Os jovens “mega” consumistas a lutar pelo clima

Os  jovens que desde que a escola  iniciou foram amplamente agraciados  com inúmeras  greves de professores, função pública (ainda esta semana tiveram mais duas) e ainda têm falta de docentes a algumas disciplinas, decidiram em nome do clima (cof! cof! cof!) juntar-se à menina Greta que lá na Suécia decidiu lutar pelas mudanças climáticas. Acontece que os meninos que exigem aos pais telemóveis novos topo de gama todos os anos, exigem também  dos adultos mais acção contra as mudanças climáticas. A sério?

Os jovens  que gazetaram para sair à rua com cartazes pelo clima, são os mesmos que deixam o lixo todo espalhado pelo quarto e pela casa  para a mãe limpar; que não levam o lixo doméstico para o contentor por iniciativa própria; que não apagam as luzes; que tomam duches de 20 minutos e deixam a água a correr enquanto lavam os dentes; que não abdicam de uma quantidade infinita de todo o tipo de produtos poluentes para cabelos e corpo; que compram  roupa nova de marca  todos meses ao invés de poupar e reciclar;  que não prescindem um minuto do telemóvel, do tablet, do portátil e fazem birra se lhos tirar; que se deslocam de carro, autocarro ou comboio mesmo quando é possível  ir de bicicleta ou a pé; que viajam muito em low cost de… avião;  que fumam e depois deitam beatas no chão; que enchem o Macdonalds onde cada refeição representa uma pilha de produção  de resíduos; que mascam chicletes e atiram  ao chão; que comem  batatas fritas, doritos, barras de chocolates, cheetos e  bolachas a toda a hora não se importando com as embalagens de plástico que largam em qualquer lugar público ou enterram na areia das praias;  que deixam um rasto de lixo nos festivais, nos bares ou discotecas; que bebem coca cola ignorando que só num ano, esta  produz 3 milhões de toneladas de plástico. Enfim.

Ora a verdadeira  mudança pelo ambiente começa na educação em casa,  no nosso comportamento no dia a dia. Exigir aos outros o que não se pratica é hipocrisia pura.

Greta, a líder,  quer mais impostos pelo clima mas nunca pagou nenhum na vida e rodeada de plástico, no seu conforto de mundo consumista de que não abdica, diz-se preocupada. Não sabe o que é pagar a electricidade e gás  mais cara da europa  por causa do dito clima, o que é pagar os combustíveis mais caros da europa por causa do dito clima,  e olhar depois para o que resta do salário sem saber como vai aguentar o resto do mês. Mas “quer pagar” mais impostos por um mundo “verde” quando isso deveria só  por si tornar a vida de cada um mais barata e nunca o contrário.

Querem ajudar realmente o clima? Em vez de gazeta ESTUDEM, pesquisem, questionem. Deixem de ser formatados pelos grandes interesses  para adquirirem uma mente aberta capaz de ver  que o clima tem sido mutável desde  o planeta existe e que já passamos por várias eras de arrefecimento e aquecimento ainda o homem não tinha feito a revolução industrial. Que a farsa começou por chamar-se “arrefecimento global”, depois “aquecimento global” e agora – depois das previsões não se confirmarem – “alterações climáticas” (uma expressão mais generalista) para sustentar uma teoria não científica cujo consenso  “irrefutável de 97,1%”, usado para justificar todas as medidas políticas no ocidente para combater o aquecimento global, é  na realidade de 0,3% (como se explica com dados concretos aqui) confirmando que  “John Cook – do Instituto de Alterações Globais da Universidade de Queensland na Austrália –  não procurou a veracidade cientifica  no seu artigo mas uma forma de convencer a opinião pública para que aceitem “políticas de mitigação das alterações climáticas”.

Aprenderiam que os vulcões subaquáticos e em terra,  activos,  se comparados  com a actividade humana, um único vulcão em erupção durante uma semana equivale a 10 anos de carros de todo o mundo a expelirem CO2. Que o pulmão que  controla o CO2 e alimenta o planeta de oxigénio, são as algas no oceano e não as florestas.

Saberiam que  nas estufas de plantação de ananás (aqui neste exemplo com cannabis), para provocarem a floração, queimam palha dentro das estufas para gerar CO2. Que o CO2 é essencial à vida das plantas que o consomem para fazer a fotossíntese e não é por acaso que com mais CO2 na atmosfera, o planeta hoje seja mais verde que no passado.

Concluiriam que  as “energias verdes” são os actuais “interesses económicos” que os contribuintes pagam com pesados impostos.  Que com  as eólicas, a electricidade ficou  muito muito mais cara.  No entanto não se deixaram de construir barragens, o consumo do carvão até aumentou (está no Site Oficial do Ministério Ambiente)  e a extracção de crude também não vai abrandar apesar dos veículos se tornarem eléctricos. Que haverá  mais poluição porque a juntar à extracção de crude vai ter a extracção de lítio, uma nova  necessidade para a indústria de baterias. Que a frota mercante vai ser aumentada em 50%:  de 60 mil navios a operar a  frota passará a 90 mil – quando cada porta contentores de grande porte consome tanto por ano como 50 milhões de automóveis e 20 consomem tanto como todos os veículos a circular no mundo . Que o “problema” das “alterações climáticas” é o negócio mais lucrativo de todos os tempos. As explorações actuais de minérios vão manter-se, e até aumentar, e vão começar outras em grande escala.

Mas tudo isto só se deve ao aumento desenfreado do NOSSO consumo. 

Jovens, se querem realmente lutar pelo planeta REDUZAM drasticamente o consumo e vivam de forma minimalista só com o necessário reciclando todo o lixo que sobrar, exactamente como o era na minha infância há mais de cinquenta anos,  onde fui criada sem nada, a dar valor a tudo, a poupar e a  estimar o pouco que tinha.

Até lá, não sejam hipócritas.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

O perigoso Pacto Global de Migrações da ONU que ninguém quer

Vem aí uma Conferência Intergovernamental da ONU para a adopção ( leia-se, imposição) do Pacto para a Migração que vai ser assinado entre os dias 10-11 de Dezembro em Marraquexe. Este acordo pretende uma Migração Ordenada, Regular e Segura para os países assinantes. Dizem que “pela primeira vez, os Estados-membros das Nações Unidas concordaram com um Pacto Global abrangente para gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável”. Dizem ainda que “depois de mais de um ano de discussões e consultas entre Estados-membros, autoridades locais, sociedade civil e migrantes, o texto do Pacto Global por uma Migração Ordenada, Regular e Segura foi finalizado”. A sério?! Então como se explica que em Portugal ninguém ouviu nem ouve falar disto? Onde foi que nós sociedade civil fomos consultados?! Brincamos?

A verdade é que, de boas intenções está o inferno cheio e se não estivéssemos perante um Pacto ruinoso, ninguém o esconderia. Ninguém! Mas, tal como se pode ver por cá, a comunicação social está num silêncio total e o governo, nem pia sobre este assunto, porquê?

A resposta a esta evidência não é difícil: não se fala porque o Pacto esconde coisas que não convém aos cidadãos tomar consciência deles porque sabem que se assim for, antes da assinatura do mesmo, comprometerá seriamente a popularidade destes irresponsáveis que a troco de meia dúzia de tostões vendem a nossa segurança e qualidade de vida sem escrúpulos nem pesos de consciência.

O dito Pacto é tão, mas tão bom, que já há uma lista extensa de países CIVILIZADOS e RESPONSÁVEIS que não o vão adoptar. São eles:

  • Áustria
  • EUA
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Rússia
  • China
  • Dinamarca
  • Austrália
  • Croácia
  • Bulgária
  • Republica Checa
  • Hungria
  • Polónia
  • Israel
  • Estónia
  • Suíça
  • Eslováquia 25/11/2018
  • Itália 28/11/2018

O Presidente da EU, Jean Claude Juncker, justificou estas saídas chamando de “Populistas estúpidos” a estes países. O homem das “ciáticas” atacou assim estes países , abertos desde sempre à imigração, mas controlada e responsável que não ponha em causa a soberania nem seus valores sociais e culturais. De facto são mesmo “populistas”. Menos “ciática” nisso se faz favor.

Mas afinal o que pretende este “fabuloso e tão caridoso” Pacto? Simples: retirar todas e quaisquer barreiras à entrada massiva de pessoas, venham de onde vierem (sem qualquer discriminação entre imigrante económico ou refugiado), sem qualquer restrição de acesso à assistência social, sem constrangimentos por ausência de nacionalidade. Do lado do Estado: submissão das leis de soberania nacional forçando a aceitação de imigrantes ilegais; adaptação das leis nacionais ocidentais aos imigrantes de cultura diferente; proibir pensamento crítico ao comportamento dos imigrantes ilegais; a condenação da liberdade de expressão pressupondo como padrão que os migrantes são sempre vítimas inocentes; controlo dos meios comunicação e denúncias de censura ficando obrigados a retratar a migração apenas como positiva sob pena de corte de fundos; deve promover a imigração em campanhas eleitorais; promover propaganda que informe o público dos benefícios da imigração; prestar informação aos imigrantes dos direitos e meios ao seu dispor para denunciar qualquer acto de incitação à violência ou crime de ódio sobre eles; permitir aos líderes dos imigrantes (religiosos, políticos ou de comunidade) formas de detectar evidências de intolerância, racismo, xenofobia. (veja aqui toda a informação com links)

Gostou? No fundo é isto: a partir da assinatura deste Pacto, teremos portas escancaradas para todas as pessoas que queiram entrar no país, sem restrições, e ainda lhes temos de proporcionar total bem estar com todos os direitos. Ainda não consegue perceber bem isto? Então eu explico com “desenho”: isto é o mesmo que por exemplo o Governo um dia determinar por decreto (sem sermos consultados), que a partir de hoje, TODOS os cidadãos com casa teriam de ter suas habitações abertas para receber todo o tipo de imigrantes que o Governo impusesse, dando-lhes tecto, comida e roupa lavada. Seríamos obrigados depois a integrá-los na sociedade e mercado de trabalho. Enquanto isso não acontecesse, morariam connosco com tudo pago por nós. A quantidade de imigrantes que teríamos de aceitar seria determinado pelo Governo. Ou seja, mesmo que quisesse só um e escolhido por si, não podia. Seria imposto pelo Governo que se entendesse que na sua casa caberia 8 pessoas, não importa a origem, teria de os suportar. Que tal? Acha isto correcto? Faz sentido? Então como podemos aceitar que uma organização como a ONU, com gente em que nós cidadãos não votamos, DECIDAM nossas vidas e nos digam como as podemos viver no nosso país?

Andava tudo histérico com o Guterres por ter ganho a Presidência da ONU para que fosse ele o promotor deste desgraçado pacto!!! O homem que deixou Portugal num pantanal está agora a fazer o mesmo ao Mundo ocidental. Batam palmas! Bravo!

O curioso disto é que dizem ser uma questão de direitos humanos. Quem o diz? O Conselho da ONU dessa área constituída por estes países:

Digam lá se isto não é cómico? Países que NÃO RESPEITAM direitos humanos decidem sobre o que devem fazer os países que RESPEITAM os direitos humanos e por isso SEMPRE tiveram portas abertas a TODA a imigração, ao contrário deles.

O problema verdadeiro e que urge denunciar, é que por trás deste pacto tão “querido e solidário” em nome dos direitos humanos, esconde-se outra realidade oculta. Reparem na quantidade de países islâmicos dentro deste Conselho da ONU. Coincidência?

Reflicta comigo: se é uma questão humanitária e não abrange só os refugiados (que curiosamente já estão protegidos pelas leis internacionais e não precisam deste pacto), porque se promove o esvaziamento dos países de origem em vez de acudir, massivamente, nesses países, como se fazia no passado? Lembram-se dos grandes campos de refugiados protegidos pela ONU agora vazios? Não seria a reconstrução desses países de origem, ao mesmo tempo que se protege os povos na sua origem, mais lógica e eficaz?

Mas há mais questões: o Pacto não menciona quem vai sustentar isto logo é previsível que haja mais aumentos de impostos sobre quem produz; e se temos uma taxa elevada de desemprego para os residentes, como vamos garantir trabalho para outros sem ser à custa de muita precariedade e exploração laboral?

A verdade é que antes destes loucos com agenda “globalista” destruírem as nações europeias, sempre houve imigração, sempre funcionou bem com todos os países de acordo com suas leis. Porquê este Pacto agora? Quem está por trás disto? Como podemos assegurar para os outros o que não conseguimos ter para nós? Ou já se esqueceram que não temos saúde, educação, trabalho, habitação, salários e nível de vida decente? Encher o país massivamente de gente, só nos vai empobrecer ainda mais.

Porque acabando os critérios rigorosos de entrada de imigração, de positiva passará a negativa porque a maioria virá apenas com vista a usufruir de condições sociais e não com objectivo de trabalhar e se integrar na nossa sociedade. Já temos essa experiência os refugiados da Síria em Miranda do Corvo a quem lhes foi cortada a água e luz por falta de pagamento, depois de terminado o contrato de apoio, mas que recusaram trabalhos e casas mais baratas.

Portugal não é racista mas vai começar a ser tratado como tal para silenciar como na Suécia, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido e outros, todos aqueles que virem comportamentos errados nos imigrantes que andarão protegidos e impunes a destruir a nossa sociedade.

Para desgraça ainda maior, NÃO HÁ OPOSIÇÃO a este Pacto. Porquê? Onde está o Presidente da República, também? Que espécie de gente é esta que vê o Governo a vender a alma deste país ao Diabo e não se mexe?

Lembrem-se disto tudo na hora de votar. O poder da mudança está nas nossas mãos

Cristina Miranda

Via Blasfémias

A mãe de todas as falácias ambientais – as alterações climáticas

Tradução integral de um texto de Fernando del Pino Calvo-Sotelo de responsabilidade do editor deste post.

 

A mãe de todas as falácias do ecologismo actual, e de longe a mais perigosa, está nas  chamadas alterações climáticas, provavelmente a maior patranha político-ideológica de todos os tempos ou, se preferirem, “o pior escândalo científico da história”, nas palavras do Dr. Kiminori Itoh, especialista em Meteorologia Ambiental da Universidade de Yokohama.

As premissas pseudo-científicas da ideologia das alterações climáticas são quatro: o planeta atingiu valores máximos históricos de temperatura, a temperatura evoluiu determinada exclusivamente pelo CO2 produzido pela actividade humana, as consequências do aumento da temperatura serão catastróficas, e existe um amplo “consenso” científico a este respeito. As quatro são falsas.

No último milhão de anos da história climática do planeta Terra as glaciações alternaram com períodos inter-glaciares com temperaturas muito mais quentes (como o que agora, afortunadamente, nos encontramos). Desde a última glaciação (há uns 12.000 anos atrás) a Terra tem estado tão temperada como agora durante um período de talvez 4.000 anos, incluindo o máximo do Holoceno (no tempos do Antigo Egipto), e mais recentemente, o Período Quente Medieval (do séc. X até aos finais do séc. XIV). Durante o século XX, as temperaturas aumentaram até 1940, diminuíram de 1940 até 1975 (altura em que então o incipiente alarmismo ecologista assustava com a chegada de uma nova Idade do Gelo causada, como não… pela actividade humana), voltaram a aumentar de 1975 até 1998 e não variaram de forma significativa desde então (a chamada “pausa” no aquecimento). Os dados dos satélites mostram um aquecimento total na baixa troposfera de 0,4°C (a partir de 1979, um ano frio) e um ligeiro arrefecimento na estratosfera. Primeira pergunta: se o clima tem variado constantemente desde o alvor dos tempos, de que modo é que a industrialização é a responsável pelas variações climáticas? Se desde há milhões de anos e até meados do século XX o clima variava por causas naturais, como pode ele agora mudar, magicamente, devido à actividade humana?

O dióxido de carbono (CO2) escandalosamente estigmatizado pela propaganda ecologista como “contaminante”, é um dos pilares básicos da vida no planeta, alimento por excelência das árvores, das plantas e dos cereais com que nos alimentamos (de facto, graças ao aumento do CO2 a Terra está significativamente mais verde, como os satélites da NASA confirmam). O CO2 representa apenas 0,04% da atmosfera, do qual por sua vez só uns 3% é proveniente da actividade humana (ou seja, 1 molécula em cada 85.000). Cada vez que respiramos, de forma natural e inócua, expulsamos CO2 com uma concentração 100 vezes superior à que existe hoje em dia na atmosfera; logo, para os ecologistas, os seres humanos são contaminantes pelo mero facto de respirarem. O seu efeito de estufa é escasso; de facto, o gás de efeito de estufa mais importante (jamais citado como tal pela propaganda ecologista por ser difícil de demonizar) é o inofensivo vapor de água, com uma concentração 50 vezes superior ao CO2. Mais, os dados paleo-climatológicos indicam que, historicamente, o CO2 aumenta uns 800 anos depois do aumento das temperaturas, o que significaria, caso a correlação implicasse causalidade, que é o aumento da temperatura que causaria o aumento do CO2, e não o inverso. Portanto, pretender que o CO2 de origem humana é o principal factor explicativo da variação das temperaturas nega la evidência científica relativa ao CO2 e omite de forma interessada factores muito mais importantes e correlacionados como a actividade solar (fonte de calor da galáxia), as oscilações oceânicas ou as nuvens. Por tudo isto, a dita teoria “nem sequer é científica”, como afirma o físico e veterano de 35 anos da Agência de Protecção Ambiental norte-americana Alan Carlin, autor de Environmentalism Gone Mad. Na realidade, como esclarece o Dr. Tennekes, ex-Director de Investigação do Real Instituto Meteorológico da Holanda, “só compreendemos 10% das causas das variações climáticas”, um sistema complexo, não linear e caótico.

Sem o medo criado por uma ameaça apocalíptica, que corresponde a uma ameaça de morte, seria  impensável que a população aceitasse os três resultados das políticas anti-alterações climáticas, do que nunca se fala: um aumento do poder político, um substancial empobrecimento e uma perda significativa de liberdade. As consequências supostamente catastróficas do aquecimento não são mais que elucubrações fantasiosas sem qualquer valor científico que desafiam, de novo, os dados e a lógica. Sabendo que em cada ano o frio mata 17 vezes mais pessoas que o calor (The Lancet, 2015) e que a biodiversidade é obviamente muito mais rica nos climas mais temperados, porque teríamos que temer um ligeiro, paulatino e natural aumento das temperaturas neste pico milenar do ciclo interglaciar? Ultimamente, o catastrofismo ecologista retirou outro coelho da cartola. Recorde-se que inicialmente a senha mágica falava de “aquecimento global”, e que logo mudou para “alterações climáticas”, termo muito mais vago e amplo (chova ou não chova, faça calor ou frio, é sempre culpa do homem). Hoje a senha é o suposto aumento dos fenómenos meteorológicos extremos (furacões, inundações, secas, etc…). Isto é de tal modo falso que inclusivamente o enviesado e politicamente controlado Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC) se viu obrigado a reconhecer que “não existe nenhuma tendência de alta significativa na frequência de ciclones tropicais a nível global (…), nem há suficiente evidência quanto ao aumento de secas desde meados do século XX, nem tão-pouco quanto à magnitude ou frequência de inundações a nível global” (IPCC Assessment Report 5). Mas não obstante, a propaganda ecologista aproveita a extensa cobertura mediática de que sempre gozam os fenómenos extremos (ainda que sejam tão cíclicos como o El Niño ou os furacões) para continuar a ligá-los às alterações climáticas.

E que dizer do consenso? Nunca existiu tal coisa, antes uma campanha de intimidação inaudita para silenciar os milhares de cientistas escandalizados perante o sequestro da ciência perpetrado pelo ecologismo e pelo poder político. Permitam-me que lhes apresente um exemplo. Em 2014 o meteorologista sueco Prof. Bengtsson tinha aceitado fazer parte de uma fundação britânica, céptica à teoria do aquecimento global de origem humana. Teve que se demitir, como explicou por escrito, porque havia sido submetido “a uma pressão tão grande, tão virtualmente insuportável para mim, que a continuar serei incapaz de levar a cabo o meu trabalho e inclusivamente começarei a preocupar-me com a minha saúde e a minha segurança física”. Este foi o vergonhoso bullying imposto a um cientista com 79 anos de idade. Apesar disto, a evidência empírica está a abrir portas para a luz entrar frente à opressão política e só nos últimos dois anos emergiram mais de 1.000 estudos em publicações científicas defendendo que as variações do clima são fundamentalmente naturais e não fruto da actividade humana, como opina o Prémio Nobel de Física Robert Laughlin (“por favor mantenham a calma, não temos poder para controlar o clima, cuja variação é uma questão de tempo geológico que a Terra produz de forma rotineira sem pedir licença a ninguém nem dar explicações”) e o seu colega (também Prémio Nobel) Ivar Giaever (“sou um céptico; o aquecimento global converteu-se numa nova religião”).

Richard Lindzen, eminente físico atmosférico autor de vários livros e professor durante 20 anos no prestigiado M.I.T, é peremptório: “o aquecimento global tem a ver mais com política e poder do que com a ciência”. Com efeito, a verdadeira ameaça não é nenhum cataclismo futuro, mas sim uma perigosa ideologia totalitária que, encoberta por superstições pseudo-científicas, já está a doutrinar as crianças com os livros escolares e aos adultos com o constante martelar da propaganda mediática. Não se deixem enganar.

A Linha Justa

Ser ou não a favor da “luta” contra as “alterações climáticas”, previamente conhecidas por “aquecimento global”, constitui a demarcação entre a Linha Justa (a Linha do Partido) e a Linha Negra, ou, noutros termos, entre a Comunidade dos Crentes e a dos Heréticos / Negacionistas.

Como sabeis, a Linha Justa defende que todo e qualquer fenómeno meteorológico é consequência directa das sobreditas “alterações” – se chove muitíssimo, muito, pouco ou nada; se há calmaria, brisa, ventania ou tornado proveniente dos diferentes quadrantes/octantes; se a temperatura do ar está muito fria, fria, tépida, quente ou muito quente; se neva muito, pouco ou nada; se há ou não ondulação marítima, caso em que poderá ser fraca, moderada, forte, tempestuosa, declinadas nas diferentes direcções; o mesmo se diga relativamente à amplitude das marés, e da altura mínima e máxima do mar; da deposição ou desaparecimento das areias nas praias; da quantidade de detritos que os rios transportam até à sua foz, etc. Do que precede decorre que, provavelmente, já não haverá nenhuma (in)acção humana que não seja afectada, negativamente, já se vê, pelas pervasivas “alterações”. Assim sendo, e sob pena de, já em 2600, a temperatura ambiente da Terra passar a ser igual à que hoje ocorre em Vénus (Stephen Hawking dixit), o caso para agir já, e talvez já seja tarde, não carece de mais explicações. Pensam que estou a brincar? Ouçam o governo! Dos incêndios à seca, ao desassoreamento e aos afogamentos, tanto no mar como nos rios e barragens, à legionella e às salmonelas e demais bactérias e vírus, à imigração e à emigração, à energia e aos transportes, à economia digital das Web Summits mas também ao artesanato, ao bem-estar das famílias, dos níveis de testosterona à densidade espermatozóica, e, consequentemente, à (in)felicidade e ao (des)amor tudo passa pela mesma luta, a Linha Justa. Como é que ela (luta) se concretiza na prática? Pela épica e permanentemente túrgida erecção de uma Nova Economia e paralela destruição da Velha Economia. Afinal, não foi por não ter participado na II Guerra Mundial que Portugal passou ao lado do grandioso processo de destruição criativa a ela associado condenando-se assim a décadas de obscurantismo?

E escusam alguns de se acolher numa espécie de DMZ (zona desmilitarizada, na sigla inglesa), que constituiria a guarida dos agnósticos das “alterações climáticas”. Não! Quando chegar a altura, e ela está bem próxima, terão que tomar uma posição: ou aderem à Linha Justa ou serão escorraçados para os Heréticos que, calculem!, ainda defendem que a Terra é plana! Não haverá Terceira Via! Aos Negacionistas já pouco falta para embarcarem nos vagões que os transportarão até aos campos de reeducação, onde se prevê a existência de 4 níveis de doutrinação, que constituirão uma Nova (mas derradeira) Oportunidade. O 4º, também conhecido por Gold, estará reservado para os mais impenitentes que passaram a vida em actividades de proselitismo negacionista. Embora o programa esteja ainda a ser preparado, sabe-se todavia que uma fonte importante de inspiração será um filme do tempo do Arrefecimento Global – a “Laranja Mecânica”.

Portanto, meus amigos, isto é simples: 1) ou pagam e não bufam, hoje, amanhã e depois, ou, 2) param um bocadinho para pensar e rejeitam a nova religião secular com que, argutamente, os mesmos de sempre – os globalistas – pretendem substituir a muito enfraquecida bandeira do comunismo / socialismo, agora numa mistura de “ismos” – gramscismo, ambientalismo, feminismo, gayzismo, etc. – sob a qual visam reinar sem oposição. As “alterações climáticas” são a arma mais poderosa que hoje dispõem mas, para usar uma imagem de Mao, não passam de um tigre de papel, e irão desmoronar-se como um castelo de cartas tal como sucedeu com o comunismo soviético. Não podemos é esperar tantos anos sob pena da imposição de novas grilhetas.