Mário Centeno: A verdade da mentira

Uma análise as contas e ao deficit de 2018:

A maior carga fiscal de sempre, a maior receita fiscal de sempre, a menor despesa de investimento público de sempre, as maiores cativações de sempre, a maior dívida pública de sempre.

Analisemos pois os seguintes números:

Em 2018 o PIB subiu 2,2% o que corresponde a 4,4 mil milhões de euros, mas a receita fiscal subiu 6,4%, o que corresponde a perto de 4,6 mil milhões de euros.

Ou seja a colecta fiscal em termos percentuais cresceu quase o triplo (300% mais) que o crescimento percentual da economia, e em termos nominais a receita fiscal superou em quase mais 200 milhões que toda a riqueza adicional gerada em 2018 face a 2017.

Notem bem como a dimensão do aumento da colecta fiscal, absorveu a totalidade do adicional de riqueza criada em 2018, face a 2017, e ainda mais quase 200 milhões, ou seja, tudo o que os trabalhadores e as empresas do sector privado conseguiram produzir e ganhar a mais em 2018, foi basicamente confiscado pelo Estado,

No entanto, mesmo com todo este aumento da receita em 2018, na ordem dos 4,6 mil milhões, ainda assim continuamos a ter contas públicas negativas na ordem de 800 a 1000 milhões de euros.

O déficit público em 2017 foi de mais ou menos 0,9% do PIB, que significa algo na ordem de +/- 1,8 mil milhões de euros, Em 2018 terá sido de 0,4% a 0,5%, que significa algo na ordem dos 800 a mil milhões de euros. Ora assim sendo, em 2018, e face a 2017, só reduziram o défict 0,5% a 0,4%, que representa um valor nominal entre mil a 800 milhões euros.
A dívida pública acumulada cresceu no mínimo mais 1,2 mil milhões.E tudo isto, após a receita dos impostos ter sido 4,6 mil milhões superior em 2018, comparativamente a 2017.

Isto significa, que dos 4,6 mil milhões resultantes do aumento da cobrança de impostos, exceptuando 800 milhões, nada mais foi utilizado para fazer diminuir o deficit e rigorosamente nada foi utilizado para abater na dívida, que, repito, continuou a crescer.

Sim perceberam bem, mesmo com a receita a aumentar 4,6 mil milhões de euros, o déficit só diminuiu 800 milhões de euros, e a dívida pública cresceu 1,2 mil milhões.

Acresce ainda que a receita pública de 2018 foi inflacionada com receitas extraordinárias de quase 500 milhões de “dividendos” do Banco de Portugal, que mais não são que ajudas indirectas e em certa medida “artificiais”, dadas pelo BCE.

Do lado da despesa, também o efeito da política monetária do BCE produziu benefícios, pela redução das taxas de juros, que gerou uma poupança de algumas centenas de milhões de euros na factura dos juros da nossa dívida pública.

Ambas as situações, os dividendos do BdP e a significativa redução dos juros de dívida, terá representado um contributo positivo na ordem dos 800 milhões de euros, ou 0,4% do PIB.

No entanto, são ambas unicamente resultantes da política monetária e das ajudas do BCE, que são temporárias, e que tenderão a ser descontinuadas. Não são pois medidas nem efeitos estruturais, consolidados e permanentes.

Verifica-se assim, que a redução do défict em 2018, foi muitíssimo pequena, e até essa pouca redução, de meros 800 milhões de euros, foi toda ela realizada com o efeito das medidas de política monetária do BCE, que como em cima expliquei, são temporárias e de carácter extraordinário.

Por serem benefícios de carácter extraordinário e temporários, devia-se ter optado por uma gestão mais prudente, e os recursos daí resultantes deveriam ter sido canalizadas para abater na dívida pública, ou então deviam ter sido colocadas de lado como reserva, para reforço da chamada “almofada financeira”, para fazer frente a futuros períodos de eventuais abrandamentos ou mesmo recessões.

Dos 4,6 mil milhões resultantes do aumento da receita fiscal, nada foi utilizado para fazer baixar o deficit, e muito menos para pagar o que fosse na dívida pública acumulada.

Mas então se as receitas cresceram 4,6 mil milhões e o deficit somente regrediu 800 milhões, e essa redução foi toda ela conseguida por recurso a medidas e receitas e poupanças extraordinárias que pela sua natureza podem não ser repetíveis, e nada foi reduzido através das receitas dos impostos, para onde foram os 4,6 mil milhões de impostos cobrados adicionalmente em 2018?

A resposta é simples: toda a receita fiscal adicional de 2018, foi toda ela gasta em mais aumentos das despesas do Estado,

Os custos das 35 horas semanais, a entrada de mais 45 mil funcionários no quadro da função pública, descongelamento das carreiras e promoções automáticas, aumentos salariais generalizados, descongelamentos e aumentos extraordinários das pensões, aumentos das pensões mais elevadas, sendo que a esmagadora maioria destas pensões pertencem à CGA (reformados do sector público).

Tudo despesas maioritariamente fixas, que mais tarde em caso de abrandamento das economias ou mesmo durante uma eventual recessão, em que a receita fiscal deixe de crescer ou até diminua, não podem nem ser revertidas nem diminuídas.

Ora com aumentos de despesas que depois não podem ser revertidas ou diminuídas, em caso de abrandamento da economia, ficamos uma vez mais obrigados a ter que recorrer a mais aumentos de impostos, sobre os aumentos já existentes, a cortes brutais no investimento público, e a cortes nos serviços públicos. Ou é isso, ou então teremos o regresso de mais deficits, mais dívida, e maior factura de juros.

Temos pois, que apesar de todo o brutal aumento da colecta fiscal, o governo optou por manter um modelo de governação, que foi de continuarmos a comer faustosamente e acima das possibilidades da nossa economia, e a deixar a conta da refeição para os nosso filhos, netos e demais seguintes gerações pagarem.

Modelo este, que já nos conduziu a 3 falências em pouco mais de 30 anos, e que é o responsável por termos uma das maiores dívidas públicas do mundo.

2018, continuou a ser mais um ano de “chapa ganha, chapa totalmente gasta” e não isso chegou, pois ainda tivemos que ir pedir emprestado mais 1,2 mil milhões.

O que já deveria ter sido um ano de acumulação de alguma poupança (excedentes) foi um ano de abastada gastança nas despesas fixas do Estado, Mais um, a juntar ao de 2016 e 17.

Sejamos pois muito pragmáticos na análise à situação fiscal: esta carga fiscal recorde, com este modelo de governação, não só veio para ficar, como há é uma elevada probabilidade de que venha a ser ainda mais aumentada.

Até que não haja uma diminuição nas despesas fixas do Estado, e até que os governos continuem a aumentar os gastos do Estado a um ritmo percentual acima do crescimento da economia, (e só em 2018 a despesa aumentou ao ritmo do dobro do PIB) não haverá nunca receita fiscal suficiente para satisfazer a voracidade do Estado, e muito menos haverá alguma folga para termos uma diminuição dos impostos.

Com a insistência nestes modelos de governação, a previsão será pois de mais aumentos da carga fiscal, e jamais a sua redução ou estabilização.

Quanto à dívida pública, contrariamente ao que o governo alega, ela não só não diminuiu, como apresentou um aumento face a 2017. Até que exista déficit nas contas públicas, a dívida pública forçosamente continuará sempre a aumentar

A tranche da dívida que foi paga ao FMI, que foi na altura muito propagandeada, foi toda ela paga com recurso a nova dívida. Fomos pedir dinheiro emprestado a uns, para pagar a outros. Ou seja, na realidade só mudamos foi de credores.

O que registou alguma ligeira diminuição, muito ligeira mesmo e muito abaixo do objectivo de Bruxelas e do que já seria necessário ter sido feito, foi o peso relativo da dívida, em termos percentuais, face à nossa economia (PIB).

O valor nominal da dívida, ou seja o montante que realmente estamos a dever, esse aumentar em 2018. e de acordo com o Orçamento de Estado para 2019 irá continuar a aumentar.

Em resumo, os saldos das contas em 2018 ficaram só ligeiramente melhores que em 2017, apesar do brutal aumento das receitas fiscais.

Tal melhoria, curta, foi conseguido de forma errada, por recurso a uma série de medidas e “habilidades”, sendo umas de efeitos temporários e outras que posteriormente tendem a produzir efeitos nefastos sobre a economia e sobre as contas públicas.

Uma vez mais, uma política com opções unicamente viradas para o momento, de muito curto prazo, ignorando totalmente as consequências negativas que irão causar a curto e a médio prazo.

Cativações, atrasos de pagamentos a fornecedores. e atrasos nas atribuições e nos pagamentos das reformas a novos pensionistas, receitas extraordinárias não recorrentes, etc etc foram as medidas não sustentáveis a médio ou mesmo a curto prazo, a que o governo recorreu para fazer diminuir o valor do défict.

No entanto, devido ao brutal aumento da despesa fixa, muito para além do razoável e do que seria prudente, as contas públicas estão no fio da navalha, de tal forma que ao menor percalço, corremos o risco de descambar uma vez mais para uma situação de beira do abismo.

Temos assim, que o menor déficit de sempre no pós 25 de Abril, em função do crescimento económico e das receitas fiscais conseguidas, devia era já ter sido um excedente, na ordem de 1% a 2% do PIB.

Excedente esse que deveríamos ter mantido ao longo de todo este ciclo económico positivo para depois ter espaço de manobra orçamental para fazer frente a futuras inversões de ciclo, e sem ser necessário recorrer a medidas drásticas nem sofremos grandes apertos.

Nestes tempos de crescimento das economias, devíamos já estar a obter excedentes, (poupança) que depois seriam utilizados em tempos de recessão, (despesa) financiando eventuais deficits sem ser necessário recorrer a crédito externo nem a aumento de dívida.

Este resultado de 2018, é pois é muito curto, e deve ser considerado uma oportunidade perdida. Mais uma.

E o pior é que foi conseguido por meios e políticas erradas, revelador de um modelo de governação que está unicamente focado no imediato, como tem sido apanágio de quase todos os nossos governos desde 74, nada preocupados com o futuro nem em assegurar uma situação estável e sustentável.

Estamos novamente a ser governados por objectivos de puro eleitoralismo, e continuaram a varrer algum do lixo para debaixo do tapete, e só não têm varrido muito mais porque a UE está hoje em dia um pouco mais atenta e exigente.

Continuaram a fazer de conta que já não há lixo na casa para ser limpo, e continuaram a empurrar para frente com a barriga, enormes problemas que estão por resolver, mas que um dia, a bem ou a mal, vão ter que ser resolvidos. Quanto mais tarde maiores e mais duros serão os custos, do que os que teríamos se fossem hoje enfrentados.

Resumindo, as contas de 2018 estão assentes numa linha muito fina e ténue entre o quase equilíbrio e em simultâneo o regresso aos deficits excessivos. Dada à forma como tem sido feita esta redução do deficit quase que podemos dizer que estão presas por “arames”.

Repito, face ao ciclo económico que atingiu o seu pico em 2018 e que já entrou claramente em abrandamento em 2019, e face à enorme receita fiscal obtida em 2018, as contas públicas já deveriam ter apresentado um robusto excedente, e nunca uma situação de deficit, por mais pequeno que nos digam que foi.

Com um mais que certo abrandamento da economia, já previsto para 2019 e anos seguintes, se a receita fiscal regredir, ou começar a crescer menos que o crescimento da economia, e com este modelo de enorme e permanente crescimento da despesa pública, e com a impossibilidade de poderem cortar ou reverter os aumentos das despesas fixas que andaram a fazer em 2016/17/18, facilmente regressaremos aos tempos de défices excessivos, e por conseguinte mais dívida, e teremos mais impostos, mais cativações, mais cortes no investimento, que foi já reduzido a níveis nunca antes vistos, e mais deterioração na quantidade e na qualidade dos serviços públicos.

Assim, para 2019 preparem-se para mais um ano onde iremos ter que pagar mais impostos, ainda mais, e em troca iremos continuar a receber menos e piores serviços públicos.

Sendo 2019 ano de eleições vai ser também mais um ano de abastança para as habituais clientelas do regime, a serem mais uma vez, generosamente recompensados, pela lealdade do seu voto, mas onde tudo o que estes irão receber, será depois retirado. em dobro, aos restantes portugueses. Os tais restantes portugueses, que está convencionado pelo regime que estão obrigados a ter que sustentar os conhecidos sectores do privilégio e dos direitos adquiridos.

Claro que de tudo isto irá depois resultar uma factura para os mesmos de sempre pagarem, mas que, por questões eleitoralistas, só nos irão apresentar em 2020 e seguintes. Vai ser assim, limpinho, limpinho.
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E é isto. Tudo mais que vos digam de diferente, podem ter a certeza que estão a mentir-vos.

Rui Mendes Ferreira

Chamar os Bois pelos Nomes

Sobre Marcelo ter apelidado Arnaldo Matos de “ardente defensor da liberdade”, e que ficaria na memória de todos nós como tal.

Caro Marcelo, uma vez mais, estás do lado errado da história, e mais uma vez fazes questão de insultar e enxovalhar os valores e a memória de todos aqueles que após o 25 de Abril tiveram que andar a lutar contra a implantação de uma sanguinária ditadura de esquerda, e que são os que te elegeram.

Arnaldo Matos foi tudo menos um “ardente defensor da liberdade”. Se algo ele alguma vez ardentemente defendeu, foi precisamente o mais absoluto contrário da liberdade e dos valores democráticos.

Arnaldo Matos era um radical imbecil a roçar o psicopata, com um longo percurso político maoista, que se notabilizou pelo seu radicalismo esquerdopata! Um perigoso manipulador de massas, sem escrúpulos que não olhava a meios para atingir os fins, que se tivesse chegado ao poder, não haveria liberdade nem democracia para ninguém.

Arnaldo Matos era um assumido execrável aspirante a ditador sanguinário. Era um Hitler, um Estaline, um Mao, e um Pol Pot em potencial, que se tem tido acesso ao poder, à semelhança dos acima descritos, teria matado e mandado matar todos os que diferente dele pensassem, todos os seus opositores, e que só não o foi nem o fez de facto, porque a história simplesmente não lho permitiu.

Objectivo, desejo, vontade, de ser tudo isso, de emular todos esses, foi algo que esteve sempre presente ao longo de toda a vida e em toda a linha de pensamento e acção do Arnaldo.

Arnaldo Matos era um fascista, de esquerda, exemplo vivo de que fascismo e comunismo são somente duas faces de uma mesma moeda.

Todos sabemos quem foi de facto o Arnaldo, os valores que defendia, e o que ele teria sido se o tivessem deixado ser, pelo que alegar que o Arnaldo foi um “ardente defensor da liberdade” para além de ser uma completa idiotice, e uma descarada mentira, são também um exercício de enorme embuste, e hipocrisia. Uma inútil patética tentativa de branquear aquilo que foi efectivamente o Arnaldo.

Caro Marcelo, que adoptes postura e discurso muito pouco apropriado com o cargo de PR, e muitas vezes mais condizente até com um qualquer vulgar idiota, nada contra, pois cada um é como é, e em democracia e em liberdade temos que aceitar e respeitar as diferenças, mas agradeço que o faças só em teu nome, e que fales só por ti, não em nome de todos nós, e que  não pretendas arrastar-nos juntos contigo pelas vias da mediocridade que optaste trilhar.

Não caro Marcelo, o Arnaldo não foi um ardente defensor da liberdade e menos ainda da democracia, e não ficará na memória de todos nós como estando associada a tais lutas e a tais valores.

E assim sendo, não aceitaremos que nos trates insultuosamente como se fossemos todos mentecaptos e ignorantes, ainda que haja de facto nesta nação muita gente ignorante e mentecapta.

E  não aceitaremos que queiras fazer de todos nós uma cambada de imbecis, nem que gozes com a memória de todos aqueles que deram a sua vida a lutar contra os Arnaldos deste mundo.

Se o queres ser e fazer, então sê-o e fá-lo sozinho e somente em teu nome

Rui Mendes Ferreira

Cada artigo corresponde à opinião de cada colunista e não à linha editorial geral.

É isto o Socialismo, estúpido!

Oficialmente confirmado:
o socialismo é uma doença mental, do foro psiquiátrico.

Poderia ser motivo para nos rirmos, mas não é de todo, bem pelo contrário, deverá é ser é motivo de enorme preocupação, pois em Portugal, mais de 60% dos eleitores portugueses votam em partidos que apoiam e defendem directamente ou indirectamente exactamente as mesmas políticas que têm andado a ser implementadas na Venezuela por Chavez e Maduro.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, só renegam os miseráveis e catastróficos resultados do socialismo, mas paradoxalmente, não renegam o socialismo que conduz a tais resultados.

Os nossos partidos e eleitores de esquerda, defendem exactamente a implementação das mesmas políticas e as mesmas práticas que conduzem precisamente a tais resultados, mas alegando que por cá o resultado o resultado será diferente, para melhor pois claro, pois se na Venezuela correu mal, então era porque não tinham socialismo “verdadeiro”, como se alguma vez fosse possível que o resultado de tais políticas do tal “verdadeiro socialismo” fosse outro que não o da Venezuela.

Que ninguém duvide, que com a matriz do eleitorado nacional que Portugal tem actualmente, só não estamos há já alguns anos em situação idêntica à da Venezuela, porque a União Europeia tem de alguma forma, e em algumas áreas, actuado como um travão a essas políticas, e a esse trajecto.

Mas, repito, a vontade para seguirem o mesmo rumo implementando exactamente as mesmas políticas que foram adoptadas na Venezuela, é existente em mais de 60% do eleitorado português.

Convém não esquecer que se hoje o povo venezuelano está maioritariamente contra o actual governo e contra os resultados do socialismo, há uns anos atrás esteve maioritariamente com este governo e a favor da opção pela via do socialismo.

A situação actual da Venezuela, foi pois resultante de uma livre opção do povo venezuelano pois quer Chavez quer Maduro, no inicio foram eleitos e reeleitos em eleições livres e justas. Exactamente como por cá está a acontecer.

Não é preciso ir nascer num desses países da América do Sul, para se fazer parte de um povo facilmente manipulável e facilmente induzido a acreditar no embuste e na falácia do socialismo, nem para encontrarmos gente como Maduro, Lula, Dilma, Haddad, Fidel ou Chavez, e muitos outros do género, só para citar alguns.

Nós já nascemos num desses países, nós somos um desses países, nós temos por cá toda essa gente. Só que muitos de nós ainda não deram conta disso

Dá que pensar, não dá?

As vacas gordas acabaram Costa

António Costa criticou, muito recentemente, o Pacto Orçamental europeu onde o próprio diz que: ” O Pacto Orçamental europeu limita o crescimento económico“. Não camarada o “Pacto Orçamental” não limita o crescimento económico.

E uma das melhores provas, é que desde que Portugal entrou no euro, o país só conseguiu começar a crescer de forma estável, consecutiva e com alguns fundamentos económicos mais saudáveis, e só começou a diminuir a sua factura dos juros da dívida, desde que foi obrigado a meter as contas em ordem, desde que foi obrigado a eliminar de vez o deficit crónico nas contas públicas, e desde que foi obrigado a ter que reduzir o peso da dívida no PIB.

O que o Pacto Orçamental faz é limitar a acção a políticos e governantes parasitas idiotas e mentecaptos, no endividamento permanente, no descontrolo e no gasto e nas contas públicas, no esbulho e no desbarato de dinheiros públicos.
O que o Tratado Orçamental, tenta ser, é funcionar como barreira e alguma forma de protecção de um país e dos seus contribuintes e das seguintes gerações, de gente como tu.

Não meu caro camarada Costa, o Pacto Orçamental não limita nem prejudica o crescimento económico. Quem limita e prejudica o crescimento da economia, é gente como tu, são as políticas económicas que tu defendes, são as governações socialistas, são os corruptos e a corrupção orgânicas e endémica que tu e o teu partido socialista praticam, defendem e protegem.

E não, meu caro camarada Costa, o nacionalismo, a extrema direita e os populismos, também não estão em crescendo por causa do Tratado Orçamental. Bem pelo contrário. Tais surgimentos e crescimentos estão a acontecer, precisamente como resultado da existência de políticos como tu, das políticas que tu defendes e praticas, e como resultado das dezenas de anos de desgovernações socialistas por toda a Europa, e das vossas agendas que tu e os teus nos querem impor à força.

Não Costa o Tratado Orçamental, não tem absolutamente nada de errado nem está a mais, nem é responsável pelo que está a acontecer na Europa e na UE.

Quem está errado, quem faz parte dos que estão a dar cabo da Europa e da UE, quem está há mais, és tu e demais gente como tu.

Mas teria que congelar o inferno, para que um dia pudéssemos ver um socialista a assumir culpas ou responsabilidade das porcarias que fazem

Rui Mendes Ferreira

A Caloteira

O governo entregou a gestão do hospital de Braga e convencionou a prestação dos serviços de saúde decorrentes das obrigações do SNS a uma empresa privada.

A dita empresa privada não só cumpriu totalmente as suas obrigações contratuais como em muitas situações não previstas até as excedeu, e nunca se recusou a prestar serviços aos utentes. Vasos houve em que nem imputaram ao Estado custos adicionais

Entretanto o Estado simplesmente deixou de pagar à entidade gestora do hospital e prestadora dos serviços aos seus utentes, os tratamentos dos doentes com HIV e também com Hepatite e esclerose múltipla, alegando que não competia ao Estado o pagamento de tais custos, mas sim à entidade privada gestora do hospital..

A entidade privada gestora do hospital, contestou a recusa de pagamento por parte do Estado, mas apesar de não receber pelos internamentos, serviços e tratamentos prestados aos utentes, o hospital nunca recusou nenhum doente nem nunca deixou de prestar o devido auxílio e necessários tratamentos aos doentes portadores das doenças acima mencionadas.

Repito, o privado, em vez de parar com os tratamentos aos doentes com HIV – que são uma obrigação do SNS, não de uma empresa privada – continuou a prestar esses tratamentos, e como o Estado nem queria pagar, mas também não assumia a responsabilidade de passar a prestar tais serviços, a entidade privada viu-se obrigada a ter que recorrer para os tribunais.

Resultado: o Estado foi agora condenado a pagar aquilo que sempre teve obrigação de pagar, mas que nem queria pagar e igualmente não queria fazer.

Resumindo, para além de um Estado ladrão, temos  um Estado caloteiro, aldrabão e vigarista. Mas convém que seja esclarecido que um Estado não é uma entidade sem rosto. É sempre um Estado à semelhança de quem o lidera, conduz e governa.

Rui Mendes Ferreira

Estou farto de palhaços

Nas próximas eleições, os que votarem em Marcelo, será nisto que estarão a votar.

Os que optarem por votar novamente em Marcelo, não mais poderão dizer que se sentem enganados. Passam de eleitores que hoje se dizem supostamente enganados a eleitores apoiantes e coniventes. Não há mais desculpas. É assim simples, simples.

Desde que foi eleito, quantos polícias que foram violentamente atacados e feridos no desempenho da sua profissão, é que Marcelo visitou nos hospitais, num acto de apoio e defesa pública desses agentes de segurança e autoridade? Quantos

Quantos policias que morreram ou que foram assassinados durante o cumprimento do dever, é que Marcelo elogiou, comendou, prestou pública homenagem até hoje? Quantos?

Quantas famílias de policias que morreram ou que foram assassinados durante o cumprimento do dever, é que Marcelo já visitou, para prestar o seu respeito, condolências, dar um pouco de apoio institucional, moral, emocional, até hoje? Quantas?

Estou farto de palhaços e de palhaçadas, de embustes, de embusteiros, de hipocrisias, de hipócritas, de populistas que farisaicamente acusam outros de o serem, de autos de fé de populismo, de actos de cobardia, de rendidos e ajoelhados à ditadura das seitas do politicamente correcto, de gente que consegue dizer uma coisa num dia e no outro o seu contrário, de patéticos idiotas, de gente que vive da espuma do dia, do imediatismo, de cata ventos, de gente que se move pelo mediatismo e interesse do momento, de gente sem o mínimo de preocupação com efeitos a longo prazo, de gelatinas políticas, sem substância alguma, de inúteis, de inconsequentes, de gente que não assume responsabilidade de nada, de gente sem palavra, sem espinha dorsal, sem vergonha.

Caro Marcelo, definitivamente estou farto de ti. Fartinho.

Rui Mendes Ferreira

O Último Bordel do Regime

Agora que a UE e o BCE obrigaram a colocar um freio nos dentes da CGD, a PT que foi à vida, a EDP e a ANA em mãos estrangeiras, os CTT privatizados, e a CP e o Metro debaixo de um garrote financeiro imposto pelas exigências do cumprimento do tratado Orçamental, são cada vez menos as empresas que podem funcionar como albergues do regime.

Há no entanto uma, que apesar de todas as restrições, continua a aguentar, irredutível, cabendo-lhe cada vez mais o papel de empresa do regime, o bordel do regime: a RTP. Controlar Informação e os meios de seu acesso, é poder, e nenhum regime que se sustenta no controlo da populaça, se pode dar ao luxo de abrir mão desse poder.

Em 14 anos, foram retirados aos bolsos dos contribuintes portugueses 5 mil milhões de euros, para sustentar aquela que é actualmente uma das empresas públicas menos útil, menos necessária, e como tal, a mais parasitária da nação.

Um antro de lambe botas das nomenclaturas, uma prateleira de boys, “generais prussianos”, e avençados do regime.

Sobre a RTP, porque ainda existe esta empresa, o que vale, para que serve, a quem serve, porque a querem manter, e quem a quer manter, são matérias por demais conhecidas, e tão evidentes, pelo que não perderei tempo a abordar essas vertentes.

Porque estamos a falar de uma soma considerável de dinheiro público, dinheiro confiscado aos bolsos dos portugueses, irei simplesmente dar-vos alguns exemplos da grandeza que 5 mil milhões representam, e o que o país poderia ter realizado em 14 anos com esse dinheiro.

Cinco mil milhões, representam quase 3% do PIB médio desse período.

Cinco mil milhões teriam dado para construir, equipar e pagar na totalidade toda a despesa equivalente a 6 hospitais centrais como o novo hospital de Braga, que é a unidade de saúde mais moderna, mais eficiente, mais produtiva, e com os melhores indices de qualidade e satisfação dos utentes do país.

Cinco mil milhões, para a malta de Coimbra, de onde sou natural, dariam para construir o equivalente a 12 autoestradas entre Coimbra a Viseu, que eliminaria em definitivo o IP3, que é a estrada mais sinistrada e mortal do país, daria para construir mais uma serie de pontes sobre o Mondego, daria para construir o Metro de Superfície com ligação à Lousã, um novo palácio da justiça, daria para construir um enorme e moderno aeroporto internacional em Coimbra ou na Figueira da Foz, construir uma série de resorts com campos de golfe ao redor da Figueira da Foz e Coimbra, e transformar a zona numa área com turismo todo o ano. Daria para construir um enorme parque eólico ao longo de toda a costa da zona centro e tornar todo o pais totalmente independente de combustíveis fosseis, daria para alargar e construir uma nova e moderna zona industrial na Costa de Lavos, na margem sul do Mondego, construir um nó de acesso directo da zona industrial à A8 e construir uma linha de caminho de ferro de ligação directa ao parque industrial, e dali ao porto da Figueira da Foz, e em ligação a Espanha e a toda a Europa, e criar ali um enorme e atractivo pólo industrial de nível europeu com acesso directo a porto de mar, linha férrea e auto estradas, para dar emprego aos formandos do campus universitário de Coimbra, que actualmente são obrigados a abandonar a região, por inexistência de empresas e de postos de trabalho nas suas áreas de estudos. Daria para tudo isto, e ainda sobravam uns trocos para o Manel Machado, presidente da CM Coimbra, poder mandar lavar os contentores do lixo de vez em quando, limpar as ervas e reparar alguns dos buracos na calçada das ruas desta cidade.

Cinco mil milhões, daria para criar todo um sistema de aquedutos e transvazes captando a água que actualmente é desperdiçada para o atlântico, na foz do rio Minho e rio Douro, conduzido-a só até pela força da gravidade, para a barragem da Aguieira, dali para a barragem de Castelo de Bode, e dali para a Barragem do Alqueva, e do Alqueva para todas as restantes pequenas barragens do Alentejo e Algarve, e daria para criar um sistema de irrigação de TODO o sul do país,que passaria a poder utilizar todos os terrenos agrícolas em produtivas culturas de regadio, transformado o sul do pais numa potência de produção, e produtividade agrícola, e gerando criação de novas empresas de processamento de alimentos, mais exportações, mais postos de trabalho, e tornaria positiva a nossa balança alimentar, que é deficitária.

Cinco mil milhões daria para armazenar e aproveitar todos os os excedentes de agua que existem no norte do país, e que actualmente são totalmente desperdiçados para o Atlântico, e resolver em definitivo os problemas de falta de agua que o pais tem, durante o verão, e em particular nas zonas do sul.

Cinco mil milhões, dariam para construir 4 novos e moderníssimos aeroportos de Lisboa, e ainda sobrava dinheiro para a construção de uma ponte directa e uma auto estrada/avenida em viaduto, a ligar directamente o aeroporto ao Barreiro, Seixal, Almada, e Caparica e ainda sobravam uns trocos para construir um moderno cais no novo aeroporto do Montijo e para a Transtejo comprar uma grande frota de modernos e rapidíssimos “Jetfoil” para fazer a travessia entre o novo aeroporto e a praça do comercio, a zona da Expo, Belém e Cascais e Vila Franca de Xira..

Cinco mil milhões daria para a construção total de toda a rede nacional de TGV e para as linhas de ligação à Espanha e restante Europa, e dada as comparticipações a fundo perdido que a UE ofereceu para estas obras, dos tais cinco mil milhões, ainda sobrariam 1,5 mil milhões que dariam para construir 15 mil apartamentos de habitação de custos controlados em Lisboa, e comparticipar na reconstrução e recuperação de TODOS os imóveis degradados, devolutos, desocupados, ou com fachadas degradadas, em Lisboa, resolvendo em definitivo a totalmente o problema de habitação da capital, e tornando-a em simultâneo numa cidade esteticamente e visualmente limpa e com todos os seus imóveis conservados e de cara lavada

Cinco mil milhões, dariam para construir 300 novas alas de pediatria do Centro Hospitalar de São João, no Porto. A tal que o governo já anunciou por 5 vezes que iria construir, desde fins de 2015 até hoje.

Cinco mil milhões, dariam para, construir todos os complexos residenciais necessários, em todas as cidades com universidades e politécnicos, com 250 mil quartos individuais, e providenciar habitação de forma gratuita, ou a preços acessíveis, para TODOS os alunos que estão matriculados no ensino superior que se encontram estão deslocados das suas áreas de residência.

A aplicação dos 5 mil milhões de euros que a RTP torrou em 14 anos, na construção de 250 mil quartos/residências para estudantes do ensino superior, se fossem alugados a 300 euros mensais (ainda assim um valor abaixo dos valores que pagam aos privados e com melhores condições) iria gerar uma receita de 900 milhões de euros anuais, que após retirada a parte necessária para a manutenção e conservação dos edifícios dessas residências, a restante receita poderia ser toda canalizada para investir nas universidades, tornando ao fim de alguns anos, a nossa rede de universidades e politécnicos no que de melhor se encontraria no mundo, em instalações, em meios, em equipamentos, em laboratórios e centros de investigação a produzir conhecimento e formação de excelência.

Para além de resolver em definitivo o problema de habitação dos estudantes, tb teria criado centenas de milhares de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, e libertava para o mercado de arrendamento familiar, os imóveis privados que actualmente estão arrendados a preços proibitivos a estudantes, aumentado a oferta nesse segmento e fazendo por essa via baixar as rendas médias nesse mercado.

Cinco mil milhões, em conjunto com comparticipação das autarquias locais, teriam dado para construir mais de 250 mil habitações de qualidade por todo o país, assegurando em definitivo que hoje TODOS os portugueses teriam no mínimo um tecto condigno onde habitar, e a custos controlados. Teriam ainda por essa via, criado centenas de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, reduzindo o desemprego, e evitado que muitos milhares de portugueses tivessem emigrado.

Cinco mil milhões daria para criar um sistema de ensino obrigatório até ao 12º ano, com todos os livros, alimentação e transportes públicos totalmente gratuitos, assegurando que todos os portugueses, no mínimo, conseguissem estudar para obter um diploma com formação em alguma area técnica e profissional, com equivalência ao 12º ano de escolaridade, e subsequentes cursos médios de especialização em cooperação e em co financiamento comas empresas, criando a mão de obra mais bem formada, mais habilitada, mais especializada, de toda a União Europeia, o que nos tornaria no mercado de trabalho mais atractivo de toda a UE, em termos qualidade competências e capacidades da mão de obra.

Cinco mil milhões de euros, daria para pagar 17 vezes a totalidade de aquisição de novos comboios que a CP necessita, para poder servir condignamente todas as linhas que opera e todos os utentes dessas linhas. Sim, ouviu bem, daria para pagar 17 vezes TODOS os comboios necessários para servir o país.

Cinco mil milhões, teria dado para pagar 2,5 vezes a totalidade da dívida acumulada da CP, libertando definitivamente a empresa desses garrote financeiro, daria para construir linhas de ligações ferroviárias modernas a TODAS as capitais de distrito, comprar modernos comboios Alfas pendulares, e modernas composições regionais, para servir TODO o país.

Cinco mil milhões daria para ter coberto todo país com uma rede ferroviária, e com o que de mais moderno há no mundo. Daria para termos actualmente o melhor serviço, o mais moderno, e a mais eficiente empresa ferroviária de TODO O MUNDO.

Cinco mil milhões daria para construir mais 4 pontes a ligar Lisboa à margem sul, mais 2 pontes a ligar Porto a Gaia, outras tantas em Viana do Castelo sobre o Rio Minho, mais duas em Coimbra sobre o Mondego, uma a ligar directamente Setúbal à península de Tróia, e ainda sobrava dinheiro para modernizar e requalificar toda a zona das praias da serra da Arrábida, construindo uma bela e arborizada avenida em via dupla, criação de equipamentos, estacionamentos, acessos condignos, tudo com as mais modernas técnicas de desenho paisagístico, com construção, devidamente enquadrado com a paisagem e a natureza envolvente, com a criação de zonas para construção de resorts com unidades hoteleiras de topo, tornando aquela zona numa das mais atractivas e belas zonas turísticas de toda a Europa, enorme fonte de postos de trabalho e de receitas para a região e para o país.

Cinco mil milhões daria para retirar o porto de contentores de Lisboa e de Setúbal, e eliminado todo o tráfego de navios mercantes e altamente poluentes, do Tejo e no Sado, , requalificar toda a área ribeirinha da capital e de Setúbal, retirar toda a industria pesada e poluente da zona de Lisboa e de Setúbal, e transferir tudo para Sines, alargar e modernizar totalmente o porto de Sines, tornando-o num dos mais modernos, eficientes e movimentados portos comerciais da toda a Europa, construir uma moderna, totalmente equipada zona industrial, com os meios necessários para produção local de energia renovável, e oferecer terrenos e energia a custo zero às empresas, para atrair para Sines grandes empresas mundiais da industria química e da manufactura pesada, transformando Sines num dos maiores pólos industriais de toda a Europa, e ainda daria para terminar de construir uma ligação em auto estrada do porto de Sines até Espanha, e construir em paralelo uma linha de caminho de ferro exclusivamente dedicada a transporte de mercadorias e outra só de passageiros, ligando Sines directamente a Espanha e a toda a Europa.

Cinco mil milhões, teriam dado para todos estes projectos, e muitos mais, criando centenas de milhares de postos de trabalho, produtivos, utilizando esses dinheiros para criar projectos verdadeiramente estruturantes, criadores de riqueza, reprodutivos, criadores de bem estar, ao invés de terem sido gastos a alimentar uma das maiores inutilidades parasitárias do regime.

Estes são só alguns exemplos de projectos, que apresento como sugestão, como alternativa à RTP, mas existem muitos mais que seriam igualmente possíveis e bem mais úteis e necessários.

Cinco mil milhões, dariam para tudo isto, e muito, muito mais, e ainda sobravam uns trocos, mais que suficientes para fechar a RTP, despedir toda a corja parasitária que lá existe, pagar-lhes as habituais lautas indemnizações, e igualmente importante, é que tudo isto seria pago a pronto, sem ser necessário fazer aumentar a dívida pública. Para tal, bastaria somente desviar da RTP a Taxa de Audiovisual e todas as injecções de capital e transferências do OE que o Estado, vulgo contribuintes, andaram a fazer, ao longo dos últimos 14 anos, e canalizar esses montantes para os projectos que mencionei.

Se fechassem a RTP, continuaria a pagar de bom gosto a Taxa de Audiovisual, se me garantissem que tais receitas, poupanças e impostos fossem canalizados para os projectos que em cima mencionei, ou para outros similares, desde que fossem projectos verdadeiramente estruturantes, fomentadores de criação de riqueza e geradores de postos de trabalho sustentáveis.

Não me importarei de pagar impostos desde que bem aplicados. Importo-me sim, é de ver os nossos impostos, a serem mal gastos, e desbaratados em projectos e areas que nada produzem, nada acrescentam, nada valorizam, nada melhoram as vidas das populações, a não ser acrescentar despesa inútil ao país.

Governar e gerir, é tomar decisões e fazer opções, de alocação de meios que são finitos. É ter que definir prioridades, e escolher a quais dessas prioridades se dará resposta, e saber perceber o que é mais importante para uma empresa ou um país, naquele dado momento.

Nas minhas opções, a RTP jamais irá figurar numa listagem de prioridades, ou necessidades. A RTP já foi em tempos útil e necessárias, mas já não o é mais. As realidades alteram-se e evoluem, e não se pode ficar parado no tempo e permanecer agarrado ao passado. Mais ainda quando isso nos está a custar milhares de milhões de euros em impostos.

O país actualmente já não precisa da RTP para nada. Absolutamente nada. E muito menos “esta” RTP. E o que não falta são outras necessidades bem mais prementes, bem mais necessárias, mais mais úteis para as populações e para a nação.

E não me venham com a falácia do Serviço Público, pois a RTP não faz absolutamente nada que as estações privadas não estejam a fazer melhor, de forma mais eficiente, e bem mais barata para os contribuintes.

O melhor “Serviço Público” que um qualquer governo poderia prestar à nação, seria decretar o encerramento ou a privatização da RTP, e assumir perante a nação, a canalização das poupanças e das receitas da taxa de audiovisual, para a execução de projectos dentro das premissas e objectivos que em cima referi. Este sim seria um enorme acto de serviço público, por oposição à situação actual, que mais não é que uma situação de parasitagem do público e do estado, sobre a nação.

Não, não me importo de pagar impostos. Não quero é estar a pagar para sustentar inutilidades, parasitagens, esbulhos, desperdícios, albergues de boys, pasquins, nem bordeis dos avençados do regime.
Como é claramente o caso a RTP.

Rui Mendes Ferreira

O Regresso da Cigarra

O momento ZEN do dia, para não dizer cómico até, foi ouvir o camarada Manuel Alegre a alertar para o perigo do “populismo” na Europa, acusando de “populistas” aqueles que se recusam vergar ao ditame do pensamento único de um socialista. E consta que disse tudo aquilo sem se rir.

Ora bolas. Por uns momentos, quando ouvi dizer que o Manuel Alegre iria fazer alguns alertas sobre alguns dos perigos actuais, cheguei a pensar que era desta que ele nos ia alertar para o perigo das miseráveis governações de banha da cobra, mentira, manipulação e embuste, por parte dos partidos socialistas.

Ou que nos iria alertar para os perigos da corrupção da ladroagem, do banditismo, do tráfico de influências, do nepotismo, da incompetência, dos chulos, ou dos parasitas, que infestam o seu partido.

Ou que nos iria alertar para os perigos dos enormes roubos e confiscos que andam a ser feitos aos contribuintes e a todos aqueles que investem, geram riqueza e criam e postos de trabalho, por parte da gatunagem e parasitagem socialista.

Ou que nos iria alertar para os casos de chulos e parasitas que estão a receber reformas de milhares de euros, sem nunca terem feito a ponta de um corno ao longo de suas parasitárias vidas, e/ou sem terem descontos para tal, ou por parte daqueles oportunistas que tiveram como único modo e objectivo de vida, viver pendurado no Estado, ou para os casos daqueles que estão a receber e a acumular pensões de empresas públicas onde mal puseram os seus pés, ou que que nos iria dizer que tais situações configuram para além de parasitismo, e roubo aos contribuintes, tb são uma vil afronta (e roubo também) a todos aqueles que trabalharam duro, e descontaram vidas inteiras, e recebem actualmente pensões de 200 e poucos euros.

Ou que nos iria alertar para o populismo do actual governo, socialista, e para as suas políticas populistas de compra de votos, que andam a ser pagas com confisco e aumentos de impostos sobre os mais pobres, e com brutais reduções das despesas de funcionamento e brutais cortes no investimento dos serviços públicos, para alimentar as clientelas dos seus habituais eleitores.

Ou que nos iria alertar para os perigos da tentativa da manipulação da justiça, do controlo da Comunicação Social, da manipulação e condicionamento da informação, por parte dos seus camaradas de partido.

Pronto, ainda não foi desta que o Manuel Alegre deixou de ser uma cigarra.

Ainda não foi desta que abriu a boca para dizer com sentido, substância, consequente, e alguma aderência ao mundo real.

Continua a brindar-nos com o seu registo de sempre: os habituais embustes, fantasias, demagogias, e patéticas idiotices.

Ainda não foi desta, mas quem sabe um dia ainda o conseguirá fazer.

Quanto aos seus alertas, e acusações a outros de populismo e populistas, como em tempos idos disse o camarada Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!”

Ou em bom português, “filha chama-lhes primeiro, antes que elas te chamem a ti”.

Definitivamente, Alegre, continua uma cigarra.

Rui Mendes Ferreira

Quando os filhos não querem a herança dos pais

Em Angola, o novo chefe de governo, quer encarcerar aqueles que ao longo de anos, e a coberto de altas patentes do regime, andaram a roubar despudoradamente, o erário público, e o seu próprio país.

Por cá, vamos em absoluto sentido oposto: os nossos chefes do governo e da nação, andam a despedir aqueles que andaram a tentar encarcerar as hordas de ladrões e corruptos, que durante anos a fio, e igualmente a coberto do regime, no respaldo  de cargos públicos, têm andado a parasitar e a roubar a nação, de forma igualmente e absolutamente despudorada.

No Brasil, presentemente, qualquer cidadão que não tenha uma “ficha limpa” passou a estar impedido de se candidatar a cargos públicos. Por cá, não só se candidatam, como ainda são eleitos e reeleitos. Direitos garantidos na Constituição, dizem eles.

No Brasil, uma presidente em pleno exercício, foi exonerada do cargo, por ter andado a “martelar as contas públicas, e a fazer maningâncias com as execuções orçamentais, com elevados custos, actuais e futuros, para o erário público, para os contribuintes, para as seguintes gerações, e para a nação como um todo.

Por cá, os que o andaram a fazer e os que actualmente ainda o fazem, são aclamados de “governações de sucesso”, e um outro ainda o apelidam de “Mourinho das Finanças”.

Adjectivo esse, que em boa verdade, nos dias de hoje talvez até já seja uma analogia apropriada, dado que Mourinho é actualmente considerado um embuste como treinador, caro, que por onde passa, deixa sempre em herança, o descalabro e pesadas facturas organizacionais e financeiras, para os treinadores seguintes terem que limpar.

Que ninguém duvide, o legado que anda actualmente a ser construído, e que irá ser deixado por Costa e Centeno, é claramente um legado à moda do actual “Mourinho”, que irá ter custos brutais para a nação, e para as seguintes gerações de portugueses. Esta factura, já não é mais uma questão de “Se”, mas somente de “Quando”.

No Brasil, um ex presidente, foi investigado, julgado, condenado a 12 anos, e está já na prisão, a cumprir uma longa pena, e é na prisão que aguarda o desfecho de outros processos em curso, e de alguns recursos pendentes.

Por cá, a maior parte de políticos, governantes e servidores públicos, considerados ladrões e/ou corruptos, ou nunca vão sequer a julgamento, ou os processos arrastam-se ad eternum, ou quando são condenados, são penas suspensas, ou demasiado curtas, das quais nem metade chegam a ter que cumprir, ou então simplesmente continuam a poder andar por aí, em liberdade, a aguardar posteriores decisões sobre os recursos em cima de recursos que o nosso sistema judicial lhes permite, conseguindo por essa via, nunca cumprir pena alguma, até que tudo acaba por prescrever.

Casos há, em que tais ladrões e corruptos, ainda acabam por exigir uma indemnização ao Estado, ou seja, aos contribuintes.

E depois também temos aqueles casos em que indivíduos que estão acusados de dezenas de crimes de corrupção. com a existência de provas claras e fortes indícios, ainda são convidados para andarem por aí nas nossas universidades e fóruns públicos, para darem palestras sobre questões de governação e corrupção.

De tudo isto, três coisas estão cada vez mais claras:

1) Brasil e Angola, os “filhos” deram finalmente conta que a educação, os hábitos, as heranças culturais e os exemplos, que receberam dos pais, não foram propriamente os e as melhores, e já começam a fazer alguns esforços para se libertarem de tão pesada e maléfica herança.

2) Portugal, os “pais”, claramente continuam a não querer mudar de vida, nem de práticas, nem de hábitos, e insistem em ser uma fonte de maus exemplos para os seus “filhos”.

3) Somos claramente uns “maus pais”, e como se isso não bastasse, ainda nos damos ao desplante, de sermos críticos de muitas das boas medidas que os nossos “filhos” passaram a querer adoptar, com os nossos governantes e grande parte da nossa classe política a optar por estar publicamente ao lado da defesa de bandidos e corruptos já julgados e condenados, e ainda acusamos os nossos filhos de “actos de rebeldia” por estarem a tentar libertar-se da miserável herança que como “pais”, nós lhes deixamos.

É sabido que não podemos escolher os pais nem a família em que nascemos, mas podemos escolher livremente não lhes seguir os exemplos, quando tais exemplos não são nada recomendáveis.

Parece-me que Angola e Brasil, estão finalmente a tentar fazê-lo. Mas ao que tudo indica, indo claramente, contra a vontade expressa dos seus próprios “pais”.

Rui Mendes Ferreira

Banhos de Ética

Sobre o afastamento da PGR Joana Marques Vidal, eis algumas das frases proferidas por Passos Coelho.

Frases que numa situação normal, deveriam ter sido proferidas era por Rui Rio, e algumas até Marcelo, mas bem pelo contrário, um calou-se e andou a fazer o papel de idiota útil, e sempre que abriu a boca foi só para dizer patetices, bacoradas, e idiotices, inconsequentes, e o outro, não só esteve metido no lamaçal, como nele tem andado a chafurdar, até à raiz dos cabelos.

“não houve a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”;

“sobra claro que a vontade de a substituir resulta de outros motivos que ficaram escondidos”;

“assisti sem surpresa” (ao seu afastamento e a todo o processo);

“a defesa de um mandato único e longo é uma falácia para justificar a decisão”;

“a Constituição não contém tal preceito”;

“desempenhou o seu mandato com total independência, sem que ninguém de boa fé possa lançar a suspeição de que tenha feito por agradar a quem tinha o poder de a reconduzir”;

“exerceu o seu mandato com resultados que me atrevo a considerar de singularmente relevantes na nossa história democrática”;

“Não era a mim que deveria ter cabido a acção de defesa e reconhecimento de que é inteiramente merecedora”;

“menos compreensível é que quem pode e deve ser consequente nesse reconhecimento não esteja interessado em fazê-lo”;

Grande Passos Coelho, até ausente, continuas a demonstrar possuir os valores, a espinha dorsal, a frontalidade, e a dar lições de honestidade, integridade, seriedade, que fizeram e fazem de ti um Senhor.

Caro Passos Coelho, como em tempos disse um pacóvio patético idiota que de vez em quando aparece por aí, deste um “enorme banho de ética” a toda esta corja a que estamos entregues. Inclusive ao gajo que nos prometeu esses tais banhos de ética.

Rui Mendes Ferreira