Autor: ruimendesferreirarmf

Carta aberta aos Bombeiros Voluntários da Nação

Caros bombeiros voluntários da nação, tenho a dizer-vos que sois uma cambada de “piegas”. Ora queixam-se, que dormem no chão, ora queixam-se que são mal pagos, ora queixam-se que até o pouco que deviam receber que muitas nem isso é pago, ora queixam-se que não têm equipamentos individuais de protecção, ora queixam-se que não têm verbas para comprar o combustível para sair para o terreno com as viaturas. ora dizem que as viaturas são velhas e estão avariadas e depois queixam-se também que não têm dinheiro para a mandar consertar, e como se não bastasse, agora também já se queixam que não vos dão comida, que vos deixam passar fome, ou que não vos servem comida em quantidade nem em qualidade aceitável. Dizem que só vos deram pães com manteiga.

Não tarda ainda começam a exigir Nutella ou umas fatias de mortadela. Caprichos, é o que é. Já só faltou dizer que aqueles bombeiros que deixaram cair o pão no chão com o lado da manteiga virado para baixo, que também foi culpa dos governantes. Foi precisamente a precaver essas eventualidades é que vos foi eram dadas dois pães. Mas o que é que vocês querem afinal? Não me digam que agora também querem ter acesso ao cardápio do restaurante da AR, ou uma frota de viaturas como as do Conselho de Ministros, Secretário de Estado, adjuntos e assessores, em aluguer operacional, com cartão de combustível, manutenção, viatura de substituição, seguros, selo, e pneus incluídos? Ou será que também querem ser remunerados como assessores do camarada Robles, ou receberem subsídios de deslocações como os do camarada César? Ou terem cartões de crédito e irem gastar à fartazana no Solar dos Presuntos, ou no Gabrinus, como os nossos servidores públicos, eleitos ou de nomeação? Não me digam que também querem ter camas de campanha em caravanas com casa de banho e chuveiro privativo e ar condicionado, como aquelas da malta do comando da protecção Civil? Caros bombeiros, deixem de ser egoístas e parem de se comportar como prima donas. Então não sabem que o país não tem dinheiro para andar assim a esbanjar e a alimentar os vossos caprichos? Além disso agora temos que poupar mais uns cobres para pagar o milhão das obras na residência do camarada Costa, vosso Primeiro Ministro. E se a maior parte da malta aguenta, ser roubada, confiscada, escravizada, parasitada e maltratada, não se entende como é que vocês também ainda aprenderam a aguentar.

Olhem o que vos digo caros bombeiros, é que sois todos uma grande cambada de invejosos que estão sempre a cobiçar as condições e o bem estar alheio, que tanto trabalhinho e esforço deu a arranjar, aos comensais da AR, aos frequentadores do Conselho de Ministros, aos assessores de todos os Robles da nação, aos boys da Protecção Civil e a todos os demais boys de muitos outros Jobs. E o momento agora é de alegria e celebração. Não queriam agora vir estragar, com as vossa queixinhas, lamurias exigências e invejas esta época de enormes e reconhecidos sucessos. Se não querem fazer um esforço pelo bem da nação, ao menos façam-no para bem dos que governam a nação, e para benefício dos muitos que a parasitam. Vejam se deixam de uma vez por todas de se comportar como uma cambada de meninos mimados e piegas, pois o país começa a ficar sem paciência para as vossas lamurias.

Se continuarem a insistir nesse vosso modo reclamante e queixoso, qualquer dia dispensamos os vossos serviços no combater incêndios, ou em qualquer outra missão para ajudar a malta. Felizmente que temos todos aqueles gajos com aqueles coletes todos giros da Protecção Civil, e também temos o Cabrita, o Costa e o Marcelo. Gente valiosa e indispensável, e dos quais nunca lhes ouvimos um lamurio, uma reclamação, uma queixa,. Destes só temos recebido humilde espírito de missão, sacrifícios e abnegação. O que seria de nós sem estes? Caros bombeiros, ponham os vossos olhos nestes abnegados e sacrificados servidores públicos, que em cima mencionei, copiem os seus “bons exemplos” e por favor, de uma vez por todas, parem de reclamar e de serem piegas. Irra!!!

 

Rui Mendes Ferreira

Miséria e Pobreza por Livre Opção.

Foi hoje oficialmente declarado que 90% do povo venezuelano, já se encontra a viver em extrema pobreza.

E ainda dizem que o socialismo não funciona, e não consegue promover sociedades repletas de “igualdade”.

E só não são 100% a viver na miséria e na pobreza, porque como é habitual nos regimes socialistas, os restantes 10%, são os que pertencem às nomenclaturas, são as elites do partido que governa, são as clientelas dos privilegiados pelo regime, e são os capachos a soldo destes, (polícias, juízes e militares, sindicalistas) que são bem pagos para dar cobertura e protegerem a manutenção do regime.

Curiosamente, ou talvez não, as nomenclaturas socialistas, conseguem sempre o milagre económico de enriquecer pessoalmente, enquanto o restante povo empobrece, mesmo em países miseráveis e com economias a definhar.

O que vem refutar em absoluto a teoria de que os socialistas não conseguem gerar riqueza nem enriquecimento. Conseguem gerar riqueza sim. Ainda que não para os povos que governam, e que neles votam, pelos menos para si e para os seus não há dúvidas que conseguem.

No entanto, convém mencionar que o regime socialista da Venezuela, foi uma livre escolha do povo venezuelano. E os socialistas só estão a cumprir o que prometeram: acabar com os ricos e com as desigualdades.

Seja na riqueza ou na miséria, igualdade é igualdade, e eles tb não disserem que género de igualdade seria produzida.

E os venezuelanos também não foram enganados, pois os seus socialistas só estão a dar ao povo, aquilo que todos os socialistas pelo mundo fora, deram a todos os outros povos onde governaram.

Mas então como é que se explica que sendo do conhecimento público os resultados do socialismo, e o seu extenso histórico de exemplos, ainda assim, um povo caia no logro de eleger o socialismo para seu modelo de governação?

É de simples explicação. Basta ser um povo de preferência pouco letrado, pouco formado e pouco informado, com uma tendência natural para acharem que riqueza, e bem estar, são direitos e não deveres resultantes de trabalho árduo, e basta serem um povo com bastantes genes e influências latinas, onde geralmente impera o culto da inveja do sucesso dos outros, e da cobiça dos bens e da riqueza dos outros.

Reunidas estas condições, e este caldo cultural, basta prometer-lhes que com um regime socialista irão poder apoderar-se dos bens do seu vizinho, prometer-lhes que irão poder viver sem trabalhar, e por conta do dinheiro dos “ricos”, e que o Estado irá protege-los, tomar conta deles, assegurar todas as suas necessidades e preocupar-se com o seu bem estar, e é eleição garantida para qualquer partido socialista. Foi exactamente o que aconteceu na Venezuela.

Um país e um povo que detém as maiores reservas de petróleo do mundo, que possui terras férteis em abundância, onde num passado recente conseguiam produzir todo o alimento necessário para o seu povo, onde não existia fome, e viviam em paz e razoavelmente bem, e que numa década e meia se torna numa das economia mais disfuncionais, improdutivas, e numa sociedade com um povo com níveis de vida dos mais miseráveis do mundo, é pobre e miserável não por factores externos ou de conjuntura, mas sim porque escolheu querer ser pobre e miserável.

Os venezuelanos estão somente a colher o que andaram a semear. Têm o que merecem.

Portugal e os portugueses, também andam há 44 anos a escolher ser pobres e miseráveis, e também só estamos a colher o resultados das nossas opções e do que temos andado a semear.

Tal como o povo venezuelano, também adoptamos um regime de base socialista, que cultiva o confisco, a cleptocracia, a cobiça dos bens dos vizinhos, e a inveja de quem tenha sucesso.

Tal como o povo da Venezuela, tb escolhemos acreditar no caminho das promessas de que iríamos poder viver todos por conta do dinheiro dos “ricos”, sem ser necessário ter que trabalhar para tal. Escolhemos acreditar nas promessas de que doravante o Estado iria tomar conta de nós e dos nossos, que nos iria proteger de tudo e de todos os males, que nos iria assegurar todas as nossas necessidades e que não mais teríamos que nos preocupar com o nosso bem estar. E tudo isto, de forma gratuita, pois tb prometeram a muitos, que iriam ser “outros” que iriam pagar tudo isto.

Tal como na Venezuela. o resultado por cá, foi um regime de elites cleptocráticas, que a coberto de um Estado opressor, controlador, confiscador, servem-se, protegem-se a si e aos seus, ao invés de servir e proteger os que o pagam e alimentam, conseguindo escravizar e controlar todo um povo, mantendo-o na dependência do estado e da vontade dos governantes, através da muita miséria, atraso e pobreza.

Tal como o povo venezuelano, temos o que merecemos.

Rui Mendes Ferreira

O Triunfo Dos Porcos

De tragédia de excepção que confirmava a regra durante 7 dias (Costa dixit) a uma grande vitória em 24 horas (Cabrita dixit)

Pelo meio, o maior incêndio de toda a Europa, que deixa um balanço de completa destruição de 27 mil hectares de floresta e exploração agrícola, completamente reduzidos a cinzas, mais de 60 habitações destruídas, mais de 100 pessoas desalojadas, mais de 40 viaturas incendiadas, mais de 80 feridos, dos quais 34 com gravidade, e mais de uma centena de animais domésticos carbonizados, centenas de milhões de euros de danos e prejuízos, que levarão em alguns casos, dezenas de anos para poderem ser recuperados.

Mas segundo o ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, foi uma grande vitória, pois podia ter sido pior.

Desta vez temos que lhe dar razão, pois de facto podia ter sido pior.

Podiam ter ardido 28 mil hectares, 61 habitações, 101 desalojados, 41 viaturas carbonizadas, 81 feridos dos quais 35 com gravidade várias centenas de animais domésticos carbonizados e podiam ter sido milhares de milhões de euros de danos e prejuízos.

Piegas estes portugueses. Sempre a queixarem-se e sempre a exigir soluções, eficiência e eficácia aos governantes e aos serviços do Estado, como se isso lá fossem coisas que pudessem ser exigidas ao Estado, a políticos e governantes.

Uma grande vitória de facto, da hipocrisia, da incompetência, do embuste, da falácia, da mentira, da mais asquerosa e vil desenvergonhada falta de vergonha.

Ou como escreveu George Orwell na sua obra “O Triunfo dos Porcos”: todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros”, e também em Monchique, uma vez mais, triunfaram os porcos.

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Ministro Cabrita

Robles, o Comunistinha feliz

Este episódio das mais valias milionárias resultantes de especulação imobiliária, processo e conceito contra o qual o Robles é um dos maiores opositores, é só mais um episódio, entre vastos e recorrentes exemplos da hipocrisia e falta de vergonha reinante, padrão e modelo pela qual esta gente vive.

Estou convicto, que se investigarem bem todos os Robles deste nosso país, muitos outros exemplos de faraónico oportunismo, de hipocrisia, de embuste, falácia, mentira, contradição, incoerência, e falta de vergonha, irão ser descobertos.

Ainda vão descobrir que o camarada Robles é mais um dos que fala contra o sector privado, e pretende impor o sector público a todos os demais, mas que depois também recorre aos serviços de saúde do sector privado, para fugir à miséria dos serviços do sector público.

Idas essas ao sector privado, pagas pelos contribuintes, claro está.

É que o camarada Robles, é na prática, só mais um exemplo do que é um comunista feliz.

Comunista feliz, é aquele que defende o comunismo na casa e na carteira dos outros. Nunca na casa deles nem nas suas carteiras.

Comunista feliz, é aquele que vive em país democráctico, e livre, onde pode exigir a todos os outros, aquilo que ele mesmo recusa dar aos outros, sempre que tenha o poder.

Comunista feliz, é aquele que vive num regime que lhe permite defender livremente a imposição do seu modelo de vida a outros, enquanto ele mesmo é livre de poder viver pelo modelo contrário ao que pretende impor aos outros.

Comunista feliz, é aquele desfruta livremente dos prazeres que só uma economia de mercado livre, liberal e capitalista conseguem proporcionar, enquanto luta precisamente contra esse mesmo mercado livre, contra esse liberalismo, e contra esse capitalismo.

Comunista feliz, é aquele que pensa como Marx, que governa como Estaline, mas que vive como Rockefeller. É aquele que não vive como um comunista, nem vive num país comunista,

Comunista feliz, é aquele que vive num regime que lhe permita acumular bens e capital, que serão só dele, enquanto que ao mesmo tempo consegue mandar no dinheiro e bens dos outros, consegue parasitar o dinheiro dos outros, consegue viver à pala de outros, ou por conta dos contribuintes.

O camarada Robles, é comprovadamente, um comunista feliz.

Rui Mendes Ferreira

É o Socialismo, Estúpido!

Um breve e simples ponto de situação sobre a Grécia:

– de um brutal déficit nas contas públicas, de 15,1% para um excedente de 0,8%.

– de uma economia em recessão e com o PIB continuamente em valores negativos de um máximo de -5,5%, para uma economia em crescimento de 1,4%.

– de uma balança comercial altamente deficitária em 2007, para uma balança já só ligeiramente deficitária e praticamente em vias atingir equilíbrio.

-registar já em 2018 o valor mais alto de SEMPRE nas suas exportações. –

reduz a despesa do Estado de um recorde de 95 mil milhões em 2008, para 58 mil milhões em 2017. – de uma situação recorde em (2012) em que o Estado anualmente absorvia e gastava 63% do total da riqueza produzida pelo país durante um ano, para uma despesa de 48% do total da riqueza produzida num ano. –

de contas externas brutalmente deficitárias, para contas externas equilibradas. –

de um valor recorde de dívida pública acumulada de 181% do PIB em 2016, para 178% em 2017, numa clara trajectória de redução da sua dívida acumulada. –

de juros de dívida pública de 40% em 2012, para juros inferiores a 4% em 2018. –

de uma situação em que investidor algum no mundo estava disposto a investir ou a emprestar, para uma situação de abertura de investimento e empréstimos dos mercados e a juros baixos.

Tudo isto em “austeridade” e com as políticas absolutamente contrárias às praticadas e defendidas pelos adeptos do socialismo, nomeadamente em absoluta contravenção com as políticas que o próprio governo do Syriza defendia no seu programa de governo. Fica igualmente provado, que não é necessário recorrer a gastos públicos nem a existência de deficits para que uma economia consiga crescer.

Bem pelo contrário. A inexistência de deficits e governações com gastos públicos equilibrados é por si próprio uma situação que induz ao investimento privado, que resulta em crescimento económico de forma sustentável e saudável, fazendo cair por terra todas as teses das governações socialistas.

Eis pois um governo de socialistas, a conseguir apresentar bons resultados económicos. Mas foi precisamente porque, foram obrigados a meter o socialismo na gaveta e a ter que praticar as políticas contra as quais sempre se insurgiram, é que os resultados na Grécia são positivos. Podem governos de socialistas conseguir apresentar bons resultados económicos?

Podem. Desde que não lhes permitam governar com socialismos, nem os deixem comportar-se como socialistas.

Rui Mendes Ferreira

 

Sobre Pedrógão

Disse o jornal O Público : “Inquérito a incêndio de Pedrógão já tem dez arguidos”.

Desconfiado de tanta “generosidade” e tamanha “produtividade” da investigação e da nossa justiça, fui ler o artigo para ver quem faz parte deste rol de arguidos.

E tal como suspeitava, é tudo “raia miúda”. Não há ali qualquer referência a um único membro do governo, a um único “boy” em cargo de nomeação política realizada pelo actual governo, nem um único Organismo Público.

Tudo pessoas singulares, encontrados mesmo a jeito, para servirem de escapatória para fauna política que actualmente está em funções.

Não há ali um único nome de um ministro, de um secretário de Estado, de um Dir. Geral, de um qualquer executivo público, nomeado pelo actual governo. E, face ao rumo que presenciamos, tudo indica e é cada vez mais garantido, que não irá haver

Está claramente em marcha um processo não de responsabilização, mas de de desresponsabilização, de todos daqueles que em última instância, foram e continuam a ser os legítimos e reais culpados.

Estamos perante um exercício do mais miserável branqueamento de responsabilidades políticas, governativas e executivas, de que há memória neste país.

Claro que podem alguns alegar que os inquéritos ainda não terminaram, e que ainda muita coisa pode vir a acontecer no decorrer destes inquéritos. Mas só em teoria, pois como diz o velho ditado popular: “pelo barulho da carruagem, sabemos de imediato quem lá vai dentro”.

E o que o andar desta carruagem nos diz, é que até ao final deste processo, não veremos nenhum político socialista, nenhum nenhum membro deste governo, nenhum “boy” em cargo de nomeação feita ou afecta ao actual governo, a ser indiciado como um dos responsáveis dos acontecimentos de Pedrógão.

O modus operandi desta fauna, agora está mais refinado. Já não manobram para a culpa morrer solteira, como era seu hábitual procedimento, e tal como está enquistado no regime.

Desta vez o objectivo da fauna governante, é passar a imagem de que não querem deixam a culpa morrer solteira, e por isso o que iremos ver é a culpa a ter que noivar à força e com as noivas erradas e a ir morrer muito “mal casada”.

Vai uma aposta?

Rui Mendes Ferreira

Volta Galamba, que estás perdoado

Em 2011 e em 2013, durante o consulado do anterior governo, ficaram célebres as seguintes frases, proferidas por Victor Gaspar, Ministro das Finanças de então, e por Luis Morais Sarmento, Sec de Estado do Orçamento:

«Não há dinheiro. Qual é a parte desta frase que não entende?» e “qual é a parte de não há dinheiro que não entendeu?”.

A resposta do PCP, e do BE, de então, foi basicamente a seguinte: “se não há dinheiro parem de cortar na despesa e deixem derrapar o déficit”.

Traduzindo: “se não há dinheiro a solução é gastar mais e depois enviem a factura para outros pagarem”. Bem demonstrativo da profunda ignorância e demagogia destas gentes.

Mas, à parte das respostas do BE e do PCP, ficaram igualmente famosas as reações do deputado João Galamba, o então rottweiler de serviço do PS, das quais destaco só algumas:

– “Governo é um “bando de irresponsáveis”
– “o Governo com o congelamento da despesa, está a parar o país e a sequestrar toda a administração pública”.
– “o despacho de Victor Gaspar de congelamento da despesa no Estado, é uma birra do Governo”
– “o congelamento da despesa do Estado, traduz o desnorte total do Governo”
– “o congelamento da despesa no Estado, é uma desconsideração a “a todos os portugueses, e toda a administração pública”
– “atitude inaceitável”, que mostra a prepotência e “terrorismo” deste Governo”
– “Paralisar o país inteiro, como está o governo, não é aceitável”
– “o Governo “não tem ideia do que fazer ao país, a não ser destruir o país”.
– “uma vendeta, uma “irresponsabilidade” e uma demonstração que estamos entregues a um bando de irresponsáveis, que não tem outro objectivo que não seja cumprir orientações da União Europeia”.

Chegados a 2017 e a 2018, após a famosa “viragem da página da austeridade. que nos levou há mais alta carga fiscal de sempre, e a termos já os combustíveis e a energia mais cara do mundo, eis que António Costa, nos brinda com as seguintes frases:

“A ilusão de que é possível tudo para todos, já não existe”
“Não há dinheiro”
“Não tenho os 600 milhões que os professores exigem”
“não temos dinheiro, que quer que faça?”

Até aqui, nada de novo, pois apesar da maior receita fiscal de sempre, o país continua com um deficit nas contas públicas e a dívida pública acumulada não para de crescer.

É o resultado das actuais políticas que têm feito crescer, uma vez mais, as despesas fixas dentro da administração pública, das quais se destacam as despesas salariais no sector público, as pensões das reformas mais elevadas, e as subvenções a políticos e a partidos políticos.

O que é novo, é o silêncio hipócrita do PCP e do BE, ainda que já esperado, pois hipocrisia é algo a que já nos habituaram.

Mas novidade mesmo, é o total e absoluto silêncio, desaparecimento até, do camarada Galamba, e logo agora, quando as suas palavras do passado, tanto se justificavam.

Por onde andas camarada Galamba? Volta, que por mim, já estás perdoado.

Rui Mendes Ferreira

Marcelices

Mais marcelisses

O Marcelo diz estar “vexado” , muito incomodado até, com o que aconteceu na academia do SCP, e tudo indica, não irá estar presente no jogo da Taça de Portugal, porque, segundo dizem, não quer ser visto ao lado do presidente do SCP, Bruno de Carvalho.

Podia fazer algum sentido esta posição do Marcelo, não fora tudo isto vir de alguém que até hoje, nunca se disse sentir vexado por Duarte Lima, Isaltino, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, José Sócrates, Armando Vara, Manuel Pinho, Penedos pai e Penedos filho, só para mencionar alguns, e até hoje nunca se disse arrependido nem sequer incomodado por em tempos, não muito distantes, ter estado sentado ao lado de todos eles.

Nunca até hoje, disse sentir-se vexado, com Ricardo Salgado, pessoa com quem chegou a partilhar férias e convivência de muita proximidade, nem o mínimo incómodo, por ter estado sentado ao lado daquele que é o maior ladrão burlão, autor da maior fraude financeira e económica, de que há memória neste país.

Desde a sua tomada de posse nunca lhe ouvimos dizer que se sente vexado, incomodado, com os brutais níveis de corrupção, o nepotismo, a incompetência, a impunidade, que grassa na política, nos governos, dentro da máquina do Estado.

Sobre esta matéria, as únicas palavras que lhe ouvimos dizer, foi que: “não entra em populismos”. Sim ouviram bem, o rei do populismo recusa assumir frontalmente o grave problema da corrupção entre políticos, governantes e dentro do Estado, alegando que fazê-lo, seria “populismo”.

Desde juízes, militares, polícias, serviços e servidores públicos, não há uma área do Estado que já não tenha dado sinais e sintomas de ter sido tomada pelos tentáculos da corrupção, de tal forma profunda que já são os próprios alicerces da democracia a apresentar sinais de profunda corrosão. Mas sobre isto, Nem um vexame, um incômodo uma palavra.

Nunca o ouvi dizer que se sente “vexado” e incomodado com os incompetentes autores do actos de incompetência, grosseira negligência criminal até, que causaram mais de 100 mortos em Pedrógão, e que ele mesmo andou a ajudar a esconder do povo português. Sobre isso, tb nem vexame, nem incômodo, nem uma palavra.

Tb não lhe ouvimos uma palavra de incômodo nem sentimento algum de vexame quando o Costa abandonou o país para ir de férias, enquanto vastas áreas do território ardiam descontroladamente, e morriam portugueses carbonizados, pelas chamas, e pela incompetência e incúria de quem governava,

E eis que subitamente, lhe despertaram os sentidos, e passa a sentir-se “profundamente vexado e incomodado” com uns desacatos que meia dúzia de garotos foram fazer a um campo de treinos de futebol, basicamente por causa de uma bola ter ou não ter entrado numa baliza.

,E de imediato, o Marcelo decreta que o culpado de todos os males da nação, é o Bruno de Carvalho, e não o nojo da classe política – ele incluído – que nos têm andado a governar ao longo dos últimos 44 anos. Tão conveniente.

Sobre Bruno de Carvalho, confesso, é pessoa por quem não nutro qualquer simpatia, quanto mais não seja porque sou benfiquista, mas tb porque não lhe aprecio o estilo, nem a postura, que considero não ser a melhor forma de comunicar.

Porém, apesar da sua errada forma de comunicação, estilo e postura, o conteúdo do seu discurso, muitas vezes tem estado correcto. está errado. Muitas têm sido são as vezes, em que fala o que deve ser dito.

Será pois uma mera questão de forma e de estilo, o maior maior pecado de BdC. Mas sejamos sérios, no mundo da bola, BdC não é caso único. Há outros iguais ou até piores, e que andam por lá há muito mais tempo.

Questões de clubística à parte, e regressando à análise da postura do PR que diz não querer estar sentado ao lado de Bruno de Carvalho. Pois muito bem, se é essa a sua decisão, então justifica-se perguntar o porquê.

O Bruno matou alguém, ou cometeu algum crime hediondo? Tem cadastro de criminoso? Andou por aí a oferecer fruta ou café com leite a alguém, ou a subornar juízes ou funcionários do ministério público? Foi apanhado a roubar e já foi julgado e condenado por isso?

É pedófilo ou supeito de o ser? Bateu na mulher? Andou a roubar ou a burlar o Estado em milhões? Deu desfalques de milhões, a empresas e a trabalhadores? Andou por aí branquear capitais ou a sonegar milhões ao fisco? Fez parte de algum governo corrupto? Tem apartamentos em Paris, ou algum amigo a sustentá-lo?

Andou envolvido nos esquemas que contribuíram para levar o país à bancarrota? Andou por aí a comprar Kamovs e Siresps por milhões que valem tostões? Esteve envolvido ou foi responsável por mortes dos incêndios de Pedrógão? Ou por mortes resultantes de um outro qualquer acto de grosseira negligência? Ou em última análise, e portador de alguma doença contagiosa?

Vamos até imaginar que eventualmente BdC seja alvo de suspeita, ou de algum envolvimento em algo menos correcto, será que a presunção de inocência até julgamento e condenação só é válida para politicos e para amigos de Marcelo?

São estas as bitolas da ética e da moral, e os parâmetros do vexame e do incómodo de Marcelo? Tudo assim o indica, e estamos esclarecidos.

O presidente de todos os portugueses, incluindo o Sócrates, e o Salgado, ou de qualquer presidiário de Custoias, é presidente de todos…. exceptuando, claro está, o Bruno de Carvalho, esse proscrito, facínora, já oficialmente declarado por Marcelo, como sendo o culpado de todos os males da nação.

Não sou sportinguista, sou até um adversário, e muitas vezes até um grande crítico de BdC, mas espero sinceramente que BdC se sinta vexado e incomodado por eventualmente ter que te sentar ao lado do Marcelo e demais gentes de igual calibre.

Eu sentiria incomodo, vexame, e vergonha de me sentar ao lado de alguém como o Marcelo. E se necessário, diria publicamente o porquê. Já chega de alimentar marcelisses. Espero, sinceramente, que o BdC não as alimente.

Claro que há necessidade de dizer basta, ao que se está a passar no mundo do futebol, sem dúvida que há, mas não me parece que termos um PR a dizer que se recusa sentar ao lado de um presidente de um clube de futebol, seja uma boa forma de pacificar o mundo do futebol. Nem um bom cartão de visita para um PR.

Se formos por este caminho, então já há muito mais tempo que se justifica dizermos basta a Marcelo e às suas marcelisses.

É que apesar do mau jeito de comunicar de BdC, este tem seguramente uma conduta, as mãos, e uma folha bem mais limpa que a maior parte daqueles que presentemente se sentam ao lado do Marcelo, e bem mais limpa que a de muitos com quem Marcelo andou metido no passado.

O BdC é meio idiota e por vezes dá mostras de não jogar com o baralho todo? Sim sem dúvida, não há como o poder negar. Mas estamos a falar de meros assuntos de um clube de futebol, e nada mais que isso, e compete só aos sócios do scp pronunciarem-se e decidir o que querem para o seu clube.

Não estamos aqui perante um caso de lesa pátria, de soberania, de algo que esteja a abalar o Estado de Direito, ou os alicerces da nação, nem que represente uma ameaça às liberdades e garantias dos cidadãos. É uma coisa da bola, e um simples caso de polícia, e nada mais que isso, porra.

Marcelo é um idiota bem maior, e bem mais perigoso, pelo cargo que ocupa, pelas funções que tem, e as suas idiotices, andam a causar estragos bem mais graves e onerosos à nação que as de um qualquer presidente do futebol.

Mas o que vemos, é um povo e muita da classe política a vir a público revelar a sua insurgência contra as idiotices de um presidente de clube de futebol, e a ficarem em silêncio perante as idiotices do seu Presidente da República, que são bem mais graves e andam a ficar bem mais caras para a nação. Algo que que revela bem a matriz do povo que somos.

Haja pois paciência para o idiota mor da nação, para as idiotices da maioria da classe política, e generalidade do povo português, pois eu há muito que a perdi.

Rui Mendes Ferreira

É o Socialismo, seus Idiotas!

Foram revelados hoje os números sobre o crescimento económico registado em todos os países da UE, referentes ao primeiro trimestre de 2018.

Portugal, face aos sinais e aos indicadores económicos que já andávamos a registrar em trimestres anteriores, apresenta uma significativa redução da taxa de crescimento, e é sem surpresa, que passa a ocupar a posição de economia com o pior desempenho em toda a UE.

Com a melhor conjuntura mundial e a melhor envolvente macroeconómica externa de sempre, Portugal, entra numa senda absolutamente contrária à de todos os outros países, e consegue voltar aos tempos de ser a pior economia e de apresentar o mais miserável crescimento de toda a UE.

Já vimos este filme antes. Já aqui estivémos. Foi muito duro e muitos os esforços que fizemos para sair dessa posição, mas eis que a ela fizemos questão de regressar.

Mas desta vez, não chegámos aqui por culpa externa, nem por culpa de outros, como aliás também nunca o foi nas outras vezes.

É por absoluta opção, por total culpa nossa e nada mais que isso. Tudo o que digam em seu contrário é a mais absoluta mentira, falácia e conversa da treta, para enganar o Zé Povinho.

Contrariamente ao que alguns pensam, em economia não há milagres.Há somente os resultados e as facturas das opções, das políticas e das medidas que se vão tomando e que se tomaram em anos anteriores.

Mas nada disto é algo que não fosse expectável, face aos caminhos que escolhemos voltar a trilhar e face às políticas do actual governo.

Será que acham que sermos o país com uma das maiores dívidas públicas do mundo é obra do acaso? Ou de sermos o unico país no mundo que em pouco mais de 30 anos foi levado por 3 vezes à falência? Ou que é por mero acaso que em tempo de crises somos sempre o país que mais fundo se enterra nelas e somos sempre o país que mais dificuldades tem em sair delas? Ou que em tempos de vacas gordas somos sempre o país que menos cresce e o que pior desempenho económico tem em comparação a todos os restantes?

Não,nada disto é o resultado do acaso, nem é culpa de outros, nem resultante de causas externas. É exclusivamente resultado de 44 anos de socialismo económico interno.

Voltamos aos tempos da morte lenta, e insistimos em manter a via. Quanto ao povo da nação, como gosta de ser enganado, merece ser enganado. Pois então, que continue a ser enganado.

Sigamos pois, camaradas.

A Vergonha Dos Sem Vergonha

Só um pequeno apontamento…

A forma como os que até há bem pouco tempo, eram os amigos e fiéis de Sócrates, subitamente descobriram o sentimento da “vergonha”, após tantos anos sem nunca terem dado sinais sequer de sentirem nenhuma, nem um qualquer incómodo, por mais pequeno que fosse, só vem demonstrar que não passam, todos eles, de grandes desavergonhados.

Tão desavergonhados são, que nem um pingo de vergonha têm, pela forma tão desavergonhada, com que tentam fazer de todos nós parvos.

Em menos de 48 horas, todos eles, transitaram do grupo das gentes com muito pouca ou nenhuma vergonha, e nenhum incómodo, para o grupo das gentes com súbita vergonha e total incomodo. O que, traduzindo tudo isto, diz bem é que são uns enormes desavergonhados sem vergonha alguma.

Mas para além da rapidez com que o fizeram, é igualmente merecedor de destaque, o à vontade, desfaçatez e absoluta impunidade com que o fazem. Nasceram claramente já predestinados pra “coisa”, e por isso tudo isto lhes vem com naturalidade.

Dizem também agora que já estavam a sentir incômodo com a situação de Sócrates. Pois até pode ser, mas tal incômodo agora demonstrado, não é com toda a certeza gerado pelo facto de Sócrates ser um corrupto ladrão aldrabão. Pois isso já todos nós sabemos que ele é já ha vários anos.

Não é um incômodo por ele ser ladrão, mentiroso compulsivo, mas somente por ele se ter deixado apanhar, no desempenho dessas finas artes.

É um sentimento de “incômodo” originário na falta de vergonha demonstrada por Sócrates, pois com a falta de vergonha deles próprios, não foi, nem é, nem será nunca, com toda a certeza.

Após tudo isto, permanece a dúvida de sempre: será que é por nascerem assim sem vergonha, que estas criaturas se tornam socialistas, ou é por serem socialistas, que ficam todos uns sem vergonha?

Rui Mendes Ferreira