O que é esta coisa do 25 de Novembro?

Ora bem para as mentes menos lúcidas e mais retrogradas o 25 de Novembro de 1975, marcou o início do triunfo de uma Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária de esquerda que ameaçava o estado de Direito. Nas mentes mais abertas o 25 de Novembro é uma das datas mais importantes e que deveria ser vista por todos como uma vitória no que diz respeito à liberdade, palavra esta que é tão adorada e mencionada pelas forças de esquerda.

Vejamos o 25 de Abril de 1974 é uma data comemorativa da suposta liberdade, em que as forças das esquerdas radicais se opõem a ditadura de direita. Pois bem se uma data como esta deve ser assinalada por todos, uma data como o 25 de Novembro, jamais deverá passar despercebida. Vivemos num estado democrático onde a democracia é a “ferramenta principal” dos coitadinhos das esquerdas, mas ninguém se pode opor a eles e dizer que o 25 de Novembro é tão ou mais importante que o 25 de Abril.

A diferença aqui é mesmo a forma de estar na política, pois as esquerdas, sejam elas radicais ou não odeiam a liberdade, a democracia e sobretudo a pluralidade. Porque depois de tantos anos de ditadura de direita o povo Português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda colocando um ponto final no Processo Revolucionário em Curso o então conhecido (PREC).

Agora pergunto ao Sr. Primeiro-ministro de Portugal e por consequência ao Presidente da República o porquê da data de 25 de Novembro, não ser uma data em que se possa reflectir o que se passou ou seja ser feriado Nacional tal como na data de 25 de Abril, onde com a liberdade e força da nação felizmente não se viveu uma ditadura de esquerda.

Afinal parece que passado vários anos das tentativas falhadas de uma ditadura de esquerda, vivemos agora numa onde, as esquerdas se coligaram e voltámos a não ter liberdade e a poder festejar o 25 de Novembro. Vivemos num estado de esquerda absolutamente indisponível para ouvir a direita!

 

Nelson Correia Galhofo

O GOVERNO DAS DESCULPAS

Ora bem vivemos numa época governativa, para ser mais concreto, há dois anos para cá que não passa de um mero Governo de incapacidade e incompetência que muitas das vezes “roça” a negligência. Ultimamente tem-se sucedido situações que nem no Governo do “companheiro e honesto” amigo José Sócrates aconteciam. Mas certamente aconteciam outras situações que neste momento não acontecem, ou pelo menos, até agora ainda não acontecem e espero que não venham a acontecer e por consequência a descobrir-se mais tarde…

Neste momento temos um Governo de pedidos de desculpas e de desculpas. Ou seja por qualquer situação que aconteça pedem desculpa pelo ocorrido, mas como se não bastasse a ocorrência ainda fazem uma coisa à qual eu chamo de cobardia, que é não assumirem as responsabilidades e dizerem que a culpa era do anterior Governo.
Visto esta situação então vamos ver se percebo, comecemos pelos acontecimentos de Pedrógão Grande onde 65 pessoas perderam a vida e perto de 254 pessoas ficaram feridas, entre muitas outras pessoas que perderam as suas casas, terrenos e até o seu próprio sustento. E esta Geringonça, (porque chamar governo a “isto”, é ofender os verdadeiros Governos), pede desculpas pelo sucedido e diz que a culpa foi da anterior governação. Entretanto são apuradas responsabilidades, a Ministra da Administração Interna nem sabia muito bem o que andava lá a fazer e ficou tudo como se diz em bom Português, em “Águas de bacalhau”. Continuamos sem ter esta situação resolvida, as populações continuam à espera de uma actuação do Estado e a mesma não existe!

Passado pouco tempo da tragédia de Pedrógão Grande, voltamos a reviver uma tragédia ainda maior e pior que a de Pedrógão, nos dias 14 e 15 de Outubro nas zonas Norte e Centro do Pais “deflagraram” novos pontos de incêndio resultado de 44 perdas de vida e 70 feridos. Esta situação voltou a acontecer após o episódio de Pedrógão, o que é inadmissível. O Governo voltou novamente a pedir desculpa pela situação e a desculpar-se com o Governo anterior. Onde a “tia” Constança Urbano de Sousa se acabaria por demitir por incompetência, situação esta que já tinha sido pedida pela mesma após a tragédia de Pedrógão.

Como tudo isto ainda era pouco e para ficar “bem na fotografia” e não perdendo a oportunidade de desculpar a incompetência da “Tia” Constança, o Ministro da Administração Interna recém-eleito fecha a mítica discoteca de Lisboa, K Urban Beach após as agressões dos seguranças da discoteca a 2 jovens.

Com todas estas perdas de vida, o Governo tinha que conseguir fazer uma comemoração. Comemoração essa que foi um jantar no Panteão Nacional junto dos mortos, não junto das vítimas dos incêndios pois os cemitérios Municipais não são tão “finos” como o Panteão Nacional. O que viria a acontecer depois seria ainda mais engraçado, o Primeiro-ministro de Portugal viria a dizer na comunicação social que anteriormente já se tinha feito outros jantares no mesmo local. Lá sai mais uma desculpa do homem que nos governa.

Para finalizar, os 51 casos afectados pela bactéria Legionella que com a brincadeira das desculpas, causaram 5 perdas de vida … O que é que o Governo diz? Pede DESCULPA, pelas 5 perdas de vida.

Ora bem caro ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, actual Primeiro-ministro e futuro arguido num caso como o do amigo Sócrates, Dr. António Costa, chega de desculpas, o Pais precisa de pessoas competentes a governar e que não tenham medo de tomar responsabilidades e decisões! Precisamos de pessoas que não se desculpem com os anteriores governos! Precisamos sobretudo de seres humanos e não de indivíduos que sejam Ministros para receberem o resto da vida uma pensão! Chega!!!

 

Nelson Correia Galhofo

A GANÂNCIA DOS MERCADOS E OS SEUS ACTORES

Quando alguns políticos se referem à “ganância dos mercados”, muitas vezes secundados por reputados “doutores” em economia, utilizando a figura de estilo literário conhecida por personificação ou prosopopeia (atribuição de um sentimento humano a um ser ou entidade dele desprovido) mostram simplesmente não ter percebido em que consiste o mercado.

Para se falar em Mercado com inteira propriedade teremos presentes os requisitos de Liberdade, Capacidade e Conhecimento. A Liberdade de intervir na negociação e de acordar um preço é naturalmente o primeiro dos requisitos. A Capacidade de pagar o preço, de entregar o produto, de o diferenciar do produto concorrente, etc é o segundo dos requisitos. E por último, mas não menos importante, o Conhecimento – de que o comprador reconhece a utilidade esperada do produto, a alternativa à sua não-posse e que o vendedor conhece o esforço necessário para o repor.

Quem contrata um empréstimo, tem a vida imensamente simplificada pela natureza do bem que contrata – incomparavelmente mais simples do que comprar um cavalo, ou uma casa… Tratando-se de um bem não diferenciado, a commodity por excelência, o seu preço resultará unicamente do Mercado. Claro que, antes disso, teremos de saber a que Mercado nos referimos. Se contratamos um empréstimo num país com um numero muito restrito de bancos autorizados a realizar a operação, em regime de oligopólio, oberemos condições menos vantajosas, para essa operação do que as que se obteriam caso existisse um numero de bancos mais alargado.

Ora, no caso das OTRV (Obrigações do tesouro de Rendimento Variável), instrumento por excelência de captação de recursos que a República Portuguesa utiliza para se financiar, compete ao IGCP definir casuisticamente quem participa nesse mercado.

É o IGCP quem, nos termos do Dec. Lei 200/2012 no seu Artº 7º Atribuições, nos termos da alínea

m) Publicitar o calendário dos leilões de instrumentos de dívida pública e as respetivas condições, bem como definir as condições de aceitação das propostas, nomeadamente no que diz respeito às taxas de juro ou de rendimento dos títulos;

E quais as entidades que participam nesses leilões?

No seu site, aqui, a resposta é clara:

A colocação das OT em mercado primário é assegurada por um conjunto de instituições financeiras a quem está atribuído o estatuto de Operador Especializado em Valores do Tesouro (OEVT) ou de Operador de Mercado Primário (OMP). De acordo com este estatuto, cabe aos OEVT especiais obrigações em matéria de assegurar a liquidez das OT em mercado secundário.

E porquê essas e não outras? Que requisitos especiais tem de ter alguém que tem dinheiro para emprestar à nossa amada República? Pois, fique a saber aqui, que não basta ter dinheiro e querer prestar esse nobre serviço de financiar quem tantos planos tem de bem-fazer a todos nós,

“A atribuição dos estatutos de OEVT e OMP é feita com base na avaliação da capacidade das instituições financeiras para colocarem e negociarem, de uma forma consistente, os valores representativos de dívida pública portuguesa em mercados de dimensão internacional, europeia ou nacional, assegurando o acesso a uma base regular de investidores e contribuindo para a liquidez dos respetivos instrumentos em mercado secundário.”

Em síntese, temos uma instituição pública com o monopólio da procura – Joan Robinson chamou-lhe um Monopsónio – que cria um mercado, definindo o momento, os montantes, as características nominativas e escolhendo os intervenientes.

Quem brada contra a ganância do mercado (que o IGCP, uma instituição pública, define até ao seu mais ínfímo detalhe) poderá querer atingir a competência ou honorabilidade dessa instituição pública. Não é certamente essa a intenção de quem utiliza a expressão que aqui tenho vindo a tratar.

Mas não podemos deixar passar a ideia de que o Estado se financia numa selva de predadores, para onde vai nu.  Não, isto é tudo feito em ambiente controlado.
(Não sei se tomaram boa nota aqui da prosopopeia, não…? muito bem!)

Tão controlado que me repugna, enquanto libertário: Acho que essa função podia e devia ser feita (com vantagem) por instituições privadas, sem qualquer regulamento ou estatuto privilegiado…

Mãe? Pai? Vou mudar de sexo!

Existem situações inacreditáveis e esta é uma das quais não consigo compactuar de forma alguma. Um rapaz ou rapariga aos 16 anos puder mudar de sexo/ género no registo civil por vontade própria é algo que não é admissível, ainda com a possibilidade de existir um processo judicial para os progenitores caso eles se oponham à situação absurda.

Antes de mais dizer que esta cientificamente provado que um homem nunca irá conseguir ser uma mulher assim como uma mulher jamais conseguirá ser um homem, seja fisicamente e até mesmo psicologicamente.

Infelizmente hoje em dia temos muitos rapazes que são homossexuais assumidos e que se tentam passar pela figura feminina, usando os mesmos gestos, mesmas maneiras, as mesmas formas de estar, entre as mais infindáveis situações mas isso como já tive a oportunidade de dizer a alguns não é ser mulher mas sim ser qualquer coisa como uma “bicha”! Assim tal como existem inúmeras raparigas que tentam também de alguma forma ser o mais parecido possível com os rapazes o que repudio desde já. Cada um é como é, nasce como nasce e assim deve e tem que ser respeitado! Se é rapaz é rapaz, se é rapariga é rapariga!

Falo agora de uma das partes que me deixa mais preocupado, o que é que vai ser daqueles pais ao saberem que aquele filho quer mudar de sexo? Como é que aqueles pais que dão uma vida excelente, aos filhos para que eles possam vir a ser alguém no futuro se vão sentir? Na minha sincera opinião eu acho que qualquer pai ou mãe com “dois dedos de testa” se iria opor ao filho, até porque seria um péssimo exemplo para um outro filho mais novo que tivessem. E é certamente isso que vai acontecer e os pais jamais podem ser punidos por isso, onde é que já se viu um pai ou uma mãe ser punido por se preocupar com o seu próprio filho e com o seu futuro? É impossível concordar, que aos 16 anos os jovens já possam fazer uma “alteração” que os marcará para o resto da vida! Dizia até mesmo se calhar mais de 60% dos jovens aos 16 anos ainda vê desenhos animados, joga PC, PS3 e PS4. Não tem maturidade alguma para fazer uma “alteração” deste género.

Mas agora pergunto aos entendidos da Geringonça, se os jovens têm maturidade para fazer uma “alteração” destas que os marcará para a vida, como é que aos 16 anos ainda não tem maturidade certa para poderem votar? Isto é um ataque gravíssimo aos jovens. Pois é, aos 16 pode-se mudar de sexo, mas só aos 18 é que se pode votar… Meus caros sou muito franco, nem aos 18 anos deveria ser permitido mudar de sexo, como já disse anteriormente cada um nasce como nasce e é como é! Deixemos de viver em fascínios de videojogos das esquerdas e passemos a viver na vida real.

Outra das coisas com que mais me preocupo é a in aceitação por parte da sociedade, jamais a sociedade vai reconhecer um rapaz como uma rapariga ou vice-versa. Portanto para além toda a alteração que esse jovem vai ter que passar, ainda será mal visto pela sociedade como até mesmo vaiado e certamente será mais uma vítima de Bullying.

Mas calma ainda não é o suficiente as Geringonças querem ainda que exista o 3º sexo … O que é que é isto do 3ºsexo? Bem essa coisa do 3ºsexo não é mesmo nada. Não é do sexo Masculino, não é do sexo Feminino deve ser de um qualquer terceiro que as esquerdas irão criar… Devem do INDIFERENTE.

A minha questão é a seguinte, será que a líder do BE (Catarina Martins) alguma vez quis mudar de sexo e ninguém a deixou? Eu creio que sim…

Para se resolver um suposto “problema” que é o jovem querer mudar de sexo arranjamos 4 após a mudança…

 

Nelson Correia Galhofo

O problema disto tudo…

Depois de toda a situação ocorrida na discoteca de Lisboa, K Urban Beach onde 2 jovens foram violentamente espancados por “6 homens vestidos de preto” ou seja seguranças a discoteca foi encerrada, até ai tudo certo. Esperemos justiça a estes 6 indivíduos que agrediram violentamente estes 2 jovens.

Agora relembrar que não é a primeira vez que acontece na discoteca em questão. Relembrar ainda que não é o único estabelecimento nocturno em que isso acontece!

Na rua Cor de Rosa, uma das ruas mais frequentadas da cidade de Lisboa esta situação é mais que frequente diria até mesmo “o prato do dia”. Rua Cor de Rosa que é também uma das ruas da cidade com maior policiamento… Estranho!? Pois é apesar do grande policiamento que existe nesta rua onde “espancar pessoas” também é uma situação habitual pelos “bombados do costume”, a polícia não vê! Não vê ou não quer ver? Será que compactuam? A resposta é sim, grande parte dos agentes de autoridade pensa no seu próprio “umbigo” antes de fazer qualquer intervenção policial. Falo da Rua Cor de Rosa, mas não me esqueço de Santos, do Bairro Alto onde estas cenas de espancamento são mais que habituais.

É sem dúvida um bom arranque para o Ministro da Administração Interna o encerramento do Urban Beach, mas esta situação vai continuar a acontecer quer seja em discotecas quer seja em bares.

O ponto fulcral não são os estabelecimentos nocturnos mas sim as empresas de segurança privada. A melhor decisão do MAI seria mesmo fiscalizar “a pente fino” todas as empresas de segurança privada, de outra forma isto vai ser apenas uma gota num oceano negro.

 

 

Não Ofenda as “Formiguinhas”, Senhor Marques Mendes!

Devia haver um organismo que responsabilizasse os comentadores de televisãopelos absurdos e mentiras que dizem. Desinformar nos média e usá-los para propaganda devia ser crime num país democrático. É inadmissível ver pessoas como Marques Mendes a usar o espaço nobre para induzir em erro os cidadãos que, muitos deles, por serem iletrados, vão dar crédito às opiniões que vende na SIC.

Já não é a primeira vez que como cidadã me zango com este senhor. Mas ontem à noite, saltou-me a tampa de vez pelo descaramento. Então não é que segundo este “ilustre” senhor do PSD, a propósito do período antes da geringonça e pós geringonça, foi dizer que “no antes” havia claramente uma divisão entre os “partidos das formiguinhas” que poupam e controlam despesa com os “partidos das cigarras” que prometem e gastam. Mas que hoje, Costa, concentra em si o prémio de conseguir sozinho estas duas!!! Brincamos com os portugueses, é isso? Como pode Marques Mendes sequer atrever-se a fazer esta afirmação completamente falsa, quando sabemos todos (os cidadãos bem informados) que este governo  é uma afronta às “formigas” REAIS deste país!!

Um governo que gastou MUITO MAIS do que tinha disponível ao reverter medidas de forma totalmente irresponsável que fizeram disparar a dívida pública. Um Governo que para sobreviver a este aumento de despesa carregou nos impostos colocando-nos aos níveis do tempo  da Troika. Um Governo que para apresentar em Bruxelas um “lindo défice”, CATIVOU toda despesa pública como não há memória.  Um Governo que martelou contas nos Orçamentos de Estado sem entregar toda a informação necessária à UTAO como é seu dever, para prolongar no tempo o embuste das contas equilibradas. Um Governo que não criou uma única medida estrutural sendo pois o crescimento  económico agora verificado apenas mérito de medidas implementadas por outros cujos efeitos se verificam agora e da conjuntura externa. Um Governo que vende mentiras que nos vão ficar muito caras sempre que diz que o país está melhor, que os rendimentos aumentaram, que a austeridade acabou.

Formiguinhas??? Não!!! São cigarras profissionais que cantam, dançam, gastam e mentem enquanto o BCE anda a comprar dívida soberana,  enquanto a conjuntura externa é favorável, sem qualquer responsabilidade com o amanhã, não acautelando o futuro dos portugueses que pouco lhes importa. Porque se no futuro afundarmos, haverá sempre boas mentiras bem estudadas para desculpar esta governação danosa,  sem qualquer escrúpulos.

Dizer o contrário aos portugueses é não ter respeito por quem paga impostos neste país, é gozar com a nossa cara sempre que abrem a boca.

E isso deveria ser crime.

Cristina Miranda

António Costa só governa para Lisboa… e mal!!!

Escreveu António Costa no Twitter “A #inovação não é um exclusivo das cidades. Em Trás-os-Montes temos ensino e investigação científica de alto nível. A chave do desenvolvimento de toda esta região é haver emprego e emprego de qualidade. Só com inovação conseguimos crescer sustentavelmente.

Ora, o que nos demonstra isto? Bem, em primeiro lugar o que sempre pensei, António Costa governa Portugal a partir do terreiro do paço, e com a sua fraca visão, governa apenas para Lisboa, esquecendo-se completamente do Norte de Portugal,e principalmente esquecendo-se que sem o norte seria impossível para Lisboa viver com todas as suas mordomias.

A chave do desenvolvimento de toda esta região é haver emprego e emprego de qualidade. Diz António Costa, mas, que emprego há em trás os montes? Não sabe o senhor que há milhares de vilas e cidades praticamente a ficar desertas porque não existe emprego além da agricultura. E isso não significa que sejamos preguiçosos, aliás muito pelo contrário, olhando as estatísticas somos das regiões do país com menos desemprego, mas porque nos agarramos a tudo, e não porque os empregos são bons.

É praticamente impossível abrir uma empresa em Portugal, devido às altas regulações e leis laborais (e garanto-lhe que deixando mais independência ao norte elas desapareciam), e principalmente aos altos impostos. Mas para que? Para que se esses impostos não retornam, como já disse, António Costa governa apenas para Lisboa, tendo então Lisboa direito a usufruir de grande parte da receita nacional. Pois, nós ficamos apenas com as migalhas.
E quanto à pesquisa, sim é verdade, nós não precisamos de milhões de investimento para fazer algo relevante, e fazemos bem, muito obrigado.

Talvez seja por esse seu bairrismo, senhor António Costa, que nas últimas eleições legislativas, não teve nem 40% no distrito de Bragança e pouco mais em vila rela. Aliás, há quanto tempo o PS não ganha em trás os montes mesmo?

Ah e já me esquecia, se acha que não existem cidades em trás os montes, fique com uma bela fotografia de Bragança, capital de um dos distritos de trás os montes

 

 

Foto de Rui Paulo: https://www.facebook.com/rui.paulo.1971

O Presente envenenado de Marcelo a Rio

Mais uma vez a táctica de Marcelo continua a dar resultados e desta vez palpáveis. O Presidente já não precisa de tomar banho no Tejo, andar de táxi, espetar setas de cupido, não, desta vez Marcelo, na sua óptica claro, fez tudo muito bem. Conseguido o primeiro objectivo, poder informal vindo dos populares, que lhe transformou num ser indubitavelmente superior a Costa quer em poder institucional quer em poder formal, Marcelo conseguiu igualmente o seu segundo objectivo, afastar Passos, mesmo que temporariamente, do PSD. Passos representa tudo aquilo que Marcelo não gosta, é anti-elites de Lisboa, simples, digno, tem espinha dorsal, sabe o que quer para o País, mas, acima de tudo, teve sucesso enquanto Primeiro-Ministro tornando-se Primeiro-Ministro cargo que sua excelência o Presidente da República não conseguiu, nem que nadasse até ao Rato pelos esgotos mais tenebrosos da capital Lisboeta.

O 3º Objectivo está perto de ser atingido, nem que Marcelo tenha que engolir a laca do cabelo da Catarina, é juntar PSD e PS num Bloco Central de Interesses, ou, no mínimo, acordos conjuntos em áreas fulcrais para o crescimento sustentado do País. É o terceiro e, pelo que parece, a meta mais fácil de atingir do Presidente, resta saber quando Costa rompe com os seus adjuntos e Camaradas do sector da esquerda para se juntar talvez num casamento mais prolongado com Rio.

Marcelo, com muito sacrifício, mata dois coelhos num só tiro, enterrou Passos Coelho(não totalmente), e vinga-se de Rui Rio criatura que no passado fez das suas ao actual Presidente, e Marcelo não esquece, dá beijinhos, abraços, mas não esquece de quem lhe trai, sempre maquiavélico, sempre maldoso lá por dentro, Marcelo dá a mão a Rio para este ser o novo Martin Schulz da nova Merkel de Portugal, o doutor Costa.

Com isto, Rio será Vice-Primeiro Ministro, um lugar de sonho para alguém que adopta uma lista de sonho, em vez de renovar o PSD, Rio enche o mar do Partido com toxinas, com Socialistas. Elina Fraga é um aviso, Rio não quer renovação, prefere o caminho bafiento. As renovações que o País precisa passam por uma outra geração no PSD, e na direita como um todo, mais partidos à direita, e mais descaramento, sim, porque o politicamente correcto da direita está a cavar a sua cova, o Socialista Rio, nada difere de Costa. É sua nova Bengala preferida. Costa ganhou, da esquerda à direita, é dono e senhor do regime, da comunicação social, tem influência nos aventais e agora no maior partido do País.

Finalmente, o aluno atingiu o mestre, António Costa e Marcelo são uma dupla extraordinária, mas para abrirem uma sepultura onde cabem 10 milhões de almas fartas do Estado.

O discurso violento de Passos Coelho, e muito bem, parece que transmite um não arrumar do fato de macaco, talvez a cola da Geringonça volte e desta vez muito mais forte.

Mauro Oliveira Pires

A Grande Purga

A Turma de Canhotos, popularmente vulgarizada por Geringonça, está num processo de auto destruição iminente,  os jogos de bastidores intensificam-se a cada dia que passa, Catarina tem que tomar banho mais regularmente que o habitual, o cabelo está oleoso, macabro, Jerónimo tem mais rugas, o Cabelo já não fica volumoso como noutras épocas, a laca capitalista estraga os planos mais simples do nosso Camarada. António Costa está sempre a suar, os problemas de excesso de peso inundam o nosso Primeiro-Ministro de um poço de preocupações estéticas e de números de fatos que não lhe servem.

A saída de Passos Coelho abre dois problemas a António Costa, por um lado, Costa tem que conseguir prever pelo menos qual é o melhor timing de saltar do barco quando este estiver prestes a afundar, porquê? Porque Costa num cenário de Bancarrota perde eleições definitivamente, o aumento das intenções de voto do PS são do centro que acha que a recuperação económica é fruto das políticas do Primeiro-Ministro, quando a realidade bater à porta como sempre bateu nestes últimos 43 anos, acabou o astro, acabou o mago e as habilidades mágicas do Primeiro que nunca eleito foram para um qualquer charco de pós da Catarina.

Perdendo as eleições, Costa pode ainda governar, se o PSD ganhar sem maioria absoluta, os seus coadjuvantes estarão sempre lá para dar o apoio necessário ao camarada. Isto atenção, num cenário de o PS levar com a bancarrota em cima. Mas talvez o País reconsidere não eleger uma criatura nunca eleita.

Num cenário em que Costa consiga sair do palco, enquanto a bancarrota não bate à porta, este ganha. Ganhando as eleições e num período de ajustamento, caso queira assumir, Costa terá que cortar salários, pensões, reformar o Estado, António Costa vai claramente aplicar a Cosmética de sempre, não mudará a Constituição, não despedirá funcionários públicos num volume necessário para se ter poupanças volumosas, Costa fará meros cortes horizontais e cegos como faz agora, mas mais intensos.

Portugal não pode estar refém desta Purga de tacticismos da loja dos trezentos de um Amador, que só sobrevive com uma popularidade razoável devido a uma comunicação social totalmente amiga do seu amigo, mas, enfim, quem é da Corte de Lisboa tem sempre que receber rebuçados. Resta saber se os Portugueses aprendem à quarta vez que o Partido da Bancarrota  é o inicio dos nossos males, mas, desta vez, tem que ser diferente, a direita não pode ter pressa, que deixe Costa no seu livro de conto de fadas, que dê corda e mais corda.

António Costa é o Diabo, sim, porque quem coloca o Ego pessoal acima do País, é isso mesmo que é, Passos não se enganou, e um diabo só se aniquila com uma receita, deixa-lo no poder, porque o País é insustentável e António Costa também. No fim da história, o veneno matará a Naja.

Mauro Oliveira Pires

Passos Coelho, um Homem do tamanho do seu Sonho

A prática é o critério da verdade, já dizia o Comunista Lenine, em condições normais tal afirmação tem probabilidades de estar 100% correcta, desde que no horizonte não apareçam cenários alternativos com Vacas Voadoras pelo meio. Falar de Passos Coelho em Portugal seja em artigo, na rua, no canto dos cafés, no Shopping ou até num restaurante com tons vocais mais elevados devidos aos efeitos colaterais do vinho verde, é quase que um crime.

Para a esquerda, é crime de indulgência, um crime humanitário, é como se falássemos de algum extraterrestre com armas que pudessem aniquilar a humanidade, Jerónimo salta, fica nervoso, começa com calores por todos os cantos das suas rugas do tempo. Catarina, essa, eleva o tom de voz de um comum mortal ao divino da parolice, depois, lá se acalma, especialmente quando olha para o seu coadjuvante António Costa, que, com  ódio e escárnio nos olhos, olha para Passos Coelho como o pior inimigo do regime, do seu regime, aquele regime quase divino de Partido único, em que só o PS tem o direito a governar, a distribuir as benesses pelas clientelas, em alimentar o seu gado nas empresas dos amigos.

É isto que da esquerda à direita lhes faz ter medo e, pouco a pouco, faz aumentar a hombridade e responsabilidade de gostar e de conhecer melhor as qualidades de Passos Coelho, não basta ser corajoso, valente, ter espírito de sacrifício, ser vertical, é necessário ter o dom de ser ele próprio, de ser o Pedro, alguém que por mais que tenha todos os defeitos que lhe apontam, e tem, quem não os tem, teve a eterna capacidade de colar o que muitos achavam impossível de colar, o PS à extrema esquerda, o de hoje, confundirmos o PS com o PCP, aquele Partido que em tempos ajudou Portugal ser mais Europeu e que até reformou, hoje, é um grande pedaço de cacos com um Ego e  bazófia à mistura do seu líder incontroláveis.

O simples facto de Passos Coelho sair da liderança do PSD não é só um ciclo político que acaba agora, atenção, os ciclos tem essa capacidade, crescem, tem o seu auge, declinam mas em geral nunca morrem, em excepção quando a pessoa fisicamente e mentalmente morre claro. A saída de Passos é a vitória do Socialismo Democrata, vulgo Social Democracia, que cujo prazo terminou nos anos 90, o PSD tem que ter a capacidade de ter um rumo, uma linha e não vejo Rio a ser o Liberal que o PSD precisa, pelo contrário. Se é a vitória do Socialismo Democrático, é a derrota da humildade, a derrota de um País que luta todos os dias, longe dos holofotes erráticos de Lisboa para sobreviver, sim sobreviver, ao Monstro Estado.

A Saída de Passos Coelho é a derrota da DIGNIDADE. É a minha opinião, vale o que vale, mas sinceramente dela não abdico.

Um dia todos vão conceder a Passos o cálice da vitória, só pelo simples facto que afinal, ele tinha razão. O diabo não chegou, governa.

Mauro Oliveira Pires

 

Poderá um Presidente Norte Americano voltar a ficar orgulhoso de Portugal?

Foram várias as visitas de Ronald Reagan a Portugal durante os seus dois mandatos. Mas, aquela que fez em Março de 1985 foi sem dúvida alguma a mais marcante. Em 1985 Ronald Reagan discursou na Assembleia da República, como sempre irónico e ácido começou, depois de uma salva de palmas bastante calorosa, por atacar a esquerda dizendo “Muito obrigado. Peço desculpa pois parece que algumas cadeiras na esquerda estão um pouco desconfortáveis”.

Mas o que me traz a fazer este artigo não é o humor do presidente Reagan, ou apenas a sua visita, mas sim o que ele disse aos portugueses naquele dia. Algo mais português do que muitos portugueses alguma vez disseram: “Não é de espantar que de tempos em tempos alguém olhe para uma pequena nação no séc 15, que se recusou a ir na direcção das outras nações a ser destruídas pelas inúmeras guerras, e que buscavam os conflitos. Ao invés direccionaram os seus esforços para a exploração, para se aventurarem em novo mundos, se atreverem a sonhar, acreditarem neles mesmos e no futuro. E esta visão, eventualmente dobrou o tamanho do mundo conhecido

Ora, o que podemos ver aqui? Ronald Reagan diz que os portugueses eram corajosos, inteligentes, com visão para o futuro, um povo que pensava no futuro ao invés de pensar no agora. Ou seja, tudo o que nós deixamos de ser. Aquilo que nos é atribuído como um mérito, já não faz parte de nós. Hoje os portugueses votam em governos socialistas, governos que como sabemos pensam no hoje, não no amanhã. Governos que gastam todo o dinheiro dos cofres públicos, para depois outro qualquer limpar a sarjeta dos canhotos.

Somos um povo que dobra os joelhos aos caprichos da União Europeia, perdemos a nossa coragem. E quando tivemos a oportunidade de mudar o mundo, tendo um primeiro ministro que estava a inovar, a dar que falar no mundo, os portugueses voltaram a queixar-se dos sacrifícios, voltaram a apenas pensar no presente e não no futuro, e deixaram-no ir. Enfim, penso que já demonstrei toda a minha desilusão como povo português actual. Somos um povo acabado, que perdeu todas as suas virtudes. Será que as voltamos a ganhar?

Júnior Alves

Rendimento Básico Incondicional Para Todos É Utopia

Levanta-se todos os dias bem cedo, faça sol ou chuva, com ou sem vontade, às vezes até sentindo-se doente para não perder o dia de trabalho? Paga transporte para passar 8 horas às vezes mais dedicados à sua profissão? Priva-se de feriados e fins de semana, faz turnos e nem sempre pode gozar as férias como lhe dá mais jeito, e tudo isto durante 365 dias para receber salário mínimo ou pouco acima? Então tenho boas notícias para si: o Governo anda a discutir o Rendimento Básico Incondicional para todos que vai lhe garantir sobrevivência mesmo que não faça ponta dum corno. Não é maravilhoso?

Nunca a sociedade evoluiu tanto. Agora até já se idealiza pôr as pessoas a não fazer nenhum mas receber por isso, ou seja, a máxima socialista que prevê que sejamos pagos pelo Estado para apenas respirar e votar, para  ele, como um “bom pai”, tratar de nós e das nossas necessidades sem mexermos uma palha!!!

Ora, é lógico que 400 euritos não dá para muito mas pense bem: não tem de mover um único músculo todos os dias da sua vida, não gasta em transportes, refeições, em oficina (se tem de usar carro), não desgasta tanta roupa nem calçado para trabalhar! Fica em casa sossegadinho sem fazer despesas extras a ver TV, tomar uma bica no café enquanto joga cartas ou ir passear o cão.

Lógico também que para tal o Estado que não produz riqueza nenhuma terá de taxar mais as empresas, o imobiliário, as poupanças, o contribuinte (os burros que restarem) e ainda inventar outras dezenas de impostos para poder sustentar os 10 milhões de habitantes neste rectângulo à beira mar. É óbvio que o nível de vida vai ficar muito mais elevado e os 400 euritos ao estilo da Venezuela, mal darão pra comprar leite e ovos.  Mas isso também não será problema porque o socialismo logo logo terá uma solução para isso criando uma moeda virtual que ajude a fingir que temos dinheiro. Como Nicolás Maduro esse génio socialista, estão a ver?

E depois as empresas e os investidores vão fartar-se de serem esfolados pelo governo para sustentarem sozinhos a população toda de Portugal. Mas isso também não será problema porque irão empreender e investir para fora abandonando este paraíso socialista para desenvolver e enriquecer outros países capitalistas, sem problemas porque  a malta lá fora até agradece a vinda desses “exploradores”.

Com a desertificação empresarial fica o Estado sozinho e seus contribuintes a sustentarem-se mutuamente o que será muito giro pois ficaremos todos iguais na pobreza extrema com o governo cada vez mais autoritário para impedir a fuga dos seus cidadãos em busca de alternativas à fome e morte certa. Como na ex Alemanha de Leste ou nas actuais, Coreia do Norte, Cuba ou essa maravilhosa Venezuela.

Porque sustentar 10 milhões de pessoas é uma utopia que fica caro, ah! pois é. Neste brilhante artigo (leia aqui) do meu colega Carlos Pinto Guimarães foi feita a conta a essa despesa para menino da primária compreender. E só não vê quem não quer.

Dizer sim ao RBI é assinar uma sentença de morte ao próprio sistema democrático em que vivemos que mesmo doente ainda não chegou ao nível da Coreia do Norte, da Venezuela ou Cuba.

Porque quando um governo quer introduzir uma medida destas está apenas a querer dissimuladamente dominar um povo inteiro que sob o ópio de não produzir mas receber por isso, não verá que é apenas um passo para o controlo total e absoluto das suas vidas.

Quer ver o resultado magnífico desta experiência? Aplique em casa aos seus filhos e fique à espera que se façam à vida.

Cristina Miranda

Marques Mendes e a Teoria do Professor Karamba

Isto é já telepático, sempre que Marques Mendes fala pensamos em Marcelo. Não porque o comentador dos domingos da SIC chegue aos calcanhares do Presidente dos afectos, mas vamos admitir, faz muito bem a função de Woki Toki. Sempre que Marcelo pensa numa charada nova, conta ao seu amigo mais pequeno, mais pequerrucho, depois lá sorrateiramente o comentador anota tudo e fala com aquele ar que lhe caracteriza, como se tivesse uma mola na língua.

Marques Mendes faz parte daquela Oligarquia Barata do PSD, está sempre ao sabor do vento, não se define, são os moços de recado, aliás, é essa a diferença entre os maiores e os pequenos, enquanto uns tem espinha dorsal daquelas rijas, prontas para enfrentar tudo, aguentar a pressão do dia a dia para pagar as contas dos outros, recuperar o que parecia irrecuperável, estar morto todas as semanas e renascer dia 4 de Outubro de 2015, é obra. Esses ficam na história, esses tiveram que se assumir, largaram preconceitos e foi pragmático, restaurou a credibilidade. Outros.. Bem, outros tiveram no conforto da cadeira de comentador.

Certos domingos criticava com a cartilha que tinha à frente, quando Marcelo queria Passos fora do PSD, à força, quase que de modo rancoroso, Mendes debitava a cartilha dada. Agora, Passos já deve ser homenageado em congresso, segundo Marques Mendes, bastou sair para a cartilha mudar, não mudaram o estrutural, o seu interior, agora é tempo de lamber as feridas, Mendes e Marcelo já perceberam o contexto, se Costa não aguenta com incêndios e com polémicas ministeriais, tira sempre licença sabática, imaginem o que era o Primeiro-Ministro, que também precisa de um dicionário, em tempos de crise económica.

Marcelo precisa de um substituto para Primeiro-Ministro, alguém que não coloque o seu mandato na lama, recheado de instabilidade, para não ficar impopular  e perder o seu ego e poder informal através do povo, Marcelo quer águas calmas e quentes, o resfriamento das águas por parte de uma crise económica é tudo o que Presidente não quer. Chamar por Passos não vale a pena, precisa de descansar, aturar o cinismo da política, até do próprio partido, é algo que poucos conseguem, ele, lá com a sua serenidade normal, lá se despediu, de modo temporário, mas de uma forma peculiar, Passos não comenta o futuro do PSD, faz bem, porque, para previsões amorfas do futuro temos um anão.

O anão dos domingos, o Luís Marques Mendes.

Mauro Oliveira Piresg

Também Tu Catarina e José Cid?

Quando me pronunciei sobre as #metoo caíram-me em cima como se eu não fosse uma acérrima defensora das mulheres ou qualquer outro ser vítima de assédio. No entanto não demorou muito até acontecer precisamente o que eu previa: uma banalização mediática do assédio. Por contaminação, o meio artístico português acordou de repente, volvidos dezenas de anos, para esta problemática revelando publicamente assédios a que noutros tempos não deram qualquer importância. E isso é que é o problema do #metoo: pôr as pessoas a dizer “eu também” quando os episódios não passam de abordagens menos felizes de engate. E isso, como já o tinha referido, preocupa-me. Muito.

Catarina Furtado quis juntar-se ao grupo de Hollywood e contou uma historieta como tantas que existem por aí, sem qualquer importância, onde alguém lhe faz uma abordagem que ela fingiu não entender e automaticamente não deu em nada para dizer “eu também”. A sério?! Juntou-se depois José Cid (ah! valente!) com a denúncia de um assédio por parte de um fadista que mostrou interesse por ele. Realmente isso deve ser um experiência mesmo muito má ser desejado por alguém que depois de uma nega, se afasta pacificamente. Um horror, mesmo!

A este respeito deveria eu também gritar alto #metoo porque, seguindo este critério, andava na 3 classe e um menino ( o mais lindo da turma por quem nutria secretamente uma atracção) um dia lembrou-se que haveria de dar-me um beijo. Então à saída da escola, começou a seguir-me e como eu lhe negara o beijo, atirou-me para cima da neve, e já no chão, por cima de mim, arrancou-o sem pedir. Quando cheguei a casa estava lavada em lágrimas. Nunca contei aos meus pais. Resolvi o problema no dia seguinte não lhe dando mais uma fala. Assim como já na administração de uma empresa, gerentes de bancos a prometerem aprovar operações de crédito caso eu aceitasse aquecer-lhes a cama fria. Também aqui resolvi o problema mudando de Bancos. Ou ainda, aquele colega empresário simpático que vendo a minha dificuldade em arranjar crédito para a  empresa, se oferece para ajudar levando-me a um gerente amigo mas que depois faz um desvio para ir buscar uma pasta urgente a casa, convida para entrar e tomar café, mas uma vez lá dentro, tenta beijar-me à força levando-me no dia seguinte a nunca mais lhe atender uma chamada telefónica. Até hoje. Apesar disso, jamais me juntarei às #metoo porque ser #metoo é ser pelo assédio selectivo onde muitos deles nem sequer assédio é.  

Com efeito, começou com Weinstein que não passava de um indivíduo que se fazia ao engate a todo o rabo de saia que passava por Hollywood com o aval da maioria. Onde muitas actrizes, até vingarem na arte, não se incomodaram com o facto. Se ele fez disso um modo de vida foi porque foi tendo sucesso nessas abordagens. Porque quando Uma Thurman refere que no quarto, ele tirou o roupão, esqueceu-se de referir como e porquê se encontrava ela naquele lugar para falar com ele. E quantas vezes o tinha feito. Nenhuma mulher é tão ingénua que não entenda que esse lugar não é para atendimento ao público nem entrevistas. Certo?

Por outro lado,  alguém vê as #metoo ao lado das mulheres verdadeiramente assediadas  e estupradas na Suécia, na França, na Bélgica, na Alemanha (#120db)  por migrantes islâmicos ou as mulheres cristãs Yazidis por muçulmanos? Claro que não. Como disse, só defendem o “assédio” que lhes interessa. Mas o mais curioso ainda é ver que uma das mentoras das #metoo está a ser investigada por assédio sexual, não é irónico?

Muito sinceramente ainda me pergunto como esta gente de Hollywood,  não proibiu o filme “As 50 sombras de Grey”, nem as actrizes se recusaram a esse papel,  quando a estória começa com o assédio sexual bruto entre um empresário e a universitária que o entrevista (no livro o primeiro capítulo parece saído de um filme porno).  Então aquilo não é um atentado criminoso à mulher? É. Mas todas o aprovam e o tornaram sucesso de bilheteira. Estranho.

Felizmente hoje já não existe nas discotecas os slows. Aqueles 20 minutos de música parada em que ele, um desconhecido, a  apertava junto ao corpo dando sinais de interesse e ela respondia tocando com o rosto na pele do pescoço, enquanto  ele suavemente lhe arrancava, depois, um beijo. Enfim um autêntico “abuso” muito esperado e desejado pelos jovens  e graúdos nas discotecas desses anos 80 dos quais muitas das  #metoo fizeram parte mas que hoje seriam motivo de gritaria histérica e revolução social.

Enfim. É a sociedade hipócrita que temos hoje.

Cristina Miranda

Para Catarina, Jerónimo e Costa um Cão é Mais Importante que um Idoso

Queria pesquisar na barra de pesquisa do Google se o CDS e o PAN, ou os dois em conjunto, teriam apresentado o projecto lei da criminalização do abandono de idosos. Quando escrevo:”Abandono..” logo me aparece em primeiro lugar:” de animais…”, “Trabalho” entre outras peripécias da vida, o abandono de idosos estava em sexto lugar no termo de pesquisas. Hoje, afinal, abandonar um animal tem mais importância espiritual para o equilíbrio Cármico das pessoas do que a preocupação de abandonar quem nos alimentou, cuidou e se sacrificou ao longo da vida para nos dar uma vida digna e sem privações de maior.

O apodrecimento dos conceitos morais, das tradições judaico-cristãs da Europa de cuidar do próximo, com os nossos recursos, por mais limitados que sejam, partilhar com os nossos o pouco que temos, não é preciso o Rabino do Estado aparecer em cena, esse só estraga, mas termos como pilar fundamental do que é o respeito intrínseco a quem nos deu vida, parece algo de um passado distante que já foi mais respeitoso dos nossos valores morais. Hoje, uma queixa contra o desaparecimento de um cão se calhar é efectivamente resolvido mais rápido do que maus tratados a idosos, hoje, aprova-se mais rapidamente uma lei a favor da entrada de animais em restaurantes, se os proprietários assim o admitirem claro, do que a criminalização do abandono dos nossos idosos.

É isto que a esquerda dos valores “sociais”, dos valores da reserva “moral”, aquela que enche o peito para falar da direita a dizer que ela é “Neoliberal”, “Fassista”, “Troikista”, “Messias de Massamá”, entre outras palavras menos próprias que Ferro Rodrigues nem sabe como parar na casa que dirige, é ela que prefere proteger animais irracionais aos animais racionais, nós. Teve a direita de apresentar um projecto que defende-se a integridade do idoso e os imperadores do “social” chumbaram, porquê? Porque a esquerda não tolera a aprovação de projectos lei da direita sobre questões “fracturantes” ou “sociais” tem que ser esta a aprovar o que ela bem entender sobre este assunto.

Catarina, Jerónimo e António Costa, a Troika “Fassista” Canhota, aposto mil vacas voadoras, que eles mesmo vão apresentar um projecto lei a favor da criminalização de abandono de idosos, mas atenção!! Tem que ser eles, não pode ser um qualquer “fasssista Neoliberal” da direita, tem que ser os Imperadores da imoralidade alheia que afinal, não diferem muito uns dos outros. António Costa conseguiu uma coisa fantástica, já não se consegue distinguir BE, PCP e PS ambos são partidos comunistas, partidos castradores das liberdades individuais de cada um, castradores de nós construirmos um País livre de parasitas da sua espécie.

Isto é Portugal camaradas, um País governado por Animais que se importam só com animais, mas irracionais claro, não podia deixar de ser. Os racionais, claro, esses, trabalham, emigram e pagam o regabofe. Siga para bingo.

Mauro Oliveira Pires