Autor: ruimendesferreirarmf

O Último Bordel do Regime

Agora que a UE e o BCE obrigaram a colocar um freio nos dentes da CGD, a PT que foi à vida, a EDP e a ANA em mãos estrangeiras, os CTT privatizados, e a CP e o Metro debaixo de um garrote financeiro imposto pelas exigências do cumprimento do tratado Orçamental, são cada vez menos as empresas que podem funcionar como albergues do regime.

Há no entanto uma, que apesar de todas as restrições, continua a aguentar, irredutível, cabendo-lhe cada vez mais o papel de empresa do regime, o bordel do regime: a RTP. Controlar Informação e os meios de seu acesso, é poder, e nenhum regime que se sustenta no controlo da populaça, se pode dar ao luxo de abrir mão desse poder.

Em 14 anos, foram retirados aos bolsos dos contribuintes portugueses 5 mil milhões de euros, para sustentar aquela que é actualmente uma das empresas públicas menos útil, menos necessária, e como tal, a mais parasitária da nação.

Um antro de lambe botas das nomenclaturas, uma prateleira de boys, “generais prussianos”, e avençados do regime.

Sobre a RTP, porque ainda existe esta empresa, o que vale, para que serve, a quem serve, porque a querem manter, e quem a quer manter, são matérias por demais conhecidas, e tão evidentes, pelo que não perderei tempo a abordar essas vertentes.

Porque estamos a falar de uma soma considerável de dinheiro público, dinheiro confiscado aos bolsos dos portugueses, irei simplesmente dar-vos alguns exemplos da grandeza que 5 mil milhões representam, e o que o país poderia ter realizado em 14 anos com esse dinheiro.

Cinco mil milhões, representam quase 3% do PIB médio desse período.

Cinco mil milhões teriam dado para construir, equipar e pagar na totalidade toda a despesa equivalente a 6 hospitais centrais como o novo hospital de Braga, que é a unidade de saúde mais moderna, mais eficiente, mais produtiva, e com os melhores indices de qualidade e satisfação dos utentes do país.

Cinco mil milhões, para a malta de Coimbra, de onde sou natural, dariam para construir o equivalente a 12 autoestradas entre Coimbra a Viseu, que eliminaria em definitivo o IP3, que é a estrada mais sinistrada e mortal do país, daria para construir mais uma serie de pontes sobre o Mondego, daria para construir o Metro de Superfície com ligação à Lousã, um novo palácio da justiça, daria para construir um enorme e moderno aeroporto internacional em Coimbra ou na Figueira da Foz, construir uma série de resorts com campos de golfe ao redor da Figueira da Foz e Coimbra, e transformar a zona numa área com turismo todo o ano. Daria para construir um enorme parque eólico ao longo de toda a costa da zona centro e tornar todo o pais totalmente independente de combustíveis fosseis, daria para alargar e construir uma nova e moderna zona industrial na Costa de Lavos, na margem sul do Mondego, construir um nó de acesso directo da zona industrial à A8 e construir uma linha de caminho de ferro de ligação directa ao parque industrial, e dali ao porto da Figueira da Foz, e em ligação a Espanha e a toda a Europa, e criar ali um enorme e atractivo pólo industrial de nível europeu com acesso directo a porto de mar, linha férrea e auto estradas, para dar emprego aos formandos do campus universitário de Coimbra, que actualmente são obrigados a abandonar a região, por inexistência de empresas e de postos de trabalho nas suas áreas de estudos. Daria para tudo isto, e ainda sobravam uns trocos para o Manel Machado, presidente da CM Coimbra, poder mandar lavar os contentores do lixo de vez em quando, limpar as ervas e reparar alguns dos buracos na calçada das ruas desta cidade.

Cinco mil milhões, daria para criar todo um sistema de aquedutos e transvazes captando a água que actualmente é desperdiçada para o atlântico, na foz do rio Minho e rio Douro, conduzido-a só até pela força da gravidade, para a barragem da Aguieira, dali para a barragem de Castelo de Bode, e dali para a Barragem do Alqueva, e do Alqueva para todas as restantes pequenas barragens do Alentejo e Algarve, e daria para criar um sistema de irrigação de TODO o sul do país,que passaria a poder utilizar todos os terrenos agrícolas em produtivas culturas de regadio, transformado o sul do pais numa potência de produção, e produtividade agrícola, e gerando criação de novas empresas de processamento de alimentos, mais exportações, mais postos de trabalho, e tornaria positiva a nossa balança alimentar, que é deficitária.

Cinco mil milhões daria para armazenar e aproveitar todos os os excedentes de agua que existem no norte do país, e que actualmente são totalmente desperdiçados para o Atlântico, e resolver em definitivo os problemas de falta de agua que o pais tem, durante o verão, e em particular nas zonas do sul.

Cinco mil milhões, dariam para construir 4 novos e moderníssimos aeroportos de Lisboa, e ainda sobrava dinheiro para a construção de uma ponte directa e uma auto estrada/avenida em viaduto, a ligar directamente o aeroporto ao Barreiro, Seixal, Almada, e Caparica e ainda sobravam uns trocos para construir um moderno cais no novo aeroporto do Montijo e para a Transtejo comprar uma grande frota de modernos e rapidíssimos “Jetfoil” para fazer a travessia entre o novo aeroporto e a praça do comercio, a zona da Expo, Belém e Cascais e Vila Franca de Xira..

Cinco mil milhões daria para a construção total de toda a rede nacional de TGV e para as linhas de ligação à Espanha e restante Europa, e dada as comparticipações a fundo perdido que a UE ofereceu para estas obras, dos tais cinco mil milhões, ainda sobrariam 1,5 mil milhões que dariam para construir 15 mil apartamentos de habitação de custos controlados em Lisboa, e comparticipar na reconstrução e recuperação de TODOS os imóveis degradados, devolutos, desocupados, ou com fachadas degradadas, em Lisboa, resolvendo em definitivo a totalmente o problema de habitação da capital, e tornando-a em simultâneo numa cidade esteticamente e visualmente limpa e com todos os seus imóveis conservados e de cara lavada

Cinco mil milhões, dariam para construir 300 novas alas de pediatria do Centro Hospitalar de São João, no Porto. A tal que o governo já anunciou por 5 vezes que iria construir, desde fins de 2015 até hoje.

Cinco mil milhões, dariam para, construir todos os complexos residenciais necessários, em todas as cidades com universidades e politécnicos, com 250 mil quartos individuais, e providenciar habitação de forma gratuita, ou a preços acessíveis, para TODOS os alunos que estão matriculados no ensino superior que se encontram estão deslocados das suas áreas de residência.

A aplicação dos 5 mil milhões de euros que a RTP torrou em 14 anos, na construção de 250 mil quartos/residências para estudantes do ensino superior, se fossem alugados a 300 euros mensais (ainda assim um valor abaixo dos valores que pagam aos privados e com melhores condições) iria gerar uma receita de 900 milhões de euros anuais, que após retirada a parte necessária para a manutenção e conservação dos edifícios dessas residências, a restante receita poderia ser toda canalizada para investir nas universidades, tornando ao fim de alguns anos, a nossa rede de universidades e politécnicos no que de melhor se encontraria no mundo, em instalações, em meios, em equipamentos, em laboratórios e centros de investigação a produzir conhecimento e formação de excelência.

Para além de resolver em definitivo o problema de habitação dos estudantes, tb teria criado centenas de milhares de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, e libertava para o mercado de arrendamento familiar, os imóveis privados que actualmente estão arrendados a preços proibitivos a estudantes, aumentado a oferta nesse segmento e fazendo por essa via baixar as rendas médias nesse mercado.

Cinco mil milhões, em conjunto com comparticipação das autarquias locais, teriam dado para construir mais de 250 mil habitações de qualidade por todo o país, assegurando em definitivo que hoje TODOS os portugueses teriam no mínimo um tecto condigno onde habitar, e a custos controlados. Teriam ainda por essa via, criado centenas de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, reduzindo o desemprego, e evitado que muitos milhares de portugueses tivessem emigrado.

Cinco mil milhões daria para criar um sistema de ensino obrigatório até ao 12º ano, com todos os livros, alimentação e transportes públicos totalmente gratuitos, assegurando que todos os portugueses, no mínimo, conseguissem estudar para obter um diploma com formação em alguma area técnica e profissional, com equivalência ao 12º ano de escolaridade, e subsequentes cursos médios de especialização em cooperação e em co financiamento comas empresas, criando a mão de obra mais bem formada, mais habilitada, mais especializada, de toda a União Europeia, o que nos tornaria no mercado de trabalho mais atractivo de toda a UE, em termos qualidade competências e capacidades da mão de obra.

Cinco mil milhões de euros, daria para pagar 17 vezes a totalidade de aquisição de novos comboios que a CP necessita, para poder servir condignamente todas as linhas que opera e todos os utentes dessas linhas. Sim, ouviu bem, daria para pagar 17 vezes TODOS os comboios necessários para servir o país.

Cinco mil milhões, teria dado para pagar 2,5 vezes a totalidade da dívida acumulada da CP, libertando definitivamente a empresa desses garrote financeiro, daria para construir linhas de ligações ferroviárias modernas a TODAS as capitais de distrito, comprar modernos comboios Alfas pendulares, e modernas composições regionais, para servir TODO o país.

Cinco mil milhões daria para ter coberto todo país com uma rede ferroviária, e com o que de mais moderno há no mundo. Daria para termos actualmente o melhor serviço, o mais moderno, e a mais eficiente empresa ferroviária de TODO O MUNDO.

Cinco mil milhões daria para construir mais 4 pontes a ligar Lisboa à margem sul, mais 2 pontes a ligar Porto a Gaia, outras tantas em Viana do Castelo sobre o Rio Minho, mais duas em Coimbra sobre o Mondego, uma a ligar directamente Setúbal à península de Tróia, e ainda sobrava dinheiro para modernizar e requalificar toda a zona das praias da serra da Arrábida, construindo uma bela e arborizada avenida em via dupla, criação de equipamentos, estacionamentos, acessos condignos, tudo com as mais modernas técnicas de desenho paisagístico, com construção, devidamente enquadrado com a paisagem e a natureza envolvente, com a criação de zonas para construção de resorts com unidades hoteleiras de topo, tornando aquela zona numa das mais atractivas e belas zonas turísticas de toda a Europa, enorme fonte de postos de trabalho e de receitas para a região e para o país.

Cinco mil milhões daria para retirar o porto de contentores de Lisboa e de Setúbal, e eliminado todo o tráfego de navios mercantes e altamente poluentes, do Tejo e no Sado, , requalificar toda a área ribeirinha da capital e de Setúbal, retirar toda a industria pesada e poluente da zona de Lisboa e de Setúbal, e transferir tudo para Sines, alargar e modernizar totalmente o porto de Sines, tornando-o num dos mais modernos, eficientes e movimentados portos comerciais da toda a Europa, construir uma moderna, totalmente equipada zona industrial, com os meios necessários para produção local de energia renovável, e oferecer terrenos e energia a custo zero às empresas, para atrair para Sines grandes empresas mundiais da industria química e da manufactura pesada, transformando Sines num dos maiores pólos industriais de toda a Europa, e ainda daria para terminar de construir uma ligação em auto estrada do porto de Sines até Espanha, e construir em paralelo uma linha de caminho de ferro exclusivamente dedicada a transporte de mercadorias e outra só de passageiros, ligando Sines directamente a Espanha e a toda a Europa.

Cinco mil milhões, teriam dado para todos estes projectos, e muitos mais, criando centenas de milhares de postos de trabalho, produtivos, utilizando esses dinheiros para criar projectos verdadeiramente estruturantes, criadores de riqueza, reprodutivos, criadores de bem estar, ao invés de terem sido gastos a alimentar uma das maiores inutilidades parasitárias do regime.

Estes são só alguns exemplos de projectos, que apresento como sugestão, como alternativa à RTP, mas existem muitos mais que seriam igualmente possíveis e bem mais úteis e necessários.

Cinco mil milhões, dariam para tudo isto, e muito, muito mais, e ainda sobravam uns trocos, mais que suficientes para fechar a RTP, despedir toda a corja parasitária que lá existe, pagar-lhes as habituais lautas indemnizações, e igualmente importante, é que tudo isto seria pago a pronto, sem ser necessário fazer aumentar a dívida pública. Para tal, bastaria somente desviar da RTP a Taxa de Audiovisual e todas as injecções de capital e transferências do OE que o Estado, vulgo contribuintes, andaram a fazer, ao longo dos últimos 14 anos, e canalizar esses montantes para os projectos que mencionei.

Se fechassem a RTP, continuaria a pagar de bom gosto a Taxa de Audiovisual, se me garantissem que tais receitas, poupanças e impostos fossem canalizados para os projectos que em cima mencionei, ou para outros similares, desde que fossem projectos verdadeiramente estruturantes, fomentadores de criação de riqueza e geradores de postos de trabalho sustentáveis.

Não me importarei de pagar impostos desde que bem aplicados. Importo-me sim, é de ver os nossos impostos, a serem mal gastos, e desbaratados em projectos e areas que nada produzem, nada acrescentam, nada valorizam, nada melhoram as vidas das populações, a não ser acrescentar despesa inútil ao país.

Governar e gerir, é tomar decisões e fazer opções, de alocação de meios que são finitos. É ter que definir prioridades, e escolher a quais dessas prioridades se dará resposta, e saber perceber o que é mais importante para uma empresa ou um país, naquele dado momento.

Nas minhas opções, a RTP jamais irá figurar numa listagem de prioridades, ou necessidades. A RTP já foi em tempos útil e necessárias, mas já não o é mais. As realidades alteram-se e evoluem, e não se pode ficar parado no tempo e permanecer agarrado ao passado. Mais ainda quando isso nos está a custar milhares de milhões de euros em impostos.

O país actualmente já não precisa da RTP para nada. Absolutamente nada. E muito menos “esta” RTP. E o que não falta são outras necessidades bem mais prementes, bem mais necessárias, mais mais úteis para as populações e para a nação.

E não me venham com a falácia do Serviço Público, pois a RTP não faz absolutamente nada que as estações privadas não estejam a fazer melhor, de forma mais eficiente, e bem mais barata para os contribuintes.

O melhor “Serviço Público” que um qualquer governo poderia prestar à nação, seria decretar o encerramento ou a privatização da RTP, e assumir perante a nação, a canalização das poupanças e das receitas da taxa de audiovisual, para a execução de projectos dentro das premissas e objectivos que em cima referi. Este sim seria um enorme acto de serviço público, por oposição à situação actual, que mais não é que uma situação de parasitagem do público e do estado, sobre a nação.

Não, não me importo de pagar impostos. Não quero é estar a pagar para sustentar inutilidades, parasitagens, esbulhos, desperdícios, albergues de boys, pasquins, nem bordeis dos avençados do regime.
Como é claramente o caso a RTP.

Rui Mendes Ferreira

O Regresso da Cigarra

O momento ZEN do dia, para não dizer cómico até, foi ouvir o camarada Manuel Alegre a alertar para o perigo do “populismo” na Europa, acusando de “populistas” aqueles que se recusam vergar ao ditame do pensamento único de um socialista. E consta que disse tudo aquilo sem se rir.

Ora bolas. Por uns momentos, quando ouvi dizer que o Manuel Alegre iria fazer alguns alertas sobre alguns dos perigos actuais, cheguei a pensar que era desta que ele nos ia alertar para o perigo das miseráveis governações de banha da cobra, mentira, manipulação e embuste, por parte dos partidos socialistas.

Ou que nos iria alertar para os perigos da corrupção da ladroagem, do banditismo, do tráfico de influências, do nepotismo, da incompetência, dos chulos, ou dos parasitas, que infestam o seu partido.

Ou que nos iria alertar para os perigos dos enormes roubos e confiscos que andam a ser feitos aos contribuintes e a todos aqueles que investem, geram riqueza e criam e postos de trabalho, por parte da gatunagem e parasitagem socialista.

Ou que nos iria alertar para os casos de chulos e parasitas que estão a receber reformas de milhares de euros, sem nunca terem feito a ponta de um corno ao longo de suas parasitárias vidas, e/ou sem terem descontos para tal, ou por parte daqueles oportunistas que tiveram como único modo e objectivo de vida, viver pendurado no Estado, ou para os casos daqueles que estão a receber e a acumular pensões de empresas públicas onde mal puseram os seus pés, ou que que nos iria dizer que tais situações configuram para além de parasitismo, e roubo aos contribuintes, tb são uma vil afronta (e roubo também) a todos aqueles que trabalharam duro, e descontaram vidas inteiras, e recebem actualmente pensões de 200 e poucos euros.

Ou que nos iria alertar para o populismo do actual governo, socialista, e para as suas políticas populistas de compra de votos, que andam a ser pagas com confisco e aumentos de impostos sobre os mais pobres, e com brutais reduções das despesas de funcionamento e brutais cortes no investimento dos serviços públicos, para alimentar as clientelas dos seus habituais eleitores.

Ou que nos iria alertar para os perigos da tentativa da manipulação da justiça, do controlo da Comunicação Social, da manipulação e condicionamento da informação, por parte dos seus camaradas de partido.

Pronto, ainda não foi desta que o Manuel Alegre deixou de ser uma cigarra.

Ainda não foi desta que abriu a boca para dizer com sentido, substância, consequente, e alguma aderência ao mundo real.

Continua a brindar-nos com o seu registo de sempre: os habituais embustes, fantasias, demagogias, e patéticas idiotices.

Ainda não foi desta, mas quem sabe um dia ainda o conseguirá fazer.

Quanto aos seus alertas, e acusações a outros de populismo e populistas, como em tempos idos disse o camarada Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!”

Ou em bom português, “filha chama-lhes primeiro, antes que elas te chamem a ti”.

Definitivamente, Alegre, continua uma cigarra.

Rui Mendes Ferreira

Quando os filhos não querem a herança dos pais

Em Angola, o novo chefe de governo, quer encarcerar aqueles que ao longo de anos, e a coberto de altas patentes do regime, andaram a roubar despudoradamente, o erário público, e o seu próprio país.

Por cá, vamos em absoluto sentido oposto: os nossos chefes do governo e da nação, andam a despedir aqueles que andaram a tentar encarcerar as hordas de ladrões e corruptos, que durante anos a fio, e igualmente a coberto do regime, no respaldo  de cargos públicos, têm andado a parasitar e a roubar a nação, de forma igualmente e absolutamente despudorada.

No Brasil, presentemente, qualquer cidadão que não tenha uma “ficha limpa” passou a estar impedido de se candidatar a cargos públicos. Por cá, não só se candidatam, como ainda são eleitos e reeleitos. Direitos garantidos na Constituição, dizem eles.

No Brasil, uma presidente em pleno exercício, foi exonerada do cargo, por ter andado a “martelar as contas públicas, e a fazer maningâncias com as execuções orçamentais, com elevados custos, actuais e futuros, para o erário público, para os contribuintes, para as seguintes gerações, e para a nação como um todo.

Por cá, os que o andaram a fazer e os que actualmente ainda o fazem, são aclamados de “governações de sucesso”, e um outro ainda o apelidam de “Mourinho das Finanças”.

Adjectivo esse, que em boa verdade, nos dias de hoje talvez até já seja uma analogia apropriada, dado que Mourinho é actualmente considerado um embuste como treinador, caro, que por onde passa, deixa sempre em herança, o descalabro e pesadas facturas organizacionais e financeiras, para os treinadores seguintes terem que limpar.

Que ninguém duvide, o legado que anda actualmente a ser construído, e que irá ser deixado por Costa e Centeno, é claramente um legado à moda do actual “Mourinho”, que irá ter custos brutais para a nação, e para as seguintes gerações de portugueses. Esta factura, já não é mais uma questão de “Se”, mas somente de “Quando”.

No Brasil, um ex presidente, foi investigado, julgado, condenado a 12 anos, e está já na prisão, a cumprir uma longa pena, e é na prisão que aguarda o desfecho de outros processos em curso, e de alguns recursos pendentes.

Por cá, a maior parte de políticos, governantes e servidores públicos, considerados ladrões e/ou corruptos, ou nunca vão sequer a julgamento, ou os processos arrastam-se ad eternum, ou quando são condenados, são penas suspensas, ou demasiado curtas, das quais nem metade chegam a ter que cumprir, ou então simplesmente continuam a poder andar por aí, em liberdade, a aguardar posteriores decisões sobre os recursos em cima de recursos que o nosso sistema judicial lhes permite, conseguindo por essa via, nunca cumprir pena alguma, até que tudo acaba por prescrever.

Casos há, em que tais ladrões e corruptos, ainda acabam por exigir uma indemnização ao Estado, ou seja, aos contribuintes.

E depois também temos aqueles casos em que indivíduos que estão acusados de dezenas de crimes de corrupção. com a existência de provas claras e fortes indícios, ainda são convidados para andarem por aí nas nossas universidades e fóruns públicos, para darem palestras sobre questões de governação e corrupção.

De tudo isto, três coisas estão cada vez mais claras:

1) Brasil e Angola, os “filhos” deram finalmente conta que a educação, os hábitos, as heranças culturais e os exemplos, que receberam dos pais, não foram propriamente os e as melhores, e já começam a fazer alguns esforços para se libertarem de tão pesada e maléfica herança.

2) Portugal, os “pais”, claramente continuam a não querer mudar de vida, nem de práticas, nem de hábitos, e insistem em ser uma fonte de maus exemplos para os seus “filhos”.

3) Somos claramente uns “maus pais”, e como se isso não bastasse, ainda nos damos ao desplante, de sermos críticos de muitas das boas medidas que os nossos “filhos” passaram a querer adoptar, com os nossos governantes e grande parte da nossa classe política a optar por estar publicamente ao lado da defesa de bandidos e corruptos já julgados e condenados, e ainda acusamos os nossos filhos de “actos de rebeldia” por estarem a tentar libertar-se da miserável herança que como “pais”, nós lhes deixamos.

É sabido que não podemos escolher os pais nem a família em que nascemos, mas podemos escolher livremente não lhes seguir os exemplos, quando tais exemplos não são nada recomendáveis.

Parece-me que Angola e Brasil, estão finalmente a tentar fazê-lo. Mas ao que tudo indica, indo claramente, contra a vontade expressa dos seus próprios “pais”.

Rui Mendes Ferreira

Banhos de Ética

Sobre o afastamento da PGR Joana Marques Vidal, eis algumas das frases proferidas por Passos Coelho.

Frases que numa situação normal, deveriam ter sido proferidas era por Rui Rio, e algumas até Marcelo, mas bem pelo contrário, um calou-se e andou a fazer o papel de idiota útil, e sempre que abriu a boca foi só para dizer patetices, bacoradas, e idiotices, inconsequentes, e o outro, não só esteve metido no lamaçal, como nele tem andado a chafurdar, até à raiz dos cabelos.

“não houve a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”;

“sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”;

“assisti sem surpresa” (ao seu afastamento e a todo o processo);

“a defesa de um mandato único e longo é uma falácia para justificar a decisão”;

“a Constituição não contém tal preceito”;

“desempenhou o seu mandato com total independência, sem que ninguém de boa fé possa lançar a suspeição de que tenha feito por agradar a quem tinha o poder de a reconduzir”;

“exerceu o seu mandato com resultados que me atrevo a considerar de singularmente relevantes na nossa história democrática”;

“Não era a mim que deveria ter cabido a acção de defesa e reconhecimento de que é inteiramente merecedora”;

“menos compreensível é que quem pode e deve ser consequente nesse reconhecimento não esteja interessado em fazê-lo”;

Grande Passos Coelho, até ausente, continuas a demonstrar possuir os valores, a espinha dorsal, a frontalidade, e a dar lições de honestidade, integridade, seriedade, que fizeram e fazem de ti um Senhor.

Caro Passos Coelho, como em tempos disse um pacóvio patético idiota que de vez em quando aparece por aí, deste um “enorme banho de ética” a toda esta corja a que estamos entregues. Inclusive ao gajo que nos prometeu esses tais banhos de ética.

Rui Mendes Ferreira

Não há pão? Comam brioches

Não há bens para comer, nem dinheiro para os comprar? Poupem, e comprem ouro”. Eis numa linha só, o que esta semana Nicolas Maduro basicamente aconselhou o seu povo a fazer.

Segundo reza a história, (ainda que não tenha sido possível comprovar a sua veracidade) ou talvez seja só uma lenda, em tempos idos lá pela França, existiu uma sra. que enquanto o seu povo se queixava da falta de pão, e morriam milhões à fome, ela aconselhava-os a comer brioches.

Com milhões de venezuelanos a morrer de fome, uma inflação superior a 10.000%, com um salário médio inferior a 40 euros mensais, com uma economia que já praticamente nada produz, e onde já não existem sequer bens de primeira necessidade, com um salário mínimo que equivale a terem que trabalhar um mês para conseguir comprar 6 kilos de arroz, Maduro, esse “Grande Líder Timoneiro ” do povo venezuelano, veio dizer ao seu povo para pouparem dinheiro para comprarem ouro.

A dita sra. francesa, acabou (e sim esta parte é absolutamente verdade) com com a cabeça cortada, às mãos do seu próprio povo, e há quem diga, que os seus executores, por lembrança das suas famosas palavras, fizeram questão de lhe enfiar uns brioches pela goela abaixo, antes de lhe darem o merecido fim.

Já Nicolas Maduro, não sei qual irá ser o seu fim, ainda que, suspeito, também não irá ser nada simpático, mas quando esse dia chegar, espero que o povo lhe conceda como última refeição, umas barras de ouro enfiadas pelas goelas abaixo, pois enfiar-lhe pão e brioches, com um povo onde milhões passam fome e onde milhares morrem de fome, seria um enorme desperdício.

Rui Mendes Ferreira( Sigam o Rui no facebook)

De quem é a culpa, afinal?

Sobre a divisão que supostamente Santana Lopes estará a criar dentro do PSD, no seu eleitorado e o suposto “enfraquecimento” da direita devido à dispersão do eleitorado. Começam já a aparecer algumas vozes, a alegar que Santana Lopes para além de está a trair o seu ex partido, será o causador de uma eventual e enorme derrota eleitoral de Rui Rio e deste PSD, e acima de tudo o responsável pelo enfraquecimento do grupo parlamentar de Direita, pois com método de Hondt, uma maior dispersão e fragmentação do eleitorado de direita, irá obrigatoriamente resultar em menos deputados eleitos pela direita, e mais deputados eleitos pelo PS e restantes partidos de esquerda. Mas será isso culpa de Santana Lopes? Vamos analisar por partes. Santana tem alguma pistola apontada às cabeças dos eleitores a obrigá-los a votar nele? Não tem. Ora se alguém escolher votar em Santana, é porque não quer votar em Rio. Então se um eleitor escolhe não querer votar em Rui Rio de quem é a culpa afinal?

É assim simples simples. Será também que quem não quer votar em Costa, tem como única opção e obrigação ter votar em Rio? E sem Santana iria votar em Rui Rio? Então e o CDS não existe como opção? E todos os restantes partidos como o PCP, o BE, o PNR, não todos eles uma alternativa para quem não quer votar em Costa? E a abstenção daqueles que não querendo votar em Rui Rio e sem Santana como mais uma opção iriam ficar em casa? Só Rui Rio pode ter o direito de se arrogar como alternativa a receber os votos de quem não quer o Costa? Mas então Rui Rio e este novo PSD não dizem ser de Centro Esquerda, e até mesmo de Esquerda, e não têm feito questão de dizer ao eleitorado que nada querem com políticas de direita? Não tem sido Rui Rio e a sua equipa que têm andado a vilipendiar e diabolizado as politicas do governo de Passos Coelho acusando-o de serem de direita? Então se assim é, porque querem agora Rui Rio e este seu PSD receber os votos da direita? Porque querem os votos de quem eventualmente se possam identificar mais com Santana Lopes e as suas propostas? Não tem Rui Rio andado a fazer questão de descartar os eleitores de direita, com a sua colagem à esquerda e não tem tudo feito para namorar e agradar aos lindos olhos do eleitorado de esquerda e do Centro Esquerda? Então querem ir namorar umas novas noivas, mas querem em simultâneo manterem-se casados com as habituais?

Quer Rui Rio e este PSD ir para a cama com todos e viver em feliz concubinato com ambos os lados? Caro Rui Rio, olha que concubinato, relações “abertas” e bigamias, não são coisas com que a generalidade do eleitor de centro direita e direita, sejam apreciadores. Isso são coisas mais típicas lá daquelas maltas das esquerdas. Não me parece que o eleitorado de Centro Direita e Direita esteja disposto a tal. E se não está, a culpa é de quem? Do Santana? Tudo indica que muitos dos eleitores de direita que andam há 44 anos a votar no PSD por falta de outras opções, e a fecharem os olhos ou resignados a algum desse concubinato, mas que sempre se sentiram defraudados pelo PSD, desta vez não estão para aí virados. E se não estão, a culpa é de quem? Do Santana? Se no passado muitos destes estes eleitores com outris lideres no PSD fecharam os olhos, e agora com Rui Rio e com este PSD não o querem fazer, de quem é a culpa? Do Santana Lopes? Se uma grande parte deste eleitorado de direita, nada quer com Rui Rio nem com este PSD, e decidiu finalmente deixar de votar PSD, isso deve-se a alguém, e esse alguém é seguramente Rui Rio e não porque existe um eventual partido de Santana Lopes.

Não meus caros, Santana Lopes não vai roubar nenhum eleitorado a Rui Rio, pois não se pode roubar algo que ele nunca teve, nem nunca conseguiu conquistar nem sequer cativar. Santana irá receber muitos votos que não serão votos em Santana, mas sim que serão votos de protesto contra Rui Rio e este actual PSD. Ora de quem é a culpa de Rui Rio não conseguir estancar esse voto de protesto? De não conseguir unir o eleitorado do partido na sua figura, nas suas propostas, na sua equipa? Será do Santana? De quem é a culpa de poder vir a existir muito voto de dentro do seu próprio partido, que irão optar por votar noutros candidatos, para tentarem por essa via gerar um movimento de revolta que conduza a uma profunda limpeza dentro do PSD, a começar por correrem com Rui Rio e toda a sua entourage? Será este latente sentimento de revolta, culpa do Santana? Santana Santana irá recolher alguns votos de eleitores que de facto se identificam mas a maioria serão muitos votos que já estavam perdidos para o CDS, e estou convicto que até alguns votos do proprio CDS irá conseguir captar.

Serão muitos os votos no Santana daqueles que já há muito que tinham decidido que jamais iriam votar neste PSD de Rui Rio. E também bem possível que consiga ir captar muitos votos da abstenção. Tudo votos que Rui Rio não iria ter, houvesse ou não o Santana. Começar a ver Rui Rio e as suas hostes a tentarem atirar para cima de outros as culpas das suas incompetências e os resultados do que têm andado a semear, é uma atitude e um procedimento que é habitual e típico de socialistas e comunas. Mas como este “novo” PSD pelos vistos virou à esquerda, é natural que  comece a adoptar alguns dos tiques típicos das esquerdas. O que não podem esperar é poder ter o melhor dos dois mundos: os vícios das esquerdas, e os votos dos eleitores da direita.

Esqueçam pois esses tempos com Santana ou sem Santana, não os vão ter mais. Não voltam mais. Ou pelo menos não voltarão até que no PSD esteja Rui Rio e uma grande parte das gentes que o acompanham. Nada do que já está a acontecer ao PSD, mais tudo aquilo que ainda irá acontecer, até às próximas eleições, e depois das eleições, se deve à existência de Santana. Santana só apareceu porque alguém criou o espaço para ele aparecer e alguém deixou vago o espaço que ele irá tentar ocupar. A culpa pois, está do lado de quem deixa espaço vago, e não de quem aparece para o ocupar. Mas então de quem é a culpa do que está a acontecer e de tudo do que aí vem? Minha não é com toda a certeza, mas farei questão que os culpados paguem por isso, ao não lhes dar o meu voto.

E como eu, tudo cada vez mais indica que irão ser umas centenas de milhares de eleitores de centro direita e direita a fazer o mesmo. Quer-me pois parecer, que começa a ser cada vez mais óbvio que com Santana ou sem Santana, o problema da existência de uma credível, convincente e qualitativa alternativa a Costa, e o real problema de Rui Rio e deste PSD afinal está é no próprio Rui Rio e neste seu PSD, e na equipa do qual se rodeou, não em Santana. Digo eu. E estou convicto que muitos dos eleitores de centro direita e direita,  o irão dizer na altura própria.

Rui Mendes Ferreira( Sigam o Rui no facebook)

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Carta aberta aos Bombeiros Voluntários da Nação

Caros bombeiros voluntários da nação, tenho a dizer-vos que sois uma cambada de “piegas”. Ora queixam-se, que dormem no chão, ora queixam-se que são mal pagos, ora queixam-se que até o pouco que deviam receber que muitas nem isso é pago, ora queixam-se que não têm equipamentos individuais de protecção, ora queixam-se que não têm verbas para comprar o combustível para sair para o terreno com as viaturas. ora dizem que as viaturas são velhas e estão avariadas e depois queixam-se também que não têm dinheiro para a mandar consertar, e como se não bastasse, agora também já se queixam que não vos dão comida, que vos deixam passar fome, ou que não vos servem comida em quantidade nem em qualidade aceitável. Dizem que só vos deram pães com manteiga.

Não tarda ainda começam a exigir Nutella ou umas fatias de mortadela. Caprichos, é o que é. Já só faltou dizer que aqueles bombeiros que deixaram cair o pão no chão com o lado da manteiga virado para baixo, que também foi culpa dos governantes. Foi precisamente a precaver essas eventualidades é que vos foi eram dadas dois pães. Mas o que é que vocês querem afinal? Não me digam que agora também querem ter acesso ao cardápio do restaurante da AR, ou uma frota de viaturas como as do Conselho de Ministros, Secretário de Estado, adjuntos e assessores, em aluguer operacional, com cartão de combustível, manutenção, viatura de substituição, seguros, selo, e pneus incluídos? Ou será que também querem ser remunerados como assessores do camarada Robles, ou receberem subsídios de deslocações como os do camarada César? Ou terem cartões de crédito e irem gastar à fartazana no Solar dos Presuntos, ou no Gabrinus, como os nossos servidores públicos, eleitos ou de nomeação? Não me digam que também querem ter camas de campanha em caravanas com casa de banho e chuveiro privativo e ar condicionado, como aquelas da malta do comando da protecção Civil? Caros bombeiros, deixem de ser egoístas e parem de se comportar como prima donas. Então não sabem que o país não tem dinheiro para andar assim a esbanjar e a alimentar os vossos caprichos? Além disso agora temos que poupar mais uns cobres para pagar o milhão das obras na residência do camarada Costa, vosso Primeiro Ministro. E se a maior parte da malta aguenta, ser roubada, confiscada, escravizada, parasitada e maltratada, não se entende como é que vocês também ainda aprenderam a aguentar.

Olhem o que vos digo caros bombeiros, é que sois todos uma grande cambada de invejosos que estão sempre a cobiçar as condições e o bem estar alheio, que tanto trabalhinho e esforço deu a arranjar, aos comensais da AR, aos frequentadores do Conselho de Ministros, aos assessores de todos os Robles da nação, aos boys da Protecção Civil e a todos os demais boys de muitos outros Jobs. E o momento agora é de alegria e celebração. Não queriam agora vir estragar, com as vossa queixinhas, lamurias exigências e invejas esta época de enormes e reconhecidos sucessos. Se não querem fazer um esforço pelo bem da nação, ao menos façam-no para bem dos que governam a nação, e para benefício dos muitos que a parasitam. Vejam se deixam de uma vez por todas de se comportar como uma cambada de meninos mimados e piegas, pois o país começa a ficar sem paciência para as vossas lamurias.

Se continuarem a insistir nesse vosso modo reclamante e queixoso, qualquer dia dispensamos os vossos serviços no combater incêndios, ou em qualquer outra missão para ajudar a malta. Felizmente que temos todos aqueles gajos com aqueles coletes todos giros da Protecção Civil, e também temos o Cabrita, o Costa e o Marcelo. Gente valiosa e indispensável, e dos quais nunca lhes ouvimos um lamurio, uma reclamação, uma queixa,. Destes só temos recebido humilde espírito de missão, sacrifícios e abnegação. O que seria de nós sem estes? Caros bombeiros, ponham os vossos olhos nestes abnegados e sacrificados servidores públicos, que em cima mencionei, copiem os seus “bons exemplos” e por favor, de uma vez por todas, parem de reclamar e de serem piegas. Irra!!!

 

Rui Mendes Ferreira

Miséria e Pobreza por Livre Opção.

Foi hoje oficialmente declarado que 90% do povo venezuelano, já se encontra a viver em extrema pobreza.

E ainda dizem que o socialismo não funciona, e não consegue promover sociedades repletas de “igualdade”.

E só não são 100% a viver na miséria e na pobreza, porque como é habitual nos regimes socialistas, os restantes 10%, são os que pertencem às nomenclaturas, são as elites do partido que governa, são as clientelas dos privilegiados pelo regime, e são os capachos a soldo destes, (polícias, juízes e militares, sindicalistas) que são bem pagos para dar cobertura e protegerem a manutenção do regime.

Curiosamente, ou talvez não, as nomenclaturas socialistas, conseguem sempre o milagre económico de enriquecer pessoalmente, enquanto o restante povo empobrece, mesmo em países miseráveis e com economias a definhar.

O que vem refutar em absoluto a teoria de que os socialistas não conseguem gerar riqueza nem enriquecimento. Conseguem gerar riqueza sim. Ainda que não para os povos que governam, e que neles votam, pelos menos para si e para os seus não há dúvidas que conseguem.

No entanto, convém mencionar que o regime socialista da Venezuela, foi uma livre escolha do povo venezuelano. E os socialistas só estão a cumprir o que prometeram: acabar com os ricos e com as desigualdades.

Seja na riqueza ou na miséria, igualdade é igualdade, e eles tb não disserem que género de igualdade seria produzida.

E os venezuelanos também não foram enganados, pois os seus socialistas só estão a dar ao povo, aquilo que todos os socialistas pelo mundo fora, deram a todos os outros povos onde governaram.

Mas então como é que se explica que sendo do conhecimento público os resultados do socialismo, e o seu extenso histórico de exemplos, ainda assim, um povo caia no logro de eleger o socialismo para seu modelo de governação?

É de simples explicação. Basta ser um povo de preferência pouco letrado, pouco formado e pouco informado, com uma tendência natural para acharem que riqueza, e bem estar, são direitos e não deveres resultantes de trabalho árduo, e basta serem um povo com bastantes genes e influências latinas, onde geralmente impera o culto da inveja do sucesso dos outros, e da cobiça dos bens e da riqueza dos outros.

Reunidas estas condições, e este caldo cultural, basta prometer-lhes que com um regime socialista irão poder apoderar-se dos bens do seu vizinho, prometer-lhes que irão poder viver sem trabalhar, e por conta do dinheiro dos “ricos”, e que o Estado irá protege-los, tomar conta deles, assegurar todas as suas necessidades e preocupar-se com o seu bem estar, e é eleição garantida para qualquer partido socialista. Foi exactamente o que aconteceu na Venezuela.

Um país e um povo que detém as maiores reservas de petróleo do mundo, que possui terras férteis em abundância, onde num passado recente conseguiam produzir todo o alimento necessário para o seu povo, onde não existia fome, e viviam em paz e razoavelmente bem, e que numa década e meia se torna numa das economia mais disfuncionais, improdutivas, e numa sociedade com um povo com níveis de vida dos mais miseráveis do mundo, é pobre e miserável não por factores externos ou de conjuntura, mas sim porque escolheu querer ser pobre e miserável.

Os venezuelanos estão somente a colher o que andaram a semear. Têm o que merecem.

Portugal e os portugueses, também andam há 44 anos a escolher ser pobres e miseráveis, e também só estamos a colher o resultados das nossas opções e do que temos andado a semear.

Tal como o povo venezuelano, também adoptamos um regime de base socialista, que cultiva o confisco, a cleptocracia, a cobiça dos bens dos vizinhos, e a inveja de quem tenha sucesso.

Tal como o povo da Venezuela, tb escolhemos acreditar no caminho das promessas de que iríamos poder viver todos por conta do dinheiro dos “ricos”, sem ser necessário ter que trabalhar para tal. Escolhemos acreditar nas promessas de que doravante o Estado iria tomar conta de nós e dos nossos, que nos iria proteger de tudo e de todos os males, que nos iria assegurar todas as nossas necessidades e que não mais teríamos que nos preocupar com o nosso bem estar. E tudo isto, de forma gratuita, pois tb prometeram a muitos, que iriam ser “outros” que iriam pagar tudo isto.

Tal como na Venezuela. o resultado por cá, foi um regime de elites cleptocráticas, que a coberto de um Estado opressor, controlador, confiscador, servem-se, protegem-se a si e aos seus, ao invés de servir e proteger os que o pagam e alimentam, conseguindo escravizar e controlar todo um povo, mantendo-o na dependência do estado e da vontade dos governantes, através da muita miséria, atraso e pobreza.

Tal como o povo venezuelano, temos o que merecemos.

Rui Mendes Ferreira

O Triunfo Dos Porcos

De tragédia de excepção que confirmava a regra durante 7 dias (Costa dixit) a uma grande vitória em 24 horas (Cabrita dixit)

Pelo meio, o maior incêndio de toda a Europa, que deixa um balanço de completa destruição de 27 mil hectares de floresta e exploração agrícola, completamente reduzidos a cinzas, mais de 60 habitações destruídas, mais de 100 pessoas desalojadas, mais de 40 viaturas incendiadas, mais de 80 feridos, dos quais 34 com gravidade, e mais de uma centena de animais domésticos carbonizados, centenas de milhões de euros de danos e prejuízos, que levarão em alguns casos, dezenas de anos para poderem ser recuperados.

Mas segundo o ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, foi uma grande vitória, pois podia ter sido pior.

Desta vez temos que lhe dar razão, pois de facto podia ter sido pior.

Podiam ter ardido 28 mil hectares, 61 habitações, 101 desalojados, 41 viaturas carbonizadas, 81 feridos dos quais 35 com gravidade várias centenas de animais domésticos carbonizados e podiam ter sido milhares de milhões de euros de danos e prejuízos.

Piegas estes portugueses. Sempre a queixarem-se e sempre a exigir soluções, eficiência e eficácia aos governantes e aos serviços do Estado, como se isso lá fossem coisas que pudessem ser exigidas ao Estado, a políticos e governantes.

Uma grande vitória de facto, da hipocrisia, da incompetência, do embuste, da falácia, da mentira, da mais asquerosa e vil desenvergonhada falta de vergonha.

Ou como escreveu George Orwell na sua obra “O Triunfo dos Porcos”: todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros”, e também em Monchique, uma vez mais, triunfaram os porcos.

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Ministro Cabrita

Robles, o Comunistinha feliz

Este episódio das mais valias milionárias resultantes de especulação imobiliária, processo e conceito contra o qual o Robles é um dos maiores opositores, é só mais um episódio, entre vastos e recorrentes exemplos da hipocrisia e falta de vergonha reinante, padrão e modelo pela qual esta gente vive.

Estou convicto, que se investigarem bem todos os Robles deste nosso país, muitos outros exemplos de faraónico oportunismo, de hipocrisia, de embuste, falácia, mentira, contradição, incoerência, e falta de vergonha, irão ser descobertos.

Ainda vão descobrir que o camarada Robles é mais um dos que fala contra o sector privado, e pretende impor o sector público a todos os demais, mas que depois também recorre aos serviços de saúde do sector privado, para fugir à miséria dos serviços do sector público.

Idas essas ao sector privado, pagas pelos contribuintes, claro está.

É que o camarada Robles, é na prática, só mais um exemplo do que é um comunista feliz.

Comunista feliz, é aquele que defende o comunismo na casa e na carteira dos outros. Nunca na casa deles nem nas suas carteiras.

Comunista feliz, é aquele que vive em país democráctico, e livre, onde pode exigir a todos os outros, aquilo que ele mesmo recusa dar aos outros, sempre que tenha o poder.

Comunista feliz, é aquele que vive num regime que lhe permite defender livremente a imposição do seu modelo de vida a outros, enquanto ele mesmo é livre de poder viver pelo modelo contrário ao que pretende impor aos outros.

Comunista feliz, é aquele desfruta livremente dos prazeres que só uma economia de mercado livre, liberal e capitalista conseguem proporcionar, enquanto luta precisamente contra esse mesmo mercado livre, contra esse liberalismo, e contra esse capitalismo.

Comunista feliz, é aquele que pensa como Marx, que governa como Estaline, mas que vive como Rockefeller. É aquele que não vive como um comunista, nem vive num país comunista,

Comunista feliz, é aquele que vive num regime que lhe permita acumular bens e capital, que serão só dele, enquanto que ao mesmo tempo consegue mandar no dinheiro e bens dos outros, consegue parasitar o dinheiro dos outros, consegue viver à pala de outros, ou por conta dos contribuintes.

O camarada Robles, é comprovadamente, um comunista feliz.

Rui Mendes Ferreira