Categoria: Análise Política

PSD- Partido Sem Desígnio

A Europa e o mundo vivem um momento diferente da realidade portuguesa, pequena realidade em todos os tamanhos multi dimensionais, diga-se. A direita seja ela conservadora ou liberal, quer se goste ou não, está a ganhar terreno face à terceira via que muitos dos partidos tradicionais europeus impuseram à Europa, aquela via do socialismo democrático(ou social democracia), que mistura um Estado mais “brando”, nas suas imposições autoritárias à iniciativa privada, deixando a “trabalhar”, para que esta financie o Estado social gigantesco que se construiu com pressupostos de um número de nascimentos que hoje não existe e com um outra realidade em termos de contexto económico-social, para que o partido que esteja à frente do governo, possa controlar uma espécie de clientela certa e previsível de onda possa recolher votos e assim perpetuar quase que um pacto de regime entre este(por exemplo o PS) e a população que vota para garantir os tais “direitos inalienáveis”, conseguidos sempre à custa do esforço de outros.

Em Portugal, é o partido socialista que faz de pedra basilar dos entendimentos rotativos entre a esquerda que se considera democrática e a direita liberal/conservadora entre PSD e CDS, tudo pelo simples facto de este ter uma máquina trituradora de comunicação social marxista ao seu lado, amparando possíveis gaffes e abafando determinados pontos da governação. Veja-se que, quando Pedro Passos Coelho teve que governar com um memorandum que não pediu, mas teve que se comprometer, a lavagem socialista da comunicação social foi pouco a pouco durante o seu mandato fazendo o seu trabalho de lavar mais branco, conotando Passos com o resgate.

A estratégia não teve sucesso, pois a tenacidade de uns, foi a desgraça de outros. A capacidade de resistência de uns, foi a cobardia e a fraqueza de se efectuar acordos por detrás das costas dos portugueses que deu origem à geringonça social-comunista, enquanto que Pedro Passos Coelho, bem ou mal, foi directo e franco naquilo que tinha que fazer, ainda que com erros e pedras que outros mandaram tanto de dentro do partido como de fora. O Estado oligárquico que muitos queriam que crescesse, para dar de comer aos mesmo, e que estava a ser desmantelado por Passos, era o pavor do PS que tinha de voltar aos lugares de poder antes que ficasse irrelevante no panorama político português.

Sim irrelevante, pois se Pedro Passos Coelho tivesse continuado a governar, ainda que de modo limitado, tinha feito algumas reformas e o processo de consolidação orçamental era mais saudável, aproveitava-se então da melhor forma a fase ascendente do ciclo económico para amealharmos para períodos mais difíceis. Não, o caminho foi totalmente o contrário essencialmente por egocentrismo individual de António Costa, que hoje sacrifica o País em sua prol. Costa, sei que muitos não gostam de ouvir isto, é um social democrata com elevados níveis de chico-espertismo e doses de maquiavelismo brutais. Costa não tem um plano de reformas para o País a não ser um plano de endividamento crescente e um conjunto de banalidades escritas com português duvidoso.

Mas, infelizmente, a alternativa é mais socialismo democrático, talvez mais suave, de Rui Rio que, até agora, tem sido o fiel amigo com movimentos de cabeça para cima e para baixo que deixariam qualquer ditador satisfeito. Rio luta mais contra os próprios camaradas de partido do que em criar uma alternativa que ao mesmo tempo diminua o peso do Estado na economia quer impostos, quer em despesa pública ineficiente que nos custa os olhos da cara todos os anos, tudo porque se quer centralizar escolhas ao nível estatal e se quer distribuir “rebuçados”. Rio não é alternativa a Costa porque não é fiel à matriz reformista do seu partido, e não vê que a força do mesmo vem dos pequenos empresários, do pequeno negócio, em fim, da ala liberal inconformista que não se revê em mais socialismo do Estado Central.

Não sei se Montenegro é opção ou até Miguel Morgado, mas ambos quando abrem a boca conseguem fazer mais oposição que vários banhos de ética somados.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Pelo fim da cultura do comunismo

A previsão de Marx era que o comunismo iria substituir o capitalismo e seria o último estádio da humanidade antes de uma sociedade sem Estado. Errou em ambas.

O comunismo não substituiu o capitalismo, dado que não apareceu no Reino Unido ou na América capitalista, mas sim na Rússia agrária imposto à força por um grupo com resultados minoritários nas eleições. O comunismo também não foi a última fase da humanidade, porque como se viu a maioria dos países comunistas passou para o capitalismo.

Nesta fase da discussão costumam aparecer alguns comunistas a dizer que aquilo não era verdadeiro comunismo (porque eles têm infinitos tipos de Comunismo para se irem ilibando uns aos outros). Mas mesmo assumindo que não é “o verdadeiro” comunismo, o que importa é que durante esta fase quase capitalista da humanidade em cerca de 200 anos a população mundial em pobreza extrema passou de 95% para 9%. Já nos países comunistas também houve um decréscimo … de pessoas a viver.

Para além disto, outras previsões de Marx sobre os juros ou sobre o desaparecimento da classe média (aconteceu exactamente o oposto nos USA), por exemplo, provaram-se totalmente erradas. Mesmo a base do argumento de Marx – a teoria do valor trabalho e a teoria da mais valia – foi refutada logo no século XIX antes das experiências comunistas por autores como Böhm-Bawerk e Carl Menger (infelizmente a emoção – o desejo de perfeição e a utopia – falaram mais forte que a razão crítica). No comunismo, o indivíduo é um objeto de forças que não estão ao seu alcance. Esta é uma teoria bastante simplista ou reducionista da sociedade.

Importa ainda referir que os comunistas acham que a natureza humana é totalmente alterável: querem criar o homem novo que se liberta das instituições e da sociedade onde vive – acham que são as famílias, as empresas, a religião, as associações / clubes, etc. que os prendem a pensar de uma forma errada. Não conseguem conceber como alguém pode pensar diferente e não chegar lá “à verdade” que as suas mentes perfeitas já atingiram. Daí resulta que não olharão a meios para atingir os fins que culminam num total redesenho da sociedade.

A liberdade custa, não é perfeita, tal como nós, e os efeitos económicos não são imediatos depois de reformas grandes. Já a igualdade aparenta o oposto, motivo pelo qual muitos preferem ser iguais na miséria do que livres em algo melhor (mas não perfeito).

A irresponsabilidade vai nos sair da pele

Num cenário em que Pedro Passos Coelho continuasse a governar em 2015, como o resultado das eleições legislativas assim o exigia, parte das reformas que o seu governo não fez quer por bloqueios das forças socialistas do Tribunal Constitucional, ou até por força do pragmatismo de resolver primariamente o problema financeiro, restabelecendo assim o normal funcionamento do acesso aos mercados por parte da República Portuguesa e por conseguinte a nossa credibilidade internacional, para depois, num governo próximo, o que não se tinha feito era negociado com um PS que se queria responsável e respeitador do voto do povo português. Aconteceu o que Passos queria, ganhou. Mas não governou, a pedra no sapato  impossibilitou a continuação de reformas estruturantes por parte do seu governo e ditou o fim da implementação das ditas reformas estruturais até porque, o governo Costa governa por paliativos e por remendos, nunca numa visão integrada e estruturada de como o País deve crescer, mas sim como aproveitar a onda de crescimento que já vinha de trás para distribuir rebuçados.

Começa aqui então a diferença entre Estadistas e Estatistas. Entre quem tem uma visão de libertar os portugueses de um Estado sugador e mau prestador de serviços básicos, dando sempre primazia a quem cria riqueza e portanto sustenta o erário público, com um homem que só pensa nas suas clientelas, nos seus amigos, em realinhar as tropas para reconstruir o sonho socialista de transformar o Estado Português de vez numa quase sucessão divina em que o PS é o Partido inimputável e que faz o que quer, passando as culpas para outras entidades que não ele pois este nunca gere uma crise de modo decente. Guterres não geriu o seu pântano, Sócrates chamou o FMI mas logo foi derrotado em eleições legislativas. A direita governa em Portugal com o programa dos outros, sempre com condicionalismos de maior, mesmo que tenha perspectivas programáticas, não as pode aplicar no seu todo pois tem que “limpar a casa”, que outros teimam em sujar.

Um ciclo vicioso e nada virtuoso que dá credibilidade à direita por um lado, pode-se contar com ela para situações difíceis, mas não existe possibilidade de construir um projecto comum e diferente do PS pois o eleitorado que a direita podia conquistar, está anestesiado pelas crises que esta gere e que as pessoas pensam que é a direita que as faz, pois uma coisa é apresentar a crise, outra é gerir uma crise, uma coisa é dizer que te vou ao bolso, outra é ir efectivamente ao bolso. E quando se toca no bolso do povo português, mesmo que não tenhamos culpa do sucedido, a incompreensão aumenta. Tudo devido à cobardia do PS em chegar-se à frente, quando o momento é complicado e ainda por cima causado por ele.

E claro, mais uma vez estamos assistir ao mesmo filme e até com personagens rigorosamente parecidas. Quando grande parte do governo Costa é Socrático, ou ex-ministros de Sócrates e até o próprio Costa foi, no primeiro mandato de Sócrates, temos aqui muita experiência acumulada de como quase falir um País. Caras novas e inovadoras? Zero. Um governo que representa políticas sujas e velhas do passado, com os mesmos vícios que nos vão, desculpem a falta de tacto, entalar a breve trecho. É só olhar para os números desta tabela que vos apresento do Banco de Portugal:

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FONTE: Banco de Portugal, Estatísticas Online

Em 3 anos efectivos de governo Costa e associados, a dívida pública em valores absolutos, aumentou de 231,526 mil milhões de euros para 251,476 mil milhões de euros, quase 20 mil milhões de euros de aumento. Se ouvir, até nos jornais de referência, que a dívida pública baixou, a verdade anda pelo meio. Baixou a percentagem, o rácio, pois o montante de dívida cresce, mas a economia também, o que “come” esse aumento em valor absoluto. O desafio de Mário Centeno e António Costa é explicarem ás pessoas, como estão agora a começar a fazer aos poucos, que quando não há dinheiro tem que se apertar o cinto. Um desafio importante para o PS aferir a sua capacidade de grande partido nacional- Gerir a próxima grande pré-bancarrota causada por si.

Desenganem-se quem pense que a dívida pública descerá, em valores absolutos e de forma sustentada, nos próximos anos, sem uma política orçamental com cortes estruturais na despesa pública e uma economia a crescer de forma saudável. A política de Centeno e Costa é aumentar a despesa para futuro baseando-se sempre numa arrecadação fiscal cada vez maior. Um erro de principiante crasso que nos custará a pele, e que a próxima recessão nos dará as boas vindas em desconstruir o castelo de cartas frágil da dupla mentirosa que temos ao comando, para nossa infelicidade. E, quando essa recessão chegar, a dívida, o grande bolo, estará lá, e estará pronta a galopar em percentagem até ao Evereste.

Dou um conselho final a Costa e Centeno: Peçam conselhos ao Sr. Tsipras, de facto o Syriza é o caminho a seguir, não é Costa?

Mauro Oliveira Pires

A hipocrisia monumental de Marcelo

Depois da vitória na segunda volta das presidenciais brasileiras de Jair Bolsonaro, no fresco da manhã, Marcelo Rebelo de Sousa é convidado a comentar a eleição do seu actual homologo brasileiro. Marcelo, com o seu ar cínico e teatral de sempre, diz que:” O mundo tinha acordado com más notícias de intolerância, chauvinismo e xenofobia“. Dias depois, o mesmo Marcelo, começa a preparar terreno e coloca-se em “bicos de pés”, para emendar a situação e ser convidado para a tomada de posse, logo diz Marcelo que era necessário a colaboração dos dois Países nas áreas fundamentais exigidas para o funcionamento das relações bilaterais dos dois Países. Na tomada de posse de Bolsonaro, ontem, Marcelo cumprimentava o “xenófobo”, “chauvinista” e “intolerante” Jair Bolsonaro com sorrisinhos fáceis, pancadas nas Costas fúteis e um quase que “apegamento” à aura ganhadora que Bolsonaro adquiriu com o voto democrático e o discurso louvável de sua mulher.

Marcelo ainda diz que, a sua conversa com o Presidente Brasileiro, foi entre “dois irmãos” e louva os bons desenvolvimentos. Se tudo isto não fosse uma autêntica palhaçada e Marcelo fosse somente um assessor da Presidência, até nos podíamos rir de um novo comediante caviar da direita portuguesa. Mas não. Marcelo é representante máximo das forças armadas portuguesas, que teve um roubo em Tancos no seu mandato e mandou apurar e nada. Marcelo é igualmente chefe de estado, e por isso dirige um Estado que falhou aos seus cidadãos em Borba, com falhas na actuação sabendo já do caso, e nos incêndios de 2016 e 2017 que devastaram famílias e negócios inteiros.

O que dava alguma credibilidade política a Marcelo era este, pelo menos devia ser, ser o único garante do Estado democrático e das instituições uma vez que temos um governo dirigido por um individuo com problemas acentuados de egocentrismo e necessidade imperiosa de nos fazer de parvos, e que não reforma nada de significativo a não ser garantir uma rede sólida de votos que lhe garanta por sua vez a sua eleição em Outubro de 2019, sem olhar para a sustentabilidade das finanças públicas, nem para problemas crónicos de crescimento que nós temos. Marcelo juntou-se a Costa, depois descolou-se, prevendo a desgraça económica que vamos ter e que pode “entalar”, o seu antigo aluno num segundo mandato. Mas Marcelo colou-se demais a Costa, deu colo demais a Costa, agora é tarde.

Se era necessário a Marcelo a tal “mão invisível”, extra que lhe garantia poder adicional que coloca-se Costa no sítio nas alturas certas, os tais preciosos afectos que lhe colocam como a única reserva política do País caso algo corre-se mal, hoje essa mão invisível esgotou-se. Marcelo utilizou-a mal, e quando a devia ter utilizado foi brando, foi brando quando aprovou as 35 horas semanais para os funcionários públicos dizendo que provavelmente não teria custos, quando que por mera lógica matemática sabia-se que existiam custos que iriam crescer.

Tudo isto são pregos no caixão do Presidente. Pregos que lhe tiram credibilidade e força para falar de outros Estados e de outros Presidentes eleitos. Marcelo não tem mão na sua casa e fala da casa dos outros, quando este nem começou a governar. Marcelo manda “bocas soltas”, a Bolsonaro e depois chama-lhe “irmão”. A cobra que Marcelo é em política portuguesa, é um peluche em política internacional, porque, sinceramente, ninguém quer saber de sua personagem. Aliás, até os jornais internacionais o colocaram como populista ao lado de Orban, primeiro-ministro Húngaro. Se não é mau ter uma picareta falante como Presidente da República não sei o que é então o significado de “mau” ou degradante.

Bolsonaro, o “boçal”, o “malcriado”, o tudo da direita “Haddad” portuguesa, até foi muito bem educado e gentil para quem lhe insultou. Relativizou. Foi um senhor. Outros tomam banho no tejo. Paciência.

Mauro Oliveira Pires

Carlos César: O hipócrita

Os dirigentes do largo do rato tem as costas bastante quentes no que diz respeito ao campo colorido da contradição. Em Portugal, qualquer partido de direita que diga uma coisa e faça outra, mesmo num curto espaço de tempo, ou tenha uma falha ética no que a assiduidade e pontualidade ou registo falso de presenças no parlamento diz respeito, a direita é sempre chacinada em praça pública com intervenções de todo um conjunto de cartilheiros escolhidos a dedo pelo líder do supremo da agremiação socialista que, é sempre necessário relembrar, deixa sempre o País de tanga antes de abandonar o barco. Digno de ratos de esgoto de pura qualidade.

Já o PS e o BE controlam as redacções, controlam o espaço mediático e de informação. Qualquer jornalista associado ou com ideias de direita como José Rodrigues dos Santos facilmente é um alvo a abater pelas raposas velhas do regime. Em Portugal ser-se de direita, ainda por cima liberal, é sufocante, angustiante mas ao mesmo tempo um prazer pelo simples facto de querermos livrar Portugal da oligarquia socialista e das famílias rentistas de sempre que nos colocam problemas estruturais de crescimento e nos empobrecem a prazo.

Carlos César é daqueles puritanos que enche o peito para falar das criaturas alheias, mas, a principal, ou seja, a sua pessoa, é impoluta, não tem primos, nem família colocado por sua excelência em cargos políticos. Portanto, um santo incontestável. Dia 6 de Dezembro, César também não disse o seguinte:” O líder parlamentar do PS, Carlos César, avisou esta quinta-feira que acionará mecanismos para afastar da bancada socialista deputados que comprovadamente tenham comportamentos fraudulentos, como falsas presenças ou registem moradas sem correspondência com a realidade.“.

Portanto, vamos lá ser realistas, e colocar a César o que é de César. Se o senhor deputado fosse coerente, pelo menos no mundo das vacas voadoras, o senhor deputado que colocou familiares na política, acto nobre diga-se, então o seu comportamento que, ao que parece, é fraudulento mas que foi accionado por causas divinas “maiores”, então o senhor César também devia ter a porta da rua aberta. António Costa não agiu, quer dizer que compactua com o pensamento e acção do seu camarada.

Se tem dúvidas vamos a isto:

César
FONTE: Sábado

 

Ainda no Expresso no mesmo dia:

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FONTE: Expresso

Agora, caros leitores, vamos verificar a santa coerência que a comunicação social não verifica. Vamos fazer de Polígrafo! Vamos responder seguinte pergunta:” Carlos César mentiu ao dizer que afastaria deputados com comportamentos fraudulentos?” a resposta é…

César II
FONTE: Expresso

Sim, César mentiu. César não afastou deputados com comportamentos fraudulentos. Os banhos de ética não se tomam com lama senhor César, tomam-se com água de rosas que, pelo que parece, está esgotada. Tenha begonha César!

Mauro Oliveira Pires

Um Governo Irresponsável

José Sócrates mostrou apartir de 2007 ao que vinha: Instalar uma ditadura oligárquica socialista com ajuda das famílias de sempre do regime e de um controlo afinado da comunicação social.  Sócrates não o conseguiu na totalidade, apesar disso o PS instalou-se nas redacções dos jornais e estações de televisões como poucos, colocando as pessoas “certas” nos “lugares certos” para que a informação normal e imparcial produzida pelos órgãos de comunicação social passa-se a ser feita com tiques marxistas e esquerdistas, manipulando os eleitores e construindo uma máquina perfeita de propaganda. Assim funciona o PS, assim trabalha o partido do regime sempre olhando para o que mais interessa- fundos e cargos que lhe garantam a sobrevivência, e claro, sempre para o seu umbigo. Em 44 anos de democracia, o PS nunca olhou verdadeiramente para Portugal de forma estrutural, olhou sempre como um meio e é isso que António Costa faz, satisfaz o seu ego doentio e ao mesmo tempo que hipoteca o País para futuro.

António Costa faz o que chamamos em Economia de política conjuntural, ou seja, Costa não avista mais nada que um período temporal de mais de 1 ano. Costa passa mais tempo a definir uma estratégia comunicacional, o que inclui telefonemas para os amigos das redacções, do que a governar o País. Costa foi frio em termos emocionais numa altura em que Portugal precisava de mão de ferro, seja em Pedrógão ou nos incêndios de Outubro passado. Costa não sabe transmitir empatia para com o outro sem ser quando quer caçar o voto e, mesmo assim, fá-lo da pior maneira: Com um sorriso cínico no rosto que lhe caracteriza desde os tempos de juventude.

Nem a direita nem o próprio partido o enfrentam cara a cara. Tem medo, não sei de quê, mas tem. Ninguém no PS ousa em criticar António Costa, se o fazem é por trás, não enfrentam a cobra política com aço a ferver porque Costa distribuiu bem os cargos e todos sabem o que acontece quando se enfrenta um homem perigoso como o Primeiro-Ministro não eleito: saneamento. A direita desunida e tendencialmente socialista não fará cócegas a um camaleão tão maleável e táctico como Costa.

Só uma direita com um discurso incisivo, forte, prático, para o sector privado e para abstenção, com gente nova e empreendedora pode fazer frente ao monstro socialista, desenganem-se aqueles que o povo português fica satisfeito por escolher entre socialismo puro e socialismo inorgânico da direita, o povo português quer algo novo mas ao mesmo tempo credível e que seja capaz de resolver os problemas do País a prazo e que traga uma coisa que nos faz falta há 300 anos: Estabilidade e crescimento sustentado.

E não António Costa, não é com corporações sindicais em mãos do partido da foice e do martelo que podem colocar a AutoEuropa fora do País- é só uma empresa que vale 3,7% das exportações e 1% do PIB, coisa pouca- que vais atrair investimento externo reprodutivo, não é assim que os salários vão crescer sustentadamente, não é assim que o País cria riqueza para pagar os teus desmandos. Se, por tua inoperância, arrogância e falta de pulso em não enfrentar sindicatos, uma das empresas que ajudou a mudar estruturalmente a Economia Portuguesa dos anos 90 e adiante, se for embora, podes colocar o teu lugar à disposição. Como não o vais fazer terás a tua paga em Outubro de 2019.

Mauro Oliveira Pires

 

Uma vitória para Donald Trump

Emanuel Macron passa pela fase mais difícil do seu mandato enquanto Presidente Francês, enfrenta protestos veementes e, no inicio, com razão de ser. Macron comete o mesmo erro de Merkel das portas abertas com um critério pouco selectivo. Não existem soluções perfeitas, o facto, é que temos de proteger a vida seja ela de uma criança, de uma mulher ou homens de qualquer religião. Nisso Portugal deu e continua a dar cartas, acolheu milhares de Portugueses vindos de África, sejam eles muçulmanos, católicos ou judeus, com sacrifício, mas trabalhou-se no meio de espinhos consideráveis. Não houve período de integração, só se for no clima, porque Portugal era mais que o País continental, Portugal era o somatório das suas ex-colónias onde as culturas eram harmonizadas ente si e todos se respeitam, sempre numa base de educação judaico-cristã, que influenciou o modo de ser de muçulmanos e ismaelitas, tornando hoje o nosso País no “Óasis” da boa convivência que temos.

A Europa tem outra tradição que nós não temos, até com o que se chama de Islão “moderado”, mas hoje a vaga migratória é diferente e mais complexa, os pressupostos de educação do Islão que ai vem são diferentes do nosso, não tem raízes judaico-cristãs e tem comportamentos erráticos nos direitos humanos gerais, especialmente o tratamento dos homens face ás mulheres entre outras visões mais ou menos da idade média que hoje no mundo ocidental não se usam, mas que uma certa concepção do Islão continua a adoptar. França tem parte desse Islão, nem todos são assim, é preciso sempre relativizar, mas o que existe é incómodo, corrói a nossa liberdade individual, crescemos com medo, fazemos as coisas com medo e não sabemos com o que contar.

França tem esta espada de fogo, e tem outra lança que não perfura o corpo porque tem empresas multinacionais fortes e capital.  Não obstante isto, a Economia Francesa está estagnada, no mandato do Sr.Hollande não houve reformas de maior e a fundo e, grande parte do ajustamento orçamental Francês foi feito pelo lado da receita, basicamente um dos pregos no vulcão Francês actualmente activo. A Economia Francesa não pode sustentar níveis de despesa pública que tem, dos maiores da Europa valores que se aproximam e rondam os absurdos 60% do PIB em gastos estatais, quando que até Portugal e outros Países do Sul tem valores bem abaixo. Sinal de inércia, sinal de contra reforma, ou resistência ás mesmas com os sindicatos a ajudarem na manutenção de um rumo certo ao precipício.

O caminho de Macron é estreito, dúbio e perigoso. Já se viu que não tem calo para liderar uma das maiores economias mundiais. Fez mal em ceder à pressão, coisa que Margaret Thatcher nunca fez e aqui em Portugal Pedro Passos Coelho segue a mesma linha de Thatcher, à excepção do recuo normal e saudável na TSU em 2012. Reformar a Economia Francesa exige um corte estrutural na despesa corrente do Estado Francês e isso implica sacrifícios, implica mais sindicatos na rua e contestação social. Desenganem-se aqueles que pensem que a reversão de aumento de um imposto sobre os combustíveis é um recuo natural, não, é táctico e vai exigir esforço orçamental para ajustar o sistema de compensações que é o ajustamento orçamental.

Se não pode existir aumento de impostos, corte-se despesa. Ai sim, Macron vai levar com uma verdadeira contestação em cima, muito pior que esta, pois mexe nas elites, nos lobbys e na máquina socialista da função pública. Aqui é que se vê a diferença entre líderes políticos e Estadistas e Macron neste momento é um líder político. Entretanto, quer se goste ou não, Donald Trump ri-se nos E.U.A pois a terceira guerra mundial não chegou, Kim Jong Un domesticado, acordos comerciais a serem feitos e a serem renegociados com a astúcia de sempre, uma Economia a crescer e desemprego em mínimos mas a precisar de atenções do lado orçamental. Sim, Trump faz-se de maluco e todos acreditam que é, mas lá no fundo são os outros que o são. Como sempre caem todos na teia de quem é a verdadeira raposa velha.

Mauro Oliveira Pires

O povo está a acordar

Não vale a pena tentar travar este fenómeno chamando, a todos aqueles que se insurgem contra o marxismo cultural globalista que tomou conta , ao longo de muitas décadas,  da nossa sociedade, desconstruindo-a nos seus valores, na sua identidade religiosa e cultural, de “extrema direita, populista, fascista, xenófobo, racista, homofóbico” e outras tantas palermices para intimidar e silenciar. O povo está a dizer basta! e nada mais o impedirá de seguir seu objectivo: acabar com o  socialismo globalista.

O “tsunami” americano Trump deu o mote. Seguiu-se, à sua imagem,  o “terramoto ” italiano Salvini. Depois o “furacão” brasileiro Bolsonaro.  França acorda e fica a ferro e fogo. “Ventos ciclónicos” em Espanha com o Vox e Ciudadanos,  limpam esquerda da maioria. É o princípio do fim do socialismo a ser substituído pela direita.

Os partidos e líderes novos entenderem a mensagem da maioria silenciosa que desesperadamente procurava identificar-se com um projecto político que os resgatasse destas políticas socialistas/marxistas/globalistas. Responderam prometendo colocar os interesses dos cidadãos e do país acima de tudo, devolvendo segurança, melhorando economia, baixando impostos, acabando com as ideologias desconstrutivas da sociedade, protegendo a cultura e valores ocidentais. E a reviravolta não se fez esperar.

Anda tudo farto e sem paciência para políticos “choninhas”, completamente submissos aos Soros, aos Bildebergs e Rockefellers, às imposições duvidosas de  pactos migratórios da ONU  que defendem perda de soberania dos países da UE em prol dos direitos (pouco) humanos, para preparar um futuro governo mundial global.   Tudo decidido nas costas dos cidadãos sem serem consultados sobre as questões que lhes alteram profundamente a qualidade de vida. Fartos! Fartos! Fartos!

Nenhum político globalista saiu da sua zona de conforto onde vivem protegidos por muros e segurança privada,  para ver no terreno as “maravilhas apoteóticas” da aplicação prática das suas políticas progressistas.  Nenhum se dignou em percorrer os países que já experimentam na pele essa “fantástica” integração cultural. Nenhum político passou sequer uma noite nos guetos ou tomou lá café com sua esposa e filhos.  Nenhum se passeou pelos mercados de Natal agora designados por mercados de Outubro com árvores de betão a servir de barreiras – não vá um camião maluco lembrar-se de acelerar sozinho contra a multidão –  ou pelas escolas que já não festejam  a época natalícia com actividades ou símbolos de Natal. Nenhum foi falar com mulheres vítimas  de estupro colectivo ou crianças vítimas de bullying na escola por serem loiras de olhos azuis. Também nenhum foi ver o sucesso da integração na sociedade ocidental de gente que culturalmente pratica a bigamia por isso tem 4-5 mulheres e respectivos filhos – uma média de 3-4 por cada uma –  a viverem do Estado Social tranquilamente em casas cedidas pelo país de acolhimento. Nenhum foi ver o sucesso das políticas de integração no mercado de trabalho com a maioria a recusar mexer um músculo e a aprender a língua, ou aceitar as leis do país receptor. Nenhum político foi apreciar o sucesso do aumento exponencial da criminalidade sobre mulheres, homens, crianças, homossexuais, cristãos e judeus. Nenhum quis saber o que pensam os contribuintes do aumento brutal dos impostos para suportar estas políticas. Nenhum quis saber o que os cidadãos pensavam sobre os DOIS pactos que vão ser assinados em Marraquexe e Nova Iorque sobre entrada livre, ordenada, regular e massiva de imigrantes!  Nenhum! Nenhum!

Era uma questão de tempo até ao nascimento de movimentos como os coletes amarelos saltarem para as ruas impondo um “basta” sonoro! Mas os senhores “ditadores” que se julgam acima do povo só porque foram eleitos ou não eleitos, como foi nosso caso, menosprezaram-nos por se acharem poderosos e invencíveis. Acham que ocupam um lugar que lhes pertence e por isso não têm satisfações a dar nem contas a prestar. Pensam que o povo é idiota e come todas as mentiras que lhes contam a toda a hora a troco de uns cêntimos a mais no bolso. Pensam,  mas enganam-se.

A revolta começou na França, estendeu-se à Bélgica, atravessou a Holanda e chegou à Suécia. Chegará a todo o lado por contágio. O povo está a acordar mais depressa do que se previa. E agora ninguém o vai parar até voltarem a sentir que quem lidera os destinos do país, fá-lo pelo seu povo e não para agradar às agendas globalistas que só almejam dinheiro e poder para si próprios.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política

Os 3 anos de governação de António Costa, com a novidade coadjuvada que sabemos, trouxe-nos a boa nova de sabermos que, para além do Primeiro-Ministro repetir casacos em tempos de tragédia, de tratar “muito bem” a língua portuguesa, Costa iniciou um dos períodos mais negros da nossa história democrática- O inicio de uma ditadura disfarçada, onde só o PS pode dialogar com todos, da esquerda à direita, fazendo desta última uma espécie de saco de caramelos que utiliza quando o casamento com Jerónimo e Catarina entra em tensão, tudo com ajuda dos “primos” que tem na comunicação social, que lhe levam às costas não só por serem igualmente adeptos da cultura esquerdista como por António Costa fazer parte dos círculos “IN” e restritos de Lisboa. Quem é da oligarquia é sempre recompensado de alguma forma, Costa é desta.

Costa não respeita ainda o debate democrático, não responde a perguntas e, quando se dá ao trabalho, responde de forma dúbia, duvidosa, escabrosa e a gozar com o adversário, tiques esses que nos remetem para a era quando era braço direito de quem iniciou essa forma de comunicação baixa em Portugal: Sócrates em tempos de maioria absoluta.

Costa não tem ainda um plano de médio e longo prazo com reformas estruturais que mudem o nossa forma de crescer, Costa não tem um plano de incentivo à poupança interna quer atracção da mesma mas de modo externo, num País que tem um défice de capital enorme o que impede melhoramentos no processo produtivo, mais valor acrescentado e maiores salários. Costa faz tudo ao contrário, sobe salários da função pública e custos/despesas que se tornam cada vez mais rígidas e difíceis de reverter para futuro. Costa contrata despesas futuras com base em impostos futuros que não sabe se pode pagar. O Primeiro-Ministro quer distribuir riqueza sem a gerar primeiro ou dar condições para isso.

Aliás, Portugal não vai passar de investimentos de 50 milhões de euros, 150 milhões de euros ou um pouco acima, se não tem um plano fiscal que seja acordado entre os maiores partidos e que seja à prova de bala face a PCP e BE. Um plano que seja previsível e estável para que os empresários saibam com o que contam. A reversão da reforma do IRC em 2016 mostrou que Costa além de não saber o que faz, não sabe o que é gerir uma empresa, não sabe que uma folha em branco onde todos querem escrever ao mesmo tempo é caos e perda de tempo,  e tempo é dinheiro em negócios. Ter uma Economia a crescer ao sabor do vento, das marés e do sol, sem pensar em algo estruturante quer a nivel económico quer a nivel de finanças públicas, que nos proteja do caos externo, é um prego no caixão de Costa que só ele o pode reverter sozinho.

3 anos perdidos, 3 anos com perda de qualidade democrática, 3 anos em que Pedro Passos Coelho e António José Seguro fazem falta pela hombridade, verticalidade, honestidade, frontalidade com que enfrentavam os problemas. Seguro sabia que o caminho de Passos e do País eram difíceis, ajudou nos bastidores e ao vivo, com uma reforma do IRC que foi elogiada pelas instâncias internacionais. Tempos em que as instituições funcionavam, não foi há muito, mas já deixam saudades.

Mauro Oliveira Pires

2 anos de Politicamente Incorrecto

A construção e manutenção de um blog a longo prazo é um desafio hercúleo mas ao mesmo tempo saboroso. O entusiasmo inicial é fulgurante e dissipa-se com o tempo, assentamos arraiais e ficamos experientes. O PortugalGate arranjou inimigos fora da blogosfera como gerou paixões, a irreverência é isto também, ser incorrecto sem ser malcriado, ser impactante sem querer palco imediato que não se traduz em algo com substrato, portanto sustentável, como se quer que qualquer projecto seja. A credibilidade ganhou-se com artigos de referência, muitos, com certeza, dos mais lidos da blogosfera política de 2018. Um blog com tão pouco tempo conseguiu visualizações extraordinárias em tão pouco tempo e em artigos estruturados.

É extraordinário porque não existem por aqui avençados da esquerda ou de direita, não nos colamos a partidos, só à liberdade, ao liberalismo e lutamos por um Estado que seja menor e cada vez menor mas dentro das suas funções normais de segurança, defesa e justiça. Num ambiente em que outros blogs da direita caem ou ficaram petrificados, sendo mais antigos e maiores em dimensão, e outros, reforçaram-se bem mas pouco mudaram o modo arcaico como funcionam, somos o ar fresco da direita liberal na blogosfera.

Mostro-vos as visualizações, os artigos de 2017 e 2018 mais lidos:

Visualizações 2017-2018.png
FONTE: Dados internos

288,761 mil visualizações em 2017 numa estimativa inicial conservadora de 100,000 para um incremento em 2018 para 338,481 mil(ainda não está fechado),  com uma taxa de crescimento de 17% e muita polémica, num total de 627,242 mil visualizações. Em 2019 queremos mais de 1 milhão de visualizações com mudanças que ai vem no site, no layout  e estrutura. Queremos mais artigos, com qualidade e sempre incorrectos, com verdade afectando qualquer quadrante político.

Vamos aos artigos mais lidos de 2017:

Visualizações 2017.png
FONTE: Dados internos;

Em 2017, o nosso ano de nascimento e de muita rotação, aventura, desilusões e alegrias o @ogatopoltico foi o campeão das visualizações com o seu artigo:” As fantasias sexuais de Catarina Martins”, com a sempre irreverente e verdadeira @cristinamiranda505 em segundo e eu @maurooliveirapires em terceiro na categoria de artigos mais lidos.

Em 2018, o cenário muda, mais visualizações, passagens no deserto, alguma desilusão outra vez, mas depois a vitória:

Visualizações 2018.png
FONTE: Dados internos

Ganha o pódio a @cristinamiranda505 que ganha lugar nos três primeiros artigos, nem com geringonças chegávamos lá.  Em quarto o primeiro artigo do @ogatopoltico, e que é muito bom, continua na ribalta ficando eu mesmo com os dois últimos lugares.

Fez-se muito em tão pouco tempo, temos a certeza que revolucionámos a blogosfera com artigos diferentes e directos, pragmáticos e objectivos. O futuro é incerto, não sou a Maya, mas a concorrência tem que sair da toca mais vezes.

Com os meus melhores cumprimentos a todos os nossos leitores!

Mauro Oliveira Pires

Se quiserem seguir a página do @ogatopoltico no facebook estão à vontade: ” O Gato Político