Autor: Mauro Oliveira Pires

” Se não consegues derrotar o teu inimigo, mata-o”, da Rússia com Amor

Este artigo é inspirado no documentário transmitido dia 18 de Junho pelo Canal de História, sobre a ascensão de Vladimir Putin, de criança reprimida, a agente do KGB, Primeiro-Ministro e finalmente Presidente da “Mãe” Rússia.

Nascido em Leninegrado, actual São Petersburgo,  num seio familiar e social como um todo degradado, Vladimir era um ser de pequena estatura, tímido e mediano nos estudos, o comum mortal diz na sua panóplia de certezas que tal criatura não tinha um futuro “risonho”, mas, engana-se! Vladimir Vladimirovitch Putin, cresceu com a vontade e o desejo de poder, sempre o desejou e um dia prometeu que não se ficariam a rir dele, assim o disse e assim o fez.

Foram precisos 47 anos de jogadas de bastidores intensas, divididas como agente mediano destacado na Alemanha Oriental, em Dresden, do KGB, estudos na Rússia, onde foi um excelente aluno e, voltando ao KGB, um carreira de espião que sempre quis mas que cuja estagnação profissional lhe levou de volta para a Rússia onde  os sinos da queda da URSS já tocavam.

Depois de tentar “moderar” o regime, Mikhail Gorbachev tentou modernizar os modos de convivência do Estado com os seus cidadãos, Gorbachev legalizou os anteriores partidos que tinham sido reprimidos e ilegalizados devido ao regime opressor, fascista e assassino, dito de outro modo, comunista, que lhes reduziu a pó. Legalizou outra vez as manifestações e as “conversas” normais de discussão periódicas de todos os feitios, em resumo, Gorbachev repôs o normal de uma democracia madura, a liberdade de expressão.

Depois da queda da URSS, sai Gorbachev e realizam-se as primeiras eleições livres do Ex-Urso Soviético, a Mãe Rússia estava ferida quase de morte, recessão, desemprego galopante e contas externas desequilibradas para terem ideia, em 1999 Portugal(perdoem-me este à parte) tinha um PIB(127,47 Bilhões de Dólares) não muito distante do Russo( 195,9 Bilhões de Dólares), hoje o cenário é muito diferente, a Economia Russa cresceu em média quase 6% de 2000 a 2010 e Portugal uns míseros 0,2%.

Regressando ás eleições, após a queda da URSS, as primeiras eleições livres da Rússia resultaram na eleição de Boris Yeltsin. Depois da passagem de Putin pela Política na sua cidade natal, São Petersburgo, onde foi acusado de roubo de “dinheiro público”, mais de 100 milhões de dólares pois Putin era o “gerador” de contratos e o responsável pela sua execução, os alimentos que deviam ter chegado aos cidadãos nunca chegaram, na altura uma vereadora da Câmara tentou tudo para incriminar Putin, nada conseguiu.

Putin passava pelos pingos da chuva, além disso, a sua experiência no KGB era uma preciosidade para os políticos. Depois da passagem pela política local, o actual Presidente Russo foi nomeado como chefe de gabinete da Presidência de Yeltsin, que cujas boas actuações a desviar a imprensa dos actos de corrupção do Presidente Russo, bastaram para ficar nas boas hostes de Yeltsin.

Vladimir Putin era uma raposa velha, estava perto de conseguir tudo o queria, poder, os conselheiros de Boris apressaram se a ensinar a Putin os “instrumentos” políticos necessários na actuação da política nacional. Com Yeltsin doente, nomeia Putin como Primeiro-Ministro da Rússia, onde poucos meses depois actuava no conflito da Tchetchénia e com mão de ferro. Subia nas sondagens, era adorado, finalmente o pequeno Vladimir tinha atingido o Olimpo, faltava um degrau para ser Zeus, a Presidência.

No ano 2000, Putin é eleito Presidente Russo e acaba a experiência “democrática” Russa. E agora sim, começa a era do Urso renascido das cinzas, a era de Vladimir Putin. Putin desde 2000 que é governante à já 18 anos, com uma interrupção na Presidência devido à Constituição Russa da limitação a dois mandatos consecutivos, aqui entra Dmitri Medvedev que passou a Presidente Russo e Putin  Primeiro-Ministro. Mas desenganem-se, que Medvedev era o chefe do jogo, era o fantoche de Putin.

Todos que enfrentaram o Presidente Russo, como diz o título deste artigo, acabaram no caixão ou perto de Deus nosso senhor. Mais de 30 jornalistas mortos, opositores mortos, um com mais de 5 tiros nas costas como foi Boris Nemtsov, morto perto do Kremlin. Outro foi Alexander Litvinenko, Tenente Coronel do FSB que digamos era um “Polícia honesto”. Uma pessoa que conhecia Putin dos tempos KGB, todos os podres. Litvinenko falou “demais”, em Londres, onde emigrou com a sua família devido à complacência zero que tinha com o regime de Putin.

Alexander fora envenenado em Londres, veneno esse com compostos nucleares só ao alcance de poucos governos, destruiu cada órgão, um a um, até este ficar em coma e morrer 6 meses depois.

O grande problema dos E.U.A, da Europa e do Mundo civilizado não são os brinquedos nucleares e a gordura a mais de Kim Jong Un que Trump domesticou com hotéis e com capitalismo que consolidarão o poder do ditador Coreano mas que, ao menos, podem permitir relativa estabilidade e paz mundial, o grande problema para a paz no Mundo chama-se Vladimir Putin, o criminoso de guerra Russo.

Para Putin, se não consegues derrotar o teu inimigo, mata-o. Simples!

Mauro Oliveira Pires

 

Quem Aguenta o País é o Sector Privado Dr.Costa!

O ajustamento económico Português foi um sucesso relativo, conseguiu-se redimensionar o sector privado como um todo, as consequências mais “negativas” do ajustamento, isto numa análise meramente económica, como o desemprego que se gerou, teve como proveniência mais constante de um sector que era o “sustentáculo” do crescimento da Economia Portuguesa num tempo recente, como o sector dos bens não transaccionáveis, sector esse composto por actividades que quando operacionalizadas geravam divida constantemente, especialmente privada e externa, que cujo crescimento e desenvolvimento foi fomentado por políticas europeias(culpa de quem nos governou, mas também de quem nos emprestou) e públicas de modo irresponsável.

Por conseguinte, todo o quadro de crescimento sustentado que se queira realizar a médio-longo prazo fica completamente rabiscado não só com um crescimento que estava assente em pés de barro(ainda está, mas menos), com políticas fiscais inconstantes e totalmente imprevisíveis e com a criação de regulações e taxas à velocidade de uma toupeira profissional.

O ajustamento económico-financeiro, veio a “atenuar” estes desequilíbrios macroeconómicos estruturais, para pessoas como Catarina Martins, a pequena, Jerónimo de Sousa, o emplastro, e António Costa, o cativador, que disseram que o tal ajustamento foi um total fracasso, segundo declarações não muito longínquas do seu reino “IURD”, hoje beneficiam não só da “limpeza de Passos” como de condições macro internacionais das melhores de sempre mas, mesmo, assim, o crescimento económico português desacelera e a produtividade cai, mera incompetência canhota.

O Governo de António Costa parece aquelas preguiças com obesidade mórbida, que estão sempre à espera que a fêmea faça algo para o estado de coisas mude e estes ficam na árvore com banhos de sol, os de Ibiza são bons pelo que se diz! O Sector privado aguentou e está a aguentar com uma resiliência franciscana a máquina sugadora de impostos de Mário Centeno, o Estado monstruoso e ineficiente mas como preguiça precisa de sobreviver, ainda deixa as formiguinhas passar, mas chegará o dia em que a factura da desgraça socialista nos chegará outra vez por Pombo correio.

Como a paciência já é pouca para escrever sobre socialistas formatados, vamos ao que interessa, dados, números, vamos à representação numérica do sucesso do sector privado português em tempos de dificuldades que ainda hoje perdura. Como são dados mais “científicos” e nem todos são da área económica fiz um mini-glossário de orientação inicial.

⊗ Balança Comercial: A Balança Comercial não é mais que um registo contabilístico onde agregamos a Balança de Bens e de Serviços, que juntas formam o saldo da Balança. Este registo, mede então os fTacluxos de saída(Exportações) e de entrada(Importações).

• Quando o saldo é >(maior) que zero, temos um superávit, portanto as exportações de bens e serviços ultrapassam as importações, pagando-as totalmente.

• Quando o saldo é <(menor) que zero, temos um défice, portanto as importações de bens e serviços ultrapassam as exportações, assim, o conteúdo exportado não paga totalmente as importações e temos que nos endividar(pedir financiamento) para cobrir tal défice, gerando dívida privada.

⊕ Não esquecer que a Balança Comercial está inserida num registo ainda maior que é a Balança corrente, que tem outras componentes, como as transferências da UE para cá e vice-versa, que em conjunto com a Bal. de capital(fica para outra artigo), formam a balança corrente e de capital(ex-balança de Pagamentos), que esta sim, o saldo da mesma influência definitivamente o percurso da dívida privada e externa.

⊕ Mais uma definição adjacente e importante. Como já referi acima, quando exportamos recebemos divisas, quando compramos bens e serviços ao exterior, ficamos sem elas. Portanto, o que recebemos pode pagar a totalidade do que importamos, ou não… Neste cenário criou-se a Taxa de Cobertura que é a divisão entre as exportações pelas importações multiplicando por 100, dando nos a percentagem das exportações que pagam as importações.

Agora estamos em condições para os gráficos! Vamos ao primeiro!

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FONTE: INE

Como as criaturas do Bloco, PCP e PS podem verificar no gráfico acima, os gráficos não são só uns riscos e charadas sociais de acampamentos, são representações gráficas que representam a realidade, muitas vezes incompleta, mas são uma base de trabalho. A partir de 2010 até 2017, o peso das exportações bens e serviços aumentaram o seu peso de forma exponencial, estamos a falar de um valor que representava 25% do PIB em 2009(meados), até mais 44% do PIB em 2017, um aumento em valores relativos de quase o dobro.

O esforço dos empresários portugueses é heróico, pois, não só em ambiente vil conseguem que a balança comercial fique 6 anos seguidos(!) superavitária, um recorde em Portugal, como conseguem alterar o modo como crescemos, em economês, alteraram o nosso perfil de crescimento, que hoje é bastante mais saudável que há 8 anos. Se a nossa média de crescimento neste século foi de 0,3% aproximadamente, hoje crescemos 2%, muito mais portanto.

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FONTE: INE

Neste gráfico, a PORDATA, mostra isso mais atentamente. A Taxa de cobertura, como já viram no glossário acima, é superior a 100% desde 2012, e em tempos de geringonça continua na média das taxas em final de mandato de Passos Coelho.

O que interessa, portanto, é que uma das componentes que sempre manteve a nossa balança corrente com pressão, a balança de bens, essencialmente porque nós “compramos caro” e vendemos “barato”, é das grandes responsáveis pelo nosso atraso de crescimento e por tão fracos desempenhos. A balança de bens já se está a deteriorar outra vez, especialmente a partir de 2017, onde o saldo se agravou mais de 2,5 mil milhões de euros. Agora, imaginem, que o turismo para de crescer… Se não nos reformámos completamente, por mais que o esforço feito do lado dos privados tenha sido notável, voltamos à armadilha de baixo crescimento.

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FONTE: Pordata

Baixo crescimento, como óbvio, porque o Estado não quer a Taxa de IRC a 8%, um projecto fiscal de médio e longo prazo sem alterações de impostos empresariais e com a sua diminuição, tudo isto porque o Estado Português quer continuar a alimentar as oligarquias. Se isto não é Socialismo caviar, não sei o que é.

Quando em Portugal não tivermos a cultura de que o Estado é um mero árbitro, e nem o devia ser, mas sendo pragmático que o seja, que o lugar dele é deixar que o individuo, as pessoas portanto, trabalhem, recebam o seu salário, produzam, consumam e que façam o que querem com o seu dinheiro, então estamos a ir para o caminho da servidão total.

A equação fundamental portuguesa é: Consumam, produzam e poupem.. Está tudo ao contrário! Devia ser poupem, produzam e consumam! Mas meter isto na cabeça de pessoas na política que não sabem criar emprego… Esqueçam!

Mauro Oliveira Pires

Donald Trump Ganhou, temos pena!

O Presidente dos E.U.A é um caso de estudo tremendamente peculiar, se, por um lado, despertava no meu caso mais particular uma indiferença bastante subtil, na campanha eleitoral norte-americana, com certas atitudes a levarem me a ponderar se quer ouvir qualquer discurso seu, o tempo passou e não passou só por mera ordem cronométrica e temporal por si só, Trump tem estaleca, tem calo, tem vivência, são 70 anos vividos à mais alta rotação é empresário, recebeu dinheiro para o inicio da sua carreira, mas os lugares comuns da vida e os buracos adjacentes não permitiram que o actual Presidente da maior economia do Mundo se desviasse do seu caminho.

Trump tem uma personalidade única, sabe transparecer para fora o que ele quer, se o ambiente exige que ele se transforme e que tenha de transparecer um “estúpido”, especialmente perto dos burocratas europeus, Trump fá-lo como ninguém, é uma arma negocial de Trump, quem é empresário e lida com o pagamento de salários, com o risco e com a transformação estrutural dos negócios a longo prazo sabe que a prática eterna do bluff nunca passa da moda. Se todos acham que ele, o Donald(ele gosta que lhe chamem assim…), é parvo, ele gosta, pois assim todos baixam a guarda, vão na conversa da sereia e caiem nas redes do pescador.

Trump que é um Business man, sabe perfeitamente que a expansão de uma Economia, que a expansão de um pequeno negócio ao maior, depende na correlação directa positiva do crescimento/expansão dos mercados quer onde se inserem, quer dos externos. Ninguém gosta de tarifas, muito menos Donald Trump, mas a única maneira de as eliminar era mostrar que as mesmas eram más, por mais que as 5.000 páginas de regulação europeia o digam, a União Europeia como um todo continua com uma pauta aduaneira comum aos produtos americanos, a hipocrisia Europeia no seu melhor.

Donald aproveitou-se da situação, lançou o caos, dominou e depois colocou em cima da mesa o que verdadeiramente queria, eliminar tarifas para uma verdadeira concretização do comércio livre. Jogada de mestre? Dom João II(Rei Português), ficaria contente.

Mais uma vez, quem não veio da formatação política quer das juventudes políticas, quer dos Partidos em si, traduzindo por outras palavras menos ostracizantes, o tacho, tem que aprender como se negoceia, para além disso, tem que aprender a pagar salários e a pagar impostos(não é que goste deles..)? Não! Trump é um Self Made Man! Colocou nos sapatos os políticos “profissionais” da cartilha(pardon my english).

O acordo de paz com a Coreia do Norte e com o seu “Rocket Man”, chegaram a bom porto, mas logo a imprensa socialista diz que é fogo de vista. Se fosse o inteligentíssimo, o santíssimo, o grande e Amado líder Barack Obama, esse sim, o acordo era mais credível, era de cimento, era de uma dignidade à Ferro Rodrigues! A dor de cotovelo do sistema ter como líder do Mundo livre uma pessoa que não tem avental faz lhes comichão. Comprem fenistil.

Mauro Oliveira Pires

 

PSD: O Novo Brinquedo de António Costa

A história do namoro antecipado de Costa com Rio, recordar abraços e beijinhos nas bochechas em águas passadas, faz me lembrar um episódio pessoal de quando fui à Índia no ano de 2017. Em Nova Déli, como podem imaginar, o grau de concentração de restaurantes indianos de determinada comida especifica é deveras elevado. Um individuo do restaurante queria me cobrar um valor mais elevado face ao que eu consumi, como o preço do Caril de Camarão não se compara a encher o depósito de gasolina em Portugal, com alguma conversa mais afectuosa chegamos a um acordo, o que estava na factura, erradamente a mais diga-se, eu dava lhe em gorjeta, só para o senhor não se armar em Catarina Martins lá do bairro.

Claro que podia ficar chateado, claro que podia protestar, claro que com o meu cabelo que era cientificamente parecido ao do actual(ex?) treinador do Sporting, podia meter mais algum medo adicional ao empregado, mas, nem isso. Visitava um País dos meus ancestrais, queria sossego. Isto é um caso paradigmático e quase a papel químico, da relação quase que incestuosa entre o Dr.Rio e o Dr.Costa. Tais criaturas olham-se como um bom Brasileiro olha para uma maracujá e um bom português para um pastel de bacalhau(prefiro chamuças…), se um quer a Reforma de algum sector, outro, horas depois, responde com uma sonoridade tão positiva que os passarinhos de Alchochete levantam voo, sem agressões de maior entre si, claro.

António Costa é o que já sabemos, o pior político no que é o sentido nobre do termo diz respeito, não respeita as relações institucionais a nível do voto, desvirtuo a relação de poder entre partidos, abrindo a porta das clientelas ao Bloco e hoje namora com todos, vai para a cama com todos e gera Fernandas Câncios com uma enorme eficiência. Aproveitando-se da ignorância do povo português para os temas económicos, a apatia normal e geral bem como a tendência para as “Humanidades” em vez do raciocínio matemático, o caldo de António Costa é o cenário perfeito para experiências maquiavélicas do mesmo.

Só para terem ideia, um dia destes trago dados mais concretos, a Economia está a crescer, a desacelerar para ser mais preciso e, para além disso, a produtividade do País está a baixar, para português entender, existe retoma, existe crescimento mas insustentável! Ao mínimo sopro, ao mínimo deslize de política orçamental estamos tramados. Não é por acaso que Mário Centeno e António Costa hoje tem um discurso mais contido do que há 1 ano ou 2. Maior parte dos Países da UE, se fizermos a média de saldos orçamentais, Portugal é dos Países com pior saldo orçamental da Europa, ou seja, maior défice. Por outro lado tem uma dívida pública descontrolada e que teima em não descer, pelo menos em valores absolutos(dinheiro, esqueçam as percentagens).

Se Rui Rio quer efectuar um matrimónio a longo prazo, melhor, a cova a longo prazo, é beijar de uma vez os lábios cínicos de António Costa. É que estão tão à mão de semear que dá medo. Como diria um compatriota em tempos, que deve ir para as Arábias(ou não…), Rio tem que se assumir(Não vamos escrever na Língua do Jorge). As setas do PSD indicam isso mesmo, um Partido sem rumo e sem um vector director. Passos afinal não era o elemento desagregador, mas sim de união, de facto!

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

O Momento Catarina Martins de António Costa

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Jornal Público, 2014 visita de Sigmar Gabriel a Portugal

Corria o ano de 2014, António Costa tinha acabado de apunhalar a sangue frio António José Seguro, o líder mais credível do PS da sua história como um todo. O discurso era errático, uma característica peculiar de sua Santidade é que tamanhos pensamentos macro craniais e que, cujas vibrações sensoriais chegam a Marte, coadjuvam com o cata-vento do Presidente Marcelo. Para Costa, em 2014, a Austeridade, esse nome que foi contraído do nome técnico Política Orçamental contraccionista dos macro economistas, era o bicho de sete cabeças essa criatura lendária parecida com o acordar da Catarina às 7 da manhã das segundas feiras.

Em 2015, especialmente em Janeiro, com aquele discurso pró Syriza em que:” O Syriza era o caminho a seguir”, os pensamentos de Costa foram atenuando, com Mário Centeno na elaboração do programa económico do PS e a Agenda para a década que, diga-se de passagem, não durou 5 meses, a feitiçaria de Mário Centeno previa uma expansão dos gastos públicos num momento inicial para, segundo ele, “incrementar o volume do crescimento”, para depois esse suposto crescimento gerar um aumento de receitas para os cofres do Estado e assim diminuir o défice, uma receita da lógica da batata.

Passos vence as eleições legislativas de 2015 em Portugal, o Messias Costa perde em toda a linha, o discurso da loja dos trezentos foi consumido à Cruela de Vil e em modo de cebolada. Depois usurpa o poder, usa duas estacas de nome Catarina e Jerónimo para consolidar o seu poder interno e fazer de moderador do Reino do quintal à Beira mar plantado.

Os ditames das finanças, aqueles números bastante complexos e com processos matemáticos complicados para tamanho cérebro Costista, levaram a que a Comissão Europeia ameaçasse com Sanções à Troika Social Comunista por levar a cabo uma política económica inexistente, estrutural portanto, e uma política orçamental irresponsável. Aqui começaram a dança das cativações, Costa cativou a Europa, Juncker ao pequeno ao almoço, especialmente com um vinho caro, e ainda cativou o povo português, que cuja ignorância não permite ver a realidade como ela é.

Dizem que a realidade é imperfeita, mas as mentiras de Tsipras, a austeridade de Tsipras fez bem à Grécia, hoje é um País com Superávit nas contas públicas, Portugal já não o tem desde 1974, expulsou Varoufakis e regressa aos mercados. Costa repete a receita, mas de maneira errada, porque os cortes que faz são facilmente revertíveis  com o ciclo económico e o aumento de despesa pública em alguns sectores estratégicos para votos, em tempos apertados claro, são uma variável venenosa para nós.

Enquanto boa parte dos Países europeus tem défice orçamental zero ou superávit nas contas, o nosso défice de -3%(com Caixa) é dos maiores da Europa, mas excluindo o efeito Caixa não estamos melhor. Entretanto os beijinhos hipócritas de Costa à Imperatriz Europeia, mulher mais poderosa do Mundo, são mordidas de Naja. Nada que António Costa não saiba fazer, bonito na frente, um oco por trás.

Nem Sócrates faria melhor, se um é Sociopata outro é um ser mentalidade perigosa, muito perigosa. Sim, a Catarina vendeu-se a Costa por 1€, Costa vendeu-se a Merkel por mais uns tostões.

Mauro Oliveira Pires

Rui Rio: O Campanário

A expressão:” Campanário”, foi talvez das mais céleres expressões usadas na Tertúlia Liberal que se realizou ontem no Grémio Literário em Lisboa, com participação oratória do sempre irreverente Vasco Pulido Valente e do Liberal e afável Adolfo Mesquita Nunes, Vice-Presidente do CDS.

Vasco Pulido Valente enfatizou a clara,  a mais que evidente, hecatombe que o PSD sofrerá num futuro próximo com as eleições legislativas de 2019. Rio é o contrário do Passismo, em tudo, primeiro porque Pedro Passos Coelho por mais que não o falasse directamente, era e é um liberal envergonhado, Passos detesta as oligarquias, as famílias do regime e todo o conjunto de chico-espertismos envolventes.

Pedro Passos Coelho, se fosse hoje líder da oposição, não oferecia de bandeja o seu Partido a um outro Partido que é uma agremiação a céu aberto de malfeitores, despesistas, bancarrotistas e com interesses ocultos, querendo somente o orçamento para a distribuição de cargos a César e sua família coadjuvante bem como as famosas adjudicações directas que todos nós conhecemos e que, claro, fazem com que muitos políticos com rendimentos a rondar os 3 a 4 mil euros líquidos andem de Porsche por aí.

Passos não vendia a alma ao diabo, ao Primeiro-Ministro que não ganhou as eleições, Rio vendeu, Costa é hoje o “moderador” do regime dos aventais, Costa saltita por debaixo da terra como uma toupeira profissional, descobrindo caminhos ocultos e buracos ultrajantes que façam tropeçar PCP e Bloco ao mesmo tempo e criando uma teia ao PSD e CDS, que não são oposição séria ao Socialismo pragmático de António Costa.

Uma direita, não a temos, mas alguém que fosse minimamente mais “rotativo”, que se desse ao trabalho de falar para os seus eleitores, aos votantes do chamando centrão, aos socialistas pragmáticos do Norte, era uma direita ganhadora. Agora, uma suposta “direita” que não aproveita calinadas de um Primeiro-Ministro que atira hipocritamente a todos os ventos que:” O PS é o Partido que melhor Governa a Economia e as Finanças Públicas”

Mas, camaradas, aqui temos o nosso problema, o PS fala, age, como se nós fossemos estúpidos. Um Partido que em 2015 dizia em alto e bom som que a austeridade de Passos era desnecessária e hoje, atenção, HOJE, reduz o défice público e coloca-o como prioridade basilar da sustentação do seu poder, reduz a despesa pública da maneira mais cega de todas, com cortes meramente conjunturais e que são revertíveis ao mínimo sopro de uma fase descendente do ciclo económico é no mínimo de rir que Costa tenha um suposto sucesso com medidas mais perto da linha de Passos, mas não tão perto que lhe permitam ter sucesso estrutural e contínuo.

Se a direita não pega nisto, não pega em recortes de jornais, não pega nas afirmações do passado, o PSD e o CDS servem precisamente para quê? Para comporem o arco do Socialismo que temos no Parlamento? Se o PS é o que quer consoante o vento, PCP e Bloco são o que são, o PSD é de centro esquerda, segundo o seu líder, o CDS diz-se de direita, e bem, mas continua dentro de si com neo-conservadorismos e beatismos inúteis.

No fechar de contas e, apresentando resultados, o saldo final não é saber para onde vai a direita, é para onde vai um Regime que nasceu torto há 44 anos e morrerá ainda mais torto, resta saber quando. Se o PSD de Rio não é solução, ela já saiu, Pedro Passos Coelho continua a ser o maior activo da direita e da réstia do pouco liberalismo que trouxe.

Pobre País.

Mauro Oliveira Pires

 

O Governo Português é Irresponsável!

Circo. É a palavra floral e de ordem no País das praias, bolas de berlim e vinho verde. Guterres, nos anos 2000, proclamou aos sete ventos da malapata que a reforma da Segurança Social da altura conseguiria suster o sistema de previdência social por mais 100 anos. Tais palavras não tinham feitiço e muito menos panos para tantos cálculos exagerados. Logo no primeiro Governo de Sócrates, numa outra “grande reforma” do sistema, mais uma vez este estaria a salvo.

Anos depois Passos viu e bem o problema de fundo, a Caixa Geral de Aposentações tinha reformados que, por um lado, descontaram o mesmo e trabalharam o mesmo número de anos que o privado e recebiam um conjunto de pagamentos mais elevados que estes, com isto, o sistema tinha e tem constantes défices crónicos estruturais, atingindo hoje um “excedente” devido as transferências públicas do Orçamento de Estado.

O plano de convergência de pensões de Passos fora aprovado em Conselho de Ministros e de seguida, os actuais coadjuvantes de António Costa, logo colocaram a medida para fiscalização no Tribunal Constitucional. Foi chumbada e mais um aumento de impostos, cortes de salários e despesas de ministérios Victor Gaspar teve que apertar e espremer para cumprir os objectivos internacionais.

Em 2015, no Programa eleitoral da PAF(Portugal À Frente), Passos tinha o plano de plafonamento de pensões como parte da solução do sistema de pensões, isto é, criar contas individuais para cada pessoa num sistema privado de pensões que cada um escolha, medida esta já implementada e com sucesso no Chile.

Factos são factos, o sistema de pensões português e todos os que sejam similares ao nosso são autênticos sistemas de Ponzi, um autêntico castelo onde escravos deitam a água do seu suor para outros beneficiarem. O Sistema depende infinitamente de pagamentos actuais dos nossos activos no mercado de trabalho, em troca de recebimentos futuros cada vez menores para si mesmos, para quem descontou portanto, pagando as actuais pensões que são financiadas pelos actuais activos.

Uma irresponsabilidade intergeracional aprofundada pela maré de políticos de esquerda e sociais democratas com tons de toranja. Ninguém soube fazer diferente, ninguém soube ser corajoso o suficiente no Pré-Troika. No Pós-Troika e até durante o Programa de Ajustamento, a fúria dos Lobbys, dos aventais e consecutivas jogadas de bastidores não deram para aprofundar a reforma estrutural que o País precisava em diversos sectores. Passos fez o que soube e o que pode.

Mas claro, Passos pode ter sido a excepção à regra pelo menos na vontade de mudança( apesar da não concretização de algo mais concreto para um projecto de reforma mais alargado do Sistema), só que as excepções acabam e o seu sucessor através de golpes contínuos de baú, a Troika Social Comunista, cuja cabecilha tem como expoente máximo António Costa, continua com palhas nos olhos e não faz um mínimo esforço para olhar e analisar o pântano e os pregos que deita para o caixão da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações(olhando para o défice crónico à parte).

O Socialismo tem uma particularidade deveras interessante, os seus líderes tem o dom da palavra, quando aplicam medidas contraccionistas ou de restrição orçamental, cujo nome evoluiu para uma palavra Catarínica mais sofisticada, a famosa Austeridade, estes passam por entre os pingos da chuva. O lixo que deixam é sempre dos outros, a incineração é sempre do campo ideológico contrário, mas depois o discurso não difere.

Todos são socialistas, outros de martelo e  foice, outros com construções sociais rocambolescas a roçar o cabelo de espantalho da nossa querida Fernanda Câncio. Outros ainda socialistas de vaca voadora, uma balbúrdia da quinta em pleno.

Se ninguém quer eliminar subsistemas públicos tornando o sistema de pensões num só sistema, não monopolista como o actual, com regras iguais para todos, evoluindo para um sistema parecido ao Chileno ou Suiço podemos contar as charadas das cativações que quisermos em contos de fadas do além, mas não nos livramos de uma Tetra Bancarrota ou Penta que não tenha um sabor sucessivo cada vez mais amargo.

Terminando o artigo com alguns dados em concreto do subsistema público da Caixa Geral de Aposentações. Primeiro ponto a referir, o número de beneficiários a receber o seu “abono”, ou pensão na linguagem mais corrente, é hoje maior que o número de funcionários público activos a descontarem para as reformas dos aposentados públicos. O sistema no que é o seu fluxo operacional de pagamentos e recebimentos está per si desequilibrado.

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FONTE: Relatório e contas CGA, 2016.

O índice de sustentabilidade na rubrica dos “indicadores”, já nos diz que em 2016 e em 2015 o rácio de subscritores face a aposentados da função pública está abaixo de 1, trocando por miúdos, não temos funcionários públicos suficientes que sustentem o sistema em Pirâmide construído. Uma fraude que engana as pessoas, poucos explicam e querem explicar. Porquê? Perde-se votos, dá trabalho, como diria o outro, é chato.

O único garante dos pagamentos actuais das reformas dos funcionários públicos, são, então, os fluxos monetários do Estado em forma de transferências correntes e subsídios, como podem ver no gráfico 2 que apresento bem como igualmente na transcrição escrita do relatório e contas da CGA.

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FONTE: Relatório e Contas da CGA, 2016

Se repararem, o fecho do exercício das contas da CGA em 2014 e 2015 mostrava-nos duas coisas interessantes, os custos e perdas(despesa), eram maiores que os proveitos(receita), apesar de em 2016 já podemos dizer que eliminámos o défice do sistema.

Eliminámos sim, mas de modo conjuntural e não estrutural, se formos analisar os factos, a única rubrica da receita que sustenta o aumento dos proveitos da CGA são as transferências e subsídios do Estado que aumentaram de 4,13 mil milhões de euros em 2014 para em 2016 o Estado transferir cerca de 4,926 mil milhões de euros cerca de 800 milhões de euros a mais mais coisa menos coisa em 2 anos.

Para reforçar o que disse anteriormente:

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FONTE: Relatório e Contas da CGA, 2016

É só lerem, está escarrapachado:” Respeitantes à comparticipação do OE, destinada a assegurar o equilíbrio financeiro da Instituição”

Por isso, sem o efeito Estado, a nível das transferências públicas os exercícios consolidados de 2014 a 2016 apresentaram défices crónicos a variarem os -3,3 a -4,1 mil milhões de euros. Eles disto não falam, não discutem nem gostam que se discuta. Portugal não vive em liberdade, vive num regime fascista de ideologia de Estado única que tudo absorve e nada faz por mudar.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Sim, Temos que Reduzir o Número Funcionários Públicos

O tema em questão, e bem, foi introduzida no debate pelo novo Partido Liberal Português a Iniciativa Liberal. Devemos ou não reduzir o número de funcionários públicos? A resposta é um redondo sim! Os gastos com pessoal são a 2ª maior fatia do grande bolo do Orçamento de Estado, é uma despesa flexível no corte a curto médio prazo mas de difícil manutenção para futuro acabando por não ser estrutural porque, essencialmente, quando Pedro Passos Coelho em 2013 quis introduzir o regime de mobilidade especial na função pública, esta foi chumbada pelos Juízes do Palácio Ratton devido ao não cumprimento do princípio da confiança, isto é, os funcionários públicos contratados antes de 2009 “sofriam” de um regime especial da valorização da “confiança” dada à sua carreira profissional, considerando que estas violam o princípio da garantia da segurança no emprego e da proporcionalidade.

Ou seja, no geral, não existe um impedimento geral na Constituição da República para se demitir um funcionário pública, mas, existem certas barreiras e interpretações ideológicas que se fazem que não deixam as reformas avançarem. É inacreditável que sejam funcionários públicos a decidir se podem decidir ser demitidos ou não, se podem levar com reduções salariais ou não, um trabalhador do sector privado sujeita-se a tudo, sujeita-se ao principio de seres competente ou vais para a rua, tão simples como isso.

O ajustamento macro-estrutural português foi violento para os lados do sector privado, o sector dos bens transaccionáveis acelerou o crescimento, as exportações de bens e serviços aumentaram, o saldo da balança corrente e de capital(anterior designação era bal.pagamentos), é hoje excedentária, isto tudo com impostos, impedimentos, regulações e burocracias de maior, uma atitude heróica da criatividade de cada empresário corajoso que criou emprego, riqueza e pagou impostos por isso no País do confisco e do Social comunismo, sem qualquer respeito pela propriedade privada e por si próprio, sim, porque em Portugal os portugueses não acreditam em si próprios e logo que são seres individuais para mudarem a sua própria vida, isto generalizando, claro.

Se o privado pagou, o sector público que também sofreu, mas não o mesmo que o privado, a dimensão do que é o aparelho do sector público pode ser feito de duas formas, ou se reduz salários definitivamente sem demissões, ou reduzimos o bolo através de despedimentos e não temos que ter mais reduções, quem vive da mesada dos Pais tem que fazer escolhas, ou isto ou aquilo, é o custo de oportunidade, nós vivemos do dinheiro dos outros, portanto as regras do jogo são dos outros, ou nos sujeitamos ou o nosso próprio envelhecimento da população e das estruturas produtivas, por falta de renovação do capital  e poupança baixa, vão nos condenar ao fracasso total enquanto País no longo prazo.

Deixo aqui os dados da despesa pública efectiva de 2016 para perceberem o que estou a dizer:

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FONTE: Direcção Geral do Orçamento

Com podem ver as transferências correntes, despesas com pessoal e consumos intermédios(Aquisição….), são os itens orçamentais do lado da despesa com maior peso, como disse acima ambas de fácil corte mas de difícil transformação em corte estrutural, primeiro, porque ao Partido do Regime, PS, não lhes dá jeito e segundo era preciso uma revisão constitucional para que determinados “pequenos” entraves fossem eliminados.

Vamos a contas:

  1. Transferências Correntes: 25,3 mil milhões de euros(valores arredondados);
  2. Despesas com Pessoal: 15,9 mil milhões de euros(valores arredondados);
  3. Aquisição de Bens e Serviços: 8,5 mil milhões de euros;
  4. Juros: 7,9 mil milhões de euros;
  5. Outros: 5 mil milhões de euros;

Atenção que estes dados são da despesa efectiva da Administração Central, excluo as Administrações Públicas, mas percebem a ideia na mesma, temos uma despesa monstruosa à mesma.

A despesa com pessoal representa cerca de mais coisa menos coisa 25% da despesa pública, portanto temos que cortar não temos que ter aqui falinhas mansas, é o futuro de todos nós que está em risco. Segundo, neste cálculo estão incluídas o pagamento das pensões de reforma, por conseguinte os valores para efeito de discussão deste artigo estão inflacionados mas podemos ir por aqui também, as pensões tem que ser cortadas outra vez sim, o segundo País mais envelhecido da UE(!), não pode comportar tal irresponsabilidade de uma geração pagar os erros da anterior.

É uma discussão para outro artigo. Agora é necessário dar os parabéns à Iniciativa Liberal pela coragem demonstrada, apesar de alguns erros efectuados, algo normal em qualquer partido quer maduro quer em crescimento. Ao menos fez algo que o PSD e CDS ainda não fizeram. Pontos a favor já!

Mauro Oliveira Pires

 

Carlos César Orgulha-se do Legado de José Sócrates

No PS sempre que existem problemas nas suas tripas temos sempre a mesma resposta, já é assim ao longo de quarenta anos, tem todos alucinações colectivas de ordem maior, ninguém se lembra de nada, ninguém apoiou ninguém, era tudo uma cabala contra o grande Partido do Avental. Mas, como ainda temos memória, e pelo menos não é selectiva como certos elementos do Largo da Rato ainda nos lembramos do quão efusivo era João Galamba no apoio ao seu chefe Pinto de Sousa. Não se lembram? Vamos a fotos!

Sem Título
FONTE: Correio da Manhã

 

O PS está em modo táctico, a concertar estratégias, neste caso, na cabeça de António Costa temos o seguinte, como posso eu António Costa ver me livre de um ser que apoiei e fui Ministro? A descolagem de Costa à imagem de José Sócrates era um dos passos que faltava para que António Costa só tivesse uma vergonha na vida: A da usurpação do poder a Passos em 2015.

Factos são factos, se Sócrates era mais “ponderado” politicamente que Costa, este hoje é pior que o seu Mestre, Sócrates era e é o mestre da oração, Sócrates tem estilo, Sócrates tem “glamour”, António Costa é exactamente o oposto, não sabe articular as palavras, é básico na formação de um raciocino lógico, mas, o que interessa efectivamente para a prática mensurável do nível maquiavélico de ambos é a venda da Alma ao diabo e ai Costa foi mestre.

Se vender a Alma ao diabo é sinónimo de mestre da táctica política  e de um nível camaleónico acima do normal, Costa ganha poder, reconhecimento pela montagem da Troika Social Fascista Governamental. Fica então na história política portuguesa, mas, Costa esquece-se de outra variável que descura sempre tal como o seu antecessor Engenheiro oral aos domingos e Armani no resto da semana, Costa não percebe os números, Costa prefere o curto prazo ao longo prazo, Costa prefere o keynesianismo barato e feitiçaria do que reformas estruturais que mantenham em pleno o modelo económico de Passos Coelho que tão bons frutos deu ao País.

O problema do PS e do País não é o sacudir da água do capote do PS e a maleabilidade táctica do PS, é sim um Primeiro Ministro que é muito pior que José Sócrates, é sim um Partido que controla a comunicação social, os aventais e outras entidades obscuras. O problema do PS é que não quer saber do futuro de portugal, mas sim da sua falência técnica e sobrevivência no curto prazo. Ponto.

E sim, Carlos César, como bom samaritano que é, continua a gostar do mestre, Sócrates nem nos levou à maior pré-bancarrota de sempre.

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FONTE: Jornal de Negócios

 

 

PS: O Partido das Toupeiras e o Bruxo de Fafe

As toupeiras, não confundir com outras coisas alheias à actividade política, escavam, fazem buracos, criam túneis, esburacam um campo inteiro se for preciso, tal como o Partido da Oligarquia mor em Portugal, o Partido que ora é Social Democrata ás Segundas, Quartas e Sextas e ora é Social Comunista ás Terças, Quintas  e Sábados sendo neutral em dias de incêndio ou catástrofes orçamentais variadas aos Domingos.

O PS é o apogeu perfeito de uma Toupeira mãe, balofa, com uns quilos a mais, mas a transbordar de gordura para o lado, fazendo por vezes ginástica mental e motora para deslocalizar tais maçãs de calorias localizadas para a frente abdominal em sinal de desespero, a táctica do empurra é sinónimo de PS e do PSD do passado que hoje renasce perante o manto fraudulento de Rui Rio, o Dom Sebastião sempre esperado, mas defraudado pelo seu socialismo interior que nada difere de António Costa.

O problema em questão, não é Manuel Pinho, são os vários Manueis Pinhos que o País produz quer pré-Democracia quer Pós-Democracia, os Pinhos do Estado Novo eram Pinheiros e mestres da propaganda, que ainda hoje conseguem que certa camada de Portugueses chorem por um Ditador, mais honesto que certos de facto, mas insuficiente para os tempos de hoje. Os Pinhos do Pós Democracia, são aqueles que promovem o rentismo das Empresas Oligarcas do Regime, os Pinhos do Regime, ou Sócratinhos, como queiram, são aqueles que da esquerda à direita cantaram os melhores versos de Sereia que tudo ia bem e não precisávamos de nos preocupar com reformas para futuro, hoje, pagamos a irresponsabilidade dos Pinhos da Política.

Portugal é como se fosse uma grande pocilga a céu aberto, onde todos armam esquemas, são invejosos, maquiavélicos, mas ninguém é capaz de pegar o touro pelos cornos, todos fogem, o cansaço da corrupção, das mentiras com flor na lapela, levam a que maioria dos Portugueses tenham desistido dos agentes políticos e de aturar o regime que os aventais criaram, este não é o Regime da liberdade que nos prometeram, é um Regime controlado pelos avençais de um Partido e em coligação com certos elementos socais democratas igualmente socialistas que querem o pote e ficam com ele.

O Regime da Liberdade era aquele em que eu tenho a liberdade individual, isto é importante, de eu descontar para uma conta individual privada para a minha reforma, e não pagar as reformas dos outros que estão já na reforma, o castelo de cartas vai ruir, mas continuando, o regime da Liberdade era eu poder escolher o Hospital, quer público ou privado, para onde quero ir, só os funcionários públicos podem, resultado? Excesso de Procura pelos serviços ineficientes do SNS e degradação dos indicadores de saúde a nível geral.

O Regime de Abril trouxe liberdade de expressão, mas não a “liberdade total”, a ditadura da dívida é hoje a maior ameaça à III República que, sem reformas, chegará ao fim. Ditadura da dívida essa criada pela irresponsabilidade da esquerda e pelos paliativos da direita, isto são os Pinhos de Portugal. Nem o Bruxo de Fafe resolve, esqueçam.

Mauro Oliveira Pires