Cúmulo da hipocrisia: esquerda europeia culpa Israel por ter eliminado…um sanguinário terrorista!

1.A hipocrisia da Europa já não é defeito; é puro feitio. Um feitio irritante de uma realidade política e económica que se encontra completamente exangue, sem perspectiva de futuro e em profunda inquietação quanto ao presente. E como elemento agravante desta tragédia que estão impondo à sociedade europeia, os próprios líderes políticos admitem – sem rodeios, nem hesitações – o seu próprio falhanço: confronte-se as declarações do Presidente francês, Emmanuel Macron, antecipando o precipício iminente da Europa. O Sr. Europa – como Macron era apelidado até há bem pouco tempo – já só tenta sobreviver ao colapso deste projecto político de coordenação e amizade entre nações que a (sempre iluminada!) elite europeia tratou de condenar à morte. A França conhece exemplarmente o significado da guilhotina como símbolo de transformação- ruptura-decadência política: pois bem, esta elite europeia (a que Macron pertence, pese embora as suas tentativas de distanciamento crítico selectivo) impôs a guilhotina do politicamente correcto a todos nós, em benefício de alguns (poucos) e em prejuízo da maioria.

2.Já nem mesmo do ponto de vista da defesa do património axiológico a Europa se destaca. Os direitos humanos converteram-se, neste nosso continente, mera figura de retórica: palavras bonitas para maquilhar ideologias políticas chocantemente feias. Teorias filosóficas catitas para esconder a ideologia de morte e terror com que a esquerda política (com os seus amigos da extrema-direita) sonha incessantemente. A lógica dos “esquerdanetes” resume-se ao seguinte: amigo do meu inimigo, meu inimigo é. Donde, quem mata “yankees” e lança pragas (e rockets) contra Israel, quem jura pretender destruir os alicerces da civilização judaico-cristã – é o amigo mais popular e querido da esquerda portuguesa e europeia. Como há muito que a esquerda (dizer-se “esquerda radical” é hoje um pleonasmo) abraçou as doutrinas do relativismo moral, na sua perspectiva, em nenhuma situação da vida há certo e errado; apenas politicamente conveniente e politicamente inconveniente. Consequentemente, o terrorismo passa a ser positivo e salutar se se dirigir contra as “pessoas certas”, isto é, contra os inimigos ideológicos dos esquerdanetes. Acresce que há uma esquerda (e, infelizmente, uma direita) dos interesses que encara a esquerda ideológica radical como os idiotas úteis que é preciso estimar para dominar as estruturas de poder.

3.Neste contexto, a hipocrisia das elites europeias é facilmente explicável: por um lado, as estruturas administrativas são dominadas pela esquerda ideológica; por outro, a esquerda dos interesses e a direita dos interesses juntam-se, alimentando a esquerda ideológica, com vista a salvaguardarem os seus interesses egoísticos. Os direitos humanos perdem, destarte, o seu carácter de posições jurídicas ligadas à dignidade da pessoa humana, passando a identificar-se, tão somente, com meros artifícios retóricos de legitimação dos poderes (jurídicos, políticos e fácticos) vigentes.Um exemplo claro do que acabámos de expor prende-se com a cobertura mediática dos (tristes e lamentáveis) atentados contra Israel que a organização terrorista da Jihad Islâmica tem promovido a partir da Faixa de Gaza. Veja-se o caso do jornal de esquerda britânico “The Guardian”: segundo esta publicação – porventura já influenciada pelos laivos neo-marxistas totalitários do líder trabalhista, Jeremy Corbin – Israel “continua os seus ataques matando oito palestinianos”.

3.1. Mais adiante, no corpo da notícia, os jornalistas iluminados da referida publicação, já conquistada pela extrema-esquerda passadista de Corbyn, acrescentam que “ um total de 34 palestinianos, quase na totalidade civis, foram mortos” – isto apesar de os mesmos jornalistas admitirem, mais adiante no texto, que ainda não dispunham de toda a informação relevante para comprovar tal asserção. Um palpite, portanto, incluído numa notícia que deveria ser objectiva e imparcial. Já relativamente ao facto de a ofensiva de Israel ser uma reacção ao lançamento maciço de rockets, a partir da Faixa de Gaza, por membros da Jihad Islâmica, o “The Guardian” – tal como a generalidade da comunicação social europeia – ignorou ou remeteu a uma mero pormenor irrelevante. Ou seja: o culpado é quem se defende; não quem ataca violentamente, em primeiro lugar, lançando propositadamente foguetes, de forma indiscriminada, contra o território israelita. A narrativa de fazer de Israel o mau e de transformar organizações terroristas como a Jihad Islâmica em verdadeiros “heróis da libertação” é incompatível com qualquer exigência de rigor e VERDADE no tratamento noticioso dos factos.

3.2. Mais: alguns têm mesmo topete de afirmar que Israel é o culpado mor, porquanto teve a ousadia – hélas! – de eliminar, de uma vez por todas,  um dos terroristas mais procurados à face do globo, um assassino profissional, de seu nome, Baha Abu Al-Ata – nem mais, nem menos que o líder (felizmente, já deposto) da Jihad Islâmica. Isto é: para que não restem dúvidas, esta Europa, auto-proclamada pináculo da moralidade, está chorando a morte de um terrorista selvagem que…jurava vir semear o terror e a destruição na…Europa! Nós europeus – amantes da liberdade, da democracia e da segurança, sem a qual a liberdade é apenas proclamação lírica – devemos estar gratos a Israel por nos ter tão proficientemente ajudado a liquidar o brutalmente violento terrorista que era Baha Abu Al-Ata – evitando, desta forma, novos atentados terroristas em solo europeu. Parece, no entanto, que a esquerda radical (pouco) catita que domina as redacções dos jornais prefere chorar (lágrimas de crocodilo) a morte de centenas de europeus nas nossas ruas, cafés, salas de espectáculos – do que abdicar dos seus dogmas ideológicos fanáticos! 

4.E em Portugal? Em Portugal, a situação é igualmente perplexizante. A morte do assassino líder da Jihad Islâmica passou despercebida, não merecendo praticamente destaque jornalístico. Os mesmos “fazedores de opinião” (expressão com que vão insuflando os respectivos egos) que se indignaram com a decisão do Presidente Donald Trump de reduzir o contingente militar dos EUA na Síria – são exactamente os mesmos que ora desprezaram, ora criticaram (consegue acreditar?!) a iniciativa de Israel de matar um terrorista procurado pelas autoridades norte-americanas e…europeias! Verdadeiramente extraordinário!

4.1.Em jeito de conclusão, devemos confessar que a hipocrisia das elites políticas e mediáticas europeias já não nos surpreende, porque já é uma prática reiterada dotada, para elas, de consciência de obrigatoriedade. Em Portugal, ataca-se Israel, como se ataca as nossas forças de segurança, as nossas forças militares, os nossos empresários, os nossos trabalhadores que não se resignam perante o estado de impasse político e social em que vivemos. Numa palavra: nós sacrificamos o dogma à defesa da dignidade da pessoa; a esquerda sacrifica a pessoa à defesa do dogma. Dos seus dogmas radicais e autoritários.

4.2. Por nossa parte, deixamos aqui, em termos cristalinos, o nosso agradecimento a Israel – às mulheres e homens corajosos que servem este Estado, nosso aliado e amigo – por ter liquidado um monstro, como Baha Abu Al-Ata, que era um inimigo declarado das nossas liberdades. E uma poderosa mensagem, tão verdadeira, foi novamente reafirmada: não há lugar neste mundo para terroristas.

João Lemos Esteves 

VOTO CONTRA

Parece que uma líder política disse “Eu não votaria no Brasil”.

Aplaudo aqui o acto de rebeldia da dita senhora, porque me parece sempre bem quando alguém se insurge contra o Estado instituído e seus regulamentos tão absurdos quanto, por exemplo, no Brasil, aquele que obriga todas pessoas a votar!

Estivesse eu habilitado a votar no Brasil e por muito forte que seja o meu instinto de desobediência a leis ridículas (na verdade. às outras também) não acompanharia esta senhora que, em Portugal, lidera o socialismo conservador.

Porque há 2 coisas que me impelem a saltar a barricada para o lado contrário, são elas: o socialismo (seja ele de tipo conservador, bolivariano, hitleriano, democratiano, luterano, estaliniano ou africano é tudo socialismo insano) e a corrupção (que começa na degradação de valores de liberdade, passa pela usurpação de direitos, continua na violação de direitos de propriedade, atenta contra a segurança das pessoas e, claro, culmina com o regabofe de  roubo descarado do Estado e das suas empresas).

Considerando o Estado de degradação social, económico e moral a que o PT conduziu o Brasil e que o candidato Fernando Haddad se propõe continuar o processo de venezuelização iniciado há 13 anos, nem quero saber qual é a alternativa: Voto contra o FH13 e a favor da alternativa, qualquer que ela seja.

Trump e Kavanaugh – O insistente ódio da esquerda pelo resultado legítimo das eleições

A esquerda enlouqueceu. É evidente que a política do histerismo prevalece nos dias de hoje. Pilares da cultura ocidental como “inocente até prova em contrário” deixaram de ser levadas a sério, são desrespeitadas e aceites pela classe política. Os media impulsionam essa visão e a opinião pública assiste serena e desinteressadamente.

Kavanaugh é o problema? Não. Brett Kavanaugh tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou a escolha de Donald J. Trump, actual presidente dos Estados Unidos da América, para o Supremo Tribunal do país.

Donald J. Trump é o problema? Não. Donald J. Trump tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou um rival digno de preocupação pela esquerda norte-americana (e mundial, confessemos) e, ainda por cima, depois de ter ganho as eleições de forma legítima. Trump permanece um problema por não existirem provas por se ter imiscuído com os russos mesmo depois das intensas investigações que se têm desenvolvido. Acreditem: com o nível de obsessão em derrubar Trump, se houvesse algo para incriminá-lo, a situação já teria sido divulgada.

O que resta então? A partir do momento em que não existe nada que possa derrubar de forma efectiva a integridade de alguém, resta apenas esfuracar os podres da vida pessoal de cada um como debruçarmo-nos sobre a flatulência da pessoa do tempo em que era jovem.[1]

No caso de Kavanaugh, antes do tema da flatulência ser levado para discussão, apareceram senhoras, quase 40 anos depois dos alegados acontecimentos, a falar de assédio e violações que terão ocorrido em festas onde aconteciam gang rapes às quais compareceram diversas vezes (porque não?). Onde aconteceu? Não se lembram bem. Como aconteceu? Não se lembram bem. Quando aconteceu? Não têm memória. Culpado até prova em contrário. Elas falam e a sociedade é obrigada a acreditar.[2]

No caso de Trump, surgiu anos depois do acontecimento, uma porn star (o epítome da elegância e credibilidade feminina) a falar da sua experiência sexual quando ele era já casado com Melania. Foi assediada? Não. Foi violada? Não. Foi cumprido o requisito monetário em recompensar profissionais do sexo após a sua performance? Foi. Qual o problema em causa? A credibilidade e a integridade da pessoa que ocupa o lugar mais importante da política norte-americana, num acto que ocorreu quando ele já era casado com a actual Primeira Dama. Vejamos então a particularidade da questão: isto ocorreu quanto ele era já Presidente? Não, aconteceu antes, o que remete a questão para algo da índole pessoal, da pessoa em causa e, por conseguinte, do casal. Houve crime ou algum tipo de ilegalidade do acto? Não.

Vejamos, então, com alguma intensidade intelectual, a verdadeira dimensão do ridículo: Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos da América, teve diversos casos extraconjugais durante a sua vida, nomeadamente durante o seu mandato como presidente. Dentro da Casa Branca, com pessoas onde o consentimento das mesmas é colocado em dúvida. Bill Clinton continua hoje como uma figura de relevo no Partido Democrata, partido esse que luta pela defesa das mulheres que, alegadamente, se sentiram assediadas ou violadas por Kavanaugh. Decerto que Monica Lewinsky conseguiria dar melhores detalhes do sucedido do que Ford sobre Kavanaugh.

O objectivo não é a protecção das mulheres nem descobrir a verdade. O objectivo é descredibilizar um homem que a esquerda abomina por não conseguir controlar. Não pertences ao gang, é para eliminar. Não se pode perder o controlo sobre as instituições se a própria ideologia assenta no domínio das instituições e na centralização da sociedade.

No artigo da Sovereign Nations “Anti-Kavanaugh, Anti-Trump Money Trails” conseguimos perceber o rasto do financiamento que viabiliza estas iniciativas: George Soros (Imagine my shock).[3]

George Soros, através da Open Society Policy Center, financia a organização Sixteen Thirty Fund que, por conseguinte, financia o grupo “Demand Justice”. Este grupo está inteiramente dedicado em evitar que o juiz Brett Kavanaugh seja confirmado para o Supremo Tribunal.[4]

Não estamos perante meras acusações. Estamos perante um projecto organizado, com objectivos delineados e com financiamento alargado para levar a cabo a destruição da imagem e da vida pessoal e profissional de um homem que, até ao presente, era imaculada.

Tal como diz Lindsey Graham aos esquerdistas, na sua magnífica defesa de Kavanaugh, “You all want power. God, I hope you never get it. I hope the American people can see through this sham.”[5]

A esquerda não respeita o resultado das eleições. O resultado das eleições é apenas respeitado se a esquerda vencer. Falamos do caso português?

Trump ganhou as eleições e Kavanaugh foi nomeado por Trump conforme previsto. No entanto, tal não pode ser aceite. Porquê? Porque vai contra o que a esquerda quer: controlo total.

Existe uma guerra cultural. Existe uma guerra que não está a ser travada com armas. Enquanto não ganharmos consciência disto, a esquerda poderá vencer, devagar devagarinho, e conquistar aquilo que para nós é ou era basilar – p.ex. inocente até prova em contrário. Neste momento, temos ainda os conservadores norte-americanos. A estes só me resta dizer, may God be with you.

 

 

[1] Business Insider, “Kavanaugh goes back and forth with Democratic senator about strange setails in high-school yearbook, including references to beer and “flatulence”, 27/09/2018

[2] American Enterprise Institute, “Brett Kavanaugh fights back”, 28/09/2018

[3] Sovereign Nations, “The Anti-Kavanaugh, Anti-Trump money trails”, 24/09/2018

[4] The Daily Caller, “Soros-Linked Group will spend millions to stop Kavanaugh”, 15/07/2018

[5] Fox News, Youtube, “Graham slams Democrats, vigoroulsy defends Kavanaugh”, 27/09/2018

Em terras da Sra. Merkel

Quando vi um comentário às minhas publicações durante as minhas férias na Alemanha vindo de alguém da ala do PSD e que se desunha para provar que sou “xenófoba”, pensei imediatamente que a melhor forma de colocar este tipo de pessoas no lugar seria escrever sobre a minha pequena passagem pelas terras da Sra. Merkel. Mais do que um dever cívico de testemunho real sobre o que por lá se passa, é desmistificar este conceito tão estúpido de que, quem se pronuncia contra as migrações descontroladas e  massivas de jovens que chegam sem documentação de todo o lado, e imposição da cultura e tradição islâmica aos ocidentais, são “racistas”. Isto tem de acabar.

Do BE, do PCP, do PS espero tudo. São correntes ideológicas fundadas a partir do marxismo onde a demagogia reina desde que Karl Marx a criou. Mas dos que se dizem sociais democratas ou de direita, espero coerência, bom senso, inteligência, capacidade de análise e objectividade e não mais do mesmo dos nossos camaradas. Por isso, quando essa criatura me perguntava se na Alemanha tinha encontrado e passo a citar:  “um país invadido por muçulmanos e assolado por guerras civis e violações em massa onde impera a Sharia que nos descrevem os sites de “notícias falsas” que tanto circulam nas redes sociais”, gelei. E eu a pensar que só os esquerdistas é que se saíam com estas pérolas!

Vamos lá pôr os pontos nos “is” de uma vez por todas: a Alemanha não está ainda invadida; as violações ainda não são em massa; a sharia ainda não está legalizada. Mas isso não quer dizer que as imagens e testemunhos reais que nos chegam de todo o lado em vídeos amadores, são falsos. De todo. Não é por eu viver neste cantinho a norte do céu lusitano que não existe Chelas em Lisboa, nem por ainda não ter nascido nem visto, que não tenha havido Holocausto ou Holodomor. Vamos ser sérios.

A Alemanha que encontrei ainda é um país ocidental. Claramente. Multicultural mas ocidental. Muitas culturas que convivem saudavelmente umas com as outras com base nos valores ocidentais. Em Colónia, onde estive umas semanas, apesar da riqueza cultural, sentimo-nos ainda em terras germânicas com uma predominância de alemães. Nitidamente. Mas esse sentimento aumenta ainda mais quando vamos para os arredores da cidade. Longerich por exemplo, é uma localidade simpática, sossegada, limpa, bonita, muito segura  onde as pessoas vivem tão tranquilamente que até deixam os carros e casas abertas. Não há registos de criminalidade naquela zona. Mas aqui praticamente só vive alemães. Coincidência?  O certo é que há zonas na cidade que, ao contrário desta, a paisagem muda. Mais feia, mais destruída e desleixada onde a predominância é claramente doutras culturas. Porque será?

Sempre ouvira falar dos alemães como sendo um povo frio ficando com a ideia até, de serem antipáticos e racistas. Nada mais falso. O povo alemão tem uma cultura e educação incríveis. É gente trabalhadora e focada que não se mete na vida de ninguém, não faz juízos de valor, respeita as liberdades dos outros, é civilizado, é inclusivo e de uma simpatia contagiante. Quiçá por um passado nazista que marcou profundamente a História, este povo é aberto e convive muito bem com as outras culturas. Mas ao fim de algum relacionamento, e sempre com muito medo de serem mal interpretados, sente-se o receio no ar. Fala-se por entrelinhas porque até o governo está atento aos discursos agora conotados de “xenófobos” e ninguém quer perder o emprego ou ser alvo de processo. Os noticiários são extremamente breves e a informação sobre o tema é pouca. Sabemos mais nós sobre eles que eles próprios. Nitidamente. É tabu falar de uma certa cultura. Mesmo com os atentados (ou tentativas) ali à porta na estação central de Bonn com malas descobertas com explosivos em 2012; mais malas com explosivos na estação central de Colónia em 2006; em Dusseldorf o ataque frustrado com bomba em 2011 e outros com colete de explosivos em 2016; os estupros junto ao Dom em Colónia na passagem ano em 2015 ou a prisão do terrorista que planeava um ataque químico em Colónia em 2018. É tabu falar.  São cautelosos. Relativizam. Porque os alemães andam “amordaçados” pelas “brigadas” do  politicamente correcto.

Só ficamos com uma real noção da transformação em curso quando nos deparamos com enormes manifestações islâmicas com milhares de indivíduos de preto (elas quase tapadas por inteiro) a desfilarem com bandeiras a exigirem sharia, como quando visitei Freiburg. Aí,  tomamos consciência da dimensão do problema. Alemanha também tem italianos, chineses, brasileiros, espanhóis, indianos, africanos e tantas outras culturas mas não as vemos a manifestarem-se para impor nesse país seus costumes e tradições. Todos vivem integrados dentro da cultura alemã. Porque será?

A questão, claramente, não é contra a imigração. A questão real é contra o crescimento de uma cultura invasiva que declarou através de alguns dos seus imãs (isto está devidamente documentado)  que quer a supremacia no ocidente. Ora, será isto aceitável quando nenhum ocidental consegue impor o mesmo nos países árabes? Quem está errado nesta história?

Ninguém está a dizer que esse povo não tem gente boa. Pelo contrário, é sabido que maioritariamente são pessoas de bem. No entanto não podemos ficar indiferente aos graves problemas trazidos por uma minoria de fanáticos políticos e religiosos. Porque tal como  as algas dum rio, benéficas para o ecossistema, que se não forem controladas expandem-se tapando a superfície impedindo a luz de atravessar, matando a vida que lá contém e o rio morre, sem o controlo desta tentativa de islamização há uma ameaça para a vida dos ocidentais. Curiosamente, em Colónia, um grupo de muçulmanos saiu à rua contra o terrorismo islâmico. Queria mostrar aos alemães sua revolta demarcando-se destas acções. Mas apesar de terem pedido o apoio da Associação de Mesquitas no país – a DITIB -, estas negaram-se a participar. Porquê? Não será este um claro sinal que temos de estar alertas?

Aprenda de uma vez que xenófobo não é aquele que se insurge contra a imposição da cultura islâmica nos países de cultura ocidental. Xenófobo é todo aquele que persegue os ocidentais para impor a cultura islâmica no ocidente.

E este meu “amigo” travestido do PSD é um deles.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Porque não vão buscar os venezuelanos?

E não é que nós, um país em pré-falência do Estado Social, que não tem condições mínimas para cuidar dos que estão cá dentro, solidariza-se e prontifica-se a receber milhares de migrantes da Turquia, Egipto e costa Africana onde não há guerra e sob o estatuto de refugiados? Esta semana a nossa bondade foi tanta que aceitamos receber a carga humana do Lifeline, um navio sob suspeita de tráfico humano e retido pelas autoridades, rejeitado e bem por Itália. Mas se é por mera questão humanitária porque não vão buscar os 500 000 luso-descendentes que estão em perigo na Venezuela?

A verdade que ninguém conta é tudo se resume a dinheiro e poder. A crise humanitária na Venezuela só interessa aos EUA que, enquanto o nosso Primeiro Ministro e Presidente da República foram ver a bola à Rússia, os americanos foram pressionar Nicolás Maduro que está literalmente a matar seu povo. Aos olhos da UE e da ONU os venezuelanos bem que podem morrer de fome e violência que não lhes interessa nada. Interessa sim dar seguimento à agenda de Soros que não é mais do que aplicação do Plano Kalergi, que é paga a peso de ouro para colonizar a Europa com gente dependente e submissa a uma nova ordem mundial. Confuso? Acha que isto é uma teoria da conspiração?

Se nunca ouviu falar do Plano Kalergi, a culpa não é sua. É das escolas que não lhe ensinam toda a História. Com efeito, é com Richard Coudenhove Kalergi que nasce os princípios orientadores da União Europeia: o “projecto para a integração Europeia”. Este Plano Kalergi, que surgiu com a fundação em 1922 do Movimento Pan-Europeu em Viena, pretendia a criação de uma Nova Ordem Mundial tendo como base uma federação de Nações Europeias liderada pelos Estados Unidos. No seu livro “Praktischer Idealismus”, Kalergi indica que os residentes futuros não seriam pessoas do Antigo Continente mas sim um tipo de sub-humanos fruto do cruzamento multi-cultural sem qualidade e facilmente controlável pela elite governante. Pelo caminho da concretização deste objectivo, a abolição do direito à autodeterminação e eliminação de nações recorrendo a grupos separatistas étnicos e imigração massiva, ou seja, os idiotas dos marxistas. Se ainda tem dúvidas pergunte-se porque existe o Prémio Europeu “Coudenhove-Kalergi” concedido a europeus, de 2 em 2 anos, que se destacaram na promoção deste plano. Entre os premiados podemos encontrar Angela Merkel e Herman Van Rompuy.

É com George Soros, um financeiro multimilionário ambicioso e fanático pelo poder que este plano foi entretanto retomado. Com uma agenda bem definida para a criação de um governo global, colocou sua Fundação a “Open Society” fundada em 1990 a financiar nas grandes sociedades capitalistas ocidentais, grupos que contrariam as posturas e valores tradicionais(partidos de esquerda, extrema-esquerda), apostando ainda nas organizações que julga capazes de empurrar a sociedade no caminho dessas mudanças(a ONU, ONG’s), sem pôr em causa o sistema capitalista que lhe permite poder e fortuna. Embora sua influência seja mundial na promoção do marxismo cultural que desestrutura as sociedades fragilizando e transformando-as num caos, é nos EUA que exerce maior influência onde possui laços estreitos com o partido Democrata.Esteve por trás das nomeações do governo de Clinton, deu um “empurrão” nas doações à campanha de Obama e foi o grande financiador de campanha de Hillary Clinton. Como reacção a esta agenda de globalismo, grupos nacionalistas começaram a nascer para travar este plano criminoso de substituição populacional. Na Macedónia o grupo SOS (Stop Operation Soros) quer travar as ONG’s financiadas pelo multimilionário de intervir na política do país. Na Hungria, o primeiro ministro atento a estas manobras está a impor legislação a fim de encerrar as actividades da Universidade Centro-Europeia fundada por Soros em Budapeste em 1991. Na Itália o Ministro do Interior denunciou e faz frente às manhosas ONG’s ao serviço desta agenda de massificação da migração de substituição na Europa. A propósito, sabia que Sanchez o idiota que assaltou o poder em Espanha acaba de reunir com Soros? Ah! pois é…

António Costa ávido de dinheiro da UE para tapar os buracos financeiros da sua má gestão, e a marimbar-se para a segurança do país, aderiu a esta agenda oferecendo-se para receber milhares de migrantes sem medir riscos, sem questionar o que vamos fazer com tantos rapazes jovens (sim, rapazes! não são famílias) que não fogem de guerra nenhuma mas vão ter regalias como se fossem refugiados, com casa, mesa e roupa lavada e que buscam na sua maioria um Estado Social que os sustente e não um trabalho. Um dos motivos apontados para esta entrada, dizem eles, é a baixa natalidade. Ora se assim é, não era mais seguro e barato criar aqui medidas de apoio familiar, melhorar as condições de vida e trabalho dos residentes ou até ajudar luso-descendentes criando condições atractivas em Portugal para que regressem e ao contrário destes migrantes, trazer mais valias económicas em vez de apenas despesa?

Era mais barato, sim senhor mas não enche os bolsos nem dá poder à classe política. Os venezuelanos, a braços com uma crise humanitária sem precedentes, não dão dinheiro por isso finge-se que não existem.

É exactamente este plano globalista de Soros que a actual presidência dos EUA quer combater e é também exactamente por isso que os democratas, financiados por este multimilionário criminoso, promovem o ódio contra esta administração que tentam a todo custo derrubar.

Se fosse mesmo uma questão humanitária os luso-venezuelanos não seriam esquecidos. Pense nisso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Os imigrantes ilegais

Certo dia a propósito do meu texto sobre o  caso do pequeno Alfie, deixaram-me um comentário que tomei em consideração. Dizia, em resumo, que a lei pode ser dura mas que era a lei e assim,  os ingleses, sendo cumpridores de leis (ao contrário de nós que só as temos para serem quebradas)  podia-se  contestar pela mudança da lei mas não pela sua execução. Aplicando este princípio que está certíssimo (pese embora o facto de no meu texto estar a criticar o poder exagerado concedido ao Estado e não a aplicação da lei) a  qualquer nação, não podemos entrar em histeria parva só porque os EUA fazem cumprir suas leis fronteiriças. Das duas uma: ou somos sérios naquilo que defendemos ou não o somos.

Todas as nações têm fronteiras e compete a cada um dos países decidir como as quer manter na defesa pela segurança dos seus cidadãos. Ninguém de fora tem o  direito de  impor seja o que for nesta matéria. Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos? Não seja hipócrita e responda com verdade. Você, na sua propriedade, só autoriza  a permanência de quem lhe convier e sob regras impostas por si, certo? E também não tem a porta aberta 24 horas por dia  acessível a qualquer um, pois não? Está a fazer discriminação positiva, certo? A questão da imigração ilegal é complexa e é precisamente por isso que não pode ser tratada de forma leviana porque põe em risco a vida das pessoas violando um dos princípios básicos da função do Estado: proteger. Tal como na sua casa em que toma medidas como fechar a porta à chave, vedar a propriedade com muros, para proteger sua família de invasões indesejadas e impedir a exposição aos perigos, as leis das nações servem exactamente o mesmo propósito.

Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?

A verdade é que é preciso promover a todo o custo  as imigrações ilegais  e diabolizar quem se  opõe porque há uma agenda política para cumprir. Mas não se explica, porque claro não convém, que a luta dos EUA não é contra os imigrantes (a sociedade americana só é multi-étnica porque promovem a imigração)  é contra os ilegais (e quem os promove) que assaltam o país pelas suas fronteiras e invadem a sociedade americana de criminosos como o gangue MS-13 responsável por atrocidades indescritíveis espalhando terror e a quem Trump classificou, e muito bem,  de “animais” para “horror” dos democratas. Basta analisar as declarações de Clinton, ObamaHillary e Trump para verificar que todos estão em sintonia sobre esta matéria. Todos querem que a imigração positiva siga seus trâmites legais. Algum problema nisso? Parece que sim.

Os EUA não querem ser uma Europa que já conta com muitos países a braços com problemas sérios de invasão  em curso onde só em França, por exemplo a população islâmica já representa 15% da população total e    conta com 1500 zonas interditas as “no-go zones”. Dá que pensar.

Devemos aceitar imigração? Claro que sim. Mas sem desrespeito pelos cidadãos que já vivem nesses países.  Dito e muito bem dito, por Obama em 2005: “Aqueles que entram ilegalmente no país e aqueles que os empregam desrespeitam o estado de direito. Eles estão mostrando desrespeito por aqueles que estão seguindo a lei. Nós simplesmente não podemos permitir que pessoas entrem nos Estados Unidos sem serem detectadas, não documentadas, sem controle e contornando a linha de pessoas que pacientemente e legalmente se tornem imigrantes.” Alguém arrisca contestar esta declaração? Claro que não. Porque foi dita por… Obama.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

” Se não consegues derrotar o teu inimigo, mata-o”, da Rússia com Amor

Este artigo é inspirado no documentário transmitido dia 18 de Junho pelo Canal de História, sobre a ascensão de Vladimir Putin, de criança reprimida, a agente do KGB, Primeiro-Ministro e finalmente Presidente da “Mãe” Rússia.

Nascido em Leninegrado, actual São Petersburgo,  num seio familiar e social como um todo degradado, Vladimir era um ser de pequena estatura, tímido e mediano nos estudos, o comum mortal diz na sua panóplia de certezas que tal criatura não tinha um futuro “risonho”, mas, engana-se! Vladimir Vladimirovitch Putin, cresceu com a vontade e o desejo de poder, sempre o desejou e um dia prometeu que não se ficariam a rir dele, assim o disse e assim o fez.

Foram precisos 47 anos de jogadas de bastidores intensas, divididas como agente mediano destacado na Alemanha Oriental, em Dresden, do KGB, estudos na Rússia, onde foi um excelente aluno e, voltando ao KGB, um carreira de espião que sempre quis mas que cuja estagnação profissional lhe levou de volta para a Rússia onde  os sinos da queda da URSS já tocavam.

Depois de tentar “moderar” o regime, Mikhail Gorbachev tentou modernizar os modos de convivência do Estado com os seus cidadãos, Gorbachev legalizou os anteriores partidos que tinham sido reprimidos e ilegalizados devido ao regime opressor, fascista e assassino, dito de outro modo, comunista, que lhes reduziu a pó. Legalizou outra vez as manifestações e as “conversas” normais de discussão periódicas de todos os feitios, em resumo, Gorbachev repôs o normal de uma democracia madura, a liberdade de expressão.

Depois da queda da URSS, sai Gorbachev e realizam-se as primeiras eleições livres do Ex-Urso Soviético, a Mãe Rússia estava ferida quase de morte, recessão, desemprego galopante e contas externas desequilibradas para terem ideia, em 1999 Portugal(perdoem-me este à parte) tinha um PIB(127,47 Bilhões de Dólares) não muito distante do Russo( 195,9 Bilhões de Dólares), hoje o cenário é muito diferente, a Economia Russa cresceu em média quase 6% de 2000 a 2010 e Portugal uns míseros 0,2%.

Regressando ás eleições, após a queda da URSS, as primeiras eleições livres da Rússia resultaram na eleição de Boris Yeltsin. Depois da passagem de Putin pela Política na sua cidade natal, São Petersburgo, onde foi acusado de roubo de “dinheiro público”, mais de 100 milhões de dólares pois Putin era o “gerador” de contratos e o responsável pela sua execução, os alimentos que deviam ter chegado aos cidadãos nunca chegaram, na altura uma vereadora da Câmara tentou tudo para incriminar Putin, nada conseguiu.

Putin passava pelos pingos da chuva, além disso, a sua experiência no KGB era uma preciosidade para os políticos. Depois da passagem pela política local, o actual Presidente Russo foi nomeado como chefe de gabinete da Presidência de Yeltsin, que cujas boas actuações a desviar a imprensa dos actos de corrupção do Presidente Russo, bastaram para ficar nas boas hostes de Yeltsin.

Vladimir Putin era uma raposa velha, estava perto de conseguir tudo o queria, poder, os conselheiros de Boris apressaram se a ensinar a Putin os “instrumentos” políticos necessários na actuação da política nacional. Com Yeltsin doente, nomeia Putin como Primeiro-Ministro da Rússia, onde poucos meses depois actuava no conflito da Tchetchénia e com mão de ferro. Subia nas sondagens, era adorado, finalmente o pequeno Vladimir tinha atingido o Olimpo, faltava um degrau para ser Zeus, a Presidência.

No ano 2000, Putin é eleito Presidente Russo e acaba a experiência “democrática” Russa. E agora sim, começa a era do Urso renascido das cinzas, a era de Vladimir Putin. Putin desde 2000 que é governante à já 18 anos, com uma interrupção na Presidência devido à Constituição Russa da limitação a dois mandatos consecutivos, aqui entra Dmitri Medvedev que passou a Presidente Russo e Putin  Primeiro-Ministro. Mas desenganem-se, que Medvedev era o chefe do jogo, era o fantoche de Putin.

Todos que enfrentaram o Presidente Russo, como diz o título deste artigo, acabaram no caixão ou perto de Deus nosso senhor. Mais de 30 jornalistas mortos, opositores mortos, um com mais de 5 tiros nas costas como foi Boris Nemtsov, morto perto do Kremlin. Outro foi Alexander Litvinenko, Tenente Coronel do FSB que digamos era um “Polícia honesto”. Uma pessoa que conhecia Putin dos tempos KGB, todos os podres. Litvinenko falou “demais”, em Londres, onde emigrou com a sua família devido à complacência zero que tinha com o regime de Putin.

Alexander fora envenenado em Londres, veneno esse com compostos nucleares só ao alcance de poucos governos, destruiu cada órgão, um a um, até este ficar em coma e morrer 6 meses depois.

O grande problema dos E.U.A, da Europa e do Mundo civilizado não são os brinquedos nucleares e a gordura a mais de Kim Jong Un que Trump domesticou com hotéis e com capitalismo que consolidarão o poder do ditador Coreano mas que, ao menos, podem permitir relativa estabilidade e paz mundial, o grande problema para a paz no Mundo chama-se Vladimir Putin, o criminoso de guerra Russo.

Para Putin, se não consegues derrotar o teu inimigo, mata-o. Simples!

Mauro Oliveira Pires

 

O Bombardeamento Nuclear do Acordo do Irão

A preocupação da sociedade civil internacional sobre a saída dos EUA do Acordo do Irão relembra-me a mesma preocupação com a Coreia do Norte.

Ambas as situações são distintas e, até certo modo, incomparáveis. Mas não deixam de ser um antecedente para uma possível III Guerra Mundial tal como tantas vezes somos relembrados diariamente pela sociedade civil nas redes sociais.

A verdade é que a 8 de Maio deste ano, Donald J. Trump, Presidente dos EUA, decidiu retirar o país do Acordo do Irão. O acordo foi assinado em 2015 por E3/EU+3 (Irão, EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, Alemanha e o Alto Representante da União Europeia) para garantir que o programa nuclear iraniano fosse para uso exclusivamente pacífico.

Em Outubro de 2017, Donald Trump relembrou que, ou o acordo era renegociado ou os EUA sairiam do mesmo. Em Janeiro, tal voltou a ocorrer. De Maio não passou. Nunca poderão dizer que Donald J. Trump não cumpre as suas promessas.

Logo após a assinatura, existiram situações que despoletaram uma maior desconfiança de que o Irão não iria cumprir o acordo: a realização de testes de mísseis balísticos de longo alcance[1], horas depois da assinatura do acordo, e a condenação de um jornalista norte-americano[2], provaram isso mesmo.

Fareed Zakaria[3], célere intelectual académico, veio já reflectir sobre a quebra de confiança dos EUA perante a sociedade iraniana e perante os elementos políticos mais moderados e que se apoiavam no acordo como forma de integração do país com o mundo. Afirma que se o Irão é um actor perigoso e maligno tal como Trump o diz, certamente seria melhor ter o seu programa nuclear congelado ao nível pré-militar e monitorizado 24/7.

Esta perspectiva seria válida se, efectivamente, o Irão estivesse convicto e de boa-fé no acordo assinado porque se o actor é, de facto perigoso e maligno, não será um acordo que o irá impedir de atingir os seus objectivos.

Não refutam o facto (nem tentam sequer fazê-lo) de que o Irão é um regime repressivo e anti-americano que tem alastrado a sua influência na região. A viagem em 2015 de Soleimani à Rússia, líder das Quds Force (elite militar do Islamic Revolutionary Guard Corps – IRGC -), impulsionou a estratégia de ambos os países na Síria em apoio ao regime de Bashar Al-Assad. Esta viagem ocorreu logo após 10 dias depois da assinatura do acordo, que contemplava o levantamento de sancões europeias relativas ao IRGC, provando ser um desafio ao recente acordo. Soleimani esteve também envolvido na conspiração de assassinato[4] do embaixador saudita em Washington D.C.

 

O IRGC tem como objectivo preservar a revolução islâmica que ocorreu no país em 1979 tendo-se tornado um actor relevante no seu próprio país e na região. Os EUA acusam-nos de terrorismo pelo seu apoio ao Hamas e ao Hezbollah, estes dois considerados grupos terroristas também pela UE.

Na óptica da Administração Trump, o apoio a estes grupos ia contra o espírito do acordo nuclear, no entanto, Mohammad Ali Jafari, ministro dos negócios estrangeiros iraniano, veio afirmar que as bases militares norte-americanas na região seriam alvo de ataques[5] se a sua força militar fosse considerada um grupo terrorista.

De facto, a IRGC pertence às forças militares de defesa iranianas. Criadas por Khomeini, esta força manter-se-ia afastada do cenário político. No entanto, com Ayatollah Ali Khamenei, que sucedeu a Khomeini, a dimensão da IRGC foi alargada. Foi criada a Qurds Force, focada em operações externas e que tem trabalhado com o Hezbollah no Líbano e com o Hamas na Palestina.

De acordo com o relatório do Counter Terrorism Project sobre o IRGC[6], este organismo é o actor económico mais poderoso do Irão mantendo controlo sobre a National Iranian Oil Company e sobre o sector industrial, de comércio e serviços e até de mercado negro. Tem ligações com mais de 100 empresas controlando mais de 12 mil milhões de dólares. Para 2017/2018, teve um aumento de 55% no orçamento iraniano, passando de 4.5 mil milhões de dólares para 7 mil milhões.

O acordo não tem impedido a participação[7] e a influência iraniana em conflitos na região. Permanece o conflito no Iémen, onde o IRGC apoia os rebeldes Houthi[8], pró-xiitas, com apoio logístico militar; é mantido o apoio ao regime de Assad no conflito sírio; mantém-se a influência na política e na segurança no Iraque, não esquecendo os atrás referidos apoios ao Hezbollah e ao Hamas.

Em 2016, cerca de um ano após a assinatura do acordo, registavam-se novos lançamentos de mísseis balísticos capazes de atingir Israel[9]. De imediato, Benjamim Netanyahu, intercedeu junto dos membros pertencentes ao acordo que agissem considerando que este ataque era uma violação ao acordo. Os EUA, na altura sobre a Administração Obama, consideraram que o mesmo não foi violado ainda que na página 99 da resolução 2231 das Nações Unidas, adoptada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas a apoiar o acordo do Irão, se leia, explicitamente, que “Iran is called upon not to undertake any activity related to ballistic missiles designed to be capable of delivering nuclear weapons, including launches using such  ballistic missile technology, until the date eight years after the JCPOA Adoption Day or until the date on which the IAEA submits a report confirming the Broader Conclusion, whichever is earlier.”.

Para a Administração Obama, nada disto era óbvio.

O IRGC apoia o grupo terrorista Hamas que apoia a destruição de Israel. O Hamas, na sua carta constitutiva, afirma que o estado de Israel deve deixar de existir sendo destruído por muçulmanos.[10]

The Telegraph noticiava em Março 2016 que o Irão tinha disparado dois mísseis balísticos com as palavras “Israel must be wiped out” escritas em hebraico nos mísseis. Mísseis com 2.000 km de alcance são um confronto claro a Israel que o acordo do Irão não atenuou desde que foi assinado. Na altura, Joe Biden, reiterou a posição dos EUA no apoio a Israel, no entanto, os EUA, não reconheceram que o Irão tivesse violado o acordo. O Irão afirmava que os mísseis não tinham sido construídos para transporte de armas nucleares, logo, não violavam o acordo.[11]

Mal os EUA anunciaram a sua saída do acordo do Irão, o confronto entre os países agudizou-se. O The New York Times noticiava o lançamento de 20 rockets para a área controlada por Israel – Golan Heights – território fronteiriço entre Israel e Síria, que sofreu uma resposta militar pronta israelita.

A obtenção de armas nucleares pelo Irão seria um elemento bélico cujas consequências serão difíceis de prever. Todavia, o risco é sério. A Arábia Saudita já comunicou que irá perseguir essa tecnologia caso o Irão reinicie o seu programa de obtenção das referidas armas.

É incontestável na sociedade internacional o facto do Irão ter o propósito da obtenção de armas nucleares sendo o país um factor influenciador da região do Médio Oriente. A sua ligação com grupos terroristas que advogam a destruição do país de Israel, coloca esses grupos e seus aliados numa posição questionável de credibilidade e de segurança no cenário político internacional.

Imaginem constar da nossa constituição a destruição de algum país e ser queimada a bandeira de outro país em pleno parlamento gritando, como foi neste caso, “morte à América”.

A questão em causa não é o reconhecimento de que o Irão seja um país instável e que represente uma ameaça para a região e para a sociedade internacional, principalmente se alcançar o armamento nuclear. Isto é algo reconhecido. A questão em causa e motivo de discórdia é que o acordo assinado, na minha óptica, não era solução para atenuar esta perigosidade, ao contrário do que muitos ocidentais defendem. Permitia a manutenção de equipamento nuclear e o próprio lançamento de mísseis balísticos. O desrespeito pela cultura ocidental mantém-se inalterado e não era penalizado. De facto, a diplomacia apaziguadora não resolve, por si só, os problemas, principalmente quando a outra parte não pretende respeitar a todos os níveis um acordo que, apesar de tudo, os beneficiaria. E Donald J. Trump sabe disso.

A civilização ocidental sofre uma crise cultural e social interna onde a imigração é um dos tópicos quentes em discussão, nomeadamente com a entrada de pessoas que não cumprem respeitar os princípios civilizacionais ocidentais. A defesa dos princípios e valores ocidentais são menosprezados pelos próprios ocidentais que teimam em não reconhecer, por desconhecimento ou ignorância propositada, os verdadeiros perigos que ameaçam a nossa própria existência, relativizando-os. A nível interno tem de se ponderar muito bem o desenrolar desta crise pois acredito que isso influenciará, também, a tomada de decisões ao nível internacional. E Donald J. Trump também sabe disso.

Sara Albuquerque, Licenciada em Relações Internacionais pelo ISCSP(Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas) 

Fontes:

[1] Erdbrink, Thomas, Iran Tests Long-Range Missile, Possibly Violating Nuclear Accord, New York Times, 11 Out 2015

[2] Associated Press, Iran Sentences U.S. journalist to prison, Associated Press, 22 Nov 2015

[3] Zakaria, Fareed, Trump’s only possible Iran strategy is a fantasy, Fareed Zakaria, 10 Mai 2018

[4] Why It Matters: The Iranian Revolutionary Guard Corps Strengthened, Iran Nuclear Agreement, House Committee on Foreign Affairs

[5] Dehghan, Saeed Kamali, “It’s become a monster: is Iran’s revolutionary guard a terror group?”, The Guardian, 12 Out 2017

[6] Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC), Couter Terrorism Project

[7] Pascual, Carlos, Commentary: To contain Iran, look first to Yemen – not sanctions, 30 Abr 2018

[8] Saul, Jonathan, Exclusive: Iran Revolutionary Guards find new route to arm Yemen rebels, Reuters, 01 Ago 2017

[9] Lewis, Ori, Israel calls on powers to punish Iran for its missile tests, 12 Mar 2016

[10] The Avalon Project, Yale Law School, Hamas Convenant 1988

[11] Sanchez, Raf, Iran test fires missiles branded with words “Israel must be wiped out”, 09 Mar 2016

A Trela de Donald Trump

Disclaimer: Note-se, desde já, que este não é um artigo académico pelo que os conceitos serão utilizados de forma a que o cidadão comum compreenda o teor geral do artigo

Recentemente, os líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul encontraram-se na fronteira que divide os dois países num encontro histórico.

Para perceber de forma leve a importância deste momento, precisamos recuar, pelo menos, até à Guerra da Coreia que decorreu entre 1950 e 1953 e perceber o que estava em causa nesta guerra. O resultado desta guerra determina, ainda hoje, o status quo da zona.

Estávamos em pleno período de Guerra Fria, que surgiu após o fim da II Guerra Mundial, e que dividia o “mundo capitalista” liderado pelos Estados Unidos da América (EUA) e o “mundo comunista” liderado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A Coreia do Norte invade a Coreia do Sul e despoleta-se o conflito.

O culminar desta guerra resultou numa divisão territorial entre comunistas – Coreia do Norte – e capitalistas – Coreia do Sul.

Com isto, é visível a olho nú as diferenças entre os dois países. Vulgar é a fotografia onde são visíveis os dois países do espaço, representativa das diferenças, onde na Coreia do Norte não vemos praticamente luz, excepto em Pyongyang, ao contrário da Coreia do Sul, iluminada de norte a sul em todo o território. [1]

A Coreia do Sul deu-nos a Hyundai, a LG, a Samsung. Sobre a Coreia do Norte não disponho de registo mas está em 180º lugar no ranking de liberdade económica mundial, abaixo de países como a Nigéria (160º lugar), a República Centro Africana (163º lugar) e Portugal (72º lugar).[2]

Este conflito foi um dos conflitos regionais que ocorreram durante a Guerra Fria. Os dois países que lideravam os blocos ideológicos não guerrearam directamente entre si mas apoiavam logística, financeira e/ou militarmente as facções locais. A Guerra do Vietname (1955-1975), foi outro exemplo, na minha óptica desastroso, com a traição política e social de parte da sociedade norte-americana tendencialmente marxista que, pressionando os EUA a recuar o seu apoio ao Vietname do Sul (que também era apoiado por países aliados anti-comunistas como Austrália e a Coreia do Sul), deixou a facção comunista, apoiada pela URSS e pela China, dominar o sul que resultou na pobreza do país e da região (nem falemos da calamidade do Cambodja e do Laos) e na morte e tortura de milhões de pessoas. Apenas recentemente a região tem se reerguido. David Horowitz, ex-comunista norte-americano, é brilhante na sua análise sobre o tema. [3]

No caso das Coreias, conflito antecessor, foi algo diferente. A Coreia do Sul e os EUA conseguiram vencer a guerra permitindo que o país se libertasse do jugo comunista que queria dominar a região. Dominou apenas a zona norte que, tal como é do conhecimento geral, é um regime totalitário comunista onde as pessoas morrem à fome não lhes sendo permitido sair do país. Os que saem, quase milagrosamente, contam a sua luta e o seu anseio pela liberdade. E alguns, é no Ocidente que encontram o seu oásis.

A Coreia do Norte, tal como qualquer país comunista, sempre odiou o Ocidente. O seu ódio é flagrante na sua propaganda onde os EUA aparecem sempre a ser dominados militarmente pelo país.[4] Nos EUA, qualquer pessoa poderia e continua a poder erguer uma bandeira norte-coreana e viver livremente, o inverso é impensável. Podemos ser comunistas em sociedades capitalistas, mas não podemos ser capitalistas em sociedades comunistas.

A RAND Corporation, no seu segmento online de “Informing Incoming Government Leaders” abordava a Coreia do Norte na sua publicação denominada “A Nuclear North Korea”. É reconhecido, de imediato, que o arsenal nuclear da Coreia do Norte tem aumentado significativamente considerando que o país terá já material físsil suficiente para construir entre 13 a 21 armas nucleares e por volta de 2020 teria capacidade para possuir entre 50 a 100. O país conseguirá já despoletar as armas via aérea ou marítima e estaria a desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir território para além do Oceano Pacífico.[5]

A bomba nuclear foi desenvolvida em plena II Guerra Mundial pelos EUA com base no receio que existia da Alemanha Nazi estar a desenvolver o mesmo tipo de armamento, na altura, sem se saber ou prever ainda o tipo de consequências e efeitos que as mesmas teriam.

Hoje sabe-se. E imaginem a Alemanha Nazi com bombas nucleares.

O perigo das bombas nucleares assenta, particularmente, na imprevisibilidade daqueles que as detêm. E não considerem válido o argumento de que apenas o Ocidente é que quer ter armas nucleares. O Conselho de Segurança das Nações Unidas é constituído por 15 membros, 10 não flutuantes e 5 permanentes: os 5 países permanentes do Conselho são todos países detentores de armas nucleares: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. Outros países detêm armas nucleares como p.ex: Índia e o Paquistão. Não são todos países ocidentais nem são todos livres.

Entretanto aparece Donald J. Trump com o seu tweet super malvado em que chama Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, de “Little Rocket Man”. A troca de galhardetes que antecedeu este episódio e que continuou após o mesmo, na óptica da esquerda mundial, dos liberais e libertários (aliás, qual é o intelectual que não odeia o Trump?), demonstravam a sua inexperiência em tratar temas sensíveis e de gerir conflitos e questões políticas.

Todos receavam um III Guerra Mundial que culminasse no fim dos tempos. O perigo vinha sempre dos EUA, nunca da Coreia do Norte e dos seus aliados, Rússia e China. Era impensável a Coreia do Norte atacar os EUA com armas nucleares, ignorando por completo o seu ímpeto bélico, mas era perfeitamente credível o perigo iminente que é Trump e o seu Twitter.

Resultado? Os líderes dos países coreanos aceitaram encontrar-se e o evento histórico, de facto, ocorreu. Até agora, existem notícias de que a Coreia do Norte irá abdicar das armas nucleares, libertar prisioneiros norte-americanos e adoptar o fuso horário do sul em sina de boa vontade. Independentemente das críticas ao Trump, ele agora teve um sucesso que mais nenhum outro político experiente norte-americano teve. Até novos desenvolvimentos, prefiro confiar na inexperiência do Trump do que na experiência de qualquer outro político.

Sara Albuquerque

Fontes:

[1] Korean Peninsula Seen From Space Station https://www.nasa.gov/content/korean-peninsula-seen-from-space-station, 24 Fev 2014

[2] Country Rankings – https://www.heritage.org/index/ranking, 2018 Index of Economic Freedom

[3] “My Vietnam Lessons” http://www.discoverthenetworks.org/articles/my%20vietnam%20lessons.htm, 2003 (excerto do seu livro “Left Illusions: Na Intellectual Odyssey”)

[4] “With color and fury, anti-american posters appear in North Korea” https://www.nytimes.com/2017/08/19/world/asia/north-korea-posters.html , 19 Ago 2017

[5] “A Nuclear North Korea” – https://www.rand.org/research/primers/nuclear-north-korea.html