Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

contas-de-sumir

Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

O Governo Parasitário de Costa vai Falir o País

Estamos a viver tempos excepcionais em Portugal. Excepcionais porque estamos em auto-gestão, estamos suspensos, tanto na nossa evolução enquanto País a nível económico e financeiro, aliadas a fracas perspectivas de futuro dos nossos filhos e netos. O PS tem um registo em termos de pegada ambiental-neste caso económico- muito grande neste País, o pântano de Guterres, a gestão financeira desastrosa de Sócrates e a navegação à vista de Costa, são a nossa Troika kharmica que nos persegue desde o 25 de Abril, um partido desordeiro, criminoso e que só pensa no seu mundo de interesses, conluio e maçonaria à mistura, não olhando para o horizonte, para o futuro, aquilo que constrói alicerces de crescimento sustentado e riqueza, não, o PS destrói os pilares que são criados por quem pensa em algo mais, mais do que a sua ambição desmesurada, mais do que distribuir cargos e mais do que “rodar”, para os seus, um conjunto de benesses que leva a que o PS assalte o aparelho de Estado controlando-o até ao ínfimo pormenor.

O Governo Costa tem uma ausência de política económica e de política orçamental que roçam a mediocridade. A política económica e orçamental podem ser estruturais, devem, aliás, no caso português, ter uma tendência estrutural para mudar o modo de funcionamento da economia, privilegiando sectores rentáveis, exportadores e que crescem sem dívida, aumentando o nosso grau de valor acrescentado. Para isto acontecer, é necessário estabilidade e previsibilidade, variáveis que a Geringonça não conhece, mudando as regras do jogo como se fosse uma mera troca de saias entre Catarina Martins e Marcelo em almoços de sexta feira no Ritz.

Costa, pelo contrário, tem uma política conjuntural, como é, aliás, a sua actuação política desde sempre, quando o vento sopra sul, Costa vai visitar Sócrates, quando sopra para Norte Costa fala mal de Sócrates, quando sopra para este, Costa faz os seus ex-ministros aprovarem orçamentos não sabendo estes que já estão demitidos, quando sopra para oeste agrada a Bruxelas com contas presas por arame farpado. O Primeiro-Ministro é então uma espécie de cobra muito perigosa que rasteja de modo muito calculado, subtraindo os inimigos pelo caminho, gerando um Estado dentro de outro Estado, uma Oligarquia que controla o País, desde a Comunicação Social controlada e empresas do regime com gente do PS muito bem localizadas, empresas essas que são rentistas e que colocam a economia portuguesa, ano para ano, cada vez menos competitiva.

Mas, o grande desafio para António Costa, não foi a criação e manutenção da gerigonça, aliás, isso foi o mais fácil, o ódio a Passos Coelho colou as partes do todo que pareciam não se conciliar de inicio de modo não muito harmonioso. Com o tempo, fomos descobrindo que o Socialismo Democrático do PS, é cada vez mais parecido com o social-comunismo dos seus parceiros coadjuvantes, o grande desafio, então, de Costa é governar num cenário de crise económica onde não se pode distribuir flores, sorrisos cínicos e tem que se arrumar a casa como um verdadeiro homem faz.

É de elementar importância, por conseguinte, dar essa prenda a António Costa, governar o País no caos, que ele próprio criou claro. Dar maioria absoluta a Costa, onde este terá que cortar os custos, as despesas portanto, que hoje fez aumentar, tornando-as cada vez mais rígidas, inflexiveis, de se cortar no futuro. Costa terá que cortar salários, pensões e prestações sociais, que são o maior bolo da despesa pública, não podendo aumentar mais os impostos directos, especialmente o IRS, uma vez que não existe espaço para mais crescimento(a curva de laffer está saturada), o veneno do Primeiro-Ministro, lançado por ele mesmo hoje, será de actuação rápida no  futuro muito próximo.

Vamos ver as tais habilidades mágicas do Professor Karamba de São Bento. Costa, não podes fugir para Ibiza desta vez.

Mauro Oliveira Pires

Beijar os avós é violência?

Eu não quero saber o que um professor universitário faz na cama, só com um ou vários parceiros ao mesmo tempo, com cordas ou sem cordas. Eu não quero saber se gosta de mulheres, homens ou outros espécimes.  Não quero saber nem tenho nada que saber, porque não me diz respeito.

Mas quero saber e devem-me uma explicação, sobre o que faz um indivíduo destes doutrinar crianças, jovens ou adultos, de acordo com a sua ideologia,    sem o  conhecimento nem consentimento dos pais. Porque eu posso amar quem e como eu quiser, mas não posso impingir os meus gostos nem a minha visão da vida,  como agora estes  pseudo intelectuais o fazem, num lugar público, com responsabilidades públicas, com a maior desfaçatez possível. Ponto. A pergunta que todos os pais deveriam estar a formular neste momento, é: “Como chegamos até aqui?” porque é exactamente nesta resposta que temos a chave do “mistério” e da solução.

Não foi por acaso que numa ficha socio-demográfica distribuída às crianças do 5º ano, com 9/10 anos, numa escola pública, se pedia que dissessem por quem se sentiam atraídos: meninos, meninas ou outros. Há um ano que no nosso país, arrancou um projecto piloto do ensino da Teoria da Ideologia de Género nas escolas, que pretendem tornar obrigatório (veja aqui).  É nesse projecto que se  materializa o ensino de coisas tão estapafúrdias como, beijar os avós é violência   ou ninguém nasce menino ou menino porque é uma construção meramente social. Surpreendido? Não esteja. Você está a ser formatado pela ideologia que inventou esta asneirada toda, durante anos: o marxismo cultural. Quer saber como?

Quando António Gramsci, um filósofo italiano marxista, descobriu que a teoria de Marx, que defendia que o proletariado iria provocar naturalmente o conflito entre as classes e consequentemente destruir a sociedade capitalista, era um fiasco,  analisou o fenómeno e logo percebeu que, para fazer vingar o marxismo, era preciso usar outra estratégia.  Percebeu que as pessoas presavam mais Deus, o amor à família e nação do que davam importância à solidariedade de classes. Aí, deu-se a alteração da táctica: a revolução já não seria entre classes  mas sim,  uma revolução cultural através da qual se dominaria a mente, levando os indivíduos a subverter os valores e tradições que são a base da sociedade ocidental, desconstruindo-a até à sua destruição total. Com isto, cria uma geração de idiotas úteis, burrificados, escravos voluntários, que amam a sua servidão ao Estado sem o questionar. E assim, de forma pacífica, implantaria uma sociedade marxista sem verter um pinga de sangue, como sucedeu sempre, em todo o Mundo, com golpes de Estado,  para impor o marxismo.

Para que esta transformação social fosse possível, foi necessário colonizar devagarinho as instituições culturais. Entrar por dentro da educação, da Igreja, dos jornais e revistas, da literatura, da música, arte visual e por aí em diante, de modo a alcançar o controlo absoluto do pensamento e imaginação humana. Digam lá se isto não é brilhante?

Para tal, o processo passou por várias etapas. Primeiro infiltrou-se na Igreja onde os discursos politicamente motivados dão ênfase à justiça social e igualdade com base nas doutrinas milenares mas “modernizadas” segundo o padrão de “valores” marxistas. O actual Papa é disso exemplo. Depois, substituir a educação rigorosa e de excelência com base no esforço e mérito, por currículos escolares estupidificantes e politicamente correctos, com docentes de baixa qualidade académica. Segue os órgãos de comunicação social, que são usados como instrumentos de manipulação e descrédito das instituições tradicionais. Depois,  a perseguição à moralidade e valores do passado, que são literalmente ridicularizados.  Por fim, atacam-se todos os membros da sociedade que são tradicionais e conservadores classificando-os de fascistas, homofóbicos, racistas , por aí fora.

Assim, a cultura passa a ser um meio de destruição de ideias e não o suporte da herança nacional. Por isso, vemos o ataque cerrado à nossa História onde a tentam reescrever demonizando os actos heróicos dos nossos antepassados, que conotam de racistas, sexistas e hediondos,  para transformar em heróis modernos, as estrelas de Rock ou do cinema que denunciam estes “factos” na História. É a substituição da cultura tradicional cristã, que dizem ser repressora,  pelo multiculturalismo “libertador” que acolhe todo o tipo de culturas, até daquelas que, pela sua natureza,  não se integram, mas antes combatem o cristianismo e cultura ocidental,  para ser esse o novo modelo de sociedade. Isto é-lhe familiar?

Esta ideologia medonha entrou no nosso Parlamento em 10 de Outubro de 1999 quando o Bloco de Esquerda, com 132000 votos, conseguiu eleger 2 deputados “intelectuais”: Manuel Fazenda e Francisco Louçã. Foi aqui, nesse preciso momento, que Portugal abriu a “Caixa de Pandora”. Aqui começou todo um assalto ao pensamento e à palavra que permitiu que hoje, estivéssemos a ser confrontados com esta destruição social  que já chegou ao nosso ensino pré-escolar, às nossas crianças, sem que nos déssemos conta.

Aprenda de uma vez, que o marxismo é  o veneno que se administra aos cidadãos fazendo crer que é remédio, só porque na posologia está descrito que cura a desigualdade, a injustiça, traz mais liberdade, menos opressão, mais direitos, sem nunca referir, que os efeitos secundários são o efeito contrário da medicação, ou seja,  a morte da sociedade livre.

No combate, só há um antídoto: resistência. E com ele, nós educadores, tomarmos o poder na educação dos nossos filhos, transmitindo os valores e amor à nossa herança cultural, enquanto exigimos aos nossos políticos, uma atitude clara contra a estratégia Gramsciana de subversão cultural, com a promessa de os banir do Parlamento caso se recusem.

Beijar os avós é violência? Sim, se não for acompanhado de um grande abraço, seguido de um “gosto muito de ti avô e avó” ao ouvido.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

O azar de Cristiano Ronaldo

Não, não vou fazer como a maioria que se antecipa sobre o processo judicial contra Cristiano Ronaldo. Acompanharei a evolução do caso com expectativa, esperando que a verdade, acima de tudo, se revele. Doa a quem doer.

Sem saber ainda da culpabilidade de cada interveniente, não deixo porém de me preocupar com um fenómeno, cada vez mais evidente, do perigo que é hoje ser homem, principalmente se for bem sucedido, multimilionário, jovem e bonito. Como pode um homem, muito mais nestas circunstâncias, proteger-se das armadilhas sexuais? Sim, porque não podemos negar que elas existem. Será no futuro, com contrato assinado e reconhecido no notário, antes de qualquer demonstração de interesse por uma desconhecida? É que, digam o que disserem, a maldade e ganância humana não tem limites e uma vez lançada a rede sobre a vítima, este crime é tão hediondo que destrói primeiro,  sem qualquer hipótese de ser travado, muito antes de se apurar o que realmente aconteceu. Para depois, muitas vezes, se verificar que era falso. E é exactamente o que estamos a assistir: a vida de Ronaldo já está toda a desmoronar, com cancelamento de patrocínios, queda abrupta das acções do Juventus e  jamais voltará a ser igual, mesmo que seja absolvido. Isto é assustador.

Os danos são irreversíveis numa sociedade que hoje, rapidamente vitimiza a mulher partindo logo  do princípio que ela nunca mente, porque ninguém mente sobre um caso monstruoso destes. Uma sociedade que agora, abomina e bem, a violência sobre as mulheres. Mas pergunto: serão as mulheres sempre vítimas sexuais? Serão os homens sempre os predadores?  A resposta é tão simples: não. E esse é o problema.

No entanto,  a devastação ciclónica, cai agora, em cima da vida dos homens. Porque a dúvida, quando se instala, é corrosiva e se antes pesava sobre a mulher, hoje pesa só sobre o homem. Não era suposto a sociedade evoluir e acabar com estas injustiças? Estamos a fazer aos homens o que os homens fizeram connosco, porquê? É isto a luta pela igualdade de género? Tirem-me deste filme porque sou mãe de um menino, caramba!

Depois vem os conceitos de “violação”. O que ontem não passava de uma mera persistência/desejo entre casal em que um, sugere de forma mais entusiasmada vontade, hoje é tido como uma “violação” no pior sentido da palavra. Agora pergunto novamente: quantos casais, não se “violaram” ao abrigo deste novo  conceito? Saberiam eles que estavam perante uma forma “cruel de violação” e por isso não exigiram seus direitos ou simplesmente não viram de todo nisso uma violação? É claro que um não é sempre um não. Mas há nãos que, durante o acto, são apenas “nims” porque simplesmente acabamos por deixar acontecer, sem nos levantar e sair dali imediatamente. Logo, mesmo não gostando muito do menu, anuímos ao continuar ali. Todas sabemos isto.

Mais: porque razão são sempre homens com muito dinheiro os maiores alvos deste tipo de  processos? Não há carteiros, motoristas, pedreiros ou empregados de mesa abusadores? Que relação tem o poder e o dinheiro nesta equação elevada de denúncias de abuso sexual? É que, sendo os homens remediados  em maioria, não se entende porque não há ocorrências destas todos os dias. E as mentiras que já conhecemos de mulheres desmascaradas anos mais tarde de supostas violações, não deviam obrigar a prudência na hora de acusar? E se fosse proibido revelar a identidade dos acusados até concluir o processo, haveria tantas denúncias sobre famosos?

Não, não estou a desculpar ninguém. Muito pelo contrário. Estou a levantar questões para reflexão porque urge parar para pensar. Serão os nossos filhos amanhã a passar por isto. Serão eles as próximas vítimas. Banalizar a violência sexual é regredir na luta contra estes crimes. Se a forma como se trata estes crimes não for alterada, protegendo a identidade do arguido até provar sua culpabilidade, terei como mãe de ensinar meu filho a proteger-se de um modo que jamais equacionaria num mundo civilizado. Mas infelizmente, esse será o caminho.

Porque quer queiramos admitir ou não, as dúvidas são imensas neste processo de acusação a Ronaldo. E algumas saltam à vista. Não se entende por exemplo:  o que faz uma mulher, casada nesse mesmo mês e ano da violação, completamente descontraída sem complexos, claramente a seduzir um homem, à vista de todos, numa discoteca em Las Vegas; o que a faz subir depois à suite, repito,  sem qualquer problema de ser vista, podendo comprometer seu casamento; como foi possível consumar o dito acto durante 7 minutos consecutivos, se basta que a mulher se recuse veemente e se erga de imediato,  para interromper ou para afastar a possibilidade de penetração  que por si, já não é fácil. Violência física? Mas essa não deixa marcas visíveis? E nessa luta não há objectos partidos ou gritos? Houve? E as três pessoas presentes não deram por essa agressividade? E o tal documento? Foi por via do que foi referido ou depois de consumado o acto consentido, uma chantagem para conseguir dinheiro que resultou num acordo de confidencialidade?

O azar de Ronaldo foi e é, ser o homem mais cobiçado e invejado do Planeta, por homens e mulheres. O suficiente para haver quem lhe queira ver a vida arruinada.

Perante isto, aguardemos que a justiça responda de forma célere a todas estas dúvidas e que sejam punidos os que aqui faltam à verdade pelo bem da credibilidade da  luta contra a violência sexual.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

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Bolsonaro não é a solução, mas é a alternativa

O Brasil está a atravessar a sua pior crise existencial desde os tempos da hiper-inflação nos anos 80 e 90 aliado a um período orçamental e macroeconómico, semelhantes aos que Fernando Henrique Cardoso(FHC), encontrou antes das políticas de estabilização que teve de encetar para mudar estruturalmente a economia brasileira e colocar o País de novo na rota do crescimento. Algo que, claro, a esquerda brasileira, nomeadamente Luís Inácio Lula da Silva se aproveitou com todo o prazer- e muita modéstia- pois o PT, partido que colocou o Brasil actualmente de cócoras, como o nosso PS faz de 10 em 10 anos e outros agentes tem que limpar as suas borradas mais ou menos manhosas e com engenharias financeiras a roçar maquilhagem da Sra. Bobone, colocou a bandeira ao alto a dizer que a recuperação Brasileira se devia ao novo Messias: Lula, o homem do povo, o impoluto, o anti-corrupto, quando que, como já é apanágio esquerdista e de certa direita socialista, Lula apoderou-se do aparelho de Estado para enriquecer a si e aos seus, construindo uma teia muito bem oleada que foi linearmente posta em causa pelo Juiz Sérgio Moro.

Moro está como o ex-Juíz da operação Marquês em Portugal, Carlos Alexandre, estava para os grandes processos, incisivo, impetuoso e sem qualquer tipo de calafrios em explorar qualquer ponta solta de qualquer político. No Brasil choveram-lhe louvores e como consequência uma tentativa de afastamento por parte do establishment “petista”, coisa que foi evitada a bem do Brasil e do seu povo. Em Portugal, o caminho foi inverso, Carlos Alexandre foi praticamente eliminado pela dança da maçonaria que cujo “manto”, foi bem usado pelas engenharias Socráticas  para, desculpem a leveza do termo, safar mais uma vez a sua pele e abrir caminho à queda de outros processos. O Brasil aprende, Portugal não, os filhos vão se afastando da paternidade e fazem muito bem, Portugal deixou de ser exemplo faz 500 anos, não queiram ser a Venezuela em ponto rectangular meu caro povo Brasileiro.

Saindo do aparte- é sempre prazeroso comparar duas realidades dos dois países e ver que um já evolui em algum sentido, valha-nos isso- as eleições Brasileiras tem que ser olhadas com pragmatismo. O Brasil tem um povo que, quando chega a Portugal, especialmente os que tem menos formação, fazem o trabalho que os outros não querem, o que não é menos meritório, mas fazem-no da melhor forma possível, sempre com um sorriso cintilante no rosto e com aquele sotaque maravilhoso que nos leva às nuvens.

Estes e os antigos imigrantes Brasileiros não querem só estabilidade económica, querem uma palavra que se chama PAZ! Que depois se transfigura em Sossego! Tranquilidade! E que hoje, no Xadrez da política Brasileira, Jair Bolsonaro soube capitalizar e muito bem. Aproveitou ainda o lado “divino e espiritual” a que o povo Brasileiro socorre nos tempos mais difíceis e ainda ao discurso fácil, directo mas por vezes boçal, mas, tudo tem um “mas”, mais vale um não engravatado liberal malcriado, que um “democrata corrupto” que o João Miguel Tavares no Jornal no Público descreveu o candidato das eleições Brasileiras.

Bolsonaro apresenta ainda algumas vantagens face à vaga esquerdista dos outros partidos, à excepção de João Amoedo-candidato que apoio mas que na segunda volta Bolsonaro claramente levaria o meu voto- é o único se não a par de Amoedo que fala do ensino não “ideológico” nas escolas, o famoso bastião de formação e formatação de cérebros da esquerda, acumulando votos para futuro, e ainda algumas medidas liberais interessantes dos quais a boa preocupação com os gastos públicos.

Bolsonaro não é perfeito, longe disso, mas é o que há, e o que há parece menos corrupto que os outros, possivelmente vai “roubar” menos que os outros e parece genuíno. Se Jair ganhar na segunda volta das Presidenciais Brasileiras, o esquerdismo tem que respeitar, aliás, tem mesmo que cumprir o seu famoso juramento: ” O povo é quem mais ordena”, é só pararem de serem parolos malcriados e assumirem que não passam de fascistas desordeiros, é tão mas tão fácil, não é Maduro?

Mauro Oliveira Pires

O Regresso da Cigarra

O momento ZEN do dia, para não dizer cómico até, foi ouvir o camarada Manuel Alegre a alertar para o perigo do “populismo” na Europa, acusando de “populistas” aqueles que se recusam vergar ao ditame do pensamento único de um socialista. E consta que disse tudo aquilo sem se rir.

Ora bolas. Por uns momentos, quando ouvi dizer que o Manuel Alegre iria fazer alguns alertas sobre alguns dos perigos actuais, cheguei a pensar que era desta que ele nos ia alertar para o perigo das miseráveis governações de banha da cobra, mentira, manipulação e embuste, por parte dos partidos socialistas.

Ou que nos iria alertar para os perigos da corrupção da ladroagem, do banditismo, do tráfico de influências, do nepotismo, da incompetência, dos chulos, ou dos parasitas, que infestam o seu partido.

Ou que nos iria alertar para os perigos dos enormes roubos e confiscos que andam a ser feitos aos contribuintes e a todos aqueles que investem, geram riqueza e criam e postos de trabalho, por parte da gatunagem e parasitagem socialista.

Ou que nos iria alertar para os casos de chulos e parasitas que estão a receber reformas de milhares de euros, sem nunca terem feito a ponta de um corno ao longo de suas parasitárias vidas, e/ou sem terem descontos para tal, ou por parte daqueles oportunistas que tiveram como único modo e objectivo de vida, viver pendurado no Estado, ou para os casos daqueles que estão a receber e a acumular pensões de empresas públicas onde mal puseram os seus pés, ou que que nos iria dizer que tais situações configuram para além de parasitismo, e roubo aos contribuintes, tb são uma vil afronta (e roubo também) a todos aqueles que trabalharam duro, e descontaram vidas inteiras, e recebem actualmente pensões de 200 e poucos euros.

Ou que nos iria alertar para o populismo do actual governo, socialista, e para as suas políticas populistas de compra de votos, que andam a ser pagas com confisco e aumentos de impostos sobre os mais pobres, e com brutais reduções das despesas de funcionamento e brutais cortes no investimento dos serviços públicos, para alimentar as clientelas dos seus habituais eleitores.

Ou que nos iria alertar para os perigos da tentativa da manipulação da justiça, do controlo da Comunicação Social, da manipulação e condicionamento da informação, por parte dos seus camaradas de partido.

Pronto, ainda não foi desta que o Manuel Alegre deixou de ser uma cigarra.

Ainda não foi desta que abriu a boca para dizer com sentido, substância, consequente, e alguma aderência ao mundo real.

Continua a brindar-nos com o seu registo de sempre: os habituais embustes, fantasias, demagogias, e patéticas idiotices.

Ainda não foi desta, mas quem sabe um dia ainda o conseguirá fazer.

Quanto aos seus alertas, e acusações a outros de populismo e populistas, como em tempos idos disse o camarada Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!”

Ou em bom português, “filha chama-lhes primeiro, antes que elas te chamem a ti”.

Definitivamente, Alegre, continua uma cigarra.

Rui Mendes Ferreira

Contra a Implosão do Prédio Coutinho!

O meu vídeo de hoje sobre a possível implosão do “Prédio Coutinho”, um prédio da minha cidade, Viana do Castelo. A Câmara quer deitar abaixo o prédio por mero capricho desalojando as pessoas que lá vivem, como explico no meu vídeo aqui no PortugalGate.

 

 

Cristina Miranda

Este país mete nojo!

Está na hora de começarmos a olhar para o nosso país doutra forma. Perceber que urge exercer a nossa cidadania para fazer uma purga a estes políticos corruptos, interesseiros, desonestos e criminosos. E rápido, antes que não sobre pedra sobre pedra e nos tornemos num Brasil ou numa fase mais adiantada, numa Venezuela.

É incrível como em menos de 4 anos foi possível destruir tanto em Portugal. Primeiro foi a economia, que agora, só vai de feição devido à conjuntura externa favorável e ao BCE (ainda), mas mesmo assim a abrandar perigosamente, porque cá dentro, a esmagar tudo o que mexe com novos impostos e subir escandalosamente os já existentes, asfixiou-se o mercado, assustou-se os investidores, instalou-se a desconfiança. E mais há de vir.

Depois foi o descontrolo das finanças públicas, com promessas eleitoralistas populistas irresponsáveis de gastos supérfluos com “boys” espalhados por todo o país, a reverter medidas de contenção na despesa pública sem sustentabilidade, a enterrar dinheiro de impostos nas empresas públicas falidas entre as quais o banco do Estado e bancos privados, que lapidaram os recursos financeiros do país num ápice, provocando a falência técnica de tudo o que está ligado e dependente do Estado.

E agora, como se não bastasse, “mataram” a Justiça que devia ser um departamento independente, sem interferências políticas, mas que aos olhos de todos, estes dias, vimos desmoronar, ao constatar que os governos, sempre que é do seu interesse, podem influenciar e muito, o rumo dos processos judiciais: foi a substituição de uma PGR que fez um trabalho extraordinário no combate à corrupção sem qualquer necessidade; um sorteio de um novo juiz para a Operação Marquês, cheio de irregularidades, mas que mesmo assim foi aceite o resultado!

Nos intervalos destas “escandaleiras” todas, temos um primeiro ministro que faz tudo o que lhe apetece, sem dar satisfações, sempre pela calada da noite – em compadrio com BE e PCP – sem transparência, sem prestar contas. Nada! E mente sem pudor! Não é que teve coragem de dizer ontem em horário nobre na TVI, que “a dívida tem vindo a descer de forma sustentável” ao mesmo tempo que a imprensa dava conta que em Agosto deste ano, subiu para 250 mil milhões de euros quando em Dezembro de 2015 estava em 231 mil milhões?! É claramente um “Maduro” à portuguesa!

Temos ainda, para nossa desgraça, um ex-primeiro ministro arguido em vários processos crime a rir na nossa cara, porque o afastamento dos principais perigos à sua liberdade estão já arrumadinhos a um canto, certo que vai ainda conseguir ser indemnizado pelo Estado por “calúnia” como ele tanta vez o disse, para continuar a viver de luxos à conta dos portugueses contribuintes. Um presumível inocente que tem visto TODOS seus recursos abortados, por todas as instâncias judiciais, provando assim que de facto há prova da sua culpabilidade e que não é nem um pouco perseguição do juiz Carlos Alexandre, mas sim, a justiça a funcionar uma vez na vida em Portugal para crimes de “colarinhos brancos”.

Para terminar com estilo, a Comunicação Social:

desonesta, parcial e completamente comprada pelo sistema, a propagar mentiras, a distorcer realidades, a embriagar a população de modo a mostrar um país inexistente, só para manter a narrativa do governo “gerigonceiro” marxista, a dar o empurrão final em direcção a uma estrondosa bancarrota e colapso social.

É triste ver que todos aqueles que têm o poder de construir um país melhor estão literalmente a matá-lo, a ele e seu povo, sem qualquer peso na consciência, sem qualquer receio sequer de virem a prestar contas por isso.

Este país mete nojo! Muito nojo! E se não formos nós, cidadãos, a acordar rapidamente, quando abrirmos finalmente os olhos, já será demasiado tarde.

Acorda meu povo!

Cristina Miranda

Via Blasfémias

INVESTIGAÇÃO E INSTRUÇÃO

No mesmíssimo dia em que se discutiu o sorteio de um Juiz de Instrução para o “Processo Marquês”, fui notificado de que o Processo de Investigação 9381/10.7TDPRT tinha sido concluído e que decorria o prazo para me constituir como assistente, nos termos do artº 68º do CPPenal.

Mas que é isto?
Em dia de sorteio tão decisivo para o futuro do gamanço organizado, nada mais deveria ofuscar tão notável acontecimento.
Acontece que a notificação, esta que recebi, vem do Ministério Público – Procuradoria da República da Comarca do Porto e está datada de 18 de Setembro, o que torna ainda mais lamentável a tentativa de me distrair daquilo que mais me deveria interessar – o sorteio de um Juiz em Lisboa. Estou em crer que não terá sido de propósito que o MP do Porto fez coincidir a minha notificação em tal data, até porque ninguém poderia prever que, talvez devido à inesperada greve dos táxis, a notificação referida demoraria 10 dias para percorrer os 12 Km que distam da minha residência à Rua de Camões, 155 na Invicta.

Mas que é isto?
Também foi o que me perguntei a mim mesmo. É que nunca tinha recebido uma notificação do MP acompanhada de um DVD. E foi cheio de cuidados que carreguei no botão que abre o leitor de DVDs do meu HP pavilion de 2014, que tinha este extra ainda virgem. Com a delicadeza que essa qualidade merece, lá introduzi o objecto recebido e, suavemente o empurrei para a posição de leitura, naquela dúvida que sempre nos assola quando uma velharia é chamada a fazer o que foi feita para fazer: faz mesmo ou explode? Correu bem e fiquei a saber que tinha sido proferido um despacho relativo a um processo em que fui interveniente em 2010.

Mas que é isto?
2010? Sim, 18 de Maio de 2010. A minha filha Ana, fazia 15 anos nesse dia e eu, eu nunca me deveria esquecer da data. Mas um gajo não é de ferro e, de facto estava já completamente esquecido. Foi preciso o DVD do MP para mo recordar e estou-lhes, óbviamente, grato. Lembram-se de um grupo de ciganos, quer dizer, cidadãos de uma certa etnia, ter organizado um esquema tipo “Afia Tesouras”?

Mas que é isto?
“Afia Tesouras”? Não liguem. é um nome que inventei agora para um processo de investigação. Acho que lhe dá outro “elan”. É que em 2010 o MP ainda não tinha o gabinete de dar aqueles nomes de código giros aos processos. O “Afia tesouras”, hashtag #afiatesouras# era assim: Um cigano, ou dois não interessa, quer dizer, pessoas de uma certa etnia, chegavam a uma fábrica e perguntavam se não havia equipamentos de corte para afiar. Se obtivessem algum material, afiavam-no, e apresentavam a conta. Se a fábrica não pagasse chantageavam-na.
Simples!
Ora nesse belo dia, aparece um par de jovens (assim não preciso de de falar em etnias) na minha empresa e monta o esquema. A malta da manutenção, o João Carlos e o Nogueira, lá descobre uma serra circular, quatro fresas, seis brocas e uma tesoura, tudo material já devidamente separado para reciclagem e entregam-no para recuperação que foi feita quase de imediato e veio devolvida, acompanhada do, a princípio gentil, pedido de pagamento: 14 mil EUR. Ora isto gerou um impasse porque aquele material todo, em estado de novo, custava menos de mil EUR. De modo que houve ali uma ruptura negocial porque a minha malta não ficou convencida de que aquela recuperação, com tratamento a “perlimpimpim e tungsténio” faria as ferramentas durar até ao apocalipse. Os gajos abandonaram a empresa e foram chamar o patriarca, o Cuevas, como depois se apresentou. E foi aí que eu, como Presidente da empresa vim também a jogo e me inteirei da situação que era relativamente simples: ou pagávamos 14 mil EUR ou levávamos um “tiro nos cornos” – O João Carlos tinha 2 filhos pequenos, o Nogueira estava escalado para apitar jogos de basquete nesse fim-de-semana e eu, eu tinha a família e mais convidados em casa á espera para o jantar de aniversário da minha filha, como já disse. De modo que o “tiro nos cornos” não era a nossa opção favorita nesse dia e pagar era impossível. Lá conseguimos um adiamento de 24 horas e no dia a seguir, com o reforço da PSP de Matosinhos, o gang cessou a actividade que lhe tinha permitido extorquir mais de cinquenta empresas em cerca de 3 meses de “trabalho”.

Mas que é isto?
2018? Sim, ao fim de 8 anos, o MP conclui a investigação. É um DVD de 847 páginas que sintetiza um processo com mais de 12 mil folhas, com centenas de inquéritos, com autos de reconhecimento fotográfico e presencial, com cópias de cheques e extractos bancários, cópias de livretes de automóveis, de certidões judiciais de contumácia, o diabo a quatro e depoimentos testemunhais.
Um brinco! E em DVD!
Só espero que o advogado do gang Cuevas não se lembre agora de pedir a Instrução do Processo, com o respectivo sorteio de Juízes, de forma a assegurar que o julgamento esteja em condições de ser iniciado quando os crimes estiverem prescritos!

Trump e Kavanaugh – O insistente ódio da esquerda pelo resultado legítimo das eleições

A esquerda enlouqueceu. É evidente que a política do histerismo prevalece nos dias de hoje. Pilares da cultura ocidental como “inocente até prova em contrário” deixaram de ser levadas a sério, são desrespeitadas e aceites pela classe política. Os media impulsionam essa visão e a opinião pública assiste serena e desinteressadamente.

Kavanaugh é o problema? Não. Brett Kavanaugh tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou a escolha de Donald J. Trump, actual presidente dos Estados Unidos da América, para o Supremo Tribunal do país.

Donald J. Trump é o problema? Não. Donald J. Trump tornou-se o problema a partir do momento em que se tornou um rival digno de preocupação pela esquerda norte-americana (e mundial, confessemos) e, ainda por cima, depois de ter ganho as eleições de forma legítima. Trump permanece um problema por não existirem provas por se ter imiscuído com os russos mesmo depois das intensas investigações que se têm desenvolvido. Acreditem: com o nível de obsessão em derrubar Trump, se houvesse algo para incriminá-lo, a situação já teria sido divulgada.

O que resta então? A partir do momento em que não existe nada que possa derrubar de forma efectiva a integridade de alguém, resta apenas esfuracar os podres da vida pessoal de cada um como debruçarmo-nos sobre a flatulência da pessoa do tempo em que era jovem.[1]

No caso de Kavanaugh, antes do tema da flatulência ser levado para discussão, apareceram senhoras, quase 40 anos depois dos alegados acontecimentos, a falar de assédio e violações que terão ocorrido em festas onde aconteciam gang rapes às quais compareceram diversas vezes (porque não?). Onde aconteceu? Não se lembram bem. Como aconteceu? Não se lembram bem. Quando aconteceu? Não têm memória. Culpado até prova em contrário. Elas falam e a sociedade é obrigada a acreditar.[2]

No caso de Trump, surgiu anos depois do acontecimento, uma porn star (o epítome da elegância e credibilidade feminina) a falar da sua experiência sexual quando ele era já casado com Melania. Foi assediada? Não. Foi violada? Não. Foi cumprido o requisito monetário em recompensar profissionais do sexo após a sua performance? Foi. Qual o problema em causa? A credibilidade e a integridade da pessoa que ocupa o lugar mais importante da política norte-americana, num acto que ocorreu quando ele já era casado com a actual Primeira Dama. Vejamos então a particularidade da questão: isto ocorreu quanto ele era já Presidente? Não, aconteceu antes, o que remete a questão para algo da índole pessoal, da pessoa em causa e, por conseguinte, do casal. Houve crime ou algum tipo de ilegalidade do acto? Não.

Vejamos, então, com alguma intensidade intelectual, a verdadeira dimensão do ridículo: Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos da América, teve diversos casos extraconjugais durante a sua vida, nomeadamente durante o seu mandato como presidente. Dentro da Casa Branca, com pessoas onde o consentimento das mesmas é colocado em dúvida. Bill Clinton continua hoje como uma figura de relevo no Partido Democrata, partido esse que luta pela defesa das mulheres que, alegadamente, se sentiram assediadas ou violadas por Kavanaugh. Decerto que Monica Lewinsky conseguiria dar melhores detalhes do sucedido do que Ford sobre Kavanaugh.

O objectivo não é a protecção das mulheres nem descobrir a verdade. O objectivo é descredibilizar um homem que a esquerda abomina por não conseguir controlar. Não pertences ao gang, é para eliminar. Não se pode perder o controlo sobre as instituições se a própria ideologia assenta no domínio das instituições e na centralização da sociedade.

No artigo da Sovereign Nations “Anti-Kavanaugh, Anti-Trump Money Trails” conseguimos perceber o rasto do financiamento que viabiliza estas iniciativas: George Soros (Imagine my shock).[3]

George Soros, através da Open Society Policy Center, financia a organização Sixteen Thirty Fund que, por conseguinte, financia o grupo “Demand Justice”. Este grupo está inteiramente dedicado em evitar que o juiz Brett Kavanaugh seja confirmado para o Supremo Tribunal.[4]

Não estamos perante meras acusações. Estamos perante um projecto organizado, com objectivos delineados e com financiamento alargado para levar a cabo a destruição da imagem e da vida pessoal e profissional de um homem que, até ao presente, era imaculada.

Tal como diz Lindsey Graham aos esquerdistas, na sua magnífica defesa de Kavanaugh, “You all want power. God, I hope you never get it. I hope the American people can see through this sham.”[5]

A esquerda não respeita o resultado das eleições. O resultado das eleições é apenas respeitado se a esquerda vencer. Falamos do caso português?

Trump ganhou as eleições e Kavanaugh foi nomeado por Trump conforme previsto. No entanto, tal não pode ser aceite. Porquê? Porque vai contra o que a esquerda quer: controlo total.

Existe uma guerra cultural. Existe uma guerra que não está a ser travada com armas. Enquanto não ganharmos consciência disto, a esquerda poderá vencer, devagar devagarinho, e conquistar aquilo que para nós é ou era basilar – p.ex. inocente até prova em contrário. Neste momento, temos ainda os conservadores norte-americanos. A estes só me resta dizer, may God be with you.

 

 

[1] Business Insider, “Kavanaugh goes back and forth with Democratic senator about strange setails in high-school yearbook, including references to beer and “flatulence”, 27/09/2018

[2] American Enterprise Institute, “Brett Kavanaugh fights back”, 28/09/2018

[3] Sovereign Nations, “The Anti-Kavanaugh, Anti-Trump money trails”, 24/09/2018

[4] The Daily Caller, “Soros-Linked Group will spend millions to stop Kavanaugh”, 15/07/2018

[5] Fox News, Youtube, “Graham slams Democrats, vigoroulsy defends Kavanaugh”, 27/09/2018

Ivo Rosa, o Juiz “Arquivador”

Há meses foi-me dito em mensagem privada, que o Juiz Carlos Alexandre e a Procuradora Joana Marques Vidal iriam ser afastados dos processos que envolvem Sócrates e outros. Nessa altura, como o faço sempre, coloquei em dúvida essa possibilidade pela importância que estes processos têm e que, ao mudar de mãos, sem justificação plausível, iria destruir por completo a credibilidade da justiça portuguesa aos olhos da sociedade nacional e internacional. Ontem, ficamos a saber que afinal havia mesmo um plano e a última peça do xadrez foi jogada para xeque-mate! Tiro o chapéu!

O afastamento de Joana Marques Vidal foi por culpa do Presidente da República que jamais imaginaria ver colocar os  interesses da Nação no caixote do lixo ao aliar-se a Costa nesta decisão.  Agora, para a nomeação de um novo juiz,  foi  um sorteio electrónico para duas pessoas apenas, completamente viciado, onde só à quarta tentativa deixou de dar “erro”. É claro que o português comum e pouco informado não deu pela pirataria. Não sabe que basta colocar um algoritmo que rejeite o nome que não se pretende, sinalizando-o como “erro”, para assegurar o resultado pretendido. Não entende que não foram erros mas sim 4 tentativas para obter o que desejavam. O que eles não previram foi que por TRÊS VEZES o computador escolhesse o nome de Carlos Alexandre e por isso houve uma sucessão escandalosa de “erros”  que não o foram e com os quais ficaram desmascarados. Este programa informático devia ser imediatamente investigado sem demoras! Ficou clarinho a movimentação tentacular que já vem de trás para safar o peixe graúdo entalado  e bem, nas malhas da justiça.

Que nos espera então esta nomeação de um juiz que por ironia tem o apelido “rosa”? Bem, não é preciso pesquisar muito para saber. Este senhor já vem com um largo currículo de “safanços” de suspeitos de  corrupção. Pois é. Conhecido por não  gostar de apoiar as teses incriminatórias do MP sobretudo quando dizem respeito a caça grossa, Ivo Rosa ilibou 18 dos arguidos da “Operação Zeus”, processo relacionado com a corrupção nas messes da Força Aérea. No caso EDP retirou a  Manuel Pinho o estatuto de arguido mesmo com todas as evidências e suspeitas impedindo ainda  que a PJ fizesse buscas nas suas casas e ainda tivesse acesso às suas contas e movimentos bancários, por entender não haver indícios mínimos de corrupção  sem no entanto permitir a investigação esmiuçada para tirar as dúvidas. Ainda no caso das rendas da EDP, foi este mesmo juiz que impediu também o acesso às contas bancárias de António Mexia e Manso Neto, o que levou procuradores a pedir o seu afastamento do processo acusando-o de parcialidade.  Mas não ficamos por aqui: Ivo Rosa num processo em que a TAP era suspeita de lavar dinheiro de figuras da elite angolana, decidiu não levar nenhum dos suspeitos a julgamento destruindo todo um trabalho de investigação do DCIAP.  Mas calma, ainda há mais: este juiz, no caso do Gangue do Multibanco, um grupo de violentos criminosos responsáveis por mais de 100 assaltos e outros crimes graves, libertou 11 dos 12 membros. Valeu-nos o recurso do MP para um tribunal superior que reverteu por completo esta decisão e onde todos os arguidos acabaram por ser condenados a duras penas.

Por isso os advogados de Sócrates batem palmas! Por isso figuras do PS estão em êxtase! O juiz que mais safou gente ficou com o Processo Marquês. Dúvidas?

Eu não, não tenho depois do que vi ontem. Só certezas. A certeza que vamos regredir aos tempos de Pinto Monteiro e Cândida Almeida, que não viam corrupção em Portugal só “bons rapazes”.

Cristina Miranda

Via Blasfémias