A hipocrisia monumental de Marcelo

Depois da vitória na segunda volta das presidenciais brasileiras de Jair Bolsonaro, no fresco da manhã, Marcelo Rebelo de Sousa é convidado a comentar a eleição do seu actual homologo brasileiro. Marcelo, com o seu ar cínico e teatral de sempre, diz que:” O mundo tinha acordado com más notícias de intolerância, chauvinismo e xenofobia“. Dias depois, o mesmo Marcelo, começa a preparar terreno e coloca-se em “bicos de pés”, para emendar a situação e ser convidado para a tomada de posse, logo diz Marcelo que era necessário a colaboração dos dois Países nas áreas fundamentais exigidas para o funcionamento das relações bilaterais dos dois Países. Na tomada de posse de Bolsonaro, ontem, Marcelo cumprimentava o “xenófobo”, “chauvinista” e “intolerante” Jair Bolsonaro com sorrisinhos fáceis, pancadas nas Costas fúteis e um quase que “apegamento” à aura ganhadora que Bolsonaro adquiriu com o voto democrático e o discurso louvável de sua mulher.

Marcelo ainda diz que, a sua conversa com o Presidente Brasileiro, foi entre “dois irmãos” e louva os bons desenvolvimentos. Se tudo isto não fosse uma autêntica palhaçada e Marcelo fosse somente um assessor da Presidência, até nos podíamos rir de um novo comediante caviar da direita portuguesa. Mas não. Marcelo é representante máximo das forças armadas portuguesas, que teve um roubo em Tancos no seu mandato e mandou apurar e nada. Marcelo é igualmente chefe de estado, e por isso dirige um Estado que falhou aos seus cidadãos em Borba, com falhas na actuação sabendo já do caso, e nos incêndios de 2016 e 2017 que devastaram famílias e negócios inteiros.

O que dava alguma credibilidade política a Marcelo era este, pelo menos devia ser, ser o único garante do Estado democrático e das instituições uma vez que temos um governo dirigido por um individuo com problemas acentuados de egocentrismo e necessidade imperiosa de nos fazer de parvos, e que não reforma nada de significativo a não ser garantir uma rede sólida de votos que lhe garanta por sua vez a sua eleição em Outubro de 2019, sem olhar para a sustentabilidade das finanças públicas, nem para problemas crónicos de crescimento que nós temos. Marcelo juntou-se a Costa, depois descolou-se, prevendo a desgraça económica que vamos ter e que pode “entalar”, o seu antigo aluno num segundo mandato. Mas Marcelo colou-se demais a Costa, deu colo demais a Costa, agora é tarde.

Se era necessário a Marcelo a tal “mão invisível”, extra que lhe garantia poder adicional que coloca-se Costa no sítio nas alturas certas, os tais preciosos afectos que lhe colocam como a única reserva política do País caso algo corre-se mal, hoje essa mão invisível esgotou-se. Marcelo utilizou-a mal, e quando a devia ter utilizado foi brando, foi brando quando aprovou as 35 horas semanais para os funcionários públicos dizendo que provavelmente não teria custos, quando que por mera lógica matemática sabia-se que existiam custos que iriam crescer.

Tudo isto são pregos no caixão do Presidente. Pregos que lhe tiram credibilidade e força para falar de outros Estados e de outros Presidentes eleitos. Marcelo não tem mão na sua casa e fala da casa dos outros, quando este nem começou a governar. Marcelo manda “bocas soltas”, a Bolsonaro e depois chama-lhe “irmão”. A cobra que Marcelo é em política portuguesa, é um peluche em política internacional, porque, sinceramente, ninguém quer saber de sua personagem. Aliás, até os jornais internacionais o colocaram como populista ao lado de Orban, primeiro-ministro Húngaro. Se não é mau ter uma picareta falante como Presidente da República não sei o que é então o significado de “mau” ou degradante.

Bolsonaro, o “boçal”, o “malcriado”, o tudo da direita “Haddad” portuguesa, até foi muito bem educado e gentil para quem lhe insultou. Relativizou. Foi um senhor. Outros tomam banho no tejo. Paciência.

Mauro Oliveira Pires

Carlos César: O hipócrita

Os dirigentes do largo do rato tem as costas bastante quentes no que diz respeito ao campo colorido da contradição. Em Portugal, qualquer partido de direita que diga uma coisa e faça outra, mesmo num curto espaço de tempo, ou tenha uma falha ética no que a assiduidade e pontualidade ou registo falso de presenças no parlamento diz respeito, a direita é sempre chacinada em praça pública com intervenções de todo um conjunto de cartilheiros escolhidos a dedo pelo líder do supremo da agremiação socialista que, é sempre necessário relembrar, deixa sempre o País de tanga antes de abandonar o barco. Digno de ratos de esgoto de pura qualidade.

Já o PS e o BE controlam as redacções, controlam o espaço mediático e de informação. Qualquer jornalista associado ou com ideias de direita como José Rodrigues dos Santos facilmente é um alvo a abater pelas raposas velhas do regime. Em Portugal ser-se de direita, ainda por cima liberal, é sufocante, angustiante mas ao mesmo tempo um prazer pelo simples facto de querermos livrar Portugal da oligarquia socialista e das famílias rentistas de sempre que nos colocam problemas estruturais de crescimento e nos empobrecem a prazo.

Carlos César é daqueles puritanos que enche o peito para falar das criaturas alheias, mas, a principal, ou seja, a sua pessoa, é impoluta, não tem primos, nem família colocado por sua excelência em cargos políticos. Portanto, um santo incontestável. Dia 6 de Dezembro, César também não disse o seguinte:” O líder parlamentar do PS, Carlos César, avisou esta quinta-feira que acionará mecanismos para afastar da bancada socialista deputados que comprovadamente tenham comportamentos fraudulentos, como falsas presenças ou registem moradas sem correspondência com a realidade.“.

Portanto, vamos lá ser realistas, e colocar a César o que é de César. Se o senhor deputado fosse coerente, pelo menos no mundo das vacas voadoras, o senhor deputado que colocou familiares na política, acto nobre diga-se, então o seu comportamento que, ao que parece, é fraudulento mas que foi accionado por causas divinas “maiores”, então o senhor César também devia ter a porta da rua aberta. António Costa não agiu, quer dizer que compactua com o pensamento e acção do seu camarada.

Se tem dúvidas vamos a isto:

César
FONTE: Sábado

 

Ainda no Expresso no mesmo dia:

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FONTE: Expresso

Agora, caros leitores, vamos verificar a santa coerência que a comunicação social não verifica. Vamos fazer de Polígrafo! Vamos responder seguinte pergunta:” Carlos César mentiu ao dizer que afastaria deputados com comportamentos fraudulentos?” a resposta é…

César II
FONTE: Expresso

Sim, César mentiu. César não afastou deputados com comportamentos fraudulentos. Os banhos de ética não se tomam com lama senhor César, tomam-se com água de rosas que, pelo que parece, está esgotada. Tenha begonha César!

Mauro Oliveira Pires

Um Governo Irresponsável

José Sócrates mostrou apartir de 2007 ao que vinha: Instalar uma ditadura oligárquica socialista com ajuda das famílias de sempre do regime e de um controlo afinado da comunicação social.  Sócrates não o conseguiu na totalidade, apesar disso o PS instalou-se nas redacções dos jornais e estações de televisões como poucos, colocando as pessoas “certas” nos “lugares certos” para que a informação normal e imparcial produzida pelos órgãos de comunicação social passa-se a ser feita com tiques marxistas e esquerdistas, manipulando os eleitores e construindo uma máquina perfeita de propaganda. Assim funciona o PS, assim trabalha o partido do regime sempre olhando para o que mais interessa- fundos e cargos que lhe garantam a sobrevivência, e claro, sempre para o seu umbigo. Em 44 anos de democracia, o PS nunca olhou verdadeiramente para Portugal de forma estrutural, olhou sempre como um meio e é isso que António Costa faz, satisfaz o seu ego doentio e ao mesmo tempo que hipoteca o País para futuro.

António Costa faz o que chamamos em Economia de política conjuntural, ou seja, Costa não avista mais nada que um período temporal de mais de 1 ano. Costa passa mais tempo a definir uma estratégia comunicacional, o que inclui telefonemas para os amigos das redacções, do que a governar o País. Costa foi frio em termos emocionais numa altura em que Portugal precisava de mão de ferro, seja em Pedrógão ou nos incêndios de Outubro passado. Costa não sabe transmitir empatia para com o outro sem ser quando quer caçar o voto e, mesmo assim, fá-lo da pior maneira: Com um sorriso cínico no rosto que lhe caracteriza desde os tempos de juventude.

Nem a direita nem o próprio partido o enfrentam cara a cara. Tem medo, não sei de quê, mas tem. Ninguém no PS ousa em criticar António Costa, se o fazem é por trás, não enfrentam a cobra política com aço a ferver porque Costa distribuiu bem os cargos e todos sabem o que acontece quando se enfrenta um homem perigoso como o Primeiro-Ministro não eleito: saneamento. A direita desunida e tendencialmente socialista não fará cócegas a um camaleão tão maleável e táctico como Costa.

Só uma direita com um discurso incisivo, forte, prático, para o sector privado e para abstenção, com gente nova e empreendedora pode fazer frente ao monstro socialista, desenganem-se aqueles que o povo português fica satisfeito por escolher entre socialismo puro e socialismo inorgânico da direita, o povo português quer algo novo mas ao mesmo tempo credível e que seja capaz de resolver os problemas do País a prazo e que traga uma coisa que nos faz falta há 300 anos: Estabilidade e crescimento sustentado.

E não António Costa, não é com corporações sindicais em mãos do partido da foice e do martelo que podem colocar a AutoEuropa fora do País- é só uma empresa que vale 3,7% das exportações e 1% do PIB, coisa pouca- que vais atrair investimento externo reprodutivo, não é assim que os salários vão crescer sustentadamente, não é assim que o País cria riqueza para pagar os teus desmandos. Se, por tua inoperância, arrogância e falta de pulso em não enfrentar sindicatos, uma das empresas que ajudou a mudar estruturalmente a Economia Portuguesa dos anos 90 e adiante, se for embora, podes colocar o teu lugar à disposição. Como não o vais fazer terás a tua paga em Outubro de 2019.

Mauro Oliveira Pires

 

Uma vitória para Donald Trump

Emanuel Macron passa pela fase mais difícil do seu mandato enquanto Presidente Francês, enfrenta protestos veementes e, no inicio, com razão de ser. Macron comete o mesmo erro de Merkel das portas abertas com um critério pouco selectivo. Não existem soluções perfeitas, o facto, é que temos de proteger a vida seja ela de uma criança, de uma mulher ou homens de qualquer religião. Nisso Portugal deu e continua a dar cartas, acolheu milhares de Portugueses vindos de África, sejam eles muçulmanos, católicos ou judeus, com sacrifício, mas trabalhou-se no meio de espinhos consideráveis. Não houve período de integração, só se for no clima, porque Portugal era mais que o País continental, Portugal era o somatório das suas ex-colónias onde as culturas eram harmonizadas ente si e todos se respeitam, sempre numa base de educação judaico-cristã, que influenciou o modo de ser de muçulmanos e ismaelitas, tornando hoje o nosso País no “Óasis” da boa convivência que temos.

A Europa tem outra tradição que nós não temos, até com o que se chama de Islão “moderado”, mas hoje a vaga migratória é diferente e mais complexa, os pressupostos de educação do Islão que ai vem são diferentes do nosso, não tem raízes judaico-cristãs e tem comportamentos erráticos nos direitos humanos gerais, especialmente o tratamento dos homens face ás mulheres entre outras visões mais ou menos da idade média que hoje no mundo ocidental não se usam, mas que uma certa concepção do Islão continua a adoptar. França tem parte desse Islão, nem todos são assim, é preciso sempre relativizar, mas o que existe é incómodo, corrói a nossa liberdade individual, crescemos com medo, fazemos as coisas com medo e não sabemos com o que contar.

França tem esta espada de fogo, e tem outra lança que não perfura o corpo porque tem empresas multinacionais fortes e capital.  Não obstante isto, a Economia Francesa está estagnada, no mandato do Sr.Hollande não houve reformas de maior e a fundo e, grande parte do ajustamento orçamental Francês foi feito pelo lado da receita, basicamente um dos pregos no vulcão Francês actualmente activo. A Economia Francesa não pode sustentar níveis de despesa pública que tem, dos maiores da Europa valores que se aproximam e rondam os absurdos 60% do PIB em gastos estatais, quando que até Portugal e outros Países do Sul tem valores bem abaixo. Sinal de inércia, sinal de contra reforma, ou resistência ás mesmas com os sindicatos a ajudarem na manutenção de um rumo certo ao precipício.

O caminho de Macron é estreito, dúbio e perigoso. Já se viu que não tem calo para liderar uma das maiores economias mundiais. Fez mal em ceder à pressão, coisa que Margaret Thatcher nunca fez e aqui em Portugal Pedro Passos Coelho segue a mesma linha de Thatcher, à excepção do recuo normal e saudável na TSU em 2012. Reformar a Economia Francesa exige um corte estrutural na despesa corrente do Estado Francês e isso implica sacrifícios, implica mais sindicatos na rua e contestação social. Desenganem-se aqueles que pensem que a reversão de aumento de um imposto sobre os combustíveis é um recuo natural, não, é táctico e vai exigir esforço orçamental para ajustar o sistema de compensações que é o ajustamento orçamental.

Se não pode existir aumento de impostos, corte-se despesa. Ai sim, Macron vai levar com uma verdadeira contestação em cima, muito pior que esta, pois mexe nas elites, nos lobbys e na máquina socialista da função pública. Aqui é que se vê a diferença entre líderes políticos e Estadistas e Macron neste momento é um líder político. Entretanto, quer se goste ou não, Donald Trump ri-se nos E.U.A pois a terceira guerra mundial não chegou, Kim Jong Un domesticado, acordos comerciais a serem feitos e a serem renegociados com a astúcia de sempre, uma Economia a crescer e desemprego em mínimos mas a precisar de atenções do lado orçamental. Sim, Trump faz-se de maluco e todos acreditam que é, mas lá no fundo são os outros que o são. Como sempre caem todos na teia de quem é a verdadeira raposa velha.

Mauro Oliveira Pires

Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política

Os 3 anos de governação de António Costa, com a novidade coadjuvada que sabemos, trouxe-nos a boa nova de sabermos que, para além do Primeiro-Ministro repetir casacos em tempos de tragédia, de tratar “muito bem” a língua portuguesa, Costa iniciou um dos períodos mais negros da nossa história democrática- O inicio de uma ditadura disfarçada, onde só o PS pode dialogar com todos, da esquerda à direita, fazendo desta última uma espécie de saco de caramelos que utiliza quando o casamento com Jerónimo e Catarina entra em tensão, tudo com ajuda dos “primos” que tem na comunicação social, que lhe levam às costas não só por serem igualmente adeptos da cultura esquerdista como por António Costa fazer parte dos círculos “IN” e restritos de Lisboa. Quem é da oligarquia é sempre recompensado de alguma forma, Costa é desta.

Costa não respeita ainda o debate democrático, não responde a perguntas e, quando se dá ao trabalho, responde de forma dúbia, duvidosa, escabrosa e a gozar com o adversário, tiques esses que nos remetem para a era quando era braço direito de quem iniciou essa forma de comunicação baixa em Portugal: Sócrates em tempos de maioria absoluta.

Costa não tem ainda um plano de médio e longo prazo com reformas estruturais que mudem o nossa forma de crescer, Costa não tem um plano de incentivo à poupança interna quer atracção da mesma mas de modo externo, num País que tem um défice de capital enorme o que impede melhoramentos no processo produtivo, mais valor acrescentado e maiores salários. Costa faz tudo ao contrário, sobe salários da função pública e custos/despesas que se tornam cada vez mais rígidas e difíceis de reverter para futuro. Costa contrata despesas futuras com base em impostos futuros que não sabe se pode pagar. O Primeiro-Ministro quer distribuir riqueza sem a gerar primeiro ou dar condições para isso.

Aliás, Portugal não vai passar de investimentos de 50 milhões de euros, 150 milhões de euros ou um pouco acima, se não tem um plano fiscal que seja acordado entre os maiores partidos e que seja à prova de bala face a PCP e BE. Um plano que seja previsível e estável para que os empresários saibam com o que contam. A reversão da reforma do IRC em 2016 mostrou que Costa além de não saber o que faz, não sabe o que é gerir uma empresa, não sabe que uma folha em branco onde todos querem escrever ao mesmo tempo é caos e perda de tempo,  e tempo é dinheiro em negócios. Ter uma Economia a crescer ao sabor do vento, das marés e do sol, sem pensar em algo estruturante quer a nivel económico quer a nivel de finanças públicas, que nos proteja do caos externo, é um prego no caixão de Costa que só ele o pode reverter sozinho.

3 anos perdidos, 3 anos com perda de qualidade democrática, 3 anos em que Pedro Passos Coelho e António José Seguro fazem falta pela hombridade, verticalidade, honestidade, frontalidade com que enfrentavam os problemas. Seguro sabia que o caminho de Passos e do País eram difíceis, ajudou nos bastidores e ao vivo, com uma reforma do IRC que foi elogiada pelas instâncias internacionais. Tempos em que as instituições funcionavam, não foi há muito, mas já deixam saudades.

Mauro Oliveira Pires

2 anos de Politicamente Incorrecto

A construção e manutenção de um blog a longo prazo é um desafio hercúleo mas ao mesmo tempo saboroso. O entusiasmo inicial é fulgurante e dissipa-se com o tempo, assentamos arraiais e ficamos experientes. O PortugalGate arranjou inimigos fora da blogosfera como gerou paixões, a irreverência é isto também, ser incorrecto sem ser malcriado, ser impactante sem querer palco imediato que não se traduz em algo com substrato, portanto sustentável, como se quer que qualquer projecto seja. A credibilidade ganhou-se com artigos de referência, muitos, com certeza, dos mais lidos da blogosfera política de 2018. Um blog com tão pouco tempo conseguiu visualizações extraordinárias em tão pouco tempo e em artigos estruturados.

É extraordinário porque não existem por aqui avençados da esquerda ou de direita, não nos colamos a partidos, só à liberdade, ao liberalismo e lutamos por um Estado que seja menor e cada vez menor mas dentro das suas funções normais de segurança, defesa e justiça. Num ambiente em que outros blogs da direita caem ou ficaram petrificados, sendo mais antigos e maiores em dimensão, e outros, reforçaram-se bem mas pouco mudaram o modo arcaico como funcionam, somos o ar fresco da direita liberal na blogosfera.

Mostro-vos as visualizações, os artigos de 2017 e 2018 mais lidos:

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FONTE: Dados internos

288,761 mil visualizações em 2017 numa estimativa inicial conservadora de 100,000 para um incremento em 2018 para 338,481 mil(ainda não está fechado),  com uma taxa de crescimento de 17% e muita polémica, num total de 627,242 mil visualizações. Em 2019 queremos mais de 1 milhão de visualizações com mudanças que ai vem no site, no layout  e estrutura. Queremos mais artigos, com qualidade e sempre incorrectos, com verdade afectando qualquer quadrante político.

Vamos aos artigos mais lidos de 2017:

Visualizações 2017.png
FONTE: Dados internos;

Em 2017, o nosso ano de nascimento e de muita rotação, aventura, desilusões e alegrias o @ogatopoltico foi o campeão das visualizações com o seu artigo:” As fantasias sexuais de Catarina Martins”, com a sempre irreverente e verdadeira @cristinamiranda505 em segundo e eu @maurooliveirapires em terceiro na categoria de artigos mais lidos.

Em 2018, o cenário muda, mais visualizações, passagens no deserto, alguma desilusão outra vez, mas depois a vitória:

Visualizações 2018.png
FONTE: Dados internos

Ganha o pódio a @cristinamiranda505 que ganha lugar nos três primeiros artigos, nem com geringonças chegávamos lá.  Em quarto o primeiro artigo do @ogatopoltico, e que é muito bom, continua na ribalta ficando eu mesmo com os dois últimos lugares.

Fez-se muito em tão pouco tempo, temos a certeza que revolucionámos a blogosfera com artigos diferentes e directos, pragmáticos e objectivos. O futuro é incerto, não sou a Maya, mas a concorrência tem que sair da toca mais vezes.

Com os meus melhores cumprimentos a todos os nossos leitores!

Mauro Oliveira Pires

Se quiserem seguir a página do @ogatopoltico no facebook estão à vontade: ” O Gato Político

Adopta-me, José Sócrates!

José Sócrates Pinto de Sousa é cada vez mais um homem só. Só, não porque finge uma coisa que é e que depois, a senhora Fernanda Câncio, vai a descobrir precisamente o contrário-afinal a senhora tinha expectativas. Obviamente não vou descriminar nem analisar as amizades coloridas do ex-primeiro-ministro, vamos ao que interessa- depois de uma governação de 6 anos marcada por uma governação de tentativas de fascismo na Europa em pleno século 21, como a tentativa de compra da TVI por parte da PT através de ordens suas, construção de uma rede de bloggers e silenciamento à comunicação social de todos os quadrantes, escutas a Cavaco Silva e, por último, o que colocou Sócrates na categoria de um dos piores portugueses de sempre(atenção que não me quero substituir à RTP), uma pré-bancarrota onde Teixeira dos Santos, o seu ministro das finanças, como não esquecer, admitiu com todos os dentes que tem na boca que:” Em Maio não temos dinheiro para pagar salários nem solver compromissos de dívida”.

Cai aqui já um mito que perdura nas hostes do PS que, se o PEC IV tivesse sido aprovado, que o mundo era mágico e rosa. Totalmente errado! Somente as taxas de juro diminuiriam para níveis onde se podia efectuar emissões de divida curto prazo para pagar compromissos mais urgentes e, assim, adiar com a barriga o problema. Em Novembro de 2011 estávamos outra vez de tanga, ou melhor, ainda mais de tanga, e com um stock de dívida ainda maior. Sócrates cometeu crimes de gestão, crimes económico-financeiros que levaram 3 anos a serem reparados de modo bastante leve por Passos, não havia espaço para mais(a constituição não permite),  e que ainda hoje sentimos o efeito de 125% do PIB em dívida nos nossos bolsos diariamente.

Sócrates saiu impune da gestão do País. Foi para Paris estudar numa faculdade caríssima tendo um estilo de vida ao mesmo tempo brutal. O ex-primeiro-ministro ganhava pouco mais de 3 mil euros líquidos nas suas antigas funções, enquanto ministro pouco menos ganhava. Sócrates não teve tempo para amealhar tanto dinheiro que lhe pudesse pagar milhões de euros de despesas em Paris, a não ser que, claro, tenha amigos e familiares de uma qualidade suprema que nós, comuns mortais aqui do reino à beira mar plantado, não temos. E, diga-se de passagem, não temos, Sócrates tem uma vida social que nós não temos, Sócrates vive na casa dos outros- deve ter algum trauma de ter casa própria, coisas entre ele e a Câncio, não nos cabe a nós escrutinar- Sócrates vive do dinheiro dos outros.

Carlos Santos Silva é um ser inimaginável, um homem que devia estar imortalizado com diversas estátuas na Covilhã com o símbolo do euro no peito. Uma espécie de Ebenezer Scrooge invertido, amigo do seu amigo, que ajuda os mais necessitados na hora de comprar um fato Armani e pagar pequenos almoços nas mais prestigiadas pastelarias de Paris. É pena que, o conto de fadas fique por aqui. É com muita pena minha que, tivemos um Primeiro-Ministro que enriqueceu ilicitamente, tem diversas testas de ferro espalhadas, património não declarado. Sim, porque os amigos não são assim tão parvos e esbanjadores, sim, porque 3 mil euros líquidos por mês não dão para tudo.

Mauro Oliveira Pires

Pimenta no cu dos outros é refresco

A geringonça social comunista, com iniciativa do BE e do PCP, conseguiu agravar a taxa do imposto municipal sobre imóveis(IMI), de 1% para 1,5% para imóveis com valor superior a 2 milhões de euros. É mais um prego na asfixia fiscal de António Costa. A Geringonça continua a olhar para o plano orçamental como um menu, uma espécie de carta de intenções ás eleições legislativas de 2019, onde tenta não agitar as águas para passar calmamente sobre elas, sempre com um mordomo ao lado com guarda-chuva-Rui Rio- e outros seres mais pequenos mas igualmente cúmplices do próximo pântano orçamental. Com isto, Costa faz de Marajá Mor do reino, o gestor político primordial do regime, onde todos tem que obrigatoriamente passar para serem “ouvidos” e serem “alguém”.

O IMI é talvez dos impostos mais injustos- como se o imposto em si fosse justo- que a fiscalidade portuguesa tem. É o imposto que vem depois de todos os outros. O problema é que todos nós- calma, nem todos- temos que o pagar, uma vez que o seu não pagamento implica ter problemas com a autoridade que se sabe, que tem os poderes que tem e que a PIDE hoje teria um orgulho enorme em bater palmas. Quem não o paga chama-se PCP, BE, PSD, PS e CDS(entre outros partidos menos relevantes), claro que tudo dentro da legalidade e, como se sabe, a lei assim o permite. Permite mas de modo errado, há partidos com um património imobiliário extenso, alargado, que depois manda tributar o património dos outros sem tributar o seu primeiro, chama-se a isso hipocrisia.

O PCP é o partido mais rico do País, o que pode ser visto de vários prismas do ponto de vista financeiro. É o partido com maior capital próprio, ou seja, todos os activos que detém em balanço(podemos designar activo de modo muito simplista como o conjunto de direitos que a empresa tem e que se espera que estes gerem valor para futuro, como um prédio por exemplo), subtraídos ao passivo( ou seja todo o conjunto de obrigações, portanto dividas, que este tenha e que no futuro faça com que haja saída de dinheiro da sociedade quando é saldada), fazem com que o património líquido do PCP seja o maior dos três partidos. Além disso, é o partido que detêm o maior activo de todos os partidos, dos quais se destaca uma rubrica muito interessante que se chama activos fixos tangíveis e que podem ver abaixo na foto:

Balanço PCP
FONTE: Tribunal Constitucional, contas anuais dos partidos

Um activo fixo tangível representa isso mesmo- algo tangível, que se pode tocar, portanto se comprarmos um apartamento ou um prédio, isto sempre na óptica empresarial, isto é registado como activo tangível em balanço. Portanto, maior parte do activo tangível do PCP é património imobiliário. E, se formos rigorosos, nem todo o património imobiliário do PCP tem um valor individual acima dos 2 milhões de euros, mas com certeza aquele prédio que tem na Avenida da Liberdade vale isso, e é uma pena que não pague imposto, é sempre menos receita que o PCP não contribui para ajudar, por exemplo, os pobres que tanto fala e tanto esperneia e grita.

Ser hoje camarado ou camarada do PCP, é difícil, admito que tenho pena dos militantes do PCP que não saibam que fazem parte de um partido que quer ser “justiceiro” tributando o património dos outros não olhando para o seu e para os 14,7 milhões em imóveis que tem em balanço no final de 2017. Sim Jerónimo, pimenta no cu dos outros é refresco.

Mauro Oliveira Pires

 

 

O 25 de Novembro é o Black Friday da Esquerda

Sim, no 25 de novembro a esquerda chique pode sair à rua comprar iphones, tablets, computadores ás gigantes tecnológicas mundiais ditas opressoras do “trabalho” e do “trabalhador”, que continuam com mesma consciência tranquila em mandar sound bites para um dia que hoje os permite fazer isso mesmo. Ao contrário do que a esquerda pensa, o 25 de Abril teve o mérito de nos trazer a liberdade, claramente, mas logo a esquerda se aproveitou e instalou uma ditadura, ainda que provisória, sobre a batuta de Vasco Gonçalves e com nacionalizações à mistura que hoje ainda se sente o efeito na ausência de muitas e grandes empresas que bem precisamos para gerar mais valor acrescentado, exportar mais e pagar melhores salários.

O verdadeiro dia da liberdade, portanto, não começa no 25 de abril, começa é no dia que se resgata a liberdade do 25 de abril e o seu conceito, mas no dia 25 de novembro, dia que claro, se tivesse começado com algum intelectual de esquerda, vinda dos cafés chiques de Lisboa, era já um dia adorado, quase de adoração. Como foi o general Jaime Neves, homem vertical, honesto e com princípios anti-fascistas que nos devolveu a democracia que o PCP não podia ver nem pintada de vermelho, Neves já não é colocado no pedestal onde estão Otelo Saraiva de Carvalho entre outros neo-socialistas que agora suspiram por Salazar quando que um dos principais problemas de Portugal começa no comunismo e acaba no socialismo.

O PCP, o BE e o PS hoje a nossa “Frente Vermelha”, ou a troika social comunista, agem como se fossem donos absolutos do regime, quase por sentimento divino que só aquelas criaturas com três cabeças sabem de onde vem. Mas, é claro, o verdadeiro e único dono do regime, chama-se partido socialista. Aquele que continua a controlar a comunicação social, as redacções, a educação entre outros pilares fundamentais do regime e de forma sempre minuciosa para ocupar os cargos que lhes permitam assaltar o orçamento de estado e depois deixar os cofres vazios para uma direita que não tem programa e que só faz de fascineira do regime.

Este 25 de novembro como outros que ai vem tem que ser lembrados da melhor forma possivel, tem que ser lembrados na forma como Portugal não caiu num comunismo quase que norte-coreano há 44 anos, tem que ser lembrados na forma como a União Europeia, mesmo com os seus defeitos de palmatória, nos salvou e nos continua a salvar de uma Venezuelização em curso. Este 25 de Novembro tem que ser lembrado ainda como um sinal de esperança que a direita portuguesa pode combater uma ameaça à democracia que se chama António Costa, um homem esguio, perigoso, fascista, ditador e sem um programa de reformas para o País. Ainda que não haja direita, ela vai aparecer, pois está a reformular-se, aos poucos a direita unida colocará um fim ao reinado despótico do discípulo de José Sócrates.

A único plano que a esquerda e o PS tem para Portugal e, para finalizar, é muito simples- Colocar as famílias do regime, as oligarquias de Lisboa e os vícios da sociedade portuguesa que Eça de Queiroz tanto criticava de volta à ribalta. Se é que já não estão outra vez e em força.

Claro que, como sempre, a histeria da esquerda em comentar a democracia que tanto preza cai sempre em saco roto. Os deputados do Bloco são de uma ignorância atroz. Os licenciados em ciências ocultas que revejam a cartilha.

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Mauro Oliveira Pires

 

 

António Costa é uma Farsa

O cheiro a morte e incompreensão do que aconteceu em Borba chega a Lisboa com o mesmo tom de sempre: Todos ficam em choque por momentos, por horas, por vezes até por meros dias, mas a espuma das semanas e dos meses logo apagam os “arrependimentos repentinos”, que mais parecem uma máscara de funeral algo cínica que os políticos de Lisboa, não todos felizmente, usam quando confrontados na sua bolha existencial. Portugal sempre teve o problema estrutural de começar o problema, arrastar o problema- empurrando-o com a barriga ao máximo-, originando depois o desastre dizendo que ou por azar dos Távoras, ninguém sabe de nada ou está de consciência tranquila, isto claro, soa normal em terras lusitanas mas, em terras normais, tamanho desprezo pela vida humana dava direito a demissão.

Nunca é tarde para relembrar, nos tempos do Engenheiro que não sabia fazer contas simples, hoje “líder” da ONU, vulgo António Guterres, que a quando da queda de uma ponte, Jorge Coelho então ministro das obras públicas de Guterres, demite-se pela queda da ponte. Guterres pede desculpa, perdão às vítimas, como bom católico que é. António Costa não sabe de nada, o secretário, ministro da tutela actual nada dizem, só um mero silêncio táctico para fugir as purgas do dia, como tal, o senhor ministro da tutela actual leva com as culpas, Costa empurra-o para a armadilha de modo subtil e como de melhor sabe fazer: tramar os outros, até os amigos mais próximos, sempre para se proteger da sua quota parte de responsabilidade enquanto Primeiro-Ministro.

António Costa tem culpa directa do desastre? Muito provavelmente não! António Costa sabia do que podia acontecer? Muito provavelmente sim, até porque o ministro do ambiente de Passos Coelho quis fechar o empreendimento por risco do que já aconteceu. Hoje, neste ambiente altamente informatizado, de passagens de pastas, de rapidez repentina, Costa recebeu a informação com certeza do que podia acontecer em Borba, até pela informação que recebeu do Governo anterior e por pastas e análises que se tem em caixa. Um simples assumir de desculpas, algo que a boa educação exige, de algum arrependimento pelo menos para as câmaras, em honra das almas perdidas, era de homem, algo que António Costa não é, nunca foi e pelo menos tenho a certeza que num período mais alargado no tempo, mais lá para a frente nunca o será.

A cara mais pálida do Primeiro-Ministro para as câmaras, o que foi evidente, não era algo do momento, são remorsos do passado, muito recente, não pelas vítimas, mas o de como fugir à questão. Além disso e, terminando esta peça, o Estado foi alertado 5(!) vezes do que podia acontecer em Borba(cliquem na frase), corroborando o que disse no parágrafo anterior. Esta é a criatura que “governa” Portugal. Siga para Bingo, camarados!

Mauro Oliveira Pires