Categoria: Análise Política

Comparar Passos Coelho com Costa é um atentado à moral

Catarina Martins, tem vários momentos em que não consegue puxar a carroça para sítios com sombra, por outras palavras, a deputada com a voz mais esganiçada do parlamento português não usa a réstia de cérebro que tem para pensar e racionalizar as coisas mais básicas da vida. Talvez seja o regime solarengo do déspota e nepotista António Costa e as várias promessas ao BE de mais poder em cargos governativos, que colocaram Catarina Martins desorientada ou pelo menos deslumbrada é que, em certos momentos, Catarina aprova orçamentos com ajudas à Banca, caso do Banif em 2015 e Caixa mais recentemente e na semana seguinte critica Costa por essas mesmas ajudas. Mais hipócrita é difícil, mas Catarina bate todos os recordes.

Mais desonesto ainda, é comparar contextos de ajudas ou financiamentos à banca. Catarina compara as intervenções de Costa, onde uma era totalmente desnecessária, como a ajuda ao Banif em final do ano de 2015, que cujo peso na banca portuguesa quer em depósitos quer em crédito concedido eram relativamente baixos e que portanto cujo impacto sistémico no sistema financeiro nacional era baixo (Além disso, em 2016 entrava em vigor um novo regime de ajuda à banca onde quem tem depósitos acima de 100 mil euros e dívida sénior, eram chamados primeiramente a salvar a instituição antes de se usar o dinheiro dos contribuintes),  com as de Passos Coelho que foram para salvar bancos da desgraça do polvo socialista que tinha Carlos Santos Ferreira, amigo de Sócrates, na Presidência do BCP, Vara na Caixa e Salgado no BES antes da sua chegada ao poder e que colocaram a banca com um crédito malparado gigantesco

Santos Ferreira e Vara concediam créditos aos amigos do regime e à oligarquia vigente, Sócrates protegia e ajudava Salgado na manutenção do seu conglomerado falido. Tudo bons amigos, tudo bons conhecidos. Ninguém sabia de nada, mas caíram todos quase ao mesmo tempo, a lei do retorno é tramada meus caros. Passos Coelho sabia que Portugal se tinha de libertar das grandes famílias rentistas do regime, que controlavam e mantinham a Economia Portuguesa numa inércia surpreendente de quase duas décadas, para isso Ricardo Salgado tinha que cair e caiu. Passos procedeu à maior higienizarão que Portugal viu em democracia, cortando o elo político entre política e negócios, mal que este País tem entranhado desde os primórdios da criação da república.

Tal acto ainda hoje o coloca como o primeiro alvo a abater pelas elites de Lisboa que tanto odeiam a figura do ex-primeiro-ministro que ganhou as eleições legislativas a António Costa em 2015. A figura que não liga aos amigos do PS, da maçonaria dos negócios e que reformou, de modo incompleto e com bloqueios de tribunais politizados, sem medo. Pedro Passos Coelho é claramente incomparável face a António Costa, não se compara coluna vertebral com criaturas que não a tem e muito menos quem tem visão de futuro com quem usa e abusa da  navegação à vista. Não é uma questão de gosto, é uma questão de moral, bom senso e até de alguma lucidez mental.

Mauro Merali

 

 

As fake news do Costa

É de andar aos tombos a rir quando se assiste a esta preocupação por parte do PS e seus “muchachos radicais”,  os  maiores fabricantes actuais de notícias falsas, de  levar ao Parlamento a regulação das fake news. Estava visto que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Esta gente não gosta de concorrência (quer censura e controlo de liberdade). Ao estilo estalinista gosta de sentir tudo sob seu domínio e  as redes socais vieram estragar esses planos que já duram desde o aparecimento da imprensa.

Sob a falsa narrativa de que estão muito preocupados com a “intoxicação” da opinião pública, juntaram-se todos no Parlamento para discutir a problemática das fake news. Ora, isto é o mesmo que pôr raposas a guardar galinheiros. Não faz qualquer sentido.

A haver regulação nunca poderia vir desta gente. Porque esta gente usa o poder que tem para pressionar todos os meios de comunicação social na divulgação de mentiras que eles nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar muito. Mentem hoje, desmentem amanhã, depois “cozinham” mais umas tantas em “lume brando” para depois as soltar como cortina de fogo para cegar ou iludir a opinião pública.

Foi assim quando  Costa promoveu a primeira grande mentira de que tinha ganho as eleições de 2015 quando na verdade  sofreu uma estrondosa derrota eleitoral com Passos Coelho a vencer por uma quase maioria absoluta (foi mesmo à tangente).

Foi assim com Pedrógão Grande onde Costa  jurava que todos os mortos já estavam contabilizados ao terceiro dia, truncando em 64 vítimas quando sabemos que entre directas e indirectas (estas últimas não foram contabilizadas),   nos hospitais morreram  posteriormente muitas mais; onde foi inaugurar casas novas reconstruídas com dinheiro dos seguros como se fossem por obra do Revita; onde insistiu que não houve responsabilidade do governo pelos  abusos e  erros nos apoios às vítimas onde se construiu casas sem terem ardido; onde afirma que não houve desvio de donativos quando sabemos que não só houve, como são milhares os donativos comprovados que simplesmente eclipsaram.

Foi assim quando Costa disse que não havia aumento da  despesa ao reduzirem  o horário da função pública para 35h no SNS e hoje temos um caos nos hospitais por falta de pessoal e dívidas hospitalares a disparar.

Foi assim quando Costa garantira em 2015 que não iria mais dinheiro para a banca e  logo a seguir à tomada de poder, vendeu  o Banif à pressa ao Santander (depois de um e-mail a denunciar telefonemas de Centeno e Vítor Constâncio pressionando para que fosse considerada oferta de Santander) pelo preço de uva mijona, 3 meses antes que fosse abrangido pela normativa de 2016 da UE que prevê que detentores de dívida sénior e depósitos acima de 100 mil euros sejam chamados a contribuir para compensar as perdas das instituições antes que qualquer dinheiro público seja usado;  injectou 5 mil milhões de impostos na a CGD e agora prepara-se para fazer o mesmo com Novo (velho) Banco.

É assim quando Costa repete incessantemente que repuseram os rendimentos aos portugueses mas o poder de compra não cessa de diminuir colocando Portugal no Top 6 dos países com pior poder de compra da zona euro e entre os países europeus com combustíveis mais caros que afecta substancialmente o preço dos bens essenciais

Foi assim quando Costa disse que não aumentaria impostos e na verdade além de aumentar brutalmente os existentes, criou mais uma série deles com a ajuda preciosa da frente de esquerdas radicais que amam sacar dinheiro a quem acumula porque se faz à vida e trabalha. Por isso em 2017 a carga fiscal já registava um aumento de 34% do PIB (o valor mais alto desde 1995) e em valores globais, desde 2015, só os impostos indirectos aumentaram 3 mil milhões de euros. 

Foi assim com as promessas de Costa aos enfermeiros e professores a quem tudo prometeu e nada cumpriu.

É assim quando Costa repete até à exaustão que a austeridade acabou mas deixa o Ronaldo das Finanças congelar mais despesa em três anos do que PSD e CDS na legislatura toda provocando o colapso de todas as instituições do Estado.

É assim quando Costa repete vezes sem conta que os  cortes, aumentos de impostos e privatizações, foram marcas do Passos quando na verdade são apenas da responsabilidade o PS quando Sócrates era primeiro ministro ao assinar com a Troika todas as medidas que o executivo seguinte  teve de cumprir na sua legislatura.

É assim quando Costa diz que a economia melhorou e ela é tão anémica que coloca portugal no quinto país da Europa que menos cresce.

É assim quando Costa diz que se vive melhor mas o desemprego real aumentou, a pobreza aumentou, os pedidos de subsídios de RSI aumentaram. Que os portugueses estão a voltar quando a emigração também ela… aumentou.

É assim quando Costa  diz que fomos o país com melhor execução de fundos europeus quando a  taxa de execução dos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 no final de 2017 “era apenas 28,5%”

É assim quando Costa repete que temos o melhor défice quando este é o maior embuste da História de Portugal, totalmente martelado para fingir junto da Europa uma saúde fiscal inexistente tal como fizeram para aderirmos ao Euro.

Ter mentirosos compulsivos que hoje são ministros mas andaram nos blogues com o “Abrantes” a criar verdades alternativas, políticos das frentes de esquerda que passam o dia todo a inventar factos para limpar a cara suja do partido que aprova tudo de cruz, um Costa que é um génio a  mentir,  a quererem regular as fake news no Parlamento,  é  de chorar a rir.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

 

O jogo mudou, caro António

António Costa tem características irritantes mas que, ao mesmo tempo, mostram a sua fraqueza. Por um lado, Costa tem um sorriso seráfico, manhoso, mentiroso, quase que projectando um homem de pedra ao nivel sentimental, o que lhe leva para “patamares superiores” no debate político, intimidando e cansando os seus adversários com uma mascara bem oleada. Por outro, essa mascara cai sempre que o primeiro-ministro é confrontado com a realidade, Assunção Cristas tocou num ponto normalíssimo- qual o plano de actuação do governo na área e se condenava os actos no bairro da jamaica- e, sabendo que a pergunta era incómoda, Costa refugiou-se num sound bite básico e etéreo como a “sua cor de pele”. Do maquiavélico estratega, ao cobarde capaz de verbalizar e usar o conceito minoritário étnico para se esconder de uma resposta que não sabia dar.

Este é o primeiro-ministro, não eleito pela vontade popular, que temos. Não só no campo de actuação do combate político, como no exercício pleno do uso dos seus poderes. Costa não usa o poder que lhe foi conferido pelos trâmites constitucionais, efectuando uma aliança contra natura, para gerar reformas que mudem a estrutura de crescimento da Economia Portuguesa a médio e longo prazo, usa o seu poder como um mero jogo táctico político de sobrevivência da sua própria espécie, que já mostrou aos portugueses que o seu mandato, não é passível de ser renovável por muito mais tempo, não só pela petrificação dos serviços gerais públicos, prejudicando quem não tem rendimentos de maior e liberdade de escolha por esse facto, como usar os próprios serviços como forma estrutural de consolidação orçamental, reduzindo o défice artificialmente para Bruxelas e povo verem.

Claro que o trabalho de Costa e dos seus ministros que cuja família se instalou no reino do assalto ao orçamento, não está terminado. A oligarquia socialista, as mesmas famílias de sempre que nos colocam pobres já faz umas décadas, tem que se perpetuar de vez na corte de Lisboa. Se Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, cortaram a fita de Salgado, o mesmo quer dizer que disseram um redondo não à oligarquia vigente que só funciona com dinheiro alheio, compadrio e não com recursos próprios, Costa quer voltar a colocar as mesmas peças de xadrez no mesmo sitio de sempre. E é isso que em Outubro de 2019 temos que impedir: Que Portugal fique outra vez nas mãos das famílias rentistas do regime, que criam impérios, rendas certas e garantidas bem como influência na gestão e contratos públicos que tanto lhes agrada.

Portugal tem que dizer sim ao que Passos Coelho fez, sim ao corte com os mesmos de sempre, sim à redução da intervenção do Estado que não deixa crescer pequenas e médias empresas com custos de contextos, impostos e pagamentos especiais por conta sufocantes, sim à liberdade de escolha entre sectores. Sim a um Portugal livre do socialismo clientelar de Estado.

Mauro Merali

 

 

Uma “família” sem vergonha

Não há mais nenhum caso como o nosso na Europa. Nenhum. Somos manifestamente uma “República familiar” onde quase todos os parentes do PS têm lugar no governo. Uma vergonha que nos coloca ao nível dos países mais corruptos e ditatoriais mas que não envergonha nadinha o PS que usa e abusa do nepotismo para se instalar e perpetuar-se no poder. Isto não é uma democracia. Isto é um “polvo”. Uma “família siciliana”. Um negócio.

Não lembra nem ao diabo ter no mesmo governo a família inteira Vieira da Silva:   pai,  mãe e  filha. Como não lembra ter inúmeros cônjuges, filhos, noras, irmãos e amigos (estes nunca podem faltar). Preparados para a lista extensa? Aqui vai:

  • João Gomes Cravinho, ministro da Defesa, é filho do ex-ministro João Cravinho;
  • António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, é irmão de Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS;
  • Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, é marido de Ana Paula Vitorino, ministra do Mar;
  • Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, escolheu recentemente o advogado Eduardo Paz Ferreira para presidir à comissão que vai renegociar a concessão do terminal de Sines (em cima da mesa: 100 milhões de euros para expansão do terminal);
  • O advogado Eduardo Paz Ferreira é marido da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem;
  • Maria Manuel Leitão Marques, que agora deixou o governo, irá ocupar em Junho o cargo de deputada do PS no Parlamento Europeu;
  • Esse cargo já antes foi ocupado pelo seu marido, Vital Moreira;
  • A mulher do eurodeputado Carlos Zorrinho, Rosa Matos Zorrinho, deixou de ser secretária de Estado da Saúde, mas foi, entretanto, nomeada para presidir ao conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Central;
  • Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins, filho do ex-ministro Guilherme d’Oliveira Martins, também deixou agora de ser secretário de Estado das Infraestruturas, após António Costa ter nomeado para ministro do Planeamento o seu amigo Nelson de Souza;
  • Nelson de Souza vai juntar-se no governo ao grande amigo Pedro Siza Vieira, ministro-adjunto;
  • Há ainda outro grande amigo, Diogo Lacerda Machado, que nunca quis ir para o governo, mas foi ajudando bastante, até acabar administrador da TAP. (Fonte Crónica Miguel João Tavares).

Calma que ainda não acabou:

  •  Pedro Nuno Santos é casado com Ana Catarina Gamboa, também ela com um passado de dirigente da JS e mais recentemente assessora do amigo e ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Duarte Cordeiro;
  •  A mulher de Duarte Cordeiro, Susana Ramos, foi directora do departamento social da autarquia da capital, mas em Março de 2017 foi escolhida para coordenar um organismo criado pelo governo nessa mesma data;
  • O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, trabalhou com a mulher no próprio Ministério. Isabel Marrana foi chefe de Gabinete de uma das secretarias de estado, até ter pedido a demissão há 6 meses;
  • No gabinete do primeiro-ministro, está Patrícia Melo e Castro como assessora, cunhada de Ana Catarina Mendes, a número dois de António Costa no partido, que por sua vez, é irmã do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes;
  • No Ministério dos Negócios Estrangeiros encontramos Francisco, como Técnico Especialista desde 2015. E numa empresa da Defesa Nacional, vemos o irmão mais novo, João Maria, como assessor. (Fonte RTP Notícias)

Espere não se vá já embora. Agora vem a família de César:

  • São cinco: além do líder parlamentar socialista, Carlos César, há outros quatro “césares” na administração pública e em cargos públicos;
  • a mulher foi nomeada pelo Governo regional;
  • o filho foi eleito pelo PS regional;
  • a nora nomeada por uma secretária do governo regional;
  • o irmão escolhido pelo ex-ministro da Cultura do actual Governo. (Fonte Sábado)

Está já cansado? Resista mais um bocado. Em Elvas, um concelho liderado pelo PS, a RTP denunciou recentemente o autarca Nuno Mocinha que abriu um mega-concurso público  onde colocou 27  familiares seus. (Fonte RTP Notícias)

O que é que isto nos diz sobre nosso país? Exactamente aquilo que não queremos ouvir nem admitir: que somos culturalmente uma desgraça, sem princípios, sem valores, sem ética e que a “cunha” e “amiguismo” está no nosso ADN. Uns mais, outros menos. Mas é um facto. Se auditássemos o país  todo tenho a certeza que ficaríamos anos de boca aberta sem a conseguir fechar de tantos “negócios familiares” que encontraríamos no poder público. Esta é a nossa triste realidade que faz de nós um país pobre e mal governado.

Perante tamanha evidência esperava-se que o Presidente da República puxasse as orelhas aos meninos mal comportados ao invés de afirmar vergonhosamente que este governo “tem laços familiares por mérito próprio”. Se já a situação em si nos deixa manchados junto da opinião internacional, o Presidente legitimou a nossa tradição de “chico-espertice”  ao apoia-la. Que tristeza.

É preciso urgentemente pôr um ponto final nisto e tal como na França (e muito bem), proibir estas práticas. O Governo não é o Centro de Emprego para gente inútil  que nunca trabalhou na vida e que mais não tem no currículo que cursos superiores, mestrados  e doutoramentos (alguns feitos aos domingos) com experiência zero fora da vida política, que nunca se submeteu sequer  a uma entrevista de trabalho ou concurso.  Exige-se que quem exerça cargos públicos seja efectivamente competente e com um percurso profissional de pelo menos de 11 anos fora da bolha política. Porque é no terreno que se formam bons profissionais. E só bons profissionais formam bons governantes

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Chamar os Bois pelos Nomes

Sobre Marcelo ter apelidado Arnaldo Matos de “ardente defensor da liberdade”, e que ficaria na memória de todos nós como tal.

Caro Marcelo, uma vez mais, estás do lado errado da história, e mais uma vez fazes questão de insultar e enxovalhar os valores e a memória de todos aqueles que após o 25 de Abril tiveram que andar a lutar contra a implantação de uma sanguinária ditadura de esquerda, e que são os que te elegeram.

Arnaldo Matos foi tudo menos um “ardente defensor da liberdade”. Se algo ele alguma vez ardentemente defendeu, foi precisamente o mais absoluto contrário da liberdade e dos valores democráticos.

Arnaldo Matos era um radical imbecil a roçar o psicopata, com um longo percurso político maoista, que se notabilizou pelo seu radicalismo esquerdopata! Um perigoso manipulador de massas, sem escrúpulos que não olhava a meios para atingir os fins, que se tivesse chegado ao poder, não haveria liberdade nem democracia para ninguém.

Arnaldo Matos era um assumido execrável aspirante a ditador sanguinário. Era um Hitler, um Estaline, um Mao, e um Pol Pot em potencial, que se tem tido acesso ao poder, à semelhança dos acima descritos, teria matado e mandado matar todos os que diferente dele pensassem, todos os seus opositores, e que só não o foi nem o fez de facto, porque a história simplesmente não lho permitiu.

Objectivo, desejo, vontade, de ser tudo isso, de emular todos esses, foi algo que esteve sempre presente ao longo de toda a vida e em toda a linha de pensamento e acção do Arnaldo.

Arnaldo Matos era um fascista, de esquerda, exemplo vivo de que fascismo e comunismo são somente duas faces de uma mesma moeda.

Todos sabemos quem foi de facto o Arnaldo, os valores que defendia, e o que ele teria sido se o tivessem deixado ser, pelo que alegar que o Arnaldo foi um “ardente defensor da liberdade” para além de ser uma completa idiotice, e uma descarada mentira, são também um exercício de enorme embuste, e hipocrisia. Uma inútil patética tentativa de branquear aquilo que foi efectivamente o Arnaldo.

Caro Marcelo, que adoptes postura e discurso muito pouco apropriado com o cargo de PR, e muitas vezes mais condizente até com um qualquer vulgar idiota, nada contra, pois cada um é como é, e em democracia e em liberdade temos que aceitar e respeitar as diferenças, mas agradeço que o faças só em teu nome, e que fales só por ti, não em nome de todos nós, e que  não pretendas arrastar-nos juntos contigo pelas vias da mediocridade que optaste trilhar.

Não caro Marcelo, o Arnaldo não foi um ardente defensor da liberdade e menos ainda da democracia, e não ficará na memória de todos nós como estando associada a tais lutas e a tais valores.

E assim sendo, não aceitaremos que nos trates insultuosamente como se fossemos todos mentecaptos e ignorantes, ainda que haja de facto nesta nação muita gente ignorante e mentecapta.

E  não aceitaremos que queiras fazer de todos nós uma cambada de imbecis, nem que gozes com a memória de todos aqueles que deram a sua vida a lutar contra os Arnaldos deste mundo.

Se o queres ser e fazer, então sê-o e fá-lo sozinho e somente em teu nome

Rui Mendes Ferreira

Cada artigo corresponde à opinião de cada colunista e não à linha editorial geral.

Marcelo tornou-se vulgar

A vulgaridade da actuação de um homem que é representante máximo, de um órgão soberano de poder político em Portugal, é o descaracterizar do simbolismo do cargo e magistério de influência que este tem no andamento dos dias do País. Marcelo é egocêntrico, Marcelo gosta que falem dele, Marcelo quer a direita, a esquerda e o centro em uníssono na próxima votação presidencial, mas hoje, arrisca-se a pelo menos não ter 2 dos três variantes do espectro político: A direita e o centro. Tudo por querer saciar, primeiramente, um ego incontrolável e, por outro, conseguir dar corda a António Costa para que este se enforque no final. Sim, desenganem-se que Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, goste de gerir tempestades, isso fica para contas de outro rosário, para estadistas de elevado calibre que consideram que cata-ventos não são aptos para a função presidencial.

Reparem que não é mau que Marcelo dê corda a António Costa, é uma estratégia política inteligente e bem conseguida, até como se vê pelas reacções cada vez mais intempestivas do primeiro-ministro a qualquer indignação contrária de elementos opositores à sua farsa governativa, o problema, é que Marcelo para conseguir “exceder”, os poderes constitucionais que tem, gorando o poder de António Costa e tornando-se a primeira figura do plano político português, teve que sacrificar o institucionalismo “normal” do seu cargo para que o poder dos afectos, lhe dessem ainda mais legitimidade do que já tem enquanto detentor de mais de 51% dos votos dos portugueses.

A manutenção dessa estratégia da “mão invisível”, uma ideia minha que tenho insistentemente escrito em artigos sobre Marcelo, tem custos. Não existem almoços grátis na consagração harmoniosa e consensual de um presidente da república especialmente em tempos estranhos, onde um homem usurpa o poder por motivos patológicos, e temos uma geringonça social-comunista pronta para nos levar para a quarta bancarrota em 45 anos de democracia. Marcelo de facto tinha que inovar, tinha que ser o principal, conseguiu, mas os modos para lá chegar roçaram o inacreditável nos últimos tempos e os portugueses em geral perceberam isso retirando valores às notas exorbitantes de popularidade de Marcelo.

Não havendo primeiro-ministro com níveis de decência, visão e articulação gramatical aceitáveis, não havendo um presidente da república capaz de gerir conflitos e que seja o pedestal da “reserva política” da nação, Portugal caminha a passos largos para a nova armadilha do ciclo económico descendente, sem ter feito reformas estruturais para se aguentar em períodos negros e, isto tudo, sem líderes no comando da navegação. Os portugueses tem que reflectir, em Outubro de 2019, se querem mais 4 anos de estagnação ou se querem que o Estado saia da frente, em áreas onde se gere riqueza, e possamos finalmente a sentir o cheiro do dinheiro nas nossas carteiras.

Mauro Merali

 

É isto o Socialismo, estúpido!

Oficialmente confirmado:
o socialismo é uma doença mental, do foro psiquiátrico.

Poderia ser motivo para nos rirmos, mas não é de todo, bem pelo contrário, deverá é ser é motivo de enorme preocupação, pois em Portugal, mais de 60% dos eleitores portugueses votam em partidos que apoiam e defendem directamente ou indirectamente exactamente as mesmas políticas que têm andado a ser implementadas na Venezuela por Chavez e Maduro.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, só renegam os miseráveis e catastróficos resultados do socialismo, mas paradoxalmente, não renegam o socialismo que conduz a tais resultados.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, defendem exactamente a implementação das mesmas políticas e as mesmas práticas que conduzem precisamente a tais resultados, mas alegando que por cá o resultado o resultado será diferente, para melhor pois claro, pois se na Venezuela correu mal, então era porque não tinham socialismo “verdadeiro”, como se alguma vez fosse possível que o resultado de tais políticas do tal “verdadeiro socialismo” fosse outro que não o da Venezuela.

Que ninguém duvide, que com a matriz do eleitorado nacional que Portugal tem actualmente, só não estamos há já alguns anos em situação idêntica à da Venezuela, porque a União Europeia tem de alguma forma, e em algumas áreas, actuado como um travão a essas políticas, e a esse trajecto.

Mas, repito, a vontade para seguirem o mesmo rumo implementando exactamente as mesmas políticas que foram adoptadas na Venezuela, é existente em mais de 60% do eleitorado português.

Convém não esquecer que se hoje o povo venezuelano está maioritariamente contra o actual governo e contra os resultados do socialismo, há uns anos atrás esteve maioritariamente com este governo e a favor da opção pela via do socialismo.

A situação actual da Venezuela, foi pois resultante de uma livre opção do povo venezuelano pois quer Chavez quer Maduro, no inicio foram eleitos e reeleitos em eleições livres e justas. Exactamente como por cá está a acontecer.

Não é preciso ir nascer num desses países da América do Sul, para se fazer parte de um povo facilmente manipulável e facilmente induzido a acreditar no embuste e na falácia do socialismo, nem para encontrarmos gente como Maduro, Lula, Dilma, Haddad, Fidel ou Chavez, e muitos outros do género, só para citar alguns.

Nós já nascemos num desses países, nós somos um desses países, nós temos por cá toda essa gente. Só que muitos de nós ainda não deram conta disso

Dá que pensar, não dá?

As vacas gordas acabaram Costa

António Costa criticou, muito recentemente, o Pacto Orçamental europeu onde o próprio diz que: ” O Pacto Orçamental europeu limita o crescimento económico“. Não camarada o “Pacto Orçamental” não limita o crescimento económico.

E uma das melhores provas, é que desde que Portugal entrou no euro, o país só conseguiu começar a crescer de forma estável, consecutiva e com alguns fundamentos económicos mais saudáveis, e só começou a diminuir a sua factura dos juros da dívida, desde que foi obrigado a meter as contas em ordem, desde que foi obrigado a eliminar de vez o deficit crónico nas contas públicas, e desde que foi obrigado a ter que reduzir o peso da dívida no PIB.

O que o Pacto Orçamental faz é limitar a acção a políticos e governantes parasitas idiotas e mentecaptos, no endividamento permanente, no descontrolo e no gasto e nas contas públicas, no esbulho e no desbarato de dinheiros públicos.
O que o Tratado Orçamental, tenta ser, é funcionar como barreira e alguma forma de protecção de um país e dos seus contribuintes e das seguintes gerações, de gente como tu.

Não meu caro camarada Costa, o Pacto Orçamental não limita nem prejudica o crescimento económico. Quem limita e prejudica o crescimento da economia, é gente como tu, são as políticas económicas que tu defendes, são as governações socialistas, são os corruptos e a corrupção orgânicas e endémica que tu e o teu partido socialista praticam, defendem e protegem.

E não, meu caro camarada Costa, o nacionalismo, a extrema direita e os populismos, também não estão em crescendo por causa do Tratado Orçamental. Bem pelo contrário. Tais surgimentos e crescimentos estão a acontecer, precisamente como resultado da existência de políticos como tu, das políticas que tu defendes e praticas, e como resultado das dezenas de anos de desgovernações socialistas por toda a Europa, e das vossas agendas que tu e os teus nos querem impor à força.

Não Costa o Tratado Orçamental, não tem absolutamente nada de errado nem está a mais, nem é responsável pelo que está a acontecer na Europa e na UE.

Quem está errado, quem faz parte dos que estão a dar cabo da Europa e da UE, quem está há mais, és tu e demais gente como tu.

Mas teria que congelar o inferno, para que um dia pudéssemos ver um socialista a assumir culpas ou responsabilidade das porcarias que fazem

Rui Mendes Ferreira

As desculpas de Mário Centeno

A pobre sina do povo português, a cada ano que passa, ou fado, para a sonoridade cair melhor, é ouvir de modo cíclico e ininterrupto um ministro das finanças de um governo socialista a usar a seta do cupido da “conjuntura internacional”, para mascarar a sua incompetência e incapacidade de operacionalização em cenários de vacas magras onde se requer a adopção de políticas orçamentais mais restritivas e, com tudo isto, um degradar da imagem de um governo que enfrenta marés mais violentas. Este é o problema primordial do socialismo português, que cresce de modo tentacular porque nunca é submetido verdadeiramente a cenários adversos onde estes tenham de “sujar as mãos”, trabalho que deixam para uma direita tímida e com má comunicação social.

Isto tudo para chegarmos ás declarações de Centeno, onde este diz o seguinte: ” Todos sabemos que representam uma desaceleração do crescimento [económico] na Europa e que essa desaceleração está muito associada aos riscos políticos acumulados na Europa, em particular os que estão relacionados com o ‘Brexit’ e às tensões comerciais”, declarou Mário Centeno”. O ministro das finanças, e presidente do Eurogrupo nas horas vagas- interpretando depois tal personagem em modo Vitor Gaspar, mas açucarado- sabe usar as palavras técnicas para conseguir o que quer, passar a mensagem que a margem e a manta estão curtas, mensagem essa que António Costa já engole e diz de modo suave para os seus parceiros coadjuvantes da sua governação.

As palavras de Centeno, como é claro, não são para colocar António Costa com mais cabelos brancos ou que este talvez um dia pare na cama da Catarina Martins por força da sua austeridade lexical, simplesmente é para preparar o terreno para a introdução da nova “cartilha”, comunicativa a todo o governo para que, quando a nova pré-bancarrota chegar, e se Costa tiver que accionar cortes na despesa que hoje andou a aumentar, as culpas sejam imediatamente enviadas para o exterior e então está configurado mais um inimigo externo da incompetência socialista em gerir seja o que for sem meter a pata na poça.

Poça essa que começa nas contas públicas de 2016, 2017 e 2018 e na ausência gritante de mudanças estruturais que continuassem o caminho reformista, ainda que tímido, de Passos Coelho. Sendo sucinto e não maçando com números: A execução orçamental de 2018 não difere muito das anteriores à excepção de 2016, onde Costa e Centeno por força de imposições de Bruxelas cortaram despesa corrente e de capital no seu conjunto, espremendo o investimento público até onde sabemos(faz parte da despesa de capital), colocando o défice de 2016 talvez como o orçamento mais “equilibrado” deste governo, pois é o único que maior parte da redução do défice é feito não por aumento da receita mas sim por diminuição da despesa.

Já execução orçamental de 2018,  mostra-nos precisamente o contrário. Temos a despesa pública cada vez mais “trancada”, rígida e de difícil corte. Maior parte da redução tímida do défice de 2018 é feita apartir do aumento da receita e com aumento de despesa, portanto, é como se andássemos a receber aumentos salariais extraordinários que podem não ocorrer no futuro próximo e com isso, estamos gastar o que não temos. O aumento da receita não vai continuar por muito mais tempo por força das leis da matemática e da economia, que não tem por de onde espremer mais. Centeno e Costa  são uma reprogramação de Sócrates, mas menos finos no modo de vestir e nas atitudes. Portugal está à deriva.

Mauro Merali

 

P.S- Para quem gosta de se rir aconselho visualização e subscrição: https://www.youtube.com/watch?v=tCrALr-moqA&t=1s

Estou farto de palhaços

Nas próximas eleições, os que votarem em Marcelo, será nisto que estarão a votar.

Os que optarem por votar novamente em Marcelo, não mais poderão dizer que se sentem enganados. Passam de eleitores que hoje se dizem supostamente enganados a eleitores apoiantes e coniventes. Não há mais desculpas. É assim simples, simples.

Desde que foi eleito, quantos polícias que foram violentamente atacados e feridos no desempenho da sua profissão, é que Marcelo visitou nos hospitais, num acto de apoio e defesa pública desses agentes de segurança e autoridade? Quantos

Quantos policias que morreram ou que foram assassinados durante o cumprimento do dever, é que Marcelo elogiou, comendou, prestou pública homenagem até hoje? Quantos?

Quantas famílias de policias que morreram ou que foram assassinados durante o cumprimento do dever, é que Marcelo já visitou, para prestar o seu respeito, condolências, dar um pouco de apoio institucional, moral, emocional, até hoje? Quantas?

Estou farto de palhaços e de palhaçadas, de embustes, de embusteiros, de hipocrisias, de hipócritas, de populistas que farisaicamente acusam outros de o serem, de autos de fé de populismo, de actos de cobardia, de rendidos e ajoelhados à ditadura das seitas do politicamente correcto, de gente que consegue dizer uma coisa num dia e no outro o seu contrário, de patéticos idiotas, de gente que vive da espuma do dia, do imediatismo, de cata ventos, de gente que se move pelo mediatismo e interesse do momento, de gente sem o mínimo de preocupação com efeitos a longo prazo, de gelatinas políticas, sem substância alguma, de inúteis, de inconsequentes, de gente que não assume responsabilidade de nada, de gente sem palavra, sem espinha dorsal, sem vergonha.

Caro Marcelo, definitivamente estou farto de ti. Fartinho.

Rui Mendes Ferreira