Marcelo, um homem sem rumo

A queda progressiva da credibilidade da III República não começou com Marcelo e Costa, com estes, o regime atingiu o seu mínimo histórico em toda a sua geometria. Depois do inicio da construção oligárquica e de uma rede de favores com Guterres, o assalto por parte do PS ao Estado pela parte de Sócrates e a tentativa “Khadafiana”, de controlo da comunicação social bem como o desastre financeiro e económico que este deixou de herança ao país e ao seu partido, sendo já o labéu do PS nestes últimos 46 anos de democracia, há uns anos não tínhamos sequer a noção do buraco negro que se seguia após a presidência de institucionalismo e de bastidores de Cavaco Silva, e a governação de emergência nacional e de responsabilidade de Pedro Passos Coelho.

Não existe sequer um termo de comparação possível para o binómio governativo de Passos-Cavaco e Costa-Marcelo. É quase uma piada feita comparar a autoridade “Vitoriana” natural de Cavaco Silva, goste-se ou não do estilo, ou a frieza e coragem “Alexandrinas”, de Passos Coelho com a parolice enraizada de Marcelo, que perdeu todo o seu soft power da sua mão invisível que tentou construir com os seus afectos num passado recente, para controlar Costa em anos difíceis, ou o modo “pusilânime”, de António Costa a tratar crises de todo o tipo seja Pedrógão,  fugindo para paraísos de praia, ou o conjunto harmonioso de ziguezagues que fez neste crise pandémica onde meteu marcha atrás e depois “a quinta”, várias vezes durante vários dias seguidos sempre coadjuvado por duas jarras representadas pela senhora Graça e pela senhora Temido que colocou o Serviço Nacional de Saúde de rastos.

O facto de muitos acharem que Costa esteve bem, é o lado perfunctório do povo português a falar. A habituação ao “nivelar por baixo”, desde 2015 tornou nos um povo a roçar o obsoleto. Ficamos satisfeitos com pouco especialmente pelo primeiro-ministro já dizer um conjunto de palavras sem recortes gramaticais mais graves como antes. É ainda mais grave quando certa “direita”, portuguesa o faz. Costa é hoje consensual a todos. À esquerda ninguém o quer deitar para o lixo devido ao crescimento de Ventura, à direita pelo mesmo motivo acrescido de não terem uma estratégia comum. No meio disto tudo, quem devia ser o pêndulo do regime e o contrapeso a Costa, está numa retrete de Cascais ou numa cave em modo mais ou menos hipocondríaco a lavar roupa e a estender o fio dental.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República de Portugal, esconde se numa câmara baloiçando para trás e para a frente com um discurso vazio para a nação. Chefe de Estado. Único caso na Europa. Como diria um amigo meu: parabéns à prima.

Mauro Merali

 

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