SÓ EU SEI PORQUE NÃO FICO EM CASA!

Há alguns dias que ando a tentar perceber o que leva pessoas perfeitamente saudáveis, em idade activa (e portanto fora do target de risco viral) a ficar em casa, ou antes, a ficar “ostensivamente” em casa com a ocupação principal de censurar socialmente os “irresponsáveis” que se recusam fazê-lo.

Sendo eu razoavelmente imune tanto à censura social (estou certo) quanto ao vírus (menos certo) aliado ao facto de que tenho investimentos a proteger, actividade incompatível com o controlo à distância (se o fosse, os investidores não precisavam de mim para nada) fui trabalhar na mesma durante todo este período, ou seja desde o dia zero da quarentena – o longínquo 9 de Março, dia em que a Nossa Excelência de Belém entrou em recolhimento sacrificial – até agora, resistindo à tortura psicológica a que os marginais como eu são sujeitos.

Primeiro foram os ashtags #ficoemcasa# depois as molduras nos perfis do FB “Fico em casa” seguiram-se os anúncios de médicos e enfermeiros que diziam que estavam ali, presumo que num hospital, por mim e eu que ficasse em casa, por eles. Cheguei a ser agredido por um cartaz numa estrada que me dizia “se me está a ler, não devia, fique em casa” e, por último, sujeitei-me a uma barreira policial, na marginal de Leça, a questionar-me onde ia. As coisas que me ocorreram dizer naquele segundo davam para fazer uma série televisiva, felizmente apercebi-me a tempo que nenhuma delas terminava bem para mim, de modo que disse a verdade e fi-lo de forma humilde, resignada até, que “só ia à fábrica porque obrigações sociais e fiscais (verdade, não resisti a usar a sagrada password) a isso me impeliam”, evitando com sucesso que os agentes da autoridade percebessem que sou um workaólico em estado avançado.

Decorridos 20 dias, exactamente meia-quarentena, após a comunicação dos meus clientes (indústria automóvel) do seu cancelamento de actividade a que se seguiu a comunicação dos fornecedores que paravam por falta de matéria-prima (metal) fui forçado a comunicar aos trabalhadores da empresa que entramos em Lay-Off em Abril, dando-lhes conta do impacto que tal decisão irá ter no seu orçamento familiar.

A notícia era, de algum modo, esperada por todos pois várias empresas da zona industrial em causa e outras do mesmo sector de actividade tinham, dia após dia, feito anúncios semelhantes. Naqueles momentos que se seguiram à explicação das circunstâncias e ao anúncio da decisão, vi um grupo de cerca de 60 pessoas, todos “irresponsáveis” como eu, de olhos no chão a fazer contas à vida, obviamente preocupados com a perda de rendimento.

Esta gente que produz o que todos consumimos e que, mensalmente, paga com os seus impostos, o sustento de políticos, governantes e funcionários de Estado, funcionários de empresas públicas e funcionários municipais é a mesma que aprova entusiasticamente que suas excelências “recuperem direitos e rendimentos”, como as subvenções vitalícias, a semana das 35 horas, a progressão nas carreiras… e é também a mesma que se sente agradecida quando, em momentos críticos, o Estado lhes devolve uma ínfima parte do que lhes tirou.

Mas pede-se mais a estes puxadores de carroça, ou “contribuintes” como alguns os designam. Pede-se-lhes que compreendam que a maioria dos deputados pode ser dispensada sem penalidade salarial; que reconheçam que os empregos públicos são mais úteis do que os seus e por isso não podem ser extintos; que agradeçam os gastos na arte e na cultura, pois eles são para o seu enriquecimento e não, como às vezes parece, um pretexto para os roubar enquanto se riem nas suas caras; pede-se-lhes enfim, que aceitem o imposto como um preço a pagar por viverem numa sociedade civilizada. Claro que seria desejável que, no montante colectado, estivesse incluída uma ética exemplar por parte dos servidores públicos, ou, mais realisticamente, um pouco de vergonha, mas isso não faz parte das prioridades de quem superintende aos destinos do país.

Tudo motivos bons para os verdadeiros contribuintes não ficarem em casa e ousarem manifestar o seu descontentamento. Pode ser que tal venha a ocorrer nas próximas eleições ou quando a pandemia viral estiver resolvida, o que ocorrer primeiro.

Quanto ao meu motivo para não ficar em casa, em meia quarentena, ele foi só um: não queria ver aqueles 60 pares de olhos “irresponsáveis” focados no chão da fábrica – e por isso adiei o momento até ao limite.

COMUNICADO DO CONSELHO DE ESTADO

Portugueses,
O Conselho de Estado recomenda:
– Aos cidadãos – que continuem a sua busca de felicidade e gozem em liberdade o resto dos seus dias. Não recomendamos responsabilidade aqueles que sempre foram responsáveis, (por ser desnecessário), nem o fazemos aos outros, (por ser inútil);
– Aos empresários e gestores – que continuem a produzir riqueza e façam tudo quanto é possível para salvar as empresas. Não recomendamos a redução de actividade aquelas empresas que têm encomendas em atraso (por ser estúpido) nem recomendamos que se mantenha a actividade de empresas que estão sem clientes, encomendas ou materiais (por ser absurdo).
– Aos governantes e deputados – que reduzam o roubo que fazem aos contribuintes e que tenham em consideração que uma sociedade que tem de sustentar um parasita obeso, tem mais dificuldade em resisitir ao vírus.
2020.03.18 às 5:00

UM PEQUENO PARTIDO DE ESQUERDA FUTURISTA

Li, agora mesmo, que o iluminário da Marmeleira “espera que a Direita entre com os 2 pés esquerdos”. A minha resposta é esta: “Espero que a Direita aplique o pé esquerdo no traseiro destes desertores”.

Dito isto, sinto-me suficientemente aliviado, para dizer mais qualquer coisa, um pouco mais a sério.

Estou convencido que o PSD passará em breve a ser uma referência do passado.

Partilho esta conclusão com alguma pena, porque o PSD foi, obviamente, o meu partido de referência, com raríssimas excepções. (estas, no meu caso, tiveram sempre a ver, não com os seus princípios políticos, mas com a sua liderança).
O posicionamento relativo dos “lideres” da direita decidiu, durante muito tempo, o voto de uma população flutuante que “basculava” entre o PSD e o CDS consoante o discurso do líder: preferindo numas eleições o PP a MFL mas logo a seguir preferia o PPC ao PP, etc., de modo que o CDS passava de grande grupo a partido do taxi num instante – e vice-versa.
Muitos, eu incluído, iam basculando entre um e outro, mas eram sempre bilhetes de ida-e-volta.
Ora, agora, não há mais bilhetes de ida-e-volta. Acabou. Finito. Fertig.
O PSD vai ser o partido de esquerda que o RR, a MFL e o JPP desejam: um “pequeno partido de esquerda futurista” construído em cima de um “grande partido de direita do passado”.
Alguns dos desagradados já tiraram, enquanto outros estarão ainda a pensar tirar, bilhete para outras paragens, para o IL, para o Chega e até para o Aliança.Bilhetes sem volta, estou certo.

EU DEFENDO A DEMOLIÇÃO (DO PROGRAMA PÓLIS)

Por uma razão maior – este programa foi desenhado para justificar os actos de rapina que determinado governo (que tinha como Ministro do Ambiente e principal responsável pela Resolução do Conselho de Ministros, o Sr. José Pinto de Sousa) pretendia implementar para dar continuidade ao saque de fundos comunitários, na sequência do sucesso da “Expo 98” que tão “excelsos frutos” havia gerado.

De entre as grandiosas obras anunciadas contavam-se 2 emblemáticas – a construção da nova ponte para a ilha de Faro e a demolição do prédio Coutinho em Viana do Castelo. Volvidos que estão 19 anos e muitos milhões de EUR em estudos e “trabalhos” (leia-se sustentação de parasitagem com ajudas de custo) nenhuma dessas obras se concretizou ainda.

Quanto à primeira obra, a da nova ponte para a ilha de Faro, não vislumbro sequer porque haverá de ser o contribuinte nacional a pagá-la. Não seria muito mais lógico que a pagasse quem a utilizasse? Estou certo que haverá no mercado empresas interessadas em construir esta infra-estrutura sem que seja necessário contratar ex-ministros para o seu Conselho de  Administração nem negociar contrapartidas pelos carros que não passam.

Quanto à segunda, a demolição do Prédio Coutinho, não sou capaz de identificar nenhum interesse colectivo superior ao direito individual sobre uma propriedade legitimada, licenciada, recenseada, matriciada, tributada com tudo quanto a máfia estatal impõe aos proprietários – proprietários estes que deviam ser “servidos” pela besta que os quer desalojar.

O Estado porta-se aqui como um cão que morde o dono. Nestas circunstância e sempre que isso ocorre, recomendo o abate do animal – é esta a razão menor que me leva a defender a demolição do Programa Pólis.

ÚLTIMA HORA: A IL NÃO VAI GANHAR AS ELEIÇÕES

Após dedicada investigação sobre a possibilidade de fazer uma aposta a sério (no http://www.bet.pt ou noutro site qualquer de apostas) na não-vitória da IL nas eleições de Domingo próximo –  e ter concluído que não tenho hipótese nenhuma de ganhar dinheiro com esta “inside info” que tenho –  decidi, esgotada essa via de ganhar algum dinheiro, partilhar a informação com os meus mais íntimos.
Sim, vocês, meus queridos, todos vocês, por quem estou sempre disposto a fazer qualquer coisa que me seja total e absolutamente gratuita e com quem partilho informações que não interessam nem ao menino-jesus.
Concluída que está a campanha eleitoral e após uma atenta observação das “boutades”, das enchentes de maré, das dinâmicas de arruadas, da ascendência de Vénus e do camandro, tudo posteriormente confirmado com o lançamento de conchas, cheguei à científica conclusão de que a IL – Iniciativa Liberal, não vai ganhar as eleições para o Parlamento Europeu.
Sinto muito, quer dizer, mais-ou-menos, não… sinto bastante, porque conheço alguns dos seus fundadores, tudo gente boa, para além de contar com imensos amigos que se definem como liberais  que, inequívocamente, irão votar IL e que acalentam a esperança de que o IL venha a ser o partido mais votado em Portugal.
Solidarizo-me com o vosso pesar pelo facto de o IL ser o único partido em que os 3 últimos candidatos da sua lista são tão fortes como os primeiros 3.
Acredito, como vocês,  que os 21 deputados que Portugal aportará ao Parlamento Europeu deveriam ser sorteados de entre 27 candidatos do IL.
Posto isto, companheiros, “xoninhas socialistas”, antecipo para vós uma triste notícia – quer dizer, já o fiz, no título, de modo que… adiante.
O partido mais votado em Portugal? Ide acalentar a esperança, para outro sítio! isto é terra de socialistas, gente que deu no duro p’ra conseguir ter um Estado completamente “gratuito” sempre disponivel para suprir as mais requintadas solicitações dos nossos concidadãos em troca de uns módicos 65% do rendimento que meia-dúzia de camelos consegue gerar e que o INE há-de mencionar como “43% da carga fiscal no PIB”.
Os camelos ficam confusos? ficam! mas, é para o bem deles!
No dia em que os camelos perceberem que é deles que se está a falar quando se dizem obscenidades como “43% de carga fiscal no PIB” vai ser o caralho, pardon my english.
E a que propósito vem isto tudo? para além das conchas e das marés, das arruadas e não sei quê: que factos fundamentam a minha previsão? que sondagem encomendei para garantir o resultado que aqui anuncio?
As minhas respostas:
– 1 – “Menos Estado, Mais Liberdade”. Que me lembre, foi o JCortez  que trouxe essa máxima do Mises Brasil para o Partido Libertário. A IL mudou o fundo, de amarelo e preto para azul e, haja deus!, tirou-lhe a pomba. Ficou bem. A IL começou a perder com este slogan. Se quisessse ganhar eleições tinha de ser, pelo menos, tão socialista como o nosso Primeiro-Ministro, Catarina Rio Sousa,  competindo no mercado de oferta sufragial com o produto “grátis” para os que “Menos têm e menos podem” que é, obviamente “pago”, sobretudo por aqueles capitalistas especuladores de Berlin, pelas multinacionais e pelos patuscos que metem diesel nas bombas do Jumbo, tudo, neo-liberais fascistas da pior espécie. Trata-se de um erro primário num partido político que, pretendendo ganhar eleições, cita Hayek , qual aspirante a califa do estado islâmico do Andaluz que distribui sandes de coirato, mas com a agravante de que estes gajos do IL nem sandes têm para distribuir.
2. Vou votar IL.  Más notícias, lamento. É que, até ver, perde quem eu decido apoiar.

VOTO CONTRA

Parece que uma líder política disse “Eu não votaria no Brasil”.

Aplaudo aqui o acto de rebeldia da dita senhora, porque me parece sempre bem quando alguém se insurge contra o Estado instituído e seus regulamentos tão absurdos quanto, por exemplo, no Brasil, aquele que obriga todas pessoas a votar!

Estivesse eu habilitado a votar no Brasil e por muito forte que seja o meu instinto de desobediência a leis ridículas (na verdade. às outras também) não acompanharia esta senhora que, em Portugal, lidera o socialismo conservador.

Porque há 2 coisas que me impelem a saltar a barricada para o lado contrário, são elas: o socialismo (seja ele de tipo conservador, bolivariano, hitleriano, democratiano, luterano, estaliniano ou africano é tudo socialismo insano) e a corrupção (que começa na degradação de valores de liberdade, passa pela usurpação de direitos, continua na violação de direitos de propriedade, atenta contra a segurança das pessoas e, claro, culmina com o regabofe de  roubo descarado do Estado e das suas empresas).

Considerando o Estado de degradação social, económico e moral a que o PT conduziu o Brasil e que o candidato Fernando Haddad se propõe continuar o processo de venezuelização iniciado há 13 anos, nem quero saber qual é a alternativa: Voto contra o FH13 e a favor da alternativa, qualquer que ela seja.

INVESTIGAÇÃO E INSTRUÇÃO

No mesmíssimo dia em que se discutiu o sorteio de um Juiz de Instrução para o “Processo Marquês”, fui notificado de que o Processo de Investigação 9381/10.7TDPRT tinha sido concluído e que decorria o prazo para me constituir como assistente, nos termos do artº 68º do CPPenal.

Mas que é isto?
Em dia de sorteio tão decisivo para o futuro do gamanço organizado, nada mais deveria ofuscar tão notável acontecimento.
Acontece que a notificação, esta que recebi, vem do Ministério Público – Procuradoria da República da Comarca do Porto e está datada de 18 de Setembro, o que torna ainda mais lamentável a tentativa de me distrair daquilo que mais me deveria interessar – o sorteio de um Juiz em Lisboa. Estou em crer que não terá sido de propósito que o MP do Porto fez coincidir a minha notificação em tal data, até porque ninguém poderia prever que, talvez devido à inesperada greve dos táxis, a notificação referida demoraria 10 dias para percorrer os 12 Km que distam da minha residência à Rua de Camões, 155 na Invicta.

Mas que é isto?
Também foi o que me perguntei a mim mesmo. É que nunca tinha recebido uma notificação do MP acompanhada de um DVD. E foi cheio de cuidados que carreguei no botão que abre o leitor de DVDs do meu HP pavilion de 2014, que tinha este extra ainda virgem. Com a delicadeza que essa qualidade merece, lá introduzi o objecto recebido e, suavemente o empurrei para a posição de leitura, naquela dúvida que sempre nos assola quando uma velharia é chamada a fazer o que foi feita para fazer: faz mesmo ou explode? Correu bem e fiquei a saber que tinha sido proferido um despacho relativo a um processo em que fui interveniente em 2010.

Mas que é isto?
2010? Sim, 18 de Maio de 2010. A minha filha Ana, fazia 15 anos nesse dia e eu, eu nunca me deveria esquecer da data. Mas um gajo não é de ferro e, de facto estava já completamente esquecido. Foi preciso o DVD do MP para mo recordar e estou-lhes, óbviamente, grato. Lembram-se de um grupo de ciganos, quer dizer, cidadãos de uma certa etnia, ter organizado um esquema tipo “Afia Tesouras”?

Mas que é isto?
“Afia Tesouras”? Não liguem. é um nome que inventei agora para um processo de investigação. Acho que lhe dá outro “elan”. É que em 2010 o MP ainda não tinha o gabinete de dar aqueles nomes de código giros aos processos. O “Afia tesouras”, hashtag #afiatesouras# era assim: Um cigano, ou dois não interessa, quer dizer, pessoas de uma certa etnia, chegavam a uma fábrica e perguntavam se não havia equipamentos de corte para afiar. Se obtivessem algum material, afiavam-no, e apresentavam a conta. Se a fábrica não pagasse chantageavam-na.
Simples!
Ora nesse belo dia, aparece um par de jovens (assim não preciso de de falar em etnias) na minha empresa e monta o esquema. A malta da manutenção, o João Carlos e o Nogueira, lá descobre uma serra circular, quatro fresas, seis brocas e uma tesoura, tudo material já devidamente separado para reciclagem e entregam-no para recuperação que foi feita quase de imediato e veio devolvida, acompanhada do, a princípio gentil, pedido de pagamento: 14 mil EUR. Ora isto gerou um impasse porque aquele material todo, em estado de novo, custava menos de mil EUR. De modo que houve ali uma ruptura negocial porque a minha malta não ficou convencida de que aquela recuperação, com tratamento a “perlimpimpim e tungsténio” faria as ferramentas durar até ao apocalipse. Os gajos abandonaram a empresa e foram chamar o patriarca, o Cuevas, como depois se apresentou. E foi aí que eu, como Presidente da empresa vim também a jogo e me inteirei da situação que era relativamente simples: ou pagávamos 14 mil EUR ou levávamos um “tiro nos cornos” – O João Carlos tinha 2 filhos pequenos, o Nogueira estava escalado para apitar jogos de basquete nesse fim-de-semana e eu, eu tinha a família e mais convidados em casa á espera para o jantar de aniversário da minha filha, como já disse. De modo que o “tiro nos cornos” não era a nossa opção favorita nesse dia e pagar era impossível. Lá conseguimos um adiamento de 24 horas e no dia a seguir, com o reforço da PSP de Matosinhos, o gang cessou a actividade que lhe tinha permitido extorquir mais de cinquenta empresas em cerca de 3 meses de “trabalho”.

Mas que é isto?
2018? Sim, ao fim de 8 anos, o MP conclui a investigação. É um DVD de 847 páginas que sintetiza um processo com mais de 12 mil folhas, com centenas de inquéritos, com autos de reconhecimento fotográfico e presencial, com cópias de cheques e extractos bancários, cópias de livretes de automóveis, de certidões judiciais de contumácia, o diabo a quatro e depoimentos testemunhais.
Um brinco! E em DVD!
Só espero que o advogado do gang Cuevas não se lembre agora de pedir a Instrução do Processo, com o respectivo sorteio de Juízes, de forma a assegurar que o julgamento esteja em condições de ser iniciado quando os crimes estiverem prescritos!

O CONSERVADORISMO “É UMA CENA QUE NÃO ME ASSISTE”

O Rui Albuquerque, por quem confesso enorme estima pessoal e intelectual, re-publicou no mais activo e estimulante grupo de debate, no FB,  sobre o Liberalismo em Portugal

um texto intitulado

Liberais e Conservadores

 

fazendo aqui uma análise sobre a harmonização destas duas correntes de pensamento político, leitura que recomendo e que modestamente concluí com uma síntese de 2 pontos:

  1. Que o conservadorismo se tem aproximado crescentemente do liberalismo;
  2. Que o liberalismo não só tem beneficiado como poderá beneficiar ainda mais se se aproximar do “realismo político conservador”.

Este texto surge, tanto quanto percebi, de uma troca de mimos entre os mais ilustres membros do Lib_em_PT: o CGP, o JPS, o VC, o AM, o HF, (e outros, que me desculpem,  mas esgotaram-se-me as siglas).

Para um libertário, esta discussão é “ ouro sobre azul” e a conclusão do Rui A. é mais um inestimável contributo para a razão de existir de uma corrente de pensamento, claramente de direita, que defende os valores: Vida, Liberdade e Propriedade, mas rejeita os valores sociais adquiridos, ou valores sócio-culturais ou ainda a personalidade-de-base-social, conforme tenhamos por referência Myers, Sawaya ou Strey.

Sendo certo que o conservadorismo nos pretende fornecer o escudo imunológico que visa a preservação da cultura ocidental, de valores judaico-cristãos, que nos dota dos valores éticos que guiam a nossa cultura e comportamento dito ocidental – que indubitavelmente queremos preservar por não reconhecermos qualquer outra alternativa válida (nem sequer melhor, antes simplesmente, válida) – não será por isso, apesar de muito, que se fará o frete de branquear o conservadorismo.

Para que fique claro: quando me refiro ao conservadorismo, não me refiro ao conservadorismo socialista protagonizado pelo CDS:

– o da defesa da CGD e da RTP públicas:

-das rendas acessíveis à classe média nos imóveis a construir na Feira Popular de Lisboa;

-dos subsídios ás empresas que se localizem no interior e respectivas isenções de portagem;

-da redução da TSU para os produtores de carne de porco, etc., etc.-

não, isso são minudências de um Partido que diz defender os contribuintes no seu discurso mas que está sempre disponível para encontrar uma solução que garanta o escoamento da arrecadação fiscal – e, raramente disponível para apresentar propostas de corte sério de despesa de forma a propiciar a redução dos impostos a cobrar. O Governo de Passos Coelho, poderá muito bem ser caracterizado, no futuro, como a grande oportunidade perdida de se fazer tal Reforma, porque o incumbente, o seu Vice e parceiro de coligação, se mostrou totalmente incapaz de articular um plano minimamente consistente para que ela se realizasse.

Esse é o conservadorismo nacional, de compromisso, com lugares a preencher no Parlamento e mais disposto a implementar uma agenda socialista que lhe assegure popularidade do que a defender os valores liberais.

Não era certamente a este conservadorismo que o Rui se referia!

O branqueamento que quero aqui  tratar concerne a um outro conservadorismo:

-âquele que durante séculos aceitou como natural a escravidão de seres humanos e que depois, até 1741, só considerou “injusta” essa forma de propriedade se o escravo fosse cristão;

-àquele que durante séculos recusou o direito de voto das mulheres, conseguido, em Inglaterra, em 1918 contra os liberais e conservadores e apoiado pelo Partido Trabalhista britânico;

-àquele que durante séculos julgou que o casamento inter-racial era nocivo para a saúde (social, mental e genética) da população e que só viria a ser legalmente admitido em 1964, por um decreto do POTUS L.Johnson e contra a vontade dos republicanos;

-àquele conservadorismo que se revê na célebre encíclica “Humanae Vitae”, de Paulo VI, 1968, que proíbe o uso da pílula como método.anti-concepcional.

-àquele conservadorismo que continua a opôr-se a liberdades individuais, como o casamento homossexual, adopção por casais homossexuais, interrupção voluntária da gravidez, gestação de substituição, etc.

-finalmente, àquele conservadorismo que sabe o que me convém e que químicos posso ingerir, desde que homologados pela OMS e nas proporções prescritas em receita médica.

Pois este conservadorismo, “é uma cena que não me assiste!”

E “não me assiste” por uma razão simples. Com a persistência em se colocar no lado errado da evolução histórica da humanidade, cede, tem cedido, território grátis à esquerda.

A esquerda tem usado as liberdades individuais como arma de arremesso na luta política contra os valores conservadores e tem ganho a maioria delas – perdão,  tem ganho TODAS!

Depois, e em jeito de espólio, vai-nos cobrando as conquistas obtidas. Com a extorsão das liberdades económicas – que temos imbecilmente pago, sem tugir nem mugir.

E é isto que o Partido Libertário pretende inverter.

De uma forma simples, a filosofia libertária defende “a liberdade de perseguir a felicidade individual, respeitando o mesmo direito a todos os outros” nos termos de Ayn Rand ou o “direito de ir para o inferno da forma que mais lhe agradar” segundo David Friedman mas sem abdicar, nunca, da Economia de Mercado Livre e da Propriedade Privada.

Significa isto o abandono da ética que os nossos avós nos transmitiram? Não. De todo! aqui com Edmund Burke “Para que o mal triunfe é necessário que os homens de bem não reajam!” A civilização ocidental poderá dispensar as confissões, comunhões, missas e missões,  eucaristias e procissões – e tem-no feito de forma esmagadora – não o reconhecer é sintoma de mitomania!

Contudo, o cunho judaico-cristão que formou a nossa sociedade, perdurará muito para além de se terem extinguido os últimos ritos católicos e judeus – A ética que os 10 Mandamentos nos impõem continuará a persistir enquanto formos capazes de transmitir os nossos valores, com ou sem prática religiosa, aos nosso filhos. Só assim, nos continuaremos a rever numa civilização que identificamos como nossa.
(Se bem que eu, pessoalmente, desconfie que o IX Mandamento : ”Não consentirás pensamentos nem desejos impuros” só se manterá para que o seu número total se mantenha igual ao número de dedos das mãos….)

OOOHHH TOMMY TOMMY, TOMMY TOMMY, TOMMY ROBINSON!

Oh Tommy, perdão,

Caro Stephen Lennon,

Tens certamente consciência de que o mundo te vê como (riscar o que não interessa):

Um hooligan;

Um neo-nazi;

Um ultra-nacionalista;

Um activista de extrema direita;

Um dos fundadores da English Defense League;

Um jornalista abaixo-de-cão;

Pois, provavelmente serás isso tudo. Contudo, Tommy, acho que és muito mais do que isso. És alguém que:

  1. Percebeu que o quran (que no meu acordo ortográfico se escreve com minúscula) que o quran, dizia, é incompatível com aquilo a que chamamos de “civilização ocidental” – e aqui estou contigo;
  2. Se enoja com a protecção que os políticos têm dado aos islâmicos nomeadamente na protecção da sua identidade cultural nos maiores crimes que se têm verificado no continente europeu – e aqui enojo-me contigo;
  3. Se recusa que haja espaços da tua “old Albion” vedados à lei e à acção policial e te envergonhas da heroicidade dos polícias que, ao mesmo tempo que aceitam que há “no-go zones” não hesitam em malhar em manifestantes pacíficos – e aqui envergonho-me contigo;
  4. Chama os “bois pelos nomes”, a uns bois, que violam meninas em grupo, chamas “gang rapists” e, a outros bois, que, em consequência, as matam chamas “scum bastard killers” – e aqui acho que és demasiado moderado;
  5. Tem exercido o seu dever de cidadão de exigir uma resposta adequada à ameaça que esta “diversidade” explosiva tem significado para a segurança dos cidadãos – e aqui acho que estás a ser muito razoável: é o mínimo que podemos exigir dos nossos eleitos;
  6. Tem exposto a dualidade de critérios dos tribunais que fazem julgamentos sumários condenando por “perturbação de audiência” a quem está a filmar no EXTERIOR – e aqui, Tommy, “prá granda puta que pariu” a Suas Excelências Reverendíssimas que tanto se perturbam com minudências e tanta indulgência mostram com a escumalha com que tens de conviver;
  7. Foi preso com a acusação de “perturbação de ordem pública” e depois condenado por “perturbação de audiência” com a agravante de “desrespeito de ordem de tribunal” cuja pena se encontrava suspensa – e aqui, só me surpreende que esta condenação de 13 meses seja possível sem a presença do advogado que pediste.
  8. Simboliza a liberdade de expressão – aquela liberdade que só faz sentido para dizer coisas desagradáveis, irritantes e até erradas, porque para dizer melodíosias e frases politicamente correctas não é precisa liberdade nenhuma. E aqui, estou e estarei sempre contigo, na defesa do teu direito de seres um “granda maluco” e dizeres tudo quanto te der na real gana. O direito de pensamento e expressão é sagrado neste nosso hemisfério e não haverá sharia nem rolha alguma que o silencie. Isso seria desonrar o longo caminho que os nossos, especialmente os teus, antecessores percorreram.

OOOHHH TOMMY ,TOMMY , não esqueceremos nunca a frase de John Locke (1632):
“The end of law is not to abolish or restrain, but to preserve and enlarge freedom”

TOMMY , TOMMY , não nos renderemos nunca a esta corja de novos pensantes que nos pretendem endoutrinar.

TOMMY ROBINSON em suma: és só um gajo com os tomates no sítio (pardon my inglish) no meio de eunucos.

GOD BLESS YOU TOMMY.