Autor: Mauro Oliveira Pires

Uma vitória para Donald Trump

Emanuel Macron passa pela fase mais difícil do seu mandato enquanto Presidente Francês, enfrenta protestos veementes e, no inicio, com razão de ser. Macron comete o mesmo erro de Merkel das portas abertas com um critério pouco selectivo. Não existem soluções perfeitas, o facto, é que temos de proteger a vida seja ela de uma criança, de uma mulher ou homens de qualquer religião. Nisso Portugal deu e continua a dar cartas, acolheu milhares de Portugueses vindos de África, sejam eles muçulmanos, católicos ou judeus, com sacrifício, mas trabalhou-se no meio de espinhos consideráveis. Não houve período de integração, só se for no clima, porque Portugal era mais que o País continental, Portugal era o somatório das suas ex-colónias onde as culturas eram harmonizadas ente si e todos se respeitam, sempre numa base de educação judaico-cristã, que influenciou o modo de ser de muçulmanos e ismaelitas, tornando hoje o nosso País no “Óasis” da boa convivência que temos.

A Europa tem outra tradição que nós não temos, até com o que se chama de Islão “moderado”, mas hoje a vaga migratória é diferente e mais complexa, os pressupostos de educação do Islão que ai vem são diferentes do nosso, não tem raízes judaico-cristãs e tem comportamentos erráticos nos direitos humanos gerais, especialmente o tratamento dos homens face ás mulheres entre outras visões mais ou menos da idade média que hoje no mundo ocidental não se usam, mas que uma certa concepção do Islão continua a adoptar. França tem parte desse Islão, nem todos são assim, é preciso sempre relativizar, mas o que existe é incómodo, corrói a nossa liberdade individual, crescemos com medo, fazemos as coisas com medo e não sabemos com o que contar.

França tem esta espada de fogo, e tem outra lança que não perfura o corpo porque tem empresas multinacionais fortes e capital.  Não obstante isto, a Economia Francesa está estagnada, no mandato do Sr.Hollande não houve reformas de maior e a fundo e, grande parte do ajustamento orçamental Francês foi feito pelo lado da receita, basicamente um dos pregos no vulcão Francês actualmente activo. A Economia Francesa não pode sustentar níveis de despesa pública que tem, dos maiores da Europa valores que se aproximam e rondam os absurdos 60% do PIB em gastos estatais, quando que até Portugal e outros Países do Sul tem valores bem abaixo. Sinal de inércia, sinal de contra reforma, ou resistência ás mesmas com os sindicatos a ajudarem na manutenção de um rumo certo ao precipício.

O caminho de Macron é estreito, dúbio e perigoso. Já se viu que não tem calo para liderar uma das maiores economias mundiais. Fez mal em ceder à pressão, coisa que Margaret Thatcher nunca fez e aqui em Portugal Pedro Passos Coelho segue a mesma linha de Thatcher, à excepção do recuo normal e saudável na TSU em 2012. Reformar a Economia Francesa exige um corte estrutural na despesa corrente do Estado Francês e isso implica sacrifícios, implica mais sindicatos na rua e contestação social. Desenganem-se aqueles que pensem que a reversão de aumento de um imposto sobre os combustíveis é um recuo natural, não, é táctico e vai exigir esforço orçamental para ajustar o sistema de compensações que é o ajustamento orçamental.

Se não pode existir aumento de impostos, corte-se despesa. Ai sim, Macron vai levar com uma verdadeira contestação em cima, muito pior que esta, pois mexe nas elites, nos lobbys e na máquina socialista da função pública. Aqui é que se vê a diferença entre líderes políticos e Estadistas e Macron neste momento é um líder político. Entretanto, quer se goste ou não, Donald Trump ri-se nos E.U.A pois a terceira guerra mundial não chegou, Kim Jong Un domesticado, acordos comerciais a serem feitos e a serem renegociados com a astúcia de sempre, uma Economia a crescer e desemprego em mínimos mas a precisar de atenções do lado orçamental. Sim, Trump faz-se de maluco e todos acreditam que é, mas lá no fundo são os outros que o são. Como sempre caem todos na teia de quem é a verdadeira raposa velha.

Mauro Oliveira Pires

Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política

Os 3 anos de governação de António Costa, com a novidade coadjuvada que sabemos, trouxe-nos a boa nova de sabermos que, para além do Primeiro-Ministro repetir casacos em tempos de tragédia, de tratar “muito bem” a língua portuguesa, Costa iniciou um dos períodos mais negros da nossa história democrática- O inicio de uma ditadura disfarçada, onde só o PS pode dialogar com todos, da esquerda à direita, fazendo desta última uma espécie de saco de caramelos que utiliza quando o casamento com Jerónimo e Catarina entra em tensão, tudo com ajuda dos “primos” que tem na comunicação social, que lhe levam às costas não só por serem igualmente adeptos da cultura esquerdista como por António Costa fazer parte dos círculos “IN” e restritos de Lisboa. Quem é da oligarquia é sempre recompensado de alguma forma, Costa é desta.

Costa não respeita ainda o debate democrático, não responde a perguntas e, quando se dá ao trabalho, responde de forma dúbia, duvidosa, escabrosa e a gozar com o adversário, tiques esses que nos remetem para a era quando era braço direito de quem iniciou essa forma de comunicação baixa em Portugal: Sócrates em tempos de maioria absoluta.

Costa não tem ainda um plano de médio e longo prazo com reformas estruturais que mudem o nossa forma de crescer, Costa não tem um plano de incentivo à poupança interna quer atracção da mesma mas de modo externo, num País que tem um défice de capital enorme o que impede melhoramentos no processo produtivo, mais valor acrescentado e maiores salários. Costa faz tudo ao contrário, sobe salários da função pública e custos/despesas que se tornam cada vez mais rígidas e difíceis de reverter para futuro. Costa contrata despesas futuras com base em impostos futuros que não sabe se pode pagar. O Primeiro-Ministro quer distribuir riqueza sem a gerar primeiro ou dar condições para isso.

Aliás, Portugal não vai passar de investimentos de 50 milhões de euros, 150 milhões de euros ou um pouco acima, se não tem um plano fiscal que seja acordado entre os maiores partidos e que seja à prova de bala face a PCP e BE. Um plano que seja previsível e estável para que os empresários saibam com o que contam. A reversão da reforma do IRC em 2016 mostrou que Costa além de não saber o que faz, não sabe o que é gerir uma empresa, não sabe que uma folha em branco onde todos querem escrever ao mesmo tempo é caos e perda de tempo,  e tempo é dinheiro em negócios. Ter uma Economia a crescer ao sabor do vento, das marés e do sol, sem pensar em algo estruturante quer a nivel económico quer a nivel de finanças públicas, que nos proteja do caos externo, é um prego no caixão de Costa que só ele o pode reverter sozinho.

3 anos perdidos, 3 anos com perda de qualidade democrática, 3 anos em que Pedro Passos Coelho e António José Seguro fazem falta pela hombridade, verticalidade, honestidade, frontalidade com que enfrentavam os problemas. Seguro sabia que o caminho de Passos e do País eram difíceis, ajudou nos bastidores e ao vivo, com uma reforma do IRC que foi elogiada pelas instâncias internacionais. Tempos em que as instituições funcionavam, não foi há muito, mas já deixam saudades.

Mauro Oliveira Pires

2 anos de Politicamente Incorrecto

A construção e manutenção de um blog a longo prazo é um desafio hercúleo mas ao mesmo tempo saboroso. O entusiasmo inicial é fulgurante e dissipa-se com o tempo, assentamos arraiais e ficamos experientes. O PortugalGate arranjou inimigos fora da blogosfera como gerou paixões, a irreverência é isto também, ser incorrecto sem ser malcriado, ser impactante sem querer palco imediato que não se traduz em algo com substrato, portanto sustentável, como se quer que qualquer projecto seja. A credibilidade ganhou-se com artigos de referência, muitos, com certeza, dos mais lidos da blogosfera política de 2018. Um blog com tão pouco tempo conseguiu visualizações extraordinárias em tão pouco tempo e em artigos estruturados.

É extraordinário porque não existem por aqui avençados da esquerda ou de direita, não nos colamos a partidos, só à liberdade, ao liberalismo e lutamos por um Estado que seja menor e cada vez menor mas dentro das suas funções normais de segurança, defesa e justiça. Num ambiente em que outros blogs da direita caem ou ficaram petrificados, sendo mais antigos e maiores em dimensão, e outros, reforçaram-se bem mas pouco mudaram o modo arcaico como funcionam, somos o ar fresco da direita liberal na blogosfera.

Mostro-vos as visualizações, os artigos de 2017 e 2018 mais lidos:

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FONTE: Dados internos

288,761 mil visualizações em 2017 numa estimativa inicial conservadora de 100,000 para um incremento em 2018 para 338,481 mil(ainda não está fechado),  com uma taxa de crescimento de 17% e muita polémica, num total de 627,242 mil visualizações. Em 2019 queremos mais de 1 milhão de visualizações com mudanças que ai vem no site, no layout  e estrutura. Queremos mais artigos, com qualidade e sempre incorrectos, com verdade afectando qualquer quadrante político.

Vamos aos artigos mais lidos de 2017:

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FONTE: Dados internos;

Em 2017, o nosso ano de nascimento e de muita rotação, aventura, desilusões e alegrias o @ogatopoltico foi o campeão das visualizações com o seu artigo:” As fantasias sexuais de Catarina Martins”, com a sempre irreverente e verdadeira @cristinamiranda505 em segundo e eu @maurooliveirapires em terceiro na categoria de artigos mais lidos.

Em 2018, o cenário muda, mais visualizações, passagens no deserto, alguma desilusão outra vez, mas depois a vitória:

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FONTE: Dados internos

Ganha o pódio a @cristinamiranda505 que ganha lugar nos três primeiros artigos, nem com geringonças chegávamos lá.  Em quarto o primeiro artigo do @ogatopoltico, e que é muito bom, continua na ribalta ficando eu mesmo com os dois últimos lugares.

Fez-se muito em tão pouco tempo, temos a certeza que revolucionámos a blogosfera com artigos diferentes e directos, pragmáticos e objectivos. O futuro é incerto, não sou a Maya, mas a concorrência tem que sair da toca mais vezes.

Com os meus melhores cumprimentos a todos os nossos leitores!

Mauro Oliveira Pires

Se quiserem seguir a página do @ogatopoltico no facebook estão à vontade: ” O Gato Político

Adopta-me, José Sócrates!

José Sócrates Pinto de Sousa é cada vez mais um homem só. Só, não porque finge uma coisa que é e que depois, a senhora Fernanda Câncio, vai a descobrir precisamente o contrário-afinal a senhora tinha expectativas. Obviamente não vou descriminar nem analisar as amizades coloridas do ex-primeiro-ministro, vamos ao que interessa- depois de uma governação de 6 anos marcada por uma governação de tentativas de fascismo na Europa em pleno século 21, como a tentativa de compra da TVI por parte da PT através de ordens suas, construção de uma rede de bloggers e silenciamento à comunicação social de todos os quadrantes, escutas a Cavaco Silva e, por último, o que colocou Sócrates na categoria de um dos piores portugueses de sempre(atenção que não me quero substituir à RTP), uma pré-bancarrota onde Teixeira dos Santos, o seu ministro das finanças, como não esquecer, admitiu com todos os dentes que tem na boca que:” Em Maio não temos dinheiro para pagar salários nem solver compromissos de dívida”.

Cai aqui já um mito que perdura nas hostes do PS que, se o PEC IV tivesse sido aprovado, que o mundo era mágico e rosa. Totalmente errado! Somente as taxas de juro diminuiriam para níveis onde se podia efectuar emissões de divida curto prazo para pagar compromissos mais urgentes e, assim, adiar com a barriga o problema. Em Novembro de 2011 estávamos outra vez de tanga, ou melhor, ainda mais de tanga, e com um stock de dívida ainda maior. Sócrates cometeu crimes de gestão, crimes económico-financeiros que levaram 3 anos a serem reparados de modo bastante leve por Passos, não havia espaço para mais(a constituição não permite),  e que ainda hoje sentimos o efeito de 125% do PIB em dívida nos nossos bolsos diariamente.

Sócrates saiu impune da gestão do País. Foi para Paris estudar numa faculdade caríssima tendo um estilo de vida ao mesmo tempo brutal. O ex-primeiro-ministro ganhava pouco mais de 3 mil euros líquidos nas suas antigas funções, enquanto ministro pouco menos ganhava. Sócrates não teve tempo para amealhar tanto dinheiro que lhe pudesse pagar milhões de euros de despesas em Paris, a não ser que, claro, tenha amigos e familiares de uma qualidade suprema que nós, comuns mortais aqui do reino à beira mar plantado, não temos. E, diga-se de passagem, não temos, Sócrates tem uma vida social que nós não temos, Sócrates vive na casa dos outros- deve ter algum trauma de ter casa própria, coisas entre ele e a Câncio, não nos cabe a nós escrutinar- Sócrates vive do dinheiro dos outros.

Carlos Santos Silva é um ser inimaginável, um homem que devia estar imortalizado com diversas estátuas na Covilhã com o símbolo do euro no peito. Uma espécie de Ebenezer Scrooge invertido, amigo do seu amigo, que ajuda os mais necessitados na hora de comprar um fato Armani e pagar pequenos almoços nas mais prestigiadas pastelarias de Paris. É pena que, o conto de fadas fique por aqui. É com muita pena minha que, tivemos um Primeiro-Ministro que enriqueceu ilicitamente, tem diversas testas de ferro espalhadas, património não declarado. Sim, porque os amigos não são assim tão parvos e esbanjadores, sim, porque 3 mil euros líquidos por mês não dão para tudo.

Mauro Oliveira Pires

Pimenta no cu dos outros é refresco

A geringonça social comunista, com iniciativa do BE e do PCP, conseguiu agravar a taxa do imposto municipal sobre imóveis(IMI), de 1% para 1,5% para imóveis com valor superior a 2 milhões de euros. É mais um prego na asfixia fiscal de António Costa. A Geringonça continua a olhar para o plano orçamental como um menu, uma espécie de carta de intenções ás eleições legislativas de 2019, onde tenta não agitar as águas para passar calmamente sobre elas, sempre com um mordomo ao lado com guarda-chuva-Rui Rio- e outros seres mais pequenos mas igualmente cúmplices do próximo pântano orçamental. Com isto, Costa faz de Marajá Mor do reino, o gestor político primordial do regime, onde todos tem que obrigatoriamente passar para serem “ouvidos” e serem “alguém”.

O IMI é talvez dos impostos mais injustos- como se o imposto em si fosse justo- que a fiscalidade portuguesa tem. É o imposto que vem depois de todos os outros. O problema é que todos nós- calma, nem todos- temos que o pagar, uma vez que o seu não pagamento implica ter problemas com a autoridade que se sabe, que tem os poderes que tem e que a PIDE hoje teria um orgulho enorme em bater palmas. Quem não o paga chama-se PCP, BE, PSD, PS e CDS(entre outros partidos menos relevantes), claro que tudo dentro da legalidade e, como se sabe, a lei assim o permite. Permite mas de modo errado, há partidos com um património imobiliário extenso, alargado, que depois manda tributar o património dos outros sem tributar o seu primeiro, chama-se a isso hipocrisia.

O PCP é o partido mais rico do País, o que pode ser visto de vários prismas do ponto de vista financeiro. É o partido com maior capital próprio, ou seja, todos os activos que detém em balanço(podemos designar activo de modo muito simplista como o conjunto de direitos que a empresa tem e que se espera que estes gerem valor para futuro, como um prédio por exemplo), subtraídos ao passivo( ou seja todo o conjunto de obrigações, portanto dividas, que este tenha e que no futuro faça com que haja saída de dinheiro da sociedade quando é saldada), fazem com que o património líquido do PCP seja o maior dos três partidos. Além disso, é o partido que detêm o maior activo de todos os partidos, dos quais se destaca uma rubrica muito interessante que se chama activos fixos tangíveis e que podem ver abaixo na foto:

Balanço PCP
FONTE: Tribunal Constitucional, contas anuais dos partidos

Um activo fixo tangível representa isso mesmo- algo tangível, que se pode tocar, portanto se comprarmos um apartamento ou um prédio, isto sempre na óptica empresarial, isto é registado como activo tangível em balanço. Portanto, maior parte do activo tangível do PCP é património imobiliário. E, se formos rigorosos, nem todo o património imobiliário do PCP tem um valor individual acima dos 2 milhões de euros, mas com certeza aquele prédio que tem na Avenida da Liberdade vale isso, e é uma pena que não pague imposto, é sempre menos receita que o PCP não contribui para ajudar, por exemplo, os pobres que tanto fala e tanto esperneia e grita.

Ser hoje camarado ou camarada do PCP, é difícil, admito que tenho pena dos militantes do PCP que não saibam que fazem parte de um partido que quer ser “justiceiro” tributando o património dos outros não olhando para o seu e para os 14,7 milhões em imóveis que tem em balanço no final de 2017. Sim Jerónimo, pimenta no cu dos outros é refresco.

Mauro Oliveira Pires

 

 

O 25 de Novembro é o Black Friday da Esquerda

Sim, no 25 de novembro a esquerda chique pode sair à rua comprar iphones, tablets, computadores ás gigantes tecnológicas mundiais ditas opressoras do “trabalho” e do “trabalhador”, que continuam com mesma consciência tranquila em mandar sound bites para um dia que hoje os permite fazer isso mesmo. Ao contrário do que a esquerda pensa, o 25 de Abril teve o mérito de nos trazer a liberdade, claramente, mas logo a esquerda se aproveitou e instalou uma ditadura, ainda que provisória, sobre a batuta de Vasco Gonçalves e com nacionalizações à mistura que hoje ainda se sente o efeito na ausência de muitas e grandes empresas que bem precisamos para gerar mais valor acrescentado, exportar mais e pagar melhores salários.

O verdadeiro dia da liberdade, portanto, não começa no 25 de abril, começa é no dia que se resgata a liberdade do 25 de abril e o seu conceito, mas no dia 25 de novembro, dia que claro, se tivesse começado com algum intelectual de esquerda, vinda dos cafés chiques de Lisboa, era já um dia adorado, quase de adoração. Como foi o general Jaime Neves, homem vertical, honesto e com princípios anti-fascistas que nos devolveu a democracia que o PCP não podia ver nem pintada de vermelho, Neves já não é colocado no pedestal onde estão Otelo Saraiva de Carvalho entre outros neo-socialistas que agora suspiram por Salazar quando que um dos principais problemas de Portugal começa no comunismo e acaba no socialismo.

O PCP, o BE e o PS hoje a nossa “Frente Vermelha”, ou a troika social comunista, agem como se fossem donos absolutos do regime, quase por sentimento divino que só aquelas criaturas com três cabeças sabem de onde vem. Mas, é claro, o verdadeiro e único dono do regime, chama-se partido socialista. Aquele que continua a controlar a comunicação social, as redacções, a educação entre outros pilares fundamentais do regime e de forma sempre minuciosa para ocupar os cargos que lhes permitam assaltar o orçamento de estado e depois deixar os cofres vazios para uma direita que não tem programa e que só faz de fascineira do regime.

Este 25 de novembro como outros que ai vem tem que ser lembrados da melhor forma possivel, tem que ser lembrados na forma como Portugal não caiu num comunismo quase que norte-coreano há 44 anos, tem que ser lembrados na forma como a União Europeia, mesmo com os seus defeitos de palmatória, nos salvou e nos continua a salvar de uma Venezuelização em curso. Este 25 de Novembro tem que ser lembrado ainda como um sinal de esperança que a direita portuguesa pode combater uma ameaça à democracia que se chama António Costa, um homem esguio, perigoso, fascista, ditador e sem um programa de reformas para o País. Ainda que não haja direita, ela vai aparecer, pois está a reformular-se, aos poucos a direita unida colocará um fim ao reinado despótico do discípulo de José Sócrates.

A único plano que a esquerda e o PS tem para Portugal e, para finalizar, é muito simples- Colocar as famílias do regime, as oligarquias de Lisboa e os vícios da sociedade portuguesa que Eça de Queiroz tanto criticava de volta à ribalta. Se é que já não estão outra vez e em força.

Claro que, como sempre, a histeria da esquerda em comentar a democracia que tanto preza cai sempre em saco roto. Os deputados do Bloco são de uma ignorância atroz. Os licenciados em ciências ocultas que revejam a cartilha.

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Mauro Oliveira Pires

 

 

António Costa é uma Farsa

O cheiro a morte e incompreensão do que aconteceu em Borba chega a Lisboa com o mesmo tom de sempre: Todos ficam em choque por momentos, por horas, por vezes até por meros dias, mas a espuma das semanas e dos meses logo apagam os “arrependimentos repentinos”, que mais parecem uma máscara de funeral algo cínica que os políticos de Lisboa, não todos felizmente, usam quando confrontados na sua bolha existencial. Portugal sempre teve o problema estrutural de começar o problema, arrastar o problema- empurrando-o com a barriga ao máximo-, originando depois o desastre dizendo que ou por azar dos Távoras, ninguém sabe de nada ou está de consciência tranquila, isto claro, soa normal em terras lusitanas mas, em terras normais, tamanho desprezo pela vida humana dava direito a demissão.

Nunca é tarde para relembrar, nos tempos do Engenheiro que não sabia fazer contas simples, hoje “líder” da ONU, vulgo António Guterres, que a quando da queda de uma ponte, Jorge Coelho então ministro das obras públicas de Guterres, demite-se pela queda da ponte. Guterres pede desculpa, perdão às vítimas, como bom católico que é. António Costa não sabe de nada, o secretário, ministro da tutela actual nada dizem, só um mero silêncio táctico para fugir as purgas do dia, como tal, o senhor ministro da tutela actual leva com as culpas, Costa empurra-o para a armadilha de modo subtil e como de melhor sabe fazer: tramar os outros, até os amigos mais próximos, sempre para se proteger da sua quota parte de responsabilidade enquanto Primeiro-Ministro.

António Costa tem culpa directa do desastre? Muito provavelmente não! António Costa sabia do que podia acontecer? Muito provavelmente sim, até porque o ministro do ambiente de Passos Coelho quis fechar o empreendimento por risco do que já aconteceu. Hoje, neste ambiente altamente informatizado, de passagens de pastas, de rapidez repentina, Costa recebeu a informação com certeza do que podia acontecer em Borba, até pela informação que recebeu do Governo anterior e por pastas e análises que se tem em caixa. Um simples assumir de desculpas, algo que a boa educação exige, de algum arrependimento pelo menos para as câmaras, em honra das almas perdidas, era de homem, algo que António Costa não é, nunca foi e pelo menos tenho a certeza que num período mais alargado no tempo, mais lá para a frente nunca o será.

A cara mais pálida do Primeiro-Ministro para as câmaras, o que foi evidente, não era algo do momento, são remorsos do passado, muito recente, não pelas vítimas, mas o de como fugir à questão. Além disso e, terminando esta peça, o Estado foi alertado 5(!) vezes do que podia acontecer em Borba(cliquem na frase), corroborando o que disse no parágrafo anterior. Esta é a criatura que “governa” Portugal. Siga para Bingo, camarados!

Mauro Oliveira Pires

 

 

Qualquer dona de casa gere melhor o País que um Político

Em Portugal temos um problema que se estende ás ex-colónias portuguesas, especialmente Angola e Moçambique(realidade que conheço bem), além do “nacional porreirismo” que se conhece, ou seja, do “vipe” normal que vamos mudar meio País e depois ninguém se mexe e quando se mexem existem sempre intrigas em sectores que deviam estar unidos contra o socialismo de António Costa, digo os liberais, outro problema é o grau de competência dos deputados que metemos na casa da “democracia”. Muitos dos deputados portugueses, da esquerda à direita, só conhece o trabalho de partido, das juventudes partidárias, das “portas giratórias”, que começa na camaradagem das universidades onde os filhos dos ministros e das grandes famílias do regime começam à busca dos “contactos” e das “cunhas”, que depois lhes permitem ascender aos cargos certos deixando os competentes por mérito de fora.

Isto infelizmente é o retrato de um País que é parecido e corrobora com as atitudes de António Costa e, secalhar, por isso muitos se identificam com as “manobras”, “habilidades” e “manhas” do Senhor Costa Primeiro-Ministro não eleito em 2015. O povo português, em geral claro, é conhecido pelos jogos que faz para fugir dos deveres mas tem sempre a garganta pronta para reclamar direitos. Pela óptica portuguesa, primeiro vem os direitos e depois os deveres quando é precisamente o contrário que forma o pilar do crescimento e florescimento de sociedades ricas e prósperas da Europa Anglo-Saxónica e do liberalismo por convicção estaduniense.

É esse chico-espertismo lusitano que se estende à política, afinal, os políticos são por norma o retrato do povo, por mais que isto seja sempre, e leiam com olhos de ler, generalizado, porque ainda existe o bom e honrado  povo português que trabalha, cria riqueza, leva com calotes dos fornecedores que fazem muitos a vida de rico, e fica o empresário desesperado de mãos à abanar, com facturas por pagar e, como não podia deixar de ser, uma máquina fiscal implacável que tortura os micro e pequenos negócios deste País, que “gritam” por falta de capital e custos de contexto mais baixos, quando este governo faz precisamente o contrário, aumenta os custos de contexto como os combustíveis, faz jiga-jogas com IVA da electricidade(baixe-se a potência, dizem eles) e ainda acabam com a reforma do IRC, essencial para o empresário gerar projectos com estabilidade e daí gerar emprego.

António Costa e a trupe que o apoia nunca geriram um negócio, nunca trabalharam no sector privado, esse terrível sector que faz urticaria a muitos mas que paga o maior volume de impostos que sustentam os vícios de muitos. Muitos dos senhores deputados não conhecem sequer a realidade do País, dizendo barbaridades para o vento levar no mar salgado que nos corrói as carteiras até ao ínfimo. Vão directamente das “fornadas”, para o mundo das gravatas, da burocracia e dos acampamentos alternativos(olhe se para o Bloco). Caso que Mariana Mortágua e sua fiel irmã Joana, entre outros, como muito bem lembrou Helena Matos no Jornal O Observador, começam a ser expoente máximo. Digo, como é que duas raparigas sem experiência, estaleca, enfim, sem queimar pestanas nas dificuldades da vida, querem ser ministras que cujas características do cargo exigem termos técnicos importantes?

O pior disto tudo é que as meninas do Bloco não QUEREM, elas EXIGEM ser ministras um pesadelo que António Costa de certeza quer e sabe que o País não pode ter, afinal, em tempos de crise Costa precisará de efectuar reformas e reduzir o volume salarial da função pública, com o Bloco será impossível tal acto. E nem António Costa o fará tão depressa, agirá com certeza em modo Sócrates 2010 e 2011 com medidas pontuais e com a cartilha da crise internacional. Facto é que maior parte dos Países europeus preparam se para uma nova crise internacional com dívidas públicas a descerem consistentemente com excedentes orçamentais, caso que Portugal está longe de ter pelo menos de modo estrutural.

Sim, uma dona de casa, com experiência claro, gere melhor o País que António Costa, Rio e os seus exércitos de tachistas. Facto.

Mauro Oliveira Pires

O PSD dos Pequeninos

O PSD de Sá Carneiro e de Pedro Passos Coelho está em extinção. Não é oficial mas todos os acontecimentos macabros, ditatoriais, perigosos e, como não podia deixar de ser, a “mando”, do PSD de Rui Rio estão a manchar a imagem, o perfume, o encanto, enfim, aquilo que tornou o PSD o partido mais reformista e inconformista de Portugal nos últimos 44 anos de Democracia: A pluralidade de opinião. Não existe deveras problema algum em exprimirmos a nossa opinião dentro de um partido, pelo menos no PSD, a diversidade de opinião fez crescer o partido ao longo dos anos, reforçou-o como baluarte da esperança de quem queria uma sociedade mais livre, mais próspera e, acima de muita coisa, livre das rendas garantidas e das famílias do regime que jogam com o País há décadas.

Sá Carneiro teve essa coragem no seu tempo, social-democrata de palavras, mas liberal de coração, Francisco acreditava, isto no meu humilde entendimento, que cada um podia subir na carreira da vida, com o seu esforço, com o seu mérito, com o seu suor, tendo sempre como base fundamental os valores morais e as raízes ancestrais que nos tornavam melhores indivíduos. Sá Carneiro entendeu o País, conquistou, foi corajoso e liberal numa época onde poucos ou ninguém tinham a coragem de o ser. Passos Coelho seguiu-lhe as pegadas, com erros na campanha eleitoral de 2011, Passos arrepiou caminho, arregaçou as mangas, libertou o País do resgate financeiro e credibilizou nos aos olhos de quem nos empresta o dinheiro para os nossos vícios que, diga-se de passagem, voltaram com a Geringonça social-comunista.

Passos e Sá Carneiro, em conjunto com os militantes do partido, fizeram do PSD um partido diferente, mas, lideraram-no de modo diferente de todos os outros. Ambos tinham uma sina que na sociedade actual parece algo extinto: Tinham respeito por quem lhes ajudava no seu percurso das pedras. Tinham respeito pelos militantes. Tinham respeito pela opinião contrária e claro, defendiam a liberdade. Rui Rio defende o contrário destes dois senhores e defende o contrário da própria essência do partido. Rio defende que e passo a citar:” Quem discorda deve sair”, ” O PSD nem é liberal, nem é  socialista, nem é de direita”, ” O PSD não é um albergue espanhol”- basicamente diz que não tem ideologia.

Senhor Rui Rio, é com pena minha que, se o PSD não é liberal nem é socialista, nem é coisa nenhuma, nem é nenhures, não merece mesmo um voto de confiança nas eleições de 2019. Votar em António Costa é votar em alguma coisa, num desastre talvez, mas sempre é melhor que votar em “nenhures”. É sempre mais favorável votar em “socialismo verdadeiro”, que socialismo de “andor”, “vazio”. Para finalizar senhor Rui Rio, as gentes do Norte, que tanto diz que gosta, é gente que não precisou do Estado e não gosta dele, desconfia dele, são liberais de coração, querem que o Estado lhes saia da frente, gostam de empreender, gostam do risco. Este é o eleitorado do PSD: O setor privado e público que é responsável e sabe que o Estado tem que ser reformado.

Demita-se senhor Rui Rio, demita-se!

Mauro Oliveira Pires

O PAN, definitivamente, não serve para nada

Um partido deve ser abrangente nas suas ideias. Este é um dos grandes pilares de crescimento de qualquer organização orgânica política. O PAN decidiu ser uma desorganização política inorgânica. Se Catarina Martins e diabo a quatro falavam da “direita inorgânica”, à esquerda, ou à esquerda do centro, como queira chamar, existe o PAN à esquerda a fazer de corpo presente no parlamento português onde apresenta um conjunto de propostas para animais irracionais, deixando os racionais de lado. É necessário que o partido saia da sua bolha e que nos presenteie com algo mais do que javalis a entrarem em restaurantes, papagaios perto da minha mesa onde saboreio caril e uma jibóia no dorso do José Castelo Branco caso tenha eu a infelicidade de o ter no mesmo espaço onde janto.

É algo aborrecido ou “chato”, que o PAN não esteja noutro planeta só com criaturas irracionais que tanto gosta, claro que os bichos não votam, mas sempre davam abastecimento alimentar ao líder do PAN-André Silva- que não tinha chia ou tofu ao seu dispor, ou ainda a Isabel Moreira para lhe fazer as unhas dos pés. Não sei se seria o sonho de André Silva enquanto deputado da Nação, mas deve ser algo muito mais gratificante do que gerir um partido que apoia uma organização ilegal, que comete ilegalidades, que ameaça pessoas e faz terrorismo. Isto meus caros estamos a falar de um partido com assento parlamentar, com gabinetes na Assembleia da Republica e, portanto, salários pagos por nós pagadores de impostos que financiamos salários a um partido com ligações terroristas.

Agora, isso faz de nós apoiantes do terrorismo? Não! Simplesmente é mais um prego para o caixão para nos apercebermos de uma vez por todas que conseguimos ter em plena Assembleia da República partidos de índole terrorista, caso do PCP com o terrorismo económico que fez no PREC onde nacionalizou grandes empresas do regime destruindo-as, o PS, partido que tem responsabilidades directas no maior precipício financeiro da história de Portugal. Temos ainda um Bloco de Esquerda que não é terrorista mas tem tanta utilidade como o PAN, em resumo zero, tendo comícios mais ou menos a roçar a palhaçada e atitudes de crianças de 6 anos(com respeito às crianças). O PSD e o CDS sãos os fascineiros do regime mas que não tem lideres à altura.

Portanto, caros, estamos todos em auto-gestão rumo a algo desconhecido, não sei se rumo a uma bancarrota, vacas a voarem, ou javalis como deputados, mas sei principalmente que temos um bando de inúteis a representar-nos. Uma palavra final de apreço a Ana Leal, jornalista não sei se de esquerda ou de direita, coisa que não interessa, mas faz o seu trabalho de forma imparcial, sem rodeios e sem espinhas na garganta. Isto é jornalismo, é mostrar a verdade sem cor partidária e sem telefonemas constantes do Sr. Costa para as redacções. O Público e o Diário de Notícias sabem do que estou a falar.

Finalizando, é tremendamente caricato que André Silva, líder do PAN, disse que não tinha nada a ver com o IRA mas conhecia o modo de funcionamento interno. Gato com rabo de fora…

Mauro Oliveira Pires