Autor: Mauro Oliveira Pires

O Governo Parasitário de Costa vai Falir o País

Estamos a viver tempos excepcionais em Portugal. Excepcionais porque estamos em auto-gestão, estamos suspensos, tanto na nossa evolução enquanto País a nível económico e financeiro, aliadas a fracas perspectivas de futuro dos nossos filhos e netos. O PS tem um registo em termos de pegada ambiental-neste caso económico- muito grande neste País, o pântano de Guterres, a gestão financeira desastrosa de Sócrates e a navegação à vista de Costa, são a nossa Troika kharmica que nos persegue desde o 25 de Abril, um partido desordeiro, criminoso e que só pensa no seu mundo de interesses, conluio e maçonaria à mistura, não olhando para o horizonte, para o futuro, aquilo que constrói alicerces de crescimento sustentado e riqueza, não, o PS destrói os pilares que são criados por quem pensa em algo mais, mais do que a sua ambição desmesurada, mais do que distribuir cargos e mais do que “rodar”, para os seus, um conjunto de benesses que leva a que o PS assalte o aparelho de Estado controlando-o até ao ínfimo pormenor.

O Governo Costa tem uma ausência de política económica e de política orçamental que roçam a mediocridade. A política económica e orçamental podem ser estruturais, devem, aliás, no caso português, ter uma tendência estrutural para mudar o modo de funcionamento da economia, privilegiando sectores rentáveis, exportadores e que crescem sem dívida, aumentando o nosso grau de valor acrescentado. Para isto acontecer, é necessário estabilidade e previsibilidade, variáveis que a Geringonça não conhece, mudando as regras do jogo como se fosse uma mera troca de saias entre Catarina Martins e Marcelo em almoços de sexta feira no Ritz.

Costa, pelo contrário, tem uma política conjuntural, como é, aliás, a sua actuação política desde sempre, quando o vento sopra sul, Costa vai visitar Sócrates, quando sopra para Norte Costa fala mal de Sócrates, quando sopra para este, Costa faz os seus ex-ministros aprovarem orçamentos não sabendo estes que já estão demitidos, quando sopra para oeste agrada a Bruxelas com contas presas por arame farpado. O Primeiro-Ministro é então uma espécie de cobra muito perigosa que rasteja de modo muito calculado, subtraindo os inimigos pelo caminho, gerando um Estado dentro de outro Estado, uma Oligarquia que controla o País, desde a Comunicação Social controlada e empresas do regime com gente do PS muito bem localizadas, empresas essas que são rentistas e que colocam a economia portuguesa, ano para ano, cada vez menos competitiva.

Mas, o grande desafio para António Costa, não foi a criação e manutenção da gerigonça, aliás, isso foi o mais fácil, o ódio a Passos Coelho colou as partes do todo que pareciam não se conciliar de inicio de modo não muito harmonioso. Com o tempo, fomos descobrindo que o Socialismo Democrático do PS, é cada vez mais parecido com o social-comunismo dos seus parceiros coadjuvantes, o grande desafio, então, de Costa é governar num cenário de crise económica onde não se pode distribuir flores, sorrisos cínicos e tem que se arrumar a casa como um verdadeiro homem faz.

É de elementar importância, por conseguinte, dar essa prenda a António Costa, governar o País no caos, que ele próprio criou claro. Dar maioria absoluta a Costa, onde este terá que cortar os custos, as despesas portanto, que hoje fez aumentar, tornando-as cada vez mais rígidas, inflexiveis, de se cortar no futuro. Costa terá que cortar salários, pensões e prestações sociais, que são o maior bolo da despesa pública, não podendo aumentar mais os impostos directos, especialmente o IRS, uma vez que não existe espaço para mais crescimento(a curva de laffer está saturada), o veneno do Primeiro-Ministro, lançado por ele mesmo hoje, será de actuação rápida no  futuro muito próximo.

Vamos ver as tais habilidades mágicas do Professor Karamba de São Bento. Costa, não podes fugir para Ibiza desta vez.

Mauro Oliveira Pires

Bolsonaro não é a solução, mas é a alternativa

O Brasil está a atravessar a sua pior crise existencial desde os tempos da hiper-inflação nos anos 80 e 90 aliado a um período orçamental e macroeconómico, semelhantes aos que Fernando Henrique Cardoso(FHC), encontrou antes das políticas de estabilização que teve de encetar para mudar estruturalmente a economia brasileira e colocar o País de novo na rota do crescimento. Algo que, claro, a esquerda brasileira, nomeadamente Luís Inácio Lula da Silva se aproveitou com todo o prazer- e muita modéstia- pois o PT, partido que colocou o Brasil actualmente de cócoras, como o nosso PS faz de 10 em 10 anos e outros agentes tem que limpar as suas borradas mais ou menos manhosas e com engenharias financeiras a roçar maquilhagem da Sra. Bobone, colocou a bandeira ao alto a dizer que a recuperação Brasileira se devia ao novo Messias: Lula, o homem do povo, o impoluto, o anti-corrupto, quando que, como já é apanágio esquerdista e de certa direita socialista, Lula apoderou-se do aparelho de Estado para enriquecer a si e aos seus, construindo uma teia muito bem oleada que foi linearmente posta em causa pelo Juiz Sérgio Moro.

Moro está como o ex-Juíz da operação Marquês em Portugal, Carlos Alexandre, estava para os grandes processos, incisivo, impetuoso e sem qualquer tipo de calafrios em explorar qualquer ponta solta de qualquer político. No Brasil choveram-lhe louvores e como consequência uma tentativa de afastamento por parte do establishment “petista”, coisa que foi evitada a bem do Brasil e do seu povo. Em Portugal, o caminho foi inverso, Carlos Alexandre foi praticamente eliminado pela dança da maçonaria que cujo “manto”, foi bem usado pelas engenharias Socráticas  para, desculpem a leveza do termo, safar mais uma vez a sua pele e abrir caminho à queda de outros processos. O Brasil aprende, Portugal não, os filhos vão se afastando da paternidade e fazem muito bem, Portugal deixou de ser exemplo faz 500 anos, não queiram ser a Venezuela em ponto rectangular meu caro povo Brasileiro.

Saindo do aparte- é sempre prazeroso comparar duas realidades dos dois países e ver que um já evolui em algum sentido, valha-nos isso- as eleições Brasileiras tem que ser olhadas com pragmatismo. O Brasil tem um povo que, quando chega a Portugal, especialmente os que tem menos formação, fazem o trabalho que os outros não querem, o que não é menos meritório, mas fazem-no da melhor forma possível, sempre com um sorriso cintilante no rosto e com aquele sotaque maravilhoso que nos leva às nuvens.

Estes e os antigos imigrantes Brasileiros não querem só estabilidade económica, querem uma palavra que se chama PAZ! Que depois se transfigura em Sossego! Tranquilidade! E que hoje, no Xadrez da política Brasileira, Jair Bolsonaro soube capitalizar e muito bem. Aproveitou ainda o lado “divino e espiritual” a que o povo Brasileiro socorre nos tempos mais difíceis e ainda ao discurso fácil, directo mas por vezes boçal, mas, tudo tem um “mas”, mais vale um não engravatado liberal malcriado, que um “democrata corrupto” que o João Miguel Tavares no Jornal no Público descreveu o candidato das eleições Brasileiras.

Bolsonaro apresenta ainda algumas vantagens face à vaga esquerdista dos outros partidos, à excepção de João Amoedo-candidato que apoio mas que na segunda volta Bolsonaro claramente levaria o meu voto- é o único se não a par de Amoedo que fala do ensino não “ideológico” nas escolas, o famoso bastião de formação e formatação de cérebros da esquerda, acumulando votos para futuro, e ainda algumas medidas liberais interessantes dos quais a boa preocupação com os gastos públicos.

Bolsonaro não é perfeito, longe disso, mas é o que há, e o que há parece menos corrupto que os outros, possivelmente vai “roubar” menos que os outros e parece genuíno. Se Jair ganhar na segunda volta das Presidenciais Brasileiras, o esquerdismo tem que respeitar, aliás, tem mesmo que cumprir o seu famoso juramento: ” O povo é quem mais ordena”, é só pararem de serem parolos malcriados e assumirem que não passam de fascistas desordeiros, é tão mas tão fácil, não é Maduro?

Mauro Oliveira Pires

O Próximo Pântano do PS está à Porta

O comentador dos domingos da SIC, o mago dos processos futuros da adivinhação, vulgo Marques Mendes, disse, em tom quase profético, que o Ministro das Finanças do Governo Social-Comunista de António Costa está de saída no próximo arranjo governamental de concubinato seja ele entre PS e PSD ou entre PS e o conjunto de canhotos mais à sua esquerda. A confirmar-se, Mário Centeno faz o que maioria dos Ministros das Finanças do partido socialista faz: Quando o rabo de palha começa a queimar e o cheiro nauseabundo a contas insustentáveis vem à tona, todos abandonam o barco, neste caso o País, deixando-o para um qualquer Passos Coelho que o resolva e que o mesmo fique com as culpas internas da incompetência alheia de outros.  A sina da “direita” portuguesa em limpar o lixo tóxico dos outros é um acto quarentão, mas tal processo desgasta o centro-direita e coloca António Costa ou outro qualquer líder do PS como intermediador principal do regime, e uma espécie de passa culpas primário.

A direita tem assim a experiência em lidar com situações imprevisíveis e com tempestades severas. A própria psicologia comprova que o processo de treino mental e resistência, aumentam na proporção dos ambientes ou modelos imprevisíveis ou diferentes que nos coloquem à prova. Por isso que o PS não descola, não tem credibilidade e daí ter perdido as eleições legislativas de 2015, porque os portugueses premiaram a competência e o espírito de sacrifício de quem se guiou por si próprio, enquanto de outros pregavam amores a Syrizas e a contas incertas. O PS não sabe lidar com dificuldades, porque foge sempre de rajada quando as cria.

Costa falhou no primeiro round, mas no segundo usurpou e usurpou de modo feio, enganou o centro com austeridade indirecta e o crescimento económico, fruto das reformas de Passos, retomou a marcha porque Costa se converteu à austeridade. O centro pode ser enganado, mas se for obrigado a engolir uma dose amarga de quem começou esse processo do teatro dos enganos, pode muito bem António Costa cair depois das eleições de 2019(perto de 2021), e não só, cairá Costa e o País com ele.

E o País cai por culpa própria governamental. Nunca os governos europeus tiveram um período tão calmo para efectuarem mudanças estruturais no funcionamento das economias europeias. Tiveram tempo, dinheiro, muito dinheiro, muita liquidez de engano, financiamento ao preço da chuva, desequilíbrios externos e orçamentais corrigidos. Maior parte dos Países da UE e fora da UE tem hoje um excedente orçamental ou orçamentos deficitários muito próximos do equilíbrio. Portugal é um caso notório disso, depois de longos anos com défices externos gigantescos, desde de 2012 que registamos excedentes externos e défices orçamentais cada vez mais baixos e com uma estrutura de crescimento mais saudável, isto é, as exportações líquidas( isto é, o que exportamos deduzidos de importações), contribuem cada vez mais para o crescimento do PIB português.

Portanto, o problema macroeconómico português está claramente mais amenizado. O problema mais agudo, neste momento, como é o nosso apanágio, são as contas públicas. Mário Centeno reduziu o défice sim senhor, mas de claramente de modo insustentável e leviano prejudicando um conjunto de pessoas que não tem rendimento para o serviço privado, condenando-as a serviços de terceiro mundanos. Centeno foi pelo lado mais fácil, maior parte da estrutura de redução do défice público de 2015 a 2017, foi pelo lado da receita, neste caso receito vinda dos impostos indirectos que, em tempos de recessão, é um excelente modo do saldo orçamental resvalar para níveis de défice muito mais elevados, pois são impostos que incidem sobre a produção, sobre o consumo, variáveis bastante voláteis neste período. A austeridade “directa” de Passos, para muitos foi anti-liberal mas era necessária, e acima de tudo, mais previsível na arrecadação fiscal.

Vamos a números. Ter atenção que os dados que mostro da Pordata são dados globais da receita e despesa das administrações públicas, portanto entra todo um conjunto de coisas que não entram na óptica de fluxos de caixa, isto é, recebimentos e pagamentos:

  • Défice Orçamental total deixado por Passos em 2015: -7.917,8 mil milhões de euros( encontrou o défice orçamental em perto de -18 mil milhões de euros)
  • Despesa pública de 2015: 86.668, 9 mil milhões de € qualquer coisa como 48,2% do PIB( dos quais 43,9% despesa corrente e 4,3% despesa de capital)

A partir da apresentação do OE de 2016, Bruxelas encontrou riscos orçamentais elevados para futuro e ameaçou Centeno e Costa com sanções. O governo no OE de 2016 reduziu o défice de -7.917,8 mil milhões de euros(4,4% do PIB) de 2015 para -3.665,2 mil milhões de euros em 2016(-2% do PIB), uma redução de 4,25 mil milhões de euros. Como consegue Centeno esta redução de 2,4% do PIB ? Pela via de despesa, reduzindo a despesa total de 48,2% do PIB em 2015 para 44,9% em 2016, uma queda 3,3% do PIB em que a despesa de capital- investimento público e outras variáveis- que foram exprimidas até ao mínimo em 2016, representando 1,9% do PIB dos 4,3% do PIB que valia no ano anterior uma queda de -2,4% do PIB, portanto. Para atingirmos a redução de 3,3% do PIB precisamos de mais 0,9% do PIB, conseguidos pela redução de despesa corrente 43,9% em 2015 para 43% em 2016. Já a receita total diminui de 43,9% do PIB em 2015 para 43% em 2016.

Em resumo o défice de 2016 diminuiu -2,4% do PIB de 2015 para 2016, com maior participação da despesa pública na descida, mas que cujo corte de despesa foi maioritariamente conjuntural e irrepetivel pela sua insustentabilidade. Com a despesa corrente “trancada” por decisão constitucional, e com cortes meramente levianos, Portugal tem maior parte da despesa do Estado com tendência a aumentar, uma bomba relógio que já se mostrou em 2017 e em 2018 com aumentos da despesa e que cujos aumentos da receita compensam esses aumentos de gastos, diminuindo o buraco das contas públicas de modo insustentável a médio e longo prazo.

Este é o grande milagre de Centeno, suster a respiração até o cinto rebentar.

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

A Falta de Respeito, é coisa de Malcriados, António Costa

Desde a sua tomada de posse, enquanto Primeiro-Ministro não eleito, fruto de arranjos e concubinato de última hora, António Costa, repito, actual Primeiro-Ministro de Portugal, nunca teve um pingo de respeito para com o País que dirige. Portugal pagou os estudos a António Costa, Portugal sacrifica-se hoje a nível financeiro económico para aturar o seu enorme ego e ambição desmesurada, colocando o País à beira do abismo caso o ciclo económico mude e os ventos do Banco Central Europeu sejam contrários aos actuais. António Costa foi visto nas florestas de fato e gravata, não esquecer do casaco verde, andou em actividades lúdicas de fato e gravata e talvez até tenha ido nadar com Marcelo de fato e gravata, mas, como óbvio, a disfunção cognitiva de António Costa, conhecedor dos costumes e do corredor do poder, fez mudar o Primeiro-Ministro de indumentária para uma visita de Estado a Angola que, sendo uma visita de Estado, com representação institucional do Primeiro-Ministro, existe um código de conduta a cumprir, até de ética, mas António Costa está mais preocupado na sua futura maioria absoluta.

É necessário ressalvar um pormenor. O gabinete do Primeiro-Ministro diz o seguinte:

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Fonte: Jornal O Observador

Reparem caros leitores, imagine que visualiza a foto deste artigo. Vê o Primeiro-Ministro português- isto custa dizer, sinceramente- e que depois dos lados esquerdo e direito, vê ainda militares Angolanos a efectuarem as posses de honra militar a um indivíduo que, como se vê pelo excerto do Jornal o Observador, nem o respeita e muito menos o tem em conta. Com isto, Costa lesa duplamente a pátria Portuguesa e Angolana: Com a sua vestimenta de festa de sexta-feira e desrespeitando as honras militares de um País aliado, histórico e amigo que faz parte da Lusofonia e do multi-culturalismo português, que respeita as diferenças, as diversas religiões e todo uma panóplia de coisas que parte do Mundo e, até a Europa, já não respeitam.

Assim, caros Angolanos, nós povo Português pedimos desculpa por termos um imbecil e malcriado na nossa governação. O pior disto tudo, é que a ausência de oposição, ou melhor, a sua inexistência, perpetuam a continuação da criatura no poder. Felizmente que Rio já é carta fora do baralho. Passos Coelho que se apresse, porque António Costa está a cair ao nível da javardice.

Mauro Oliveira Pires

Afinal, era Passos Coelho que unia o PSD

O título deste artigo já não é novo. Desde o anúncio da sua saída que o PPD/PSD- que passou somente a PS”D”, com Rio- basicamente sofreu uma implosão interna e externa. Implosão porque para se ser líder não é necessário que as purgas internas se tornem externas para ganhar calo e “respeitabilidade” de quem está abaixo de nós. Para se ser líder, é necessário chegar, erguer as tropas e preparar para a batalha de uma das eleições legislativas mais importantes em 44 anos de democracia, pois, a Democracia liberal em Portugal está ameaçada por três partidos marxistas, trotskistas e neo-comunistas. Está ameaçada, porque é uma democracia de governação à vista e sem rumo definido, lançando flores eleitorais e belos prazeres pelas clientelas habituais do PS para que a consolidação do poder seja total.

Rui Rio chegou e com um plano muito bem definido, não para o PSD, não com uma estratégia liberal e nova que colocasse António Costa num canto isolado com as suas políticas do passado, mas sim um plano para tornar um partido reformador como o PSD como uma mera lápide de apoio ao Partido da maçonaria, ao Partido da bancarrota e dos interesses múltiplos e variados. Rio não tem plano e muito menos carisma para liderar um Partido. Rui Rio é competente nas contas? Claramente, mas não chega, um político moderno tem que ter um discurso fresco, aberto e fácil de entender não enganando o eleitorado, chegando ao seu coração e aumentando o seu grau de emoção, tal como fazia Sá Carneiro.

Rio a nível argumentativo não se separa de António Costa, é monótono, faz até pior que o Bloco de Esquerda, colocando taxas em tudo onde se mexe. Se Catarina quer taxar o imobiliário, Rio devia ser o primeiro a opor-se colocando o livre mercado, a livre concorrência deixando o mercado em si funcionar, não o distorcendo com mais uma taxa ou outra. Rio fez diferente do que um líder de direita liberal, que o PSD precisa, deveria ter feito, foi mais esquerdista que o PS, que logo entalou o PSD e o Bloco de uma vez. Estratégia bem oleada de Costa e dos seus companheiros. Xeque-Mate.

Quando o PSD tinha um líder, Pedro Passos Coelho portanto, as purgas internas da ala esquerdista e socialista do PSD não descansaram até colocarem o líder da direita portuguesa do Pós 25 de Abril no chão, de rastos, cansado e com espinhos por tudo o quanto era canto. A vida pessoal de Pedro Passos não ajudou, parte do Partido também não, saiu com glória porque o País é hoje mais sustentável que era em 2011, mas que cujo trabalho está constantemente ameaçado por irresponsáveis que nem a tabuada sabem de cor. Saiu com glória porque, mesmo com erros de percurso, como todos tem, teve a espinha dorsal necessária para que, mesmo isolado de todos,  o barco chega-se a bom porto. Isto é um líder, e ser se líder não se aprende nos livros, nasce-se! E com o passar dos largos anos, a experiência normal da vida molda-nos para algo mais.

Passos Coelho faz falta por isto, mas também pela institucionalidade que transmitia, não só na posse, como na fala, mas igualmente no gesto. A simplicidade é das melhores coisas na vida, seja no homem ou na mulher e o Pedro tinha-o. Ser um Primeiro-Ministro contra o sistema e salvar Portugal de si próprio, da sua camisa de forças, é um feito hercúleo que muitos hoje não dão importância mas que no futuro o País retribuirá e não está muito longe disso. Rio tem os dias contados no reino laranja, por ser socialista, iliberal e com tiques ditatoriais. Faz falta serenidade, e só um homem o pode trazer.

A urgência de trazer de volta Passos Coelho não se prende só por isto, prende-se pelo próprio estado da III República que está perto do fim. Do fim pela corrupção partidária de PS e PSD, pelos interesses misturados entre política e justiça e o fraco ímpeto reformista que a própria Economia Mundial dentro de pouco tempo nos mostrará que continuamos presos por pinças. Portugal precisa de estabilidade, e só o consegue com um Homem, não com políticos da velha guarda que não aprenderam que estamos em pleno século XXI. E sim, podem me criticar por falar de Passos, não me importo, quem ganhou as eleições de 2015 só tem que ter este destaque.

 

Mauro Oliveira Pires

 

António Costa é um Ditador

O Partido Socialista seja de António Costa, Sócrates, Mário Soares ou qualquer outro líder da agremiação do largo do Rato, adora brincar com elementos industriais bastante maleáveis, dos quais tem a plasticina como elemento principal. Entende-se por plasticina do PS o regime, a democracia portuguesa, todos nós! O Partido Socialista faz jus ao seu nome, dá se muito mal com a liberdade dos indivíduos, com a nossa liberdade de escolha, pode ter medo que não escolhamos o socialismo- Como diria Thatcher- querendo tapar todos os buracos negros que tem de qualquer forma, usando para isso os instrumentos de regulação de uma sociedade, tendo a Justiça como principal alvo. Controlando a Procuradoria, como controlou no passado, com Sócrates ao comando, Costa passa a ter outro boneco à frente dos destinos da Magistratura. O caminho do PS é sempre o rastejante, o perigoso, o de colocar de mãos dadas a política com a justiça, duas forças opostas que deviam estar separadas por força ética constitucional(e estão).

Um caso que posso falar aqui, é publico portanto, tem como representação um acto que nós em Portugal achamos normal, mas que no resto da Europa é visto como sobreposição dos interesses políticos sobre o judiciário. Claro que o PS abusa de tal coisa, que se chama a “prática do beija mão”, em 2015, António Costa convida Joana Marques Vidal para uma “reunião”, no Largo do Rato onde este com certeza pensava que a senhora Procuradora era mais uma vendida como todos os procuradores nomeados pela Partido Socialista que fizeram o seu trabalho como deve ser, ou seja, distorcer o ritmo normal das coisas no ramo judiciário, virando o jogo a favor de um Partido, algo duplamente lamentável, mas que cuja receita queria repetir. Qual foi a resposta de Vidal? Veja abaixo!

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FONTE: DN, de 2015.

Como qualquer órgão constitucional, e com poderes separados do governo, a acção foi a mais correcta, a mais ponderada relegando a batata quente para quem a mandou primeiro. Costa apartir daí teve e constituiu uma guerra fria com Vidal, até hoje. Até ao dia em que a quer substituir por mais um amigo seu e do governo do qual é Primeiro-Ministro não eleito. Um Procurador(a), que abafe os casos dos seus ex-Secretários de Estado do caso GalpGate, alguém que coloque o ex-Banqueiro do Regime livre dos seus próprios actos. Duvido, e aqui tenho sérias dúvidas, se Costa quer Sócrates livre. José Sócrates livre era um perigo, uma espécie de bomba atómica, para os planos socialistas de Costa de poder absoluto. Sócrates sabe demais, talvez este tenha um fim mais condigno com o que fez ao País.

E para reforçar o que acabei de dizer, leiam este excerto do DN de 2015:

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FONTE: DN, 2015

Como podem os prezados reparar, a Procuradora colocou-se à disposição para discutir matérias do âmbito de reformas judiciárias e outros afazeres para melhorar o processo lento da nossa justiça. Costa recusou a audiência, não agendando outra. Uma pessoa que queira debater o estado do País, aceita o convite. Uma pessoa que quer “amarrar”, condicionar, manipular um dos entes judiciários mais importantes do País, faz isto, recusa. António Costa é um ditador.

Mauro Oliveira Pires

 

 

Marcelo, o Presidente Bacalhau

Diz-se na gíria que um bacalhau asseado, limpo e bem lascado é saboroso e farto. Marcelo entra como uma luva nestes pergaminhos, toma banho, nada, muda de calções para as câmaras captarem a sua masculinidade- muitas vezes peludo outras lascado de modo a que os seus antigos caracóis do peito pareçam linguados- enfim, todo um conjunto de panóplias bem feitas, para que o Chefe Supremo das Forças Armadas, pareça mais respeitado ao olhar dos seus pupilos e para que exerça, de modo mais salgado, as suas funções afectuosas de Presidente- que tão bem as usa, diga-se de passagem- para, uma vez mais, a mão invisível do poder de Marcelo se reforce a cada ano que passe e condicione os destinos do governo social-comunista de António Costa.

Destino esse que não só dependeu de um arranjinho de última hora, para cumprir os desejos profundos da maçonaria e da Oligarquia de Lisboa que queria Passos Coelho fora do barco, mas como hoje depende cada vez mais da conjuntura macroeconómica envolvente. A próxima crise económica será relevante para o destino do Governo de Costa , Centeno mudou o discurso, Costa ás vezes salta a cerca, mas rapidamente volta para o ponto de partida. Todos os comuns mortais sabem que o Primeiro-Ministro não tem a habilidade necessária para lidar com problemas que são de responsabilidade máxima, ou que exijam decisões que sacrifiquem a sua popularidade. Costa move-se à base do cinismo e da demagogia, o seu ar arrogante e autoritário quando se perdem, a sua enorme fragilidade revela-se perante todos, o de ser um político banal.

Marcelo, mais do que ninguém, sabe disto. Quem conhece o Presidente da República ou acompanha o seu percurso há anos, sabe que Marcelo(como já tenho dito neste espaço), como todos os defeitos que tem, é um génio táctico na política quando não baixa a guarda. O nosso Bacalhau de Belém, tem experiência que baste para perceber que ter um ex-aluno na governação executiva do País não quer dizer que este mereça abraços, calções de banho grátis ou um pão de queijo com marmelada- acho que Marcelo gosta disto- Marcelo, fará de tudo para proteger a sua imagem impoluta de Presidente com autoridade dos Portugueses, porque Marcelo foi eleito, Costa não, exige legitimidade eleitoral, uma arma que torna Costa fraco e uma presa fácil perante as garras de Marcelo.

Deixar cair António Costa não é uma ciência oculta, um político é antes de tudo um ser humano, tem fraquezas, Costa com o seu sorriso cínico habitual parece uma barreira intransponível, mas a criação de máscaras para ocultar os pontos fracos é algo que Costa sabe fazer como ninguém. Não me tiram da cabeça que Costa é mais banal do que o que se pensa, é bastante básico no seu modo de pensar e tem um discurso sofrível a nível gramatical. Costa não sabe debater sem efectuar a táctica socialista do barulho. O que fará cair António Costa? Não, não é Rio, por mais que Rio ganhe as eleições sem maioria absoluta não terá hipóteses contra as esquerdas unidas. Para além disso, Rio não é alternativa a ninguém, socialismo contra socialismo poderá levar à fragmentação da direita e uma possível geringonça de direita, um cenário a estudar mas longe de acontecer.

Para Costa cair é dar corda ao mesmo, o egocentrismo de Marcelo tem que ser protegido, um Presidente que deu apoio ao governo mas que, em tempo oportuno avisou dos dissabores, descolam Marcelo das práticas de Costa, pelo menos na teoria política. A bancarrota de Costa tem que ser resolvida pelo mesmo, se queremos o socialismo português no caixão a alternativa mais fiável é essa, deixar o outro bacalhau marinar, mas desta vez por um período de tempo longo. O Presidente Bacalhau, desta vez na posição de chefe, tem uma palavra a dizer. Marcelo, o discípulo de maquiavel tem o caminho aberto para ficar na história como o garante democrático contra o social-comunismo do pior governo da democracia portuguesa, ou, por outro lado, como o seu principal “motivador” e assim sairá pela porta pequena.

Cabe ao troca calções mor do reino escolher.

Mauro Oliveira Pires ( Sigam me no Facebook para uma maior interacção)

O PSD está a destruir o PPD

O sinal mais inequívoco que podíamos ter neste momento, em que não temos oposição ao governo Social-Comunista de António Costa – por mais que Assunção Cristas se esforce, e fá-lo bem – é que o mesmo anda solto, livre, sem amarras, cometendo um sem igual número de disparates por metro quadrado, que assusta qualquer alma desesperada em se ver livre de tal poluição visual. O Primeiro-Ministro, não eleito (é sempre bom recordar) em qualquer País com mecanismos institucionais fortes, era considerado o verdadeiro, enfim, o expoente máximo do que se chama vulgarmente o “bobo da corte”. Não por ser divertido, mas por ser o bobo com uma tromba excessivamente grande que destrói um palácio inteiro – entenda-se por palácio o nosso país – devido aos seus caprichos bastante vulgares que são inatos ao próprio homem, como a excessiva arrogância, a prepotência e uns pós de maquiavelismo pelo meio. Obviamente que esta tipologia ou morfologia de homem – entenda-se um homem perigoso, não o vulgar homem que é o sexo masculino… Por mais que duvide da sexualidade de António Costa, sou pragmático na escolha do sexo do mesmo – adiante, tal criatura não tem alguém que lhe chegue, nem CDS, e como historicamente devia ser, o PPD/PSD. Não conheci Francisco Sá Carneiro, mas, do pouco que lhe conheço – não faço como muitos que usam o nome do dito para se promoverem – era um homem honesto, não “hernesto”, que amava a liberdade, não coletiva, mas individual, que pensava, e muito bem, que cada um de nós tinha o destino na mão e que conseguíamos construir a nossa vida num livre mercado onde cada um arcava com as consequências dos seus atos. Sá Carneiro era liberal, um homem que acreditava num Estado pequeno, mas com uma rede social mínima, um homem que sabia que só o valor das pessoas podiam levar Portugal a outro patamar sem ser a mediocridade neo-comunista da coletivização da produção e da sua nacionalização. Portanto uma matriz em tudo semelhante ao estilo de Pedro Passos Coelho, seu sucessor não de sangue, mas de aspiração política, uma cópia não facial, mas de valores morais e económicos. É verdade que o liberalismo de Sá Carneiro é diferente do de hoje, é verdade que Sá Carneiro, hoje, pode ser considerado um homem de direita liberal e não tão “liberal” como muitos gostariam que fosse – inclusive eu próprio que não gosto que alguém se meta na minha vida, muito menos o Estado, com o qual não assinei nenhum “contrato social” – … mas, dizia eu, o liberalismo de Sá Carneiro e Passos Coelho é o que faz o PPD ser o Partido especial, reformista e que salva o País nos momentos mais difíceis, por mais que tenha igualmente gente que não presta e não valha um chavelho. O PSD de Rio, a Social-Democracia, vulgo Socialismo Democrático, esse sim, o compadrio do Bloco Central de interesses quer destruir os valores que devem e deviam ser a matriz do que é hoje o PPD/PSD, um Partido das pessoas, para as pessoas e liberal, não uma alcofa para os pés de António Costa. Alcofa é Catarina, Alcofa é Jerónimo, Alcofa é Mário Nogueira e Arménio Carlos, Alcofa é toda a escumalha comunista que coloca os seus interesses próprios do tacho governativo, acima da soma dos interesses individuais de cada português, que em conjunto formam uma Nação. Rui Rio – este Rio, seco – é tóxico para a “direita” portuguesa, e ainda mais para o PPD, que está refém do PSD e dos seus interesses socialistas. A distribuição de cargos, a maçonaria, e certos interesses empresariais das oligarquias do regime, movem muita coisa, mas Rio podia e devia ter mão, não tem, é excessivamente fraco. E assim, fraqueja os seus, o “seu Partido”.

Mauro Oliveira Pires

 

 

João Galamba tem razão, Mário Centeno é Mentiroso!

João Galamba desta vez foi diferente, diferente não porque deixou de ser o mesmo homem que exerce funções públicas de modo medíocre, birrento e por vezes com tiques de autoritarismo à mistura com toques de superioridade moral que não se percebe, uma vez que, mais uma vez, João Galamba, como muitos deputados da Nação, fizeram o percurso do tacho público e nunca trabalhou verdadeiramente na vida, um passarinho, portanto. Galamba fez, no entanto, dos actos mais ponderados do PS este ano, acusou Centeno, sim, Mário Centeno, de um vídeo lamentável- sobre o fim do resgate Grego- onde o Ministro das Finanças parece ler de modo, mais ou menos plastificado, uma cartilha onde diz tudo e de modo contrário a aquilo que este e António Costa defendiam até Abril de 2016: Que a austeridade era o mal, o diabo e o Satanás ao quadrado dos problemas do País.

Galamba não é a personagem mais recomendável para idades abaixo dos 10 anos, defini este limite de idades pelo facto completamente verídico de o deputado Galamba parecer o mexilhão mais estranho da Assembleia, um miúdo completamente desprovido de raiva por dentro e sem qualquer noção do que diz, mas, desta vez, aprecio a coerência do seu pensamento não estruturado, da sua estupidez, de modo mais resumindo. João Galamba usa, abusa e corrobora da sua linha de pensamento anti-austeritária, anti-rigor de contas públicas, e claro, sempre a favor da extorsão do dinheiro dos contribuintes nacionalizando o como dinheiro público, nada que um bom socialista samaritano não saiba fazer. Sim João, desta vez a tua armada de palavras estão correctas no alvo mas incorrectas no conteúdo, mas dá para usar para efectuar as festividades anti-centénicas.

Se Centeno, desta vez, parece o caniche mais bem preparado para defender as austeridades europeias da Sr.Merkel, em plena campanha eleitoral, junto com Costa, as duas abéculas do regime perpetuaram no seu programa eleitoral e pré-programa eleitoral- A tal Agenda para a Década, que foi directamente para a lixeira dos laboratórios do PS- um choque de medidas que incentivariam o crescimento errado e pouco saudável da Economia Portuguesa, com o consumo privado como pilar e choques Keynesianos à mistura. Centeno e Costa, recordo-me como se fosse hoje, acusaram Passos Coelho de cortes nos serviços públicos, que a austeridade de Passos era por mero masoquismo próprio e que este, António Costa rasgaria com Bruxelas e bateria o pé à Europa.

Como os trapaceiros socialistas não tem oposição, fizemos um esforço quase que mínimo para encontrar incoerências num espaço temporal que não é assim tão grande, mas claramente degradante, ter António Costa num dos cargos mais importantes de Portugal irrita  qualquer comum mortal pensante e que tenha um pingo de cérebro. Vamos à incoerência 1), comecemos com Costa!

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Excerto Dinheiro Vivo, 2015. António Costa modo agressivo.

Como podem reparar, António Costa em modo agressivo é um ser completamente desprovido de neurónios, não é que em modo padre seja diferente, mas é só uma observação.

Incoerência número 2), Centeno modo agressivo!

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Dinheiro Vivo, 2015. Centeno modo agressivo.

Mais uma incoerência do reino geringonçal. Passemos para uma coisa mais recente, para um Mário Centeno mais… Pragmático, digamos assim.

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Dinheiro Vivo 2018. Centeno modo padre.

Como eles gostam de gozar com a nossa cara, em 2018 temos esta pérola. Centeno, com a sua cara de esquilo malcriado a usurpar a nossa paciência desde 2015. Sim João Galamba é uma vergonha! Um Ministro das Finanças anti-austeritário por dentro, e austeritário por fora a falar de um “programa de estabilidade com sucesso na Grécia”, em “sucesso da austeridade grega”. Fica a pergunta no ar, António Costa em Janeiro de 2015 disse que o Syriza era o caminho a seguir, isto é, da luta contra a austeridade Europeia. Isso prolongou a Troika em Atenas mais 3 anos resultando em 8 anos de resgate financeiro. Passos mandou a Troika embora em 3 anos. Agora percebo, António Costa sempre do lado da incompetência.

Mauro Oliveira Pires

Catarina Martins é Patética!

Catarina Martins, Mariana Mortágua, Joana Mortágua, enfim, toda a agremiação bloquista do Partido urbano dos intelectuais do tabaco e afins, tem um certo sentido refinado de humor. Vejamos. Catarina, a líder do bloco, a pequena, em estatura e não só, diga-se, tem uma capacidade de colocar o seu tom de voz num nível mais ou menos irritante, até para um comum mortal evoluído e que está a nível sonoro habituado a ouvir as cagarras quando piam numa noite em que Cavaco Silva não esteja por lá. Catarina gritou, vociferou, abriu os seus olhos, tornando-os quase que em bico, mas não o suficiente para parecer uma criatura amorfa dos seus acampamentos, contra Pedro Passos Coelho e o seu governo por serem:” Contra a liberdade”; ” Fascistas!”; ” De Direita Neoliberal”; “Insensíveis”; “Desumano” etc.

Catarina disse isto e muito mais contra a “direita” e contra Passos, disse naquele tom de voz arrogante, cheio de razão, mas de vez em quando com falhas de voz que roçavam algo esganiçado. O último Partido que pode chamar algo a outro é o Bloco, é um facto, o Bloco só actua, in loco, em Bloco, quando teve que se juntar a António Costa em Outubro de 2015 para impedir que Passos destruísse a esquerda a prazo. O Bloco é o último que pode falar porque deixou o seu neocomunismo de lado, engoliu as cativações neoausteritárias conjunturais insustentáveis, que estão a esmagar a saúde e quem depende ainda dos Hospitais Públicos por não terem liberdade de escolha e rendimento para algo mais, transformando a vida dos portugueses em algo mais infernal do que já é, sabendo a sobrecarga de impostos que temos ainda de suportar.

O Bloco é ainda o último partido que pode acusar o próximo, porque este, o tal partido “de verdade”, o partido anti-corrupção, o partido impoluto das esquerdas alternativas é como todos os outros, também quer o tacho governativo, o emprego para o parente e o amigo mais próximo. Por isso, camaradas, Catarina e a agremiações adjacentes, por favor, não sejam hipócritas, resumindo, não sejam Costa! Chamar Marine Le Pen fascista, estão no seu pleno direito, aliás é verdade, mas se Le Pen é fascista o Bloco também o é, estão exactamente bem um para o outro, socialistas com socialistas, só que Marine tem atitudes de senhora, enquanto uns, aqueles que falam com a liberdade na boca e depois cospem na de seguida, impedem outros de falar.

É de lamentar que o festival que é o WebSummit, sim festival, porque de evento tecnológico já o deixou de ser, tenha entrado na conversa dos caviares portugueses. A esquerda tem poder, não só na comunicação social, mas em muitas pessoas que se dizem capitalistas e amantes da liberdade mas que, afinal, não são mais que subsidio-dependentes do dinheiro estatal para manterem um evento de Lisboa que o resto do País não liga, porque cria riqueza e tem salários a pagar. A Irlanda, País com tecnologia de ponta e altos quadros, não renovou com a WebSummit… Por alguma coisa foi.

Talvez um dia, quando António Costa absorver o que resta do Bloco, já que é especialista nesses festivais de feitiçaria política, a Catarina, a pequena, volte para o teatro tentando expressar de modo mais ou menos patético a criatura que é, Avante Catarina!

Mauro Oliveira Pires