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Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

contas-de-sumir

Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

ÚLTIMA HORA: A IL NÃO VAI GANHAR AS ELEIÇÕES

Após dedicada investigação sobre a possibilidade de fazer uma aposta a sério (no http://www.bet.pt ou noutro site qualquer de apostas) na não-vitória da IL nas eleições de Domingo próximo –  e ter concluído que não tenho hipótese nenhuma de ganhar dinheiro com esta “inside info” que tenho –  decidi, esgotada essa via de ganhar algum dinheiro, partilhar a informação com os meus mais íntimos.
Sim, vocês, meus queridos, todos vocês, por quem estou sempre disposto a fazer qualquer coisa que me seja total e absolutamente gratuita e com quem partilho informações que não interessam nem ao menino-jesus.
Concluída que está a campanha eleitoral e após uma atenta observação das “boutades”, das enchentes de maré, das dinâmicas de arruadas, da ascendência de Vénus e do camandro, tudo posteriormente confirmado com o lançamento de conchas, cheguei à científica conclusão de que a IL – Iniciativa Liberal, não vai ganhar as eleições para o Parlamento Europeu.
Sinto muito, quer dizer, mais-ou-menos, não… sinto bastante, porque conheço alguns dos seus fundadores, tudo gente boa, para além de contar com imensos amigos que se definem como liberais  que, inequívocamente, irão votar IL e que acalentam a esperança de que o IL venha a ser o partido mais votado em Portugal.
Solidarizo-me com o vosso pesar pelo facto de o IL ser o único partido em que os 3 últimos candidatos da sua lista são tão fortes como os primeiros 3.
Acredito, como vocês,  que os 21 deputados que Portugal aportará ao Parlamento Europeu deveriam ser sorteados de entre 27 candidatos do IL.
Posto isto, companheiros, “xoninhas socialistas”, antecipo para vós uma triste notícia – quer dizer, já o fiz, no título, de modo que… adiante.
O partido mais votado em Portugal? Ide acalentar a esperança, para outro sítio! isto é terra de socialistas, gente que deu no duro p’ra conseguir ter um Estado completamente “gratuito” sempre disponivel para suprir as mais requintadas solicitações dos nossos concidadãos em troca de uns módicos 65% do rendimento que meia-dúzia de camelos consegue gerar e que o INE há-de mencionar como “43% da carga fiscal no PIB”.
Os camelos ficam confusos? ficam! mas, é para o bem deles!
No dia em que os camelos perceberem que é deles que se está a falar quando se dizem obscenidades como “43% de carga fiscal no PIB” vai ser o caralho, pardon my english.
E a que propósito vem isto tudo? para além das conchas e das marés, das arruadas e não sei quê: que factos fundamentam a minha previsão? que sondagem encomendei para garantir o resultado que aqui anuncio?
As minhas respostas:
– 1 – “Menos Estado, Mais Liberdade”. Que me lembre, foi o JCortez  que trouxe essa máxima do Mises Brasil para o Partido Libertário. A IL mudou o fundo, de amarelo e preto para azul e, haja deus!, tirou-lhe a pomba. Ficou bem. A IL começou a perder com este slogan. Se quisessse ganhar eleições tinha de ser, pelo menos, tão socialista como o nosso Primeiro-Ministro, Catarina Rio Sousa,  competindo no mercado de oferta sufragial com o produto “grátis” para os que “Menos têm e menos podem” que é, obviamente “pago”, sobretudo por aqueles capitalistas especuladores de Berlin, pelas multinacionais e pelos patuscos que metem diesel nas bombas do Jumbo, tudo, neo-liberais fascistas da pior espécie. Trata-se de um erro primário num partido político que, pretendendo ganhar eleições, cita Hayek , qual aspirante a califa do estado islâmico do Andaluz que distribui sandes de coirato, mas com a agravante de que estes gajos do IL nem sandes têm para distribuir.
2. Vou votar IL.  Más notícias, lamento. É que, até ver, perde quem eu decido apoiar.

Berardo? É um passarinho no meio de abutres

O riso de Joe Berardo é o somatório sintomático de 44 anos de podridão do regime mas, igualmente de um conhecimento mútuo e reciproco que Berardo tem das oligarquias portuguesas vigentes. O empresário Madeirense conhece tudo e todos, os podres, onde tomam banho com o copo de Martini, as tardes e noites de políticos, banqueiros e empresários nas ilhas de João Pereira Coutinho, outro empresário falido e amigo dos mesmos de sempre. Berardo sabe quem lhe deu a mão para entrar no mundo fútil do Jet Set Lisboeta e passar de um individuo provinciano que falava mal português, com uma história interessante de crescimento patrimonial na África do Sul, para o empresário da moda idolatrado por vários quadrantes políticos(os tais que lhe ajudaram) que hoje lhe atiram pedras e lhe crucificam com palavras exuberantes e tecnicamente bem trabalhadas oriundas do dicionário da língua de Camões.

Factos são factos e se há Países onde os factos são apreciados como tais, em Portugal não é o caso! Existe uma distorção e canibalização dos mesmos para teorias da conspiração vindas de um sub-mundo estranho reptiliano, pelo menos é o que eles, políticos, querem que nós pensemos. O objectivo, aliás, era mesmo esse, colocar Berardo como o problema e não como um dos casos que gerou o problema e arruinou a Economia Portuguesa durante décadas: A promiscuidade entre política e negócios que muitos políticos hoje colocam na boca com uma facilidade e hipocrisia do tamanho da barriga do Dr.Costa. De políticos e partidos, especialmente o PS, que coloca a família toda no aparelho de Estado e tem a lata de abordar este tema como se fosse o guardião da ética política é para nós, povo português, chegarmos a conclusão que os senhores que estão no pedestal que nós comuns mortais não podemos tocar, que nos estão a chamar um nome muito feio que não abordo aqui por efeitos de boa criação.

Ninguém no seu perfeito juízo, especialmente um chefe de departamento de crédito de um banco, seja ele privado ou público, aceita dar o aval de um montante elevadíssimo de crédito para comprar acções de qualquer empresa financeira ou não financeira, simplesmente não entra na óptica da boa gestão de recursos e da racionalidade. Claro que, pedir racionalidade aos amigos de José Sócrates e ao próprio é pedir muito, é pedir que não tivessem levado Portugal ao mais alto patamar dos rankings da dívida pública mundial e do défice, é pedir que não tivessem usado a Caixa e o BCP para ajudar amizades coloridas. Sócrates e o PS conseguiram usar o Estado Português como se tivessem o direito natural e divino de fazer tudo o que querem e quando querem com ele.

O enquadramento era este, Berardo aproveitou e riu-se na cara dos portugueses por estes acharem que a culpa é dele. E é verdade, os portugueses ficaram furiosos com ele, resultou, resultou a estratégia de certa comunicação social e de certas máquinas partidárias que desviaram o foco do problema. Os políticos que ajudaram Berardo não estavam na sala, pelo menos grande parte, mas deixaram resquícios e formatações bem trabalhadas por ai. É desses que temos que ter receio e que produzam mais Berardos e, já agora, outros casos que os 10 milhões de accionistas do Estado Português tenham que pagar.

Terminado e falando de um caso parecido ao de Berardo que envolve a TAP e o conceito de empresa pública. Como os leitores se recordam, o grupo de aviação Brasileiro Varig faliu em 2006 e tinha uma área de engenharia e manutenção aeronáutica dentro do grupo. A parte da engenharia e manutenção sempre deu prejuízo, era totalmente inviável e a TAP, na altura empresa 100% pública, foi um pião de Sócrates e Lula da Silva, o Presidente do Brasil para se livrar de um activo tóxico e Sócrates para fomentar as “relações luso-brasileiras”.

Pois bem, as relações “Luso-Brasileiras”, de Sócrates e Lula da Silva custaram à TAP um agravamento grave da sua situação patrimonial, com o capital próprio da companhia que era de -100 a -150 milhões de euros em 2009/2010 para hoje se situar em -450 milhões de euros, isto claro, depois de David Neeleman e Humberto Pedrosa, da Atlantic Gateway terem injectado mais de 225 milhões de euros em prestações suplementares para reforçar o capital, que foi logo consumido, passados 2 anos, pelas actividades operacionais no Brasil. Se os moldes da privatização de Pedro Passos Coelho tivessem continuado, muito possivelmente a secção de engenharias do Brasil teria sido vendida por 1€( e já é muito), e hoje a TAP respirava melhor no que  a geração de resultados operacionais diz respeito.

A reversão da privatização por parte de António Costa bloqueou a TAP que precisa de capital para renovar e expandir a sua frota, para se tornar mais eficiente e não alugar aviões em locação operacional que reduziu, assim, o seu activo tangível( A TAP ficou com aviões a voar com mais de 15 anos que cujo valor contabilístico hoje é zero por estar já depreciado), impediu o fecho das operações no Brasil por “afectar as relações Luso-Brasileiras” e descredibilizou ainda mais o Estado Português como caloteiro e imprevisível. Berardo? É um passarinho no meio de abutres.

Deixo aqui uma imagem do essencial dos indicadores essenciais financeiros:

Consolidação
Relatório e Contas TAP 2017

Como podem ver, o Core Bussiness da TAP gera 100 milhões de euros, a aviação. O Brasil gera um somatório negativo conjunto de 74 milhões de euros. É só fazer o somatório destes anos todos de prejuízos e verificar que Berardo é um passarinho.

Mauro Merali

 

“Portugal é um País Socialista”- Entrevista a Carlos Guimarães Pinto

Carlos Guimarães Pinto representa, enquanto eleitor e até do ponto de vista pessoal, muito do que eu gosto de ver num verdadeiro político: viajado, cosmopolita, tem vários anos de iniciativa privada e uma enorme bagagem acumulada com as  mais diversas passagens em zonas exóticas do globo, dos quais a Arábia Saudita e Paquistão fazem parte do imenso pacote. Num contexto em que vivemos de compadrio familiar e que junta inclusive laços de amizade de vários anos, tudo em forma exponencial no consolado socialista de António Costa, a competência de certos parlamentares portugueses é claramente colocada em causa face a um currículo competente e forjado a pulso pelo Carlos, que, concorde-se ou discorde-se das suas ideias, é um homem com uma elevação diferente dos mortais apresentados no Palácio de São Bento que cujo mundo cultural e profissional tende para zero, não todos é claro, mas uma maioria é suficiente para consolidar os diversos buracos que temos nas nossas carteiras, especialmente na zona das notas.

Não me querem ler pois não? Leiam o que diz o Carlos, é mais educativo!

1) Concordas que a direita portuguesa tem sido tudo menos direita, nestas últimas duas décadas? Terá a direita culpas indirectas em ter vergonha de se assumir e assim construir um programa verdadeiramente liberal e alternativo?

 A direita é aquilo que os partidos fizeram dela! A direita é definida por aquilo que os partidos mais à direita fizeram nos últimos anos, e por isso é que existem muitas pessoas que hesitam em se dizer de direita. Isto começou muito cedo. Quando o Freitas participava em debates, perguntavam-lhe se o CDS era um partido de direita e ele desviava o olhar do entrevistador, olhava para a câmara e dizia: “Nós estamos rigorosamente ao centro”. Uma vez no Insurgente tentei definir o que era direita e esquerda nos diversos Países, e a nossa direita portuguesa no contexto dos E.U.A seria o partido democrata.

Tivemos mesmo alguém da ala mais à direita do PSD que apoiou Sanders nas últimas eleições americanas. Portanto, a “direita portuguesa” está muito inclinada à esquerda na componente económica.

A direita em Portugal definiu-se de duas formas ao longo destes últimos 20 anos: estatista e conservadora. Um bocado menos estatista que a esquerda? Sim, mas foi uma diferença residual para mudar o estado de coisas, foi assim que a direita se quis definir. Como disse no meu discurso no Movimento 5.7, acho que a direita caiu na armadilha da esquerda de escolher sempre as causas erradas. O País estava-se a afundar economicamente, a endividar-se ainda mais e a direita a discutir se havia de prender toxicodependentes ou se as pessoas do mesmo sexo podiam assinar um contrato civil… Perdeu-se demasiado tempo em discussões que nenhum dos partidos à direita hoje se arrisca a voltar ou propor inverter. Por exemplo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Hoje é um assunto encerrado e é ridículo pensar nisso, mas foi uma luta de anos e perda de foco no que era essencial. Isso faz com que muitas pessoas hoje tenham pejo de dizer ou se afirmar de direita porque a direita se definiu como sendo uma área política que se perde em discussões sem sentido enquanto deixa passar assuntos extraordinariamente importantes. Houve uma geração que cresceu a pensar que a direita era o oposto do liberalismo. Não vamos mudar mentalidades de um momento para o outro. Portanto, os meus principais adversários ideológicos, os nossos principais adversários ideológicos, nos assuntos que mais importam, estão hoje à esquerda. Mas não vale apena colocar-me no campo ideológico da direita portuguesa se ela, durante estes anos todos, foi contrária ao que eu sempre defendi: Liberalismo em toda a linha.

 

2) Como é que podemos quebrar a hegemonia do PS e da esquerda, em geral, quer em termos culturais, educacionais e de literacia económica. Como se muda o chip?

Esta é a minha principal missão: a transmissão de ideias. Se alguém quiser tachos ou poder político pode atingi-lo mais facilmente de outra forma, noutro partido. Uma pessoa que tenha características de político, tenha boa imagem e fale bem, mas o seu objectivo seja meramente o tacho, que se junte a um grande partido do sistema.

Nós temos um problema que é ao mesmo tempo uma grande oportunidade: Temos zero votos. Nós não temos nada a perder, podemos ser assertivos na defesa das nossas ideias. Este é o meu objectivo enquanto presidente: transmitir ideias. Não sei se estarei à altura quando o objectivo for outro… Neste momento o objectivo é passar informação, fazer o que os partidos actuais não fazem, um choque cultural de actuação totalmente diferente do habitual e vamos fazê-lo com todos os meios que tivermos disponíveis. Só para terem ideia: neste momento estou à procura de vocalistas! A música e a arte são fundamentais para passar a mensagem. A área não socialista tem dificuldades de comunicação e, por isso, a mensagem não passa para as pessoas, seja ao centro, seja à direita ou à esquerda. Precisamos de imagens, vídeos, cartoons, sempre com considerações éticas. Era fácil ir pelo caminho da alt-right e pegar em casos isolados e generalizar para causar impacto emocional. Podíamos fazer isso em Portugal e ganharíamos talvez um deputado, mas temos que efectuar este processo de transmissão de mensagem com ética e com as ideias certas. Fazer o contrário não seria um desafio. Escolher um conjunto de ideias populistas para eleger alguém não seria um grande desafio. Difícil é eleger alguém com as ideias certas e com ética. Esse sim é um desafio. Daí lançarmos, e comigo será assim, candidatos que sejam liberais e só liberais. Era fácil irmos buscar alguém com reputação elevada e já “batida” para ganharmos eleições. Mas queremos eleger as pessoas certas com as ideias certas, mesmo se este for o caminho mais complicado para o fazer.

 

3) A Economia portuguesa tem um problema estrutural de crescimento, especialmente na sua composição, crescimento esse muito baseado na produção de bens não transacionáveis. No entanto, com o ajustamento melhoramos esse perfil de crescimento mas não totalmente. Quais as reformas estruturais que ainda faltam implementar?

Houve duas reformas estruturais importantes. Uma que é no turismo, onde tenho que dar mérito ao Adolfo. Depois há outra pessoa, que passou mais despercebida e que provavelmente fez a reforma mais importante da última legislatura: O Pedro Martins. Muito ignorado, talvez o secretário de estado mais ignorado de todos, mas aquele que fez a maior reforma da legislatura, reformando o mercado laboral, ainda que com as limitações de acordos de concertação, que ninguém acharia que era possível reformar! O impacto foi quase imediato e 6 meses depois a taxa de desemprego começou a diminuir, até hoje! Tanto que a geringonça não tocou na reforma na sua composição mais profunda, com retoques, mas nada de especial.

Precisamos de muitas mais reformas, precisamos de um choque fiscal a sério! No outro dia, estava a falar com uma jornalista, que nem era de esquerda, e dizia-lhe que era preciso baixar o IRC às empresas. Ela responde: “Mas vamos dar dinheiro às empresas?!…”. Eu entendo a reacção, porque a maior parte das empresas que sobrevivem neste País são as empresas que estão encostadas ao regime e que iriam beneficiar disso, mas temos é que defender as empresas que ainda não existem, os investimentos que hoje não são feitos e deveriam ser! Porque essas é que vão criar o emprego e riqueza. O IRC é dos poucos impostos em que estamos em competição com o resto do mundo e é uma pequena parte das receitas fiscais. Temos que fazer uma reforma fiscal profunda, Portugal tem condições fantásticas para esta nova economia dos serviços.

Cada vez mais vamos trabalhar a partir de casa a fazer consultoria para outras empresas (temos muita gente aqui na IL que o faz). Se eu fosse Norueguês e pudesse trabalhar em qualquer parte do mundo a partir de casa, escolheria Oslo ou vinha trabalhar para Portugal? Vinha trabalhar obviamente para Portugal devido às características que temos. Temos condições fantásticas, mas não temos regime fiscal para isso.

Temos que simplificar a burocracia, temos que descentralizar, que é tremendamente importante, e temos que cortar despesa pública para fazer face ao choque fiscal. O corte de despesa tem que se começar pela parte da eficiência…

É preciso mudar a Constituição(pergunta dentro da pergunta)?

 Temos é que se calhar mudar o Tribunal Constitucional! Todas as medidas do Passos que foram chumbadas foram baseados em princípios que não podem ser retirados da Constituição! Não queremos retirar o princípio da igualdade! O TC aplicou o princípio de forma abusiva porque está povoado de socialistas, e abusaram do princípio. Seria mais indicado alterar o âmbito de actuação do TC, ou definir o que significam aqueles princípio fundamentais do que mudar a Constituição.

Continuando nas reformas, temos que dar mais liberdade de escolha nos serviços públicos, não faz sentido pensarmos que só por ser do Estado que é “serviço público”, uma escola privada que preste serviço à população, logo ao público, é serviço público! Temos que ter essa consciência! Somos todos privados, um professor numa escola pública é tão privado como um professor numa escola privada, o que temos que decidir é qual a melhor forma de todos estes interesses privados se coordenarem ao serviço do público. Portanto, é numa estrutura burocrática como o Ministério da Educação ou uma empresa que ganha mais quantos mais alunos estiverem disponíveis para isso? Acho que é esta segunda! Temos que mudar mentalidades para tal acontecer.

4) E a falta de poupança e investimento directo estrangeiro?

Este é dos nossos, se não o maior, problema macroeconómico que nós temos. Uma coisa que me faz pensar que o País não tem remédio é esta questão actual da falta de poupança. Digo isto porque já estamos em declínio demográfico e países em declínio demográfico são Países que têm que ter elevadas taxas de poupança, e é a poupança que financia o investimento, e é o investimento que eleva os níveis de produtividade que nos permite que seja possível viver num País em que 70% da população não trabalha (como poderá vir a acontecer). A verdade é que estamos a envelhecer, daqui a 30 anos vamos ter uma pirâmide populacional invertida. Por isso é que é preciso ter cuidado com temas como a Eutanásia. Acho que esta deve ser permitida, mas dentro de limites muito apertados, porque daqui a 20-30 anos vamos ter um volume de idosos elevado e isso traz consequências para o isolamento e pode levar a decisões sobre vida e morte tomadas sob pressão. Ainda tenho uma avó viva, outros já morreram e eu vi como foram os últimos dias deles. Os últimos dias do meu avô, principalmente, foram reveladores. Ele tem 5 filhos, precisou de cuidados e foi um esforço muito grande para os filhos devido aos cuidados intensivo. Eles eram 5, partilharam as tarefas e mesmo assim foi complicado. Imaginem agora num cenário futuro, com a baixa taxa de natalidade que temos, se antes tínhamos mais filhos para cuidar de um idoso, agora temos muito menos. Um idoso com dificuldades precisa de um cuidador a tempo inteiro, não podemos ter a população activa praticamente toda a cuidar dos idosos, é impossível! Tínhamos que ter um choque de produtividade tão grande no futuro para que tal acontecesse, coisa que é uma utopia nos dias de hoje e até no futuro próximo.

E não vamos ter isto, pois não temos investimento reprodutivo que traga mais valor acrescentado, não temos poupança que o sustente. É um cenário complicadíssimo que quase ninguém fala. Dou-vos um exemplo palpável que me contaram: há filhos que deixam os pais em centros comerciais no Porto (deve acontecer noutras zonas do país, provavelmente) porque não tem tempo de ficar com eles ou dinheiro para os colocar num lar. Os idosos ficam por lá porque os filhos sabem que, caso aconteça algo, é um local onde têm assistência rápida. Isto hoje é possível, mas daqui a uns anos não vai haver bancos suficientes nos centros comerciais para todos os idosos. Isto vai ser um drama muito grande que tem que ser tratado amanhã, e mesmo amanhã já é tarde! O problema é que pode já ser tarde e, mesmo com taxas de poupança elevadas e maior produtividade, a situação será dificilmente reversível.

Já não vamos lá com poupança interna mas sim externa, temos que para isso baixar o IRC consideravelmente, ter uma justiça muito mais rápida, reduzir as burocracias para investimento. Mas, temos que fazer isto de forma urgente! Temos que reformar a segurança social que é um dos principais motivos para as pessoas não pouparem. Isto implica acordos de regime. Nós vamos ser todos velhos, temos todos a perder com isto. Temos que deixar as ideologias de lado e ser pragmáticos a actuar.

5) A correcção do saldo orçamental com Centeno tem um perfil insustentável? É preciso mudar a Constituição para termos uma reforma a sério na despesa pública?

(Correcção baseada no crescimento económico. Não podemos tirar certos princípios constitucionais dela) Houve um claro ajustamento alicerçado no crescimento económico e portanto facilmente reversível em períodos  de inversão do ciclo económico. O aumento da despesa corrente no período da governação foi compensada pela quebra na despesa de capital, onde o investimento público foi o principal sacrificado. Foi um mero ajustamento orçamental, não uma correcção orçamental efectiva com um toque estrutural. Quanto à Constituição, não podemos retirar certos princípios fundamentais dela. Mas, atenção, não está Constituição nenhum artigo que nos impeça de despedir funcionários públicos, não está lá nenhum artigo que nos impeça de diminuir salários. A interpretação que foi feita teve como base princípios genéricos, como o principio da igualdade ou da proporcionalidade. Todas as Constituições os têm, mas só aqui em Portugal é que os interpretaram de forma a se pensar que a igualdade era os trabalhadores do privado sofrerem o ajustamento salarial normal em tempos de crise, e os funcionários públicos não poderem ter os mesmos cortes.

A correcção do défice não é só insustentável, como é insuficiente, estamos no pico do ciclo e ainda temos défice! As contas do Estado, considerando o ajustamento que foi feito desde 2011, e com os bons ventos da conjuntura externa, devia ter excedentes por volta dos 3 ou 4% mas… estamos com défice! Acho que a próxima crise vai ser light e depois dessa vem claramente uma mais pesada. Até pelo comportamento normal do próprio ciclo económico. Devíamos ter excedentes para compensar a descida normal do ciclo, coisa que não temos.

Em termos de reforma da despesa pública, temos que acabar com muitos institutos que não servem para nada, é difícil dizer onde temos que cortar porque quem não tem acesso ao excel do Centeno não sabe onde estão as principais gorduras do estado. Temos que repensar as funções do Estado. O sector empresarial do Estado é onde podemos cortar bastante. Temos que tornar os serviços essenciais como educação, saúde mais eficientes. Temos que pensar se deter o maior banco do País é uma função do Estado, que é um sorvedouro de dinheiros públicos, ou ter uma empresa de comboios praticamente monopolista. É? Não é! Temos que abrir o mercado dos comboios e privatizar a CP.

  • Portugal vive subjugado a um capitalismo oligárquico de Estado?

Claramente! Vamos ver uma coisa: quando o Estado coloca tantos obstáculos à iniciativa privada quem sobrevive? São as empresas que vivem encostadas ao Estado! É uma questão Darwiniana, quando o Estado impede que haja iniciativa privada de qualidade, os que sobrevivem são aqueles que estão encostados ao Estado ou pelo menos aqueles que não afligem o Estado como as grandes distribuidoras. Nós temos que ser defensores não das empresas que existem, mas, principalmente, das empresas que não existem.

6) O Elitismo e certa arrogância de centralizar a discussão em Lisboa, esquecendo o resto do País, não é criar uma bolha de um País que não existe e que problemas assimétricos grandes? Não se fala demais em descentralização e não se faz pouco? O que a IL defende?

A IL defende que o Estado central delegue mais funções ao poder local, mas que delegue os meios e a receita. Eu tenho um grande receio com os processos de descentralização mal feitos. Por exemplo, na questão da descentralização na educação, se essas competências passam do ministério da educação para as autarquias ou para as escolas em si, que é a minha preferência, quantos funcionários do ministério da educação é que se vão embora? Até porque serão uteis nas escolas ou em outros sítios… Isto é o que deve ser feito, temos que aproximar o poder das pessoas. Há um pensamento com que concordo bastante, nós podemos ter diferentes opções políticas de acordo com o quão próximo o Estado ou poder está de nós. Ou seja, à medida que o poder se aproxima do indivíduo pode-se mudar a forma como pensamos a política. Eu numa perspetiva mundial sou anarquista, acho que o mundo não tem que ter um governo, a ONU não deve ser governo de nada nem ter poder legislativo de nada. Numa perspetiva autárquica posso ser liberal social, na UE libertário. Se fosse presidente de uma autarquia como Espinho e decidisse: “ Agora o IMI vai subir dois pontos para termos um sistema de transportes públicos gratuito”. Considero esta decisão mais legítima de uma perspectiva liberal do que fazê-lo a nível nacional. Se eu enquanto individuo não gostar da decisão, vou viver para o Porto, vou para Gaia. Agora imaginem que este tipo de decisões era tomado ao nível da EU e, no limite, se transformasse numa união soviética! Era muito difícil para nós sairmos. Se eu não gostar do condomínio onde estou, posso ir para o condomínio do lado muito facilmente, se eu não gostar das regras do meu concelho posso sair do mesmo e vou para outro. Mas se eu não gostar das regras do meu País, já é mais complicado sair, mas ainda é exequível. Se eu não gostar das regras do mundo não posso ir para Marte! À medida que o poder se distancia do indivíduo, decisões colectivistas tornam-se mais perigosas. É por isso que prefiro um mundo “anarquista” sem governo, uma UE com poderes de um estado libertário, um país liberal e por ai fora…

7) Estás aberto a acordos com outras forças partidárias com acordos de pré-coligação eleitoral?

Nós estamos abertos a todos que queiram fazer acordos para reformar e liberalizar o País. Acho que, neste momento, não há ninguém com essa vontade genuína, nem de perto nem de longe. Eu juntei-me a este partido com um conjunto de pessoas liberais, na economia e nos costumes, e tenho algum receio em me juntar a forças que não o sejam. Portanto, se isso acontecesse, quebrava toda uma missão que temos aqui. Agora, se quiserem reformar e liberalizar o País é uma coisa, se não quiserem, vou continuar com os meus esforços para poder juntar e aumentar um grupo de pessoas capazes para o fazer.

8) Fazes parte do Movimento 5.7, o que podes dizer sobre ele?

É um grupo de pessoas que sabe pensar muito bem. Conheço o Miguel há muitos anos e nós temos várias discordâncias! Sempre que nos encontramos há sempre uma discussão saudável pelo meio. Aliás, há uns anos aconteceu um episódio caricato, ainda era blogger no Insurgente e fui a um congresso do PSD porque o partido convidou os bloggers para estarem lá. Como eu conhecia o Miguel e estávamos a falar, tivemos uma discussão até bastante audível sobre uma votação recente na AR, que ainda hoje algumas pessoas lá dentro se devem recordar. Eu tenho um enorme respeito intelectual por ele, discordo hoje muito de certas posições dele, mas sei que aquilo que diz, diz de forma informada. Sei que quando vou discutir com ele, vou discutir com uma pessoa que percebe, e não vou ter uma discussão com base em “achismos”, como ele sabe mais do que eu, gosto de discutir com este tipo de pessoas. Aliás, ele sabendo das nossas diferenças não hesitou em contactar-me para o 5.7.

Aquele discurso que eu fiz no movimento, que muita gente não gostou, eu acho que ele já esperava que fizesse algo do género. Ele acha que temos que repensar a direita ou ala não socialista numa perspetiva das ideias, na perspetiva intelectual e é isto mesmo! Este espaço não pode pensar a vida toda em apagar fogos ou a pensar nas eleições seguintes. É um espaço que se tem que estruturar ideologicamente e de se preparar pois, se não fizermos este exercício, vamos acabar sempre por ter uma visão de curto prazo e emocional. O Bloco de Esquerda fez bem este exercício nos anos 90. Quando o BE apareceu o discurso era muito ideológico: “A revolução ainda não está acabada” era a principal mensagem. Esse conjunto de ideias do que deveria ser a esquerda venceu. Hoje em parte o PS é novo BE, só não são mais a nível de doutrina o que o Louçã quis que a esquerda fosse, porque o PS existe para se agarrar ao poder. E a ala socialista nunca fez isto, nunca parou para pensar no que é que vamos ser.  O Miguel falou inclusive que sociais democratas, conservadores, liberais entre outras forças da ala não socialista, se devem juntar para reformar o País. Isto é importante: quem quer liberalizar e reformar o País é necessário. Mas se o que queres é que sectores continuem protegidos e não queres liberalizar o País, então não fazes parte da solução. O que importa são as ideias não de onde vêm as pessoas.

 

9) Esperas uma surpresa para a Iniciativa Liberal nas legislativas? A vossa comunicação tem estado muito bem.

Eu vou ser muito honesto: o nosso objectivo é cumprir a missão de divulgar ideias no dia a dia. A IL é um partido novo sem grande atenção mediática, sem um líder popstar mediático. Eu não sou o André Ventura que está nos programas de futebol ou o Marinho e Pinto que está nos programas da manhã. Portanto, antes de convencermos as pessoas, elas tem que saber que existimos e nós vamos chegar a estas eleições numa situação em que muitas pessoas não saberão sequer que existimos. Isto é perfeitamente normal, as coisas demoraram muito tempo até serem conhecidas. Teremos que fazer esse caminho sem atalhos. Eu acredito que, entre as pessoas que nos conhecem, a adesão vai ser boa. Para mim, o objectivo nesta altura é informar as pessoas, contribuir para o choque cultural que o país precisa. É isto que queremos fazer. Se vier algo por acréscimo? Melhor, seria fantástico! Mas vamos fazê-lo percorrendo este caminho com pequenos objectivos diários. Se os nossos objectivos fossem só eleger alguém, como já disse, de maneiras pouco éticas, não me teria metido nisto.

Quando me convidaram, estava eu de férias, e perguntaram me sobre o que achava do projecto. Eu disse, antes de me convidarem, que achava que o partido teria poucas hipóteses de eleger alguém. Mesmo assim convidaram-me para me candidatar a presidente e eu aceitei. Eu sabia perfeitamente ao que ia. O que interessa nesta fase é informar as pessoas, a divulgação de ideias. Já no meu tempo enquanto blogger e em jornais, achava que um partido era uma plataforma fantástica de fazer chegar informação às pessoas, e hoje ainda mais. Temos meios que nenhum blog ou think thank pode ter: por exemplo colocar cartazes em zonas fantásticas quase de “borla”. Digo que é de borla porque um cartaz no Marquês de Pombal custa-nos cerca de 800€ por ano. Reparem: fazem isto por 800€ ano, não é nada comparado com o que as empresas pagam!

O meu receio é que um resultado eleitoral menos conseguido possa ser um factor de desmotivação e que o partido não se torne tão grande no longo prazo como deveria ser. Existe alguma excitação dentro de uma certa bolha que fora dela talvez não exista e isso pode ser um problema. Mas dizem-me sempre que eu sou excessivamente pessimista.

Porquê que achas que ninguém vos dá atenção mediática…?

Existem 15 partidos que ninguém liga, nós, o MPT, o POUS.. é verdade! Nós temos que provar que merecemos essa atenção, nas urnas, no dia a dia, fabricando conteúdos. Muita da atenção que temos hoje é através de artigos, temos mais de uma pessoa da IL a escrever artigos todos os dias. Produzimos bons conteúdos e é assim que vamos atrair a atenção da imprensa. O caso das Infraestruturas de Portugal, que nos retirou o cartaz de forma ilegal, foi o caso mediático que nos deu mais visibilidade. Foi uma visibilidade gratuita que surgiu inesperadamente, mas que resultou do esforço de recolha de fundos para colocarmos os cartazes. Se não tivéssemos feito o esforço de recolha de fundos para os cartazes, esse caso nem sequer teria acontecido. É preciso sorte, mas é também preciso procurá-la.

 

10) Como olhas para a comunidade muçulmana em Portugal e para a política de refugiados europeu?

Eu vivi a maior parte da minha vida adulta no Dubai, e trabalhava nas áreas envolventes, como a Arábia Saudita, Paquistão entre outros países como a Nigéria e Filipinas. Estive, portanto, muito exposto à cultura islâmica.

Quando falamos em refugiados acho que não é sequer questão. A Europa até pela sua história tem a obrigação de receber todos os refugiados da guerra. Não nos passa pela cabeça que nos anos 40 na fronteira de Espanha tivéssemos limitado a entrada de judeus. Quantos refugiados de guerra europeus saíram para outros continentes, especialmente americano? Faz parte da nossa história. A minha filha actualmente é cuidada por uma refugiada Síria que é educadora no infantário dela. Quanto a refugiados, não tenho qualquer dúvida que temos que os receber. Temos que fazer, portanto, a distinção entre refugiados de guerra e imigrantes económicos. No caso dos refugiados de guerra nem deveria ser questão se os recebemos ou não.

Em relação aos imigrantes, não podemos permitir que, quem venha de barco, arrisque a sua vida e os deixemos à sua sorte, é uma insensibilidade. Agora, os imigrantes económicos que chegam de barco, devem ser salvos, e regressar ao consulado do seu país de origem para se candidatarem como os outros. Não podemos permitir que as pessoas que arriscam a sua vida tenham prioridade face às pessoas que seguem o seu percurso normal. Senão estamos a incentivar o risco e teremos sangue nas mãos cada vez que um imigrante económica morre no Mediterrâneo.

Sobre a comunidade muçulmana especificamente: eu ganhei muito respeito pela comunidade muçulmana quando estive fora. Fui muito bem tratado. Mas vi também no meu tempo na Arábia Saudita o que é que o extremismo religioso pode fazer a um país. É importante integrar estas pessoas, tendo sempre como base os nossos valores europeus. Um desses valores é a tolerância: a Europa cresceu com todas as culturas, mas com um conjunto de valores base que temos que preservar. A comunidade muçulmana em Portugal é relativamente pequena e muito pacífica. Não a vejo como um problema, de todo. Estamos de parabéns pela nossa capacidade de integração.

Entrevista ao líder da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, no Hotel Fénix no final de Março. 

Entrevistador: Mauro Merali 

Foto: Jornal Eco Online

Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal

Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?

Acontece que a direita nunca governou em Portugal.   Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.

Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um  “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e  justiça.

O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.

Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor  uma ditadura de minorias.

Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito  real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde:  todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos;  há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria,  não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado  totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos  investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História.  Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.

É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente  da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política,  capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos,  habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género  nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e  não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.

A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos  nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.

A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam.  E essa Direita ainda não governou em Portugal.

Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Já foi consultar os seus descontos na Segurança Social?

Recebi uma denúncia muito grave. Nada porém que me surpreendesse não fôssemos nós governados por um bando de salafrários peritos em aldrabice. Um cidadão descobriu acidentalmente que em 2018 foram subtraídos valores aos seus descontos. Ou seja, entre os valores reais das remunerações auferidas declaradas e os valores lançados na Segurança Social para cálculo de reforma, há uma diferença substancial que desapareceu misteriosamente. Está perplexo? Aqui vai a prova toda.

Contabilista de profissão, este cidadão por norma consulta a base de dados da Segurança Social para acompanhar os seus descontos. Mas alertado por uma notícia do Correio da Manhã, que denunciava  que estavam a “roubar” no cálculo das reformas,  resolveu consultar o seu conta-corrente tendo detectado imediatamente que algo de errado se passava: em 2018 o valor total  das remunerações era inferior ao real. Ligou para a Segurança Social Directa e a funcionária que o atendeu ficou toda escandalizada, porque as notícias do Correio da Manhã eram falsas, que o que havia era um atraso no lançamento das contribuições e assim sendo,  não havia erro nenhum apenas um “atraso” por falta de pessoal, uma vez que esses movimentos eram lançados… manualmente(??) – afirmou ela. No decurso da chamada a funcionária corrigiu os valores para os correctos e recomendou “sair” e “entrar” outra vez no site. Por “magia” ficou resolvido: o extracto de remunerações e o valor para cálculo da reforma ficaram iguais. Este suposto “lapso” representou um sumiço de 30% do valor acumulado para a reforma. Acontece que o argumento justificativo para esta situação é falso: a comunicação das remunerações é automática via internet.

Porém uma dúvida assombrou-o: “será que foi só comigo?”. Resolveu então verificar um a um todos os seus clientes. E foi aí que percebeu a dimensão do “erro”: todos eles sem excepção, tinham valores subtraídos de cerca de 30% nas remunerações de 2018. Todos. Para o comprovar, enviou-me só alguns casos de contribuintes lesados, identificados com as letras de A a G:

Beneficiario A NISS 1133….326

Beneficiario B NISS 1121….302

Beneficiario C NISS 1133….525

Beneficiario D NISS 1009….415

Beneficiario E NISS 1105….132

Beneficiario F NISS 1009….801

Beneficiario G NISS 1009….801

(Verifique também sua situação contributiva: entre no site da Segurança Social Directa e siga estes passos: pensões; consultar remunerações anuais declaradas por empregadores; simulador de pensões; simulação automática; obter os salários que contaram para esta simulação ou dirija-se pessoalmente à Segurança Social).

Como não poderia deixar de ser, fui também consultar o meu extracto na Segurança Social Directa e pasmem-se, também fui contemplada com este estranho sumiço em 2018: desapareceu-me 33% do valor de remunerações desse ano. Exactamente a mesma percentagem que todos os outros lesados. 

Ora se em 2018 éramos cerca de 5,2 milhões de contribuintes,  todos com subtracção de cerca de 30% do valor total das remunerações declaradas, vejam quanto dinheiro o Estado  “poupou” ilegalmente nas nossas futuras reformas sem o nosso conhecimento. 

Se juntarmos a isto o atraso significativo no pagamento de reformas como refere a Provedora de Justiça no Jornal Negócios: “O problema tem sido agudizado exponencialmente nos últimos tempos”, referindo-se, em particular, à concessão de pensões, com pessoas a esperarem mais de um ano pelas suas reformas, temos mais umas inovadoras cativações de Centeno, o mestre dos malabarismos contabilísticos, para impedir a saída, antes do final de ano, de dinheiros dos cofres do Estado e assim evitar estragar o défice que se prevê

“baixinho”. Pois, pudera, também eu faria um brilharete destes se deixasse de pagar minhas despesas obrigatórias todos os meses e ainda desviasse dinheiro.

Não estou nada surpreendida com esta descoberta. Nada. Estou isso sim preocupada com aquilo que ainda não sabemos e que por estar ainda escondido de nós,  cidadãos, podemos já ir tarde para os solucionar. 

Isto é um país governado por vigaristas. Foi esta a herança deixada por um 25 de Abril mal feito que permitiu esta corja penetrar  no Parlamento.

Por isso hoje, não se esqueça de usar a sua “liberdade conquistada”  para ir ao site da segurança social e verificar se também foi  “premiado” –  por ter aplaudido, apoiado e votado  nestes piratas que Abril nos deixou – com um sumiço misterioso nos valores declarados das suas remunerações para contagem de reforma.

Reclame já antes que seja tarde

Cristina Miranda

Via Blasfémias

António Costa vai perder as eleições(mais uma vez!)

Podemos avaliar um governo, em geral, através de duas grandes variáveis que se ramificam em tantas outras: evolução macroeconómica e capacidade administrativa do território(vamos incluir aqui serviços entre outras componentes). O governo de António Costa, com suporte neo-comunista e soviético, nunca olhou de forma coerente para a componente macroeconómica e finanças públicas. Um financeiro que se preze, coloca sempre a questão quando olha para qualquer empresa: Será que esta, através do seu desempenho económico e financeiro,   pode remunerar os seus accionistas e terá esta a capacidade de solver os seus compromissos no futuro?

Ou seja, temos não só de olhar para o equilíbrio que esta tem que ter no curto prazo, mas igualmente que esta garanta resultados futuros que nos permitam resolver os compromissos que temos com os nossos credores. Mário Centeno e António Costa fazem precisamente o contrário do que mandam as práticas da boa gestão e, fazem,  o que qualquer empresário “merceeiro” português faz: olham para o curto prazo, esmagam os fornecedores, adiando cada vez mais os pagamentos a estes, de modo a que este “não pagamento” sirva de alívio artificial de um défice preso por arame farpado com soldadura de má qualidade.

A má qualidade da execução orçamental dos 4 anos de Centeno e Costa, mostra que não só a prática da soldadura é má, como colocaria qualquer soldador com os olhos em bico. O aproveitamento da ignorância dos portugueses em matérias económicas é, no entanto, bem aproveitada pela dupla mor que compõe a quimera geringonçal permitindo que estes façam a festa com creme que parece de qualidade “Parisiense”, mas que, na verdade, é da loja do chinês de uma esquina qualquer de Corroios ou do Seixal.

Colocar como fasquia de “sucesso”, diminuir o défice através de um aumento da receita efectiva, muito pelo efeito do aumento dos impostos indirectos(ISP; IVA..), e de uma manutenção elevada dos impostos directos(IRS, IRC..),  aproveitando para aumentar a despesa pública corrente que, em períodos de crise, é de difícil diminuição, diminuindo a despesa de capital e por sua vez o investimento público, afectando os serviços e os mais pobres, para alimentar as clientelas do Estados e os mesmos de sempre, é de uma irresponsabilidade atroz por parte de Costa e Centeno.

O problema, é sempre o mesmo, estamos numa inversão do ciclo económico como acontece sempre, é de responsabilidade do governo poupar em períodos de crescimento para que, em períodos recessivos, haja folga para diminuir impostos e assim estimular  actividade económica, este governo faz tudo ao contrário, dá a ilusão que o défice está controlado, pois o efeito crescimento traz mais receita que alimenta a redução do défice, o que está profundamente errado, pois devia alimentar os serviços públicos e não uma redução artificial que está ligada ao ciclo económico e não à redução da despesa pública que, ai sim, corresponderia uma redução efectiva do buraco das contas públicas.

Quando este período positivo conjuntural passar de vez, o que fica à vista é uma enorme despesa pública que aumentou irresponsavelmente, e que a direita, se for governo terá que diminuir, ficando outra vez com o ónus da austeridade e com o trabalho de casa por fazer. António Costa sairá de cena cumprindo o que sempre quis: ser Primeiro-Ministro mesmo que apoiado por um conjunto de cabalas políticas sem sal que nem no jurássico tinham lugar. O ego e o seu narcisismo perigoso colocam Portugal outra vez numa situação de incumprimento e de insustentabilidade com tudo a ruir à nossa volta, desde ao maior nivel institucional como Tancos e casos familiares típicos de um governo africano, como a nível de segurança básica como Pedrógão, incêndios de Outubro e falta de combustíveis que cuja greve já o governo tinha pré aviso desde inicio de Abril e nada fez.

É demasiada incompetência, complacência, mediocridade e bota-baixismo por parte de Costa e da sua trupe. Já devíamos estar habituados, afinal, o PS pouco mudou desde Soares, pensa que é dono do regime, da nação e da democracia. O problema, é que o povo português, tal como em Outubro de 2015, não falhou, Costa é que por golpe palaciano falhou ao País e pagará por isso em Outubro deste ano com a federação das direitas a ter maioria absoluta e este a ser remetido a um canto escuro, do qual nunca devia ter saído.

Mauro Merali

Senhores políticos, trabalhem vocês até morrer!

Não custa nada ser político e sentadinho no seu gabinete com ar condicionado, mobiliário ergonómico,  todo aperaltado com muito conforto e mordomias, decidir mais umas medidas austeras  sobre os destinos dos desgraçados dos portugueses que os sustentam. Não há dinheiro para cobrir o aumento da despesa pública? Afoga-se o contribuinte de impostos. Há défices crónicos por  má gestão pública? Afoga-se o desgraçado ainda mais em impostos. Há défice na Segurança Social? Põe-se o contribuinte otário a trabalhar até morrer! Isto é socialismo!

É demais. Andamos há anos nisto. O pesadelo parece não só não ter fim como se adensa a cada ano que passa. A idade efectiva da reforma que era em  1980 de 62 anos,   em 2013 passou  a 65 anos; em 2014 e 2015 a 66 anos; em 2016 a 66 anos e 2 meses; em 2017 a 66 anos e 3 meses; em 2018 para 66 anos e 4 meses; agora em 2019, será a 66 anos e… 5 meses!! Isto já é real e só no mandato da Geringonça, já contamos com 4 desses aumentos. Eis o que nos espera se não retirarmos o socialismo dos destinos dos portugueses:

ECO
Fonte: (Fonte Jornal Eco)

O cidadão não tem culpa das irresponsabilidades governativas de todos os que passaram pelos governos. Não têm! Trabalhou, descontou e confiou no Estado. Quem cuida da gestão desse dinheiro é que tem muita responsabilidade pelo estado das contas da Segurança Social.

Porque não foi o contribuinte que investiu em fundos especulativos como denunciou o Observador: ” O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), onde se concentra o dinheiro que pagará, no futuro, as pensões, perdeu 18,6 milhões de euros devido à falência de um dos principais investidores, a Finpro, diz hoje o Correio da Manhã na sua edição impressa. A empresa era, de resto, uma das maiores devedoras da Caixa Geral de Depósitos, que com a falência da Finpro perde igualmente uma quantia considerável de 23,8 milhões de euros, já que detinha 17,2% da empresa. O FEFSS detinha 10% da Finpro, daí ter perdido menos do que o banco.”

Também não foi o contribuinte que determinou que houvesse políticos a receber reformas vitalícias ao fim de 8 anos de “serviço” que vão custar em só 2019, 7,17 milhões. Apesar desta medida ter sido revogada em 2005, não teve efeitos retroactivos o que permitiu uma corrida às pensões dos que já tinham 8 anos acumulados até 2005 (inclusive). Segundo o DN “(…) em 2009, com as reformas de 383 deputados foram gastos mais 3,5 milhões de euros (um total de 8,5 milhões de euros) do que com os 22 311 pensionistas que ocupavam o então escalão mais baixo de reforma (até 227, 39 euros).” Neste grupo  estão não só deputados, mas também presidentes de autarquias que a podem requerer. Contam-se 117 presidentes de câmara com este “direito”. Há ainda políticos a acumular estas subvenções vitalícias com outras pensões que recebem de organismos públicos e privados.  A lista é extensa e continua a crescer por efeito retroactivo. Em 2016 eram 330 nomes mas  agora não podemos saber quantos são porque  o Governo de António Costa continua por decisão unilateral a esconder a lista.

Nem tão pouco é culpa do contribuinte haver reformas milionárias para as quais não houve total cobertura com contribuições. Reformas obscenas suportadas também  pela Segurança Social.

Muito menos é culpa do contribuinte a Segurança Social ter pago 4 milhões de euros em pensões de sobrevivência e de direito próprio a beneficiários já falecidos há mais de 10 anos ou  dar subsídios a quem não precisa deles.

Portugal é dos países mais defraudados que existe nesta Europa e só não está pior porque anda ancorado à UE. Vive na ilusão de que é “rico” e “próspero” quando na verdade não aguenta sequer uma “constipação” financeira. Por isso temos ao contrário da insultuosa  propaganda socialista, as contas viradas do avesso que penalizam sempre os mesmos: o povo indefeso.

Não é a idade da reforma que tem de subir. É a gestão da Segurança Social que tem de ser reestruturada. De raiz. Acabar com um sistema que permite ser politizado, roubado, saqueado por outro transparente,  mais  justo e eficaz que assegure o seu propósito: devolver em fim de vida o dinheiro entregue pelos contribuintes e dar protecção social, sem criar dívida para as gerações seguintes. 

A Suécia, como informa a FMS,  “é um sistema de repartição como o nosso. É pago pelas contribuições dos trabalhadores e empregadores, mas a pensão é calculada como se estivesse num PPR virtual”, explica Amílcar Moreira. O sistema assenta em contas nocionais – não é possível saber hoje o nível de pensão que se terá no futuro – e integra três pilares: uma pensão-base, para a qual se contribui; uma pensão garantida que complementa a primeira quando esta é demasiado baixa; e uma pensão premium, privada, de carácter obrigatório.” Aqui, cada um receberá não mais nem menos do aquilo que pagou ao longo da sua vida. É uma pensão de velhice em função da esperança de vida da geração a que pertencem e é calculada com base numa taxa de contribuição fixa e nos salários auferidos, pela remuneração anual das contas individuais a uma Taxa Interna Retorno do sistema (nocional). As pensões são actualizadas automaticamente  e de forma igual para todos. Apesar da natureza individual são regimes de seguro social de protecção contra os riscos de velhice, morte e invalidez. O sistema pode ser complementado desde que  asseguradas por fontes de financiamento externas para não criar dívida às futuras gerações (Fonte artigo de Jorge Miguel Bravo no Público)

Este sistema  já é adoptado também pela  Polónia, Letónia, Noruega e Itália bem como muitos outros países e assegura  equidade intergeracional e sustentabilidade financeira.  Ora, por que razão Portugal, governado desde sempre pelo socialismo e social democracia, foge a sete pés de um sistema que permite justiça, equidade e fim do endividamento? Simples: porque não permite eleitoralismos e populismos à conta da Segurança Social.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Mário Centeno: A verdade da mentira

Uma análise as contas e ao deficit de 2018:

A maior carga fiscal de sempre, a maior receita fiscal de sempre, a menor despesa de investimento público de sempre, as maiores cativações de sempre, a maior dívida pública de sempre.

Analisemos pois os seguintes números:

Em 2018 o PIB subiu 2,2% o que corresponde a 4,4 mil milhões de euros, mas a receita fiscal subiu 6,4%, o que corresponde a perto de 4,6 mil milhões de euros.

Ou seja a colecta fiscal em termos percentuais cresceu quase o triplo (300% mais) que o crescimento percentual da economia, e em termos nominais a receita fiscal superou em quase mais 200 milhões que toda a riqueza adicional gerada em 2018 face a 2017.

Notem bem como a dimensão do aumento da colecta fiscal, absorveu a totalidade do adicional de riqueza criada em 2018, face a 2017, e ainda mais quase 200 milhões, ou seja, tudo o que os trabalhadores e as empresas do sector privado conseguiram produzir e ganhar a mais em 2018, foi basicamente confiscado pelo Estado,

No entanto, mesmo com todo este aumento da receita em 2018, na ordem dos 4,6 mil milhões, ainda assim continuamos a ter contas públicas negativas na ordem de 800 a 1000 milhões de euros.

O déficit público em 2017 foi de mais ou menos 0,9% do PIB, que significa algo na ordem de +/- 1,8 mil milhões de euros, Em 2018 terá sido de 0,4% a 0,5%, que significa algo na ordem dos 800 a mil milhões de euros. Ora assim sendo, em 2018, e face a 2017, só reduziram o défict 0,5% a 0,4%, que representa um valor nominal entre mil a 800 milhões euros.
A dívida pública acumulada cresceu no mínimo mais 1,2 mil milhões.E tudo isto, após a receita dos impostos ter sido 4,6 mil milhões superior em 2018, comparativamente a 2017.

Isto significa, que dos 4,6 mil milhões resultantes do aumento da cobrança de impostos, exceptuando 800 milhões, nada mais foi utilizado para fazer diminuir o deficit e rigorosamente nada foi utilizado para abater na dívida, que, repito, continuou a crescer.

Sim perceberam bem, mesmo com a receita a aumentar 4,6 mil milhões de euros, o déficit só diminuiu 800 milhões de euros, e a dívida pública cresceu 1,2 mil milhões.

Acresce ainda que a receita pública de 2018 foi inflacionada com receitas extraordinárias de quase 500 milhões de “dividendos” do Banco de Portugal, que mais não são que ajudas indirectas e em certa medida “artificiais”, dadas pelo BCE.

Do lado da despesa, também o efeito da política monetária do BCE produziu benefícios, pela redução das taxas de juros, que gerou uma poupança de algumas centenas de milhões de euros na factura dos juros da nossa dívida pública.

Ambas as situações, os dividendos do BdP e a significativa redução dos juros de dívida, terá representado um contributo positivo na ordem dos 800 milhões de euros, ou 0,4% do PIB.

No entanto, são ambas unicamente resultantes da política monetária e das ajudas do BCE, que são temporárias, e que tenderão a ser descontinuadas. Não são pois medidas nem efeitos estruturais, consolidados e permanentes.

Verifica-se assim, que a redução do défict em 2018, foi muitíssimo pequena, e até essa pouca redução, de meros 800 milhões de euros, foi toda ela realizada com o efeito das medidas de política monetária do BCE, que como em cima expliquei, são temporárias e de carácter extraordinário.

Por serem benefícios de carácter extraordinário e temporários, devia-se ter optado por uma gestão mais prudente, e os recursos daí resultantes deveriam ter sido canalizadas para abater na dívida pública, ou então deviam ter sido colocadas de lado como reserva, para reforço da chamada “almofada financeira”, para fazer frente a futuros períodos de eventuais abrandamentos ou mesmo recessões.

Dos 4,6 mil milhões resultantes do aumento da receita fiscal, nada foi utilizado para fazer baixar o deficit, e muito menos para pagar o que fosse na dívida pública acumulada.

Mas então se as receitas cresceram 4,6 mil milhões e o deficit somente regrediu 800 milhões, e essa redução foi toda ela conseguida por recurso a medidas e receitas e poupanças extraordinárias que pela sua natureza podem não ser repetíveis, e nada foi reduzido através das receitas dos impostos, para onde foram os 4,6 mil milhões de impostos cobrados adicionalmente em 2018?

A resposta é simples: toda a receita fiscal adicional de 2018, foi toda ela gasta em mais aumentos das despesas do Estado,

Os custos das 35 horas semanais, a entrada de mais 45 mil funcionários no quadro da função pública, descongelamento das carreiras e promoções automáticas, aumentos salariais generalizados, descongelamentos e aumentos extraordinários das pensões, aumentos das pensões mais elevadas, sendo que a esmagadora maioria destas pensões pertencem à CGA (reformados do sector público).

Tudo despesas maioritariamente fixas, que mais tarde em caso de abrandamento das economias ou mesmo durante uma eventual recessão, em que a receita fiscal deixe de crescer ou até diminua, não podem nem ser revertidas nem diminuídas.

Ora com aumentos de despesas que depois não podem ser revertidas ou diminuídas, em caso de abrandamento da economia, ficamos uma vez mais obrigados a ter que recorrer a mais aumentos de impostos, sobre os aumentos já existentes, a cortes brutais no investimento público, e a cortes nos serviços públicos. Ou é isso, ou então teremos o regresso de mais deficits, mais dívida, e maior factura de juros.

Temos pois, que apesar de todo o brutal aumento da colecta fiscal, o governo optou por manter um modelo de governação, que foi de continuarmos a comer faustosamente e acima das possibilidades da nossa economia, e a deixar a conta da refeição para os nosso filhos, netos e demais seguintes gerações pagarem.

Modelo este, que já nos conduziu a 3 falências em pouco mais de 30 anos, e que é o responsável por termos uma das maiores dívidas públicas do mundo.

2018, continuou a ser mais um ano de “chapa ganha, chapa totalmente gasta” e não isso chegou, pois ainda tivemos que ir pedir emprestado mais 1,2 mil milhões.

O que já deveria ter sido um ano de acumulação de alguma poupança (excedentes) foi um ano de abastada gastança nas despesas fixas do Estado, Mais um, a juntar ao de 2016 e 17.

Sejamos pois muito pragmáticos na análise à situação fiscal: esta carga fiscal recorde, com este modelo de governação, não só veio para ficar, como há é uma elevada probabilidade de que venha a ser ainda mais aumentada.

Até que não haja uma diminuição nas despesas fixas do Estado, e até que os governos continuem a aumentar os gastos do Estado a um ritmo percentual acima do crescimento da economia, (e só em 2018 a despesa aumentou ao ritmo do dobro do PIB) não haverá nunca receita fiscal suficiente para satisfazer a voracidade do Estado, e muito menos haverá alguma folga para termos uma diminuição dos impostos.

Com a insistência nestes modelos de governação, a previsão será pois de mais aumentos da carga fiscal, e jamais a sua redução ou estabilização.

Quanto à dívida pública, contrariamente ao que o governo alega, ela não só não diminuiu, como apresentou um aumento face a 2017. Até que exista déficit nas contas públicas, a dívida pública forçosamente continuará sempre a aumentar

A tranche da dívida que foi paga ao FMI, que foi na altura muito propagandeada, foi toda ela paga com recurso a nova dívida. Fomos pedir dinheiro emprestado a uns, para pagar a outros. Ou seja, na realidade só mudamos foi de credores.

O que registou alguma ligeira diminuição, muito ligeira mesmo e muito abaixo do objectivo de Bruxelas e do que já seria necessário ter sido feito, foi o peso relativo da dívida, em termos percentuais, face à nossa economia (PIB).

O valor nominal da dívida, ou seja o montante que realmente estamos a dever, esse aumentar em 2018. e de acordo com o Orçamento de Estado para 2019 irá continuar a aumentar.

Em resumo, os saldos das contas em 2018 ficaram só ligeiramente melhores que em 2017, apesar do brutal aumento das receitas fiscais.

Tal melhoria, curta, foi conseguido de forma errada, por recurso a uma série de medidas e “habilidades”, sendo umas de efeitos temporários e outras que posteriormente tendem a produzir efeitos nefastos sobre a economia e sobre as contas públicas.

Uma vez mais, uma política com opções unicamente viradas para o momento, de muito curto prazo, ignorando totalmente as consequências negativas que irão causar a curto e a médio prazo.

Cativações, atrasos de pagamentos a fornecedores. e atrasos nas atribuições e nos pagamentos das reformas a novos pensionistas, receitas extraordinárias não recorrentes, etc etc foram as medidas não sustentáveis a médio ou mesmo a curto prazo, a que o governo recorreu para fazer diminuir o valor do défict.

No entanto, devido ao brutal aumento da despesa fixa, muito para além do razoável e do que seria prudente, as contas públicas estão no fio da navalha, de tal forma que ao menor percalço, corremos o risco de descambar uma vez mais para uma situação de beira do abismo.

Temos assim, que o menor déficit de sempre no pós 25 de Abril, em função do crescimento económico e das receitas fiscais conseguidas, devia era já ter sido um excedente, na ordem de 1% a 2% do PIB.

Excedente esse que deveríamos ter mantido ao longo de todo este ciclo económico positivo para depois ter espaço de manobra orçamental para fazer frente a futuras inversões de ciclo, e sem ser necessário recorrer a medidas drásticas nem sofremos grandes apertos.

Nestes tempos de crescimento das economias, devíamos já estar a obter excedentes, (poupança) que depois seriam utilizados em tempos de recessão, (despesa) financiando eventuais deficits sem ser necessário recorrer a crédito externo nem a aumento de dívida.

Este resultado de 2018, é pois é muito curto, e deve ser considerado uma oportunidade perdida. Mais uma.

E o pior é que foi conseguido por meios e políticas erradas, revelador de um modelo de governação que está unicamente focado no imediato, como tem sido apanágio de quase todos os nossos governos desde 74, nada preocupados com o futuro nem em assegurar uma situação estável e sustentável.

Estamos novamente a ser governados por objectivos de puro eleitoralismo, e continuaram a varrer algum do lixo para debaixo do tapete, e só não têm varrido muito mais porque a UE está hoje em dia um pouco mais atenta e exigente.

Continuaram a fazer de conta que já não há lixo na casa para ser limpo, e continuaram a empurrar para frente com a barriga, enormes problemas que estão por resolver, mas que um dia, a bem ou a mal, vão ter que ser resolvidos. Quanto mais tarde maiores e mais duros serão os custos, do que os que teríamos se fossem hoje enfrentados.

Resumindo, as contas de 2018 estão assentes numa linha muito fina e ténue entre o quase equilíbrio e em simultâneo o regresso aos deficits excessivos. Dada à forma como tem sido feita esta redução do deficit quase que podemos dizer que estão presas por “arames”.

Repito, face ao ciclo económico que atingiu o seu pico em 2018 e que já entrou claramente em abrandamento em 2019, e face à enorme receita fiscal obtida em 2018, as contas públicas já deveriam ter apresentado um robusto excedente, e nunca uma situação de deficit, por mais pequeno que nos digam que foi.

Com um mais que certo abrandamento da economia, já previsto para 2019 e anos seguintes, se a receita fiscal regredir, ou começar a crescer menos que o crescimento da economia, e com este modelo de enorme e permanente crescimento da despesa pública, e com a impossibilidade de poderem cortar ou reverter os aumentos das despesas fixas que andaram a fazer em 2016/17/18, facilmente regressaremos aos tempos de défices excessivos, e por conseguinte mais dívida, e teremos mais impostos, mais cativações, mais cortes no investimento, que foi já reduzido a níveis nunca antes vistos, e mais deterioração na quantidade e na qualidade dos serviços públicos.

Assim, para 2019 preparem-se para mais um ano onde iremos ter que pagar mais impostos, ainda mais, e em troca iremos continuar a receber menos e piores serviços públicos.

Sendo 2019 ano de eleições vai ser também mais um ano de abastança para as habituais clientelas do regime, a serem mais uma vez, generosamente recompensados, pela lealdade do seu voto, mas onde tudo o que estes irão receber, será depois retirado. em dobro, aos restantes portugueses. Os tais restantes portugueses, que está convencionado pelo regime que estão obrigados a ter que sustentar os conhecidos sectores do privilégio e dos direitos adquiridos.

Claro que de tudo isto irá depois resultar uma factura para os mesmos de sempre pagarem, mas que, por questões eleitoralistas, só nos irão apresentar em 2020 e seguintes. Vai ser assim, limpinho, limpinho.
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E é isto. Tudo mais que vos digam de diferente, podem ter a certeza que estão a mentir-vos.

Rui Mendes Ferreira

Sócrates também anunciou o “melhor” défice da democracia portuguesa

As patranhas à volta do défice voltaram. Costa diz que é o “um resultado histórico e virtuoso”. Centeno afirma que “é uma conquista desta legislatura”,  que “Portugal conseguiu virar a página da austeridade” e que “as profecias da direita falharam”.  Ambos estão em êxtase e vangloriam-se deste valor – 0,5% do PIB. É impressão minha ou já vivemos este filme com a mesma histeria nos anúncios de  Sócrates a poucos passos de uma bancarrota ?

Se visse seu vizinho que ganha o salário mínimo, cheio de dívidas, a comprar um Lamborghini, a fazer férias no Mónaco, a dizer que está cheio de dinheiro o que pensaria? Certamente diria que o tipo é um mentiroso, que jamais poderia ter aquele nível de vida se não se endividasse até ao pescoço e fizesse ainda calotes a toda a gente, certo? Então porque teima em acreditar que este magnífico défice feito às custas da falência técnica de todo um país com a suspensão dos pagamentos, cativações,  retenção das pensões dos nossos emigrantes e aumento  de impostos nunca vistos desde 1995, é verdadeiro?

O país está um caos. Os comboios estão a cair aos bocados; nos hospitais e escolas falta tudo; as estradas, pontes, viadutos, edifícios públicos estão  a ruir; a (des)Protecção Civil  mata em fogos florestais por via da colocação de “boys”sem qualificações e meios obsoletos; a polícia não tem gasóleo nem carros em condições sequer para fazer rondas; os transportes públicos são suprimidos por falta de manutenção;  a emigração é  elevada; o endividamento das famílias aumentou; a poupança caiu.

Se tudo o que foi varrido para “debaixo do tapete” fosse colocado nas contas do défice, teríamos um valor muito superior a 3-4% mas a UE permite cosméticas no apuramento do défice. Malabarismos contabilísticos que fazem com que possam levar umas despesas ao défice e  outras já não. É o ilusionismo do costume que fez e faz de nós grandes aldrabões profissionais na Europa. Foi assim com esta marosca  toda, que aderimos ao euro. Lembram-se?

Como pode uma dívida pública estar constantemente a subir e o défice ser historicamente baixo sem manipulação de números contabilísticos? Façamos um exercício simples: você em casa tem um desequilíbrio financeiro. Suas despesas são maiores que as receitas. Para equilibrar esse défice o que faz: 1. pede um aumento ao patrão? 2. tenta fazer mais entradas de receitas com horas extra ou um part-time  aos fins semana? 3. corta nas suas despesas que não são de primeira necessidade? 4. deixa de fazer qualquer despesa não comprando quase nada e  não paga contas seja de luz,  água, renda e empréstimos?

Obviamente que não optou pela 4 hipótese, certo? Não optou porque sabe que isso não soluciona nada, pelo contrário, adia e agrava o seu défice, certo? Então porque aceita que Centeno o faça no país? A fórmula utilizada por este malabarista da treta é exactamente aquela que você rejeitaria a todo o custo para resolver seu défice doméstico. Pior: ele além de  usar esse método, chama-o de “sucesso”. Não lhe parece estúpido?

Sócrates também anunciou “milagrosos” défices. Às portas de anunciar mais uma bancarrota, dizia:  “o défice de 2,6% é o mais baixo da democracia portuguesa” e  “está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”.  Entretanto, em Maio de 2010 anunciava: “um esforço adicional a todos os portugueses” que se traduz em aumentos de um ponto percentual de todos os escalões do IVA até ao final de 2011. A taxa máxima passa para 21 por cento e a reduzida, que incide sobre bens de primeira necessidade (alimentos e medicamentos comparticipados) fica em seis por cento, enquanto o IVA sobre a restauração sobe para 13 por cento” (notícia Correio Manhã) e em Setembro de 2010: “José Sócrates anunciou esta noite o aumento do IVA para 23% e um corte de até 10% na despesa total de salários do sector público, entre outras medidas de austeridade aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário (…) aumento de impostos, corte de salários e prestações sociais, congelamento de todo o investimento público até ao final do ano e redução do número de contratados na função pública (…) redução média da massa salarial dos funcionários públicos em 5%  nos vencimentos entre 1.500 e 2.000 euros, a redução será de 3,5%. Nos escalões mais elevados, o corte chega aos 10% (…) ajudas de custo e horas extraordinárias também serão cortadas e termina a acumulação de pensões e vencimentos (…) as prestações sociais também serão sacrificadas, com a anulação do aumento extraordinário do abono de família e a redução em 20% do rendimento social de inserção” (notícia Jornal Sol).

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Em resumo, Sócrates começou por anunciar défices espectaculares e acabou anunciando uma bancarrota pouco tempo depois. Desafio-o a encontrar as diferenças entre ele e Costa.

Entretanto,  prepare-se para o embate.  Pelo lógica da matemática, vem aí dias difíceis.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

A biologia humana não muda por decreto-lei

A Noruega é um dos países mais igualitários entre sexos. Ao fim de 15 anos um jornalista quis saber que resultados se obtiveram com políticas que deram mais liberdade e igualdade entre géneros naquele país. E as descobertas foram surpreendentes: verificou que as escolhas das pessoas são hoje mais tradicionais do  que no passado concluindo que quanto mais livre é o país maior são as diferenças. Porquê? Porque onde há liberdade absoluta e não condicionada, as pessoas seguem apenas seus gostos e as mulheres e homens têm gostos diferentes.

Nesta reportagem norueguesa,  que nenhum canal de televisão mostrou pois não interessa aos lobbys da ideologia de género, é desmontado um a um todos os “argumentos” da ideologia de género. Na primeira parte,  o jornalista questionou todos os defensores da dita ideologia perguntando se havia ou não diferenças entre homens e mulheres. Todos respondem o mesmo: que não há diferenças nenhumas, que o género é uma construção social, que ninguém nasce homem ou mulher, que o género pode mudar ao longo da vida, que  as escolhas são influência do meio social na forma como a criança é educada. Na segunda parte, o jornalista coloca as mesmas questões aos defensores das diferenças biológicas que determinam as escolhas, mas ao contrário dos anteriores, estes fundamentam  com factos.

O Prof. Lippa responsável por um estudo que envolveu 53 nações de todo os cantos do mundo de diversas culturas, descobriu que os homens interessam-se por engenharias e trabalhos técnicos e as mulheres trabalhos com pessoas e que essas diferenças ocorrem quer em países como a Noruega quer como a Arábia, o que revela que existe algo biológico nas escolhas.

Para o  comprovar, o médico pediatra Trond Diseth fez inúmeras experiências com crianças.  Colocou brinquedos femininos, masculinos e neutros numa sala com um bebé de 9 meses do sexo masculino e feminino. Verificou que a menina interessou-se por brinquedos ditos de menina enquanto o menino por brinquedos ditos de meninos. Os neutros foram ignorados inicialmente  por ambos. Dirão alguns cépticos que aos 9 meses as crianças já têm influências do meio refutando estes resultados. Acertei? Pois bem, para esses o Prof. Baron-Cohen responde: com apenas um dia de vida, as meninas fazem contacto visual com pessoas; os meninos seguem visualmente objectos mecânicos o que revela que à nascença os cérebros já se comportam de maneira diferente. E a culpa é da testosterona, uma hormona essencial na determinação dessas diferenças:  quando os níveis de testosterona são elevados, o indivíduo tem menos empatia, linguagem mais atrasada na infância, mais dificuldade no reconhecimento das emoções, menos contacto visual com pessoas, mais interesse por objectos, mais interesse por sistemas e por entender como funcionam. Os meninos têm por norma 2 vezes mais testosterona que as meninas.

No final o jornalista confronta as duas partes. Quando pergunta “qual a base científica” , os defensores da ideologia género respondem que a base é teórica, que é o pensamento que vê diferenças. Que são hipóteses que se sobrepõem à ciência. Os segundos afirmam que as diferenças estão provadas  na biologia embora não descartem que a cultura influencia a personalidade ( e não sexo) de cada um.

Compreende-se assim porque na Noruega, onde não há barreiras nem condicionalismos entre géneros, passados 15 anos os hospitais estão vazios de homens e as empresas de engenharia vazios de mulheres. Ou seja, de forma natural, as mulheres quando são absolutamente livres nas suas escolhas,  procuram trabalhos de interacção com pessoas que não obrigam a esforços físicos e os homens preferem áreas das  ciências exactas e tecnologias com ou sem esforços físicos.

Quando a igualdade é forçada por decreto-lei ou de certo modo imposta por razões económicas, tanto as mulheres como homens acabam por fazer trabalhos que não são da sua preferência. Logo não reflecte a realidade sobre igualdade de géneros.

A verdade é que por muita lavagem cerebral que façam logo no infantário, continuará a haver mulheres a preferir a casa e família à carreira, continuarão a ser maioritárias na saúde, educação e  justiça mas deficitárias na construção civil, tecnologias, transportes de mercadorias,  pescas, agricultura, indústrias pesadas, defesa e política a menos que imponham quotas.

Perguntaram-me porque havia poucas mulheres em liderança. Ora basta dar uma vista de olhos ao PORDATA e constata-se que são os homens que mais trabalham por conta própria como empregador. Portanto, a liderança não é privilegiada pelas mulheres que optam mais por criar seu próprio emprego em vez de liderar e assumir riscos (Fonte PORDATA):

Homens na Europa

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Mulheres na Europa

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Em conclusão, se houver uma educação neutra, não condicionada por nenhuma ideologia ou cultura, a criança segue o seu apelo biológico de acordo com os níveis de testosterona que recebeu em feto. Nenhum decreto-lei muda isto.

Infelizmente o que acontece de facto neste momento é que, à conta da doutrinação da ideologia de género há uma pressão na criança desde tenra idade para contrariar sua própria natureza estimulando os meninos a serem meninas, as meninas a serem meninos. Daí a razão pela qual  a “igualdade” forçada onde essa ideologia está a ser imposta continuará a provocar desigualdades e indivíduos frustrados. Porque quanto mais lutarmos contra a natureza humana, mais ela se encarrega  de repor tudo no lugar mais cedo ou mais tarde.

A natureza é perfeita. Se não concebeu a hipótese de dois homens ou duas mulheres engravidarem é porque os sexos não são iguais. São complementos. Não há voltas a dar. E os mentores desta ideologia parva sabem muito bem que para estarem por cá a debitar esta ideologia fraudulenta, foi preciso, para nascerem,  um  óvulo de uma mulher e um espermatozóide de um homem, que só estes dois sexos podem produzir. Como podem alegar que as diferenças não são biológicas mas sim construídas culturalmente?

Há limites para tanta desonestidade intelectual.

Cristina Miranda

Via Blasfémias