Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

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Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

O Lugar dos Ladrões Ainda é Na Cadeia?

O lugar de ladrões ainda é na cadeia?

Os deputados da AR, eleitos pelas Regiões Autónomas, exceptuando uma jovem deputada do PSD, nobel honra lhe seja feita, foram todos eles apanhados a cobrar ao erário público, custos de viagens que nunca fizeram, ou a debitar e a receber, tais custos em duplicado.

Entretanto, após uma semana de silêncio entre todos os partidos, sendo quebrado unicamente para virem dizer que tudo isto é correcto e não representa problema algum, veio agora um deputado do BE, que tb foi apanhado no esquema, apresentar a sua demissão.

Alegando que o estava a fazer, porque reconhecia que teria procedido de forma errada e chegando até a pedir públicas desculpas por ter cometido tais actos.

Atitude absolutamente inédita, entre membros do nosso parlamento e que seria digna de louvor.

E digo “seria digna de louvor”, não fora o caso de entretanto se ter descoberto que a sua suposta demissão e o seu comunicado não ter passado de um acto da mais pura e vil hipocrisia.

Soube-se agora, que este seu pedido de demissão, que alegou ter apresentado agora, afinal já tem data de Março, e já tinha sido por ele comunicada em início de Fevereiro a sua intenção de abandonar o cargo de deputado para ir assumir outras funções. Nada teve a ver com a situação em que está implicado, como agora, quer ele quer o BE nos tentaram fazer crer.

O que tivemos da parte do deputado e do BE, ao invés de um acto de alguma dignidade, mais não foi que um acto encenado de mentira embuste e falácia, para mais uma vez tentarem enganar o povo português.

O que pensava ter sido uma demonstração ética e moral de arrependimento e de assumpção de culpa, mais não foi que uma mera e farisaica tentativa de aproveitamento político para realizar alguns dividendos. O normal e habitual nestas gentes. Bem me parecia que era um acto de ética, bom demais, para ser verdade.

Já entre os restantes deputados e os restantes partidos, ninguém assume o acto de roubo, nem sequer de conduta imprópria e imoral, nem a necessidade de demissões.

Mas demissão só não chega. Há que os obrigar a devolver TUDO o que roubaram ao erário público, até ao último cêntimo e serem objecto de um processo na justiça.

Estas gentes sabiam bem a natureza do que andavam a fazer. Andaram a roubar, e andaram a fazê-lo de forma intencional e consciente.

Estamos a falar de deputados da nação, que foram eleitos, para nos representar em defesa dos mais altos valores éticos, morais, das leis da república, e do superior interesse da nação. Gente de quem se exige e se espera uma conduta irrepreensível e práticas da mais alta ética e moral.

Não estamos a falar de um grupo de crianças ou de alguns garotos, sem formação, sem conhecimento, sem capacidades de discernimento suficientes para saber diferenciar entre o bem e o mal, e entre o certo e do errado. Por certo que não estamos a falar de um grupo de crianças, que precisam de constante vigilância “parental” e que necessitam que os pais lhes estejam sempre a lembrar o que é o bem e o queé o mal, e o que podem e o que não podem ou não devem fazer.

Ou talvez em boa verdade estejamos perante um grupo de crianças e garotos inimputáveis, pois as suas condutas, claramente assim o dão a entender.

Mas então se não conseguem diferenciar o bem do mal e o correcto do incorrecto, e não sabiam que o que andavam a fazer era um roubo ou era algo imoral e nada ético, então também é gente desprovida de capacidades suficientes, e sem condições para poderem ser deputados e representantes da nação, e como tal, só isso já é por si só motivo mais que suficiente para serem todos eles imediatamente demitidos.

Demissão ou demitidos, com devolução obrigatória do tudo o que roubaram, é o que se exige. É, face à gravidade dos factos e da forma como estão a decidir lidar com tudo isto, a única via possível.

Se não o fizerem, um grupo de cidadãos livres, em nome dos contribuintes, e da nação, deviam apresentar uma queixa crime junto do MP, por roubo ao erário público, contra todos estes ladrões.

Entretanto, Carlos César presidente do Partido Socialista, como já é seu hábito, já veio dizer que “nada de errado foi feito” que “está de consciência tranquila”, que tudo isto não representa qualquer problema ético, moral, nem legal, e que esta é uma “situação normal e corrente”.

Termos um presidente de um partido, que tb tem assento como deputado na AR, a dizer que deputados roubarem a nação e os contribuintes é uma situação normal e corrente, (já o sabíamos) e dizer que não representa qualquer problema ético nem moral, (o legal deve ser deixado para a justiça e os tribunais) diz bem da natureza destas gentes, e explica bem o estado a que esta pobre nação chegou. E tb diz bem quem é e o que é o Carlos César.

Em tempos idos, a máxima .”lugar de ladrão é na cadeia” – era algo que imperava como um dever, quer na sua aplicação pela justiça, quer como um dever moral perante a sociedade e pelos os valores condutores que dela emanava.

O acto de roubar, muito mais que um crime, era considerado um comportamento moralmente grave, repulsivo, sordido e degradante. E motivo de vergonha e opróbio público.

E os seus praticantes, quando apanhados em tal acto, na maior parte dos casos, sentiam genuina vergonha.

Tinham mais medo do sentimento da “vergonha” e do opróbio, do que das penas, duras, da justiça. O sentimento de desonra e de perda de dignidade pública, era receado e considerado um humilhação pessoal.

Entretanto, com o tempo, tudo isto mudou.

Se ainda resistem alguns grupos e cidadãos onde tais valores e princípios são considerados fundamentais, seguramente que já há muito tempo que deixaram de o ser, em muitos outros sectores e entre muitos outros grupos da sociedade.

Dentro da Assembleia da República, entre os seus membros, e no mundo sórdido da maior parte dos partidos, dos políticos e dos governantes, o sentimento de desonra e de dignidade, há muito que já deixou de existir ou de ser receado. Ali não só se convive bem com a mais abjecta ausência de honra, dignidade, ética, e moral, como é esse o caldo cultural normal e dominante.

Ali, nos dias de hoje, entre a maior parte destes, a máxima e o padrão de conduta seguido, praticado, e aceite, já há muito que passou a ser: – “rouba o que puderes, e enquanto puderes”. e “só estarás a errar se fores apanhado”.

E se fores apanhado, basta dizer: “estou de consciência tranquila” e “não considero que tenha feito algo de errado”, ou “o regulamento é omisso”.

Dizia um antigo ditado: “vergonha não é roubar mas ser apanhado a roubar”.

Mas, fica cada vez mais claro, que hoje em dia, entre grande parte dos membros da Assembleia da República, dentro dos partidos, e entre muitos dos governantes, titulares de cargos públicos por eleição ou nomeação, já nem ser-se apanhado a roubar, é considerado vergonhoso. Pois o roubar, “per si” já há muito tempo que tb não o é.

Curiosamente, o PS, o PSD e o PCP, não não só não pediram aos seus deputados que foram apanhados a roubar, que se demitam, como até ao momento, tb não consideram que estejamos perante um roubo à nação, nem perante um grupo de ladrões, conscientes e intencionais. Nem tão pouco consideram estarmos perante um acto absolutamente imoral.

O que diz muito dos partido políticos que temos. Aliás, diz tudo.

Claro podem dizer que não são todos os deputados que são ladrões, corruptos, ou gente sem ética nem moral. Ou que não foram todos os deputados que foram apanhados a roubar o contribuinte.

Pois não. Nem todos são deputados residentes nos Açores, com necessidade de viajar de forma recorrente para esse destino. Mas o que não faltam são exemplos de outros deputados que foram apanhados em outros esquemas, com os mesmos fins e os mesmos resultados: defraudar o erário público e roubar os contribuintes.

Quantos não foram já apanhados no esquema de dar falsas moradas, para receber subsidios de renda e deslocações estando a residir em Lisboa?

Claro que tb podem dizer que não foram todos apanhados a dar falsas moradas, Pois não. Mas desse “sérios”, quantos vieram a público condenar tais práticas?

Quantos deputados vieram a público demarcar-se de tais práticas, e condenaram publicamente os seus colegas da AR, ou mesmo os do seu próprio partido, que recorrem a tais práticas?

Quantos deputados vieram a público exigir que tais deputados se deveriam demitir, mesmo sendo do seu próprio partido? Quantos?

De facto, se o lugar de ladrões antes era na cadeia, agora tb o é na Assembleia da República. E quanto à vergonha, só a pode sentir quem a tem.

Rui Mendes Ferreira

DO 25 DE ABRIL À LIBERDADE

in Oficina da Liberdade

A liberdade de pensamento é a liberdade geradora de todas as outras liberdades. Antes de Abril de 1974 esta liberdade era cerceada de forma indirecta pela ausência das liberdades de expressão e de imprensa.

Ela devia ser por si suficiente para que a mais ampla liberdade, “verdade evidente por si mesma que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, liberdade e busca da felicidade” como refere a Declaração de Independência dos EUA, ou “a liberdade de perseguir a felicidade individual,respeitando o mesmo direito a todos os outros” nos termos de Ayn Rand ou o “direito de ir para o inferno da forma que mais lhe agradar” segundo David Friedman fosse um “acquis” da nossa sociedade.

E porque não o é ainda?

Por ser incompatível com uma sociedade em transição para o socialismo. A CRP de 1976 seccionou em 7 artigos as liberdades convenientes. São elas:

ARTIGO 37.º (Liberdade de expressão e informação)

ARTIGO 38.º (Liberdade de imprensa)

ARTIGO 41.º (Liberdade de consciência, religião e culto)

ARTIGO 42.º (Liberdade de criação cultural)

ARTIGO 43.º (Liberdade de aprender e ensinar)

ARTIGO 46.º (Liberdade de associação)

ARTIGO 57.º (Liberdade sindical)

… e a conta-gotas, em legislação ordinária, tem vindo a conceder algumas liberdades individuais, como o casamento homossexual, a adopção por casais homossexuais, a interrupção voluntária da gravidez, a descriminalização do consumo de drogas, a gestação de substituição, a seguir virá a eutanásia, etc.

É assim que, em vez da Liberdade autêntica, a Liberdade de perseguir a felicidade individual sem prejudicar outrem, temos antes uma miscelânea de liberdades avulsas. O Estado acha-se com o direito de definir regras comportamentais ao indivíduo, em nome da sociedade, umas vezes, outras em nome do próprio individuo para o proteger dele mesmo. Muito frequentemente entende também o Estado que a liberdade magnamente concedida deve ser adequadamente acompanhada por entidades reguladoras!

Por último, a Liberdade Económica, esse “requisito essencial para a Liberdade Política” nos termos de Milton Friedman… e que continua por se realizar!

De acordo com o 2018 Index of Economic Freedom,

if2018… temos de reconhecer que os pontos fortes de Portugal, “Liberdade Comercial” e “Liberdade Monetária” deveriam ser imputados única e exclusivamente ao simples facto de pertencermos à União Europeia e à Zona Euro…

… enquanto os resultados miseráveis em “Despesa Pública”, “Carga Fiscal” e “Liberdade Laboral” ilustram a tirania bondosamente exercida pelos nossos políticos movidos pelas mais nobres intenções em promover a nossa felicidade.

 

Liberalismo de Sofá? Jamé!

Portugal tem que ser diferente da Europa, em tudo, até nos pequenos pormenores mais corriqueiros, vejamos, a Europa está a enfrentar a criação de uma vaga de Partidos liberais, ou pelo menos Partidos menos Socialistas que os do establishment, em termos pragmáticos é boa notícia, qualquer política ou ideia que gente nova e empenhada traga para os rumos bafientos da política europeia será sempre um acréscimo de mais liberdade individual para futuro, mais criação riqueza e prosperidade.

Se na Europa temos este cenário, com o Ciudadanos em Espanha à frente dos históricos da bipolaridade da Política Espanhola e até a própria mudança de mentalidades que parece estrutural dos próprios votantes na UE, que votam hoje mais à direita do que o habitual, que se vai traduzindo em mortes lentas e dolorosas de Partidos Socialistas, ou Sociais Democratas, um pouco por toda a Europa, em Portugal ainda estamos a discutir o sexo dos Anjos, ou se Jesus Cristo subiu aos céus, se Maria Madalena era mulher de Jesus, por outras palavras continuamos num processo da táctica do engonhar, um tema clássico em 900 anos de história de Portugal

Falamos, falamos e mandamos postas de pescada sem arrotar as espinhas, depois fazemos grupinhos de facebook e lá se comentam, mandam-se likes, partilhas, beijinhos e abraços, o trabalho de terreno, aquele que deve ser feito sem medo e de modo politicamente incorrecto, essa é para aqueles que os intelectuais da Kandonga chamam de “A bunch os Socialists”. Ficar no Sofá com café é sempre aconchegante, os calos até ficam mornos e sem trincheiras de dores de maior, mas, meus caros, não há nada de mais liberal que a Associação de seres individuais com um programa para liberalizar um País.

Já sei que isto levaria a mais uma eterna discussão entre intelectuais, mas reparem, Margaret Thatcher pediu autorização para ser ela própria? Acham que ela andou a intelectualizar se era preciso um Partido para reformar um País? Com as suas ideias , conquistou os eleitores do Reino Unido e lançou talvez a maior onda liberalizadora, desreguladora e de aumento da liberdade económica que o Mundo já viu.

Só que temos aqui uma diferença, Thatcher era pragmática, um Partido é um meio de poder para se atingir um determinado fim, Thatcher seguiu o seu, reformou o País contra tudo e contra todos inclusive contra o próprio Partido, no final pagou por isso com os Tories a lançarem a facada nas costas da Dama de Ferro. Mas valeu a pena, hoje o Reino Unido é mais Thatcherista que a própria Margaret, ou pelo menos os ensinamentos perduraram e criaram raízes.

Thatcher, conseguia isto sem sair do Sofá? BOLA! Não! Simplesmente era mais uma no meio de tantos outros, a ousadia causa inveja alheia, muita! Se no Reino Unido causa imaginem em Portugal, onde os próprios “Liberais” se sabotam a si próprios. O caminho em Portugal para se promover o liberalismo é o politicamente incorrecto, a capacidade de sermos nós próprios no meio de tanta gente formatada por métodos de carneirada pelos grandes Partidos. A coragem não se consegue, nasce connosco, e talvez se desenvolva com o indivíduo em contextos particularmente difíceis, mas quem tem coragem não cortem as pernas, ajudem, para maluquinho já basta António Costa.

Último ponto, o ranking da liberdade económica de 2017 mostra uma coisa interessantíssima, que os Países do topo da tabela são os Países mais liberais do Mundo, ou seja com menos Estado, impostos mais baixos e menos regulação de actividade económica, actos que em modo sinergético promovem maior liberdade de escolha ao individuo e remete ao Estado um mero papel de espectador, que é isso que ele merece.

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FONTE: Index Of Economic Freedom, 2018 Países Livres

Como sempre, é crónico, Portugal continua o mesmo País pastel de sempre, todos os Países que há anos estavam em dificuldades e sobre vigência internacional, hoje tem um índice de liberdade económica maior que o nosso, como a Roménia, Botswana, Azerbeijão(!), Montenegro(!) entre outros.

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FONTE: Index of Economic Freedom, 2018 Países moderadamente livres

Como vem meus caros, o liberalismo é a solução não o problema, não é porque o Estado lhe diz que não que não deixa de ser verdade, pense caro leitor, um Porco quando quer comer e não tem não come o que lhe põe à frente? É o que o Estado faz, utilizada todas as técnicas de persuasão e propaganda barata para continuar a inchar, depois quem vier a seguir que pague. Pense, ainda não paga imposto.

Mauro Oliveira Pires

 

Centeno Está com Medo. Muito Medo

Não é irónico ver Centeno passados quase 3 anos de governação encarnar Vítor Gaspar e dizer alto e bom som: “O risco de retrocesso existe e é maior do que parece (…). Não temos memória curta e sabemos o que custou aos portugueses sair daquele pesadelo. Não seguirei esse caminho. Não podemos deixar que os erros do passado sejam cometidos“? É. Mas não estou surpresa. Eu mesma disse aqui que Centeno, assim que tomasse posse como Presidente do Eurogrupo iria mudar sua postura como Ministro das Finanças. E, pasmem-se! acertei em cheio.

Era fácil de prever esta viragem brusca à “direita” no que concerne a pôr um travão ao despesismo das clientelas e birrinhas dos radicais de  esquerda acoplados ao PS e segurar as contas do país. Porquê? Porque agora Centeno tem uma reputação a defender junto da CE e não pode mais brincar ao “faz de conta que estou a gerir as finanças de Portugal”. Sobretudo agora que visa alcançar o cargo de Comissário. 

Porque Centeno é o único que sabe realmente em que estado estão as contas. Ele sabe que mentiram o tempo todo. Ele sabe melhor que ninguém do embuste que foram os défices apresentados em 2016 e 2017. Sabe que ambos estão seguros por pinças e que basta um “espirro” lá fora para que nossa economia fique com uma grave “pneumonia” da qual pode não sobreviver. Também escrevi aqui sobre isso. É o medo  de uma bancarrota – enquanto ele estiver como Ministro das Finanças –  que ele não põe de todo de parte ao dizer “… o risco de retrocesso existe e é maior do que parece…”

Centeno que até agora estava refém da Geringonça, liberta-se finalmente do peso de ter de fingir com sorriso amarelo patético  que tudo vai bem. Pela primeira vez, comporta-se como um verdadeiro financeiro e sem receios de perder o lugar por cá, diz o que tem de ser dito. Este “basta!” mais direccionado para a UE ver – veja-se o tweet em inglês  antes de as publicar em português – , é a prova que Centeno privilegia seu cargo e imagem como Presidente do Eurogrupo.  Ele sabe que, ou faz um “garrote” às contas ou vai embora porque se ficar a Geringonça vai lhe estragar o futuro que ele almeja na UE.

Mas apesar desta contenção de despesa de Centeno, continua a ser uma gestão “à socialista” A maior inimiga dos financeiros responsáveis. Porque nada tem de estrutural. É apenas cosmética rasca. É suspender indiscriminadamente toda e qualquer despesa provocando a falência técnica de serviços e fornecedores  essenciais ao bom funcionamento do país. É deixar morrer quem precisa do SNS, é deixar morrer quem precisa de socorro no meio das chamas, é deixar descarrilar e avariar comboios por falta de manutenção, é deixar os polícias sem carros por falta de gasóleo,  só para dar alguns exemplos graves enquanto se injecta 5 mil milhões na CGD, 10 milhões na RTP, mais outros tantos mil milhões no Novo Banco e se multiplica quatro vezes a despesa com pessoal.

É curioso lembrar o que Costa alegava em 2015 para justificar o assalto ao poder (veja aqui): que a austeridade era ideológica e que por isso era preciso retirar a direita do governo. Precisamente numa época em que todas as economias estavam em recessão e nós acabávamos de ser resgatados pela UE por culpa de Sócrates.Agora que todas as economias estão em expansão vem este vendedor da banha da cobra com a mesma fórmula. Porquê?? Mas desde quando um paciente precisa de remédio para o cancro  “sem ter doença oncológica”?

A explicação é simples: Portugal está de facto  muito enfermo. Sofre de uma “doença gravíssima”. Uma “leucemia” que já estava controlada mas que por opção deste governo, deixou de “fazer medicação”. E agora? Só resta uma opção: ou continuar a mentir ou impedir a “morte”. Centeno escolheu a segunda. Costa, vai fingir por uns tempos que está de acordo para voltar a fazer estragos perto das eleições para captar votos e segurar os amigos das esquerdas radicais. 

Enquanto isso os comentadores reles de serviço que não se calavam em acusações gravíssimas a PPC por este usar a dita austeridade para levantar o país da bancarrota herdada pelo PS, estão caladinhos como ratos a fingirem-se de mortos com esta AUSTERIDADE SEVERA sem precedentes, em tempos de bonança económica. Porque agora a austeridade “é boa”: sem aumentos para a Função Pública; sem dinheiro para os artistas; sem dinheiro para os professores; sem dinheiro para médicos do SNS; sem dinheiro para doentes do SNS; sem dinheiro para as escolas; sem dinheiro para porcaria alguma! Mas não piam.

Porque o medo não é só de Centeno. Também eles comentadores da treta, têm medo de ter de admitir que mentiram aos portugueses em directo. Só isso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Lugar de Corrupto Ladrão é na Prisão!

Só num país do terceiro mundo, sem formação ética e moral, completamente à deriva e cheio de doidos, defende corruptos e ladrões. Brasil transformou-se num manicómio gigante quando quis impedir que um corrupto bilionário e sem escrúpulos fosse preso alegando que, mesmo tendo roubado – foram só 229.412.000.000,00 de dólares – Lula foi “amigo dos pobres”. Ou seja, viabiliza-se um comportamento amoral que lesa uma Nação inteira por décadas, provocando um colapso  económico monstruoso, com a desculpa que ele “ajudou os pobrezinhos”. Isto é o mesmo que  dizer-se que o pai violador é um bom homem porque apesar de tudo é muito amigo do filho não lhe faltando com nada.  Se isto não é insanidade é o quê?

De facto,  Lula foi um tipo porreiro (como Sócrates, estão a ver?).  Entrou para o Governo liso como um carapau, começou a distribuir algum dinheiro pelas classes mais desfavorecidas, enquanto com isso escondia os biliões que desviava para si (agora bilionário) , filhos (agora bilionários), comparsas dos esquemas (agora todos ricos), regime (registou um crescimento estratosférico com gastos também colossais) e DITADURAS COMUNISTAS AMIGAS ( 1 bilião dólares para médicos em Cuba; 1,22 biliões dólares para uma ponte na Venezuela; 1,5  biliões dólares para um metro na Argentina; perdão de dívidas a ditaduras africanas de 900 milhões dólares; metro na Venezuela por 732 milhões dólares; um porto em Cuba por 692 milhões dólares; um gasoduto na Argentina por 637 milhões dólares; auxílio alimentar a Cuba por 400 milhões dólares; entrega de máquinas agrícolas em Cuba por 200 milhões dólares), sem qualquer controlo, como se o Brasil fosse um poço sem fundo de rendimentos. Um regabofe igual ao do  Sócrates, mas em escala muito maior,  que com a  crise mundial – exactamente o mesmo “azar” da gestão do nosso “Lula português” – ajudou a pôr a nu os podres da sua gestão criminosa.

O problema é que a propaganda sobre a retirada de 36 milhões de brasileiros da miséria  do Lula é falsa. Num estudo levado a cabo pelo economista Ricardo Pães de Barros, reconhecido pela sua contribuição na criação do Bolsa Família, são desmentidas passo a passo as narrativas populistas. Neste artigo muito bem fundamentado (veja aqui), conclui-se que a queda na desigualdade iniciou-se em 2001 e prolongou-se com a chegada de Lula. Ou seja, ainda o PT não tinha aquecido a cadeira do poder e a desigualdade atenuava-se gradualmente fruto de políticas implementadas em governos anteriores. O próprio Lula, à sua chegada, admitiu que no campo da economia iria limitar-se “a fazer rodar o software económico vindo do governo anterior”. Ou seja, as pessoas no poder eram Petistas mas a política económica NÃO! Assim,  o crescimento económico não ocorreu por políticas inovadoras pós Lula mas sim pela continuidade das políticas ANTERIORES (isto lembra-me qualquer coisa). A juntar a isto, veio a já habitual SORTE nas governações socialistas: a conjuntura externa melhorou  muito no seu mandato o que lhe permitiu “surfar nessa onda” (igualzinho ao Costa neste momento). A taxa de crescimento dos países da América Latina foi 72% maior do que durante o governo de FHC. . Em 2011 as exportações chegaram ao seu melhor nível em 50 anos. Mais: entre 2005 e 2008, 111 milhões de pessoas saíram da pobreza em todo o globo. Portanto, TODOS os países emergentes do  Mundo deram um salto qualitativo nesse período!! Acontecimentos internacionais  que o ex-presidente Lula  nunca poderia controlar. Nem mesmo na educação o mérito é de Lula. Os indicadores demonstram que a bolsa educação do FHC estava já com um franco crescimento no acesso escolar.

Claro que há algum mérito a ser reconhecido do governo Lula: a expansão do Bolsa Família,  e  ainda outras contribuições importantes  como as reformas micro-económicas, em especial a Lei de Falências. Mas isso é uma gota de água num oceano de corrupção gigantesca que tira mais do que dá. Que ilude enquanto desgraça o país. Principalmente quando num período altamente favorável, Brasil comparado com outros países idênticos, no mesmo período, tem resultados maus. O estudo chamado “A Década Perdida: 2003 – 2012”, explica o fenómeno. E mesmo a tão badalada Bolsa Família não passou do agrupamento de apoios já criados pelo anterior executivo, dando-lhe uma nova roupagem, ao qual juntou o “Fome Zero” , tornando o mecanismo já existente,  mais eficaz nos seus objectivos:

  • Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Educação – Bolsa Escola (Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Cadastramento Único do Governo Federal (Decreto nº 3.877, de 24 de Julho de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde – Bolsa Alimentação (Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de Setembro de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Auxílio-Gás (Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Nacional de Acesso à Alimentação – Fome Zero (Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003 – Governo Lula)

Mas na política populista o que vale é o que parece ser. Exactamente o que estamos a viver neste momento com Costa e seus companheiros. Não interessa se estamos a falir, interessa é que pareça o paraíso económico.

O lugar de corrupto ladrão é na prisão (dito aqui pelo próprio Lula, veja aqui o vídeo) mas por cá não faltaram apoiantes como Catarina Martins, Louçã, Jerónimo, Isabel Moreira, Daniel Oliveira, manas Mortágua, Sócrates entre outros, tudo gente amiga de ladrões e corruptos como Fidel e Nicolás Maduro. Caso para dizer: “Diz-me quem apoias e dir-te-ei quem tu és”. Não falha!

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Bardamerda Doutor Costa

Para justificarmos o presente temos que muitas vezes efectuar a prática das regressões, não de vidas passadas, mas de um tempo que apesar de não muito distante devia ser suficientemente curto para as pessoas em geral não se esquecerem do que dizem, ou pelo menos prometem. António Costa está já num estado em que conseguiu o que queria, pode o País cair de podre, aos pedaços, as crianças a terem condições precárias em Hospitais com serviços cada vez mais deteriorados pela NeoAusteridade de Centeno, mas finalmente Costa foi Primeiro-Ministro e é Primeiro-Ministro, para futuro fica uma coligação governamental anti-natura pela ordem natural das coisas, mas possível devido ao ódio de escárnio a Passos Coelho.

António Costa coloca o seu Ego acima de tudo e de todos, acima dos seus subordinados, onde Centeno é o todo poderoso e distrata os seus colegas, veja-se Centeno a responder pelas dívidas em atraso ao SNS, ao invés do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Ferndandes. O poder de Mário Centeno cheira a Salazar no auge do seu poder nas finanças, controla cada ar que passa pelos ministérios, mas a diferença é que a bomba relógio desta vez é maior, o contexto é outro e o Estado é de um tamanho assombroso a roçar o incompreensível. As medidas conjunturais de Centeno transformar-se-ão nas nossas desgraças estruturais para futuro.

Não bastam cativações, já não basta poupar nos juros, o saldo orçamental é hoje o espelho de magia negra com a imagem incorpórea de quem o controla, a verdadeira variável do desastre financeiro da navegação à vista da dupla governamental Costa e Centeno é a dívida pública, essa não mente, essa não esconde facturas nas gavetas, essa é a realidade do holocausto pós País das maravilhas geringonçal.

Os problemas estruturais para este Governo são como as lanças eléctricas de Zeus para Hades, deus dos mortos Grego e inimigo deste, António Costa e Centeno são o diabo que fogem do electricismo de Zeus, das reformas diga-se, tomara que tal correria tivesse um impacto mensurável no peso de António Costa, ele bem precisa.

Além de precisar de uma perca de peso, António Costa precisa de um choque com a realidade propriamente dita, ou seja, com os seus ditos do passado. Vamos a eles:

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FONTE: DN 2015

Já em plena campanha eleitoral, desastrada diga-se, António Costa prometeu o que está na imagem acima, médico de família a mais meio milhão de pessoas, resultado, ZERO.

Segundo:

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FONTE: DN

De seguida o Primeiro-Ministro aumenta a parada, já não era para mais meio milhão é para todos. E claro, juntando o jargão técnico de mais eficiência.

Terceiro:

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FONTE: Observador

Em Março de 2018, Costa deixa os médicos e vai para os enfermeiros, uma migração espiritual interessante. Querem ver o resultado, wait a moment please!

Quarto:

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FONTE: Observador

Sim, no fim disto, tudo, com tanta promessa cumprida,o doutor Costa conseguiu resolver o problema da Saúde em Portugal, melhor agravou e os serviços ao nível do pior que nos tempos áureos da troika.

Atenção, os tempos de espera não são maiores devido à falta de médicos ou enfermeiros, é devido à ausência de liberdade no sector, neste caso de liberdade de escolha das pessoas entre escolherem entre o privado e o público, a obrigação quase que draconiana de quem tem menos rendimentos de ir para o público dá nisto, entope.

Continuamos a adiar o País, para o ano é que é.

Mauro Oliveira Pires.

O Mecanismo Cultural

Em julho de 2014 tivemos o manifesto “A Cultura apoia António Costa”. Dois anos depois, a Cultura percebeu que continuamos na austeridade.

Depois de muitas promessas políticas, juras de amor eterno e palmadinhas nas costas, a Cultura descobriu que continuamos na austeridade.

Isto tem piada. Reparem na ironia. Estamos em Julho de 2014 e a campanha eleitoral do PS arranca ao colo da Cultura no inenarrável manifesto “A Cultura apoia António Costa” subscrito por centenas de intelectuais e artistas da música às artes plásticas e à literatura, onde afirmavam de forma categórica que o actual primeiro-ministro era a escolha certa para o país.

O primeiro signatário do manifesto, António Mega Ferreira, seguido de Miguel Lobo Antunes e José Manuel dos Santos, defendia que, “ao longo da sua vida pública, António Costa provou ter a integridade, a inteligência, a autenticidade, o dinamismo, a convicção e a responsabilidade que o tornam uma referência para todos os que não se resignam a viver num país humilhado e acreditam que é possível restituir a dignidade a Portugal e mobilizar os portugueses para a esperança no futuro”.

E assim entrámos numa nova era repleta de confiança e virar de página na área da Cultura. Qual foi a primeira coisa que o Governo PS fez quando chega ao poder? Congela os apoios à Cultura. E a Cultura percebeu, dois anos depois, que não só continuamos na austeridade como, incrédulos, descobrem que tiveram direito a receber menos apoios que nos terríveis tempos da coligação PSD-CDS.

Vai daí revoltaram-se, organizaram-se e bateram o pé. E não o fizeram sozinhos, o Bloco de Esquerda e o PCP também saíram à rua a protestar contra aquilo que consideram ser uma pouca-vergonha, um verdadeiro atentado ao sector cultural – a política do governo do qual fazem parte e com o qual concordam e assinam tudo de cruz. Extraordinário, não é? Calculo que este constitua o exemplo mais cabal da Síndrome de Estocolmo.

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, é chamado à Comissão Parlamentar de Cultura numa sessão convocada com carácter de urgência pelo Bloco de Esquerda e PCP. Na comissão é célere a esclarecer que não tem culpa e que vai despejar dinheiro para sossegar as hostes, perpetuando o famoso mecanismo cultural que se traduz numa das áreas mais estagnadas do país. Uma área onde não se percebe os critérios pelos quais são escolhidas as estruturas merecedoras de apoio, com figuras da “alta cultura” instaladas no poder há quatro décadas, cujo trabalho não passaria no crivo de qualidade em qualquer zona de província remota fora do país, incapaz de gerar lucro, consumidores do seu produto ou assegurar ordenados e segurança laboral aos trabalhadores do sector.

Alguém uma vez afirmou que a estupidez consiste em repetir algo que falhou. Quatro décadas de más políticas resultaram no estado actual da área cultural. Não estará o sector carente de bons gestores financeiros em vez dos eternos subsídios para vingar?

Sofia Afonso Ferreira

Publicado primeiramente no Jornal Económico dia 13 de Abril de 2018. 

O Artista, é um Bom Artista

“o artista, é um bom artista, mas não havia neshechidade”
(Diácono Remédios dixir)

Sócrates na TVI a comentar o processo e a prisão de Lula da Silva, é o mesmo que ouvirmos falar:

O Sheik Munir sobre casos de violência doméstica e em defesa das mulheres vítimas de maus tratos.

O Jorge Ritto a falar sobre e contra a pedófilia.

O Ferro Rodrigues sobre a defesa do “segredo de justiça”.

O Armando Vara sobre os efeitos nefastos do “tráfico de influências”.

O João Soares a falar contra o tráfico internacional de diamantes e marfim.

O Salgado a defender o combate à Gestão Bancária fraudulenta e penas duras para os seus praticantes.

Ou a Erika Fontes em defesa dos benefícios da virgindade.

Algumas definições de “Burlão:

Ardiloso, aldrabão, artista, burlista, burloso, batoteiro, bandoleiro, biltre, canalha, caborteiro, charlatão, criminoso, crápula, desonesto, doloso, desavergonhado, dissimulado, escroque, embusteiro, embromador, estelionatário, espertalhão, enganador, falaz, falacioso, farsante, falcatrueiro, fingidor, fraudulento, farisaico fictício fingido, golpista, hipócrita, impostor, intrujão, iludente, invencioneiro, ladrão, larápio, ludibriador, logrador, maroto, matreiro, maquiavélico, mentiroso, manhoso, meliante, patife, pantomimeiro, pandilheiro, patranheiro, pulha, safado, solerte, sacana, sem princípios, sem carácter, sem honra, salafrário, tratante, trampolineiro, trapaceiro, trapalhão, trambiqueiro, tracambista, trapacento, traficante , traiçoeiro, troca-tintas, tuno, tramoieiro, tratista, vigarista, vigaro, velhaco, vagabundo…

Rui Mendes Ferreira

A TVI é Masoquista

Acho tremendamente peculiar, Masoquista, abjecto e um acto completamente vil o que a comunicação social portuguesa como um todo nos faz, como se diz na gíria, come quem gosta, mas colocarem um Arguido de um mega processo a comentar o seu amigo pessoal, Lula da Silva, numa televisão que este,  José Sócrates, quis comprar no passado através da Portugal Telecom para calar, sim, CALAR todo e qualquer jornalista que estavam em concreto a efectuar o seu trabalho de modo limpo, tudo porque o discípulo de Khadafi não gosta de isenção, não gosta de investigação e claro, tudo o que mexa contra si e a sua teia de poder, verificar a teia de amigos na Banca e noutros sectores estratégicos, é para eliminar quem goste de deitar “o olho” nestes redes circulares e cheias de veneno socialista.

A TVI tem toda e qualquer legitimidade para fazer o que quer, pode escolher o painel que quer, os comentadores que quer, vai é sofrer consequências, e quem está no ramo sabe, se me querem apunhalar pelas costas, como Sócrates quis fazer na TVI no passado, e colocam o lobo no covil não é uma empresa que mereça um respeito de tamanho considerável.

A Cartilha de José Sócrates no passado parece continuar no presente, a distribuição das perguntas aos jornalistas antes, o processo de não condicionamento ao Sr.Armani como se este fosse uma entidade divina que não se possa mexer, criticar ou até investigar demonstra uma democracia que não está madura, uma democracia de clientelas prontas a distribuir cargos entre si, é aqui que PS e PSD chegam a consensos, para que em matérias estruturais ambos fujam do diabo da cruz.

Além disso, a nível quer ético quer moral ao nível jornalístico, qualquer jornalista que seja mais “agressivo”, que seja jornalista no bom termo da palavra e da profissão, a “faca” cortante de José Sócrates está sempre afiada e pronta a cortar, a arrogância e impetuosidade do ex-Primeiro-Ministro que diga-se de passagem, ganhou as suas eleições sem maioria absoluta e governou, tempos mais normais que estes portanto nesse campo, apresenta níveis de sociopatia a roçar o Totalitarismo do Maduro, Khadafi e Mao Tsé Tung.

Incrível, é Portugal ter eleito e reeleito uma criatura, um agente desta “categoria”, se o arrependimento nos fizesse voltar atrás Sócrates não tinha deixado com um défice orçamental de -11%, uma dívida pública de 108% do PIB mais a dívida que estava por debaixo do “tapete” e foi devidamente incorporada nas estatísticas oficiais. Mas claro, Portugal tem sempre que convidar o Licenciado que não o é com características de trapaceiro, ao invés de uma aposta clara e simples de uma pessoa independente de partidarismo, e muito boa gente temos nós para tal efeito.

No fim meus caros já sabem de quem é a culpa disto tudo, pode Ricardo Salgado falir mais um banco ou Centeno mascarar as contas mas a culpa é de PASSOS COELHO. A lógica da batata Socialista é hilariante, de facto.

Mauro Oliveira Pires

FOTO: Créditos para a Eugénia Gomes.

 

Os Socialistas São Cordeirinhos

Em nome dos pobrezinhos, e agora tb de Deus.

Ainda não encontrei um governante socialista, que não diga que governa para os pobres. Aliás, gostam tantos deles que é por isso que os multiplicam.

Gostam tanto deles, que enquanto governam, supostamente para eles e em em nome deles, para além de os multiplicarem, aos pobres e à pobreza, como mais ninguém no mundo o tem conseguido fazer, também se esforçam por os manter perpétuamente nesse estado, pois é aí que recrutam os seus eleitores.

Tirar um pobre da pobreza e criar uma sociedade em que o cidadão deixe de necessitar de viver na dependência do Estado e das esmolas controladas pela mão de um politico socialista, é criar cidadãos independentes, livres, não manipuláveis. Algo que manifestamente não interessa a nenuhm político socialista.

Claro que nem tudo numa governação socialista gera pobreza, pois enquanto vão multiplicando pobres e pobreza, em paralelo tb vão conseguindo criar alguns novos milionários. Curiosamente, ou não, todos eles socialistas. Eles proprios incluidos.

Quanto mais um socialista diz que está ou esteve envolvido na governação para os pobres, maior o nível de riqueza que acumulou, para si e para os seus.

Mas se enriquecer de forma ilícita é crime, não o deveria ser nunca, quando feito em nome dos pobrezinhos. Pelo menos, para um socialista.

E os não socialistas ricos? Bom, sendo um não socialista, deverá arder no inferno, mesmo que tenha enriquecido de forma lícita, pois é sabido que qualquer enriquecimento que não seja realizado por um socialista, e mandatoriamente em nome dos pobrezinhos, é um pecado mortal.

E acumular riqueza, para um não socialista, de acordo com a Mortágua, dá automaticamente um bilhete só de ida, para o purgatório, aqui mesmo na Terra.

Já quanto ao céu, se é um não socialista, é para esquecer, pois as notícias que tenho para lhe dar tb não são nada animadoras.

É que o céu, agora também já é pertença dos socialistas. Foi confiscado, pelas esquerdas, pois já não havia espaço suficiente na Terra, onde acomodar tanto santo socialista.

Rui Mendes Ferreira