Autor: Cristina Miranda

Não Ofenda as “Formiguinhas”, Senhor Marques Mendes!

Devia haver um organismo que responsabilizasse os comentadores de televisãopelos absurdos e mentiras que dizem. Desinformar nos média e usá-los para propaganda devia ser crime num país democrático. É inadmissível ver pessoas como Marques Mendes a usar o espaço nobre para induzir em erro os cidadãos que, muitos deles, por serem iletrados, vão dar crédito às opiniões que vende na SIC.

Já não é a primeira vez que como cidadã me zango com este senhor. Mas ontem à noite, saltou-me a tampa de vez pelo descaramento. Então não é que segundo este “ilustre” senhor do PSD, a propósito do período antes da geringonça e pós geringonça, foi dizer que “no antes” havia claramente uma divisão entre os “partidos das formiguinhas” que poupam e controlam despesa com os “partidos das cigarras” que prometem e gastam. Mas que hoje, Costa, concentra em si o prémio de conseguir sozinho estas duas!!! Brincamos com os portugueses, é isso? Como pode Marques Mendes sequer atrever-se a fazer esta afirmação completamente falsa, quando sabemos todos (os cidadãos bem informados) que este governo  é uma afronta às “formigas” REAIS deste país!!

Um governo que gastou MUITO MAIS do que tinha disponível ao reverter medidas de forma totalmente irresponsável que fizeram disparar a dívida pública. Um Governo que para sobreviver a este aumento de despesa carregou nos impostos colocando-nos aos níveis do tempo  da Troika. Um Governo que para apresentar em Bruxelas um “lindo défice”, CATIVOU toda despesa pública como não há memória.  Um Governo que martelou contas nos Orçamentos de Estado sem entregar toda a informação necessária à UTAO como é seu dever, para prolongar no tempo o embuste das contas equilibradas. Um Governo que não criou uma única medida estrutural sendo pois o crescimento  económico agora verificado apenas mérito de medidas implementadas por outros cujos efeitos se verificam agora e da conjuntura externa. Um Governo que vende mentiras que nos vão ficar muito caras sempre que diz que o país está melhor, que os rendimentos aumentaram, que a austeridade acabou.

Formiguinhas??? Não!!! São cigarras profissionais que cantam, dançam, gastam e mentem enquanto o BCE anda a comprar dívida soberana,  enquanto a conjuntura externa é favorável, sem qualquer responsabilidade com o amanhã, não acautelando o futuro dos portugueses que pouco lhes importa. Porque se no futuro afundarmos, haverá sempre boas mentiras bem estudadas para desculpar esta governação danosa,  sem qualquer escrúpulos.

Dizer o contrário aos portugueses é não ter respeito por quem paga impostos neste país, é gozar com a nossa cara sempre que abrem a boca.

E isso deveria ser crime.

Cristina Miranda

Rendimento Básico Incondicional Para Todos É Utopia

Levanta-se todos os dias bem cedo, faça sol ou chuva, com ou sem vontade, às vezes até sentindo-se doente para não perder o dia de trabalho? Paga transporte para passar 8 horas às vezes mais dedicados à sua profissão? Priva-se de feriados e fins de semana, faz turnos e nem sempre pode gozar as férias como lhe dá mais jeito, e tudo isto durante 365 dias para receber salário mínimo ou pouco acima? Então tenho boas notícias para si: o Governo anda a discutir o Rendimento Básico Incondicional para todos que vai lhe garantir sobrevivência mesmo que não faça ponta dum corno. Não é maravilhoso?

Nunca a sociedade evoluiu tanto. Agora até já se idealiza pôr as pessoas a não fazer nenhum mas receber por isso, ou seja, a máxima socialista que prevê que sejamos pagos pelo Estado para apenas respirar e votar, para  ele, como um “bom pai”, tratar de nós e das nossas necessidades sem mexermos uma palha!!!

Ora, é lógico que 400 euritos não dá para muito mas pense bem: não tem de mover um único músculo todos os dias da sua vida, não gasta em transportes, refeições, em oficina (se tem de usar carro), não desgasta tanta roupa nem calçado para trabalhar! Fica em casa sossegadinho sem fazer despesas extras a ver TV, tomar uma bica no café enquanto joga cartas ou ir passear o cão.

Lógico também que para tal o Estado que não produz riqueza nenhuma terá de taxar mais as empresas, o imobiliário, as poupanças, o contribuinte (os burros que restarem) e ainda inventar outras dezenas de impostos para poder sustentar os 10 milhões de habitantes neste rectângulo à beira mar. É óbvio que o nível de vida vai ficar muito mais elevado e os 400 euritos ao estilo da Venezuela, mal darão pra comprar leite e ovos.  Mas isso também não será problema porque o socialismo logo logo terá uma solução para isso criando uma moeda virtual que ajude a fingir que temos dinheiro. Como Nicolás Maduro esse génio socialista, estão a ver?

E depois as empresas e os investidores vão fartar-se de serem esfolados pelo governo para sustentarem sozinhos a população toda de Portugal. Mas isso também não será problema porque irão empreender e investir para fora abandonando este paraíso socialista para desenvolver e enriquecer outros países capitalistas, sem problemas porque  a malta lá fora até agradece a vinda desses “exploradores”.

Com a desertificação empresarial fica o Estado sozinho e seus contribuintes a sustentarem-se mutuamente o que será muito giro pois ficaremos todos iguais na pobreza extrema com o governo cada vez mais autoritário para impedir a fuga dos seus cidadãos em busca de alternativas à fome e morte certa. Como na ex Alemanha de Leste ou nas actuais, Coreia do Norte, Cuba ou essa maravilhosa Venezuela.

Porque sustentar 10 milhões de pessoas é uma utopia que fica caro, ah! pois é. Neste brilhante artigo (leia aqui) do meu colega Carlos Pinto Guimarães foi feita a conta a essa despesa para menino da primária compreender. E só não vê quem não quer.

Dizer sim ao RBI é assinar uma sentença de morte ao próprio sistema democrático em que vivemos que mesmo doente ainda não chegou ao nível da Coreia do Norte, da Venezuela ou Cuba.

Porque quando um governo quer introduzir uma medida destas está apenas a querer dissimuladamente dominar um povo inteiro que sob o ópio de não produzir mas receber por isso, não verá que é apenas um passo para o controlo total e absoluto das suas vidas.

Quer ver o resultado magnífico desta experiência? Aplique em casa aos seus filhos e fique à espera que se façam à vida.

Cristina Miranda

Também Tu Catarina e José Cid?

Quando me pronunciei sobre as #metoo caíram-me em cima como se eu não fosse uma acérrima defensora das mulheres ou qualquer outro ser vítima de assédio. No entanto não demorou muito até acontecer precisamente o que eu previa: uma banalização mediática do assédio. Por contaminação, o meio artístico português acordou de repente, volvidos dezenas de anos, para esta problemática revelando publicamente assédios a que noutros tempos não deram qualquer importância. E isso é que é o problema do #metoo: pôr as pessoas a dizer “eu também” quando os episódios não passam de abordagens menos felizes de engate. E isso, como já o tinha referido, preocupa-me. Muito.

Catarina Furtado quis juntar-se ao grupo de Hollywood e contou uma historieta como tantas que existem por aí, sem qualquer importância, onde alguém lhe faz uma abordagem que ela fingiu não entender e automaticamente não deu em nada para dizer “eu também”. A sério?! Juntou-se depois José Cid (ah! valente!) com a denúncia de um assédio por parte de um fadista que mostrou interesse por ele. Realmente isso deve ser um experiência mesmo muito má ser desejado por alguém que depois de uma nega, se afasta pacificamente. Um horror, mesmo!

A este respeito deveria eu também gritar alto #metoo porque, seguindo este critério, andava na 3 classe e um menino ( o mais lindo da turma por quem nutria secretamente uma atracção) um dia lembrou-se que haveria de dar-me um beijo. Então à saída da escola, começou a seguir-me e como eu lhe negara o beijo, atirou-me para cima da neve, e já no chão, por cima de mim, arrancou-o sem pedir. Quando cheguei a casa estava lavada em lágrimas. Nunca contei aos meus pais. Resolvi o problema no dia seguinte não lhe dando mais uma fala. Assim como já na administração de uma empresa, gerentes de bancos a prometerem aprovar operações de crédito caso eu aceitasse aquecer-lhes a cama fria. Também aqui resolvi o problema mudando de Bancos. Ou ainda, aquele colega empresário simpático que vendo a minha dificuldade em arranjar crédito para a  empresa, se oferece para ajudar levando-me a um gerente amigo mas que depois faz um desvio para ir buscar uma pasta urgente a casa, convida para entrar e tomar café, mas uma vez lá dentro, tenta beijar-me à força levando-me no dia seguinte a nunca mais lhe atender uma chamada telefónica. Até hoje. Apesar disso, jamais me juntarei às #metoo porque ser #metoo é ser pelo assédio selectivo onde muitos deles nem sequer assédio é.  

Com efeito, começou com Weinstein que não passava de um indivíduo que se fazia ao engate a todo o rabo de saia que passava por Hollywood com o aval da maioria. Onde muitas actrizes, até vingarem na arte, não se incomodaram com o facto. Se ele fez disso um modo de vida foi porque foi tendo sucesso nessas abordagens. Porque quando Uma Thurman refere que no quarto, ele tirou o roupão, esqueceu-se de referir como e porquê se encontrava ela naquele lugar para falar com ele. E quantas vezes o tinha feito. Nenhuma mulher é tão ingénua que não entenda que esse lugar não é para atendimento ao público nem entrevistas. Certo?

Por outro lado,  alguém vê as #metoo ao lado das mulheres verdadeiramente assediadas  e estupradas na Suécia, na França, na Bélgica, na Alemanha (#120db)  por migrantes islâmicos ou as mulheres cristãs Yazidis por muçulmanos? Claro que não. Como disse, só defendem o “assédio” que lhes interessa. Mas o mais curioso ainda é ver que uma das mentoras das #metoo está a ser investigada por assédio sexual, não é irónico?

Muito sinceramente ainda me pergunto como esta gente de Hollywood,  não proibiu o filme “As 50 sombras de Grey”, nem as actrizes se recusaram a esse papel,  quando a estória começa com o assédio sexual bruto entre um empresário e a universitária que o entrevista (no livro o primeiro capítulo parece saído de um filme porno).  Então aquilo não é um atentado criminoso à mulher? É. Mas todas o aprovam e o tornaram sucesso de bilheteira. Estranho.

Felizmente hoje já não existe nas discotecas os slows. Aqueles 20 minutos de música parada em que ele, um desconhecido, a  apertava junto ao corpo dando sinais de interesse e ela respondia tocando com o rosto na pele do pescoço, enquanto  ele suavemente lhe arrancava, depois, um beijo. Enfim um autêntico “abuso” muito esperado e desejado pelos jovens  e graúdos nas discotecas desses anos 80 dos quais muitas das  #metoo fizeram parte mas que hoje seriam motivo de gritaria histérica e revolução social.

Enfim. É a sociedade hipócrita que temos hoje.

Cristina Miranda

Carta Aberta a Três Canhotos

Cara Geringonça,

É preciso ter muita lata para depois de cativar um país inteiro tornando-o refém de uma austeridade de que não há memória, carregar a fundo em impostos indirectos que nos roubam até ao último cêntimo no bolso, ir comprar uns milionários quadros por 5,6 milhões. Porque de facto o país não tem outras prioridades com o parco orçamento existente. Claro que não! A geringonça é como aquele pai irresponsável que tem sempre dinheiro para cervejas e tabaco mas deixa a família a morrer de fome. Assim foi também com Karl Marx o pai do socialismo. Felizmente muitos portugueses seguiram conselhos doutros tempos e emigraram. Portugueses que hoje mais do que nunca estão gratos por terem adoecido longe desta espelunca mal governada a que chamam país. Porque quando adoeceram foram logo consultados, foram logo encaminhados para tratamentos e cirurgias, sem qualquer espera. Estão em países que não roubam seus cidadãos para comprar quadros milionários. Estão a ver?

Porque se fosse em Portugal, iam para listas de espera de 4 anos para uma simples consulta porque não há dinheiro para contratar médicos. Depois iam para a lista espera para serem operados porque as Finanças não têm dinheiro para desbloquear 5 milhões para aumentar blocos operatórios. Depois desesperados por esperar, iam vender o pouco que tinham ou pedir emprestado para tratar da saúde no privado. Mas por já terem esperado demasiado, provavelmente não sobreviveriam. Assim é o país desgovernado pela vossa Geringonça.

Esses quadros que foram adquiridos por 5,6 milhões, e que deveriam envergonhá-los, têm cheiro a legionela por não haver dinheiro para manutenção em hospitais públicos; têm odor a floresta queimada por não haver dinheiro para a prevenção e protecção de pessoas e bens; estão impregnados de dor das vítimas que viram morrer centenas de entes queridos por falta de socorro; têm raiva e desolação dos que ficaram sem nada nos fogos mortais e não têm ainda o dinheiro que é seu de direito; têm odor a angústia dos que esperam anos por consulta de oncologia; têm revolta daqueles que vêem seus familiares amontoados nas urgências em cima de macas com apenas 1 enfermeiro para 40 doentes; têm sentimento de abandono pelos jovens que estão em escolas geladas ou em vias de fechar porque não há dinheiro para as aquecer nem auxiliares para zelar por eles.

Somos um país de Geringonça que nunca foi eleita, mas sim, se auto-elegeu, para depois nos impor como prioridades, retirar milhões do erário público para mesquitas, para boys e obras de arte enquanto pedem sacrifícios ao povo que tentam calar com migalhas vergonhosas.

Cara Geringonça, lembrem-se sempre disto de cada vez que olharem para os 5,6 milhões euros de quadros milionários de Vieira da Silva pendurados naquela parede.

Cristina Miranda

 

As Mulheres Não São Burras

Em Janeiro deste ano legislou-se mais uma vez sobre a paridade de género nas administrações de empresas do Estado e empresas cotadas em bolsa. Desta forma pretende-se impor à força a nomeação de mulheres em lugares de topo sob pena de multas a quem não cumprir. Mas existe algo mais redutor, mais desprestigiante para uma mulher, do que ser colocada num lugar só para preencher um requisito legal? Isto é à priori rotular a mulher de coitadinha que só de empurrão lá chega. E eu como mulher não aceito esta discriminação.

A mulher é um ser extremamente inteligente, perspicaz e dotado de uma sensibilidade e força interior que a faz alcançar qualquer coisa que deseje. Porque a mulher além da sua inteligência ímpar tem um sexto sentido muito apurado que lhe permite ver detalhes que passam completamente despercebidos ao homem e isso dá-lhe uma vantagem extraordinária (os homens que me desculpem). E como se isso já não bastasse, é multi-tarefa.  Por isso, parem lá de nos tratar por burras. Ainda não havia estas leis de paridade e já as mulheres depois da revolução industrial começavam a destacar-se de forma notável em todas as áreas conseguindo lugares de topo. Jane Adams, Corazon Aquino, Coco Chanel, Julie Child, Marie Curie, Indira Gandhi, Estée Lauder, Eleanor Roosevelt, Margaret Tatcher, Rosalind Franklin, Mária Telkes, Elisabeth Blackwell foram apenas algumas dessas mulheres que de modo algum caberiam neste texto de tantas e tantas que existem pelo Mundo fora. Mulheres que não precisaram senão do seu mérito e resiliência para conquistar fosse o que fosse.

A verdade é que se não há mais mulheres a lutar por cargos de topo, seja no público seja no privado, é porque elas preferem outras coisas.  Porque as senhoras ao contrário dos cavalheiros pesam muito a questão familiar na hora de decidir seguir ou não uma carreira tão absorvente. A maioria prefere prescindir de cargos que lhe retire tempo para dedicar aos filhos e família. Essa é a principal grande questão. Elas já representam cerca de 60% dos estudantes universitários mas as preferências profissionais continuam a ser maioritariamente outras. São elas que se excluem. Não a sociedade.

Porque basta entrar em qualquer serviço, instituição, empresa para ver que as mulheres já são em maioria em quase todo o lado. Excepção feita à construção civil e similares onde não se vêem porque simplesmente elas não se candidatam. Sei do que falo. Enquanto administradora de uma indústria nesta área, nunca em anúncio de emprego onde nunca excluí mulheres, recebi uma única candidata feminina. Se nunca escolhi uma, foi porque nunca me apareceram. Eu mesma fui operadora de empilhador numa fábrica e desempenhava de tal forma a minha função que cheguei a receber propostas de outros patrões (homens)! Assim como recebi outras, pasmem-se, também de homens, por me destacar na cobrança de créditos! Esta realidade só não a vê quem nunca se fez verdadeiramente à vida.

O mais caricato disto tudo é o Estado inventar imposições legais para incluir mulheres no topo das administrações, fingindo estar sensível a esta questão, quando esses cargos, sabemos nós, estão TODOS reservados  para amigos, familiares, e amigos de amigos e amigos de familiares que entram a CONVITE!!! Quem tem coragem de negar esta realidade? Brincamos ao faz de conta? Se esses lugares fossem atribuídos  por concurso avaliando o CV, e depois feita uma selecção honesta com base nas qualificações do indivíduo,  não estariam desta forma já naturalmente a abrir portas a TODOS os géneros com base nas suas capacidades? Para quê uma lei da paridade?

Por outro lado mesmo querendo colmatar hipotéticas falhas na colocação feminina, não é com imposições que se constrói uma sociedade justa mas sim, promovendo incentivos (de preferência fiscais) a quem privilegia a diversidade. Porque é sabido que as mulheres pela sua natureza, faltam muito mais ao trabalho para assistir à família (quando a têm) e  isso pesa imenso nos custos das empresas com trabalhadores. Que são preteridas muitas vezes devido a esse factor e muitas delas não engravidam sequer para não ser um fardo para o patrão. Sabemos todos bem disso mas fingimos que não é assim. Que são excluídas apenas por machismo.

Sou mulher e não há nada que me irrite mais do que ser tratada por incapaz numa sociedade em que até já há Universidades na Inglaterra onde se prevê dar mais tempo para terminarem os exames numa tentativa de melhorar os resultados do sexo feminino e diminuir discrepâncias de género,  como se nós não fossemos tão ou mais capazes que os homens de chegar onde queremos! 

Se isto não é chamar a mulher de burra, é o quê? Mulher inteligente não precisa destas leis para nada. Vinga de qualquer jeito. É minha opinião.

Cristina Miranda

A Polémica SuperNanny

Começo por dizer a este propósito que abomino todo o tipo de reality shows seja com crianças, com jovens ou adultos. Jamais me inscreveria num nem deixaria filhos meus menores, fazê-lo. Fique claro. Porém, a existirem é inevitável espreitar para poder de forma bem ponderada emitir uma opinião fora da caixa sem seguir as massas. E foi precisamente o que fiz assim que soube do tão polémico SuperNanny.

Sejamos honestos: só existe inscrições para este programa porque mais uma vez o Estado falha quando lhe pedimos ajuda. Temos imensos organismos cheios de gente credenciada a receber salários para apoiar as famílias e crianças mas na verdade não servem na hora da aflição. Quase todos já experimentamos esta realidade portuguesa seja em que área for. Com muita sorte vamos para uma lista de espera onde se desespera de tanto esperar. As mães que chegam a estes programas são pessoas desesperadas, exaustas, desgastadas, já completamente desequilibradas, e que tentaram ajuda. É o desespero que as move. Se assim não fosse, o programa nem sequer arrancava. E só esta realidade já deveria envergonhar o Estado social.

E não. Não é ficção como alguns sem ver o programa afirmam. Antes fosse. Estas famílias vivem mesmo um drama tremendo que lhes provoca mau estar familiar e tristeza profunda. As mães colapsam mesmo com as birras inaceitáveis e violentas dos filhos sem saberem como agir. É a desorientação total. E o que choca as pessoas é mais o facto de saberem que esta realidade existe mesmo, do que a própria exposição em si. Senão como explicam o Instagram, o Facebook, a publicidade, a moda, as novelas, os concursos na TV onde as crianças se expõem ou são expostas pelos próprios pais com tenra idade, sem oposição da CPCJ? No fundo o programa veio pôr a descoberto uma realidade atroz desta sociedade moderna em que vivemos e sobre a qual ninguém quer falar: a tirania dos nossos filhos. Porque falar sobre isto obrigaria a reflectir sobre as modernices educativas que ao invés de educar, transforma os jovens em pequenos ditadores.

O programa veio ainda revelar que os pais de hoje não sabem ser pais. E este fracasso reflecte-se depois na educação. Porque lhes foi dito que uma palmada na fralda era violência, que um bom pai tem de ser sempre o melhor amigo, que a criança tem de crescer feliz e logo não a podemos frustrar. Há anos que repito que estas dicas patetas seriam a receita perfeita para o caos familiar. E acertei em cheio. Criança, ainda no berço precisa de amor firme. Amor doseado com regras, com limites, com obrigações, com metas, com tarefas, partilha e responsabilidade regado com muito diálogo, sim, mas acompanhado dumas consequências (castigos de amor) certeiras sempre que se esquecem dos seus deveres. Frustrar a criança é obrigatório para o seu bom desenvolvimento. Porque tal como tudo na vida, sem uma boa liderança, a anarquia instala-se. Seguindo-se o caos.

Independentemente da exposição das crianças ( que agora o tribunal obriga a corrigir e bem) há um facto inegável que salta a quem vê o programa: com umas simples técnicas pedagógicas de uma psicóloga credenciada, ao fim de alguns dias, aqueles seres indomáveis quase selvagens, tornam-se crianças educadas.Milagre? Não. Apenas foi corrigido um défice no entendimento entre pais e filhos, porque ao ensinar os pais a agir, estes tornam-me menos stressados e a criança interioriza melhor o que lhe é exigido sem despertar raiva. Os pais, ao agir de forma mais segura com liderança firme e assertiva, transmitem mais afecto, mais segurança, ao mesmo tempo que os ensinam. Tão simples quanto isto. Foi extraordinário ver ainda a reaproximação entre mãe e filha adolescente orientadas pela psicóloga, de forma tão simples e bonita, que no caos era completamente impossível de resolver.

A verdade é que os pais não sabem educar porque lhes ensinam coisas erradas sobre a parentalidade. E os mesmos profissionais que hoje se insurgem contra estes programas são aqueles que de forma indirecta contribuíram para esta desordem social com suas psicologias modernas.

O programa depois de corrigido o formato (ocultando identidade das famílias) deveria continuar pois é didáctico para os pais e promove o bem estar familiar que se reflecte inevitavelmente no resto da sociedade. Porque com melhores pais, teremos melhores filhos que serão melhores alunos e em adultos, melhores cidadãos… e pais. Permite ainda a reflexão sobre este flagelo social que todos preferem negar em vez de resolver, numa sociedade em que permitem um filho bater num pai, e o contrário é crime público.

Querem acabar com programas deste tipo? Acabem com as sinalizações quase perpétuas de famílias necessitadas, nas CPCJ, eternamente em banho-maria e criem equipas de intervenção rápida ao apoio efectivo e CONTINUADO, dentro dos mesmos moldes do programa, feito de forma individual e verão as inscrições desaparecer completamente.

Até lá deixemo-nos de hipocrisias.

A Ideologia do Ódio

Era imperioso voltar a este tema. Sobretudo depois das reacções de algumas senhoras ao meu texto sobre assédio sexual. A discussão instalou-se no seio de algumas leitoras que de repente atacam como se houvesse discordância sobre o essencial. Mas há dúvida que TODAS as mulheres do Mundo abominam a violência e o abuso sexual sobre as mesmas? Pelo visto, sim. E a razão é muito simples: a ideologia do ódio já chegou também aqui.

O marxismo cultural é das ideologias mais perigosas que existem pela forma como se infiltra nas sociedades sem que as pessoas alvo se dêem conta. Fracturam, segregam e criam caos com recurso ao radicalismo extremista, para criar um novo Mundo facilmente dominável e dependente. É assim com os movimentos LGBT, com a questão islâmica, com as minorias  e agora as feministas. Como se estas questões não pudessem ser resolvidas com discursos moderados e sensatos apelando à aceitação e integração sem ódios. O problema é que do lado dos radicais não há espaço para o meio termo. Para o equilíbrio. Ou é tudo ou nada. Propositadamente. E é aqui que surgem as crispações.

Quando me insurjo contra as feministas extremistas não é porque aceito o assédio sexual. Abomino o assédio em todas as suas formas, sobre todas as pessoas, sejam mulheres, homens, idosos, crianças, deficientes, mendigos ou gays. É sim, porque abomino a ligeireza de rotular tudo como assédio. Porque o assédio é uma forma criminosa de subjugação, já contemplado na nossa legislação, a que ninguém pode ficar indiferente. Mas, cuidado! Passar de uma sociedade de homem machista que oprime e desrespeita mulheres para uma sociedade feminista machista que persegue agora os homens, não é evoluir. É inverter papeis de domínio.

Não quero que no futuro meu filho seja vítima desta loucura e vê-lo um dia ser preso porque tentou seduzir sem maldade, alguém.  As fronteiras entre o galanteio e o assédio estão de tal forma ténues que o simples olhar para uma rapariga bonita que passa na rua já é condenado. Foi exactamente isso que eu vi no programa da SIC, “E se Fosse Consigo”, em que uma miúda contabilizava de forma negativa todos os homens que a observavam à sua passagem como se isso fosse algo de terrível. Mas agora o que é belo não pode ter reacção? O que andamos nós a ensinar à nova geração? A odiar? Por outro lado, que reacção teriam as senhoras se um homem desfilasse na passadeira vermelha de Hollywood com uma vestimenta que pusesse seu sexo à mostra tal como algumas atrizes? Achariam ou não, provocatório? E se todas olhassem para ele, seria assédio? E levanta logo uma outra questão muito pertinente: e se for uma mulher a olhar para outra mulher bonita à sua passagem, é assédio? A ambiguidade desta questão levanta problemas sérios porque apesar de eu ser mulher nada me garante que outra fêmea homossexual não se sinta violada pelos meus olhos. E é esta questão interpretativa do que é ou não assédio, que convém travar antes que se torne lei. 

Outra questão que não suporto ouvir é que as mulheres não violam, não agridem, nem são protagonistas de assédio sexual. É falso. Elas não só fazem isto tudo como usam o assédio para atingir fins, sejam económicos, sejam profissionais. E nisto são peritas.  Sejamos honestos. Dizem essas feministas para se justificarem que, a existirem, estas  mulheres são em número reduzido. Falso outra vez. O que a vida me mostrou é que, não há queixas de assédio sexual por parte dos homens porque eles simplesmente não o vêem como crime. Aceitam e gostam. Não entram nunca por uma esquadra adentro para se queixarem do assédio (e elas sabem disso). Daí o silêncio das estatísticas.

Mas não são os únicos neste silêncio. Em tempos fui perseguida até ao limite por uma mulher a quem me neguei dar atenção depois de uma entrevista de trabalho. Seguiram-se ameaças constantes, mensagens e telefonemas  a qualquer hora do dia e noite. Acabou por desistir. Mas ainda hoje guardo tudo no tlm por precaução. Noutro episódio, num vestiário de uma loja de roupa, fui descaradamente tocada pela modista que me apertava o vestido. Nunca mais lá voltei. Dizer-se que  o assédio é uma mera questão masculina é redutor. Desde a libertação LGBT somos todos alvos. E elas, também agem de forma patológica sobre as vítimas. E nós mulheres também nos calamos sobre o assédio feminino.

As mulheres tardam em perceber que o fenómeno do assédio sexual masculino só se combate na educação de berço. Que são ELAS que têm o poder como mães de mudar esta realidade e que se temos os homens que temos é precisamente devido à educação que receberam ou não receberam da parte delas.

Porque todo o menino que aprende a respeitar, amar e proteger as meninas, com o exemplo dos pais em casa, não se torna num predador sexual.

Cristina Miranda

Onde Estão os Hipócritas Defensores dos Direitos Humanos?

Há um silêncio ensurdecedor à volta do que se passa na Venezuela. A começar pela comunicação social, essa aliada do governo em ofuscar, omitir ou atenuar tudo o que possa beliscar quem manda agora neste país. Eles que não nos poupam com o Trump seja porque bebeu água com as duas mãos, seja por causa de uns exames médicos que fez, seja por umas calinadas linguísticas, aqui tudo é importante escrutinar TODOS OS DIAS (tudo que não seja positivo, claro) sobre esta criatura. E a Venezuela com mais de 500 mil luso-descendentes a morrer à fome, miséria, opressão, não interessa? Onde estão agora, também, os intelectuais e os políticos que tinham em Maduro uma referência política? Ficaram mudos porquê? Estes portugueses não interessam a ninguém?

A Venezuela está a ser assassinada por um louco que mata a economia apesar de ser um grande produtor de petróleo (mas que ironia), provocando escassez severa de alimentos com uma inflação de mais de 2,300%. Que mata opositores entre eles Oscar Perez. Que mata o povo por falta de assistência médica. Que mata crianças por falta de comida. Um louco fanático que para não reconhecer o fracasso das suas políticas de esquerda rejeita apoio internacional. Mas um louco com lucidez suficiente para desarmar a população e aceitar ajuda de Cuba com milícias da sua tropa de elite, as “Vespas Negras “, para oprimir movimentos populares usando qualquer método dissuasivo como tortura ou morte. Com lucidez suficiente para comprar pessoas com caixas de comida barata para assegurar votos sob coação e manter-se eternamente no poder (não sei o que isto me lembra).

Entretanto há 31 milhões de pessoas desesperadas para sobreviver à morte certa. Fugas em massa com quilómetros de fila para a Colômbia, assaltos a supermercados e armazéns de comida, apedrejamento de vacas em propriedades privadas para matar a fome, a comerem do lixo, a comerem alimento para cães com a ONU a observar, observar, observar… que é o que de melhor sabe fazer. Observar. No meio deste observatório todo, marca debates, uns atrás dos outros, e vejam só até houve lugar a elogios ao esforço da Venezuela ao introduzir uma série de medidas em linha com as que foram recomendadas por Alfred de Zayas,( especialista independente da ONU para a promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa), para melhorar a distribuição de alimentos e medicamentos. Está-se mesmo a ver o esforço de Maduro. Até lhe sinto o suor daqui… Francamente!

A História já nos demonstrou que com loucos tem de haver uma acção drástica por parte da Comunidade Internacional para resgatar os povos da morte e não esta hipocrisia monumental do “faz de conta que não é assim tão grave”. Lembram-se do holocausto nazi? Enquanto decorria quem conseguiu escapar denunciou a chacina. Revelou os campos de concentração. Que fizeram os aliados? No imediato, nada. Só dois anos e meio depois. Porque se o tivessem feito, muitas vidas teriam sido poupadas. Factos.

Nem mesmo com as evidências todas de uma nação literalmente a morrer de fome (veja aqui) a Comunidade Internacional se mexe para acudir a esta catástrofe humanitária. Onde andam os histéricos defensores dos direitos do homem? Não andam. Sumiram.

Quem sabe se isto fosse antes um caso de pseudo assédio de artistas de Hollywood ou uma manifestação contra Trump ou alguém a manifestar-se contra a islamização da Europa, a agitação não fosse maior e aí já teria destaque no “prime time” televisivo. A toda a hora.

Quem sabe.

Cristina Miranda

Eles Andam a Gozar Connosco

Se há coisa que me revolta imenso como cidadã é assistir a esta descarada falta de vergonha destes assaltantes de poder. Então como se explica que a lei SECRETA de financiamento aos partidos, vetada e bem pelo Presidente da República, depois do escândalo ter vindo a público, o PS diga descontraidamente que não vê nenhum problema na lei e por isso mantém as posições em relação à substância do diploma afirmando que volta a defender as mesmas posições? É simples: PS está falido e precisa urgentemente de cobrir a sua gestão partidária danosa e quer fazê-lo à conta dos otários de sempre: os contribuintes.

É preciso relembrar que o dito diploma vem introduzir o fim do tecto de receita de angariação de fundos  privados e ISENÇÃO TOTAL de IVA. Pior: tem efeitos retroactivos e aplica-se aos processos novos ou pendentes em julgamento.Assim, posiciona-se o PS que neste momento tem 7 acções em curso no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa onde reclama PRECISAMENTE (olha-me só a coincidência) para si a devolução do Fisco de IVA cobrado durante campanhas eleitorais! São cerca de 2 milhões de euros! Esta malta só pode estar a gozar connosco! E desde quando os partidos são entidades superiores aos cidadãos para terem este benefício?

O mais grave disto tudo é que os partidos todos recebem uma BOA subvenção pública por parte do Estado ou seja por parte de todos nós, pobres contribuintes. São cerca de 3€ por cada voto. Dirão que é a factura a pagar pela democracia. Que sem partidos não há democracia. Certo. Mas pergunto: E desde quando é que para ter democracia é preciso sustentar TANTA gente? Orgânicas tão complexas como se fossem autênticas fábricas de políticos? Quem foi que disse que com menos “pessoal”, menos encargos, menos despesas supérfluas em jantares, almoços, propagandas e passeios, a democracia sairia beliscada?

Na verdade TODOS os partidos querem que acreditemos que a gigantesca estrutura que eles criaram em volta deles faz falta ao país. Tretas! Só faz mesmo falta a eles próprios que se alimentam dela e a construíram de forma impenetrável para o comum cidadão. Onde as escolhas para o Parlamento são decididas pelo partido e não por sufrágio universal. Porque a nós cidadãos, não serve de todo. Se servisse, claramente, com tanto político intelectual nesses partidos, teríamos um país EXTRAORDINÁRIO com tudo do bom e do melhor a funcionar exemplarmente. Mas pelo contrário, vivemos numa espécie de Venezuela a caminho de uma Coreia do Norte? Podem explicar isto?

Não fosse a nossa integração na UE, e estarmos desde os anos 80 a viver à conta dos ricos da Europa e já nem uma Coreia do Norte seríamos! Seriámos uma miséria monumental europeia. Somos uns pobres mendigos  e rotos a fingir-nos ricos à conta de dívida. Muita muita dívida. Não brinquem com a nossa inteligência se faz favor.

Ao invés de leis de financiamento que aumentam regalias a partidos políticos, deviam ter a sensatez de REDUZIR e CORTAR como o fizeram aos cidadãos com o colapso recente do país. E nunca ao contrário. Mais: exigir maior controlo na gestão das contas dos partidos com mais penalizações a quem prevarica. Gerir dinheiros públicos exige responsabilidade e penas pesadas para quem não cumpre. Tal e qual como acontece com o cidadão.

Porque austeridade quando vem não pode ser sempre sobre os contribuintes para que os políticos continuem nas suas vidinhas fartas e sem sacrifícios. A isso chama-se gozar com a nossa cara e é de uma gravidade estonteante.

Já suportamos todos os anos a fio aumentos descarados de impostos a título de tudo e mais alguma coisa. Agora aumentam subvenções vitalícias a políticos e financiamento a partidos!

Mas estão a gozar ou quê?