Autor: Cristina Miranda

Centeno Está com Medo. Muito Medo

Não é irónico ver Centeno passados quase 3 anos de governação encarnar Vítor Gaspar e dizer alto e bom som: “O risco de retrocesso existe e é maior do que parece (…). Não temos memória curta e sabemos o que custou aos portugueses sair daquele pesadelo. Não seguirei esse caminho. Não podemos deixar que os erros do passado sejam cometidos“? É. Mas não estou surpresa. Eu mesma disse aqui que Centeno, assim que tomasse posse como Presidente do Eurogrupo iria mudar sua postura como Ministro das Finanças. E, pasmem-se! acertei em cheio.

Era fácil de prever esta viragem brusca à “direita” no que concerne a pôr um travão ao despesismo das clientelas e birrinhas dos radicais de  esquerda acoplados ao PS e segurar as contas do país. Porquê? Porque agora Centeno tem uma reputação a defender junto da CE e não pode mais brincar ao “faz de conta que estou a gerir as finanças de Portugal”. Sobretudo agora que visa alcançar o cargo de Comissário. 

Porque Centeno é o único que sabe realmente em que estado estão as contas. Ele sabe que mentiram o tempo todo. Ele sabe melhor que ninguém do embuste que foram os défices apresentados em 2016 e 2017. Sabe que ambos estão seguros por pinças e que basta um “espirro” lá fora para que nossa economia fique com uma grave “pneumonia” da qual pode não sobreviver. Também escrevi aqui sobre isso. É o medo  de uma bancarrota – enquanto ele estiver como Ministro das Finanças –  que ele não põe de todo de parte ao dizer “… o risco de retrocesso existe e é maior do que parece…”

Centeno que até agora estava refém da Geringonça, liberta-se finalmente do peso de ter de fingir com sorriso amarelo patético  que tudo vai bem. Pela primeira vez, comporta-se como um verdadeiro financeiro e sem receios de perder o lugar por cá, diz o que tem de ser dito. Este “basta!” mais direccionado para a UE ver – veja-se o tweet em inglês  antes de as publicar em português – , é a prova que Centeno privilegia seu cargo e imagem como Presidente do Eurogrupo.  Ele sabe que, ou faz um “garrote” às contas ou vai embora porque se ficar a Geringonça vai lhe estragar o futuro que ele almeja na UE.

Mas apesar desta contenção de despesa de Centeno, continua a ser uma gestão “à socialista” A maior inimiga dos financeiros responsáveis. Porque nada tem de estrutural. É apenas cosmética rasca. É suspender indiscriminadamente toda e qualquer despesa provocando a falência técnica de serviços e fornecedores  essenciais ao bom funcionamento do país. É deixar morrer quem precisa do SNS, é deixar morrer quem precisa de socorro no meio das chamas, é deixar descarrilar e avariar comboios por falta de manutenção, é deixar os polícias sem carros por falta de gasóleo,  só para dar alguns exemplos graves enquanto se injecta 5 mil milhões na CGD, 10 milhões na RTP, mais outros tantos mil milhões no Novo Banco e se multiplica quatro vezes a despesa com pessoal.

É curioso lembrar o que Costa alegava em 2015 para justificar o assalto ao poder (veja aqui): que a austeridade era ideológica e que por isso era preciso retirar a direita do governo. Precisamente numa época em que todas as economias estavam em recessão e nós acabávamos de ser resgatados pela UE por culpa de Sócrates.Agora que todas as economias estão em expansão vem este vendedor da banha da cobra com a mesma fórmula. Porquê?? Mas desde quando um paciente precisa de remédio para o cancro  “sem ter doença oncológica”?

A explicação é simples: Portugal está de facto  muito enfermo. Sofre de uma “doença gravíssima”. Uma “leucemia” que já estava controlada mas que por opção deste governo, deixou de “fazer medicação”. E agora? Só resta uma opção: ou continuar a mentir ou impedir a “morte”. Centeno escolheu a segunda. Costa, vai fingir por uns tempos que está de acordo para voltar a fazer estragos perto das eleições para captar votos e segurar os amigos das esquerdas radicais. 

Enquanto isso os comentadores reles de serviço que não se calavam em acusações gravíssimas a PPC por este usar a dita austeridade para levantar o país da bancarrota herdada pelo PS, estão caladinhos como ratos a fingirem-se de mortos com esta AUSTERIDADE SEVERA sem precedentes, em tempos de bonança económica. Porque agora a austeridade “é boa”: sem aumentos para a Função Pública; sem dinheiro para os artistas; sem dinheiro para os professores; sem dinheiro para médicos do SNS; sem dinheiro para doentes do SNS; sem dinheiro para as escolas; sem dinheiro para porcaria alguma! Mas não piam.

Porque o medo não é só de Centeno. Também eles comentadores da treta, têm medo de ter de admitir que mentiram aos portugueses em directo. Só isso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Lugar de Corrupto Ladrão é na Prisão!

Só num país do terceiro mundo, sem formação ética e moral, completamente à deriva e cheio de doidos, defende corruptos e ladrões. Brasil transformou-se num manicómio gigante quando quis impedir que um corrupto bilionário e sem escrúpulos fosse preso alegando que, mesmo tendo roubado – foram só 229.412.000.000,00 de dólares – Lula foi “amigo dos pobres”. Ou seja, viabiliza-se um comportamento amoral que lesa uma Nação inteira por décadas, provocando um colapso  económico monstruoso, com a desculpa que ele “ajudou os pobrezinhos”. Isto é o mesmo que  dizer-se que o pai violador é um bom homem porque apesar de tudo é muito amigo do filho não lhe faltando com nada.  Se isto não é insanidade é o quê?

De facto,  Lula foi um tipo porreiro (como Sócrates, estão a ver?).  Entrou para o Governo liso como um carapau, começou a distribuir algum dinheiro pelas classes mais desfavorecidas, enquanto com isso escondia os biliões que desviava para si (agora bilionário) , filhos (agora bilionários), comparsas dos esquemas (agora todos ricos), regime (registou um crescimento estratosférico com gastos também colossais) e DITADURAS COMUNISTAS AMIGAS ( 1 bilião dólares para médicos em Cuba; 1,22 biliões dólares para uma ponte na Venezuela; 1,5  biliões dólares para um metro na Argentina; perdão de dívidas a ditaduras africanas de 900 milhões dólares; metro na Venezuela por 732 milhões dólares; um porto em Cuba por 692 milhões dólares; um gasoduto na Argentina por 637 milhões dólares; auxílio alimentar a Cuba por 400 milhões dólares; entrega de máquinas agrícolas em Cuba por 200 milhões dólares), sem qualquer controlo, como se o Brasil fosse um poço sem fundo de rendimentos. Um regabofe igual ao do  Sócrates, mas em escala muito maior,  que com a  crise mundial – exactamente o mesmo “azar” da gestão do nosso “Lula português” – ajudou a pôr a nu os podres da sua gestão criminosa.

O problema é que a propaganda sobre a retirada de 36 milhões de brasileiros da miséria  do Lula é falsa. Num estudo levado a cabo pelo economista Ricardo Pães de Barros, reconhecido pela sua contribuição na criação do Bolsa Família, são desmentidas passo a passo as narrativas populistas. Neste artigo muito bem fundamentado (veja aqui), conclui-se que a queda na desigualdade iniciou-se em 2001 e prolongou-se com a chegada de Lula. Ou seja, ainda o PT não tinha aquecido a cadeira do poder e a desigualdade atenuava-se gradualmente fruto de políticas implementadas em governos anteriores. O próprio Lula, à sua chegada, admitiu que no campo da economia iria limitar-se “a fazer rodar o software económico vindo do governo anterior”. Ou seja, as pessoas no poder eram Petistas mas a política económica NÃO! Assim,  o crescimento económico não ocorreu por políticas inovadoras pós Lula mas sim pela continuidade das políticas ANTERIORES (isto lembra-me qualquer coisa). A juntar a isto, veio a já habitual SORTE nas governações socialistas: a conjuntura externa melhorou  muito no seu mandato o que lhe permitiu “surfar nessa onda” (igualzinho ao Costa neste momento). A taxa de crescimento dos países da América Latina foi 72% maior do que durante o governo de FHC. . Em 2011 as exportações chegaram ao seu melhor nível em 50 anos. Mais: entre 2005 e 2008, 111 milhões de pessoas saíram da pobreza em todo o globo. Portanto, TODOS os países emergentes do  Mundo deram um salto qualitativo nesse período!! Acontecimentos internacionais  que o ex-presidente Lula  nunca poderia controlar. Nem mesmo na educação o mérito é de Lula. Os indicadores demonstram que a bolsa educação do FHC estava já com um franco crescimento no acesso escolar.

Claro que há algum mérito a ser reconhecido do governo Lula: a expansão do Bolsa Família,  e  ainda outras contribuições importantes  como as reformas micro-económicas, em especial a Lei de Falências. Mas isso é uma gota de água num oceano de corrupção gigantesca que tira mais do que dá. Que ilude enquanto desgraça o país. Principalmente quando num período altamente favorável, Brasil comparado com outros países idênticos, no mesmo período, tem resultados maus. O estudo chamado “A Década Perdida: 2003 – 2012”, explica o fenómeno. E mesmo a tão badalada Bolsa Família não passou do agrupamento de apoios já criados pelo anterior executivo, dando-lhe uma nova roupagem, ao qual juntou o “Fome Zero” , tornando o mecanismo já existente,  mais eficaz nos seus objectivos:

  • Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Educação – Bolsa Escola (Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Cadastramento Único do Governo Federal (Decreto nº 3.877, de 24 de Julho de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde – Bolsa Alimentação (Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de Setembro de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Auxílio-Gás (Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Nacional de Acesso à Alimentação – Fome Zero (Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003 – Governo Lula)

Mas na política populista o que vale é o que parece ser. Exactamente o que estamos a viver neste momento com Costa e seus companheiros. Não interessa se estamos a falir, interessa é que pareça o paraíso económico.

O lugar de corrupto ladrão é na prisão (dito aqui pelo próprio Lula, veja aqui o vídeo) mas por cá não faltaram apoiantes como Catarina Martins, Louçã, Jerónimo, Isabel Moreira, Daniel Oliveira, manas Mortágua, Sócrates entre outros, tudo gente amiga de ladrões e corruptos como Fidel e Nicolás Maduro. Caso para dizer: “Diz-me quem apoias e dir-te-ei quem tu és”. Não falha!

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

Porque Devemos Apoiar os Novos Partidos Liberais

Todos se queixam das más governações que destruíram economicamente o nosso país. Literalmente! Todos avançam com palavras de ordem de que é preciso acabar com o “bloco central” e este círculo vicioso da rotatividade entre governos PS e PSD. No entanto, quando surge a oportunidade de quebrar essas amarras, voltam costas e fecham os olhos. Não faz sentido.

Falo obviamente da ala liberal. Daqueles que defendem mais liberdade económica e individual com menos Estado. Daqueles que com razão, contestam o roubo obsceno com impostos para satisfazer a gula das clientelas. Mas que não  se movem para incentivar a mudança. Não me levem a mal. Mas estou deveras surpreendida.

Esta falta de coesão não era por mim expectável. Sempre achei que havia vontade séria de “partir a loiça” ao poder instalado durante décadas. Mas não. Afinal havia outra razão: deixar tudo como está mas com outros líderes. É isso não é?

O problema é que jamais haverá mudança sem a entrada de partidos novos liberais no Parlamento. Serão eles que terão coragem de enfrentar o politicamente correcto. Serão eles que representarão os desiludidos com as ideologias políticas vigentes. São eles que vão dar outro colorido às discussões e decisões que afligem o país. Serão eles que, com a sua força crescente – oxalá venha a acontecer como noutros lugares da Europa –  vão obrigar CDS e PSD a repensarem sua maneira de estar em política, “limpar suas casas” dos políticos de meia tigela, interesses instalados, vícios, corrupção e abrir espaço para novas lideranças “não escolhidas previamente” pelos barões cadavéricos. Porque foi por falta de concorrência que estes dois hoje cheiram a mofo e pararam no tempo (veja-se a “magnífica equipa de seniores” repescada do baú de antiguidades do PSD,  por Rio). Tal como a UBER veio revolucionar a actividade dos taxistas, serão estes liberais a revolucionarem o Parlamento. Não tenham dúvidas disso. A concorrência faz muito bem à política.

É o medo de perder o controlo que faz com que muita gente do PSD e CDS receiem os novos partidos liberais. Porque é disso que se trata: controlo. Ora que ganham os portugueses com o poder sempre controlado pelos mesmos? Nada.  Pior: estão a dar um tiro no pé porque quantos mais liberais houver, mais barreiras se edificam ao avanço destruidor de políticas socialistas/marxistas, peritas em bancarrotas. Sou assumidamente liberal na economia e conservadora nos valores. Mas não deixo de apoiar, mesmo com algumas divergências, gente que vem dar uma lufada de ar fresco às políticas reinantes.

O Estado Português parece um grande acumulador de lixo. Lembra aquelas pessoas que enchem a casa de tralha, que deixam por isso  de ter espaço e começam a dizer que a casa é pequena. Que é preciso aumentá-la, quando na verdade o que faz falta é fazer uma grande limpeza e deitar fora o que não interessa e só ocupa lugar. Portugal tal como os acumuladores de lixo, não precisa de mais Estado. Precisa de alguém, com coragem, que limpe o Estado do seu peso mórbido, o torne leve e  eficiente para chegar a todos com excelência.

Ora, como se faz isto – antes de termos de pagar mais uma bancarrota – e ainda acabar com a hegemonia dos partidos do sistema que por “interesses ocultos” não fazem as reformas estruturais que o país precisa urgentemente? Abrindo espaço aos liberais.

Sou defensora de “Menos Estado, Menos Impostos, Melhor Estado Social”. Defendo que as  questões sensíveis da sociedade se resolvem actuando na raiz dos problemas e não pela rama e que qualquer proposta que mexa com a vida e liberdades  das pessoas, deva ser referendada.  Que nenhum Estado pode falhar na protecção do seu povo, por isso, não pode deixar entrar massivamente todos os que assim o desejam, dentro do país, sem controlo e que para termos liberdade individual, não podemos comprometer a liberdade em sociedade (são coisas distintas) porque ser liberal é promover a liberdade, não a anarquia. E por isso estarei sempre do lado dos liberais que defendam o mesmo.

Parem de se lamentar e saiam do sofá. Dar uma assinatura não dói nada nem transforma ninguém em militante. Mas abre caminho à mudança tão desejada em Portugal.

Pensem nisso.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

A Propaganda Mentirosa de Costa

Sai uma medalha para o nosso querido líder da propaganda, António Costa! Kim Jong-un e Nicolás Maduro foram completamente destronados com esta capacidade extraordinária de enganar incautos! Com uma máquina caríssima paga por todos nós, otários contribuintes, Costa tem no Facebook e nos gabinetes que ele engordou colossalmente um batalhão de avençados que todos os dias fabricam “spins” e “fake news” para fazer circular até à exaustão notícias das maravilhas do glorioso líder. Convenhamos: é um mestre a enganar com o dinheiro dos outros.

Começou cedíssimo a propagandear que o anterior executivo tinha dado cabo do défice por causa do BANIF. Porém, esta malta ocultou que a decisão de vender este banco de forma compulsiva ao Santander em 2 meses escondia a necessidade de safar os accionistas que em Janeiro de 2016 estariam abrangidos pela normativa europeia que OBRIGA accionistas a avançar com capital, antes da entrada do Estado. Ora, pôr os portugueses a pagar SOZINHOS o prejuízo do banco e fazer de conta que a culpa era dos outros, sabendo que os portugueses são mal informados, foi o primeiro golpe logo a seguir a Outubro de 2015.

Depois veio o tão aclamado histórico défice postiço de 2016. Esse mesmo que eu tive a “honra” de denunciar (veja aqui) e que o tempo, agora, veio dar-me razão. Ah! pois… O fabrico nem sequer foi inteligente. Consistiu em varrer tudo o que podiam para debaixo do tapete, vender uns aviões, suspender pagamentos da administração pública, suspender investimentos públicos e fazer um perdão fiscal. Assim como quem disfarça borbulhas com base, estão a ver? Com esta cosmética gabaram-se de ter tido o valor mais baixo em défice desde a democracia (Ah! Ah! Ah!).

Mas o tempo, ah! esse implacável senhor, chegou e… pumba!, pôs a careca  do défice martelado à mostra e começa as falências técnicas no sector da saúde, nas escolas, na PSP e GNR… Isto depois da morte por negligência criminosa do Estado de mais de uma centena de pessoas em fogos florestais como nunca se vira até hoje! E porquê? Porque simplesmente ABANDONARAM o país cativando-o para não estragar o embuste do défice. A máquina da propaganda do Costa logo arranjou um pinheiro culpado, mudanças climáticas do planeta, uma trovoada seca que não existiu até que finalmente descobriu que a culpa era das matas por limpar.

Vai daí, Costa e sua máquina propagandista de meia tigela e 20 ministros (dois eram bónus) vestiram-se a rigor e de helicóptero, porque os pneus andam caros, foi “incentivar” os proprietários dos terrenos em 6 minutos de fotos a cortar mato! Assim, ficou-se a saber da “grande” preocupação que este executivo tem na extinção dos fogos em Portugal. E se alguma coisa acontecer neste Verão não será porque não substituiu o inútil SIRESP;  não será porque continuam com os mesmos incompetentes nas chefias do ANPC (um deles responsável por alterar a fita do tempo nos fogos criminosos); não será porque falharam as metas para instalar câmaras na floresta; não será porque medidas de combate aos fogos estão atrasadas; não será por os novos elementos do GIPS  receberem formação por E-Learning (internet); não será por falta de intervenção IMEDIATA e com meios adequados como em Pedrógão ou pelo nosso Primeiro Ministro ter ido a banhos tranquilamente para Ibiza. Não! Será culpa dos donos dos terrenos graças a esta propaganda mentirosa. Claro! Mas se houver menos fogos não será porque mais de metade do país JÁ ARDEU mas sim por eficiência ao combate deste desgoverno. Estão a ver o truque?

Entretanto,  chega o veredicto sobre o  défice de 2017. Que ia ser de 1,4%, depois, 1,2%, depois 1,1%, depois 1% e finalmente 0,92%! Fantástico esmagamento! E tudo isto para quê? Ora, para nos preparar para a verdade: afinal será 3% porque a injecção de capital do Estado na CGD para tapar PREJUÍZOS é dívida e conta para o défice! Assim sendo, era preciso IMPEDIR nem que fosse à conta da miséria e sacrifícios brutais dos portugueses que o défice não subisse acima dos 3%, em tempo record. Perceberam?

Com este desmascaramento da farsa, caem junto por terra mais umas quantas mentiras. Afinal também a teoria do “não aumento de impostos” é falsa: foi o maior aumento em 22 anos. E a reposição dos rendimentos e rebaixa de IRS também: a reforma do IRS encetada em 2017,  só veio beneficiar os 10% mais ricos e agravar as desigualdades, assim como,  as reposições de rendimentos com o corte da sobretaxa de IRS só beneficiou 30% dos contribuintes que mais ganham, a reposição dos cortes salariais aos funcionários públicos que igualmente mais ganham (a partir de 1500€) e ainda o aumento das pensões acima dos 4611€ que deixaram de ter a CES, beneficiando de um aumento mínimo de 345€ comparado com 1€ das pensões mais baixas, Ou seja, a recuperação de rendimentos foi só para os mais abastados. E com o aplauso dos comunistas apoiados no governo!

Ah! e temos os bancos para quem não ia “nem mais um cêntimo”: negociaram a  INÉDITA  entrada da  SCML  no capital do Montepio roubando descaradamente o dinheiro dos pobres!

Conhecem propaganda mais mentirosa que esta avalizada pelo BE e PCP? Pois.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Vem aí o Partido da Sofia Afonso Ferreira

Portugal sempre esteve preso aos mesmos partidos durante décadas. Ora PS ora PSD com ou sem coligação com CDS, o certo é que tem sido sempre isto: vira o disco e toca o mesmo. Em resultado, o país andou estes anos todos a parecer um elástico, a esticar até quase falir com uns e com outros a retomar um pouco a forma no ano seguinte, sem nunca progredir senão em acumulação de dívidas, cada vez maiores, cada vez menos sustentáveis. Ou seja, uns a estragar, outros a remendar, mas nenhum a resolver verdadeiramente.

E isto tudo porque desde que nos livramos da ditadura este grupo – sempre os mesmos, composto de políticos pseudo-intelectuais – encontraram um meio de sobrevivência confortável à conta dos contribuintes onde inclusivamente “fabricaram” lugares para os familiares e amigos. Com favores distribuídos por todos os segmentos de actividade com o intuito de perpetuar a estada no Parlamento, ficaram todos de rabo preso em negociatas que prejudicaram o erário público anos a fio. Daí o facto de nenhum deles tomar todas as medidas estruturais necessárias, quando chegam ao poder, para endireitar o país.

Por isso é com agrado que vejo nascer novos partidos. Porque já o disse várias vezes, Portugal só muda quando alguém fora da política, dos vícios, da corrupção, do compadrio, dos favores, se meter à estrada e rasgue um caminho rumo a uma governação responsável e transparente totalmente dirigida à Nação, ou seja: NÓS!

Porque é na sociedade civil que está a chave para sair deste pântano. Porque é na sociedade civil onde estão aqueles que partiram as unhas a trabalhar para ter algo na vida. É na sociedade civil que estão as pessoas que sabem o quanto custa ganhar a vida a pulso e sem favores. É na sociedade civil que se aprende a ter resiliência, a lutar sem meios, a sobreviver a tudo para pôr pão na mesa. É na sociedade civil que estão os vencedores que não precisaram do Estado para ser alguém. Por isso, é na sociedade civil que está a melhor casta de futuros governantes.

Está mais do que provadíssimo que crescer profissionalmente na política e seguir directo para o Parlamento é a pior das opções para um país. O resultado de quatro décadas não podia ser mais claro. Políticos que nunca fizeram nada na vida real não têm a noção real de nada sobre o país, logo não possuem a valiosa experiência que ensina no terreno. Nunca sofreram desilusões nem fracassos, nunca perderam nada, nunca tiveram de recomeçar, de se superar. Por isso, são uns inaptos para decidir sobre a vida dos portugueses. Porque é caindo e levantando várias vezes que se ganha estofo para as batalhas e sabedoria para as vencer.

Eu não sei se a Sofia vai estar à altura do desafio. Mas agrada-me e muito saber que uma mulher com costela do Norte empunha um projecto liberal de direita – o Democracia21 – numa altura de crise ideológica partidária como nunca se viu no nosso país onde o PS é comunista, o PSD socialista, o BE a ajudar a governar à direita e o CDS a querer ser alternativa SOZINHO ao centro direita. Uma “salganhada” de todo o tamanho onde grande parte dos portugueses não se revê de todo.

É preciso, sim, criar uma alternativa séria à miscelânea que agora vivemos para resgatar aqueles abstencionistas – são quase 50% – que não acreditam na política actual por não se reverem nos malabarismos destes incompetentes. Aqueles também que mesmo votando, andam à toa a fazê-lo, não por convicção, mas por falta de alternativas.

Se for um projecto capaz de servir as pessoas com excelência e devolver a economia TODA à sociedade libertando-a das grilhetas do Estado actual incompetente, castrador e devorador de impostos. Se for um projecto que estimule a criar em vez de estimular a parasitar. Se for um projecto que dê sempre voz aos cidadãos antes de tomar decisões fracturantes como o deve ser numa democracia. Se for um projecto onde o Estado presta contas do que faz com os impostos e os utiliza somente na sociedade. Se for um projecto onde só se permite a permanência daqueles que cumprem com honra seu dever de servir a Nação, então temos gente.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

 

O Arguido “Sócrates da Bancarrota” foi Orador na Universidade de Coimbra

Não podíamos enquanto Nação bater mais fundo ao aceitarmos que um ex-primeiro ministro, um falso engenheiro que tirou o curso aos domingos, que fingiu escrever livros, que foi preso preventivamente durante 10 meses por prática de 31 crimes cometidos durante seu mandato – 3 de corrupção passiva de titular de cargo público, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documentos e 3 de fraude fiscal qualificada –  num processo de 4000 folhas a que deram o nome de Operação Marquês, fosse a uma Universidade Pública como orador de uma conferência subordinada ao tema ” O Projecto Europeu depois da Crise Económica”. Logo ele que além de arguido num dos maiores processos judiciais de que há memória contra um ex-governante,  é ainda responsável pela bancarrota que Portugal suportou em 2011. Um fracasso de líder. Não, não é uma piada. Aconteceu mesmo. Na Universidade de Coimbra.

O núcleo de estudantes de Economia da Associação Académica de Coimbra entendeu que Sócrates  era uma mais valia para este ciclo de conferências por ter governado depois da crise de 2008. É verdade. E quiseram ouvi-lo falar sobre essa experiência.  Ora, isto é o mesmo que pôr um ladrão a dar o seu ponto de vista sobre um assalto – veja-se Camilo Mortágua a falar do seu passado de bandido e assassino com orgulho – ou um pedófilo sobre o “amor” a crianças. Se queriam saber como ele geriu a crise era só convidar o cidadão comum que viu e sentiu tudo na carne com  os famosos contratos ruinosos com PPP’s, os “negócios” na PT, as obras megalómanas do falido Parque Escolar, os favores a empresas de amigos, os negócios do “Magalhães”, o TGV que pagamos mesmo sem o ter, os aeroportos para moscas, do IVA que aumentou 2 vezes sendo o último para 23%, os cortes nos salários e pensões, a criação das sobretaxas, as falências das empresas, o desemprego, a austeridade assinada com a Troika. Enfim, toda a miséria provocada pela SUA bancarrota.

Mas não, convidaram o próprio ex-governante incompetente que recebia garrafas de vinho em envelopes colados com fita cola. E que fez ele? Aproveitou, claro,  a oportunidade para deturpar factos, reescrever a história  dizendo inverdades. Começou a sua brilhante apresentação criticando a austeridade implementada para tirar o país do lodo em que ele o meteu. Não se riam. Ele foi mesmo capaz de dizer isto! Ele que nos PEC’s carregou na austeridade, queria ainda mais PEC’s austeros com medo da bancarrota e que depois de ultrapassado por seu ministro das Finanças, foi obrigado a declarar falência e pedir ajuda à Toika com quem se comprometeu com mais austeridade severa e PRIVATIZAÇÕES! (veja aqui o documento). Mais hilariante foi dizer que este governo deixou a austeridade. Disse: “(…) a recuperação económica portuguesa não está a acontecer porque houve austeridade, mas sim porque se abandonou a austeridade”. Ou seja, este energúmeno tem a lata de dizer isto dum governo que em 3 OE não parou de aumentar significativamente os impostos, criou mais uns quantos e suspendeu todos os pagamentos na administração pública pondo em risco toda a população matando  até centenas de cidadãos com fogos e legionella!!Mas não falou na franca recuperação económica após 4 anos de assistência financeira dos herdeiros do pantanal que ele deixou. Claro. Enganar é preciso.

Tal como durante a sua governação desastrosa,  defendeu perante  estes futuros economistas que Portugal –  endividado por ele até ao pescoço penhorando até 2035 gerações vindouras – não precisa de austeridade precisa de projectos. Tal como ele, que nunca precisou de trabalhar para ter dinheiro, só precisou de ter otários para viver à conta “de empréstimos”  e assim dar largas à sua imaginação para viver como um lorde “num projecto arrojado” de novo rico sem rendimentos justificados.  Auto-elogiou-se, claro, porque os meninos que vestem Armani e se pavoneiam em Paris com os impostos dos contribuintes deste país, não têm vergonha na cara e acham-se um colosso na arte de governar (até o são: com o dinheiro extorquido aos  outros).

Foram duas horas de palestra com o Sócrates da Bancarrota a explicar, de forma inconsciente, tudo  o que não se deve fazer em governação para uma plateia de futuros economistas bacocos que acham que têm muito a aprender com os  falhados deste país.

Podia rir-me disto tudo se não fosse trágico ver manchar o prestígio da Universidade de Coimbra que aos olhos dos países civilizados verão com estranheza esta escolha. E com razão. Só mesmo um país do terceiro mundo põe ex-políticos indiciados por corrupção e pais de bancarrotas, a fazer palestras numa instituição desta natureza.

Mas é o país de crise profunda de valores que temos.

Via Blasfémias

Não é Ódio a Passos Coelho e Nádia Piazza. É Medo.

Todos aqueles que vomitaram um aparente ódio visceral a Passos Coelho, desde a esquerda radical à moderada, passando pelo próprio PSD e seus militantes mumificados de estimação, todos sem excepção estiveram na verdade estes anos todos em luta contra si mesmos. O “puto que vinha das jotas” chegava a líder e ainda por cima estava a ser bem sucedido na megalómana tarefa de retirar o país do pântano socialista (outra vez) em que o magnífico e agora “académico” Sócrates nos tinha mergulhado. País esse que – vou lembrar de novo – não tinha dinheiro senão para mais um mês de pagamentos de salários e pensões. O desejo de falhanço era o sonho das suas vidas mas, azar do caneco, o “puto jotinha”, em 4 anos, não só nos tirou da bancarrota como pôs o país a crescer com a recuperação da confiança internacional. E ainda venceu com maioria quase absoluta as eleições de 2015! O ódio emanado não passava assim de admiração secreta por uma conquista que gostavam que fosse deles. Mas não foi.

Para cegar aqueles que viam esse sucesso e confundir aqueles que sozinhos nunca conseguem ver nada, atiraram toneladas de areia aos olhos criticando e distorcendo coisas tão óbvias como uma redução da dívida, do défice, do desemprego, aumento de exportações, aumento de investimento, crescimento económico, sem ser à boleia doutros mas sim, por coragem de aplicar medidas (pecou por serem insuficientes) que deram o impulso necessário para fazer emergir o país.

Ora, como é sabido, esse sucesso personalizado e eternizado em Passos Coelho – que foi enaltecido por Tsipras – não pode de forma alguma ser ensinado nas Universidades onde vegetam os “intelectuioides” parasitários defensores de regimes igualmente parasitários que vivem da exploração e escravidão dos seus povos. Ensinar os jovens a serem bem sucedidos e evitar bancarrotas nas suas vidas pessoais e profissionais é torná-los a si e seus países, independentes. E isso é o que menos interessa aos marxistas.

Daí o tsunami à volta da contratação de Passos na Universidade. Não é ódio, é medo. Medo de perderem o controlo sobre as ideologias que professam. Medo de ver os jovens  a serem autónomos e dispensarem o Estado para serem bem sucedidos. O medo de perderem o poder que lhes foi dado pelas universidades de lavarem cerebralmente os indefesos garotos que serão o futuro de amanhã.

No entanto, já não é celeuma nenhum ter o brilhante Sócrates da bancarrota – que nos hipotecou a todos até 2035 com dívidas colossais por desvios de dinheiro e  contratos ruinosos – a mandar umas baboseiras dia 21 de Março na FEVC sobre”O Projecto Europeu depois da Crise Económica” (Ah! Ah! Ah! Só pode ser piada). Mas recuemos. Mário Soares foi professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1996-1998) e da Universidade Lusófona (2001-2002) com a particularidade de ter sido o pai de duas bancarrotas. Será que é esse o requisito para poder ser professor catedrático neste país ou fazer uma conferência? Parece que sim.

Por outro lado temos a Nádia Piazza, a quem os cães de fila rosnaram assim que souberam que ela não iria ficar num canto da casa a chorar as perdas irreparáveis dos fogos criminosos do verão passado mas sim, arregaçar as mangas para mudar o que efectivamente não funciona neste país,  participando de um projecto político. Ódio a esta senhora? Não. Medo. Muito medo. Porque tal como Passos Coelho, ela personifica também o crasso falhanço dos governantes socialistas mas desta vez não na economia mas sim na protecção e segurança. Trata por “tu” a maldita inércia que lhe ceifou entes queridos. Perigosíssima, assim, aos olhos daqueles que nos querem vender um país maravilhoso ao som de uma ideologia  que nos empobrece e  mata. Literalmente.

O Medo, porque é disso que se trata realmente entendo-o perfeitamente e no lugar deles, até as pernas me iriam tremer porque na verdade o Mundo está em viragem e só um cego não vê que caminha lentamente para o fim do socialismo que vence cada vez menos eleições.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Ninguém Fala dos Feridos dos Incêndios, Porquê?

Foi preciso assistir ao programa de Hernâni Carvalho, o “Linha Aberta” para saber do total e absoluto abandono em que estão os feridos graves e muito graves dos incêndios mortíferos do verão passado, que ocorreram no “saboroso ano de 2017” segundo o nosso querido líder, camarada António Costa. Isto é inadmissível num país dito democrático onde o jornalismo deveria servir as populações mostrando o país real e assim pressionar o poder central e local para agir de acordo com a sua obrigação de proteger e servir as pessoas.

Como é possível quase um ano depois, termos vítimas graves que quase carbonizaram no meios do inferno das chamas e não terem sido acompanhadas, visitadas, apoiadas psicologicamente e financeiramente??? Veja aqui esses testemunhos e revolte-se. Alguém explica isto?? Pior: onde se meteu entretanto toda a comunicação social que nos deixou completamente em branco sobre estes nossos cidadãos???Foram para Ibiza tal como o nosso orgulhoso primeiro ministro no meio da tragédia. Só pode.

Pois é graças  a gente como Hernâni Carvalho, entre outros (poucos), que este assunto e tantos igualmente medonhos, são escrutinados. Pena não ser emitido em horário nobre. Porque será? O país tem de saber. O país, que somos nós todos e que amanhã pode estar no lugar destas vítimas, tem de acordar. Este Governo anda a esconder-nos a realidade. Propositadamente e com a ajuda “comprada” dos média. Por falar nisso, saiba ainda que grande parte das vítimas dos fogos não vão ter acesso a apoios por causa de manobras tácticas do Governo.(veja o vídeo) Sim, ouviu bem. Um esquema de envio de SMS pouco claras e confusas para os que declararam prejuízos até 5000€ , a que se juntou os que tiveram prejuízos elevados mas que foram obrigados a ANTECIPAR o investimento para poder concorrer!! É para isso que eles pagam fortunas a assessores: para tramar o cidadão sempre que ele precisa do Estado e assim poupar nas DOAÇÕES dadas pelos portugueses para estas vítimas! Escandaloso!

Eram já mais de 250 feridos nos fogos de Pedrógão ao que se juntou mais de 70 no remake de fogos logo a seguir. E nem uma palavra na comunicação social. Nem um acompanhamento televisivo daqueles que ridiculamente fizeram quando o Presidente da República fez uma cirurgia de emergência sem qualquer interesse nacional, lembram-se? Não se calavam com a porcaria da hérnia! Bolas! Que país é este? Mais de 300 pessoas queimadas, algumas com muita gravidade e só uma  referência a uma dessas vítimas transportadas para Espanha. Além do drama da esposa que ficou com o filho entretanto nascido sem poder dar o nomeUm drama que passou despercebido não fosse, claro, a bendita rede social! Nojo!

Eu sei. No final do mês é preciso pagar as contas e o “patrão” é quem tem a última palavra. Sim, também sei, porque não sou parva, que a imprensa em Portugal não é livre como o querem fazer crer. Que o lápis azul de hoje, mascarado de democracia manieta os jornalistas. Mas vender a alma ao diabo compensa mesmo? Trair o país e seu povo não deixa peso na consciência? Sei de gente com carácter que virou costas a quem o quis algemar como foi o caso de Alberto Gonçalves. Mas pronto, não temos todos os mesmos valores, certo?

Não há nada mais criminoso do que ser cúmplice da  morte de um povo enquanto sociedade que deveria ser livre e está a ser amordaçada pelo sistema com a complacência daqueles que deveriam estar do lado do cidadão, defendendo-o, em vez de o deixar ao abandono.

Porque jornalista comprado é um  soldado da ditadura.

Cristina Miranda

Via  Blasfémias

 

Assim Não Saímos da Cepa Torta

Não sou nem serei nunca apologista de impostos. Porque tal como a palavra indica, imposto é impor.  É sacar parte do nosso suor diário a trabalhar ou a empreender sem pedir licença. Mas compreendo que para ter um Estado Social seja necessário contribuir para o sustento dele. O problema é que há décadas que legalmente os políticos deste país metem a mão nos dinheiros arrecadados das famílias portuguesas e empresas, para o distribuir por eles próprios, suas famílias, amigos e clientelas criando um Estado mamão insaciável que além de crescer desmesuradamente, sacrifica cada vez mais quem trabalha. E isso é extorquir.

Com a desculpa de que faz falta mais dinheiro para acudir ao Estado Social e mais outras tantas tretas para burro comer, não se limitam a cobrar impostos já existentes. Aumentam e inventam mais uns quantos. É a máquina fiscal do Estado ladrão a triturar a economia para sobreviver. Ele e quem manda nele. Como não há na Constituição nenhum limite à cobrança de impostos, é só ter imaginação e vítimas para taxar. Isto não é governar. É roubar! Para que este roubo fiscal tivesse uma justificação válida teria no mínimona mesma proporção, de ter retorno na sociedade. Ou seja, pagar impostos , mesmo que altos, mas em contrapartida ter serviços de saúde, educação, segurança e protecção social  de excelência para todos, bons salários e reformas. Como acontece nalguns países. Mas por cá, zero! O que temos é uma carga fiscal das mais pesadas da Europa para ter gente a morrer em listas de espera para tratamentos e cirurgias, ou cirurgias suspensas por falta de assistentes operacionais, ou Centeno a suspender pagamentos a fornecedores de Hospitais a provocar falência técnica do SNS ou congelar entrada de especialistas ou deixar escolas sem auxiliares, enquanto contratam mais 10 000 pessoas no Estado sem sabermos muito bem para quê se onde fazem falta não existem.

O nosso Primeiro Ministro está tão orgulhoso com seu desempenho nesta arte de (des)governar onde criou um conceito único  de “fim de austeridade e reposição de rendimentos”, com aumento brutal de impostos em três OE (mas que génio!) desde Gaspar no período da Troika, que até já foi propor a fórmula à UE com a criação de mais impostos que, segundo ele, não vão recair sobre os cidadãos europeus (só sobre os marcianos). Palavra – que não vale nada – dada. Ou seja, mais roubo.

Ora temos de reverter rapidamente este caminho de empobrecimento. Se temos salários baixíssimos não podemos ter impostos altos.  Mas também não é possível ter salários  mais altos com impostos pesados sobre quem cria postos de trabalho.  Nenhuma economia sobrevive  assim sem se endividar e consequentemente, empobrecer. É preciso importar bons exemplos de governação e aplicá-los. Por muito que alguns tentem negar, há uma relação evidente entre qualidade de vida  e o pagamento de impostos. Países que cobram menos e simultâneamente melhor aplicam os impostos cobrados,  proporcionam melhores condições de vida aos cidadãos. Porque não é o valor do salário que conta (há países com salário elevadíssimo e não chega para nada) é sim o valor que fica depois do que se desconta em impostos e despesas básicas de sobrevivência. No caso de Portugal: nadinha. Estamos na 29ª posição em qualidade de vida (dados OCDE) em 38 países avaliados. Quase no fundo da tabela. Uma vergonha.

Analisando dados disponíveis da OCDE constatamos que o Top 10 dos países com mais qualidade de vida é constituído por países como Noruega, Austrália, Dinamarca, Suiça, Canadá, Suécia, Nova Zelândia, Finlândia, EUA e Islândia, países que, com excepção da Suécia, Finlândia e Dinamarca, estão também no Top dos países que menos cobram impostos. Ou seja, são países onde menos se sacrifica as famílias e empresas com o retorno dos seus impostos bem aplicados na sociedade em prol do seu bem estar.

E é este um dos  caminhos para tirar este país do lodo.

Cristina Miranda

Via Blasfémias Blasfémias

Um Bom Líder Não Procura Consensos Com Costa

É um erro gigante procurar consensos com gente que não tem feito outra coisa senão demonstrar todos os dias falhas de carácter. Pessoas que mentem, escondem, manipulam e ainda fingem estar do lado do cidadão. Pessoas que nitidamente demonstram que vêm só para satisfazer seu ego (e o dos familiares e amigos). Mas apesar de todas as evidências, há quem pense que pode haver consensos junto de pessoas que traíram adversários. Que pisam tudo o que aparece pela frente sem escrúpulos.  Não se trata de ideologias, mas de carácter. Desculpem, mas isso não faz sentido.  A menos que… Bem, adiante.

Qualquer indivíduo correcto e determinado a corrigir o que vai mal em Portugal nunca pode aceitar misturar-se com este tipo de pessoas. Gente com ética, no mínimo, sente náuseas do que andam a fazer a esta Nação não aceitando outro caminho senão fazer uma forte oposição para erradicar esta classe política do compadrio e embuste como quem extermina ratazanas. Mas onde está essa oposição? Tirando o CDS, para já, ninguém. O que é preocupante.

De repente temos a união política maior de sempre em sintonia com esta (des)governação . Ou seja, pouco importa que os três metralhas em quase 3 anos tenham feito crescer a dívida pública, que as instituições do Estado estejam em falência técnica, que os números do défice sejam martelados, que haja um falso excedente de contas derivado à suspensão total de pagamentos a fornecedores, que o crescimento da economia seja apenas fruto do surf em cima da onda positiva da UE sem qualquer mérito do Estado português, os números do desemprego serem um embuste fabricado. Não. Não interessa mesmo nada. O importante parece ser o consenso. Neste caso, consenso com quem nos encaminha para a ruína, de novo.  Mas o que é isto?

Gente séria na oposição estaria a gritar alto seu nojo por um governo assente em esquerdas que pouco se está lixando para os contribuintes. Governo esse que ama tanto seu povo que  aumentou barbaramente todos os impostos possíveis e inimagináveis e ainda criou outros chamando-lhe “fim de AUSTERIDADE” gozando com a cara dos cidadãos!! Que algema a economia quando taxa e condiciona ainda mais o Alojamento Local, o arrendamento, a poupança, o imobiliário, os combustíveis, as portagens, as empresas!! Que falhou criminosamente na sua obrigação de proteger as populações e as deixou a morrer sozinhas carbonizadas. Que depois falha no seu dever de indemnizar deixando-as outra vez sozinhas (as que sobreviveram) a aguardar por um dinheiro que nunca mais chega, enquanto agonizam. Que agora põe a população inteira sob ultimato para limpezas de terrenos fragilizando-as ainda mais. Que desvia fundos da UE destinados ao interior, levando-os para os “amigos do litoral”. Mas que no entanto, souberam auto-aumentar-se, auto-empregar-se, auto-reformar-se de forma milionária, auto-financiar-se partidariamente às custas das dolorosas medidas impostas ao povo. Como pode haver consensos com este nojo de gente que põe os portugueses a passar sacrifícios já DEPOIS da recuperação económica pós-troika, para eles viveram desafogadamente fingindo governar? 

Pois eu tenho uma teoria: quando se procura consensos com gente “desta categoria” quer-se uma fatia de bolo em vez de corajosamente ir à luta pela higienização do Parlamento. É o medo de liderar sozinho um caminho que se sabe ser difícil mas correcto. É a falta de coragem de pegar o touro pelos cornos e por isso preferir “poucochinho garantido” à hipótese de perder. É a cobardia a falar mais alto.

Porque um bom líder daria um valente murro na mesa. Não teria medo de  pronunciar  um estrondoso “chega pra lá que aqui vou eu” carregado de convicção nas alternativas a uma governação que promove bancarrotas e ilude só para ter votos.

Assim, jamais vão acordar os abstencionistas e ainda vão ganhar muitos mais. Enquanto isso, a estratégia de Costa soma e segue  com ele a esfregar as mãos por ter enganado mais um sem coluna dorsal a juntar aos outros dois idiotas úteis que ele mantém bem “amordaçados”.

Via Blasfémias