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Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

contas-de-sumir

Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

SÓ EU SEI PORQUE NÃO FICO EM CASA!

Há alguns dias que ando a tentar perceber o que leva pessoas perfeitamente saudáveis, em idade activa (e portanto fora do target de risco viral) a ficar em casa, ou antes, a ficar “ostensivamente” em casa com a ocupação principal de censurar socialmente os “irresponsáveis” que se recusam fazê-lo.

Sendo eu razoavelmente imune tanto à censura social (estou certo) quanto ao vírus (menos certo) aliado ao facto de que tenho investimentos a proteger, actividade incompatível com o controlo à distância (se o fosse, os investidores não precisavam de mim para nada) fui trabalhar na mesma durante todo este período, ou seja desde o dia zero da quarentena – o longínquo 9 de Março, dia em que a Nossa Excelência de Belém entrou em recolhimento sacrificial – até agora, resistindo à tortura psicológica a que os marginais como eu são sujeitos.

Primeiro foram os ashtags #ficoemcasa# depois as molduras nos perfis do FB “Fico em casa” seguiram-se os anúncios de médicos e enfermeiros que diziam que estavam ali, presumo que num hospital, por mim e eu que ficasse em casa, por eles. Cheguei a ser agredido por um cartaz numa estrada que me dizia “se me está a ler, não devia, fique em casa” e, por último, sujeitei-me a uma barreira policial, na marginal de Leça, a questionar-me onde ia. As coisas que me ocorreram dizer naquele segundo davam para fazer uma série televisiva, felizmente apercebi-me a tempo que nenhuma delas terminava bem para mim, de modo que disse a verdade e fi-lo de forma humilde, resignada até, que “só ia à fábrica porque obrigações sociais e fiscais (verdade, não resisti a usar a sagrada password) a isso me impeliam”, evitando com sucesso que os agentes da autoridade percebessem que sou um workaólico em estado avançado.

Decorridos 20 dias, exactamente meia-quarentena, após a comunicação dos meus clientes (indústria automóvel) do seu cancelamento de actividade a que se seguiu a comunicação dos fornecedores que paravam por falta de matéria-prima (metal) fui forçado a comunicar aos trabalhadores da empresa que entramos em Lay-Off em Abril, dando-lhes conta do impacto que tal decisão irá ter no seu orçamento familiar.

A notícia era, de algum modo, esperada por todos pois várias empresas da zona industrial em causa e outras do mesmo sector de actividade tinham, dia após dia, feito anúncios semelhantes. Naqueles momentos que se seguiram à explicação das circunstâncias e ao anúncio da decisão, vi um grupo de cerca de 60 pessoas, todos “irresponsáveis” como eu, de olhos no chão a fazer contas à vida, obviamente preocupados com a perda de rendimento.

Esta gente que produz o que todos consumimos e que, mensalmente, paga com os seus impostos, o sustento de políticos, governantes e funcionários de Estado, funcionários de empresas públicas e funcionários municipais é a mesma que aprova entusiasticamente que suas excelências “recuperem direitos e rendimentos”, como as subvenções vitalícias, a semana das 35 horas, a progressão nas carreiras… e é também a mesma que se sente agradecida quando, em momentos críticos, o Estado lhes devolve uma ínfima parte do que lhes tirou.

Mas pede-se mais a estes puxadores de carroça, ou “contribuintes” como alguns os designam. Pede-se-lhes que compreendam que a maioria dos deputados pode ser dispensada sem penalidade salarial; que reconheçam que os empregos públicos são mais úteis do que os seus e por isso não podem ser extintos; que agradeçam os gastos na arte e na cultura, pois eles são para o seu enriquecimento e não, como às vezes parece, um pretexto para os roubar enquanto se riem nas suas caras; pede-se-lhes enfim, que aceitem o imposto como um preço a pagar por viverem numa sociedade civilizada. Claro que seria desejável que, no montante colectado, estivesse incluída uma ética exemplar por parte dos servidores públicos, ou, mais realisticamente, um pouco de vergonha, mas isso não faz parte das prioridades de quem superintende aos destinos do país.

Tudo motivos bons para os verdadeiros contribuintes não ficarem em casa e ousarem manifestar o seu descontentamento. Pode ser que tal venha a ocorrer nas próximas eleições ou quando a pandemia viral estiver resolvida, o que ocorrer primeiro.

Quanto ao meu motivo para não ficar em casa, em meia quarentena, ele foi só um: não queria ver aqueles 60 pares de olhos “irresponsáveis” focados no chão da fábrica – e por isso adiei o momento até ao limite.

COMUNICADO DO CONSELHO DE ESTADO

Portugueses,
O Conselho de Estado recomenda:
– Aos cidadãos – que continuem a sua busca de felicidade e gozem em liberdade o resto dos seus dias. Não recomendamos responsabilidade aqueles que sempre foram responsáveis, (por ser desnecessário), nem o fazemos aos outros, (por ser inútil);
– Aos empresários e gestores – que continuem a produzir riqueza e façam tudo quanto é possível para salvar as empresas. Não recomendamos a redução de actividade aquelas empresas que têm encomendas em atraso (por ser estúpido) nem recomendamos que se mantenha a actividade de empresas que estão sem clientes, encomendas ou materiais (por ser absurdo).
– Aos governantes e deputados – que reduzam o roubo que fazem aos contribuintes e que tenham em consideração que uma sociedade que tem de sustentar um parasita obeso, tem mais dificuldade em resisitir ao vírus.
2020.03.18 às 5:00

Marcelo, um homem sem rumo

A queda progressiva da credibilidade da III República não começou com Marcelo e Costa, com estes, o regime atingiu o seu mínimo histórico em toda a sua geometria. Depois do inicio da construção oligárquica e de uma rede de favores com Guterres, o assalto por parte do PS ao Estado pela parte de Sócrates e a tentativa “Khadafiana”, de controlo da comunicação social bem como o desastre financeiro e económico que este deixou de herança ao país e ao seu partido, sendo já o labéu do PS nestes últimos 46 anos de democracia, há uns anos não tínhamos sequer a noção do buraco negro que se seguia após a presidência de institucionalismo e de bastidores de Cavaco Silva, e a governação de emergência nacional e de responsabilidade de Pedro Passos Coelho.

Não existe sequer um termo de comparação possível para o binómio governativo de Passos-Cavaco e Costa-Marcelo. É quase uma piada feita comparar a autoridade “Vitoriana” natural de Cavaco Silva, goste-se ou não do estilo, ou a frieza e coragem “Alexandrinas”, de Passos Coelho com a parolice enraizada de Marcelo, que perdeu todo o seu soft power da sua mão invisível que tentou construir com os seus afectos num passado recente, para controlar Costa em anos difíceis, ou o modo “pusilânime”, de António Costa a tratar crises de todo o tipo seja Pedrógão,  fugindo para paraísos de praia, ou o conjunto harmonioso de ziguezagues que fez neste crise pandémica onde meteu marcha atrás e depois “a quinta”, várias vezes durante vários dias seguidos sempre coadjuvado por duas jarras representadas pela senhora Graça e pela senhora Temido que colocou o Serviço Nacional de Saúde de rastos.

O facto de muitos acharem que Costa esteve bem, é o lado perfunctório do povo português a falar. A habituação ao “nivelar por baixo”, desde 2015 tornou nos um povo a roçar o obsoleto. Ficamos satisfeitos com pouco especialmente pelo primeiro-ministro já dizer um conjunto de palavras sem recortes gramaticais mais graves como antes. É ainda mais grave quando certa “direita”, portuguesa o faz. Costa é hoje consensual a todos. À esquerda ninguém o quer deitar para o lixo devido ao crescimento de Ventura, à direita pelo mesmo motivo acrescido de não terem uma estratégia comum. No meio disto tudo, quem devia ser o pêndulo do regime e o contrapeso a Costa, está numa retrete de Cascais ou numa cave em modo mais ou menos hipocondríaco a lavar roupa e a estender o fio dental.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República de Portugal, esconde se numa câmara baloiçando para trás e para a frente com um discurso vazio para a nação. Chefe de Estado. Único caso na Europa. Como diria um amigo meu: parabéns à prima.

Mauro Merali

 

Pedro Passos Coelho

Podemos dedicar qualquer artigo a Pedro Passos Coelho que será um exercício meramente inútil e momentâneo. Descrever o homem que, esteve durante 4 anos e meio na governação de um país, fazendo o equilíbrio sempre hercúleo do cumprimento do programa de ajustamento financeiro, a oligarquia vigente, que lhe guarda um ódio visceral e estrutural, com uma população que vive num país estagnado há 20 anos e sem perspectivas de futuro, é entrarmos no campo do atrevimento.

Reformar Portugal nunca foi  tarefa para infantes da primeira hora como António Costa que tem vistas curtas na sua plenitude moral e ética, mas sim para aqueles que desde a primeira hora já tinham a noção do que ai vinha e, o que ai vinha, era sinónimo de muitas vezes ter de decidir medidas duras sem olhar para trás, para o ego dos seus ministros irrevogáveis ou para as manifestações de conveniência dos sindicatos de cor vermelha que se esbarraram agora no muro rosa do largo do rato. O trabalho de tentar reformar Portugal era para Pedro Passos Coelho e para a sua serenidade esfíngica, frieza ártica e para uma resistência que faz lembrar o Marquês de Pombal nas reformas que teve de implementar(necessário olhar para os contextos, primeiramente).

Portugal perdeu um activo que cujos fluxos de valentia e foco de 2011 a 2015 nos tirou do caos financeiro que hoje muitos relativizam e chamam de mero “fascineiro”, ou “cumpridor de um programa”, e que deu a António Costa um país a crescer, um défice orçamental diminuto e a uniformização do pensamento de contas certas para a parte mais canhota do nosso parlamento. Esta foi das grandes reformas estruturais na mentalidade portuguesa que é hoje um pilar para mantermos a nossa precariedade de crescimento e um saldo orçamental preso por arames.

A valentia, o foco, a ideologia, ou o modo como pensava a organização do país e do Estado em funções não foram a maior perda. A depreciação do sentido institucional e a interpretação do cargo presidencial do actual detentor do respectivo cargo, ou a postura Socrática de António Costa perante os meios de comunicação social, bem como o desprezo indigente que demonstra perante os seus adversários políticos, degradam a terceira república de dia para dia em todos os quadrantes. Passos Coelho tinha uma postura calma, serena, austera.

Elementos de personalidade que fazem falta a qualquer eleitor com alguma sanidade mental e que reforçavam o sentimento de segurança que o povo português aprendeu a ter durante a sua governação, discordando ou não dele, foi um dos pontos a seu favor nas eleições legislativas de Outubro de 2015 que ganhou.

Finalizando como iniciei. Disse que a elaboração de artigos sobre Passos Coelho eram um acto de atrevimento até porque, cada um de nós só tem uma pequena noção da globalidade e da complexidade do que este ser humano passou e passa. Digo tal coisa porque estive ontem presente no velório da Laura. O Pedro estava rodeado de pessoas. Cumprimentou-as uma a uma com a tal serenidade de ferro que não se consegue explicar com as mais bonitas palavras. A tal serenidade que nos tirou da lama enquanto país foi a mesma que usou para cuidar de quem mais amava. Os olhos estavam distantes e cansados. A normalidade de quem passou por tudo do céu ao inferno.  Precisamos dele, Portugal no fundo sabe disso, mas o problema é se nós o merecemos. A resposta é não. Porque como ele já não se fabricam e ele merece descanso. As minhas condolências, Pedro e família.

Mauro Merali

Supermercados vs agricultores?

Na ligação seguinte encontrarão um vídeo de Juan Ramón Rallo sobre a mais recente polémica política espanhola. O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou assim que as grandes superfícies deveriam fazer uma autocrítica ao modo como pagam os agricultores. Obviamente entende-se que estes recebem pouco, enquanto o consumidor final paga preços elevados pelos seus produtos, a diferença indo para os malvados homens de negócios do comércio de retalho.

https://www.youtube.com/watch?v=NkiZDm2HsUQ

Porém, como sinalizou Juan Ramón Rallo “en caso de Carrefour, por cada euro de venta, lo embolsa 0,6 céntimos. No 0,6 euros, 0,6 céntimos. Ni siquiera 1 céntimo”.

Uma realidade que se aplicará igualmente em Portugal. Provavelmente as margens das distribuidoras ainda são menores nas terras lusas.

Por consequente, ou o sector agrícola português consegue fazer o mesmo que as grandes superfícies, isto é vender enormes quantidades a preços baixos; o que me parece altamente improvável em Portugal tendo em conta, nomeadamente, as características dos terrenos, sinuosos e montanhosos. Só mesmo o Alentejo poderá abarcar num modelo de negócios como este, e mesmo aí é contestável tendo em conta o problema da irregularidade do abastecimento em água.

Ou então o sector primário luso continua a especializar-se em mercados de nichos (vinho, azeite, cortiça, eucalipto…) e consegue realizar maiores lucros por unidade vendida.

Ora para atingirmos essa realidade, o sector precisa de mais liberdade, maior financiamento e novos canais de distribuição. Nos dois primeiros casos, o Governo tem de reduzir o seu grau de intervenção; é preciso revogar leis (por exemplo a “lei do sobreiro”[1] que requer autorizações para cortar sobreiros, o que apenas encarece e atrasa projetos de investimento quando não os impede[2]), reduzir impostos, baixar a despesa e baixar a dívida pública (para aumentar a disponibilidade em financiamento). Quanto à criação de novos canais de distribuição, isso apenas o sector o poderá realizar. Ou seja, é preciso mais conhecimento de venda e capacidade de exportação.

[1] Decreto-Lei n.º 169/2001, disponível em :

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/332749/details/normal?q=sobreiro

[2] Ver nomeadamente os artigos 3 e seguintes do Decreto-Lei n.º 169/2001.

 

Cúmulo da hipocrisia: esquerda europeia culpa Israel por ter eliminado…um sanguinário terrorista!

1.A hipocrisia da Europa já não é defeito; é puro feitio. Um feitio irritante de uma realidade política e económica que se encontra completamente exangue, sem perspectiva de futuro e em profunda inquietação quanto ao presente. E como elemento agravante desta tragédia que estão impondo à sociedade europeia, os próprios líderes políticos admitem – sem rodeios, nem hesitações – o seu próprio falhanço: confronte-se as declarações do Presidente francês, Emmanuel Macron, antecipando o precipício iminente da Europa. O Sr. Europa – como Macron era apelidado até há bem pouco tempo – já só tenta sobreviver ao colapso deste projecto político de coordenação e amizade entre nações que a (sempre iluminada!) elite europeia tratou de condenar à morte. A França conhece exemplarmente o significado da guilhotina como símbolo de transformação- ruptura-decadência política: pois bem, esta elite europeia (a que Macron pertence, pese embora as suas tentativas de distanciamento crítico selectivo) impôs a guilhotina do politicamente correcto a todos nós, em benefício de alguns (poucos) e em prejuízo da maioria.

2.Já nem mesmo do ponto de vista da defesa do património axiológico a Europa se destaca. Os direitos humanos converteram-se, neste nosso continente, mera figura de retórica: palavras bonitas para maquilhar ideologias políticas chocantemente feias. Teorias filosóficas catitas para esconder a ideologia de morte e terror com que a esquerda política (com os seus amigos da extrema-direita) sonha incessantemente. A lógica dos “esquerdanetes” resume-se ao seguinte: amigo do meu inimigo, meu inimigo é. Donde, quem mata “yankees” e lança pragas (e rockets) contra Israel, quem jura pretender destruir os alicerces da civilização judaico-cristã – é o amigo mais popular e querido da esquerda portuguesa e europeia. Como há muito que a esquerda (dizer-se “esquerda radical” é hoje um pleonasmo) abraçou as doutrinas do relativismo moral, na sua perspectiva, em nenhuma situação da vida há certo e errado; apenas politicamente conveniente e politicamente inconveniente. Consequentemente, o terrorismo passa a ser positivo e salutar se se dirigir contra as “pessoas certas”, isto é, contra os inimigos ideológicos dos esquerdanetes. Acresce que há uma esquerda (e, infelizmente, uma direita) dos interesses que encara a esquerda ideológica radical como os idiotas úteis que é preciso estimar para dominar as estruturas de poder.

3.Neste contexto, a hipocrisia das elites europeias é facilmente explicável: por um lado, as estruturas administrativas são dominadas pela esquerda ideológica; por outro, a esquerda dos interesses e a direita dos interesses juntam-se, alimentando a esquerda ideológica, com vista a salvaguardarem os seus interesses egoísticos. Os direitos humanos perdem, destarte, o seu carácter de posições jurídicas ligadas à dignidade da pessoa humana, passando a identificar-se, tão somente, com meros artifícios retóricos de legitimação dos poderes (jurídicos, políticos e fácticos) vigentes.Um exemplo claro do que acabámos de expor prende-se com a cobertura mediática dos (tristes e lamentáveis) atentados contra Israel que a organização terrorista da Jihad Islâmica tem promovido a partir da Faixa de Gaza. Veja-se o caso do jornal de esquerda britânico “The Guardian”: segundo esta publicação – porventura já influenciada pelos laivos neo-marxistas totalitários do líder trabalhista, Jeremy Corbin – Israel “continua os seus ataques matando oito palestinianos”.

3.1. Mais adiante, no corpo da notícia, os jornalistas iluminados da referida publicação, já conquistada pela extrema-esquerda passadista de Corbyn, acrescentam que “ um total de 34 palestinianos, quase na totalidade civis, foram mortos” – isto apesar de os mesmos jornalistas admitirem, mais adiante no texto, que ainda não dispunham de toda a informação relevante para comprovar tal asserção. Um palpite, portanto, incluído numa notícia que deveria ser objectiva e imparcial. Já relativamente ao facto de a ofensiva de Israel ser uma reacção ao lançamento maciço de rockets, a partir da Faixa de Gaza, por membros da Jihad Islâmica, o “The Guardian” – tal como a generalidade da comunicação social europeia – ignorou ou remeteu a uma mero pormenor irrelevante. Ou seja: o culpado é quem se defende; não quem ataca violentamente, em primeiro lugar, lançando propositadamente foguetes, de forma indiscriminada, contra o território israelita. A narrativa de fazer de Israel o mau e de transformar organizações terroristas como a Jihad Islâmica em verdadeiros “heróis da libertação” é incompatível com qualquer exigência de rigor e VERDADE no tratamento noticioso dos factos.

3.2. Mais: alguns têm mesmo topete de afirmar que Israel é o culpado mor, porquanto teve a ousadia – hélas! – de eliminar, de uma vez por todas,  um dos terroristas mais procurados à face do globo, um assassino profissional, de seu nome, Baha Abu Al-Ata – nem mais, nem menos que o líder (felizmente, já deposto) da Jihad Islâmica. Isto é: para que não restem dúvidas, esta Europa, auto-proclamada pináculo da moralidade, está chorando a morte de um terrorista selvagem que…jurava vir semear o terror e a destruição na…Europa! Nós europeus – amantes da liberdade, da democracia e da segurança, sem a qual a liberdade é apenas proclamação lírica – devemos estar gratos a Israel por nos ter tão proficientemente ajudado a liquidar o brutalmente violento terrorista que era Baha Abu Al-Ata – evitando, desta forma, novos atentados terroristas em solo europeu. Parece, no entanto, que a esquerda radical (pouco) catita que domina as redacções dos jornais prefere chorar (lágrimas de crocodilo) a morte de centenas de europeus nas nossas ruas, cafés, salas de espectáculos – do que abdicar dos seus dogmas ideológicos fanáticos! 

4.E em Portugal? Em Portugal, a situação é igualmente perplexizante. A morte do assassino líder da Jihad Islâmica passou despercebida, não merecendo praticamente destaque jornalístico. Os mesmos “fazedores de opinião” (expressão com que vão insuflando os respectivos egos) que se indignaram com a decisão do Presidente Donald Trump de reduzir o contingente militar dos EUA na Síria – são exactamente os mesmos que ora desprezaram, ora criticaram (consegue acreditar?!) a iniciativa de Israel de matar um terrorista procurado pelas autoridades norte-americanas e…europeias! Verdadeiramente extraordinário!

4.1.Em jeito de conclusão, devemos confessar que a hipocrisia das elites políticas e mediáticas europeias já não nos surpreende, porque já é uma prática reiterada dotada, para elas, de consciência de obrigatoriedade. Em Portugal, ataca-se Israel, como se ataca as nossas forças de segurança, as nossas forças militares, os nossos empresários, os nossos trabalhadores que não se resignam perante o estado de impasse político e social em que vivemos. Numa palavra: nós sacrificamos o dogma à defesa da dignidade da pessoa; a esquerda sacrifica a pessoa à defesa do dogma. Dos seus dogmas radicais e autoritários.

4.2. Por nossa parte, deixamos aqui, em termos cristalinos, o nosso agradecimento a Israel – às mulheres e homens corajosos que servem este Estado, nosso aliado e amigo – por ter liquidado um monstro, como Baha Abu Al-Ata, que era um inimigo declarado das nossas liberdades. E uma poderosa mensagem, tão verdadeira, foi novamente reafirmada: não há lugar neste mundo para terroristas.

João Lemos Esteves 

Obrigado, Carlos Guimarães Pinto!

Conheci o actual, e ainda presidente do partido Iniciativa Liberal, num almoço do partido libertário- ainda em formação- faz por esta altura 2 anos. Foi no fim de Setembro, estava calor e o almoço foi em Leiria. Entrei para o restaurante e vi o Carlos a falar com um amigo meu. Na altura “conhecia” o Carlos, pelo excelente trabalho enquanto blogger no Insurgente e pelo livro que ele mesmo lançou com o nome:” O Economista Insurgente”. Abordei-lhe com toda a naturalidade com que a minha personagem é conhecida em círculos mais fechados. Ele afável, humilde e brincalhão. Em 2018, o Carlos assume o projecto do Iniciativa Liberal, um partido antes à deriva e com dificuldades de afirmação. Continuou a mesma pessoa, o mesmo brincalhão, sem elitismos de proa como se calhar certos almanaques que, nem metade da experiência de vida e de trabalho que ele tem, começaram a ficar depois de experimentar a cadeira do poder legislativo e do salário e ajudas de custo confortáveis.

Projecto esse que se tornou irreverente.  Foi espectacularmente diferente pela forma como encarou os outputs políticos e cada ponta solta do governo socialista- apoiado antes por dois partidos manetas que foram consumidos por dentro aos poucos- da forma mais original possível, colocando a fasquia do marketing político em Portugal noutro patamar que os partidos tradicionais não conseguiram acompanhar. Um dos primeiros esforços efectivos de trazer o liberalismo económico para o parlamento português, deram frutos de louvor para uma primeira tentativa, a eleição do primeiro deputado da IL, com todo o mérito para o Carlos e a sua equipa, mas, especialmente para este, pela forma corajosa como enfrentou o mainstream com ideias inovadoras em Portugal mas já “normalizadas” em determinados países da Europa, sinal da degradação e atraso estrutural que o nosso País tem face aos seus congéneres mais próximos em termos de estrutura macroeconómica, bem como a tradução mais linear de como “as luzes”, chegam ao poço de dívidas sem fundo anos mais tarde.

Era este o país que o Carlos queria e quer mudar. Com certeza, e espero eu, que este afastamento da política não seja definitivo. É de lamentar que os melhores se afastem da política, mas é igualmente gratificante perceber que quem tem capacidades muito acima da média se afaste porque tem uma carreira a desenvolver e contas a pagar. O Carlos não precisou, como muitos, de se inscrever numa juventude partidária e colher migalhas dos outros ou pedir a caciques para que votassem nele. Não precisou dos “contactos”, das empresas do regime oligárquico português e depois não “passar de Badajoz”, como muitos. Trabalhou em mais de 20 países, vai fazer um doutoramento em Economia e vai continuar a ser o homem competente que sempre foi.

Ao contrário do socialismo português, Guimarães Pinto adoptou uma atitude normal de um país de primeiro mundo. Em Portugal ficaram surpreendidos com a sua saída, especialmente a ala socialista que, na podridão dos corredores de São Bento, a surpresa não é sua saída mas ele não ter ido para a empresa do cunhado ou do primo. São educações diferentes, competências diferentes. Portugal não o merece pela qualidade que tem, porque Portugal há muitos anos que sempre gostou de ser invejoso e de nivelar por baixo. E assim continuará. Porque gosta.

Mauro Merali

 

 

Todos com medo do CHEGA

Todos com medo. Jornalistas, “Donos Disto Tudo”, políticos, partidos, avençados, Governo, subsídio-dependentes, oligarcas, os “racistas radicais fascistas” que se dizem anti-radicais e anti-fascistas como a Joacine Katar! Tudo!  As pernas tremem. O nervosismo nem se disfarça.  É porque o CHEGA  é de extrema direita ou coisa que o valha? Não. É porque sabem melhor que ninguém que  vem para acabar com o sistema podre que nos desgovernou  repondo  toda a verdade, transparência e decência que sempre faltou na política portuguesa. Daí o ataque cerrado com conotações abjectas, que sabem serem falsas,  para provocar pavor e insegurança  nos eleitores. Porque o ataque, dizem por aí,  é a melhor defesa: bater “violentamente” primeiro antes de levar uma sova como último recurso para sobreviver. Porque é mesmo disso que se trata: sobrevivência política.

Daí esta palhaçada diária de combate ao CHEGA. Inicialmente pensei que a estória à volta do lugar do deputado Ventura só podia ser mentira. Mas não. Ao ver a notícia estampada em tudo quanto era jornal não restou dúvida alguma:  Telmo Correia do CDS estava incomodado pelo CHEGA ter de passar na frente da sua bancada no Parlamento e  aceitou por isso a sugestão do PEV e PCP que propunham  uma porta (cerrando o corrimão) só para Ventura sair pela lateral. Quando a indignação nas redes sociais se tornou quase viral, veio apressadamente justificar. Antes estivesse calado. A explicação não tem nexo. Se era para poupar o deputado do CHEGA a incómodos, teria perguntado ao próprio se se importava com o caso e ouviria da sua  boca “Estou-me nas tintas para o meu lugar” . A outra alegação de que não se sentia confortável com um deputado de outro partido no meio do CDS “ouvindo” as trocas de opinião entre eles, também não colhe. Qualquer lugar,  no limite entre partidos, a menos que esteja dividido por uma parede – de preferência isolada do som – , coloca sempre esse deputado numa situação limítrofe de proximidade inevitável.

A agência Lusa do Boaventura dos Santos quis saber o que pensavam  os partidos residentes  – alguns já com “raízes até ao núcleo da Terra” – e novos sobre a entrada do partido da “extrema-direita” no Parlamento. Sim, leu bem,  a Lusa também conota o CHEGA de “extremista radical” dando uma ajudinha à mentira propagada. Curioso. Não me lembro de que tenham feito o mesmo com (mais uma) entrada de radicais de esquerda – estes sim, verdadeiramente extremistas –  do Livre. Mas adiante. Dizia eu, que foram então questionados os “senhores deputados” do PS, PSD, BE, PCP, CDS, PAN, CDS, PEV, Iniciativa Liberal e Livre sobre se essa entrada era  um desafio ou uma ameaça. O PCP, PSD, e CDS remeteram-se ao silêncio. O PSD e CDS em silêncio. Sim, porque não podiam simplesmente dizer a verdade, por exemplo: “não nos sentimos nada ameaçados porque o  CHEGA é apenas um partido de verdadeira direita, não é de todo extremista”. Mas não. Fizeram silêncio. Um silêncio que diz muito.

O BE fazendo jus à sua habitual desonestidade intelectual usaram argumentos falsos com a velha lengalenga do costume colando Ventura ao apoio aos cortes nos salários e pensões de Passos que na verdade, estamos “carecas” de saber que foram de Sócrates;  da xenofobia que não existe  numa única linha no programa do CHEGA  nem de nada de extrema direita porque se assim fosse o Constitucional não o aprovaria.

A IL respondeu que “A Iniciativa Liberal distancia-se de todas as forças que usem estratégias identitárias para afirmação política”. Acontece que o CHEGA é acima de tudo personalista logo não há razões nenhumas para esse distanciamento e poderia tê-lo dito sem medo. Mas não.

A deputada do Livre – Deus nos livre de tal criatura que encarna o ódio –  afirmou que “não há lugar para a extrema-direita no parlamento” (claro que não, isso é anti-constitucional), salientando que o seu partido será “a esquerda anti-fascista e anti-racista” mas esqueceu-se de dizer à Lusa que é uma racista  radical assumida, contra brancos e que pertence a um partido extremista de esquerda radical (esse sim ainda não é proibido na nossa Constituição) que organizou uma manifestação contra a entrada do CHEGA no Parlamento, democraticamente eleito como ela. Ainda nem sequer aqueceu o lugar e já é ditadora.

No lugar do Ventura não me importaria nadinha com isto. Seria com imenso orgulho que representaria o maior grupo de portugueses: o povo. Falaria do episódio da porta  sem complexos lembrando que só os grandes líderes  têm este privilégio de ver um Parlamento inteiro incomodado com sua presença. Bravo André!

Não importa por onde se entra, importa é estar no Parlamento, chegar onde todos diziam ser impossível e principalmente  através dos votos do povo português que disse claramente  “chega!”  ao sistema corrupto existente.

Só falta saber quem vai usar a dita porta daqui a 4 anos. Aguardemos.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

António Costa faz o que quer porque a direita deixa

O socialismo é uma doença que cujos sintomas iniciais se manifesta com pequenos retoques de prazer que tem sempre iniciação em trabalhos dos outros e acabam em bebedeira num bar, é assim a Economia portuguesa desde há 44 anos para cá: uma folha em branco onde todos querem escrever em linhas tortas e onde não há planeamento estratégico de longo prazo. O mesmo é dizer que o Partido Socialista sabe usar as fases ascendentes do ciclo económico a seu favor, não tendo feito o trabalho de fundo quando este inicia. Ao contrário da direita portuguesa, especialmente a liderada por Pedro Passos Coelho, esta sempre teve de carregar a cruz de ser a costureira mor do regime enquanto o PS se reagrupava e montava as mesmas tácticas de vitimização de sempre e, claro, sempre ao colo de determinada comunicação social.

Os efeitos nefastos deste ciclo são visíveis à direita e com um maior grau de amplificação por esta ter perdido o “norte”, por completo. A uniformização do regime, por parte de Costa, onde este joga em todos os cantos do tabuleiro do jogo chamando para si o cálice do poder e da negociação política, faz com que os eleitores olhem para Costa não como uma das alternativas, mas como “a”, alternativa. Aquele que não pode ser contestado nem incomodado por estar numa posição dominante e ser o dono completo do regime. Só assim se explica o quase beija mão do presidente da república ao primeiro-Ministro quando este o indigita sem saber os resultados eleitorais da emigração, algo que o professor de direito constitucional sabe e deixou passar ao lado. Só assim se explica a apatia do regime oligárquico perante o escândalo do lítio em que João Galamba tem relações e portanto o governo.

A direita deixou passar tudo isto. Falou. Mas não estruturou um ataque unido e conciso. Continua acantonada e refém, como não podia deixar de ser, de Pedro Passos Coelho que era consensual a liberais, conservadores, sociais democratas e democratas-cristãos. O institucionalismo, o rigor de actuação e a coragem deste perante a situação precária do País- perdoem me até a ligeireza do termo- nunca serão esquecidos, mas a ala não socialista tem que partir para uma corrida de longo curso e desta vez sem Passos. É difícil? Ninguém diz que não, há alguém melhor que ele? Muito dificilmente, sendo politicamente correcto. O ciclo  do ex-primeiro-ministro não terminou, muito pelo contrário, mas não há tempo.

A direita tem que ter um conteúdo programático liberal na economia. De reformas estruturais. De ideias e medidas frescas e inovadoras que os países bálticos e alguns de leste estão a implementar e que foram importantes para a recuperação a nível macroeconómico destes. A direita portuguesa tem que dar mais que a redistribuição do PS, que se esgota normalmente num horizonte temporal de dois anos ficando este depois a gerir com pinças um pântano orçamental de pequena dimensão que quintuplica de tamanho quando chega ás mãos dos outros.

O PSD, o CDS, o Iniciativa Liberal, o Chega e o Aliança não tem outra alternativa que não a união ou pelo menos trabalho conjunto e personalizado. O PSD e o CDS uma coligação eleitoral e os restantes um bloco de direita. Como queiram. O pragmatismo é primordial e os egos neste momento são desnecessários, no momento mais perigoso da democracia portuguesa pós-PREC. O Chega e o IL estão bem e recomendam-se, são uma clara alternativa ao socialismo cada um à sua maneira. O problema está no PSD  e num CDS cheios de vícios e que não se assumem de direita. O PSD encontrará o seu caminho, Rio está politicamente morto. O CDS tem um jovem que se chama Francisco Rodrigues dos Santos que tem a alma combativa e a estrutura ideológica que o CDS necessita e não de mais “sangue azul” de ocasião.

Um dos maiores presentes que Passos poderia receber neste momento é o descanso, que este merece. A direita tem essa obrigação para com ele. É respeito, mais do que isso até, é a capacidade de todos perceberem de uma vez que tivemos um político que não foi perfeito, longe disso, mas que tentou mudar as estruturas oligárquicas e rentistas aproximando Portugal dos seus parceiros europeus. Um patriota. Há pessoas que ainda não se aperceberam disso, até a própria direita.

Mauro Merali

O “segredo” de André Ventura

Não tem papas na língua. Não é politicamente correcto. Está-se pouco lixando para os Focus Group. É intuitivo. É assertivo. É contundente. Sabe comunicar.  Chega a todos. Não é elitista. Não tem medo da verdade. Defende rigorosamente suas convicções. Toca em todas as feridas do país sem receios. É determinado. É teimoso. É genuíno. Sabe liderar. Eis o segredo de André que personifica o CHEGA.

Não é por acaso que todos lhe têm medo. Uma pessoa assim, no Parlamento, de facto,  é assustador. Pior: abre as portas, caso seja bem sucedido, para que entre mais gente do mesmo calibre. O problema? Simples: vai ser o começo de uma oposição forte ao regime que nos desgovernou por mais de 44 anos. É a semente que vai germinar e reproduzir-se de tal modo que vai provocar a médio prazo a implosão do sistema que criou  políticas erráticas que conduziram à maior corrupção de que há memória neste país. Será o início do fim de uma era de hegemonia socialista que arruinou a nossa economia e que, como todos sabemos,  está apenas segura por pinças da UE ( não fosse isso já teríamos colapsado há muito tempo).

Eu sempre disse a quem me quis ouvir – inclusivamente a alguns  membros da Direcção do partido – que o CHEGA entraria no Parlamento pelo menos com um deputado. Há muito tempo que avisava quem o desdenhava que pusessem os olhos nele e seguissem seu exemplo em vez de o  achincalhar. Avisei que nunca se deve menosprezar os adversários mas antes, observá-los e analisá-los  com atenção para identificar o que fazem de bom e tentar superá-los. Mas, ninguém me quis ouvir. Na organização onde me encontrava, desde o Congresso até à minha saída, falei para a parede quando disse que  era urgente corrigir a trajectória  porque o abismo estava mesmo ali à espreita. Não adiantou de nada. E eu, mais uma vez acertei em cheio.

O problema dos intelectuais que andam na política é mesmo esse: não entendem o segredo por trás da popularidade. Todos pensam que tem a ver com palavras eruditas contidas num discurso pomposo (que quase só de dicionário ao lado e manuais sobre economia conseguem ser entendidos), politicamente correcto, que agrada a todos e quando não agrada, tem flexibilidade suficiente para se contorcer até agradar. E quando vêem alguém com uma  mensagem mais simples, mais transparente, mais assertiva, mais forte, mais abrangente, ficam atónitos e perguntam-se: como foi possível aquela pessoa tão “básica” chegar a tanta gente? Não percebem porque para se perceber tem-se de ser genuinamente do povo ou ter pelo menos vivido com ele ou perto dele.

O “fenómeno André” é o mesmo que o meu. Cronista no Blasfémias há pouco tempo, sou a que se mantém no pódio das mais lidas. Não é porque sou a melhor. É apenas porque sou a única que consegue chegar a TODA a população. Porquê? Porque os temas que escolho são os que preocupam a maioria dos portugueses; porque quando desenvolvo os temas não tenho medo de tocar nas feridas porque também são minhas; porque não tenho nenhum tema tabu; porque uso linguagem do povo e não há ninguém que, do mais formado até ao que tem menos instrução, que não me entenda; porque pertenço à maior classe do país – o povo – e por isso são milhões a identificarem-se com o meu dia-a-dia de dureza no trabalho, o meu percurso familiar e profissional, os meus fracassos e sucessos. E isto não se aprende na escola. Aprende-se com a vida aqui no fundo da pirâmide.

Por isso André chegou até aos comunistas (que nunca o foram apenas foram iludidos) porque mensagens fortes sobre a realidade escondida do país, faz abanar toda a gente.

Se não se perderem na sua identidade, nas próximas eleições legislativas serão um fenómeno igual ao VOX espanhol que já ultrapassou o Ciudadanos. Não tenho quaisquer dúvidas disso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias