Sá Carneiro dá voltas ao túmulo…

Houve uma frase que li, faz dias, de um amigo de facebook  que escreveu o seguinte:” Se o PSD fosse decente, quem sucederia a Passos Coelho era o próprio Passos Coelho”, não poderia concordar mais. Todos nós enquanto Portugueses lembramo-nos do que disse Teixeira dos Santos, que se não pedíssemos ajuda externa dentro de pouco tempo não teríamos dinheiro nem para pagar vencimentos dos funcionários públicos, com tamanho estado de pré-bancarrota financeira e moral o País tinha que ter um agente político totalmente diferente do que teve em 43 anos de democracia, Sá Carneiro não teve muito tempo para governar, por isso não podemos efectuar um termo de comparação com os outros, aliás os outros são anões comparados com ele, tal como são António Costa, José Sócrates, Durão Barroso, Santana Lopes, Rui Rio e Guterres anões comparados com Passos Coelho, por este ser digno, ter espinha dorsal, ter um plano de reforma para o País que não executou totalmente mas, tem uma característica simples que o distingue dos demais, respeita as Instituições como nenhum outro respeitou, respeita a liberdade individual de cada um, queria tirar as oligarquias do País e pagou por isso.

Quantos, repito, quantos, tinham a capacidade e a coragem para deitar Ricardo Salgado a baixo? Quantos teriam a coragem para libertar a economia portuguesa dos grupos “terroristas” sugadores de rendas e que, só significam mais custos para as empresas e empobrecimento geral? Não foi tudo perfeito em 4 anos e meio de ajustamento, mas o País recuperou a face, tirou a cabeça da lama, não o corpo e começou a retirar o corpo lentamente, até que em Novembro de 2015 entrou o Governo que hoje conhecemos. A dignidade, toco neste ponto, a Hombridade de Passos Coelho perfazem muitos Santanas e muitos Rios, o PSD não chegará ao poder com outro líder sem ser ele no médio prazo, a marca é forte, tanto a que deixou como a futura, porque se hoje respiramos confiança, foi graças ao envelhecimento de Passos e a sua capacidade hercúlea de aturar um Paulo Portas que nem ao melhor pior inimigo queria que aturasse, uma esquerda com os seus tiques totalitários de sempre e uma comunicação social permeável e completamente parcial para com um Partido que se acha, o pior é que é, dono do regime, o PS.

Santana e Rio são os dois agentes a disputar a liderança do PSD, mas, expliquem me uma coisa… o PSD não tem melhor? Isto é a brigada do reumon gel, Santana foi injustiçado por Sampaio, é verdade, e deu lugar à pior criatura de sempre da política portuguesa, mas não me parece a pessoa certa. Rio tem a brigada do reumon gel do PS atrás, todos os socialistas que deviam estar filiados noutro partido e que causam instabilidade e distorcem a espinha dorsal do partido. É um PSD que resiste à mudança na Europa, um PSD que se devia afirmar liberal sem medos. Rio representa o passado, representa Bildberg, já foi lá, representa um PSD charneira ao PS. Dizem, que o PSD deve ter Presidente, deve, mas se é Santana ou Rio a coisa é sempre a mesma, mais socialismo, continuação do establishment e uma maioria relativa do PS.

Eu, como cidadão e liberal, quero uma direita que se deixe de envergonhar, que não tenha medo do PS, que se mostre, que se indigne. Parece que não querem. Quando algum populista aparecer por aí não se admirem que o povo vá atrás…

Mauro Oliveira Pires

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O que é Marcelo?

Marcelo significa muita coisa, muitas variáveis, muitas jogadas mas, acima de tudo, muito tempo de jogo de cintura. Um grande filósofo da Amadora, tremendamente conhecido dos Portugueses, não é preciso invocar o nome, disse um dia que:” Experiência é conhecimento”, o actual Presidente da República não foge muito deste vector importantíssimo, toda a sua passagem pelo PSD, os consensos com Guterres, comentador durante anos, um verdadeiro “rato” da política, e dos velhos, daqueles tremendamente sabedores do nosso enquadramento como ninguém. Marcelo, até agora, falo na minha óptica, cumpriu boa parte dos seus desígnios enquanto Presidente, falo de três que acho que são as pedras basilares da Presidência do Imperador dos afectos.

  1. ) Consolidação do poder através dos afectos populares, dando uma “mão invisível” de actuação e almofada de conforto perante choques negativos do Governo Tricolor, neste caso, Check. Marcelo é o senhor dos afectos, o todo poderoso, o político e Presidente da República com mais poder de sempre, não constitucional, mas na forma como abordou o seu mandato e os mecanismos que o podiam ajudar na formação de um seguro contra Geringonçal.
  2. ) Afastar Pedro Passos Coelho da liderança do PSD, conseguiu, neste caso em coligação com o governo e com os canhotos unidos Marcelo deitou efectivamente abaixo o líder mais DECENTE que o PSD teve desde Sá Carneiro, conseguiu e vai colocar o PSD aos papéis pós Passos, ganhe Santana ou Rio o PSD vai voltar ao ser camaleão do passado, a espinha, a vértebra que Passos incutiu no PSD pode ruir. Se o Objectivo de Marcelo era desmontar a Geringonça pós Passos colocando Rio e Costa em coligação, esqueça, porque nem Rio vai ganhar, prevendo eu, nem os dois fariam as reformas realmente necessárias que o País precisa, como no sistema de Segurança Social, Caixa Geral de Aposentações, que paga pensões aos funcionários públicos muito acima do que descontaram, cortar despesa pública em áreas estruturais, isso era mexer nas clientelas do PS e pactos de reforma no IRC, que o PS rasgou, portanto nem Costa e Rio são soluções para o País, nem Santana. Aqui está um pilar fraco de Marcelo
  3. ) Se o primeiro Pilar está seguro o terceiro também, pois o terceiro pilar é a consequência do primeiro, se Marcelo é senhor dos afectos, tem o poder popular, é “quente”, conforta, não é frio, cínico e nem distante como Costa, Marcelo em caso de deterioração das variáveis económicas na vertente externa, que basicamente o seu positivismo actual é o que nos segura, Marcelo terá o poder para dizer que ajudou o governo em tudo o que pôde, não foi obstrução, que avisou na hora certa e está seguro do pântano geringonçal canhoto.

Marcelo é isto, é a capacidade de ter uma personalidade desdobrando a mesma em outras várias, para vários contextos de actuação, chama-se a isto experiência e vivência, mas também calculismo e alguma falta de espinha dorsal, mas o governo em questão e tudo o que vem com ele é novo, Marcelo tinha igualmente de ter uma actuação diferente para um contexto novo, com um governo inimaginável, com contas mascaradas, economia que cresce mas que devia crescer mais, um governo de esquerda que faz austeridade e que prometeu não fazer e congratula-se por isso.

No fim da história, Marcelo é um Cow-Boy que monta uma vaca voadora com um parasita gigante na vaca, de nome António Costa, o objectivo é não fazer cair a Vaca no pântano e fazer com que a parasita seja esmagada sem intervenção presidencial. Marcelo é amigo de Costa, mas da Onça. Marcelo odeia Passos, mas secalhar vai ter que engolir uma avestruz das grandes dentro de pouco tempo… Isto se se recandidatar. Termino dizendo, não apoio Marcelo, não gosto de Marcelo mas reconheço lhe qualidades matreiras políticas interessantes para a conjuntura, vamos ver é se Costa não se candidata a Presidente da República em 2021, era o Kharma. Mas isso fica para outro dia….

Mauro Oliveira Pires

A Farsa de Costa e Centeno

Portugal, efectivamente, não aprende. Continuamos com os mesmos tiques provincianos de outrora, basta elegermos alguém para um lugar de renome que a crista levanta, somos logo especiais, os melhores do Mundo, um País sagrado e mítico no meio de outros 185 Países que não tem a mesma sorte, mal deles que não tiveram 3 bancarrotas em 43 de democracia, nós somos mesmo muito à frente, não damos hipóteses. Digo e volto a dizer e, se for preciso, repito para futuro, o Programa da Troika executado por Passos Coelho “limpou” o País de grosso modo, deixou a economia a crescer, cometeu erros mas fez o essencial que mais ninguém teve a coragem de fazer, executou um programa impopular que necessitava alguém com espírito de sacrifício. Portugal, ai sim, é um caso especial, porque tentar reformar um País com uma cultura imensamente socialista e com diversos interesses instalados são poucos que tem coragem, Passos teve, e a eleição de Centeno vem do excelente trabalho de Passos, Vitor Gaspar e Álvaro Santos Pereira que Paulo Portas quis ver pelas costas.

A reputação de Portugal nos mercados e nas instituições aumentou de forma exponencial, Centeno que agradeça a quem reduziu o défice nominalmente de -11% em 2010 para -2,98% em 2015. O Mário, Presidente do Eurogrupo, diminuiu o défice de -2,98% para -1,2 ou -1,3% este ano e já se acha o Herói da Cocada preta. Isto não é assim tão linear caro Mário, primeiro, porque a redução do défice estrutural não existe, repito, NÃO EXISTE. O défice reduz-se pelo efeito positivo do ciclo económico que nada tem a haver com o Governo, com poupanças em juros e cortes de despesa pública feitos de modo transversal, não reformando estruturas nem poupando de modo permanente, falando para Português ver. Não esquecendo da contribuição da receita que está em máximos históricos, dito por outras palavras, o saque aos agentes económicos continua. Mas a redistribuição da austeridade do lado da receita é perigosa, em termos “liberais”, de facto aumentar a austeridade do lado da receita dos impostos indirectos é melhor, pois o “roubo” não incide directamente nos nossos rendimentos mas, não nos podemos esquecer disto, aumentar impostos indirectos e diminuir de forma franzina os directos(IRS como exemplo) implica termos cobrança fiscal muito mais incerta em tempos de ciclo económico diferente deste, ou seja, em recessão.

Portugal só sai da situação em que está há anos com sentido de compromisso com os três partidos, PS, PSD e CDS juntos para pactos de reforma. Como sempre isto é num País normal, de políticos normais e com um povo normal, como estamos no País dos mexilhões e da ameijoa esqueçam, vamos cair noutro desastre, não falta muito, com o Centeno do Eurogrupo a ralhar no Sem Tino Português. É a vida Mário, aguenta-te!

Como a vida também é números vamos a eles, vamos ver a contribuição do actual Presidente do Eurogrupo para a dívida pública. E vou desmascarar um mitos engraçados. Vamos a isso:

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Fonte: BdP Stats, dívida pública evolução mensal.

Ora, o Tio Mário e o Tio Costa assumiram os comandos do País no triste mês de Novembro de 2015. A dívida pública em tal mês e ano estava nos 231,591 mil milhões de euros, passados 1 ano e 10 meses em termos estatísticos, de quadro, ou seja, até Outubro de 2017, temos uma dívida pública de 245, 269 mil milhões de euros. Ora, o grande sucesso do novo Presidente do Eurogrupo foi um aumento líquido consolidado de 13,67 mil milhões de euros, menos que os 19 mil milhões de outrora mas o acumulado é e continua a ser grande.

Passemos a ver como a dívida desceu em Outubro e Setembro de 2017:

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Fonte: BDP Stats online.

Ora, não ficando os caros leitores assustados com os gráficos vamos à explicação simples e corriqueira da coisa. Começando no Gráfico 1, marquei a pretos três barras, na vertical para definir o começo do governo Costa e as oblíquas para definir a tendência do gráfico da dívida na óptica de Maastricht(dívida pública…), que neste caso tem uma tendência positiva, ou seja de crescimento da dívida. No gráfico dois vemos como se faz a composição da variação da dívida, ou seja, o que faz descer a mesma. A dívida pública, de modo rápido, é constituída por Títulos de dívida(bilhetes e obrigações do tesouro) e empréstimos(Como o dinheiro do resgate de troika por exemplo).

Ora em Set. e Out. de 2017, no gráfico 2 vemos que o Governo somente pagou reembolsos de dívida a nível dos títulos e empréstimos e fez a dívida descer, mas, atenção, não é uma queda que vem de algo que é gerado de “fluxos de caixa” falando de modo simples ou que venha de superávites orçamentais, vem sim da almofada financeira, dívida que o próprio Estado contraiu, dito por outras palavras, é dívida a pagar a própria dívida. Assim podemos verificar no gráfico 1 em que a dívida líquida de depósitos do Estado aumentou.

Resumindo e concluindo, a dívida pública este ano pode diminuir em percentagem do PIB, mas, ao mesmo tempo aumentar em dinheiro. Vamos a uma simples conta. Imaginem um País com um PIB de 100.000 mil milhões de euros. Uma dívida pública de 50.000 mil milhões. Dividindo 50/100 temos 0,5% ou seja uma dívida de 50% do PIB, um rácio portanto. Imaginem que o PIB cresce para 110.000 mil milhões(10% de aumento), e a dívida aumenta de 50.000 para 52.000 milhões, dividindo 52/110 temos um rácio de dívida de 47% aproximadamente.

É isto que está a acontecer, a economia cresce mais que a dívida e absorve o aumento. Mas como não fazemos reformas, deixamos andar, e o défice está controlado por arames, ainda vamos ter outro Upa Upa na nossa dívida. A culpa… Meus senhores a CULPA É DE PASSOS COELHO, não é Costa? Não é Centeno?

Acho que fiz o meu dever de cidadão independente ao alertar para isto como o Camilo Lourenço avisa, o Professor Sarmento no Eco avisa, a minha amiga e escritora no Blasfémias e aqui no PortugalGate Cristina Miranda avisa igualmente. Mas poucos ouvem… É a bebedeira, dizem…

Mauro Oliveira Pires

Voa! Voa Marocas!

Há uma coisa que eu, pessoalmente, detesto, são pessoas e instituições incoerentes. Eu dou os Parabéns a Mário Centeno por ter arrepiado caminho, por não ter embalado na lógica de confronto de mija na escada como fez há 1 ano e meio, tendo a Europa lhe ameaçado com sanções e este ter cortado no famoso Santo Graal das esquerdas parabólicas unidas, o investimento público. Cortar no investimento público, não tem mal nenhum em termos de lógica orçamental e cumprimento de objectivos quando estes são de cumprimento de margem mínima, ou seja, se tivéssemos uma meta de défice de 2,0% e no ano transacto, por exemplo, tivéssemos tido um défice de 2,4% cortar um chavo no investimento público não vem o diabo ao Mundo. Mas, quando se corta perto de 3,5 mil milhões de euros no investimento público levando o ao tempos de Salazar prejudicando serviços públicos, como hoje se vê, só para alimentar as clientelas de sempre e, ao mesmo tempo, efectuando irresponsabilidades do lado da despesa como empurrar com a barriga X para 2018, X+2 em 2019 etc é uma irresponsabilidade tremenda.

Efectuar cativações é um bom instrumento de gestão orçamental mas nunca se pode abusar dela, temos sempre que as “libertar” em parte no exercício orçamental do ano seguinte, é como suspirarmos e colocarmos o cinto e este depois arrebenta com a expiração. Mário Centeno e Costa queriam enfrentar a Europa como todos os eleitores que votaram PS, PCP e  BE não conseguiram, enfiaram a carapuça e hoje festejam resultados com austeridade encapotada. Se ela matava com Passos, com o Marocas e o seu superior as flores até florescem em Pântanos de gás.

Não posso ficar feliz com uma Europa que elege um Ministro que reduz o défice nominalmente e não o reduz estruturalmente, ou seja, de grosso modo, não cumpre as regras europeias por inteiro. Se é assim que a Comissão liderada por Juncker, um excelente apreciador de vinhos, diga-se, não ganha credibilidade nenhuma. E Mário Centeno devia ter um bocado de recato, quando este diz que é um feito sem igual, lembro ao Marocas que Durão Barroso foi Presidente da Comissão Europeia, cargo imensamente  superior, mas esperem, é de direita, não é do Partido das Rosas, porque se fosse, era imensamente amado, amante da cultura e da igualdade, ou lá o que isso é.

Mário Centeno, Presidente do Eurogrupo, vai ter que ter o condão de dizer ao Ministro das Finanças Português, o Sem Tino, que terá que efectuar reformas de modo a cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estas duas pessoas, tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, tão iguais, vão ter que se encontrar de uma forma virtuosa em gerir os gritos do Arménio, da Catarina e do Jerónimo, não esquecendo os pontapés na gramática de Costa, e os gritos frios de Merkel. Camarada Mário, diz ao Sem Tino para fazer austeridade da séria, não te esqueças é de avisar os canhotos para engolirem o sapo, e dos GRANDES.

O fim da Geringonça está próximo, muito próximo, resta saber se o Presidente do Eurogrupo Centeno sabe gerir um tetra de Bancarrota no País do Sem tino. Veremos…

Mauro Pires

As facadas do PCP a Portugal continuam

Continuo a insistir neste ponto e vou continuar a insistir: Portugal, País da Europa Ocidental, tem um Partido Comunista e um Partido Trotskista com votações conjuntas de perto de 18,5%, que é algo verdadeiramente assustador, pelo menos depois de um País que foi ostracizado com uma Ditadura Comunista de Vasco Gonçalves e com nacionalizações, devia, hoje, estar vacinado contra tamanha barbaridade ideológica. O PCP e o BE ainda tem espaço em Portugal devido a uma coisa tremendamente simples, parte do povo português não tem índices educacionais elevados, é facilmente enganado com os amanhãs que cantam e, ainda por cima, um povo sem estabilidade alguma, vendo uma Europa com povos com rendimentos muito superiores, a cultura da inveja e do pilantra cresce como um polvo.

Não é ter inveja do dinheiro alheio que nos vai fazer crescer, ou lamentações ou ainda caras fechadas, sei perfeitamente que o desastre de políticos que temos que só pensam nos seus e nas corporações que representam não ajudam ninguém, mas a  falta de massa crítica também não ajuda a que tais criaturas não nos olhem como meros mexilhões sem manteiga. Se nós tivéssemos outro espírito, à Belmiro, por exemplo, o PCP não existia em Portugal ou o seu poder era meramente residual. Quando tens um Partido que apoia ditaduras assassinas, e tem o poder de influenciar as negociações numa empresa como a AutoEuropa, que, vamos ser pragmáticos, caso não haja acordo vai bater com as portas para outro País mais fiável que este. Mas é isto que o PCP quer à força toda, criar novos desempregados, fazendo de inimigo externo os “grandes capitalistas”, para depois ganhar militantes.

Foi assim que o PCP ganhou militantes e simpatizantes na margem sul do tejo, onde destruiu a indústria pré 25 de Abril, é assim que o PC trabalha, condiciona, faz jogos de bastidores, rói cordas e depois apresenta a conta ao Zé povo, e eles depois vão na conversa de sempre. Se a AutoEuropa se deslocalizar é mais uma bala do PCP no coração da Economia Portuguesa, e será mais um feito dos parasitas bolcheviques.

Obrigado Jerónimo, estás nos a tornar cada vez mais medíocres.

Mauro Pires

Os 140% do PIB de Centeno

Li um artigo do Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios, sobre a ida de Mário Centeno para o Eurogrupo, concordo inteiramente com o Camilo. Mas deixem me a acrescentar uma coisa, Mário Centeno é um excelente técnico no Governo errado. A forma estratégica como o Ministro das Finanças dá facadas suaves a António Costa é bonito de se ver, Centeno sabe que comprar a fidelidade, mais do que ninguém, podre de Catarina Martins e Jerónimo está a levar o País ao charco, porquê? Porque estamos melhor que em 2011, mas não o suficiente, o Trabalho de Passos Coelho salvou financeiramente o País e lançou as bases para um crescimento saudável para futuro, mas, repito, lançou as bases, não teve tempo efectivo de as desenvolver, num contexto de termos quadrúpedes de esquerda no Governo, seria obviamente impossível reformar, primeiro pelo fecho ideológico dos 2 partidos mais radicais do arco dos fofos, segundo, o PS reformando completamente o País acaba com o sistema socialista que alimenta as suas clientelas e o seu poder.

Mário Centeno sabe que vamos ao charco, aliás, qualquer economista normal e isento sabe, mas é melhor sorrir, acenar, dizer coisas mirabolantes e enganar o povo, o resto resolve-se, empurra-se com a barriga, faz se cedências ao Arménio, ao Jerónimo e à tia Catarina e o reino volta ao normal, mas, não nos iludamos, o Circo dos pedintes só agora começou, as exigências mais pesadas veem ai, e o PCP sairá da Geringonça não pelo pé próprio, mas estará lá dentro com ela, cairá com ela, o PCP quer Costa a derreter, a penar, quer vingança e Jerónimo terá um cardápio muito caro. A economia mostra já sinais de abrandamento, o crescimento foguetório de 2017 é irrepetível num cenário em que não existem reformas, a dívida continua a crescer face ao ano passado, não interessa o Governo efectuar reembolsos para baixar a dívida, para depois voltar a escalar. A dívida em percentagem do PIB, desce este ano, porque a economia vai crescer mais que o aumento da dívida, logo o peso da dívida na riqueza que o País gera anualmente caí, é matemática normal. Agora, imaginemos… E se a Economia volta aos tempos dos crescimentos anémicos? O crescimento da dívida em termos absolutos, dinheiro, continuará, e a economia não conseguirá suster o aumento.

Pelos números, se a dívida continuar como esta, e sem uma previsível reforma na despesa pública, vamos ter a dívida pública a subir para cima de 140% do PIB(!), em cenário de crise. Sim, ouviram bem, mais de 140% do PIB, uma nova Grécia, mas como sempre os meninos serão bem comportados outra vez, mas resta saber se a Europa nos dá a mão… Se tal não acontecer, Mário Centeno, Camarada, tens muito trabalho para limpar o que fizeste. Homem, tens que te Assumir!

Mauro Pires

E que tal aprendermos com Belmiro?

Podia sinceramente colocar um título populista e vistoso para chamar a atenção, como:” Jerónimo é um cretino”, apesar de tal frase ser verdade, mais para a frente no texto desenvolvo a ideia, Belmiro não merecia tamanha imundice. Muitos, ao longo dos anos, lhe chamaram “Merceeiro do Norte”, aquele que “roubou o que já estava feito”, e agora estão todos com lágrimas de crocodilo a lamentar a morte de Belmiro, cretinice não é comigo sinceramente, temos que ter espinha dorsal e opinião, há quem não goste do Ex-Senhor SONAE, está no seu direito, mas depois mudar o jogo só porque o contexto mudou e é tremendamente giro chorar por algo que não se gosta só por ficar bem não fica nada bonito a determinadas pessoas.

Vamos ao que interessa. O que é Portugal? É um País de boa gente? Sim é! Trabalhadores? Sim, mas nem todos. Capazes de passar por qualquer adversidade? Sim senhor! Até aturamos os piores políticos do Mundo. Defeitos? Vamos a eles! O povo português, em geral, REPITO, GERAL, é invejoso? É! Quem tem sucesso alheio sem o padrinho em Portugal e se nos gabamos dos feitos, é porque não somos humildes, não somos coitadinhos, não adoptámos a táctica do respeitinho mas acima de tudo, e isto é doentio, é porque é CAPITALISTA, explora as pessoas e paga baixos salários. Vamos por partes, um povo como o Português ostracizado com 40 anos de ditadura, mais o PREC e políticos socialistas, em mistura com os índices educacionais que temos, o que se esperava? Milagres da Rosa?! Um capitalista, hoje isto parece pejorativo, é alguém que arrisca o seu dinheiro que depois se transforma em capital, porquê? Porque ao serviço da produção. Quem constrói uma organização empresarial tanto pode ganhar no futuro como pode perder tudo num só momento,  os capitalistas, aqueles que pagam salários, falo dos honestos, não dos hernestos, não fazem um favor a ninguém, porque por conta e risco investem para aumentar os seus rendimentos fruto de esforço pessoal, contratando trabalhadores para o efeito(e máquinas mas não vamos ao economês).

Belmiro é raro, é raro pelo simples facto de no País dos invejosos ter colocado a SONAE dos anos 80 em ponto pequeno, num dos maiores grupos empresariais portugueses, é raro porque é independente, não precisou dos favores da oligarquia de Lisboa e de Cascais, é raro porque tem espírito crítico, algo que falta ao povo do mexilhão, é raro porque Belmiro é Belmiro é ele próprio, tinha marca própria e registada. No fundo ficamos sem um verdadeiro empresário, tal como Américo Amorim, que tinha visão, um pecado em Portugal, alguém visionário, com ambição e com capacidade de olhar o que ninguém vê tem que ser eliminado, tanto medo do sucesso só demonstra que o Portugal Bafiento ainda ronda por ai. Estamos melhores, mas em pleno século XXI já devíamos ter algum juízo, só um infinitésimo, para variar meus senhores… Só para variar!

Regressando ao Jerónimo. O PCP votou contra o voto de pesar na Assembleia da República sobre a morte de Belmiro. Não crítico, o PCP mantém a sua linha ideológica, é coerente, tal como sou coerente em desdizer o que disse no início do texto que Jerónimo é cretino, mas não é, ele tem espinha dorsal, o PCP é sim um NADA, um Partido sugador dos dinheiros públicos sendo o Partido Comunista com mais influência num País da Europa Ocidental. Não vale a pena criticar, eles um dia desaparecem, gastar latim com ninguém é mesmo que dizer que António fala Português.. Bem não vamos por aí.

Adeus Belmiro, que a sucessão esteja à altura!

Mauro Pires

O que Portugal podia aprender com a Alemanha

Os 12 anos de “reinado” de Angela Merkel, enquanto Chanceler e Dama de Ferro Europeia, foram lhe retribuídos com mais 4 anos por parte dos Alemães. Merkel, já tive oportunidade de falar disto aqui no PortugalGate, aplicou o método científico à política, a par da sua ex-homóloga Britânica Margaret Thatcher que de 1979 a 1990 aplicou uma espécie de processo de fusão entre a metodologia, a calma e o estudo da ciência, medindo cada passo político como se fosse o último. Merkel seguiu-lhe os passos com sucesso da sua ascensão de ministra a Chanceler do País mais poderoso da Europa. A Chanceler Alemã é uma política rara, não tem vergonha de consensos e no fim, acaba sempre por conseguir, pelo seu País, pela estabilidade Alemã e pelo povo Alemão, foi assim que Merkel sempre agiu, não só em defesa da Alemanha como da Europa.

O seu novo mandato, apesar de tremido, pode ser renovado com novos entendimentos com o SPD de Schulz, que é o cenário para mim mais plausível, porquê? Porque o avanço da extrema direita que absorveu tanto eleitorado da CDU como do SPD, paralisam ainda mais o Partido de Schulz, uma vez  que hoje já ninguém, ou poucos, acreditam no Socialismo Democrático, ou na sua forma mais bonita de se dizer, Social Democracia que está há anos pela hora da morte. Sem espaço para crescer, Schulz vai dar a mão a Merkel mais uma vez para um novo mandato, o que seria mais um acto de maturidade da democracia Alemã, o que a longo prazo, não invalida a saída de Merkel do poder, uma vez que se pode sentir desgastada.

Em 12 anos, Merkel cometeu pequenos erros, uns sem impacto no que é o seu “score” eleitoral e a sua imagem, mas cometeu um erro que, apesar de humanista, é perigoso. Nos tempos da II Guerra Mundial, outros Países de outros Continentes receberam os refugiados de Guerra Europeus, mas uma coisa são povos com tradições judaico-cristãs que tem como base o respeito, a liberdade individual e a paz entre povos, outra é uma religião como a Islâmica que é claramente uma religião com restrições à liberdade individual dos seus praticantes, não respeitando-os sequer, não respeitam as mulheres enquanto ser Humano tratando-as como meros objectos, isto, claro, no que diz respeito ao Islão Árabe, não comparemos o Islão Árabe aos muçulmanos das ex-colónias portuguesas que são pessoas fantásticas, trabalhadoras e respeitadoras e que tem uma cultura completamente diferente da Árabe. Falo em causa própria, a minha família cerca de metade, é muçulmana e outra Católica e Judaica estou tremendamente habituado aos hábitos de cada uma e respeito as diferenças de cada uma, mas, lá está, uma coisa são muçulmanos de Moçambique ou Angola que até festejam o Natal e a Páscoa, outra são milhões de refugiados muçulmanos árabes que sim, fogem da guerra, mas a política de portas abertas pode trazer sempre um infiltrado.

É este talvez um dos últimos pregos do caixão de Merkel que, espero, não seja o último mandato da mesma. Apesar deste erro, Merkel conseguiu colocar a Europa unida no seu momento mais difícil depois de políticas keynesianas de gastos públicos irresponsáveis. Todos querem ver Merkel pelas costas porque ela quer menos intervenção do Estado, a generalidade dos políticos Europeus quer mais Estado, mais poder, mais votos das clientelas, Merkel é a antítese disso. Não, quem nos levou à Bancarrota de 2011 foi Sócrates, não foi Merkel, quem assinou o Memorando entendimento com a Troika foi o PS, em conjunto com PSD/CDS, uma vez que Passos se comprometeu a cumpri-lo, e fê-lo como se vê hoje pelos resultados que Costa colhe.

Portugal tem um longo caminho a percorrer para chegar aos calcanhares da política alemã, os políticos alemães reformam, pensam no longo prazo, planeiam e logo constroem. Os Políticos Portugueses? Falam da lógica da batata, acham-nos todos estúpidos e meros votantes de cá aquela palha ou um conjunto de carneiros mansos. Não reformam, a não ser por pressão externa, querem mais Estado e mais poder para distribuírem cargos para os amigos. É isto que é Portugal, um País sem massa crítica, que pouco fala e pouco protesta contra o Estado balofo vigente. Que belo trabalho os nossos filhos e netos vão ter…

Mauro Pires

António Costa, o novo Putin

A nova ordem em Portugal é uma: Censura. Quem não é de esquerda é Neoliberial, “Salazarista”, da “Direita”, como se isso fosse algo pejorativo, e a opinião de quem é liberal ou de uma área política completamente diferente dos canhotos, tem que ser calado e colocado num qualquer poço escuro sem ter o direito uma opinião completamente diferente de tais criaturas mal pensantes. Se não nos podemos expressar devidamente, com as regras normais da boa criação, sem que os metralha de esquerda nos apontem o dedo como se fossemos bichos estranhos e invulgares neste planeta então a democracia não é de todos, é deles, são reis e senhores de uma “democracia” que é socialista inspirada nos ideais de calar quem tem pensamento contrário. Isto não é uma democracia, é uma ditadura disfarçada, que é o que Portugal é há 43 anos, que cuja doença tem vindo a evoluir paulatinamente, devagarinho, mas que tais garras nos atormentam ainda mais a nossa liberdade de expressão.

Quantas vezes a Catarina Martins pensa que é dona da verdade? Quantas vezes pensa ela que as suas ideias estapafúrdias, do tempo da foice e martelo, são o “normal” que um País atlântico e desenvolvido como o nosso deve ter? A Catarina, tal como o Jerónimo e tal como António Costa tem todos as costas quentes, a comunicação social tem os cartilheiros certos nos sítios certos prontos a proteger a troika social-comunista. Isto é um escândalo de parcialidade, só visto numa Angola ou Rússia, em que os grandes líderes são bajulados e protegidos pelas Oligarquias vigentes. Nós já conhecemos o ciclo, António Costa não vai demorar muito tempo até cair, mas isso não interessa, porque de certeza que a culpa do desastre do mandato de tal criatura vai ser de Passos Coelho. Com certeza que Passos estará em casa com pantufas a assistir a um discurso de Costa a pedir um resgate, mas a culpa é do Passos. O IMI que as vítimas dos incêndios tem que pagar, a mando de Costa e de Centeno, sobre casas que já não tem, também é culpa do Passos.

Mas há mais, o dinheiro dos contribuintes, nosso dinheiro, nosso graveto, nosso money, não do Estado, está a ser usurpado por um usurpador Primeiro-Ministro para fazer estudos de sondagem, e não só, como o Governo fez 2 anos há dias, o Primeiro-Minúsculo decidiu pagar a figurantes 200€(aéreos), para fazerem perguntas ao Governo social-comunista em directo na televisão. Nem o Camarada Maduro, nem o Camarada Putin, Oh Grande Costa, tiveram tão brilhante ideia! És um génio pah! O Mestre da propaganda! É uma pena que a ervilha que está no lugar de um suposto cérebro, não dê para mais.

Um recado para as esquerdas unidas, podem continuar a censurar-me, ma me vão calar. Já diria o Mário Lino: JAMÉ!

Mauro Pires

Depois Passos Coelho é que era Mau

A hipocrisia das esquerdas unidas, pela cola de Passos Coelho, aumenta a cada dia que passa na proporcionalidade directa da sua espinha dorsal maleável. Quem anda atento ao cenário político e houve António Costa desde a sua chegada ao PS, em 2014, apunhalando o outro António, o Seguro, vê que Costa de conteúdo tem pouco. Costa limita-se a falar alto, com calinadas no Português pelo meio, depois continua a gritar, fala da lógica da batata como todos os políticos portugueses, à excepção de um, onde todos os discursos pomposos chegam a um destino paradisíaco: O social. Qualquer discurso socialista tem o Social na boca, falam, abusam e espremem a manta de retalhos do social até ao tutano. O monopólio do discurso dos “coitadinhos” é do PS e dos seus coadjuvantes mal lavados BE e PCP.

O melhor disto, e o mais irónico, é que as esquerdas unidas levaram o investimento público ao nível mais baixo de sempre, espremendo os serviços públicos até ao tutano, nem em tempos de Troika Passos Coelho foi tão longe, cortou mas olhou para os mais necessitados, a emergência financeira do Estado assim exigia. Costa não consolidou as finanças públicas, não demitiu funcionários públicos nem tem coragem para mudar a Constituição para o fazer, não cortou na despesa estrutural do Estado porque tem os mesmos lobbys, que  não querem, atrás de sim sempre a pedinchar levando Costa a factura para casa quem trabalha e cria riqueza.

Se o Camarada António não faz nada de especial, não reforma, não tem uma ideia se quer, tem Marcelo contra si neste momento e está cada vez mais isolado, o Camarada podia ficar no poder até apodrecer. Mas vamos mais longe, a podridão de Costa não é só política é moral, a espinha dorsal do António sempre foi famosa pelo simples facto de não a ter. Se Pedrógão e os mais recentes incêndios emocionaram Costa não parece, porque o Monstro do Estado, aquele que só quer ajudar os mais necessitados, quer cobrar ao mesmos IMI pelas casas ardidas que já não existem. É esta a hipocrisia do António, da Catarina e do Jerónimo, podem fazer tudo o quer quiserem, terem as mais reles convicções e serem completamente opostas ao que defendem, mas a comunicação social não diz nada, não aponta nada e nem faz escândalos.

Se fosse Passos Coelho a exigir ás vítimas dos incêndios para pagarem IMI por coisas que já não existem, tínhamos o Camarada Arménio apostos para mais uma jornada de luta, os avençados do PCP nas ruas, o Bloco a organizar mais acampamentos coloridos e a deitar foguetes Marijuana, o Costa a gritar e o líder ou coisa parecida do PAN a exigir que os Coelhos não entrassem em restaurantes. Vamos ser sinceros, até os Periquitos governavam melhor este País que o António, é que de aves raras estamos fartos.

Afinal Passos é que era mau não é?