Autor: Mauro Oliveira Pires

Liberalismo de Sofá? Jamé!

Portugal tem que ser diferente da Europa, em tudo, até nos pequenos pormenores mais corriqueiros, vejamos, a Europa está a enfrentar a criação de uma vaga de Partidos liberais, ou pelo menos Partidos menos Socialistas que os do establishment, em termos pragmáticos é boa notícia, qualquer política ou ideia que gente nova e empenhada traga para os rumos bafientos da política europeia será sempre um acréscimo de mais liberdade individual para futuro, mais criação riqueza e prosperidade.

Se na Europa temos este cenário, com o Ciudadanos em Espanha à frente dos históricos da bipolaridade da Política Espanhola e até a própria mudança de mentalidades que parece estrutural dos próprios votantes na UE, que votam hoje mais à direita do que o habitual, que se vai traduzindo em mortes lentas e dolorosas de Partidos Socialistas, ou Sociais Democratas, um pouco por toda a Europa, em Portugal ainda estamos a discutir o sexo dos Anjos, ou se Jesus Cristo subiu aos céus, se Maria Madalena era mulher de Jesus, por outras palavras continuamos num processo da táctica do engonhar, um tema clássico em 900 anos de história de Portugal

Falamos, falamos e mandamos postas de pescada sem arrotar as espinhas, depois fazemos grupinhos de facebook e lá se comentam, mandam-se likes, partilhas, beijinhos e abraços, o trabalho de terreno, aquele que deve ser feito sem medo e de modo politicamente incorrecto, essa é para aqueles que os intelectuais da Kandonga chamam de “A bunch os Socialists”. Ficar no Sofá com café é sempre aconchegante, os calos até ficam mornos e sem trincheiras de dores de maior, mas, meus caros, não há nada de mais liberal que a Associação de seres individuais com um programa para liberalizar um País.

Já sei que isto levaria a mais uma eterna discussão entre intelectuais, mas reparem, Margaret Thatcher pediu autorização para ser ela própria? Acham que ela andou a intelectualizar se era preciso um Partido para reformar um País? Com as suas ideias , conquistou os eleitores do Reino Unido e lançou talvez a maior onda liberalizadora, desreguladora e de aumento da liberdade económica que o Mundo já viu.

Só que temos aqui uma diferença, Thatcher era pragmática, um Partido é um meio de poder para se atingir um determinado fim, Thatcher seguiu o seu, reformou o País contra tudo e contra todos inclusive contra o próprio Partido, no final pagou por isso com os Tories a lançarem a facada nas costas da Dama de Ferro. Mas valeu a pena, hoje o Reino Unido é mais Thatcherista que a própria Margaret, ou pelo menos os ensinamentos perduraram e criaram raízes.

Thatcher, conseguia isto sem sair do Sofá? BOLA! Não! Simplesmente era mais uma no meio de tantos outros, a ousadia causa inveja alheia, muita! Se no Reino Unido causa imaginem em Portugal, onde os próprios “Liberais” se sabotam a si próprios. O caminho em Portugal para se promover o liberalismo é o politicamente incorrecto, a capacidade de sermos nós próprios no meio de tanta gente formatada por métodos de carneirada pelos grandes Partidos. A coragem não se consegue, nasce connosco, e talvez se desenvolva com o indivíduo em contextos particularmente difíceis, mas quem tem coragem não cortem as pernas, ajudem, para maluquinho já basta António Costa.

Último ponto, o ranking da liberdade económica de 2017 mostra uma coisa interessantíssima, que os Países do topo da tabela são os Países mais liberais do Mundo, ou seja com menos Estado, impostos mais baixos e menos regulação de actividade económica, actos que em modo sinergético promovem maior liberdade de escolha ao individuo e remete ao Estado um mero papel de espectador, que é isso que ele merece.

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FONTE: Index Of Economic Freedom, 2018 Países Livres

Como sempre, é crónico, Portugal continua o mesmo País pastel de sempre, todos os Países que há anos estavam em dificuldades e sobre vigência internacional, hoje tem um índice de liberdade económica maior que o nosso, como a Roménia, Botswana, Azerbeijão(!), Montenegro(!) entre outros.

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FONTE: Index of Economic Freedom, 2018 Países moderadamente livres

Como vem meus caros, o liberalismo é a solução não o problema, não é porque o Estado lhe diz que não que não deixa de ser verdade, pense caro leitor, um Porco quando quer comer e não tem não come o que lhe põe à frente? É o que o Estado faz, utilizada todas as técnicas de persuasão e propaganda barata para continuar a inchar, depois quem vier a seguir que pague. Pense, ainda não paga imposto.

Mauro Oliveira Pires

 

Bardamerda Doutor Costa

Para justificarmos o presente temos que muitas vezes efectuar a prática das regressões, não de vidas passadas, mas de um tempo que apesar de não muito distante devia ser suficientemente curto para as pessoas em geral não se esquecerem do que dizem, ou pelo menos prometem. António Costa está já num estado em que conseguiu o que queria, pode o País cair de podre, aos pedaços, as crianças a terem condições precárias em Hospitais com serviços cada vez mais deteriorados pela NeoAusteridade de Centeno, mas finalmente Costa foi Primeiro-Ministro e é Primeiro-Ministro, para futuro fica uma coligação governamental anti-natura pela ordem natural das coisas, mas possível devido ao ódio de escárnio a Passos Coelho.

António Costa coloca o seu Ego acima de tudo e de todos, acima dos seus subordinados, onde Centeno é o todo poderoso e distrata os seus colegas, veja-se Centeno a responder pelas dívidas em atraso ao SNS, ao invés do Ministro da Saúde, Adalberto Campos Ferndandes. O poder de Mário Centeno cheira a Salazar no auge do seu poder nas finanças, controla cada ar que passa pelos ministérios, mas a diferença é que a bomba relógio desta vez é maior, o contexto é outro e o Estado é de um tamanho assombroso a roçar o incompreensível. As medidas conjunturais de Centeno transformar-se-ão nas nossas desgraças estruturais para futuro.

Não bastam cativações, já não basta poupar nos juros, o saldo orçamental é hoje o espelho de magia negra com a imagem incorpórea de quem o controla, a verdadeira variável do desastre financeiro da navegação à vista da dupla governamental Costa e Centeno é a dívida pública, essa não mente, essa não esconde facturas nas gavetas, essa é a realidade do holocausto pós País das maravilhas geringonçal.

Os problemas estruturais para este Governo são como as lanças eléctricas de Zeus para Hades, deus dos mortos Grego e inimigo deste, António Costa e Centeno são o diabo que fogem do electricismo de Zeus, das reformas diga-se, tomara que tal correria tivesse um impacto mensurável no peso de António Costa, ele bem precisa.

Além de precisar de uma perca de peso, António Costa precisa de um choque com a realidade propriamente dita, ou seja, com os seus ditos do passado. Vamos a eles:

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FONTE: DN 2015

Já em plena campanha eleitoral, desastrada diga-se, António Costa prometeu o que está na imagem acima, médico de família a mais meio milhão de pessoas, resultado, ZERO.

Segundo:

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FONTE: DN

De seguida o Primeiro-Ministro aumenta a parada, já não era para mais meio milhão é para todos. E claro, juntando o jargão técnico de mais eficiência.

Terceiro:

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FONTE: Observador

Em Março de 2018, Costa deixa os médicos e vai para os enfermeiros, uma migração espiritual interessante. Querem ver o resultado, wait a moment please!

Quarto:

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FONTE: Observador

Sim, no fim disto, tudo, com tanta promessa cumprida,o doutor Costa conseguiu resolver o problema da Saúde em Portugal, melhor agravou e os serviços ao nível do pior que nos tempos áureos da troika.

Atenção, os tempos de espera não são maiores devido à falta de médicos ou enfermeiros, é devido à ausência de liberdade no sector, neste caso de liberdade de escolha das pessoas entre escolherem entre o privado e o público, a obrigação quase que draconiana de quem tem menos rendimentos de ir para o público dá nisto, entope.

Continuamos a adiar o País, para o ano é que é.

Mauro Oliveira Pires.

A TVI é Masoquista

Acho tremendamente peculiar, Masoquista, abjecto e um acto completamente vil o que a comunicação social portuguesa como um todo nos faz, como se diz na gíria, come quem gosta, mas colocarem um Arguido de um mega processo a comentar o seu amigo pessoal, Lula da Silva, numa televisão que este,  José Sócrates, quis comprar no passado através da Portugal Telecom para calar, sim, CALAR todo e qualquer jornalista que estavam em concreto a efectuar o seu trabalho de modo limpo, tudo porque o discípulo de Khadafi não gosta de isenção, não gosta de investigação e claro, tudo o que mexa contra si e a sua teia de poder, verificar a teia de amigos na Banca e noutros sectores estratégicos, é para eliminar quem goste de deitar “o olho” nestes redes circulares e cheias de veneno socialista.

A TVI tem toda e qualquer legitimidade para fazer o que quer, pode escolher o painel que quer, os comentadores que quer, vai é sofrer consequências, e quem está no ramo sabe, se me querem apunhalar pelas costas, como Sócrates quis fazer na TVI no passado, e colocam o lobo no covil não é uma empresa que mereça um respeito de tamanho considerável.

A Cartilha de José Sócrates no passado parece continuar no presente, a distribuição das perguntas aos jornalistas antes, o processo de não condicionamento ao Sr.Armani como se este fosse uma entidade divina que não se possa mexer, criticar ou até investigar demonstra uma democracia que não está madura, uma democracia de clientelas prontas a distribuir cargos entre si, é aqui que PS e PSD chegam a consensos, para que em matérias estruturais ambos fujam do diabo da cruz.

Além disso, a nível quer ético quer moral ao nível jornalístico, qualquer jornalista que seja mais “agressivo”, que seja jornalista no bom termo da palavra e da profissão, a “faca” cortante de José Sócrates está sempre afiada e pronta a cortar, a arrogância e impetuosidade do ex-Primeiro-Ministro que diga-se de passagem, ganhou as suas eleições sem maioria absoluta e governou, tempos mais normais que estes portanto nesse campo, apresenta níveis de sociopatia a roçar o Totalitarismo do Maduro, Khadafi e Mao Tsé Tung.

Incrível, é Portugal ter eleito e reeleito uma criatura, um agente desta “categoria”, se o arrependimento nos fizesse voltar atrás Sócrates não tinha deixado com um défice orçamental de -11%, uma dívida pública de 108% do PIB mais a dívida que estava por debaixo do “tapete” e foi devidamente incorporada nas estatísticas oficiais. Mas claro, Portugal tem sempre que convidar o Licenciado que não o é com características de trapaceiro, ao invés de uma aposta clara e simples de uma pessoa independente de partidarismo, e muito boa gente temos nós para tal efeito.

No fim meus caros já sabem de quem é a culpa disto tudo, pode Ricardo Salgado falir mais um banco ou Centeno mascarar as contas mas a culpa é de PASSOS COELHO. A lógica da batata Socialista é hilariante, de facto.

Mauro Oliveira Pires

FOTO: Créditos para a Eugénia Gomes.

 

Passos Coelho Deixou o PSD Órfão

Um Homem não se mede somente pelas suas qualidades intrínsecas, pela sua capacidade inabalável de resistir à pressão e a acontecimentos vários num espaço temporal, também se mede pela sua total abnegação a não virar a cara aos problemas por mais complexos que eles sejam e claro, não fugir para Palma de Maiorca de seguida. É essa a grande barreira de ferro que separa os fracos, os usurpadores, aqueles que tem visão de curto prazo como António tem para o País, aquela navegação à vista típica dos agentes do largo do Rato que, quando sabem que a factura está perto de chegar, abandonam o navio para o outro lado da cortina resolver, aquele que tem espinha dorsal.

Falar, recordar ou até escrever sobre Passos Coelho sendo Rui Rio Presidente do maior Partido Português é preocupante, não se podem apagar as marcas do passado, as trincheiras instaladas bem quiseram e ainda querem, a sombra de Passos paira sobre o PSD, e isso de grosso modo é positivo, quer dizer que ainda temos uma reserva mental que nem todos os Partidos tem socialistas puros ou alguém que se quer aproveitar do “pote”, é sinal que ainda se tem de reserva alguém que quer mais para o País, que tem um plano e que sente que a sua missão não acabou.

Sentir saudade da ética, da disciplina, da ordem institucional que Passos trazia consigo não é algo de outro Mundo, num País civilizado sem trincheiras e toupeiras de maior, qualquer político deixa a comunicação social entrar e resolver-se no seu ciclo natural, verdade que em Portugal maioria tem cor, é canhota nas redacções e de extrema esquerda na táctica do barulho, mas Passos podia ter sido outro, podia ter sido como Sócrates e usar uma empresa Estatal para comprar a TVI ou a SIC, usar a táctica da ameaça que Sócrates e Costa fazem, quem não se recorda do episódio de um Jornalista do Expresso João Vieira Pereira que escreveu um artigo normalíssimo a criticar António Costa na inconsistência do seu programa eleitoral e dos SMS`s que este recebeu de António Costa a dizer que isso era feio?

Podia ter sido assim Passos, mas não foi, ficou na sua vida, o Jornalismo e a Comunicação Social em 4 anos de um Governo democrático em Portugal nunca tiveram tanto à vontade na expressão da sua liberdade de imprensa, mas não, Passos é que é mau. É por tudo isto, pela visão, pela capacidade de sacrifício pelo outro, por ter acredito em si mesmo e na capacidade individual de cada português em ultrapassar o holocausto Socialista, é por isto tudo que Passos merece uma vénia. O PSD sem Passos Coelho e sem uma geração verdadeiramente liberal não passa do PS II, do Partido charneira das causas de António Costa.

Eles são carneiros, enquanto andam aos papeis o diabo come os de cebolada.

Mauro Oliveira Pires

Rui Rio dá Dó

A tarefa de Rui Rio era difícil, herdou uma enorme herança de credibilidade e confiança dos longos e árduos anos de vigência de Pedro Passos Coelho, toda e qualquer acção que Rio faça estará sempre correlacionada com magistério de Pedro Passos, não vale a pena fingir, porque um foi grande quando todos foram anões, Passos Coelho nãos se escondeu dos problemas, enfrentou-os com mão de ferro, por vezes com erros de percurso, mas no cômputo geral conseguiu um feito inigualável à escala nacional, recuperou um País do maior descalabro económico e financeiro com problemas estruturais gravíssimos, recuperou a credibilidade financeira de Portugal perante os Mercados, foi atacado pelos sectores mais fortes e rentistas da Sociedade Portuguesa, foi o mau da fita dos comentadores de cartilha mas, no fim, como sempre, o que interessa é o fecho de contas, e Passos ganhou num País de gente com literacia financeira que podia ter sido facilmente “desviada” pelas intenções populistas de um líder “fresco” como António Costa.

A tarefa de Rio era colocar o PSD como uma contra parte, um contrajogo da Geringonça governamental ser a última reserva da dignidade, da coerência e dos banhos de ética e claro, colocar um PSD na rota do Liberalismo, não do Socialismo, não conseguiu, não consegue e não quer, votar entre dois socialismos escolha-se o puro, como se diz na gíria, António Costa neste momento é o Dono e senhor da política Portuguesa em termos de jogos, é o jogador, o árbitro Marcelo quer o protagonismo e não gosta do atrevimento e faltas constantes de António Costa, um governo fraco e dependente de outros é o que Marcelo quer, Portugal parece hoje um campo de jogos esburacado com crianças a brincar as espadas.

O País normal de Passos Coelho, aquele que olhava para futuro, tinha um plano, parece estar adiado por motivos egocêntricos e plácidos do individuo que gere a Geringonça Governamental, individuo, porque de líder António Costa não tem características nenhumas, confiar num Primeiro-Ministro que vai para Palma de Maiorca em tempos negros e de cheiro a morte, é como confiar no diabo para nos proteger as costas, ele está sempre lá de facto, mas é para nos apunhalar.

Se Rui Rio não consegue renovar o PSD com ideias inovadoras sem ser a Social Democracia ás avessas, não temos dinheiros nem estrutura demográfica para isso, com aqueles planos escritos com o Português politicamente correcto da “discriminação positiva”, é melhor ficar em casa, se é para votar em mais um plano socialista mais vale votar CDS que não faz alianças tricolores com António Costa. No plano partidário Português um Primeiro-Ministro nunca ou raramente se elogiou um líder de oposição, Costa elogiou Rio, deu lhe a última facada antes da definitiva de Marcelo.

Rio não chega ao Natal, o amigo Ângelo Correia pode ajudar no novo Rumo, talvez encontre a foz.

Mauro Oliveira Pires

A Receita para o Desastre Continua

A tendência para os governantes portugueses, não liguem ao “governantes, é somente necessário para dar aquela colherada institucional à coisa, a diante, os nossos comuns mortais que estão engravatados em potes de mediocridade continuam com aquela visão míope de curto prazo, do:” Vamos lá surfar a onda que isto se resolve..”, com isto o aumento do produto(PIB) em 2017 foi claramente em termos reais dos maiores do século XXI, as reformas estruturais, as poucas que se efectuaram na vigência de Passos, resultaram, estamos talvez no auge do ciclo económico, mas, mesmo assim, com um crescimento anémico face ao que devíamos ter para conseguir acelerar o decréscimo da dívida pública, este teima em ser algo errático, primeiro porque parte de bases “boas”, ou seja, de um crescimento das exportações de bens e serviços a darem um contributo positivo para o crescimento do PIB, mas uma procura interna impulsionada por uma taxa de poupança em mínimos e que cujo aumento de consumo, se faz já sentir na nossa Balança Corrente de Capital(no seu saldo), vulgo balança de pagamentos, aquele registo que mede os fluxos económicos que nós temos com o Resto do Mundo.

Um crescimento económico com bases a enraizarem-se no passado, fará com que o nosso saldo externo volte de novo ao negativo, o problema, é que a nossa dívida privada é hoje maior do que era em 2010 ou 2009, é como se lançássemos uma bomba sobre uma Savana com alguns habitantes num ano e passado alguns anos já era uma Vila respeitável.

Se queremos consolidar a nossa reforma económica como um todo, temos que ter pactos de regime efectivos, vou repetir-me, pactos entre os maiores Partidos(não blocos centrais), para estabilidade e previsibilidade fiscal, desregulação e desburocratização. Se não temos poupança interna, há que a buscar ao exterior, para atrair investimento avultado, não aqueles de 5 milhões e 100 milhões mas no grau dos bilhões, não podemos ter um IRC e mais derramas com a taxa a ser maior que 23% e a Hungria ter uma taxa de 8% sobre os lucros das empresas, Portugal está a suicidar-se aos poucos.

Se este Governo não tem política económica e orçamental, estratégia pelo menos, que preste, navegando à vista para socorrer uns náufragos obrigando estes a votarem para uma eleição democrática do capitão do navio(Vamos admitir esta charada como verdade), a neoausteridade do Sr.Centeno já tem consequências graves, a qualidade dos serviços públicos a deteriorarem-se de dia para dia e não só, se não se sabe efectivamente onde são as cativações, a sua criança na sala de espera com febre 3 ou 5 horas à espera já sabe e sentiu.

A Matemática de Centeno é pura Alquimia socialista, os que não tem possibilidades de escolha na saúde e noutros sectores, porque o Estado não deixa, Centeno destrói os serviços onde são obrigados a ir, os pobres sofrem, e as migalhas que as cativações permitem libertar do orçamento, Centeno distribui pelos párocos da Função Pública para o polvo não sair da casca.

Confuso? Não, o Socialismo de Estado e Capitalismo de Estado clientelar é isto mesmo, ficas presos em arames por culpa de um monstro que além de controlar a tua vida, ainda a piora. A visão de curto prazo da dupla Costa&Centeno está à vista, vamos ao gráficos.

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FONTE: Banco de Portugal

Em 2 anos e 3 meses de mandato, a dupla da Mixórdia Governamental aumentou a dívida pública em 14,5 mil milhões de euros, com variações mais avultadas pelo meio, atenuadas por pagamentos de empréstimos(dívidas ao FMI etc..) e reembolsos de dívida pública, que mascararam o aumento do monstro, que, como se vê, no inicio do novo ano, já acumula uma súbida de 3,5 mil milhões de euros isto de Fevereiro de 2018 para Dezembro de 2017. Se o rácio da dívida, ou seja, a divisão da dívida em valores absolutos pelo total do PIB, dando uma percentagem, em 2017 diminuiu face a 2016, não foi por esforços de consolidação orçamental, foi pelo efeito PIB e também claro por menores necessidades de financiamento por parte do Estado, mas essencialmente pelo PIB ter crescido a um ritmo mais alto que a dívida.

Centeno, já podes dar bruxaria aos sábados.

Mauro Oliveira Pires

O Ministério de Jesus

Já passaram mais de 2018 anos do seu nascimento, há quem diga que nasceu antes da data formalmente colocada como correcta, Jesus de Nazaré continua a despertar paixões, interrogações e por vezes um ódio de escárnio de quem não conhece a sua obra. Nem tudo o que o Novo Testamento coloca com certo, está correcto, as partes mais “picantes”, aquelas que descreviam a vida de Jesus mais ao pormenor enquanto adolescente e criança, estão no Antigo o censurado pela Igreja Católica. Quanto tinha perto de 5 anos, quando andava pelas ruas, o despertar de Jesus para a corrida da divindade eterna deu o seu primeiro passo, uma criança corria em velocidade progressiva e sem querer chocou com o futuro Messias, Jesus de seguida disse:” Daqui não passarás”, e a criança morre estatelada no chão.

Já em criança Jesus parecia controlar a vida e a morte, como é claro como água era criança, o controlo de psíquico de poderes sobrenaturais que transcendem ao seu controlo de tenra idade não podiam já ser controlados, mas já demonstravam o quão especial era Jesus de Nazaré. A batalha de Jesus no futuro foi ganha bem como a guerra, era um político de uma qualidade surpreendente, mas claro, no sentido nobre da palavra, palestrante convicto e sério, amante da paz, mas, o que lhe caracterizou foi a sua imensa autoconfiança no seu “eu” e a capacidade que tinha em transfigurar o próximo para que este se juntasse a si próprio rumo à queda da Oligarquia Romana em Israel. A batalha de ter renascido para se tornar eterno, ele sabia que era esse o seu destino, e a Guerra de juntar a Humanidade em torno dos seus valores, por mais que hoje estejamos cada vez mais afastados deles, infelizmente.

Jesus acreditava nas pessoas, na sua capacidade de realização, se o formos colocar na perspectiva de hoje em dia era um liberal:” A de César o que é de César, o que é de Deus é de Deus”, ou seja, a separação entre Estado e Igreja, Jesus já tinha essa noção. Mas, como nem tudo na vida são rosas brancas, Jesus tinha os seus defeitos. Não trabalhava, não tinha rendimentos, era financiado por mulheres, Maria Madalena era a principal figura, mas não é por isso que deixou de ter razão, de ser o irreverente, de ser ele próprio.

Subindo aos céus ou não, para mim isso é pouco relevante, os ensinamentos de Jesus estão bem espelhados, e são esses que interessam, ser Católico é isso mesmo, é confiar na nossa capacidade interna de ajudarmos nos a nós próprios e ajudarmos quem quer ser ajudado, num contexto de tolerância entre religiões e raças. Portugal nisso está de Parabéns, conseguiu juntar com sucesso católicos e muçulmanos em paz, os muçulmanos das ex-colónias Portuguesas são “muçulmanos católicos”, bebem, as mulheres andam de carro e trabalham. Não são muçulmanos Árabes com todos os defeitos que as autoridades máximas religiosas daqueles Países, incluindo os governos, que tem culpa, as pessoas tem medo, são seres Humanos, acreditam numa divindade diferente, o radicalismo Islâmico dos Governos do Médio Oriente e de tribos que vivem do Islão do passado mancham o Islão moderado.

Mauro Oliveira Pires

António Costa Está a Ultrapassar Todos os Limites

Ao longo da nossa história enquanto País fomos governados por megalómanos e loucos pelo poder tentacular do Estado, caso de D.João V Rei Absoluto que desbaratou o Ouro do Brasil em obras régias para “impressionar” a Europa do Iluminismo, os palacetes em Lisboa, o Palácio de Mafra e o Aqueduto das Águas Livres(Este necessário), eram símbolos completos e palpáveis de um Rei que se achava o centro de tudo e de todos, o substituto do poder quase que intemporal de Luís XIV, resultado, depois da sua morte aquele que as cortes de Lisboa detestavam por ser filho da Aristocracia, digamos que, mais “baixa” e de nível “reles”, como diriam os parasitas da corte, que cujo nome era Sebastião José de Carvalho e Melo(Marquês de Pombal), aquele assombrava de inveja os narizes empinados da capital do Reino de Portugal, foi completamente detestado por tais seres até ao fim do seu longo Mandato de Primeiro-Ministro de mais de 25 anos ao serviço do Rei D.José I.

O Marquês reformou o País contra tudo e contra todos, conhecia os outros palcos, conhecia Londres, sabia que Portugal estava administrativamente e culturalmente atrasado, continuávamos a viver sobre o escudo glorioso do passado dos descobrimentos, Pombal foi irreverente mostrou pulso e no fim do seu mandato, já com mais de 80 anos, foi expulso de Lisboa e ficou a viver no seu palacete, renegado pelas forças que sempre controlaram e ainda hoje controlam o regime, aqueles seres que querem manter o rentismo inigualável  para aumentarem as suas gorduras viscerais. Aqueles amigos que os nossos políticos devem favores e que jogam na roda dos favores, aqueles amigos que o PS e certo PSD gostam e fazem uso, aqueles jogos de bastidores de que Portugal sempre viveu.

António Costa vem desse palco mais agastado, beneficiou dos contactos com o regime, foi Ministro quase que ininterruptamente até ser candidato a Presidente da Câmara de Lisboa e de seguida candidatado a Primeiro-Ministro  , saboreando uma pesada derrota contra o Primeiro-Ministro mais violentamente atacado em matilha pela comunicação social, Pedro Passos Coelho. Costa conseguiu tamanha proeza, ter um ano e meio e não ter desgaste para a corrida ao cargo de Primeiro-Ministro, estragando tudo com episódios lamentáveis da sua má gestão para correr pelo poder, uma coisa é manter o poder, Costa nisso é implacável, outra é correr, nisso tem que perder uns quilos e mudar de casaco naquelas horas mais complicadas.

Se somos governados sempre por políticos que só sabem o que é o funcionalismo público, não sabem o que é o processo produtivo, pagar pesados impostos e estar em dificuldades de tesouraria é tremendamente normal que sintam confortáveis na sua cadeira de mediocridade, que nos olhem do alto do seu pedestal como se fossemos formigas e eles gambuzinos. Como se vê, e não foi preciso ninguém irritar o António, o Primeiro-Ministro já avisou que vai continuar a chafurdar na lama, como já afirmou o António Costa:” Não me demito se houver outra tragédia com incêndios“, se fosse Passos Coelho a proferir tais palavras tínhamos o Miguel Sousa Tavares a ler a cartilha, a Constança Cunha e Sá a ler o teleponto como se o Famous Grouse tivesse no fim.

Se António Costa não se demite melhor para o povo Português, o nossa Camarada quer Governar em cenário de Crise, Marcelo Rebelo de Sousa espera eternamente por esse momento, já usou o seu fantoche, finalmente consolidou o seu poder e é total. Se não sais em incêndios vais cair num cenário criado por ti, que masoquista caro Costa. Talvez o povo acorde para a realidade. Em 6 minutos e 47 segundos o doutor Costa limpa uma floresta inteira com um esforço colossal e um casaco já com cheiros antigos de outras desgraças, em 3 anos de desgovernação vai atirar quase 5 anos de ajustamento para o lixo, Avante Camarada!

Mauro Oliveira Pires

Mário Centeno Anda a Gozar Connosco

O Ministro das Finanças está efectivamente a deslumbrar-se com o cargo, o poder conjunto do Terreiro do Paço somado ao do Eurogrupo levantaram a Crista de Mário Centeno para níveis nunca antes vistos, eu não duvido das capacidades técnicas do Ministro, tem um currículo muito interessante e obra científica boa de ler e coerente com um pensamento mais à direita e liberal, mas há determinados teatros a que Mário Centeno se devia recatar, se Bruxelas em termos do que é o défice em contabilidade nacional, ou seja, contabilizamos além do que sai e entra no Estado em receitas e despesas(fluxos de caixa)o défice em contabilidade nacional olha para o “todo”, para o lado macroeconómico e na óptica de compromissos, todas as injecções de capitais feitas no período de ajustamento financeiro foram contabilizadas e muito bem no défice orçamental em contabilidade nacional, ou seja, na óptica dos compromissos.

Reparem quando iniciamos um exercício orçamental de um ano, não existem, digamos assim, “salvamentos de bancos” todos os anos, é algo extraordinário, não se regista portanto no fluxo normal do que é a contabilidade pública, logo de todos os fluxos de recebimentos e pagamentos de um Estado temos que ter outro registo que nos permita registar “outros compromissos”, se injectamos capital na CGD então é despesa não financeira, em contabilidade nacional pelo menos. Se Mário Centeno se esquece dos princípios básicos das finanças públicas estamos com um problema grave, aliás, Centeno tem que nos explicar onde são feitas as cativações, ninguém efectivamente sabe onde são feitas, só quando chegamos ao local e somos espezinhados com horas de espera nas urgência é que percebemos o quão cativados estamos.

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FONTE: Conselho de Finanças Públicas, Outros Ajustamentos

Como vê Mário, volte para os Bancos da Escola.

O importante, pelo menos para futuro, é que o ajustamento orçamental restante que temos que fazer se faça, sim, pelo lado da despesa mas de modo estrutural, pensar em concreto, não em abstracto, como vamos reduzir o número de funcionários públicos que temos, como podemos eliminar elementos orgânicos da administração pública que são monstros burocráticos e sugadores de recursos, como podemos ter uma nova reforma administrativa desta vez do lado da fusão de Municípios. O problema disto tudo, é que temos que mudar a Constituição para despedir funcionários públicos e temos que garantir que um PS futuro não reverta todo o esforço feito. Portugal parece um infantário, temos mil papeis na secretária em branco, existe um na mesa e os meninos lutam por ele e desdenham-se a rasurar o papel. Um País não tem como resistir com pessoas destas na política.

Uma análise agora ás contas de 2017 de modo sucinto(incompleta que ainda faltam dados):

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FONTE: INE

Importante perceber, não temos o défice mais baixo da história da democracia, os foguetes foram parar ao charco do laboratório de ideias do PS. Além disso, 2017 marca outro marco histórico, marca 43 anos de défice orçamental(!), contínuos.

O défice orçamental em contabilidade nacional ficou em -5.709 mil milhões de euros(-3% do PIB), considerando que o PIB real ficou em 2017 em 193.048.635 mil milhões de euros (dados Pordata provisórios) a despesa pública total efectiva, situo-se nos 45,86% do PIB superior aos 45,1% do PIB, o aumento só não é mais significativo devido ao incremento mais forte do PIB. De referir que sem o efeito Caixa o défice orçamental teria ficado em -0,9% do PIB mas com maior parte do ajustamento a ser feito pelo lado da receita. Vejamos:

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FONTE:INE

 

Mesmo sem o efeito de 3,9 mil milhões de euros, despesa não financeira, a despesa pública teria aumentado de 83.371 mil milhões de euros em 2016 para 84.650 milhões de euros em 2017 logo um aumento de despesa de 1,5% com basicamente todas as variáveis da despesa a aumentar, desde prestações sociais, remunerações só com a rubrica dos juros a descer isto no que é a despesa corrente.

Do lado da receita esta sobe 3,1 mil milhões de euros de um ano para o outro, muito mais que o incremento de despesa de 1,279 mil milhões de euros sem efeito caixa.

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FONTE:INE

Considerando que o défice de 2016 terminou em 3665 mil milhões de euros e o de 2017 sem efeito caixa ficou em 1809 mil milhões de euros, logo 1859 mil milhões de euros de melhoria, todo o ajustamento foi feito do lado da receita. O Monstro Estado queria mais para funcionar, gastou mais e exigiu mais do esforço pessoal de cada um. Esta é a lógica, alimentas as clientelas que te garantem a reeleição, colocas os funcionários públicos felizes e quem produz, bem, esses tem que ficar calados porque não são ninguém. Portugal no seu melhor.

Mauro Oliveira Pires

P.S: Prometo Análise mais completa e detalhada quando os dados estiverem completamente consolidados.

Os Portugueses Gostam de Ser Enganados

Existe uma linha que separa os políticos que estão no pedestal deles e um povo que faz a sua vida no dia à dia, que é completamente ostracizado com todo o tipo de taxas maquiavélicas e impostos que, por definição, são coactivos, portanto não podemos fugir do inferno fiscal a que nos submetem. Há uma linha que separa os Políticos de Lisboa, o sapato Armani, a gravata do último grito que são o prato do dia e os carrinhos da BMW que igualmente andam livremente pelas ruas da capital, na Alemanha andam de transportes e não temos Secretários de Estado, do Empresário que quer criar riqueza e vê um monte de burocracia impeditiva, em Portugal pensamos no consumo primeiro em vez da poupança, primeiro pensamos em como consumir e não como criamos riqueza para executar o consumo.

Mas, infelizmente, é isto que ensinam nas faculdades de economia, maioria Keynesiana no Pensamento Económico e marxista na actuação, convidam os “doutos” da Esquerda Caviar como o líder “sombra” do BE, Francisco Louçã, a intelectual feminina da esquerda, a Senhora Mestrada-Doutora Professora e Camarada Fernanda Câncio. As faculdades preferem o discurso de quem foi aos melhores cafés, que frequentaram os lugares mais boémios e mais “IN”, eles tem que ter o Pedigree das grandes famílias do regime, se forem de Massamá e terem aqueles “fatos repetidos”, que a Grande Câncio não gosta nem um bocado porque não foi comprado na Burberry, então temos a caldeira entornada, já não pode o individuo dar aulas, aquele que deu o litro pelo País levando que a Camarada Câncio hoje possa elogiar o Camarada Costa, esse não, não tem o direito concedido pelos deuses magrebinos da esquerda.

Claro, meus caros leitores, o filósofo de Paris, aquele potentado da ciência económica, o engenheiro dos domingos, aquele que fez as cadeiras tão rápido quanto o Jorge Jesus come a pastilha, esse sim, tem todo o direito do Mundo para falar de Economia numa Faculdade que perdeu o prestígio, a Universidade de Coimbra está a ficar igual às de Lisboa no Marxismo de pensamento, o que antes distinguia Coimbra era o “Iluminismo” de pensamento, era a verdadeira escola da vida, porque qualquer individuo de qualquer sector ideológico era bem vindo. Como o povo é carneiro, a sinceridade dá me para estas coisas, vão todos atrás, especialmente os Estudantes hoje maioria militantes do Partido chique do Bloco de Esquerda, esse cimento de união de ideias fofas e miraculosas do mal alheio.

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Isto acima, até tem as cores dos coadjuvantes da mixórdia governamental bem misturadas, claro, BE e o Partido do Regime, o grande PS. Vamos lá descortinar isto camaradas! Ora:” Acreditamos que a estratégia que ele desenvolveu para sair da crise deve ser transmitida aos estudantes“, reparemos e respiremos por uns instantes, Sócrates pode falar em público? Pode tem todo o direito a isso, mas direito da família era mais apropriado a esta situação, especialmente para se perceber os métodos Socráticos de como convencer um amigo em lhe comprar as obras todas e gastar milhares de euros, eu não tenho amigos assim, nem acho que 99,99% dos Portugueses tenham, Sócrates nasceu com os planetas certos alinhados, talvez seja isso.

Mas vamos ainda mais a fundo, se considerarmos esta declaração de Fernando Teixeira dos Santos em Março de 2011 ao Negócios, assim sim, já podemos verificar com exactidão o que o Engenheiro e ex-Primeiro-Ministro pode transmitir aos Jovens do Bloco de Esquerda Aka Estudantes de fatiota.

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Fonte: Jornal de Negócios, Março de 2011.

Sabem como acabou o Reinado do Engenheiro que vai ensinar a sua “experiência” em deixar o maior pântano económico e financeiro em 900 anos de História de Portugal?

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Sabem qual vai ser a resposta da esquerda? Grândooolaa!!!! Vilaaa Moreena!!!!

Mauro Oliveira Pires