Citizen Kane: uma análise liberal

 Texto lido : https://www.youtube.com/watch?v=Uy6IZTrpA4A

 Acabei agora mesmo de ver « Citizen Kane », o filme considerado por muitos como o melhor da História cinematográfica americana. De facto vi um grande filme, porém continuo a considerar o Padrinho como o melhor.

 Não posso resistir a fazer um breve paralelo entre a vida de Charles Kane e o liberalismo. Alguns interpretarão esse filme como uma crítica do mesmo, em que um indivíduo foi corrompido pelo dinheiro e estatuto social, que lhe caiu em cima por acaso para mais, e que teria feito melhor ter ficado com a sua mãe numa singela modéstia. Como vêm, tanto podemos agradar à Esquerda como à Direita menos liberal com esta análise.

 Mas essa análise é incorrecta. Charles Kane foi corrompido pelo seu egocentrismo. Existe uma diferença entre egoísmo e egocentrismo :

 O egoísmo é o amor de si próprio. Ora para uma pessoa se amar a si própria precisa de se conhecer, conhecer suas qualidades e defeitos, capacidades e fraquezas. O egoísta usará o mundo ao seu redor para maximizar a sua felicidade. Ora para conseguir isso ele sabe muito bem que não pode esmagar os outros ou comportar-se de forma irracional. Tem de fazer os bons compromissos, tem de criar valor para realizar o seu propósito final que é a sua felicidade. E ao fazer isso também ajuda os demais a atingirem a sua felicidade, porque colaborou de uma maneira satisfatória para ele e os outros. Aliás, a palavra chave no egoísmo é essa mesmo: felicidade. A felicidade é um estado de bem-estar sustentável, e vão ver agora a diferença de fundo na análise do egocentrismo.

 O egocentrismo por o seu lado é uma paixão por si próprio. A paixão é por definição irracional. É um fogo que nos consome, uma procura irresistível de satisfazer os caprichos, os desejos instantâneos. O egocentrista não se preocupa em estar bem de forma sustentável ; quer que os seus desejos sejam satisfeitos imediatamente ou o mais rapidamente possível. Esses desejos podem inclusive fazer-lhe mal. Pensem no caso típico da droga. E não interessa os estragos que possam fazer ao seu redor. O egocentrista é por consequente uma pessoa potencialmente perigosa para si e para os outros.

 O liberalismo é assim a filosofia do egoísta, ao passo que os diversos estatismos são as ideologias dos egocentristas. Nós enquanto liberais defendemos o direito de cada um fazer o que bem lhe apetecer, à condição de não violar a propriedade alheia sem consentimento. Defendemos a cooperação voluntária e a reciprocidade nas relações de conflitos de propriedade. Tudo isso permite assim a cada um de ser como bem entender, sem esmagar os demais.

 Os estatismos não são assim. Valorizam “bens superiores”, defendem “causas” e são abertamente clientelistas (em regra geral, mais à Esquerda dizem defender os pobres – seja lá o que isso for – e mais à Direita dizem defender os honestos, seja lá o que isso for igualmente). Usam o poder para atingir essas finalidades, e os compromissos que eles dizem estar dispostos a fazer são, ora, meras concessões necessárias – porque sabem bem que se forem longe demais os opositores entrarão em guerra com eles – ora caprichos que estão dispostos a aceitar – por exemplo, aceitam pagar imposto porque sabem que podem ter prestações em troca, ou simplesmente porque não se importam de os pagar.

 Charles Kane tornou-se um egocêntrico com o passar do tempo, sobretudo no seu segundo casamento. Não importava mais os desejos de sua mulher, apenas os dele. Apenas a sua imagem importava. Se Kane se tivesse comportado em egoísta, ele teria feito o compromisso muito simples de levar a sua mulher a Nova Iorque. Este pequeno esforço teria salvo o seu casamento e a sua própria felicidade.

 Charles Kane apenas amou três pessoas : Rosebud, a sua mãe e ele próprio. Foi retirado à força das duas primeiras, e o seu egocentrismo matou a última.

 Orson Wells disse que podíamos analisar Charles Kane de duas formas, como um génio trágico ou um pobre idiota. Pessoalmente, tal como o jornalista, tenho dó de Charles Kane.

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Isabel Moreira: As unhas que podiam ser dos pés

Há deputados no parlamento português, ou jardim zoológico, fica a vosso cargo escolher tal charada social, que podiam coabitar junto com espécies altamente exóticas e intrigantes! Jerónimo de Sousa podia coabitar com dinossauros, Catarina Martins com sapos e chinchilas, Galamba com camarões, enfim.. uma enormidade de escolhas sem fim que nos leva por fim à nova espécie rara do Parlamento: Isabel, a Moreira. Moreira não é um nome dinástico, mas podia, não é nome de verniz cor de rosa, mas podia, é sim o nome de uma deputada do PS que podia estar num sub-capitulo de um artigo do esquerda.net sobre acampamentos e introdução a rituais satânicos. Infelizmente é hoje a categoria de deputados que temos a “representar”, o povo português. Digo e admito, Isabel Moreira não me representa, pode representar uma franja do eleitorado do Bloco que gosta rodas humanas de cócoras altamente discutíveis,  mas a mim não.

Obviamente que grande parte da comunicação social divulgou a notícia, ao menos isso, mas não fez disso um escândalo de maior. Repare-se num entalhe importante, se fosse Assunção Cristas- claro que é um cenário imaginativo, a classe da senhora é diferente de outras criaturas- ou outra mulher da direita, ou até um homem que goste dessas aventuras- não censuro- a grândola vila morena estava ao rubro, o Daniel Oliveira do Bloco estava com espasmos emocionais, a Clara Ferreira Alves deixava o “caviarismo” de lado e toca de fazer barulho. Mas não, como é a esquerda bem pensante, “intelectual”, dona da razão e de universos paralelos adjacentes, controladora e influenciadora de muitas redacções, o escândalo é minimizado.

Aliás, para “amantes”, ou pelo menos para a musa mor do reino do nosso ex-primeiro-ministro, aquele que viveu do dinheiro do amigo em Paris, diz o seguinte:

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FONTE: Twitter da Câncio

Como se vê, não existe problema por parte de quem manda nas estruturas de comunicação social  e política. Fernanda Câncio, a distribuidora de sociologias de ciências sociais ocultas, apoia a amiga. O Mundo é colorido, tem vários arco-íris e somos todos iguais. Daí esta gente navegar em águas que nós, comuns mortais comparados com esta gente chique e caviar, não navegamos. A falta de respeito para Fernanda Câncio era um deputado do PSD ou CDS chamar fascista, e com razão, a deputados do PCP,  enquanto que o contrário é mais que frequente e não se pode contra argumentar. Para Câncio, é ainda normal o Primeiro-Ministro tratar a língua portuguesa como trata os chinelos de praia. Pisa. Corre e anda em cima dela.

Daí tanta tolerância ao pintar de unhas- talvez um dia haja aulas privadas para o Dr Costa- se existe uma criatura que nem falar sabe, como querem que a pintura seja alvo de crítica. Afinal, tudo é uma construção social.

Mauro Oliveira Pires

Apagar Eça de Queiroz é dar aval ao Socialismo

O Ministério da Educação parece uma personagem dos desenhos animados muito famoso, o SpongeBob, claro que a personagem ficaria tremendamente ofendida com tal comparação macabra, mas caros leitores, pensem um bocado, a personagem de desenhos animados tinha no seu cérebro que, em determinado episódio se verificou e se viu o respectivo tamanho, pequeno, algo não diria minúsculo, mas comparável a um cérebro de José Sócrates que ganhava enquanto Primeiro-Ministro um salário líquido de 3900€ e tinha gastos que chegaram aos 20 milhões de euros em Paris, portanto um ser incrivelmente inteligente, um pós modernista com ideias bastante assentes de como se deve ser estúpido.

Regressando ao cérebro do Spongebob, a personagem tinha lá dentro(aquilo era um submundo dentro de um cérebro), como uma terra de algodão doce, chupa-chupas a dançar e outros doces a dançarem um tango, parecia um cérebro formatado por traumas sequenciais de uma infância cheia de bolos de chocolate e outras coisas incrivelmente doces, mas com um grau sofisticado de formatação. Coisa que o Ministério da Educação Português é, uma agremiação de criaturas que querem, estão e podem continuar a entupir os nossos alunos de marxismo, de socialismo e de doses de esquerdismo tentaculares.

Eça, no seu livro:” Os Maias”, afirmava no sua ironia habitual que o ensino português era um ensino ou educação( se generalizarmos), de cartilha, era o ensino do decorar não era o anglo saxónico de operacionalizar, praticar e do mérito, mas com doses excessivas e abusivas de chico-espertismo, do dar-se bem, do amiguinho que dá sempre uma ajudinha nos momentos mais difíceis. Eça descrevia o País que a sua obra é chapa 5 do nosso período actual no quadro económico, financeiro e social, é chapa do século XX inteiro e do seu período de tempo.

Se a obra de Eça é intemporal não se deve só a genialidade do escritor, à bravura e coragem de pensamento, que era diferente do da corte instalada, mas também porque o Portugal político, o Estado, não o Portugal do sector privado, mas sim o Estado, esse sim, pouco mudou, melhor! Nada mudou! Continuamos a bater recordes europeus de défices orçamentais por período mais longo, já lá vão 44 anos de défices orçamentais consecutivos, já lá vão 44 anos com tendência de crescimento abrupto da dívida pública portuguesa e já lá vão 44 anos que continuamos a emigrar devido à criancice da nossa classe política que nem em circos trabalhariam(com respeito aos circos).

Eça consegue um enorme feito, em 700 páginas, nem é tanto quanto isso, Eça descreve  Portugal inteiro, em costumes erráticos, vícios doentios, uma mentalidade-ou falta dela- precária e um povo apático, porque sente que não consegue fazer frente a um Estado cada vez mais “poderoso”, e com cada vez mais tendência concretizadora em se meter na vida de cada um de nós em taxas, impostos e outros impropérios que impedem que nós famílias usemos o nosso rendimento como queremos, quer as empresas de elaborar um plano de investimentos a longo prazo.

Nós não podemos ser o País dos deslumbrados à primeira vista, o País do padrinho, ou o País que não percebe que não existe dinheiro público, mas sim que o dinheiro é de cada individuo que trabalha e o Estado retira coercivamente a cada mês que passa dinheiro da sua conta bancária. Portugal precisa de liberdade, mas acima de tudo libertar-se do Estado e coloca-lo no seu canto, a INSIGNIFICÂNCIA! Nós somos capazes e sempre fomos de nos desenrascarmos sem a criatura tentacular, não é agora que não o conseguiríamos!

Dos poucos livros que fala dos nossos problemas com algum humor, e falar de socialismo com humor não é complicado mas causa urticária aos oligarcas, era dar aval a gente como António Costa que fez no passado e agora no presente actos criminosos a nível da gestão financeira do Estado, não esquecendo da falta de reformas económicas que deem corpo ao crescimento, e que continuam a enganar a carneirada em Portugal, sim carneirada, porque votar num partido que levou Portugal à maior desastre financeiro em 900 anos de história devia ser punido com uma votação residual a tender para zero.

Como se vê, Eça tinha razão, é de lamentar que ninguém continue a história de “Os Maias” mas numa versão mais coqueluche como- ” Os Pândegos”

Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

O Mecanismo Cultural

Em julho de 2014 tivemos o manifesto “A Cultura apoia António Costa”. Dois anos depois, a Cultura percebeu que continuamos na austeridade.

Depois de muitas promessas políticas, juras de amor eterno e palmadinhas nas costas, a Cultura descobriu que continuamos na austeridade.

Isto tem piada. Reparem na ironia. Estamos em Julho de 2014 e a campanha eleitoral do PS arranca ao colo da Cultura no inenarrável manifesto “A Cultura apoia António Costa” subscrito por centenas de intelectuais e artistas da música às artes plásticas e à literatura, onde afirmavam de forma categórica que o actual primeiro-ministro era a escolha certa para o país.

O primeiro signatário do manifesto, António Mega Ferreira, seguido de Miguel Lobo Antunes e José Manuel dos Santos, defendia que, “ao longo da sua vida pública, António Costa provou ter a integridade, a inteligência, a autenticidade, o dinamismo, a convicção e a responsabilidade que o tornam uma referência para todos os que não se resignam a viver num país humilhado e acreditam que é possível restituir a dignidade a Portugal e mobilizar os portugueses para a esperança no futuro”.

E assim entrámos numa nova era repleta de confiança e virar de página na área da Cultura. Qual foi a primeira coisa que o Governo PS fez quando chega ao poder? Congela os apoios à Cultura. E a Cultura percebeu, dois anos depois, que não só continuamos na austeridade como, incrédulos, descobrem que tiveram direito a receber menos apoios que nos terríveis tempos da coligação PSD-CDS.

Vai daí revoltaram-se, organizaram-se e bateram o pé. E não o fizeram sozinhos, o Bloco de Esquerda e o PCP também saíram à rua a protestar contra aquilo que consideram ser uma pouca-vergonha, um verdadeiro atentado ao sector cultural – a política do governo do qual fazem parte e com o qual concordam e assinam tudo de cruz. Extraordinário, não é? Calculo que este constitua o exemplo mais cabal da Síndrome de Estocolmo.

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, é chamado à Comissão Parlamentar de Cultura numa sessão convocada com carácter de urgência pelo Bloco de Esquerda e PCP. Na comissão é célere a esclarecer que não tem culpa e que vai despejar dinheiro para sossegar as hostes, perpetuando o famoso mecanismo cultural que se traduz numa das áreas mais estagnadas do país. Uma área onde não se percebe os critérios pelos quais são escolhidas as estruturas merecedoras de apoio, com figuras da “alta cultura” instaladas no poder há quatro décadas, cujo trabalho não passaria no crivo de qualidade em qualquer zona de província remota fora do país, incapaz de gerar lucro, consumidores do seu produto ou assegurar ordenados e segurança laboral aos trabalhadores do sector.

Alguém uma vez afirmou que a estupidez consiste em repetir algo que falhou. Quatro décadas de más políticas resultaram no estado actual da área cultural. Não estará o sector carente de bons gestores financeiros em vez dos eternos subsídios para vingar?

Sofia Afonso Ferreira

Publicado primeiramente no Jornal Económico dia 13 de Abril de 2018. 

A Toupeira

Qualquer pessoa é dona do seu corpo, é dona do seu rendimento, do seu trabalho, do seu nariz como costumo dizer. Qualquer um pode ser ateu, católico, muçulmano, budista ou adorar 10.000 deuses indianos e ler a Mahabarata Indiana, ninguém tem nada a ver com isso, simples cada um é como é.

A Joana do Bloco de Esquerda está em fase de morte das suas águas, o conteúdo cerebral já não é o que era, os tempos da outra Joana, a Maria, atormentam por demais qualquer acção da senhora deputada que é vereadora de uma cidade que acabou de insultar. Sim, a senhora vereadora de Almada pelo Bloco de Esquerda insultou o Cristo Rei, insultou um símbolo da cidade que lhe paga o salário, insultou um símbolo para o catolicismo, insultou um Homem que acreditava no ser individual, que acreditava em cada um de nós.

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Jesus Cristo via no oprimido, no “aleijado”, no deficiente motor, no cego, a energia, a capacidade, ele sentia que cada um tinha o poder de mudar o Mundo, Jesus foi o expoente máximo disso mesmo, não interessa se subiu aos céus ou se está em algum mausoléu, não interessa se Jesus Cristo é filho de Deus ou não é simplesmente, eu enquanto católico, sou seguidor do seu exemplo, o exemplo em que cada um de nós consegue fazer frente à Oligarquia instalada, aos poderes dos bastidores.

Jesus acreditava no ser Humano, a Joana não acredita, a Morte da Água acredita “prelenamente”, como diria o Camarada Costa, no Estado, nessa entidade megalómana que quer controlar o individuo, taxando, controlando as contas bancárias, os saldos, os movimentos, a respiração. A Joana não acredita em si própria, não acredita no seu potencial de se libertar do marxismo paleolítico de esquerda caviar prefere ser a eterna funcionária do parasitismo e da imoralidade da concordância da nossa desgraça, restringido as nossas liberdades económicas e de costumes.

Mas claro, como qualquer bloquista que gosta de feitiçaria e de métodos avançados do Professor Karamba, Jesus já serve para divulgar as “causas fracturantes” da sua agremiação facciosa não é camaradas?

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Para isto o Bloco já gosta de Cristo. Mas vá, não levantemos ondas, são assuntos de “forno interno” como se diz em lugares da conspiração Amadorense. Cada um é livre de casar com quem quer, de adoptar e fazer do seu corpo o que quiser, pelo menos na minha óptica, o que eu não admito é a hipocrisia canhota de usar o que lhe convêm sem levar nas orelhas, é o meu feitio, temos pena Joaninha.

Mauro Oliveira Pires

 

E do Assédio aos Homens, Ninguém Fala?

Há por detrás desta onda de indignação de certas mulheres uma hipocrisia monumental. Se por um lado se queixam do assédio sexual por parte dos homens, do outro exibem-se praticamente nuas apelando aos  instintos  reprodutores dos machos. Não me venham dizer que o fazem de forma ingénua só por “gostarem” da indumentária ou para se “sentirem bonitas”. Balelas! Mulher que é mulher com “M” grande sente-se bonita e atraente até com umas simples calças de ganga. Sou mulher e sei muito bem do que falo.

Cresci num tempo em que incomodar uma miúda na paragem de autocarro com graçolas era MÁ EDUCAÇÃO com direito a dois tabefes bem dados nas trombas desses garotos após queixa ao pai. Não era assédio sexual. Um tempo em que mandar um piropo por passar uma rapariga bonita, não era assédio, era fazer a corte. Atacar violentamente uma mulher abusando dela sexualmente era crime de violação sexual. Tudo era muito bem definido. Agora tudo é assédio. Hoje até um simples “olá estás boa!” pode ser perigoso. É a doideira total.

Como mulher também eu fui largamente “assediada” dentro deste contexto “moderno” da palavra. E isso nunca me incomodou. Porque os galanteios sabiam-me bem ao ego pois demonstravam  o meu grau de sedução sobre o sexo oposto. Mas sempre com cuidado com as indumentárias para não transmitir uma imagem errada daquilo que pretendia: atrair  pessoas, não predadores sexuais. Quantas vezes me perguntaram: “Posso me sentar? Está acompanhada?” dando uma resposta imediata conforme minha conveniência. Que mal tem atrair os homens e receber uma abordagem por isso quando até os  passarinhos (esses animais tão fofos) provocam as passarinhas com rituais para as atrair sexualmente?  Porque não nos indignamos igualmente com a natureza? Bem, deixa-me estar calada, não vá alguém ter ideias…

Mas a hipocrisia cresce ainda mais quando ninguém refere os homens como vítimas desse mesmo assédio de que tanto  se queixam! Não oiço nada, mesmo nada sobre isso e é muito estranho. Ao longo da minha vida vi coisas incríveis protagonizadas por mulheres predadoras sexuais. Não estou a brincar. Autênticos filmes alguns quase de terror psicológico com elas a rodear vítimas masculinas desesperadamente. Quando dava aulas em Ponte de Lima havia um colega que era muito popular do mulherio. Sempre rodeado por elas, alunas e professoras. Tinha o dom de saber ouvi-las e elas encantavam-se com ele! E eu, achava aquilo muito engraçado, porque meu colega, fosse num café ou na escola, nunca se via com homens. Parecia ter mel que só atraia o sexo feminino. E muitas! Até que um dia nos tornamos amigos e ele começa a contar-me o seu drama. Fiquei a saber que ele era perseguido, molestado, “armadilhado” com esquemas onde apareciam  nuas na sua cama, lhe ligavam para casa a toda a hora, enfim, não o deixavam em paz. Vivia num inferno! Mas, como vivíamos num tempo diferente deste, nunca viu nisso um crime. Apenas azar de atrair tanto o sexo feminino. Como este, conheci muitos mais exactamente com o mesmo problema: assédio feminino. Alguém fala nisto? Claro que não. Não convém.

Esta raiva aos homens é patológica. Não faz sentido em mulheres saudáveis e bem resolvidas com a vida. Porque estas sabem sempre avaliar as situações separando o que é efectivamente crime do que não passa de galanteios, mais ou menos felizes (sim, porque nem todos nascem com o mesmo dom para a sedução).  Saberá estar à altura de dizer “não” e se esse “não” for desrespeitado, resolvê-lo.

Porque a hipocrisia não deixa ver que no dia em que estas senhoras todas com mais ou menos  nudez à mostra, não obtiverem qualquer reacção masculina (por receio destes) serão elas a questionar a virilidade dos homens e acaba-se o glamour dos vestidos às tiras sem cuecas.

Cristina Miranda

A Troika de Bruxas

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Camaradas! Preparem as foices e os martelos!  O Halloween já passou, mas as bruxas continuam por aí, a vaguear, vociferar mas especialmente propagar demagogias bafientas. Meus caros, olhem para a foto, não tem verrugas, não tem chapéu, não tem vassoura mas a aura está sempre lá, sente-se de longe Camaradas!!!

Namorar uma pessoa madura (1)

Texto lido : https://www.youtube.com/watch?v=2GS2pH9c-oE

“Ao namorar uma pessoa madura, não precisa preocupar-se o tempo inteiro sobre o que ela pode ou não estar a fazer. Já uma pessoa imatura é sempre instável, pode armar uma briga para ferir a vossa relação.

Você sabe que uma pessoa é imatura quando ela não fica feliz por suas realizações pessoais e acha que vocês estão competindo. Ninguém merece, não é? Namorar uma pessoa madura é ter a certeza de ter alguém que se realiza ao vê-la feliz e realizando sonhos e, ainda, a ajuda a chegar até eles.

Uma pessoa madura e bem resolvida sabe assumir quando erra, sabe pedir desculpas e procura melhorar o que faz de errado. Um imaturo dificilmente assumirá um erro e ficará inventando desculpas para justificar aquilo que fez, por mais inocente que tenha sido.

Num relacionamento com uma pessoa imatura, conversar pode ser uma tarefa árdua. Isso porque ela sempre acha que o diálogo é desnecessário para aquele momento ou situação e que vocês deveriam apenas esquecer o que aconteceu. Já alguém maduro, coloca os pontos nos “i” e não faz durar as disputas para acertar as pequenas desavenças.

A imaturidade também pode fazer com que a pessoa não queira escutar os outros, principalmente os conselhos que lhe dão. Dificilmente vai aceitar os seus pontos de vista sobre a relação e achará que sempre está certo. O que não acontece com uma pessoa madura, que entende o seu lado e procura ouvir seus levantamentos.

Um imaturo dificilmente sabe o que quer e, muitas vezes, pode não estar pronto para aquele tipo de relação. Aí já viu o problema, não é? Uma pessoa madura tem plena convicção do que quer e faz questão de deixar isso bem claro para você!

Alguém maduro não toma decisões precipitadas e sempre pensa em vocês dois como um casal antes de fazer qualquer coisa. Um imaturo pode ser impulsivo, fazer o que bem entender e a hora que quiser sem se preocupar com as consequências no momento.

A falta de maturidade pode fazer com que a pessoa acabe culpando a outra por tudo de mau que acontecer na relação, mesmo que seja erro dela própria. Quando a maturidade faz parte da vida da pessoa, ela entende que não pode culpar ou julgar ninguém.

Uma pessoa madura deixa bem claro que te ama e se realmente ama, o que é mais importante ainda! Além disso, tenta provar a cada dia que o sentimento é real e que você pode confiar nela. Um imaturo, por muitas vezes, pode até dizer o que sente, mas nas atitudes acaba se esquecendo de demonstrar.”

Texto de Sophie W.

O quê com um texto de namoro vem aqui fazer num blogue sobre política? Todo vos será explicado dentro de dois dias. Até aí mantenham-se atentos ao PortugalGate!