da autora. É que não encontrei nada no texto de que acusam Joana Bento Rodrigues: fascismo, inimiga das mulheres, machista de saias.

O problema do texto em causa é que contém verdades inegáveis e por isso provocam a ira dos feminazis (feministas nazistas/fascistas masculinos e femininos) que não suportam quem os contrarie nas suas “verdades alternativas” contrárias à natureza humana. Mas peca por generalizar uma vez que a natureza das mulheres, numa escala minoritária, foge a esta regra geral. Só isso.

Quando a autora diz que a mulher é “naturalmente feminina, gosta de se arranjar e sentir-se bonita, ter a casa cheirosa e bem arrumada e decorada, gosta de cuidar e receber, e chama a si muitas tarefas domésticas”, onde está a mentira nisto? Quem tem a coragem de contrariar que a  maioria das mulheres gostam de ser femininas, e em casa são quem tomam os comandos daquele espaço (o lar) onde são elas que predominantemente decidem sobre tudo e onde o companheiro apenas complementa essa ajuda? Só eu é que tropeço aos pontapés em mulheres assim?

Quando a autora  refere que a mulher “procura no matrimónio amparo e necessidade de segurança, que gosta de se sentir útil dentro da relação, de ser a retaguarda para a estabilidade familiar, para que marido possa ser bem sucedido porque esse sucesso também é seu e que não se incomoda se tem rendimentos inferiores (não se refere a salários diferentes para mesma função)  ao marido pois orgulha-se que ele seja bem sucedido porque lhe transmite segurança” e status, isto é mentira? Quem tem coragem de contrariar  quando é sabido que toda a mulher que opta por ter uma relação séria e duradoura procura que seja com alguém bem sucedido e estabilizado na vida? Só eu é que esbarro nelas?

Quando ela diz que as mulheres “que têm a carreira condicionada por terem optado por assumir o papel de esposa e mãe contam com o suporte e apoio do marido, para que nada falte e que  o casal, enquanto um só e actuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objectivos comuns e focados no Amor”, que a maternidade é um apelo biológico e que a vida é feita de opções,  está a mentir? Não não está.

A natureza é perfeita e criou nos mamíferos instintos que de forma inconsciente levam-nos a ter comportamentos que privilegiam a família na protecção da espécie. Nós como animais que somos, embora racionais, não fugimos a isto: por instinto o homem é protector e defende sua família; a mulher cuida dela (podem arrancar cabelos com esta afirmação que nada altera a verdade).

Por isso e na sua maioria, as Mulheres, numa relação de amor com um homem (de forma inconsciente) chamam a si o papel de cuidadoras. Optam sem pestanejar para serem elas a gerir as necessidades do lar.  E sem qualquer hesitação também, sacrificam ou adiam projectos pessoais para ter tempo de usufruir em plenitude sua maternidade. Isto é inegável.

Claro que este texto não é para qualquer um. Só as pessoas bem resolvidas com a vida o entendem sem o distorcer. A autora esqueceu-se que hoje há mulheres que  já não sabem o que é ser mulher porque cresceram numa sociedade estúpida que insiste que não há sexos (somos todos neutros) e  que não há diferenças entre homens e mulheres, negando as evidências biológicas que nos distinguem quer fisicamente quer psicologicamente. São mulheres  que tão pouco  sabem que estas uniões de entreajuda existem e nada sabem  sobre o verdadeiro amor. Umas agem apenas por desconhecimento, outras por ressabiamento.

Os feminazis não suportam a diferença. Querem nivelar tudo sem respeito pelas opções de cada uma.  Querem  IMPOR uma igualdade à revelia da natureza feminina que sente outros apelos, desrespeitando as livres opções de cada uma. Há muitas mulheres que têm medo de o dizer pela ditadura feminazi que  impõe que uma mulher que não ambiciona  uma carreira é porque a está a ser oprimida. Quando na verdade elas se realizam  optando pela família de forma voluntária.

Quando conheci meu marido, era eu a que estava profissionalmente bem posicionada e ganhava muito mais do que ele. Durante anos senti-me frustrada por vê-lo batalhar sem resultados de emprego precário em emprego precário. Por ter mais tempo, era ele o doméstico que cuidava da casa e filhos. Do outro lado, estava eu a ganhar para sustentar a família e sem horários de chegada a casa.  Essa situação nunca me agradou. Até que um dia, depois de muitos anos de luta juntos,  ele conseguiu finalmente vencer. Hoje tem um bom emprego com excelentes condições de trabalho, já foi promovido  e ganha muito mas muito acima de mim. Ainda não me cansei de lhe dizer o quanto me sinto orgulhosa dele, o quanto o admiro. E ele, pelo seu lado, não se cansa de repetir: “no passado ajudaste-me, hoje sou eu que faço questão  em te apoiar nos teus novos projectos”. Isto é união. Isto é amor. Isto é o que as feminazis não entendem.

O que as Mulheres precisam é de liberdade de escolha que as feminazis lhes negam. E se dúvidas houvesse sobre de que lado está a maioria das Mulheres, basta olhar para as mais de 25000 partilhas do texto. Aí está a resposta.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Um país só de doutores

Queremos ser um país de crescimento,  estar na vanguarda europeia mas somos pobres de espírito. Cultivamos uma sociedade de doutores onde ter um “canudo” é das coisas  mais primordiais na vida. Dos pais às escolas, passando depois pelos empresários e terminando na sociedade em geral, ser bem sucedido é vestir fato “à pinguim”  atrás de uma secretária com um cadeirão a condizer, de preferência num cargo de chefia  qualquer seja do Estado ou privado,  mesmo que não tenha qualquer competência para a função. Mesmo que para completar o curso universitário tenha andando anos a fio a arrastar-se pela universidade. Em Portugal  é preciso parecer mais  do que ser para que todos aplaudam seu “sucesso”.

É por isso que por cá  tropeçamos em doutores. Não importa se esses “canudos” foram obtidos com médias negativas, se são de cursos inúteis ou para áreas saturadas de profissionais. Importa sim é que todos os jovens cheguem às universidades mesmo os que não têm qualquer aptidão para tal. Baixam-se as médias, baixa-se o nível de exigência curricular  para que seja garantida o acesso a qualquer custo.

Porém, uma sociedade eficiente e altamente produtiva quer-se diversificada profissionalmente com elevado grau de formação em todas as áreas. As apostas não podem ser só num segmento. Não podem ser só  para os cursos de nível superior. Mas num país com uma cultura pobre que acha que ser doutor é que é sucesso e onde se promove o maior número de doutores por m2, só podia dar o resultado que deu: doutores aos ponta pés,  ignorantes e no desemprego.

Estive um mês na Alemanha e percebi o fosso que nos separa daquela civilização. Constatei porque são uma economia forte e nós uns pelintras. É que culturalmente estamos a léguas de perceber que a escola tem de oferecer diversas alternativas e que dar igualdade de oportunidades não é forçar todos os jovens a seguir numa mesma direcção. A escola tem de formar todo o tipo de indivíduos consoante as suas aptidões e sobretudo motivações. Não é verdade que todos sonham com um curso superior. Não é verdade que todos querem ser CEO de multinacionais. Não é verdade de todo.

Na Alemanha e Canadá, duas realidades que conheço, aposta-se fortemente nas vias profissionalizantes que consideram tão importantes como a via universitária. Por isso mais de metade dos alemães, por exemplo,  recebe formação para serrem electricistas, chefes de cozinha, carpinteiros, soldadores e tantas outras profissões que são muito bem remuneradas. Resultado? A Alemanha possui umas das menores taxas de desemprego e é um país de referência nas vias profissionalizantes possuindo um dos sistemas mais bem estruturados do mundo. Estes empregos são altamente respeitados e valorizados por toda a sociedade. Sabia?

Mas há mais: na Alemanha mais do que o grau académico, importa a experiência e “know-how”. Por isso, é vulgar ver gente sem curso superior a obter lugares técnicos nas empresas altamente remunerados acima da média bem como pessoas com mais de 50 anos a serem admitidas pela sua experiência. Aqui valoriza-se as pessoas e não os “canudos”.  Ah! E os empresários? Esses vestem  ténis e calça de ganga e deslocam-se para o trabalho  em bicicletas ou transportes públicos e não usam “títulos”. Não se distinguem dos trabalhadores porque se consideram parte da equipa e não “patrões”. Percebem a diferença cultural?

E nós? Bem, a cada governo que passa destruímos cada vez mais o futuro profissional dos nossos jovens ao criar apenas uma única via –  a universitária –  removendo todos os obstáculos para lá chegar, goste-se ou não de estudar. Contrata-se depois só jovens até aos 39 anos (estes últimos já com alguma sorte)  para depois nos queixarmos que há pouca gente para profissões intermédias. Na verdade somos aquela triste sociedade que desvaloriza por completo o canalizador, o electricista, a senhora da limpeza até ao momento em que  precisa de um destes profissionais e não consegue.

Para alcançarmos uma economia pujante não basta políticas de incentivo ao investimento é preciso também mudar toda uma mentalidade centrada exclusivamente  na produção  de doutores que não investe na formação profissional, não valoriza a experiência das pessoas e por isso não descola de crescimentos económicos anémicos e desemprego elevado.

Cristina Miranda

Estou farto de palhaços

Nas próximas eleições, os que votarem em Marcelo, será nisto que estarão a votar.

Os que optarem por votar novamente em Marcelo, não mais poderão dizer que se sentem enganados. Passam de eleitores que hoje se dizem supostamente enganados a eleitores apoiantes e coniventes. Não há mais desculpas. É assim simples, simples.

Desde que foi eleito, quantos polícias que foram violentamente atacados e feridos no desempenho da sua profissão, é que Marcelo visitou nos hospitais, num acto de apoio e defesa pública desses agentes de segurança e autoridade? Quantos

Quantos policias que morreram ou que foram assassinados durante o cumprimento do dever, é que Marcelo elogiou, comendou, prestou pública homenagem até hoje? Quantos?

Quantas famílias de policias que morreram ou que foram assassinados durante o cumprimento do dever, é que Marcelo já visitou, para prestar o seu respeito, condolências, dar um pouco de apoio institucional, moral, emocional, até hoje? Quantas?

Estou farto de palhaços e de palhaçadas, de embustes, de embusteiros, de hipocrisias, de hipócritas, de populistas que farisaicamente acusam outros de o serem, de autos de fé de populismo, de actos de cobardia, de rendidos e ajoelhados à ditadura das seitas do politicamente correcto, de gente que consegue dizer uma coisa num dia e no outro o seu contrário, de patéticos idiotas, de gente que vive da espuma do dia, do imediatismo, de cata ventos, de gente que se move pelo mediatismo e interesse do momento, de gente sem o mínimo de preocupação com efeitos a longo prazo, de gelatinas políticas, sem substância alguma, de inúteis, de inconsequentes, de gente que não assume responsabilidade de nada, de gente sem palavra, sem espinha dorsal, sem vergonha.

Caro Marcelo, definitivamente estou farto de ti. Fartinho.

Rui Mendes Ferreira

Adopta-me, José Sócrates!

José Sócrates Pinto de Sousa é cada vez mais um homem só. Só, não porque finge uma coisa que é e que depois, a senhora Fernanda Câncio, vai a descobrir precisamente o contrário-afinal a senhora tinha expectativas. Obviamente não vou descriminar nem analisar as amizades coloridas do ex-primeiro-ministro, vamos ao que interessa- depois de uma governação de 6 anos marcada por uma governação de tentativas de fascismo na Europa em pleno século 21, como a tentativa de compra da TVI por parte da PT através de ordens suas, construção de uma rede de bloggers e silenciamento à comunicação social de todos os quadrantes, escutas a Cavaco Silva e, por último, o que colocou Sócrates na categoria de um dos piores portugueses de sempre(atenção que não me quero substituir à RTP), uma pré-bancarrota onde Teixeira dos Santos, o seu ministro das finanças, como não esquecer, admitiu com todos os dentes que tem na boca que:” Em Maio não temos dinheiro para pagar salários nem solver compromissos de dívida”.

Cai aqui já um mito que perdura nas hostes do PS que, se o PEC IV tivesse sido aprovado, que o mundo era mágico e rosa. Totalmente errado! Somente as taxas de juro diminuiriam para níveis onde se podia efectuar emissões de divida curto prazo para pagar compromissos mais urgentes e, assim, adiar com a barriga o problema. Em Novembro de 2011 estávamos outra vez de tanga, ou melhor, ainda mais de tanga, e com um stock de dívida ainda maior. Sócrates cometeu crimes de gestão, crimes económico-financeiros que levaram 3 anos a serem reparados de modo bastante leve por Passos, não havia espaço para mais(a constituição não permite),  e que ainda hoje sentimos o efeito de 125% do PIB em dívida nos nossos bolsos diariamente.

Sócrates saiu impune da gestão do País. Foi para Paris estudar numa faculdade caríssima tendo um estilo de vida ao mesmo tempo brutal. O ex-primeiro-ministro ganhava pouco mais de 3 mil euros líquidos nas suas antigas funções, enquanto ministro pouco menos ganhava. Sócrates não teve tempo para amealhar tanto dinheiro que lhe pudesse pagar milhões de euros de despesas em Paris, a não ser que, claro, tenha amigos e familiares de uma qualidade suprema que nós, comuns mortais aqui do reino à beira mar plantado, não temos. E, diga-se de passagem, não temos, Sócrates tem uma vida social que nós não temos, Sócrates vive na casa dos outros- deve ter algum trauma de ter casa própria, coisas entre ele e a Câncio, não nos cabe a nós escrutinar- Sócrates vive do dinheiro dos outros.

Carlos Santos Silva é um ser inimaginável, um homem que devia estar imortalizado com diversas estátuas na Covilhã com o símbolo do euro no peito. Uma espécie de Ebenezer Scrooge invertido, amigo do seu amigo, que ajuda os mais necessitados na hora de comprar um fato Armani e pagar pequenos almoços nas mais prestigiadas pastelarias de Paris. É pena que, o conto de fadas fique por aqui. É com muita pena minha que, tivemos um Primeiro-Ministro que enriqueceu ilicitamente, tem diversas testas de ferro espalhadas, património não declarado. Sim, porque os amigos não são assim tão parvos e esbanjadores, sim, porque 3 mil euros líquidos por mês não dão para tudo.

Mauro Oliveira Pires

António Costa é uma Farsa

O cheiro a morte e incompreensão do que aconteceu em Borba chega a Lisboa com o mesmo tom de sempre: Todos ficam em choque por momentos, por horas, por vezes até por meros dias, mas a espuma das semanas e dos meses logo apagam os “arrependimentos repentinos”, que mais parecem uma máscara de funeral algo cínica que os políticos de Lisboa, não todos felizmente, usam quando confrontados na sua bolha existencial. Portugal sempre teve o problema estrutural de começar o problema, arrastar o problema- empurrando-o com a barriga ao máximo-, originando depois o desastre dizendo que ou por azar dos Távoras, ninguém sabe de nada ou está de consciência tranquila, isto claro, soa normal em terras lusitanas mas, em terras normais, tamanho desprezo pela vida humana dava direito a demissão.

Nunca é tarde para relembrar, nos tempos do Engenheiro que não sabia fazer contas simples, hoje “líder” da ONU, vulgo António Guterres, que a quando da queda de uma ponte, Jorge Coelho então ministro das obras públicas de Guterres, demite-se pela queda da ponte. Guterres pede desculpa, perdão às vítimas, como bom católico que é. António Costa não sabe de nada, o secretário, ministro da tutela actual nada dizem, só um mero silêncio táctico para fugir as purgas do dia, como tal, o senhor ministro da tutela actual leva com as culpas, Costa empurra-o para a armadilha de modo subtil e como de melhor sabe fazer: tramar os outros, até os amigos mais próximos, sempre para se proteger da sua quota parte de responsabilidade enquanto Primeiro-Ministro.

António Costa tem culpa directa do desastre? Muito provavelmente não! António Costa sabia do que podia acontecer? Muito provavelmente sim, até porque o ministro do ambiente de Passos Coelho quis fechar o empreendimento por risco do que já aconteceu. Hoje, neste ambiente altamente informatizado, de passagens de pastas, de rapidez repentina, Costa recebeu a informação com certeza do que podia acontecer em Borba, até pela informação que recebeu do Governo anterior e por pastas e análises que se tem em caixa. Um simples assumir de desculpas, algo que a boa educação exige, de algum arrependimento pelo menos para as câmaras, em honra das almas perdidas, era de homem, algo que António Costa não é, nunca foi e pelo menos tenho a certeza que num período mais alargado no tempo, mais lá para a frente nunca o será.

A cara mais pálida do Primeiro-Ministro para as câmaras, o que foi evidente, não era algo do momento, são remorsos do passado, muito recente, não pelas vítimas, mas o de como fugir à questão. Além disso e, terminando esta peça, o Estado foi alertado 5(!) vezes do que podia acontecer em Borba(cliquem na frase), corroborando o que disse no parágrafo anterior. Esta é a criatura que “governa” Portugal. Siga para Bingo, camarados!

Mauro Oliveira Pires

 

 

Partidos da Governação e Partidos Liberais

Na semana em que nasceu mais um novo partido político em Portugal, com a entrega dos documentos e das assinaturas necessárias no Tribunal Constitucional para a formalização do Aliança, o novo partido de Pedro Santana Lopes, e numa altura em que se vive uma fase fundamental na vida da associação política Partido Libertário, com uma Assembleia Geral que decorreu no sábado, dia vinte e dois de Setembro, resolvi revisitar um tema que cobri no meu antigo canal de youtube, Ideias Radicais Portugal, os partidos políticos portugueses.

No canal fiz uma série de vídeos em que tentei explicar, do meu ponto de vista, a que correspondia cada um dos principais partidos políticos das últimas duas décadas no panorama português. Para este texto vou-me centrar apenas nos dois partidos em torno dos quais o poder político tem girado desde o 25 de Abril de 1974, e a minha proposta é procurar alternativas nos partidos que têm surgido nos últimos tempos, que se afirmam liberais ou que assumem inclinações liberais. Para isso, vou analisar textos e declarações disponíveis na internet da Iniciativa Liberal, do Democracia 21 e do Aliança. Obviamente, este artigo não passa da minha opinião pessoal e da minha interpretação das indicações que recebo de cada um dos partidos analisados, com base na sua actuação e nos seus manifestos. Relativamente aos novos partidos liberais, espero que venham a demonstrar ser uma verdadeira alternativa, e esse ponto tem que ficar bem explícito: a crítica é apenas uma ferramenta para que entendam que pessoas há, como eu, que têm tido dificuldade em perceber a mensagem que têm tentado passar.

PSD:

Vamos começar pelo PSD, Partido Social Democrata, que até há bem pouco tempo era o partido em Portugal que tinha o maior número de militantes inscritos e que, embora seja difícil fazer as contas porque concorreu coligado às últimas legislativas, pode-se deduzir que foi o partido que teve maior número de votos.

O PSD é um partido que se afirma social democrata, mas que pertence ao grupo dos Partidos Populares Europeus, ou seja, pertence a uma família política europeia diferente daquela que corresponde aos seus ideais. A social democracia não difere muito do socialismo.

A social democracia também defende princípios que podem ser considerados marxistas de um estado forte, regulador e intervencionista nas diversas áreas sociais, pela defesa do estado social, só que nesta ideologia a mudança não ocorre por meio de uma revolução, mas por um meio progressivo e pseudo-voluntário, em que o estado vai crescendo até tomar conta de tudo e de todos.

Dentro do PSD há muita gente que se diz de direita, sendo que conheço alguns liberais clássicos que são militantes ou afiliados no partido. Em Portugal, o partido é visto como sendo de centro-direita ou de direita, mas no fundo o PSD é uma grande confusão; é uma junção de uma série de ideias diferentes que desaguam todas na social democracia.

Vendo o que é a social democracia, interessa ler uma parte da descrição feita pelo próprio partido, no seu site, para dar uma ideia do quão confuso é o partido: “O PSD é um partido que, sendo social democrata, valoriza o liberalismo político e a livre iniciativa caracterizadora de uma economia aberta de mercado”. Tendo o PSD tido a intervenção que teve no caso do BES, somando-lhe os alegados envolvimentos de altas figuras do PSD no BPN e no BPP, torna-se estranho imaginar este partido a falar numa economia aberta de mercado, com livre iniciativa. Será isto liberalismo político? Quando um partido, no governo, intervém no sector bancário, nacionalizando bancos com o intuito de os vender, não me parece que se possa falar em liberalismo ou em mercado livre. O estado não tem que se meter… se um banco, uma empresa, um negócio, seja o que for, tiver que cair, que caia, apesar das dificuldades que isso possa trazer aos seus clientes.

Outra parte da descrição feita pelo partido no seu site diz o seguinte: “O estado não deve chamar a si aquilo que os indivíduos estão vocacionados para fazer e que podem fazer”. Ora bem… os indivíduos estão vocacionados para gerir o seu próprio dinheiro e podem gerir o seu próprio dinheiro! Pensando nisto, como é que o PSD conseguiu aumentar tantas vezes a carga fiscal em Portugal? E a que propósito é que o PSD sempre favoreceu um estado social forte, ou defendeu um serviço nacional de saúde?

Mesmo as privatizações levadas a cabo pelo PSD foram sempre confusas e pouco condizentes com um partido que se diz favorecer uma economia aberta de mercado. A venda da TAP foi um exemplo disso. Não se deu por completo, foi feita em cima do joelho, com demasiados entraves, demasiadas incertezas.

Analisando aquilo que o PSD defende, torna-se difícil considerá-lo um partido de direita. Vejamos:

O PSD defende o rendimento social de inserção, defende o serviço nacional de saúde, mistura gestão privada com serviços públicos, dando-lhe toques de corporativismo.

O PSD defende a constituição portuguesa! Eu consigo compreender que seja complicado um partido político declarar-se abertamente contra a constituição, mas para um partido que se auto classifica como de centro-direita, seria desaconselhável haver essa defesa aberta de uma constituição que no seu preâmbulo diz (e passo a citar) “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.” Neste preâmbulo, só a junção das expressões “sociedade socialista” e “um país mais livre, mais justo” causam-me alguns arrepios, mas pronto.

Houve alturas da história recente da democracia portuguesa em que o PSD chegou ao poder e declarou a intenção de reduzir a dimensão do estado. Isso acabou por se traduzir na redução do número de ministérios por comparação com os governos PS, mas coincidiu com a criação de “superministérios”, ministérios demasiado grandes e abrangentes, que não reduziram realmente a intervenção estatal, dando apenas lugar a que um só ministério retivesse para si a acção em mais áreas do que seria de supôr. Ou seja, diminui-se o número, mas mantém-se a influência. Traduzindo, centraliza-se ainda mais o poder! Parece-me uma visão pouco liberal da governação.

PS:

Dentro do Partido Socialista existe uma divisão principal: socialistas “puros” e sociais democratas. Este é um partido considerado de esquerda por uns, ou de centro-esquerda por outros. Sendo que o PSD também é um partido social democrata, torna-se complicado entender por que é que um é de centro-direita e o outro de centro-esquerda, se defendem essencialmente as mesmas coisas. Em termos de conteúdo, a diferença não é substancial. Na forma, também não é grande, mas é mais assinalável.

Um exemplo relativo à forma tem a ver com o número de ministérios dos governos socialistas, que já chegaram a ter 21 ministérios. Não tendo os tais “superministérios” do PSD, o PS consegue ter ministérios para tudo e mais alguma coisa!

Estamos a falar de um partido que esteve nos governos anteriores às três bancarrotas da democracia portuguesa, chamando por três vezes instituições externas para intervir em Portugal. Conhecendo a fórmula mágica de economistas como Paul Krugman ou Josef Stieglitz, o PS é um excelente aluno. Não vou entrar em grandes pormenores de economia, sobre isso falarei com pessoas bem mais habilitadas que eu, mas a verdade é que o PS põe sistematicamente o ónus do crescimento da economia no consumo, raramente com bons resultados. O actual governo até tem apresentado resultados vistos como positivos, mas aqui estamos perante um caso do visto e do não visto. O que não vemos neste momento são as consequências das políticas despesistas levadas a cabo por Costa e companhia. A seu tempo teremos respostas, mas teremos que saber analisá-las.

Em Portugal, o PS é visto como o partido que salva o país da tirania da direita, em nome do bem estar social, em nome do bem estar do povo. É um partido com um historial de líderes com excelentes capacidades de retórica, de diálogo, de negociação. Tudo isto personificado no “animal feroz” que foi José Sócrates, ou no grande negociador, mentor da geringonça que é António Costa. António Guterres era visto como um excelente líder pelas suas capacidades de diálogo. O António Costa ainda está no poder, mas parece que em Portugal as pessoas se esquecem frequentemente do governo que veio antes do anterior. Parece que já ninguém se lembra em que estado ficou o país em 2002, quando António Guterres saiu do governo, ou mesmo em 2011, quando José Sócrates foi derrotado por Pedro Passos Coelho.

Estamos a falar de um partido que se vangloria de várias conquistas, como a adesão à União Europeia ou à moeda única, obras públicas megalómanas e pessimamente negociadas e por aí fora. Tudo isto acaba por ter um denominador comum: nunca houve consultas populares acerca de nenhuma destas decisões, sendo sempre tomadas para o bem do país, com resultados desastrosos. Isto é um partido que assume saber o que é melhor para todos nós, sabendo-o mesmo melhor que nós próprios.”

A situação actual:

Se em termos ideológicos é complicado encontrar diferenças entre os dois partidos, a História recente do país acaba por nos ajudar a descobrir pontos de divergência, seja no estilo de liderança, na forma de se organizarem ou na forma como encaram certos aspectos, principalmente os de cariz social. São inegáveis as diferenças entre personagens políticos como Guterres e Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates, ou Passos Coelho e António Costa. No entanto, nos últimos tempos, até essa diferença tem sido dissipada.

A afinidade entre António Costa e Rui Rio é conhecida e vem, pelo menos, dos tempos em que ambos eram presidentes de câmara, de Lisboa e Porto respectivamente. A dificuldade do actual líder do PSD e da oposição em fazer, de facto, oposição ao primeiro ministro chega a ser constrangedora. Tomando por exemplo um caso que está a dar que falar nesta altura, Rui Rio foi crítico de Joana Marques Vidal enquanto Procuradora Geral da República e chegou a defender que não devia ser reconduzida no cargo, permitindo assim que Lucília Gago fosse indicada para o cargo. Nesta sexta feira, para Rui Rio, Joana Marques Vidal já tinha sido a melhor Procuradora Geral da República que Portugal tinha tido. Este desencontro entre o que Rui Rio realmente pensa, que é demasiado próximo do pensamento de António Costa, e o que Rui Rio quer pensar, de maneira a ser, de facto, líder da oposição, é, no mínimo, desastroso!

Depois, há as situações em que Rui Rio vai mais à esquerda que o PS, como o caso da Taxa Robles, em que Rui Rio defendeu que a ideia não era descabida, levando com a resposta de várias figuras do PS que a rejeitaram liminarmente.

Perante esta amálgama que são os partidos de poder em Portugal, restam poucas alternativas. Sabendo que eu dificilmente poderia apontar o Bloco de Esquerda, o PCP ou os Verdes como alternativas viáveis, resta o CDS no panorama actual. Não vou falar do CDS neste episódio por uma questão de economizar tempo, senão o episódio tornar-se-ia demasiado longo e ainda mais monótono, mas há outros pontos que gostaria de mencionar.

Nos últimos largos meses temos assistido à chegada ao espectro político português de vários partidos e movimentos que se afirmam liberais ou que dizem ter fortes inclinações e influências liberais. No que resta deste episódio vou fazer algumas observações sobre os seus manifestos e as suas declarações públicas, começando pelo que se constituiu como partido político há mais tempo, a Iniciativa Liberal.

IL:

A Iniciativa Liberal surgiu no panorama político nacional, como partido político reconhecido pelo tribunal constitucional, no final de 2017. Neste momento, é o único dos movimentos de que vou falar que está a funcionar já como partido, e não apenas como movimento ou associação (nota: o Aliança também já viu o seu processo concluído e aceite pelo TC). Apareceu como um movimento que defende menos estado, mais liberdade, que aliás é o seu slogan mais visíviel, baseando-se no manifesto liberal de Oxford, de 1947. Adaptando este documento, a Iniciativa Liberal apresentou-se com o Manifesto Portugal Mais Liberal. Embora saúde a ideia, pessoalmente não gostaria só de ver Portugal mais liberal.. gostava de ver Portugal de facto liberal clássico, ou mesmo libertário!

Bom, mas passando os meus devaneios à frente, vamos espreitar as principais linhas do manifesto deste partido. O primeiro ponto é relativo à capacidade de raciocínio e actuação independente do Homem e dando ênfase à liberdade de escolha, bem como à responsabilização pelas acções por ele praticadas. No segundo ponto defende-se o respeito pelo ser humano e pela família, como bases fundamentais da sociedade. Até aqui tudo bem, mesmo considerando o destaque dado à capacidade de actuação independente do homem, parecido com o ponto do PSD em que se diz que o Estado não deve chamar a si o que os indivíduos estão capacitados para fazer.

Nos dois pontos seguintes pode ler-se o reconhecimento do Estado como instrumento do desenvolvimento da sociedade e as áreas onde o estado não deve ter intervenção, sendo que o 5º e 6º pontos acabam por ser semelhantes àquilo que se pode ler em textos de qualquer um dos outros partidos políticos mencionados neste episódio, já presentes na assembleia da república. Fala-se da defesa do estado de direito ou do respeito pelas liberdades e opiniões das minorias. Infelizmente, é raro o caso em que estes assuntos sejam geridos com bom senso. Resta saber se a Iniciativa Liberal o fará.

Relativamente ao progresso económico, a Iniciativa Liberal admite o controlo estatal em actividades que excedam o âmbito da iniciativa privada, ou áreas em que a concorrência já não funcione. Parece-me que a Iniciativa Liberal é liberal, mas não acredita verdadeiramente no livre mercado, uma vez que se acreditasse, de um ponto de vista liberal clássico, teria noção que o livre mercado se encarrega de promover a concorrência e tem o potencial de criar soluções para qualquer área de actividade. Por isso mesmo, aquilo que a Iniciativa Liberal propõe que seja a actuação do estado na economia acaba por ser um grande nada, se houver uma economia de livre mercado. Se for essa a ideia, acaba por ser inútil atribuir funções ao estado na economia.

Na terceira secção do manifesto, denominada liberdade e responsabilidade, temos um “call to arms”, um chamamento às armas, numa tradução livre. Diz-nos a Iniciativa Liberal que cada cidadão tem que assumir um sentido de responsabilidade para com os demais e participar activamente na resolução dos problemas da comunidade. Eu admito que sim, mas de forma voluntária. Da maneira que isto está escrito, parece-me mais solidariedade forçada. Isso tem um nome, mas pronto. Nesta secção, dizem-nos também que ao estado cabem várias funções de incentivo, nas áreas cívica, social e ambiental, para tornar a sociedade sustentável. Pessoalmente, acho o estado redundante nestas matérias. O civismo não pode ser imposto, mas antes fomentado. Daí virá a civilização, a responsabilidade social consciente, e não forçada, e a consciência ambiental.

A última secção é referente à paz e à prosperidade. Nenhum dos pontos apresentados me parece criticável, mas também não me parece algo demasiado distante do que outros partidos já existentes defendem. Ou seja, temos aqui algumas boas ideias, misturadas com outras já existentes e ainda outras um bocado menos boas, por assim dizer. É um princípio, mas como libertário, votaria na Iniciativa Liberal? Tenho dificuldades em compreender se seria boa ideia.

D21

O democracia 21 nasceu no início deste ano de 2018 e encontra-se em fase de recolha de assinaturas para se constituir formalmente como partido político, de maneira a concorrer às eleições europeias e legislativas de 2019. É um proto-partido frequentemente descrito como sendo de direita e liberal. Não tenho grandes objecções à descrição, e até a compreendo, considerando a ideia que a maioria das pessoas em Portugal tem do conceito liberalismo, mas parece-me que um esclarecimento mais profundo do liberalismo defendido deixaria bem mais claro o posicionamento no espectro político esquerda-direita.

Tal como acontece na Iniciativa Liberal, o Democracia 21 tem vários ex-militantes do PSD na sua fundação. Há quem veja isto como uma espécie de ramificação do centro-direita e de fragmentação do eleitorado do PSD. Não concordo. Se todas as ideias possíveis tivessem reflexo nos partidos políticos existentes desde o 25 de Abril, nunca teríamos taxas de abstenção significativas.

O Democracia 21 apresentou em Julho o seu próprio manifesto, composto por 5 pontos: liberdade, estado, economia, sociedade e país, e europa e mundo. No primeiro ponto, a liberdade, podemos ler que esta é um direito inalienável de todos os indivíduos – até aqui tudo bem – e que o Democracia 21 acredita na soberania moral do indivíduo. Ou seja, mais um ponto em comum com a Iniciativa Liberal e com o PSD. Nada contra, é apenas uma constatação, que acaba por ser natural, partilhando os três de um espaço político próximo.

Relativamente ao estado, diz-nos o Democracia 21 que o quer limitado, laico e de dimensão reduzida. O PSD também o quer de dimensão reduzida, mas nem por isso consegue limitar os seus poderes. Neste ponto, o Democracia 21 introduz um ponto interessante: além de falarem de uma justiça verdadeiramente independente, imparcial e transparente, como funções que o estado deve assegurar, falam também da necessidade de o estado assegurar o acesso universal a uma educação de qualidade, cuidados de saúde, justiça, segurança, e a existência de uma rede básica de protecção social. Aqui, enquanto libertário, não consigo concordar. Parece-me interferência a mais. Vocês, leitores, podem não concordar comigo e até aceitar a intervenção do estado nestas áreas, mas parece-me excessivo.

Já no terceiro ponto, o Democracia 21 defende a economia de mercado livre e recusa o intervencionismo estatal. Isto parece-me contrastar com as funções atribuídas ao estado no ponto anterior, uma vez que a economia está presente nas áreas mencionadas. Se o estado não vai intervir, como vai assegurar coisas que têm custos associados?

Nos últimos dois pontos, não tenho grandes observações a fazer. Vou disponibilizar o link para este manifesto e para o da Iniciativa Liberal no final do artigo, para que os possam ler na íntegra.

Da minha experiência com o Democracia 21, pude já notar que contam entre si com feministas acérrimas, o que torna a questão de serem de direita um bocado estranha, visto que estamos a falar de pessoas que se parecem identificar com o feminismo pós-modernista específico de certa parte da esquerda, tanto lá fora, como mesmo em Portugal. É mais um ponto em que seria interessante sermos esclarecidos, mas os esclarecimentos vindos do Democracia 21 têm sido raros e pouco esclarecedores. (nota: justiça seja feita, desde a data de redação deste texto, o Democracia 21 tem sido bastante mais produtivo em termos de conteúdos e cada vez mais esclarecedor e esclarecido, tomando posições bastante mais próximas daquilo que, pessoalmente, considero ser liberal; um ponto bastante positivo, obviamente!)

Aliança

O Aliança, de Pedro Santana Lopes, diz-nos na sua declaração de princípios que assenta a sua matriz em três eixos fundamentais: personalismo, liberalismo e solidariedade. Relativamente ao personalismo, fala-se em respeito pela vida, pela pessoa e pela sua dignidade. Mais uma vez, nada demasiado divergente daquilo que encontramos na declaração do PSD. O papel da família na base da sociedade e as liberdades religiosas e pessoais também estão nesta declaração. De um modo geral, não há grandes diferenças entre a declaração de princípios do Aliança e a do PSD, o que não é propriamente de espantar. Na prática, veremos como actuará este novo partido, que faz questão de ter na descrição da sua matriz a palavra liberalismo. Se o levar tão a sério como o PSD leva a questão da economia de mercado aberta, será uma oportunidade perdida de inovar no espaço político português.

A verdadeira diferença, acaba por ser a posição do Aliança relativa à União Europeia. Muito brevemente, o Aliança cita as diferenças daquilo que eram as circunstâncias dos países que a fundaram para aquilo que é hoje a União, para justificar que não faz sentido seguir com uma união europeia que não seja reformada.

Depois, diz-nos o Aliança que o Estado deve ser forte e respeitado nas suas funções de soberania. Menciona a justiça e a segurança – nada de novo aqui – e diz também a Aliança querer um estado responsável, regulador e dinamizador em áreas vitais para o nosso país, que transcendem a esfera do privado. Parece-me já ter lido isto em algum lado… Em contraste, nesta declaração pode ler-se a defesa de uma forte redução da carga fiscal. Não é tudo mau, nem lugares comuns!

Não me vou alongar muito mais, porque o texto já vai longo. No fundo, os três novos partidos de cariz liberal acabam por se assemelhar demasiado entre si e só o futuro nos dirá se constituem reais alternativas ao que já existe. O problema parece-me residir no facto de estarem todos demasiado ancorados no seu passado no PSD, que acaba por fazê-los demasiado parecidos também com os dois partidos que têm alternado as funções de governação. É preciso romper com este ciclo. Para isso, espero poder contar com um destes três partidos, ou com o Partido Libertário.

Links:

Aliança

Democracia 21

Iniciativa Liberal

22/09/2018 (data de edição: 30/10/2018)

Frederico Godinho para Isto é Liberdade! e PortugalGate

Ivo Rosa, o Juiz “Arquivador”

Há meses foi-me dito em mensagem privada, que o Juiz Carlos Alexandre e a Procuradora Joana Marques Vidal iriam ser afastados dos processos que envolvem Sócrates e outros. Nessa altura, como o faço sempre, coloquei em dúvida essa possibilidade pela importância que estes processos têm e que, ao mudar de mãos, sem justificação plausível, iria destruir por completo a credibilidade da justiça portuguesa aos olhos da sociedade nacional e internacional. Ontem, ficamos a saber que afinal havia mesmo um plano e a última peça do xadrez foi jogada para xeque-mate! Tiro o chapéu!

O afastamento de Joana Marques Vidal foi por culpa do Presidente da República que jamais imaginaria ver colocar os  interesses da Nação no caixote do lixo ao aliar-se a Costa nesta decisão.  Agora, para a nomeação de um novo juiz,  foi  um sorteio electrónico para duas pessoas apenas, completamente viciado, onde só à quarta tentativa deixou de dar “erro”. É claro que o português comum e pouco informado não deu pela pirataria. Não sabe que basta colocar um algoritmo que rejeite o nome que não se pretende, sinalizando-o como “erro”, para assegurar o resultado pretendido. Não entende que não foram erros mas sim 4 tentativas para obter o que desejavam. O que eles não previram foi que por TRÊS VEZES o computador escolhesse o nome de Carlos Alexandre e por isso houve uma sucessão escandalosa de “erros”  que não o foram e com os quais ficaram desmascarados. Este programa informático devia ser imediatamente investigado sem demoras! Ficou clarinho a movimentação tentacular que já vem de trás para safar o peixe graúdo entalado  e bem, nas malhas da justiça.

Que nos espera então esta nomeação de um juiz que por ironia tem o apelido “rosa”? Bem, não é preciso pesquisar muito para saber. Este senhor já vem com um largo currículo de “safanços” de suspeitos de  corrupção. Pois é. Conhecido por não  gostar de apoiar as teses incriminatórias do MP sobretudo quando dizem respeito a caça grossa, Ivo Rosa ilibou 18 dos arguidos da “Operação Zeus”, processo relacionado com a corrupção nas messes da Força Aérea. No caso EDP retirou a  Manuel Pinho o estatuto de arguido mesmo com todas as evidências e suspeitas impedindo ainda  que a PJ fizesse buscas nas suas casas e ainda tivesse acesso às suas contas e movimentos bancários, por entender não haver indícios mínimos de corrupção  sem no entanto permitir a investigação esmiuçada para tirar as dúvidas. Ainda no caso das rendas da EDP, foi este mesmo juiz que impediu também o acesso às contas bancárias de António Mexia e Manso Neto, o que levou procuradores a pedir o seu afastamento do processo acusando-o de parcialidade.  Mas não ficamos por aqui: Ivo Rosa num processo em que a TAP era suspeita de lavar dinheiro de figuras da elite angolana, decidiu não levar nenhum dos suspeitos a julgamento destruindo todo um trabalho de investigação do DCIAP.  Mas calma, ainda há mais: este juiz, no caso do Gangue do Multibanco, um grupo de violentos criminosos responsáveis por mais de 100 assaltos e outros crimes graves, libertou 11 dos 12 membros. Valeu-nos o recurso do MP para um tribunal superior que reverteu por completo esta decisão e onde todos os arguidos acabaram por ser condenados a duras penas.

Por isso os advogados de Sócrates batem palmas! Por isso figuras do PS estão em êxtase! O juiz que mais safou gente ficou com o Processo Marquês. Dúvidas?

Eu não, não tenho depois do que vi ontem. Só certezas. A certeza que vamos regredir aos tempos de Pinto Monteiro e Cândida Almeida, que não viam corrupção em Portugal só “bons rapazes”.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Não há pão? Comam brioches

Não há bens para comer, nem dinheiro para os comprar? Poupem, e comprem ouro”. Eis numa linha só, o que esta semana Nicolas Maduro basicamente aconselhou o seu povo a fazer.

Segundo reza a história, (ainda que não tenha sido possível comprovar a sua veracidade) ou talvez seja só uma lenda, em tempos idos lá pela França, existiu uma sra. que enquanto o seu povo se queixava da falta de pão, e morriam milhões à fome, ela aconselhava-os a comer brioches.

Com milhões de venezuelanos a morrer de fome, uma inflação superior a 10.000%, com um salário médio inferior a 40 euros mensais, com uma economia que já praticamente nada produz, e onde já não existem sequer bens de primeira necessidade, com um salário mínimo que equivale a terem que trabalhar um mês para conseguir comprar 6 kilos de arroz, Maduro, esse “Grande Líder Timoneiro ” do povo venezuelano, veio dizer ao seu povo para pouparem dinheiro para comprarem ouro.

A dita sra. francesa, acabou (e sim esta parte é absolutamente verdade) com com a cabeça cortada, às mãos do seu próprio povo, e há quem diga, que os seus executores, por lembrança das suas famosas palavras, fizeram questão de lhe enfiar uns brioches pela goela abaixo, antes de lhe darem o merecido fim.

Já Nicolas Maduro, não sei qual irá ser o seu fim, ainda que, suspeito, também não irá ser nada simpático, mas quando esse dia chegar, espero que o povo lhe conceda como última refeição, umas barras de ouro enfiadas pelas goelas abaixo, pois enfiar-lhe pão e brioches, com um povo onde milhões passam fome e onde milhares morrem de fome, seria um enorme desperdício.

Rui Mendes Ferreira( Sigam o Rui no facebook)

Miséria e Pobreza por Livre Opção.

Foi hoje oficialmente declarado que 90% do povo venezuelano, já se encontra a viver em extrema pobreza.

E ainda dizem que o socialismo não funciona, e não consegue promover sociedades repletas de “igualdade”.

E só não são 100% a viver na miséria e na pobreza, porque como é habitual nos regimes socialistas, os restantes 10%, são os que pertencem às nomenclaturas, são as elites do partido que governa, são as clientelas dos privilegiados pelo regime, e são os capachos a soldo destes, (polícias, juízes e militares, sindicalistas) que são bem pagos para dar cobertura e protegerem a manutenção do regime.

Curiosamente, ou talvez não, as nomenclaturas socialistas, conseguem sempre o milagre económico de enriquecer pessoalmente, enquanto o restante povo empobrece, mesmo em países miseráveis e com economias a definhar.

O que vem refutar em absoluto a teoria de que os socialistas não conseguem gerar riqueza nem enriquecimento. Conseguem gerar riqueza sim. Ainda que não para os povos que governam, e que neles votam, pelos menos para si e para os seus não há dúvidas que conseguem.

No entanto, convém mencionar que o regime socialista da Venezuela, foi uma livre escolha do povo venezuelano. E os socialistas só estão a cumprir o que prometeram: acabar com os ricos e com as desigualdades.

Seja na riqueza ou na miséria, igualdade é igualdade, e eles tb não disserem que género de igualdade seria produzida.

E os venezuelanos também não foram enganados, pois os seus socialistas só estão a dar ao povo, aquilo que todos os socialistas pelo mundo fora, deram a todos os outros povos onde governaram.

Mas então como é que se explica que sendo do conhecimento público os resultados do socialismo, e o seu extenso histórico de exemplos, ainda assim, um povo caia no logro de eleger o socialismo para seu modelo de governação?

É de simples explicação. Basta ser um povo de preferência pouco letrado, pouco formado e pouco informado, com uma tendência natural para acharem que riqueza, e bem estar, são direitos e não deveres resultantes de trabalho árduo, e basta serem um povo com bastantes genes e influências latinas, onde geralmente impera o culto da inveja do sucesso dos outros, e da cobiça dos bens e da riqueza dos outros.

Reunidas estas condições, e este caldo cultural, basta prometer-lhes que com um regime socialista irão poder apoderar-se dos bens do seu vizinho, prometer-lhes que irão poder viver sem trabalhar, e por conta do dinheiro dos “ricos”, e que o Estado irá protege-los, tomar conta deles, assegurar todas as suas necessidades e preocupar-se com o seu bem estar, e é eleição garantida para qualquer partido socialista. Foi exactamente o que aconteceu na Venezuela.

Um país e um povo que detém as maiores reservas de petróleo do mundo, que possui terras férteis em abundância, onde num passado recente conseguiam produzir todo o alimento necessário para o seu povo, onde não existia fome, e viviam em paz e razoavelmente bem, e que numa década e meia se torna numa das economia mais disfuncionais, improdutivas, e numa sociedade com um povo com níveis de vida dos mais miseráveis do mundo, é pobre e miserável não por factores externos ou de conjuntura, mas sim porque escolheu querer ser pobre e miserável.

Os venezuelanos estão somente a colher o que andaram a semear. Têm o que merecem.

Portugal e os portugueses, também andam há 44 anos a escolher ser pobres e miseráveis, e também só estamos a colher o resultados das nossas opções e do que temos andado a semear.

Tal como o povo venezuelano, também adoptamos um regime de base socialista, que cultiva o confisco, a cleptocracia, a cobiça dos bens dos vizinhos, e a inveja de quem tenha sucesso.

Tal como o povo da Venezuela, tb escolhemos acreditar no caminho das promessas de que iríamos poder viver todos por conta do dinheiro dos “ricos”, sem ser necessário ter que trabalhar para tal. Escolhemos acreditar nas promessas de que doravante o Estado iria tomar conta de nós e dos nossos, que nos iria proteger de tudo e de todos os males, que nos iria assegurar todas as nossas necessidades e que não mais teríamos que nos preocupar com o nosso bem estar. E tudo isto, de forma gratuita, pois tb prometeram a muitos, que iriam ser “outros” que iriam pagar tudo isto.

Tal como na Venezuela. o resultado por cá, foi um regime de elites cleptocráticas, que a coberto de um Estado opressor, controlador, confiscador, servem-se, protegem-se a si e aos seus, ao invés de servir e proteger os que o pagam e alimentam, conseguindo escravizar e controlar todo um povo, mantendo-o na dependência do estado e da vontade dos governantes, através da muita miséria, atraso e pobreza.

Tal como o povo venezuelano, temos o que merecemos.

Rui Mendes Ferreira