Autor: Mauro Oliveira Pires

O PS+D Saiu do Armário

Já é um sacrilégio para o PSD, é o seu caminho das pedras, claro que nada polidas, mas sim bem achatadas, o de reformar o País ou tentar tal feito quase diabólico para uns e necessário para outros, mas imprescindível para as gerações que ai vem, pois a próxima geração não será a geração dos direitos adquiridos, será a geração dos deveres, sem emprego seguro, já o é aliás, a geração da rotatividade, do imprevisível, do criativo, coisa que os Portugueses são e que muito do extenso Estado que temos não quer que tal aconteça, pois isso era premir o gatilho que deitaria abaixo todo o esquema socialista de Ponzi que é criar uma Sociedade de Funcionários Públicos prontos para o voto nos seus programas marxistas.

Felizmente que parte dos funcionários públicos em Portugal olham para além da sua posição, do seu salário, sabem que primeiro cria-se riqueza para, no principio Keynesiano onde estamos, se financie a coisa pública, especialmente os seus salários. Sabem que a máquina do Estado asfixia quem trabalha, quem produz, quem poupa, quem é o aforrador e o investidor do amanhã. Outros, pensam que o dinheiro é público, que nasce nas árvores de São Bento ou perto das Cagarras das Ilhas Selvagens, não! O dinheiro é privado, é do contribuinte, é de cada um de nós e cada eleitor, cada cidadão não deu o seu aval para que um Monstro que é o próprio Estado gerir o nosso dinheiro e aloca-lo da melhor forma que entende, e claro, não, não existe nenhum “contrato social”, eu não assinei, nenhum de nós o assinou.

Mas, em termos pragmáticos, temos que aturar este ser que suga o nosso suor e esforço, é por isso que o queremos no mínimo das suas funções essenciais, ou seja, a defesa nacional, segurança, o mínimo da regulação da nossa vivência e que nos deixe produzir e estar descansados a produzir fluxos económicos num circuito que seja virtuoso, mas não, o ente, o todo poderoso Estado quer mais, tem políticos, seres com ambições desmedidas e mais amigos para colocar, quer sempre meter a pata onde não deve, inclusive na produção de empresas privadas.

É este o trabalho, ou devia ser,  do PSD e do CDS bem como dos novos Partidos de direita e liberais que estão a aparecer, casos da Iniciativa Liberal, Partido Libertário e Democracia21, o de captar o descontentamento entre a Iniciativa privada, as formiguinhas como diz aqui no blog a Cristina Miranda, não ter medo de o assumir do seu próprio projecto e pensamento, o de criar pontes com independentes que o sejam verdadeiramente no sentido da palavra, criar um projecto para fazer frente à Frente de Esquerda que não tem uma reforma palpável que se veja, mas sim uma Nau controlável e bem remendada por um Senhor que já não está em cena.

O PSD, per si, já não tem a capacidade de diálogo, ter tem, mas com António Costa, tal como Marcelo cria, dar a Costa um presente para este se livrar dos canhotos e seus coadjuvantes, fazer finalmente de Costa um  polvo que saiba dançar para esquerda ou para a direita, usar quem bem entender, como se o Primeiro-Ministro fosse uma espécie de Império do Meio que tudo centraliza, tudo controla e tudo manda. Não é com António Capucho, Manuela Ferreira Leite, Morais Sarmento, Elina Fraga e tais elementos que parecem retirados de um livro de bruxaria daqueles pesados, que o PSD se renova, é com o assumir que é um Partido de direita, não Social Democrata, Social Democrata é o PS e ainda bem, porque o PSD deve ser o liberal que protege a vida, a liberdade individual do ser comum, o Partido do risco e da “destruição criativa” ou Caos criativo, onde cada um é responsável por si mesmo, mas sempre cumprindo as suas responsabilidades de cidadão.

Parece que descrevi a Suiça, um País que muitos Portugueses elogiam, mas que cujos cidadãos são livres, ao contrário de nós aqui no quintal. Menos Estado é igual a mais liberdade, mais riqueza, mais prosperidade é tão simples quanto isto, não é um cenário de laboratório, é um cenário real, tão real que foram essas políticas liberais que tornaram a Nau que Costa hoje navega respeitada, mas não ainda sustentável.

A Direita que tenha coragem de ser de direita, e não o a esquerda da direita.

Mauro Oliveira Pires

O Presente envenenado de Marcelo a Rio

Mais uma vez a táctica de Marcelo continua a dar resultados e desta vez palpáveis. O Presidente já não precisa de tomar banho no Tejo, andar de táxi, espetar setas de cupido, não, desta vez Marcelo, na sua óptica claro, fez tudo muito bem. Conseguido o primeiro objectivo, poder informal vindo dos populares, que lhe transformou num ser indubitavelmente superior a Costa quer em poder institucional quer em poder formal, Marcelo conseguiu igualmente o seu segundo objectivo, afastar Passos, mesmo que temporariamente, do PSD. Passos representa tudo aquilo que Marcelo não gosta, é anti-elites de Lisboa, simples, digno, tem espinha dorsal, sabe o que quer para o País, mas, acima de tudo, teve sucesso enquanto Primeiro-Ministro tornando-se Primeiro-Ministro cargo que sua excelência o Presidente da República não conseguiu, nem que nadasse até ao Rato pelos esgotos mais tenebrosos da capital Lisboeta.

O 3º Objectivo está perto de ser atingido, nem que Marcelo tenha que engolir a laca do cabelo da Catarina, é juntar PSD e PS num Bloco Central de Interesses, ou, no mínimo, acordos conjuntos em áreas fulcrais para o crescimento sustentado do País. É o terceiro e, pelo que parece, a meta mais fácil de atingir do Presidente, resta saber quando Costa rompe com os seus adjuntos e Camaradas do sector da esquerda para se juntar talvez num casamento mais prolongado com Rio.

Marcelo, com muito sacrifício, mata dois coelhos num só tiro, enterrou Passos Coelho(não totalmente), e vinga-se de Rui Rio criatura que no passado fez das suas ao actual Presidente, e Marcelo não esquece, dá beijinhos, abraços, mas não esquece de quem lhe trai, sempre maquiavélico, sempre maldoso lá por dentro, Marcelo dá a mão a Rio para este ser o novo Martin Schulz da nova Merkel de Portugal, o doutor Costa.

Com isto, Rio será Vice-Primeiro Ministro, um lugar de sonho para alguém que adopta uma lista de sonho, em vez de renovar o PSD, Rio enche o mar do Partido com toxinas, com Socialistas. Elina Fraga é um aviso, Rio não quer renovação, prefere o caminho bafiento. As renovações que o País precisa passam por uma outra geração no PSD, e na direita como um todo, mais partidos à direita, e mais descaramento, sim, porque o politicamente correcto da direita está a cavar a sua cova, o Socialista Rio, nada difere de Costa. É sua nova Bengala preferida. Costa ganhou, da esquerda à direita, é dono e senhor do regime, da comunicação social, tem influência nos aventais e agora no maior partido do País.

Finalmente, o aluno atingiu o mestre, António Costa e Marcelo são uma dupla extraordinária, mas para abrirem uma sepultura onde cabem 10 milhões de almas fartas do Estado.

O discurso violento de Passos Coelho, e muito bem, parece que transmite um não arrumar do fato de macaco, talvez a cola da Geringonça volte e desta vez muito mais forte.

Mauro Oliveira Pires

A Grande Purga

A Turma de Canhotos, popularmente vulgarizada por Geringonça, está num processo de auto destruição iminente,  os jogos de bastidores intensificam-se a cada dia que passa, Catarina tem que tomar banho mais regularmente que o habitual, o cabelo está oleoso, macabro, Jerónimo tem mais rugas, o Cabelo já não fica volumoso como noutras épocas, a laca capitalista estraga os planos mais simples do nosso Camarada. António Costa está sempre a suar, os problemas de excesso de peso inundam o nosso Primeiro-Ministro de um poço de preocupações estéticas e de números de fatos que não lhe servem.

A saída de Passos Coelho abre dois problemas a António Costa, por um lado, Costa tem que conseguir prever pelo menos qual é o melhor timing de saltar do barco quando este estiver prestes a afundar, porquê? Porque Costa num cenário de Bancarrota perde eleições definitivamente, o aumento das intenções de voto do PS são do centro que acha que a recuperação económica é fruto das políticas do Primeiro-Ministro, quando a realidade bater à porta como sempre bateu nestes últimos 43 anos, acabou o astro, acabou o mago e as habilidades mágicas do Primeiro que nunca eleito foram para um qualquer charco de pós da Catarina.

Perdendo as eleições, Costa pode ainda governar, se o PSD ganhar sem maioria absoluta, os seus coadjuvantes estarão sempre lá para dar o apoio necessário ao camarada. Isto atenção, num cenário de o PS levar com a bancarrota em cima. Mas talvez o País reconsidere não eleger uma criatura nunca eleita.

Num cenário em que Costa consiga sair do palco, enquanto a bancarrota não bate à porta, este ganha. Ganhando as eleições e num período de ajustamento, caso queira assumir, Costa terá que cortar salários, pensões, reformar o Estado, António Costa vai claramente aplicar a Cosmética de sempre, não mudará a Constituição, não despedirá funcionários públicos num volume necessário para se ter poupanças volumosas, Costa fará meros cortes horizontais e cegos como faz agora, mas mais intensos.

Portugal não pode estar refém desta Purga de tacticismos da loja dos trezentos de um Amador, que só sobrevive com uma popularidade razoável devido a uma comunicação social totalmente amiga do seu amigo, mas, enfim, quem é da Corte de Lisboa tem sempre que receber rebuçados. Resta saber se os Portugueses aprendem à quarta vez que o Partido da Bancarrota  é o inicio dos nossos males, mas, desta vez, tem que ser diferente, a direita não pode ter pressa, que deixe Costa no seu livro de conto de fadas, que dê corda e mais corda.

António Costa é o Diabo, sim, porque quem coloca o Ego pessoal acima do País, é isso mesmo que é, Passos não se enganou, e um diabo só se aniquila com uma receita, deixa-lo no poder, porque o País é insustentável e António Costa também. No fim da história, o veneno matará a Naja.

Mauro Oliveira Pires

Passos Coelho, um Homem do tamanho do seu Sonho

A prática é o critério da verdade, já dizia o Comunista Lenine, em condições normais tal afirmação tem probabilidades de estar 100% correcta, desde que no horizonte não apareçam cenários alternativos com Vacas Voadoras pelo meio. Falar de Passos Coelho em Portugal seja em artigo, na rua, no canto dos cafés, no Shopping ou até num restaurante com tons vocais mais elevados devidos aos efeitos colaterais do vinho verde, é quase que um crime.

Para a esquerda, é crime de indulgência, um crime humanitário, é como se falássemos de algum extraterrestre com armas que pudessem aniquilar a humanidade, Jerónimo salta, fica nervoso, começa com calores por todos os cantos das suas rugas do tempo. Catarina, essa, eleva o tom de voz de um comum mortal ao divino da parolice, depois, lá se acalma, especialmente quando olha para o seu coadjuvante António Costa, que, com  ódio e escárnio nos olhos, olha para Passos Coelho como o pior inimigo do regime, do seu regime, aquele regime quase divino de Partido único, em que só o PS tem o direito a governar, a distribuir as benesses pelas clientelas, em alimentar o seu gado nas empresas dos amigos.

É isto que da esquerda à direita lhes faz ter medo e, pouco a pouco, faz aumentar a hombridade e responsabilidade de gostar e de conhecer melhor as qualidades de Passos Coelho, não basta ser corajoso, valente, ter espírito de sacrifício, ser vertical, é necessário ter o dom de ser ele próprio, de ser o Pedro, alguém que por mais que tenha todos os defeitos que lhe apontam, e tem, quem não os tem, teve a eterna capacidade de colar o que muitos achavam impossível de colar, o PS à extrema esquerda, o de hoje, confundirmos o PS com o PCP, aquele Partido que em tempos ajudou Portugal ser mais Europeu e que até reformou, hoje, é um grande pedaço de cacos com um Ego e  bazófia à mistura do seu líder incontroláveis.

O simples facto de Passos Coelho sair da liderança do PSD não é só um ciclo político que acaba agora, atenção, os ciclos tem essa capacidade, crescem, tem o seu auge, declinam mas em geral nunca morrem, em excepção quando a pessoa fisicamente e mentalmente morre claro. A saída de Passos é a vitória do Socialismo Democrata, vulgo Social Democracia, que cujo prazo terminou nos anos 90, o PSD tem que ter a capacidade de ter um rumo, uma linha e não vejo Rio a ser o Liberal que o PSD precisa, pelo contrário. Se é a vitória do Socialismo Democrático, é a derrota da humildade, a derrota de um País que luta todos os dias, longe dos holofotes erráticos de Lisboa para sobreviver, sim sobreviver, ao Monstro Estado.

A Saída de Passos Coelho é a derrota da DIGNIDADE. É a minha opinião, vale o que vale, mas sinceramente dela não abdico.

Um dia todos vão conceder a Passos o cálice da vitória, só pelo simples facto que afinal, ele tinha razão. O diabo não chegou, governa.

Mauro Oliveira Pires

 

Marques Mendes e a Teoria do Professor Karamba

Isto é já telepático, sempre que Marques Mendes fala pensamos em Marcelo. Não porque o comentador dos domingos da SIC chegue aos calcanhares do Presidente dos afectos, mas vamos admitir, faz muito bem a função de Woki Toki. Sempre que Marcelo pensa numa charada nova, conta ao seu amigo mais pequeno, mais pequerrucho, depois lá sorrateiramente o comentador anota tudo e fala com aquele ar que lhe caracteriza, como se tivesse uma mola na língua.

Marques Mendes faz parte daquela Oligarquia Barata do PSD, está sempre ao sabor do vento, não se define, são os moços de recado, aliás, é essa a diferença entre os maiores e os pequenos, enquanto uns tem espinha dorsal daquelas rijas, prontas para enfrentar tudo, aguentar a pressão do dia a dia para pagar as contas dos outros, recuperar o que parecia irrecuperável, estar morto todas as semanas e renascer dia 4 de Outubro de 2015, é obra. Esses ficam na história, esses tiveram que se assumir, largaram preconceitos e foi pragmático, restaurou a credibilidade. Outros.. Bem, outros tiveram no conforto da cadeira de comentador.

Certos domingos criticava com a cartilha que tinha à frente, quando Marcelo queria Passos fora do PSD, à força, quase que de modo rancoroso, Mendes debitava a cartilha dada. Agora, Passos já deve ser homenageado em congresso, segundo Marques Mendes, bastou sair para a cartilha mudar, não mudaram o estrutural, o seu interior, agora é tempo de lamber as feridas, Mendes e Marcelo já perceberam o contexto, se Costa não aguenta com incêndios e com polémicas ministeriais, tira sempre licença sabática, imaginem o que era o Primeiro-Ministro, que também precisa de um dicionário, em tempos de crise económica.

Marcelo precisa de um substituto para Primeiro-Ministro, alguém que não coloque o seu mandato na lama, recheado de instabilidade, para não ficar impopular  e perder o seu ego e poder informal através do povo, Marcelo quer águas calmas e quentes, o resfriamento das águas por parte de uma crise económica é tudo o que Presidente não quer. Chamar por Passos não vale a pena, precisa de descansar, aturar o cinismo da política, até do próprio partido, é algo que poucos conseguem, ele, lá com a sua serenidade normal, lá se despediu, de modo temporário, mas de uma forma peculiar, Passos não comenta o futuro do PSD, faz bem, porque, para previsões amorfas do futuro temos um anão.

O anão dos domingos, o Luís Marques Mendes.

Mauro Oliveira Piresg

Para Catarina, Jerónimo e Costa um Cão é Mais Importante que um Idoso

Queria pesquisar na barra de pesquisa do Google se o CDS e o PAN, ou os dois em conjunto, teriam apresentado o projecto lei da criminalização do abandono de idosos. Quando escrevo:”Abandono..” logo me aparece em primeiro lugar:” de animais…”, “Trabalho” entre outras peripécias da vida, o abandono de idosos estava em sexto lugar no termo de pesquisas. Hoje, afinal, abandonar um animal tem mais importância espiritual para o equilíbrio Cármico das pessoas do que a preocupação de abandonar quem nos alimentou, cuidou e se sacrificou ao longo da vida para nos dar uma vida digna e sem privações de maior.

O apodrecimento dos conceitos morais, das tradições judaico-cristãs da Europa de cuidar do próximo, com os nossos recursos, por mais limitados que sejam, partilhar com os nossos o pouco que temos, não é preciso o Rabino do Estado aparecer em cena, esse só estraga, mas termos como pilar fundamental do que é o respeito intrínseco a quem nos deu vida, parece algo de um passado distante que já foi mais respeitoso dos nossos valores morais. Hoje, uma queixa contra o desaparecimento de um cão se calhar é efectivamente resolvido mais rápido do que maus tratados a idosos, hoje, aprova-se mais rapidamente uma lei a favor da entrada de animais em restaurantes, se os proprietários assim o admitirem claro, do que a criminalização do abandono dos nossos idosos.

É isto que a esquerda dos valores “sociais”, dos valores da reserva “moral”, aquela que enche o peito para falar da direita a dizer que ela é “Neoliberal”, “Fassista”, “Troikista”, “Messias de Massamá”, entre outras palavras menos próprias que Ferro Rodrigues nem sabe como parar na casa que dirige, é ela que prefere proteger animais irracionais aos animais racionais, nós. Teve a direita de apresentar um projecto que defende-se a integridade do idoso e os imperadores do “social” chumbaram, porquê? Porque a esquerda não tolera a aprovação de projectos lei da direita sobre questões “fracturantes” ou “sociais” tem que ser esta a aprovar o que ela bem entender sobre este assunto.

Catarina, Jerónimo e António Costa, a Troika “Fassista” Canhota, aposto mil vacas voadoras, que eles mesmo vão apresentar um projecto lei a favor da criminalização de abandono de idosos, mas atenção!! Tem que ser eles, não pode ser um qualquer “fasssista Neoliberal” da direita, tem que ser os Imperadores da imoralidade alheia que afinal, não diferem muito uns dos outros. António Costa conseguiu uma coisa fantástica, já não se consegue distinguir BE, PCP e PS ambos são partidos comunistas, partidos castradores das liberdades individuais de cada um, castradores de nós construirmos um País livre de parasitas da sua espécie.

Isto é Portugal camaradas, um País governado por Animais que se importam só com animais, mas irracionais claro, não podia deixar de ser. Os racionais, claro, esses, trabalham, emigram e pagam o regabofe. Siga para bingo.

Mauro Oliveira Pires

O Pontapé de Marcelo a António Costa

No seguimento do que prometi no final deste meu artigo anterior , vou dar rotação a um tema que acho deveras interessante, o afastamento táctico de Marcelo do Primeiro-Ministro. Acho que maioria da população já reparou que aqueles posses de Estado solenes entre os dois poderes institucionais já não são ordem do dia, nem de facto, nem em abstracto, Marcelo já não se junta a António Costa e este, por mais que queira, por mais que procure, não encontra o Presidente nem na rotunda, não é que as agendas estejam trocadas, o génio táctico de Marcelo diz lhe ao ouvido que está na hora de um afastamento de António Costa.

Este afastamento começou em 2017, reparem que, quando Costa parecia o todo poderoso, quando não tinha defeitos para a comunicação social, quando tinha habilidades mágicas superiores a qualquer feiticeiro africano mais duvidoso, Marcelo estava lá, sempre, colado, como uma lapa, o poder popular de Marcelo tinha que fazer simbiose ao suposto “sucesso” de António Costa que representava, segundo o próprio, o trabalho do povo português, logo Marcelo tinha que estar onde estava o pedestal do suposto “trabalho” ou representante desse “trabalho” do povo.

Quando o Tsunami de trapalhadas de 2017 começou a vir ao de cima, Marcelo começa a dar passos para trás, devagar, mas dava, já dizia que o Primeiro-Ministro tinha que assumir as responsabilidades, já actuava com mais pulso depois de qualquer trapalhada deste. Reparem que, depois daquele discurso horroroso sobre os incêndios de António Costa, a suar a bruto, a trapalhão, quase que um ser num estado miserável superior, Marcelo logo a seguir, colocou uma pedra no charco “acalmando” a população com um discursivo de junção não de disjunção como o todo habilidoso da feira da ladra fez.

Agora, Costa malha, bate e foge, Marcelo recolhe os cacos, junta e fica com os louros, Costa é bruto e malcriado, maltrata o Português, Marcelo é uma raposa velha que conhece todos os passos de Costa e até os prevê, ganha mais poder informal e com a sua “mão invisível” lá lhe controla os movimentos e ainda ganha votos, uma estratégia de excelência para gerir uma crise, Marcelo agora prepara o impacto da próxima crise financeira na sua imagem, faz bem, porque ficar colado a uma queda de António Costa era mau demais, mau para o seu ego, mau para a sua possível reeleição enquanto Presidente.

Marcelo matou assim dois coelhos, descolou-se dos maus modos de António Costa, gerindo assim a sua imagem e votos. Por último, Marcelo fica finalmente como único e verdadeiro pilar do regime, aquele e único que é capaz de fazer cair António Costa do seu lodo e pântano. Se Costa com sucesso é rei, com trevas é sapo, e Marcelo não gosta de sapos, talvez no final de tudo, Passos Coelho vá ser útil a Marcelo… Outro artigo meus caros… Vamos com calma.

Mauro Oliveira Pires

 

José Sócrates, o Maior Caga Tacos da História de Portugal

Sócrates e Galamba são duas personagens indissociáveis uma da outra. Um, é a formação dos pés à cabeça do que é um verdadeiro sociopata, reparem que o exercício de chamar sociopata a alguém requer evidências óbvias, que especialmente estejam à frente do nosso nariz. Derrepente o caro leitor começa a matutar, olha para um livro e uma personagem transfigurada aparece, é o Carlos Silva, amicíssimo dos milhões de Sócrates que fez o eterno favor de comprar os livros ao amigo, é que a excelência de Sócrates não podia ser comprada por comuns mortais, mas por algo superior, divino, alguém que fosse amigo do Rei Sol, amicíssimo até, que escolhia subsidiar um amigo em vês de aforrar para o futuro dos filhos ou da mulher, Carlos Santos Silva é um amigo fantástico, e Sócrates deve ser o melhor do mundo na área das amizades por charadas.

Galamba, é um egocêntrico da malapata. Diz-se que Costa lhe prometeu cargo do governo(Vem cá bobby…), tendo de seguida deitado ao lixo tais declarações normais de António Costa, fala para o vento, Jorge Jesus tem razão os ventos laterais vindos de Nordeste acumulam sedimentos nucleares nas gadelhas alheias, de seguida os ouvidos são tapados, não culpem o Costa, ele não sabe o que faz. Com o desespero natural de uma recusa singela, reparem, um verdade de António Costa hoje equivale a um campeonato do Moreirense amanhã, então podemos dar uma bênção ao nosso amigo Galamba por tanta revolta macro nervosa, com picos nervosos provocados por calinadas micro Costistas.

Ambos representam na política portuguesa o que de pior se produz por cá nas jotas, miúdos com sede de poder, egocêntricos em excesso, purgas,  não percebendo, no final, efectivamente o País onde estão. Sócrates e Galamba são os filhos da corte de Lisboa, dos aventais, do poder pelo poder, não o poder para melhorar o longo prazo da sociedade, é para melhorar o longo prazo das suas vidas que, pelo que se vê, é miserável. Quando se produz um livro, temos que deixar o mercado actuar, pode gostar ou não, esta falta de confiança de Sócrates em si mesmo revela o ponto fraco do “animal feroz” que tanto medo meteu na política nacional, por fora é capaz de insultar tudo e todos como se tivesse mega autoconfiança, mas por dentro está destruído.

Destruído porque sabe o que fez, as gerações que hipotecou, a dívida pública brutal que deixou, as finanças do Estado a só terem capacidade de pagar aos seus a 1 mês somente no máximo, Hospitais a semanas de ficarem sem medicamentos por falta de pagamento e ruptura. Foi este o País que Sócrates e Galamba deixaram, sim, Galamba, esta apoiou o mestre até ao fim, apoiou a austeridade de Sócrates até ao tutano, não disse nada, não bufou, simplesmente engoliu, porque, se lançado para o Mundo real, o discípulo de Sócrates só arranja emprego não trabalho. Galamba abanou a cabeça a todos e no fim não leva nada, olha que pena.

Última nota, as aparições fantasmagóricas de Sócrates quase que trimestralmente, para dar prova de vida, é sinal de cadáver podre, enterrem de vês o caso do maior sociopata da história de Portugal, a caixa dos pregos já está cheia de larvas. Cada vez que fala o seu caixão dirige-se para o inferno, mais fundo e mais fundo, não é que ele não goste, é que Sócrates quer arrastar consigo alguém, mas não é o País, é António Costa e este sabe disso.

Mauro Oliveira Pires

Da série:” Pinheiros Transsexuais”

Li este belo texto do Arquitecto Saraiva, os caros leitores vão gostar com certeza! Tinha que partilhar convosco.

“Perante a perplexidade de alguns, o primeiro-ministro acalmou os ânimos, explicando que o Pinhal de Leiria «continuará a ser um pinhal».
Mas então – pergunto eu – por que razão plantou um sobreiro?
Não é verdade que os governantes devem dar os exemplos certos, pelo que o normal seria que o primeiro-ministro plantasse um pinheiro?
Por que não o fez?

As viagens do chefe do Governo são cuidadosamente preparadas – veja-se o que acontece nos hospitais quando recebem a visita de políticos… – e esta não deixará de o ter sido.
A plantação do sobreiro não foi, pois, obra do acaso: foi intencional.
E deveu-se certamente ao facto de, na fase em que estamos de domínio do politicamente correto, os sobreiros serem uma espécie particularmente bem vista.

Esta necessidade que os políticos têm de agradar às massas e ao que é ‘conveniente’ constitui um dos grandes problemas da política contemporânea.

E é talvez o principal problema deste Governo, que tem vindo a governar à vista, evitando tudo aquilo que possa provocar controvérsia.

E que aplica uma política popular, distribuindo pelas pessoas dinheiros que deveriam ser aplicados de outra forma.
Um bom exemplo disto é o facto de ter reduzido o investimento público a zero para poder devolver aos funcionários públicos os cortes nos ordenados e outras regalias.

Claro que, até certo ponto, percebo a posição de António Costa e a sua necessidade de agradar.
Nesta altura, ele está entalado entre duas frentes.

De um lado tem a extrema-esquerda, com o BE e o PCP a fazerem pressão no sentido de penalizar o capital e aumentar os rendimentos dos trabalhadores; doutro lado tem o Presidente da República.
De facto, Marcelo Rebelo Sousa, com a popularidade nos máximos, tem feito desde os incêndios uma marcação cerrada ao Governo.

 


António Costa: entalado entre o Presidente e a extrema-esquerda, a sua margem de manobra é curta

 

E embora isso não seja patente, há uma luta politica surda entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, com este a beneficiar da circunstância de não governar – e, portanto, não precisar de tomar medidas impopulares.
Note-se que Marcelo é o Presidente que tem sabido aproveitar melhor o facto de ter as ‘mãos livres’ – podendo dizer o que as pessoas gostam de ouvir, consolando-as, sarando as suas feridas, sem ter de apresentar resultados económicos, nem de cumprir défices, nem de resistir a reivindicações disparatadas, nem de fazer cortes que provoquem a ira popular.
Com um Presidente assim, António Costa tem de ser especialmente cuidadoso – pois, se estica muito a corda, se avança com medidas polémicas, se provoca o desagrado deste ou daquele grupo influente, lá tem Marcelo a aproveitar a situação.

Se não for hábil na gestão das expectativas, Costa será completamente engolido pelo Presidente da República, ficando sem qualquer margem de manobra.

Por outro lado, como se disse, António Costa tem a pressão do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda.
Que estão calados e mantêm a paz nas ruas porque o Governo lhes tem dado, no essencial, o que eles querem.
Mas se António Costa lhes bater demasiado o pé, eles revoltar-se-ão – até porque têm de dar satisfações aos seus eleitores.

O PCP tem de poder dizer: «Se os trabalhadores estão a viver melhor, é porque nós temos conseguido que o Governo tome as medidas certas».

E o mesmo vale para o BE (veja-se como reivindica ostensivamente em Lisboa a oferta dos livros escolares).
Assim, o primeiro-ministro tem de ir dando umas cenouras aos dois partidos para conservar o seu apoio.
Mas com Marcelo de um lado a pisar-lhe os calos, e com a extrema-esquerda do outro a fazer reivindicações e exigências, o espaço de decisão de António Costa é muito pequeno.
E é este, como se disse, o seu grande problema – e o grande problema do Governo.
Talvez o primeiro-ministro  achasse, por exemplo, que é preciso aliviar a carga fiscal sobre as empresas, para não estrangular tanto a economia e facilitar um maior crescimento económico.
Mas não o pode fazer, porque o PCP e o BE não deixam.
E em muitos outros assuntos verificar-se-á um bloqueio semelhante.

Entalado entre um Presidente muito popular e uma extrema-esquerda muito pressionante, António Costa tem de usar truques de trapezista para manter o barco à tona e ir fazendo o seu caminho.
Mas não precisava às vezes de ser tão politicamente correto.

Não precisava de dar o pontapé de saída da reflorestação do Pinhal de Leiria plantando um sobreiro.
O pinheiro não é uma árvore assim tão detestável, caramba!

Afinal, foi a primeira vez que aquele pinhal sofreu um fogo tão devastador – e já lá vão 700 anos desde que foi plantado.

Fonte Jornal Sol

Vampirismo Fiscal, foto representativa

 

Excelente foto da Iniciativa Liberal sobre o terrorismo fiscal que afecta o bolso dos agentes económicos: Famílias e Empresas.

  • Factos a pensar:
  1. ) Qualquer aumento de impostos em 2018 e 2019, nunca se esqueça, a culpa é de Passos Coelho, não é de António Costa, e se for, é de um qualquer figurante que ficou de reserva pois o verdadeiro foi para Palma de Maiorca;
  2. ) Sem Previsibilidade e Estabilidade fiscal, não há crescimento sustentado nem renovação do stock de capital já de si saturado
  3. ) A carga fiscal per si   interessa mas não como um todo para a análise, o ESFORÇO FISCAL, é o mais importante para a análise em questão, que neste caso é a divisão entre carga fiscal e o “nível de vida” de um País em questão que podemos chamar o pib per capita para facilitarmos as coisas.
  4. ) Se queremos auferir de maior parte das potencialidades do Euro enquanto divisa forte, estável e credível temos que ter finanças públicas saudáveis, o que quer dizer apertar o cinto meus caros, cortar despesa corrente e reformar as funções do Estado, repensar o Estado.
  5. ) Estão os actuais Partidos Políticos de cartilha do sistema prontos para isso? Não.