Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

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Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

Em terras da Sra. Merkel

Quando vi um comentário às minhas publicações durante as minhas férias na Alemanha vindo de alguém da ala do PSD e que se desunha para provar que sou “xenófoba”, pensei imediatamente que a melhor forma de colocar este tipo de pessoas no lugar seria escrever sobre a minha pequena passagem pelas terras da Sra. Merkel. Mais do que um dever cívico de testemunho real sobre o que por lá se passa, é desmistificar este conceito tão estúpido de que, quem se pronuncia contra as migrações descontroladas e  massivas de jovens que chegam sem documentação de todo o lado, e imposição da cultura e tradição islâmica aos ocidentais, são “racistas”. Isto tem de acabar.

Do BE, do PCP, do PS espero tudo. São correntes ideológicas fundadas a partir do marxismo onde a demagogia reina desde que Karl Marx a criou. Mas dos que se dizem sociais democratas ou de direita, espero coerência, bom senso, inteligência, capacidade de análise e objectividade e não mais do mesmo dos nossos camaradas. Por isso, quando essa criatura me perguntava se na Alemanha tinha encontrado e passo a citar:  “um país invadido por muçulmanos e assolado por guerras civis e violações em massa onde impera a Sharia que nos descrevem os sites de “notícias falsas” que tanto circulam nas redes sociais”, gelei. E eu a pensar que só os esquerdistas é que se saíam com estas pérolas!

Vamos lá pôr os pontos nos “is” de uma vez por todas: a Alemanha não está ainda invadida; as violações ainda não são em massa; a sharia ainda não está legalizada. Mas isso não quer dizer que as imagens e testemunhos reais que nos chegam de todo o lado em vídeos amadores, são falsos. De todo. Não é por eu viver neste cantinho a norte do céu lusitano que não existe Chelas em Lisboa, nem por ainda não ter nascido nem visto, que não tenha havido Holocausto ou Holodomor. Vamos ser sérios.

A Alemanha que encontrei ainda é um país ocidental. Claramente. Multicultural mas ocidental. Muitas culturas que convivem saudavelmente umas com as outras com base nos valores ocidentais. Em Colónia, onde estive umas semanas, apesar da riqueza cultural, sentimo-nos ainda em terras germânicas com uma predominância de alemães. Nitidamente. Mas esse sentimento aumenta ainda mais quando vamos para os arredores da cidade. Longerich por exemplo, é uma localidade simpática, sossegada, limpa, bonita, muito segura  onde as pessoas vivem tão tranquilamente que até deixam os carros e casas abertas. Não há registos de criminalidade naquela zona. Mas aqui praticamente só vive alemães. Coincidência?  O certo é que há zonas na cidade que, ao contrário desta, a paisagem muda. Mais feia, mais destruída e desleixada onde a predominância é claramente doutras culturas. Porque será?

Sempre ouvira falar dos alemães como sendo um povo frio ficando com a ideia até, de serem antipáticos e racistas. Nada mais falso. O povo alemão tem uma cultura e educação incríveis. É gente trabalhadora e focada que não se mete na vida de ninguém, não faz juízos de valor, respeita as liberdades dos outros, é civilizado, é inclusivo e de uma simpatia contagiante. Quiçá por um passado nazista que marcou profundamente a História, este povo é aberto e convive muito bem com as outras culturas. Mas ao fim de algum relacionamento, e sempre com muito medo de serem mal interpretados, sente-se o receio no ar. Fala-se por entrelinhas porque até o governo está atento aos discursos agora conotados de “xenófobos” e ninguém quer perder o emprego ou ser alvo de processo. Os noticiários são extremamente breves e a informação sobre o tema é pouca. Sabemos mais nós sobre eles que eles próprios. Nitidamente. É tabu falar de uma certa cultura. Mesmo com os atentados (ou tentativas) ali à porta na estação central de Bonn com malas descobertas com explosivos em 2012; mais malas com explosivos na estação central de Colónia em 2006; em Dusseldorf o ataque frustrado com bomba em 2011 e outros com colete de explosivos em 2016; os estupros junto ao Dom em Colónia na passagem ano em 2015 ou a prisão do terrorista que planeava um ataque químico em Colónia em 2018. É tabu falar.  São cautelosos. Relativizam. Porque os alemães andam “amordaçados” pelas “brigadas” do  politicamente correcto.

Só ficamos com uma real noção da transformação em curso quando nos deparamos com enormes manifestações islâmicas com milhares de indivíduos de preto (elas quase tapadas por inteiro) a desfilarem com bandeiras a exigirem sharia, como quando visitei Freiburg. Aí,  tomamos consciência da dimensão do problema. Alemanha também tem italianos, chineses, brasileiros, espanhóis, indianos, africanos e tantas outras culturas mas não as vemos a manifestarem-se para impor nesse país seus costumes e tradições. Todos vivem integrados dentro da cultura alemã. Porque será?

A questão, claramente, não é contra a imigração. A questão real é contra o crescimento de uma cultura invasiva que declarou através de alguns dos seus imãs (isto está devidamente documentado)  que quer a supremacia no ocidente. Ora, será isto aceitável quando nenhum ocidental consegue impor o mesmo nos países árabes? Quem está errado nesta história?

Ninguém está a dizer que esse povo não tem gente boa. Pelo contrário, é sabido que maioritariamente são pessoas de bem. No entanto não podemos ficar indiferente aos graves problemas trazidos por uma minoria de fanáticos políticos e religiosos. Porque tal como  as algas dum rio, benéficas para o ecossistema, que se não forem controladas expandem-se tapando a superfície impedindo a luz de atravessar, matando a vida que lá contém e o rio morre, sem o controlo desta tentativa de islamização há uma ameaça para a vida dos ocidentais. Curiosamente, em Colónia, um grupo de muçulmanos saiu à rua contra o terrorismo islâmico. Queria mostrar aos alemães sua revolta demarcando-se destas acções. Mas apesar de terem pedido o apoio da Associação de Mesquitas no país – a DITIB -, estas negaram-se a participar. Porquê? Não será este um claro sinal que temos de estar alertas?

Aprenda de uma vez que xenófobo não é aquele que se insurge contra a imposição da cultura islâmica nos países de cultura ocidental. Xenófobo é todo aquele que persegue os ocidentais para impor a cultura islâmica no ocidente.

E este meu “amigo” travestido do PSD é um deles.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Catarina Martins é Patética!

Catarina Martins, Mariana Mortágua, Joana Mortágua, enfim, toda a agremiação bloquista do Partido urbano dos intelectuais do tabaco e afins, tem um certo sentido refinado de humor. Vejamos. Catarina, a líder do bloco, a pequena, em estatura e não só, diga-se, tem uma capacidade de colocar o seu tom de voz num nível mais ou menos irritante, até para um comum mortal evoluído e que está a nível sonoro habituado a ouvir as cagarras quando piam numa noite em que Cavaco Silva não esteja por lá. Catarina gritou, vociferou, abriu os seus olhos, tornando-os quase que em bico, mas não o suficiente para parecer uma criatura amorfa dos seus acampamentos, contra Pedro Passos Coelho e o seu governo por serem:” Contra a liberdade”; ” Fascistas!”; ” De Direita Neoliberal”; “Insensíveis”; “Desumano” etc.

Catarina disse isto e muito mais contra a “direita” e contra Passos, disse naquele tom de voz arrogante, cheio de razão, mas de vez em quando com falhas de voz que roçavam algo esganiçado. O último Partido que pode chamar algo a outro é o Bloco, é um facto, o Bloco só actua, in loco, em Bloco, quando teve que se juntar a António Costa em Outubro de 2015 para impedir que Passos destruísse a esquerda a prazo. O Bloco é o último que pode falar porque deixou o seu neocomunismo de lado, engoliu as cativações neoausteritárias conjunturais insustentáveis, que estão a esmagar a saúde e quem depende ainda dos Hospitais Públicos por não terem liberdade de escolha e rendimento para algo mais, transformando a vida dos portugueses em algo mais infernal do que já é, sabendo a sobrecarga de impostos que temos ainda de suportar.

O Bloco é ainda o último partido que pode acusar o próximo, porque este, o tal partido “de verdade”, o partido anti-corrupção, o partido impoluto das esquerdas alternativas é como todos os outros, também quer o tacho governativo, o emprego para o parente e o amigo mais próximo. Por isso, camaradas, Catarina e a agremiações adjacentes, por favor, não sejam hipócritas, resumindo, não sejam Costa! Chamar Marine Le Pen fascista, estão no seu pleno direito, aliás é verdade, mas se Le Pen é fascista o Bloco também o é, estão exactamente bem um para o outro, socialistas com socialistas, só que Marine tem atitudes de senhora, enquanto uns, aqueles que falam com a liberdade na boca e depois cospem na de seguida, impedem outros de falar.

É de lamentar que o festival que é o WebSummit, sim festival, porque de evento tecnológico já o deixou de ser, tenha entrado na conversa dos caviares portugueses. A esquerda tem poder, não só na comunicação social, mas em muitas pessoas que se dizem capitalistas e amantes da liberdade mas que, afinal, não são mais que subsidio-dependentes do dinheiro estatal para manterem um evento de Lisboa que o resto do País não liga, porque cria riqueza e tem salários a pagar. A Irlanda, País com tecnologia de ponta e altos quadros, não renovou com a WebSummit… Por alguma coisa foi.

Talvez um dia, quando António Costa absorver o que resta do Bloco, já que é especialista nesses festivais de feitiçaria política, a Catarina, a pequena, volte para o teatro tentando expressar de modo mais ou menos patético a criatura que é, Avante Catarina!

Mauro Oliveira Pires

 

 

Carta aberta aos Bombeiros Voluntários da Nação

Caros bombeiros voluntários da nação, tenho a dizer-vos que sois uma cambada de “piegas”. Ora queixam-se, que dormem no chão, ora queixam-se que são mal pagos, ora queixam-se que até o pouco que deviam receber que muitas nem isso é pago, ora queixam-se que não têm equipamentos individuais de protecção, ora queixam-se que não têm verbas para comprar o combustível para sair para o terreno com as viaturas. ora dizem que as viaturas são velhas e estão avariadas e depois queixam-se também que não têm dinheiro para a mandar consertar, e como se não bastasse, agora também já se queixam que não vos dão comida, que vos deixam passar fome, ou que não vos servem comida em quantidade nem em qualidade aceitável. Dizem que só vos deram pães com manteiga.

Não tarda ainda começam a exigir Nutella ou umas fatias de mortadela. Caprichos, é o que é. Já só faltou dizer que aqueles bombeiros que deixaram cair o pão no chão com o lado da manteiga virado para baixo, que também foi culpa dos governantes. Foi precisamente a precaver essas eventualidades é que vos foi eram dadas dois pães. Mas o que é que vocês querem afinal? Não me digam que agora também querem ter acesso ao cardápio do restaurante da AR, ou uma frota de viaturas como as do Conselho de Ministros, Secretário de Estado, adjuntos e assessores, em aluguer operacional, com cartão de combustível, manutenção, viatura de substituição, seguros, selo, e pneus incluídos? Ou será que também querem ser remunerados como assessores do camarada Robles, ou receberem subsídios de deslocações como os do camarada César? Ou terem cartões de crédito e irem gastar à fartazana no Solar dos Presuntos, ou no Gabrinus, como os nossos servidores públicos, eleitos ou de nomeação? Não me digam que também querem ter camas de campanha em caravanas com casa de banho e chuveiro privativo e ar condicionado, como aquelas da malta do comando da protecção Civil? Caros bombeiros, deixem de ser egoístas e parem de se comportar como prima donas. Então não sabem que o país não tem dinheiro para andar assim a esbanjar e a alimentar os vossos caprichos? Além disso agora temos que poupar mais uns cobres para pagar o milhão das obras na residência do camarada Costa, vosso Primeiro Ministro. E se a maior parte da malta aguenta, ser roubada, confiscada, escravizada, parasitada e maltratada, não se entende como é que vocês também ainda aprenderam a aguentar.

Olhem o que vos digo caros bombeiros, é que sois todos uma grande cambada de invejosos que estão sempre a cobiçar as condições e o bem estar alheio, que tanto trabalhinho e esforço deu a arranjar, aos comensais da AR, aos frequentadores do Conselho de Ministros, aos assessores de todos os Robles da nação, aos boys da Protecção Civil e a todos os demais boys de muitos outros Jobs. E o momento agora é de alegria e celebração. Não queriam agora vir estragar, com as vossa queixinhas, lamurias exigências e invejas esta época de enormes e reconhecidos sucessos. Se não querem fazer um esforço pelo bem da nação, ao menos façam-no para bem dos que governam a nação, e para benefício dos muitos que a parasitam. Vejam se deixam de uma vez por todas de se comportar como uma cambada de meninos mimados e piegas, pois o país começa a ficar sem paciência para as vossas lamurias.

Se continuarem a insistir nesse vosso modo reclamante e queixoso, qualquer dia dispensamos os vossos serviços no combater incêndios, ou em qualquer outra missão para ajudar a malta. Felizmente que temos todos aqueles gajos com aqueles coletes todos giros da Protecção Civil, e também temos o Cabrita, o Costa e o Marcelo. Gente valiosa e indispensável, e dos quais nunca lhes ouvimos um lamurio, uma reclamação, uma queixa,. Destes só temos recebido humilde espírito de missão, sacrifícios e abnegação. O que seria de nós sem estes? Caros bombeiros, ponham os vossos olhos nestes abnegados e sacrificados servidores públicos, que em cima mencionei, copiem os seus “bons exemplos” e por favor, de uma vez por todas, parem de reclamar e de serem piegas. Irra!!!

 

Rui Mendes Ferreira

A liberdade Trotskista

Amigos leitores, companheiros leitores ou só apenas leitores de conveniência, venho falar-vos hoje de um conceito importante nos dias em que vivemos, pois temos vindo a perde-lo minuto após minuto sem que tenhamos a mais pequena noção. Antes de começar a escrever pensei várias vezes se o deveria fazer e escrevi numa folha de papel “livre” os pontos que queria abordar para tentar não ser radical.

A Liberdade é uma palavra tão cara para pessoas tão trotskistas, tão arrogantes e tão pouco coniventes com o que é a sociedade do Séc. XXI, que vou tentar explica-la por miúdos. Liberdade é quando as pessoas se expressam de qualquer forma sem qualquer controlo de outrem, sem censura. Este expressar pode ser falando, com ações ou de infindáveis maneiras. Ser Liberal é também uma maneira de estar em liberdade e não atacar a liberdade de todos os outros.

O Trotskismo. O que é esta palavra que tem a letra “K” no meio?  O que a torna tão coitadinha? O trotskismo é uma doutrina marxista baseada nos escritos do político e revolucionário ucraniano Leon Trótski. É formulada como teoria política e ideológica, apresentada como vertente do comunismo por oposição ao stalinismo.

Oposição após oposição, coligação após coligação, não dá simplesmente para perceber, é algo demasiadamente tão infértil que ninguém acredita, ou não deveria acreditar.

Por último falo da Moral, o que é isto da Moralidade? Moral é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do quotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade.

Foi fácil, desmanchar o Trotskismo com apenas três pontos fulcrais e explicando que eles “rompem” diariamente a Liberdade de todos aqueles que não são a favor do Trotskismo totalitário que executou milhões de pessoas. Não estando eu suficientemente contente por só falar de Liberdade, decidi também falar de outro aspecto que agora é muito falado, a falsa moralidade de alguém que como os Trotskistas tem cartazes na rua de anti despejos. É este o Karma de quem deseja o pior aos outros…

 

Boas Leituras,

Nelson Correia Galhofo

 

O tempo é agora

Na direita, e em matéria de liberalismo, não restam dúvidas de que o país necessita urgentemente de novos intervenientes e de edificar uma estratégia alternativa de governação.

A tão proclamada crise na direita não é mais do que uma oportunidade esperada há muito. Desgastada por décadas de erosão política e uma recente crise económica, agora é o momento certo para uma reconfiguração da direita com novas premissas e players fortes. As circunstâncias que tantos se têm dedicado a chamar de divisão à direita é uma mudança das peças no tabuleiro mais do que necessária, ainda que poucos a percepcionem como tal.

Esperava-se que Rui Rio, enquanto líder do maior partido da oposição, fosse o impulsionador de uma aliança entre os partidos e movimentos de direita. O facto de ter optado por uma oposição apagada, e de dar como perdidas as eleições de 2019, decretou a sua morte política. Foi onde era mais preciso que falhou de forma mais estrondosa. Será difícil a Rio, depois de sete meses de liderança ausente, arrumar a casa e congregar apoios ao seu redor. O PSD não pode ser um mero partido de apoio do PS, nem o país pode deixar a democracia entregue a estas circunstâncias.

Não é fácil os novos projectos políticos singrarem – o país continua sob o jugo dos mesmos partidos há quatro décadas. Mas não é por olharmos para projectos falhados, como o Livre de Rui Tavares ou o PDR de Marinho Pinto, ou o caso mais antigo do Partido da Nova Democracia de Manuel Monteiro, que se decreta que lançar um novo partido é um acto destinado a falhar à nascença.

Essas vozes, e são tantas, esquecem o mais importante e ignoram o óbvio, as circunstâncias políticas e os líderes é que ditam a sorte dos projectos, já que na direita, e em matéria de liberalismo, não restam dúvidas de que o país necessita urgentemente de novos intervenientes e de edificar uma estratégia alternativa de governação.

A oito meses das eleições europeias e a pouco mais de um ano das legislativas, a encruzilhada em que a direita se encontra é simples de diagnosticar – ou se reinventa e une em torno de um programa reformista liberal, ou recua e pactua com a actual fragilização da democracia que conduzirá o país a mais um descalabro económico.

Se optar pelo primeiro caminho, urge que comece a encarar a situação actual não como uma crise, mas como o momento crucial há muito esperado de renovação geracional e política.

As mudanças que configuram uma futura nova composição no centro-direita da política portuguesa podem sem dificuldade elevar a fasquia nas sondagens recentes, bastante positivas quanto a novas formações partidárias à direita.

Afinal, estamos no mesmo país que em 2015 deu a vitória à coligação PSD/CDS, depois de uma crise económica violenta e de reformas profundas nem sempre bem aceites. Se isto não diz nada à maioria dos que agora profetizam futuros de castelo de cartas, é por falta de visão e opiniões ausentes da realidade – o futuro é capaz de já se vislumbrar mas poucos deram por isso.

 

Sofia Afonso Ferreira, Fundadora do Partido Democracia 21

A autora escreve de acordo com a antiga ortografia.

Inicialmente publicado no Jornal Económico 

Chega de Marcelismo!!

Caros leitores, sei que tudo o que possa dizer em relação ao nosso Presidente da República será ignorado por todos vocês pelo simples facto de pensarem que o que vemos na “personagem” de Marcelo Rebelo de Sousa é digno de um Presidente.

Vamos começar pelo início, o que é um Presidente da República?

O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas, e é o comandante supremo das Forças Armadas. O Presidente da República representa tanto o Estado português quanto a própria comunidade nacional, enquanto entidade histórica, política e cultural. Enquanto representante da República Portuguesa no domínio das relações internacionais, o Presidente da República nomeia e acredita os representantes diplomáticos de Portugal no estrangeiro, aceita as credenciais dos representantes diplomáticos estrangeiros, ratifica os tratados internacionais, declara a guerra e procede à feitura a paz.

Enquanto garante da unidade do Estado, o Presidente da República representa Portugal na sua totalidade perante os outros Estados, tem uma intervenção na dissolução dos órgãos das regiões autónomas, nomeia os respectivos representantes da República e garante a continuidade do Estado perante uma eventual dissolução da Assembleia da República e demissão do Governo. Na função de garante do regular funcionamento das instituições democráticas, o Presidente da República tem competência para solicitar a fiscalização da constitucionalidade das leis (tanto a título preventivo quanto sucessivo), dissolver a Assembleia da República, demitir o Governo (quando esteja em causa o regular funcionamento das instituições democráticas) ou exonerar o Primeiro‑Ministro, e para declarar o estado de sítio e o estado de emergência.

De uma forma clara percebemos que Marcelo é tudo menos um Presidente da República, ninguém é contra os beijinhos às peixeiras, os abraços para as fotografias ou as idas a Pedrogão para dizer que esteve nos incêndios, o que se percebe com tudo isto é que MRS é tudo menos aquilo que é necessário para um Governo de esquerdas encostadas.

É necessário um Presidente que não tenha medo de tomar decisões, que não se esconda por detrás dos problemas e que os deixe passar dia após dia, que seja assertivo e eficaz e sobretudo que não tenha zonas tão cinzentas como Marcelo tem.

Um pequeno exemplo, que não gosto de recordar, é o facto de após todos os falhanços de Pedrogão Grande, ser novamente possível, uma situação idêntica, em 2018: o incêndio em Monchique. Onde a suposta “vitória” assinalada pelo Governo foi não existirem perdas de vida.

E o Presidente da República? Nada faz. Sendo Marcelo o comandante supremo das Forças Armadas não tem uma palavra a dizer? Não pode Marcelo colocar o Exército e a Força Aérea nos extensos terrenos portugueses antes de ocorrerem os incêndios?

 

Nelson Correia Galhofo

Miséria e Pobreza por Livre Opção.

Foi hoje oficialmente declarado que 90% do povo venezuelano, já se encontra a viver em extrema pobreza.

E ainda dizem que o socialismo não funciona, e não consegue promover sociedades repletas de “igualdade”.

E só não são 100% a viver na miséria e na pobreza, porque como é habitual nos regimes socialistas, os restantes 10%, são os que pertencem às nomenclaturas, são as elites do partido que governa, são as clientelas dos privilegiados pelo regime, e são os capachos a soldo destes, (polícias, juízes e militares, sindicalistas) que são bem pagos para dar cobertura e protegerem a manutenção do regime.

Curiosamente, ou talvez não, as nomenclaturas socialistas, conseguem sempre o milagre económico de enriquecer pessoalmente, enquanto o restante povo empobrece, mesmo em países miseráveis e com economias a definhar.

O que vem refutar em absoluto a teoria de que os socialistas não conseguem gerar riqueza nem enriquecimento. Conseguem gerar riqueza sim. Ainda que não para os povos que governam, e que neles votam, pelos menos para si e para os seus não há dúvidas que conseguem.

No entanto, convém mencionar que o regime socialista da Venezuela, foi uma livre escolha do povo venezuelano. E os socialistas só estão a cumprir o que prometeram: acabar com os ricos e com as desigualdades.

Seja na riqueza ou na miséria, igualdade é igualdade, e eles tb não disserem que género de igualdade seria produzida.

E os venezuelanos também não foram enganados, pois os seus socialistas só estão a dar ao povo, aquilo que todos os socialistas pelo mundo fora, deram a todos os outros povos onde governaram.

Mas então como é que se explica que sendo do conhecimento público os resultados do socialismo, e o seu extenso histórico de exemplos, ainda assim, um povo caia no logro de eleger o socialismo para seu modelo de governação?

É de simples explicação. Basta ser um povo de preferência pouco letrado, pouco formado e pouco informado, com uma tendência natural para acharem que riqueza, e bem estar, são direitos e não deveres resultantes de trabalho árduo, e basta serem um povo com bastantes genes e influências latinas, onde geralmente impera o culto da inveja do sucesso dos outros, e da cobiça dos bens e da riqueza dos outros.

Reunidas estas condições, e este caldo cultural, basta prometer-lhes que com um regime socialista irão poder apoderar-se dos bens do seu vizinho, prometer-lhes que irão poder viver sem trabalhar, e por conta do dinheiro dos “ricos”, e que o Estado irá protege-los, tomar conta deles, assegurar todas as suas necessidades e preocupar-se com o seu bem estar, e é eleição garantida para qualquer partido socialista. Foi exactamente o que aconteceu na Venezuela.

Um país e um povo que detém as maiores reservas de petróleo do mundo, que possui terras férteis em abundância, onde num passado recente conseguiam produzir todo o alimento necessário para o seu povo, onde não existia fome, e viviam em paz e razoavelmente bem, e que numa década e meia se torna numa das economia mais disfuncionais, improdutivas, e numa sociedade com um povo com níveis de vida dos mais miseráveis do mundo, é pobre e miserável não por factores externos ou de conjuntura, mas sim porque escolheu querer ser pobre e miserável.

Os venezuelanos estão somente a colher o que andaram a semear. Têm o que merecem.

Portugal e os portugueses, também andam há 44 anos a escolher ser pobres e miseráveis, e também só estamos a colher o resultados das nossas opções e do que temos andado a semear.

Tal como o povo venezuelano, também adoptamos um regime de base socialista, que cultiva o confisco, a cleptocracia, a cobiça dos bens dos vizinhos, e a inveja de quem tenha sucesso.

Tal como o povo da Venezuela, tb escolhemos acreditar no caminho das promessas de que iríamos poder viver todos por conta do dinheiro dos “ricos”, sem ser necessário ter que trabalhar para tal. Escolhemos acreditar nas promessas de que doravante o Estado iria tomar conta de nós e dos nossos, que nos iria proteger de tudo e de todos os males, que nos iria assegurar todas as nossas necessidades e que não mais teríamos que nos preocupar com o nosso bem estar. E tudo isto, de forma gratuita, pois tb prometeram a muitos, que iriam ser “outros” que iriam pagar tudo isto.

Tal como na Venezuela. o resultado por cá, foi um regime de elites cleptocráticas, que a coberto de um Estado opressor, controlador, confiscador, servem-se, protegem-se a si e aos seus, ao invés de servir e proteger os que o pagam e alimentam, conseguindo escravizar e controlar todo um povo, mantendo-o na dependência do estado e da vontade dos governantes, através da muita miséria, atraso e pobreza.

Tal como o povo venezuelano, temos o que merecemos.

Rui Mendes Ferreira

O “enorme sucesso” de Monchique

Não sei como a nossa classe política ainda tem cara para sair à rua. Mas que grande bando de salafrários incompetentes nos saíram na rifa! E com um bidão gigantesco de “sem vergonhice” na cara para conotar este grande incêndio de Monchique como “exemplo de sucesso” ao combate de fogos apenas por não ter morrido gente. O nosso Primeiro, sempre divertido e bem disposto, até nas tragédias, a buscar analogias em tudo, até comparou o incêndio que lavrava há 6 dias às velas de um bolo de aniversário para explicar aqui aos tontinhos que uma vela apaga-se bem com um sopro mas quando são muitas é mais complicado. Que queriducho! A sério? Então porque razão não “apagaram a vela” quando era apenas “UMA”  na Serra? Falta de fôlego? Falta de vontade? É que falta de meios não foi de certeza porque nos anunciaram a maior preparação e investimento em  meios jamais vista em Portugal!

Podem inventar toda a narrativa que bem entenderem mas nós, não somos cegos. E as populações que viram tudo arder como fósforos, muito menos ainda. Não passou despercebido logo no início da tragédia que havia uma política do “deixa arder mas poupem as pessoas”. Que havia ordens superiores para não actuar no imediatoDaí colunas inteiras de bombeiros parados durante mais de 5 horas à espera de ordens. Não passou despercebido também, que não havia qualquer preocupação com os bens quando populares afirmaram não terem visto os anunciados mais de mil homens no terreno. NADA! Tal como disse o nosso engenhoso Primeiro, e bem,  os bens são substituíveis, as vidas humanas não. E assim, que se lixem as propriedades, os negócios, os animais, a fauna pois não pode é haver quem diga que morreu gente mesmo que essa gente venha a morrer depois de desgosto, de desalento, de falta de meios de sobrevivência. Isso pouco interessa. Estão vivos para poder assistir à miséria que irá ser sua vida dali em diante. Mas como se pode ser tão insensível aos bens e ganha pão das nossas gentes?

A verdade nua e crua é que só não morreu gente, apesar de toda a cautela em retirar os habitantes à força e alguns algemados, porque houve gente que desobedeceu às ordens da GNR para seguir numa estrada em chamas, novamente por falta de informação dum SIRESP inoperacional, descoordenação e desorientação da Protecção Civil,  como foi o caso de Alferce. Claro que isso não passa hoje de uma hipótese, mas de uma hipótese que não foi testada porque houve desobediência civil. Simples.

Dizem que falhou tudo em Monchique desde o planeamento ao combate. Eu digo: não são falhas.  São um propósito. A teoria das falhas é aquela que mais convém a toda esta malta que vai de políticos a interesses privados. Recorrer aos lapsos para justificar o que já não tem justificação alguma plausível é como continuar a aceitar as desculpas dos nossos filhos com professores, para justificar as negativas a todas as disciplinas, todos os anos lectivos. Não faz sentido algum. Erros todos comentem uma vez. Lapsos também. Mas décadas a fio sempre no mesmo registo, sempre nos mesmos segmentos mas com a variante de, a cada ano se gastar mais milhões em combate, sem o retorno em maior protecção, só revela uma coisa: há interesses económicos poderosos por trás desta mentira gigante de combate aos fogos.

Porque se houvesse combate real todas as populações seriam apoiadas, instruídas e acompanhadas localmente para manter as matas limpas e ordenadas; as florestas seriam vigiadas; as localidades teriam um plano de combate a incêndios activo e eficaz com várias bocas de incêndio espalhadas pelas aldeias ao dispor dos habitantes; nenhuma mata estatal estaria por limpar; todos os organismos estatais de socorro e combate a incêndios teriam apenas profissionais da área altamente qualificados; os meios de combate seriam eficazes e em número suficiente; os incendiários teriam penas efectivas tão dissuasoras que jamais teriam vontade de repetir o crime.

Mas o que se vê não é isto. Porque de quinze em quinze anos, o tempo que leva à sua regeneração, é preciso que arda mata. Seja de pinheiro, seja de eucalipto seja do raio que for. Arde tudo. Ora no sul, ora no centro, ora no norte ora por todo o lado ao mesmo tempo. Dependendo das “necessidades”.  Por isso deixa-se bombeiros parados durante horas. Foi assim em Pedrógão. Foi assim nos fogos de Outubro. Foi assim em Monchique.

Depois vem a palhaçada de encontrar os culpados. No ano passado andaram atrás dum raio num pinheiro; agora persegue-se os pobres postes da EDP. Tudo para desviar o olhar dos verdadeiros responsáveis: governo e lobbies. É o “vira o disco e toca o mesmo”.

A mim já  ninguém me vende mais teorias para boi dormir. É tudo tão claro que até ofende qualquer ser inteligente com capacidade de análise. Monchique foi apenas um pequeno foco que por ter sido literalmente ignorado, se transformou na maior área ardida da Europa neste verão. Que ceifou vidas de trabalho que se vão juntar às de Pedrógão que volvido um ano, muitos  continuam por ressarcir dos danos nem sabem quando o vão ser, se o vão ser e quanto.  Isto apesar dos generosos donativos que mobilizou uma nação inteira e que ninguém sabe para onde foram.  Noutro país, mas civilizado, esta corja criminosamente negligente da ANPC e políticos, já estaria toda a preencher o impresso para o desemprego.

Salvar pessoas foi o único plano de combate em Monchique para evitar a queda de um governo que está preso moralmente por fios. Portanto,  um “sucesso” inventado  só  para a manutenção da  geringonça no poder. Só não vê quem não quer.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Precisamos de Liberalismo rock “n” roll em Portugal

Portugal é um país tremendamente sui generis, tem um Partido Comunista agreste por fora, e, por dentro, afável nas negociações – o ex-ministro da Economia de Passos Coelho, Álvaro Santos Pereira, escreveu no seu livro que a CGTP, braço armado do PCP, nas negociações no tempo do resgate financeiro contribuía de bom agrado nas negociações laborais, e, quando abandonava a sala, alterava o seu discurso para agradar aos seus eleitores da luta eterna dos camaradas – portanto, um PCP com poder na estrutura do Estado, capaz de parar um país, e um povo (8%) que vota nisto! A Europa de leste sabe o que é o comunismo e não vota em ditadores disfarçados. Para além disso, temos um Bloco de Esquerda, do chamado “NeoComunismo”, onde tal partido é claramente a favor das liberdades individuais de cada um, e muito bem, mas depois banaliza-os com discursos histéricos, mal estruturados, de ódio, colocando as chamadas “minorias” e outros indivíduos de orientação sexual diferente numa situação ridícula.

Depois temos o partido do regime, que controla os pilares essenciais da nação: a comunicação política, social, a Maçonaria e as faculdades de pensamento económico, social do seu lado, marxizando o ensino e criando futuros robôts votantes de tal agremiação partidária, o PS. É o partido “impoluto” com toques de sagrado, pois arruinou a economia do país três vezes em 44 anos – com três pré-bancarrotas – permanecendo em modo vítima perante um povo que é claramente da área das humanidades e não das matemáticas. O partido da subtracção, do sumir, das contas de sumir, de sumir com as nossas vidas actuais e futuras hipotecando-as com contas de somar, somar em dívidas, impostos e menos liberdade económica de gerarmos recursos de modo livre em prol da prosperidade para Portugal.

Por fim, temos a “direita”, um conjunto de Partidos Sociais Democratas que pouco diferem do PS no modo de política económica, mas com uma política orçamental diferente, para melhor, mas ao mesmo tempo inconsistente. Uma direita que devia ter como pilares, ou como matriz fundamental, a propriedade privada, a liberdade do indivíduo e um Estado menor que nos consumisse menos recursos e que o pouco que fez foram paliativos, cujas mãos estavam igualmente armadilhadas no cerne da questão, a Constituição da República Portuguesa claramente socialista e apologista do sector público. A mesma que não deixou Pedro Passos Coelho seguir o seu caminho reformador na sua totalidade, mas, mesmo assim, deixando um património de credibilidade ao país que jamais outro em democracia deixou. Se não queremos o nosso País na corda bamba constante, ano após ano, com remendos ali e acolá, uns pós aqui e outros ali -não falo dos pós da Catarina – falo da maquilhagem, dos retoques orçamentais conjunturais que se fizeram e que se fazem actualmente.

Precisamos de redefinir o que queremos do Estado, porque com esta dimensão e imensidão não conseguimos financiar um monstro que é ineficaz por natureza, mas que por uma razão de pragmatismo tem que existir. Precisamos igualmente de um líder carismático, impoluto, de preferência que saiba o que é o calo do trabalho, que conheça o sector privado e as suas necessidades, que tenha meios – não é preciso ser rico – mas alguém que não surja no jogo político para arranjar os contactos necessários para chegar às empresas de maior dimensão, mas sim reformar o país de cima a baixo sem pedir autorização aos mesmos de sempre, à oligarquia vigente, às famílias do regime e ao partido da bancarrota, o PS.

Um líder político que seja liberal na economia, mas que ao mesmo tempo seja capaz de explicar o que é isto de liberalismo, um líder genuíno que seja capaz de levantar parte da abstenção e reerguer o orgulho de se amar a liberdade individual e económica. Um líder que não olhe para o liberalismo como uma ciência do passado, com filósofos à mistura, o povo não sabe, não quer e não tem a paciência para saber disso, as contas tem que se pagar ao final do mês, e as políticas socialistas do tira e volta a dar são jogadas caras de hoje e amanhã, o futuro constrói-se olhando para o coração das pessoas, não exaltando o pior delas, mas saber falar sem a cartilha de sempre.

O PSD de Rio não é solução, não por este ser uma má pessoa, é um homem competente no seu ofício, mas, aliado à falta de carisma, Rio nada difere de António Costa, zero! Cristas sabe a pouco, tem boas intenções e tem ao seu redor liberais interessantes, mas falta pimenta. Por isso, meus caros, em quem votar? Se Espanha deu oportunidade aos novos partidos, tendo como o Ciudadanos como exemplo, ou Macron em França – não gostando eu muito do senhor, mas adiante – parece-me que a Democracia21, a Iniciativa Liberal e o Partido Libertário são projectos a seguir de perto. Falar mal de políticos é fácil, difícil é agir, e a acção começa no voto.

Mauro Oliveira Pires

 

Os Portugueses estão Fartos de Políticos!

Os políticos, oligarcas, os media e o famoso:” Jet Set”, de Lisboa, vivem numa bolha incontrolável que se expande ao ritmo dos disparates que dizem no seu dia à dia sobre o País onde vivem mas, que cujo raio de alcance, começa no Terreiro do Paço e acaba ai mesmo. Portugal é muito mais do que a Avenida da Liberdade, é muito mais que os passeios matinais que fazemos da Margem Sul para Lisboa, onde maioria trabalha, é muito mais do que as polémicas, as intrigas e as fanfarras de determinadas pessoas que nasceram com “berço”, mas que hoje não tem dinheiro nem para comer nos cafés mais In de Lisboa, uma cidade, uma região maravilhosas cheia de famílias podres do regime e políticos que se conhecem desde a faculdade onde promovem hoje uma teia de promiscuidades de tamanho inimaginável, e que, só fizeram isso mesmo, política dura e pura, ou cargos que arranjaram com influências do “padrinho”, somos claramente governados por pessoas com um nível de arcaboiço a roçar o medíocre, sem visão e sem sentido de Estado.

A cada promessa de Marcelo, Costa, Cabrita e restantes políticos da capital, o povo tem sentimentos mistos, acredita no início, talvez pelo coração destroçado e ameaçado de morte, desdobrando sentimentos de raiva à medida que o tempo passa, porque simplesmente se apercebeu que os abraços, os beijos e as lágrimas no canto do olho são modas de ocasião, é conjuntural, não é estrutural, não cria raízes. O povo Português é isto mesmo, fabuloso! Tem os seus defeitos que o passado também ajudou a criar, como certo analfabetismo económico que não permite escolhas melhores a nível político e distinguir o trapaceiro do honesto, mas, por outro lado tem um espírito de abnegação como nenhum outro povo, lá no fundo está zangado, trancado em sentimentos malignos contra uma classe política que se faz de Deus, mas que nem para lavar os pés de Jesus Cristo serve, mas consegue fazer das tripas coração para continuar a sustentar a família emigrando, recomeçando tudo de novo, adaptando-se como ninguém, deixando Portugal à mercê do seu fado, o de sustentar os piores, os que não querem mudar: Os políticos que tem o Orçamento de Estado na mão.

Já ouvimos de tudo sobre fogos, eu, sou sincero, não percebo nada de fogos, gosto de números mas de outro tipo, portanto não sou o ideal para fazer de treinador de bancada que todos gostam ou gostaria que fosse, mas sei uma coisa fundamental, a prevenção nos incêndios é uma das chaves da resolução, não chega claro, mas a prevenção vai muito para além disso, começa na gestão de expectativas que certos políticos fazem das pessoas, começando já a actuar na pesca dos votos, eles reconfortam tudo e todos, anunciam a maior reforma da floresta desde D. Dinis e os resultados, o produto final, é sempre o mesmo, vidas devastadas, não pela morte desta vez é certo, mas o pão, o cordeiro, a ovelha, a galinha e a casa foram reduzidas a cinzas, toda uma vida, e esperar por apoios Estatais não é a melhor maneira de se melhorar emocionalmente.

Como diz António Costa, a inexistência de vítimas já é um sucesso. Eu digo outra coisa, a inexistência de uma comunicação social digna de seu nome é que me faz formigueiro, Passos Coelho já teria sido alvo de atentados monumentais de malcriadez de parte de Catarina Martins

Mauro Oliveira Pires