Categoria: Economia & Finanças

A irresponsabilidade vai nos sair da pele

Num cenário em que Pedro Passos Coelho continuasse a governar em 2015, como o resultado das eleições legislativas assim o exigia, parte das reformas que o seu governo não fez quer por bloqueios das forças socialistas do Tribunal Constitucional, ou até por força do pragmatismo de resolver primariamente o problema financeiro, restabelecendo assim o normal funcionamento do acesso aos mercados por parte da República Portuguesa e por conseguinte a nossa credibilidade internacional, para depois, num governo próximo, o que não se tinha feito era negociado com um PS que se queria responsável e respeitador do voto do povo português. Aconteceu o que Passos queria, ganhou. Mas não governou, a pedra no sapato  impossibilitou a continuação de reformas estruturantes por parte do seu governo e ditou o fim da implementação das ditas reformas estruturais até porque, o governo Costa governa por paliativos e por remendos, nunca numa visão integrada e estruturada de como o País deve crescer, mas sim como aproveitar a onda de crescimento que já vinha de trás para distribuir rebuçados.

Começa aqui então a diferença entre Estadistas e Estatistas. Entre quem tem uma visão de libertar os portugueses de um Estado sugador e mau prestador de serviços básicos, dando sempre primazia a quem cria riqueza e portanto sustenta o erário público, com um homem que só pensa nas suas clientelas, nos seus amigos, em realinhar as tropas para reconstruir o sonho socialista de transformar o Estado Português de vez numa quase sucessão divina em que o PS é o Partido inimputável e que faz o que quer, passando as culpas para outras entidades que não ele pois este nunca gere uma crise de modo decente. Guterres não geriu o seu pântano, Sócrates chamou o FMI mas logo foi derrotado em eleições legislativas. A direita governa em Portugal com o programa dos outros, sempre com condicionalismos de maior, mesmo que tenha perspectivas programáticas, não as pode aplicar no seu todo pois tem que “limpar a casa”, que outros teimam em sujar.

Um ciclo vicioso e nada virtuoso que dá credibilidade à direita por um lado, pode-se contar com ela para situações difíceis, mas não existe possibilidade de construir um projecto comum e diferente do PS pois o eleitorado que a direita podia conquistar, está anestesiado pelas crises que esta gere e que as pessoas pensam que é a direita que as faz, pois uma coisa é apresentar a crise, outra é gerir uma crise, uma coisa é dizer que te vou ao bolso, outra é ir efectivamente ao bolso. E quando se toca no bolso do povo português, mesmo que não tenhamos culpa do sucedido, a incompreensão aumenta. Tudo devido à cobardia do PS em chegar-se à frente, quando o momento é complicado e ainda por cima causado por ele.

E claro, mais uma vez estamos assistir ao mesmo filme e até com personagens rigorosamente parecidas. Quando grande parte do governo Costa é Socrático, ou ex-ministros de Sócrates e até o próprio Costa foi, no primeiro mandato de Sócrates, temos aqui muita experiência acumulada de como quase falir um País. Caras novas e inovadoras? Zero. Um governo que representa políticas sujas e velhas do passado, com os mesmos vícios que nos vão, desculpem a falta de tacto, entalar a breve trecho. É só olhar para os números desta tabela que vos apresento do Banco de Portugal:

Divida publica.png
FONTE: Banco de Portugal, Estatísticas Online

Em 3 anos efectivos de governo Costa e associados, a dívida pública em valores absolutos, aumentou de 231,526 mil milhões de euros para 251,476 mil milhões de euros, quase 20 mil milhões de euros de aumento. Se ouvir, até nos jornais de referência, que a dívida pública baixou, a verdade anda pelo meio. Baixou a percentagem, o rácio, pois o montante de dívida cresce, mas a economia também, o que “come” esse aumento em valor absoluto. O desafio de Mário Centeno e António Costa é explicarem ás pessoas, como estão agora a começar a fazer aos poucos, que quando não há dinheiro tem que se apertar o cinto. Um desafio importante para o PS aferir a sua capacidade de grande partido nacional- Gerir a próxima grande pré-bancarrota causada por si.

Desenganem-se quem pense que a dívida pública descerá, em valores absolutos e de forma sustentada, nos próximos anos, sem uma política orçamental com cortes estruturais na despesa pública e uma economia a crescer de forma saudável. A política de Centeno e Costa é aumentar a despesa para futuro baseando-se sempre numa arrecadação fiscal cada vez maior. Um erro de principiante crasso que nos custará a pele, e que a próxima recessão nos dará as boas vindas em desconstruir o castelo de cartas frágil da dupla mentirosa que temos ao comando, para nossa infelicidade. E, quando essa recessão chegar, a dívida, o grande bolo, estará lá, e estará pronta a galopar em percentagem até ao Evereste.

Dou um conselho final a Costa e Centeno: Peçam conselhos ao Sr. Tsipras, de facto o Syriza é o caminho a seguir, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

Pimenta no cu dos outros é refresco

A geringonça social comunista, com iniciativa do BE e do PCP, conseguiu agravar a taxa do imposto municipal sobre imóveis(IMI), de 1% para 1,5% para imóveis com valor superior a 2 milhões de euros. É mais um prego na asfixia fiscal de António Costa. A Geringonça continua a olhar para o plano orçamental como um menu, uma espécie de carta de intenções ás eleições legislativas de 2019, onde tenta não agitar as águas para passar calmamente sobre elas, sempre com um mordomo ao lado com guarda-chuva-Rui Rio- e outros seres mais pequenos mas igualmente cúmplices do próximo pântano orçamental. Com isto, Costa faz de Marajá Mor do reino, o gestor político primordial do regime, onde todos tem que obrigatoriamente passar para serem “ouvidos” e serem “alguém”.

O IMI é talvez dos impostos mais injustos- como se o imposto em si fosse justo- que a fiscalidade portuguesa tem. É o imposto que vem depois de todos os outros. O problema é que todos nós- calma, nem todos- temos que o pagar, uma vez que o seu não pagamento implica ter problemas com a autoridade que se sabe, que tem os poderes que tem e que a PIDE hoje teria um orgulho enorme em bater palmas. Quem não o paga chama-se PCP, BE, PSD, PS e CDS(entre outros partidos menos relevantes), claro que tudo dentro da legalidade e, como se sabe, a lei assim o permite. Permite mas de modo errado, há partidos com um património imobiliário extenso, alargado, que depois manda tributar o património dos outros sem tributar o seu primeiro, chama-se a isso hipocrisia.

O PCP é o partido mais rico do País, o que pode ser visto de vários prismas do ponto de vista financeiro. É o partido com maior capital próprio, ou seja, todos os activos que detém em balanço(podemos designar activo de modo muito simplista como o conjunto de direitos que a empresa tem e que se espera que estes gerem valor para futuro, como um prédio por exemplo), subtraídos ao passivo( ou seja todo o conjunto de obrigações, portanto dividas, que este tenha e que no futuro faça com que haja saída de dinheiro da sociedade quando é saldada), fazem com que o património líquido do PCP seja o maior dos três partidos. Além disso, é o partido que detêm o maior activo de todos os partidos, dos quais se destaca uma rubrica muito interessante que se chama activos fixos tangíveis e que podem ver abaixo na foto:

Balanço PCP
FONTE: Tribunal Constitucional, contas anuais dos partidos

Um activo fixo tangível representa isso mesmo- algo tangível, que se pode tocar, portanto se comprarmos um apartamento ou um prédio, isto sempre na óptica empresarial, isto é registado como activo tangível em balanço. Portanto, maior parte do activo tangível do PCP é património imobiliário. E, se formos rigorosos, nem todo o património imobiliário do PCP tem um valor individual acima dos 2 milhões de euros, mas com certeza aquele prédio que tem na Avenida da Liberdade vale isso, e é uma pena que não pague imposto, é sempre menos receita que o PCP não contribui para ajudar, por exemplo, os pobres que tanto fala e tanto esperneia e grita.

Ser hoje camarado ou camarada do PCP, é difícil, admito que tenho pena dos militantes do PCP que não saibam que fazem parte de um partido que quer ser “justiceiro” tributando o património dos outros não olhando para o seu e para os 14,7 milhões em imóveis que tem em balanço no final de 2017. Sim Jerónimo, pimenta no cu dos outros é refresco.

Mauro Oliveira Pires

 

 

11 Bancarrotas depois, não aprendemos nada!

O leitor leu bem, com o pedido de ajuda internacional em 2011, por parte do Partido Socialista do então ex-Primeiro-Ministro José Sócrates, para solver os nossos compromissos internacionais e internos, não esquecer que estávamos a semanas de não podermos pagar vencimentos, pensões e as Farmacêuticas já tinham emitido um aviso que iriam suspender o fornecimento aos hospitais, isto por falta de pagamento estatal, Portugal conseguiu a proeza de passar para o número esotérico das 11 Bancarrotas. As primeiras 8 em período Monárquico e 3 em período da 3ª República, mas todas com o mesmo problema, esgotamento do nosso modelo económico, sempre assente em vistas curtas, em ganhos de curto prazo e gastos de curto prazo que não reproduzem efeitos reprodutivos para futuro.

Aproveito para dar as datas de default(Não reembolso da divida contratada), do Estado Português em ambos os períodos:

Período Monárquico:

  • 1560: Primeiro Default do Estado Português por contágio Espanhol com regência da Coroa Portuguesa nas mãos de Catarina da Áustria;
  • 1605: Incumprimento durante a Dinastia Filipina;
  • 1828: Incumprimento do empréstimo de D.Miguel I(quando este ocupou o trono), e D.Maria II “repudiou” o empréstimo, dizendo que era uma dívida de D.Miguel e não do Estado Português(Naquele tempo os monarcas seguintes podiam repudiar empréstimos que não eram do seu governo);
  • 1837: Primeiro Incumprimento do reinado de D.Maria II(viriam mais três entretanto);
  • 1841: Segundo incumprimento do reinado de D.Maria II;
  • 1846: Terceiro Incumprimento do reinado de D.Maria II;
  • 1850:  Quarto incumprimento e último do reinado de D.Maria II;
  • 1892: Default Parcial no Reinado do Rei D.Carlos I bastante estudado por economistas e historiadores económicos;

Fonte: Livro Portugal na Bancarrota, de Jorge Nascimento Rodrigues

Período Republicano: 

  • 1977: Período pós ditadura que se seguiu a outra ditadura bastante breve de Vasco Gonçalves com nacionalizações e destruição do tecido produtivo português, com choques petrolíferos(alta da cotação do petróleo), a Economia portuguesa não resistiu à sua primeira intervenção internacional com mecanismos internacionais para o efeito;
  • 1983: Segunda intervenção do FMI com responsabilidades partilhadas entre vários governos provisórios e um planeamento deficiente de política orçamental e económica;
  • 2011: Terceira intervenção do FMI em Portugal devido a crimes orçamentais, dividas por debaixo do tapete e apoio aos “campeões do regime”, empresas oligarcas que sugam os contribuintes portugueses, tudo isto com aval do Partido socialista, importante não esquecer;

Não se sabe tecnicamente quando será a quarta pré-bancarrota do Estado Português, aliás, esse é o problema, entramos em período de inércia em relação a reformas estruturais na economia e nas finanças públicas, especialmente do lado da despesa, desde que António Costa chegou ao poder. A redução do défice orçamental durante o período da geringonça existe, é um facto! Mas essa redução é meramente conjuntural tendo como base factores como o ciclo económico na sua fase ascendente, redução de despesa com juros e despesas de capital exprimidas até ao osso.

Do lado da receita, os ganhos de 2015 a 2018 tem uma composição maioritária pelo aumento da receita dos impostos indirectos, politica orçamental restritiva preferida deste governo mas de modo errado pois, de facto a nível eleitoral tem peso, pois o imposto indirecto(como o imposto sobre o álcool, entre outros), é “invisível” para as pessoas, mas prejudicial para um ajustamento orçamental que se quer saudável. Imaginemos num cenário onde o ciclo económico muda e entramos numa fase descendente, portanto de recessão, os impostos indirectos estão intimamente ligados ao consumo e importação, por conseguinte os ganhos conseguidos seriam revertidos num curto espaço de tempo. A austeridade fiscal pelo lado “directo”, ou seja, pelo IRS é sempre mais previsível  mas que muitos consideram “socialismo”, caros, numa casa a arder não existe ideologia existe pragmatismo e uma boa dona de casa sabe disso.

Do lado da despesa, Centeno cortou a fundo a despesa de capital(que tem o investimento público dentro da rubrica), em 2016 e cortou ao de leve na despesa corrente, basicamente ganhos na redução da despesa com juros e uns cortes horizontais para a Bruxelas ver, de resto, na despesa corrente, o processamento e a contratação de despesa futura aumentou de 2015 para 2018, mandando Mário Centeno pregos para o nosso caixão tornando a nossa despesa pública já de si ainda mais rígida. Em 2017, o efeito caixa fez aumentar a despesa de capital e o défice por si, portanto em termos de análise não é relevante. O relevante ainda é a continuação do aumento da despesa corrente de ano para ano mas, como cresce abaixo do crescimento do PIB, em termos de rácio mantêm-se controla, o pior, é quando o PIB cair e aquele volume de despesa, aquele bolo gigante, continuar assim como está, esta é a nossa bomba relógio.

O que nós queremos, o que os credores querem, mais precisamente, é consolidação orçamental, ou seja, reduzir o défice nominal de modo estrutural e sustentável, não uma consolidação de maquilhagem com retoques artísticos. Vamos então a contas:

Despesa Corrente 2015: 79,003.1 mil milhões de euros

Despesa Corrente 2016: 79,944.7 mil milhões de euros

Despesa Corrente  2017: 80.286 mil milhões de euros( acréscimo de 1283,3 milhões de euros)

Variação das Despesas pessoal, consumos intermédios e transferências correntes(2017-2015): 2056,3 milhões de euros(+)

Variação das Despesas com Juros(2017-2015): -773 milhões de euros(-)

Variação da Despesa Corrente(2017-2015): 1283,3 milhões de euros(+) (Var das despesas com pessoal(..) – Var.Despesas com Juros)

Fonte: Pordata

Isto tudo para vos explicar o seguinte, o processamento de despesa aumenta, o seu valor monetário, mas o PIB cresce e consome esse acréscimo, fazendo com que o bolo total dessa despesa que dividida por um bolo ainda maior e em crescimento como o PIB fique, até que logicamente, menor em percentagem. Por isso é que temos alertas de vários quadrantes a nos darem avisos à navegação de modo constante, se por acaso, este volume de despesa que por “magia” em percentagem do PIB desce, continuar a aumentar em valor absoluto, isto é em dinheiro, então num contexto recessivo vamos não só ter um aumento brutal da despesa em percentagem do PIB como um aumento de gastos devido as despesas que este governo está a prometer a mais no futuro.

Não analiso a despesa de capital porque o bolo maior é o da despesa corrente, isto é salários, transferências sociais, consumos intermédios e juros. Quem quiser reformar o País tem que começar a reduzir despesa aqui, no bolo maior, não na despesa de capital, onde a facilidade de corte é maior mas as pressões de aumento no futuro também o são(não podemos deixar de comprar equipamento hospitalar para sempre.. por exemplo!). A verdadeira reforma do Estado é mudar a Constituição da República Portuguesa e cortar na despesa corrente de forma efectiva, duradoura e sustentada. E quem disser o contrário não sabe de contas, não vive na realidade ou é socialista.

Mauro Oliveira Pires

 

 

O Governo Parasitário de Costa vai Falir o País

Estamos a viver tempos excepcionais em Portugal. Excepcionais porque estamos em auto-gestão, estamos suspensos, tanto na nossa evolução enquanto País a nível económico e financeiro, aliadas a fracas perspectivas de futuro dos nossos filhos e netos. O PS tem um registo em termos de pegada ambiental-neste caso económico- muito grande neste País, o pântano de Guterres, a gestão financeira desastrosa de Sócrates e a navegação à vista de Costa, são a nossa Troika kharmica que nos persegue desde o 25 de Abril, um partido desordeiro, criminoso e que só pensa no seu mundo de interesses, conluio e maçonaria à mistura, não olhando para o horizonte, para o futuro, aquilo que constrói alicerces de crescimento sustentado e riqueza, não, o PS destrói os pilares que são criados por quem pensa em algo mais, mais do que a sua ambição desmesurada, mais do que distribuir cargos e mais do que “rodar”, para os seus, um conjunto de benesses que leva a que o PS assalte o aparelho de Estado controlando-o até ao ínfimo pormenor.

O Governo Costa tem uma ausência de política económica e de política orçamental que roçam a mediocridade. A política económica e orçamental podem ser estruturais, devem, aliás, no caso português, ter uma tendência estrutural para mudar o modo de funcionamento da economia, privilegiando sectores rentáveis, exportadores e que crescem sem dívida, aumentando o nosso grau de valor acrescentado. Para isto acontecer, é necessário estabilidade e previsibilidade, variáveis que a Geringonça não conhece, mudando as regras do jogo como se fosse uma mera troca de saias entre Catarina Martins e Marcelo em almoços de sexta feira no Ritz.

Costa, pelo contrário, tem uma política conjuntural, como é, aliás, a sua actuação política desde sempre, quando o vento sopra sul, Costa vai visitar Sócrates, quando sopra para Norte Costa fala mal de Sócrates, quando sopra para este, Costa faz os seus ex-ministros aprovarem orçamentos não sabendo estes que já estão demitidos, quando sopra para oeste agrada a Bruxelas com contas presas por arame farpado. O Primeiro-Ministro é então uma espécie de cobra muito perigosa que rasteja de modo muito calculado, subtraindo os inimigos pelo caminho, gerando um Estado dentro de outro Estado, uma Oligarquia que controla o País, desde a Comunicação Social controlada e empresas do regime com gente do PS muito bem localizadas, empresas essas que são rentistas e que colocam a economia portuguesa, ano para ano, cada vez menos competitiva.

Mas, o grande desafio para António Costa, não foi a criação e manutenção da gerigonça, aliás, isso foi o mais fácil, o ódio a Passos Coelho colou as partes do todo que pareciam não se conciliar de inicio de modo não muito harmonioso. Com o tempo, fomos descobrindo que o Socialismo Democrático do PS, é cada vez mais parecido com o social-comunismo dos seus parceiros coadjuvantes, o grande desafio, então, de Costa é governar num cenário de crise económica onde não se pode distribuir flores, sorrisos cínicos e tem que se arrumar a casa como um verdadeiro homem faz.

É de elementar importância, por conseguinte, dar essa prenda a António Costa, governar o País no caos, que ele próprio criou claro. Dar maioria absoluta a Costa, onde este terá que cortar os custos, as despesas portanto, que hoje fez aumentar, tornando-as cada vez mais rígidas, inflexiveis, de se cortar no futuro. Costa terá que cortar salários, pensões e prestações sociais, que são o maior bolo da despesa pública, não podendo aumentar mais os impostos directos, especialmente o IRS, uma vez que não existe espaço para mais crescimento(a curva de laffer está saturada), o veneno do Primeiro-Ministro, lançado por ele mesmo hoje, será de actuação rápida no  futuro muito próximo.

Vamos ver as tais habilidades mágicas do Professor Karamba de São Bento. Costa, não podes fugir para Ibiza desta vez.

Mauro Oliveira Pires

É o Socialismo, Estúpido!

Um breve e simples ponto de situação sobre a Grécia:

– de um brutal déficit nas contas públicas, de 15,1% para um excedente de 0,8%.

– de uma economia em recessão e com o PIB continuamente em valores negativos de um máximo de -5,5%, para uma economia em crescimento de 1,4%.

– de uma balança comercial altamente deficitária em 2007, para uma balança já só ligeiramente deficitária e praticamente em vias atingir equilíbrio.

-registar já em 2018 o valor mais alto de SEMPRE nas suas exportações. –

reduz a despesa do Estado de um recorde de 95 mil milhões em 2008, para 58 mil milhões em 2017. – de uma situação recorde em (2012) em que o Estado anualmente absorvia e gastava 63% do total da riqueza produzida pelo país durante um ano, para uma despesa de 48% do total da riqueza produzida num ano. –

de contas externas brutalmente deficitárias, para contas externas equilibradas. –

de um valor recorde de dívida pública acumulada de 181% do PIB em 2016, para 178% em 2017, numa clara trajectória de redução da sua dívida acumulada. –

de juros de dívida pública de 40% em 2012, para juros inferiores a 4% em 2018. –

de uma situação em que investidor algum no mundo estava disposto a investir ou a emprestar, para uma situação de abertura de investimento e empréstimos dos mercados e a juros baixos.

Tudo isto em “austeridade” e com as políticas absolutamente contrárias às praticadas e defendidas pelos adeptos do socialismo, nomeadamente em absoluta contravenção com as políticas que o próprio governo do Syriza defendia no seu programa de governo. Fica igualmente provado, que não é necessário recorrer a gastos públicos nem a existência de deficits para que uma economia consiga crescer.

Bem pelo contrário. A inexistência de deficits e governações com gastos públicos equilibrados é por si próprio uma situação que induz ao investimento privado, que resulta em crescimento económico de forma sustentável e saudável, fazendo cair por terra todas as teses das governações socialistas.

Eis pois um governo de socialistas, a conseguir apresentar bons resultados económicos. Mas foi precisamente porque, foram obrigados a meter o socialismo na gaveta e a ter que praticar as políticas contra as quais sempre se insurgiram, é que os resultados na Grécia são positivos. Podem governos de socialistas conseguir apresentar bons resultados económicos?

Podem. Desde que não lhes permitam governar com socialismos, nem os deixem comportar-se como socialistas.

Rui Mendes Ferreira

 

Decorem este número- 724,300,000,000€

Aqui neste espaço, tenho alertado que o problema não é só a Dívida Pública Portuguesa. A dívida privada, no que diz respeito aos agentes económicos como famílias e empresas não financeiras, também tem que ser levada em conta, porque o seu peso no PIB é de cerca de 206,3% do PIB aproximadamente.

Imaginem um País A com uma geração anual de riqueza de 100 unidades monetárias(esqueçamos os euros…), e com os respectivos agentes económicos privados. Esses agentes económicos privados dos quais as famílias e empresas, são elementos mais representativos, tem uma dívida conjunta de 206,3 unidades monetárias. Percebem a ideia?

O problema da dívida privada Portuguesa tem pontos muito interessantes, porque advêm de políticas económicas erradas dos anos 90 e principalmente as condições tremendamente favoráveis de juros que permitiram uma panóplia de financiamento nunca antes vista para as famílias portuguesas. Além disso, sectores não reprodutivos como a Construção e grupos privados portugueses ditos “grandes” na altura, tornaram-se “gigantes” com pés de barro, mas de manutenção de vida quase que garantida devido ao esquema de rendas que o País apresenta.

Rendas essas concedidas pelo capitalismo de Estado, amigo dos amigos, que sufocam o crescimento da economia portuguesa a prazo, que limitam o crescimento dos nossos salários e que nos tornam reféns da oligarquia instalada. A dívida escraviza, mas um Estado que a promove é o principal traficante.

As duas décadas de irresponsabilidade, no sector privado português, levaram a que tanto as famílias como as empresas não financeiras levassem a sua dependência aos bancos e outros credores em geral a máximos históricos, estrangulando a capacidade das empresas em reinvestirem em si mesmas para a geração de nova produção e por conseguinte aumentar o emprego e a qualidade remuneratória dessa mesmo emprego.

A crise, lá está, é um factor de ajustamento das economias de mercado, a Economia é uma ciência humana, não é exacta, a Economia é como um corpo uno que depois de desdobra e que por um lado se auto regenera sozinha, o Estado faz de médico mas atrapalha com tantas injecções. O factor regenerativo, levou a que muitas empresas portuguesas falissem, mas que as que resistiram e as que abriram, redireccionaram os seus modelos de crescimento para os mercados externos o que leva hoje a Economia Portuguesa ter saldos externos consecutivamente positivos.

As famílias Portuguesas, como novo crédito Europeu e taxas mais baixas, aproveitaram para ser o novo povo Europeu rico e extravagante, mas, como sempre, as aparências custam caro sempre no longo prazo, os BMW`s,  os Mercedes e a casinha comprada são a mentalidade portuguesa no seu auge que nos levaram  no pico da crise de 2009 que tivéssemos uma dívida de particulares superior a 150 mil milhões de euros.

Já as empresas não financeiras tiveram no pico de 2009, uma dívida de qualquer coisa como 260 mil milhões de euros. O gráfico abaixo ajuda a explicar.

divida a
FONTE: Banco de Portugal, Boletim Estatístico

Reparem que, apartir do programa de ajustamento de 2011, a dívida das famílias desceu paulatinamente e tem estabilizado apartir de 2017/2018. A Dívida das empresas privadas também baixou mas o processo de estabilização também é inerente a esta rubrica. Se antes a dívida privada era de 245% do PIB aproximadamente em anos pré crise, hoje anda por volta dos 200% do PIB, valores tremendamente elevados mas que é um mérito no cenário português.

Só que agora é que temos o problema, a divida privada está incluída no que é a dívida externa que é a soma da dívida privada com a divida total das administrações públicas ou do sector público. A dívida externa podia ter baixado muito mais se o Estado tivesse feito outro esforço de consolidação e reforma estrutural.

O sector público não financeiro tem duas rubricas essenciais, as dívidas das administrações públicas e as empresas públicas. As empresas públicas tem a sua dívida a cair devido ao saneamento imposto pelos credores, o problema, lá está, é o consecutivo aumento dos valores em dívida do Monstro Estado que já vai em mais de 300 mil milhões de euros.

Em resumo, num cenário de crescimento estável e saudável, num cenário de mundial de estabilização, num cenário de uma política orçamental responsável, sem truques, maquilhagem e que seja um política estrutural, ou seja, tudo o que este governo não faz(falo da política orçamental), podíamos viver descansados com a inversão do ciclo económico que começa agora. Pois, um Governo responsável tinha aproveitado as drogas do BCE para efectuar “almofadas” contra uma crise vindoura, podia ter começado a reformar e a descer a despesa pública e a gerar saldos orçamentais positivos.

Mas não, Mário Centeno e António Costa nasceram com o síndrome do capitão gancho invertido, olham para o binóculo e a terra é vista em ziguezague, aproveitam um País anémico e ignorante e tratam da vidinha deles enquanto que os problemas estruturais se agravam. Basta um sopro, um pequeno sopro que o Castelo de cartas construído a cuspo caia, mas eles não querem saber.

Resumo de números:

◊ Dívida do Sector Público em ABRL/2018322,534 mil milhões de euros;

Dívida dos Particulares(141 478 mil milhões de euros) + Dívida das Empresas Privadas(260 279 mil milhões de euros) = 401 757 mil milhões de euros( Dívida Privada ou Sector Privado Não Financeiro)

∑(Somatório) da dívida do sector público e dívida privada= 724 290 mil milhões de euros(arredondado 724,3). Não esquecer que o somatório destas duas grandezas dá nos a dívida externa.

E só para ser mau, este valor subiu mais de 4 mil milhões de euros face ao mês anterior e mais de 6 mil milhões face a Abril do ano passado, apesar de que em % do PIB diminuiu, mas como a sorte não dura para sempre, num cenário de muito baixo crescimento devido à inercia geringonçal e a súbida constante da dívida os valores podem começar a subir(cenário idêntico para a divida pública).

Mini Glossário: 

⊗ PIB: Somatório de toda a riqueza produzida(bens e serviços), num determinado local e num determinado período de tempo por agentes económicos vigentes.

⊗ Dívida pública: É o somatório ou acumulação de todos os défices orçamentais que um País tem, quando um Estado tem défice este tem de se financiar para fazer face ás suas necessidades de financiamento que geram então a dívida, que é pública por ser “Estatal”.

⊗ Dívida privada: É o somatório ou acumulação das dívidas dos agentes económicos como as famílias e as empresas.

⊗ Dívida externa: É a soma da dívida pública com a dívida privada, apesar de que é algo mais complexo que isto, mas para perceberem a ideia.

⊗ Agentes Económicos: Podemos dizer que os Agentes Económicos são isso mesmo, agentes, um conjunto de indivíduos e que, através das suas decisões e acções, tomadas racionalmente, influenciam a economia. Quais são os agentes Económicos e o que fazem?

  1. ) Famílias: Tomam decisões como consumir(bens e serviços) como oferecem trabalho. Portanto temos a perspectiva do consumidor e do trabalhador respectivamente.
  2. ) Empresas Não Financeiras: Tem a função e decidem sobre recursos, produzem bens e serviços para os outros indivíduos. São não financeiras porque não tem essa finalidade, ou seja, a de guardar e gerar recursos financeiros como os bancos.
  3. ) Estado: Por mais que não goste deste agente económico, e não o devia ser, é considerado como um. É a entidade que define o conjunto de políticas e detém “áreas estratégicas” da Economia.
  4. ) Empresas Financeiras ou Instituições Financeiras: Ao contrário das empresas não financeiras, as financeiras recolhem recursos, poupanças, para financiar a actividade económica como um todo. São o garante da Estabilidade financeira.
  5. ) Resto do Mundo: Um agente económico com mais preponderância na Economia Portuguesa, é o agente com o qual temos relações comerciais, de troca de fluxos como exportações e importações.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Quem Aguenta o País é o Sector Privado Dr.Costa!

O ajustamento económico Português foi um sucesso relativo, conseguiu-se redimensionar o sector privado como um todo, as consequências mais “negativas” do ajustamento, isto numa análise meramente económica, como o desemprego que se gerou, teve como proveniência mais constante de um sector que era o “sustentáculo” do crescimento da Economia Portuguesa num tempo recente, como o sector dos bens não transaccionáveis, sector esse composto por actividades que quando operacionalizadas geravam divida constantemente, especialmente privada e externa, que cujo crescimento e desenvolvimento foi fomentado por políticas europeias(culpa de quem nos governou, mas também de quem nos emprestou) e públicas de modo irresponsável.

Por conseguinte, todo o quadro de crescimento sustentado que se queira realizar a médio-longo prazo fica completamente rabiscado não só com um crescimento que estava assente em pés de barro(ainda está, mas menos), com políticas fiscais inconstantes e totalmente imprevisíveis e com a criação de regulações e taxas à velocidade de uma toupeira profissional.

O ajustamento económico-financeiro, veio a “atenuar” estes desequilíbrios macroeconómicos estruturais, para pessoas como Catarina Martins, a pequena, Jerónimo de Sousa, o emplastro, e António Costa, o cativador, que disseram que o tal ajustamento foi um total fracasso, segundo declarações não muito longínquas do seu reino “IURD”, hoje beneficiam não só da “limpeza de Passos” como de condições macro internacionais das melhores de sempre mas, mesmo, assim, o crescimento económico português desacelera e a produtividade cai, mera incompetência canhota.

O Governo de António Costa parece aquelas preguiças com obesidade mórbida, que estão sempre à espera que a fêmea faça algo para o estado de coisas mude e estes ficam na árvore com banhos de sol, os de Ibiza são bons pelo que se diz! O Sector privado aguentou e está a aguentar com uma resiliência franciscana a máquina sugadora de impostos de Mário Centeno, o Estado monstruoso e ineficiente mas como preguiça precisa de sobreviver, ainda deixa as formiguinhas passar, mas chegará o dia em que a factura da desgraça socialista nos chegará outra vez por Pombo correio.

Como a paciência já é pouca para escrever sobre socialistas formatados, vamos ao que interessa, dados, números, vamos à representação numérica do sucesso do sector privado português em tempos de dificuldades que ainda hoje perdura. Como são dados mais “científicos” e nem todos são da área económica fiz um mini-glossário de orientação inicial.

⊗ Balança Comercial: A Balança Comercial não é mais que um registo contabilístico onde agregamos a Balança de Bens e de Serviços, que juntas formam o saldo da Balança. Este registo, mede então os fTacluxos de saída(Exportações) e de entrada(Importações).

• Quando o saldo é >(maior) que zero, temos um superávit, portanto as exportações de bens e serviços ultrapassam as importações, pagando-as totalmente.

• Quando o saldo é <(menor) que zero, temos um défice, portanto as importações de bens e serviços ultrapassam as exportações, assim, o conteúdo exportado não paga totalmente as importações e temos que nos endividar(pedir financiamento) para cobrir tal défice, gerando dívida privada.

⊕ Não esquecer que a Balança Comercial está inserida num registo ainda maior que é a Balança corrente, que tem outras componentes, como as transferências da UE para cá e vice-versa, que em conjunto com a Bal. de capital(fica para outra artigo), formam a balança corrente e de capital(ex-balança de Pagamentos), que esta sim, o saldo da mesma influência definitivamente o percurso da dívida privada e externa.

⊕ Mais uma definição adjacente e importante. Como já referi acima, quando exportamos recebemos divisas, quando compramos bens e serviços ao exterior, ficamos sem elas. Portanto, o que recebemos pode pagar a totalidade do que importamos, ou não… Neste cenário criou-se a Taxa de Cobertura que é a divisão entre as exportações pelas importações multiplicando por 100, dando nos a percentagem das exportações que pagam as importações.

Agora estamos em condições para os gráficos! Vamos ao primeiro!

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FONTE: INE

Como as criaturas do Bloco, PCP e PS podem verificar no gráfico acima, os gráficos não são só uns riscos e charadas sociais de acampamentos, são representações gráficas que representam a realidade, muitas vezes incompleta, mas são uma base de trabalho. A partir de 2010 até 2017, o peso das exportações bens e serviços aumentaram o seu peso de forma exponencial, estamos a falar de um valor que representava 25% do PIB em 2009(meados), até mais 44% do PIB em 2017, um aumento em valores relativos de quase o dobro.

O esforço dos empresários portugueses é heróico, pois, não só em ambiente vil conseguem que a balança comercial fique 6 anos seguidos(!) superavitária, um recorde em Portugal, como conseguem alterar o modo como crescemos, em economês, alteraram o nosso perfil de crescimento, que hoje é bastante mais saudável que há 8 anos. Se a nossa média de crescimento neste século foi de 0,3% aproximadamente, hoje crescemos 2%, muito mais portanto.

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FONTE: INE

Neste gráfico, a PORDATA, mostra isso mais atentamente. A Taxa de cobertura, como já viram no glossário acima, é superior a 100% desde 2012, e em tempos de geringonça continua na média das taxas em final de mandato de Passos Coelho.

O que interessa, portanto, é que uma das componentes que sempre manteve a nossa balança corrente com pressão, a balança de bens, essencialmente porque nós “compramos caro” e vendemos “barato”, é das grandes responsáveis pelo nosso atraso de crescimento e por tão fracos desempenhos. A balança de bens já se está a deteriorar outra vez, especialmente a partir de 2017, onde o saldo se agravou mais de 2,5 mil milhões de euros. Agora, imaginem, que o turismo para de crescer… Se não nos reformámos completamente, por mais que o esforço feito do lado dos privados tenha sido notável, voltamos à armadilha de baixo crescimento.

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FONTE: Pordata

Baixo crescimento, como óbvio, porque o Estado não quer a Taxa de IRC a 8%, um projecto fiscal de médio e longo prazo sem alterações de impostos empresariais e com a sua diminuição, tudo isto porque o Estado Português quer continuar a alimentar as oligarquias. Se isto não é Socialismo caviar, não sei o que é.

Quando em Portugal não tivermos a cultura de que o Estado é um mero árbitro, e nem o devia ser, mas sendo pragmático que o seja, que o lugar dele é deixar que o individuo, as pessoas portanto, trabalhem, recebam o seu salário, produzam, consumam e que façam o que querem com o seu dinheiro, então estamos a ir para o caminho da servidão total.

A equação fundamental portuguesa é: Consumam, produzam e poupem.. Está tudo ao contrário! Devia ser poupem, produzam e consumam! Mas meter isto na cabeça de pessoas na política que não sabem criar emprego… Esqueçam!

Mauro Oliveira Pires

O Governo Português é Irresponsável!

Circo. É a palavra floral e de ordem no País das praias, bolas de berlim e vinho verde. Guterres, nos anos 2000, proclamou aos sete ventos da malapata que a reforma da Segurança Social da altura conseguiria suster o sistema de previdência social por mais 100 anos. Tais palavras não tinham feitiço e muito menos panos para tantos cálculos exagerados. Logo no primeiro Governo de Sócrates, numa outra “grande reforma” do sistema, mais uma vez este estaria a salvo.

Anos depois Passos viu e bem o problema de fundo, a Caixa Geral de Aposentações tinha reformados que, por um lado, descontaram o mesmo e trabalharam o mesmo número de anos que o privado e recebiam um conjunto de pagamentos mais elevados que estes, com isto, o sistema tinha e tem constantes défices crónicos estruturais, atingindo hoje um “excedente” devido as transferências públicas do Orçamento de Estado.

O plano de convergência de pensões de Passos fora aprovado em Conselho de Ministros e de seguida, os actuais coadjuvantes de António Costa, logo colocaram a medida para fiscalização no Tribunal Constitucional. Foi chumbada e mais um aumento de impostos, cortes de salários e despesas de ministérios Victor Gaspar teve que apertar e espremer para cumprir os objectivos internacionais.

Em 2015, no Programa eleitoral da PAF(Portugal À Frente), Passos tinha o plano de plafonamento de pensões como parte da solução do sistema de pensões, isto é, criar contas individuais para cada pessoa num sistema privado de pensões que cada um escolha, medida esta já implementada e com sucesso no Chile.

Factos são factos, o sistema de pensões português e todos os que sejam similares ao nosso são autênticos sistemas de Ponzi, um autêntico castelo onde escravos deitam a água do seu suor para outros beneficiarem. O Sistema depende infinitamente de pagamentos actuais dos nossos activos no mercado de trabalho, em troca de recebimentos futuros cada vez menores para si mesmos, para quem descontou portanto, pagando as actuais pensões que são financiadas pelos actuais activos.

Uma irresponsabilidade intergeracional aprofundada pela maré de políticos de esquerda e sociais democratas com tons de toranja. Ninguém soube fazer diferente, ninguém soube ser corajoso o suficiente no Pré-Troika. No Pós-Troika e até durante o Programa de Ajustamento, a fúria dos Lobbys, dos aventais e consecutivas jogadas de bastidores não deram para aprofundar a reforma estrutural que o País precisava em diversos sectores. Passos fez o que soube e o que pode.

Mas claro, Passos pode ter sido a excepção à regra pelo menos na vontade de mudança( apesar da não concretização de algo mais concreto para um projecto de reforma mais alargado do Sistema), só que as excepções acabam e o seu sucessor através de golpes contínuos de baú, a Troika Social Comunista, cuja cabecilha tem como expoente máximo António Costa, continua com palhas nos olhos e não faz um mínimo esforço para olhar e analisar o pântano e os pregos que deita para o caixão da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações(olhando para o défice crónico à parte).

O Socialismo tem uma particularidade deveras interessante, os seus líderes tem o dom da palavra, quando aplicam medidas contraccionistas ou de restrição orçamental, cujo nome evoluiu para uma palavra Catarínica mais sofisticada, a famosa Austeridade, estes passam por entre os pingos da chuva. O lixo que deixam é sempre dos outros, a incineração é sempre do campo ideológico contrário, mas depois o discurso não difere.

Todos são socialistas, outros de martelo e  foice, outros com construções sociais rocambolescas a roçar o cabelo de espantalho da nossa querida Fernanda Câncio. Outros ainda socialistas de vaca voadora, uma balbúrdia da quinta em pleno.

Se ninguém quer eliminar subsistemas públicos tornando o sistema de pensões num só sistema, não monopolista como o actual, com regras iguais para todos, evoluindo para um sistema parecido ao Chileno ou Suiço podemos contar as charadas das cativações que quisermos em contos de fadas do além, mas não nos livramos de uma Tetra Bancarrota ou Penta que não tenha um sabor sucessivo cada vez mais amargo.

Terminando o artigo com alguns dados em concreto do subsistema público da Caixa Geral de Aposentações. Primeiro ponto a referir, o número de beneficiários a receber o seu “abono”, ou pensão na linguagem mais corrente, é hoje maior que o número de funcionários público activos a descontarem para as reformas dos aposentados públicos. O sistema no que é o seu fluxo operacional de pagamentos e recebimentos está per si desequilibrado.

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FONTE: Relatório e contas CGA, 2016.

O índice de sustentabilidade na rubrica dos “indicadores”, já nos diz que em 2016 e em 2015 o rácio de subscritores face a aposentados da função pública está abaixo de 1, trocando por miúdos, não temos funcionários públicos suficientes que sustentem o sistema em Pirâmide construído. Uma fraude que engana as pessoas, poucos explicam e querem explicar. Porquê? Perde-se votos, dá trabalho, como diria o outro, é chato.

O único garante dos pagamentos actuais das reformas dos funcionários públicos, são, então, os fluxos monetários do Estado em forma de transferências correntes e subsídios, como podem ver no gráfico 2 que apresento bem como igualmente na transcrição escrita do relatório e contas da CGA.

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FONTE: Relatório e Contas da CGA, 2016

Se repararem, o fecho do exercício das contas da CGA em 2014 e 2015 mostrava-nos duas coisas interessantes, os custos e perdas(despesa), eram maiores que os proveitos(receita), apesar de em 2016 já podemos dizer que eliminámos o défice do sistema.

Eliminámos sim, mas de modo conjuntural e não estrutural, se formos analisar os factos, a única rubrica da receita que sustenta o aumento dos proveitos da CGA são as transferências e subsídios do Estado que aumentaram de 4,13 mil milhões de euros em 2014 para em 2016 o Estado transferir cerca de 4,926 mil milhões de euros cerca de 800 milhões de euros a mais mais coisa menos coisa em 2 anos.

Para reforçar o que disse anteriormente:

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FONTE: Relatório e Contas da CGA, 2016

É só lerem, está escarrapachado:” Respeitantes à comparticipação do OE, destinada a assegurar o equilíbrio financeiro da Instituição”

Por isso, sem o efeito Estado, a nível das transferências públicas os exercícios consolidados de 2014 a 2016 apresentaram défices crónicos a variarem os -3,3 a -4,1 mil milhões de euros. Eles disto não falam, não discutem nem gostam que se discuta. Portugal não vive em liberdade, vive num regime fascista de ideologia de Estado única que tudo absorve e nada faz por mudar.

Mauro Oliveira Pires

 

 

É o Socialismo, seus Idiotas!

Foram revelados hoje os números sobre o crescimento económico registado em todos os países da UE, referentes ao primeiro trimestre de 2018.

Portugal, face aos sinais e aos indicadores económicos que já andávamos a registrar em trimestres anteriores, apresenta uma significativa redução da taxa de crescimento, e é sem surpresa, que passa a ocupar a posição de economia com o pior desempenho em toda a UE.

Com a melhor conjuntura mundial e a melhor envolvente macroeconómica externa de sempre, Portugal, entra numa senda absolutamente contrária à de todos os outros países, e consegue voltar aos tempos de ser a pior economia e de apresentar o mais miserável crescimento de toda a UE.

Já vimos este filme antes. Já aqui estivémos. Foi muito duro e muitos os esforços que fizemos para sair dessa posição, mas eis que a ela fizemos questão de regressar.

Mas desta vez, não chegámos aqui por culpa externa, nem por culpa de outros, como aliás também nunca o foi nas outras vezes.

É por absoluta opção, por total culpa nossa e nada mais que isso. Tudo o que digam em seu contrário é a mais absoluta mentira, falácia e conversa da treta, para enganar o Zé Povinho.

Contrariamente ao que alguns pensam, em economia não há milagres.Há somente os resultados e as facturas das opções, das políticas e das medidas que se vão tomando e que se tomaram em anos anteriores.

Mas nada disto é algo que não fosse expectável, face aos caminhos que escolhemos voltar a trilhar e face às políticas do actual governo.

Será que acham que sermos o país com uma das maiores dívidas públicas do mundo é obra do acaso? Ou de sermos o unico país no mundo que em pouco mais de 30 anos foi levado por 3 vezes à falência? Ou que é por mero acaso que em tempo de crises somos sempre o país que mais fundo se enterra nelas e somos sempre o país que mais dificuldades tem em sair delas? Ou que em tempos de vacas gordas somos sempre o país que menos cresce e o que pior desempenho económico tem em comparação a todos os restantes?

Não,nada disto é o resultado do acaso, nem é culpa de outros, nem resultante de causas externas. É exclusivamente resultado de 44 anos de socialismo económico interno.

Voltamos aos tempos da morte lenta, e insistimos em manter a via. Quanto ao povo da nação, como gosta de ser enganado, merece ser enganado. Pois então, que continue a ser enganado.

Sigamos pois, camaradas.

Sim, Temos que Reduzir o Número Funcionários Públicos

O tema em questão, e bem, foi introduzida no debate pelo novo Partido Liberal Português a Iniciativa Liberal. Devemos ou não reduzir o número de funcionários públicos? A resposta é um redondo sim! Os gastos com pessoal são a 2ª maior fatia do grande bolo do Orçamento de Estado, é uma despesa flexível no corte a curto médio prazo mas de difícil manutenção para futuro acabando por não ser estrutural porque, essencialmente, quando Pedro Passos Coelho em 2013 quis introduzir o regime de mobilidade especial na função pública, esta foi chumbada pelos Juízes do Palácio Ratton devido ao não cumprimento do princípio da confiança, isto é, os funcionários públicos contratados antes de 2009 “sofriam” de um regime especial da valorização da “confiança” dada à sua carreira profissional, considerando que estas violam o princípio da garantia da segurança no emprego e da proporcionalidade.

Ou seja, no geral, não existe um impedimento geral na Constituição da República para se demitir um funcionário pública, mas, existem certas barreiras e interpretações ideológicas que se fazem que não deixam as reformas avançarem. É inacreditável que sejam funcionários públicos a decidir se podem decidir ser demitidos ou não, se podem levar com reduções salariais ou não, um trabalhador do sector privado sujeita-se a tudo, sujeita-se ao principio de seres competente ou vais para a rua, tão simples como isso.

O ajustamento macro-estrutural português foi violento para os lados do sector privado, o sector dos bens transaccionáveis acelerou o crescimento, as exportações de bens e serviços aumentaram, o saldo da balança corrente e de capital(anterior designação era bal.pagamentos), é hoje excedentária, isto tudo com impostos, impedimentos, regulações e burocracias de maior, uma atitude heróica da criatividade de cada empresário corajoso que criou emprego, riqueza e pagou impostos por isso no País do confisco e do Social comunismo, sem qualquer respeito pela propriedade privada e por si próprio, sim, porque em Portugal os portugueses não acreditam em si próprios e logo que são seres individuais para mudarem a sua própria vida, isto generalizando, claro.

Se o privado pagou, o sector público que também sofreu, mas não o mesmo que o privado, a dimensão do que é o aparelho do sector público pode ser feito de duas formas, ou se reduz salários definitivamente sem demissões, ou reduzimos o bolo através de despedimentos e não temos que ter mais reduções, quem vive da mesada dos Pais tem que fazer escolhas, ou isto ou aquilo, é o custo de oportunidade, nós vivemos do dinheiro dos outros, portanto as regras do jogo são dos outros, ou nos sujeitamos ou o nosso próprio envelhecimento da população e das estruturas produtivas, por falta de renovação do capital  e poupança baixa, vão nos condenar ao fracasso total enquanto País no longo prazo.

Deixo aqui os dados da despesa pública efectiva de 2016 para perceberem o que estou a dizer:

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FONTE: Direcção Geral do Orçamento

Com podem ver as transferências correntes, despesas com pessoal e consumos intermédios(Aquisição….), são os itens orçamentais do lado da despesa com maior peso, como disse acima ambas de fácil corte mas de difícil transformação em corte estrutural, primeiro, porque ao Partido do Regime, PS, não lhes dá jeito e segundo era preciso uma revisão constitucional para que determinados “pequenos” entraves fossem eliminados.

Vamos a contas:

  1. Transferências Correntes: 25,3 mil milhões de euros(valores arredondados);
  2. Despesas com Pessoal: 15,9 mil milhões de euros(valores arredondados);
  3. Aquisição de Bens e Serviços: 8,5 mil milhões de euros;
  4. Juros: 7,9 mil milhões de euros;
  5. Outros: 5 mil milhões de euros;

Atenção que estes dados são da despesa efectiva da Administração Central, excluo as Administrações Públicas, mas percebem a ideia na mesma, temos uma despesa monstruosa à mesma.

A despesa com pessoal representa cerca de mais coisa menos coisa 25% da despesa pública, portanto temos que cortar não temos que ter aqui falinhas mansas, é o futuro de todos nós que está em risco. Segundo, neste cálculo estão incluídas o pagamento das pensões de reforma, por conseguinte os valores para efeito de discussão deste artigo estão inflacionados mas podemos ir por aqui também, as pensões tem que ser cortadas outra vez sim, o segundo País mais envelhecido da UE(!), não pode comportar tal irresponsabilidade de uma geração pagar os erros da anterior.

É uma discussão para outro artigo. Agora é necessário dar os parabéns à Iniciativa Liberal pela coragem demonstrada, apesar de alguns erros efectuados, algo normal em qualquer partido quer maduro quer em crescimento. Ao menos fez algo que o PSD e CDS ainda não fizeram. Pontos a favor já!

Mauro Oliveira Pires