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Mário Centeno: A verdade da mentira

Uma análise as contas e ao deficit de 2018:

A maior carga fiscal de sempre, a maior receita fiscal de sempre, a menor despesa de investimento público de sempre, as maiores cativações de sempre, a maior dívida pública de sempre.

Analisemos pois os seguintes números:

Em 2018 o PIB subiu 2,2% o que corresponde a 4,4 mil milhões de euros, mas a receita fiscal subiu 6,4%, o que corresponde a perto de 4,6 mil milhões de euros.

Ou seja a colecta fiscal em termos percentuais cresceu quase o triplo (300% mais) que o crescimento percentual da economia, e em termos nominais a receita fiscal superou em quase mais 200 milhões que toda a riqueza adicional gerada em 2018 face a 2017.

Notem bem como a dimensão do aumento da colecta fiscal, absorveu a totalidade do adicional de riqueza criada em 2018, face a 2017, e ainda mais quase 200 milhões, ou seja, tudo o que os trabalhadores e as empresas do sector privado conseguiram produzir e ganhar a mais em 2018, foi basicamente confiscado pelo Estado,

No entanto, mesmo com todo este aumento da receita em 2018, na ordem dos 4,6 mil milhões, ainda assim continuamos a ter contas públicas negativas na ordem de 800 a 1000 milhões de euros.

O déficit público em 2017 foi de mais ou menos 0,9% do PIB, que significa algo na ordem de +/- 1,8 mil milhões de euros, Em 2018 terá sido de 0,4% a 0,5%, que significa algo na ordem dos 800 a mil milhões de euros. Ora assim sendo, em 2018, e face a 2017, só reduziram o défict 0,5% a 0,4%, que representa um valor nominal entre mil a 800 milhões euros.
A dívida pública acumulada cresceu no mínimo mais 1,2 mil milhões.E tudo isto, após a receita dos impostos ter sido 4,6 mil milhões superior em 2018, comparativamente a 2017.

Isto significa, que dos 4,6 mil milhões resultantes do aumento da cobrança de impostos, exceptuando 800 milhões, nada mais foi utilizado para fazer diminuir o deficit e rigorosamente nada foi utilizado para abater na dívida, que, repito, continuou a crescer.

Sim perceberam bem, mesmo com a receita a aumentar 4,6 mil milhões de euros, o déficit só diminuiu 800 milhões de euros, e a dívida pública cresceu 1,2 mil milhões.

Acresce ainda que a receita pública de 2018 foi inflacionada com receitas extraordinárias de quase 500 milhões de “dividendos” do Banco de Portugal, que mais não são que ajudas indirectas e em certa medida “artificiais”, dadas pelo BCE.

Do lado da despesa, também o efeito da política monetária do BCE produziu benefícios, pela redução das taxas de juros, que gerou uma poupança de algumas centenas de milhões de euros na factura dos juros da nossa dívida pública.

Ambas as situações, os dividendos do BdP e a significativa redução dos juros de dívida, terá representado um contributo positivo na ordem dos 800 milhões de euros, ou 0,4% do PIB.

No entanto, são ambas unicamente resultantes da política monetária e das ajudas do BCE, que são temporárias, e que tenderão a ser descontinuadas. Não são pois medidas nem efeitos estruturais, consolidados e permanentes.

Verifica-se assim, que a redução do défict em 2018, foi muitíssimo pequena, e até essa pouca redução, de meros 800 milhões de euros, foi toda ela realizada com o efeito das medidas de política monetária do BCE, que como em cima expliquei, são temporárias e de carácter extraordinário.

Por serem benefícios de carácter extraordinário e temporários, devia-se ter optado por uma gestão mais prudente, e os recursos daí resultantes deveriam ter sido canalizadas para abater na dívida pública, ou então deviam ter sido colocadas de lado como reserva, para reforço da chamada “almofada financeira”, para fazer frente a futuros períodos de eventuais abrandamentos ou mesmo recessões.

Dos 4,6 mil milhões resultantes do aumento da receita fiscal, nada foi utilizado para fazer baixar o deficit, e muito menos para pagar o que fosse na dívida pública acumulada.

Mas então se as receitas cresceram 4,6 mil milhões e o deficit somente regrediu 800 milhões, e essa redução foi toda ela conseguida por recurso a medidas e receitas e poupanças extraordinárias que pela sua natureza podem não ser repetíveis, e nada foi reduzido através das receitas dos impostos, para onde foram os 4,6 mil milhões de impostos cobrados adicionalmente em 2018?

A resposta é simples: toda a receita fiscal adicional de 2018, foi toda ela gasta em mais aumentos das despesas do Estado,

Os custos das 35 horas semanais, a entrada de mais 45 mil funcionários no quadro da função pública, descongelamento das carreiras e promoções automáticas, aumentos salariais generalizados, descongelamentos e aumentos extraordinários das pensões, aumentos das pensões mais elevadas, sendo que a esmagadora maioria destas pensões pertencem à CGA (reformados do sector público).

Tudo despesas maioritariamente fixas, que mais tarde em caso de abrandamento das economias ou mesmo durante uma eventual recessão, em que a receita fiscal deixe de crescer ou até diminua, não podem nem ser revertidas nem diminuídas.

Ora com aumentos de despesas que depois não podem ser revertidas ou diminuídas, em caso de abrandamento da economia, ficamos uma vez mais obrigados a ter que recorrer a mais aumentos de impostos, sobre os aumentos já existentes, a cortes brutais no investimento público, e a cortes nos serviços públicos. Ou é isso, ou então teremos o regresso de mais deficits, mais dívida, e maior factura de juros.

Temos pois, que apesar de todo o brutal aumento da colecta fiscal, o governo optou por manter um modelo de governação, que foi de continuarmos a comer faustosamente e acima das possibilidades da nossa economia, e a deixar a conta da refeição para os nosso filhos, netos e demais seguintes gerações pagarem.

Modelo este, que já nos conduziu a 3 falências em pouco mais de 30 anos, e que é o responsável por termos uma das maiores dívidas públicas do mundo.

2018, continuou a ser mais um ano de “chapa ganha, chapa totalmente gasta” e não isso chegou, pois ainda tivemos que ir pedir emprestado mais 1,2 mil milhões.

O que já deveria ter sido um ano de acumulação de alguma poupança (excedentes) foi um ano de abastada gastança nas despesas fixas do Estado, Mais um, a juntar ao de 2016 e 17.

Sejamos pois muito pragmáticos na análise à situação fiscal: esta carga fiscal recorde, com este modelo de governação, não só veio para ficar, como há é uma elevada probabilidade de que venha a ser ainda mais aumentada.

Até que não haja uma diminuição nas despesas fixas do Estado, e até que os governos continuem a aumentar os gastos do Estado a um ritmo percentual acima do crescimento da economia, (e só em 2018 a despesa aumentou ao ritmo do dobro do PIB) não haverá nunca receita fiscal suficiente para satisfazer a voracidade do Estado, e muito menos haverá alguma folga para termos uma diminuição dos impostos.

Com a insistência nestes modelos de governação, a previsão será pois de mais aumentos da carga fiscal, e jamais a sua redução ou estabilização.

Quanto à dívida pública, contrariamente ao que o governo alega, ela não só não diminuiu, como apresentou um aumento face a 2017. Até que exista déficit nas contas públicas, a dívida pública forçosamente continuará sempre a aumentar

A tranche da dívida que foi paga ao FMI, que foi na altura muito propagandeada, foi toda ela paga com recurso a nova dívida. Fomos pedir dinheiro emprestado a uns, para pagar a outros. Ou seja, na realidade só mudamos foi de credores.

O que registou alguma ligeira diminuição, muito ligeira mesmo e muito abaixo do objectivo de Bruxelas e do que já seria necessário ter sido feito, foi o peso relativo da dívida, em termos percentuais, face à nossa economia (PIB).

O valor nominal da dívida, ou seja o montante que realmente estamos a dever, esse aumentar em 2018. e de acordo com o Orçamento de Estado para 2019 irá continuar a aumentar.

Em resumo, os saldos das contas em 2018 ficaram só ligeiramente melhores que em 2017, apesar do brutal aumento das receitas fiscais.

Tal melhoria, curta, foi conseguido de forma errada, por recurso a uma série de medidas e “habilidades”, sendo umas de efeitos temporários e outras que posteriormente tendem a produzir efeitos nefastos sobre a economia e sobre as contas públicas.

Uma vez mais, uma política com opções unicamente viradas para o momento, de muito curto prazo, ignorando totalmente as consequências negativas que irão causar a curto e a médio prazo.

Cativações, atrasos de pagamentos a fornecedores. e atrasos nas atribuições e nos pagamentos das reformas a novos pensionistas, receitas extraordinárias não recorrentes, etc etc foram as medidas não sustentáveis a médio ou mesmo a curto prazo, a que o governo recorreu para fazer diminuir o valor do défict.

No entanto, devido ao brutal aumento da despesa fixa, muito para além do razoável e do que seria prudente, as contas públicas estão no fio da navalha, de tal forma que ao menor percalço, corremos o risco de descambar uma vez mais para uma situação de beira do abismo.

Temos assim, que o menor déficit de sempre no pós 25 de Abril, em função do crescimento económico e das receitas fiscais conseguidas, devia era já ter sido um excedente, na ordem de 1% a 2% do PIB.

Excedente esse que deveríamos ter mantido ao longo de todo este ciclo económico positivo para depois ter espaço de manobra orçamental para fazer frente a futuras inversões de ciclo, e sem ser necessário recorrer a medidas drásticas nem sofremos grandes apertos.

Nestes tempos de crescimento das economias, devíamos já estar a obter excedentes, (poupança) que depois seriam utilizados em tempos de recessão, (despesa) financiando eventuais deficits sem ser necessário recorrer a crédito externo nem a aumento de dívida.

Este resultado de 2018, é pois é muito curto, e deve ser considerado uma oportunidade perdida. Mais uma.

E o pior é que foi conseguido por meios e políticas erradas, revelador de um modelo de governação que está unicamente focado no imediato, como tem sido apanágio de quase todos os nossos governos desde 74, nada preocupados com o futuro nem em assegurar uma situação estável e sustentável.

Estamos novamente a ser governados por objectivos de puro eleitoralismo, e continuaram a varrer algum do lixo para debaixo do tapete, e só não têm varrido muito mais porque a UE está hoje em dia um pouco mais atenta e exigente.

Continuaram a fazer de conta que já não há lixo na casa para ser limpo, e continuaram a empurrar para frente com a barriga, enormes problemas que estão por resolver, mas que um dia, a bem ou a mal, vão ter que ser resolvidos. Quanto mais tarde maiores e mais duros serão os custos, do que os que teríamos se fossem hoje enfrentados.

Resumindo, as contas de 2018 estão assentes numa linha muito fina e ténue entre o quase equilíbrio e em simultâneo o regresso aos deficits excessivos. Dada à forma como tem sido feita esta redução do deficit quase que podemos dizer que estão presas por “arames”.

Repito, face ao ciclo económico que atingiu o seu pico em 2018 e que já entrou claramente em abrandamento em 2019, e face à enorme receita fiscal obtida em 2018, as contas públicas já deveriam ter apresentado um robusto excedente, e nunca uma situação de deficit, por mais pequeno que nos digam que foi.

Com um mais que certo abrandamento da economia, já previsto para 2019 e anos seguintes, se a receita fiscal regredir, ou começar a crescer menos que o crescimento da economia, e com este modelo de enorme e permanente crescimento da despesa pública, e com a impossibilidade de poderem cortar ou reverter os aumentos das despesas fixas que andaram a fazer em 2016/17/18, facilmente regressaremos aos tempos de défices excessivos, e por conseguinte mais dívida, e teremos mais impostos, mais cativações, mais cortes no investimento, que foi já reduzido a níveis nunca antes vistos, e mais deterioração na quantidade e na qualidade dos serviços públicos.

Assim, para 2019 preparem-se para mais um ano onde iremos ter que pagar mais impostos, ainda mais, e em troca iremos continuar a receber menos e piores serviços públicos.

Sendo 2019 ano de eleições vai ser também mais um ano de abastança para as habituais clientelas do regime, a serem mais uma vez, generosamente recompensados, pela lealdade do seu voto, mas onde tudo o que estes irão receber, será depois retirado. em dobro, aos restantes portugueses. Os tais restantes portugueses, que está convencionado pelo regime que estão obrigados a ter que sustentar os conhecidos sectores do privilégio e dos direitos adquiridos.

Claro que de tudo isto irá depois resultar uma factura para os mesmos de sempre pagarem, mas que, por questões eleitoralistas, só nos irão apresentar em 2020 e seguintes. Vai ser assim, limpinho, limpinho.
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E é isto. Tudo mais que vos digam de diferente, podem ter a certeza que estão a mentir-vos.

Rui Mendes Ferreira

Sócrates também anunciou o “melhor” défice da democracia portuguesa

As patranhas à volta do défice voltaram. Costa diz que é o “um resultado histórico e virtuoso”. Centeno afirma que “é uma conquista desta legislatura”,  que “Portugal conseguiu virar a página da austeridade” e que “as profecias da direita falharam”.  Ambos estão em êxtase e vangloriam-se deste valor – 0,5% do PIB. É impressão minha ou já vivemos este filme com a mesma histeria nos anúncios de  Sócrates a poucos passos de uma bancarrota ?

Se visse seu vizinho que ganha o salário mínimo, cheio de dívidas, a comprar um Lamborghini, a fazer férias no Mónaco, a dizer que está cheio de dinheiro o que pensaria? Certamente diria que o tipo é um mentiroso, que jamais poderia ter aquele nível de vida se não se endividasse até ao pescoço e fizesse ainda calotes a toda a gente, certo? Então porque teima em acreditar que este magnífico défice feito às custas da falência técnica de todo um país com a suspensão dos pagamentos, cativações,  retenção das pensões dos nossos emigrantes e aumento  de impostos nunca vistos desde 1995, é verdadeiro?

O país está um caos. Os comboios estão a cair aos bocados; nos hospitais e escolas falta tudo; as estradas, pontes, viadutos, edifícios públicos estão  a ruir; a (des)Protecção Civil  mata em fogos florestais por via da colocação de “boys”sem qualificações e meios obsoletos; a polícia não tem gasóleo nem carros em condições sequer para fazer rondas; os transportes públicos são suprimidos por falta de manutenção;  a emigração é  elevada; o endividamento das famílias aumentou; a poupança caiu.

Se tudo o que foi varrido para “debaixo do tapete” fosse colocado nas contas do défice, teríamos um valor muito superior a 3-4% mas a UE permite cosméticas no apuramento do défice. Malabarismos contabilísticos que fazem com que possam levar umas despesas ao défice e  outras já não. É o ilusionismo do costume que fez e faz de nós grandes aldrabões profissionais na Europa. Foi assim com esta marosca  toda, que aderimos ao euro. Lembram-se?

Como pode uma dívida pública estar constantemente a subir e o défice ser historicamente baixo sem manipulação de números contabilísticos? Façamos um exercício simples: você em casa tem um desequilíbrio financeiro. Suas despesas são maiores que as receitas. Para equilibrar esse défice o que faz: 1. pede um aumento ao patrão? 2. tenta fazer mais entradas de receitas com horas extra ou um part-time  aos fins semana? 3. corta nas suas despesas que não são de primeira necessidade? 4. deixa de fazer qualquer despesa não comprando quase nada e  não paga contas seja de luz,  água, renda e empréstimos?

Obviamente que não optou pela 4 hipótese, certo? Não optou porque sabe que isso não soluciona nada, pelo contrário, adia e agrava o seu défice, certo? Então porque aceita que Centeno o faça no país? A fórmula utilizada por este malabarista da treta é exactamente aquela que você rejeitaria a todo o custo para resolver seu défice doméstico. Pior: ele além de  usar esse método, chama-o de “sucesso”. Não lhe parece estúpido?

Sócrates também anunciou “milagrosos” défices. Às portas de anunciar mais uma bancarrota, dizia:  “o défice de 2,6% é o mais baixo da democracia portuguesa” e  “está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”.  Entretanto, em Maio de 2010 anunciava: “um esforço adicional a todos os portugueses” que se traduz em aumentos de um ponto percentual de todos os escalões do IVA até ao final de 2011. A taxa máxima passa para 21 por cento e a reduzida, que incide sobre bens de primeira necessidade (alimentos e medicamentos comparticipados) fica em seis por cento, enquanto o IVA sobre a restauração sobe para 13 por cento” (notícia Correio Manhã) e em Setembro de 2010: “José Sócrates anunciou esta noite o aumento do IVA para 23% e um corte de até 10% na despesa total de salários do sector público, entre outras medidas de austeridade aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário (…) aumento de impostos, corte de salários e prestações sociais, congelamento de todo o investimento público até ao final do ano e redução do número de contratados na função pública (…) redução média da massa salarial dos funcionários públicos em 5%  nos vencimentos entre 1.500 e 2.000 euros, a redução será de 3,5%. Nos escalões mais elevados, o corte chega aos 10% (…) ajudas de custo e horas extraordinárias também serão cortadas e termina a acumulação de pensões e vencimentos (…) as prestações sociais também serão sacrificadas, com a anulação do aumento extraordinário do abono de família e a redução em 20% do rendimento social de inserção” (notícia Jornal Sol).

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Em resumo, Sócrates começou por anunciar défices espectaculares e acabou anunciando uma bancarrota pouco tempo depois. Desafio-o a encontrar as diferenças entre ele e Costa.

Entretanto,  prepare-se para o embate.  Pelo lógica da matemática, vem aí dias difíceis.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

A biologia humana não muda por decreto-lei

A Noruega é um dos países mais igualitários entre sexos. Ao fim de 15 anos um jornalista quis saber que resultados se obtiveram com políticas que deram mais liberdade e igualdade entre géneros naquele país. E as descobertas foram surpreendentes: verificou que as escolhas das pessoas são hoje mais tradicionais do  que no passado concluindo que quanto mais livre é o país maior são as diferenças. Porquê? Porque onde há liberdade absoluta e não condicionada, as pessoas seguem apenas seus gostos e as mulheres e homens têm gostos diferentes.

Nesta reportagem norueguesa,  que nenhum canal de televisão mostrou pois não interessa aos lobbys da ideologia de género, é desmontado um a um todos os “argumentos” da ideologia de género. Na primeira parte,  o jornalista questionou todos os defensores da dita ideologia perguntando se havia ou não diferenças entre homens e mulheres. Todos respondem o mesmo: que não há diferenças nenhumas, que o género é uma construção social, que ninguém nasce homem ou mulher, que o género pode mudar ao longo da vida, que  as escolhas são influência do meio social na forma como a criança é educada. Na segunda parte, o jornalista coloca as mesmas questões aos defensores das diferenças biológicas que determinam as escolhas, mas ao contrário dos anteriores, estes fundamentam  com factos.

O Prof. Lippa responsável por um estudo que envolveu 53 nações de todo os cantos do mundo de diversas culturas, descobriu que os homens interessam-se por engenharias e trabalhos técnicos e as mulheres trabalhos com pessoas e que essas diferenças ocorrem quer em países como a Noruega quer como a Arábia, o que revela que existe algo biológico nas escolhas.

Para o  comprovar, o médico pediatra Trond Diseth fez inúmeras experiências com crianças.  Colocou brinquedos femininos, masculinos e neutros numa sala com um bebé de 9 meses do sexo masculino e feminino. Verificou que a menina interessou-se por brinquedos ditos de menina enquanto o menino por brinquedos ditos de meninos. Os neutros foram ignorados inicialmente  por ambos. Dirão alguns cépticos que aos 9 meses as crianças já têm influências do meio refutando estes resultados. Acertei? Pois bem, para esses o Prof. Baron-Cohen responde: com apenas um dia de vida, as meninas fazem contacto visual com pessoas; os meninos seguem visualmente objectos mecânicos o que revela que à nascença os cérebros já se comportam de maneira diferente. E a culpa é da testosterona, uma hormona essencial na determinação dessas diferenças:  quando os níveis de testosterona são elevados, o indivíduo tem menos empatia, linguagem mais atrasada na infância, mais dificuldade no reconhecimento das emoções, menos contacto visual com pessoas, mais interesse por objectos, mais interesse por sistemas e por entender como funcionam. Os meninos têm por norma 2 vezes mais testosterona que as meninas.

No final o jornalista confronta as duas partes. Quando pergunta “qual a base científica” , os defensores da ideologia género respondem que a base é teórica, que é o pensamento que vê diferenças. Que são hipóteses que se sobrepõem à ciência. Os segundos afirmam que as diferenças estão provadas  na biologia embora não descartem que a cultura influencia a personalidade ( e não sexo) de cada um.

Compreende-se assim porque na Noruega, onde não há barreiras nem condicionalismos entre géneros, passados 15 anos os hospitais estão vazios de homens e as empresas de engenharia vazios de mulheres. Ou seja, de forma natural, as mulheres quando são absolutamente livres nas suas escolhas,  procuram trabalhos de interacção com pessoas que não obrigam a esforços físicos e os homens preferem áreas das  ciências exactas e tecnologias com ou sem esforços físicos.

Quando a igualdade é forçada por decreto-lei ou de certo modo imposta por razões económicas, tanto as mulheres como homens acabam por fazer trabalhos que não são da sua preferência. Logo não reflecte a realidade sobre igualdade de géneros.

A verdade é que por muita lavagem cerebral que façam logo no infantário, continuará a haver mulheres a preferir a casa e família à carreira, continuarão a ser maioritárias na saúde, educação e  justiça mas deficitárias na construção civil, tecnologias, transportes de mercadorias,  pescas, agricultura, indústrias pesadas, defesa e política a menos que imponham quotas.

Perguntaram-me porque havia poucas mulheres em liderança. Ora basta dar uma vista de olhos ao PORDATA e constata-se que são os homens que mais trabalham por conta própria como empregador. Portanto, a liderança não é privilegiada pelas mulheres que optam mais por criar seu próprio emprego em vez de liderar e assumir riscos (Fonte PORDATA):

Homens na Europa

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Mulheres na Europa

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Em conclusão, se houver uma educação neutra, não condicionada por nenhuma ideologia ou cultura, a criança segue o seu apelo biológico de acordo com os níveis de testosterona que recebeu em feto. Nenhum decreto-lei muda isto.

Infelizmente o que acontece de facto neste momento é que, à conta da doutrinação da ideologia de género há uma pressão na criança desde tenra idade para contrariar sua própria natureza estimulando os meninos a serem meninas, as meninas a serem meninos. Daí a razão pela qual  a “igualdade” forçada onde essa ideologia está a ser imposta continuará a provocar desigualdades e indivíduos frustrados. Porque quanto mais lutarmos contra a natureza humana, mais ela se encarrega  de repor tudo no lugar mais cedo ou mais tarde.

A natureza é perfeita. Se não concebeu a hipótese de dois homens ou duas mulheres engravidarem é porque os sexos não são iguais. São complementos. Não há voltas a dar. E os mentores desta ideologia parva sabem muito bem que para estarem por cá a debitar esta ideologia fraudulenta, foi preciso, para nascerem,  um  óvulo de uma mulher e um espermatozóide de um homem, que só estes dois sexos podem produzir. Como podem alegar que as diferenças não são biológicas mas sim construídas culturalmente?

Há limites para tanta desonestidade intelectual.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Os jovens “mega” consumistas a lutar pelo clima

Os  jovens que desde que a escola  iniciou foram amplamente agraciados  com inúmeras  greves de professores, função pública (ainda esta semana tiveram mais duas) e ainda têm falta de docentes a algumas disciplinas, decidiram em nome do clima (cof! cof! cof!) juntar-se à menina Greta que lá na Suécia decidiu lutar pelas mudanças climáticas. Acontece que os meninos que exigem aos pais telemóveis novos topo de gama todos os anos, exigem também  dos adultos mais acção contra as mudanças climáticas. A sério?

Os jovens  que gazetaram para sair à rua com cartazes pelo clima, são os mesmos que deixam o lixo todo espalhado pelo quarto e pela casa  para a mãe limpar; que não levam o lixo doméstico para o contentor por iniciativa própria; que não apagam as luzes; que tomam duches de 20 minutos e deixam a água a correr enquanto lavam os dentes; que não abdicam de uma quantidade infinita de todo o tipo de produtos poluentes para cabelos e corpo; que compram  roupa nova de marca  todos meses ao invés de poupar e reciclar;  que não prescindem um minuto do telemóvel, do tablet, do portátil e fazem birra se lhos tirar; que se deslocam de carro, autocarro ou comboio mesmo quando é possível  ir de bicicleta ou a pé; que viajam muito em low cost de… avião;  que fumam e depois deitam beatas no chão; que enchem o Macdonalds onde cada refeição representa uma pilha de produção  de resíduos; que mascam chicletes e atiram  ao chão; que comem  batatas fritas, doritos, barras de chocolates, cheetos e  bolachas a toda a hora não se importando com as embalagens de plástico que largam em qualquer lugar público ou enterram na areia das praias;  que deixam um rasto de lixo nos festivais, nos bares ou discotecas; que bebem coca cola ignorando que só num ano, esta  produz 3 milhões de toneladas de plástico. Enfim.

Ora a verdadeira  mudança pelo ambiente começa na educação em casa,  no nosso comportamento no dia a dia. Exigir aos outros o que não se pratica é hipocrisia pura.

Greta, a líder,  quer mais impostos pelo clima mas nunca pagou nenhum na vida e rodeada de plástico, no seu conforto de mundo consumista de que não abdica, diz-se preocupada. Não sabe o que é pagar a electricidade e gás  mais cara da europa  por causa do dito clima, o que é pagar os combustíveis mais caros da europa por causa do dito clima,  e olhar depois para o que resta do salário sem saber como vai aguentar o resto do mês. Mas “quer pagar” mais impostos por um mundo “verde” quando isso deveria só  por si tornar a vida de cada um mais barata e nunca o contrário.

Querem ajudar realmente o clima? Em vez de gazeta ESTUDEM, pesquisem, questionem. Deixem de ser formatados pelos grandes interesses  para adquirirem uma mente aberta capaz de ver  que o clima tem sido mutável desde  o planeta existe e que já passamos por várias eras de arrefecimento e aquecimento ainda o homem não tinha feito a revolução industrial. Que a farsa começou por chamar-se “arrefecimento global”, depois “aquecimento global” e agora – depois das previsões não se confirmarem – “alterações climáticas” (uma expressão mais generalista) para sustentar uma teoria não científica cujo consenso  “irrefutável de 97,1%”, usado para justificar todas as medidas políticas no ocidente para combater o aquecimento global, é  na realidade de 0,3% (como se explica com dados concretos aqui) confirmando que  “John Cook – do Instituto de Alterações Globais da Universidade de Queensland na Austrália –  não procurou a veracidade cientifica  no seu artigo mas uma forma de convencer a opinião pública para que aceitem “políticas de mitigação das alterações climáticas”.

Aprenderiam que os vulcões subaquáticos e em terra,  activos,  se comparados  com a actividade humana, um único vulcão em erupção durante uma semana equivale a 10 anos de carros de todo o mundo a expelirem CO2. Que o pulmão que  controla o CO2 e alimenta o planeta de oxigénio, são as algas no oceano e não as florestas.

Saberiam que  nas estufas de plantação de ananás (aqui neste exemplo com cannabis), para provocarem a floração, queimam palha dentro das estufas para gerar CO2. Que o CO2 é essencial à vida das plantas que o consomem para fazer a fotossíntese e não é por acaso que com mais CO2 na atmosfera, o planeta hoje seja mais verde que no passado.

Concluiriam que  as “energias verdes” são os actuais “interesses económicos” que os contribuintes pagam com pesados impostos.  Que com  as eólicas, a electricidade ficou  muito muito mais cara.  No entanto não se deixaram de construir barragens, o consumo do carvão até aumentou (está no Site Oficial do Ministério Ambiente)  e a extracção de crude também não vai abrandar apesar dos veículos se tornarem eléctricos. Que haverá  mais poluição porque a juntar à extracção de crude vai ter a extracção de lítio, uma nova  necessidade para a indústria de baterias. Que a frota mercante vai ser aumentada em 50%:  de 60 mil navios a operar a  frota passará a 90 mil – quando cada porta contentores de grande porte consome tanto por ano como 50 milhões de automóveis e 20 consomem tanto como todos os veículos a circular no mundo . Que o “problema” das “alterações climáticas” é o negócio mais lucrativo de todos os tempos. As explorações actuais de minérios vão manter-se, e até aumentar, e vão começar outras em grande escala.

Mas tudo isto só se deve ao aumento desenfreado do NOSSO consumo. 

Jovens, se querem realmente lutar pelo planeta REDUZAM drasticamente o consumo e vivam de forma minimalista só com o necessário reciclando todo o lixo que sobrar, exactamente como o era na minha infância há mais de cinquenta anos,  onde fui criada sem nada, a dar valor a tudo, a poupar e a  estimar o pouco que tinha.

Até lá, não sejam hipócritas.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

Citizen Kane: uma análise liberal

 Texto lido : https://www.youtube.com/watch?v=Uy6IZTrpA4A

 Acabei agora mesmo de ver « Citizen Kane », o filme considerado por muitos como o melhor da História cinematográfica americana. De facto vi um grande filme, porém continuo a considerar o Padrinho como o melhor.

 Não posso resistir a fazer um breve paralelo entre a vida de Charles Kane e o liberalismo. Alguns interpretarão esse filme como uma crítica do mesmo, em que um indivíduo foi corrompido pelo dinheiro e estatuto social, que lhe caiu em cima por acaso para mais, e que teria feito melhor ter ficado com a sua mãe numa singela modéstia. Como vêm, tanto podemos agradar à Esquerda como à Direita menos liberal com esta análise.

 Mas essa análise é incorrecta. Charles Kane foi corrompido pelo seu egocentrismo. Existe uma diferença entre egoísmo e egocentrismo :

 O egoísmo é o amor de si próprio. Ora para uma pessoa se amar a si própria precisa de se conhecer, conhecer suas qualidades e defeitos, capacidades e fraquezas. O egoísta usará o mundo ao seu redor para maximizar a sua felicidade. Ora para conseguir isso ele sabe muito bem que não pode esmagar os outros ou comportar-se de forma irracional. Tem de fazer os bons compromissos, tem de criar valor para realizar o seu propósito final que é a sua felicidade. E ao fazer isso também ajuda os demais a atingirem a sua felicidade, porque colaborou de uma maneira satisfatória para ele e os outros. Aliás, a palavra chave no egoísmo é essa mesmo: felicidade. A felicidade é um estado de bem-estar sustentável, e vão ver agora a diferença de fundo na análise do egocentrismo.

 O egocentrismo por o seu lado é uma paixão por si próprio. A paixão é por definição irracional. É um fogo que nos consome, uma procura irresistível de satisfazer os caprichos, os desejos instantâneos. O egocentrista não se preocupa em estar bem de forma sustentável ; quer que os seus desejos sejam satisfeitos imediatamente ou o mais rapidamente possível. Esses desejos podem inclusive fazer-lhe mal. Pensem no caso típico da droga. E não interessa os estragos que possam fazer ao seu redor. O egocentrista é por consequente uma pessoa potencialmente perigosa para si e para os outros.

 O liberalismo é assim a filosofia do egoísta, ao passo que os diversos estatismos são as ideologias dos egocentristas. Nós enquanto liberais defendemos o direito de cada um fazer o que bem lhe apetecer, à condição de não violar a propriedade alheia sem consentimento. Defendemos a cooperação voluntária e a reciprocidade nas relações de conflitos de propriedade. Tudo isso permite assim a cada um de ser como bem entender, sem esmagar os demais.

 Os estatismos não são assim. Valorizam “bens superiores”, defendem “causas” e são abertamente clientelistas (em regra geral, mais à Esquerda dizem defender os pobres – seja lá o que isso for – e mais à Direita dizem defender os honestos, seja lá o que isso for igualmente). Usam o poder para atingir essas finalidades, e os compromissos que eles dizem estar dispostos a fazer são, ora, meras concessões necessárias – porque sabem bem que se forem longe demais os opositores entrarão em guerra com eles – ora caprichos que estão dispostos a aceitar – por exemplo, aceitam pagar imposto porque sabem que podem ter prestações em troca, ou simplesmente porque não se importam de os pagar.

 Charles Kane tornou-se um egocêntrico com o passar do tempo, sobretudo no seu segundo casamento. Não importava mais os desejos de sua mulher, apenas os dele. Apenas a sua imagem importava. Se Kane se tivesse comportado em egoísta, ele teria feito o compromisso muito simples de levar a sua mulher a Nova Iorque. Este pequeno esforço teria salvo o seu casamento e a sua própria felicidade.

 Charles Kane apenas amou três pessoas : Rosebud, a sua mãe e ele próprio. Foi retirado à força das duas primeiras, e o seu egocentrismo matou a última.

 Orson Wells disse que podíamos analisar Charles Kane de duas formas, como um génio trágico ou um pobre idiota. Pessoalmente, tal como o jornalista, tenho dó de Charles Kane.

Onde estão as feministas para repor a igualdade?

Ultimamente as feministas não me têm dado tréguas por eu ter dito que elas não defendem a igualdade entre géneros. Aconselharam-me inclusivamente a ir ao dicionário porque segundo elas, eu andava equivocada e quiçá sem saber, era uma feminista.  Ora de facto a definição não deixa dúvidas:  feminismo é  “um Movimento ideológico que preconiza a ampliação legal dos direitos civis e políticos da  mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem“, ou seja, luta-se por uma igualdade de direitos das mulheres em relação ao homem. E quando a mulher passa a ser maioritária, luta-se por manter essa igualdade entre géneros? A definição do dicionário é omissa mas os dados oficiais não deixam dúvidas: não. 

Dizem esses dados que em 2017, na função pública estavam empregados:  no norte 17 634 homens contra 19389 mulheres (oh diabo!); na área metropolitana de Lisboa 13 516 homens contra 17 251 mulheres (oh diabo!); no Algarve 3 624 contra 4 917 mulheres (oh diabo!). Apenas o Alentejo, regiões autónomas dos Açores e Madeira é que – por enquanto – mantêm as mulheres em minoria.

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Se analisarmos de acordo com a distribuição de  profissionais nas áreas da saúde, educação e justiça, temos APENAS menos mulheres no ensino superior (44%):

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(Fonte Fundação Francisco Manuel dos Santos)

Um exemplo concreto foi-me dado por um leitor, também com dados oficiais. Em Leiria: a Câmara Municipal tem 56,5% de mulheres contra 43,5% de homens; na Comarca, 71,2% de mulheres e 28,8% de homens; na Segurança Social, 91,1% de mulheres contra 8,9% de mulheres; no Instituto Politécnico, 52,1% são mulheres, 47,9% são homens. É impressão minha ou em Leiria já faz falta impor quotas para homens?

Mas há mais: as estatísticas revelam que actualmente em termos populacionais as mulheres dominam: 4.891.983 homens e 5.433.469 mulheres o que significa que em pouco tempo, com a legislação actual que as protege,  serão elas maioritárias em quase todos os sectores. Por outro lado também são elas que vivem mais tempo. As mulheres têm uma esperança média de vida à nascença de 83 anos, contra 78 dos homens. Portanto, para além de serem em maior número, morrem menos (isto promete). São elas também que representam 88% das famílias monoparentais. No ensino 49% dos alunos matriculados desde o pré-escolar até ao superior, são mulheres.  Nas universidades, elas estão em maior número onde representam 54%. Dentro dos doutoramentos, 1.587 são de mulheres, contra 1.382 de homens. Onde é que faz falta afinal quotas ou outros estímulos para haver “igualdade”? A mim parece-me que se os homens não se puserem à cautela, não tarda nada, terão problemas sérios (ah! ah! ah!).

Em relação aos salários desiguais, mais uma meia verdade transformada em verdade sobre a dita  desigualdade. Ninguém diz – porque essa parte não interessa à agenda feminista – que os estudos são sobre o rendimento e não, o salário. Ou seja, as diferenças não são sobre valores salariais pagos constantes nas tabelas do CCT por cada categoria profissional, mas sim valores auferidos. Significa isto que, de facto,  as mulheres recebem menos no final do ano pelo mesmo trabalho realizado, não por ter um salário desigual, mas por trabalharem menos. Eu explico: a mulher é por natureza quem se sacrifica para levar os filhos ao pediatra, ficar em casa quando estão doentes, levar a mãe ou o pai a uma consulta, que falta para ir à escola falar com professores, participar numa actividade escolar ou qualquer outro assunto relacionado com a família e é também quem dá à luz os filhos.   É  isto que a Fundação Francisco Manuel dos Santos, responsável por muitos estudos, não mostra. Mais: estive no ramo empresarial durante décadas  e posso garantir que não é possível, com a legislação actual, lançar na contabilidade salários diferentes para as mesmas funções sem que em pouco tempo, com uma queixa de apenas um funcionário, a empresa não seja invadida por um batalhão de  fiscais do ACT a vasculhar todos  os arquivos, a pente fino, durante semanas  e em caso de se registarem irregularidades,  ver aplicadas avultadas coimas! Só mesmo um empresário irresponsável e que goste de perder muito dinheiro  se mete numa grande aventura dessas.  No dia em que as mulheres não faltarem ao trabalho por assistência a familiares  e não se importem de prescindir de tempo para a família, como eles homens,  para fazer muitas horas extras, os salários auferidos serão iguais. Até lá, será  isto.

Tenho a “certeza” que as feministas que me juravam que este movimento defendia a igualdade entre géneros, depois de tomar conhecimento destas injustiças, vai lutar para pôr fim a esta supremacia feminina em curso.

Aguardemos.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

A Ideologia de Género não é ciência, é doutrinação

Querem-nos convencer a todo o custo que a Ideologia de Género se baseia apenas no ensino da tolerância, aceitação, conhecimento  e igualdade entre géneros. E assim perante tão nobre intenção justificam a sua implementação imposta a todos os alunos na disciplina de cidadania. Ora, se é assim tão claro que se trata de uma ideologia ” científica” imprescindível à formação do indivíduo, por que razão a lei que tornou possível a ideologia de género nas escolas, foi aprovada em total segredo e sem debate público em 2018?

Pois bem, a resposta é simples para qualquer ser pensante que não segue as patranhas progressistas: não foi a debate porque simplesmente é uma grande mentira fabricada à medida das agendas feministas e LGBTIQ que recebem muito dinheiro público para a promoção da ideologia.

A primeira grande questão que se levanta é: porque razão não aparece documentação sobre o tema na Biblioteca Nacional como alerta Mário Cunha Reis no seu artigo “Ideologia de Estado” no Observador? Numa pesquisa simples, há zero resultados quando se procura bibliografia  sobre a ideologia de género. No entanto se a busca for “queer”, não falta bibliografia sobre o tema onde a ideologia de género está englobada. O que prova que não estamos perante uma teoria comprovada cientificamente mas sim uma teoria LGBTIQ.

Assim sendo, segue a segunda grande questão: não sendo uma teoria científica o que está ela a fazer no plano curricular dos alunos desde o pré escolar? Ora, a resposta aqui é também ela simples: isto não é ensino, é doutrinação. A prova está escrita pela própria CIG na página 5 dos Guiões onde explicitamente é dito: “(…) o conteúdo apresentado não exprime necessariamente a opinião da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.” Ou seja,  a CIG desresponsabiliza-se  do conteúdo destes guiões em caso de queixas.

Vamos lá esclarecer: uma coisa é ensinar o respeito, aceitação e tolerância por todos os seres humanos independentemente das suas diferenças, sejam elas a que nível for; ensinar que todos os seres humanos são iguais e não podem ser discriminados no acesso à saúde, educação, trabalho pelas suas orientações sexuais, religiosas ou ideológicas, raça, etnia ou cultura; outra é defender que igualdade é  “ensinar”  que  não existem diferenças sexuais entre indivíduos porque todos nascemos neutros e que é a sociedade que constrói o nosso género; que a maternidade não é um exclusivo das mulheres; que todos os males desta sociedade está no homem heterossexual e família patriarcal; que o género não é imutável.

Foi exactamente isto que encontrei ao ler os guiões do Ministério da Educação (no pré-escolar, no 1º ciclo  no 2º ciclo, no 3º ciclo e no secundário). Na página 265 do Guião para ensino secundário pode ler-se: ” (…) deste modo a diversidade sexual humana e a compreensão das expectativas das pessoas LGBTIQ relativamente aos direitos sexuais e reprodutivos poderá ser melhor compreendida e reflectida”. Na página 270 do mesmo guião, branqueia  a ciência e diz:  “(…) a ciência é uma construção sócio-histórica, portanto determinada temporalmente e espacialmente. Por isso numa perspectiva de género não basta salientar a necessidade de reconhecimento da importância das teorias e  modelos na construção do conhecimento científico mas também desconstruir os processos na sua produção”. Mas não se ficam por aqui: reclamam a reprodução assistida como um direito à igualdade; questionam a linguagem não inclusiva; questionam a história produzida; afirmam não haver complementaridade entre sexos; que as questões sociais afastaram meninas das actividades desportivas; que há uma cultura de heteronormalidade que classificam de homofóbica; impõem-se contra a existência de dois sexos bem definidos; afirmam que existe disparidades salariais; defendem o aborto como método contraceptivo; defendem quotas de forma dissimulada; defendem a desconstrução da sociedade; transformam em patologia todos os que não concordam com esta ideologia.  Ou seja, só trata da agenda feminista e LGBTIQ.  Porquê?Mais:   estes Guiões são escritos por feministas, algumas lésbicas e homossexuais.  Isto é doutrinação, sem qualquer dúvida.

Para reforçar ainda mais esta ideia, João Miguel Tavares escreveu no Público sobre uma actividade de uma escola na disciplina de Cidadania:  “A Rede Ex-Aequo [uma associação lésbica] não se limita a combater “o bullying homofóbico e transfóbico”. É da facção (o vídeo de apresentação é muito esclarecedor quanto a isso) que nos convida a dizer “oradores e oradoras”, que garante que “juntas e juntos fazemos a diferença”, e que quer esclarecer os nossos filhos sobre o verdadeiro significado da palavra “heteronormatividade”. E isso, caras associações LGBTI, é 100% ideologia.”

De acordo com  a maior defensora de género da actualidade, e cuja bibliografia serviu de base para os Guiões, a americana Judith Butller, “ninguém nasce homem, nem mulher, nem gay, nem lésbica,  pois o género deve ser construído na escola, com quantos géneros  quantos a criança deseje.” Mais claro do que isto é impossível.

A doutrinação da ideologia de género é ilegal porque viola a liberdade de consciência e crença do estudante; o princípio da neutralidade política e ideológica do Estado; o direito dos pais sobre a educação moral dos filhos.  Porque  a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu artigo 26º nº 4 diz claramente: ” Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos” e na Constituição da República Portuguesa no artigo 36º, nº 5 e artigo 43º, nº 2 está escrito:  “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas (…) políticas, ideológicas”.

Perante isto, onde está a dúvida quanto à inconstitucionalidade do decreto-lei que autorizou o ensino da ideologia de género nas nossas escolas?

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

E as candidatas ao programa da TVI não têm direitos?

Foi uma avalanche de protestos quando ironicamente a seguir ao dia Internacional da Mulher, duas televisões privadas resolveram estrear  programas onde as mulheres se candidatam a noivas de um agricultor, na SIC ou de um menino da mamã na TVI. Pergunto: alguém foi saber a opinião das candidatas  antes de exigir a suspensão dos reality show?

Sim, estes programas são uma valente porcaria como o são “Love on the top”, “Big brother”, a “Casa dos Segredos”, “O carro do amor”, “A Quinta das Celebridades” e tantas tantas outras porcarias de reality show que passaram nas televisões. Mas só estes estão a provocar uma onda de indignação. Porquê? Porque desvaloriza a mulher – os outros , onde elas aparecem expostas na sua intimidade, parece que não pelo desinteresse dos activistas. Acontece que ninguém vai lá parar coagido. Todas as participantes são voluntárias. Foram elas, as candidatas, que tornaram este programa possível porque sem as suas candidaturas  não haveria pretendentes para aqueles indivíduos. E sem pretendentes, zero programa. Fiz-me entender?

Além disto as televisões são empresas privadas. Elas decidem sobre o querem  produzir e qual o público alvo. Cabe ao telespectador decidir se quer ver ou não mudando de canal ou simplesmente desligando o televisor. Simples. Mas os shares desses dias dizem que houve muita audiência. Pois.

Chama-se a isto liberdade de escolha. Somos todos livres (ainda, penso eu) de decidir o que queremos e não queremos. E se as televisões disponibilizaram esse formato e  essas pessoas decidiram participar de livre e espontânea vontade, ninguém tem nada com isso.

O mesmo acontece com as mulheres que querem participar em publicidade e mostrar a sensualidade do seu corpo ao serviço do marketing publicitário; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar roupas de grandes marcas semi-despidas ou de lingerie; o mesmo acontece com as mulheres que querem ser actrizes de porno ou strippers; o mesmo acontece com as mulheres na Holanda que querem estar em montras; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar de biquini nas Misses ou de mini saia na Fórmula 1. Ninguém tem o direito em nome disto ou daquilo, de as impedir de fazer ou ser aquilo que bem entendem – desde que seja por vontade própria, obviamente. Não é  pela igualdade de direitos que as feministas se debatem? Então porque querem limitar os direitos de muitas das mulheres que não pensam como elas?

Argumentam que se trata de um retrocesso civilizacional, colocar a mãe a escolher a noiva pelo filho, a seleccionar as candidatas pelos dotes culinários ou atributos físicos. E de facto, é retrógrado, sem dúvida. Mas se o programa fosse “Quem quer casar com uma feminista” teríamos uma mulher a perguntar se o candidato sabia cozinhar  e  limpar a casa; se concordava com o aborto; se defendia a equidade menstrual; se era a favor do pluriamor; se era apoiante de quotas e a isso, iriam chamar de progressismo. É só uma questão de perspectiva. Nada mais. Porque eu, enquanto mulher, não me revejo em nenhuma das duas mas longe de mim restringir a liberdade de escolha de cada um viver como bem entende.

Ainda há pouco tempo passou um programa a que chamaram “Casados à primeira vista”, a coisa mais tonta que já vi em televisão na minha vida. Mas, quem sou eu para julgar as pessoas que quiseram submeter-se a esse desafio um tanto ou quanto absurdo? Vai estrear outro no domingo outro a que chamaram “Começar do Zero” onde os candidatos entram nus, sem nada dentro de casa,  desafiados a viverem sem bens de consumo. Mais um programa parvo. Mas, não andamos todos a encher a boca sobre a liberdade de cada um de decidir o que bem lhe dá na gana? Afinal, somos livres ou não?  Eu sou, por isso não vou ver.

Tanta crítica aos tempos das ditaduras por imporem padrões de comportamento e pensamento único e agora passado décadas, em plena democracia, quer-se restringir a liberdade das mulheres alegando que são “exploradas” que “submetem-se”  pelo dinheiro vitimizando-as,  quando na verdade e observando o programa, se vê exactamente o oposto: mulheres satisfeitas empenhadas em seduzir e agradar a um homem. Quem tem o direito de decidir o que é melhor ou não por elas?

Defender a igualdade é acima de tudo defender a liberdade de escolha. E é exactamente isto que as feministas querem sonegar. Esta histeria à volta destes programas  impondo a vontade de umas contra a vontade de outras,  comprova-o na perfeição.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Comparar Passos Coelho com Costa é um atentado à moral

Catarina Martins, tem vários momentos em que não consegue puxar a carroça para sítios com sombra, por outras palavras, a deputada com a voz mais esganiçada do parlamento português não usa a réstia de cérebro que tem para pensar e racionalizar as coisas mais básicas da vida. Talvez seja o regime solarengo do déspota e nepotista António Costa e as várias promessas ao BE de mais poder em cargos governativos, que colocaram Catarina Martins desorientada ou pelo menos deslumbrada é que, em certos momentos, Catarina aprova orçamentos com ajudas à Banca, caso do Banif em 2015 e Caixa mais recentemente e na semana seguinte critica Costa por essas mesmas ajudas. Mais hipócrita é difícil, mas Catarina bate todos os recordes.

Mais desonesto ainda, é comparar contextos de ajudas ou financiamentos à banca. Catarina compara as intervenções de Costa, onde uma era totalmente desnecessária, como a ajuda ao Banif em final do ano de 2015, que cujo peso na banca portuguesa quer em depósitos quer em crédito concedido eram relativamente baixos e que portanto cujo impacto sistémico no sistema financeiro nacional era baixo (Além disso, em 2016 entrava em vigor um novo regime de ajuda à banca onde quem tem depósitos acima de 100 mil euros e dívida sénior, eram chamados primeiramente a salvar a instituição antes de se usar o dinheiro dos contribuintes),  com as de Passos Coelho que foram para salvar bancos da desgraça do polvo socialista que tinha Carlos Santos Ferreira, amigo de Sócrates, na Presidência do BCP, Vara na Caixa e Salgado no BES antes da sua chegada ao poder e que colocaram a banca com um crédito malparado gigantesco

Santos Ferreira e Vara concediam créditos aos amigos do regime e à oligarquia vigente, Sócrates protegia e ajudava Salgado na manutenção do seu conglomerado falido. Tudo bons amigos, tudo bons conhecidos. Ninguém sabia de nada, mas caíram todos quase ao mesmo tempo, a lei do retorno é tramada meus caros. Passos Coelho sabia que Portugal se tinha de libertar das grandes famílias rentistas do regime, que controlavam e mantinham a Economia Portuguesa numa inércia surpreendente de quase duas décadas, para isso Ricardo Salgado tinha que cair e caiu. Passos procedeu à maior higienizarão que Portugal viu em democracia, cortando o elo político entre política e negócios, mal que este País tem entranhado desde os primórdios da criação da república.

Tal acto ainda hoje o coloca como o primeiro alvo a abater pelas elites de Lisboa que tanto odeiam a figura do ex-primeiro-ministro que ganhou as eleições legislativas a António Costa em 2015. A figura que não liga aos amigos do PS, da maçonaria dos negócios e que reformou, de modo incompleto e com bloqueios de tribunais politizados, sem medo. Pedro Passos Coelho é claramente incomparável face a António Costa, não se compara coluna vertebral com criaturas que não a tem e muito menos quem tem visão de futuro com quem usa e abusa da  navegação à vista. Não é uma questão de gosto, é uma questão de moral, bom senso e até de alguma lucidez mental.

Mauro Merali

 

 

As fake news do Costa

É de andar aos tombos a rir quando se assiste a esta preocupação por parte do PS e seus “muchachos radicais”,  os  maiores fabricantes actuais de notícias falsas, de  levar ao Parlamento a regulação das fake news. Estava visto que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Esta gente não gosta de concorrência (quer censura e controlo de liberdade). Ao estilo estalinista gosta de sentir tudo sob seu domínio e  as redes socais vieram estragar esses planos que já duram desde o aparecimento da imprensa.

Sob a falsa narrativa de que estão muito preocupados com a “intoxicação” da opinião pública, juntaram-se todos no Parlamento para discutir a problemática das fake news. Ora, isto é o mesmo que pôr raposas a guardar galinheiros. Não faz qualquer sentido.

A haver regulação nunca poderia vir desta gente. Porque esta gente usa o poder que tem para pressionar todos os meios de comunicação social na divulgação de mentiras que eles nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar muito. Mentem hoje, desmentem amanhã, depois “cozinham” mais umas tantas em “lume brando” para depois as soltar como cortina de fogo para cegar ou iludir a opinião pública.

Foi assim quando  Costa promoveu a primeira grande mentira de que tinha ganho as eleições de 2015 quando na verdade  sofreu uma estrondosa derrota eleitoral com Passos Coelho a vencer por uma quase maioria absoluta (foi mesmo à tangente).

Foi assim com Pedrógão Grande onde Costa  jurava que todos os mortos já estavam contabilizados ao terceiro dia, truncando em 64 vítimas quando sabemos que entre directas e indirectas (estas últimas não foram contabilizadas),   nos hospitais morreram  posteriormente muitas mais; onde foi inaugurar casas novas reconstruídas com dinheiro dos seguros como se fossem por obra do Revita; onde insistiu que não houve responsabilidade do governo pelos  abusos e  erros nos apoios às vítimas onde se construiu casas sem terem ardido; onde afirma que não houve desvio de donativos quando sabemos que não só houve, como são milhares os donativos comprovados que simplesmente eclipsaram.

Foi assim quando Costa disse que não havia aumento da  despesa ao reduzirem  o horário da função pública para 35h no SNS e hoje temos um caos nos hospitais por falta de pessoal e dívidas hospitalares a disparar.

Foi assim quando Costa garantira em 2015 que não iria mais dinheiro para a banca e  logo a seguir à tomada de poder, vendeu  o Banif à pressa ao Santander (depois de um e-mail a denunciar telefonemas de Centeno e Vítor Constâncio pressionando para que fosse considerada oferta de Santander) pelo preço de uva mijona, 3 meses antes que fosse abrangido pela normativa de 2016 da UE que prevê que detentores de dívida sénior e depósitos acima de 100 mil euros sejam chamados a contribuir para compensar as perdas das instituições antes que qualquer dinheiro público seja usado;  injectou 5 mil milhões de impostos na a CGD e agora prepara-se para fazer o mesmo com Novo (velho) Banco.

É assim quando Costa repete incessantemente que repuseram os rendimentos aos portugueses mas o poder de compra não cessa de diminuir colocando Portugal no Top 6 dos países com pior poder de compra da zona euro e entre os países europeus com combustíveis mais caros que afecta substancialmente o preço dos bens essenciais

Foi assim quando Costa disse que não aumentaria impostos e na verdade além de aumentar brutalmente os existentes, criou mais uma série deles com a ajuda preciosa da frente de esquerdas radicais que amam sacar dinheiro a quem acumula porque se faz à vida e trabalha. Por isso em 2017 a carga fiscal já registava um aumento de 34% do PIB (o valor mais alto desde 1995) e em valores globais, desde 2015, só os impostos indirectos aumentaram 3 mil milhões de euros. 

Foi assim com as promessas de Costa aos enfermeiros e professores a quem tudo prometeu e nada cumpriu.

É assim quando Costa repete até à exaustão que a austeridade acabou mas deixa o Ronaldo das Finanças congelar mais despesa em três anos do que PSD e CDS na legislatura toda provocando o colapso de todas as instituições do Estado.

É assim quando Costa repete vezes sem conta que os  cortes, aumentos de impostos e privatizações, foram marcas do Passos quando na verdade são apenas da responsabilidade o PS quando Sócrates era primeiro ministro ao assinar com a Troika todas as medidas que o executivo seguinte  teve de cumprir na sua legislatura.

É assim quando Costa diz que a economia melhorou e ela é tão anémica que coloca portugal no quinto país da Europa que menos cresce.

É assim quando Costa diz que se vive melhor mas o desemprego real aumentou, a pobreza aumentou, os pedidos de subsídios de RSI aumentaram. Que os portugueses estão a voltar quando a emigração também ela… aumentou.

É assim quando Costa  diz que fomos o país com melhor execução de fundos europeus quando a  taxa de execução dos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 no final de 2017 “era apenas 28,5%”

É assim quando Costa repete que temos o melhor défice quando este é o maior embuste da História de Portugal, totalmente martelado para fingir junto da Europa uma saúde fiscal inexistente tal como fizeram para aderirmos ao Euro.

Ter mentirosos compulsivos que hoje são ministros mas andaram nos blogues com o “Abrantes” a criar verdades alternativas, políticos das frentes de esquerda que passam o dia todo a inventar factos para limpar a cara suja do partido que aprova tudo de cruz, um Costa que é um génio a  mentir,  a quererem regular as fake news no Parlamento,  é  de chorar a rir.

Cristina Miranda

Via Blasfémias