Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

contas-de-sumir

Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

OOOHHH TOMMY TOMMY, TOMMY TOMMY, TOMMY ROBINSON!

Oh Tommy, perdão,

Caro Stephen Lennon,

Tens certamente consciência de que o mundo te vê como (riscar o que não interessa):

Um hooligan;

Um neo-nazi;

Um ultra-nacionalista;

Um activista de extrema direita;

Um dos fundadores da English Defense League;

Um jornalista abaixo-de-cão;

Pois, provavelmente serás isso tudo. Contudo, Tommy, acho que és muito mais do que isso. És alguém que:

  1. Percebeu que o quran (que no meu acordo ortográfico se escreve com minúscula) que o quran, dizia, é incompatível com aquilo a que chamamos de “civilização ocidental” – e aqui estou contigo;
  2. Se enoja com a protecção que os políticos têm dado aos islâmicos nomeadamente na protecção da sua identidade cultural nos maiores crimes que se têm verificado no continente europeu – e aqui enojo-me contigo;
  3. Se recusa que haja espaços da tua “old Albion” vedados à lei e à acção policial e te envergonhas da heroicidade dos polícias que, ao mesmo tempo que aceitam que há “no-go zones” não hesitam em malhar em manifestantes pacíficos – e aqui envergonho-me contigo;
  4. Chama os “bois pelos nomes”, a uns bois, que violam meninas em grupo, chamas “gang rapists” e, a outros bois, que, em consequência, as matam chamas “scum bastard killers” – e aqui acho que és demasiado moderado;
  5. Tem exercido o seu dever de cidadão de exigir uma resposta adequada à ameaça que esta “diversidade” explosiva tem significado para a segurança dos cidadãos – e aqui acho que estás a ser muito razoável: é o mínimo que podemos exigir dos nossos eleitos;
  6. Tem exposto a dualidade de critérios dos tribunais que fazem julgamentos sumários condenando por “perturbação de audiência” a quem está a filmar no EXTERIOR – e aqui, Tommy, “prá granda puta que pariu” a Suas Excelências Reverendíssimas que tanto se perturbam com minudências e tanta indulgência mostram com a escumalha com que tens de conviver;
  7. Foi preso com a acusação de “perturbação de ordem pública” e depois condenado por “perturbação de audiência” com a agravante de “desrespeito de ordem de tribunal” cuja pena se encontrava suspensa – e aqui, só me surpreende que esta condenação de 13 meses seja possível sem a presença do advogado que pediste.
  8. Simboliza a liberdade de expressão – aquela liberdade que só faz sentido para dizer coisas desagradáveis, irritantes e até erradas, porque para dizer melodíosias e frases politicamente correctas não é precisa liberdade nenhuma. E aqui, estou e estarei sempre contigo, na defesa do teu direito de seres um “granda maluco” e dizeres tudo quanto te der na real gana. O direito de pensamento e expressão é sagrado neste nosso hemisfério e não haverá sharia nem rolha alguma que o silencie. Isso seria desonrar o longo caminho que os nossos, especialmente os teus, antecessores percorreram.

OOOHHH TOMMY ,TOMMY , não esqueceremos nunca a frase de John Locke (1632):
“The end of law is not to abolish or restrain, but to preserve and enlarge freedom”

TOMMY , TOMMY , não nos renderemos nunca a esta corja de novos pensantes que nos pretendem endoutrinar.

TOMMY ROBINSON em suma: és só um gajo com os tomates no sítio (pardon my inglish) no meio de eunucos.

GOD BLESS YOU TOMMY.

 

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Quem Aguenta o País é o Sector Privado Dr.Costa!

O ajustamento económico Português foi um sucesso relativo, conseguiu-se redimensionar o sector privado como um todo, as consequências mais “negativas” do ajustamento, isto numa análise meramente económica, como o desemprego que se gerou, teve como proveniência mais constante de um sector que era o “sustentáculo” do crescimento da Economia Portuguesa num tempo recente, como o sector dos bens não transaccionáveis, sector esse composto por actividades que quando operacionalizadas geravam divida constantemente, especialmente privada e externa, que cujo crescimento e desenvolvimento foi fomentado por políticas europeias(culpa de quem nos governou, mas também de quem nos emprestou) e públicas de modo irresponsável.

Por conseguinte, todo o quadro de crescimento sustentado que se queira realizar a médio-longo prazo fica completamente rabiscado não só com um crescimento que estava assente em pés de barro(ainda está, mas menos), com políticas fiscais inconstantes e totalmente imprevisíveis e com a criação de regulações e taxas à velocidade de uma toupeira profissional.

O ajustamento económico-financeiro, veio a “atenuar” estes desequilíbrios macroeconómicos estruturais, para pessoas como Catarina Martins, a pequena, Jerónimo de Sousa, o emplastro, e António Costa, o cativador, que disseram que o tal ajustamento foi um total fracasso, segundo declarações não muito longínquas do seu reino “IURD”, hoje beneficiam não só da “limpeza de Passos” como de condições macro internacionais das melhores de sempre mas, mesmo, assim, o crescimento económico português desacelera e a produtividade cai, mera incompetência canhota.

O Governo de António Costa parece aquelas preguiças com obesidade mórbida, que estão sempre à espera que a fêmea faça algo para o estado de coisas mude e estes ficam na árvore com banhos de sol, os de Ibiza são bons pelo que se diz! O Sector privado aguentou e está a aguentar com uma resiliência franciscana a máquina sugadora de impostos de Mário Centeno, o Estado monstruoso e ineficiente mas como preguiça precisa de sobreviver, ainda deixa as formiguinhas passar, mas chegará o dia em que a factura da desgraça socialista nos chegará outra vez por Pombo correio.

Como a paciência já é pouca para escrever sobre socialistas formatados, vamos ao que interessa, dados, números, vamos à representação numérica do sucesso do sector privado português em tempos de dificuldades que ainda hoje perdura. Como são dados mais “científicos” e nem todos são da área económica fiz um mini-glossário de orientação inicial.

⊗ Balança Comercial: A Balança Comercial não é mais que um registo contabilístico onde agregamos a Balança de Bens e de Serviços, que juntas formam o saldo da Balança. Este registo, mede então os fTacluxos de saída(Exportações) e de entrada(Importações).

• Quando o saldo é >(maior) que zero, temos um superávit, portanto as exportações de bens e serviços ultrapassam as importações, pagando-as totalmente.

• Quando o saldo é <(menor) que zero, temos um défice, portanto as importações de bens e serviços ultrapassam as exportações, assim, o conteúdo exportado não paga totalmente as importações e temos que nos endividar(pedir financiamento) para cobrir tal défice, gerando dívida privada.

⊕ Não esquecer que a Balança Comercial está inserida num registo ainda maior que é a Balança corrente, que tem outras componentes, como as transferências da UE para cá e vice-versa, que em conjunto com a Bal. de capital(fica para outra artigo), formam a balança corrente e de capital(ex-balança de Pagamentos), que esta sim, o saldo da mesma influência definitivamente o percurso da dívida privada e externa.

⊕ Mais uma definição adjacente e importante. Como já referi acima, quando exportamos recebemos divisas, quando compramos bens e serviços ao exterior, ficamos sem elas. Portanto, o que recebemos pode pagar a totalidade do que importamos, ou não… Neste cenário criou-se a Taxa de Cobertura que é a divisão entre as exportações pelas importações multiplicando por 100, dando nos a percentagem das exportações que pagam as importações.

Agora estamos em condições para os gráficos! Vamos ao primeiro!

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FONTE: INE

Como as criaturas do Bloco, PCP e PS podem verificar no gráfico acima, os gráficos não são só uns riscos e charadas sociais de acampamentos, são representações gráficas que representam a realidade, muitas vezes incompleta, mas são uma base de trabalho. A partir de 2010 até 2017, o peso das exportações bens e serviços aumentaram o seu peso de forma exponencial, estamos a falar de um valor que representava 25% do PIB em 2009(meados), até mais 44% do PIB em 2017, um aumento em valores relativos de quase o dobro.

O esforço dos empresários portugueses é heróico, pois, não só em ambiente vil conseguem que a balança comercial fique 6 anos seguidos(!) superavitária, um recorde em Portugal, como conseguem alterar o modo como crescemos, em economês, alteraram o nosso perfil de crescimento, que hoje é bastante mais saudável que há 8 anos. Se a nossa média de crescimento neste século foi de 0,3% aproximadamente, hoje crescemos 2%, muito mais portanto.

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FONTE: INE

Neste gráfico, a PORDATA, mostra isso mais atentamente. A Taxa de cobertura, como já viram no glossário acima, é superior a 100% desde 2012, e em tempos de geringonça continua na média das taxas em final de mandato de Passos Coelho.

O que interessa, portanto, é que uma das componentes que sempre manteve a nossa balança corrente com pressão, a balança de bens, essencialmente porque nós “compramos caro” e vendemos “barato”, é das grandes responsáveis pelo nosso atraso de crescimento e por tão fracos desempenhos. A balança de bens já se está a deteriorar outra vez, especialmente a partir de 2017, onde o saldo se agravou mais de 2,5 mil milhões de euros. Agora, imaginem, que o turismo para de crescer… Se não nos reformámos completamente, por mais que o esforço feito do lado dos privados tenha sido notável, voltamos à armadilha de baixo crescimento.

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FONTE: Pordata

Baixo crescimento, como óbvio, porque o Estado não quer a Taxa de IRC a 8%, um projecto fiscal de médio e longo prazo sem alterações de impostos empresariais e com a sua diminuição, tudo isto porque o Estado Português quer continuar a alimentar as oligarquias. Se isto não é Socialismo caviar, não sei o que é.

Quando em Portugal não tivermos a cultura de que o Estado é um mero árbitro, e nem o devia ser, mas sendo pragmático que o seja, que o lugar dele é deixar que o individuo, as pessoas portanto, trabalhem, recebam o seu salário, produzam, consumam e que façam o que querem com o seu dinheiro, então estamos a ir para o caminho da servidão total.

A equação fundamental portuguesa é: Consumam, produzam e poupem.. Está tudo ao contrário! Devia ser poupem, produzam e consumam! Mas meter isto na cabeça de pessoas na política que não sabem criar emprego… Esqueçam!

Mauro Oliveira Pires

Donald Trump Ganhou, temos pena!

O Presidente dos E.U.A é um caso de estudo tremendamente peculiar, se, por um lado, despertava no meu caso mais particular uma indiferença bastante subtil, na campanha eleitoral norte-americana, com certas atitudes a levarem me a ponderar se quer ouvir qualquer discurso seu, o tempo passou e não passou só por mera ordem cronométrica e temporal por si só, Trump tem estaleca, tem calo, tem vivência, são 70 anos vividos à mais alta rotação é empresário, recebeu dinheiro para o inicio da sua carreira, mas os lugares comuns da vida e os buracos adjacentes não permitiram que o actual Presidente da maior economia do Mundo se desviasse do seu caminho.

Trump tem uma personalidade única, sabe transparecer para fora o que ele quer, se o ambiente exige que ele se transforme e que tenha de transparecer um “estúpido”, especialmente perto dos burocratas europeus, Trump fá-lo como ninguém, é uma arma negocial de Trump, quem é empresário e lida com o pagamento de salários, com o risco e com a transformação estrutural dos negócios a longo prazo sabe que a prática eterna do bluff nunca passa da moda. Se todos acham que ele, o Donald(ele gosta que lhe chamem assim…), é parvo, ele gosta, pois assim todos baixam a guarda, vão na conversa da sereia e caiem nas redes do pescador.

Trump que é um Business man, sabe perfeitamente que a expansão de uma Economia, que a expansão de um pequeno negócio ao maior, depende na correlação directa positiva do crescimento/expansão dos mercados quer onde se inserem, quer dos externos. Ninguém gosta de tarifas, muito menos Donald Trump, mas a única maneira de as eliminar era mostrar que as mesmas eram más, por mais que as 5.000 páginas de regulação europeia o digam, a União Europeia como um todo continua com uma pauta aduaneira comum aos produtos americanos, a hipocrisia Europeia no seu melhor.

Donald aproveitou-se da situação, lançou o caos, dominou e depois colocou em cima da mesa o que verdadeiramente queria, eliminar tarifas para uma verdadeira concretização do comércio livre. Jogada de mestre? Dom João II(Rei Português), ficaria contente.

Mais uma vez, quem não veio da formatação política quer das juventudes políticas, quer dos Partidos em si, traduzindo por outras palavras menos ostracizantes, o tacho, tem que aprender como se negoceia, para além disso, tem que aprender a pagar salários e a pagar impostos(não é que goste deles..)? Não! Trump é um Self Made Man! Colocou nos sapatos os políticos “profissionais” da cartilha(pardon my english).

O acordo de paz com a Coreia do Norte e com o seu “Rocket Man”, chegaram a bom porto, mas logo a imprensa socialista diz que é fogo de vista. Se fosse o inteligentíssimo, o santíssimo, o grande e Amado líder Barack Obama, esse sim, o acordo era mais credível, era de cimento, era de uma dignidade à Ferro Rodrigues! A dor de cotovelo do sistema ter como líder do Mundo livre uma pessoa que não tem avental faz lhes comichão. Comprem fenistil.

Mauro Oliveira Pires

 

A Culpa é Nossa

Já pararam para reflectir porque razão temos tão fraca qualidade de governantes quer em Portugal, quer no resto do Mundo? E já repararam também que além de serem medíocres agem de forma irresponsável, sem ética, sem valores, corrupta e mentirosa como se fosse algo perfeitamente normal e aceitável sem sequer se esconderem muito? A explicação para esta podridão legalizada está em nós, cidadãos. Somos os culpados porque nos deixamos manipular por eles.

A primeira defesa contra os manipuladores é a tomada de  consciência da sua existência e questionar sempre tudo o que nos dizem ou apresentam como teoria ou explicação para uma determinada situação, seja de quem for. Quando não duvidamos estamos a abrir uma porta à manipulação que, se for bem feita, toma imediatamente conta do nosso pensamento, contaminando-o. Já não somos nós a tirar conclusões mas sim através dos manipuladores que de forma subtil usam o sentimento para provocar uma reacção emocional que nos vai condicionar o raciocínio lógico. É o caso dos “migrantes refugiados” que nos aparecem em botes sobrelotados em suposto “desespero”, onde nos vendem um “resgate” que não o é, quando na verdade as ONG vão buscá-los à costa da Líbia, enquanto nem reparamos que quase não há mulheres, crianças ou idosos. Se fogem da guerra porque só vêm milhares de homens muito jovens? Pensem.

Questionar, duvidar, pesquisar enquanto houver dúvidas sobre uma determinada teoria oficial não é criar uma teoria da conspiração (se assim fosse, o MP e investigadores da PJ seriam uma organização legalizada de conspiradores). É demonstrar capacidade crítica independente. É  demonstrar força contra as manipulações governamentais que nos querem submissos e ignorantes. Os manipuladores querem que fiquemos satisfeitos com as “provas” que fabricam para nos sossegar ou levar a pensar o que eles querem e por isso sonegam informação. São os primeiros a proibir acesso a dados, a destruir prova, a censurar investigação independente e claro, a classificar como “conspiração” tudo o que sai do seu controle para descredibilizar quem faz investigação paralela.  Vejamos um exemplo em Portugal com Pedrógão Grande: Foi o não criada uma verdade alternativa dizendo que tinha sido a natureza a provocar aquela tragédia? Foi ou não verdade que impediram todos os organismos de revelar o número real de mortes? Foi ou não verdade que foi criado entraves ao acesso à informação sobre a tragédia para que fiquemos convencidos da versão oficial?  Foi ou não destruída prova na ANPC e INEM? Continuam ou não muitos mistérios por responder enquanto governo fala de “teorias de conspiração”?

Claro que este exercício não é fácil. Sobretudo se estivermos emocionalmente ligados a essas pessoas. É o caso da política quando é o “nosso” partido que governa; é o caso do futebol quando é o “nosso” clube que está a ser investigado; é o caso de um familiar ou amigo  quando é apanhado num acto ilícito. As ligações afectivas tornam-nos menos racionais. Logo, mais susceptíveis de manipulação. Colocar o coração de lado na hora de analisar uma situação, a frio, não é fácil mas também não é impossível. Para muitos será natural porque já nasceram com essa habilidade, para outros requererá treino. Contudo tem de ser feito. Porque a manipulação de massas é um facto como o descreve Noam Chomsky e todos os poderosos do Mundo a usam em seu benefício. Infelizmente para nós que não passamos de meros peões neste tabuleiro gigante prontinhos para sermos usados como lhes convém, sem olharem a meios para atingir fins.

As estratégias de manipulação de massas visam bloquear a capacidade críticapara manter o Mundo nas mãos dos poderosos do jeito que eles o idealizam: sob seu total controlo. Nós somos apenas vistos como carneiros estúpidos que eles julgam capazes de neutralizar. Despertar consciências para esta realidade é uma missão de muitos como eu que acreditam que a saída deste lodo político, desta podridão de gente nos governos  só acaba com a mudança nos cidadãos. Aprender a exigir, responsabilizar e depois condenar  e correr a ponta pé esta corja, é vital para a sobrevivência das sociedades.

A culpa é nossa, só nossa,  que aceitamos tudo o que nos é dito sem contestação, que não duvidamos nem questionamos nada. Se queremos mudança temos de  promovê-la começando desde já a mudar a forma como olhamos para os políticos, sejam eles de que partido forem. Não podemos sonhar com melhores resultados se continuarmos a insistir nos mesmos erros.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Inferno especial

Quando aparecer o primeiro sindicato em Portugal que proponha uma greve onde os meios de transporte substituam a paralisação pela não cobrança de bilhetes, teremos finalmente greves que afectam as empresas e o governo e vez de dar cabo da paciência aos utentes.

Esta semana escrevo do aeroporto Francisco Sá Carneiro no Porto à espera de embarcar para Lisboa. O voo está atrasado uma hora e meia. A greve nos comboios, iniciada na passada segunda-feira, afectou também os voos, a começar pela ponte aérea entre as duas cidades, com a maior parte dos bilhetes esgotados e o preço mais elevado que o habitual.

Os trabalhadores ferroviários realizaram a greve contra a possibilidade de circulação de comboios com um único agente. No primeiro dia, e segundo dados disponibilizados pela CP, a greve suprimiu 10 ligações internacionais (66%), 60 comboios regionais (72%), 114 comboios urbanos de Lisboa (98%) e 36 urbanos do Porto (72%).

O Sindicato Ferroviário da Revisão e Comercial itinerante indicou que a adesão à greve obrigou a uma paralisação de 90% dos comboios de mercadorias e de passageiros em todo o país, nas zonas urbanas de Lisboa atingiu os 100% e 95% no Porto.

Os sindicatos que convocaram a greve consideram que a circulação de comboios só com um agente põe em causa a segurança ferroviária de trabalhadores, utentes e mercadorias, e defendem que é necessário que não subsistirem dúvidas no Regulamento Geral de Segurança. Os ferroviários rejeitam alterações ao RGS com o objetivo de reduzir custos operacionais e consideram que a redação do mesmo, em discussão nos últimos meses, deixa em aberto a possibilidade de os operadores decidirem se colocam um ou dois agentes nos comboios. Reparem no “deixa em aberto”. E no que consiste essa falha na segurança? Ninguém sabe. São fornecidos números, dados, evidências? Parece que não é importante explicar.

Quando aparecer o primeiro sindicato em Portugal que proponha uma greve onde os meios de transporte substituam a paralização pela não cobrança de bilhetes, teremos finalmente greves que afectam as empresas e o governo em vez de dar cabo da paciência aos utentes.

Também aprecio quando os sindicatos convocam uma greve numa segunda-feira a seguir a um fim de semana prolongada como a dos comboios. Ou na véspera de Santos Populares na capital como a greve da Trastejo e Soflusa agendada para os próximos dias 11 e 12 de Junho. Deveria existir um inferno especial só para este tipo de decisões.

Ao tribunal arbitral a greve dos transportes fluviais ter sido precisamente convocada em dias de grande enchente e deslocação de pessoas entre Lisboa e a Margem Sul, não lhe pareceu importante e decretou não fixar serviços mínimos para o transporte de passageiros pelas empresas. Os passageiros têm duas pontes, autocarros e carros privados, bicicletas e patins, qual é o problema? E o que pretendem os sindicatos com a greve? “A valorização salarial dos trabalhadores da empresa.” Mas não estamos em tempos de pujança económica como nunca vista e os tempos de austeridade enterrados para sempre no passado?

Sofia Afonso Ferreira

Artigo Inicialmente Publicado no Jornal Económico

E as mulheres polícias abatidas na Bélgica não revolta as feministas?

Isabel Moreira, essa deputada cujas batalhas tem sido apenas pela defesa do cigarro electrónico, pelo direito de fumar em locais públicos, eutanásia, casamento gay, adopção gay, pelo aborto, mudança de sexo aos 16 anos e drogas livres, está zangada. Então não é que foram fazer uma publicidade com uma mãe fumadora para alertar sobre os perigos dessa dependência agora que foi revelado um estudo que aponta para o crescimento de mulheres fumadores ultrapassando já os homens?  Onde já se viu usar uma mulher para passar uma mensagem às mulheres com tanto género disponível (dizem que são cerca de 70)? Uma publicidade, não pode ter um mercado alvo. Tem de ser ambígua. Tem de servir os géneros todos senão é discriminação. A mesma disse à agência Lusa: “Espero que o Ministério da Saúde retire a campanha, que é uma campanha misógina e culpabilizante das mulheres”. Não se assustem. Este raciocínio não é de um doente mental. É de uma deputada que é paga (e bem paga!) por todos nós.

Estamos na era da idiotice avalizada pelos defensores do politicamente correcto. Os criadores de idiotices estão em todo o lado prontos para actuar a cada segundo. Escrutinam tudo ~e mais alguma coisa para encontrar motivos de discórdia alegando discriminação. Uma simples opinião que põe em causa uma teoria oficial ou até comprovar cientificamente a falácia de certas ideologias, vai imediatamente desencadear todo um processo de desacreditação das pessoas que tiveram a coragem de questionar ou contrariar, chegando ao extremo de processar, rotular  ou prender quem não se submete às idiotices da desconstrução social como foi o caso do jornalista inglês Tommy Robinson. Este Mundo tornou-se perigoso. Os doidos agora andam soltos e com  o apoio dos Governos e organizações internacionais.

O caso da dita publicidade podia ter ficado por aqui com estas baboseiras a que Isabel nos habituou há muito. Mas não. Tinha de entrar no “campo de batalha” as Capazes, famosas pela defesa dos transportes públicos separados,  sanções a livros para meninas,  proibição de voto a homens brancos e tantas outras pérolas. A associação vai mesmo processar quem autorizou esta publicidade alegando que “o problema é a redução da campanha a uma série de estereótipos que têm prejudicado a mulher, reduzindo-a ao papel de mãe e ao papel de princesa”. Estas “snowflakes” sentem-se atingidas na mensagem da publicidade cujo filme é da autoria de alunas da Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto. Vejam só que irónico. São duas meninas. Vá lá… o mundo das mulheres não está perdido. A esperança vive, sem dúvida,  nestas jovens lúcidas imunes à lavagem cerebral do marxismo cultural.

É curioso ver quanta hipocrisia reina nestas cabeças desorientadas. Estão tão presentes nas causas inventadas onde não há problemas (só uma mente distorcida vê descriminação na publicidade em causa) mas completamente ausentes, a marimbarem-se literalmente com  mulheres vítimas do politicamente correcto, em serviço na Bélgica enquanto defendiam o país de migrantes extremistas que o governo alberga. A morte destas duas mulheres polícias não as comoveu, não as fez exigir mais controlo na aceitação de migrantes nem tão pouco foi exigido um voto de pesar no Parlamento como o foi  para Marielle Franco. Porquê? É simples: estas feministas não representam as mulheres. Representam uma agenda  “sui generis” para as mulheres. Quem não bater palmas a essa agenda, feita por elas, onde só cabem as mulheres ocidentais (mas não todas) é excluída das suas  “lutas”. Haja coragem para o admitir.

Sou mãe de uma jovem que fuma e confirmo que este flagelo está em crescimento nas adolescentes que amanhã serão também mães. Mas eu não sou politicamente correcta. Não digo à minha filha que “as princesas não fumam” (uma forma muito querida e inofensiva de abordar o tema para as sensibilizar). Digo peremptoriamente que “fumar é estúpido” numa sociedade que promove cada vez mais uma vida saudável. Digo com toda a dureza que “é uma tonta” e que se não fizer nada por ela agora, mais tarde se arrependerá com a perda da própria saúde. Digo-lhe que “só alguém pouco inteligente” se mata lentamente com uma porcaria que não serve para nada muito menos para se promover socialmente (como era no meu tempo de liceu).  Digo o que tem de ser dito sem delicadeza. Sem pinças. Não por não a ver como minha princesa (que mal tem isso?) mas porque quando o tema é duro,  opto sempre por uma mensagem também dura.  Se  em vez de uma menina fosse um rapaz e a mãe dissesse,  “os heróis não fumam” , também seria uma histeria porque haveria sempre uma feminista a ver descriminação “contra as mulheres”, ao atribuir aos rapazes a imagem de heróis, porque os coloca numa posição superior  em relação às meninas. É assim que funciona a cabeça destas mulheres. Vêem discriminação em tudo.

Perder tempo a alegar descriminação imaginária numa simples publicidade, muito bem feita, idealizada por duas jovens do ensino secundário, sem qualquer desrespeito por ninguém, enquanto se ignora as verdadeiras vítimas, só demonstra a inutilidade desta gente que vive à custa do Estado. Não há paciência!

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Volta Galamba, que estás perdoado

Em 2011 e em 2013, durante o consulado do anterior governo, ficaram célebres as seguintes frases, proferidas por Victor Gaspar, Ministro das Finanças de então, e por Luis Morais Sarmento, Sec de Estado do Orçamento:

«Não há dinheiro. Qual é a parte desta frase que não entende?» e “qual é a parte de não há dinheiro que não entendeu?”.

A resposta do PCP, e do BE, de então, foi basicamente a seguinte: “se não há dinheiro parem de cortar na despesa e deixem derrapar o déficit”.

Traduzindo: “se não há dinheiro a solução é gastar mais e depois enviem a factura para outros pagarem”. Bem demonstrativo da profunda ignorância e demagogia destas gentes.

Mas, à parte das respostas do BE e do PCP, ficaram igualmente famosas as reações do deputado João Galamba, o então rottweiler de serviço do PS, das quais destaco só algumas:

– “Governo é um “bando de irresponsáveis”
– “o Governo com o congelamento da despesa, está a parar o país e a sequestrar toda a administração pública”.
– “o despacho de Victor Gaspar de congelamento da despesa no Estado, é uma birra do Governo”
– “o congelamento da despesa do Estado, traduz o desnorte total do Governo”
– “o congelamento da despesa no Estado, é uma desconsideração a “a todos os portugueses, e toda a administração pública”
– “atitude inaceitável”, que mostra a prepotência e “terrorismo” deste Governo”
– “Paralisar o país inteiro, como está o governo, não é aceitável”
– “o Governo “não tem ideia do que fazer ao país, a não ser destruir o país”.
– “uma vendeta, uma “irresponsabilidade” e uma demonstração que estamos entregues a um bando de irresponsáveis, que não tem outro objectivo que não seja cumprir orientações da União Europeia”.

Chegados a 2017 e a 2018, após a famosa “viragem da página da austeridade. que nos levou há mais alta carga fiscal de sempre, e a termos já os combustíveis e a energia mais cara do mundo, eis que António Costa, nos brinda com as seguintes frases:

“A ilusão de que é possível tudo para todos, já não existe”
“Não há dinheiro”
“Não tenho os 600 milhões que os professores exigem”
“não temos dinheiro, que quer que faça?”

Até aqui, nada de novo, pois apesar da maior receita fiscal de sempre, o país continua com um deficit nas contas públicas e a dívida pública acumulada não para de crescer.

É o resultado das actuais políticas que têm feito crescer, uma vez mais, as despesas fixas dentro da administração pública, das quais se destacam as despesas salariais no sector público, as pensões das reformas mais elevadas, e as subvenções a políticos e a partidos políticos.

O que é novo, é o silêncio hipócrita do PCP e do BE, ainda que já esperado, pois hipocrisia é algo a que já nos habituaram.

Mas novidade mesmo, é o total e absoluto silêncio, desaparecimento até, do camarada Galamba, e logo agora, quando as suas palavras do passado, tanto se justificavam.

Por onde andas camarada Galamba? Volta, que por mim, já estás perdoado.

Rui Mendes Ferreira

PSD: O Novo Brinquedo de António Costa

A história do namoro antecipado de Costa com Rio, recordar abraços e beijinhos nas bochechas em águas passadas, faz me lembrar um episódio pessoal de quando fui à Índia no ano de 2017. Em Nova Déli, como podem imaginar, o grau de concentração de restaurantes indianos de determinada comida especifica é deveras elevado. Um individuo do restaurante queria me cobrar um valor mais elevado face ao que eu consumi, como o preço do Caril de Camarão não se compara a encher o depósito de gasolina em Portugal, com alguma conversa mais afectuosa chegamos a um acordo, o que estava na factura, erradamente a mais diga-se, eu dava lhe em gorjeta, só para o senhor não se armar em Catarina Martins lá do bairro.

Claro que podia ficar chateado, claro que podia protestar, claro que com o meu cabelo que era cientificamente parecido ao do actual(ex?) treinador do Sporting, podia meter mais algum medo adicional ao empregado, mas, nem isso. Visitava um País dos meus ancestrais, queria sossego. Isto é um caso paradigmático e quase a papel químico, da relação quase que incestuosa entre o Dr.Rio e o Dr.Costa. Tais criaturas olham-se como um bom Brasileiro olha para uma maracujá e um bom português para um pastel de bacalhau(prefiro chamuças…), se um quer a Reforma de algum sector, outro, horas depois, responde com uma sonoridade tão positiva que os passarinhos de Alchochete levantam voo, sem agressões de maior entre si, claro.

António Costa é o que já sabemos, o pior político no que é o sentido nobre do termo diz respeito, não respeita as relações institucionais a nível do voto, desvirtuo a relação de poder entre partidos, abrindo a porta das clientelas ao Bloco e hoje namora com todos, vai para a cama com todos e gera Fernandas Câncios com uma enorme eficiência. Aproveitando-se da ignorância do povo português para os temas económicos, a apatia normal e geral bem como a tendência para as “Humanidades” em vez do raciocínio matemático, o caldo de António Costa é o cenário perfeito para experiências maquiavélicas do mesmo.

Só para terem ideia, um dia destes trago dados mais concretos, a Economia está a crescer, a desacelerar para ser mais preciso e, para além disso, a produtividade do País está a baixar, para português entender, existe retoma, existe crescimento mas insustentável! Ao mínimo sopro, ao mínimo deslize de política orçamental estamos tramados. Não é por acaso que Mário Centeno e António Costa hoje tem um discurso mais contido do que há 1 ano ou 2. Maior parte dos Países da UE, se fizermos a média de saldos orçamentais, Portugal é dos Países com pior saldo orçamental da Europa, ou seja, maior défice. Por outro lado tem uma dívida pública descontrolada e que teima em não descer, pelo menos em valores absolutos(dinheiro, esqueçam as percentagens).

Se Rui Rio quer efectuar um matrimónio a longo prazo, melhor, a cova a longo prazo, é beijar de uma vez os lábios cínicos de António Costa. É que estão tão à mão de semear que dá medo. Como diria um compatriota em tempos, que deve ir para as Arábias(ou não…), Rio tem que se assumir(Não vamos escrever na Língua do Jorge). As setas do PSD indicam isso mesmo, um Partido sem rumo e sem um vector director. Passos afinal não era o elemento desagregador, mas sim de união, de facto!

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

É mais Fácil Defender a Morte do que Defender a Vida

Não concordo com o aborto ou com a eutanásia. Admito que já o tentei fazer na medida em que é demasiado sedutor e demasiado fácil defender estas situações. Quem não se quer livrar das consequências de uma noite mal ponderada? Quem não se quer livrar de dores e sofrimento cujo fim teima em não vir?

Todos nós aspiramos por uma vida de perfeição, por uma vida satisfatória, por uma vida que nos faça, pelo menos, um pouco feliz ou, para os pessimistas, por uma vida um pouco menos infeliz. O problema nesta nossa aspiração é que, infelizmente, não controlamos tudo o que se passa na nossa vida e isso assusta-nos. Assusta-nos ao ponto de desejarmos a morte, rápida e indolor para nós e para outros que possam, algum dia, passar por uma situação que a nós nos atormenta.

Portanto, a resposta para o medo é a morte. A resposta para a dor é a morte. A resposta para a incerteza é a morte. Porém, a morte é a única certeza que a vida nos dá.

É-me impossível defender tais acções pelo simples facto de as mesmas não passarem de homicídios. Vendo as coisas por todos os prismas possíveis, o acto não passa de homicídio. A morte de alguém provocada por outro. Argumentam que, no caso da eutanásia, isso não é bem assim porque o doente pede a outro que o mate e, logo, essa morte passa a ter toda a legitimidade sendo até algo piedoso e compassivo. Como se não bastasse, começa-se a vender a ideia de que, quem não aceitar aquiescer a este pedido, é uma pessoa imoral.

Este argumento continuou a não ser válido para mim pois não conseguiu justificar o homicídio, apenas passa graxa e lustro na acção, tentando pôr a coisa menos feia, provavelmente por considerarem necessária alguma atenuante de consciência.

Ora portanto, sendo isto homicídio, porque tais actos são tão defendidos? Porque se tenta vulgarizar tanto a morte, morte essa que é inevitável?

Não acredito que o foco seja a morte e a sua valorização, mas sim o inverso: a progressiva perda de importância da vida apoiada pelo asqueroso relativismo moral que hoje impera.

A vida foi diminuída ao ponto de apenas valer enquanto somos úteis, enquanto tivermos algum tipo de contributo para a sociedade, enquanto temos capacidade de ter algum tipo de satisfação ou prazer. A vida humana deixou de ser um valor absoluto e, como tal, tudo tem condições para ser ainda mais relativo.

Vejamos um argumento utilizado de quem defende o aborto: o embrião ou o feto ainda não é humano. O ser humano apenas é ser humano, com possibilidade de viver, quando a sociedade o determina conforme as suas conveniências. Como no caso dos doentes ou dos velhos que ficam doentes, o argumento de que eles deixaram de ser seres humanos não resulta, então que inventaram? Que a pessoa tem direito a morrer com dignidade. Isto significa, portanto, que qualquer pessoa que esteja entravada numa cama vive de forma indigna. A dignidade de alguém passou a ver-se pelo estado do corpo e não pelo seu carácter ou pelas suas acções.

Vergonhosamente, este nosso Portugal sofre o flagelo de abandono de idosos. Mais facilmente vemos indignados na praça pública por a eutanásia não ser despenalizada, mas nem um pio sobre os idosos abandonados. Quando os idosos dizem que não querem estar sozinhos, a sociedade não quer saber. Quando os idosos dizem que querem morrer, a sociedade junta-se para desligar a máquina.

O último recôndito dos defensores de homicídios assenta na liberdade da pessoa sofredora decidir como quer morrer. Se a pessoa quer morrer, é livre de se matar. Se a pessoa quer morrer e não o consegue fazer sozinha, não pode querer incutir esse tipo de acções noutras pessoas. Lamento, mas não há respostas felizes para todos os problemas da vida. O facto da pessoa o pedir, não justifica coisa nenhuma. Ao longo da nossa vida fazemos tudo aquilo que os outros pedem e desejam? Ou agora passamos a defender esta coisa em particular porque, de alguma forma, nos convém?

Como se tudo isto não fosse suficiente, todos nós sabemos que a vida sempre foi relativizada por regimes políticos ditatoriais. Acham que Hitler, Estaline ou Mao Tsé-Tung reconheciam algum valor à vida? Não. Reconheciam valor às vidas que eles queriam.

Se a vida é relativizada, tudo deixa de ter importância. As novas gerações irão nascer com a vida sem valor e a morte vulgarizada. Tudo isto não passa de uma guerra para dizimar os valores judaico-cristãos, baluartes da civilização ocidental, por muito que custe a todos os ateus que ganham urticária cerebral só de ouvir falar de cristianismo.

Acham mesmo que esta história da eutanásia ser só para doentes em estado terminal vai ficar só por aqui? Não. Tal como antes se falava do aborto, p.ex: em caso de perigo de vida para a mãe, hoje ele pode ser feito até às 10 semanas de gravidez. Portanto, a partir das 10 semanas e 1 dia, o tal bichinho tornou-se humano.

Onde devia existir a propagação do amor, do carinho e da dedicação, que é aquilo que doentes e pessoas fragilizadas precisam nos momentos mais difíceis da vida, a sociedade opta por banalizar a morte passando ela a ser a forma mais rápida e eficaz de resolver qualquer problema.

A civilização ocidental está a ser atacada por todos os lados: de fora, vêm para cá algumas pessoas que falam abertamente que a civilização ocidental é má, fonte de todos os males do mundo e que deve ser destruída. Acham que isso é mau? Não, o pior está cá dentro, com todas as vagas que existem de propaganda esquerdista, promiscua já com a direita, que renuncia por completo a tudo aquilo que nos fez chegar ao ponto civilizacional em que estamos: a família, o casamento, os valores morais judaico-cristãos, a tolerância (q.b. não me refiro à tolerância auto-genocida), o individualismo, a vida, a liberdade… e ainda fazemos propaganda igual à dos outros afirmando que somos todos maus e a fonte de todos os males do mundo.

Como tal, a nossa “auto-penitência” é matar bebés, velhinhos e doentes, aceitar quase pacificamente violações e atentados, achar que o judaísmo e o cristianismo são embrutecedores da sociedade, adorar os animais acima de todas as coisas e ter poucos filhos em prol do requintado estilo de vida materialista (a não ser que decidamos ter cães ou gatos em vez de seres humanos, neste caso a prol desta gente está garantida) o que nos faz ser ultrapassados demograficamente. Para quem é bom em matemática, mas limitado em demografia, será fácil perceber: se um ocidental tem em média 1 ou 2 filhos e imigrantes que apelam ao ódio do ocidente têm uma média superior, quem irá ter mais filhos daqui a uns anos e ser maioria na sociedade?

Tudo isto representa para mim uma coisa apenas: o progressivo fim da civilização ocidental que morrerá vítima da sua própria virtude em tudo aceitar relativizar, mas já nada valorizar. Com isto termino com o sentimento de que o relativismo moral assustar-me-á sempre muito mais do que a moral absoluta judaico-cristã.

Sara Albuquerque

 

Legislar para matar

Começo por dizer que sou sensível ao sofrimento profundo. Que o conheço porque o senti. Que sei o que é perder toda a esperança e deixar de ver luz. E que de facto confirmo que a vontade de morrer é algo extremamente sedutor quando nada, mas nada mais temos a perder. A morte, naquele momento, parece a salvação a que nos agarramos com toda a força porque estamos fartos, fartos da dor e queremos partir. Sobretudo se somos crentes e acreditamos na vida além da morte. Isso dá-nos alento para prosseguir no nosso objectivo. Mas morrer é irreversível e dou por mim a pensar, vezes sem conta, no que teria perdido se o tivesse feito. Sim, há gente que precisa de ajuda e é urgente resolver essa questão. Mas será legalizando a morte provocada? Vamos reflectir.

Em primeiro lugar não se tratam estes temas sérios e irreversíveis de forma brejeira, num circuito fechado entre deputados e muito menos à pressa.Nenhum partido político colocou a eutanásia no seu programa eleitoral. Logo nenhum está legitimado para o legislar. Se vivemos em democracia como tanto gostam de lembrar não podem agir como pequenos ditadores assumindo ser essa a vontade da sociedade. Não foi dado voz aos cidadãos, não houve debates públicos de esclarecimento sobre as propostas apresentadas, nenhuma televisão fez reportagens sobre o tema ou entrevistas com os proponentes, como raio se atrevem a levar algo para aprovação com o desconhecimento total da população sobre o que é ou não proposto? Quando não se debate o assunto em público surgem dúvidas, receios, medos e são todas legítimas. Quem disser o contrário é desonesto.

Porque o direito a morrer já existe. Todos podemos recusar – sem eutanásia legalizada – tratamentos ou pedir para desligarem as máquinas de suporte à vida. Todos. Assim como, de forma individual, qualquer um pode pôr termo à vida sem consequências para quem fica. Curiosamente, o suicídio individual que não passa ele próprio de um acto de alguém que quer pôr termo ao sofrimento prolongado, é criticado, é condenado social e politicamente. Quem não se lembra das polémicas à volta de Passos Coelho a quem apontavam o aumento de suicídios em Portugal? Ora se é um direito individual que põe termo ao sofrimento de cada um, porque se critica? O acto só é aceitável se for com aval do Estado, é isso?

Ironicamente enquanto à pressa se tenta aprovar a eutanásia em Portugal, as notícias dão-nos conta que há um desinvestimento colossal no SNS que põe em perigo tratamentos oncológicos e 70 000 pessoas sem cuidados paliativos, reduzindo a esperança a quem quer viver! Não é um paradoxo haver uma preocupação desmedida pela morte provocada e um desleixo completo por quem quer viver, faz sentido? Isto para não falar das recentes descobertas científicas que põem termo à dor crónica e que ninguém parece interessado em divulgar, porquê?

Por outro lado, é preciso compreender que não existe liberdade absoluta em sociedade. Isso é anarquia. É viver no caos. Porque as liberdades de uns vão condicionar a liberdade a outros. Por isso, a única liberdade absoluta é aquela que temos em privado. Aquela que podemos dispor como nos apetece, sem restrições. Mas em colectivo, tem de haver ordem. Tem de haver regras. Porque estamos em interacção com outros e esse convívio só é saudável se houver limites. Ora, quando queremos legalizar a morte provocada por terceiros (sem ser por nós), abrimos uma espécie de Caixa de Pandora que atinge todos por igual e cujo resultado só o podemos efectivamente ver na prática. Mas, tratando-se da legalização da morte e sendo ela irreversível, pode ser fatal para toda uma sociedade. Aqui, não se ganha liberdade, perde-se.

É estranho queremos avançar rapidamente sobre esta matéria tão complexa sem sequer querer ouvir quem já a tem em prática como é o caso da Bélgica e Holanda. Curiosamente esteve cá um desses mentores holandeses, o especialista Theo Boer, professor universitário de ética na Holanda e que testemunhou que apesar da lei ser só para casos excepcionais em determinadas situações, viu essa especificidade ser ultrapassada fazendo disparar as mortes não justificadas onde se incluem os dementes. E que hoje pretende-se alargar o direito já existente a pessoas com 75 anos que já não queiram viver! É o terror sobre os idosos em marcha.

Ademais, ninguém olhará da mesma maneira para os médicos e enfermeiros. Quando entrarmos num hospital com diagnóstico grave, jamais nos vamos livrar do medo sem saber se aqueles profissionais que nos calharam na rifa são pró-eutanasia e vão dar tudo por tudo para nos ligar à vida. A desconfiança vai reinar porque todos sabemos que num país com cultura corrupta muitos receberão dinheiro para fazer sumir à luz da lei. Não vale a pena fingir que isso não é possível. Sabemos que sim. Perguntem aos idosos holandeses que migram para lares na Alemanha, por medo.

Esta lei é a antítese da liberdade individual porque coloca na mão do Estado, corrupto, mentiroso, pouco transparente, a nossa tão preciosa vida, dando-lhe poder de decidir sobre ela. Assim, não tardará o dia em que vamos ter de deixar escrito que não autorizamos que nos matem em caso de perda de consciência num acidente, doença grave ou velhice.

Eutanásia é um retrocesso civilizacional. É o assumir do fracasso como sociedade que se demite de proteger, ajudar e cuidar numa era onde a ciência nunca foi tão evoluída e capaz das mais espectaculares descobertas. Porque retirar a esperança às pessoas? É também sinal de hipocrisia quando se criminaliza a prática nos cães a que chamam evolução para a legalizar nos humanos. Não faz qualquer sentido.

Recordo aqui que no AltaDefinição Cristina Caras Lindas contava que quis morrer depois de uma doença terrível que a pôs de coma e quando acordou só mexia a cabeça. Graças à equipa de médicos e enfermeiros extraordinários, que não desistiram, a quem ela agradece emocionada a vida que recuperou, diz-se hoje uma mulher muito feliz por poder usufruir do neto maravilhoso, que entretanto a vida lhe deu e que adora. Caso para perguntar: e se tivesses sido eutanasiada, Cristina?

Não precisa de responder, nós sabemos a resposta.

Cristina Miranda

Via Blasfémias