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Querem matar a internet.

O artigo 13 (e o 11 em parte) da nova directiva europeia proposta pelo Partido Popular Europeu que está a ser discutida propõe, em nome de uma suposta protecção de direitos de autor, que tudo o que envolva conteúdo de outros na net seja automaticamente removido sem ter qualquer atenção humana ao contexto.Já lhe chama a “máquina da censura”. Algo extremado, mas que não deixa de ter uma pequena parte de razão.

Pode vir a ser o fim dos memes, paródias, quem sabe do uso de textos de notícias em outros textos ou em vídeos e ainda dificulta o funcionamento de plataformas de colaboração como a Wiki, o Internet Archive, o GitHub ou o GitLab.

O comité JURI já aprovou, falta agora o voto final no plenário do Parlamento Europeu, o que deverá acontecer em Dezembro deste ano ou em Janeiro de 2019. Cabe-nos a todos fazer barulho para que tal não aconteça, pressionando sobretudo os eurodeputados portugueses.

Do governo não podemos esperar nada, dado que apoiou a proposta no fim do ano passado. O novo partido Iniciativa Liberal mostrou-se felizmente contra esta proposta: “Se for aprovada é uma transformação brutal do modo como utilizamos a internet! De um local descentralizado de livre criação e partilha poderemos passar para um local onde muito poderá ser removido de forma automática e sem aviso por computadores”.

É mesmo uma transformação gigante e devemos impedi-la.

Porque me juntei à Iniciativa Liberal?

Dizia há poucos dias o Miguel Ferreira da Silva, Presidente da Iniciativa Liberal (IL), que com o 25 de Abril de 1974 tivemos democracia, mas não conseguimos ter verdadeira liberdade (pelo menos em muitos campos). É verdade que ao longo destas décadas a situação foi melhorando, mas ainda há muito a fazer. Por isso nasceu a Iniciativa Liberal, agora partido, movimento cívico e que muito teve de batalhar para se constituir, superando todas as barreiras próprias de um sistema político que não gosta de competição.

A IL está aqui para todos os liberais, para os que votam em branco, para os que fazem parte da abstenção, para os que procuram uma renovação política, para uma geração Erasmus que não se revê em partido algum do sistema e, sobretudo, para os que amam a liberdade em todos os campos. Para a IL a liberdade é o valor mais importante e tem a sua base de pensamento assente em três pilares que resultam desse valor: liberdade política, social e económica.

Isto foi o ponto motivador para ter a iniciativa de me juntar à IL, enquanto movimento cívico para reformar Portugal, derrubando o sistema que até hoje não nos permitiu alcançar plena liberdade. E é nestes 3 pilares que irei dar os meus contributos no processo de construção do Programa Político da Iniciativa Liberal.

 

Liberdade Política

Para a IL deve haver mais transparência na política e deve haver mais colaboração com a população. Por isso, contrariando o atual elitismo dos principais partidos, a IL disponibiliza uma agenda colaborativa. Todos os portugueses podem dar contributos para essa agenda e os que fizerem sentido, de acordo com os princípios da IL, irão constar no programa político. A IL é contra todo o tipo de ditaduras, não só a ditadura enquanto regime, mas também as pequenas ditaduras democráticas. A IL é contra a ditadura da maioria que se tem traduzido no fenómeno do politicamente correto, onde um grupo maioritário quer usar a política para impor comportamentos a outros. E é contra a ditadura da minoria, onde um pequeno grupo minoritário com fortes interesses se une e usa a política para se favorecer e restringir a liberdade dos restantes indivíduos, o que se pode traduzir quer na atual elite política que se beneficia e desenha a vida da população, quer em grupos de lobby, sindicatos ou até outros grupos de interesses sociais que procurem vantagens para si à custa dos restantes cidadãos.

A IL defenderá com urgência uma revisão na Constituição, começando logo pelo preâmbulo no qual se refere que “A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de (…) abrir caminho para uma sociedade socialista”, algo claramente contrário à liberdade de cada português e ao pluralismo liberal que caracteriza os países desenvolvidos. Para além disso, a IL é a favor de uma descentralização de competências, mais cidadania local, a introdução de novos meios electrónicos/digitais na relação entre o cidadão e a Administração Pública e uma verdadeira reforma do Estado, não esquecendo a necessidade de simplificar a legislação portuguesa. É por isso importante que se estudem as políticas liberais nesta área aplicadas em países com a Estónia e a Suíça.

Fernando Pessoa escreveu uma vez que “de todas as coisas organizadas, é o Estado, em qualquer parte ou época, a mais mal-organizada de todas”. Isso mantém-se e é urgente, por isso, uma profunda reforma do Estado.. Simbolicamente, esta reforma deve começar logo por dar mais liberdade aos cidadãos que de forma independente queiram participar na política e diminuir brutalmente a excessiva proteção que é dada aos partidos do sistema. Falando apenas na parte monetária, e ignorando toda a burocracia que dificulta a tarefa a novos movimentos políticos da sociedade civil, desde 2014 já foram mais de 120 milhões de euros de impostos para os bolsos dos partidos através de subvenções parlamentares e subvenções de campanha. A IL é e será o verdadeiro símbolo da renovação política em Portugal.

 

Liberdade Social

Para a IL, a liberdade individual não deve ser condicionada pelo Estado. O Estado não deve impor uma moral ao indivíduo. Quem se quiser unir com alguém do sexo oposto deve poder fazê-lo. Quem se quiser unir com alguém do mesmo sexo deve poder fazê-lo. Quem quiser andar de cabelo pintado deve poder fazê-lo. Quem quiser praticar atos religiosos em local próprio deve poder fazê-lo. Quem quiser ir ao casino ou apostar online deve poder fazê-lo e quem quiser oferecer esses serviços também o deve poder fazer. Quem quiser ingerir substâncias como álcool, tabaco ou cannabis deve ser livre para tal, não devendo o Estado impedir que o mercado ofereça esses serviços, nem devendo o Estado aumentar o preço de mercado de forma absurda através de impostos para tentar condicionar a liberdade do indivíduo. Quem quiser comer um bolo, não deve ter de pagar mais do que o preço de mercado apenas porque uma elite estatal pensa saber o que é melhor para essa pessoa e considera que a mesma não deve ingerir bolos. Cada um deve ser o que quiser, o Estado não deve formatar cidadãos, algo próprio de regimes totalitaristas como o comunista, o fascista e o nacional-socialista que tanto estragos causaram à Europa no passado século.

Para a IL, as melhores práticas liberais de outros países no que toca à educação devem ser testadas cá, deve ser dada mais autonomia às escolas e mais liberdade de escolha às famílias. Quanto à saúde devemos estudar e copiar, adequando ao contexto português, as políticas liberais nesta área de países como a Holanda e a Suíça, onde a iniciativa privada aliada à liberdade de escolha faz parte do sistema. O mesmo deve acontecer para a Segurança Social, a qual nos moldes atuais é apenas um esquema ponzi. Nenhuma liberdade é dada aos cidadãos para decidirem se querem participar neste esquema ou não e, mesmo já participando, nenhuma liberdade de escolha é dada ao cidadão para decidir onde aplicar este dinheiro que desconta. O modelo atual simplesmente hipoteca o futuro da geração mais jovem, devendo ser os pais e também os avós que não desejem que os netos nada recebam quando chegarem à sua idade os principais defensores de alterar profundamente este modelo de Segurança Social. Todas as formas não estatais de apoio social devem ser incentivadas, sendo que o seu financiamento tem obviamente de ser devidamente regulado.

contas-de-sumir

Liberdade Económica

Olhando para os principais rankings de Liberdade Económica, Portugal claramente não está sequer perto dos lugares cimeiros. Mas estamos nos lugares cimeiros onde não devíamos: na dívida pública (127% do PIB). É urgente diminuir a dívida pública e, por isso, é urgente parar de ter défices todos os anos. O Estado pesa atualmente praticamente metade na economia, isto é, a despesa pública é praticamente metade do PIB e isso também é urgente diminuir. Uma economia dependente do Estado não tem sucesso. Uma economia onde os vários sectores estão completamente condicionados pelos Sindicatos e por grandes grupos empresariais, que conseguem vantagens para si através do Estado à custa dos contribuintes e dos consumidores não terá sucesso. Uma economia que dependa do apoio estatal, não deixando as forças da procura e da oferta funcionar não terá sucesso. As famosas gorduras do Estado sempre citadas, mas nunca cortadas, têm claramente de ser eliminadas: desde despesas de subvenções vitalícias e subsídios a empresas amigas, passando pela despesa corrente e ineficiências operacionais da administração pública, até várias áreas onde o Estado simplesmente deve sair da frente e deixar as pessoas atuar livremente. Nunca é repetitivo afirmar a necessidade de reformar o Estado, cortando o que for desnecessário e privatizando o necessário, sem criar monopólios.

É necessária, a par desta redução na despesa, uma redução enorme de impostos. É necessário reduzir imediatamente as taxas de IRS. Há casos onde, só em IRS, o Estado leva mais de 50% do salário. Essas pessoas trabalham contra a sua vontade para o patrão Estado. Se passarmos agora para o português médio e analisarmos a carga tributária total sobre o trabalho, incluindo IRS, Segurança Social a cargo do empregado e a Segurança Social a cargo do empregador, vemos que o português médio em cada 100 euros de remuneração bruta que a empresa paga por ele só leva cerca de 60 euros para casa. Estes 60 euros como bem sabemos vão ser utilizados para pagar contas e comprar produtos que têm mais um sem fim de impostos e taxas, pelo que no fim do mês obviamente muito mais de metade da remuneração bruta do português médio vai para o Estado.

Em termos fiscais é preciso considerar copiar as políticas liberais de sucesso neste campo de países como a Suíça, a Irlanda e a Holanda. É preciso diminuir rapidamente o IRC, acabar com as famosas taxas e taxinhas, reduzir a burocracia, terminar com as autorizações e licenças que atormentam a iniciativa privada e acabar com a asfixia fiscal do tecido empresarial que é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas. Temos de acabar com a ditadura fiscal que massacra o “Sr. Zé do café”. É preciso dar liberdade aos empreendedores portugueses, retirar as barreiras à inovação, atrair start-ups internacionais e investimento estrangeiro, para depois criar melhor emprego, observando a médio prazo um aumento de salários que permita aos excelentes profissionais portugueses que existem não terem de sair do país em busca de uma vida melhor. É necessário melhorar ou pelo menos não mexer no que foi bem feito nos últimos anos, como as medidas relativas ao turismo e ao alojamento local. Mesmo que as intenções até possam ser boas é melhor que não se mexa muito no que está bem feito. Um liberal, ao contrário dos governantes de Portugal nos últimos 40 anos, sabe bem que intenções não são resultados e que a sociedade é um conjunto de relações individuais complexas que não devem ser submetidas a engenharias sociais de elites estatais.

 

Conclusão 

É preciso pôr fim a este Estado obsoleto, paternalista, obeso e endividado. É preciso que o Estado, em muitas áreas, assuma uma posição de não intervenção, de não querer ser o nosso Papá, que deixe os indivíduos usufruírem da sua liberdade, sabendo nós que esta tem de ser acompanhada de responsabilidade.

Apelo a todos os liberais, dos mais liberais-conservadores aos mais liberais-sociais, que participem. Que se inscrevam e se façam membros. Que percebam a condição da população portuguesa e vejam a Iniciativa Liberal como o partido mais liberal de Portugal. Se, contundo, não se quiserem juntar, pelo menos contribuam com ideias para a Agenda Liberal.

Apelo a todos os que não se revêm nos partidos do sistema, aos que se abstém, aos que votam em branco, aos mais velhos que procuram uma renovação política e estão fartos das mesmas elites políticas que trocam e só muda a cor, a uma geração start-up que quer ser livre para tentar cá, a uma geração Erasmus que não quer passar por mais crises, aos mais jovens que não se identificam com partido algum e aos que querem liberdade em todos os campos que se juntem à IL. Façam-se membros e contribuam com ideias. Todos os que querem mais liberdade política, social e económica são bem-vindos.

Alexandre Herculano disse uma vez que “O socialista vê no individuo a coisa da sociedade; o liberal vê na sociedade a coisa do indivíduo”. A IL, enquanto partido liberal, não é defensora por um lado do comunismo, do socialismo democrático e do socialismo light que é a social-democracia, nem por outro lado do conservadorismo e do socialismo beato que é a democracia-cristã (e eu até sou Cristão). Somos simples e objetivamente liberais.

Não vai ser fácil, nem será um projeto de curto-prazo. Se já não é fácil noutros países, muito menos é em Portugal, onde os partidos do sistema dividem e usufruem por ano, em média, 30 milhões de euros de subvenções do Estado pagas pelos contribuintes. É preciso varrer este sistema que se protege.

Está na altura de sair do sofá e varrer a casa. A casa que é o nosso País. Está na altura de um Portugal Mais Liberal.

 

 

PS: Escrevo sem o A.O.. O corretor do computador alterou-me o texto, pelos vistos, para escrever de acordo com A.O.. Não tenho paciência para alterar. A tecnologia venceu-me.

 

 

 

 

 

 

O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

António Costa faz o que quer porque a direita deixa

O socialismo é uma doença que cujos sintomas iniciais se manifesta com pequenos retoques de prazer que tem sempre iniciação em trabalhos dos outros e acabam em bebedeira num bar, é assim a Economia portuguesa desde há 44 anos para cá: uma folha em branco onde todos querem escrever em linhas tortas e onde não há planeamento estratégico de longo prazo. O mesmo é dizer que o Partido Socialista sabe usar as fases ascendentes do ciclo económico a seu favor, não tendo feito o trabalho de fundo quando este inicia. Ao contrário da direita portuguesa, especialmente a liderada por Pedro Passos Coelho, esta sempre teve de carregar a cruz de ser a costureira mor do regime enquanto o PS se reagrupava e montava as mesmas tácticas de vitimização de sempre e, claro, sempre ao colo de determinada comunicação social.

Os efeitos nefastos deste ciclo são visíveis à direita e com um maior grau de amplificação por esta ter perdido o “norte”, por completo. A uniformização do regime, por parte de Costa, onde este joga em todos os cantos do tabuleiro do jogo chamando para si o cálice do poder e da negociação política, faz com que os eleitores olhem para Costa não como uma das alternativas, mas como “a”, alternativa. Aquele que não pode ser contestado nem incomodado por estar numa posição dominante e ser o dono completo do regime. Só assim se explica o quase beija mão do presidente da república ao primeiro-Ministro quando este o indigita sem saber os resultados eleitorais da emigração, algo que o professor de direito constitucional sabe e deixou passar ao lado. Só assim se explica a apatia do regime oligárquico perante o escândalo do lítio em que João Galamba tem relações e portanto o governo.

A direita deixou passar tudo isto. Falou. Mas não estruturou um ataque unido e conciso. Continua acantonada e refém, como não podia deixar de ser, de Pedro Passos Coelho que era consensual a liberais, conservadores, sociais democratas e democratas-cristãos. O institucionalismo, o rigor de actuação e a coragem deste perante a situação precária do País- perdoem me até a ligeireza do termo- nunca serão esquecidos, mas a ala não socialista tem que partir para uma corrida de longo curso e desta vez sem Passos. É difícil? Ninguém diz que não, há alguém melhor que ele? Muito dificilmente, sendo politicamente correcto. O ciclo  do ex-primeiro-ministro não terminou, muito pelo contrário, mas não há tempo.

A direita tem que ter um conteúdo programático liberal na economia. De reformas estruturais. De ideias e medidas frescas e inovadoras que os países bálticos e alguns de leste estão a implementar e que foram importantes para a recuperação a nível macroeconómico destes. A direita portuguesa tem que dar mais que a redistribuição do PS, que se esgota normalmente num horizonte temporal de dois anos ficando este depois a gerir com pinças um pântano orçamental de pequena dimensão que quintuplica de tamanho quando chega ás mãos dos outros.

O PSD, o CDS, o Iniciativa Liberal, o Chega e o Aliança não tem outra alternativa que não a união ou pelo menos trabalho conjunto e personalizado. O PSD e o CDS uma coligação eleitoral e os restantes um bloco de direita. Como queiram. O pragmatismo é primordial e os egos neste momento são desnecessários, no momento mais perigoso da democracia portuguesa pós-PREC. O Chega e o IL estão bem e recomendam-se, são uma clara alternativa ao socialismo cada um à sua maneira. O problema está no PSD  e num CDS cheios de vícios e que não se assumem de direita. O PSD encontrará o seu caminho, Rio está politicamente morto. O CDS tem um jovem que se chama Francisco Rodrigues dos Santos que tem a alma combativa e a estrutura ideológica que o CDS necessita e não de mais “sangue azul” de ocasião.

Um dos maiores presentes que Passos poderia receber neste momento é o descanso, que este merece. A direita tem essa obrigação para com ele. É respeito, mais do que isso até, é a capacidade de todos perceberem de uma vez que tivemos um político que não foi perfeito, longe disso, mas que tentou mudar as estruturas oligárquicas e rentistas aproximando Portugal dos seus parceiros europeus. Um patriota. Há pessoas que ainda não se aperceberam disso, até a própria direita.

Mauro Merali

O “segredo” de André Ventura

Não tem papas na língua. Não é politicamente correcto. Está-se pouco lixando para os Focus Group. É intuitivo. É assertivo. É contundente. Sabe comunicar.  Chega a todos. Não é elitista. Não tem medo da verdade. Defende rigorosamente suas convicções. Toca em todas as feridas do país sem receios. É determinado. É teimoso. É genuíno. Sabe liderar. Eis o segredo de André que personifica o CHEGA.

Não é por acaso que todos lhe têm medo. Uma pessoa assim, no Parlamento, de facto,  é assustador. Pior: abre as portas, caso seja bem sucedido, para que entre mais gente do mesmo calibre. O problema? Simples: vai ser o começo de uma oposição forte ao regime que nos desgovernou por mais de 44 anos. É a semente que vai germinar e reproduzir-se de tal modo que vai provocar a médio prazo a implosão do sistema que criou  políticas erráticas que conduziram à maior corrupção de que há memória neste país. Será o início do fim de uma era de hegemonia socialista que arruinou a nossa economia e que, como todos sabemos,  está apenas segura por pinças da UE ( não fosse isso já teríamos colapsado há muito tempo).

Eu sempre disse a quem me quis ouvir – inclusivamente a alguns  membros da Direcção do partido – que o CHEGA entraria no Parlamento pelo menos com um deputado. Há muito tempo que avisava quem o desdenhava que pusessem os olhos nele e seguissem seu exemplo em vez de o  achincalhar. Avisei que nunca se deve menosprezar os adversários mas antes, observá-los e analisá-los  com atenção para identificar o que fazem de bom e tentar superá-los. Mas, ninguém me quis ouvir. Na organização onde me encontrava, desde o Congresso até à minha saída, falei para a parede quando disse que  era urgente corrigir a trajectória  porque o abismo estava mesmo ali à espreita. Não adiantou de nada. E eu, mais uma vez acertei em cheio.

O problema dos intelectuais que andam na política é mesmo esse: não entendem o segredo por trás da popularidade. Todos pensam que tem a ver com palavras eruditas contidas num discurso pomposo (que quase só de dicionário ao lado e manuais sobre economia conseguem ser entendidos), politicamente correcto, que agrada a todos e quando não agrada, tem flexibilidade suficiente para se contorcer até agradar. E quando vêem alguém com uma  mensagem mais simples, mais transparente, mais assertiva, mais forte, mais abrangente, ficam atónitos e perguntam-se: como foi possível aquela pessoa tão “básica” chegar a tanta gente? Não percebem porque para se perceber tem-se de ser genuinamente do povo ou ter pelo menos vivido com ele ou perto dele.

O “fenómeno André” é o mesmo que o meu. Cronista no Blasfémias há pouco tempo, sou a que se mantém no pódio das mais lidas. Não é porque sou a melhor. É apenas porque sou a única que consegue chegar a TODA a população. Porquê? Porque os temas que escolho são os que preocupam a maioria dos portugueses; porque quando desenvolvo os temas não tenho medo de tocar nas feridas porque também são minhas; porque não tenho nenhum tema tabu; porque uso linguagem do povo e não há ninguém que, do mais formado até ao que tem menos instrução, que não me entenda; porque pertenço à maior classe do país – o povo – e por isso são milhões a identificarem-se com o meu dia-a-dia de dureza no trabalho, o meu percurso familiar e profissional, os meus fracassos e sucessos. E isto não se aprende na escola. Aprende-se com a vida aqui no fundo da pirâmide.

Por isso André chegou até aos comunistas (que nunca o foram apenas foram iludidos) porque mensagens fortes sobre a realidade escondida do país, faz abanar toda a gente.

Se não se perderem na sua identidade, nas próximas eleições legislativas serão um fenómeno igual ao VOX espanhol que já ultrapassou o Ciudadanos. Não tenho quaisquer dúvidas disso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Catarina e Jerónimo, caros colegas, foram descartados

O povo português tem por vezes momentos de lucidez. Percebeu o que Pedro Passos Coelho passou e quis fazer durante os 4 difíceis anos em que governou e deu-lhe uma vitória com um tamanho considerável face à conjuntura. Quatro anos depois, de uma geringonça que pouco trouxe ao País, a não ser mais 20 mil milhões de dívida pública, uma economia que cresceu com base em reformas tímidas feitas pelo governo anterior, uma conjuntura europeia e internacional inigualável na história económica recente bem como casos duvidosos de condicionamento judiciário e das instituições, António Costa ganha as suas primeiras eleições legislativas e é primeiro-ministro com poderes reforçados para negociar com todo o continente legislativo.

Costa pode engrenar o seu governo com todas as munições que quiser, tem à sua disposição um bloco de esquerda com sede poder, pois, sem implantação autárquica e sem controle sindical, a agenda marxista a nivel económico e social tem que ser implementada de uma forma mais directa. Sem o poder, Catarina Martins continuará a eterna actriz com maquilhagem da loja dos trezentos. O problema, chama-se António Costa. O primeiro-ministro sabe perfeitamente que vem ai momentos difíceis a nivel macroeconómico com mais um ciclo económico de expansão a terminar.

Costa sabe que a consolidação das finanças públicas portuguesas, especialmente ao nível de despesa pública, necessita da aprovação um partido moderado e que cujo líder tenha trela suficiente para Costa manter os seus ex-parceiros coadjuvantes com um sorriso lunar enquanto que Rio fica a roer um dos ossos que Costa lhe deu para roer, dando tempo para que o líder socialista ainda dê um passeio no intendente e veja o senhor Medina a contar as notas da taxa turística. Que partido melhor que não o PSD do senhor Rui Rio que cujas culpas da queda do seu partido, são multivariadas e redistribuídas parvonicamente por toda a gente, até para ele, mas dando foco a todo um coro de criaturas que cuja substância física lhe é estranha até na essência, porque, como é claro, Rio não suporta a imprensa, uma tristeza franciscana do partido albergue espanhol onde as opiniões alheias e diferentes sempre foram respeitadas.

Rio e Costa merecem-se um ao outro. Um, António Costa, porque tem na mão o futuro partidário de Rio. Não lhe dando a mão, Rio fica a papaguear provincianismo contra Lisboa enquanto Costa, mesmo que perca as próximas eleições no próximo quadriénio, continua a governar com outros coadjuvantes à sua esquerda pois estes não suportam a “extrema direita”, à direita do PS. Rio precisa de Costa para ser vice-primeiro-ministro, elevando este o seu estatuto de vice-reitor-Cinfães(como lembrou e bem Vasco Pulido Valente), para ajudante mor do ex-número dois de José Sócrates. Costa junta assim dois mundos coloridos, ou seja, o seu ego satisfeito sem bater com o pé nas portas e travessas quando é contrariado no largo do rato e garante a aprovação de um conjunto de medidas duras quando a tempestade chegar.

É somar um mais um que nas contas do Dr. Centeno dá quatro e um par de décimas disfarçadas de cativações mal conseguidas. Já a direita, que se assuma como uma e que se una numa só frente. PSD, CDS, IL e Chega que encontrem uma solução conjunta de pré-coligação eleitoral, em próximas eleições e trabalhos conjuntos. Portugal precisa.

Mauro Merali

O pântano do ilegítimo António Costa

A dança de cadeiras no cargo de primeiro-ministro, em outubro de 2015, colocando no terceiro cargo da hierarquia institucional governativa do País, um individuo não eleito pelos eleitores mudou para sempre a ordem da linha governativa constitucional considerada “normal”, pelo regime. Hoje, não basta ficar em primeiro no campeonato das eleições legislativas, é necessário primeiro que tudo, o segundo membro de uma possível equação de uma solução governativa-aquele que perdeu mas, que cumpria a ordem das coisas- vender a alma ao diabo para governar, neste caso o PS, que introduziu e impôs ao País uma moldura de curto prazo, tal como é a sua característica fisiológica pelo poder e influência na vida do indivíduo.

António Costa nunca teve um plano de mudança estrutural para Portugal, o seu único plano e constítuido pela calada com os seus parceiros coadjuvantes, era continuar a reconstrução oligárquica iniciada por Sócrates e desfazer a fronteira ética e “invisivel”, que Passos tinha construído quando deixou cair os Espirito Santo, uma das famílias que condicionava o crescimento da economia portuguesa com ligações a outros grupos económicos.

Para além disso, Costa queria deixar tudo em modo anestésico, paralítico e monolítico, veja-se o exemplo do assalto de paraquedas à máquina estatal com famíliares do seu partido em tudo o que são fissuras da administração pública, a reactividade de Centeno em 2016 quando a Comissão Europeia ameaçou Portugal com sanções e os juros das obrigações portuguesas a 10 anos voltaram aos 4,5%, levando Centeno a adoptar cativações históricas no investimento público colocando despesa de capital em mínimos e assim, controlando o saldo orçamental em conjunto com sucessivos aumentos nos impostos indirectos. Tal política descapitalizou os serviços públicos, não repondo o capital que se desinvestiu, espremendo sua capacidade de resposta às populações.

Políticas de curto prazo, políticas de vista curta portanto, que hoje Costa ergue como vitória sua e do seu governo mas que, em 2015, as criticava com todo o tártaro que tem entre os dentes. Podemos afirmar que Costa pode ter lido livros de São Cipriano para adoptar tal inversão de discurso, guiando o rebanho simpático na representatividade do povo português para próximo do precipicio mas será esse fosso que Costa terá que enfrentar sozinho nos anos que vem.

Desenganem-se que uma economia aberta ao mundo como a Portuguesa, sujeita a zero reformas estruturais nos últimos anos, com indicadores macro a mostrarem sinais de deterioração e com um saldo orçamental preso por pinças, que estamos protegidos de maus ventos. Aliás, maus ventos não são sinónimos de sucessivas bancarrotas- os outros países também estão sujeitos- é sim sinónimo de sucessivas bancarrotas é quando o PS está no poder e não prepara o País para tal com políticas prudentes ao nível de finanças públicas e a nível macroeconómico.

Por fim, é de lamentar que Rui Rio, que  afirma que o PSD não é um partido de centro direita, não tenha começado a campanha mais cedo e não tivesse tido uma palavra de união para quem ele chama de “opositores”. Teria ganho o partido e o país. Erro táctico. Agora, a ala não socialista, já que tem pejo em se assumir de direita, tem que preparar as próximas eleições que serão no prazo máximo de 2 e meio. Uma direita unida, com um programa alternativo ao socialista. Só assim António Costa será derrotado com uma maioria absoluta em cima.

Mauro Merali

 

Querida Greta Thunberg, esta é a minha mensagem para ti…

O Mundo não te odeia. O Mundo não te quer mal nenhum nem te culpa de nada. A raiva que vês por aí é sobre quem usa crianças inocentes explorando um sentimento de medo e pânico genuínos para levar a cabo uma agenda onde estão envolvidos grandes interesses  pessoais, políticos e financeiros: teus pais e quem os comprou.

Eu também sou mãe de um menino que vê as televisões constantemente a falar no “Apocalipse Climático” iminente, que vê imagens de florestas todas a arder em simultâneo, de furacões, de inundações, de ursos brancos a morrer, do degelo, de golfinhos e baleias mortas na praia e que dizem ser das temperaturas a subir. Na SIC (uma estação de TV cá de Portugal) agora até já passam documentários sobre alarme catastrófico climático no Telejornal, em horário nobre e repetindo o mesmo documentário por 2 vezes! Quem é que com tamanha manipulação não fica com pânico?

Mas eu, ao contrário dos teus pais, não lhe alimento o medo. Informo.

Quando ele me pergunta se é verdade  que o planeta vai acabar em 12 anos respondo que há décadas  que os alarmistas do clima da ONU tentam convencer as massas que  era suposto já termos sido engolidos pelo mar  e os humanos, extintos;

Quando me pergunta se o clima está a mudar respondo que provavelmente sim mas sempre foi assim há biliões de anos e sempre assim será porque a terra tem vida própria e nós homens apenas podemos atenuar essas mudanças como no passado e nunca as poderemos impedir. Assim o explica 500 cientistas de todo o mundo numa carta dirigida a Guterres .

Quando me pergunta se há degelo nos pólos respondo que sim mas à medida que perde de um lado, ganha do outro segundo a NASA; que o  buraco de ozono está a fechar; o  planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema  mas sim o NOX.

Quando me pergunta se o planeta está mesmo a aquecer respondo que segundo os dados existentes a tal curvatura do aquecimento que provocou alarmismo, não existe, foi forjada; os registos desde 1880  demonstram estabilidade nas temperaturas o que obrigou à falsificação de dados pelo IPCC para servir as agendas políticas.

Quando me pergunta se não está mais calor por causa de picos  registados em Julho respondo que sempre os houve e  segundo a imprensa: “Em 1884 já se falava num calor “tão intenso em Portugal que tinha danificado a vegetação”, bem como da “falta de água” em 1919. Já em 1930, “em Lisboa a temperatura subiu como nunca”, falando-se até num “calor tropical” que fez “numerosas pessoas desmaiarem nas ruas”. 

Quando me questiona sobre o urso polar faminto e moribundo respondo que a jornalista confessou que a foto foi descontextualizada para dar voz a uma narrativa que interessava aos alarmistas mas que o google já eliminou esse artigo na Natgeo.

Quando me questiona sobre foto de cães caminhando sobre a água de um rio em degelo na Groenlândia explico que essa terra no passado já foi verde e muito mais quente e é perfeitamente normal que volte a sê-lo mas que essa foto também foi usada para manipular opinião.

Por isso se fosses minha filha, em vez de pânico estarias a questionar OS DONOS DO MUNDO na ONU sobre a coincidência de tudo isto ter por base dados falsos e  manipulados e ninguém se importar;  a coincidência de termos  de pagar com muitos mais  impostos e mais elevados por  um planeta verde; a coincidência dos alarmistas desta agenda terem comprado vivendas à beira-mar, possuírem barcos, aviões a jacto e carros de alta cilindrado extremamente poluentes e não terem ainda mudado seus hábitos de vida;  a coincidência de todas as organizações e pessoas ligadas à “EMERGÊNCIA climática” estarem a receber muito dinheiro por isso; a coincidência da ONU estar falida precisamente quando te vão buscar para ser o porta-voz do apocalipse que eles há muito reclamam e que muito jeito dá aos bolsos dessas pessoas.

Lutarias  pelo esclarecimento da verdade em nome dum planeta que é  de todos e não só de alguns e que esta teoria (com bases falsas) do aquecimento por culpa do CO2 vem empobrecer ainda mais  países emergentes com recursos naturais impedindo-os de se desenvolver como nós e ter a qualidade de vida que tu tens e que, ao lhes ser negado, rouba a infância a milhões de crianças que ao contrário de ti não podem fazer greve à escola pelo clima porque nem escola têm.  

Se em vez de  explorarem a tua inocência te ensinassem a questionar o modo de vida dos alarmistas – que não são mais do que eco-oportunistas –  e  a seguir o rasto do dinheiro em “nome das EMERGÊNCIAS climáticas” para eliminar o que alimenta os interesses económicos e políticos nessa agenda do clima, acredita que em pouco tempo nenhum deles iria querer saber do planeta para nada e o alarme acabava.

É claro minha querida que devemos lutar pela protecção do  ambiente porque o planeta é a nossa casa e dele dependemos para viver. Mas essa luta nunca deve ser pelo mesmo caminho por  onde jorra  o dinheiro  mas sim, em sentido contrário, de forma altruísta e desinteressada só pelo bem comum. 

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Abriu a época das promessas eleitorais

Abriu a época das  belas promessas de campanha eleitoral de tudo e mais alguma coisa explorando ao máximo os nichos temáticos da moda como o clima e os animais para atrair votos fáceis, sem qualquer responsabilidade, sem fazer contas, sem estudar profundamente os temas, tudo a granel como se de um campeonato de quem faz mais propostas “cool” se tratasse, sem coragem para fazer uma política de verdade. A pergunta que impera fazer é: mas vão fazer isso tudo como? Sim, porque o dinheiro não nasce nas árvores e se Portugal não ganhou o euromilhões e é sabido que todos os serviços estatais estão em ruptura,  como diabo se pode prometer sem dizer como e onde se vão financiar sem ser à conta do sacrifício dos contribuintes?

A  primeira medida  para Portugal que todos deveriam garantir antes de qualquer outra seria prometer  fazer um diagnóstico de norte a sul do país, com auditorias externas a  cada organismo estatal, ao milímetro,  para identificar e eliminar cada ponto crítico seja funcional seja financeiro do Estado – nesta fase é quando normalmente se descobre que há contratos para mudar duas lâmpadas por milhares de euros  ou se paga serviços de jardinagem para espaços sem jardins, institutos e observatórios sem actividade ao estilo da Grécia –  e depois avançar com uma reforma estrutural profunda na máquina estatal corrigindo esses erros de gestão para reverter o Estado  obeso, deficitário e falido num Estado eficiente, económico, mais leve, mais justo e com mais qualidade de serviços. Não se pode prometer aos cidadãos menos impostos, mais e melhores condições de vida, mais investimento nos serviços prestados pelo Estado sem curar primeiro o país doente que desperdiça recursos financeiros preciosos. Isso é enganar o eleitor.

Com a reestruturação feita, criar depois objectivos ambiciosos a todas as administrações públicas não permitindo que ano após ano apresentem prejuízos sem consequências. O mérito tem de ser compensado, a incompetência penalizada. E os prevaricadores expulsos do sector público, responsabilizados criminalmente com julgamentos de processos mais céleres,  penas pesadíssimas e responder  com património pessoal para dissuadir qualquer um a seguir o exemplo dos “chicos espertos”, proibindo inclusive ligações  de familiares nos governos e  pondo fim, assim,  à corrupção megalómana tentacular no erário público que é a principal causa da nossa desgraça há décadas.

Em paralelo liberalizar e desburocratizar  imediatamente toda a economia devolvendo-a aos privados tirando do caminho o Estado cujo o papel é de fiscalização e controle e não de agente económico.

Depois  da “casa” bem arrumada e gerida –  e nunca antes –  o Estado imediatamente começa a “ganhar oxigénio” e com contas equilibradas e superávits  já pode aliviar os impostos das famílias e empresas e em paralelo criar grandes estímulos fiscais aos investidores para fazer crescer o país e aumentar o nível de vida dos portugueses.

Mas isto implica coragem para fazer uma política de verdade. E dizer a verdade não atrai votos fáceis. Não é para político mole, farsante, fingidor que tanto se diz de direita de esquerda ou de centro consoante a “opinião pública” só para enganar papalvos – isto é recorrente à esquerda. Promete-se tudo sem qualquer estudo ou responsabilidade porque já se sabe que não é para cumprir. Que basta chegar ao governo e dizer “ah e tal isto está pior do que pensávamos” ou “vem aí uma crise internacional” e vamos por isso manter ou aumentar impostos. Enfim, a conversa de sempre.

Pelo caminho fica a credibilidade e a sensação do costume de que se está apenas a fazer propaganda porque estamos em ano de eleições. Lamento mas não é assim que se chega aos abstencionistas, a classe mais exigente dos eleitores. 

Se perdermos as eleições à direita não é porque aumentou as intenções de voto à esquerda é porque o abstencionismo de quem não se revê nesta  palhaçada,  aumentou. Porque o eleitor de esquerda vota sempre porque é o que vive ligado ao Estado, o da direita não. E são mais de 40% da população. 

Sem política de verdade não há transparência na mensagem, sem transparência não há confiança e sem confiança nenhum abstencionista vota. Porque é neste grupo que estão os desiludidos, fartos de trabalhar para aquecer enquanto outros vivem à sua conta: políticos, subsidio-dependentes, preguiçosos, vagabundos, criminosos.  É neste grupo que estão as pessoas que preferem emigrar a levar com mais política falsa de roubo fiscal. Mas também é este que manda à fava os políticos com mais facilidade  e quando não vê ninguém a dizer preto no branco como vai acabar com esta injustiça, revolta-se abstendo-se.

Nada é definitivo. A semanas das eleições todas as narrativas à direita podem ser ajustadas à verdade e transparência que se exige hoje mais do que nunca dos partidos que querem marcar a diferença. Basta dizer o que tem de ser dito de forma clara, objectiva e firme aos eleitores. Vamos a isso? Fica aqui o desafio.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

UM PEQUENO PARTIDO DE ESQUERDA FUTURISTA

Li, agora mesmo, que o iluminário da Marmeleira “espera que a Direita entre com os 2 pés esquerdos”. A minha resposta é esta: “Espero que a Direita aplique o pé esquerdo no traseiro destes desertores”.

Dito isto, sinto-me suficientemente aliviado, para dizer mais qualquer coisa, um pouco mais a sério.

Estou convencido que o PSD passará em breve a ser uma referência do passado.

Partilho esta conclusão com alguma pena, porque o PSD foi, obviamente, o meu partido de referência, com raríssimas excepções. (estas, no meu caso, tiveram sempre a ver, não com os seus princípios políticos, mas com a sua liderança).
O posicionamento relativo dos “lideres” da direita decidiu, durante muito tempo, o voto de uma população flutuante que “basculava” entre o PSD e o CDS consoante o discurso do líder: preferindo numas eleições o PP a MFL mas logo a seguir preferia o PPC ao PP, etc., de modo que o CDS passava de grande grupo a partido do taxi num instante – e vice-versa.
Muitos, eu incluído, iam basculando entre um e outro, mas eram sempre bilhetes de ida-e-volta.
Ora, agora, não há mais bilhetes de ida-e-volta. Acabou. Finito. Fertig.
O PSD vai ser o partido de esquerda que o RR, a MFL e o JPP desejam: um “pequeno partido de esquerda futurista” construído em cima de um “grande partido de direita do passado”.
Alguns dos desagradados já tiraram, enquanto outros estarão ainda a pensar tirar, bilhete para outras paragens, para o IL, para o Chega e até para o Aliança.Bilhetes sem volta, estou certo.

Também quero quotas “raciais”para gente como eu

Desde que me conheço que luto arduamente para ter alguma coisa na vida. E quando digo arduamente é mesmo isso. Nada me foi facilitado. Se quis “independência” cedo,  tive de me agarrar ainda com 16 anos a um trabalho nas férias da escola numa fábrica. Se quis seguir estudos, tive de concluir o secundário à noite enquanto de dia “comia pó” a carregar camiões. Se quis depois entrar para o superior tive de estudar como o caraças para ter boa média. Se quis depois concluir o curso, tive de trabalhar até às 17h/18h e seguir directo de Ponte de Lima até ao Porto para assistir às aulas que podia, ficar muitos fins de semana fechada em casa a “marrar”  para as frequências e mesmo assim aguentar com as frustrações de não passar a inglês (apesar do meu 16 no secundário) só porque era uma cadeira que não podia frequentar por chegar sempre tarde. Mesmo assim, não desisti e com mais um ano  em cima pelas dificuldades criadas por certos professores, lá concluí o curso.

Mas a saga não acabou aqui. Se quis dar aulas tive de ter boa média para ficar bem colocada. Se quis mudar para gestão de empresas tive de sobreviver a um mundo maioritariamente de homens que por ser novinha (com 25 anos) e mulher, punham em causa as minhas capacidades  dificultando todos os meus passos, obrigando a uma maior afirmação que qualquer outro mortal para conseguir objectivos. Se quis depois empreender tive de ir buscar coragem ao diabo para fazer frente a todos os lobbys que se atravessaram no meu caminho para me atirar borda fora daquele ramo de actividade. Se quis recomeçar tudo de novo e renascer das cinzas,  depois de uma luta desigual contra interesses instalados, tive de vestir uma bata para limpar casas, passar a ferro para fora, guardar crianças e idosos porque aos 40 somos velhos demais  para trabalhar e ninguém nos quer.

Porque ser branco, mulher/homem, de meia idade, de estrato social baixo, sem grandes apelidos, sem conhecidos em lugares importantes, heterossexual, com carro de baixa cilindrada com cerca de 20 anos,  não dá quotas de borla e impede que consigamos sequer um lugar na política – onde prospera gente sem competências nem conhecimentos do  país real apenas dotados de currículos académicos extensos e pomposos – cujo o status quo é mais importante do que qualquer experiência  profissional comprovada no terreno.

Se é para estabelecer quotas raciais por que motivo nós os remediados deste país que contam tostões ao fim do mês por não ter “amigos” influentes, sem cor na pele nem tendências sexuais da moda, não podemos também ter o privilégio de deixar de ter de lutar como mouros  por aquilo que desejamos?

Diz o artigo 13 da nossa Constituição:

Artigo 13.º – (Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Como podem estes pseudo-políticos atropelar os direitos previstos na nossa Constituição sobre igualdade? Quando impomos quotas estamos claramente a colocar grupos em situação privilegiada em detrimento de outros sem qualquer respeito pelo mérito. E isto é  racismo.

Não há lei nenhuma neste país que impeça que qualquer indivíduo alcance o que quer que seja pela sua condição.  Por isso cabe a cada um lutar por conseguir o que deseja na vida. Se não for bem sucedido não é por causa cor da pele porque se assim fosse, António Costa não era ministro de Portugal; Van Dunem não era ministra da Justiça; Mamadou Ba não se sentava no Parlamento a viver do erário público; Narana Coissoró não tinha sido deputado; a candidata negra do LIVRE não se tinha formado na universidade; não haveria pessoas de todas raças e etnias a estudar no superior;  Hirondina Costa, uma  habitante do Jamaica que tenho a honra de conhecer, não seria uma profissional de sucesso completamente integrada na sociedade com dois estabelecimentos comerciais. Algum destes precisou de quotas para chegar mais longe do que muitos de nós? Não. O que impede realmente alguém de subir na vida é sua determinação, sua vontade e para voos mais altos, seu estrato social (infelizmente). Mais nada.

Anda-se a inventar um país racista que nunca o foi só para legitimar a acção de associações pouco transparentes e com legalidade dúbia, agremiações de antifas (anti-fascistas) perigosos debaixo de uma capa partidária que faz perseguição criminosa por divergência de opinião. Eles alimentam-se destas agendas e não perdem uma oportunidade para as intensificar. Porque é disso que vivem. (Veja aqui neste vídeo o próprio Mamadou a afirmá-lo.) 

Foi o caso do artigo de opinião Fátima Bonifácio. Por que razão a primeira não pode ter liberdade de expressão e tem de ser crucificada na praça e  em relação à instigação ao ódio   e violência – clara e inequívoca –  de Mamadou e as Mortáguas contra os bófias, os tugas, os nazis imaginários e pedido de  morte ao Bolsonaro, já pode ao abrigo da liberdade de… expressão? Mas voltamos ao fascismo, é isso?

Sobre liberdade de expressão diz nossa Constituição:

Artigo 37.º – (Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de se informar, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficarão submetidas ao regime de punição da lei geral, sendo a sua apreciação da competência dos tribunais judiciais.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta.

Quando tentamos silenciar opositores e não olhamos a meios para o conseguir, não restam quaisquer dúvidas que não se trata de um Estado de Direito mas sim o princípio claro  de  instauração de uma ditadura.  Com as quotas raciais  o princípio é exactamente o mesmo.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

António Costa já engoliu 3 sapos

O actual primeiro-ministro tem dois problemas essenciais: um de legitimidade e o outro que se prende por flechas gramaticais mal disparadas, quer no tempo, quer no espaço. O problema de legitimidade colocou Costa numa posição privilegiada para ser  um ser rancoroso, vingativo e com um nível de razoabilidade táctica a nível político que chega para brincar na caixa de areia que é a política portuguesa, onde os índices de mediocridade são elevados e o ambiente de vitupérios anda pelo mesmo trilho. Perdeu as eleições em 2015 para o primeiro-ministro “masoquista”- palavras do próprio- pois a austeridade era “imposta por Bruxelas”. Costa, em 2016 entretanto, baixa a despesa pública com maior foque na despesa de capital, rúbrica onde se insere o investimento público,  por imposição de Bruxelas, colocando em xeque até hoje os serviços públicos com uma austeridade conjuntural de vistas curtas. Até aqui já engoliu 2 sapos, engolindo ontem o terceiro com a derrota da sua geringonça europeia.

É verdade caros leitores que, é com as derrotas que aprendemos, mas uma vez por outra ter uma derrota “forte”, que nos abale a nossa estrutura emocional e nos faça mudar estruturalmente as nossas atitudes para futuro. Costa tem derrotas e não muda, adapta-se ao contexto como uma lapa, adopta medidas e políticas orçamentais que eram contra o seu senso comum e dispara foguetes de festa e nós apanhamos as canas, aumentando a amplitude de cabelos brancos que com certeza eu e muitos dos meus leitores começam a ter.

Não há dúvidas que Costa é pragmático, que sabe que tem de reformar, mas colocar isso como o pilar da sua próxima governação era acabar com a base da sua estrutura eleitoral. Se Portugal quer, nos próximos anos, ter o que se chama de politica de consolidação orçamental, mas a sério, terá que baixar a despesa pública não no investimento público, que terá de ser reposto para níveis aceitáveis, mas baixar despesa corrente e estrutural que aplicado ao mundo das empresas chamamos de custos fixos mas que, em finanças públicas, chamamos de despesa corrente. É portanto importante rever o tecto salarial da função pública, que continua maior em média que o sector privado, reformular as funções do Estado e como o queremos enquadrar enquanto agente económico, rever o número de funcionários públicos o sistema de pensões público bem como a constituição da república, para termos uma reforma ampla e consensual.

Isto, é claro, no mundo onde as rosas nascem cravos. Isto acontecia com um PS responsável, mais “centrista” e com algum pejo de ética, o que não acontece. Com isto, e sem uma política favorável à iniciativa privada e para a promoção do investimento directo estrangeiro, Portugal não passará da cauda da Europa e continuará amarrado ao colo do PS, que nos estrangula há 45 anos. Talvez quando os portugueses deixarem António Costa resolver a sua própria bancarrota podemos mudar a mentalidade do estado de coisas.

Mauro Merali

EU DEFENDO A DEMOLIÇÃO (DO PROGRAMA PÓLIS)

Por uma razão maior – este programa foi desenhado para justificar os actos de rapina que determinado governo (que tinha como Ministro do Ambiente e principal responsável pela Resolução do Conselho de Ministros, o Sr. José Pinto de Sousa) pretendia implementar para dar continuidade ao saque de fundos comunitários, na sequência do sucesso da “Expo 98” que tão “excelsos frutos” havia gerado.

De entre as grandiosas obras anunciadas contavam-se 2 emblemáticas – a construção da nova ponte para a ilha de Faro e a demolição do prédio Coutinho em Viana do Castelo. Volvidos que estão 19 anos e muitos milhões de EUR em estudos e “trabalhos” (leia-se sustentação de parasitagem com ajudas de custo) nenhuma dessas obras se concretizou ainda.

Quanto à primeira obra, a da nova ponte para a ilha de Faro, não vislumbro sequer porque haverá de ser o contribuinte nacional a pagá-la. Não seria muito mais lógico que a pagasse quem a utilizasse? Estou certo que haverá no mercado empresas interessadas em construir esta infra-estrutura sem que seja necessário contratar ex-ministros para o seu Conselho de  Administração nem negociar contrapartidas pelos carros que não passam.

Quanto à segunda, a demolição do Prédio Coutinho, não sou capaz de identificar nenhum interesse colectivo superior ao direito individual sobre uma propriedade legitimada, licenciada, recenseada, matriciada, tributada com tudo quanto a máfia estatal impõe aos proprietários – proprietários estes que deviam ser “servidos” pela besta que os quer desalojar.

O Estado porta-se aqui como um cão que morde o dono. Nestas circunstância e sempre que isso ocorre, recomendo o abate do animal – é esta a razão menor que me leva a defender a demolição do Programa Pólis.