Também quero quotas “raciais”para gente como eu

Desde que me conheço que luto arduamente para ter alguma coisa na vida. E quando digo arduamente é mesmo isso. Nada me foi facilitado. Se quis “independência” cedo,  tive de me agarrar ainda com 16 anos a um trabalho nas férias da escola numa fábrica. Se quis seguir estudos, tive de concluir o secundário à noite enquanto de dia “comia pó” a carregar camiões. Se quis depois entrar para o superior tive de estudar como o caraças para ter boa média. Se quis depois concluir o curso, tive de trabalhar até às 17h/18h e seguir directo de Ponte de Lima até ao Porto para assistir às aulas que podia, ficar muitos fins de semana fechada em casa a “marrar”  para as frequências e mesmo assim aguentar com as frustrações de não passar a inglês (apesar do meu 16 no secundário) só porque era uma cadeira que não podia frequentar por chegar sempre tarde. Mesmo assim, não desisti e com mais um ano  em cima pelas dificuldades criadas por certos professores, lá concluí o curso.

Mas a saga não acabou aqui. Se quis dar aulas tive de ter boa média para ficar bem colocada. Se quis mudar para gestão de empresas tive de sobreviver a um mundo maioritariamente de homens que por ser novinha (com 25 anos) e mulher, punham em causa as minhas capacidades  dificultando todos os meus passos, obrigando a uma maior afirmação que qualquer outro mortal para conseguir objectivos. Se quis depois empreender tive de ir buscar coragem ao diabo para fazer frente a todos os lobbys que se atravessaram no meu caminho para me atirar borda fora daquele ramo de actividade. Se quis recomeçar tudo de novo e renascer das cinzas,  depois de uma luta desigual contra interesses instalados, tive de vestir uma bata para limpar casas, passar a ferro para fora, guardar crianças e idosos porque aos 40 somos velhos demais  para trabalhar e ninguém nos quer.

Porque ser branco, mulher/homem, de meia idade, de estrato social baixo, sem grandes apelidos, sem conhecidos em lugares importantes, heterossexual, com carro de baixa cilindrada com cerca de 20 anos,  não dá quotas de borla e impede que consigamos sequer um lugar na política – onde prospera gente sem competências nem conhecimentos do  país real apenas dotados de currículos académicos extensos e pomposos – cujo o status quo é mais importante do que qualquer experiência  profissional comprovada no terreno.

Se é para estabelecer quotas raciais por que motivo nós os remediados deste país que contam tostões ao fim do mês por não ter “amigos” influentes, sem cor na pele nem tendências sexuais da moda, não podemos também ter o privilégio de deixar de ter de lutar como mouros  por aquilo que desejamos?

Diz o artigo 13 da nossa Constituição:

Artigo 13.º – (Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Como podem estes pseudo-políticos atropelar os direitos previstos na nossa Constituição sobre igualdade? Quando impomos quotas estamos claramente a colocar grupos em situação privilegiada em detrimento de outros sem qualquer respeito pelo mérito. E isto é  racismo.

Não há lei nenhuma neste país que impeça que qualquer indivíduo alcance o que quer que seja pela sua condição.  Por isso cabe a cada um lutar por conseguir o que deseja na vida. Se não for bem sucedido não é por causa cor da pele porque se assim fosse, António Costa não era ministro de Portugal; Van Dunem não era ministra da Justiça; Mamadou Ba não se sentava no Parlamento a viver do erário público; Narana Coissoró não tinha sido deputado; a candidata negra do LIVRE não se tinha formado na universidade; não haveria pessoas de todas raças e etnias a estudar no superior;  Hirondina Costa, uma  habitante do Jamaica que tenho a honra de conhecer, não seria uma profissional de sucesso completamente integrada na sociedade com dois estabelecimentos comerciais. Algum destes precisou de quotas para chegar mais longe do que muitos de nós? Não. O que impede realmente alguém de subir na vida é sua determinação, sua vontade e para voos mais altos, seu estrato social (infelizmente). Mais nada.

Anda-se a inventar um país racista que nunca o foi só para legitimar a acção de associações pouco transparentes e com legalidade dúbia, agremiações de antifas (anti-fascistas) perigosos debaixo de uma capa partidária que faz perseguição criminosa por divergência de opinião. Eles alimentam-se destas agendas e não perdem uma oportunidade para as intensificar. Porque é disso que vivem. (Veja aqui neste vídeo o próprio Mamadou a afirmá-lo.) 

Foi o caso do artigo de opinião Fátima Bonifácio. Por que razão a primeira não pode ter liberdade de expressão e tem de ser crucificada na praça e  em relação à instigação ao ódio   e violência – clara e inequívoca –  de Mamadou e as Mortáguas contra os bófias, os tugas, os nazis imaginários e pedido de  morte ao Bolsonaro, já pode ao abrigo da liberdade de… expressão? Mas voltamos ao fascismo, é isso?

Sobre liberdade de expressão diz nossa Constituição:

Artigo 37.º – (Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de se informar, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficarão submetidas ao regime de punição da lei geral, sendo a sua apreciação da competência dos tribunais judiciais.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta.

Quando tentamos silenciar opositores e não olhamos a meios para o conseguir, não restam quaisquer dúvidas que não se trata de um Estado de Direito mas sim o princípio claro  de  instauração de uma ditadura.  Com as quotas raciais  o princípio é exactamente o mesmo.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal

Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?

Acontece que a direita nunca governou em Portugal.   Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.

Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um  “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e  justiça.

O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.

Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor  uma ditadura de minorias.

Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito  real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde:  todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos;  há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria,  não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado  totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos  investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História.  Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.

É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente  da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política,  capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos,  habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género  nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e  não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.

A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos  nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.

A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam.  E essa Direita ainda não governou em Portugal.

Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Já foi consultar os seus descontos na Segurança Social?

Recebi uma denúncia muito grave. Nada porém que me surpreendesse não fôssemos nós governados por um bando de salafrários peritos em aldrabice. Um cidadão descobriu acidentalmente que em 2018 foram subtraídos valores aos seus descontos. Ou seja, entre os valores reais das remunerações auferidas declaradas e os valores lançados na Segurança Social para cálculo de reforma, há uma diferença substancial que desapareceu misteriosamente. Está perplexo? Aqui vai a prova toda.

Contabilista de profissão, este cidadão por norma consulta a base de dados da Segurança Social para acompanhar os seus descontos. Mas alertado por uma notícia do Correio da Manhã, que denunciava  que estavam a “roubar” no cálculo das reformas,  resolveu consultar o seu conta-corrente tendo detectado imediatamente que algo de errado se passava: em 2018 o valor total  das remunerações era inferior ao real. Ligou para a Segurança Social Directa e a funcionária que o atendeu ficou toda escandalizada, porque as notícias do Correio da Manhã eram falsas, que o que havia era um atraso no lançamento das contribuições e assim sendo,  não havia erro nenhum apenas um “atraso” por falta de pessoal, uma vez que esses movimentos eram lançados… manualmente(??) – afirmou ela. No decurso da chamada a funcionária corrigiu os valores para os correctos e recomendou “sair” e “entrar” outra vez no site. Por “magia” ficou resolvido: o extracto de remunerações e o valor para cálculo da reforma ficaram iguais. Este suposto “lapso” representou um sumiço de 30% do valor acumulado para a reforma. Acontece que o argumento justificativo para esta situação é falso: a comunicação das remunerações é automática via internet.

Porém uma dúvida assombrou-o: “será que foi só comigo?”. Resolveu então verificar um a um todos os seus clientes. E foi aí que percebeu a dimensão do “erro”: todos eles sem excepção, tinham valores subtraídos de cerca de 30% nas remunerações de 2018. Todos. Para o comprovar, enviou-me só alguns casos de contribuintes lesados, identificados com as letras de A a G:

Beneficiario A NISS 1133….326

Beneficiario B NISS 1121….302

Beneficiario C NISS 1133….525

Beneficiario D NISS 1009….415

Beneficiario E NISS 1105….132

Beneficiario F NISS 1009….801

Beneficiario G NISS 1009….801

(Verifique também sua situação contributiva: entre no site da Segurança Social Directa e siga estes passos: pensões; consultar remunerações anuais declaradas por empregadores; simulador de pensões; simulação automática; obter os salários que contaram para esta simulação ou dirija-se pessoalmente à Segurança Social).

Como não poderia deixar de ser, fui também consultar o meu extracto na Segurança Social Directa e pasmem-se, também fui contemplada com este estranho sumiço em 2018: desapareceu-me 33% do valor de remunerações desse ano. Exactamente a mesma percentagem que todos os outros lesados. 

Ora se em 2018 éramos cerca de 5,2 milhões de contribuintes,  todos com subtracção de cerca de 30% do valor total das remunerações declaradas, vejam quanto dinheiro o Estado  “poupou” ilegalmente nas nossas futuras reformas sem o nosso conhecimento. 

Se juntarmos a isto o atraso significativo no pagamento de reformas como refere a Provedora de Justiça no Jornal Negócios: “O problema tem sido agudizado exponencialmente nos últimos tempos”, referindo-se, em particular, à concessão de pensões, com pessoas a esperarem mais de um ano pelas suas reformas, temos mais umas inovadoras cativações de Centeno, o mestre dos malabarismos contabilísticos, para impedir a saída, antes do final de ano, de dinheiros dos cofres do Estado e assim evitar estragar o défice que se prevê

“baixinho”. Pois, pudera, também eu faria um brilharete destes se deixasse de pagar minhas despesas obrigatórias todos os meses e ainda desviasse dinheiro.

Não estou nada surpreendida com esta descoberta. Nada. Estou isso sim preocupada com aquilo que ainda não sabemos e que por estar ainda escondido de nós,  cidadãos, podemos já ir tarde para os solucionar. 

Isto é um país governado por vigaristas. Foi esta a herança deixada por um 25 de Abril mal feito que permitiu esta corja penetrar  no Parlamento.

Por isso hoje, não se esqueça de usar a sua “liberdade conquistada”  para ir ao site da segurança social e verificar se também foi  “premiado” –  por ter aplaudido, apoiado e votado  nestes piratas que Abril nos deixou – com um sumiço misterioso nos valores declarados das suas remunerações para contagem de reforma.

Reclame já antes que seja tarde

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Senhores políticos, trabalhem vocês até morrer!

Não custa nada ser político e sentadinho no seu gabinete com ar condicionado, mobiliário ergonómico,  todo aperaltado com muito conforto e mordomias, decidir mais umas medidas austeras  sobre os destinos dos desgraçados dos portugueses que os sustentam. Não há dinheiro para cobrir o aumento da despesa pública? Afoga-se o contribuinte de impostos. Há défices crónicos por  má gestão pública? Afoga-se o desgraçado ainda mais em impostos. Há défice na Segurança Social? Põe-se o contribuinte otário a trabalhar até morrer! Isto é socialismo!

É demais. Andamos há anos nisto. O pesadelo parece não só não ter fim como se adensa a cada ano que passa. A idade efectiva da reforma que era em  1980 de 62 anos,   em 2013 passou  a 65 anos; em 2014 e 2015 a 66 anos; em 2016 a 66 anos e 2 meses; em 2017 a 66 anos e 3 meses; em 2018 para 66 anos e 4 meses; agora em 2019, será a 66 anos e… 5 meses!! Isto já é real e só no mandato da Geringonça, já contamos com 4 desses aumentos. Eis o que nos espera se não retirarmos o socialismo dos destinos dos portugueses:

ECO
Fonte: (Fonte Jornal Eco)

O cidadão não tem culpa das irresponsabilidades governativas de todos os que passaram pelos governos. Não têm! Trabalhou, descontou e confiou no Estado. Quem cuida da gestão desse dinheiro é que tem muita responsabilidade pelo estado das contas da Segurança Social.

Porque não foi o contribuinte que investiu em fundos especulativos como denunciou o Observador: ” O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), onde se concentra o dinheiro que pagará, no futuro, as pensões, perdeu 18,6 milhões de euros devido à falência de um dos principais investidores, a Finpro, diz hoje o Correio da Manhã na sua edição impressa. A empresa era, de resto, uma das maiores devedoras da Caixa Geral de Depósitos, que com a falência da Finpro perde igualmente uma quantia considerável de 23,8 milhões de euros, já que detinha 17,2% da empresa. O FEFSS detinha 10% da Finpro, daí ter perdido menos do que o banco.”

Também não foi o contribuinte que determinou que houvesse políticos a receber reformas vitalícias ao fim de 8 anos de “serviço” que vão custar em só 2019, 7,17 milhões. Apesar desta medida ter sido revogada em 2005, não teve efeitos retroactivos o que permitiu uma corrida às pensões dos que já tinham 8 anos acumulados até 2005 (inclusive). Segundo o DN “(…) em 2009, com as reformas de 383 deputados foram gastos mais 3,5 milhões de euros (um total de 8,5 milhões de euros) do que com os 22 311 pensionistas que ocupavam o então escalão mais baixo de reforma (até 227, 39 euros).” Neste grupo  estão não só deputados, mas também presidentes de autarquias que a podem requerer. Contam-se 117 presidentes de câmara com este “direito”. Há ainda políticos a acumular estas subvenções vitalícias com outras pensões que recebem de organismos públicos e privados.  A lista é extensa e continua a crescer por efeito retroactivo. Em 2016 eram 330 nomes mas  agora não podemos saber quantos são porque  o Governo de António Costa continua por decisão unilateral a esconder a lista.

Nem tão pouco é culpa do contribuinte haver reformas milionárias para as quais não houve total cobertura com contribuições. Reformas obscenas suportadas também  pela Segurança Social.

Muito menos é culpa do contribuinte a Segurança Social ter pago 4 milhões de euros em pensões de sobrevivência e de direito próprio a beneficiários já falecidos há mais de 10 anos ou  dar subsídios a quem não precisa deles.

Portugal é dos países mais defraudados que existe nesta Europa e só não está pior porque anda ancorado à UE. Vive na ilusão de que é “rico” e “próspero” quando na verdade não aguenta sequer uma “constipação” financeira. Por isso temos ao contrário da insultuosa  propaganda socialista, as contas viradas do avesso que penalizam sempre os mesmos: o povo indefeso.

Não é a idade da reforma que tem de subir. É a gestão da Segurança Social que tem de ser reestruturada. De raiz. Acabar com um sistema que permite ser politizado, roubado, saqueado por outro transparente,  mais  justo e eficaz que assegure o seu propósito: devolver em fim de vida o dinheiro entregue pelos contribuintes e dar protecção social, sem criar dívida para as gerações seguintes. 

A Suécia, como informa a FMS,  “é um sistema de repartição como o nosso. É pago pelas contribuições dos trabalhadores e empregadores, mas a pensão é calculada como se estivesse num PPR virtual”, explica Amílcar Moreira. O sistema assenta em contas nocionais – não é possível saber hoje o nível de pensão que se terá no futuro – e integra três pilares: uma pensão-base, para a qual se contribui; uma pensão garantida que complementa a primeira quando esta é demasiado baixa; e uma pensão premium, privada, de carácter obrigatório.” Aqui, cada um receberá não mais nem menos do aquilo que pagou ao longo da sua vida. É uma pensão de velhice em função da esperança de vida da geração a que pertencem e é calculada com base numa taxa de contribuição fixa e nos salários auferidos, pela remuneração anual das contas individuais a uma Taxa Interna Retorno do sistema (nocional). As pensões são actualizadas automaticamente  e de forma igual para todos. Apesar da natureza individual são regimes de seguro social de protecção contra os riscos de velhice, morte e invalidez. O sistema pode ser complementado desde que  asseguradas por fontes de financiamento externas para não criar dívida às futuras gerações (Fonte artigo de Jorge Miguel Bravo no Público)

Este sistema  já é adoptado também pela  Polónia, Letónia, Noruega e Itália bem como muitos outros países e assegura  equidade intergeracional e sustentabilidade financeira.  Ora, por que razão Portugal, governado desde sempre pelo socialismo e social democracia, foge a sete pés de um sistema que permite justiça, equidade e fim do endividamento? Simples: porque não permite eleitoralismos e populismos à conta da Segurança Social.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Sócrates também anunciou o “melhor” défice da democracia portuguesa

As patranhas à volta do défice voltaram. Costa diz que é o “um resultado histórico e virtuoso”. Centeno afirma que “é uma conquista desta legislatura”,  que “Portugal conseguiu virar a página da austeridade” e que “as profecias da direita falharam”.  Ambos estão em êxtase e vangloriam-se deste valor – 0,5% do PIB. É impressão minha ou já vivemos este filme com a mesma histeria nos anúncios de  Sócrates a poucos passos de uma bancarrota ?

Se visse seu vizinho que ganha o salário mínimo, cheio de dívidas, a comprar um Lamborghini, a fazer férias no Mónaco, a dizer que está cheio de dinheiro o que pensaria? Certamente diria que o tipo é um mentiroso, que jamais poderia ter aquele nível de vida se não se endividasse até ao pescoço e fizesse ainda calotes a toda a gente, certo? Então porque teima em acreditar que este magnífico défice feito às custas da falência técnica de todo um país com a suspensão dos pagamentos, cativações,  retenção das pensões dos nossos emigrantes e aumento  de impostos nunca vistos desde 1995, é verdadeiro?

O país está um caos. Os comboios estão a cair aos bocados; nos hospitais e escolas falta tudo; as estradas, pontes, viadutos, edifícios públicos estão  a ruir; a (des)Protecção Civil  mata em fogos florestais por via da colocação de “boys”sem qualificações e meios obsoletos; a polícia não tem gasóleo nem carros em condições sequer para fazer rondas; os transportes públicos são suprimidos por falta de manutenção;  a emigração é  elevada; o endividamento das famílias aumentou; a poupança caiu.

Se tudo o que foi varrido para “debaixo do tapete” fosse colocado nas contas do défice, teríamos um valor muito superior a 3-4% mas a UE permite cosméticas no apuramento do défice. Malabarismos contabilísticos que fazem com que possam levar umas despesas ao défice e  outras já não. É o ilusionismo do costume que fez e faz de nós grandes aldrabões profissionais na Europa. Foi assim com esta marosca  toda, que aderimos ao euro. Lembram-se?

Como pode uma dívida pública estar constantemente a subir e o défice ser historicamente baixo sem manipulação de números contabilísticos? Façamos um exercício simples: você em casa tem um desequilíbrio financeiro. Suas despesas são maiores que as receitas. Para equilibrar esse défice o que faz: 1. pede um aumento ao patrão? 2. tenta fazer mais entradas de receitas com horas extra ou um part-time  aos fins semana? 3. corta nas suas despesas que não são de primeira necessidade? 4. deixa de fazer qualquer despesa não comprando quase nada e  não paga contas seja de luz,  água, renda e empréstimos?

Obviamente que não optou pela 4 hipótese, certo? Não optou porque sabe que isso não soluciona nada, pelo contrário, adia e agrava o seu défice, certo? Então porque aceita que Centeno o faça no país? A fórmula utilizada por este malabarista da treta é exactamente aquela que você rejeitaria a todo o custo para resolver seu défice doméstico. Pior: ele além de  usar esse método, chama-o de “sucesso”. Não lhe parece estúpido?

Sócrates também anunciou “milagrosos” défices. Às portas de anunciar mais uma bancarrota, dizia:  “o défice de 2,6% é o mais baixo da democracia portuguesa” e  “está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”.  Entretanto, em Maio de 2010 anunciava: “um esforço adicional a todos os portugueses” que se traduz em aumentos de um ponto percentual de todos os escalões do IVA até ao final de 2011. A taxa máxima passa para 21 por cento e a reduzida, que incide sobre bens de primeira necessidade (alimentos e medicamentos comparticipados) fica em seis por cento, enquanto o IVA sobre a restauração sobe para 13 por cento” (notícia Correio Manhã) e em Setembro de 2010: “José Sócrates anunciou esta noite o aumento do IVA para 23% e um corte de até 10% na despesa total de salários do sector público, entre outras medidas de austeridade aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário (…) aumento de impostos, corte de salários e prestações sociais, congelamento de todo o investimento público até ao final do ano e redução do número de contratados na função pública (…) redução média da massa salarial dos funcionários públicos em 5%  nos vencimentos entre 1.500 e 2.000 euros, a redução será de 3,5%. Nos escalões mais elevados, o corte chega aos 10% (…) ajudas de custo e horas extraordinárias também serão cortadas e termina a acumulação de pensões e vencimentos (…) as prestações sociais também serão sacrificadas, com a anulação do aumento extraordinário do abono de família e a redução em 20% do rendimento social de inserção” (notícia Jornal Sol).

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Em resumo, Sócrates começou por anunciar défices espectaculares e acabou anunciando uma bancarrota pouco tempo depois. Desafio-o a encontrar as diferenças entre ele e Costa.

Entretanto,  prepare-se para o embate.  Pelo lógica da matemática, vem aí dias difíceis.

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

A biologia humana não muda por decreto-lei

A Noruega é um dos países mais igualitários entre sexos. Ao fim de 15 anos um jornalista quis saber que resultados se obtiveram com políticas que deram mais liberdade e igualdade entre géneros naquele país. E as descobertas foram surpreendentes: verificou que as escolhas das pessoas são hoje mais tradicionais do  que no passado concluindo que quanto mais livre é o país maior são as diferenças. Porquê? Porque onde há liberdade absoluta e não condicionada, as pessoas seguem apenas seus gostos e as mulheres e homens têm gostos diferentes.

Nesta reportagem norueguesa,  que nenhum canal de televisão mostrou pois não interessa aos lobbys da ideologia de género, é desmontado um a um todos os “argumentos” da ideologia de género. Na primeira parte,  o jornalista questionou todos os defensores da dita ideologia perguntando se havia ou não diferenças entre homens e mulheres. Todos respondem o mesmo: que não há diferenças nenhumas, que o género é uma construção social, que ninguém nasce homem ou mulher, que o género pode mudar ao longo da vida, que  as escolhas são influência do meio social na forma como a criança é educada. Na segunda parte, o jornalista coloca as mesmas questões aos defensores das diferenças biológicas que determinam as escolhas, mas ao contrário dos anteriores, estes fundamentam  com factos.

O Prof. Lippa responsável por um estudo que envolveu 53 nações de todo os cantos do mundo de diversas culturas, descobriu que os homens interessam-se por engenharias e trabalhos técnicos e as mulheres trabalhos com pessoas e que essas diferenças ocorrem quer em países como a Noruega quer como a Arábia, o que revela que existe algo biológico nas escolhas.

Para o  comprovar, o médico pediatra Trond Diseth fez inúmeras experiências com crianças.  Colocou brinquedos femininos, masculinos e neutros numa sala com um bebé de 9 meses do sexo masculino e feminino. Verificou que a menina interessou-se por brinquedos ditos de menina enquanto o menino por brinquedos ditos de meninos. Os neutros foram ignorados inicialmente  por ambos. Dirão alguns cépticos que aos 9 meses as crianças já têm influências do meio refutando estes resultados. Acertei? Pois bem, para esses o Prof. Baron-Cohen responde: com apenas um dia de vida, as meninas fazem contacto visual com pessoas; os meninos seguem visualmente objectos mecânicos o que revela que à nascença os cérebros já se comportam de maneira diferente. E a culpa é da testosterona, uma hormona essencial na determinação dessas diferenças:  quando os níveis de testosterona são elevados, o indivíduo tem menos empatia, linguagem mais atrasada na infância, mais dificuldade no reconhecimento das emoções, menos contacto visual com pessoas, mais interesse por objectos, mais interesse por sistemas e por entender como funcionam. Os meninos têm por norma 2 vezes mais testosterona que as meninas.

No final o jornalista confronta as duas partes. Quando pergunta “qual a base científica” , os defensores da ideologia género respondem que a base é teórica, que é o pensamento que vê diferenças. Que são hipóteses que se sobrepõem à ciência. Os segundos afirmam que as diferenças estão provadas  na biologia embora não descartem que a cultura influencia a personalidade ( e não sexo) de cada um.

Compreende-se assim porque na Noruega, onde não há barreiras nem condicionalismos entre géneros, passados 15 anos os hospitais estão vazios de homens e as empresas de engenharia vazios de mulheres. Ou seja, de forma natural, as mulheres quando são absolutamente livres nas suas escolhas,  procuram trabalhos de interacção com pessoas que não obrigam a esforços físicos e os homens preferem áreas das  ciências exactas e tecnologias com ou sem esforços físicos.

Quando a igualdade é forçada por decreto-lei ou de certo modo imposta por razões económicas, tanto as mulheres como homens acabam por fazer trabalhos que não são da sua preferência. Logo não reflecte a realidade sobre igualdade de géneros.

A verdade é que por muita lavagem cerebral que façam logo no infantário, continuará a haver mulheres a preferir a casa e família à carreira, continuarão a ser maioritárias na saúde, educação e  justiça mas deficitárias na construção civil, tecnologias, transportes de mercadorias,  pescas, agricultura, indústrias pesadas, defesa e política a menos que imponham quotas.

Perguntaram-me porque havia poucas mulheres em liderança. Ora basta dar uma vista de olhos ao PORDATA e constata-se que são os homens que mais trabalham por conta própria como empregador. Portanto, a liderança não é privilegiada pelas mulheres que optam mais por criar seu próprio emprego em vez de liderar e assumir riscos (Fonte PORDATA):

Homens na Europa

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Mulheres na Europa

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Em conclusão, se houver uma educação neutra, não condicionada por nenhuma ideologia ou cultura, a criança segue o seu apelo biológico de acordo com os níveis de testosterona que recebeu em feto. Nenhum decreto-lei muda isto.

Infelizmente o que acontece de facto neste momento é que, à conta da doutrinação da ideologia de género há uma pressão na criança desde tenra idade para contrariar sua própria natureza estimulando os meninos a serem meninas, as meninas a serem meninos. Daí a razão pela qual  a “igualdade” forçada onde essa ideologia está a ser imposta continuará a provocar desigualdades e indivíduos frustrados. Porque quanto mais lutarmos contra a natureza humana, mais ela se encarrega  de repor tudo no lugar mais cedo ou mais tarde.

A natureza é perfeita. Se não concebeu a hipótese de dois homens ou duas mulheres engravidarem é porque os sexos não são iguais. São complementos. Não há voltas a dar. E os mentores desta ideologia parva sabem muito bem que para estarem por cá a debitar esta ideologia fraudulenta, foi preciso, para nascerem,  um  óvulo de uma mulher e um espermatozóide de um homem, que só estes dois sexos podem produzir. Como podem alegar que as diferenças não são biológicas mas sim construídas culturalmente?

Há limites para tanta desonestidade intelectual.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

Os jovens “mega” consumistas a lutar pelo clima

Os  jovens que desde que a escola  iniciou foram amplamente agraciados  com inúmeras  greves de professores, função pública (ainda esta semana tiveram mais duas) e ainda têm falta de docentes a algumas disciplinas, decidiram em nome do clima (cof! cof! cof!) juntar-se à menina Greta que lá na Suécia decidiu lutar pelas mudanças climáticas. Acontece que os meninos que exigem aos pais telemóveis novos topo de gama todos os anos, exigem também  dos adultos mais acção contra as mudanças climáticas. A sério?

Os jovens  que gazetaram para sair à rua com cartazes pelo clima, são os mesmos que deixam o lixo todo espalhado pelo quarto e pela casa  para a mãe limpar; que não levam o lixo doméstico para o contentor por iniciativa própria; que não apagam as luzes; que tomam duches de 20 minutos e deixam a água a correr enquanto lavam os dentes; que não abdicam de uma quantidade infinita de todo o tipo de produtos poluentes para cabelos e corpo; que compram  roupa nova de marca  todos meses ao invés de poupar e reciclar;  que não prescindem um minuto do telemóvel, do tablet, do portátil e fazem birra se lhos tirar; que se deslocam de carro, autocarro ou comboio mesmo quando é possível  ir de bicicleta ou a pé; que viajam muito em low cost de… avião;  que fumam e depois deitam beatas no chão; que enchem o Macdonalds onde cada refeição representa uma pilha de produção  de resíduos; que mascam chicletes e atiram  ao chão; que comem  batatas fritas, doritos, barras de chocolates, cheetos e  bolachas a toda a hora não se importando com as embalagens de plástico que largam em qualquer lugar público ou enterram na areia das praias;  que deixam um rasto de lixo nos festivais, nos bares ou discotecas; que bebem coca cola ignorando que só num ano, esta  produz 3 milhões de toneladas de plástico. Enfim.

Ora a verdadeira  mudança pelo ambiente começa na educação em casa,  no nosso comportamento no dia a dia. Exigir aos outros o que não se pratica é hipocrisia pura.

Greta, a líder,  quer mais impostos pelo clima mas nunca pagou nenhum na vida e rodeada de plástico, no seu conforto de mundo consumista de que não abdica, diz-se preocupada. Não sabe o que é pagar a electricidade e gás  mais cara da europa  por causa do dito clima, o que é pagar os combustíveis mais caros da europa por causa do dito clima,  e olhar depois para o que resta do salário sem saber como vai aguentar o resto do mês. Mas “quer pagar” mais impostos por um mundo “verde” quando isso deveria só  por si tornar a vida de cada um mais barata e nunca o contrário.

Querem ajudar realmente o clima? Em vez de gazeta ESTUDEM, pesquisem, questionem. Deixem de ser formatados pelos grandes interesses  para adquirirem uma mente aberta capaz de ver  que o clima tem sido mutável desde  o planeta existe e que já passamos por várias eras de arrefecimento e aquecimento ainda o homem não tinha feito a revolução industrial. Que a farsa começou por chamar-se “arrefecimento global”, depois “aquecimento global” e agora – depois das previsões não se confirmarem – “alterações climáticas” (uma expressão mais generalista) para sustentar uma teoria não científica cujo consenso  “irrefutável de 97,1%”, usado para justificar todas as medidas políticas no ocidente para combater o aquecimento global, é  na realidade de 0,3% (como se explica com dados concretos aqui) confirmando que  “John Cook – do Instituto de Alterações Globais da Universidade de Queensland na Austrália –  não procurou a veracidade cientifica  no seu artigo mas uma forma de convencer a opinião pública para que aceitem “políticas de mitigação das alterações climáticas”.

Aprenderiam que os vulcões subaquáticos e em terra,  activos,  se comparados  com a actividade humana, um único vulcão em erupção durante uma semana equivale a 10 anos de carros de todo o mundo a expelirem CO2. Que o pulmão que  controla o CO2 e alimenta o planeta de oxigénio, são as algas no oceano e não as florestas.

Saberiam que  nas estufas de plantação de ananás (aqui neste exemplo com cannabis), para provocarem a floração, queimam palha dentro das estufas para gerar CO2. Que o CO2 é essencial à vida das plantas que o consomem para fazer a fotossíntese e não é por acaso que com mais CO2 na atmosfera, o planeta hoje seja mais verde que no passado.

Concluiriam que  as “energias verdes” são os actuais “interesses económicos” que os contribuintes pagam com pesados impostos.  Que com  as eólicas, a electricidade ficou  muito muito mais cara.  No entanto não se deixaram de construir barragens, o consumo do carvão até aumentou (está no Site Oficial do Ministério Ambiente)  e a extracção de crude também não vai abrandar apesar dos veículos se tornarem eléctricos. Que haverá  mais poluição porque a juntar à extracção de crude vai ter a extracção de lítio, uma nova  necessidade para a indústria de baterias. Que a frota mercante vai ser aumentada em 50%:  de 60 mil navios a operar a  frota passará a 90 mil – quando cada porta contentores de grande porte consome tanto por ano como 50 milhões de automóveis e 20 consomem tanto como todos os veículos a circular no mundo . Que o “problema” das “alterações climáticas” é o negócio mais lucrativo de todos os tempos. As explorações actuais de minérios vão manter-se, e até aumentar, e vão começar outras em grande escala.

Mas tudo isto só se deve ao aumento desenfreado do NOSSO consumo. 

Jovens, se querem realmente lutar pelo planeta REDUZAM drasticamente o consumo e vivam de forma minimalista só com o necessário reciclando todo o lixo que sobrar, exactamente como o era na minha infância há mais de cinquenta anos,  onde fui criada sem nada, a dar valor a tudo, a poupar e a  estimar o pouco que tinha.

Até lá, não sejam hipócritas.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

Onde estão as feministas para repor a igualdade?

Ultimamente as feministas não me têm dado tréguas por eu ter dito que elas não defendem a igualdade entre géneros. Aconselharam-me inclusivamente a ir ao dicionário porque segundo elas, eu andava equivocada e quiçá sem saber, era uma feminista.  Ora de facto a definição não deixa dúvidas:  feminismo é  “um Movimento ideológico que preconiza a ampliação legal dos direitos civis e políticos da  mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem“, ou seja, luta-se por uma igualdade de direitos das mulheres em relação ao homem. E quando a mulher passa a ser maioritária, luta-se por manter essa igualdade entre géneros? A definição do dicionário é omissa mas os dados oficiais não deixam dúvidas: não. 

Dizem esses dados que em 2017, na função pública estavam empregados:  no norte 17 634 homens contra 19389 mulheres (oh diabo!); na área metropolitana de Lisboa 13 516 homens contra 17 251 mulheres (oh diabo!); no Algarve 3 624 contra 4 917 mulheres (oh diabo!). Apenas o Alentejo, regiões autónomas dos Açores e Madeira é que – por enquanto – mantêm as mulheres em minoria.

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Se analisarmos de acordo com a distribuição de  profissionais nas áreas da saúde, educação e justiça, temos APENAS menos mulheres no ensino superior (44%):

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(Fonte Fundação Francisco Manuel dos Santos)

Um exemplo concreto foi-me dado por um leitor, também com dados oficiais. Em Leiria: a Câmara Municipal tem 56,5% de mulheres contra 43,5% de homens; na Comarca, 71,2% de mulheres e 28,8% de homens; na Segurança Social, 91,1% de mulheres contra 8,9% de mulheres; no Instituto Politécnico, 52,1% são mulheres, 47,9% são homens. É impressão minha ou em Leiria já faz falta impor quotas para homens?

Mas há mais: as estatísticas revelam que actualmente em termos populacionais as mulheres dominam: 4.891.983 homens e 5.433.469 mulheres o que significa que em pouco tempo, com a legislação actual que as protege,  serão elas maioritárias em quase todos os sectores. Por outro lado também são elas que vivem mais tempo. As mulheres têm uma esperança média de vida à nascença de 83 anos, contra 78 dos homens. Portanto, para além de serem em maior número, morrem menos (isto promete). São elas também que representam 88% das famílias monoparentais. No ensino 49% dos alunos matriculados desde o pré-escolar até ao superior, são mulheres.  Nas universidades, elas estão em maior número onde representam 54%. Dentro dos doutoramentos, 1.587 são de mulheres, contra 1.382 de homens. Onde é que faz falta afinal quotas ou outros estímulos para haver “igualdade”? A mim parece-me que se os homens não se puserem à cautela, não tarda nada, terão problemas sérios (ah! ah! ah!).

Em relação aos salários desiguais, mais uma meia verdade transformada em verdade sobre a dita  desigualdade. Ninguém diz – porque essa parte não interessa à agenda feminista – que os estudos são sobre o rendimento e não, o salário. Ou seja, as diferenças não são sobre valores salariais pagos constantes nas tabelas do CCT por cada categoria profissional, mas sim valores auferidos. Significa isto que, de facto,  as mulheres recebem menos no final do ano pelo mesmo trabalho realizado, não por ter um salário desigual, mas por trabalharem menos. Eu explico: a mulher é por natureza quem se sacrifica para levar os filhos ao pediatra, ficar em casa quando estão doentes, levar a mãe ou o pai a uma consulta, que falta para ir à escola falar com professores, participar numa actividade escolar ou qualquer outro assunto relacionado com a família e é também quem dá à luz os filhos.   É  isto que a Fundação Francisco Manuel dos Santos, responsável por muitos estudos, não mostra. Mais: estive no ramo empresarial durante décadas  e posso garantir que não é possível, com a legislação actual, lançar na contabilidade salários diferentes para as mesmas funções sem que em pouco tempo, com uma queixa de apenas um funcionário, a empresa não seja invadida por um batalhão de  fiscais do ACT a vasculhar todos  os arquivos, a pente fino, durante semanas  e em caso de se registarem irregularidades,  ver aplicadas avultadas coimas! Só mesmo um empresário irresponsável e que goste de perder muito dinheiro  se mete numa grande aventura dessas.  No dia em que as mulheres não faltarem ao trabalho por assistência a familiares  e não se importem de prescindir de tempo para a família, como eles homens,  para fazer muitas horas extras, os salários auferidos serão iguais. Até lá, será  isto.

Tenho a “certeza” que as feministas que me juravam que este movimento defendia a igualdade entre géneros, depois de tomar conhecimento destas injustiças, vai lutar para pôr fim a esta supremacia feminina em curso.

Aguardemos.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

A Ideologia de Género não é ciência, é doutrinação

Querem-nos convencer a todo o custo que a Ideologia de Género se baseia apenas no ensino da tolerância, aceitação, conhecimento  e igualdade entre géneros. E assim perante tão nobre intenção justificam a sua implementação imposta a todos os alunos na disciplina de cidadania. Ora, se é assim tão claro que se trata de uma ideologia ” científica” imprescindível à formação do indivíduo, por que razão a lei que tornou possível a ideologia de género nas escolas, foi aprovada em total segredo e sem debate público em 2018?

Pois bem, a resposta é simples para qualquer ser pensante que não segue as patranhas progressistas: não foi a debate porque simplesmente é uma grande mentira fabricada à medida das agendas feministas e LGBTIQ que recebem muito dinheiro público para a promoção da ideologia.

A primeira grande questão que se levanta é: porque razão não aparece documentação sobre o tema na Biblioteca Nacional como alerta Mário Cunha Reis no seu artigo “Ideologia de Estado” no Observador? Numa pesquisa simples, há zero resultados quando se procura bibliografia  sobre a ideologia de género. No entanto se a busca for “queer”, não falta bibliografia sobre o tema onde a ideologia de género está englobada. O que prova que não estamos perante uma teoria comprovada cientificamente mas sim uma teoria LGBTIQ.

Assim sendo, segue a segunda grande questão: não sendo uma teoria científica o que está ela a fazer no plano curricular dos alunos desde o pré escolar? Ora, a resposta aqui é também ela simples: isto não é ensino, é doutrinação. A prova está escrita pela própria CIG na página 5 dos Guiões onde explicitamente é dito: “(…) o conteúdo apresentado não exprime necessariamente a opinião da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.” Ou seja,  a CIG desresponsabiliza-se  do conteúdo destes guiões em caso de queixas.

Vamos lá esclarecer: uma coisa é ensinar o respeito, aceitação e tolerância por todos os seres humanos independentemente das suas diferenças, sejam elas a que nível for; ensinar que todos os seres humanos são iguais e não podem ser discriminados no acesso à saúde, educação, trabalho pelas suas orientações sexuais, religiosas ou ideológicas, raça, etnia ou cultura; outra é defender que igualdade é  “ensinar”  que  não existem diferenças sexuais entre indivíduos porque todos nascemos neutros e que é a sociedade que constrói o nosso género; que a maternidade não é um exclusivo das mulheres; que todos os males desta sociedade está no homem heterossexual e família patriarcal; que o género não é imutável.

Foi exactamente isto que encontrei ao ler os guiões do Ministério da Educação (no pré-escolar, no 1º ciclo  no 2º ciclo, no 3º ciclo e no secundário). Na página 265 do Guião para ensino secundário pode ler-se: ” (…) deste modo a diversidade sexual humana e a compreensão das expectativas das pessoas LGBTIQ relativamente aos direitos sexuais e reprodutivos poderá ser melhor compreendida e reflectida”. Na página 270 do mesmo guião, branqueia  a ciência e diz:  “(…) a ciência é uma construção sócio-histórica, portanto determinada temporalmente e espacialmente. Por isso numa perspectiva de género não basta salientar a necessidade de reconhecimento da importância das teorias e  modelos na construção do conhecimento científico mas também desconstruir os processos na sua produção”. Mas não se ficam por aqui: reclamam a reprodução assistida como um direito à igualdade; questionam a linguagem não inclusiva; questionam a história produzida; afirmam não haver complementaridade entre sexos; que as questões sociais afastaram meninas das actividades desportivas; que há uma cultura de heteronormalidade que classificam de homofóbica; impõem-se contra a existência de dois sexos bem definidos; afirmam que existe disparidades salariais; defendem o aborto como método contraceptivo; defendem quotas de forma dissimulada; defendem a desconstrução da sociedade; transformam em patologia todos os que não concordam com esta ideologia.  Ou seja, só trata da agenda feminista e LGBTIQ.  Porquê?Mais:   estes Guiões são escritos por feministas, algumas lésbicas e homossexuais.  Isto é doutrinação, sem qualquer dúvida.

Para reforçar ainda mais esta ideia, João Miguel Tavares escreveu no Público sobre uma actividade de uma escola na disciplina de Cidadania:  “A Rede Ex-Aequo [uma associação lésbica] não se limita a combater “o bullying homofóbico e transfóbico”. É da facção (o vídeo de apresentação é muito esclarecedor quanto a isso) que nos convida a dizer “oradores e oradoras”, que garante que “juntas e juntos fazemos a diferença”, e que quer esclarecer os nossos filhos sobre o verdadeiro significado da palavra “heteronormatividade”. E isso, caras associações LGBTI, é 100% ideologia.”

De acordo com  a maior defensora de género da actualidade, e cuja bibliografia serviu de base para os Guiões, a americana Judith Butller, “ninguém nasce homem, nem mulher, nem gay, nem lésbica,  pois o género deve ser construído na escola, com quantos géneros  quantos a criança deseje.” Mais claro do que isto é impossível.

A doutrinação da ideologia de género é ilegal porque viola a liberdade de consciência e crença do estudante; o princípio da neutralidade política e ideológica do Estado; o direito dos pais sobre a educação moral dos filhos.  Porque  a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu artigo 26º nº 4 diz claramente: ” Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos” e na Constituição da República Portuguesa no artigo 36º, nº 5 e artigo 43º, nº 2 está escrito:  “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas (…) políticas, ideológicas”.

Perante isto, onde está a dúvida quanto à inconstitucionalidade do decreto-lei que autorizou o ensino da ideologia de género nas nossas escolas?

Cristina Miranda

Via Blasfémias 

E as candidatas ao programa da TVI não têm direitos?

Foi uma avalanche de protestos quando ironicamente a seguir ao dia Internacional da Mulher, duas televisões privadas resolveram estrear  programas onde as mulheres se candidatam a noivas de um agricultor, na SIC ou de um menino da mamã na TVI. Pergunto: alguém foi saber a opinião das candidatas  antes de exigir a suspensão dos reality show?

Sim, estes programas são uma valente porcaria como o são “Love on the top”, “Big brother”, a “Casa dos Segredos”, “O carro do amor”, “A Quinta das Celebridades” e tantas tantas outras porcarias de reality show que passaram nas televisões. Mas só estes estão a provocar uma onda de indignação. Porquê? Porque desvaloriza a mulher – os outros , onde elas aparecem expostas na sua intimidade, parece que não pelo desinteresse dos activistas. Acontece que ninguém vai lá parar coagido. Todas as participantes são voluntárias. Foram elas, as candidatas, que tornaram este programa possível porque sem as suas candidaturas  não haveria pretendentes para aqueles indivíduos. E sem pretendentes, zero programa. Fiz-me entender?

Além disto as televisões são empresas privadas. Elas decidem sobre o querem  produzir e qual o público alvo. Cabe ao telespectador decidir se quer ver ou não mudando de canal ou simplesmente desligando o televisor. Simples. Mas os shares desses dias dizem que houve muita audiência. Pois.

Chama-se a isto liberdade de escolha. Somos todos livres (ainda, penso eu) de decidir o que queremos e não queremos. E se as televisões disponibilizaram esse formato e  essas pessoas decidiram participar de livre e espontânea vontade, ninguém tem nada com isso.

O mesmo acontece com as mulheres que querem participar em publicidade e mostrar a sensualidade do seu corpo ao serviço do marketing publicitário; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar roupas de grandes marcas semi-despidas ou de lingerie; o mesmo acontece com as mulheres que querem ser actrizes de porno ou strippers; o mesmo acontece com as mulheres na Holanda que querem estar em montras; o mesmo acontece com as mulheres que querem desfilar de biquini nas Misses ou de mini saia na Fórmula 1. Ninguém tem o direito em nome disto ou daquilo, de as impedir de fazer ou ser aquilo que bem entendem – desde que seja por vontade própria, obviamente. Não é  pela igualdade de direitos que as feministas se debatem? Então porque querem limitar os direitos de muitas das mulheres que não pensam como elas?

Argumentam que se trata de um retrocesso civilizacional, colocar a mãe a escolher a noiva pelo filho, a seleccionar as candidatas pelos dotes culinários ou atributos físicos. E de facto, é retrógrado, sem dúvida. Mas se o programa fosse “Quem quer casar com uma feminista” teríamos uma mulher a perguntar se o candidato sabia cozinhar  e  limpar a casa; se concordava com o aborto; se defendia a equidade menstrual; se era a favor do pluriamor; se era apoiante de quotas e a isso, iriam chamar de progressismo. É só uma questão de perspectiva. Nada mais. Porque eu, enquanto mulher, não me revejo em nenhuma das duas mas longe de mim restringir a liberdade de escolha de cada um viver como bem entende.

Ainda há pouco tempo passou um programa a que chamaram “Casados à primeira vista”, a coisa mais tonta que já vi em televisão na minha vida. Mas, quem sou eu para julgar as pessoas que quiseram submeter-se a esse desafio um tanto ou quanto absurdo? Vai estrear outro no domingo outro a que chamaram “Começar do Zero” onde os candidatos entram nus, sem nada dentro de casa,  desafiados a viverem sem bens de consumo. Mais um programa parvo. Mas, não andamos todos a encher a boca sobre a liberdade de cada um de decidir o que bem lhe dá na gana? Afinal, somos livres ou não?  Eu sou, por isso não vou ver.

Tanta crítica aos tempos das ditaduras por imporem padrões de comportamento e pensamento único e agora passado décadas, em plena democracia, quer-se restringir a liberdade das mulheres alegando que são “exploradas” que “submetem-se”  pelo dinheiro vitimizando-as,  quando na verdade e observando o programa, se vê exactamente o oposto: mulheres satisfeitas empenhadas em seduzir e agradar a um homem. Quem tem o direito de decidir o que é melhor ou não por elas?

Defender a igualdade é acima de tudo defender a liberdade de escolha. E é exactamente isto que as feministas querem sonegar. Esta histeria à volta destes programas  impondo a vontade de umas contra a vontade de outras,  comprova-o na perfeição.

Cristina Miranda

Via Blasfémias