Carta aberta a um Primeiro-Minúsculo

Caro Primeiro-Ministro,

Não lhe chamo sua “Excelência” porque de “excelência”, “perfeição”, “inteligência” não tem nada, simplesmente nada, o senhor Primeiro-Ministro é um vazio total de ideias, emoções e actuação para reformar o País. Na sua, assassina, comunicação ao País, qualquer pessoa isenta pôde registar que o senhor tem falta de valores cristãos, valores de amor ao próximo, do ajudar o próximo, o seu olhar bolorento e sorriso cínico não apagam a tragédia de um acumulado de 105 mortes(ou mais), os familiares das vítimas que o ouviram com certeza se aperceberam que não quer saber delas, mas sim o de encontrar a melhor forma de gestão de danos para a sua imagem. Se a si nada se pode imputar, nem aos seus parceiros de conveniência que nem numa loja dos trezentos tinham trabalho, então só podemos concluir que a culpa é das alterações climáticas, da inacção da população que, segundo o seu Secretário de Estado, tinham que ser menos “Piegas”. Se o António não comete erros, não é Humano, e isso viu se inteiramente em mais um circo de cinismo, de lábios de gozo e de pensamento maquiavélico.

Podia exigir, como muitos fizeram, a sua demissão, eu quero que acabe o seu bolorento, destruidor e parco mandato em ideias e visão reformadora, pois o senhor Primeiro-Ministro necessita de um verdadeiro correctivo, o de governar em verdadeiras dificuldades económicas, ficar a 1 mês de não ter capacidade para pagar aos funcionários do Estado e aos pensionistas, ficar sem medicamentos nos hospitais devido à falta de pagamentos dos mesmos à indústria farmacêutica. Tu não passaste por isto, pegaste a Caravela com a haste levantada e reparada, as velas substituídas e a chegar a bom porto, é com muita pena minha que a desvias te porque o teu ego é maior que o teu possível “amor” a Portugal que, pelas acções que tem praticado, não tem cultura do mesmo.

Um homem que foi Ministro da Administração Interna no Governo de José Sócrates, que acabou com os guardas florestais, adjudicou outra vez o SIRESP com valores muito mais elevados que o anterior contrato efectuados pelo governo de Durão Barroso, um homem que retirou a força aérea do combate aos incêndios e que recusou 50 milhões de euros da UE em 2016 para os comprar, não tem culpa? Oh Costa caramba, queres nos fazer de parvos? O pior é que enganas meio mundo porque o povo português não é o que tem mais literacia política e económica, mas chegará o dia, como aconteceu em 2015, que vais de volta para um buraco, buraco que conseguiste escapar porque fizeste um arranjo nas Costas do povo Português para formar uma mixórdia Governamental.

Sim és aldrabão, sim podes ser Primeiro-Ministro, mas és um Primeiro-Ministro em ponto minúsculo, aquele que um dia se vai reduzir a pó, para isso fica sentado na tua poltrona, atura os teus parceiros, o País vai sofrer, mas talvez o socialismo que nos assola há mais de 40 anos caia de vez. Não te vás embora Costa, por mais que queiras não te vão deixar sair, como disse o teu ex-camarada Marcelo, cada vez se está a afastar mais de ti, vais ter que assumir responsabilidades políticas, não agora, mas no futuro, porque aí já nem o afectuoso te agarra. Em 700 anos de história do Pinhal de Leiria, passou por tudo e o mais inimaginável, o fogo consumiu 80% da sua área. Costa, fica e arde no teu próprio fogo, eu agradeço e muita gente agradecerá no futuro.

Mauro Pires

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Sócrates e o conto do VIGÁRIO

Estava a jantar quando soube que o animal feroz psicótico, engenheiro aos domingos, controlador da comunicação social nos tempos livres e banqueiro sombra no resto da semana, ia ser entrevistado na RTP, a estação de comunicação social PÚBLICA, repito, uma empresa pública que é mantida com o nosso graveto, dinaro, dinheiro e que ainda por cima instrumentalizava a dita cuja nos seus tempos de terror enquanto Primeiro-Ministro Khadafiano mor aqui do reino dos passivos. Sinceramente não vi a entrevista, não tive estômago nem paciência nenhuma para ouvir uma pessoa que já merecia ser internada faz tempo, mas como vi vários vídeos nas redes sociais a representarem um Mao Tsé Sócrates no seu ideal não resisti ver um. Já sabemos que ele não muda, continua igual, detestam que lhe contradigam ou apontem factos que lhe toquem no centro, no miolo na carapuça da questão e logo o ditador tira as garras para fora. Nisso Sócrates nunca mudará, o pior, é como foi reeleito em 2009 com tantas evidências contra ele como escrevi neste meu artigo de há poucos dias.

Numa passagem muito breve de um vídeo que vi, Sócrates estava histericamente incomodado com a pergunta do jornalista Vitor Gonçalves da RTP, onde este lhe pergunta sobre como Sócrates vivia a nível de rendimentos e como estes são compatíveis com o seu estilo de vida Salomónico, o ditador disse que o jornalista, diga-se, o País, uma vez que estava em directo, não tinha que saber nada disso, e utilizou a fuga para a frente Socrática de que os seus rendimentos eram somente da sua pensão de deputado. Vamos lá a contas para as gargalhadas não inundarem o nosso raciocínio, se Sócrates vive plenamente dos seus rendimentos de reformado, neste caso à volta de 2400 a 2500€, como Sócrates sustenta a renda da sua luxuosa casa no Edifício Heron Castilho em Lisboa? Só um dos edifícios mais luxuosos da capital… Com  uma renda talvez perto dos rendimentos do ditador ou até maior. Mas não fica por aqui, a pensão do ex-deputado Pinto de Sousa, vulgo Sócrates, como deu para viver em Paris?

Isto não são contradições Socráticas a mais? O pior disto tudo é que ainda existem membros, Ministros, do actual governo que fizeram parte do Governo de Sócrates, tem o mesmo estilo bafiento do mesmo, incluindo o seu ex-braço direito e actual Primeiro-Ministro António Costa. Portugal promove a mediocridade, a mesquinhez, as festas embriagadas, a factura? Não interessa, logo se vê! Se a factura deixada por Sócrates em controlo da comunicação social, Bancos, promiscuidade entre política e negócios de grosso modo diminuiu desde a sua saída, o socialismo económico continua com os seus discípulos governamentais. A factura de Sócrates está ainda viva, é pesada, mais pesada que todas as outras anteriores, a factura da dívida, essa sim vai nos tramar, mas especialmente vai tramar aquele que está nos píncaros da governação actual.

A história vai se encarregar que colocar José Sócrates como o pior governante em 900 anos de história de Portugal, é só não distorcerem as coisas, será difícil?

Mauro Pires

Que se faça justiça a Joana Marques Vidal e Manuela Moura Guedes

Este regime bafiento, bolorento, maçónico, de jogadas de bastidores e de rentistas oligarcas à mistura não caiu completamente, perderam as pernas, Sócrates e Salgado,  mas o regime ainda rasteja, devagar, mas chega sempre a onde quer, ao pote, ao orçamento, ao graveto. Num País onde o povo tem índices educacionais deveras baixos para a média europeia, verdade que existe um esforço nesse sentido e estamos a melhorar, mas no cômputo geral ainda continuamos com um atraso estrutural na área, o que beneficia políticos de charneira, da esquerda à “direita”, onde um PS que é social democrata engana a população com contas de somar, e depois vai às carteiras dos outros subtrair, e ainda não desapareceu do mapa eleitoral, estranho, e temos um PSD, que agora não se diz de “direita”, mas sim de centro, centro direita e centro esquerda, ou seja, uma mescla camaleónica  com pedaços de laranjas podres no meio.

Tendo só esquerda no horizonte, ainda vamos todos rezar de joelhos para que Passos volte, conhecendo nós muito bem o que os partidos do arco da governação metralha fazem ao orçamento, podemos prever mais pregos no caixão das nossas finanças públicas, mas hoje vamos falar de outra coisa, que merece hoje um destaque especial. Especial essencialmente porque Portugal elegeu para Primeiro-Ministro, em 2005, com maioria, em 2009 reeleito com maioria relativa(este governou sem maioria… que estranho..), com tiques ditatoriais de khadafi, que quis calar, e calou, parte da comunicação social, criou um polvo em todos os sectores de actividade(quase todos), onde, através de São Bento, e de forma categoricamente Venezuelana Chavista/Madurista, os quis controlar e até demasiado para que o seu culto de personalidade não fosse afectado. Foi nisto que o povo votou em 2009, aqui já se sabia que Sócrates queria usar a PT para controlar a TVI e expulsar jornalistas que lhe eram incómodos, soube-se da licenciatura aos domingos, mas Portugal votou, e votou no mesmo corrupto de sempre, afinal, o fenómeno Isaltino não é assim tão estranho quando olhamos para isto.

Um caso icónico na nossa comunicação social, que hoje devemos louvar, foi o de Manuela Moura Guedes, ex-jornalista da TVI.  Já não o é porque o imperador Socrático quis que assim o fosse, e neste País poucos se revoltaram, o poder político efectuou, na altura, uma prática de censura, mas as teorias da conspiração logo surgiram contra a jornalista. Ela avisou, combateu e fez tudo para que o povo mais distraído soubesse, a luta parece que chegou a bom porto. Não só teve razão, como os seus colegas lhe deviam fazer referência, a não ser que o partido vigente não queira…

Um bem haja ainda maior à actual Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, que conduziu o Processo Marquês até ao fim de forma sóbria e independente, coisa rara em Portugal, mas que devia ser matriz, ou o caminho a seguir em qualquer País de primeiro Mundo.

Num País digno desse nome, não devia estar a agradecer o mínimo bom funcionamento do sistema judiciário, isso já devia ser algo habitual, o que só demonstra o quão baixo caímos nestes últimos anos. Se Pinto Monteiro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça na altura(lapso de nome), neste momento estivessem à frente dos respectivos órgãos, será que a investigação a Sócrates continuava? Não me parece.

Caiu uma parte da teia, querem que caia o resto? Falem com os aventais.

Mauro Pires

 

 

O Partido das Múmias

Goste-se ou não do PSD, com a saída de Passos, declaração de interesses, apoiava o líder, sinceramente nada mais me liga ideologicamente, ou perto disso, ao PSD. Falo somente na minha perspectiva, eu quero um Partido em Portugal, qualquer um que apareça por ai, que seja um partido liberal, que liberte o País das garras dos oligarcas e rentistas que este burgo à beira mar plantado têm. Se for Passos, bom, já o conheço, já sei o que pode fazer, um novo partido liberal como a Iniciativa Liberal(ainda preciso de ver mais), que está agora a aparecer, será sempre uma boa opção para quem quer, tentar, mudar o estado de coisas, pois assim temos três partidos: PSD, CDS e Iniciativa Liberal que podiam formar uma gerigonça à direita.

Era uma lufada de ar fresco para o País, tal como Passos foi nestes últimos 4 anos e meio de governação, onde deixou cair Ricardo Salgado, que era um amigalhaço Socrático, e que o próprio Costa admitiu que salvaria se fosse Primeiro-Ministro em vez de Passos. Eu, no meu íntimo, pensei que o PSD tinha mudado alguma coisa, com as candidaturas que hoje temos podemos verificar que as múmias, já estavam nas sarcófagos, mas, além disso, estavam muito bem preservadas, um partido que apresenta Santana Lopes e Rui Rio, ambos com idades a acima dos 60 ou perto disso, é uma renovação geracional brutal, enorme, fantástica! Vai com certeza entusiasmar o País e galvanizar o PS+D para a vitória. Podem discordar ou não, é assim que se forma opinião, mas o PSD é hoje, e acho que quase sempre foi, um Partido Socialista menor, não é assim que se destrói um mal que assola Portugal, o socialismo está entranhado em todos os partidos, em todas as declarações, em todo o conteúdo paupérrimo que os senhores deputados apresentam.

Com a saída de Santana Lopes da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Santana tomou uma decisão corajosa, pois abdica de um orçamento de milhões e um salário excelente, para ir ás cegas para uma luta partidária que vai ser difícil, tem mérito nisso, mas não é o líder que o País precisa, muito menos António Costa é. Só nos resta saber uma coisa, qual dos familiares de Carlos César vai ocupar o cargo de Provedor da Santa Casa. O dinheiro para os socialistas é Santo, se for para festas ainda melhor. O família imperial César saberá o que fazer ao orçamento da Santa Casa.

Continuamos no lamaçal meus caros, e a afundar ainda mais, de dia para dia.

Mauro Pires

 

P.S: Também se está a formar o Partido Libertário Português, será mais uma ajuda interessante, para futuro, para o nosso burgo mudar de mentalidade aos poucos, ou melhor, aos poucochinhos, não é Costa?

Jerónimo já pode usar a foice e o martelo

A saída de Passos não estava nos cálculos nem de Costa nem de Marcelo. Ambos foram apanhados desprevenidos contando com a famosa persistência e teimosia de Passos. Enganaram-se, Pedro Passos pensou, e bem, que queimar em lume brando perante um governo populista e com controlo da comunicação social era assassinato político certo.

Podemos sempre argumentar que parte da população que, ajudou Passos ganhar, estaria lá outra vez, talvez sim, mas depende de inúmeras variáveis, como as reformas estruturais, as poucas, que Passos fez, afinal deixaram a economia mais forte do que se previa, o crescimento da economia pode ser fruto do trabalho conjunto entre politica estrutural e iniciativa privada, mas o crescimento está no mandato de Costa e para publicitário o Primeiro-Ministro tem jeito.Um governo que não estragou o essencial que o governo de Passos fez colhe agora os frutos e, em tempos de festa, é difícil desligar a música.

Se  Costa contava com Passos ficar para ter maioria absoluta, ficando assim com um elemento vivo da oposição do rosto da austeridade da troika, já não tem esse trunfo e mesmo um líder do PSD do tempo do dinossauros que tenha uma votação um pouco superior a este, será o suficiente para que Costa não tenha a tentação de saltar do barco. Um PS a governar em minoria, mas sem as muletas canhotas, será o princípio do fim de um discípulo de ditador khadafiano.

Depois da aprovação do Orçamento de Estado, Jerónimo estará livre para chicotear lentamente o seu amigo António que lhe deu uma pantufada com a Câmara de Almada a ir para o Partido das rosas. A vingança vai ser servida ao pequeno almoço, nada que a dupla Jerónimo e Arménio já não saibam. As ruas já precisavam dos amanhãs que cantam destes nossos camaradas da Atalaia, das grândolas, do governo para a rua. Jerónimo perdeu 9 câmaras, mas não perdeu o poder sindical, que pode desgastar António Costa, mas que já destruiu o País com Vasco Gonçalves e não deixou fazer mais reformas  em tempos de ajustamento. O poder do PCP é inigualável em Portugal e em qualquer País da Europa Ocidental, que aliás, é o que tem mais força, depois continuamos a pensar o porquê de sermos em termos de desenvolvimento económico mais “atrasados” que os outros Países.

A resposta é óbvia, mas é ainda mais óbvio que a bengala do poder mudou de mãos na mixórdia governamental. Agora é Jerónimo quem dita as regras, o comer, a sopa, as senhas de racionamento dos pequenos almoços e lanches dos míudos Costa e Catarina. Se Costa queria paz social podre, ainda a tem, agora vai experimentar o veneno do seu abraço de peluche ao partido da foice e do martelo. Caro Costa, já não há Passos! Para onde vão as culpas? A culpa dos rissóis crus nas escolas, por falta de óleo, é de quem? Não é do Passos, é da neoausteridade socialista, perdão! Geringonçal, agora é a três.

Os três entraram de pés juntos, os três vão cair juntos. É a troika dos desajeitados.

Mauro Pires

Agora temos extrema-esquerda e… Esquerda!

Com a saída de Passos, o mapa ideológico do parlamento redefiniu-se. Poucos, concordem ou não, perceberam que Pedro Passos Coelho foi o Primeiro-Ministro mais à direita da democracia portuguesa e o que tinha mais resquícios liberais. Logo era claramente o mal menor de entre tanto socialistas caviares no parlamento de canhotos. O Bloco é esquerda trotsky, o PCP continua ortodoxo e fiel às suas origens, quer gostemos ou não são coerentes, o PS é como de lhe dá na gana, se o vento vira para sul são Sociais-Democratas, se vira para norte são social-comunistas, se vira para este são austeritários e com “rigor orçamental” ou lá o que isso é, se vira para Oeste são democratas cristãos com valores sociais e com novas “oportunidades” à mistura.

O CDS, apesar dos excelentes quadros que têm, seja Adolfo Mesquita Nunes, Cecília Meireles entre mais alguns, não parecem ter a força para mudar o Partido Socialista Cristão, porque infelizmente é isso que o CDS é. Apesar do discurso de Assunção Cristas contra as “esquerdas unidas”, Assunção não espera pela demora para se coligar com Costa. A cara de Assunção é pura, é mulher e isso na política portuguesa vale de muito, pois não estão associadas à corrupção e lama que o político homem português per si está.

Vamos desenvolver isto. Costa está num dilema, a saída de Passos criou uma oportunidade excelente para Costa, apanha um PSD fraco, socialista e cheio de interesses que não desapareceram, bafiento e cheio de múmias, tem um CDS que não faz muitas cócegas, comeu o PCP ao pequeno-almoço roubando Almada e outros concelhos comunistas bastiões. Ao Bloco, bem o Bloco não tem importância, passemos para bingo. Com esta conjuntura política favorável, à mistura da economia, Costa pode roer a corda se o orçamento estiver num ponto difícil, deitando as culpas ao seus parceiros, rompendo e ganhando com maioria ou  perto disso. Se até lá, o PSD continuar como está ou com um líder fraco, Costa, sem maioria, fará uma aliança com o CDS, engolindo Cristas, se for com Rui Rio, Costa usará do PSD ao seu belo prazer, criando uma coligação governamental que lhe permita dizer que o PS é que é o intermediário do regime, o que fala com todos e o que pode dialogar com qualquer ratazana alheia.

E Marcelo? Costa com maioria absoluta, deixará Marcelo sem o seu poder de influência, de dar bicadas e ponta pés. Agora Marcelo e Costa vão andar à luta na capoeira, enquanto isso o País não se reformou, nem adoptou políticas estruturais de longo prazo, porque no recreio os meninos zangam-se. Assunção Cristas, que é socialista, não tenho dúvidas disso, é discípula de Paulo Portas. Sabe se mexer, criar ligações favorecendo-a. Entregar a alma ao diabo? Cristas pode fazê-lo, depois não se queixe. A direita já devia ter um projecto único, com a fusão das bancadas parlamentares, assim Costa passeia, mas sem trela pode tropeçar, será ai que Passos voltará e mais forte que nunca.

O CDS precisa de um(a) líder que seja capaz não de competir com o PSD, mas juntar a direita para um embate contra a frente vermelha que nos desgoverna. E Assunção, pelo menos até agora, não é capaz disso. Portugal precisa de direita, não o tem neste momento, se é que alguma vez teve, uma direita com valores liberais. Se os portugueses elogiam tanto a Suiça, estão a elogiar o liberalismo, não é nenhum bicho papão, a incapacidade da esquerda aceitar a meritocracia e a criação de riqueza não lhes cai no goto. Vejam a Venezuela, vejam o Brasil, vejam a Coreia do Norte, Moçambique dos anos 80 e 90 e Portugal. O Socialismo funciona? Não.

A camarada Assunção quer ir sozinha as legislativas de 2019( o governo não chega até lá), depois não se queixem. Vamos ter geringonça rosa e azul.

Mauro Pires

 

O PSD não merece Passos Coelho

Falo como cidadão e como apartidário. Detesto partidos, da esquerda à direita, mas por pragmatismo tenho que votar no socialista  menor. No meio de tanto pântano de pândegos sobressai um Homem, sim com H grande, que aprendi a gostar nos últimos 7 anos. Parecia um boy, não percebia nada disto, era só mais um para a festa. Enganei-me com o tempo, o Pedro Passos Coelho mostrou-se completamente diferente dos outros, até dentro do seu próprio partido só existem anões, também é para ti Mini Mendes, que não lhe chegam aos calcanhares. Tem muitos, imensos e caciques de defeitos, mas há uma coisa que não se lhe pode retirar: Frontalidade, Hombridade, Frieza e o seu modo lúcido de ver o panorama contextual do estado de coisas.

Não é liberal, ou se calhar, até é! Pragmático quanto baste. Acima de tudo decente. Se Passos sair, a ala social democrata do PSD vai inundar o partido outra vez, o PSD não será um partido com resquícios liberais mas sim um Partido charneira do Partido da bancarrota. O PSD não é um Partido já faz anos, é uma manta de retalhos de barões e egos que querem o tacho, a máquina o PODER. Passos Coelho cortou com o PSD bafiento e socialista, mas não o matou. Eles vagueiam na comunicação social, vagueiam como convidados de uma comunicação podre com trela do Babush de Lisboa, eles tem todos a cartilha bem estudada até ao ínfimo pormenor e todos, na noite eleitoral, disseram o mesmo da esquerda à “direita”:” Passos Coelho está morto”. Espera lá?! Mas ele já não estava morto na semana passada, em 2015 e até há 8 anos atrás? Porque se bate na treta de um defunto? Que efeito prático isso têm?

O Portugal dos anos 80 de Sá Carneiro e Cavaco é hoje muito diferente. É um País muito mais envelhecido, com medo do futuro, conservador na mudança estrutural que o País precisa. É o ambiente excelente para partidos, actualmente social-comunistas, como o PS, florescerem. Como dizia Medina Carreira, o maior Partido Português não é o PSD ou o PS, é o Partido do Estado. O PS tem o Partido do Estado na mão, faz dele o que quer, é dono e senhor do regime oligárquico que o PSD muitas vezes tem que socorrer.

Pedro Passos Coelho tem uma missão, salvar o País dos rentistas e reformar o País, mesmo que não tenha feito tudo que tinha preconizado. O PSD dos barões quer colocar Passos fora, mas quem manda são os militantes do Partido e as bases e estes estão com Passos. Se o Presidente do PSD quiser ficar tem reeleição garantida e o PSD tem um trunfo, tem um candidato decente. Se Passos sai, o seu sucessor terá uma herança pesada e comparações normais, além disso vai ser daqueles bonecos pirómanos em que a cabeça vai para cima e para baixo, é como sorrir e acenar, mas de modo mais chique.

Se Passos fundar um partido qualquer, seja ele qual for, falo por mim, voto nele. Voto na decência, na seriedade e na frontalidade do que deve ser feito. Se o próprio Partido de interesses não o quer, o País profundo quer como se viu há 2 anos atrás. O derrotado não é Passos Coelho, os derrotados são todos os canhotos caviares que falam dele todos os dias e que nem as cuecas lavam de tão borrados que estão(desculpem a frontalidade). Se ele continua a meter medo, porquê é que Passos tem que sair? Foi ele que perdeu as eleições de 2015? O camarada Seguro não ganhou em 2013 e não foi apunhalado? Costa vai sofrer as consequências do lirismo, com a derrota do PCP, Jerónimo passado 1 milhão de anos disse que perdeu, vai colocar a CGTP nas ruas, será o fim do Estado de graça de António Costa.

Caro Pedro Passos, fica! Tens pipocas?

 

Mauro Pires

Será que vamos ter uma surpresa nas autárquicas?

Consegui votar ás 8h35 da manhã no meu concelho de residência, Seixal, distrito de Setúbal. O movimento estava ligeiramente acima do normal do que eu via nos outros anos. Hoje à tarde liguei à minha amiga Cristina Miranda, escritora aqui no PortugalGate e Blasfémias, onde me disse a  mesma coisa, a afluência está maior que o normal. Até que os próprios resultados o confirmam, ao meio dia de hoje tínhamos uma taxa de participação de 22% face aos 19% de 2013.

É sempre positivo, mas temos que nos lembrar de uma coisa tremendamente importante e que mudou o panorama político aqui no burgo: A Gerigonça. É hoje totalmente diferente votar nas autárquicas, os eleitores que votaram em Passos nas últimas eleições legislativas sentem-se, concerteza, defraudados. Ou seja, o efeito geringonça pode ter originado indignação na maioria silenciosa, aquele que se cala, trabalha, está nos bastidores, observa e depois vota e, como vimos nas últimas eleições tem juízo.

Se este acréscimo de participação resultar num resultado do PSD acima dos 30% estamos a falar de um resultado bom, visto que a comunicação social está a constantemente a colocar a direita num patamar lamacento, assim, com expectativas tão baixas um resultado conjunto de PSD/CDS acima de 38% é uma vitória. Se Costa fizer a proeza de ter uma votação abaixo que António José Seguro teve em 2013, ou seja 36%, é muito poucochinho para tanta máquina de propaganda eleitoral.

Os oligarcas socialistas do PSD querem o lugar de Passos, mas face a ele, são todos anões. Rui Rio avança e depois não avança, recua e depois tira a cabeça de fora, vê alguém volta para a toca. É demasiado táctico, rígido. Passos tem o escudo protector e o crédito de quatro anos de ajustamento, de sacrifício pessoal para com o País e de ter ganho as eleições mais difíceis da democracia Portuguesa, na minha óptica. Se Costa tem medo de Passos? Tem! Quem ganhou à sua bazófia ilimitada e populismo estendal foi ele mesmo. É natural que não o queira lá, mas é tremendamente estranho que Costa não queira enfrentar Passos olho a olho mas é preciso enviar Rui Rio, esta também é para o camarada Marcelo, para tirar de lá o líder partidário mais decente desde Sá Carneiro?

Este País já perdeu anos de crescimento e prosperidade com políticos de cartilha da esquerda à direita, queremos paz e reformas. Costa trás paz, mas podre. Não trás inovação e reformas estruturais. Passos começou um trabalho e tem dado frutos, mas não o acabou. Ou melhor, não o deixaram. Acho que merece outra oportunidade, só que tem que sobreviver até 2019, ou melhor, até à próxima bancarrota.

Se o povo está sóbrio, até pode estar, podemos ter surpresa. Se este acréscimo de votantes significar descontentamento da direita face a Costa… Olhem que sim.

Mauro Pires

Os políticos portugueses não aprendem

Pedir juízo ou qualquer coisa parecida a uma espécie que não sabe, percebe ou não quer entender o que é isso é como falar para um burro que olha para um Palácio de ouro, estão a olhar mas falamos para o vazio. A qualidade dos políticos portugueses, se fossemos a classificar por rating, era num lixo ainda mais entranhado, ali perto do fundo da coisa, onde está o “sumo”, a qualidade é tanta que aqui no burgo, numa das piores autárquicas de sempre, as promessas estapafúrdias se já eram lamaçentas, agora estão ao nível da lixeira. Aqui no meu distrito, Setúbal, mais propriamente no concelho de Setúbal em si, um candidato do PAN disse que queria criar uma nova moeda local com o nome “Roaz” em referência à espécie de golfinhos aqui da região.

Vamos pensar um bocado, racionalmente para não nos rirmos, o PAN é um partido que vai buscar os seus quadros aos acampamentos do BE? Vivem neste Mundo? Isto por acaso é o Zimbabwe com moedas paralelas? Como chega à conclusão que é necessário uma nova moeda local? Porquê? Que estudos e impactos se fez nesse mesmo estudo? Existe estudo?! Resumindo, eles tem mioleira? Em que faculdades é que esta gente tira o “canudo”? Isto parece tudo muito irónico mas é a sério, que tipo de políticos estamos a produzir para estarem a dizer tanto disparate em tão pouco tempo? Isto é ultrajante, porque eles todos pensam o mesmo que o Partido usurpador rosa pensa: ” Esta gente é tudo patos”, e é verdade. Eles pensam todos que somos burrinhos ou qualquer coisa parecida, o pior é que a resposta não vem só em voto como veio em 2015 vem em abstenção, que já devia ter representação em lugares vazios no parlamento.

A juntar a esta pérola da minha região, temos o autarca do PS em Coimbra que quer um Aeroporto na região. Tendo o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, de Lisboa, o das moscas no Alentejo e de Faro para quê mais um? Em que base real esta gente defende o seu “projecto”? Isto é tudo muito interrogativo, fofinho e fabuloso, mas temos uma dívida pública de 132% do PIB. Temos défice orçamental, ou seja, vivemos do dinheiro dos outros e se nos emprestam dinheiro temos que viver com o que temos, é simples, básico, mas o socialista de esquerda ou de direita não percebe o básico: VIVER DENTRO DAS NOSSAS POSSIBILIDADES.

Caso mais grave que estes os dois, mais ético e moral que financeiro, é a mais que provável reeleição de Isaltino Morais no concelho de Oeiras, um político com a ficha criminal suja e que saiu da prisão há poucos anos. O argumento de muita gente, que oiço claro, é que ele fez obra, derrepente quando vejo os exemplos de cima do Aeroporto e da moeda nova até penso que gostamos de ser gozados. Mas pronto, quando chegar a altura de pagar a factura o povo dirá:  Que “passou-se”? E Isaltino não tem valores quaisquer em sondagens, podemos desconfiar sempre, mas estão perto dos 40%. Isto é Portugal, terra cheio de bananas numa República das bananas.

É o chamado tempo “novo” caros leitores, o tempo onde o Presidente da República de Portugal vai  visitar Angola e vai tomar banho à praia. Batam palmas, ele gosta, continua o circo.

Mauro Pires

Não subestimem a Senhora Europa

Angela Merkel é a política mais experiente da Europa. 12 anos da alta pressão do poder, em vários contextos, calma e paz social 2005-2008, crise financeira Mundial 2007-2009, crise das dívidas soberanas da área do Euro 2010 até ao presente, crise Grega na sua fase mais aguda e mais populista com Tsipras e por fim, a crise dos refugiados. Merkel passou por isto e conheceu maior parte dos políticos da anterior e da actual geração, viu mortes políticas e nascimentos.

Merkel não entusiasma no discurso, pelo perfil alemão também não gostam, mas trás o que já Thatcher trouxe no seu tempo: O método cientifico aplicado à política. Sempre empírica, analisando todos os cenários envolventes com calma e frieza. Uma cobra venenosa que ataca quando todos menos esperam. É pragmática, faz o que tem a fazer pelo bem da sua sociedade bem como da Europeia.

A Chanceler Alemã pode ter tido o pior resultado de sempre em eleições para a chancelaria, mas ganhou e com 12 anos o desgaste já podia ser maior, não foi, não existe alternativa a Merkel na Alemanha. Suga todos à sua volta. Merkel formará governo, mais tarde ou mais cedo, num acto normal de democracia. Quem ganha governa, algo estranho num certo País do sul do futebol e das novelas.

Se Merkel foi a cola da Europa, mesmo que muitos chamassem o que lhe chamaram, Nazi por exemplo, a União Europeia resistiu contra grande parte dos analistas da praça. Levou a água ao seu moinho. Se hoje Costa adopta o discurso do “rigor”, “disciplina” ou seja palavras fofas para Austeridade deve-se a Merkel, pois hoje é quase consensual que temos que ter contas públicas saudáveis para a economia estar oleada e isso é claramente uma vitória de Merkel e do seu Ministro das Finanças  Wolfgang Schäuble, Ministro mais popular que a própria chanceler na própria Alemanha. Não esquecer a importância deste no percurso da Chanceler Alemã.

Se hoje temos somente 7 governos socialistas em 28 Estados da UE, o Socialismo tem que olhar para dentro. Só num micro clima Português é que ele resiste, mas por factores  explicáveis mas era necessário usar linguagem mais inapropriada, mas vamos começar e finalizar na educação escolar, no seu atraso e no marxismo escolar. Guardemos isto para outro dia.

Se já poucos na Europa acreditam no socialismo caviar e fala barato muito se deve à realidade, à famosa realidade que eles todos empurram com a barriga e depois a culpa é dos outros, da senhora Merkel, do senhor Schäuble e diabo a quatro. Secalhar a população não é assim tão nesga como os socialistas caviar pensam.

A Merkel agora cabe a árdua tarefa de juntar os que são verdes por fora e vermelhos por dentro, os Verdes, com os liberais. A senhora Europa já mostrou do que é capaz, já os comeu todos de cebolada, a tacada final pode estar próxima mas não é para ela, é para o socialismo de iphone.  Merkel não é um paraíso, mas é sinónimo de estabilidade, confiança e persistência. Se agora os Países do sul não se reformarem completamente  e deixarem de depender do dinheiro alheio não o fizerem, pelo menos no médio prazo, um Governo mais à defesa de Merkel pode ser muito mais intolerante em finanças públicas e repercutir-se nas políticas da UE. Ai senhor Costa, ou reforma ou vai de vela. Percebeu?

Uma notinha final. Os fofinhos canhotos há uns anos a senhora Merkel tinha chifres, agora tem asas de anjo. Sejam coerentes. Comprem uma espinha dorsal.

Mauro Pires