Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural

A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37.º” refere: “1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opinião. Mas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?

Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes sociais, o Marxismo. Que a sociedade naturalmente iria colidir entre proletariado e o capital. Só que deu um tiro gigantesco no pé. A dita teoria, com o passar do tempo não se confirmava e vai daí, ajusta-a dizendo que afinal, não despoletaria de forma natural mas sim provocada, ou seja, era preciso instigar à rebelião. E é aqui que está o cerne desta questão. É que nem provocada deu os resultados pretendidos. Com chacinas em massa, depois de experimentada a dita teoria ideológica no Mundo, TODOS os países que se  viram prisioneiros do marxismo imposto, expulsaram o comunismo. Com tamanho fracasso mundial, as mentes perversas dessa ideologia logo encontraram outra forma de penetrar na sociedade revirando-a do avesso, provocando lutas de ódio entre grupos para voltar ao controlo ideológico –  O Marxismo Cultural –   que teve seu maior aliado no politicamente correcto de asnos que governam o Mundo. O que comprova que a ignorância é de facto a arma mais poderosa do marxismo.

Em resultado, a normalidade passou a ser considerada anormal. Pior, quem se opõe achando que a anormalidade não é normal, passa a ser rotulado, perseguido, ameaçado e amordaçado. Exemplos? Ora vamos começar por Gentil Martins, um conceituado médico que é linchado simplesmente porque disse a mais pura das verdades, sem ofensas, apenas com base em factos: “a homossexualidade é uma anomalia de desvio de personalidade”. Onde está a ofensa ou homofobia disto? Em lado nenhum. A natureza é perfeita. Concebeu dois géneros completamente distintos que se complementam com o objectivo da reprodução da espécie. No entanto, os desvios acontecem. Não há qualquer drama nisto desde que a maioria não fuja à norma para preservação da espécie. Porque se a norma passa a ser a homossexualidade, a raça humana extingue-se. Onde está a homofobia disto? O problema de Gentil é que esqueceu-se que a plateia é ignorante, outra propositadamente tendenciosa, que não sabe ou não quer saber,  que a palavra anomalia quer dizer ” aquele que se desvia da norma, da generalidade” logo, não é um termo ofensivo. Só o é se eu lhe der essa conotação INTENCIONALMENTE. Não foi de todo o caso. Por outro lado, veja-se a beleza das anomalias existentes quando pretos nascem loiros ou quando crianças nascem sobredotadas. A anormalidade não é sinónimo de aberração. É sinónimo de diferença.

Outro exemplo, é o caso Ventura.  Este senhor a quem tiro o chapéu por ter dito o que TODOS pensam mas não têm a coragem de o dizer, referiu e bem, nesta entrevista:“(…)Isto não é racismo nem xenofobia, é resolver um problema que existe porque há minorias no nosso país que acham que estão acima da lei (…) Há imensos bairros problemáticos, notícias de tiroteios… é impensável que não haja um sistema de videovigilância no concelho (…)Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada(…) Tratando de igual forma estas etnias e os restantes cidadãos (…)achar que há determinados grupos que, por pertencerem a determinadas minorias, têm de ter um tratamento diferenciado.” Onde está o racismo aqui? Se eu disser que os meus vizinhos são uns malandros, que vivem de subsídios e venda de droga, sou racista? Claro que não. Até me vão dar razão. Mas se acrescentar que esses vizinhos meus são ciganos… alto lá e pára o baile! Estou a discriminar. Fiz-me entender?

Mas pior do que tudo isto é a hipocrisia dos que mandam silenciar as opiniões alheias acusando-os de xenofobismo, homofobismo e toda porcaria e mais alguma acabada em “ismo” que pela frente se desunham na defesa destas pobres minorias, mas usam o termo cigana de forma pejorativa no Parlamento, atacam o líder da oposição com termos injuriosos claramente racista, se recusam de enterrar alguém de etnia diferente, se referem à cor da pele para ridicularizar, a organização do Avante agredir e expulsar gays do evento ou quando um autarca socialista se queixava dos ciganos. Marxismo é isto: mostrar que se está pela defesa dos oprimidos e pelas traseiras, fazer exactamente o oposto para impor uma ideologia: a deles. Só a deles.

Para mim é um prazer ver que há por aí a despontar muita gente politicamente incorrecta, sem medo, capaz de fazer frente a este fundamentalismo ideológico que completamente derrotado, tenta impor-se culturalmente. Se forem cada mais, limparão a lixeira política que transpira há décadas na nossa democracia. Venham muitos “Venturas “e “Gentils”, porque a sociedade civil está farta da política e sociedades de faz de conta que destroem em vez de construir.

Porque quem opta por dizer a verdade independentemente das consequências, não morre politicamente nem socialmente aos olhos do povo. Ganha confiança. Algo extinto há 43 anos.

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Onde Pára a Ajuda Solidária?

Passou-se um mês. UM MÊS!! Tirando a ajuda fabulosa de voluntários com donativos generosos da população residente e não residente em Portugal, não há vivalma do lado do Estado a fazer o que lhe compete numa situação de calamidade (sim, não é tragédia é calamidade pública!). Continua por entregar a lista de famílias a apoiar e respectivo levantamento das necessidades por parte da Protecção Civil e Câmara Municipal. Enquanto isso os mais de 13 milhões angariados estão a render juros nas contas bancárias de 7 entidades! Como não há pressa nenhuma, também ainda não foi accionado o mecanismo de ajuda da UE. Entretanto, as famílias vão desembolsando   dinheiro que não têm (veja aqui uma carta de uma vítima) , endividando-se, para enterrar mortos, pedir ajuda psicológica, reconstruir casas, anexos e empresas. Sim, porque o ministro do planeamento e infraestruturas já avisou: até 5000 euros podem avançar com as obras TODAS que serão ressarcidos após comprovar a despesa! Ora, força aí a  dar prioridade aos galinheiros! Sim galinheiros!!! Se na minha casa um anexo para guardar lenha com 6m2 custou 700€ que pensam eles que se faz numa casa de habitação ou empresa afectada por um incêndio com 5000? Mas estão a brincar com a vida de quem?

A falta de vergonha não tem limites. Em Moita, Castanheira de Pera, uma empresa, a Serração Progresso, que empregava cerca de 50 trabalhadores ficou completamente destruída. Sandra Carvalho, a gerente, já foi visitada 4 vezes por entidades do Estado. Foi para lhe pedirem o levantamento detalhado e urgente do prejuízos que rondam os 5 milhões de euros? Foi para lhe comunicar que a verba iria ser disponibilizada já no final do mês? Não! Foi para saberem o que pensava ela fazer com os empregados dando-lhe orientações sobre despedimento colectivo!!! Sim, ouviram bem, despedimento COLECTIVO! O problema é que Sandra não quer despedir. Quer reconstruir para continuar com os mesmos postos de trabalho. Alguém quer saber disso para alguma coisa? Não. Só a Sandra que enquanto espera usa o fundo de maneio da empresa para pagar compromissos laborais. Até acabar.

Revoltada com esta situação criei o “Movimento Cívico – Não Nos Calamos” no espaço de uma semana ao qual já se juntaram milhares de pessoas (o número não pára de crescer). Fomos ao terreno tentar perceber o que se passava para ajudar as vítimas Pedrógão Grande intervindo onde fosse necessário. Precisamente no fim de semana onde fizemos visita ao “ground zero” do fogo para investigar as causas do mesmo,  visitamos a loja social onde fomos confrontados com uma situação inédita: um camião carregado de bens doados vindo de Espanha, não tinha ninguém à sua espera. Constatamos ainda,  a anarquia verificada no teatro das operações onde os bens eram guardados em tendas fechadas com cordas, à mercê dos amigos do alheio. Sem vigilância. Amontoados sem condições algumas. Muito útil a quem por trás destes cenários cria sempre uma oportunidade para que alguns de má fé façam negócios. É sempre assim. Quem não se lembra do que aconteceu às ajudas destinadas às vítimas das terríveis cheias ocorridas em Portugal há uns anos atrás?

Como se isto tudo não bastasse, e sem que os incompetentes nos comandos da ANPC fossem destituídos, SIRESP substituído, MAI responsabilizado, eis que a tragédia se repete. Alijó tem neste momento um incêndio incontrolável que já consumiu bens e pôs populações em risco! Ou seja, ainda não se resolveu  nem corrigiu ABSOLUTAMENTE NADA que levou à calamidade de Pedrógão e já estamos com outra tragédia em cima! Vai demorar muito até se varrer a escumalha incompetente e sistema de comunicações medíocre e assassino do comando das operações de socorro a incêndios?? Vai demorar muito a pôr equipas de vigilância preventiva nas  matas? Vai demorar muito a pôr todos os meios disponíveis (e são muitos c’um catano) ao serviço das populações mas de forma séria? E os meninos pirómanos? Vai demorar muito para condená-los deixando-os apodrecer na cadeia? 

Está na hora de agir, urgentemente, porque pela amostra já percebemos perfeitamente que se não for a SOCIEDADE CIVIL a arregaçar as mangas e limpar o lixo governativo que põe suas vidas sistematicamente em risco por inércia, estas e outras tragédias maiores irão repetir-se. #NaoNosCalamos

Sr. Primeiro Ministro, Não Somos Parvos!

Obviamente que não demite ninguém. Obviamente que não assume responsabilidades. Obviamente que não pede desculpas. Obviamente! Foi de férias tranquilamente e obviamente tranquilo, regressou com a narrativa óbvia de quem obviamente passa a vida a mentir.  Não se pode esperar mais de alguém que por deformação de carácter não vê os erros nesta conduta. É intrínseco. Logo assumir seja lá o que for não é para o Costa que continua convicto que é mais inteligente que o povo e por isso faz dele  parvo. 

Enquanto degustava de férias o seu mojito lembrou-se: “… já sei… chego lá reúno com o CEMGFA, inventamos que aquilo era sucata, não valia um “chavo”, era material para abate e que por isso, não há crise… fazemos depois  uma comunicação ao país com ar  muito sério e saímos fininho da história… Com Pedrógão insistimos na catástrofe natural que só foi pior por causa da operadora Altice (essa malvada que é preciso abater antes que compre a TVI) porque a outra esteve bem”. E está feito! Obviamente que pensando que o povo é parvo, não hesitou em seguir por esta via. Nem sequer ponderou a hipótese de cair no ridículo. Claro que não! Os parvos comem tudo cegamente. Então não tem sido assim ao longo dos anos?  E quem vai duvidar se a Comunicação Social dá cobertura à mentira?

O problema  é que até os parvos um dia deixam de o ser. Não é garantido que uma sociedade se mantenha cega e ignorante por tempo indeterminado. E por ser uma variável, muitos “Costas” acabam por cair no seu próprio lodo. Não é por acaso. Os embustes têm prazo. O problema é o tempo que muitas vezes é maior do que deveria até revelar a dura verdade e nesse intervalo, ser profundamente destruidor. Sem precisar de exemplos vindos de fora, veja-se o que 3 bancarrotas socialistas fizeram ao país. Contrariar isto é demencial.

O modus operandi desta gente está-lhes no ADN. Agem conscientemente convictos que na plateia a maioria é asno e a restante asseguram como clientela. Logo, devidamente “controlados” não hesitam em usar e abusar deste estratagema que já lhes rendeu muitos biliões nos bolsos dos camaradas. A técnica é sempre a mesma: primeiro é preciso dar, dar, dar, dar, dar sem limites. Agradar a uma sociedade de incautos crentes que o dinheiro do  Estado é inesgotável e não sai do bolso do contribuinte nem de credores a quem depois é preciso pagar (sim, ainda há gente que acha que o dinheiro do Estado é do Estado!!!). Aumentam depois os impostos dizendo que é para termos um Estado mais forte, mais social e mais justo mas… o dinheiro não chega nunca onde mais falta faz. E ficam bem na fotografia porque até ficarmos doentes ou morrermos incinerados numa estrada nacional, jamais saberemos que tudo não passa de fachada. Depois, acaba-se a festa, acusa-se a política externa, o Papa Francisco e os Marcianos, deixando um país completamente depenado para os seguintes resolverem. Com quê? Ora, com as medidas INEVITÁVEIS impopulares e injustas com que depois, ELES na oposição culpam o novo executivo por EMPOBRECER os portugueses!! E sabem que mais? Ainda há parvos que não vêem isto. E ELES sabem-no muito bem.

Porque além de serem políticos indecorosos sabem que temos um problema cultural muito sério. E é aqui o grande trunfo destes abutres.

Mudar isto leva tempo às vezes tempo de mais. Mas como todos os desafios que abracei na vida, não vou parar até conseguir retirar o maior número de pessoas possível desta letargia. Ajudar meu país passa em primeiro lugar por ajudar as pessoas a compreender como funciona a política e o que devemos mudar nela para depois melhorar Portugal. Dirão que sou louca, que ambiciono o impossível, que não vale o esforço. Eu respondo: na vida já vi o impossível acontecer e só aconteceu porque eu NUNCA desisti.

Tudo é possível até o impossível. Basta acreditar metendo mãos à obra e jamais desistir!

Porque não admito que me façam de parva! Muito menos um Primeiro Ministro!

Precisamos de Governantes, Não de Políticos

Esta miserável prestação governativa dura há décadas. Uns melhores, outros piores, outros desgraçadamente péssimos,  tornaram um país com contas equilibradas, sem dívidas, grandes reservas de ouro e com crescimento sustentado, num país pobre, muito pobre, endividado e pré-falido, depois de já ter conhecido 3 bancarrotas. TRÊS!! A política matou a democracia, matou a liberdade, destruiu a nação que agora vive de caridade externa que mete dó, penhorou um povo por tempo indeterminado que carregou e continua a carregar com impostos severos em troco de quase nada. Porque fazer política não é governar. Se fosse, com os recursos que temos, e quantidade infinita de políticos, estaríamos hoje acima da Suiça.

Há 43 anos que  somos desgovernados em nome de uma suposta conquista da liberdade. Os objectivos de quem ocupou e ocupa as cadeiras do Parlamento centraram-se sempre nos interesses do poder instalado a que se juntou com o tempo, outros grupos económicos. Todos andaram a governar-se não deixando que nada faltasse às suas vidinhas, empresas (através da CGD), familiares e amigos. Quem tentou governar, foi eliminado ou manietado pelo sistema. Nunca foi possível repor a ordem num país claramente tomado pelas oligarquias. O polvo foi criado e fizeram-no crescer para que jamais fosse possível reverter o poder instalado. Tornaram-nos prisioneiros do sistema que se alimenta de nós, povo, para crescer. Somos reféns.

Os políticos não governam. Fazem política. Discursam. Defendem ideologias. Fazem palestras. Fazem congressos. Atacam-se mutuamente. Posam para a fotografia. Mentem. Inventam. Iludem. Políticos falam mais do que fazem. Potenciam o crescimento descomunal o Estado para garantir o máximo de votos que os mantenha no poder. Fazem Focus Group à popularidade. Manipulam a comunicação social para limpar opiniões divergentes que os ponham em causa. Fazem uma propaganda cerrada de culto ao líder para lavar cerebralmente os incautos controlando-lhes o pensamento. Oprimem, ridicularizam e tentam silenciar vozes discordantes. Ameaçam quem se opõe. Tentam amedrontar para impedir manifestações. Reagem com violência a quem  lhes faz frente. Apostam na estupidificação em massa do ensino para ser mais fácil manipular pessoas. Não estão nos cargos de poder para servir as populações mas sim para se servirem delas. Por isso, quando há problemas, vão de férias, assobiam pró lado, desaparecem. Fazem tudo para incriminar outros mas nunca, nunca assumem nada. Porque de facto nada fazem nem fizeram. Apenas ocuparam os lugares para se orientarem.

Os governantes, são pessoas que assumem a governação como uma missão. Impõem objectivos claros que cumprem dentro dos prazos estipulados. Não dormem em serviço. Sabem o que têm de fazer para que tudo funcione na perfeição. Rodeiam-se dos melhores, não de amigos, dentro de todas as áreas cruciais. E exigem. Sabem que tostão é milhão e a poupança começa nas pequenas despesas. Não facilitam. Estão atentos. Auditam tudo porque sabem que é fundamental estar informado para ter o controle. Que nada funciona sem organização e chefia competente atenta. Impõem transparência e dão o exemplo.  PRESTAM CONTAS DO QUE FAZEM. Vão ao terreno as vezes que são necessárias para se inteirarem “in loco” das necessidades de cada instituição a seu cargo. NUNCA viram as costas a um problema. Nem deixam de assumir responsabilidades. NUNCA se ausentam no meio do caos. Sabem que o país depende deles e só pode ser próspero se tiver umas boas  finanças. E essas resultam de uma boa gestão e liderança.

Porque Governar não tem cor política, nem pode ter. Não gerimos de acordo com a ideologia marxista/socialista, social democrata ou liberal. Gerimos de acordo com regras de gestão que só têm um caminho para serem bem sucedidas. Nas empresas, nas nossas casas, a gestão segue o mesmo princípio que quando é bem aplicado, prospera. Quando é descurado, provoca a falência. Por isso vemos socialistas a governar de forma totalmente oposta à sua ideologia quando o país entra em falência. Não é por acaso. E temos restaurantes de ideologia marxista a falirem ao fim de pouco tempo.   Factos.

As políticas fazem-se depois à volta da gestão na ESCOLHA das prioridades a dar na aplicação dos dinheiros públicos. É aqui que entram as várias ideologias que hoje não vou abordar mas que influenciam sem dúvida depois os resultados da gestão do país. Se boas, vão criar mais riqueza. Se más, vão estragar todo o trabalho anterior.

Precisamos URGENTEMENTE de governantes porque de políticos estamos cheios e mal pagos. Jamais sairemos do lodo sem uma liderança governativa de excelência capaz de enfrentar os políticos para começar a governar. A sério.

Até lá Portugal jamais verá riqueza por muito que crie.

A Mediocridade Paga-se Caro

Comecemos pelo princípio: ninguém votou nesta aliança governativa. Isto nem vale a pena argumentar. Fomos a votos. Escolhemos PS, PAF, PCP, BE, PAN, VERDES. Ganhou com maioria relativa a PAF. O que se sucedeu a seguir foi um culminar de peripécias para juntar três derrotados na governação. A coligação vencedora faz parte dessa aliança pós eleitoral? Não. Então podemos dizer claramente que quem está a governar não representa a vontade dos eleitores. É inquestionável. Assim, não é da responsabilidade dos eleitores esta mediocridade que nos governa mas sim, de quem os traiu nas urnas: António Costa.

Ninguém quis Costa como primeiro ministro. A derrota com que o brindaram era bem clara. Mas ele seguiu sua ambição à revelia e fez governo dando a mão aos extremistas. Já aqui era clara a sua prioridade: ELE. Por isso, porque se espantam por ele ir de férias enquanto o Estado colapsa nas áreas mais fundamentais se ele ainda só governou nos 2 anos em prol da sua gente de elite? Porque se espantam por ele ir a correr pedir um “Focus Group” à sua popularidade em vez de assumir os erros graves que afectavam a  Nação? Sejamos realistas. Esperar liderança num chico esperto, que já tinha traído José Seguro e  que só quer safar-se uns aninhos na política para ficar bem na vida, é pura fantasia.

Portugal foi alvo de uma tragédia em Pedrógão. NUNCA ANTES VISTA. Ainda não lhe chamamos calamidade porque o cronómetro PAROU nas 64 vítimas mortais. Verdade! Olha só que sorte! Bastava mais uma e era considerado calamidade pública mas… estranhamente as mais de 134 hospitalizadas algumas em estado muito grave, sobreviveram todas. Dizem. Mas as funerárias da região enterraram mais corpos do que os anunciados. Dizem. E os cerca de 20 desaparecidos? Onde param? A dúvida ainda existe mas será por pouco tempo. A sociedade civil já está em campo à procura da verdade (Movimento Cívico Não Nos Calamos!). Que fazem os governantes desta aliança magnífica que nos foi imposta? Ora, PS continua apesar de já desmentido por TODOS que se tratou de causas naturais (é preciso ter lata!); o BE grita pelas responsabilidades mas não move  qualquer acção para EXIGI-LAS e ainda relativiza; o PCP ficou surdo, cego e mudo mas teve tempo, antes do coma, de atribuir culpas ao antigo executivo. Lindo! E Marcelo? Bem esse perdeu o pio.

Quase 20 dias depois vem o assalto a Tancos. O maior de que há memória em armamento de guerra. Que fazem os tipos que nos governam? Relativizam, claro está. Ora, toda a gente sabe que “estas cenas” acontecem também noutros países, certo? Logo, tudo perfeitamente normal na Tugolândia. Pois é. Mas a comunidade internacional tem outra opinião (grande azar) e de repente passamos ser chacota muito bem merecida. Ora como é possível minimizar um roubo de arsenal militar que sai descontraidamente dum paiol por um buraquito na rede? Só mesmo políticos medíocres.

Com estes 2 “eventos mediáticos” houve algum ministro responsável deposto? Não. A mediocridade é para manter. Se nas empresas uma chefia que lidera com prejuízo é substituída, aqui é mantida. Porquê? Ora, todos sabemos que as demissões não resolvem os problemas, certo? (ai! se resolve! acabam os prejuízos! recupera-se a confiança! quando se tem uma liderança séria!) Pelo menos quando é o PS que está no governo. Porque estando na oposição, é isto: “PS pediu a demissão de Paulo Portas (19/9/02). PS pede a demissão do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira (11/1/13). PS pede demissão de Relvas e diz que Passos deve seguir o mesmo caminho (4/4/13). PS pede demissão de ministra das Finanças por “razões éticas” (17/9/13). PS, isolado, pede demissão de Teixeira da Cruz (11/9/14). PS pede demissão de Crato (7/10/14). PS pede demissão de Paulo Núncio (25/3/15).As demissões não resolvem os problemas. Temos de mudar o chip” (4/7/17). Se não resolvem, porque as pediram no passado? Entretanto noutros países a conduta é muito diferente. Claro.

Mas se acha que a mediocridade só destruiu a segurança nacional, engana-se. O ensino que estava no topo graças a Maria de Lurdes e Crato, foi totalmente revertido para facilitar as passagens de ano com 7 “negas” em prol da felicidade. Investir em futuros ignorantes é uma aposta ganha para que nunca falte eleitorado às geringonças. As finanças do país estão em colapso com uma dívida galopante que não pára de crescer e as agora descobertas cativações que revelam o que estou farta de denunciar: um défice fabricado. As Instituições do Estado em ruptura financeira ameaçando a vida das pessoas. E os fogos? Depois dos raios que não existiram eles continuam de vento em popa às centenas pelo país. Alguém se preocupa com as causas? O SIRESP já foi à vida? Claro que não. Mão criminosa é coisa para  tribunal NÃO resolver.

A mediocridade de Costa e seus ajudantes está a custar-nos caro nas finanças, na segurança nacional, no ensino, na saúde, na economia, na confiança internacional. É a destruição do Estado em curso. De forma consciente e voluntária. Porque quem conhece todas as falhas, mas insiste nelas sem nunca as corrigir, tem intenção que tudo falhe para justificar atribuindo culpas ao “azar”. 

Mas azar fabricado é criminoso e  paga-se caro.

 

Pedrógão e Tancos Puseram o País a Nu

A propaganda estava perfeita. Vivíamos num país idílico. Costa geria o país dando fartura às clientelas e corporações encenando melhorias económicas através de um défice fabricado. De sorriso rasgado e ar no peito aclamava todos os dias que Portugal nunca estivera em tão bom caminho na recuperação dos rendimentos, da economia, do crescimento. A seu lado, seu fiel amigo que, incontinente de afectos, não poupou elogios ao Governo. Eis o que Costa dizia há pouco tempo:” Devolvemos ao país a normalidade. O país respira um clima de tranquilidade, com as famílias e as empresas a já não viverem no sobressalto do que poderá acontecer no dia seguinte”.Além disso, “o país respira um clima de tranquilidade e de estabilidade” e já não vive a “incerteza dos planos ‘B’ do Estado” (Encerramento das jornadas parlamentares do PS, Guarda, 22/11/2016). Foi preciso a tragédia de Pedrogão Grande e Tancos para acabar de vez com esta FALSA narrativa. E pôr a nu o verdadeiro estado da Nação.

A verdade arrasou-nos. Em pleno século XXI um país da CE deixava à sua sorte 254 vítimas confirmadas, 500 habitações, 48 empresas. O cheiro a morte e abandono espalhou-se. Mesmo tentando ocultar os factos, ao primeiro minuto, pouco a pouco, graças aos ainda bons jornalistas existentes, a nudez deste país à deriva foi-se revelando. A caixa negra do SIRESP deu a primeira machadada: afinal MUITO ANTES de colapsar, este sistema de comunicações dava conta do desespero das populações que gritavam por ajuda. Mas não a tiveram senão ao fim de 5h. Foi aí que se soube da falta de meios operacionais dos bombeiros, falta de coordenação das chefias dos organismos ligados ao MAI, falta de meios aéreos e terrenos por avarias, falha de formação, falta de responsabilidade governativa que em vez de acautelar no inverno andou a substituir chefias por boys sem competências. 

E se isto já era muito e obrigava à responsabilização política do MAI, veio Tancos com o maior assalto de que há memória em  armamento militar. E porquê? Precisamente pelos mesmos motivos: irresponsabilidade e negligência. Soube-se, só então, que nenhuma câmara de vigilância estava operacional. Que as 25 torres de vigias estavam desertas. Que durante 20h não houve vivalma em rondas. Que o material saiu por um buraco na vedação que já tinha sido sinalizada. 

Perante DUAS falhas GRAVES seguidas, que fazem o Presidente da República, Chefe do Estado Português e o Primeiro-Ministro?  Desaparecem. Emudecem. Agora que tinham de pôr em prática toda a propaganda de afectos e proximidade com as pessoas que dizem tanto os preocupar, FOGEM. O silêncio e a inércia foi tão cruel que até à data nenhum se dignou visitar as enfermarias dos hospitais cheios de vítimas de Pedrógão, ausentaram-se dos funerais, tomaram posse dos donativos sem data para a sua distribuição. Por falar nisso onde estão as reportagens ao minuto destas vítimas que lutam pela vida? Soares adoeceu e tivemos de levar com coberturas constantes de cada espirro que deu… Mas que é isto?

Ficamos assim todos a saber que temos os mais afectuosos líderes de sempre e o melhor défice do mundo, mas em contrapartida NÃO TEMOS SEGURANÇA NACIONAL, a obrigação mais básica de um Estado de direito. Que a qualquer momento podemos ser alvos doutras tragédias que ninguém nesta governação tem competência para nos valer. Que o melhor défice nos penhorou as vidas.

Ficaram nus. Totalmente nus. Além de nus, falidos. O dinheiro é uma ficção. Distribuiu-se o pouco que não havia descurando onde era vital. Uma governação medíocre que já não engana. Enquanto escrevo sei que nos hospitais públicos o colapso é iminente. Mas alguém está preocupado com isso? A Comunicação Social investiga? Naaaaa… Isso será quando morrer muita gente.

Porque valemos ZERO. Existimos SÓ nas eleições. E depois, vista grossa e muito “faz de conta” para enganar incautos.

Triste sina.

 

Não Nos Calamos!

A primeira atitude tomada pela Governo e Presidente da República no dia em que se dava conta da tragédia de Pedrógão foi a desresponsabilização total e absoluta. Contra factos não há argumentos. O primeiro ministro atribuía a matança a causas naturais inesperadas. O PR serenava os ânimos dizendo que tudo tinha sido feito. Sem saberem ainda de nada já sabiam que não havia responsabilidades deste governo porque estávamos apenas perante uma catástrofe natural. Porém, o ruído perturbador dos cidadãos nas redes sociais com denúncias e depoimentos sobre os factos, obrigou a uma mudança de estratégia. Curioso ver  que tanta certeza houve nos primeiros minutos e agora volvidos 13 dias dizem ainda não saber dos culpados.

Começou por ser um raio. Num eucalipto, essas malvadas árvores que têm a ousadia de arder? Não. Num pinheiro. Depois, já não era o raio porque sem trovoadas não os há. Passou-se à GNR esses militares que tiveram a desfaçatez de desviar  as pessoas para a estrada da morte. Mas descobre-se que só o fizeram porque não tinham comunicações entre eles. Entra o SIRESP ao barulho. Esse sistema de comunicações futurista do melhor e mais caro que o planeta tem mas que não funciona em caso de calamidades. Porém, alto lá que a malta do SIRESP respondeu logo (aqui a rapidez é estonteante) alertando que esteve operacional SEM FALHAS. Portanto, todos os que testemunharam o contrário são, de acordo com estes, um bando de mentirosos. Ao SIRESP juntou-se claro o governo, acusando a Protecção Civil pelas falhas. Tem lógica: se as comunicações mesmo sem antenas funcionaram, só podia ser dos incompetentes das chefias da ANPC. Aquelas 30 que o governo substituiu 5 meses antes, por gente altamente qualificada em advocacia, enfermagem, ciências do desporto e desencarceramento. Que por sua vez estão sob a alçada do MAI. Tem lógica.

O Costa começou a exigir respostas a todos os organismos envolvidos mas esqueceu-se de dar as respostas (bem, na verdade não se esqueceu, os jornalistas é que não as fizeram) sobre uma matéria que ele mesmo conhecia muito bem dado que foi ele que fez a adjudicação deste SIRESP formalizado em contrato assessorado pelo seus grandes amigos Lacerda e Constança. Foi graças a Costa que o contrato não contempla antenas satélite, nem geradores, não se responsabiliza em caso de calamidades nem falhas de comunicações que não sejam superiores a 4 dias. Com falhas assim, não se quer que resulte. Quer-se que falhe para justificar a compra de mais meios, mais boys, mais contratos ruinosos para o erário publico. É tão claro e simples de entender.

O que esconde Portugal nos fogos? Muita coisa. Começa pelos maçons como Capoula Santos que têm a pasta da agricultura, 5 dias antes da tragédia abria concurso de eucaliptos,  já tem um mega projecto piloto em marcha (e agora vejam só a rapidez record) para toda aquela mancha gigantesca de incêndio com cheiro a morte. Por falar em maçonaria, já espreitaram a quantidade abismal de maçons do PS aquando das governações do partido? 

Espanha aqui mesmo ao lado, com mesmo clima, enfrentou um grande incêndio numa zona turística. A origem pouco interessa. Interessa sim dizer-se que ficaram 2000 pessoas desalojadas mas NENHUMA sofreu qualquer ferimento. Que em 3 dias estava circunscrito e foi extinto sem intervenção estrangeira. Mas o nosso governo está a brincar com a inteligência de quem?

Não somos parvos. Não somos um bando de ignorantes. Exigimos respeito. Não admitimos que nos mintam descaradamente para salvar a pele. Não toleramos negligência criminosa tratada com pinças. Gente sossegadamente a gerir os destinos da Nação sem assumir responsabilidades nem tomar as medidas correctas e urgentes para proteger as populações destas e outras desgraças como é seu dever.

Porque meus caros senhores, NÓS NÃO NOS CALAMOS. Podem perseguir o Sebastião Pereira que apenas teve a coragem de dizer o que tinha de ser dito e que CÁ em Portugal queriam silenciar. Porque, nós povo, SEREMOS TODOS SEBASTIÕES PREIRA e faremos de tudo para que jamais este assunto morra sem os respectivos culpados serem julgados. Sem TODAS AS VÍTIMAS ressarcidas dos danos. Deste e daquele que em 2016 deixou tanta gente sem nada e AINDA estão à espera. Lembram-se? Está AQUI o auxiliar de memória.

Nós não nos calamos mais! Nunca mais!

#naonoscalamos

Caro Sr. Presidente, Lembra-se da Minha Carta?

Eu sei que a leu apesar da ausência total de resposta.  Embora a esperança de poder despertar em si algum sentimento que o fizesse reavaliar sua actuação, tive sempre consciência que o politicamente correcto poderia ter mais força. E teve. Infelizmente. Tudo continuou igual com elogios rasgados a uma governação cheia de falhas, perigosamente a roçar na irresponsabilidade. Lembra-se das minhas palavras sobre um défice que não passava de um embuste? Pois tem aqui, na tragédia de Pedrógão Grande a confirmação dos medos que lhe transmitia a aos quais lhe pedia ajuda.

Uma governação que maquilha números com suspensão de pagamentos a fornecedores, cortes a torto e a direito na despesa pública, suspensão total de investimento público crucial em vários segmentos,  nunca deveria ter do nosso Presidente da República qualquer apoio senão o da responsabilização. Porque quem apoia cortes e suspensão de pagamentos cegos, assina sentenças de morte num povo indefeso. Hoje foi Pedrógão Grande com o maior e mais mortífero incêndio de que há memória. Amanhã será num hospital, numa escola, numa estrada, numa ponte, num edifício, num sismo, numa inundação, num transporte público.

Depois, virão a público todos emocionados dizer que tudo foi feito. Que foi uma calamidade. Que foi imprevisível. Justificarão com tudo e com nada a inoperacionalidade de um Estado que serve apenas para tirar 70% do rendimento das famílias e que já tem em curso mais aumentos de impostos. Mas na hora de cumprir sua função, demite-se de todas as responsabilidades com o apoio incondicional do nosso Presidente. Como é possível em pleno século XXI, num país da Europa, ter gente no governo assim com seu aval?

Tinha declarado no ano passado que iria acompanhar durante o inverno tudo de perto para que nunca mais vivêssemos situação tão dramática como em 2016. Mas, esqueceu-se de nós. E à nossa sorte, ficamos sem ninguém para nos socorrer e proteger das malditas chamas. E mais de 200 pessoas sofreram as consequências. Não há agora nenhum afecto que reponha a vida como ela era para estas vítimas. Não há palavras nenhumas que façam regressar quem partiu de forma tão macabra. Não há abraço nenhum que apague da memória o que esta nossa gente viveu no meio do inferno. Não há solidariedade nenhuma que traga de novo o que se perdeu. E mesmo assim volvida uma semana não há um único responsável assumido por esta catástrofe! Acha isso normal?

Pois eu lhe digo, que por eles, pelos seus que sucumbiram, por nós, gritarei a minha revolta todos os dias. Transformarei a minha indignação em palavras de ordem. Levarei minha voz até onde for preciso, seja cá seja na UE para que ACABE de vez esta impunidade severa e vergonhosa de quem sucessivamente nos governa e não cumpre com seu dever para com a população. Quero ver REVERTIDOS todos os contratos ruinosos que servem clientelas em vez de prestar serviço às povoações.

Porque basta! Sr. Presidente, basta! Porque somos nós que estamos a morrer. Somos nós as vítimas. Mas também somos nós quem tem obrigação de por no lugar quem se demite das suas funções e não cumpre com seu dever de servir o cidadão que os elege.

E nós só descansaremos quando nossos direitos forem cumpridos. Integralmente.

Com os meus melhores cumprimentos.

Cristina Miranda

Não Foi Por Acaso!

Não há acasos quando as mesmas coisas se repetem sucessivamente durante décadas. Quando se investe majestosamente em equipamentos e meios e em vez melhoria nos resultados piora assustadoramente.  Só um estúpido acredita que isto tudo pode ser obra do acaso, do infortúnio. Desculpem-me, mas a verdade, pela nossa segurança, tem de ser denunciada: a inoperância é o objectivo.

Portugal pelas suas dimensões e características florestais, não precisa de Kamovs e de SIRESP. Estas necessidades inventadas pelos “amigos do Estado” abriram caminho à nossa sentença de morte: os Kamovs foram adquiridos para reaver dinheiro da ex-URSS. Equipamento russo, obsoleto e sem peças para fazer a manutenção. Estão avariados; o SIRESP não funciona em situação de catástrofe ou calamidade pública. Por isso FALHA SEMPRE que precisamos verdadeiramente dele. Mas em contrapartida, os contribuintes pagam como milionários estes negócios.

Os Kamovs custaram na aquisição 42,1 milhões. O Estado celebrou um contrato onde se prevê um número mínimo de voo exagerados e em média quase o dobro, elevando o custo da manutenção. Assim, foi suportado pelo erário público em 2008, 2312 horas de voo mas só foram efectuadas 1269 com um diferencial de 5,4 milhões a mais. Até 2013 o Estado pagou sempre horas a mais sendo que em 7 anos voaram 9562 horas mas foram pagas 14 531. Mais 22 milhões em horas não voadas! Mas há mais: António Costa então ministro da Adm. Interna, assinou seis dias antes de sair do cargo, um memorando elaborado pelo gabinete de Rocha Andrade, permitindo o ajuste directo para aquisição de aluguer de meios aéreos porque tendo firmado contrato com faseamento de entrega dos Kamovs, sabia antecipadamente que não estariam operacionais no verão de 2007. Mesmo assim não lançou concurso normal em 2006, preferindo que se  invocasse mais tarde urgência, para justificar o ajuste directo. E assim foi. Os juízes do TdC arrasaram a actuação de Rocha Andrade subsecretário de Estado da Administração Interna  que ainda alterou e aligeirou o contrato com a Heliportugal numa altura em que a empresa já se encontrava em incumprimento com o Estado. Maravilha!

O SIRESP volta a pôr no palco das negociações Rocha Andrade, Costa e Lacerda. Claro! (estes estão em todas). De cinco empresas consultadas, estranhamente apenas uma se interessa pelo negócio (cof! cof! cof!). Esse consórcio é constituído pela SLN 33%, PT 30%, Motorola 15%, Esegur do Grupo Espírito Santo 12%, DataComp 10%. O processo de adjudicação começa em 2002 onde uma proposta é entregue. A adjudicação acontece estranhamente aprovada pelo governo de Santana Lopes 3 dias depois da eleições legislativas que deram vitória ao PS. António Costa anula não integralmente o concurso e faz nova adjudicação ao mesmo consórcio. Fecha o negócio por 485 milhões, menos 52,5 que o previsto. Esta “pequena” diferença viria a dar outra reviravolta. Costa acabava de eliminar custos com geradores para justificar poupança. Estão a ver? Geradores? Aqueles equipamentos que asseguram a continuidade sem energia eléctrica? Diogo Lacerda era advogado desta PPP assim como foi júri do concurso dos Kamovs, estão a ver o filme? O Ministério Público perante suspeitas do concurso estar viciado desde o início, abre investigação e depois um inquérito que caiu em saco roto. Um hábito muito português. De acordo com o artigo de Joaquim Sarmento, desde que foi assinado, este contrato já foi objecto de 3 renegociações. Se fosse o Estado a pagar seriam apenas 280 milhões mas para que se justificasse a entrega a privados foi revisto de modo a apresentar mais custos para o Estado aproximando os valores. Neste contrato o Estado não tem benefícios mas paga um encargo anual de 40 milhões. Não tem cláusulas de fiscalização nem de acompanhamento de instalação e equipamento. Contudo tem uma cláusula em que o valor a pagar pelo Estado só reduz se o equipamento falhar durante vários dias. Bem como outra, também estúpida de Alocação de Risco – Acts of Gods que se destina à salvaguarda de desastres naturais. Um contra-senso absurdo porque é precisamente para essas calamidades que se destina o SIRESP. Assim, iliba os privados de qualquer responsabilidade para a finalidade a que se destina. Bonito não é?

Mas isto não fica por aqui. Num testemunho que recebi por videoconferência tomei conhecimento através de um ex-bombeiro especialista que no cenário das operações, tudo se organiza e coaduna no sentido de haver uma inoperância inicial em situação de incêndios. Este operacional explica detalhadamente que propositadamente não se tomam medidas imediatas ao alarme. Enviam-se alguns bombeiros para o terreno com jipes e camiões cisternas com ordens dos comandos centrais para passear no teatro das operações de um lado para o outro até haver ordens para avançar. Um show-off para os média. Por isso, alguns populares vêem os bombeiros passar dizendo que estão a caminho de outros fogos, sem parar para as assistir. Depois, vem a ordem e esticam as mangueiras atirando água para o fogo que segundo este especialista ex-paraquedista, não só não apaga o fogo como contribui para o seu alastramento. Diz ainda que, é contraproducente uma descarga de água com esta carga térmica porque ela alimenta o fogo provocando um arrefecimento bruto no oxigénio e propaga-o. Todos sabemos que o fogo se alimenta de oxigénio, certo? E que o dióxido de carbono, o mata, certo? Explica que o fogo tem de ser combatido por dentro e não por fora. Que o efeito químico da água é perigoso e põe a vida do bombeiro em risco. Que os meios aéreos com água em vez de calda retardante, também representa perigo para os aviões e alimenta as chamas que se tornam mais violentas. Que o vento forte é reacção química desse incêndio sendo que o combate eficaz se faz em terra com corta-fogos logo no início do incêndio. E levanta uma questão pertinente: já reparam que o teatro de operações dos grandes incêndios é sempre perto de grandes cursos de água?

Mas, alguém começou a dizer que os corta-fogos eram perigosos. Que a calda retardante, também. Que os meios aéreos eram vitais. A FA dispendiosa e  dispensável. A ajuda dos espanhóis desnecessária. A narrativa perfeita para justificar os contratos ruinosos e mortíferos que comandam agora a segurança  das pessoas. Segundo este profissional, os comandos operacionais são liderados por gente que não sabe combater um fogo, nem nunca estiveram no terreno. Não fazem a mínima ideia de como organizar um combate caótico desta natureza. São gente de gabinete, alguns expert em desvios de verbas.

Foram 200 vítimas desta vez. D-U-Z-E-N-T-A-S! Porque ao contrário das outras vezes, um erro não calculado encurralou gente numa estrada. Não fosse isso, seria só mais uma contabilização aos prejuízos materiais. Entrega de verbas por áreas ardidas que quanto maiores mais recebem. Quis o destino que esta brincadeira com a segurança das pessoas acabasse aqui.

E por elas, pelos seus que sucumbiram, por nós, chegou a hora de pôr um BASTA nisto!

Não deixe morrer este assunto até que se REVERTA todos estes negócios da China. 

Porque hoje foi num incêndio e se amanhã houver um sismo? Pense nisso.

 

Onde Há Fogo, Há Governos Incompetentes

A história da árvore descoberta em 24h no meio de centenas de hectares de mata no calor da noite, como “única arguida” neste processo hediondo de mortes no incêndio de Pedrógão Grande, não convence ninguém. Como sempre, sempre acontece, nas governações socialistas A CULPA É SEMPRE de alguém ou alguma coisa MENOS de quem governa. Volvidos ano e meio, APENAS de governação, esta aliança de esquerdas consegue o maior feito jamais visto em Portugal num tão curto espaço de tempo: o mérito de ter conseguido as duas maiores tragédias em área ardida e mortes em incêndios.

A verdade é só uma, doa a quem doer: os incêndios em Portugal são da responsabilidade EXCLUSIVA dos governos. Somos o único país no Mundo que “abre” todos os anos a “época de incêndios” amplamente noticiados nos média como se de uma coisa banal e perfeitamente natural se tratasse! Apesar de termos um país pequeno com florestas pouco densas,  Protecção Civil, militares, bombeiros, Kamovs, legislação, estudos mais que suficientes sobre reordenamento de território e estarmos integrados na UE, ainda conseguimos o feito de em pleno século XXI termos povoações a morrer SOZINHAS no combate às chamas!! Valha-me Santa Eugénia!!!! Mas que raio de país de bananas é este? É claro que a responsabilidade não começa e acaba neste governo. Já somos fósforos queimados desde que Salazar foi à vida. Pois claro. Alguém se lembra porque não haviam fogos nessa época? Claro que não convém lembrar… A República das Bananas esteve mais ocupada em fazer crescer as clientelas e lobbies a viver à conta do povo do que zelar por eles. Foram 43 anos a fazer crescer o Estado de forma criminosa para se servirem dele descaradamente e não para servir os cidadãos como é obrigação.  E o resultado está aqui bem à vista. A cada ano que passa as proporções do problema adensam-se. E morre cada vez mais gente. Porque dizem eles que não há dinheiro… Mas houve 18 milhões  para amigos plantarem eucaliptos!!

Mas, quando se está no poder, e não se faz nada para  impedir de todo estas tragédias, somos AINDA MAIS responsáveis que todos os anteriores. Porquê? Simplesmente porque se ignorou o passado recente. Simples. E quanto a ignorar e tomar medidas desastrosas, esta Geringonça de irresponsáveis entrou com Pedrógão Grande para o Guiness. Porque a  9 Junho 2016 a Ministra da Administração Interna reverteu a decisão do anterior Governo recusando concentrar na Força Aérea os meios aéreos do Estado para combate a incêndios e emergência médica.  Porque em 14 Agosto 2016 António Costa afirmou que as verbas para combate a incêndios seriam desviadas da Segurança Interna. Porque em 28 Agosto 2016 depois de ter sido conseguido 50 milhões da UE para a compra de aviões de combate aéreo, pelo anterior executivo, António Costa decidiu recusar esse dinheiro. Porque em Abril 2017 António Costa anunciou que os helicópteros Russos Kamov só voltariam a ser utilizados em 2018, devido aos elevados custos de manutenção. Porque a 18 Maio 2017 António Costa decreta que  bombeiros passarão a ir  de autocarro ou comboio para combater incêndios por razões de contenção de custos. Porque em 2017 para se obter o melhor défice do planeta fizeram-se cortes cegos e obscenos nos meios dos soldados da paz e suspendeu-se remunerações por falta de verbas.

E depois desculpabiliza-se a acção medíocre e irresponsável de todo um governo por via de uma trovoada seca. A sério? Então se assim foi, que respondam: como pode o raio que supostamente caiu numa árvore às 18h ter provocado um incêndio que começou às 15h com ausência total de trovoada segundo os populares? Como é possível não haver registo das horas e localizações das  descargas eléctricas desse dia no IPMA? Porque razão não se viu um único bombeiro a pé ou de carro, um único meio aéreo?  Onde estavam os 700 bombeiros que a Protecção Civil dizia ter disponibilizado e que ninguém viu? Porque razão as pessoas que tentaram fugir foram encaminhadas pela GNR a seguir para a “estrada da morte”? Porque razão às 5h com fogo por todo o lados da estrada, ela ainda não estava cortada? Porque razão só depois do fogo ter feito vítimas, foi notícia nos noticiários? Porque razão o Sr. Afectos não deu uma única palavra sobre responsabilidade do governo nesta acção? Com um fogo de 4 frentes activas porque demorou tanto o pedido de ajuda internacional?

Respondo eu, sem problemas: porque somos governados por bananas. Não há governo, há marionetas. Não há liderança, há ocupação de lugares de chefia para encher bolsos. Porque é nos momentos de crise que se vê a qualidade de quem governa na forma como acodem aos problemas e nas medidas implementadas para os resolver. E estes não resolvem nada, maquilham a realidade.

Podem guardar as romarias ao local da morte, lágrimas de crocodilo e discursos emotivos para os vossos gatos lá de casa. Quem viveu a tragédia, perdeu tudo inclusive familiares sabe bem que foi abandonado por um bando de políticos hipócritas que só aparece no fim das tragédias e antes das eleições. 

Tarde demais. Porque onde há fogo há sempre governos incompetentes culpados pela inacção. Quem paga impostos elevados como nós em Portugal devia ter um serviço público de excelência. Se não o tem é porque o desviam para outros fins. Ponto.