Não Felicito Centeno

Eu não felicito Centeno porque se o fizesse estaria a felicitar a “chico espertice” de quem apenas soube usar o legado deixado por outros  e depois  foi a correr colher os louros aos  donos disto tudo da UE .  Estaria a felicitá-lo por ter sido uma  nulidade na condução das nossas finanças, por ter seguido o caminho errático do “martelanço” contabilístico, por ter mentido tantas vezes no Parlamento, por ter aberto o caminho a nova falência do país,  por ter destruído 2 anos de recuperação económica, por ter reduzido o défice apenas 0,8% (quando ele era de 11%) com vendas de F-16, perdão fiscal e super cativações.

Não, não o felicito porque por causa dele temos 3 Orçamentos de Estado às costas carregados de aumentos de impostos como consequência do seu eterno “amem” às clientelas da geringonça, temos cativações grotescas que colocaram em risco a saúde, a educação, a segurança e o bem estar dos portugueses,perspectivas de futuro com mais agravamentos de impostos para impedir um novo colapso das contas.

Não, não felicito Centeno porque não houve mérito nesta nomeação nem poderia haver com tamanho desempenho. Houve uma escolha, isso sim, de um grupo de países influentes que recaiu em cima daquele que andou meses a oferecer-se em propaganda, numa bandeja acompanhada da nota “levem-me a custo zero que eu faço tudo o que me pedirem!”. Houve a desistência dos  candidatos que ainda disputavam o lugar. Houve a “sorte”  de ser escolhido porque à Europa não lhe convém o mais competente para este cargo, mas sim o mais maleável e obediente. E Centeno lá, tal como cá, desempenhará esse papel  na perfeição.

Mas agradeço a sua decisão  que  veio em boa hora num momento em que a geringonça se preparava para destruir ainda mais as contas do país. Aqueles  que agora olham para  isto com desconsolo e raiva porque  o Centeno “patrão” vai virar-se contra o Centeno “costureiro”. E isso sim, agrada-me muito.

O Eurogrupo foi a escapatória perfeita para alguém que sabe melhor que ninguém o estado em  deixou esta Nação entregue a si própria e nessa posição será muito mais fácil argumentar decisões duras – que virão certamente – para o ajudar a justificar o que tem de ser feito por via do pântano que ele sabe que ajudou a criar. E  essa sim, foi de mestre. Tiro o meu chapéu. Só por isso já vai valer a pena Centeno poder acrescentar no CV “fui Presidente do Eurogrupo”.

Porque na verdade Centeno sempre soube que o caminho escolhido pela geringonça estava errado. Sempre soube o resultado que daí adviria. Sabia até das dificuldades que se avizinhavam. Que a permanência como ministro das finanças lhe traria dissabores. Sabia porque quem se licencia em Economia em Harvard sem ter comprado o curso, sabe que tudo o que foi feito até agora apenas arruinou ainda mais o país.

Via Blasfémias 

Cristina Miranda

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O Que Andam Nossos Filhos a Comer?

Podem pintar o quadro como quiserem mas o que está a acontecer nas escolas com a comida dos nossos filhos é a repetição do problema que nos afectou com os fogos: a falência do Estado no seu dever de protecção. Como se explica que se sirva rissóis sem fritar, carne crua com sangue à vista, lagartas a passear na sopa, quantidades quase inexistentes de proteína? Fácil: o Estado depois de concessionar um serviço demite-se da sua obrigação de fiscalizar, controlar e acompanhar o serviço prestado verificando se cumpre ou não o caderno de encargos. Não faz nada. Como nada fez na prevenção de fogos, como nada fez na prevenção da legionella em hospitais públicos, como nada faz para fiscalizar qualquer área da sua competência. O Estado é o ÚNICO principal culpado destas situações.

A culpa começa no preço. Nos concursos o preço base é fixado em 1,50€ mais IVA. Não se insere um preço mínimo dando assim a oportunidade de vender abaixo, até menos 50% do valor de referência. Ainda, o preço base apresentado pelo Estado é calculado APENAS de acordo com o histórico! Ou seja, sem cálculos que o justifiquem. Pior: à empresa não lhe é exigido aquando da candidatura uma nota justificativa de preço onde se discrimina como se chegou ao preço que vai a concurso e onde se pode verificar se foram contempladas todas as despesas de acordo com caderno de encargos, tal como acontece, por exemplo, na área da segurança privada. Nada. Ora assim, a malta faz o que quer só para ganhar o concurso: a empresa espreme o preço e o Estado esfrega as mãos de contente porque vai pagar poucochinho. Assim, temos a fórmula perfeita para ter um serviço da pior qualidade.

Mas há mais: o preço tem de  incluir sopa, prato, sobremesa, pão, consumíveis, despesas com a loiça, talheres, tabuleiros, transporte e… pessoal. Como é que a empresa que ganhou concurso até 2020 consegue com valores que vão de 1,18€ a 1,47€ cobrir todas estas despesas? Eu explico: roubando ao caderno de encargos com o “aval” do Estado. Há 10 anos o valor de referência a concurso era de 2€. Tirem daí as vossas conclusões.

O Estado proporcionou negligentemente que a qualidade fosse descurada escandalosamente ao promover preços baixos (diga-se abaixo do preço de custo). Quem se surpreende depois que haja carnes vindas da China, Espanha ou França,  produtos congelados, filetes com espinhas, peixe congelado da Argentina, sopas com fécula de batata, sobremesas instantâneas com água, comida que chega em mau estado, problemas com quantidades, falta de pessoal, plafond de compras que, semana sim semana não, se esgota ficando a escola sem matéria prima para as refeições?

Não se pode exigir qualidade a quem vende um produto abaixo do preço de custo. E se isso acontece é porque interessa ao Estado. A prova está, como já disse na ausência de nota justificativa de preço no concurso e ausência quase total de fiscalização com aplicação de multas praticamente inexistentes e quando se aplicam não são sequer cobradas. Dito de outra forma, ser prevaricador em Portugal nos concursos públicos compensa porque o Estado nem sequer se importa com isso.

O estranho é quando verificamos que com as escolas que não são concessionadas, estas podem gastar por refeição, apenas com os alimentos – recursos humanos são pagos à parte – 1,68€ mais 0,22€ de ajudas. Consegue perceber porque razão as escolas com cantinas próprias funcionam bem? Pois. Os milagres não existem. Qualidade depende também  do preço.

Já morreu uma menina com a bactéria do e.coli por via alimentar na escola. Outra colega encontra-se com os sintomas da bactéria. O caso tem sido abafado, claro. Tal como toda a censura que já conhecemos sempre que há mortes nesta governação. Mas a realidade por muito que tentem escondê-la, vem sempre ao cimo porque é imperioso denunciar. Quem nos protege se não formos nós próprios a fazê-lo ou a exigi-lo?

Saiba que em caso de se verificar na escola de seu filho uma ocorrência irregular na cantina, deve informar a Direcção que ao tomar conhecimento tem de actuar junto da empresa para corrigir. Se persistir a escola deve pedir a intervenção da DGEsTE. Saiba ainda que todos os dias tem de ser cozinhado duas refeições a mais, uma para a Direcção outra para Associação de Pais e que qualquer pai que o solicite, deve ser autorizado a provar o almoço.

Agora que sabe seus direitos, faça uso deles e exija. Só assim podemos prevenir e melhorar as condições em que são servidas as refeições aos nossos filhos.

Fonte: Jornal Observador

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Vai Doer!

O pão vai subir cerca de 20%  já no início do próximo ano e outros bens lhe seguirão. Surpreendido com isto só fica quem andou a dormir este tempo todo e acordou só agora com a realidade a entrar pelos olhos adentro. Disse-o tantas e tantas vezes que os aumentos e criação de impostos indirectos iria custar caro ao orçamento de cada português.  E o resultado já começou a sentir-se volvidos dois anos de governação irresponsável e incompetente: os bens de primeira necessidade vão estar pela hora da morte. Mas aguentem-se firmes que não vamos ficar por aqui.

Estes senhores ilusionistas andaram a distribuir o que não tínhamos: dinheiro. Sempre a pedir emprestado, foram engordando a dívida pública – que NUNCA parou de subir desde 2015 – sem qualquer reforma estrutural para corrigir o défice. De forma escamoteada em cativações, foram enganando os cidadãos com falsas melhorias que não eram senão maroscas de encobrimento das contas públicas. Resultado: carregar fortemente nos impostos – tivemos o maior aumento de sempre de impostos – , fazendo sair dos bolsos dos contribuintes,  para “compensar” as migalhas  que fazem entrar. Na balança o saldo é obviamente negativo. Porquê? Simplesmente porque sai muito mais por via dos impostos do que entra por via dos benefícios. Em suma, levam-nos o porco em troca de uma chouriça. E a miséria aumenta.

A isto junta-se  a irresponsabilidade que vamos pagar bem caro com as despesas dos gabinetes  e viagens a baterem recordes, com aumentos salariais escandalosos na CML e até deputados assessores de si  próprios, aviando-se dos impostos dos portugueses de forma descarada pouco se importando do sofrimento de algumas famílias para os pagar.  E  enquanto andam refastelados com o suor do nosso trabalho, deixam aumentar os casos de fome de pessoas assistidas por Instituições de Solidariedade. Mas que gente é esta?

Ora não tendo o governo feito absolutamente nada para sustentar a grande despesa que prevê fazer neste OE2018, pergunto a que preço vamos pagar todos estes pseudo-benefícios? Com a mesma fórmula de sempre: dar 10 e OBRIGAR TODOS a pagar 100. Já com o aumento dos combustíveis que foi o maior em 16 anos,  chegamos ao ponto de ver todos os bens de primeira necessidade subir drasticamente, mas não vai chegar. Só restará mesmo esse caminho. Aumentar mais impostos. E o próximo será inevitavelmente o IVA como fez Sócrates que o passou de 20 para 23%. Lembram-se?

A CE já demonstrou que não anda a gostar desta gestão “ao contrário”  levando-a a fazer avisos que ainda caiem em saco roto porque a ganância é mais forte que o sentido do dever. Isto porque estes artistas (sim, são meros actores) estão convictos que conseguirão enganar a UE até ao final do mandato. Depois? Bem depois, quem vier por último que feche a porta. Nada de novo.

O problema é que todas estas políticas de descontrolo financeiro vão doer naqueles do costume que tal como os prisioneiros, terão de aguentar a pena custe o que custar. E pior ainda, verão essa pena agravar-se com o afastamento dos grandes investidores por sermos um país que aumenta mais impostos a quem investe e cria postos de trabalho. Sem falar da novela protagonizada pelo PCP com a AutoEuropa que é seguida mundialmente e nos fragiliza do ponto de vista económico. Ora, quando todo o capitalista der à sola daqui podem sempre juntar-se ao Maduro no seu pedido desesperado por atrair quem invista na Venezuela saqueada por ele próprio, certo? 

Ter paz podre, equilíbrio financeiro fictício, aumento de benesses sociais acompanhadas de uma carga fiscal medonha, não representa melhoria de coisa alguma. Demonstra apenas que se gasta o que não se tem, se promete o que não se pode dar e depois esconde-se a realidade para prolongar a mentira até ao próximo mandato com a ajuda caladinha dos radicais de esquerda que nunca comeram tantos sapos para sobreviver mais um dia no poder.

Os portugueses que se lixem.

Via Blasfémias

Cristina Miranda

 

Resposta ao Inquérito de Louçã

Caro Francisco Louçã, permita-me que depois de ler seu artigo de opinião, no Público (https://blogues.publico.pt/…/2017/11/29/minha-cara-cliente/…) responda ao seu inquérito. Quer mesmo saber a que clientela pertenço?

Pertenço à clientela a quem lhe venderam um “produto” da banha da cobra que chamam de excelência, com pagamento mensal de entrega de mais de 50% dos seus rendimentos em impostos, mas recebe um serviço de porcaria onde tem direito a uma saúde que não presta, uma educação miserável , uma segurança inexistente, uns transportes ineficientes. Que recebe aumentos de pensões, salários, redução de IRS de uns míseros euros para depois deixar centenas deles no supermercado, na gasolineira, renda, gás, luz e água porque o ROUBAM com impostos indirectos em 3 orçamentos de Estado consecutivos.

Pertenço à clientela que ganha legionella numa consulta de rotina, morre queimada numa estrada a fugir do fogo , vive inundada sempre que chove, que é obrigada a pagar IMI de cinzas, come carne crua com E.Coli na escola e vai desta para melhor sem entrar nas estatísticas por ser vítima indirecta. Sou aquela junto de quem se congratulam que dão “topos de gama” mas em concreto não passam de “carroças sem bois”. Que deixa o pêlo e o pelaço do seu suor para lhes alimentar a gula e recebe migalhas para se poder sustentar. Que tem de trabalhar cada vez até mais tarde para que possam ao fim de 15 anitos reformarem-se à nossa conta.

Sou aquela que para pôr comida e pão na mesa tem de trabalhar arduamente porque não lhe cai do céu como no Parlamento. Sou cliente desgraçado que tem 1 “contrato” ruinoso tipo SIRESP com o Estado incompetente, mas não o pode rescindir porque é vitalício. Sou aquela que deixou de ser cliente há muito para ser mero sobrevivente

Sou da clientela que os sustenta enquanto gastam à fartazana, riem da nossa cara, mentem à descarada, porque sabem que uma vez dentro do Parlamento, SÓ o partido os pode tirar dali.

NÃO SOU da clientela que não faz voto de pesar por ver partir um grande empreendedor e empregador no país mas que tem uma overdose de tristeza quando morre ditadores assassinos que condenaram seu povo à fome e miséria. .

NÃO SOU da clientela que não admite riqueza nos outros mas esconde o elevado património do partido, recusa-se a pagar IMI e IVA e muito menos o imposto Mortágua.

NÃO SOU da clientela que passa a vida a defender o sector público mas transporta-se em Porsches e Maseratis, quando tem tonturas vai para o hospital da Cuf, e pôe filhos a estudar no privado. Que come com luxo na cantina do Parlamento pelo preço de uma diária. Que se auto-aumenta 10% todos os anos e repos as subvenções vitalícias. Que nunca moveu uma palha na vida mas vive como um lorde, sem mérito, à conta dos nossos impostos cada vez mais altos. Que emprega toda a família no Estado, faz adjudicações directas aos amigos, dá tachos no Banco Portugal e outros tantos organismos públicos sem concurso

E você, meu caro, de que clientela é?

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Portugal Arrisca Tragédia com Sismos

Há 20 anos que especialistas dizem o mesmo: Portugal vai ser atingido por um sismo. Não sabem prever se vai ser já amanhã, para o ano que vem ou daqui uns anos mais. Sabem apenas que este fenómeno é cíclico e pelas contas feitas ao de 1755, a previsão aponta para o ano de 2018. Mário Lopes, investigador especialista em engenharia sísmica do Instituto Superior Técnico (leia aqui a entrevista completa)já perdeu esperança nos Governos para impedir a tragédia.  Nada de novo num Estado que não protege seus cidadãos senão seus próprios interesses. Mas quanto nos vai custar em vidas esta irresponsabilidade grotesca dos governos? Muitos milhares.

Mário Lopes é peremptório: não se sabe quando, nem com que intensidade, nem tão pouco as consequências de um próximo sismo, mas uma certeza prevalece. Vai ser certamente trágico. Receia a repetição de 1755 porque mesmo que seja de menor intensidade provocará muitas mais mortes porque as zonas de risco estão mais povoadas. Não é preciso um sismo como de 1755 para termos 10 000 a 20 000 vítimas. Factos.

Segundo o mesmo, bastaria o respeito pelo actual regulamento para minimizar os danos. Embora obsoleto com mais de 30 anos, ser aplicado já era bom. Hoje quem não tem consciência pode aldrabar o projecto sem ver consequências. Sabem que fazendo bem ou mal um edifício, é vendido  na mesma.  Mas o maior problema reside nos edifícios reabilitados.  Porque a legislação técnica  prevê que um edifício anterior a 1958, que tinha um grau de  protecção zero na resistência sísmica, não lhe seja aplicada legislação posterior de reabilitação à construção original. Assim, fazem apenas um “peeling” nos edifícios antigos – o que é perfeitamente legal –  que continuam com protecção sísmica igual a  zero. Nesta realidade estão 40% dos edifícios construídos antes de 1960. 

Mário Lopes fez uma proposta ligada aos seguros para que as companhias fizessem seguros indexados à componente de risco sísmico ( nos Açores, por exemplo, está indexado ao crédito habitação). Assim, as pessoas através dos seguros iriam ver o risco da sua construção e isso iria influenciar o mercado valorizando, obviamente, as melhores. Porém, quando isso foi discutido com um governo mandaram-no calar porque isso iria desvalorizar os prédios piores, mostrando uma insensibilidade pela vida humana em detrimento do mercado imobiliário. Depois em 2012 propôs que o reforço sísmico fosse obrigatório em edifícios a partir de certo valor e dimensão. Foi rejeitado.

Os alertas de Mário foram sempre atendidos mas na prática deitados ao lixo. E foram bastantes. O primeiro ocorreu com a governação de  Guterres onde enviou documentação a todos os grupos parlamentares. Mas nada aconteceu. Mais tarde só CDS pegou no dossier e fez um Projecto de Resolução entregue na AR, mas não chegou a ser votado porque acabou a legislatura. Seguiu-se posteriormente o  PCP que pela mão de Miguel Tiago, mudou apenas  o preâmbulo do projecto do CDS – o que prova que o projecto era bom – e o leva a discussão. Demorou 2 anos a ser discutido. Entrou em 2006 na AR mas só foi a votação em 2008 onde todos votaram a favor excepto PS.Foi chumbado. Mário Lopes, mesmo assim, não desistiu e em 2010 volta a pressionar a AR. Com PS  em minoria, é aprovado. Finalmente. O projecto aprovado previa entre outros que o reforço sísmico passasse a ser obrigatório na reabilitação urbana. Mas ironicamente a sua NÃO APLICAÇÃO foi feita pelos mesmos que o aprovaram. Em suma, ficou tudo EXACTAMENTE na mesma.

O poder político devia dar o exemplo ao preocupar-se com os edifícios públicos. Mas o Estado que temos que não se preocupa sequer com os cidadãos foi a correr reforçar a AR assim que lhes foi dito que a parede da sala de sessões colapsaria em caso de sismo. São estes que nos governam:  preocupados com sua pele mas ignorando os restantes 10 milhões de seres humanos desprotegidos e à sua sorte.

Mário Lopes não tem dúvidas que assim que houver uma tragédia sísmica o poder politico vai dizer “que não é altura da caça às bruxas” para evitar que se apurem as responsabilidades (tal e qual como em Pedrógão, lembram-se?). Porém os sismos não matam. O que mata são as construções mal feitas. Segundo este, mesmo com limitações económicas, se tomássemos precauções, mesmo com sismo forte haveria 10 vezes menos estragos e menos vítimas.

Há 20 anos que este especialista diz o mesmo mas sem resultados. Sem decisões politicas para implementar a prevenção, tudo fica igual, ou seja sem protecção. E na situação actual, se formos atingidos por um sismo forte de grandes dimensões, não há  protecção civil que nos valha. Será uma catástrofe. Porque é na prevenção que salvamos vidas. 

Enquanto os governos viverem em negação assobiando para o lado como o fizeram com a prevenção INEXISTENTE para fogos florestais, e nós fingirmos que não nos importamos com isso, a tragédia que foi vivida com incêndios em Pedrógão e 15 de Outubro, multiplicar-se-à brutalmente à custa de vidas inocentes que irão sucumbir nas mãos criminosas de quem nos governa. 

O que está disposto a fazer para mudar isto?

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Carta Aberta ao BE

Cara Catarina, Mariana e Joana,
Depois de tomar conhecimento que vão levar ao Parlamento a legalização da canábis para aprovar antes do fim desta legislatura, permita-me como mãe que lhe GRITE aqui minha revolta. Não compreendo como pode uma sociedade evoluir com esta obsessão em tornar a canábis num produto acessível aos jovens. Como insistem em dizer que é uma droga inócua, como? Em pleno século XXI onde se faz campanhas para uma vida saudável, a comer saudável, a viver saudável, insiste-se em aprovar a livre circulação de canábis, porquê? Tornar futuros adultos em seres adictos é evolução?

Entendo que gaiatas que podiam ser minhas filhas, que saem directamente das universidades e se “profissionalizam” em política, sem  qualquer noção do que é a vida nem da luta diária para se  pôr pão na mesa, proteger e criar filhos saudáveis,  vivam obstinadas por liberalizar esta maldita droga que “faz rir” por nunca ter visto as consequências dela nas pessoas que amam, nem tão pouco ter de se preocupar com isso por não ter filhos. Mas em pessoas que são pais, não! Não entendo nem aceito!

A maldita  droga apesar de proibida circula nas escolas entre os miúdos, que aos 13 anos já têm suas primeiras “experiências zen” em iniciação de drogas ditas “leves”.  E com a porcaria da propaganda falsa constante de que esta droga não vicia, nem sequer se sentem culpados e quem os tenta travar é rotulado de retrógrada. Mas a verdade nua e crua é que depois de experimentar, estes jovens, com cérebros em formação, tornam-se escravos dela. E o que começou por curiosidade e diversão passa a ser necessário sempre que se sentem ansiosos ou deprimidos. Altera-lhes a personalidade, quebra o rendimento escolar, ficam mais agressivos e intolerantes, numa fase já por si complicada. Porque ELA comanda, ELA decide, ELA exige assim que entra uma ÚNICA vez no organismo e estimula o centro do prazer. Ficam  a viver como um “doente” que não passa sem a “medicação” para se sentirem relaxados, seguros, enfim, normais. Isto é evolução?

Claro que a vós não vos preocupa porque vossos filhos quando os têm vão para as melhores escolas privadas  do país longe desta realidade. Não serão os ratos de laboratório das vossas brilhantes experiências.

Porque a legalização que querem da canábis não passa  dum acto egoísta dos adultos que acham que as drogas recreativas são um direito e por isso esquecem (porque assim lhes convém), o mal que espalham nas sociedades vindouras.

Um jovem consumidor será  no futuro um adulto comandado por uma substância que lhe vai roubar o orçamento doméstico  e ainda  o tornará  menos saudável.

Querem acabar com o problema dos traficantes? Transformem a canábis em medicamento acessível nas farmácias  mediante prescrição médica e o problema deixa de estar nas ruas.

Mas liberalização, não!

Via Blasfémias

Cristina Miranda

 

A opinião de cada membro do PortugalGate é de sua responsabilidade. Somos um Blog plural, todos pensamos diferente.

O Lugar das Drogas é nas Farmácias

Droga é sempre droga. Podem designa-la por leve, pesada ou até “light” como agora é moda. Mas droga é sempre droga. E drogas sem controlo, matam (veja aqui este médico). É preciso acabar urgentemente com esta irresponsabilidade dos Estados que ajudam a difundir informação FALSA (seguindo a cartilha do multimilionário Soros) de que consumir canábis para fins recreativos não tem mal algum (porque é droga “leve”) e que a liberalização é imperiosa para acabar com o tráfico e as máfias. Mas se assim  é como explicam que a Holanda esteja agora a braços com os  turistas da droga que fez aumentar o narcotráfico nas ruas dos coffee-shops e o Colorado que passou a ser destino dos toxicodependentes de todo o país?

Outra falácia para vender a teoria é que a proibição aumenta o problema. Então porque não é problema na Arábia Saudita? Também se vende a ideia falsa que na Holanda a droga foi despenalizada e é livre quando na verdade continua ILEGAL nesse país sendo apenas tolerada em espaços autorizados mas com leis rígidas. Por exemplo, cafés não podem vender mais de 5 gramas por pessoa/dia. Fora disso, produzir, possuir, vender, importar ou exportar é PROIBIDO.

O lugar das drogas é nas farmácias e com prescrição médica. Porquê? Porque não existem drogas inócuas. A famosa canábis,  que todos querem ver circular livremente em nome da liberdade individual tem implicações sérias a vários níveis (não só individuais) que não podem ser descuradas.

A nível pessoal o seu consumo regular provoca inibição de espermatzóides no homem e ovulação na mulher; os filhos das mulheres consumidoras podem apresentar problemas comportamentais; produz alterações na resposta imunológica; bronquite e asma; alterações da personalidade; favorece o aparecimento de doenças psiquiátricas; aumenta risco de psicoses; interfere negativamente na memória e concentração; ideação suicida; dificuldades no relacionamento interpessoal; esquizofrenia; perigo de AVC; alteração do centro de prazer que passa a satisfazer-se só com haxixe; propensão a consumir drogas pesadas . Que tal?

A isto tudo vem outra afectação: a familiar. Sim, as pessoas não vivem sozinhas. São filhos, pais, marido… São pessoas integradas numa família que vai sofrer com as mudanças. Mudanças que o próprio consumidor nunca assume nem vê. Porque de facto, acredito mesmo que não se aperceba das transformações que sofre. Ah! mas muda e de que maneira. Não de forma brusca mas sim progressiva. De um indivíduo calmo passará a ansioso, irritadiço, intolerante, agressivo e pior, permanentemente insatisfeito (se já for agressivo torna-se ainda mais agressivo). Porque a satisfação só se sacia quando “enche a cabeça”. A frustração ou ansiedade só acaba quando “enche a cabeça”. E passa a ser um indivíduo que só normaliza sob o efeito da dita. Mas os problemas não acabam aqui: o orçamento doméstico leva um rombo todos os meses. Porque é preciso ter a “cabeça sempre cheia” para poder viver com normalidade. E isso fica extremamente caro. Porque a maldita, que ao início fazia efeito só com uma dose, com uso regular precisa de muitas mais para produzir os efeitos desejados. E os problemas  financeiros começam a aparecer. Com alguma sorte não manda seu casamento às urtigas.

Se pensa que os problemas acabam aqui, desengane-se. O consumo regular da canábis afecta também socialmente o indivíduo provocando nele instabilidade. As alterações de humor súbitos vão notar-se no trabalho, entre amigos ou qualquer lugar público onde actos mais irracionais serão atribuídos a carácter forte ou se quiserem, feitio difícil. Mas na realidade é o processo degenerativo em marcha da personalidade.  Quem viveu ou vive com alguém que consome sabe muito bem do que falo. Com alguma sorte não fica sem emprego.

É com o exemplo que se educa. Se liberalizarmos a canábis estaremos a dizer aos nossos jovens erradamente que não tem mal nenhum consumir pois até o governo a autoriza. Os pais perderão a autoridade quando confrontarem seus filhos com os malefícios da droga  porque responderão: “Qual é a cena pai? se fizesse mal não era autorizada. Tu é que és preconceituoso”.  E depois só serão mais uns como Isabel Moreira (veja-a aqui drogada no Parlamento) a irem para o trabalho ou escola ganzados, “na boa” porque é legal. Só mais tarde quando a saúde e dinheiro  faltar, porque vai faltar, verão o erro mas tarde de mais (veja aqui a opinião de um psicólogo).

Tirar o poder aos traficantes e dá-lo aos governantes para  que possam estimular o comércio do consumo e retirar dividendos com impostos, é o mesmo que traficar. Só muda os agentes. Não sendo o Estado pessoa de bem (já o comprovamos com corrupção, compadrios, tráfico de influências etc.,) que garantias teremos que para alimentar o monstro do sector público não faça crescer o negócio para ver aumentados os impostos e assim viver à conta da desgraça do viciado em canábis?

A canábis é uma substância psico-activa extremamente nociva como o álcool. Por isso o caminho é antes de tudo a prevenção na informação sobre a VERDADE desta droga como se fazia no meu tempo de docente em que a REMAR dava sessões de esclarecimento aos jovens, nas escolas, com testemunhos REAIS de ex-toxicodependentes. É colocar todos os organismos estatais a formar para a saúde e vida sem drogas. É autorizar o cultivo apenas medicinal da planta para uso interno e exportação e o resto estritamente confinado às farmácias que só disponibilizam mediante receita médica acabando com a especulação de mercado. É ter controlo, qualidade e fiscalização apertadas. Com o produto a preço acessível o crime organizado definha até desaparecer por falta de procura. Alguém duvida?

Porque defender drogas sem prescrição é defender a dependência aniquilando por completo a liberdade do indivíduo que passa a ser prisioneiro da sua própria liberdade.

É preciso pensar seriamente nisto antes de cometer os mesmos erros que os outros países pseudo-liberais.

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Em abstracto Temos Direitos

Em abstracto todos as pessoas do Mundo deveriam ter direito a um bom salário com boas condições de trabalho e com período laboral reduzido. Porque as pessoas não são máquinas, têm vida pessoal e prazo de vida. Logo, a actividade profissional não deveria absorver a maior parte da sua existência nem ser escravizante. É para isso que uma sociedade deve evoluir. Porém, em concreto isso ainda não é possível. Porquê? Tão somente porque somos governados por um bando de incompetentes.

Os professores  estão em alvoroço por causa dos congelamentos de salários. Têm razão? Sim. Primeiro porque foi-lhes dado o direito às progressões automáticas, um sistema errado, injusto e inconstitucional (quem terá sido o idiota a inventar isto?), mas a culpa não é deles. Depois porque tendo sido congelados por Sócrates em 2011, foi-lhes dito que o país agora estava a crescer e que a austeridade acabou. Logo, se o país nunca esteve tão bem economicamente, não se percebe a razão de manter congelamentos, certo? Pois. Mas a verdade é que a Geringonça (que nome mais bem atribuído a este bando de incompetentes) MENTIU, mente e continuará a mentir sobre a real situação do país. E na verdade NÃO HÁ QUALQUER FOLGA ORÇAMENTAL. Há um alívio nas contas por via de uma economia que está a crescer graças essencialmente ao turismo que ironicamente querem matar. Só isso. Ora, se em simultâneo se aumentou colossalmente a dívida pública sem fazer nenhuma reforma estrutural séria, esse crescimento não só foi absorvido pelas dívidas como não chega “a meia missa”. Resultado: aumentamos as nossas idas aos mercados para pedir dinheiro… emprestado! Como é que se pode prometer benesses ao sector público com dinheiro dos outros e não com a riqueza criada? Em  abstracto, pode. Em concreto, não.

Se em vez de se governarem a eles próprios, governassem em prol do bem comum, facilmente se conseguiria uma sociedade mais equilibrada e justa, do sector privado e público, em termos laborais. Bastaria que o Estado em vez de perseguir quem cria riqueza, regulamentasse no sentido de estimular as empresas a investir em melhores condições de trabalho e salários. Como? Ora tão simplesmente oferecendo grandes contrapartidas fiscais a quem investisse na qualidade de vida dos seus trabalhadores e penalizadoras a quem seguisse caminho inverso. Assim, criavam um sistema de REDUÇÃO fiscal para contratação de pessoas seniores, para criação de espaços de lazer nas empresas, para redução de horários, transporte, cantina, prémios,  para salários acima do mínimo nacional, para contratação de pessoas deficientes e por aí fora. Por cada benesse introduzida no plano laboral, as empresas poderiam ver seus benefícios fiscais aumentar significativamente e assim, não hesitariam em apostar na qualidade laboral. Porque é sabido que quanto mais satisfeito estiver o trabalhador, mais produtivo é, com maior qualidade de serviço e mais comprometido com a empresa. Exemplos? A Google. Mas há muitos mais em menor escala. São factos. O problema é que para isso ser possível  teria de reduzir o sector público e isso não convém aos interesses instalados.

Ora se o Estado não produz riqueza não pode prometer o “céu e a terra” com o dinheiro privado arrecadado sem reformas profundas. A contenção deve ser a palavra de ordem porque está a gerir impostos arrancados ao orçamento doméstico e empresarial privado. Assim, como se explica que haja progressões automáticas? Como se pode permitir que pessoas sejam premiadas só por ter estado de corpo presente no trabalho? Como pode autorizar que os maus trabalhadores obtenham o mesmo prémio que os bons?  Isto é má gestão dos dinheiros públicos porque dá prejuízos avultados. Premiar a inércia não é economicamente viável. Logo constitucionalmente nunca deveria ser permitido.

Tal como em tantas outras coisas, a verdade é que se alimenta esta clientela a troco de votos atropelando a ética, a razoabilidade e responsabilidade governativa. Depois não se entende porque não há dinheiro para ter bons serviços públicos, para estimular a economia e o investimento. Se quase tudo que se colecta de impostos (ainda por cima elevados) são para alimentar o monstro do Estado, enfadonho e ineficaz, onde sobra para construir uma sociedade justa e com qualidade de vida? Em abstracto, sobra. Em concreto, falta.

Com um Estado que não reestrutura o sector público, que o deixa crescer incontrolavelmente, com regalias inesgotáveis e ainda a deixa seus milhares de funcionários progredir sem mérito, o país está condenado à miséria à boa maneira socialista/comunista.

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Empreender em Portugal? Só por Masoquismo.

É pró-activo? Tem uma boa ideia e vontade de criar negócio próprio? Então prepare-se para sofrer todos os dias 24h sobre 24h para aguentar sua empresa. É isso mesmo. Ser empreendedor em Portugal não é para fracos. Além de capacidade física para superar tudo o que lhe espera, gosto desmesurado pelo sofrimento, terá ainda de preparar os bolsos para os assaltos fiscais. É que por terras lusas só quem for masoquista, aguenta.

O sofrimento começa logo na constituição do seu negócio. Vão-lhe exigir tudo e mais alguma coisa. Papeis, papeis e mais papeis, burocracias aqui, mais burocracia ali. Se a sua ideia por exemplo for a criação de um espaço para criar animais ou abrir um talho ou indústria, saiba que as instalações que lhe vão exigir serão mais controladas que o Hospital Francisco Xavier. Ah! pois… Ou pensa que é só chegar e construir com qualidade um espaço? Naaaa… Isso é que era bom. Vai ter um sem fim de pareceres e vistorias de várias entidades pelas quais terá de esperar, esperar, esperar… Com alguma sorte, ao fim de um ano terá o alvará na mão. Repito: com alguma sorte.

Depois, começa a batalha das contratações de pessoal. Se pedir ao Centro de Emprego, é garantido que lhe vão enviar muita gente. Mas prepare-se. Porque só por milagre conseguirá toda a mão de obra que necessita e de qualidade. Porque a maioria, com subsídio de desemprego, não vão querer prescindir da sua prestação social para o aturar todos os dias das 8h às 18h. Só com a despesa que lhe vai dar de transporte, vão-lhe fazer um manguito alegando que o salário inicial que lhe quer dar, não compensa(em comparação com o subsídio). Claro que lhe vai dizer que esse salário poderá vir a aumentar consoante o desempenho demonstrado. Mas isso de pouco lhe servirá porque essa malta, habituada a ter tudo pelo Estado sem fazer nada, só aceitará com proposta que garante “salário alto, muitas regalias e poucas obrigações”.

Se conseguiu sobreviver a estas duas etapas sem desistir pelo meio, então já é um grande resiliente e está pronto para enfrentar o próximo GRANDE desafio: o assalto fiscal. Pois é. Por ser empresário será o alvo preferencial de toda a classe política que o vai ver como presa fundamental para alimentar a gula do Estado. E acredite que são mesmo famintos. Se o governo que estiver no poder for social democrata vai ser comido aos bocadinhos que é para não aleijar muito e poder continuar a alimentá-los. Com impostos indirectos e directos, vão lhe roubar mais de metade do seu rendimento mas vão fingir com pequenos apoios que o ajudam a manter-se de portas abertas e prolongar a sua morte lenta. Mas se for socialista/comunista prepare-se para ser devorado com uma dentada só. É que estes últimos detestam a sua classe e só vão sossegar quando conseguiram sugar-lhe tudo quanto tem. Atrás do aumento de um imposto virá mais outros tantos criados no momento para ir buscar mais e mais dinheiro a quem o tem acumulado. Porque poupar é pecado capital. Se o seu negócio não aguentar e morrer a seguir, pouco lhes importará. Depois de ficarem com a riqueza que criou, vão obrigá-lo a tornar-se dependente do Estado para que assim se torne mais controlável e não venha a ter mais poder que eles no governo, entendeu?

Vá… mas não desanime. Ser empreendedor em Portugal é um grande desafio de uma vida. Daquelas experiências inesquecíveis do tipo escalada ao Evereste que põe à prova os limites do ser humano.  Só os muito resistentes lá chegam mas quando chegam tem um sabor a vitória que em nenhuma parte do Mundo é igual.

Via Blasfémias

Cristina Miranda

Que Tal Fazerem à Geringonça uma Reportagem Igual à do Trump?

A SIC quando resolve trabalhar para o sistema é um espectáculo! Consegue transformar a mais reles das governações no melhor sistema político jamais alcançado em Portugal. Como? Ora, fazendo uma reportagem falando SÓ nas supostas coisas boasIGNORANDO por completo as más. Mas não usa esta fórmula para todos. Se fosse o anterior executivo a fazer estes assassinatos políticos e económicos, a reportagem aos 2 anos de governação geringonça feita por esta TV, teria a abordagem que teve a do Trump: só com os  aspectos negativos. Alguém duvida?

Quem viu a reportagem de um ano de governação do Trump feita pela SIC não ficou indiferente ao facto de apenas se fazer uma abordagem ao que correu menos bem. É verdade! Não se falou na economia dos EUA que disparou para valores astronómicos nunca vistos; no menor desemprego de há 16 anos, nas empresas a regressarem em força; na redução de  20% dos combustíveis; no combate eficaz ao DAESH com mais avanços que em 8 anos; nas relações cordiais com a Rússia, essenciais à paz mundial (quem não se lembra da temível Guerra Fria que só terminou com Reagan e Gorbachev); na 3ª guerra Mundial que não ocorreu; na diplomacia internacional que ele soube gerir apesar de se temer o contrário; o rasgar de acordos onde  denunciou a falácia da protecção do ambiente dos países aderentes que continuam a ser os mais poluidores;  o brilhante discurso na ONU (vejam-no por completo aqui) , politicamente incorrecto, com grandes verdades incómodas, onde denunciou a hipocrisia deste organismo. Não. Fez-se uma reportagem onde só se enaltece os aspectos negativos (que os há, claro), se exige muita obra já feita, comparando um ano de governação a quase uma década do anterior. Isto é jornalismo?

A Geringonça, pelo contrário, em reportagem, teve direito a tratamento VIP. Não se falou num governo que começou com a entrega à borla do BANIF ao Santander só para assegurar um empréstimo ao Estado; não se falou do decreto feito na calada da noite para favorecer os banqueiros da CGD dispensando-os de entregar declaração de rendimentos; não se falou do boicote ao inquérito da CGD para que fosse arquivado; não se falou dos inúmeros assessores e adjuntos sem habilitações; não se falou do aumento em mais de 1000 boys e aumento de despesa dos gabinetes em 11%, em relação ao anterior executivo; não se falou da substituição das chefias da ANPC por boys   professores, advogados e outros profissionais sem qualquer experiência em fogos; não se falou na falência do Estado com as mais de 100 mortes encurraladas à sua sorte em fogos florestais; não se falou na vergonha do armamento furtado em Tancos cujos contornos são patéticos; não se falou nas mortes por  legionella em hospital público; nas refeições podres das cantinas escolares; das listas de espera em hospitais falsificadas; dos OE de 2016, 2017 e 2018 carregados de impostos indirectos que provocaram a maior colecta de sempre esvaziando os bolsos dos portugueses; da memorável Mariana que disse que era preciso buscar dinheiro a quem acumula dinheiro; das contas marteladas para o défice à custa de cativações e medidas pontuais; da falta de vergonha deste governo em não assumir responsabilidades sobre nada; das mentiras compulsivas e sucessivas de Costa; na dívida que desde a entrada deste governo SÓ subiu, continua a subir e está a atingir limites incomportáveis. Não. É só coisas boas…

É uma reportagem tendenciosa que enaltece uma paz social podre à conta de sapos engolidos pela extrema esquerda que não quer sair do poleiro sem deixar as sementes todas espalhadas pelo sistema  para que possa dar continuidade aos seus ideais comunistas. Um milagre da estabilidade falsa como Judas à base de muita hipocrisia que já  custou ao BE e PCP parte do eleitorado. Uma reposição de rendimentos mentirosa porque só abrange os mais ABASTADOS DA FUNÇÃO PÚBLICA  e nem esses escapam aos aumentos colossais de impostos indirectos que lhe roubam esses rendimentos sempre que saem de casa para o trabalho ou para o supermercado.

Quando a SIC se presta a um serviço de informação miserável, incapaz de o fazer com isenção e verdade, não está a fazer jornalismo. Está a fazer propaganda.

Querem mostrar isenção? Façam uma reportagem à Geringonça igual à do Trump. E tenham a coragem de ser honestos.

Fica a dica.

Via Blasfémias

Cristina Miranda