Categoria: Diversos

A Ideologia de Género não é ciência, é doutrinação

Querem-nos convencer a todo o custo que a Ideologia de Género se baseia apenas no ensino da tolerância, aceitação, conhecimento  e igualdade entre géneros. E assim perante tão nobre intenção justificam a sua implementação imposta a todos os alunos na disciplina de cidadania. Ora, se é assim tão claro que se trata de uma ideologia ” científica” imprescindível à formação do indivíduo, por que razão a lei que tornou possível a ideologia de género nas escolas, foi aprovada em total segredo e sem debate público em 2018?

Pois bem, a resposta é simples para qualquer ser pensante que não segue as patranhas progressistas: não foi a debate porque simplesmente é uma grande mentira fabricada à medida das agendas feministas e LGBTIQ que recebem muito dinheiro público para a promoção da ideologia.

A primeira grande questão que se levanta é: porque razão não aparece documentação sobre o tema na Biblioteca Nacional como alerta Mário Cunha Reis no seu artigo “Ideologia de Estado” no Observador? Numa pesquisa simples, há zero resultados quando se procura bibliografia  sobre a ideologia de género. No entanto se a busca for “queer”, não falta bibliografia sobre o tema onde a ideologia de género está englobada. O que prova que não estamos perante uma teoria comprovada cientificamente mas sim uma teoria LGBTIQ.

Assim sendo, segue a segunda grande questão: não sendo uma teoria científica o que está ela a fazer no plano curricular dos alunos desde o pré escolar? Ora, a resposta aqui é também ela simples: isto não é ensino, é doutrinação. A prova está escrita pela própria CIG na página 5 dos Guiões onde explicitamente é dito: “(…) o conteúdo apresentado não exprime necessariamente a opinião da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.” Ou seja,  a CIG desresponsabiliza-se  do conteúdo destes guiões em caso de queixas.

Vamos lá esclarecer: uma coisa é ensinar o respeito, aceitação e tolerância por todos os seres humanos independentemente das suas diferenças, sejam elas a que nível for; ensinar que todos os seres humanos são iguais e não podem ser discriminados no acesso à saúde, educação, trabalho pelas suas orientações sexuais, religiosas ou ideológicas, raça, etnia ou cultura; outra é defender que igualdade é  “ensinar”  que  não existem diferenças sexuais entre indivíduos porque todos nascemos neutros e que é a sociedade que constrói o nosso género; que a maternidade não é um exclusivo das mulheres; que todos os males desta sociedade está no homem heterossexual e família patriarcal; que o género não é imutável.

Foi exactamente isto que encontrei ao ler os guiões do Ministério da Educação (no pré-escolar, no 1º ciclo  no 2º ciclo, no 3º ciclo e no secundário). Na página 265 do Guião para ensino secundário pode ler-se: ” (…) deste modo a diversidade sexual humana e a compreensão das expectativas das pessoas LGBTIQ relativamente aos direitos sexuais e reprodutivos poderá ser melhor compreendida e reflectida”. Na página 270 do mesmo guião, branqueia  a ciência e diz:  “(…) a ciência é uma construção sócio-histórica, portanto determinada temporalmente e espacialmente. Por isso numa perspectiva de género não basta salientar a necessidade de reconhecimento da importância das teorias e  modelos na construção do conhecimento científico mas também desconstruir os processos na sua produção”. Mas não se ficam por aqui: reclamam a reprodução assistida como um direito à igualdade; questionam a linguagem não inclusiva; questionam a história produzida; afirmam não haver complementaridade entre sexos; que as questões sociais afastaram meninas das actividades desportivas; que há uma cultura de heteronormalidade que classificam de homofóbica; impõem-se contra a existência de dois sexos bem definidos; afirmam que existe disparidades salariais; defendem o aborto como método contraceptivo; defendem quotas de forma dissimulada; defendem a desconstrução da sociedade; transformam em patologia todos os que não concordam com esta ideologia.  Ou seja, só trata da agenda feminista e LGBTIQ.  Porquê?Mais:   estes Guiões são escritos por feministas, algumas lésbicas e homossexuais.  Isto é doutrinação, sem qualquer dúvida.

Para reforçar ainda mais esta ideia, João Miguel Tavares escreveu no Público sobre uma actividade de uma escola na disciplina de Cidadania:  “A Rede Ex-Aequo [uma associação lésbica] não se limita a combater “o bullying homofóbico e transfóbico”. É da facção (o vídeo de apresentação é muito esclarecedor quanto a isso) que nos convida a dizer “oradores e oradoras”, que garante que “juntas e juntos fazemos a diferença”, e que quer esclarecer os nossos filhos sobre o verdadeiro significado da palavra “heteronormatividade”. E isso, caras associações LGBTI, é 100% ideologia.”

De acordo com  a maior defensora de género da actualidade, e cuja bibliografia serviu de base para os Guiões, a americana Judith Butller, “ninguém nasce homem, nem mulher, nem gay, nem lésbica,  pois o género deve ser construído na escola, com quantos géneros  quantos a criança deseje.” Mais claro do que isto é impossível.

A doutrinação da ideologia de género é ilegal porque viola a liberdade de consciência e crença do estudante; o princípio da neutralidade política e ideológica do Estado; o direito dos pais sobre a educação moral dos filhos.  Porque  a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu artigo 26º nº 4 diz claramente: ” Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos” e na Constituição da República Portuguesa no artigo 36º, nº 5 e artigo 43º, nº 2 está escrito:  “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas (…) políticas, ideológicas”.

Perante isto, onde está a dúvida quanto à inconstitucionalidade do decreto-lei que autorizou o ensino da ideologia de género nas nossas escolas?

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

E as candidatas ao programa da TVI não têm direitos?

Foi uma avalanche de protestos quando ironicamente a seguir ao dia Internacional da Mulher, duas televisões privadas resolveram estrear  programas onde as mulheres se candidatam a noivas de um agricultor, na SIC ou de um menino da mamã na TVI. Pergunto: alguém foi saber a opinião das candidatas  antes de exigir a suspensão dos reality show?

Sim, estes programas são uma valente porcaria como o são “Love on the top”, “Big brother”, a “Casa dos Segredos”, “O carro do amor”, “A Quinta das Celebridades” e tantas tantas outras porcarias de reality show que passaram nas televisões. Mas só estes estão a provocar uma onda de indignação. Porquê? Porque desvaloriza a mulher – os outros , onde elas aparecem expostas na sua intimidade, parece que não pelo desinteresse dos activistas. Acontece que ninguém vai lá parar coagido. Todas as participantes são voluntárias. Foram elas, as candidatas, que tornaram este programa possível porque sem as suas candidaturas  não haveria pretendentes para aqueles indivíduos. E sem pretendentes, zero programa. Fiz-me entender?

Além disto as televisões são empresas privadas. Elas decidem sobre o querem  produzir e qual o público alvo. Cabe ao telespectador decidir se quer ver ou não mudando de canal ou simplesmente desligando o televisor. Simples. Mas os shares desses dias dizem que houve muita audiência. Pois.

Chama-se a isto liberdade de escolha. Somos todos livres (ainda, penso eu) de decidir o que queremos e não queremos. E se as televisões disponibilizaram esse formato e  essas pessoas decidiram participar de livre e espontânea vontade, ninguém tem nada com isso.

O mesmo acontece com as mulheres que querem participar em publicidade e mostrar a sensualidade do seu corpo ao serviço do marketing publicitário; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar roupas de grandes marcas semi-despidas ou de lingerie; o mesmo acontece com as mulheres que querem ser actrizes de porno ou strippers; o mesmo acontece com as mulheres na Holanda que querem estar em montras; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar de biquini nas Misses ou de mini saia na Fórmula 1. Ninguém tem o direito em nome disto ou daquilo, de as impedir de fazer ou ser aquilo que bem entendem – desde que seja por vontade própria, obviamente. Não é  pela igualdade de direitos que as feministas se debatem? Então porque querem limitar os direitos de muitas das mulheres que não pensam como elas?

Argumentam que se trata de um retrocesso civilizacional, colocar a mãe a escolher a noiva pelo filho, a seleccionar as candidatas pelos dotes culinários ou atributos físicos. E de facto, é retrógrado, sem dúvida. Mas se o programa fosse “Quem quer casar com uma feminista” teríamos uma mulher a perguntar se o candidato sabia cozinhar  e  limpar a casa; se concordava com o aborto; se defendia a equidade menstrual; se era a favor do pluriamor; se era apoiante de quotas e a isso, iriam chamar de progressismo. É só uma questão de perspectiva. Nada mais. Porque eu, enquanto mulher, não me revejo em nenhuma das duas mas longe de mim restringir a liberdade de escolha de cada um viver como bem entende.

Ainda há pouco tempo passou um programa a que chamaram “Casados à primeira vista”, a coisa mais tonta que já vi em televisão na minha vida. Mas, quem sou eu para julgar as pessoas que quiseram submeter-se a esse desafio um tanto ou quanto absurdo? Vai estrear outro no domingo outro a que chamaram “Começar do Zero” onde os candidatos entram nus, sem nada dentro de casa,  desafiados a viverem sem bens de consumo. Mais um programa parvo. Mas, não andamos todos a encher a boca sobre a liberdade de cada um de decidir o que bem lhe dá na gana? Afinal, somos livres ou não?  Eu sou, por isso não vou ver.

Tanta crítica aos tempos das ditaduras por imporem padrões de comportamento e pensamento único e agora passado décadas, em plena democracia, quer-se restringir a liberdade das mulheres alegando que são “exploradas” que “submetem-se”  pelo dinheiro vitimizando-as,  quando na verdade e observando o programa, se vê exactamente o oposto: mulheres satisfeitas empenhadas em seduzir e agradar a um homem. Quem tem o direito de decidir o que é melhor ou não por elas?

Defender a igualdade é acima de tudo defender a liberdade de escolha. E é exactamente isto que as feministas querem sonegar. Esta histeria à volta destes programas  impondo a vontade de umas contra a vontade de outras,  comprova-o na perfeição.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

A violência das palavras

Quando se ouve falar em violência doméstica associa-se logo às agressões físicas, àquelas que deixam marcas profundas no corpo visíveis a qualquer um. Mas há outra forma de violentar quase  tão “mortífera” como a primeira: a violência psicológica. Nesta o agressor não precisa de se munir de facas ou espingardas. Precisa apenas de abrir a boca e usar a força das palavras cruéis e vis que destroem  a alma. E por não ser entendida, na maior partes da vezes, esta forma bárbara de relacionamento é confundida com mau feitio. É desculpada pela vítima que pensa apenas tratar-se de um carácter “forte” ou difícil como tão banalmente é apelidado. Mas não é. A violência psicológica é praticada por gente com patologias e tem de ser denunciada. Também.

O agressor psicológico é por natureza, um indivíduo que  não valoriza a mulher nem a respeita. Olha-a como ser inferior, seu subalterno que lhe deve toda a obediência sem pestanejar. Para reforçar este estatuto, humilha-a e despreza-a a cada minuto elevando o seu ego até à altura do chão onde assim o pode pisar sempre que quer, fazendo nascer na sua vítima o sentimento de pessoa sem valor.

Frequentemente culpabiliza-a por tudo o que lhe acontece: se perdeu o emprego, a culpa é dela; se está aborrecido, a culpa é dela; se os filhos andam mal na escola, a culpa é dela; se não é bem sucedido na vida, a culpa é sempre dela. Pelo meio, expressa-se com violência, de forma gratuita e vã enquanto ainda exige sorrisos e boa disposição todos os dias quando chega a casa… Vê-lhe apenas obrigações sem direitos e não perde uma oportunidade de apontar falhas ignorando por completo o elogio quando ela o merece. Não se interessa pelos seus sentimentos nem deixa que fale neles. Não entende a tristeza da vítima nem lhe admite lágrimas. Afinal de que se queixa ela se ele só  está a reagir assim por aquilo que supostamente ela não lhe dá?

Para o agressor, tudo nela  é irritante e motivo de discussão: ou porque conversa demais, ou porque conversa de menos; ou porque se exprime demais, ou porque se exprime de menos; ou tem iniciativas a mais, ou iniciativas a menos… Sempre assim. Irrita-se facilmente quando ela fala ou faz algo por muito inocente que seja. Corta a palavra ao meio, levanta-se da mesa abruptamente, atira objectos contra as paredes, bate  as portas com violência pontapeando tudo o que se atravessa na frente. Responde com atitudes violentas à irritabilidade que ela lhe provoca.

A agressividade é quase diária sem motivo aparente. E a vida passa a ser como um jogo de póquer: nunca sabemos qual a cartada seguinte que vai ser jogada… Não se importa que ela vá mal vestida ou mal cuidada para o trabalho mas ai dela se ousar um dia colocar um pouco de batom antes de sair. Logo lhe inventará amantes escondidos à espera dela ao sair do trabalho. E basta uns minutos de atraso para que lhe massacre violentamente a mente com comentários sinuosos de sexo fora de casa. Por isso frequentemente lhe exigirá bom sexo como prova de amor e de fidelidade.  E se nada corresponder ao esperado rebentará de raiva como se estivesse a ser traído. Pouco se importa se as razões da vítima são a falta de mimo, atenção e apreço e que com esse défice não se consiga entregar como gostaria.

Em contrapartida, ele terá muitos “affairs” fora do casamento que ele justificará como inevitáveis pela falta de atenção que ela lhe dá. Do ponto de vista do agressor, ele não é culpado de nada. E se a vítima não corresponde é porque não o ama. Na verdade, são abundantes as vezes que lhe repete essa tão desejada palavra. Quase com a mesma frequência com que a violenta, repete-lhe que é a mulher da vida dele e que não vive sem ela.  É o paradoxo em pessoa confundindo a sua vítima e prolongando assim uma relação que sem isso já teria morrido há muito tempo.

Pelo caminho fica uma mulher totalmente destruída, castrada de vida e sentimentos, manipulada e controlada até ao limite, aprisionada a uma relação mortífera sem o saber. Ama o homem que conheceu, acredita que ele continua ali, mas desculpa-o constantemente por acreditar ou querer acreditar que tudo não passa de uma má fase, de um feitio difícil originado por qualquer trauma de vida.

Fui vítima de violência psicológica e  apesar de já terem decorrido 30 anos desde que fugi do meu agressor, as marcas que me deixou continuam abertas. Jamais me vou esquecer do quanto ele me aprisionou impedindo-me de voar, de ser “eu”. Confinada a viver dentro de uma “caixa” cuja chave só ele tinha, tudo me era imposto: a forma de falar, de agir, de vestir, de viver… Não me esqueço das humilhações na frente de todos, em qualquer lugar, em qualquer momento. Dos choros constantes. Dos sorrisos ausentes. Da dureza de viver. Era manipulada para não ser nada, e “morri” em vida. Quando o deixei no meio de uma coragem sem igual, renasci. Ao ponto de me tornar irreconhecível aos olhos de quem me viu.

Pôr um basta numa relação destas não é fácil. Mas também não é impossível. Exige muita coragem, determinação e resiliência. Há que ter presente que o agressor não vai desistir facilmente e que não aceitará um “não quero mais” com leveza. Usará da maior violência para exercer o seu sentimento de posse de “coisa” que ele pensa ser sua.

Mas no fim, por muito machucada que saia, ficará feliz por ter sobrevivido e verá que a vida, mesmo sozinha, é bela. Aprenderá que o amor maior é o seu por si e que por nada deste mundo deverá permitir que o destruam.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Sou anti-feminista, branca, heterossexual, anti-marxista, anti-drogas, pró-vida e do povo. Um perigo social.

Descobri que sou um “perigo social”. Uma ameaça a esta sociedade que se diz  “progressista” mas que nada fez senão regredir à sua forma mais primitiva. Ser anti-feminista, branca, heterossexual,  anti-marxista, anti-drogas, pró-vida e do povo, transforma-me num alvo a “abater”. Porquê? Ora, porque faço parte da maioria e hoje as maiorias são para aniquilar.

Não se pode ser anti-feminista mesmo sendo mulher. Não pode. Porque as mulheres têm de ser feministas custe o que custar, porque se não o forem são contra as mulheres (ah! ah! ah!). Acontece que não sou feminista precisamente porque defendo a liberdade e igualdade para  todos os indivíduos e por isso não posso estar do lado de quem reivindica liberdade para as mulheres sonegando as liberdades aos homens,  de quem hoje transformou uma luta por direitos numa espécie de “luta de classes” pela supremacia feminina.  E não, não devo a minha liberdade às feministas. Devo-o às Mulheres corajosas que um dia resolveram lutar pelos seus direitos humanos como se luta pelos direitos das crianças, negros, cristãos e tantos outros e a quem alguém chamou de “feminismo” como se lutar por direitos fosse um exclusivo feminino. Devo-o a mim que com a minha determinação nunca baixei os braços na conquista dos meus ideais e por mérito cheguei onde quis.

Também sou branca o que é grave. Porque os brancos são a razão de todos os males no planeta. São os que discriminaram, os que escravizaram, os que dominaram. As minorias são puras, castas e “coitadinhos”. Nunca fizeram mal a alguém.  Deve ser por isso, quando em maioria, como na África do Sul, andam a chacinar brancos; na Nigéria o Boko Haram persegue cristãos e escraviza meninas e por cá, quando são negros a arrancar um punhado de cabelos a uma rapariga branca numa luta violenta por razões fúteis, nenhum SOS Racismo se importa com isso. Ah! E a palavra “slave” vem de eslavo, da etnia eslava da Europa de Leste que  foi escravizada por muçulmanos. Pois.

Ser heterossexual também é pecado porque é “anti natura”. Dizem eles. Se nascemos “sem género”  o “normal” é  nos amarmos todos uns aos outros sem tabus, mulher com mulher, homem com homem, crianças com adultos, irmãos com irmãs, pais com filhos. Amor tem de ser vivido sem restrições impostas pela sociedade (???).  Em liberdade absoluta. Que o digam os defensores da Ideologia de Género que já se ensina nas escolas aos meninos da primária.

Ser anti-marxista, também não pode. Esta ideologia que matou milhões de inocentes para impor-se e mesmo assim não conseguiu vingar,  infiltrou-se na sociedade com o revisionismo de Gramsci,   promovendo  a inversão dos valores sociais: os professores são agredidos pelos pais a soco e pontapés quando chamam a atenção a miúdos indisciplinados; os polícias são recebidos à pedrada e conotados de racistas  quando são chamados a intervir em rixas de moradores; os professores são estimulados a passar alunos com 7 negativas e  o superior a deixar   entrar com média negativa para dar a hipótese de todos serem “dótores”; às crianças de 5 anos é-lhes ensinado que não há sexos e podem ser o que quiserem (homem, mulher, trans, e por aí fora); ao homem é-lhe dito que por ser homem é opressor e tem de lhe ser retirado direitos. E tantas outras parvoíces marxistas. Não defender isto é ser “fascista de extrema-direita”.

Ser anti-drogas? Ui! Essa então é fatal. Então onde já se viu proibir a liberdade individual de cada um se drogar à vontadinha, em espaços públicos e com apoio do Estado? Isso é “ditadura”, dizem eles. Promover uma sociedade limpa de estupefacientes que aliena as pessoas  é coisa de “conservadores extremistas”.

Ser pró-vida é ainda pior mesmo numa sociedade que tem pílulas para tudo até para o dia seguinte e camisinhas,  de borla.  Os abortos são um “direito anticoncepcional” onde cada indivíduo tem o poder de decidir se mata ou não uma criança porque ela cresce no seu corpo. É propriedade sua. Dizem. Por isso considera-se normal que haja adolescentes já com 12 abortos no currículo e leis que permitem matar bebés à nascença. Tudo “normal” em nome do progressismo para depois se defender que é preciso bebés estrangeiros para aumentar a natalidade (Ah! Grande George Soros!).

E ser do povo? Oh que tragédia! Escrever nos mais conceituados  blogues existentes e ter milhares de seguidores por conseguir através da minha escrita chegar a toda a gente, sem excepção, horroriza a classe intelectual que não me perdoa por tamanho “atrevimento” e que se acha dona e senhora destes espaços ridicularizando ou menosprezando todos aqueles que escrevem e pensam de forma mais popular. Uma blasfémia, portanto.

Sou mesmo um “perigo social”.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

A crónica de Joana Bento Rodrigues e os feminazis

Ainda estou em estado de choque com as reacções a uma crónica de opinião  de uma médica sobre as Mulheres. Gente que escreve em publicações e que se julga com superioridade moral e intelectual dispararam violentamente não poupando sequer insultos por ela ter dito o que pensava sobre o tema. Seria cómico se não fosse trágico, o facto de terem simplesmente distorcido o sentido às palavras tão cristalinas da autora. É que não encontrei nada no texto de que acusam Joana Bento Rodrigues: fascismo, inimiga das mulheres, machista de saias.

O problema do texto em causa é que contém verdades inegáveis e por isso provocam a ira dos feminazis (feministas nazistas/fascistas masculinos e femininos) que não suportam quem os contrarie nas suas “verdades alternativas” contrárias à natureza humana. Mas peca por generalizar uma vez que a natureza das mulheres, numa escala minoritária, foge a esta regra geral. Só isso.

Quando a autora diz que a mulher é “naturalmente feminina, gosta de se arranjar e sentir-se bonita, ter a casa cheirosa e bem arrumada e decorada, gosta de cuidar e receber, e chama a si muitas tarefas domésticas”, onde está a mentira nisto? Quem tem a coragem de contrariar que a  maioria das mulheres gostam de ser femininas, e em casa são quem tomam os comandos daquele espaço (o lar) onde são elas que predominantemente decidem sobre tudo e onde o companheiro apenas complementa essa ajuda? Só eu é que tropeço aos pontapés em mulheres assim?

Quando a autora  refere que a mulher “procura no matrimónio amparo e necessidade de segurança, que gosta de se sentir útil dentro da relação, de ser a retaguarda para a estabilidade familiar, para que marido possa ser bem sucedido porque esse sucesso também é seu e que não se incomoda se tem rendimentos inferiores (não se refere a salários diferentes para mesma função)  ao marido pois orgulha-se que ele seja bem sucedido porque lhe transmite segurança” e status, isto é mentira? Quem tem coragem de contrariar  quando é sabido que toda a mulher que opta por ter uma relação séria e duradoura procura que seja com alguém bem sucedido e estabilizado na vida? Só eu é que esbarro nelas?

Quando ela diz que as mulheres “que têm a carreira condicionada por terem optado por assumir o papel de esposa e mãe contam com o suporte e apoio do marido, para que nada falte e que  o casal, enquanto um só e actuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objectivos comuns e focados no Amor”, que a maternidade é um apelo biológico e que a vida é feita de opções,  está a mentir? Não não está.

A natureza é perfeita e criou nos mamíferos instintos que de forma inconsciente levam-nos a ter comportamentos que privilegiam a família na protecção da espécie. Nós como animais que somos, embora racionais, não fugimos a isto: por instinto o homem é protector e defende sua família; a mulher cuida dela (podem arrancar cabelos com esta afirmação que nada altera a verdade).

Por isso e na sua maioria, as Mulheres, numa relação de amor com um homem (de forma inconsciente) chamam a si o papel de cuidadoras. Optam sem pestanejar para serem elas a gerir as necessidades do lar.  E sem qualquer hesitação também, sacrificam ou adiam projectos pessoais para ter tempo de usufruir em plenitude sua maternidade. Isto é inegável.

Claro que este texto não é para qualquer um. Só as pessoas bem resolvidas com a vida o entendem sem o distorcer. A autora esqueceu-se que hoje há mulheres que  já não sabem o que é ser mulher porque cresceram numa sociedade estúpida que insiste que não há sexos (somos todos neutros) e  que não há diferenças entre homens e mulheres, negando as evidências biológicas que nos distinguem quer fisicamente quer psicologicamente. São mulheres  que tão pouco  sabem que estas uniões de entreajuda existem e nada sabem  sobre o verdadeiro amor. Umas agem apenas por desconhecimento, outras por ressabiamento.

Os feminazis não suportam a diferença. Querem nivelar tudo sem respeito pelas opções de cada uma.  Querem  IMPOR uma igualdade à revelia da natureza feminina que sente outros apelos, desrespeitando as livres opções de cada uma. Há muitas mulheres que têm medo de o dizer pela ditadura feminazi que  impõe que uma mulher que não ambiciona  uma carreira é porque a está a ser oprimida. Quando na verdade elas se realizam  optando pela família de forma voluntária.

Quando conheci meu marido, era eu a que estava profissionalmente bem posicionada e ganhava muito mais do que ele. Durante anos senti-me frustrada por vê-lo batalhar sem resultados de emprego precário em emprego precário. Por ter mais tempo, era ele o doméstico que cuidava da casa e filhos. Do outro lado, estava eu a ganhar para sustentar a família e sem horários de chegada a casa.  Essa situação nunca me agradou. Até que um dia, depois de muitos anos de luta juntos,  ele conseguiu finalmente vencer. Hoje tem um bom emprego com excelentes condições de trabalho, já foi promovido  e ganha muito mas muito acima de mim. Ainda não me cansei de lhe dizer o quanto me sinto orgulhosa dele, o quanto o admiro. E ele, pelo seu lado, não se cansa de repetir: “no passado ajudaste-me, hoje sou eu que faço questão  em te apoiar nos teus novos projectos”. Isto é união. Isto é amor. Isto é o que as feminazis não entendem.

O que as Mulheres precisam é de liberdade de escolha que as feminazis lhes negam. E se dúvidas houvesse sobre de que lado está a maioria das Mulheres, basta olhar para as mais de 25000 partilhas do texto. Aí está a resposta.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Um país só de doutores

Queremos ser um país de crescimento,  estar na vanguarda europeia mas somos pobres de espírito. Cultivamos uma sociedade de doutores onde ter um “canudo” é das coisas  mais primordiais na vida. Dos pais às escolas, passando depois pelos empresários e terminando na sociedade em geral, ser bem sucedido é vestir fato “à pinguim”  atrás de uma secretária com um cadeirão a condizer, de preferência num cargo de chefia  qualquer seja do Estado ou privado,  mesmo que não tenha qualquer competência para a função. Mesmo que para completar o curso universitário tenha andando anos a fio a arrastar-se pela universidade. Em Portugal  é preciso parecer mais  do que ser para que todos aplaudam seu “sucesso”.

É por isso que por cá  tropeçamos em doutores. Não importa se esses “canudos” foram obtidos com médias negativas, se são de cursos inúteis ou para áreas saturadas de profissionais. Importa sim é que todos os jovens cheguem às universidades mesmo os que não têm qualquer aptidão para tal. Baixam-se as médias, baixa-se o nível de exigência curricular  para que seja garantida o acesso a qualquer custo.

Porém, uma sociedade eficiente e altamente produtiva quer-se diversificada profissionalmente com elevado grau de formação em todas as áreas. As apostas não podem ser só num segmento. Não podem ser só  para os cursos de nível superior. Mas num país com uma cultura pobre que acha que ser doutor é que é sucesso e onde se promove o maior número de doutores por m2, só podia dar o resultado que deu: doutores aos ponta pés,  ignorantes e no desemprego.

Estive um mês na Alemanha e percebi o fosso que nos separa daquela civilização. Constatei porque são uma economia forte e nós uns pelintras. É que culturalmente estamos a léguas de perceber que a escola tem de oferecer diversas alternativas e que dar igualdade de oportunidades não é forçar todos os jovens a seguir numa mesma direcção. A escola tem de formar todo o tipo de indivíduos consoante as suas aptidões e sobretudo motivações. Não é verdade que todos sonham com um curso superior. Não é verdade que todos querem ser CEO de multinacionais. Não é verdade de todo.

Na Alemanha e Canadá, duas realidades que conheço, aposta-se fortemente nas vias profissionalizantes que consideram tão importantes como a via universitária. Por isso mais de metade dos alemães, por exemplo,  recebe formação para serrem electricistas, chefes de cozinha, carpinteiros, soldadores e tantas outras profissões que são muito bem remuneradas. Resultado? A Alemanha possui umas das menores taxas de desemprego e é um país de referência nas vias profissionalizantes possuindo um dos sistemas mais bem estruturados do mundo. Estes empregos são altamente respeitados e valorizados por toda a sociedade. Sabia?

Mas há mais: na Alemanha mais do que o grau académico, importa a experiência e “know-how”. Por isso, é vulgar ver gente sem curso superior a obter lugares técnicos nas empresas altamente remunerados acima da média bem como pessoas com mais de 50 anos a serem admitidas pela sua experiência. Aqui valoriza-se as pessoas e não os “canudos”.  Ah! E os empresários? Esses vestem  ténis e calça de ganga e deslocam-se para o trabalho  em bicicletas ou transportes públicos e não usam “títulos”. Não se distinguem dos trabalhadores porque se consideram parte da equipa e não “patrões”. Percebem a diferença cultural?

E nós? Bem, a cada governo que passa destruímos cada vez mais o futuro profissional dos nossos jovens ao criar apenas uma única via –  a universitária –  removendo todos os obstáculos para lá chegar, goste-se ou não de estudar. Contrata-se depois só jovens até aos 39 anos (estes últimos já com alguma sorte)  para depois nos queixarmos que há pouca gente para profissões intermédias. Na verdade somos aquela triste sociedade que desvaloriza por completo o canalizador, o electricista, a senhora da limpeza até ao momento em que  precisa de um destes profissionais e não consegue.

Para alcançarmos uma economia pujante não basta políticas de incentivo ao investimento é preciso também mudar toda uma mentalidade centrada exclusivamente  na produção  de doutores que não investe na formação profissional, não valoriza a experiência das pessoas e por isso não descola de crescimentos económicos anémicos e desemprego elevado.

Cristina Miranda

A Caloteira

O governo entregou a gestão do hospital de Braga e convencionou a prestação dos serviços de saúde decorrentes das obrigações do SNS a uma empresa privada.

A dita empresa privada não só cumpriu totalmente as suas obrigações contratuais como em muitas situações não previstas até as excedeu, e nunca se recusou a prestar serviços aos utentes. Vasos houve em que nem imputaram ao Estado custos adicionais

Entretanto o Estado simplesmente deixou de pagar à entidade gestora do hospital e prestadora dos serviços aos seus utentes, os tratamentos dos doentes com HIV e também com Hepatite e esclerose múltipla, alegando que não competia ao Estado o pagamento de tais custos, mas sim à entidade privada gestora do hospital..

A entidade privada gestora do hospital, contestou a recusa de pagamento por parte do Estado, mas apesar de não receber pelos internamentos, serviços e tratamentos prestados aos utentes, o hospital nunca recusou nenhum doente nem nunca deixou de prestar o devido auxílio e necessários tratamentos aos doentes portadores das doenças acima mencionadas.

Repito, o privado, em vez de parar com os tratamentos aos doentes com HIV – que são uma obrigação do SNS, não de uma empresa privada – continuou a prestar esses tratamentos, e como o Estado nem queria pagar, mas também não assumia a responsabilidade de passar a prestar tais serviços, a entidade privada viu-se obrigada a ter que recorrer para os tribunais.

Resultado: o Estado foi agora condenado a pagar aquilo que sempre teve obrigação de pagar, mas que nem queria pagar e igualmente não queria fazer.

Resumindo, para além de um Estado ladrão, temos  um Estado caloteiro, aldrabão e vigarista. Mas convém que seja esclarecido que um Estado não é uma entidade sem rosto. É sempre um Estado à semelhança de quem o lidera, conduz e governa.

Rui Mendes Ferreira

Deve ser pela cor da minha pele

Ser jornalista hoje, salvo algumas excepções, não é relatar factos com isenção e seriedade. É aldrabar, manipular, distorcer, contornar, fabricar “verdades” alternativas. Só não vê quem “usa palas”. Qualquer cidadão atento tropeça diariamente neste lixo jornalístico que promove agendas políticas ligadas ao sistema mas diz-se independente. Tropecei esta semana em vários textos execráveis de tão falaciosos que são. Sobre o quê? Racismo, pois está claro, o tema favorito dos partidos que promovem o vitimismo como meio de subsistência.

O primeiro tropeção foi com Fernanda Câncio essa pérola jornalística que se contorce mais que as minhocas sempre que quer fazer valer um ponto de vista mesmo que sem pontas por onde se pegue. No seu texto “45 Anos de negação” conta a história do “pobre e indefeso” Helder Amaral deputado do CDS que em entrevista lhe revelou ter sido alvo de “racismo” e das implicações que isso teve na sua vida. Sem colocar em causa o depoimento de Helder Amaral, esse mesmo testemunho, poderia ser de qualquer outro cidadão de outra cor qualquer, de outra religião qualquer, com deficiência física, com óculos graduados, pobre, com obesidade ou magreza. Qualquer um. Mas, claro está, o que importava à jornalista era fazer passar a mensagem de que em Portugal temos “muito racismo”. Porém, e para quem não sabe, esta mesma jornalista tinha entrevistado Camilo Lourenço sobre o mesmo tema. Mas este, ao contrário de Helder Amaral, não se vitimizou pela cor. Referiu apenas que os ataques que sofreu não foram por racismo mas por estupidez humana e que essa estupidez existe em todo o lugar. Deve ter sido por isso que Câncio não o quis mencionar neste seu texto. Pois claro, estragava a narrativa vitimista que se pretende e assim  não dá para crucificar os portugueses. Pois é, mas o facto é que:  Helder Amaral é deputado; António Costa é primeiro ministro; Van Dunem é ministra da Justiça;  Quaresma joga na primeira liga; PS tem uma deputada cigana; Patrícia Mamona é atleta medalhada no atletismo;  Anselmo Ralph vende milhões de discos; Mamadou Ba é assessor no Parlamento!!!! E tantos tantos outros!!! Se houvesse racismo em Portugal, jamais teriam chegado tão longe.  

O segundo tropeção foi no texto do Daniel Oliveira no Expresso, outro obcecado em mostrar racismo em Portugal à força toda. Diz ele no seu texto ” A Bosta do racismo” : (…)Mamadou Ba permitiu que este país, que o Estado Novo ensinou que era excepcionalmente tolerante, exibisse finalmente o seu racismo sem filtro. Ou seja, entende esta criatura que as reacções ao comentário de Mamadou onde incita ao ódio e rotula os policiais de “bosta da bófia” mostram “racismo” e são despropositadas porque coitadinho até nem quis insultar, “nós” é que empolamos as coisas. Esqueceu-se claro, de dizer que enquanto alguns reagiam às declarações deste assessor do Parlamento de forma efusiva (em resposta às palavras execráveis do Mamadou), do outro lado da barricada, jurava-se morte aos portugueses e dizia-se textualmente”  Tugas, vocês são uns merdas, não valem nada. Vocês são um lixo de pessoas. Estamos aqui para vos tirar tudo, o vosso trabalho, o vosso dinheiro, as vossas mulher” multiplicavam-se comentários nas redes deste género contra os portugueses.Também se ignora que Mamadou em suas palestras fez exactamente o mesmo com nosso legado histórico e cultural e exigiu o fim da GNR e PSP. Daniel só mostra o que lhe convém porque também ele trabalha para o sistema.

Depois veio o terceiro tropeção. No texto de quem? Só podia ser do tio Anacleto Louçã que no Expresso (este jornal colecciona-os a todos!) entrou a correr salvar Mamadou  no texto “A política suja contra Mamadou” onde passa uma esfregona nos factos para tornar este senhor numa vítima. De quê? Ora de racismo, claro. Está na moda e traz votos às  extremas esquerdas marxistas mentirosas.

Porém, na África do Sul, os brancos não têm sequer acesso a cuidados hospitalares, nem podem possuir bens, são desprovidos de quaisquer direitos humanos. Isto sim, É RACISMO e praticado por NEGROS. Mas Câncio não vê interesse em falar sobre isto. Nem Daniel Oliveira, nem Louçã, nem o Expresso porque é racismo sobre brancos.

Fica assim claro que,  sobre este tema, só falam meias verdades. E meia verdade não é uma verdade. E o jornal Expresso promove este “jornalismo independente” de forma consciente. Ainda esta semana publicou um artigo intitulado   “Mulher negra alvo de violência no metro na Suécia” onde não teve qualquer problema em fazer destaque da cor e da violência. Mas esqueceu-se de destacar que se tratava de alguém que se recusava a pagar e a sair da carruagem obrigando ao uso da força. Mas já noutro artigo “Trinta suspeitos furtam artigos desportivos em centro comercial do Carregado”omitiu a cor e teve o cuidado de referir que no furto à loja não houve agressões nem ameaças aos funcionários. Portanto, fizeram passar a mensagem de uma actuação agressiva das autoridades sobre uma negra, no primeiro artigo e um assalto de 30 pessoas, sem cor,  “muito pacíficas”, no segundo. Este jornal deve pensar que comemos gelados com a testa.

Enquanto isso, eu que sou branca e portuguesa desde que nasci,  trabalhei ao volante de um empilhador numa fábrica de blocos,  nas limpezas,  ainda a domiciliar a idosos, passei a ferro para fora,   guardei crianças e que para ter o que tenho tive de fazer muito calo desde os 17 anos ( que ainda se vê nas minhas mãos), até hoje,  nunca tive a “sorte” de ter um lugar altamente destacável, altamente remunerável sem mexer muitos músculos, como essas “vítimas de racismo” – Mamadou Ba e Helder Amaral – em Portugal.  Deve ter sido pela cor da minha pele.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

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Opinião: Fidalguias Comunistas

“Às vezes não sei o que queres e digo ok, às vezes não sei o que faço e tu está bem, às vezes fazes de propósito e eu sei, uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém …” é isto. E assim começo mais uma vez a escrever um pequeno texto, desta vez com a ajuda de uma pequena melodia dos D.A.M.A, para conseguir “desmanchar” o Partido Comunista Português e a Câmara Municipal de Loures.

Após a grande reportagem da jornalista Ana Leal, da TVI conseguimos ver uma pequena parte daquilo que é o enredo e a falsidade do PCP em Loures e sobre tudo da Câmara Municipal. Para os mais distraídos, o nosso amigo e Presidente Bernardino Soares contratou por “ajuste directo” o seu melhor amigo e genro do “Presidente” do Partido. Bem… Isto podia não ter nada de mal se tudo isto, tivesse sido feito de uma forma legal, honesta, sincera, integra e sobre tudo dentro do bom senso e do respeito para com todos aqueles que votaram nas últimas eleições autárquicas no Partido Comunista em Loures.

Ali conseguimos ver um pouco daquilo que se passa em Loures, ainda mesmo que muito pouco. Bernardino Soares, um homem de óptimo humor soviético e um medíocre pluralista tenta enganar tudo e todos. Já se tem assistido que em Loures a pluralidade e a Democracia não é para todos, pois temos visto em vários Conselhos Municipais cobardia, falta de pluralidade e o valor antidemocrático de outros membros do Executivo Municipal Comunista. Exemplo disso é o amigo Paulo Piteira no Conselho Municipal da Juventude, que com inerência do Presidente Bernardino, é o Presidente do órgão, onde tenta por diversas vezes intimidar e coagir os membros mais jovens do Conselho Municipal da Juventude.

Mas falando do que interessa, quem é o genro do camarada e “amigo” Jerónimo de Sousa? Antigo talhante, também antigo empregado de balcão e agora trabalhador na aérea da manutenção eléctrica da Câmara Municipal de Loures a receber 11 mil euros por mês. Engraçado que com tudo isto as mentiras vão caindo e o Partido vai começando a tremer, por consequência os soviéticos começam a ficar frustrados. Há uns tempos, numa Reunião de Câmara, eu ouvia o camarada Bernardino a dizer que todos os trabalhadores da manutenção eram devidamente especializados nas áreas a que pertenciam. Pois afinal aqui parece que não, mas também pode ter sido só uma “excepçãozinha” ou cunha para o genro do amigo Jerónimo.

Agora eu pergunto com a esperança que alguém me consiga responder, afinal que fantochada é esta? Afinal o que é isto das fidalguias comunistas? Ao “amigo e camarada”, Jerónimo de Sousa, desejo um óptimo ano de 2019 e que neste novo ano tenha pedido vários desejos. Eu cá, fico à espera que um desses tenha sido a sinceridade… e ao outro a moralidade, pois isso foi uma coisa que perdeu ao longo dos tempos, tal como o Dr. Bernardino Soares.

Concluindo, acabo por perceber que a brutalidade que os Lourenses pagam de IMI, Imposto Municipal sobre Imóvel, serve (também) para pagar os 11 mil euros mensais ao genro do Tio Jerónimo de Sousa.

 

 

Nelson Correia Galhofo

O extremismo, quando é de esquerda, é “fofinho”

A TVI, na sua crónica criminal (sim, criminal) do programa Você na TV, subordinada ao tema “Precisamos de um novo Salazar?”, decidiu convidar Mário Machado um ex-recluso e antigo líder do movimento Portugal Hammerskins (PHS) para uma entrevista. Imediatamente foi o fim do mundo! O PCP (sim esse!) pediu uma audiência urgente da ERC afirmando que “a Assembleia da República, enquanto órgão de soberania representativo da democracia portuguesa, não deve permanecer indiferente perante atentados aos valores democráticos e humanistas” quando é o próprio a defender e louvar as ditaduras sanguinárias  que nada têm de humanistas e ignora todos os dias as matanças que por lá se fazem!  Os comentadores marxistas, que defendem também as maravilhosas ideologias leninistas, estalinistas, trotskistas, maiostas, chavistas responsáveis pelos genocídios que todos conhecemos da História,  indignaram-se coitadinhos e não pouparam críticas severas (deve ser por medo da concorrência). Entretanto, os “humanistas democráticos moderados e tolerantes” ameaçaram de morte o autor da rubrica Bruno de Carvalho e sua família. Mas que hipocrisia monumental é esta?

A ver se nos entendemos: a TVI é uma empresa privada e a decisão boa ou má de trazer este convidado ou outros ao programa, é da sua única e inteira responsabilidade e um direito ao abrigo da liberdade de expressão numa sociedade que se diz democrática. Não coagiram ninguém a assistir ao programa. Há um botão na TV que liga e desliga para quem quiser. Somos livres. Estava enquadrado num programa de entretenimento numa rubrica criminal (repito, criminal). A escolha, mesmo que polémica, não deve ser condicionada porque isso é censura. É o regresso do “lápis azul”.  E para quem enche a boca constantemente para relembrar a censura de Salazar, não deixa de ser irónico esta colagem fascista da malta da esquerda ao “ditador”. Decidam-se! Porque se é para proibir os extremistas, proíbam-se TODOS! Ponto.

Tenho tolerância zero à hipocrisia. Não, não sou defensora de extremismos sejam de direita ou esquerda. O que está aqui em causa é a dualidade de critérios que os esquerdistas impõem consoante suas conveniências apelidando de “fofinho” e heróico todo o extremismo CRIMINOSO de esquerda. Só isso. Vamos a exemplos?

Comecemos pelos “artistas” da extrema esquerda do BE e PCP que têm assento no Parlamento e que assumidamente enaltecem, defendem e louvam ditadores assassinos como o foi Fidel Castro, Che Guevara e ainda o são, Nicolás Maduro e Kim Jong-un e que nos entram a toda a hora, pela casa adentro em horário nobre, em tudo quanto é tv, a defender essa ideologia hedionda, que quer no presente quer no passado, exterminou milhões de pessoas (mais de 100 milhões) só para impor à força o comunismo. E pior: só com 8% de votos estão em coligação a decidir (destruir) nossas vidas colados ao Costa, à espera de uma oportunidade para colocar essa ideologia mortífera em prática. Alguém se incomoda com isto?

Depois temos Otelo que foi um dos fundadores das FP25, um grupo terrorista perigoso que assassinou gente só por questões ideológicas nos anos 80 e que não foi condenado porque foi amnistiado por Mário Soares, mas mesmo assim  encheu as televisões de entrevistas. Veja aqui mais detalhes sobre o tema. Alguém se incomoda com isto?

Recuando ainda mais no tempo, temos Rolão Preto um líder do Movimento Nacional-Sindicalista inspirado em Hitler que se descrevia como anti-democrático, anti-comunista, anti-burguês, anti-parlamentar, nacionalista, corporativista e familiar. Ou seja um radical extremista que queria derrubar Salazar para impor outra ditadura mais “fofinha” – a dele. Como lutou contra o ditador, Mário Soares acabou por, a título póstumo, condecorá-lo com a Ordem do Infante D. Henrique pelo seu «entranhado amor pela liberdade», leia-se, amor ao poder. Ou seja, Soares condecorou um Nazi português. Alguém se incomodou com isto?

Mais recente, na RTP, uma grande entrevista com Isabel do Carmo, um ex-membro do extinto grupo armado terrorista “Brigadas Revolucionárias” em que ela  foi bombista  e assaltante de bancos, reconhecendo que incitou à tomada do poder pela violência, diga-se, terrorismo, e  que nesse exercício morreu gente inocente, entre elas crianças. Na entrevista que pode ver aqui, não só explicou animadamente como assaltava para financiar as armas e material para fazer bombas, como se se tivesse tratado de uma brincadeira inofensiva de adolescentes, como branqueou completamente a gravidade daquelas acções afirmando que foram para derrubar o Estado Novo e devolver a liberdade. Acontece que este grupo formado em 1973, intensificou suas acções terroristas precisamente depois do 25 Abril,  já o governo tinha caído e desmembrou-se para formar as FP25 que actuaram até 1980. Ou seja, o objectivo destes terroristas era tomar o poder absoluto que ainda não tinham conquistado com a revolução dos cravos. Como prémio foi condecorada por Sampaio. Alguém se insurgiu contra esta entrevista?

E para terminar em grande, o famoso Camilo Mortágua a quem já se deu palco nas TV’s, um terrorista da LUAR, também este a tentar impor o comunismo com bombas e sangue e que segundo a filhota foi tudo a “brincar”.  Alguém se revolta com isto?

Se demos palco a estes terroristas e ainda deixamos que eles estejam representados no Parlamento a apregoar a ideologia que só se consegue  impor  com derramamento de sangue, qualquer outro também pode. Vamos lá ser sérios, ok?

A mim não me incomoda que os entrevistem e os mostrem  (até agradeço) desde que os jornalistas façam um trabalho exemplar de investigação isento, fazendo o contraditório  com perguntas pertinentes e certeiras que ajudem a percebermos quem são realmente estes indivíduos para que possamos  fazer um juízo correcto  sobre suas acções.  Isso é serviço público e pedagógico porque dá a conhecer as personagens, o seu modo de pensar e actuar elucidando-nos sobre suas motivações. É com informação de qualidade, disponível a todos, que se protege a sociedade dos extremismos e não o contrário.  Porque esconder aumenta a ignorância e isso sim é perigoso.